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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
TV GLOBO - ALERJ - AUDIÊNCIA PÚBLICA - NÚMEROS DO ISP.
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BELTRAME E UM PEQUENO ERRO DE PERCENTUAL.
Prezados leitores, bom dia!
"Ex-BLOG DO CESAR MAIA.
05 DEZ 2011.
MORTES POR CAUSAS INDETERMINADAS NO RIO MUDAM % DE HOMICÍDIOS EM 2009!
(Elio Gaspari - Globo, 04) Uma verificação estatística divulgada há dias pelo Instituto de Segurança Pública do governo do Rio jogou luz na discussão. Revelou que 91,6% dos “indeterminados” de 2009 eram casos de homicídio. Com isso, a taxa pacificada de assassinatos, que teria caído em 28,6%, caíra apenas 3,6%".
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
RIO - CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - NÚMEROS DE BELTRAME PODEM NÃO SER VERDADEIROS, POPULAÇÃO PODE ESTAR SENDO ENGANADA.
1) O DIA:
Violência do Rio na berlinda
Anuário de Segurança Pública questiona números de homicídios divulgados pelo estado
Rio - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) abaixou o grau de confiabilidade do estado do Rio de 1 para 3 na escala de avaliação de dados divulgados. Segundo a 5ª edição do Anuário de Segurança Pública, divulgada ontem na 2ª Conferência do Desenvolvimento (Code), organizada pelo Ipea em Brasília, o número de homicídios no Estado do Rio apresentou queda de 16,8% entre 2009 e 2010. Os pesquisadores acreditam que a informação não está precisa, pois aumentou o número de mortes violentas não esclarecidas (leiam).
2) O ESTADO DE SÃO PAULO:
O Estado de S.Paulo
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública criou três categorias para classificar os dados enviados pelos Estados. As 27 unidades da Federação estão divididas em grupos: no primeiro, estão os dados de melhor qualidade e no terceiro, os de pior. Ficam no segundo grupo os dados com qualidade intermediária.
Rio e Minas, que vinham obtendo bons resultados na redução das taxas de criminalidade, tiveram seus dados classificados entre os de pior qualidade, juntamente com Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Pará e Rio Grande do Norte. São Paulo, Sergipe e Paraíba, no outro extremo, estão entre os que têm os dados mais confiáveis.
Os motivos para a baixa classificação dos mineiros e fluminenses são diferentes. No Rio, estudo de Daniel Cerqueira, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontou problemas no registro de mortes a esclarecer, que diminuem o impacto da tendência de queda de homicídios, erro citado no anuário (leiam).
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
POLICIAIS MILITARES E POLICIAIS CIVIS PODERÃO TER QUE DEVOLVER A PREMIAÇÃO DAS METAS.
O secretário de segurança, delegado de Polícia Federal Beltrame, o imexível, o que nunca era e nunca é culpado de nada que acontece de errado na área da segurança pública, determinou a comparação entre os números revelados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) - órgão subordinado a Beltrame -, e os estudos desenvolvidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA - (leiam).
Certamente, comprovados os erros, Beltrame não terá nenhuma culpa, nunca tem.
Apesar da blindagem absoluta de Beltrame, um grande problema não tem sido observado pela imprensa, ou seja, o fato das gratificações recebidas por Policiais Militares e por Policiais Civis serem baseadas na redução de índices fundamentadas nos números do ISP. Logo, se os números do passado estiverem errados sobre os homicídios e se a metodologia atual comete os mesmos equívocos, os resultados atuais também poderão estar, o que pode ter determinado que as reduções que resultaram nas recentes premiações são irreais. Nesse caso, quem recebeu as gratificações o fez por erro da Secretaria de Segurança e não por "mérito".
O que fará Beltrame?
Determinará a devolução da premiação?
Ou gastará mais dinheiro premiando os verdadeiros vencedores?
Uma bagunça completa...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
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José Mariano Beltrame
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
A FARSA DAS UPPs CONTINUA SE DESMANCHANDO NO AR.
JORNAL EXTRA:
UPPs registraram 14 homicídios e 257 roubos nos seis primeiros meses de 2011, mostram dados oficiais obtidos pelo EXTRA.
UPPs registraram 14 homicídios e 257 roubos nos seis primeiros meses de 2011, mostram dados oficiais obtidos pelo EXTRA.
Guilherme Amado
Nos seis primeiros meses de 2011, houve 14 homicídios e 257 roubos nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o órgão da Secretaria de Segurança responsável pela divulgação das estatísticas criminais de todo o estado do Rio. O EXTRA teve acesso às estatísticas completas dos 43 indicadores monitorados pela Secretaria de Segurança, UPP a UPP, desde a criação da primeira pacificadora, da favela Santa Marta, em dezembro de 2008. Nesta sexta-feira, ao longo do dia, o Casos de Polícia publicará os principais indicadores criminais das pacificadoras.
O ISP promete divulgar em breve, em seu site, as informações. O órgão vinha descumprindo desde janeiro de 2011 um artigo do decreto número 42.787, de criação das Unidades de Polícia Pacificadora, publicado em 6 de janeiro de 2011, pelo governador Sérgio Cabral. Segundo o texto, o instituto deveria ter publicado mensalmente os indicadores de todas as UPPs.
Após cobrança do EXTRA, na última segunda-feira, o ISP promete divulgar em seu site as estatísticas, que mostram como é a dinâmica criminal das pacificadoras. Só serão divulgados, porém, os indicadores das pacificadoras criadas até o ano passado: Santa Marta, Cidade de Deus, Batam, Chapéu Mangueira e Babilônia, Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, Ladeira dos Tabajaras e Morro dos Cabritos, Providência, Borel, Formiga, Salgueiro, Andaraí, Turano e Macacos. Segundo o ISP, as estatísticas das UPPs do São João, Escondidinho e Prazeres, Fallet-Fogueteiro e São Carlos, Coroa e Mineira não têm previsão para serem divulgados.
De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, a equipe do ISP "é pequena para dar conta de todos os indicadores".
Nos seis primeiros meses de 2011, houve 14 homicídios e 257 roubos nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o órgão da Secretaria de Segurança responsável pela divulgação das estatísticas criminais de todo o estado do Rio. O EXTRA teve acesso às estatísticas completas dos 43 indicadores monitorados pela Secretaria de Segurança, UPP a UPP, desde a criação da primeira pacificadora, da favela Santa Marta, em dezembro de 2008. Nesta sexta-feira, ao longo do dia, o Casos de Polícia publicará os principais indicadores criminais das pacificadoras.
O ISP promete divulgar em breve, em seu site, as informações. O órgão vinha descumprindo desde janeiro de 2011 um artigo do decreto número 42.787, de criação das Unidades de Polícia Pacificadora, publicado em 6 de janeiro de 2011, pelo governador Sérgio Cabral. Segundo o texto, o instituto deveria ter publicado mensalmente os indicadores de todas as UPPs.
Após cobrança do EXTRA, na última segunda-feira, o ISP promete divulgar em seu site as estatísticas, que mostram como é a dinâmica criminal das pacificadoras. Só serão divulgados, porém, os indicadores das pacificadoras criadas até o ano passado: Santa Marta, Cidade de Deus, Batam, Chapéu Mangueira e Babilônia, Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, Ladeira dos Tabajaras e Morro dos Cabritos, Providência, Borel, Formiga, Salgueiro, Andaraí, Turano e Macacos. Segundo o ISP, as estatísticas das UPPs do São João, Escondidinho e Prazeres, Fallet-Fogueteiro e São Carlos, Coroa e Mineira não têm previsão para serem divulgados.
De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, a equipe do ISP "é pequena para dar conta de todos os indicadores".
PERGUNTO:
O ISP é um órgão subordinado à secretaria de segurança, logo, subordinado ao secretário Beltrame.
Beltrame surfa nos números divulgados pelo ISP sobre a diminuição de alguns índices da violência, exibindo-se midiaticamente.
Dois fatos incontestáveis.
Quem faz a auditoria externa dos números divulgados pelo ISP?
Alguém sabe?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
O ISP é um órgão subordinado à secretaria de segurança, logo, subordinado ao secretário Beltrame.
Beltrame surfa nos números divulgados pelo ISP sobre a diminuição de alguns índices da violência, exibindo-se midiaticamente.
Dois fatos incontestáveis.
Quem faz a auditoria externa dos números divulgados pelo ISP?
Alguém sabe?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
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sábado, 12 de março de 2011
GOVERNO SÉRGIO CABRAL: SEGUNDO O ISP ESTUPROS + ATENTADOS AO PUDOR DISPARARAM NO RIO DE JANEIRO.
Eu escrevi o artigo “GOVERNO SÉRGIO CABRAL - ISP - O MISTÉRIO DOS ESTUPROS NO RIO DE JANEIRO” (leia) no qual destaquei o crescimento dos crimes de estupro no Rio de Janeiro, assim como, o desencontro entre dados na tabela do Instituto de Segurança Pública (ISP), destacando que poderia ser uma mudança na metodologia.
Um dos comentários que recebi deu conta que realmente tinha ocorrido uma mudança de metodologia e que os estupros tinham absorvido os atentados violentos ao pudor.
Efetivamente, foi isso que aconteceu nas tabelas do ISP considerando que na tabela de 2010 (leia) os atentados violentos ao pudor desapareceram e foram somados os estupros e os atentados relativos à 2009 (4.120).
Diante dessa realidade, resolvi retroagir essa alteração na metodologia até 2006 para verificar o crescimento dos estupros + atentados violentos ao pudor no governo Sérgio Cabral.
Os resultados são os seguintes, somando os estupros e os atentados:
2006 = 1278 + 1922 = 3200.
2007 = 1376 + 1846 = 3222.
2008 = 1471 + 2375 = 3846.
2009 = 2338 + 1782 = 4120 (+43%).
2010 = 4589.
Isso significa que no governo Sérgio Cabral o número de estupros + atentados violentos ao pudor aumentaram 43%.
O que está acontecendo no Rio de Janeiro no atual governo?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
Um dos comentários que recebi deu conta que realmente tinha ocorrido uma mudança de metodologia e que os estupros tinham absorvido os atentados violentos ao pudor.
Efetivamente, foi isso que aconteceu nas tabelas do ISP considerando que na tabela de 2010 (leia) os atentados violentos ao pudor desapareceram e foram somados os estupros e os atentados relativos à 2009 (4.120).
Diante dessa realidade, resolvi retroagir essa alteração na metodologia até 2006 para verificar o crescimento dos estupros + atentados violentos ao pudor no governo Sérgio Cabral.
Os resultados são os seguintes, somando os estupros e os atentados:
2006 = 1278 + 1922 = 3200.
2007 = 1376 + 1846 = 3222.
2008 = 1471 + 2375 = 3846.
2009 = 2338 + 1782 = 4120 (+43%).
2010 = 4589.
Isso significa que no governo Sérgio Cabral o número de estupros + atentados violentos ao pudor aumentaram 43%.
O que está acontecendo no Rio de Janeiro no atual governo?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
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quinta-feira, 10 de março de 2011
O ASSUSTADOR NÚMERO DE ESTUPROS REGISTRADOS NO RIO DE JANEIRO.
EX-BLOG DO CESAR MAIA
DISPARAM OS CASOS DE ESTUPROS "REGISTRADOS" NO ESTADO DO RIO!
DISPARAM OS CASOS DE ESTUPROS "REGISTRADOS" NO ESTADO DO RIO!
(Blog do Cel. Paúl com dados do Instituto de Segurança Pública-SSP).
1. Janeiro a Dezembro. 2006 foram 1.278 estupros. Em 2007 foram 1.376 estupros. Em 2008 foram 1.471 estupros.
2. Janeiro a Dezembro. 2009 foram 4.120 estupros. E em 2010 foram 4.589 estupros.
3. Um crescimento em relação a 2006, último ano do governo anterior, de 259%.
4. Obs.: Um número avassalador que exige um debate público sobre as razões: policiamento? Estímulos pela flexibilidade em relação aos costumes? E lembre-se que os estupros registrados são os casos abertos. Que o estuprador, em geral, ameaça se houver queixa para evitar exame de corpo delito, e a vítima oculta. Muitas vezes a vítima oculta por vergonha junto à família e aos amigos. Portanto, o que as estatísticas do ISP mostram é uma nítida tendência ao crescimento de estupros no Estado do Rio.
1. Janeiro a Dezembro. 2006 foram 1.278 estupros. Em 2007 foram 1.376 estupros. Em 2008 foram 1.471 estupros.
2. Janeiro a Dezembro. 2009 foram 4.120 estupros. E em 2010 foram 4.589 estupros.
3. Um crescimento em relação a 2006, último ano do governo anterior, de 259%.
4. Obs.: Um número avassalador que exige um debate público sobre as razões: policiamento? Estímulos pela flexibilidade em relação aos costumes? E lembre-se que os estupros registrados são os casos abertos. Que o estuprador, em geral, ameaça se houver queixa para evitar exame de corpo delito, e a vítima oculta. Muitas vezes a vítima oculta por vergonha junto à família e aos amigos. Portanto, o que as estatísticas do ISP mostram é uma nítida tendência ao crescimento de estupros no Estado do Rio.
COMENTO:
A situação é muito grave.
Cesar Maia destaca com muita propriedade a existência de uma cifra negra (casos não registrados) que pode ser ainda maior.
Alguém deve explicações ao povo fluminense.
O que está acontecendo?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
A situação é muito grave.
Cesar Maia destaca com muita propriedade a existência de uma cifra negra (casos não registrados) que pode ser ainda maior.
Alguém deve explicações ao povo fluminense.
O que está acontecendo?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
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quarta-feira, 9 de março de 2011
GOVERNO SÉRGIO CABRAL - ISP - O MISTÉRIO DOS ESTUPROS NO RIO DE JANEIRO.
O Instituto de Segurança Pública (ISP) é subordinado à secretaria de segurança pública do Rio de Janeiro, sendo o órgão responsável pela divulgação das estatísticas criminais oficiais. São esses dados os utilizados pelo secretário Beltrame para apresentar os resultados da sua "política" de segurança pública.
Vez por outra, eu consulto os dados do ISP para verificar incidências criminais. Hoje eu resolvi dar uma olhada no número de ESTUPROS que vem crescendo significativamente no Rio de Janeiro e acabei encontrando um MISTÉRIO.
Prezado leitor, convido você para acompanhar passo a passo essa pesquisa.
- Acesse a página do ISP (link).
- Na guia "Estatítisca de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro", clique em "Resumo Mensal por AISP".
- Você encontra quatro quadros (2007 a 2010), vamos começar de baixo para cima (2007).
- Clique no mês de dezembro de 2007.
- Clique em "Total no Estado".
- Localize ESTUPRO e você encontrará os seguintes números (quadro):
JAN - DEZ/2006 = 1.278
JAN - DEZ/2007 = 1.376
- Volte aos quatro quadros e clique no mês de dezembro de 2008, em seguida em "Total no Estado" e localize ESTUPRO e você encontrará os seguintes números (quadro):
JAN - DEZ/2007 = 1.376
JAN - DEZ/2008 = 1.471
- Faça todas essas etapas com relação a 2009 e encontrará um aumento significativo (quadro):
JAN - DEZ/2008 = 1.471
JAN - DEZ/2009 = 2.338
- Finalmente, vamos repetir as ações para 2010 (observe que a guia "Total do Estado" passou para a parte inferior do quadro) e encontrará algo surpreendente (quadro):
JAN - DEZ/2009 = 4.120
JAN - DEZ/2010 = 4.589
Como explicar a diferença do número de estupros de 2009 (2.338) no quadro de 2009, para o número de estupros de 2009 (4.120) no quadro de 2010?
Dois dados completamente diferentes para o mesmo ano (2009)?
Confesso, não li os relatórios, fui direto aos gráficos, mas algo está muito errado.
Será que foi uma mudança de metodologia, algo que até o quadro de 2009 não era ESTUPRO e que no quadro de 2010 passou a ser considerado ESTUPRO, aumentando os números de 2009 de 2.338 para 4.120?
Peço a sua ajuda para solucionar o Mistério dos Estupros no Rio de Janeiro.
Além disso, me ajude a encontrar uma explicação para um aumento de 1.278 (2006) para 4.589 (2010).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
Vez por outra, eu consulto os dados do ISP para verificar incidências criminais. Hoje eu resolvi dar uma olhada no número de ESTUPROS que vem crescendo significativamente no Rio de Janeiro e acabei encontrando um MISTÉRIO.
Prezado leitor, convido você para acompanhar passo a passo essa pesquisa.
- Acesse a página do ISP (link).
- Na guia "Estatítisca de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro", clique em "Resumo Mensal por AISP".
- Você encontra quatro quadros (2007 a 2010), vamos começar de baixo para cima (2007).
- Clique no mês de dezembro de 2007.
- Clique em "Total no Estado".
- Localize ESTUPRO e você encontrará os seguintes números (quadro):
JAN - DEZ/2006 = 1.278
JAN - DEZ/2007 = 1.376
- Volte aos quatro quadros e clique no mês de dezembro de 2008, em seguida em "Total no Estado" e localize ESTUPRO e você encontrará os seguintes números (quadro):
JAN - DEZ/2007 = 1.376
JAN - DEZ/2008 = 1.471
- Faça todas essas etapas com relação a 2009 e encontrará um aumento significativo (quadro):
JAN - DEZ/2008 = 1.471
JAN - DEZ/2009 = 2.338
- Finalmente, vamos repetir as ações para 2010 (observe que a guia "Total do Estado" passou para a parte inferior do quadro) e encontrará algo surpreendente (quadro):
JAN - DEZ/2009 = 4.120
JAN - DEZ/2010 = 4.589
Como explicar a diferença do número de estupros de 2009 (2.338) no quadro de 2009, para o número de estupros de 2009 (4.120) no quadro de 2010?
Dois dados completamente diferentes para o mesmo ano (2009)?
Confesso, não li os relatórios, fui direto aos gráficos, mas algo está muito errado.
Será que foi uma mudança de metodologia, algo que até o quadro de 2009 não era ESTUPRO e que no quadro de 2010 passou a ser considerado ESTUPRO, aumentando os números de 2009 de 2.338 para 4.120?
Peço a sua ajuda para solucionar o Mistério dos Estupros no Rio de Janeiro.
Além disso, me ajude a encontrar uma explicação para um aumento de 1.278 (2006) para 4.589 (2010).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
RIO: HOMICÍDIOS DIMINUEM, MAS DESAPARECIMENTOS AUMENTAM.
No governo Sérgio Cabral o número de homicídios tem diminuído, segundo o ISP, algo que deve ser festejado, como a mídia chapa branca faz com destaque, mas que precisa passar por todos os crivos.
O jornal O Dia ( Coluna Informe do Dia - Fernando Molica) publica nessa quinta-feira dados que devem ser considerados, informando que no período do governo Cabral (2007 - 2010), o número de DESAPARECIDOS aumentou 17,9% no Rio de Janeiro.
Em 2007 foram 4.641, enquanto em 2010 foram 5.473.
O aumento na Capital recheada de UPPs foi de 42,9%.
Salvo melhor juízo, os homicídios podem não estar diminuindo tanto assim, na verdade podem estar virando desaparecimentos.
Sem corpo, sem homicídio.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
O jornal O Dia ( Coluna Informe do Dia - Fernando Molica) publica nessa quinta-feira dados que devem ser considerados, informando que no período do governo Cabral (2007 - 2010), o número de DESAPARECIDOS aumentou 17,9% no Rio de Janeiro.
Em 2007 foram 4.641, enquanto em 2010 foram 5.473.
O aumento na Capital recheada de UPPs foi de 42,9%.
Salvo melhor juízo, os homicídios podem não estar diminuindo tanto assim, na verdade podem estar virando desaparecimentos.
Sem corpo, sem homicídio.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A GRAVE CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - CONSIDERAÇÕES ( 2 ).
As coisas vão mal na segurança pública do Rio de Janeiro há muito tempo tendo como razão a má gestão da pasta, o que fica evidente apenas com uma simples análise sobre o que aconteceu nos últimos quatro anos.
O sucesso midiático só existe na própria mídia e na cabeça das pessoas que se deixam seduzir por notícias sem analisar os fatos. A boa gestão só existe no mundo surreal, quem anda pelas ruas do Rio de Janeiro sabe que a cidade é violentíssima a qualquer hora e em qualquer lugar.
Após mais de quatro anos de gestão, o que o governo Sérgio Cabral pode apresentar em termos de segurança pública?
Números divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) o qual é subordinado à Secretaria de Segurança Pública e o projeto dos Super GPAEs, que o governo apelidou de projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).
O que é uma UPP?
Um GPAE com o efetivo superdimensionado, nada mais, nada menos.
Muito antes de Cabral, de Beltrame e das UPPs, a Polícia Militar já posuía GPAEs que funcionavam muito bem, como o do Morro do Cavalão e com um efetivo infinitamente menor.
Prezado leitor, você pode me perguntar nesse ponto:
- Coronel, por que a PM não generalizou os GPAEs como o governo Cabral fez?
Simples, a necessidade de ter efetivo para ocupar as comunidades , sem retirar policiamento de outros locais e de enfrentar e prender os traficantes de drogas, o que só ocorreria após pesados confrontos.
O que fez o governo Cabral para resolver esses óbices?
Abriu as portas da PMERJ que virou a "porta da esperança" dos desempregados, as provas nunca foram tão simplórias ; iobrigou que PMs do Interior ficassem na Capital e resolveu adotar a tática de transferir os traficantes de uma comunidade para outra, avisando com antecedência antes de ocupar cada uma delas.
Esse aviso prévio para criminosos não é feito em nenhum lugar do mundo, só no Rio de Janeiro e caracteriza a desmoralização completa das instituições policiais, que passam como incompetentes no que diz respeito ao cerco das comunidades ocupadas.
Isso fez com que o Rio batesse um recorde mundial: o maior número de operações policiais realizadas sem prender ninguém.
Cidadão, quantos milhões de reais foram gastos do nosso dinheiro em todas essas operações sem nenhum resultado?
Milhões e milhões.
Escolas e hospitais.
Na fumaça das UPPs Beltrame vendeu uma política de pacificação que só adotou em 5% das comunidades carentes, onde instalou aos Super GPAEs, pois em todas as outras até a presente data só vale o velho "tiro, porrada e bomba", que ele emprega desde o início do governo.
E, para coroar essa gestão inócua, veio a invasão e a ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão que a mídia chapa branca colocou como a maior realização na área da segurança pública fluminense.
Eu avisei, não festejem, esperem o tempo passar, mas preferiram comemorar e agora pagam o maior mico do século.
Mário Sérgio chegou ao ridículo de ensaiar escrever um livro sobre a conquista do Alemão, uma lástima.
Hoje ficou comprovado que as operações foram na verdade os MAIORES SAQUES já realizados pelas bandas podres das Polícia Militar e da Polícia Civil em comunidades carentes do Rio.
Nem as casas dos moradores de bem foram poupadas, nem os estabelecimentos comerciais.
E, para piorar, notícias dão conta que o tráfico esta de volta às comunidades.
Além dessas verdades, em três anos Beltrame nomeou três comandantes gerais da Polícia Militar e dois chefes da Polícia Civil, podendo nomear um terceiro nos próximos dias.
É o caos, não existe situação similar em nenhum estado brasileiro.
Será que Beltrame é o único que presta, o único certo?
Claro que não.
Beltrame é fruto de um apoio midiático irrestrito que transformou uma gestão desastrada em uma possível indicação para o Nobel da Paz, nada mais ridículo.
Beltrame deve ser exonerado, Cabral deve fazê-lo, isso se puder.
O Rio merece muito mais que Beltrame e sua turma, incluindo olmiliciano Chico Bala que enfrentava com ele as milícias e o falso Coronel do Exército Brasileiro que o assessorava diretamente.
O Rio quer um cidadão fluminense na Secretaria de Segurança Pública, alguém que conheça e que ame o Rio de Janeiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONELO sucesso midiático só existe na própria mídia e na cabeça das pessoas que se deixam seduzir por notícias sem analisar os fatos. A boa gestão só existe no mundo surreal, quem anda pelas ruas do Rio de Janeiro sabe que a cidade é violentíssima a qualquer hora e em qualquer lugar.
Após mais de quatro anos de gestão, o que o governo Sérgio Cabral pode apresentar em termos de segurança pública?
Números divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) o qual é subordinado à Secretaria de Segurança Pública e o projeto dos Super GPAEs, que o governo apelidou de projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).
O que é uma UPP?
Um GPAE com o efetivo superdimensionado, nada mais, nada menos.
Muito antes de Cabral, de Beltrame e das UPPs, a Polícia Militar já posuía GPAEs que funcionavam muito bem, como o do Morro do Cavalão e com um efetivo infinitamente menor.
Prezado leitor, você pode me perguntar nesse ponto:
- Coronel, por que a PM não generalizou os GPAEs como o governo Cabral fez?
Simples, a necessidade de ter efetivo para ocupar as comunidades , sem retirar policiamento de outros locais e de enfrentar e prender os traficantes de drogas, o que só ocorreria após pesados confrontos.
O que fez o governo Cabral para resolver esses óbices?
Abriu as portas da PMERJ que virou a "porta da esperança" dos desempregados, as provas nunca foram tão simplórias ; iobrigou que PMs do Interior ficassem na Capital e resolveu adotar a tática de transferir os traficantes de uma comunidade para outra, avisando com antecedência antes de ocupar cada uma delas.
Esse aviso prévio para criminosos não é feito em nenhum lugar do mundo, só no Rio de Janeiro e caracteriza a desmoralização completa das instituições policiais, que passam como incompetentes no que diz respeito ao cerco das comunidades ocupadas.
Isso fez com que o Rio batesse um recorde mundial: o maior número de operações policiais realizadas sem prender ninguém.
Cidadão, quantos milhões de reais foram gastos do nosso dinheiro em todas essas operações sem nenhum resultado?
Milhões e milhões.
Escolas e hospitais.
Na fumaça das UPPs Beltrame vendeu uma política de pacificação que só adotou em 5% das comunidades carentes, onde instalou aos Super GPAEs, pois em todas as outras até a presente data só vale o velho "tiro, porrada e bomba", que ele emprega desde o início do governo.
E, para coroar essa gestão inócua, veio a invasão e a ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão que a mídia chapa branca colocou como a maior realização na área da segurança pública fluminense.
Eu avisei, não festejem, esperem o tempo passar, mas preferiram comemorar e agora pagam o maior mico do século.
Mário Sérgio chegou ao ridículo de ensaiar escrever um livro sobre a conquista do Alemão, uma lástima.
Hoje ficou comprovado que as operações foram na verdade os MAIORES SAQUES já realizados pelas bandas podres das Polícia Militar e da Polícia Civil em comunidades carentes do Rio.
Nem as casas dos moradores de bem foram poupadas, nem os estabelecimentos comerciais.
E, para piorar, notícias dão conta que o tráfico esta de volta às comunidades.
Além dessas verdades, em três anos Beltrame nomeou três comandantes gerais da Polícia Militar e dois chefes da Polícia Civil, podendo nomear um terceiro nos próximos dias.
É o caos, não existe situação similar em nenhum estado brasileiro.
Será que Beltrame é o único que presta, o único certo?
Claro que não.
Beltrame é fruto de um apoio midiático irrestrito que transformou uma gestão desastrada em uma possível indicação para o Nobel da Paz, nada mais ridículo.
Beltrame deve ser exonerado, Cabral deve fazê-lo, isso se puder.
O Rio merece muito mais que Beltrame e sua turma, incluindo olmiliciano Chico Bala que enfrentava com ele as milícias e o falso Coronel do Exército Brasileiro que o assessorava diretamente.
O Rio quer um cidadão fluminense na Secretaria de Segurança Pública, alguém que conheça e que ame o Rio de Janeiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
GOVERNO SÉRGIO CABRAL - SEGURANÇA PÚBLICA: O JOGO DOS NÚMEROS.
A mídia divulgou os números anunciados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão subordinado à SESEG/RJ, destacando a redução (-16,7%) dos homicídios no mês de novembro de 2010 (365) com relação ao mês de novembro de 2009 (438).
Prezado leitor, você pode buscar esses dados no site do ISP (consulte).
Pesquisando você constatará que com relação ao mês de outubro de 2010, também ocorreu uma redução (406), todavia se avançar até julho de 2010, constatará que o número de homicídios cresceu em novembro:
- Setembro = 360.
- Agosto = 344.
- Julho = 324.
Comparando com julho de 2010, o mês de novembro de 2010 trouxe um aumento de 41 homicídios.
É o jogo dos números, segundo os interesses governamentais.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
Prezado leitor, você pode buscar esses dados no site do ISP (consulte).
Pesquisando você constatará que com relação ao mês de outubro de 2010, também ocorreu uma redução (406), todavia se avançar até julho de 2010, constatará que o número de homicídios cresceu em novembro:
- Setembro = 360.
- Agosto = 344.
- Julho = 324.
Comparando com julho de 2010, o mês de novembro de 2010 trouxe um aumento de 41 homicídios.
É o jogo dos números, segundo os interesses governamentais.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
CUIDADO COM OS NÚMEROS DO INSTITUTO DE SEGURANÇA PÚBLICA.
JORNAL EXTRA
BLOG CASOS DE POLÍCIA E SEGURANÇA
SÓ ENTRAM DADOS DE DELEGACIAS LEGAIS
Morte Obrigatória: pontos cegos no mapa oficial do crime
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
BLOG CASOS DE POLÍCIA E SEGURANÇA
SÓ ENTRAM DADOS DE DELEGACIAS LEGAIS
Morte Obrigatória: pontos cegos no mapa oficial do crime
O Instituto de Segurança Pública (ISP), responsável pelas estatísticas oficiais do setor, tem uma seção conhecida como Observatório de Análise Criminal. Este sistema gera, nos computadores dos comandantes dos batalhões, mapas de ocorrências em tempo real, que podem ser usados na elaboração da estratégia de patrulhamento e distribuição do efetivo. Mas o serviço não cobre todo o Estado. Só as Aisp da Capital. De acordo com o gerente de análise espacial do ISP, Leonardo de Carvalho Silva, mestre em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais, o programa gera um novo mapa a cada 40 minutos, mas apenas com os dados das delegacias legais. Das quatro Aisp que têm mais homicídios, três ficam na Baixada Fluminense e não contam com essa vantagem. Além disso, na Aisp 9, que está dentro da Capital, o panorama mostrado é diferente do real.
No mapa criminal de maio de 2009 gerado pelo observatório do ISP, por exemplo, aparecem apenas 20% dos assassinatos da Aisp 9, pois o resultado inclui só os registros feitos nas três delegacias legais. Segundo estes dados, a Estrada do Barro Vermelho e as ruas Jatuarana e Arequipa, em Rocha Miranda, formariam o triângulo mais perigoso da área, com três ocorrências de homicídios. Contudo, basta inserir os dados da 39ª DP (Pavuna), uma das delegacias convencionais, para esse título passar à Estrada Almirante Santiago Dantas, em Barros Filho, onde cinco pessoas foram mortas (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!No mapa criminal de maio de 2009 gerado pelo observatório do ISP, por exemplo, aparecem apenas 20% dos assassinatos da Aisp 9, pois o resultado inclui só os registros feitos nas três delegacias legais. Segundo estes dados, a Estrada do Barro Vermelho e as ruas Jatuarana e Arequipa, em Rocha Miranda, formariam o triângulo mais perigoso da área, com três ocorrências de homicídios. Contudo, basta inserir os dados da 39ª DP (Pavuna), uma das delegacias convencionais, para esse título passar à Estrada Almirante Santiago Dantas, em Barros Filho, onde cinco pessoas foram mortas (leia).
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
O RIO CADA VEZ MAIS SEGURO DA DUPLA CABRAL-BELTRAME.
EX-BLOG DO CESAR MAIA:
ROUBO A TRANSEUNTES CRESCE 27% NO RIO-CAPITAL E 89% NA BAIXADA FLUMINENSE!
ROUBO A TRANSEUNTES CRESCE 27% NO RIO-CAPITAL E 89% NA BAIXADA FLUMINENSE!
1. São dados oficiais do ISP -Instituto de Segurança Publica da Secretaria de Segurança do ERJ. Lembre-se que as pessoas só registram queixas na delegacia em situações especiais. Portanto, não só os números, mas a tendência é muito maior.
2. Em 2010 -até julho- foram 22.351 roubos a transeuntes na Capital, ou 3.193 por mês. Em 2006 -último ano do governo anterior- foram 30.194, ou 2.516. Ou seja, um crescimento na média mensal, de 27% em quatro anos.
3. Na Baixada, em 2010, foram 8.686 roubos a transeunte até julho. Ou 1.240 por mês. Em 2006, último ano do governo anterior, foram 7.875, ou 656 por mês, de roubos a transeuntes registrados. Um crescimento calamitoso de 89%.
4. O Policiamento Ostensivo na Região Metropolitana do Rio desintegrou. Não se vê mais PMs nas ruas. Os arrastões proliferam. E a situação vem piorando, mês a mês.
Cesar Maia
Cidadão, existem quase 2.000 Policiais Militares imobilizados nas UPPs, o que equivale ao efetivo de 5 batalhões e, não esqueça, que cada batalhão responde pelo policiamento de vários bairros, portanto, falta policiamento nos bairros e sobra nas UPPs.
JUNTOS SOMOS FORTES!2. Em 2010 -até julho- foram 22.351 roubos a transeuntes na Capital, ou 3.193 por mês. Em 2006 -último ano do governo anterior- foram 30.194, ou 2.516. Ou seja, um crescimento na média mensal, de 27% em quatro anos.
3. Na Baixada, em 2010, foram 8.686 roubos a transeunte até julho. Ou 1.240 por mês. Em 2006, último ano do governo anterior, foram 7.875, ou 656 por mês, de roubos a transeuntes registrados. Um crescimento calamitoso de 89%.
4. O Policiamento Ostensivo na Região Metropolitana do Rio desintegrou. Não se vê mais PMs nas ruas. Os arrastões proliferam. E a situação vem piorando, mês a mês.
Cesar Maia
Cidadão, existem quase 2.000 Policiais Militares imobilizados nas UPPs, o que equivale ao efetivo de 5 batalhões e, não esqueça, que cada batalhão responde pelo policiamento de vários bairros, portanto, falta policiamento nos bairros e sobra nas UPPs.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
GRAVÍSSIMO: PERITO APOSENTADO DIZ QUE HÁ MANIPULAÇÃO DE DADOS PELO ISP.
BLOG REPÓRTER DE CRIME - JORGE ANTONIO BARROS:
segurança pública
Perito aposentado diz que há manipulação de dados pelo ISP
segurança pública
Perito aposentado diz que há manipulação de dados pelo ISP
Se digo aqui que não devemos perder a esperança, também concordo que não podemos perder a visão da realidade que algumas vezes nos desespera. Por isso, publico com satisfação mais um artigo do perito da Polícia Civil aposentado Leví Inimá de Miranda, que manifesta um ceticismo inteligente e digno de nossa reflexão. Na área de segurança, Leví levanta a bola para questão social que deveria vir acompanhando as UPPs desde seu início, mas fiquei sabendo que só esta semana deverá ser apresentado pelo governo um projeto mais consistente sobre o tema. Enquanto isso não acontece, a crítica de Leví é mais do que pertinente. É cirúrgica.
Em seu artigo, Leví Inimá faz uma denúncia grave que infelizmente não tenho elementos para avaliar. Ele afirma que há manipulação de estatísticas pelo Instituto de Segurança Pública.
- Algumas modalidades de crimes estatisticamente diminuíram por manipulação estritamente eleitoreira, e enganosa, do Instituto de Segurança Pública. Assim há homicídios, latrocínios, “encontros de cadáver”, com evidentes sinais de violência externa ou criptoviolência (violência interna), “encontros de ossada”, também com sinais de violência externa ou interna, “autos de resistência”, desaparecidos etc.; mas não são todos computados essencialmente como homicídios. Há, ainda, as tentativas de latrocínio nas quais as vítimas morrem algum tempo depois, em hospitais; todavia, não é feito o aditamento – ou, se é feito, não é computado -, para inclusão nos latrocínios; e estes nos homicídios - afirma Leví.
Eu confesso que prefiro acreditar nos números do ISP, na crença de que alterar números de criminalidade é um crime que sempre acaba deixando o rabo de fora, assim como pesquisas eleitorais forjadas. Mas gostaria muito que o ISP tivesse autonomia suficiente para responder a essa crítica sem necessidade de consultar a Secretaria de Segurança Pública.
Em seu artigo, Leví Inimá faz uma denúncia grave que infelizmente não tenho elementos para avaliar. Ele afirma que há manipulação de estatísticas pelo Instituto de Segurança Pública.
- Algumas modalidades de crimes estatisticamente diminuíram por manipulação estritamente eleitoreira, e enganosa, do Instituto de Segurança Pública. Assim há homicídios, latrocínios, “encontros de cadáver”, com evidentes sinais de violência externa ou criptoviolência (violência interna), “encontros de ossada”, também com sinais de violência externa ou interna, “autos de resistência”, desaparecidos etc.; mas não são todos computados essencialmente como homicídios. Há, ainda, as tentativas de latrocínio nas quais as vítimas morrem algum tempo depois, em hospitais; todavia, não é feito o aditamento – ou, se é feito, não é computado -, para inclusão nos latrocínios; e estes nos homicídios - afirma Leví.
Eu confesso que prefiro acreditar nos números do ISP, na crença de que alterar números de criminalidade é um crime que sempre acaba deixando o rabo de fora, assim como pesquisas eleitorais forjadas. Mas gostaria muito que o ISP tivesse autonomia suficiente para responder a essa crítica sem necessidade de consultar a Secretaria de Segurança Pública.
Saúde, educação e segurança: tudo como antes no quartel de abrantes
Por Leví Inimá de Miranda, especial para o blog Repórter de Crime
Por Leví Inimá de Miranda, especial para o blog Repórter de Crime
A sordidez da política é insuportável. E o pior é que se torna fácil enganar um povo no qual predominam a incultura, a cultura da desobediência, o desrespeito, a ausência de ética e de moral, além da total ausência de temor às leis. E políticos emergem desse caldo social fétido, pútrido. Sem contar que nossas leis são frágeis e condescendentes, tanto com crimes quanto criminosos. Nenhum dos candidatos, quer para a presidência da República, quer para a governança do Rio de Janeiro, ou mesmo para a ALerj, está compromissado com o bem comum. Nenhum.
Os discursos são ufanos e mentirosos, nas suas essências, visando tão-somente a eleição ou a reeleição para alguns; mas com o claro e insofismável objetivo de enganar o povo. Infelizmente, não haverá futuro para nossa nação com essa corja de políticos, e de partidos, que dominam o mais sujo cenário nacional. Sérgio Cabral teve a “grande” ideia de criar as UPPs, que acalmam e trazem aparente paz às comunidades até então ocupadas. A dificuldade maior tem sido com relação à Cidade de Deus.
Todavia, o poder público jamais conseguirá dominar comunidades com a extensão da favela da Maré ou mesmo como às que compõem o Complexo do Alemão. Cabral e seus assessores na área de segurança bem sabem disso. Somente o povo, pelo geral, não entende; ou não sabe; ou não se interessa por saber; ou a incultura não lhe permite discernir. Claro que pobreza não tem qualquer relação com a criminalidade e isso já está por demais comprovado, tendo-se como base obras de Émile Durkheim e também de Gary Stanley Becker.
Não se pode negar que, muito embora haja comunidades dominadas por UPPs, o poder público ainda não levou qualquer melhoria social àquelas populações (atendimento de saúde; saneamento básico; etc.). São bolsões de pobreza que necessitam da presença social do Estado. Certa vez li que quatro tópicos permitiram a sobrevivência da humanidade: vacinas; antibiótico; saneamento; e anestesia – vale à pena meditar sobre isso.
Mas como se fazer presente socialmente em tais comunidades, se à população fluminense falta de tudo, em especial nas áreas mais críticas e imprescindíveis, como as que são tão “bem” exploradas nos discursos demagógicos e eleitoreiros de candidatos vários: educação; saúde; e segurança pública. A educação continua de péssima qualidade, em especial a ofertada pela rede pública. Na rede privada poucos são os estabelecimentos de ensino efetivamente compromissados com o ensino de superior qualidade. E, diga-se de passagem, no meu tempo de estudante, estando eu hoje na sexta década de vida, e nos idos de meus pais, meus avós etc., o ensino público era de qualidade; e só iam para a rede privada os alunos jubilados na rede pública. A seleção de professores e os salários pagos são muito ruins. E hoje o que temos? Temos uma quantidade infinda de escolas de ensinos fundamental e médio – públicas e privadas -, e de universidades “mis” (ou “miles” para alguns estudiosos outros), que, a cada semestre, despejam um sem número de profissionais mal-formados, muitos, inclusive, alfabetizados funcionais.
E nesse viés, temos cada vez mais profissionais de péssimas qualidades e incompetentes nas essências, a ocuparem as escassas colocações no mercado de trabalho. E faltam empregos; faltam habitações; etc. E quanto à saúde? Temos uma rede pública de péssima qualidade, deficiente, ineficiente, na qual os pobres se acotovelam às portas dos hospitais, e alguns, inclusive, morrem nas filas, ou mesmo em macas nas emergências, ou até mesmo nas enfermarias desabitadas de médicos. Não há suporte suficiente, em termos de exames complementares diagnósticos, pois faltam equipamentos, materiais, medicamentos e profissionais de saúde. Os profissionais de saúde, em nosso Estado, estão sem aumentos há cerca de nove anos; e os salários são desprezíveis de tão baixos. Os governos se sucedem e não há solução para tamanhos descalabros. Verbas há; no entanto, na grande maioria das situações, são malversadas por corruptos, que enriquecem às custas da desgraça do povo mais necessitado e desvalido. E inúmeros políticos, e também autoridades públicas, amealham dinheiro espúrio, fruto de artimanhas corruptas e desvios de verbas públicas.
A rede privada - entendam-se os planos de saúde - é acessível à pequena parcela da população – estimam-se em 20% aqueles que têm planos de saúde -, que pode arcar com os gastos, ou tem empregos que ofertem planos-empresas aos funcionários. Mas assim mesmo há mau atendimento, profissionais por vezes incompetentes, falta de profissionais etc. Basta que relembremos o que se deu nos jogos Pan-americanos (2007) com a morte do paraatleta argentino Carlos Maslup. Esse medalhista argentino no tênis de mesa foi atendido inicialmente na Vila Olímpica, levado pelo GSE/CBMERJ ao Hospital Municipal Miguel Couto (HMMC); e de lá transferido para o Hospital Municipal Salgado Filho, por falta de vaga no CTI do HMMC. O ocorrido gerou grande celeuma à época, com veementes protestos do Instituto Brasileiro de Defesa dos Deficientes, que apontou o fato dos atletas do PAN-RIO terem recebido atendimento de empresa privada de medicina de grupo, ao tempo que os paraatletas tiveram “direito” somente ao atendimento na rede pública. Ou, se olharmos para fato atualíssimo, teremos o caso da recém falecida menina de cinco anos, que foi atendida por falso médico, num hospital particular do Rio de Janeiro, através de plano de saúde.
Quando Cabral assumiu o governo do Rio de Janeiro, nos primeiros dias foi, juntamente com o secretário Sérgio Cortes, ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, e exonerou o diretor daquela unidade hospitalar porque faltavam especialistas. E até hoje faltam especialistas vários em muitos e tantos hospitais públicos, bem como o atendimento médico é vergonhosamente realizado por médicos cooperativados. E mesmo no terceiro milênio, ainda se morre de Dengue em nosso Estado.
E o que dizer da segurança pública? Temos segurança? O Estado nos garante os direitos de ir, de vir e de permanecer? O Estado se responsabiliza opor nossa incolumidade? Não. Óbvio que não. Mas a criminalidade diminuiu realmente? Também não. Algumas modalidades de crimes estatisticamente diminuíram por manipulação estritamente eleitoreira, e enganosa, do Instituto de Segurança Pública. Assim há homicídios, latrocínios, “encontros de cadáver”, com evidentes sinais de violência externa ou criptoviolência (violência interna), “encontros de ossada”, também com sinais de violência externa ou interna, “autos de resistência”, desaparecidos etc.; mas não são todos computados essencialmente como homicídios. Há, ainda, as tentativas de latrocínio nas quais as vítimas morrem algum tempo depois, em hospitais; todavia, não é feito o aditamento – ou, se é feito, não é computado -, para inclusão nos latrocínios; e estes nos homicídios.
Mas o que há de comum entre latrocínios, autos de resistência e tudo mais? Homicídios, que deveriam ser, corretamente, computados. No entanto, são separados dos intitulados homicídios dolosos, para obterem números e percentuais menores (?!). E assim se sucede com relação aos furtos, roubos etc. E as polícias andam bem? Não. As polícias encontram-se corroídas pela corrupção; e a corrupção é mau exemplo vindo de cima... Os efetivos de nossas polícias civil e militar estão defasados (1 policial para cada 250 habitantes, segundo a ONU); assim como o efetivo de peritos está aquém do necessário (1 perito para cada 5.000 habitantes). Os salários de nossas polícias são vergonhosamente baixos, reduzindo assim a autoestima a zero, uma vez que o policial não consegue tirar o provento, fruto de seu trabalho – e a sociedade pouco se importa com isso. Sem contar que a seleção, a investigação social, a formação, o treinamento, a reciclagem (educação continuada) e o controle interno (Corregedorias) são ruins; de sofrível qualidade. Daí, temos profissionais, vários, incompetentes.
Causam-me incômodo e inconformismo ver a péssima qualidade de profissionais, em especial na área da Ciência Forense. Recentemente, assisti a dois depoimentos prestados por peritos, em juízo, que ao longo das perguntas de advogado e MP, mostraram dúvidas primaríssimas, desconhecimento de seus próprios ofícios e evidentes inseguranças com relação às questões mais claras e objetivas. Peritos antigos, com quase duas décadas de investiduras; porém flagrantemente incompetentes. Daí, pode-se bem discernir o porquê de diversos exames de corpo de delito em nada contribuírem para o esclarecimento de crimes, restando, v.g., tantos homicídios sem autoria definida. Muitos delegados de Polícia sequer comparecem aos Locais de Crime, em cumprimento ao que prescrevem os Arts. 6º e 169 do CPP; e, por vezes, nem se encontram em seus plantões nas delegacias. E faltam delegados, o que obriga a fecharem inúmeras delegacias à noite, restando, apenas, as ditas “delegacias centralizadoras”, para registros de flagrantes.
A investigação é pecaminosa, dando ênfase e claro empenho aos casos de repercussão midiática. Basta que comparemos o comportamento da mesma polícia, nos casos dos assassinatos de Rafael Mascarenhas e da dona de casa são-gonçalense, Andréia dos Santos; ou mesmo os descasos da polícia e do MP com relação às agressões sofridas por Elisa Samudio, até que ela desapareceu; que foi assassinada. Quero salientar, aos desavisados e aos desatentos, que minhas opiniões não se predem a qualquer conotação política, posto que não sou de esquerda, ou de centro, ou direita, ou coisa que o valha; sou essencialmente apolítico; e somente compromissado com a ciência e com a verdade.
Não perdi meu tempo – e não perderei, jamais – assistindo debates políticos ou programas eleitorais, pois abomino-os todos. Por fim, restam claros quais serão os candidatos vitoriosos aos cargos de presidente da República e de governador do Rio de Janeiro. E tudo tornará “tudo como antes, no quartel de Abrantes”. Pobre de nós!”
JUNTOS SOMOS FORTES!Os discursos são ufanos e mentirosos, nas suas essências, visando tão-somente a eleição ou a reeleição para alguns; mas com o claro e insofismável objetivo de enganar o povo. Infelizmente, não haverá futuro para nossa nação com essa corja de políticos, e de partidos, que dominam o mais sujo cenário nacional. Sérgio Cabral teve a “grande” ideia de criar as UPPs, que acalmam e trazem aparente paz às comunidades até então ocupadas. A dificuldade maior tem sido com relação à Cidade de Deus.
Todavia, o poder público jamais conseguirá dominar comunidades com a extensão da favela da Maré ou mesmo como às que compõem o Complexo do Alemão. Cabral e seus assessores na área de segurança bem sabem disso. Somente o povo, pelo geral, não entende; ou não sabe; ou não se interessa por saber; ou a incultura não lhe permite discernir. Claro que pobreza não tem qualquer relação com a criminalidade e isso já está por demais comprovado, tendo-se como base obras de Émile Durkheim e também de Gary Stanley Becker.
Não se pode negar que, muito embora haja comunidades dominadas por UPPs, o poder público ainda não levou qualquer melhoria social àquelas populações (atendimento de saúde; saneamento básico; etc.). São bolsões de pobreza que necessitam da presença social do Estado. Certa vez li que quatro tópicos permitiram a sobrevivência da humanidade: vacinas; antibiótico; saneamento; e anestesia – vale à pena meditar sobre isso.
Mas como se fazer presente socialmente em tais comunidades, se à população fluminense falta de tudo, em especial nas áreas mais críticas e imprescindíveis, como as que são tão “bem” exploradas nos discursos demagógicos e eleitoreiros de candidatos vários: educação; saúde; e segurança pública. A educação continua de péssima qualidade, em especial a ofertada pela rede pública. Na rede privada poucos são os estabelecimentos de ensino efetivamente compromissados com o ensino de superior qualidade. E, diga-se de passagem, no meu tempo de estudante, estando eu hoje na sexta década de vida, e nos idos de meus pais, meus avós etc., o ensino público era de qualidade; e só iam para a rede privada os alunos jubilados na rede pública. A seleção de professores e os salários pagos são muito ruins. E hoje o que temos? Temos uma quantidade infinda de escolas de ensinos fundamental e médio – públicas e privadas -, e de universidades “mis” (ou “miles” para alguns estudiosos outros), que, a cada semestre, despejam um sem número de profissionais mal-formados, muitos, inclusive, alfabetizados funcionais.
E nesse viés, temos cada vez mais profissionais de péssimas qualidades e incompetentes nas essências, a ocuparem as escassas colocações no mercado de trabalho. E faltam empregos; faltam habitações; etc. E quanto à saúde? Temos uma rede pública de péssima qualidade, deficiente, ineficiente, na qual os pobres se acotovelam às portas dos hospitais, e alguns, inclusive, morrem nas filas, ou mesmo em macas nas emergências, ou até mesmo nas enfermarias desabitadas de médicos. Não há suporte suficiente, em termos de exames complementares diagnósticos, pois faltam equipamentos, materiais, medicamentos e profissionais de saúde. Os profissionais de saúde, em nosso Estado, estão sem aumentos há cerca de nove anos; e os salários são desprezíveis de tão baixos. Os governos se sucedem e não há solução para tamanhos descalabros. Verbas há; no entanto, na grande maioria das situações, são malversadas por corruptos, que enriquecem às custas da desgraça do povo mais necessitado e desvalido. E inúmeros políticos, e também autoridades públicas, amealham dinheiro espúrio, fruto de artimanhas corruptas e desvios de verbas públicas.
A rede privada - entendam-se os planos de saúde - é acessível à pequena parcela da população – estimam-se em 20% aqueles que têm planos de saúde -, que pode arcar com os gastos, ou tem empregos que ofertem planos-empresas aos funcionários. Mas assim mesmo há mau atendimento, profissionais por vezes incompetentes, falta de profissionais etc. Basta que relembremos o que se deu nos jogos Pan-americanos (2007) com a morte do paraatleta argentino Carlos Maslup. Esse medalhista argentino no tênis de mesa foi atendido inicialmente na Vila Olímpica, levado pelo GSE/CBMERJ ao Hospital Municipal Miguel Couto (HMMC); e de lá transferido para o Hospital Municipal Salgado Filho, por falta de vaga no CTI do HMMC. O ocorrido gerou grande celeuma à época, com veementes protestos do Instituto Brasileiro de Defesa dos Deficientes, que apontou o fato dos atletas do PAN-RIO terem recebido atendimento de empresa privada de medicina de grupo, ao tempo que os paraatletas tiveram “direito” somente ao atendimento na rede pública. Ou, se olharmos para fato atualíssimo, teremos o caso da recém falecida menina de cinco anos, que foi atendida por falso médico, num hospital particular do Rio de Janeiro, através de plano de saúde.
Quando Cabral assumiu o governo do Rio de Janeiro, nos primeiros dias foi, juntamente com o secretário Sérgio Cortes, ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, e exonerou o diretor daquela unidade hospitalar porque faltavam especialistas. E até hoje faltam especialistas vários em muitos e tantos hospitais públicos, bem como o atendimento médico é vergonhosamente realizado por médicos cooperativados. E mesmo no terceiro milênio, ainda se morre de Dengue em nosso Estado.
E o que dizer da segurança pública? Temos segurança? O Estado nos garante os direitos de ir, de vir e de permanecer? O Estado se responsabiliza opor nossa incolumidade? Não. Óbvio que não. Mas a criminalidade diminuiu realmente? Também não. Algumas modalidades de crimes estatisticamente diminuíram por manipulação estritamente eleitoreira, e enganosa, do Instituto de Segurança Pública. Assim há homicídios, latrocínios, “encontros de cadáver”, com evidentes sinais de violência externa ou criptoviolência (violência interna), “encontros de ossada”, também com sinais de violência externa ou interna, “autos de resistência”, desaparecidos etc.; mas não são todos computados essencialmente como homicídios. Há, ainda, as tentativas de latrocínio nas quais as vítimas morrem algum tempo depois, em hospitais; todavia, não é feito o aditamento – ou, se é feito, não é computado -, para inclusão nos latrocínios; e estes nos homicídios.
Mas o que há de comum entre latrocínios, autos de resistência e tudo mais? Homicídios, que deveriam ser, corretamente, computados. No entanto, são separados dos intitulados homicídios dolosos, para obterem números e percentuais menores (?!). E assim se sucede com relação aos furtos, roubos etc. E as polícias andam bem? Não. As polícias encontram-se corroídas pela corrupção; e a corrupção é mau exemplo vindo de cima... Os efetivos de nossas polícias civil e militar estão defasados (1 policial para cada 250 habitantes, segundo a ONU); assim como o efetivo de peritos está aquém do necessário (1 perito para cada 5.000 habitantes). Os salários de nossas polícias são vergonhosamente baixos, reduzindo assim a autoestima a zero, uma vez que o policial não consegue tirar o provento, fruto de seu trabalho – e a sociedade pouco se importa com isso. Sem contar que a seleção, a investigação social, a formação, o treinamento, a reciclagem (educação continuada) e o controle interno (Corregedorias) são ruins; de sofrível qualidade. Daí, temos profissionais, vários, incompetentes.
Causam-me incômodo e inconformismo ver a péssima qualidade de profissionais, em especial na área da Ciência Forense. Recentemente, assisti a dois depoimentos prestados por peritos, em juízo, que ao longo das perguntas de advogado e MP, mostraram dúvidas primaríssimas, desconhecimento de seus próprios ofícios e evidentes inseguranças com relação às questões mais claras e objetivas. Peritos antigos, com quase duas décadas de investiduras; porém flagrantemente incompetentes. Daí, pode-se bem discernir o porquê de diversos exames de corpo de delito em nada contribuírem para o esclarecimento de crimes, restando, v.g., tantos homicídios sem autoria definida. Muitos delegados de Polícia sequer comparecem aos Locais de Crime, em cumprimento ao que prescrevem os Arts. 6º e 169 do CPP; e, por vezes, nem se encontram em seus plantões nas delegacias. E faltam delegados, o que obriga a fecharem inúmeras delegacias à noite, restando, apenas, as ditas “delegacias centralizadoras”, para registros de flagrantes.
A investigação é pecaminosa, dando ênfase e claro empenho aos casos de repercussão midiática. Basta que comparemos o comportamento da mesma polícia, nos casos dos assassinatos de Rafael Mascarenhas e da dona de casa são-gonçalense, Andréia dos Santos; ou mesmo os descasos da polícia e do MP com relação às agressões sofridas por Elisa Samudio, até que ela desapareceu; que foi assassinada. Quero salientar, aos desavisados e aos desatentos, que minhas opiniões não se predem a qualquer conotação política, posto que não sou de esquerda, ou de centro, ou direita, ou coisa que o valha; sou essencialmente apolítico; e somente compromissado com a ciência e com a verdade.
Não perdi meu tempo – e não perderei, jamais – assistindo debates políticos ou programas eleitorais, pois abomino-os todos. Por fim, restam claros quais serão os candidatos vitoriosos aos cargos de presidente da República e de governador do Rio de Janeiro. E tudo tornará “tudo como antes, no quartel de Abrantes”. Pobre de nós!”
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO
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quarta-feira, 2 de junho de 2010
RIO DE JANEIRO: ISP REVELA NÚMEROS DE ABRIL.
Os dados revelados pelo ISP, órgão da secretaria de segurança pública, revelam que os homicídios, os latrocínios, os estupros e os roubos à transeuntes diminuíram em abril/2010, com relação ao mês anterior.
Diminuir números da violência é sempre positivo.
Não tivemos policiais mortos em serviço em abril, o que é muito positivo, embora essa tragédia tenha retornado em maio/2010, como os números demonstrarão.
Um aumento preocupante, sobretudo em tempos de "pacificação", foi o total de autos de resistência: 102.
Esse número vem crescendo:
Fevereiro: 62.
Março: 81.
Abril: 102.
Os aumentos têm sido superiores a 20% ao mês.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO
Diminuir números da violência é sempre positivo.
Não tivemos policiais mortos em serviço em abril, o que é muito positivo, embora essa tragédia tenha retornado em maio/2010, como os números demonstrarão.
Um aumento preocupante, sobretudo em tempos de "pacificação", foi o total de autos de resistência: 102.
Esse número vem crescendo:
Fevereiro: 62.
Março: 81.
Abril: 102.
Os aumentos têm sido superiores a 20% ao mês.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
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ISP,
Mário Sérgio de Brito Duarte,
Rio de Janeiro
segunda-feira, 17 de maio de 2010
DEPUTADO RODRIGO DANTAS (DEM) PEDE CPI PARA AUDITAR NÚMEROS DO INSTITUTO DE SEGURANÇA PÚBLICA.
JORNAL DO BRASIL:
ISP: Crimes em queda no estado. Deputado questiona e quer CPI
Marcelo Fernandes, Jornal do Brasil
(...)
Deputado quer CPI
"Os números do ISP estão sendo colocados em dúvida pelo deputado estadual Rodrigo Dantas (DEM). Ele informou ter coletado assinaturas suficientes para dar entrada no pedido de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com o objetivo de apurar a metodologia do instituto.
– Às vezes, você vê um caso de bala perdida no jornal, e quando sai o estudo ele não é computado. Eles torturam os números, que acabam dando o que querem. É preciso saber também como os dados são usados, para policiar cada área de acordo com a necessidade – disse Dantas.
A Secretaria de Segurança Pública não comentou as suspeitas. O órgão acrescentou que o presidente do instituto, o tenente coronel da PM Paulo Augusto Souza Teixeira, está à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas sobre a metodologia".
Parabéns ao deputado estadual Rodrigo Dantas (DEM), sem dúvia os números do ISP precisam ser mais transparentes, sobretudo as formas de avaliação dos resultados (metodologia).
Penso ainda que as estatísticas devam ser mais abrangentes, considerando que ilícitos importantes não têm seus dados divulgados. Por exemplo, o "jogo dos bichos" ganhou maior dimensão quando a Polícia Federal declarou que ele alimenta crimes mais graves, assim sendo, o número de prisões em flagrante de bicheiros e de material contravencional apreendido, deveriam ser divulgados, o que não ocorre.
No Rio, o "jogo dos bichos" funciona livremente e a população acha que os políticos e as polícias recebem propinas para permitirem esse funcionamento.
ISP: Crimes em queda no estado. Deputado questiona e quer CPI
Marcelo Fernandes, Jornal do Brasil
(...)
Deputado quer CPI
"Os números do ISP estão sendo colocados em dúvida pelo deputado estadual Rodrigo Dantas (DEM). Ele informou ter coletado assinaturas suficientes para dar entrada no pedido de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com o objetivo de apurar a metodologia do instituto.
– Às vezes, você vê um caso de bala perdida no jornal, e quando sai o estudo ele não é computado. Eles torturam os números, que acabam dando o que querem. É preciso saber também como os dados são usados, para policiar cada área de acordo com a necessidade – disse Dantas.
A Secretaria de Segurança Pública não comentou as suspeitas. O órgão acrescentou que o presidente do instituto, o tenente coronel da PM Paulo Augusto Souza Teixeira, está à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas sobre a metodologia".
Parabéns ao deputado estadual Rodrigo Dantas (DEM), sem dúvia os números do ISP precisam ser mais transparentes, sobretudo as formas de avaliação dos resultados (metodologia).
Penso ainda que as estatísticas devam ser mais abrangentes, considerando que ilícitos importantes não têm seus dados divulgados. Por exemplo, o "jogo dos bichos" ganhou maior dimensão quando a Polícia Federal declarou que ele alimenta crimes mais graves, assim sendo, o número de prisões em flagrante de bicheiros e de material contravencional apreendido, deveriam ser divulgados, o que não ocorre.
No Rio, o "jogo dos bichos" funciona livremente e a população acha que os políticos e as polícias recebem propinas para permitirem esse funcionamento.
Será que a mala da contravenção existe?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
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sábado, 15 de maio de 2010
JORNAL DA SEGURANÇA PÚBLICA - ANO I - 076 - 15 MAI 2010.
HOMICÍDIOS E AUTOS DE RESISTÊNCIA CRESCEM NO RIO DE JANEIRO
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO
PAULO RICARDO PAÚL
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Mário Sérgio de Brito Duarte
quinta-feira, 22 de abril de 2010
BALAS PERDIDAS: NÚMEROS DO ISP CONTESTADOS.
R7 NOTÍCIAS:
Número de mortes por balas perdidas no Rio pode ter sido o triplo da estatística oficial
Relatório do ISP indica oito casos em 2009, mas vítimas podem ter chegado a 24
Mario Hugo Monken, do R7, no Rio
Número de mortes por balas perdidas no Rio pode ter sido o triplo da estatística oficial
Relatório do ISP indica oito casos em 2009, mas vítimas podem ter chegado a 24
Mario Hugo Monken, do R7, no Rio
Registro de mortes por bala perdida feito por instituto é bem menor do que o resgistrado nas delegacias
O ISP (Instituto de Segurança Pública) divulgou no último dia 14 que foram registradas oito mortes por balas perdidas no Estado do Rio de Janeiro em todo o ano de 2009. Entretanto, um levantamento feito pelo R7 em casos que se tornaram públicos revela que o número de vítimas chegou a 24, o triplo da estatística oficial.
O relatório divulgado pelo ISP, órgão vinculado à Secretaria de Segurança Pública e responsável pela elaboração das estatísticas da criminalidade, aparentemente não incluiu várias mortes. Uma delas é a da menina Júlia Andrade de Carvalho, de apenas oito anos. Ela morreu no dia 21 de março do ano passado durante um confronto entre PMs e traficantes na favela Vila Aliança, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense. Para o ISP, não houve nenhum registro de morte por bala perdida em março de 2009.
Outro caso que não foi computado pelo instituto foi a morte da aposentada Arlete Alves do Nascimento, de 66 anos. No dia 8 de setembro de 2009, ela foi atingida na cabeça por um tiro de fuzil quando estava dentro de uma van lotada na praça das Nações, em Bonsucesso, na zona norte. No momento do disparo, PMs perseguiam um grupo de suspeitos e houve intenso confronto. Também no relatório do ISP não há registro de mortes por balas perdidas no mês de setembro.
O instituto também não incluiu outras duas mortes que ocorreram em maio. Uma delas de Ana Paula Farias da Luz, de 12 anos. No dia 31 daquele mês, ela foi baleada no peito quando brincava em frente a sua casa, na favela do Jacarezinho, zona norte. No mesmo dia, o pedreiro José Ivo Ferreira, de 27 anos, que voltava para casa após jogar futebol, foi surpreendido por um tiroteio entre traficantes rivais no complexo da Maré, na zona norte. Ele foi baleado e morreu.
No mês de outubro, o R7 apurou que houve pelo menos quatro mortes por balas perdidas. Entretanto, na estatística oficial do ISP, há apenas um registro. Em julho, segundo o que levantou o R7, foram ao menos quatro mortes. Para o instituto, ocorreram apenas duas.
Em abril de 2009, aconteceram três mortes por balas perdidas mas na estatística oficial, só foi incluído um caso. Em fevereiro do ano passado, houve ao menos quatro casos, mas o ISP só anotou um.
Pela definição do ISP, vítima de bala perdida é "toda pessoa que não tinha nenhuma participação ou influência sobre o evento no qual houve disparo de arma de fogo", sendo, no entanto, atingida por projétil e podendo vir a morrer ou não.
Boletim de ocorrência
O ISP esclarece, no entanto, que para um caso ser computado em sua estatística é preciso que a expressão "bala perdida" seja assinalada no item "dinâmica dos fatos" dos boletins de ocorrências das delegacias. Segundo o órgão, pode acontecer também de um caso ser inicialmente identificado como bala perdida e, no decorrer das investigações, haver mudança. O R7 apurou com o ISP que não há previsão para mudança deste critério que, segundo o órgão, é subjetivo.
A estatística oficial indica ainda que, em todo o ano de 2009, ao menos 185 pessoas foram feridas por balas perdidas no Estado, o que representaria 11,5% do número de vítimas feridas por projétil de arma de fogo no ano passado.
O ISP começou a divulgar as estatísticas das balas perdidas a partir do ano de 2007 com os dados de 2006. O balanço é publicado trimestralmente.
Neste ano, os números ainda não são conhecidos mas um levantamento feito pelo R7 descobriu que houve ao menos sete mortes, sendo duas delas de pessoas que estavam dentro de ônibus. A última vítima foi um menino de 13 anos que morreu na noite da última terça-feira (20) no complexo de favelas da Maré, na zona norte, após a arma de um traficante ter disparado acidentalmente.
JUNTOS SOMOS FORTES!O ISP (Instituto de Segurança Pública) divulgou no último dia 14 que foram registradas oito mortes por balas perdidas no Estado do Rio de Janeiro em todo o ano de 2009. Entretanto, um levantamento feito pelo R7 em casos que se tornaram públicos revela que o número de vítimas chegou a 24, o triplo da estatística oficial.
O relatório divulgado pelo ISP, órgão vinculado à Secretaria de Segurança Pública e responsável pela elaboração das estatísticas da criminalidade, aparentemente não incluiu várias mortes. Uma delas é a da menina Júlia Andrade de Carvalho, de apenas oito anos. Ela morreu no dia 21 de março do ano passado durante um confronto entre PMs e traficantes na favela Vila Aliança, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense. Para o ISP, não houve nenhum registro de morte por bala perdida em março de 2009.
Outro caso que não foi computado pelo instituto foi a morte da aposentada Arlete Alves do Nascimento, de 66 anos. No dia 8 de setembro de 2009, ela foi atingida na cabeça por um tiro de fuzil quando estava dentro de uma van lotada na praça das Nações, em Bonsucesso, na zona norte. No momento do disparo, PMs perseguiam um grupo de suspeitos e houve intenso confronto. Também no relatório do ISP não há registro de mortes por balas perdidas no mês de setembro.
O instituto também não incluiu outras duas mortes que ocorreram em maio. Uma delas de Ana Paula Farias da Luz, de 12 anos. No dia 31 daquele mês, ela foi baleada no peito quando brincava em frente a sua casa, na favela do Jacarezinho, zona norte. No mesmo dia, o pedreiro José Ivo Ferreira, de 27 anos, que voltava para casa após jogar futebol, foi surpreendido por um tiroteio entre traficantes rivais no complexo da Maré, na zona norte. Ele foi baleado e morreu.
No mês de outubro, o R7 apurou que houve pelo menos quatro mortes por balas perdidas. Entretanto, na estatística oficial do ISP, há apenas um registro. Em julho, segundo o que levantou o R7, foram ao menos quatro mortes. Para o instituto, ocorreram apenas duas.
Em abril de 2009, aconteceram três mortes por balas perdidas mas na estatística oficial, só foi incluído um caso. Em fevereiro do ano passado, houve ao menos quatro casos, mas o ISP só anotou um.
Pela definição do ISP, vítima de bala perdida é "toda pessoa que não tinha nenhuma participação ou influência sobre o evento no qual houve disparo de arma de fogo", sendo, no entanto, atingida por projétil e podendo vir a morrer ou não.
Boletim de ocorrência
O ISP esclarece, no entanto, que para um caso ser computado em sua estatística é preciso que a expressão "bala perdida" seja assinalada no item "dinâmica dos fatos" dos boletins de ocorrências das delegacias. Segundo o órgão, pode acontecer também de um caso ser inicialmente identificado como bala perdida e, no decorrer das investigações, haver mudança. O R7 apurou com o ISP que não há previsão para mudança deste critério que, segundo o órgão, é subjetivo.
A estatística oficial indica ainda que, em todo o ano de 2009, ao menos 185 pessoas foram feridas por balas perdidas no Estado, o que representaria 11,5% do número de vítimas feridas por projétil de arma de fogo no ano passado.
O ISP começou a divulgar as estatísticas das balas perdidas a partir do ano de 2007 com os dados de 2006. O balanço é publicado trimestralmente.
Neste ano, os números ainda não são conhecidos mas um levantamento feito pelo R7 descobriu que houve ao menos sete mortes, sendo duas delas de pessoas que estavam dentro de ônibus. A última vítima foi um menino de 13 anos que morreu na noite da última terça-feira (20) no complexo de favelas da Maré, na zona norte, após a arma de um traficante ter disparado acidentalmente.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
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domingo, 28 de março de 2010
INSTITUTO DE SEGURANÇA PÚBLICA E A P/3 DAS UNIDADES OPERACIONAIS.

A P/3 (Terceira Seção do Estado Maior) é a seção responsável pelo planejamento do policiamento.No início da década de oitenta, eu era 2o Tenente de Polícia e umas das funções que exercia no batalhão era a de "Adjunto" do Adjunto da P/3. O P/3 era um Major e o seu Adjunto era um 1o Tenente de Polícia, eu ajudava exatamente na parte da estatística, assessorado por um competente Cabo de Polícia.
Os recursos eram uma calculadora, papel, caneta, carbono e uma máquina de escrever.
Analisávamos os Talões de Registro de Ocorrência e as Planilhas das 4 (quatro) Delegacias da Polícia Civil, que formavam a "AISP" de 30 (trinta) anos atrás.
Produzíamos um relatório com a incidência dos delitos na área; os locais de incidência desses delitos (ruas e bairros) e os horários de maior incidência.
O relatório era uma ferramenta para o planejamento do policiamento.
Quem diria que um Tenente e um Cabo eram o "ISP" daquela época.
Nunca poderia imaginar que era integrante de uma "Tropa de Elite".
Eu acredito que esse trabalho era desenvolvido em todos os batalhões da Polícia Militar.
A vida é engraçada nesse mundo governado pelos políticos fluminenses, denominam modernidade como competência; gratificação como valorização profissional; GPAE como UPP e P/3 como ISP...
E tem gente que acredita.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
OS ESTUPROS NO RIO DE JANEIRO.
Cidadão fluminense, avalie o crescimento astronômico do número de estupros no Rio de Janeiro:
2.007 = 1.376
2.008 = 1.471
2.009 = 2.338
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
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