domingo, 6 de setembro de 2009

MÁRIO SÉRGIO CRITICADO POR ESPECIALISTA E POR PARLAMENTAR.

JORNAL EXTRA:
Cem policiais militares trabalham em laboratório da PM produzindo xampus, sabonetes e cremes.
Marco Antônio Martins - Extra.
RIO - Quem entrou na manhã da sexta-feira passada no Laboratório Industrial Farmacêutico (LIF), em São Gonçalo, encontrou prateleiras vazias: "Faz falta para quem precisa", avisa o atendente. A fabricação de medicamentos está parada e mesmo assim, a Polícia Militar mantém uma estrutura de cerca de cem homens para acompanhar a produção de cosméticos como xampus ou cremes hidratantes
(vídeo mostra a falta de medicamentos nas farmácias da PM) .
O efetivo da burocracia equivale ao número de policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro Dona Marta, em Botafogo. Exatamente no momento em que o comandante-geral, o coronel Mário Sergio Duarte abre licitação para comprar um carro blindado e assim, segundo a sua assessoria, liberar cerca de 20 PMs da sua segurança para as ruas.
Faltam PMs nas ruas.
Em meio à falta de PMs nas ruas, esses policiais estão destinados ao LIF para apoiar farmacêuticos na produção de material de beleza. São soldados ou cabos, por exemplo, que trabalham no rancho ou no almoxarifado. Documento encaminhado pela corporação à Assembleia Legislativa do Rio, este ano, informa que há seis PMs, sendo três sargentos, como motoristas.
- É um desvio usar policiais em funções que não sejam a atividade fim da PM. Uma das causas do descontrole da seguranca no Rio é a má administração da polícia - afirma o deputado federal Rogério Lisboa, do DEM.
Instituição diz que gasto é só com salários.
Em nota, a Polícia Militar informou que gasta apenas com o salário dos policiais lotados no LIF. Mas a instituição não citou os valores destinados às contas de água, luz, e até os impostos que deixam de ser recolhidos com a venda de medicamentos.
Na mesma nota, a PM garante haver supervisões sobre a venda que só acontece com nota fiscal. Não é o que constatou o EXTRA nas quatro farmácias visitadas. Em nenhuma delas, a compra também foi limitada.
Burocracia.
Segundo a PM, o efetivo destinado ao LIF é de 55 policiais. O número de 100 agentes foi passado ao governador Sérgio Cabral. Independente do número são PMs presos à burocracia.
- Podem ser 20, 50 ou 100. Não importa. A distribuição de policiais é deficiente. Fechar quartel não resolve. Tem que mexer na escala. Nenhum PM trabalha 24 horas - afirma a antropóloga Ana Paula Miranda, professora da UFF. Nota fiscal que é bom, nada
Diante das prateleiras vazias, o atendente garante: "A previsão é de que na quinta-feira cheguem remédios". Destinada a atender PMs e seus parentes, o LIF deixou de fabricar e passou a comprar medicamentos genéricos em laboratórios particulares para revendê-los a preços abaixo do mercado.
O próprio atendente faz coro com policiais, revelando a pressão feita por laboratórios para interromper a produção dos remédios. Todos vendidos sem nota fiscal, o que dificulta o controle. Compra ilimitada
O EXTRA esteve nas farmácias do LIF, do Hospital da PM, no Estácio e em Niterói, e do 16º BPM (Olaria). Lá, dos 38 produtos da lista de medicamentos faltavam 27. Os atendentes não deram nota fiscal e a compra foi ilimitada.
Apenas no hospital em Niterói, o atendente anotou os valores com uma caneta atrás da lista de medicamentos fornecida no local.
Colaborou
Márcio Luiz Rosa
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

4 comentários:

CHRISTINA ANTUNES FREITAS disse...

Sr.Cel.Paúl:

Medicamentos sendo feitos para o udo do Hospital, com Farmacêutico Responsável, e sendo inspecionado por órgãos competentes, acho válido.

Mas Shampoo, Creme...
Acho isso completamente estranho.
Se ainda fosse para uso Hospitalar, como preme para prevenção de Escaras, tudo bem.

Esses cem PM's seriam Técnicos Químicos?

Coisa Patética!

Abraço fraterno,
CHRISTINA ANTUNES FREITAS

Mônica disse...

Opinião da Sra Ana Paula Miranda sobre o Cte Mário Sérgio ???
Ana Paula Miranda não é aquela que foi destituida da presidência do ISP e substituida pelo Cte Mário Sérgio ????

Paulo Ricardo Paúl disse...

Prezada amiga Christina:
O LIF produzia além dos remédios, alguns materiais de higiene pessoal, que os PPMM compravam muito mais barato nas farmácias existentes em algumas OPMs.
E 100 PPMM não fazem falta.
Eles contiinuam saindo da PM para os mais diversos destinos e ainda existem mais de 2.000 PPMM fora da PM.
O que representam 100?

Paulo Ricardo Paúl disse...

Prezada amiga Mônica:
Infelizmente, a gestão MS no ISP foi muito ruim. Todos os estudiosos criticam o seu período como o menos produtivo do instituto. A Ana Paula incomodava muito o governo, sobretudo Beltrame pois queria divulgar todos os indíces, inclusive os da PCERJ.