segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

SÉRGIO CABRAL = EDUARDO PAES.

Em 10 governadores avaliados, ficou Sérgio Cabral em 8º lugar, o antepenúltimo.
Em 10 prefeitos avaliados, Eduardo Paes ficou em 8º lugar, o antepenúltimo.
Sérgio Cabral = Eduardo Paes.
O povo fará justiça aos dois nas próximas eleições, apesar dos nossos milhões que estão sendo gastos em propaganda pelos dois.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

OS TRÊS ANOS DE SÉRGIO CABRAL PARA A POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.


A minha camisa do Movimento Fora Cabral contém a frase Fora Cabral e ainda, O Pior Governador do Rio, uma avaliação que pode não ser a sua, caro leitor, porém é a que percebo nas ruas e na minha Polícia Militar.
Três anos após a sua posse, Cabral só fez mal a bicentenária instituição organizada militarmente, apesar do esforço, não lembro um único aspecto positivo em nosso favor e peço a sua ajuda para que possa retificar essa minha interpretação dos fatos, Policial Militar informe qualquer fato positivo.
Em uma rápida retrospectiva podemos citar os seguintes fatos deletérios:
1) Humilhou a Polícia Militar ao nomear três comandantes gerais em 30 meses de governo, desrespeito que se agravou com a realização de duas passagens de comando da corporação entre quatro paredes, sem a presença da tropa (representações de todas as Organizações Policiais Militares), algo que nunca tinha ocorrido em qualquer instituição militar do Brasil.
2) Não cumpriu a promessa de repor as nossas perdas salariais, conforme promessa gravada e feita na AME/RJ, quando era candidato. Perdas que em 2006 eram superiores a 50%. Nos três anos, descontada a inflação do período, Cabral concedeu 2,5% de reajuste os Policiais Militares. O Policial Militar continua ganhando cerca de R$ 30,00 por dia, metade do que recebe uma diarista (faxineira) que trabalhe na Zona Norte.
3) Acelerou a concessão de gratificações para alguns em detrimento da maioria, criando uma série de “salários” diferentes na Polícia Militar e sempre penalizando os inativos e as pensionistas que nunca recebem tais valores.
4) Concedeu o RioCard apenas para a minoria dos Policiais Militares.
5) Desrespeitou a isonomia salarial entre iguais e a paridade dos inativos.
6) Violentou a hierarquia, concedendo gratificações para alguns, o que faz com que inferiores hierárquicos ganhem mais que seus superiores, subvertendo a escala hierárquica.
7) Agravou a crise no sistema de saúde da PMERJ não realizando o repasse governamental para o Fundo de Saúde da Polícia Militar, prejudicando o atendimento médico dos Policiais Militares e de seus dependentes.
8) Descumpriu a promessa de acabar com a interferência política nas promoções, considerando que na gestão Mário Sérgio não obedeceu ao ordenamento do quadro de acesso por merecimento, o que só o governador pode fazer, conforme a legislação.
9) Permitiu o enfraquecimento do controle interno da PMERJ, com o esvaziamento da Corregedoria Interna, invertendo um processo de expansão da área, algo inimaginável diante dos desvios de conduta de Oficiais e de Praças.
10) Alterou legislações (Estatuto do Policial Militar e Decreto 41140/2008), maculando direitos, com apoio da ALERJ, apenas para prejudicar os Coronéis Barbonos.
11)Não ombreou com os Coronéis Barbonos para a promoção das mudanças urgentes que a corporação necessita. Ao contrário, perseguiu Coronéis de Polícia reconhecidamente honestos, algo que os homens e mulheres de bem que integram a corporação nunca conseguiram entender: Por que Cabral reprimiu Policiais Militares honestos?
Creio que todo Policial Militar honesto tenha o mesmo pensamento que eu, Sérgio Cabral é o pior governador que o Rio já teve, em contrapartida tenho certeza que os que se locupletam no exercício da função não reclamam de nada, não se mobilizam, não participam da nossa luta, querem apenas manter o status quo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

EDUARDO PAES IRÁ GASTAR 120 MILHÕES EM PROPAGANDA, ISSO EM APENAS DOIS ANOS.

Ex-BLOG DO CESAR MAIA.
PREFEITURA DO RIO E GASTO EM PUBLICIDADE: 2005-2008, MÉDIA DE 850 MIL REAIS ANO!
(Estado SP, 28) Uma licitação da prefeitura do Rio, para contratar três agências do setor e uma empresa de eventos por 24 meses, ao preço de R$ 120 milhões, já está em curso, devendo quebrar um padrão anterior da administração municipal - o de gastar pouco na área. "Aqui não tinha agência, o Cesar Maia não fez", diz Paes, admitindo que seu antecessor gastou pouco com divulgação na gestão passada". Em 2005, a despesa empenhada pela prefeitura para publicidade foi R$ 1.947.461; em 2006, 166.866; em 2007, R$ 818.029,11; em 2008, R$ 448.286,20.
Essa é uma das explicações para a trágica avaliação de Eduardo Paes pela população do Rio, na pesquisa do Datafolha:
- Ótimo + Bom = 29%.
- Péssimo + Ruim = 29%.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

O RIO SEGURO DE BELTRAME.

G1
Sobe para 3 número de mortos em operação em Manguinhos.
Logo cedo, polícia foi checar informações do Disque-Denúncia.Foram apreendidas armas, drogas e uma metralhadora de brinquedo.
Subiu para três o número de mortos numa
operação do 22º BPM (Maré) em Manguinhos, no subúrbio do Rio, na manhã desta segunda-feira (28). As informações foram confirmadas pela Polícia Militar.
Segundo a polícia, o primeiro suspeito foi morto logo cedo, quando policiais foram checar informações do Disque-Denúncia.
Ele e seus comparsas teriam assaltado o delegado-adjunto da 21ª DP (Bonsucesso) e outras três vítimas em Ramos, no subúrbio. Depois, eles teriam seguido para a Favela Parque Arará, em Benfica, também nosubúrbio. A favela fica perto de Manguinhos. O objetivo, segundo a polícia, era assaltar outras pessoas na comunidade, mas o grupo foi flagrado pela PM e houve troca de tiros.
Com o suspeito morto foram encontradas uma pistola 9 mm e drogas.
A polícia reforçou o policiamento na região em busca de drogas e armas. Numa troca de tiros, outros dois homens considerados suspeitos pela polícia foram mortos.
A PM informou que também foram apreendidas três pistolas, três granadas, fogos de artifício e uma metralhadora de brinquedo.
JORNAL DO BRASIL.
Homem é morto a tiros em Jacarepaguá
JB Online
RIO - Um homem ainda não identificado foi morto a tiros na Praça Seca, em Jacarepaguá, no final da noite de domingo.
O crime ocorreu na esquina das ruas Pinto Teles e Fernando Batalha. O homem ainda chegou a ser levado para o Hospital Carlos Chagas, mas não resistiu aos ferimentos.
O POVO DO RIO.
Segurança de barraqueiro executado em Ramos
Vítima levou dois tiros na cabeça, na Avenida Brasil, próximo à Ilha do GovernadorA Polícia Civil investiga a morte de um homem assassinado na madrugada de ontem em Ramos, na Zona Norte da cidade. O corpo de Anderson César da Silva Menezes, de 24 anos, foi encontrado com dois tiros na cabeça por policiais do 22º BPM (Maré) na altura da Avenida Brasil, próximo a uma das saídas da Ilha do Governador. De acordo com testemunhas, ele trabalharia como segurança de barracas que funcionam no local e teria sido morto após uma discussão por volta das 4h. De acordo com o irmão da vítima, que prestou depoimento ontem na 21ª DP (Bonsucesso), Anderson trabalhava com jardineiro na Ilha do Governador e no momento do crime fazia um lanche no local à espera do ônibus de volta para casa. O corpo de Anderson foi encaminhado ontem para o Instituto Médico Legal (IML), na Leopoldina.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

A FABULOSA MÁQUINA DE PROPAGANDA, COMO DETÊ-LA?


Eu não conheço a limitação de gastos com propaganda que os governantes deve obedecer, penso que seja uma fábula, tendo em vista a maciça propaganda paga pelo governo do Rio de Janeiro.
Assustadora, terrivelmente assustadora, a máquina de propaganda do governo Sérgio Cabral (PMDB).
Televisão, rádio, jornais e revistas usualmente divulgam tais propagandas, travestidas de prestação de contas.
Na TV algumas vezes são transmitidas no horário nobre onde o custo é altíssimo.
Além dessa variedade paga, os governos ainda possuem as inserções dos seus partidos políticos, algo que todos os partidos utilizam como forma de propaganda. E Cabral, segue o mesmo caminho.
Cabral ainda deu a sorte de ter a simpatia de boa parte da mídia fluminense que repercute tudo o que lhe é favorável e não divulga o que desagrada.
Como deter essa tsunami de propaganda?
Uma avalanche de Sérgio Cabral invadindo todos os espaços.
Sem dúvida, uma tarefa muito difícil e que exigirá muito esforço daqueles que pretendam evitar a reeleição do candidato do PMDB no Rio de Janeiro.
Certamente, os seus adversários não encontrarão dificuldades em bater cada vez mais no governador, o Rio é um caos, porém isso será suficiente?
Hoje ainda não sabemos nem mesmo quem são os pré-candidatos ao governo do Rio de Janeiro, existem indefinições e o potencial candidato do PT parece ter desistido da idéia de ocupar o palácio, isso sem falar no candidato do PV que parece preferir a luta pelo Senado.
Penso que essa indecisão alimente Cabral, pois nas pesquisas aparecem poucos nomes e na política vale a máxima de que quem não aparece não é votado, obviamente.
Eu não nado bem, portanto tenho que enfrentar essa tsunami com todos os meus parcos recursos, considerando que ombreio com os que não querem ver Cabral exercendo mais nenhum cargo eletivo no Rio de Janeiro.
E os meus recursos me direcionam para o trabalho árduo nas ruas do Rio de Janeiro, na tentativa de conscientizar o maior número possível de eleitores, esse é o meu teatro de operações.
Pode ser o seu também, juntos somos fortes!
Os topiqueiros, os funcionários demitidos do SAMU, o MUSP, os aposentados da Varig já utilizaram essa prática e levaram as suas demandas para as ruas.
As vítimas do choque de ordem do PMDB podem também mostrar a sua cidadania, assim como, sindicatos, associações, etc.
Ainda existem muitos outros campos de batalha onde o funcionalismo público leva grande vantagem nessa luta contra a máquina de propaganda, como nos hospitais, escolas e demais repartições públicas.
Devemos aprender que nós, funcionários públicos, somos formadores de opinião, o que significa que somos ouvidos e que temos a capacidade de conquistar aliados contra o tsunami.
Temos que agir.
No dia 15 de janeiro de 2010, realizaremos no Centro do Rio de Janeiro, uma Marcha Democrática do Rio na Luta por Cidadania, um ato cívico ordeiro e pacífico, aberto a todas as demandas justas, inclusive na busca da ética na política.
A concentração será a partir das 17:30 horas na Candelária, de onde seguiremos pela Av. Rio Branco até a Cinelândia.
Traga a sua demanda.
Divulgue e participe.
Só a nossa união poderá vencer essa máquina que funciona com o gasto do nosso dinheiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

CRIMES SEM SANGUE: QUEM IRÁ COMBATER A CRIMINALIDADE QUE SE ALASTRA PELO BRASIL?

A palavra crime via de regra está associada à violência à pessoa.
São os crimes que chocam a todos nós e a sua proliferação nas metrópoles transformou o medo em nosso companheiro de todo dia.
Infelizmente, o país tem sido destruído por outros crimes, que nos acostumamos a chamar genericamente de corrupção.
Corrupção, a palavra se tornou sinônimo de uma gama de crimes envolvendo dinheiro praticados por governantes, por empresas e por cidadãos brasileiros e que eclodem continuamente.
Essa generalização e a grande cobertura da imprensa fizeram com que o poder legislativo federal, o Congresso Nacional, fosse retratado pela mídia como o paraíso dos corruptos, diante dos escândalos que se sucedem com uma continuidade assustadora, nos últimos anos.
Isso não é lá muito justo, a criminalidade é muito mais abrangente no território nacional.
Por extensão a palavra político acabou ganhando um link para a palavra corrupto, embora devam existir políticos que não sejam corruptos e certamente, existem corruptos que não são políticos.
Corrupção e corrupto são palavras recorrentes, enquanto corruptor quase nunca aparece nos textos midiáticos, o que nos afasta da realidade, tendo em vista que a prática da corrupção é um acordo que agrada aos dois lados, ambos são igualmente criminosos, o que não ocorre na extorsão, caracterizada pela exigência.
Não quero avançar no conceito jurídico, esse preâmbulo teve o objetivo de refrescar na memória a dimensão que ganhou a criminalidade sem sangue no Brasil, o crime sem violência à pessoa, o que pode ser praticado sem sujar o colarinho.
Esse crime é um monstro que cresce indefinidamente no Brasil por vários motivos, inclusive as dificuldades de obter condenações dos seus autores, mas sobretudo pela falta de mecanismos repressores.
Caro leitor, quem reprime essa criminalidade no Brasil, no seu estado ou município?
Certamente, a Polícia Federal foi uma de suas respostas, em face das operações desenvolvidas pela instituição com a presença da televisão, que transmite imagens de famosos sendo acordados e conduzidos presos ainda de pijamas.
Todavia, você já se deu conta como são raras essas operações?
Quantas aconteceram na sua cidade?
E além da Polícia Federal, que instituição combate essa criminalidade?
A Polícia Civil estadual?
Você lembra de quantas operações foram realizadas pela Polícia Civil do seu estado? Quando foi a última?
O Ministério Público?
A instituição apenas atua em conjunto com as polícias nessas investigações, no cumprimento de sua destinação constitucional.
Penso que os Tribunais de Contas também não sejam limitadores dessa tragédia nacional, pelo menos não tenho notícias freqüentes dessa ação inibidora, embora elas surjam vez por outra.
Lembra de outra instituição?
Não? Nem eu.
Isso significa que esses delitos continuarão a prosperar cada vez mais no Brasil, a repressão é muito pequena e as oportunidades para a sua prática são quase infinitas.
Basta o dinheiro público ser empregado para pagar benefícios (bolsas), comprar, alugar ou terceirizar que as possibilidades existem, aliás, o pagamento de salários aos funcionários públicos parece ser a área onde essa criminalidade tem mais dificuldade de fincar suas raízes, pois apenas com a criação de funcionários fantasmas a prática se concretizaria.
Cidadão brasileiro, temos que colocar as nossas mãos nessa lama, caso desejemos limpar o país dessa criminalidade que subtrai o esforço do nosso trabalho.
Não existe outra saída em curto prazo.
Temos que exigir explicações sobre a utilização de cada real do nosso dinheiro, o dinheiro público.
Urge que valorizemos o funcionalismo público e que aumentemos o controle interno das instituições, começando pelas polícias brasileiras, afinal se o policial é facilmente subornado, nada pode funcionar nesse controle, pois ele é a primeira barreira.
No Rio, um Policial Militar recebe cerca de R$ 30,00 por dia, algo que soa impensável, mas que é a mais pura realidade.
Se amigos do presidente, empresários, senadores, juízes, deputados, coronéis, delegados e outros que ganham muito mais se corrompem, imaginem o famélico soldado.
Assim o Brasil caminha de mal a pior, um autêntico paraíso dos criminosos, onde o Congresso Nacional é apenas um compartimento.
Coloque a mão nessa lama, vamos limpar o Brasil.
Logo a lama nos sufocará por inteiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

EDUARDO PAES - SEOP - RODRIGO BETHLEM - FAÇA O QUE EU MANDO, NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO.

O GLOBO

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

O RIO E SUA PM - CARLOS WERNECK.

O GLOBO
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: JAN/2007 A OUT/2009.

Blog do Major Wanderby (foto)

DADOS ESTATÍSTICOS - 34 MESES DE GOVERNO CABRAL.
FONTE: ISP.
Homicídios dolosos = 16.730 (492/mês).
Pessoas mortas em confronto com as polícias = 3.363 (99/mês).
Policiais assassinados em serviço = 87 (2-3/mês).
Estupros = 4.633 (136/mês).
Roubo a transeuntes = 188.016 (5.230/mês).
GOVERNO SÉRGIO CABRAL, SOMANDO FORÇAS!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO DE JANEIRO: SISTEMA PENITENCIÁRIO PERMITE 60 MIL LIGAÇÕES DE PRESOS.

G1.
Grampos telefônicos flagram presos no RJ aplicando golpes do falso sequestro.
Investigação foi feita pela polícia e pelo MP de São Paulo.Em três meses, foram registradas 60 mil ligações no presídio.
"Uma investigação feita pela polícia e pelo Ministério Público de São Paulo flagrou o uso de celulares por detentos em um presídio do Rio de Janeiro para aplicar o golpe conhecido como falso sequestro, quando o criminoso exige dinheiro para libertar um parente da vítima. Segundo o delegado que atua no caso, Wilson Negrão, os celulares são usados também para outros crimes.
"O celular na mão do preso não serve só para esse tipo de golpe e sim para o cometimento de outros crimes, como tráfico de drogas e sequestros", diz o delegado. O trabalho começou após centenas de denúncias de vítimas do golpe. Grampeando os telefones, os investigadores registraram uma conversa entre um preso e sua namorada. Assim foi descoberto que os telefonemas partiam do presídio Evaristo de Moraes, no Rio de Janeiro, conhecido como Galpão da Quinta. O presídio tem capacidade para 1,5 mil detentos e já foi alvo de várias operações da polícia para tentar retirar os celulares das celas. A quantidade de telefonemas feitos pelos presos impressiona: foram 60 mil em três meses. Isso significa uma ligação a cada dois minutos. Sem dificuldade para se comunicar, os presos transformaram as celas em escritório do crime. O Ministério Público do Rio de Janeiro teve acesso a gravações do Sistema de Segurança do presídio. Segundo a promotoria, a qualidade das imagens não é boa, o que facilita o uso dos celulares, principalmente à noite. É nesse horário que os presos mais usam os aparelhos. A investigação da polícia mostra que os presos transformaram o Galpão da Quinta em uma extensão da casa deles. O celular ajuda a resolver problemas familiares e funciona até como disque-sexo. O uso mais comum, no entanto, é para aplicar o golpe do falso sequestro. Os detentos chegam a simular vozes de mulheres e crianças.
Vítimas
Na maioria das vezes, os presos exigem dinheiro para recarregar os celulares usados no Galpão da Quinta. Em um dos casos, uma mulher não desconfia de nada e quase passa mal. Há dois anos, dona Rosalina recebeu uma ligação semelhante. A senhora, de 70 anos, morava em Americana, interior de paulista, e tomava remédio para pressão. Não suportou o susto e acabou morrendo. Em Sorocaba, Domingos Lourenço, de 62 anos, também foi vítima dos presos. "Diziam que tinha sequestrado minha irmã e colocaram uma moça para chorar igualzinho a ela", conta o filho de Domingos, Eliseu Lourenço. A família conta que, quando Domingos iria entregar o dinheiro, a filha apareceu em casa. Só naquele momento ele descobriu a farsa. "Ele pediu para ser levado para o hospital porque estava sofrendo um infarto", conta Eliseu. Domingos morreu dois dias antes de se mudar para a casa nova. Ele era vendedor de queijos e doces.
De acordo com as investigações, o telefonema que Domingos recebeu partiu do presídio carioca Galpão da Quinta. O preso foi identificado e indiciado por homicídio. A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro preferiu não gravar entrevista. Para o promotor que coordena o combate ao crime organizado em São Paulo, José Reinaldo Carneiro, a pena para quem deixa entrar celular nas cadeias e também para quem usa o aparelho nos presídios deveria ser bem mais rigorosa. "Nós precisamos ter uma legislação mais forte que faça com que o criminoso tenha medo de cometer o crime. Não como aqui está hoje. A entrada do celular no presídio dá pena máxima de um ano. Isso é absurdo", diz o promotor".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 27 de dezembro de 2009

RIO DE JANEIRO: CABRAL, POR QUE A PERÍCIA CRIMINAL NÃO É INDEPENDENTE?

ASSOCIAÇÕES DOS PERITOS OFICIAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CONSEG - A MOTIVAÇÃO QUE FALTAVA
Os resultados alcançados na CONSEG, entre os dias 27 e 30 de agosto, levam-nos às seguintes reflexões:
1) Sempre tratamos a autonomia da perícia como uma causa cidadã em prol da justiça e da sociedade, não como uma simples demanda corporativista da classe;
2) Enfatizamos uma reestruturação profunda dos órgãos de perícia face os resultados empreendidos pelas gestões até então assumidas;
3) Reivindicamos salários dignos, à altura das nossas qualificações e responsabilidades inerentes à função pericial, semelhantes e até mais abrangentes, daqueles que percebem os maiores salários do país;
4) Reivindicamos uma perícia planejada e gerida por peritos, com dotação orçamentária conformada a partir deste planejamento por nós efetivado.
Todos esses pontos foram tomados como diretrizes da CONSEG, obtendo 1094 votos de aprovação, somente um voto abaixo da diretriz mais votada que dizia respeito ao sistema penitenciário.
Além disso, tivemos a PLC 204 / 2008, que foi aprovada por unanimidade na Câmara dos Deputados e no Senado. Não esqueçamos, ainda, da PEC 35/2005 que definiu a autonomia dos órgãos periciais no Rio de Janeiro. Esta medida foi julgada como inconstitucional por erro de forma e está em fase de recurso. Entretanto, o que é importante ressaltar é a expressiva votação que obteve na ALERJ, mostrando que esta é uma demanda amplamente aceita por nossos legisladores.
Ora, se toda a sociedade civil, legisladores e peritos clamam por uma perícia autônoma administrativamente e financeiramente, o que falta para que nosso governador dê o passo final?
Fica a certeza de que os escalões superiores da polícia e do governo, bem como do poder legislativo e judiciário, hoje, mais do que nunca, têm a motivação que precisávamos para implementar a reestruturação da perícia e a devida valorização dos peritos.
Não existe razão para desprezar o clamor da sociedade e dotá-la de uma perícia à altura do nosso estado e por nós tão esperada.
Atenciosamente,
Elcio C. Costa
Presidente da APERJ

Gestão 2009 / 2010
SITE.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

AVALIEM A TÁTICA DOS POLICIAIS MILITARES DE SERGIPE. HOJE ELES GANHAM MAIS DE R$ 3.000,00 POR MÊS.

COMENTÁRIO POSTADO:
Coronel, em Sergipe, o menor Estado da Federação, um Soldado ganha mais de 3.000,00 por mês. A tática usada por eles para ter ese aumento foi não dirigir as viaturas, ou seja, cumprindo o código de trânsito, pois o mesmo determina que para dirigir viatura especial tem que ter um curso que nenhuma PM oferece (por isso, só precisaram recorrer à lei para fazerem valer os seus objtivos). Sugiro que os companheiros aí do Rio pesquisem a respeito, e sigam pelo mesmo caminho.
Até mais, FELIZ ANO NOVO, tudo bom: SEMPRE!
VELAMES.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO DE JANEIRO: MARCINHO V( I )P E A INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL.

ISTO É Independente:
Ricardo Boechat
Boas Fontes
A Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio interceptou em uma favela carioca uma carta de Marcinho VP.
Rio


"A Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio interceptou em uma favela carioca uma carta de Marcinho VP. O chefão do Comando Vermelho, detento de um presídio federal, revela saber de uma investigação sobre empresas de parentes seus usadas para lavar dinheiro do tráfico e promete infernizar a cidade, caso algo aconteça. A ameaça pode ser balela, mas o vazamento, não. A operação, de fato, vem sendo preparada (pela 38ª Delegacia Policial) sob absoluto sigilo – exceto, é claro, para o bem relacionado Marcinho".
Pois é...
A operação aconteceu.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

POLÍCIA MILITAR E A ÁRVORE DE R$ 26.000,00.

Recebo informação que dá conta que a árvore do 2o BPM foi montada através de doações, segundo a Polícia Militar.
Isso é uma possibilidade real.
O ideal seria que a Polícia Militar falasse oficialmente sobre o fato, apresentando os documentos, pois assim acabariam as insinuações, afinal, quem não deve, não teme.
Persistindo a dúvida, ganha força a versão do gasto absurdo do dinheiro público, sobretudo considerando as péssimas condições de trabalho oferecidas aos Policiais Militares em vários locais. Essa posibilidade não pode ser descartada, após Mário Sérgio negar que os tijolos colocados nas janelas do HCPM não têm a finalidade de proteger contra projéteis de arma de fogo, apesar da foto não deixar dúvida e dos depoimentos colhidos.
Torço para que tudo seja esclarecido.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORRGEDOR INTERNO

O PERIGO RONDA A OBTENÇÃO DOS SALÁRIOS DIGNOS - É HORA DE ENCHER AS RUAS DO BRASIL COM A NOSSA MOBILIZAÇÃO.

IG
Piso salarial a policiais defendido por Tarso Genro é inviável, dizem especialistas
27/12 - 09:29 - Bruno Rico, iG São Paulo
A proposta feita pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, de
criar um piso salarial de R$ 3.200 para policiais civis e militares de todo o País é inviável, afirmam especialistas. O grande efetivo e as diferenças econômicas entre os estados barrariam a iniciativa.
De acordo com o último levantamento do Ministério da Justiça, de 2007, entre os policiais militares do País, apenas os do Distrito Federal tem piso maior que R$ 2.000. O salário mínimo dos policiais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Pará, por exemplo, não chegam a R$ 1.000.
Para estudiosos de segurança pública, o aumento dos salários de policiais é uma demanda mais que urgente. Alguns casos, como os do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul – com pisos de cerca de R$ 900 e R$ 800, respectivamente - já atingiram níveis críticos. “Não é possível que a gente espere que policiais mal pagos, muitas vezes morando em favelas, não se corrompam, não se seduzam com propinas. É fundamental a melhoria desses salários” (*), afirma a diretora do Centro de Estudos em Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro, Julita Tannuri Lemgruber.
No entanto, embora urgente, o montante necessário para garantir tamanho salto salarial parece não estar disponível. O professor do Núcleo de Estudos Sobre Violência e Segurança da Universidade de Brasília Arthur Trindade Costa afirma que os grandes efetivos policiais do País inviabilizariam a proposta. “É um gasto muito alto. É um efetivo gigantesco. Acho muito pouco provável que essa ideia vingue”.
De acordo com dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública, os estados brasileiros gastaram, ao todo, R$ 33,5 bilhões com segurança pública em 2007. A maior parte deste gasto destina-se ao pagamento de salários de policias militares, civis e bombeiros. Entre estes policiais – cerca de 600 mil – a grande maioria recebe salários menores do que o proposto por Tarso.
Para se ter um ideia, se o estado da Bahia decidisse adotar o novo piso, teria que somar aos R$ 1,7 bilhão já gastos em segurança pública por ano, mais R$ 710 milhões. O Estado de Pernambuco, que tem cerca de 20 mil dos 25 mil policiais ganhando menos que R$ 3.200, teria que investir mais R$ 470 milhões. Para Costa , o que é possível fazer no momento, “é realmente aumentar os salários no Rio do Janeiro“.
O Ministério da Justiça anunciou que pretende subsidiar o aumento do piso salarial dos policiais cariocas entre 2010 e 2016, na ação intitulada “Bolsa Olímpica”. De um mínimo que gira em torno de R$ 800, os mais baixos escalões passarão a receber os R$ 3.200. Tarso Genro afirmou que está trabalhando junto à Comissão de Orçamento do Congresso Nacional para reservar, em 2010, cerca de R$ 900 milhões para garantir o aumento. A ação é do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), órgão do Ministério da Justiça criado em 2007 para promover a qualificação e a melhoria da segurança pública nos estados.
A coordenadora do Curso de graduação em Segurança Pública da Universidade Católica de Brasília e ex-coordenadora de analise criminal da Secretaria Nacional de Segurança Pública (2003 e 2004) Marcelle Figueira aprova a iniciativa, mas critica o foco nas datas celebrativas. “No Rio, a questão do salário é uma das coisas mais fundamentais, mas é importante que isso não tome o caráter de uma ação apenas para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas”.

(*) Eu escrevi essa verdade em 2007 e a Rede Globo me fritou em vários telejornais.

JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

Ex-CORREGEDOR INTERNO

2010, A SUA OMISSÃO É O NOSSO FRACASSO.

40 DA EVARISTO
PMERJ + CBMERJ
2007

Ontem assisti à quase totalidade do filme “Araguaia, a Revolução do Silêncio”, peguei já começado na televisão, no qual vi alguns depoimentos, inclusive o de José Genuíno.
O filme me fez escrever essas linhas.
Os regimes democráticos renascem a cada ano eleitoral, quando podem ser avaliados os resultados das promessas feitas na campanha anterior e podem ser corrigidos os erros de avaliação na escolha dos nossos candidatos.
Não considero o Brasil uma democracia no sentido amplo da palavra, como não considero outros regimes que carregam essa qualificação, todavia como pelo menos votamos com certa liberdade, temos que aproveitar essa possibilidade para mudarmos o que consideramos que deva ser mudado.
Existe uma esperança em cada eleição.
Por razões óbvias, seja qual for a realidade de um país, a sua população estará dividida entre os que se beneficiam com o atual governo, desejando manter o estado atual e os que querem mudanças, por considerar o governo ineficaz nas suas atribuições.
No Brasil não é diferente, assim sendo, todos os beneficiários dessas diferentes bolsas concedidas pelos governos, desejam a sua perpetuação e os que pagam essas bolsas com o seu trabalho, achatando os seus salários, desejam mudanças urgentes.
Eu não quero pagar nenhuma bolsa, já pago 27,5% de imposto de renda, o imposto da justiça social – foi isso que eu aprendi -, que tem a exata finalidade de promover essa igualdade social, portanto, não voto em governos populistas que trocam votos por um cartão de crédito que saca da minha conta.
Não aceito a criação de taxas, de contribuições ou de outras formas de diminuir o meu salário.
No Rio pago taxa de incêndio para subsidiar o que o governo deveria prover com os outros impostos e agora, corro o risco de pagar uma contribuição para a iluminação pública.
A denominada classe média fica cada vez mais perto do andar de baixo, pois paga tudo e não recebe praticamente nada em troca do governo brasileiro. Sustenta o Brasil e ainda, paga a escola particular, o plano de saúde, o IPTU, o IPVA, o seguro do carro, etc.
No Rio, o prefeito criou o choque de ordem, corre atrás de vendedores ambulantes, derruba casas, reboca veículos estacionados irregularmente, porém não pavimenta as ruas e nem as ilumina, missões básicas que deveria cumprir. A educação pública é muito ruim e a saúde se perdeu em alguma fila ou corredor de um hospital, estatelada sobre uma maca, aguardando um socorro que nunca aparece.
Isso faz dele um prefeito odiado pelo povo, como eu comprovo sempre que realizo atos e protesto nas ruas, entretanto, sei que muitos estão prosperando nessa atual administração e não se importam com ruas esburacadas ou sem iluminação, como ocorre na Zona Norte e na Oeste. Talvez, nem transitem por essas ruas, a realidade na Zona Sul é muito diferente, lá é outra cidade.
O Leblon não guarda qualquer semelhança com a Penha.
Diante do exposto, espero ter feito o leitor entender que cada eleição é uma guerra, tendo como principais lutadores de um lado os que se beneficiam do governo, não se importando se ele é bom ou ruim e do outro lado, os que sofrem com o governo e querem derrotá-lo.
Infelizmente, os dois grupos somados não simbolizam o total da população, pois a grande maioria não participa da luta, prefere não se arriscar, não dar a cara para bater.
Na urna optam por não votar e acham que com isso estão protestando contra os governantes.
Não posso entender essa postura omissa de não participar do embate, agindo de forma ordeira e pacífica, mas mostrando claramente qual é o seu lado, com o que concorda ou discorda, isso é ser cidadão.
Longe de imaginar-me como o detentor da verdade, em cada texto sobre política que escrevo deixo claras as minhas posições, no Rio de Janeiro sou contra o PMDB, estou do lado oposto ao de Sérgio Cabral, Jorge Picciani, Eduardo Paes, Paulo Melo, etc. Além disso, repudio o atual governo federal, não votei em Lula e nunca votarei em qualquer um que ele indicar, pior ainda se essa pessoa for ligada à denominada luta armada.
Não votarei neles e ainda continuarei fazendo campanha contra eles, penso que só assim poderei sonhar com um Rio de Janeiro melhor e com um Brasil mais justo e democrático, pois essa turma que renasceu na reabertura política foi uma enorme decepção.
Nunca se roubou tanto no Brasil.
Prezado leitor, posso estar muito errado, porém tenho certeza de que em um aspecto eu estou certo, o fato de que todos nós temos que participar dos processos políticos que nos envolvem, caso contrário, nunca teremos uma democracia de verdade no Brasil.
Basta de omissão, escolha o seu lado, pois os que estão se locupletando nos roubos de todo dia nesse Brasil continente, lutam encarniçadamente pelos seus espaços.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

HOSPITAL DA POLÍCIA MILITAR: JANELAS MURADAS PARA EVITAR PAF.

JORNAL DO BRASIL:
Rio
Hospital da PM tem janelas substituídas por paredes para evitar tiros.
Thiago Feres, Jornal do Brasil RIO - O Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, está murado. As janelas da unidade mostram que a luz do sol deu espaço a uma parede de tijolos que, segundo a PM, faz parte de “reformas”. Os funcionários, no entanto, têm outra versão: afirmam que foi a única maneira encontrada para proteger pacientes e equipe das balas perdidas que constantemente atingem o lugar, causando pânico em quem precisa circular pelo prédio central.
Localizado na Rua Estácio de Sá, número 20, o hospital foi construído em 1943 com a fachada principal voltada para o Morro de São Carlos, também no Estácio (Zona Norte). Com o avanço da criminalidade e a utilização de armas de longo alcance, a partir da década de 80, o local tornou-se alvo dos traficantes. O caso mais recente ocorreu no último domingo, quando um projétil de fuzil atingiu o quinto andar da unidade, durante um tiroteio entre bandidos e policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Funcionários do hospital afirmam que o problema é frequente e dizem que só após a construção do paredão de tijolos no CTI passaram a se sentir mais seguros.
– É muito comum isso acontecer por aqui. Não é raro eu chegar e uma amiga me contar algum caso de tiro nas paredes ou janelas – conta uma funcionária da limpeza do hospital, que pede para não ser identificada. – Ainda bem que eu nunca vivenciei uma situação dessas, ficaria desesperada. O paredão torna o segundo andar mais seguro.
Em 2004, durante um confronto entre criminosos rivais, tiros atingiram o quarto e o quinto andares do hospital. Balas já perfuraram janelas e fizeram buracos nas pilastras da enfermaria. A Polícia Militar não sabe informar quantas vezes o local já foi alvo de balas perdidas. Quem precisa utilizar o serviço sente medo.
– Estou aqui com o meu filho com a perna quebrada, mas sempre que vejo essa comunidade enorme na minha frente fico receosa – conta Sandra Passo, 62, no setor de ortopedia. Acho que a PM poderia mudar o hospital de lugar.
A PM afirma que não faz planos para transferir a unidade.
Atualmente, o hospital é referência no atendimento de baleados e conta com 400 oficiais de saúde, 600 praças e funcionários civis em seus quadros. Cardiologia, Clínica Médica, Oftamologia, Ginecologia e Urologia são algumas das especialidades do hospital, que tem 257 leitos.
PM nega proteção
Mesmo após a afirmação dos funcionários, o comando da Polícia Militar negou que o muro tenha o objetivo de evitar balas perdidas.
– Atualmente, isso não existe. Porém, se fosse preciso selar as janelas, nós selaríamos. Afinal de contas, são estratégias que foram utilizadas antes do modelo de pacificação para a violência – afirmou o comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte.
A assessoria de imprensa da corporação alega que os tijolos fazem parte de obras de reparo realizadas no segundo andar. Os trabalhos, no entanto, não foram especificados.
Moradores da Zona Sul utilizaram o recurso
Antes da pacificação dos morros Chapéu Mangueira e Babilônia, no Leme (Zona Sul), em junho deste ano, prédios próximos as duas comunidades foram atingidos inúmeras vezes por disparos provenientes de confrontos nas favelas.
A violência provocou um aumento na procura por blindagens por parte dos moradores. O preço pelo serviço varia entre R$ 10 mil e R$ 25 mil para apenas uma janela. As empresas cobram R$ 2.800 por metro quadrado. Além de trocar o vidro, é preciso também mudar a moldura. O alto custo fez com que algumas pessoas apelassem para a improvisação, com tijolos, massa corrida e cimento.
– Com a chegada da polícia aos morros do Leme, ficamos livres de tiros, apesar de a violência continuar – diz Renato Arruda, 58, morador do bairro.
Em Ipanema, moradores do final da Rua Alberto de Campo, (Zona Sul), também optaram, em junho do ano passado, pela construção de verdadeiros "bunkers".
O medo da população fez com que paredes de concreto fossem erguidas no lugar das janelas de prédios próximos aos morros Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, onde até metralhadora dinamarquesa com alta capacidade de destruição já foi apreendida.
Em três edifícios próximos ás comunidades, dezenas de moradores concretaram as janelas, situação que deve mudar com a inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), na quarta-feira.
– Já vi gente se mudar daqui por causa dos tiroteios. Espero que tudo seja diferente a partir de agora, com a chegada da polícia – conta o porteiro Antônio de Jesus, que trabalha em um dos prédios da Rua Sá Ferreira, via que dá acessos às duas favelas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

UNIÃO DO TRÁFICO?

JORNAL O DIA:
Informe do Dia: União do tráfico
Fernando Molica.
Rio - A expansão das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em favelas provoca uma inédita tentativa de acordo entre traficantes ligados a facções rivais. Ameaçados pela presença da polícia, bandidos negociam uma união de forças.
O episódio mais ousado ocorreu numa madrugada da semana retrasada, dias antes da visita do presidente Lula à Favela de Manguinhos. Traficantes da Rocinha, da facção Amigos dos Amigos (ADA), foram até a Grota, no Complexo do Alemão, negociar com bandidos do Comando Vermelho.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

A MATANÇA DOS POLICIAIS CONTINUA NO RIO.

O GLOBO:
Soldado do BOPE foi morto após ser reconhecido por traficantes (leia).
Mais uma tragédia.
Os seus dependentes terão que sobreviver com uma pensão miserável, a gratificação que ele recebia não é incorporada à pensão.
É fundamental que todo Policiail Militar, Policial Civil e Bombeiro Militar aprenda a DIZER NÃO às gratificações e a exigir salários dignos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

CABRAL E O PSEUDO BILHETE ÚNICO DO RIO D JANEIRO.

O GLOBO
A comparação com o bilhete único de São Paulo, desmoraliza o "bilhete único" de Sérgio Cabral.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO E EDUCAÇÃO.

REVISTA ÉPOCA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 26 de dezembro de 2009

UPP - A NOVELA.

A continuar a gigantesca cobertura das Organizações Globo às Unidades de Polícia Pacificadora, logo termos uma novela inspirada no tema no horário nobre.
Já tivemos uma novela inspirada nas MILÍCIAS, quando isso interessou, portanto, tudo pode acontecer.
Quem sabe um big brother na Cidade de Deus?
Ou a transmissão "ao vivo" com narração de Galvão Bueno de uma pelada casados contra solteiros no Pavãozinho?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

POLÍCIA MILITAR: UMA TRISTE REALIDADE.

EMAIL RECEBIDO:
A Polícia Militar do Rio de Janeiro está em estado terminal.
É essa a única conclusão que podemos chegar após analisarmos friamente a Instituição. Sem qualquer noção de gestão, sem infra-estrutura, sem salários dignos e sem qualquer suporte do governo, a PMERJ está a um passo de dar adeus, após mais de 200 anos de sangue, suor e lágrimas. Com policiais militares mal remunerados e sem qualquer perspectiva de melhora, imersos em inúmeros casos de corrupção que mancham a imagem da Corporação, a missão do Secretário de Segurança José Mariano Beltrame é praticamente impossível.
Os problemas não param na questão salarial - com os piores salários do país - a PM ainda enfrenta um cenário de total abandono, com unidades que não oferecem o mínimo de infra-estrutura aos seus militares. Banheiros desativados, ranchos que contrariam todas as normas da defesa sanitária, ausência de refrigeração, acomodações precárias, inúmeros problemas elétricos, são apenas alguns dos problemas vividos pelos policiais militares no seu dia-a-dia.
Quando analisamos a questão tecnológica da Polícia Militar nada é diferente. Devido a falta de investimentos na última década o Centro de Comunicações e Informática, que já foi referência no país, hoje não passa de um complexo de salas vazias e sem infra-estrutura alguma. Não há uma rede interna, programas de gestão, ou, até mesmo, um sistema de Comunicação Crítica realmente eficiente - o sistema de comunicação crítica da PMERJ ficou totalmente inoperante durante o recente apagão. A falta de investimentos nos profissionais da área de informática torna quase impossível uma real mudança no setor de TI. Além da ausência de computadores e conexão de internet nas diversas unidades da PM.
Tentativas de recuperar a credibilidade da PM através de novas investidas como as UPPs são uma ilusão preocupante. Apesar das áreas serem ocupadas a Secretaria de Segurança não apresenta os traficantes presos, ou as armas do tráfico apreendidas. Ou seja, há apenas um deslocamento desses traficantes para outra área. Além do fato de que é totalmente impossível ocupar todas as favelas da Cidade Maravilhosa, que hoje já são mais de duzentas - apenas na Cidade do Rio de Janeiro.
Com os piores salários do Brasil e enfrentando uma situação de extrema complexidade e perigo, os policiais militares encontram-se totalmente desmotivados. A maioria trabalha em seu horário de folga para complementar o salário, abdicando dos momentos com a família e de sua própria saúde. São escravos de um sistema corrupto e desumano, sustentados pela eterna crença de dias melhores e do reconhecimento por parte do governo estadual, indiferente a diálogos salariais com a classe.
Promessas de uma possível Emenda Constitucional (PEC 41 e PEC 300) promovem uma chance de mudança que dificilmente será realmente corroborada pelo estado do Rio de Janeiro, que com um salário tão ínfimo tornou a distância entre o salário considerado ideal e o que é efetivamente pago pelo Governo um verdadeiro abismo, quase impossível de ser superado pelos ideais políticos do estado.
Outro calcanhar de Aquiles da PM é seu setor de saúde. Apesar de todos os policiais militares pagarem (em desconto em seu contra cheque) pela manutenção de seus hospitais, o estado não repassa a verba. Sendo assim os hospitais da Corporação se encontram no mesmo nível de abandono dos batalhões. A falta de itens básicos, como luvas, algodão e medicamentos ocasionam a saída de pelo menos um oficial médico por semana. Os policiais militares feridos ou adoentados são submetidos a um tratamento próximo ao desumano, aguardando enfermos em enormes filas e, muitas vezes, sem um tratamento médico adequado.
Por mais que queiram o Secretário Beltrame e o Comandante Geral Mário Sérgio, a Polícia Militar não irá resistir aos próximos anos. Enquanto o governo ignorar a necessidade de se investir maciçamente na Corporação, optando por soluções mirabolantes (como a contratação do ex-prefeito de Nova Iorque como consultor de segurança), não será possível recuperar a PM.
Investir na formação, melhores salários, infra-estrutura, treinamento e tecnologia; esse seria a remédio que salvaria essa bicentenária Corporação, basta saber até quando o governo irá ignorar essa amarga verdade.
STEVE
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

LIVRO CABRAL CONTRA PAÚL - A CORRUPÇÃO NA POLÍCIA MILITAR.

?

Hoje publicamos o XXI Capítulo: A Corrupção na Polícia Militar (leia).
Nele comentamos a criação do Gabinete Geral de Assuntos Internos, a sua finalidade precípua e deixamos um questionamento:
Por que após aprovado, ele não foi implementado?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO DE JANEIRO - SEGURANÇA PÚBLICA - RETROSPECTIVA 2009.

Um novo ano chega aos seus momentos derradeiros e nessa época as denominadas retrospectivas invadem a mídia e para não fugir a essa regra, considerando que a blogosfera também integra a mídia brasileira e que cada blogueiro acaba sendo um jornalista especializado, resolvi aderir a essa corrente. Aliás, o próprio aumento da blogosfera deve ser citado como um fator relevante em 2009, quando chegou a ser alvo de estudos pela UNESCO.
Penso que o retorno da mobilização dos Bombeiros Militares e dos Policiais Militares ás ruas do Rio de Janeiro, na luta pela cidadania através de salários justos e de adequadas condições de trabalho, tenha sido o marco mais positivo. Nessa linha, a grande mobilização dos Bombeiros Militares deve ser destacada, assim como, a interiorização da mobilização (Araruama, Campos e Maricá). Assim como, deve ser registrada a participação de algumas associações de classe dos Bombeiros Militares e dos Policiais Militares na mobilização, principalmente da ASSINAP, presidida por Miguel Cordeiro, que apoiou todas as marchas em defesa da PEC 300/2008 e que adquiriu um caminhão de som para ser empregado nas futuras mobilizações.
No tocante às ações governamentais, apenas o sentimento de segurança experimentado pelas populações das comunidades onde foram implantadas as Unidades de Polícia Pacificadora, pode ser citado como um resultado positivo.
A tentativa de Mário Sérgio de erradicar as punições privativas de liberdade na Polícia Militar foi o único ponto institucional que pode ser citado como favorável, em um ano muito desfavorável para a Polícia Militar.
Citar fatos positivos foi muito difícil, em contrapartida nos aspectos negativos, temos que limitar o número para não tornar esse artigo desagradável pela extensão.
Uma humilhação institucional é a melhor forma de qualificar a terceira troca do comando geral da Polícia Militar, em apenas 30 meses de governo Cabral, fato nunca ocorrido no Rio de Janeiro e nem em qualquer outro estado federativo. Uma humilhação agravada pelo fato das duas passagens de Comando Geral acontecerem entre quatro paredes, sem a presença da população e da tropa.
Os 5% de reajuste para a área de segurança pública foi vergonhoso e desmoralizante para os comandos gerais da PMERJ, do CBMERJ e para a chefia da PCERJ. Cabral implementou ainda mais a sua da política de reajustes diferenciados, através da concessão de gratificações apenas para parte dos ativos, prejudicando duramente a maioria dos ativos, os inativos e as pensionistas, que enfrentam sérias dificuldades. O próprio benefício do RioCard foi concedido a uma minoria de Policiais Militares, em detrimento da quase totalidade da tropa.
A desmobilização dos Policiais Civis surpreendeu. A categoria que sempre foi mobilizada e atuante sumiu das ruas, restando apenas a mobilização contínua dos delegados de polícia na busca do interesse maior da categoria, ingressar no denominado mundo jurídico.
A forma politiqueira como está sendo desenvolvido o projeto de implantação das Unidades de Polícia Pacificadoras é vergonhosa, sobretudo se considerarmos que ela não é uma política de segurança pública, mas uma tática na busca de votos, considerando que a tática dominante continua sendo o tiro porrada e bomba, com seus milhares de balas perdidas, bem como, a ocorrência de vítimas inocentes. A Polícia Civil entrou de cabeça nessa tática e hoje a polícia investigativa se transformou em uma força paramilitar uniformizada.
O enfraquecimento inexplicável da Corregedoria Interna da Polícia Militar contribui para que os resultados na área do controle interno fossem nulos, algo que parece não ter sido muito diferente no Corpo de Bombeiros Militar e na Polícia Civil, a proatividade inexistiu.
Apesar da validade da idéia, a maneira como foi modificado o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar foi de todo condenável, tendo em vista que o comandante geral não pode modificar um decreto lei.
O modelo falsamente moderno da gestão governamental incorporando terceirizações teve na continuidade dos caríssimos contratos de terceirização das viaturas da Polícia Militar o seu melhor representante de gastos desnecessários, considerando que com os valores aplicados a Polícia Militar apresentaria resultados mais eficazes.
A volta da interferência política nas promoções por merecimento de Oficiais da Polícia Militar foi outro fator extremamente negativo e que se apresentou logo na primeira promoção da gestão de Mário Sérgio, quando Sérgio Cabral não obedeceu ao ordenamento do Quadro de Acesso por Merecimento.
O Bombeiros Militares, por serem mão de obra muito barata, continuaram sendo empregados em tarefas diversas da sua destinação constitucional.
A Polícia Federal pouco fez no concernente as suas missões constitucionais no Rio de Janeiro, principalmente no tocante à prevenção e à repressão ao tráfico de drogas e ao contrabando de armas.
Por derradeiro, diante da necessidade do artigo ser finito, um velho problema continuou, a não divulgação dos índices de elucidação de delitos da Polícia Civil, um mistério cada vez maior e nunca revelado.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

MÁRIO SÉRGIO - ENTREVISTA.

O DIA:
Mário Sérgio Duarte: 'Queremos menos papel e mais ação’
Aumentar o rigor contra os desvios de conduta está nos planos do comandante-geral da PM.
Rio - Aumentar o rigor contra os desvios de conduta está nos planos do comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, como uma das principais estratégias para 2010. O oficial aposta em um projeto revolucionário para a Corregedoria da corporação.
A meta é investir R$ 1 milhão na compra de equipamentos, como máquinas fotográficas e filmadoras, na capacitação de profissionais e no trabalho em inquéritos militares com o auxílio de escutas telefônicas. “Queremos os agentes nas ruas”, avisa. O comandante trata ainda as Unidades de Polícia de Pacificação (UPPs) como a melhor solução para retomar os territórios dominados pelo tráfico. Em entrevista a O DIA, o oficial ainda projeta como pode ser a UPP do Complexo do Alemão, na Penha, e anuncia investimentos na compra de armamento e construção de mais um hospital na Zona Oeste. Há cinco meses à frente da corporação, Mário Sérgio faz um balanço de sua gestão.
O DIA: Nos últimos cinco meses, dois casos envolvendo policiais militares chocaram a população. Em um, um músico do AfroReggae morreu, e em outro, uma vendedora sobreviveu mesmo depois de ter levado um tiro de fuzil de PM que exigia dinheiro. Como reverter esse quadro na PM?
Mário Sérgio Duarte: Foi a PM que prendeu os dois policiais que agiram contra a vítima de extorsão. Isso é banditismo, uma situação vergonhosa. Por sorte, nós temos uma legislação contra desvio de conduta, e o comandante tem força para prender sem que juiz algum tenha expedido mandado de prisão. Isso nós dá celeridade, pois ele poderia fugir. Quando você pergunta como homens são capazes de fazer isso, vou ter que perguntar para Deus, a criação é Dele. Mas a corrupção é um desafio que tem que ser enfrentado pelo País. O criminoso sutil coloca o dinheiro na cueca, na meia. O traficante atravessa o fuzil. Mas os dois são criminosos.
Mas como enfrentar o desafio da corrupção dentro da corporação?
Queremos os agentes da Corregedoria nas ruas. Vamos mudar a cultura da burocracia. Investigação não pode ser burocrática. Temos que fazer um inquérito policial com escutas telefônicas, filmagens e fotografias. Infiltrar agentes onde for necessário. Para isso, vamos investir R$ 1 milhão em capacitação e equipamentos para a utilização dos policiais. Hoje, temos uns 500 homens e não há necessidade de dobrar o efetivo. Temos que romper com a cultura do ‘senta aqui, me conta o que você sabe’. Qualquer averiguação tem que ter 200 páginas. Queremos menos papel e mais ação. Os agentes da Corregedoria precisam estar nas ruas para observar o policial. O PM tem que saber que não pode errar, pois terá sempre alguém o observando.
O senhor pretende, então, transformar agentes em investigadores?
Sim. Vamos transformar policiais em investigadores e não em interrogadores dentro de escritórios. Até porque muitos policiais são expulsos da corporação disciplinarmente, mas foram absolvidos pela Justiça. A Corregedoria sempre foi entendida como um espaço jurídico, mas tem que ser entendida como um espaço policial. Além disso, queremos mais ações preventivas. Temos um programa sendo montado.
E como as ações preventivas serão aplicadas?
Vamos fazer a previsão de um sem-número de pequenos erros. Por exemplo, é muito comum o policial comprar carro usado. Na PM é difícil o policial comprar um zero. Eventualmente, ele compra um carro aparentemente regular, mas o veículo é irregular, produto de furto, teve o chassi remarcado, foi clonado. Tenho que fazer uma profilaxia disso. Não tenho que ficar só esperando o caso acontecer para expulsar o PM da corporação. A tropa tem que evitar o erro. A Corregedoria vai investigar a aquisição de veículos. Vamos dar um banho de conteúdo na Corregedoria da PM.
Enfrentar a corrupção dentro da corporação é um desafio. Fora dela, combater o tráfico ainda é a prioridade absoluta?
Sem as Unidades de Policiamento Pacificadoras (UPPs), não é possível conseguir inclusão social. Estudamos 100 favelas que são verdadeiramente problemáticas. Fizemos o trabalho com base na hierarquia do poder bélico, traficantes, capacidade de deslocamento e tamanho das regiões.
Mas as UPPs não chegaram a áreas de grande conflito, como as da Zona Norte. Há dois meses, por exemplo, um helicóptero foi abatido em confrontos de traficantes em Vila Isabel. O que falta para isso acontecer?
Tivemos uma série de eventos desde que assumimos que nos trouxeram inquietação. Porque a gente imagina que terá problemas, mas não tantos. O piloto, quando viu que a aeronave estava em chamas, adotou o procedimento correto. As UPPs, acredito, chegaram a pequenas favelas por questões de estratégia e pela questão do turismo regional. A área era rentável para o tráfico de drogas, mas foram isoladas.
O senhor acha que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) conseguiu tomar a Cidade de Deus?
É tempo de guerra e o Bope está em ação para trazer a paz. As apreensões na Cidade de Deus vão continuar. Mas a região já respira ares de liberdade. Mas o preço da liberdade é a eterna vigilância. O Bope vai ficar na Cidade de Deus o tempo que for necessário.
E a qual a próxima área beneficiada pela UPP?
Isso é uma decisão da Secretaria de Segurança. Não gosto de falar em tolerância zero, mas aonde há UPP não pode ter crime. A unidade representa o afastamento de bandidos e acaba com a exposição de armas. O Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (Gpae) não conseguiu isso. A gente tinha Gpae no Cantagalo e Pavão-Pavãozinho e as pessoas de baixo fotografavam os traficantes transitando. Nós não queremos que a UPP seja agência reguladora do tráfico, como o Gpae estava sendo.
Há um ano, a PM não entra no Complexo do Alemão. Há informações de que bandidos expulsos da Zona Sul tenham buscado refúgio naquela região. De forma hipotética, como seria a estratégia de ocupação para instalar uma UPP naquela área?
Se todos estão indo para um lugar só, ótimo, uma hora eles não vão escapar. Serão capturados pela polícia. Uma UPP no Complexo do Alemão vai exigir muito mais tempo de ação do Bope, do Batalhão de Choque e outras forças repressivas. Nós não podemos esperar que no Complexo do Alemão a gente vá consolidar a instalação em semanas. Existe toda uma estrutura de poder montada naquele local. Hoje, entrar no Alemão apenas para apreender armas e drogas não é a melhor alternativa. A gente pode entrar lá a qualquer momento, mas estamos preparando a melhor forma de fazer isso. Não adianta entrar e sair.
O cerco ao tráfico no Rio também tem forçado os traficantes a ir para Baixada, São Gonçalo, Niterói e Interior. Qual o planejamento de reforço de policiamento nessas regiões?
A rigor, essas áreas sempre estiveram ligadas aos criminosos do Rio. O traficante do Alemão Antônio José de Souza Ferreira, o Tota, era de Niterói. Mas a PM faz parte do sistema de inteligência do estado. Trocamos informações até com a Polícia Federal e outros órgãos. É comum que, quando se aperta o cerco no Rio, eles possam espirrar para outras áreas. Aí é monitoramento e ação, para que sejam presos e tirados de circulação. A Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada, está recebendo muitas ações policiais.
Mas a política de confronto com os traficantes tem encontrado resistência. A ONG Human Rights divulgou um relatório em que a Polícia do Rio aparece como a mais violenta do País. Como o senhor avalia essas críticas à polícia?
Eles chegam sedutores, fazendo crer que nós somos maus, e desprezam o outro lado da moeda. Não querem enxergar os fuzis na mão do tráfico. Olham para o traficante e enxergam a vítima, não o algoz do Estado. Tivemos um sargento do 22º BPM (Maré) morto na véspera da divulgação, mas eles não vão dar importância a isso, não vão contabilizar.
Mas como o número de autos de resistência pode ser reduzido?
O uso gradativo da força sempre foi orientação. Mas houve um momento de tantas mortes, que virou guerra particular. Só que, numa situação onde o traficante diz que vai atirar em você, armado e cheio de carregadores na mochila, não há tempo para fazer aqueles protocolos do Direito Comum. Ou seja: ‘Pare, renda-se, entregue a sua arma’. Quando o policial aparece, do outro lado já chove balas na direção dele.
E como o policial pode ser preparado para enfrentar esse tipo de situação?
A PM pretende comprar mais armamento?
Ano que vem, vamos investir R$ 10 milhões na compra de pistolas calibre 40 e munição. Todo policial, a partir da graduação de cabo, vai ter uma arma da corporação com ele 24 horas. Desta forma, o policial não vai precisar comprar uma arma com seus recursos.
Qual o balanço que o senhor faz da sua gestão?
Já passamos por momentos muito difíceis. Mas estamos elaborando os nossos projetos. E mais, estamos interagindo com a Polícia Civil. Falo com o chefe da instituição, Allan Turnowski, pelo menos três vezes por dia. Isso é muito importante para a área de segurança. É a consolidação da integração entre as polícias.
E qual o próximo projeto importante da corporação para o ano que vem?
Vamos construir mais um hospital para a corporação na Zona Oeste. Fizemos um levantamento e vimos que a maioria dos policiais mora naquela região e na Baixada Fluminense. A construção de um hospital, que será no modelo das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), vai permitir um tratamento melhor para a tropa e desafogará o Hospital Central da PM, no Estácio. Na nova unidade, será feito o atendimento clínico e de microcirurgias aos policiais e seus dependentes. A meta é começar a obra no fim do ano que vem.
Como a Polícia Militar está se preparando para atuar na Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016?
Policiais do Bope já iniciaram a preparação para os eventos. Enviamos equipes para treinar com policiais de outros países. No início do ano, vamos estender os treinamentos à Companhia de Cães, ao Batalhão de Choque e ao Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM). Todo o nosso planejamento está sendo seguido à risca. São eventos que não estarão sob o meu comando, mas o trabalho tem que começar agora. A semente tem que ser plantada hoje. Tanto a Copa quanto as Olimpíadas são conquistas históricas para a cidade.
Vânia Cunha e Adriana Cruz.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

BOLETIM INFORMATIVO DO BLOG DO CORONEL PAÚL - ANO I - NÚMERO 003.


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

SÉRGIO CABRAL É O ANTIPENÚLTIMO NA AVALIAÇÃO DA POPULAÇÃO.

Cidadão fluminense, se CABRAL fosse uma marca a ser vendida, sem dúvida, seria o maior desafio para os marqueteiros.
Os investimentos na propaganda do governo Sérgio Cabral são os maiores da história do Rio de Janeiro, além disso, Lula investe bilhões do dinheiro federal no estado, comparecendo com sua popularidade em cada palanque de Cabral, e ainda, parte da mídia apóia o cliente preferencial que o governo estadual se transformou em termos de publicidade, divulgando matérias favoráveis uma após a outra.
Apesar dessa overdose de Cabral, ele não decola.
Está ancorado.
Não vende.
Em 10 estados pesquisados, ele ocupa a 8a colocação em termos de avaliação da população.
É o oitavo em dez, ou seja, Cabral é o antipenúltimo.
Isso comprova que o povo fluminense não está mais disposto a se deixar enganar por políticos que não cumprem promessas.
Parabéns, cidadão fluminense.
FOLHA DE SÃO PAULO:
Aécio é líder no ranking de governadores; Arruda é o 9º
Mensalão do DEM faz governador do DF despencar da sexta para a penúltima posição.
Serra, Luiz Henrique e Cabral têm melhora em avaliação; Yeda segue última colocada, e 50% consideram governo da tucana ruim ou péssimo.
MALU DELGADO.
O mineiro Aécio Neves (PSDB) é o mais popular do ranking de dez governadores avaliados pelo Datafolha, em pesquisa realizada entre os dias 14 e 18 deste mês. O governador, que no dia 17 anunciou a decisão de retirar seu nome da disputa presidencial, obteve nota média de 7,5 numa escala de 0 a 10. Entre os moradores de Minas entrevistados na sondagem, 73% consideram o governo de Aécio ótimo ou bom, ante 19% que o avaliam como regular e 6% que acham péssima ou ruim sua administração.
O mineiro já liderava o ranking na sondagem anterior, feita em março deste ano, quando obteve 75% de aprovação e nota média 7,6. A alta popularidade de Aécio em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, explica a intenção de parte do PSDB de convencê-lo a disputar a eleição de 2010 como vice-presidente, com o governador José Serra (PSDB), numa chapa "puro-sangue".
Os dois governadores com pior avaliação são José Roberto Arruda (sem partido-DF), na nona posição, e Yeda Crusius (PSDB-RS), que se manteve no décimo lugar. Ambos tiveram os nomes envolvidos em recentes escândalos de corrupção nos Estados que governam.
Arruda sofreu o desgaste político mais visível. Apontado como o protagonista de escândalo que supostamente arrecadava propinas de empresas que tinham contratos com o governo do Distrito Federal -esquema batizado de mensalão do DEM-, Arruda caiu da sexta posição na sondagem feita em março para a nona.
A nota média obtida pelo governador, que se desfiliou do DEM no dia 10 para evitar ser expulso, foi 4,8. Em março, ele obteve 6,4. Hoje, 40% acham o governo de Arruda ótimo ou bom, enquanto 22% o consideram regular e 37% acham a administração ruim ou péssima.
Antes do escândalo, Arruda era apontado como uma das estrelas do DEM com chances reais de ser reeleito. Sem partido, ele não poderá disputar a eleição de 2010 ao governo.
Ascensão e queda.
Com o nome consolidado para disputar a Presidência da República pelo PSDB, o governador de São Paulo, José Serra, subiu da quinta para a quarta posição. A nota média obtida pelo tucano é 6,6, a mesma da sondagem feita em março. A avaliação do governo, porém, melhorou: 55% consideram a administração tucana ótima ou boa, 32% dizem que é regular, e 11% que é ruim ou péssima.Também estão mais bem avaliados os governadores peemedebistas de Santa Catarina, Luiz Henrique, passando da oitava para a quinta colocação, e do Rio, Sérgio Cabral, que foi do nono para oitavo lugar. Já o peemedebista Roberto Requião, do Paraná, caiu da quarta para a sétima posição.
Embora os tucanos possam comemorar as boas posições de Aécio e Serra, a governadora Yeda Crusius, última colocada, é o pesadelo do PSDB.
Com nota média de 3,9, 50% dos entrevistados consideram o atual governo do Rio Grande do Sul péssimo ou ruim. Somente 12% acham o governo Yeda ótimo ou bom, e para 37% a administração da governadora é regular.Relatório da CPI da Corrupção, instaurada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para apurar denúncias de irregularidades na administração de Yeda, isenta a governadora de participação em atos ilícitos. A Polícia Federal investiga suposto esquema de fraudes em contratos do governo do Rio Grande do Sul.
Nordeste.
Os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do Ceará, Cid Gomes (PSB), permanecem bem avaliados e ocupam, respectivamente, a segunda e terceira colocação no ranking do Datafolha. Ambos são os pré-candidatos favoritos nos respectivos Estados até o momento e disputarão a reeleição em 2010.
Antes sétimo colocado, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), subiu uma posição. Sua nota média passou de 6,4 em março para 6,5.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

CENSURA À MÍDIA E ANTI-TABAGISMO.

BLOG LIBERTAD MATTERS:
- quarta-feira, 23 de dezembro de 2009.
Amazônia ilegal.
O governo do Equador suspendeu ontem por 72 horas o sinal da rede de tv Teleamazonas, das principais vozes de oposição a Rafael Correa na mídia.
O crime da emissora? Segundo comunicado do próprio Ministério das Comunicações daquele país, o canal foi punido por transmitir notícia considerada inverídica e socialmente perigosa pelo... Estado equatoriano, sempre protegendo diligentemente seus cidadãos das mentiras contrarevolucionárias difundidas pela maligna imprensa burguesa (leia).
- terça-feira, 22 de dezembro de 2009.
Paranóia anti-tabagista avança: Belo Horizonte quer proibir fumo até ao ar livre.

Texto da
Agencia Estado:
Os mineiros, cansados de ver o eixo Rio-São Paulo tomar a vanguarda em tudo, decidem dar um passo adiante na hipocondria e inovar na perseguição a fumantes: após a aprovação de lei estadual anti-tabagismo rigorosamente igual a que São Paulo, Rio de Janeiro e o resto do planeta já impuseram aos seus povos, a câmara municipal de Belo Horizonte aprovou lei que proíbe o fumo inclusive em espaços públicos abertos (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO