terça-feira, 3 de maio de 2011

O DEVER DE OFÍCIO DO FUNCIONALISMO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

O Rio de Janeiro vai mal, muito mal.
O Rio vai de mal a pior.
E o pior é que faltam leitos de CTIs nos hospitais públicos, o que pode significar a morte de todos nós.
Tenho sido um crítico contínuo e ácido do governo Sérgio Cabral, mas nunca escondi que gostaria de estar elogiando o governo estadual, afinal fazer oposição por fazer, não faz nenhum sentido para quem não tem interesse em construir uma carreira política. O opositor por natureza procura os erros, eu apenas cito os que a mídia destaca e na área da segurança pública, dou publicidade aos que a mídia omite. A má gestão é evidente, salta aos olhos de todos os cidadãos, que amargam muitos dissabores, inclusive o risco de morte.
Nada, absolutamente nada, funciona de forma aceitável no Rio.
Educação, saúde e segurança públicas são lastimáveis.
O ensino público estadual ocupa a penúltima colocação no Brasil e professores faltam por todos os lados.
Inúmeras pessoas morrem diariamente por falta de vagas em CTIs e UTIs, enquanto centenas ficam jogadas em macas em corredores hospitalares.
Os transportes públicos, o governo antecipou em anos as renovações de concessões, apesar dos transportes serem verdadeiros martírios para os usuários, a sofrida população fluminense.
Na área da segurança, objetivando levar adiante um projeto eleitoreiro (UPPs), o governo transfere traficantes e fuzis de uma comunidade carente para outra, algo que por si só seria mais que suficiente para promover a perda das cadeiras de todos os responsáveis.
Nada, absolutamente nada, funciona de forma aceitável no Rio.
Diante desse completo caos, o funcionalismo público estadual está inerte, contrariando o interesse público e o dever de ofício de todo funcionário.
O funcionalismo das áreas da saúde e da educação desapareceu das ruas do Rio de Janeiro, local onde deveria estar exercendo a própria cidadania e exercendo o seu dever de ofício de denunciar e de cobrar as responsabilidades e as mudanças urgentes que se fazem indispensáveis.
Sim, o funcionário público tem o DEVER de lutar pelo INTERESSE PÚBLICO, quem se omite não conseguiu entender a sua RESPONSABILIDADE.
Na área da segurança pública, os Policiais Civis demonstram uma completa satisfação com o governo Sérgio Cabral, pois em sua totalidade nada reclamam, apesar da prestação de serviço para a população continuar sendo muito ruim, reforçando a impunidade.
Os Policiais Militares que reclamam constituem um grupo diminuto, o que também sinaliza para uma satisfação da categoria com o governo, embora o serviço prestado para o povo fluminense seja deficitário quase que por completo, o policiamento ostensivo só existe na Zona Sul, no período noturno, citando uma das deficiências mais evidentes.
Sós os Bombeiros Militares estão cumprindo o seu DEVER DE OFÍCIO e lotam as ruas na sua luta por cidadania e para terem condições de prestar um serviço público de qualidade para a população.
Na condição de cidadãos fluminenses, só nos resta ombrear com os Bombeiros Militares, participando de sua luta nas ruas e esperar que essa luta por CIDADANIA contagie o funcionalismo público e que cada funcionário público aprenda a lutar pelo INTERESSE PÚBLICO e que isso é um DEVER DE OFÍCIO.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

3 comentários:

Alexandre, The Great disse...

Outras categorias também são omissas no cumprimento de seu DEVER DE OFÍCIO, quer um exemplo?
O MPERJ!
Outro?
O TCE!
Mais um?
A ALERJ!
Chega?

Anônimo disse...

TRIBUNA DA IMPRENSA
terça-feira, 03 de maio de 2011 | 05:02
Delúbio volta ao PT e Sarney nomeia para Ouvidor do Senado um parlamentar que foi algemado e preso pela Polícia Federal. Desse jeito, é melhor acabar logo com o crime de corrupção.

Carlos Newton

"A que ponto chegamos. João Paulo Cunha, um comprovado “mensaleiro”, que mandava a mulher ir ao Banco Rural receber o dinheiro da corrupção, é o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A Comissão de Ética do Senado tem, entre seus integrantes, parlamentares de ficha comprovadamente suja, como Renan Soares, Romero Jucá,Valdir Raupp (PMDB-RO), Gim Argello (PTB-DF) e Edison Lobão Filho (PMDB-MA), apelidado no Maranhão de Edinho 30, durante o governo do pai.

Um dos integrantes do Conselho de Ética, o senador Jayme Campos (DEM-MT) deu a seguinte desculpa: “São poucos os homens públicos hoje no país que não respondem a algum tipo de processo”. Traduzindo: na política praticamente só há corruptos (salvo as sempre honrosas exceções, como o deputado José Antonio Reguffe, do PDT de Brasília, que abriu mão de todas as mordomias e privilégios, ou o deputado Carlos Sampaio, do PSDB de São Paulo, que não aceitou o aumento salarial).

Para culminar, o senador João Alberto (PMDB-MA), do grupo de Sarney (como todos os outros), foi eleito presidente do Conselho pela terceira vez. Em todas as ocasiões que ocupou o cargo, ajudou a salvar companheiros de partido. Em 2001, por exemplo, apresentou um voto em separado contra a cassação do ex-senador Jáder Barbalho (PMDB-PA), que acabou renunciando ao mandato para não ser cassado. Aliás, se já tivesse recuperado o mandato, Barbalho hoje seria integrante do Conselho, com toda certeza.

Não contente em escalar essa verdadeira Seleção de Corruptos, o presidente do Senado, José Sarney, convoca como titular da Ouvidoria o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que em 2004 foi algemado pela Polícia Federal e ficou quatro dias presos, numa operação realizada simultaneamente em quatro estados, para desmontar uma quadrilha integrada por políticos e empresários acusados de fraudar licitações para obras públicas no Amapá.

Como Ouvidor, cabe a Flexa Ribeiro ouvir reclamações, sugestões, denúncias, elogios e pedidos de informações da sociedade sobre as atividades da instituição, além de encaminhar e examinar acusações contra outros senadores, uma ironia do destino, digo, uma ironia tramada e concretizada por José Sarney, sempre ele, que se comporta como chefe da quadrilha..."

Anônimo disse...

TRIBUNA DA IMPRENSA - Continuação.

"...Ao mesmo tempo, o PT, que foi criado, se fortaleceu e chegou ao poder pregando a moralidade pública, com seu líder Lula dizendo que havia “300 picaretas no Congresso”, agora age ainda pior do que os outros partidos.

Na verdade, o PT transformou o governo num balcão de negócios. O ex-ministro José Dirceu, denunciado como chefe da quadrilha do Mensalão pelo procurador-geral da República Antonio Fernando Souza, ficou rico em poucos anos, oferecendo consultoria e fazendo lobby para grandes empresas brasileiras e multinacionais. Hoje, é ele quem realmente manda no PT, suplantando até a influência de Lula e da presidente Dilma Rousseff. O novo presidente, Rui Falcão, é mais um subjugado a ele.

Comandanda por Dirceu, a ressurreição de Delubio Soares no PT é um acinte. O tesoureiro do Mensalão está de volta ao partido, vitorioso e bem-sucedido financeiramente, por fazer como Dirceu e usar seu “prestígio” no governo para fechar negócios imobiliários entre a Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil) e a incorporadora Brookfield, além de criar sua própria e próspera imobiliária em Goiânia, conforme denuncia a revista Época, tudo às custas de seu prestígio no governo. E assim como o mestre Dirceu, o discípulo Delubio também progrediu na vida, como a dupla sertaneja Milionário e Zé Rico.

Agora, só está faltando o ex-secretário Silvinho Pereira ser readmitido. Ele está fazendo falta no time escalado por Dirceu. Afinal, seu único crime conhecido foi aceitar uma camioneta Land Rover de um empresário para o qual fazia lobby no governo. Ora, Dirceu & Delúbio (uma espécie de dupla sertaneja política) ganharam muito mais fazendo lobby e ninguém nunca se importou. Recentemente, o próprio ex-presidente Lula ganhou uma Land Rover de um empresário libanês, e todo mundo achou normal. Assim, não há dúvida, Silvinho Pereira é o grande injustiçado do PT. O partido precisa readmiti-lo e homenageá-lo, o mais rápido possível. Só depende de Dirceu.