sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

TERCEIRIZAÇÃO DAS VIATURAS DA POLÍCIA MILITAR – ISSO ESTÁ SENDO INVESTIGADO?

Prezados leitores, antes de lerem a notícia do Jornal Extra, publicada há quase seis meses, lembramos que o contrato anterior celebrado pela secretaria de segurança pública com a "fornecedora anterior", está sendo investigado pelo Ministério Público.
Será que essa notícia serviu para instruir a investigação em curso:
- JORNAL EXTRA:
14 de julho de 2011.
Empresa que vai renovar frota de carros da PM tem mesmos sócios da antiga fornecedora.
A empresa CS Brasil Transportes de Passageiros e Serviços Ambientais Ltda., que venceu o pregão eletrônico para a renovação da frota da PM, com licitação homologada anteontem, pertence ao mesmo grupo de acionistas que fechou o último contrato de compra e manutenção das viaturas. Assinado em 2007, o contrato anterior foi firmado com a Júlio Simões Logística SA (JSL). O grupo figura como acionista majoritário da CS Brasil, com 99,4% de participação na empresa.
A Simpar SA e outras duas pessoas físicas, que são acionistas da JSL, figuram no quadro de controle societário da CS Brasil. O grupo, aliás, foi investigado por fraude na locação de carros na Bahia. “O pessoal acha que aqui é como no Rio, que faz contrato de qualquer jeito”, disse Antonio Antonio Jorge Ribeiro de Santana, ex-comandante da PM da Bahia, em conversa telefônica grampeada.
Contrato maior
Questionada, a Polícia Militar não explicou por que sócios do mesmo grupo que venceu o último pregão farão a nova troca de frota, agora com uma empresa de outro nome. O valor do contrato é de R$ 490,71 milhões — mais de quatro vezes acima do último contrato. Em 2007, a JSL recebeu R$ 107,6 milhões para fornecer 1.155 Gols e 256 Blazers. A CS Brasil irá fornecer 1.187 Logans para patrulhamento ostensivo e 321 Blazers, todos adaptados, em até 120 dias, num contrato de 60 meses. A previsão é de que o contrato seja assinado nesta semana.
Polêmica do kit-gás
A Júlio Simões Logística SA também se envolveu numa polêmica no contrato firmado com a PM, em 2007. Na época, o Estado pagou para que 998 dos 1.228 carros terceirizados fossem equipados com kit gás. O caso veio à tona em julho de 2009, quando o EXTRA revelou que os veículos eram abastecidos com gasolina ou álcool. Com isso, o governo deixou de economizar R$ 34,6 milhões. Na época, o Ministério Público investigou o caso.
A principal vantagem na troca de Gols por Logans é o espaço interno. O porta-malas do Renault, com capacidade para 510 litros, leva vantagem aos 285 litros do Gol. Em contrapartida, em possíveis perseguições, os bandidos têm mais chances de fugir de um Logan, com 1.080 quilos, do que de um Gol, que pesa 961 quilos e atinge maior velocidade.
Juntos Somos Fortes!

Um comentário:

Anônimo disse...

SÉRGIO CABRAL DESRESPEITA A PMERJ E O CBMERJ
Pagar um soldo inferior ao salário mínimo vigente é sinal de desrespeito.

Piso deveria ser R$ 2.349,26 para servidor arcar com despesas básicas.
O militar estadual (PM e BM) precisaria de um piso salarial no valor de R$ 2.349,26 (DOIS MIL, TREZENTOS E QUARENTA E NOVE REAIS E VINTE E SEIS CENTAVOS) para poder suprir as necessidades vitais básicas, de acordo com dados divulgados pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em Dezembro de 2011 (referente ao mês de Novembro de 2011).
Amparo legal: Constituição da República Federativa do Brasil, inciso IV do artigo 7º.
http://www.dieese.org.br/rel/rac/salminMenu09-05.xml

Para o governador do Rio de Janeiro, o policial militar não tem valor nenhum!
POBRES POLICIAIS MILITARES DO RIO DE JANEIRO, POSSUIDORES DOS PIORES SALÁRIOS DO BRASIL!
E olha que o Estado do Rio de Janeiro possui a SEGUNDA MAIOR ARRECADAÇÃO DE IMPOSTOS DO BRASIL...
O QUE É FEITO COM O DINHEIRO PÚBLICO?
Desperdício de dinheiro público em 2011 com preparação para Copa chegou a R$ 776 milhões!
Não temos SAÚDE, não temos EDUCAÇÃO, não temos SEGURANÇA PÚBLICA, mas sediaremos a Copa do Mundo e as Olimpíadas. O que é mais importante?
O soldo do PM e do BM continua abaixo do salário mínimo vigente, contrariando a Constituição Federal (inciso VII do artigo 7º) e a Constituição do Estado do Rio de Janeiro (inciso I do artigo 92).