De todas as medidas questionáveis adotadas pelo atual comando da Polícia Militar, inegavelmente a mais inexplicável é o enfraquecimento da Corregedoria Interna da Polícia Militar, sobretudo considerando que o esvaziamento foi feito rapidamente.
Embora tenha nomeado uma comissão para estudar mudanças na área correcional, antes de qualquer conclusão e logo após a nomeação da referida comissão, os 4 (quatro) Chefes das Delegacias de Polícia Judiciária Militar foram sumariamente exonerados.
Atitude inexplicável.
Por que não esperar as conclusões da comissão?
Hoje, a Terceira e a Quarta DPJMs estão sendo chefiadas por Capitães, funções antes exercidas por Coronéis ou Tenentes Coronéis.
Logo após a exoneração dos Chefes, vários Policiais MIlitares foram transferidos e as supervisões disciplinares se transformaram em ações educativas.
Por quê?
O que se espera com essas atitudes?
Teremos que aguardar e torcer que o Juiz Auditor, os Promotores e os Defensores Públicos da AJMERJ estejam acompanhando esse processo de enfraquecimento.
Porém, uma novidade parece que irá agradar em cheio a alguns Delegados da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Em 1993, com a criação da Corregedoria Interna, a Chefia de Polícia Militar foi renomeada, passando a se denominar Primeira Delegacia de Polícia Judiciária Militar.
As DPJMs se multiplicaram, hoje são quatro e o nosso projeto quando Corregedor (2007) era ampliar para seis DPJMs, alcançando todo o Rio de Janeiro.
Ao longo dos nossos mais de dez anos na área correcional, em diferentes momentos fomos questionados sobre a denominação DELEGACIA, algo que não era aceito por alguns DELEGADOS da Polícia Civil, que percebiam nessa denominação uma igualdade entre uma DELEGACIA DE POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR e uma DELEGACIA DA POLÍCIA CIVIL.
E eles estavam certos, uma DPJM e uma DP desenvolvem as mesmas atribuições, sem qualquer diferença, a não ser a natureza dos delitos.
Na época essa igualdade incomodava muito, hoje, não sabemos se ainda incomoda.
Todavia, isso será coisa do passado, pois no processo de enfraquecimento da Corregedoria Interna as DPJMs desaparecerão, talvez passem a se denominadas como DEPARTAMENTO CORRECIONAL, chefiados por um Major de Polícia ou um Capitão de Polícia.
Imaginem uma equipe do Departamento Correcional atuando na área de um batalhão comandado por um Coronel de Polícia?
Vocês já ouviram falar na expressão chave de galão?
Assim sendo, não nos resta outra alternativa, a não ser agendar uma entrevista com o Ministério Público e com o Poder Judiciário da AJMERJ, em defesa dos valores institucionais.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO
2 comentários:
Grande foi a minha surpresa ao vê-lo em Copacabana na segunda marcha da p.e.c.300 coronél pahú,pois na operação TINGUÍ,25 pms eram investigados pela pol.federal por associação ao tráfego,quando os coroneis altimayer e pahú tomáram a frente e atraves da escala de serviço prenderam 74 pms para investigação"cinematográfica e política",após HUM ANO de castigo no b.e.p.,todos foram considerados inocentes,e agora?Caberia promoção de uma patente àcima e os R$500,00 à mais no salário(o que recebe o recruta pacificador,por perdas em 1 ano.
Grato pelo comentário. Não sei porque ficou surpreso, afinal eu organizei a 1a marcha da PEC 300 no Rio, logo, nada mais natural do que participar de todas. Infelizmente, vc não conhece a verdade. Nem eu e nem o Altamayer participamos de qualquer investigação da Polícia Federal nessa operação, o Altamayer apenas encaminhou as escalas dos dias solicitados. Além disso, cabe destacar que ninguém poderia ficar preso só em razão das escalas, se isso ocorreu o erro não foi da PM. Procure se informar melhor, caso contrário, continuará cometendo injustiças. Juntos Somos Fortes!
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