sábado, 2 de maio de 2009

VISÃO SOBRE A NOSSA OPINIÃO SOBRE AS POLÍCIAS BRASILEIRAS - MATHEUS LACERDA.

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Primeiramente, boa noite a todos.
Caros amigos, mais uma vez lhe escrevo para falar sobre nossas polícias e policiais.
Espero evitar qualquer tipo de propaganda ou marketing e muito menos igualar uma história de ficção aos fatos de nossa realidade cotidiana.
Mas, inevitavelmente, temos inserido em nossa cultura o hábito de criar comparações com países desenvolvidos, principalmente os Estados Unidos, e tal hábito se faz muito presente quando falamos de direitos humanos e polícia. Particularmente acho tais comparações injustas por muitos fatores, principalmente históricos.
Nesta quinta-feira estive assistindo ao filme Força Policial (Pride and Glory), do diretor Gavin O'Connor, que fala sobre a história de uma família de policiais americanos que se vê inserida em um complexo sistema de corrupção, que envolve entre outras coisas, assassinatos cometidos por policiais.
Como disse, evito comparações deste tipo, mas o que podemos tirar de exemplo deste filme é que desvios de conduta acontecem e sempre acontecerão, seja no Brasil, nos EUA ou em qualquer polícia do mundo.
Acredito que em muitos momentos somos injustos com nossas corporações ao falar que são corruptas e pouco atuantes. Nossos policiais vivem em uma situação onde recebem poucos investimentos por partes dos governos, tem pouco ou nenhum respaldo da sociedade e lidam com as coisas mais "sujas" de nossa cidade, estão, diariamente, onde poucas ou nenhuma pessoa gostaria de estar. Não estou de forma nenhuma defendo policiais que se corrompem ou que quebram o código de ética de nossas polícias, seja ela civil ou militar. Afinal todos tem consciência do que irão enfrentar ao ingressarem na profissão de policial. E, aos que se desviam, espero também que lhe sejam imputadas as devidas sanções.
Mas o que não podemos é taxar, de forma generalizada, todos policiais brasileiros como pouco efetivos e corruptos. Fato comum que nós, cidadãos, nos deparamos diariamente pelos ônibus e conversas informais durante nossas jornadas.
O que busco com este texto é mostrar que não devemos radicalizar nossas opiniões sobre estes homens que se dispõe a sair de casa para nos defender diariamente e que não tem a certeza de voltar para suas casas vivos. O policial está na ponta, passa o dia na rua e vê muitas coisas que fogem aos padrões do que está escrito no código de procedimentos da corporação e isto torna sua atuação passível de dupla análise, onde o que preponderar é o ponto de vista que se escolhe, ou seja, se você vai acusar ou defender o policial e sua forma de agir em determinada situação.
Acredito que podemos (e devemos) nos colocar no lugar de nossos policiais antes de formar uma opinião e divulgar uma crítica à polícia. Falo isso com uma propriedade e visão racional de uma pessoa que espera no futuro se tornar um bom policial.
Espero que tenha criado um ponto de dúvida em sua cabeça para que, sempre que se ver diante de um "ataque" ao modus operandi de cada agente, você inverta os papéis e pense qual seria sua atitude em uma situação similar.
Fiquem com meu grande abraço e com a dica do filme, que vale muito a pena ser visto, principalmente para quem deseja ser policial e ainda tem dúvidas se vale a pena ou não.
Salários baixos e condições de vida reduzidas não podem pesar tanto em sua decisão vocacional. Afinal "Ser policial é, sobretudo, uma razão de ser!"
MATHEUS LACERDA

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

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