sexta-feira, 25 de setembro de 2009

AS ASSOCIAÇÕES DE CLASSE DA PMERJ E DO CBMERJ E A CRISE NAS INSTITUIÇÕES.

O EXCLUÍDO FARDADO NA FAZENDA DOS AFONSOS
DIA 28/09/09 - SEGUNDA-FEIRA - 08:00 HORAS
INCORPORAÇÃO DOS NOVOS ALUNOS DO CFSD

Eu nunca pensei em ser presidente ou diretor de uma associação de classe da Polícia Militar, como nunca pensei em concorrer a nenhum cargo eletivo no poder executivo ou legislativo, coisas em que penso muito atualmente.
A única eleição que participei e ganhei foi para síndico do prédio onde resido há 25 anos, o que me bastou para vivenciar o dilema de ser um "representante" de outras pessoas.
Todavia, nos nossos amargos dias percebemos claramente que não temos representatividade, não temos lideranças positivas, existe um hiato, um vazio, nesse importante componente da vida social.
Com a ajuda de alguns amigos temos avançando na direção de criarmos uma OSCIP que será uma associação destinada a promover a cidadania dos profissionais de segurança pública, a voz de uma pessoa jurídica sustentada por toda uma estrutura administrativa e um assessoramento jurídico.
Em breve, a OSCIP será uma realidade.
E quais são os motivos dessa introdução, além de informar sobre a OSCIP?
Mobilizar, mobilizar e mobilizar.
Hoje ao acordar, ainda sob os efeitos das decepções de ontem, me peguei pensando no que faria se fosse presidente de uma Associação de Classe da PMERJ ou do CBMERJ nessa manhã chuvosa de sexta-feira.
A resposta veio rápido, convidaria todos os Coronéis da minha Instituição para uma reunião com o objetivo de tratar a séria crise que nos oprime e estabelecermos estratégias e táticas para a restauração da dignidade profissional.
Faria isso por uma questão de dever de ofício, por assim dizer.
Uma associação tem que representar a sua categoria, ela não pode ser a voz do presidente, a "voz do dono", precisa ser a voz da categoria.
Infelizmente, na PMERJ, isso parece impossível com os atuais administradores, uns parecem odiar Oficiais, outros guardam amarguras pessoais fruto de disputas eleitorais, dividindo ainda mais a Polícia Militar, rancores de um passado que não foi imposto pelos que estão no presente.
Sinceramente, como estão as nossas associações não representam ninguém, embora tenham milhares de sócios, que buscam nelas o apoio jurídico para ingressarem no judiciário, nada além disso.
Eu faria isso, convidaria os Coronéis para uma reunião.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

7 comentários:

Anônimo disse...

Vou pedir um favor ao Sr. Cel.Paúl, por favor o excluido fardado juntamente com suas faixas que mostra o miserável salário pago aos orgãos de segurança, em um estado que vai ter a copa do mundo e pretende sediar as omlímpiadas ! tem que comparecer até o dia 30/09 na frente do consulado dos E.U.A. e mostrar para o mundo que pessoas responsáveis para dar segurança não tem tranquilidade pisicológica para dar segurança as pessoas que participarão desse eventos, pois vivem com o psicológico abalados com os miseráveis salários pagos a essas categorias.

Anônimo disse...

então quer dizer que quem já recebe gratificação como é o caso dos médicos, enfermeiros,técnicos de enfermagem,motoristas do cbmerj e os da pmerj não receberão os 350 reais,mais receberão os 5%,irão continuar ganhando mais;os medicos recebem 2100 por cada 12 horas extra,os oficiais enfermairos 900, os tec de enfermagem 700 os motoristas 600 e os pms do bope 1000,e os pms das unidades pacificadoras 500,temos dois cbmerj e duas pmerj.

Miguel Cordeiro disse...

Coronel Paul, entendo seu desabafo, mas é preciso que não ocorra generalizações.
A ASSINAP, por exemplo, é uma entidade que acolhe e escuta todas as graduações e patentes.
É a única a apoiar financeiramente a manifestação pela PEC 300 e abriu, ou melhor, escancarou as portas para o livre debate entre todos.
Também estamos abertos a abrigar a reunião de coronéis que o senhor sugere. Vamos juntos. Não deixe a emoção superar a razão. Vamos lutar juntos por melhores salários.

Cumprimentos do Miguel Cordeiro.
Até domingo.

marcia cristina disse...

Chega a ser ironico o cel Paul, dizer que se fosse presidente de uma associação convocaria todos os coronéis.Coronel o Sr.quando estava à frente da corregedoria jamais recebeu presidente de associação alguma quando estes iam interceder à favor de seus associados até mesmo coronel advogado o sr. não recebia, sempre permaneceu nesta impafia que lhe é peculiar. Quantos praças coronel absolvidos por seus comandantes o sr. discodando do parecer excluíu não importanto-se com a tinha familia deste. A constuituiçao diz claramente que ninguém é culpado até que se prove o contrario. coronel sr. só visava nada além da gratificação que sr.coronel recebia.Agora vem a pulblico falar sobre associações.CORONEL sr.deveria ter vergonha de tentar promover-se a eleições ano que vêm as custas dos nossos PM"S E BM".

Miguel Cordeiro disse...

Caro Paul,
veja o que a ASSINAP está fazendo pela caminhada da PEC 300

- 3 mil cartazes
- 20 mil panfletos
- divulgação em 42 batalhões da PM e BM, incluindo unidades do interior, com a kombi
- confecção de bandeiras, banners e faixas para serem exibidas na caminhada
- distribuição de água mineral e lanches no dia da caminhada

Somos a única associação a contribuir financeiramente com a caminhada, se esforçando para atender a todos as solicitaçoes da Comissaõ.

Abraços,
Miguel Cordeiro
Presidente da ASSINAP

Anônimo disse...

Caro Paul
Como você pode criticar as Associações de classe se à apenas 02 anos se associou a dos Oficiais PM e BM?
Reunir os Coroneis para tratar de estratégias não é difícil, difícil é conciliar os egos, deles e o seu.
Presidir uma associação não é difícil, o problema é querer fazer dela palanque eleitoreiro.

Paulo Ricardo Paúl disse...

Grato pelos comentários.
Miguel postei um artigo, parabéns. Fico feliz em ser sócio de uma associação que luta ao meu lado.
No tocante à AME/RJ, realmente, sou sócio há dois anos e me arrependo, pois tive muitas decepções, principalmente quando o presidente em uma AGE se comprometeu a entrar com uma ação contra o Beltrame e não o fez até hoje. Isso sem falar na pouquíssima ajuda financeira da AME para os nossos atos, que passaram a não interessar mais quando saímos da mídia. Aliás, quantos sócios nos levamos para a AME na época da mobilização?
Márcia Cristina o que você cobra de mim na verdade é uma tarefa que eu atribui ao Subcorregedor (atender advogados), pois não havia necessidade de tratar diretamente comigo. E qual foi o presidente de associação que eu não recebi?
No tocante às exclusões, elas são decididas após uma avaliação criteriosa de Oficiais da CIntPM, objetivando decisão do Comandante Geral, como você deveria saber.
Atenciosamente.