domingo, 11 de setembro de 2011

AS UPPs SÃO AS CABINES DO SÉCULO XXI.

Cidadão fluminense, você lembra do aparecimento das Cabines da Polícia Militar?
Sim, as cabines nasceram no século passado, você acertou.
Elas existem até os nossos dias em diferentes modelos, como as torres da Perimetral.

As UPPs - os Super GPAEs - podem ser consideradas como as super cabines do século XXI.

Você deve lembrar como eram implantadas no século XX: a comunidade doava a parte material, como a própria cabine, por sua vez a Polícia Militar cedia os homens.
Um acordo que parecia maravilhoso, aparentemente simbiótico, pois todos ganhavam.
Logo a Zona Sul ficou recheada de cabines, algumas estão abandonadas até hoje, símbolos da falta de planejamento e da dominação política da PMERJ.
Cabines de serviços policiais existem em incontáveis países civilizados, mas sempre inseridas em um planejamento macro, sendo a cabine uma parte da estratégia do policiamento.
No Rio quase nunca se obedeceu esses critérios. Nos nobres bairros do Leblon e Ipanema, por exemplo, poucos metros separavam uma cabine da outra, algumas delas colocadas em frente de prédios habitados pelos bilionários da época, os quais compravam a parte material sem qualquer sacrifício.
O tempo foi passando e a verdade foi aparecendo.
As vantagens e as desvantagens das cabines começaram a ser discutidas e a maioria das novas implantações começou a ser descartada.
As cabines possuem inúmeras vantagens, principalmente as modernas, que protegem o PM (blindadas) e que oferecem um mínimo de conforto para os PMs usuários (sanitários), características que as do século passado não possuíam. Servem como referência para a população que sabe que ali poderá encontrar pelo menos um PM para comunicar uma ocorrência e podem servir de base para o policiamento motorizado, sua principal finalidade, quando integram um planejamento bem feito.
Apesar das vantagens, as cabines possuem uma contra-indicação poderosa, considerando engessam parte do policiamento (um ou mais PMs precisam permanecer na cabine unicamente para proteger o patrimônio), além de existir a possibilidade de se transformarem em um policiamento privilegiado, que atende a um grupo em detrimento da população como um todo, como ocorreu na Zona Sul, isso no século passado.
Obviamente, a população que mora em volta das cabines fica muito feliz com a sua existência, transmitindo uma sensação de segurança, tal como ocorre nas UPPs, as comunidades assistidas festejam a implantação e com toda razão, pelo mesmo motivo.
Tente retirar uma cabine de um local e você verá surgir uma tsunami de reclamações da comunidade local em sua direção, nada mais natural.
Em contrapartida a essa felicidade local, a concentração do policiamento nas cabines, acaba afastando o policiamento das outras regiões, exatamente como ocorre com as UPPs, onde uma grande parte do efetivo da Polícia Militar está engessado, enquanto o restante do Rio de Janeiro padece com a falta de policiamento.
Em apertada síntese, as cabines e as UPPs produzem o mesmo efeito colateral danoso, concentram o policiamento em áreas restritas e abandonam o restante do território.
O problema maior é que as UPPs - os Super GPAEs - são "cabines gigantescas" que engessam centenas de PMs em cada uma delas, portanto, o mal cresceu geometricamente.
Hoje mais de 2.000 PMs estão engessados nas UPPs, efetivo equivalente a cerca de cinco batalhões.
Lembro que um batalhão policia vários bairros.
As UPPs são maravilhosas para as comunidades assistidas, mas são trágicas para a população como um todo, principalmente para os bairros que recebem os traficantes que não são presos por ocasião da implantação de cada UPP.
Quem direciona o policiamento para parte da população é burro, isso tirando por menos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

8 comentários:

Anônimo disse...

PMERJ DESTOA DAS POLÍCIAS MILITARES DO BRASIL E TEM SOLDOS INFERIORES AO SALÁRIO MÍNIMO VIGENTE (do soldado ao segundo-sargento), o que contraria o artigo 92, inciso I, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro e o ARTIGO 7º, INCISO VII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988, pois O SOLDO É O SALÁRIO DO MILITAR.

A PMERJ tem os menores salários do Brasil, e o Governo do Estado do RJ tem a folha mais leve do país, sinal de que o governador Sérgio Cabral não está comprometido com a Segurança Pública do Rio de Janeiro. O que é feito com a segunda maior arrecadação de impostos da federação?

POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA SÓ É FEITA COM POLICIAIS BEM PAGOS.” foi o que disse o então candidato ao Governo do Rio, Sérgio Cabral.

O GOVERNANTE QUE DIZ QUE O ESTADO DO RIO NÃO TEM DINHEIRO PARA PAGAR MELHOR SEUS POLICIAIS ESTÁ MENTINDO!” (palavras de Sérgio Cabral Filho em 2006).

A subserviência política da PMERJ é o câncer que está destruindo a Corporação.

O MENSALÃO DA UPP: O ACORDO GOVERNO-TRÁFICO DE DROGAS COMEÇA A EXPLODIR. 14,5% do efetivo se vendeu!

A FARSA DAS UPPs, DENUNCIADA DESDE 2009, CONTINUA SE DESMANCHANDO NO AR. Em 2009, Helio Fernandes já denunciava o pacto entre o governador Cabral e os traficantes na farsa das UPPs, que só agora vem à tona.

RIO DE JANEIRO
DIA DO BASTA
DIGA NÃO AOS CORRUPTOS
DATA: 20 SET 2011.
HORÁRIO: 18:00 HORAS.
LOCAL: CINELÂNDIA.

Não temos condições de sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

Anônimo disse...

Sobrinho de Paulo Melo, chefe de posto do DETRAN, agride usuário e nada acontece
Reprodução do blog do Marcos Carequinho
Reprodução do blog do Marcos Carequinho


O presidente da ALERJ, Paulo Maria Mole adora ser chamado pelo pomposo título de “Rei da Região dos Lagos”. Mas é fato que ele tem grandes poderes na região. Basta ver o que aconteceu em Araruama. Seu sobrinho Dida ganhou de presente do titio, a chefia do posto do DETRAN. Um usuário revoltado com o péssimo atendimento quis gravar imagens e conversar com Dida. Vocês vão ver numa gravação de 30s, Dida, o sobrinho de Paulo Maria Mole, que está sentado de boné, partir para cima do usuário junto com seguranças e fazendo ameaças.

subten bm disse...

cel acabei de ler agora no site último segundo que um policial militar foi baleado ontem a noite durante troca de tiros com bandidos no morro do fallet já "pacificado" e corre o risco de ficar paraplégico. mais uma farsa da pacificação.

sgt bm sá freire disse...

até quando a PMERJ,vai ficar se sujeitando a essa temporada de caça aos policiais das UPPS,sem fazer nada contra o desgovernador.

Anônimo disse...

Eu lembro que durante a guerra de Maio de 95 no morro dos Prazeres de Sta.Teresa ao cair da noite os PMs que ocupavam as cabines pediam abrigo na casa dos moradores do bairro, pois tinham medo de serem executados pelos bandidos.

Anônimo disse...

Policial de UPP baleado em Santa Teresa segue internado em estado grave, corre risco de ficar paraplégico! Co-irmãos vcs acham que o nosso Governador está preocupado com essa noticia? Por isso devemos nos unir não só pelo um salário melhor e sim por respeito e dignidade, os comentarios maldosos com certeza não são dos bombeiros, o nosso Governadar é tão sujo que coloca pessoas deles para fazer desavenças, Juntos somos fortes, essa batalha não e so dos bombeiros não irmãos é nossa!!! Vem, vem, vem

Fábão disse...

É triste, muito triste tudo isso. O q mais me aborrece é a indiferença dos demais PMs , parece que isso ocorreu no Japão. Um perdeu a perna outro ficou tetraplégico e não vai parar por aí, toda PM deveria ter vergonha na cara e deixar de achar que são os bambambãs ,deveriam ser homens de verdade e não bonecos, agora vão mandar outra turma que se formará no cfap pra lá ,ou seja ,são só estatisticas, fico imaginando a alegria dos novos soldados em substituir os colegas lá em Sta Tereza.

Anônimo disse...

Policiais civis vão fazer operação padrão em busca de aumento salarial
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Reprodução do JB on on line

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sinpol) organiza uma operação padrão para pressionar a Secretaria de Segurança Pública a atender as reivindicações do movimento. A ação, batizada de Operação Cumpra-se a Lei, promete mobilizar os agentes da corporação para cumprir todos os procedimentos determinados pela legislação brasileira. O sindicato, inclusive, já distribuiu um panfleto e uma cartilha elaborado por um outro sindicato (Sindpol) que tem alguns objetivos comuns, para orientar a atuação dos agentes.
"Essa é a maneira que encontramos de pressionar o governo a nos receber. Vamos exigir, por exemplo, a presença de delegados , o que é obrigatório em muitas das atividades da polícia e normalmente não é feito no Rio de Janeiro", explica o comissário Fernando Antônio Bandeira, presidente do Sinpol.

Fonte:
http://ricardo-gama.blogspot.com/2011/09/policiais-civis-vao-fazer-operacao.html