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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

CORONEL PAÚL, AS DIFICULDADES DOS MEUS DETRATORES.

Prezados leitores, bom dia!
Eu fui incorporado na Polícia Militar no dia 26 FEV 1976 e fui transferido compulsoriamente a contar do dia 21 ABR 2009, após ter dois anos da minha carreira cortados.
Nesses pouco mais de 33 anos de serviço:
- Nunca recebi nenhum centavo que não fizesse os meus vencimentos, nem mesmo a propina mensal do "jogos dos Bichos", considerada um mal menor. 
- Nunca recebi dinheiro oriundo de compras fraudulentas. 
- Nunca cobrei qualquer importância de PMs para conceder benefícios. 
- Nunca vendi policiamento, usando como segurança privada em troca de propinas.
- Nunca fiz acordo com traficantes de drogas.
- Nunca recebi qualquer importância para votar favoravelmente em Processos Administrativos Disciplinares.
- Nunca fui incompetente nas funções que desempenhei, como a minha careira demonstra, inclusive com as promoções por merecimento.
- Nunca fui promovido por interferência política.
- Sempre lutei por meus direitos e sempre briguei para cima, isso desde Tenente.
- Nunca fiquei fora da PMERJ, encostado emn qualquer órgão externo.
- Nunca favoreci ninguém da minha família na PMERJ.
- Nunca exagerei na bebida nos coquetéis servidos nas festividades militares.
Sim , tenho vários defeitos, eu confesso, mas penso que consigo administrá-los, considerando o desespero dos meus detratores para encontraem defeitos verdadeiros para falarem mal de mim. Sinceramente, eles estão perdendo todos os limites do bom senso e escrevem qualquer coisa na forma de comentários. O último perguntou em um comentário quantos bicheiros eu tinha prendido em minha vida. Tolo, mal sabe que a minha primeira briga para cima na Polícia Militar foi exatamente nesse tema, quando era 2o Tenente moderníssimo e enfrentei um Capitão antiguíssimo que mandava no quartel. 
O próprio comandante geral disse no dia 13 JAN 2012, em alto e bom tom, que eu teria sido internado no HCPM com diárreia, provocada por medo, após ter sido indicado para comandar um batalhão. Ele não sabe o que diz, nada conhece sobre esse fato e inventou uma mentira na presença de dezenas de Praças, isso só para me depreciar. O que ele queria provar? Logo ele que tanto conversou comigo na Corregedoria Interna e que me 2009, quando concorreu à presidência da AME/RJ, na sua fala de apresentação de sua plataforma de candidato, me citou como seu amigo. Nesse aspecto, ele falou a verdade, pois eu procurei ajudá-lo ao máximo quando ele reclamava que estava sendo preterido nas promoções ao posto de Coronel.
A verdade é que estou cansado dessas acusações infundadas e não mais publicarei qualquer comentário (e ainda são comentários anônimos) contra mim que não esteja devidamente fundamentado, sendo essa explicação o motivo da publicação desse artigo. Não percam mais tempo escrevendo mentiras, melhor insistirem na tecla de que quando eu fui Corregedor Interno me mostrei um verdadeiro carrasco, mesmo não sendo verdade, mas pelo menos é mais fácil de enganar os desinformados. 
E, por falar em Corregedoria, quem foi o Corregedor bonzinho da PMERJ?
No período de que Corregedor da PMERJ foram excluídos mais Oficiais do que Praças?
No período de que Corregedor da PMERJ foram punidos mais Oficiais do que Praças?
Por favor, quem foi esse Corregedor bonzinho...
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ESTOURO DE BINGO - DENÚNCIA ANÔNIMA.

Toda denúncia anônima deve ser analisada com cautela, mas deve ser investigada.
Vou encaminhá-la à Ouvidoria do Ministério Público, como tenho feito atualmente com as denúncias que chegam ao blog.
COMENTÁRIO:
"Polícia estoura bingo em clube na Usina - Publicada em 19/10/2011 às 22h36m - O Globo
RIO - Levados por informações do Disque-Denúncia, policiais da 19ª DP (Tijuca) estouraram, na noite desta quarta-feira, um bingo que funcionava no Montanha Clube, localizado na Usina. Havia entre 60 e 80 pessoas no estabelecimento, que fica na Estrada Velha da Tijuca 407. Segundo informações passadas pela delegacia, estão sendo detidos o gerente e outro responsável pelo estabelecimento, que estavam no local.
Comento:
É mentira Coronel. Policiais da Corregedoria da PM estouraram esse mesmo bingo a menos de um mês atrás, e apresentaram a ocorrencia nessa mesma DP. Estranhamente o Del Pol não chamou pericia, não interditou o local e nem ouviu o responsavel pelo clube. Ouviu somente meia duzia de funcionarios. Agora do nada o bingo reabre e eles vem com essa noticia de que estouraram? Tem algo muito estranho nisso tudo !!!
Porque o todo o material do bingo não foi apreendido na primeira vez por esse Delegado?
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/10/19/policia-estoura-bingo-em-clube-na-usina-925617992.asp#ixzz1bHfSE6e5 
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 6 de julho de 2011

CORONEL PAÚL - CONVOCAÇÃO - CORREGEDORIA INTERNA.

Atendendo convocação comparei nessa quarta-feira na Corregedoria Interna da PMERJ, aproveitando para rever amigos (as) e para conhecer as novas instalações do órgão de controle interno da Instituição.
O motivo da convocação foi a entrega de um Documento de Razões de Defesa (DRD), ainda relacionado com a minha prisão, fato ocorrido no dia 03 JUN 2011. Eu tenho 5 (cinco) dias úteis para responder o documento, no qual exercerei a minha ampla defesa e o contraditório.
Oportunamente farei novos comentários a respeito do DRD.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

CORREGEDORIA INTERNA DA POLÍCIA MILITAR EM AÇÃO.

JORNAL O DIA
Polícia aprende cheques de famosa em bingo no subúrbio

POR MARCO ANTONIO CANOSA
Rio - Agentes da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) estouraram um bingo clandestino na Penha, subúrbio do Rio, na noite desta quinta-feira. Na casa de apostas foram apreendidas 33 máquinas de videobingo e detidas 29 pessoas, entre apostadores e funcionários. O bingo estava promovendo uma festa de natal e os agentes chegaram no momento em que seriam sorteadas duas TVs de plasma de 50 polegadas. No caixa os agentes encontraram também dois cheques, no valor de R$ 500 cada, de uma famosa ex-modelo e empresária. A polícia vai apurar quem passou os cheques.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 26 de outubro de 2010

FALEM MAL, MAS FALEM DE MIM.

COMENTÁRIO POSTADO:
Engraçado senhor Coronel Paúl. Esse falso Coronel era de sua época também e o senhor não descobriu como corregedor?
Aguardo sua resposta Coronel.
Anônimo
Prezado anônimo, caso você seja um Policial Militar, a pergunta não faz sentido, considerando que você deve conhecer as atribuições da Corregedoria Interna. Todavia, como você pode ser um leitor que não pertence ao efetivo da Polícia Militar, devo esclarecer que no tocante à presença do referenciado em quartéis da PMERJ, a responsabilidade é do respectivo comandante. Igual raciocínio podemos desenvolver com relação à SESEG, a responsabilidade é de quem autorizou a contratação (presença).
A Corregedoria Interna da PMERJ não tem qualquer envolvimento com o fato em questão, não cabe a CIntPM este tipo de fiscalização.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 17 de outubro de 2010

PMERJ - CORREGEDORIA INTERNA - NOVIDADES.

O DIA:
"Corregedoria mais ágil na PM
Até o fim do ano, órgão ganhará sede própria com setor exclusivo para escutas telefônicas
POR VANIA CUNHA
Rio - O procedimento que culminou na expulsão, no dia 5, de um cabo e um sargento envolvidos no caso do atropelamento de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, sintetiza as mudanças pretendidas pela Corregedoria da Polícia Militar. Investigações aprofundadas e agilidade nos processos são palavras de ordem no novo modelo de gestão do órgão. Para tanto, a PM investe pesado em tecnologia e na reestruturação do prédio do antigo laboratório da corporação, em São Gonçalo, onde até o fim do ano começará a funcionar a nova sede da Corregedoria. A estimativa do comando da PM é de investir cerca de R$ 1 milhão em obras, compra de equipamentos e capacitação dos profissionais.
“Implantamos mudanças na condução dos inquéritos para primar pela eficácia e pela independência. O procedimento do caso Rafael Mascarenhas foi concluído em 40 dias e ficou tão consistente que o Ministério Público não discordou. Se todo caso tivesse a celeridade dessa investigação, o agente público pensaria duas vezes antes de cometer erros”, afirma o corregedor Ronaldo Menezes.
Uma das principais mudanças aconteceu nas Delegacias de Polícia Judiciária Militar (DPJMs), que se tornaram mais investigativas e menos burocráticas. Mesmo com um número maior de casos, o foco passou a ser os inquéritos sigilosos e de maior gravidade.
Mais de 80% do efetivo das DPJMs será realocado para as investigações, dando mais agilidade à conclusão dos procedimentos. A ideia é que os policiais contem com tecnologia de escutas, quebra de sigilos financeiros e todos os recursos necessários para dar maior consistência às apurações. Os processos administrativos disciplinares envolvendo PMs, hoje conduzidos pelos batalhões, passarão para as 12 comissões dentro da nova sede da Corregedoria. Além de desafogar as unidades do trabalho administrativo e garantir mais isenção aos procedimentos, a medida também libera policiais para o serviço de rua.
Sistema on-line acelera apuração
Outro ponto crucial das mudanças é a implantação de um sistema de registros on-line. Por meio de um programa de computador, tanto o corregedor quanto o comandante da PM têm acesso a todos os procedimentos das investigações. Os batalhões também vão se adequar e ter acesso ao novo sistema de registro. Além disso, denúncias detalhadas feitas às DPJMs poderão ser encaminhadas diretamente ao Ministério Público ou à Justiça Militar, sem a necessidade de se instaurar um procedimento.
“Perde-se muito tempo, até meses, para policiais investigarem procedimentos de menor relevância. Com menos burocracia, vamos desafogar a Corregedoria. Se o MP entender que precisa de investigação, devolve o procedimento”, explica Menezes.
A nova sede do órgão, em fase final de reforma, terá salas para depoimentos, auditório, área de inteligência — com setor reservado para monitoramentos telefônicos —, ouvidoria e relatoria. No futuro, as audiências dos processos também poderão ser feitas no local".
COMENTO:
As corregedorias internas são órgãos muito especiais e extremamente sensíveis a todas as mudanças que afetem os seus efetivos, pois não é fácil recrutar e selecionar novos integrantes. Uma verdade é que não se acha em qualquer lugar das instituições pessoas que possam integrar as corregedorias internas, essa é uma tarefa muito difícil.
Tal realidade faz com que muitos integrantes das corregedorias internas pertençam aos órgãos há muito anos, tendo as suas vidas adaptadas à rotina de trabalho, inclusive aos locais de trabalho.
As mudanças propostas para a Corregedoria Interna são interesses e merecem elogios, todavia, não podemos deixar de citar que a mudança da sede atual (Quartel General), situada no Centro do Rio desde a sua criação em 1993, para o município de São Gonçalo, acarretará muitos problemas para o seu efetivo, que reside na sua quase totalidade nas Zonas Norte, Oeste e Baixada Fluminense.
O homem, o Policial Militar, será prejudicado, não resta dúvida.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORREGEDOR

Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O CORONEL PAÚL NÃO É DO LULA.


Prezados leitores, deixo claro que não sou do Lula.
Penso que seja importante fazer tal afirmativa, pois diante da popularidade de Lula, surgiram vários "do Lula".
A Presidente do Lula. Governadores do Lula. Senadores do Lula. Deputados federais do Lula. Deputados estaduais do Lula. Lula virou o pai de todos, o fura bolos, o cata piolho, ...
Eu entendo a carona política que muitos buscam, isso é natural, politicamente adequado, afinal, o importante é ser eleito!
Não, o importante não é ser eleito, não para mim.
Eleito, terei mais força para lutar pela construção do país que quero para meus netos, netos que ainda não tenho, mas continuarei lutando mesmo perdendo a eleição, como Coronel de Polícia e professor.
Aceito os argumentos dos amigos que aconselham a ter uma postura menos agressiva contra Lula e Cabral, queridos por muitos, que acabam não votando em mim em razão da oposição sistemática; porém, não mudo meu comportamento, pois nem Lula, nem Cabral, fazem parte dos meus sonhos para um Brasil melhor, muito pelo contrário.
Na mesma direção entendo os que aconselham que eu não assine os artigos como ex-Corregedor da PMERJ, pois isso cria resistências interna corporis ao meu nome; todavia, nunca agirei assim, pois na Corregedoria Interna agi com retidão e, pelo que lembro, fui o único até hoje que publicamente defendi Policiais Militares quando foram acusados de forma incorreta, portanto, me orgulho da função que exerci.
Eu sou assim, politicamente incorreto. Se fosse diferente, ainda estaria no alto comando da PMERJ; ombrearia com Sérgio Cabral e Beltrame; estaria ganhando R$ 7.500,00 por mês só de gratificação; este blog não existiria e eu teria vergonha de ser Coronel de Polícia.
Eu sou o Coronel de Polícia Paúl, Coronel Barbono, ex-Corregedor Interno da PMERJ, oposição ao PT e ao PMDB, um dos últimos Coronéis de Polícia da nossa amada e heróica Polícia Militar.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 13 de julho de 2010

CORREGEDORIA INTERNA DA PMERJ ATUANDO.

JORNAL EXTRA:
"Na Baixada
Duque de Caxias: policiais militares e civil são presos

Agentes da 3ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) da Baixada Fluminense prenderam na noite desta segunda-feira dois policiais militares do 15º BPM (Duque de Caxias) e um policial civil. Um quarto homem, que seria ex-militar, também foi preso. Todos são suspeitos, segundo a 3ª DPJM, de integrar um grupo de extermínio que agiria na Baixada.
Uma denúncia anônima informando a existência do grupo - que extorquiria dinheiro de moradores e comerciantes, ameaçando-os - levou os agentes da DPJM ao Parque São Bento, em Duque de Caxias. Os soldados Angelo Sávio Lima de Castro, de 33 anos; Roberto Wagner Lima de Castro, de 28; o policial civil da Seção de Direitos e Vantagens Ricardo Braga de Castro, de 47; e o vendedor Julio Cesar Bastos, de 32, estavam na Blazer da Polícia Civil número 67-7319.
No carro foram encontrados duas pistolas, duas escopetas calibre 12, uma metralhadora, dois revólveres — um deles com numeração raspada —, um colete à prova de bala, toucas ninjas e munição. Os acusados, a Blazer e o material apreendido foram levados para 59ª DP (Duque de Caxias).
O delegado Carlos Cesar Santos contou que a patrulha era da 59ª DP e constava como se estivesse em manutenção:
— Esta viatura deveria estar no conserto. Vamos apurar quem levou o veículo e qual reparo seria feito — explicou.
Ele não quis confirmar a denúncia de que os presos teriam envolvimento com grupo de extermínio, por considerar a afirmação prematura. Os acusados foram indiciados por formação de quadrilha e porte ilegal de arma de uso restrito. As armas foram apreendidas e encaminhadas à perícia. Os dois PMs foram conduzidos ao Batalhão Especial Prisional (BEP)".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 10 de abril de 2010

POLÍCIA MILITAR: O ENFRAQUECIMENTO DA CORREGEDORIA INTERNA.

O GLOBO:

Mário Sérgio enfraqueceu significativamente a Corregedoria Interna (CIntPM), logo após ter assumido a cadeira, alegando a necessidade de reforçar o policiamento nas ruas.
O maior enfraquecimento foi maior no braço operacional e proativo da CIntPM, as Delegacias de Polícia Judiciária Militar (DPJM).
Isso é fato!
Apesar dessa verdade, não devemos responsabilizar a atual gestão por mais esses indícios claros de envolvimento da polícia com o crime, sobretudo considerando que com relação ao jogo dos bichos esse envolvimento é histórico. Todavia, podemos responsabilizar Sérgio Cabral, Beltrame, Mário Sérgio e Allan Turnowsky pelo fato do jogo dos bichos operar ostensivamente em cada esquina do Rio de Janeiro, sem qualquer repressão.
Por que não se combate o jogo dos bichos?
Por que essa omissão deliberada se o próprio Beltrame afirmou que o jogo dos bichos sustenta outros crimes?
Penso que todos devem ser rsponsabilizados e que o Ministério Público deve cumprir a sua missão de fiscal da lei.
Até quando o Estado permanecerá inerte?
A explosão no carro do bicheiro quase atingiu o container onde trabalham, em condições precárias, Bombeiros Militares na Avenida das Américas.
Será que terão que explodir um prédio público?
Retornando para PMERJ, ao enfraquecer a CIntPM, Mário Sérgio criou um grave problema para o atual Corregedor Interno, o honesto, antigo e competente Coronel de Polícia Menezes (Coronel Barbono), diante da necessidade de repor o efetivo retirado e sobretudo, em razão da grande dificuldade de recrutar e de selecionar efetivo para a área correcional.
A área correcional é muito especial, apesar de ser desconsiderada pela atual gestão.
Não podemos integrar efetivo na área da CIntPM com facilidade, diante do grave avanço dos desvios de conduta na Polícia Militar, portanto, repor dezenas de homens é uma tarefa quase impossível a curto prazo.
A única saída é dar o braço a torcer com humildade e retornar de imdiato todos os que foram afastados.

Conhecedor da gravidade da ação deletéria de Mário Sérgio ao enfraquecer a CIntPM, eu comuniquei esse absurdo ao Ministério Público e à Comissão de Direitos Humanos da ALERJ.
Meses depois espero que tudo isso esteja em fase final de investigação , que nem o MP e nem a ALERJ tenham aceito como justificativa (resposta) da gestão atual, a insustentável desculpa da necessidade de colocar homens no policiamento, tendo em vista que existem mais de 2.000 Policiais Militares fora da Polícia Militar, conforme últimos dados divulgados no comando do Coronel de Polícia Ubiratan.
A Corregedoria Interna deve ser tratada com respeito e os seus profissionais devem ser valorizados.
Enfraquecer a CIntPM significa ferir gravemente a Polícia Militar que a população quer e precisa, além disso representa uma grande ajuda para a "banda podre".
Urge que a CIntPM seja recomposta e ampliada.
Urge que o jogo dos bichos seja reprimido.
Caso contrário, vamos esperar que a próxima bomba não exploda perto de nós, de nossos familiares e nossos amigos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

POLÍCIA MILITAR: MÁRIO SÉRGIO ENFRAQUECEU MUITO A CORREGEDORIA INTERNA.

POLICIAL MILITAR COMANDAVA QUADRILHA.
JB Online
RIO - "Operação conjunta do Ministério Público e da delegacia de Teresópolis (110ªDP) prendeu nesta segunda-feira sete integrantes de uma quadrilha de distribuição de CDs e DVDs piratas na Região Serrana do Rio. O líder da quadrilha era o soldado da Polícia Militar Marco Antônio Guimarães, de 32 anos, lotado no Museu da PM.
Marco Antônio fazia as cópias piratas em uma casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Os CDs e DVDs eram distribuídos a camelôs do Centro de Teresópolis. Ele foi preso quando chegava em uma kombi com duas mil mídias piratas".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O MURO DA VERGONHA E AS DELEGACIAS DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DA POLÍCIA MILITAR.

Denúncia: novo comandante geral da PM quer acabar com as Delegacias de Polícia Judiciária Militar
Recebemos a denúncia anônima que reproduzimos a seguir. Embora em geral evitemos a difusão de denúncias anônimas, por sua difícil comprovação, a que se segue está bastante circunstanciada e, em se tratando da pessoa em questão (Cel PM Álvaro Garcia), é inteiramente plausível. Entendemos também, diante da situação de arbitrariedade e violência que impera na instituição policial no Rio e no Brasil, que muitas vezes o anonimato é o único recurso possível e seguro para que algumas denúncias sejam veiculadas.
Também queremos deixar claro que ao veicularmos a denúncia não estamos manifestando concordância com todas as opiniões expressas pelo denunciante. Nunca confiamos totalmente no trabalho da corregedoria da PM, tampouco da Corregedoria Geral Unificada, por experiência direta de inúmeros casos que acompanhamos. Temos explícita desde há muito, juntamente com diversas organizações defensoras dos Direitos Humanos, nossa proposta da necessidade de uma Ouvidoria externa e independente para a polícia, bem como da obrigatoriedade legal da Corregedoria investigar e levar a bom termo as denúncias encaminhadas por tal Ouvidoria independente. Acima de tudo, somos pelo fim da Justiça Militar em todos os níveis, e defendemos que os membros das Forças Armadas e da polícia respondam por seus atos diante da justiça comum, assim como todos os cidadãos brasileiros.
Rede contra a Violência.
Senhores,
Acreditando ser oportuno, conveniente e pertinente, subscrevo-lhes as linhas a seguir:
Com a assunção do novo Comandante Geral da PMERJ a algumas semanas, houve troca de vários comandos na corporação, como de praxe, e também os cargos tidos como “de confiança”.
Assumiu o Estado Maior Operacional da Corporação o Cel PM Álvaro Garcia, que foi peça de várias ocorrências no mínimo duvidosas, dentre elas o espancamento de moradores da Cidade de Deus em 23 de março de 1997, em episódio que foi amplamente divulgado na mídia e ficou conhecido como “muro da vergonha” e o assassinato do entregador de farmácia Fábio de Melo, morador do Andaraí, em 24 de novembro de 2006, quando o Coronel Álvaro era Comandante do 6º BPM.
À época, segundo relato da Rede Contra a Violência, moradores de várias comunidades da grande Tijuca também reclamaram muito do aumento de abusos policiais depois que o Coronel Álvaro assumiu o Comando do 6º BPM.
Com relação ao muro da vergonha, diante das câmeras, o então governador Marcello Alencar mandou prender os seis policiais envolvidos no episódio - entre os quais o Coronel Álvaro Garcia — e esbravejou: "Eles serão expulsos sumariamente".
O citado Coronel nunca foi julgado porque o inquérito, estranhamente, foi arquivado por falta de provas, apesar das imagens que foram veiculadas pela TV Globo, e que tanto horror causaram a população fluminense. Cabe lembrar que o fato ganhou repercussão internacional, com a tentativa de intervenção de várias entidades ligadas aos direitos humanos, mas todas inexplicavelmente sem sucesso. Além de comandar o espancamento de moradores e de estar envolvido na morte do cidadão Fábio de Melo, o Coronel Álvaro Garcia apresenta no seu currículo inúmeras acusações de homicídio, das quais também foi absolvido, pois foram consideradas “mortes em confronto”.
Com a assunção do Estado Maior pelo Coronel Álvaro, em primeira reunião de contato com todos os Comandantes de Unidades da Polícia Militar, foi taxativo em afirmar que “acabaria com as Delegacias de Polícia Judiciária Militar”, que é um órgão diretamente ligado e subordinado a Corregedoria Interna da PMERJ, e tem como atribuição, dentre outras, a investigação de desvios de conduta praticados por Policiais Militares.
Pessoas de bom senso, até a presente data, estão sem entender o real motivo de tal extinção, pois com tamanho desmantelamento da Corregedoria, pode-se passar a compará-la com um grande polvo sem tentáculos, já que as Delegacias Judiciárias são o braço operacional da Corregedoria.
Com o enfraquecimento da atividade correcional, ficam todos os policiais de bem e toda a população fluminense fadada a ver uma bicentenária instituição que, por ser uma instituição militar, sempre teve como pilares básicos de sustentação a hierarquia e a disciplina, transformar-se em uma grande milícia estadual, já que não existirá limites para o policial militar corrupto e para o mau policial militar que se vale de sua carteira e de sua arma para cometer abusos e crimes contra a população.
A quem interessa o enfraquecimento, o desmantelamento de um órgão fiscalizador?
Paira no ar a dúvida, lembrando que no episódio denominado “muro da vergonha”, o citado Coronel Álvaro respondeu a Procedimento Instaurado pela Primeira Delegacia de Polícia Judiciária Militar, e foi punido na esfera institucional pela mesma 1ª DPJM que agora insiste em exterminar.
Em auxílio a todo esse processo de sucateamento da máquina correcional na Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, observamos como coadjuvante o atual Corregedor Interno, Coronel Carlos Rodrigues. Em tese aquele que deveria estar lutando contra o engessamento da corregedoria e a manutenção da atividade que tem como fim inibir os desvios de conduta praticados por policiais militares, auxilia na deteriorização deste indispensável órgão, com atitudes indignas de um líder de tropa e Comandante de um órgão correcional.
Citamos como exemplo deste fato uma frase dita em uma reunião do Coronel Carlos Rodrigues com o efetivo das Delegacias Judiciárias e da Corregedoria. Segundo afirmação do Corregedor, afirmação essa presenciada por mais de cem policiais militares presentes na reunião, quando questionado com relação a carga horária do policial militar, que é regulamentada através do Decreto nº 25.538, de 26 de agosto de 1999, o Coronel Carlos Rodrigues afirmou que “esse Decreto não passa de um Decretozinho sem importância. Existem Leis em nosso país que pegam e outras que não pegam. Essa é uma delas. Não pegou e nem vai pegar. Não me importo com esse Decreto” (*).
Um simples questionamento me vem a mente, pois como pode um Oficial do posto máximo da PMERJ que faz uso de Decretos diariamente exercendo sua função de Corregedor afirmar que um Decretozinho não tem importância?
Soma-se a esse escabroso fato o tão aqui citado desmantelamento das Delegacias de Polícia Judiciária Militar. As DPJM foram criadas e tiveram sua estrutura e atribuições determinadas através da Portaria PMERJ nº 257, datada de 12 de maio de 2005. Como se pode ver, mais uma vez passa-se por cima de normas, diretrizes, Decretos e Leis buscando fins duvidosos, pois enquanto não são extintas, tornam-se totalmente ineficientes, pois mais uma vez seguindo “ordem” do Corregedor Carlos Rodrigues, algumas seções das Delegacias Judiciárias estão sendo extintas, e com isso a excelência do trabalho até então executado com eficiência, seriedade e rapidez fica totalmente comprometido, a ponto do cidadão fluminense não mais ter a quem recorrer em caso de uma necessária intervenção do órgão correcional, em tempo real, em uma determinada ocorrência.
Desculpo-me pela extensão da narrativa, mas acredito ser necessária para o melhor entendimento de VSª ao atual estado terminal em que se encontra a área correcional de nossa briosa e bicentenária Instituição Policial Militar
Rogo por providências, para que não seja ainda mais maculado o nome da PMERJ, e para que possamos seguir em nosso juramento, servir e proteger o cidadão.
(*) fato comunicado à PMERJ, que não apurou alegando ser denúncia anônima. O fato foi comunicado ao Ministério Público da AJMERJ.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 31 de janeiro de 2010

O GLOBO: FILHO DE CORONEL E POLICIAL DO BATALHÃO DA ILHA SÃO PRESOS ASSALTANDO NA TIJUCA.

O GLOBO:
Publicada em 31/01/2010 às 12h05m.
Felipe Sáles - Extra
Filho de coronel da PM e policial do batalhão de Ilha são presos assaltando na Tijuca.
RIO - "Três homens acusados de tentar assaltar um escrivão de cartório foram presos na madrugada deste domingo, na Tijuca, por policiais militares do 6º BPM (Tijuca): Paulo Olímpio Ferreira Lopes, de 28 anos - filho do coronel da PM Paulo César Lopes -, o soldado do 17º BPM (Ilha do Governador) Glauco Telles Nunes, de 30, e Leonardo Gusmão Rodrigues, de 25. Eles ainda tentaram fugir, mas foram perseguidos, capturados e levados para a 20ª DP (Vila Isabel), onde acabaram autuados em flagrante.
Na delegacia, a vítima, de 36 anos, contou que saiu do clube Monte Líbano, na Lagoa, por volta das 4h40m, e foi deixar um amigo na Rua Pereira Nunes, na Tijuca. Quando estava parado na via, os acusados saltaram de um Meriva. Ainda de acordo com o escrivão, Paulo Olímpio levava uma pistola calibre PT 380 e o rendeu, pedindo seu colar e seu relógio, ambos de ouro.
- Ele identificou-se como PM. Blefei e disse que também era policial - contou a vítima, que acredita ter sido seguido pelos acusados desde o clube.
Uma patrulha do 6º BPM passava pelo local e viu a cena. Quando os PMs se aproximaram, Paulo e os cúmplices voltaram para o Meriva e fugiram. Houve perseguição. Os policiais do batalhão da Tijuca atiraram contra o carro dos acusados, que acabaram se rendendo. A pistola PT 380 - que apresenta numeração raspada - e o Meriva foram levados para a delegacia. Os policiais tentam agora descobrir se o carro é roubado".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

CORREGEDORIA INTERNA - REPUBLICAÇÃO.

O nosso espaço democrático tenta não se afastar da verdade, pois acreditamos que só ela pode mudar a tragédia que se abateu sobre as instituições militares estaduais do Rio de Janeiro, que nunca estiveram em situação pior.
Hoje republicamos um artigo postado sobre a mudança da Corregedoria, postado antes de surgir na mídia a notícia da assunção do Coronel de Polícia Menezes.
Isso se faz necessário em face do responsável ter ouvido que tinha sido escrito no artigo algo que só existe na matéria do jornal O Dia, como afirmamos e como a transcrição comprova.
Falar e escrever a verdade é muito importante.
BLOG DO CORONEL PAÚL:
Provavelmente, dando prosseguimento a sua tática dos "comandos relâmpagos", Mário Sérgio exonera o atual responsável pela Corregedoria Interna, menos de seis meses após tê-lo nomeado, sendo ele agora um dos corregedores que menos tempo ocupou a função.
Além da troca relâmpago em si, alguns pontos merecem comentários.
A função de Corregedor Interno é uma das mais importantes das instituições e na PMERJ só é subordinada ao Comandante Geral, o que demonstra a relevância da função.
Trocar o Corregedor não é um ato comum, como a troca de comando de um batalhão, pois existem 40 batalhões, considerando que o Corregedor precisa ter um perfil específico e ser da total confiança do Comandante Geral.
O que teria ocorrido?
Será que finalmente estão sendo apuradas as declarações do Corregedor exonerado, feitas na primeira reunião com o efetivo das DPJMs e do CECRIM, logo após ter assumido?
Penso que não...
O pior de tudo isso é a assunção de um interino, um Tenente Coronel super moderno.
Como explicar esse absurdo?
Mário Sérgio não sabe qual Coronel vai nomear?
Não encontrou um Coronel com o perfil necessário?
Isso é o cúmulo da falta de planejamento ou quem sabe se constitui em mais uma ação para enfraquecer o aparado correcional, já inteiramente desestruturado.
O certo é que de forma inexplicável, um Tenente Coronel promovido no dia 25 de dezembro de 2009, será o responsável pelo exercício do controle interno na Polícia Militar, inclusive em batalhões comandados por Coronéis.
É o ápice da consagração da modernidade...
O DIA:
Link para a postagem original.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 23 de janeiro de 2010

GESTÃO DA MODERNIDADE: OS COMANDOS RELÂMPAGOS E O FRACASSO (?) DAS "FEMS".

O GLOBO

A tática dos comandos relâmpagos continua a todo vapor na gestão da modernidade, onde a competência seria posto e não a antiguidade, como proclama o jargão castrense.
Seria...
Cai o Comandante do 22o BPM, mais um comando que o prazo de validade se encerrou rapidamente, como tantos outros. Assume o valoroso Tenente Coronel Franco Nunes que chefiava o Centro de Suprimento de Material e não a 1a Delegacia de Polícia Judiciária Militar, que chefiou brilhantemente quando eu era o Corregedor Interno.
A alegação contida na reportagem parece pouco fundamentada, um desvio de foco, afinal Franco Nunes poderia exercer facilmente a função de Subcorregedor, em face da sua experiência na atividade do controle interno, o que nos leva a concluir que o objetivo primordial da mudança foi a troca do comando do 22o BPM.
Cidadão, você lembra da gigantesca cobertura da mídia para a nomeação de Policiais Femininas no comando de Unidades Operacionais (batalhões) na gestão Mário Sérgio?
Foram nomeadas quatro para comandar.
Pois é...
Procure saber quantas ainda estão comandando, poucos meses depois.
Quem foi reprovado?
Os comandos femininos ou a gestão masculina?
Viva as mulheres brasileiras.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A POSSE DO CORONEL DE POLÍCIA MENEZES, UM FATO MUITO ALÉM DA CORREGEDORIA.

O GLOBO
Esperança, penso ser essa a palavra que melhor representa a posse do Coronel de Polícia Menezes, um dos Coronéis Barbonos, na Corregedoria Interna.
Os Barbonos são o símbolo da luta pela reconstrução da Polícia Militar, a transformação da Instituição na direção da valorização dos policiais (salários, fluxo de carreira, formação continuada, condições de trabalho, etc) e da modernização na gestão da segurança pública.
Menezes poderá reverter o processo de evidente enfraquecimento a que estava sendo submetida a CIntPM pela gestão Mário Sérgio e poderá muito mais, caso seja ouvido.
Ele poderá minimizar muito os constantes erros da atual gestão, operacionais e administrativos, basta ter humildade e ouvi-lo.
Sucesso, Coronel Menezes!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDFO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 17 de janeiro de 2010

POLICIAIS MILITARES DO NORTE FLUMINENSE CHAMAM A CORREGEDORIA INTERNA.

Policiais Militares do Norte Fluminense fizeram contato com o autor desse espaço democrático solicitando a volta das supervisões veladas e inopinadas nos municípios de Campos (8o BPM) e Macaé (32o BPM), que eram realizadas pela Corregedoria Interna através da 2a Delegacia de Polícia Judiciária Militar.
A solicitação é um ótimo sinal, pois demonstra que a banda boa quer ser fiscalizada pelos órgãos de controle interno.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDFO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A EXONERAÇÃO DO CORREGEDOR DA PMERJ, UMA CADEIRA PARA QUAL NÃO É FÁCIL ACHAR UM OCUPANTE.

Provavelmente, dando prosseguimento a sua tática dos "comandos relâmpagos", Mário Sérgio exonera o atual responsável pela Corregedoria Interna, menos de seis meses após tê-lo nomeado, sendo ele agora um dos corregedores que menos tempo ocupou a função.
Além da troca relâmpago em si, alguns pontos merecem comentários.
A função de Corregedor Interno é uma das mais importantes das instituições e na PMERJ só é subordinada ao Comandante Geral, o que demonstra a relevância da função.
Trocar o Corregedor não é um ato comum, como a troca de comando de um batalhão, pois existem 40 batalhões, considerando que o Corregedor precisa ter um perfil específico e ser da total confiança do Comandante Geral.
O que teria ocorrido?
Será que finalmente estão sendo apuradas as declarações do Corregedor exonerado, feitas na primeira reunião com o efetivo das DPJMs e do CECRIM, logo após ter assumido?
Penso que não...
O pior de tudo isso é a assunção de um interino, um Tenente Coronel super moderno.
Como explicar esse absurdo?
Mário Sérgio não sabe qual Coronel vai nomear?
Não encontrou um Coronel com o perfil necessário?
Isso é o cúmulo da falta de planejamento ou quem sabe se constitui em mais uma ação para enfraquecer o aparado correcional, já inteiramente desestruturado.
O certo é que de forma inexplicável, um Tenente Coronel promovido no dia 25 de dezembro de 2009, será o responsável pelo exercício do controle interno na Polícia Militar, inclusive em batalhões comandados por Coronéis.
É o ápice da consagração da modernidade...
O DIA:
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

MÁRIO SÉRGIO - ENTREVISTA.

O DIA:
Mário Sérgio Duarte: 'Queremos menos papel e mais ação’
Aumentar o rigor contra os desvios de conduta está nos planos do comandante-geral da PM.
Rio - Aumentar o rigor contra os desvios de conduta está nos planos do comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, como uma das principais estratégias para 2010. O oficial aposta em um projeto revolucionário para a Corregedoria da corporação.
A meta é investir R$ 1 milhão na compra de equipamentos, como máquinas fotográficas e filmadoras, na capacitação de profissionais e no trabalho em inquéritos militares com o auxílio de escutas telefônicas. “Queremos os agentes nas ruas”, avisa. O comandante trata ainda as Unidades de Polícia de Pacificação (UPPs) como a melhor solução para retomar os territórios dominados pelo tráfico. Em entrevista a O DIA, o oficial ainda projeta como pode ser a UPP do Complexo do Alemão, na Penha, e anuncia investimentos na compra de armamento e construção de mais um hospital na Zona Oeste. Há cinco meses à frente da corporação, Mário Sérgio faz um balanço de sua gestão.
O DIA: Nos últimos cinco meses, dois casos envolvendo policiais militares chocaram a população. Em um, um músico do AfroReggae morreu, e em outro, uma vendedora sobreviveu mesmo depois de ter levado um tiro de fuzil de PM que exigia dinheiro. Como reverter esse quadro na PM?
Mário Sérgio Duarte: Foi a PM que prendeu os dois policiais que agiram contra a vítima de extorsão. Isso é banditismo, uma situação vergonhosa. Por sorte, nós temos uma legislação contra desvio de conduta, e o comandante tem força para prender sem que juiz algum tenha expedido mandado de prisão. Isso nós dá celeridade, pois ele poderia fugir. Quando você pergunta como homens são capazes de fazer isso, vou ter que perguntar para Deus, a criação é Dele. Mas a corrupção é um desafio que tem que ser enfrentado pelo País. O criminoso sutil coloca o dinheiro na cueca, na meia. O traficante atravessa o fuzil. Mas os dois são criminosos.
Mas como enfrentar o desafio da corrupção dentro da corporação?
Queremos os agentes da Corregedoria nas ruas. Vamos mudar a cultura da burocracia. Investigação não pode ser burocrática. Temos que fazer um inquérito policial com escutas telefônicas, filmagens e fotografias. Infiltrar agentes onde for necessário. Para isso, vamos investir R$ 1 milhão em capacitação e equipamentos para a utilização dos policiais. Hoje, temos uns 500 homens e não há necessidade de dobrar o efetivo. Temos que romper com a cultura do ‘senta aqui, me conta o que você sabe’. Qualquer averiguação tem que ter 200 páginas. Queremos menos papel e mais ação. Os agentes da Corregedoria precisam estar nas ruas para observar o policial. O PM tem que saber que não pode errar, pois terá sempre alguém o observando.
O senhor pretende, então, transformar agentes em investigadores?
Sim. Vamos transformar policiais em investigadores e não em interrogadores dentro de escritórios. Até porque muitos policiais são expulsos da corporação disciplinarmente, mas foram absolvidos pela Justiça. A Corregedoria sempre foi entendida como um espaço jurídico, mas tem que ser entendida como um espaço policial. Além disso, queremos mais ações preventivas. Temos um programa sendo montado.
E como as ações preventivas serão aplicadas?
Vamos fazer a previsão de um sem-número de pequenos erros. Por exemplo, é muito comum o policial comprar carro usado. Na PM é difícil o policial comprar um zero. Eventualmente, ele compra um carro aparentemente regular, mas o veículo é irregular, produto de furto, teve o chassi remarcado, foi clonado. Tenho que fazer uma profilaxia disso. Não tenho que ficar só esperando o caso acontecer para expulsar o PM da corporação. A tropa tem que evitar o erro. A Corregedoria vai investigar a aquisição de veículos. Vamos dar um banho de conteúdo na Corregedoria da PM.
Enfrentar a corrupção dentro da corporação é um desafio. Fora dela, combater o tráfico ainda é a prioridade absoluta?
Sem as Unidades de Policiamento Pacificadoras (UPPs), não é possível conseguir inclusão social. Estudamos 100 favelas que são verdadeiramente problemáticas. Fizemos o trabalho com base na hierarquia do poder bélico, traficantes, capacidade de deslocamento e tamanho das regiões.
Mas as UPPs não chegaram a áreas de grande conflito, como as da Zona Norte. Há dois meses, por exemplo, um helicóptero foi abatido em confrontos de traficantes em Vila Isabel. O que falta para isso acontecer?
Tivemos uma série de eventos desde que assumimos que nos trouxeram inquietação. Porque a gente imagina que terá problemas, mas não tantos. O piloto, quando viu que a aeronave estava em chamas, adotou o procedimento correto. As UPPs, acredito, chegaram a pequenas favelas por questões de estratégia e pela questão do turismo regional. A área era rentável para o tráfico de drogas, mas foram isoladas.
O senhor acha que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) conseguiu tomar a Cidade de Deus?
É tempo de guerra e o Bope está em ação para trazer a paz. As apreensões na Cidade de Deus vão continuar. Mas a região já respira ares de liberdade. Mas o preço da liberdade é a eterna vigilância. O Bope vai ficar na Cidade de Deus o tempo que for necessário.
E a qual a próxima área beneficiada pela UPP?
Isso é uma decisão da Secretaria de Segurança. Não gosto de falar em tolerância zero, mas aonde há UPP não pode ter crime. A unidade representa o afastamento de bandidos e acaba com a exposição de armas. O Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (Gpae) não conseguiu isso. A gente tinha Gpae no Cantagalo e Pavão-Pavãozinho e as pessoas de baixo fotografavam os traficantes transitando. Nós não queremos que a UPP seja agência reguladora do tráfico, como o Gpae estava sendo.
Há um ano, a PM não entra no Complexo do Alemão. Há informações de que bandidos expulsos da Zona Sul tenham buscado refúgio naquela região. De forma hipotética, como seria a estratégia de ocupação para instalar uma UPP naquela área?
Se todos estão indo para um lugar só, ótimo, uma hora eles não vão escapar. Serão capturados pela polícia. Uma UPP no Complexo do Alemão vai exigir muito mais tempo de ação do Bope, do Batalhão de Choque e outras forças repressivas. Nós não podemos esperar que no Complexo do Alemão a gente vá consolidar a instalação em semanas. Existe toda uma estrutura de poder montada naquele local. Hoje, entrar no Alemão apenas para apreender armas e drogas não é a melhor alternativa. A gente pode entrar lá a qualquer momento, mas estamos preparando a melhor forma de fazer isso. Não adianta entrar e sair.
O cerco ao tráfico no Rio também tem forçado os traficantes a ir para Baixada, São Gonçalo, Niterói e Interior. Qual o planejamento de reforço de policiamento nessas regiões?
A rigor, essas áreas sempre estiveram ligadas aos criminosos do Rio. O traficante do Alemão Antônio José de Souza Ferreira, o Tota, era de Niterói. Mas a PM faz parte do sistema de inteligência do estado. Trocamos informações até com a Polícia Federal e outros órgãos. É comum que, quando se aperta o cerco no Rio, eles possam espirrar para outras áreas. Aí é monitoramento e ação, para que sejam presos e tirados de circulação. A Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada, está recebendo muitas ações policiais.
Mas a política de confronto com os traficantes tem encontrado resistência. A ONG Human Rights divulgou um relatório em que a Polícia do Rio aparece como a mais violenta do País. Como o senhor avalia essas críticas à polícia?
Eles chegam sedutores, fazendo crer que nós somos maus, e desprezam o outro lado da moeda. Não querem enxergar os fuzis na mão do tráfico. Olham para o traficante e enxergam a vítima, não o algoz do Estado. Tivemos um sargento do 22º BPM (Maré) morto na véspera da divulgação, mas eles não vão dar importância a isso, não vão contabilizar.
Mas como o número de autos de resistência pode ser reduzido?
O uso gradativo da força sempre foi orientação. Mas houve um momento de tantas mortes, que virou guerra particular. Só que, numa situação onde o traficante diz que vai atirar em você, armado e cheio de carregadores na mochila, não há tempo para fazer aqueles protocolos do Direito Comum. Ou seja: ‘Pare, renda-se, entregue a sua arma’. Quando o policial aparece, do outro lado já chove balas na direção dele.
E como o policial pode ser preparado para enfrentar esse tipo de situação?
A PM pretende comprar mais armamento?
Ano que vem, vamos investir R$ 10 milhões na compra de pistolas calibre 40 e munição. Todo policial, a partir da graduação de cabo, vai ter uma arma da corporação com ele 24 horas. Desta forma, o policial não vai precisar comprar uma arma com seus recursos.
Qual o balanço que o senhor faz da sua gestão?
Já passamos por momentos muito difíceis. Mas estamos elaborando os nossos projetos. E mais, estamos interagindo com a Polícia Civil. Falo com o chefe da instituição, Allan Turnowski, pelo menos três vezes por dia. Isso é muito importante para a área de segurança. É a consolidação da integração entre as polícias.
E qual o próximo projeto importante da corporação para o ano que vem?
Vamos construir mais um hospital para a corporação na Zona Oeste. Fizemos um levantamento e vimos que a maioria dos policiais mora naquela região e na Baixada Fluminense. A construção de um hospital, que será no modelo das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), vai permitir um tratamento melhor para a tropa e desafogará o Hospital Central da PM, no Estácio. Na nova unidade, será feito o atendimento clínico e de microcirurgias aos policiais e seus dependentes. A meta é começar a obra no fim do ano que vem.
Como a Polícia Militar está se preparando para atuar na Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016?
Policiais do Bope já iniciaram a preparação para os eventos. Enviamos equipes para treinar com policiais de outros países. No início do ano, vamos estender os treinamentos à Companhia de Cães, ao Batalhão de Choque e ao Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM). Todo o nosso planejamento está sendo seguido à risca. São eventos que não estarão sob o meu comando, mas o trabalho tem que começar agora. A semente tem que ser plantada hoje. Tanto a Copa quanto as Olimpíadas são conquistas históricas para a cidade.
Vânia Cunha e Adriana Cruz.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO