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quinta-feira, 5 de abril de 2012

RIO: O GOVERNO AO INVÉS DE PAGAR SALÁRIOS DIGNOS, CRIOU O "PROEIS" E AGORA O "RAS" PARA PMs.

No Rio de Janeiro, governo estadual insiste em pagar salários miseráveis aos PMs, BMs e PCs e cria o segundo programa para os profissionais da segurança pública trabalharem nas folgas.
DECRETO Nº. 43.538, DE 03 DE ABRIL DE 2012
INSTITUI O REGIME ADICIONAL DE SERVIÇOS (RAS) PARA POLICIAIS CIVIS, POLICIAIS MILITARES, BOMBEIROS MILITARES E AGENTES PENITENCIÁRIOS - PROGRAMA MAIS POLÍCIA
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições constitucionais e legais, tendo em vista o contido no processo nº. E-09/206/0012/2012,
DECRETA:
Art. 1º - Fica instituído, com base no disposto no art. 6º da Lei nº. 6.162, de 09 de fevereiro de 2012, o Regime Adicional de Serviços (RAS), para que os policiais civis, policiais militares, bombeiros militares e agentes penitenciários, em sistema de turnos adicionais com escala diferenciada, sem prejuízo da escala regular de serviço, possam, nos limites das respectivas esferas de competência, participar de:
I - programas de atendimento a necessidades temporárias de recursos humanos das Secretarias de Estado de Segurança, de Defesa Civil e de Administração Penitenciária a serem definidos pelos titulares das respectivas Pastas;
II - programas específicos à vista da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (“RIO+20”), da Copa das Confederações de 2013, da Jornada Mundial da Juventude Católica de 2013, da Copa do Mundo FIFA de 2014, dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão de 2016 e outros assim considerados pelo Governador;
III - programas de cooperação estabelecidos por convênios com entidades da Administração Indireta estadual, Municípios e Concessionárias de serviços públicos na execução das respectivas atividades;
IV - programas de auxílio estabelecidos por termos de cooperação com órgãos da Administração Direta estadual na proteção dos bens públicos e das pessoas que circulam pelos respectivos estabelecimentos.
Art. 2º - Os policiais civis, policiais militares, bombeiros militares e agentes penitenciários, nos limites das respectivas esferas de competência, poderão ser convocados para cumprir turnos adicionais para atender aos programas de que tratam os incisos I e II do art. 1º, dependendo, porém, de inscrição voluntária a participação naqueles de que tratam os incisos III e IV daquele dispositivo.
§ 1º - Só poderão ser incluídos nos programas de que trata este Decreto os policiais civis, policiais militares, bombeiros militares e agentes penitenciários que estiverem em efetivo exercício nos órgãos de origem ou lotados nas Secretarias às quais se subordinam ou se vinculam seus órgãos, vedada a convocação daqueles que estiverem cedidos a outros órgãos ou entidades da Administração Pública.
§ 2º - As condições especiais de prestação dos serviços em turnos adicionais com escala diferenciada darão ensejo à percepção de gratificação de encargos especiais.
§ 3º - A gratificação de encargos especiais só será percebida enquanto o policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário estiver efetivamente participando dos programas de que trata este Decreto.
§ 4º - O policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário licenciado exclusivamente em virtude de acidente em serviço ou de enfermidade decorrente do serviço permanecerá recebendo, a título indenizatório, valor correspondente ao das gratificações decorrentes da participação nos programas tratados neste Decreto, que lhes estivessem sendo pagas na data da ocorrência do evento gerador do afastamento, durante o prazo que durar a licença e enquanto perdurar a execução do programa, até o limite de 12 (doze) meses.
§ 5º - A gratificação de encargos especiais não se incorporará, para quaisquer efeitos, aos vencimentos, ficando excluída da base de cálculo do adicional de tempo de serviço, bem como de quaisquer outras verbas remuneratórias que incidam sobre o soldo ou vencimento-base.
§ 6º - A gratificação de encargos especiais não sofrerá a incidência de contribuição previdenciária.
§ 7º - Nos convênios de que trata o inciso III do art. 1º, as demais convenentes deverão assumir a obrigação de reembolsar ao Estado do Rio de Janeiro as despesas com pagamento de gratificação de encargos especiais.
§ 8º - Correrão à conta das dotações orçamentárias próprias dos órgãos que venham a se valer do serviço auxiliar de que trata o inciso IV do art. 1º as despesas com pagamento de gratificação de encargos especiais.
Art. 3º - O emprego do policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário nos programas de que trata este Decreto consistirá na realização de turnos adicionais de serviço com duração de no mínimo 06 (seis) e no máximo 12 (doze) horas efetivas de trabalho.
§ 1º - Quando o policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário estiver trabalhando sob regime de escala, só serão considerados turnos adicionais àqueles que, tomando-se em conta o mês com duração de 30 (trinta) dias, excederem a 144 (cento e quarenta e quatro) horas mensais efetivas de turnos regulares.
§ 2º - Quando o policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário estiver trabalhando sob regime de expediente, só serão considerados turnos adicionais àqueles que excederem a 40 (quarenta) horas semanais efetivas de expedientes regulares.
§ 3º - Para os fins deste artigo, na aferição da duração efetiva de cada turno (regular ou adicional) ou expediente, não serão computados os períodos de descanso durante a jornada de trabalho.
§ 4º - O policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário que esteja trabalhando sob regime de escala não poderá realizar mais do que 96 (noventa e seis) horas efetivas de turnos adicionais a cada 30 (trinta) dias, observado o intervalo mínimo de 8 (oito) horas de repouso entre os serviços.
§ 5º - O policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário que esteja trabalhando sob regime de expediente não poderá realizar mais do que 72 (setenta e duas) horas efetivas de turnos adicionais a cada 30 (trinta) dias, observado o intervalo mínimo de 8 (oito) horas de repouso entre os serviços.
§ 6º - Durante o gozo de férias ou licença especial, será dado ao policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário, querendo, participar dos programas de que trata o art. 1º, realizando até 120 (cento e vinte) horas efetivas de turnos adicionais a cada 30 (trinta) dias, observado o intervalo mínimo de 8 (oito) horas de repouso entre os serviços.
§ 7º - A gratificação de encargos especiais será paga de acordo com a tabela abaixo, à vista da classificação funcional dos policiais civis, policiais militares, bombeiros militares e agentes penitenciários e da duração efetiva do turno adicional:
Nível A
Turno de 6 horas efetivas de trabalho = R$ 187,50
Turno de 8 horas efetivas de trabalho = R$ 250,00
Turno de 12 horas efetivas de trabalho = R$ 375,00
Nível B
Turno de 6 horas efetivas de trabalho = R$ 150,00
Turno de 8 horas efetivas de trabalho = R$ 200,00
Turno de 12 horas efetivas de trabalho = R$ 300,00
Nível C
Turno de 6 horas efetivas de trabalho = R$ 112,50
Turno de 8 horas efetivas de trabalho = R$ 150,00
Turno de 12 horas efetivas de trabalho = R$ 225,00
§ 8º - Nos casos previstos no inciso III, do Art. 1º, poderá o respectivo convênio estabelecer valores superiores aos previstos no § 7º deste artigo.
§ 9º - No pagamento da gratificação de encargos especiais, não se levará em conta as horas ou frações de horas excedentes ao turno (regular ou adicional) ou expediente decorrentes do atendimento a fatos ou situações que tenham início durante a jornada de trabalho, mas que exijam do policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário a sua presença até a conclusão da rotina operacional.
§ 10 - Caberá aos Secretários de Estado de Segurança, de Defesa Civil e de Administração Penitenciária, no âmbito das respectivas Pastas, classificarem cargos, postos e graduações para os fins do § 7º.
§ 11 - Os limites das Secretarias de Estado de Segurança, de Defesa Civil e de Administração Penitenciária e dos órgãos de que trata o § 7º do art. 2º para as despesas com turnos adicionais serão definidos pelo Governador do Estado em processos administrativos próprios à vista de requerimentos fundamentados dos titulares das Pastas, ouvida a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão sobre a existência de disponibilidade orçamentária e financeira.
§ 12 - Na fixação dos quantitativos mensais de turnos adicionais, os Secretários de Estado de Segurança, de Defesa Civil e de Administração Penitenciária deverão observar os limites de despesas de que trata o § 11.
Art. 4º - Os Secretários de Estado de Segurança, de Defesa Civil e de Administração Penitenciária editarão resoluções para regulamentar o Regime Adicional de Serviços (RAS) no âmbito das respectivas Pastas.
Art. 5º - Sem prejuízo do Regime Adicional de Serviços (RAS), ficam os Secretários de Estado de Segurança, de Defesa Civil e de Administração Penitenciária autorizados a instituir por Resolução, no âmbito das respectivas Pastas, Sistema de Compensação de Jornadas de
Trabalho, de modo que a execução de turnos extraordinários possa ser compensada com a dispensa de turnos ou serviços regulares ou a redução das respectivas cargas horárias, sem ônus para o Estado.
Parágrafo Único - Não serão computadas para os efeitos do caput as horas ou frações de horas excedentes a turnos ou serviços decorrentes do atendimento a fatos ou situações que tenham início durante a jornada de trabalho, mas que exijam do policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário a sua presença até a conclusão da rotina operacional.
Art. 6º - O agente público que sob qualquer forma contribuir para o pagamento de turnos adicionais fora dos limites e condições estabelecidas neste Decreto incorrerá em falta de exação de dever, respondendo administrativa, civil e penalmente perante o Estado do Rio de Janeiro.
Art. 7º - Este Decreto entrará em vigor na data da sua publicação.
Parágrafo Único - Os Decretos nº. 42.875, de 15 de março de 2011 e nº. 43.131, de 11 de agosto de 2011, continuam em vigor naquilo em que não conflitem com este Decreto.
Rio de Janeiro, 03 de abril de 2012.
SÉRGIO CABRAL
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

RIO DE JANEIRO: MOBILIZAÇÃO DOS POLICIAIS MILITARES E DOS BOMBEIROS MILITARES - É PRECISO APRENDER.

É preciso aprender que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros são constituídos por todos os seus Praças e Oficiais, ativos e inativos, assim como, por nossas famílias, inclusive as pensionistas. As corporações são o conjunto de todos nós e todas as mobilizações devem se preocupar com tal verdade, considerando que qualquer acordo celebrado deve beneficiar a todos nós.
Gratificações não interessam a todos nós.
Aumentos indiretos através de facilitações nas promoções não atendem a todos nós.
Melhoria na folga para trabalhar no bico não interessa a todos nós.
O que interessa a todos nós é AUMENTO DE SALÁRIO, aumento para os ativos, os inativos e as pensionistas.
Nunca esqueçam que a tendência de todos é ser inativo e quem morrer deixará a sua família para ser sustentada por uma pensionista.
O nosso discurso tem que ser na direção dos salários.
Todas as outras conquistas ficam em plano secundário.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 17 de dezembro de 2011

BOMBEIROS MILITARES - MOBILIZAÇÃO - OFICIAIS.

Prezados leitores, em 2007 um grupo de Oficiais e Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros deu início às mobilizações por melhores salários para os militares estaduais no Rio de Janeiro, uma luta que está em curso até a presente data, agora com a força dos Praças do Corpo de Bombeiros. No começo dessa verdadeira guerra por justiça - pois nada e ninguém pode justificar o fato de que os PMs e BMs do Rio de Janeiro recebem os piores salários pagos no Brasil para as duas categorias -, aconteceram reuniões na Associação dos Militares Estaduais do Rio de Janeiro (AME-RJ), onde chegaram a se reunir centenas de Oficiais da PMERJ e do CBMERJ, ativos e inativos. Na época, o idealismo e o destemor dos Oficiais era muito grande, sentimentos que faziam vibrar as paredes do velho e histórico Clube dos Oficiais.
Nos tristes dias que vivenciamos, inexplicavelmente, vemos o desaparecimento dos Oficiais da luta, tanto da Polícia Militar, quanto do Corpo de Bombeiros. 
Onde estarão aqueles Tenentes, Capitães, Majores e Tenentes Coronéis, hoje, Capitães, Majores, Tenentes Coronéis e Coronéis?
No caso da PMERJ é fácil de entender o sumiço, pois a corporação como um todo está inerte diante dos salários miseráveis que recebe. Oficiais Superiores que não se sentem ofendidos por receberem salários menores que os pagos para Graduados em outros estados federativos, citando um exemplo do absurdo atual. Tenentes que acham normal receberem menos que Sargentos da sua própria corporação, uma consequência do pagamento das gratificações, outro exemplo. Apesar dessas aberrações na Polícia Militar, no caso do CBMERJ a situação tem uma gravidade muito maior, pois além dos problemas serem os mesmos, temos uma inversão, pois quem está lutando pelos salários de todo efetivo são os Praças ao invés dos Oficiais, os quais tem o dever de inclusive proteger a tropa de exposições desse tipo, como sempre fizeram os Oficiais do passado.
Onde estão os Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que estiveram na AME?
Mudaram de profissão?
Morreram?
Perderam o idealismo, o destemor e o senso de vergonha?
Como não ombrear com a sua tropa na luta salarial, isso é um vexame.
Obviamente, os Oficiais podem não concordar com a forma como a mobilização está sendo conduzida, isso é um direito. Aliás, conheço muitos Praças que discordam da forma, mas o que os Oficiais não podem fazer é não participar da luta, isso é uma grande vergonha, uma imoralidade, uma desmoralização. Não sei como os inertes conseguem olhar nos olhos dos seus comandados e ainda transmitir ordens,  quando devem a eles os ganhos salariais que já receberam em razão da luta e os ganhos que poderão vir a receberem. 
É imprescindível a participação dos Oficiais. Os senhores que se organizem e decidam como lutar, mas deixar a luta só para os Praças é pura covardia. Ver dois ou três Oficiais serem execrados por estarem lutando ao lado da tropa, sendo transferidos a todo momento como se fossem peças de mobiliário e, ainda, punidos, sem nada fazer, caracteriza grave omissão. Ninguém deseja que os Oficiais subvertam a hierarquia e a disciplina, que liderem um levante, isso nunca, mas que pelo menos levantem a bunda das cadeiras e façam alguma coisa.
Senhores Oficiais do Corpo de Bombeiros, imaginem o que os seus Praças estão pensando dos senhores, certamente, coisa boa não é. No caso da Polícia Militar, todos sabem o que a tropa pensa da Oficialidade, isso é de domínio público, sendo muito triste.
Prezados Oficiais, infelizmente, na Polícia Militar a Oficialidade já perdeu o trem da história e não enxerga as mudanças que estão ocorrendo em todo Brasil nas lutas salariais das Polícias Militares e dos Corpo de Bombeiros, são raros os Oficiais que ainda se interessam pelos seus salários. Tal tragédia não pode se abater também sobre os Oficiais do CBMERJ, se isso ocorrer será o fim de todas as nossas esperanças.
Na condição de sócio vou tentar convencer o presidente da AME/RJ a disponibilizar o local para que os Oficiais possam se reunir, logo após o Natal, na semana de 26 a 30 DEZ 2011, para que no Ano Novo os senhores possam dar um grande presente para os Praças, participando (como considerarem conveniente) da luta por melhores salários.
Por derradeiro, na noite de Natal, quando estiverem reunidos com seus familiares, procurem imaginar o que estará servido na mesa dos familiares dos heróicos Soldados do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, que recebem R$ 1.200,00 por mês.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

FONTES SEGURAS AFIRMAM QUE PF AMEAÇA INVESTIGAR FIGURÕES DO GOVERNO SE NÃO TIVER AUMENTO DE SALÁRIO.

BLOG DO RVCHUDO:
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Fontes seguras afirmam que PF ameaça investigar figurões do Governo se não tiver aumento de salário.
Sem reajuste à vista , PF ameaça.
Setembro/2010 - CORREIO BRAZILIENSE -
O Ministério do Planejamento encerrou as negociações com delegados e agentes e nenhum reajuste foi proposto. Essa negativa acirrou os ânimos das duas categorias da PF, que estão se sentindo desprestigiadas pelo Palácio do Planalto. Muitos sindicalistas acreditam que uma greve será ineficaz, mas apostam na intensificação das operações contra a corrupção, causando constrangimento a autoridades das 3 esferas de Poder.

Governo rechaça aumentos a policiais federais e categoria pode fazer greve e ações contra integrantes da República - Executivo, Legislativo e Judiciário, principalmente a um governador da região sudeste sabidamente envolvido com corrupção bilionária, macomunado com empreiteiros "trilhardários". Esse tal governadsor está desprestigiado por seu partido político (PMDB) devido às constantes brigas que trava com o funcionalismo público fluminense, devido a salários vis que paga, encabeçando a lista dos insatisfeitos: professores e agentes de saúde, animados pelos Bombeiros-Militares, que acampam a meses na Assembléia Legislativa Estadual, devido ao salário pago ser o mais baixo do Brasil à essa categoria, e após o episódio lamentável de prisão arbitrária sofrida que comoveu o país, com ataque da tropa de elite do governo - o "BOFE" - à mais de 1.000 bombeiros e familiares (esposas e crianças) que manifestavam-se dentro do QG dos "vermelhinhos".
O vigoroso não ao reajuste salarial que os dirigentes das associações de delegados e de agentes da Polícia Federal receberam do Ministério do Planejamento escancarou a crise de comando e de prestígio em que a instituição está mergulhada. Depois de pelo menos cinco reuniões marcadas e canceladas pelo governo (no melhor estilo do vencer pelo cansaço) em um mês, o secretário de Recursos Humanos do Planejamento, Duvanier Ferreira, encerrou as negociações, fechando as portas para qualquer reajuste neste ano e em 2012 para a PF. O atual diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra, está em baixa no Palácio do Planalto e sua substituição é questão de tempo.
A avaliação da presidente Dilma Rousseff é de que a instituição está sem controle. Tanto que cogitou nomear um militar para a PF com a missão de botar ordem na casa. Ela expressou esse desejo no auge do desgaste gerado pela Operação Voucher, no início de agosto, que resultou na prisão de 36 pessoas, entre elas, o então secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa da Silva. Pressionados pelos partidos aliados, a presidente e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao qual a PF está subordinada, pediram a punição de membros da corporação responsáveis pela exposição à mídia dos presos algemados. Cardozo também reclamou de não ter sido avisado da operação que tinha membros do alto escalão do Turismo na mira.
As ameaças de intervenção de Dilma se amplificaram na PF depois de o Planejamento se negar a conceder reajustes aos servidores. A negativa foi vista como uma falta de prestígio e de descaso do governo com a corporação. Maiores defensores desse ponto de vista, os delegados ameaçam fazer greve, mas a própria categoria avalia que os únicos que realmente podem fazer barulho e chamar a atenção são os agentes, ao parar as atividades nos já caóticos aeroportos brasileiros. Os mais radicais têm sugerido que a PF pressione o governo com o estouro de operações de investigação contra cabeças graúdas da República.
Ânimos exaltados
Em notas, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) rebateu as críticas do governo ao uso das algemas nos presos da Operação Voucher. A entidade também reclamou dos cortes no orçamento do órgão e da falta de reajuste salarial. Tais posicionamentos só serviram para inflamar os ânimos no Planalto, que não se conforma com a afronta da corporação.
A análise do governo é de que, no meio da batalha declarada pelos servidores da PF, está a eleição para a direção da Associação dos Delegados, marcada para o fim deste ano. Ao não conseguir os reajustes para seus associados, a atual diretoria da entidade ficou sem bandeira para garantir um novo mandato. Depois de muita insistência, o ministro da Justiça recebeu as lideranças sindicais no último dia 29 e prometeu alguns afagos, como a gratificação para a fixação de policiais nas fronteiras e a reestruturação de funções administrativas, de impacto financeiro baixo. O que não agradou nada, pois não beneficiará a toda a PF e a política vil de gratificações que não incorporam aos salários e não se estendem aos inativos.
O Sindicato Nacional dos Delegados da PF (Sindepol) informou que a briga da entidade é pela instituição da Compensação Securitária por exercício de atividade de risco, prevista em proposta de emenda constitucional que tramita no Congresso, com a qual o governo já teria concordado em pagar.
Desprestígio é claro
A falta de interlocução entre a cúpula do governo e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Coimbra, não vem de hoje. Em fevereiro último ele tentou e não conseguiu emplacar o delegado Sérgio Menezes para a Diretoria de Administração e Logística Policial, cargo estratégico na organização, pois dá suporte às operações deflagradas no país inteiro. Mas tanto o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, quanto a Casa Civil ignoraram o fato e não deram satisfação. O cargo está vago até hoje.
Concurso à vista
A Polícia Federal deve abrir 500 vagas neste ano por meio de concurso público e outras 500 em 2012. Foi o que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou aos líderes sindicais. Ele não disse, porém, quantos postos serão destinados a delegados. A última seleção para a instituição foi em 2004. O curioso é que o ministro ouviu dos dirigentes sindicais que deveria ofertar poucas vagas para valorizar mais o cargo, a exemplo do que ocorre na magistratura e no Ministério Público.
Vem chumbo grosso por aí, porquê é sabido que inventaram a tal crise mundial (que NÃO se comprovou ser verídica em sua dimensão e que muito menos afetará o Brasil) como desculpa para desprestigiar, "com razão", a todas as categorias de funcionalismo público essenciais ao povo brasileiro. Já as autoridades maiores do Executivo, Legislativo e Judiciário se "auto-aumentam" a bel prazer, em índices astronômicos, em deboche aos demais trabalhadores públicos. Mas parece que isso terá um fim. Façam suas apostas. Quem viver verá.
Autor(es): » ANA D'ANGELO
Correio Braziliense - 06/09/2011
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 3 de setembro de 2011

BRIGADIANOS (POLICIAIS MILITARES) PROTESTAM DURAMENTE NO RIO GRANDE DO SUL.

EMAIL RECEBIDO:

RS: Protestos chegam à Capital: PMs colocam fogo em pneus na Avenida Mauá, no Centro.

Protestos chegam à Capital: PMs colocam fogo em pneus na Avenida Mauá, no Centro.
Uma das faixas encontradas no local fazia referência ao governador Tarso Genro
Os protestos de policiais militares por melhores salários chegaram à Capital na madrugada desta quinta-feira. Uma série de pneus foram queimados na Avenida Mauá, esquina com a Rua Carlos Chagas, no centro de Porto Alegre, por volta de 2h30min.
Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), duas faixas laterais ficaram bloqueadas no local e o Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas. Foram encontradas duas faixas com manifestações dos oficiais. Em uma delas, os dizeres: "Governador: chega de esmola. Salário digno já".

Uma das faixas ameaça: "A Brigada vai parar"
Foto: Lauro Alves

A onda de bloqueios de rodovias com pneus em chamas aumentou a tensão em torno da negociação salarial entre governo e a entidade que representa os soldados da Brigada Militar.
Depois de apoiar sete protestos e acertar uma trégua, a Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), entidade que representa servidores de nível médio da BM, perdeu o controle sobre os incendiários que voltaram a trancar estradas.
Na sexta-feira, em reunião no Piratini, o presidente da Abamf, Leonel Lucas, empenhou a palavra, garantindo o fim das manifestações, pelo menos, até o próximo encontro com o governo, agendado para a tarde de quarta-feira.
Outros ataques:
Um protesto interrompeu parcialmente o trânsito em uma rodovia do Estado. Na madrugada de quarta-feira, em Rosário do Sul, na Região Central, pneus foram queimados no km 471 da BR-158 (Rosário do Sul-Santana do Livramento). Das 3h20min às 4h, os veículos que passaram pelo local tiveram de usar o acostamento para seguir viagem.

Queima ocorreu no km 471 da BR-158
Foto: Divulgação/PRF

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ficou no local monitorando o trânsito até as chamas se apagarem, momento em que os pneus foram retirados da pista. Ao lado da rodovia, foi colocada uma faixa com questionamentos ao governo Tarso Genro a respeito do salário dos policiais militares.
Houve protesto também em São Luiz Gonzaga, nas Missões. Pneus foram queimados na BR-285, no km 565, por volta de 23h30min de terça-feira.
Em Caçapava do Sul, uma faixa foi colocada na terça-feira, na entrada da cidade, também em protesto por melhores salários para os PMs.
A BR-386 ficou completamente bloqueada em Canoas, na Região Metropolitana, por uma pilha de pneus que foram incendiados por volta das 4h de terça-feira. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou a liberação da pista cerca de 45 minutos depois do incidente.
Em Alegrete, na Fronteira Oeste, o protesto ocorreu no Km 571 da BR-290. A rodovia não chegou a ser bloqueada, mas pneus também foram queimados. Já na BR-471, em Santa Vitória do Palmar, na Região Sul, o bloqueio ocorreu na noite de segunda-feira.

Pneus foram queimados na BR-471, no sul do Estado
Foto: PRF, Divulgação

Na madrugada de segunda-feira, em Lajeado, os bombeiros precisaram ser chamados às 2h20min, no km 337 da BR-386. Sobre parte da via queimavam 10 pneus, obrigando os veículos a trafegarem em meia-pista. Ao lado dos pneus, uma faixa estendida falava do salário dos policiais militares no Vale do Taquari, remetendo o protesto aos outros feitos no Estado, que reivindicam aumento salarial aos policiais.

Protesto deixou trânsito em meia-pista na BR-386
Foto: PRF, Divulgação

Logo depois da meia-noite, em Santiago, na Região Central, no km 402 da rodovia Santiago — São Borja (BR-287). Os pneus colocados no centro da pista foram queimados, deixando no entanto, passagem pelas laterais para os veículos.

Cartaz de campanha salarial de PMs foi colocado na via
Foto: PRF, Divulgação

Na madrugada da última quarta-feira, três rodovias gaúchas foram alvo de queima de pneus. A autoria das manifestações é atribuída a policiais militares em campanha salarial.
O fogo produzido pela queima de pneus às margens da rodovia Erechim — Concórdia (BR-153) também surpreendeu os motoristas que passavam pela via às 4h30min desta quarta-feira. Ao lado, uma faixa de protesto reclamava do salário pago aos policiais militares.

Fogo não chegou a interromper o trânsito em Erechim
Foto: Alderi Bertuzzi

A rodovia Ivoti — Novo Hamburgo (BR-116) ficou interditada por uma hora, no km 232, em Estância Velha. Os pneus, espalhados por toda a extensão da rodovia pegaram fogo desde as 5h da manhã. Ao lado dos pneus, uma faixa estendida fazia referência ao piso salarial nacional dos policiais militares.

Pneus foram queimados também em Estância Velha
Foto: PRF, Divulgação

Em Santa Rosa, no noroeste do Estado, pneus foram incendiados por volta das 23h de terça-feira. O fogo provocou bloqueio da ERS-344, no km 46, saída para Giruá. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, o trânsito ficou interrompido por cerca de 1h30min. Na entrada da cidade, uma faixa alerta para os baixos salários recebidos pelos policiais militares no Estado.

Faixa foi colocada na entrada de Santa Rosa
Foto: Frani Centenaro

Na última segunda-feira, cerca de 30 pneus foram incendiados na BR-285, em Passo Fundo, no norte do Estado. Faixas alusivas ao salário dos policiais também foram colocadas na via. Manifestação semelhante já havia sido feita em Frederico Westphalen, também no Norte, no dia 4 de agosto. A polícia investiga a autoria dos protestos.
Fonte: Zero Hora / Blog do Capitão Assumção
COMENTO:
O que está levando a realização de protestos tão contundentes por parte dos Brigadianos?
Certamente, não é o fato da tropa ser indisciplinada, pois não é.
Aqui do Rio, distante dos fatos, penso que tais ações sejam o reflexo:
- Do descaso governamental para com os Policiais Militares do Rio Grande do Sul, os quais também recebem salários miseráveis.
- Da cultura cidadã do povo gaúcho, habituado a lutar por seus direitos.
- Do fato da tropa da Brigada não estar contaminada pela "banda podre", como ocorre no Rio de Janeiro, por exemplo, o que desmobiliza por completo para a luta por melhores salários.
- Do desespero diante das enormes dificuldades financeiras enfrentadas por quem vive do salário e do "bico".
Posso (devo) estar errado, pois não tenho os melhores elementos para avaliar, mas penso que esses sejam os fatores para uma reação tão forte.
Só nos resta apoiar os Brigadianos e torcer para que a luta continue, mas que não ocorram excessos que possam conduzir ao fracasso.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 23 de abril de 2011

BOMBEIROS MILITARES - MOBILIZAÇÃO - PRAIA DO LEBLON - POSTO 12.

Os Bombeiros Militares estão concentrados na Praia do Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, exatamente na esquina da rua onde reside o governador Sérgio Cabral. Eles querem ser recebidos por Cabral e prometem continuar com a mobilização até que isso aocnteça.
Eu acredito neles!
Penso que o governador também deva acreditar.
Em assembléia, decidiram que é prioritária a anulação das 36 transferências.
O Governo Sérgio Cabral já colocou a Polícia Militar para impedir que os Bombeiros Militares acessem a rua onde fica situado seu apartamento. Existem quatro viaturas em um trecho de 200 metros, uma a cada 50 metros.
Enquanto isso, nas ruas da Zona Norte, Zona Oeste, Baixada Fluminense, São Gonçalo, ..., salve-se quem puder.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 21 de abril de 2011

OS BOMBEIROS DEIXARAM OS POLICIAIS MILITARES DE CARA PARA O GOL.

Penso que ainda estou sobre o efeito da vitória do Fluminense para atribuir esse título a um artigo no qual tratarei de algo de suma importância para o sucesso da nossa luta salarial.
É hora dos Policiais Militares se mexerem, os Bombeiros deram o pontapé inicial.
Desde 2007 eu tenho escutado as mais variadas desculpas dos Policiais Militares para não participarem das nossas mobilizações, as quais escuto, mas não aceito, pois policial não pode ser passivo e omisso, muito pelo contrário.
Ontem, em frente ao Palácio Guanabara, foi informado pelos Bombeiros Militares que a partir das 08:00 horas desta quinta-feira, os integrantes dos Grupamentos Marítimos iniciaram um aquartelamento. Eles morarão nos quartéis, saindo apenas para tirar os serviços.
No início da noite soube que outros quartéis iriam aderir, gerando um movimento em toda o Corpo de Bombeiros. Um movimento que ainda pode agregar a presença também dos familiares nos quartéis, onde fariam todas as refeições, como já ocorreu em outros estados.
Caso ecloda tal aquartelamento por parte dos Bombeiros Militares, surge de imediato uma pergunta:
- E agora, Policiais Militares?
Os Bombeiros estão agindo para mudar a nossa triste situação salarial e os Policiais Militares, o que farão?
Se omitirão e continuarão passivos?
Espero que não, pois se os Bombeiros continuarem lutando e os Policiais Militares não, penso que devo começar a pensar que os PMs estão ganhando bem até demais.
É hora de união.
O Fluminense não foi brilhante, mas foi eficaz.
É hora de vencer!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 20 de abril de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

RIO - BOMBEIROS MILITARES - NOVO ATO - AMANHÃ - LARGO DO MACHADO - 13:00 HORAS.

O GLOBO
Governador não recebe manifestantes bombeiros guarda-vidas

RIO - Os organizadores da manifestação promovida pelos bombeiros guarda-vidas no domingo (17/04) na praia de Copacabana, em prol de aumento salarial e melhores condições de trabalho, resolveram cancelar a paralização simbólica que fariam na quinta-feira, dia de Tiradentes, em que iriam trabalhar sem farda.
- O governador Sérgio Cabral foi omisso, não nos recebendo nem ontem nem hoje para conversar sobre nossas reivindicações. Mas diante de todo o apoio que recebemos da população em nossa caminhada pacífica de domingo, decidimos retribuir e nos apresentaremos para trabalhar normalmente no feriado inteiro, trajando nossas fardas - disse o cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, um dos líderes do protesto. - A população pode curtir sua praia tranquila pois, mesmo se o governo do estado não atender a nenhuma de nossas reivindicações, nós não faltaremos ao nosso dever. Não seremos omissos com o povo do mesmo modo como o governador foi omisso com os bombeiros guarda-vidas.
Amanhã, às 13h, está mantida a caminhada pacífica de protesto, partindo do Largo do Machado, rumo ao Palácio Guanabara, para tentar uma audiência com Cabral.
- Já que não nos procuraram, iremos até lá para conversar com o governador. E estamos muito otimistas de que ele nos receberá - complementou Daciolo.
Os manifestantes reivindicam a redução do número de parcelas do aumento proposto pelo governo, de 48 para 12 parcelas, além do fim da gratificação, com aumento efetivo dos salários. Mas, caso mantida, querem que a gratificação dos guarda-vidas seja equiparada à concedida ao Bope e à Core, unidades da PM. Pleiteiam também por auxílio transporte e pela melhoria das condições de trabalho.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: O SOFRIMENTO DOS FAMILIARES DOS BOMBEIROS MILITARES.

O depoimento corajoso de uma ESPOSA de um Bombeiro Militar.

O depoimento de uma VIÚVA de Bombeiro Militar:

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 18 de abril de 2011

RIO DE JANEIRO - PROTESTO DOS BOMBEIROS MILITARES - DENÚNCIA.

Os Bombeiros Militares fizeram várias denúncias sobre as péssimas condições de trabalho durante o ato realizado ontem, na Praia de Copacabana.
O GLOBO
"(...) Trabalhamos o dia inteiro no sol e não temos nem filtro solar. O pouco que usamos recentemente foi sobra de um curso e está com data de validade vencida. Colegas nossos estão com câncer de pele. E não temos nadadeiras, rescue-tubes (boia especial para salvamento), nem pocket-masks (máscaras de ventilação para uso em afogados) - reclama um manifestante. - Não dispomos de viaturas, jet-skis, quadriciclos e nem ao menos de binóculos. Os postos de salvamento são inadequados e a nossa escala, que é de 12 por 36h, é altamente nociva à saúde. E os guarda-vidas de fora da capital não têm lugar para trabalhar, para se alimentar e nem para ir ao banheiro. (...)".
É hora dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares denunciarem além dos salários miseráveis, as péssimas condições de trabalho.
Vídeos e fotos devem ser encaminhados para a mídia.
Colocamos o blog à disposição para publicação.
Assistam a esse vídeo onde fica evidente o descaso da Polícia Militar com as condições de trabalho dos Policiais Militares:


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 17 de abril de 2011

ATO DOS BOMBEIROS MILITARES - REPERCUSSÃO - O GLOBO.

JORNAL O GLOBO
Protesto dos guarda-vidas militares em Copacabana
Plantão | Publicada em 17/04/2011 às 14h30m
Carlos Alberto Teixeira

RIO - Guarda-vidas e representantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar realizaram hoje pela manhã um protesto na orla de Copacabana, na Zona Sul da cidade. O objetivo dos manifestantes, todos não-fardados, foi serem recebidos amanhã ou terça-feira pelo governador Sérgio Cabral para discutir aumento salarial e melhores condições de trabalho, principais reivindicações da classe.
No próximo dia 21, feriado de Tiradentes, os guarda-vidas de todo litoral do estado farão uma paralisação simbólica. Nesse dia, eles vão trabalhar sem farda, convocando até o contingente de folga, mas garantiram que a população não ficará desguarnecida.
Os militares se dividiram em dois grupos no protesto, um deles percorrendo o calçadão e o outro a areia, distribuindo folhetos em que pedem o apoio da população e divulgam o site do movimento, (sosguardavidas.com). Se não conseguirem ser ouvidos pelo governador, os manifestantes pretendem realizar novo protesto na quarta-feira. A concentração, caso se verifique, está prevista para as 13h, no Largo do Machado, de onde pretendem seguir em caminhada até ao Palácio Guanabara.
O movimento tinha fretado no Rio um avião que circularia pela orla hoje levando uma faixa informativa com os dizeres "Bombeiros pedem socorro". No entanto, segundo informações, na tarde de sábado, o comando do Corpo de Bombeiros impediu o voo e confiscou a faixa. Para o movimento não fracassar, os manifestantes contrataram um segundo avião, desta vez em Maricá, na Região Metropolitana do estado, e confeccionaram uma segunda faixa. O voo acabou acontecendo por volta do meio-dia na orla da Zona Sul.
- Nosso protesto é uma reação à política do governo do estado que insiste em desrespeitar, desvalorizar e desmerecer o trabalho dos bombeiros. O movimento nada tem a ver com a postura dos comandantes das unidades operacionais. E mais, não estamos contra a população, pelo contrário, nossa missão é salvar vidas e precisamos do apoio da coletividade - diz o cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, um dos manifestantes.
Os guarda-vidas prepararam um manifesto que foi encaminhado, com protocolo, ao COI, aos Deputados Federais e aos presidentes da Câmara, Deputado Marco Maia, e do Senado, Senador José Sarney.
No documento, a primeira revindicação dos manifestantes é a redução do número de parcelas do aumento proposto pelo governo, de 48 para 12 parcelas. A demanda seguinte é a equiparação da gratificação dos guarda-vidas à concedida ao Bope e ao Core, unidades especializadas da PMERJ e PCERJ. O terceiro ponto é a reivindicação ao auxílio transporte e o quarto é a melhoria das condições de trabalho.
-Trabalhamos o dia inteiro no sol e não temos nem filtro solar. O pouco que usamos recentemente foi sobra de um curso e está com data de validade vencida. Colegas nossos estão com câncer de pele. E não temos nadadeiras, rescue-tubes (boia especial para salvamento), nem pocket-masks (máscaras de ventilação para uso em afogados) - reclama um manifestante. - Não dispomos de viaturas, jet-skis, quadriciclos e nem ao menos de binóculos. Os postos de salvamento são inadequados e a nossa escala, que é de 12 por 36h, é altamente nociva à saúde. E os guarda-vidas de fora da capital não têm lugar para trabalhar, para se alimentar e nem para ir ao banheiro. Queremos também que não haja, contra nós que estamos participando do movimento, qualquer retaliação, tal como expulsão, prisão, suspensão ou remoção.
O comando da corporação colocou observadores no local do protesto, um deles munido de câmera fotográfica, com o objetivo de identificar os participantes do movimento. "Por estarem sem farda e de folga, esses militares não estão cometendo qualquer infração. Mas caso provoquem algum distúrbio, precisamos estar munidos de informações a respeito", disse um dos observadores.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO DE JANEIRO - ATO DOS BOMBEIROS MILITARES - REPRESSÃO.

Não vou perder tempo repetindo que não existe qualquer transgressão ou crime de qualquer natureza por parte do Policial Militar e do Bombeiro Militar que participa desarmado, em trajes civis e estando de folga, de atos cívicos e democráticos, como o que foi realizado neste domingo, vamos tratar de algo mais importante: a repressão.
Pelo que soube ocorreram aquelas conhecidas reuniões castrenses onde é desaconselhado o comparecimento. Isso é natural, infelizmente os comandos ombreiam com o governo, cabe ao Bombeiro Militar e ao Policial Militar decidir sobre a sua participação ou não. A BM/2 se fez presente ostensiva e reservadamente, fez o serviço que lhe cabe, não causando qualquer problema para os mobilizados.
Comentários no curso do ato deram conta que Bombeiros Militares teriam alugado um avião para circular pela orla com uma faixa. O comando ao tomar conhecimento, reprimiu essa iniciativa. Oficiais do CBMERJ teriam comparecido na empresa e orientado ao proprietário que não alugasse o avião, inclusive a faixa teria sido apreendida pelos Oficiais. Penso que esse caso mereça ser apurado devidamente, considerando que constitui ato eivado de ilegalidade, caso tenha ocorrido conforme o comentado.
Apesar dessa repressão, os Bombeiros Militares não desistiram, mandaram fazer uma nova faixa e alugaram avião de outra empresa, o qual percorreu a orla do Rio de Janeiro levando o pedido de socorro dos Bombeiros Militares.
A melhor resposta para a repressão é o comparecimento em massa no próximo ato:
Data: 20 ABR 2011.
Horário: 13:00 horas.
Local: Largo do Machado.
Divulguem e compareçam.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO DE JANEIRO - ATO DOS BOMBEIROS MILITARES - COPACABANA.

A mobilização dos Bombeiros Militares na Praia de Copacabana foi um sucesso, embora o número de presentes não tenha sido o esperado, certamente as "orientações" para não comparecimento ecoaram nos quartéis.
O ato não foi exclusivo dos Guarda Vidas, Bombeiros Militares de diferentes quartéis compareceram, demonstrando que a luta é da categoria.
Eles realizaram uma panfletagem na areia e no calçadão de Copacabana com o objetivo de conscientizar a população sobre a gravidade da situação vivenciada pelos heróicos Bombeiros Militares.
Foi alugado um avião que percorreu a orla marítima do Rio de Janeiro transportando uma faixa na qual os Bombeiros Militares pedem socorro à população fluminense.
Infelizmente, nenhuma associação de classe dos Bombeiros Militares compareceu ao evento.
Alguns Policiais Militares compareceram apoiando os Bombeiros, inclusive um integrante do Movimento Luz Azul.
O próximo ato será no dia 20 ABR 2011, às 13:00 horas, no Largo do Machado.
Os Bombeiros Militares esperam ser recebidos pelo governador Sérgio Cabral, quando apresentarão suas solicitações, resta esperar que o governador os receba.
Divulguem, compareçam e exerçam a sua cidadania.


JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

CAMINHADA DOS BOMBEIROS MILITARES - HOJE - 09:00 HORAS - COPACABANA.

CAMINHADA DOS BOMBEIROS MILITARES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
DATA: 17 ABR 2011 (HOJE).
LOCAL: Copacabana (Posto 6).
HORÁRIO: 09:00 horas (Concentração).
Divulguem e compareçam.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 16 de abril de 2011

RICARDO GAMA EM AÇÃO - A VOZ QUE QUEREM CALAR.

Em uma caminhada pela aprovação da PEC 300 no Rio de Janeiro, o valente Ricardo Gama entrevista o deputado estadual Wagner Montes (PDT).

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

RIO DE JANEIRO - GUARDA VIDAS - MANIFESTO DA DIGNIDADE.

BLOG SOS GUARDA VIDAS.
Quinta-feira, 14 de abril de 2011
MANIFESTO DA DIGNIDADE!

Primeiramente, gostaríamos de esclarecer que este manifesto não tem nenhuma relação com a postura dos comandantes das unidades operacionais! Na verdade, esta é uma reação frontal a política do atual governo que insiste em desrespeitar, desvalorizar e desmerecer o trabalho dos bombeiros. Diante disso, nós, os guarda vidas decidimos anunciar a paralisação das nossas atividades a partir da quinta feira, dia 21/04/2011(feriado Tiradentes e da semana santa). A princípio, temos quatro reinvindicações e lutaremos implacavelmente pelos nossos propósitos! Vale lembrar, que este manifesto já foi encaminhado aos Deputados estaduais, à mídia (revistas, jornais e sites), ao COI, e aos Presidentes da Câmara e do Senado Federal, Deputado Marco Maia e Senador José Sarney, respectivamente.
* A primeira reinvindicação é pela redução do número de parcelas do aumento proposto pelo governo: de 48 parcelas para 12!
* A segunda reinvindicação é pela equiparação da gratificação dos guarda vidas ao Bope e Core, unidades especializadas da PMERJ e PCERJ, respectivamente. Os guarda vidas também fazem parte da elite do estado, haja vista o FATO de nenhuma outra tropa ser capaz de realizar o nobre e árduo serviço de salvamento no mar. Em casos de emergências policiais, o estado pode solicitar a Força Nacional, o Exército, a Marinha e a Aeronáutica; mas e os Guarda Vidas, quem substituirá?
* A terceira reinvindicação é o auxílio transporte! O atual governo, além de pagar o segundo pior salário do Brasil (R$950,00), expõe seus funcionários a humilhante necessidade de pedir carona dentro dos ônibus, trens e metrôs! Por isso, contamos com a compreensão das autoridades para concessão imediata deste direito básico de todo e qualquer trabalhador!
* A quarta reinvindicação é por melhores condições de trabalho! Os Guarda Vidas do RJ estão abandonados pelo Estado! Não temos materiais apropriados para proteção individual; postos de salvamento adequados; nadadeiras, rescuetubes e pocketmasks suficientes; viaturas para ativação e desativação do serviço (micro-ônibus decente); não temos jet-skis, quadriciclos, nem binóculos. Os Guarda Vidas do interior estão sem infraestrutura básica, sem um lugar apropriado para trabalhar, fazer suas necessidades e se alimentar. A escala (12h por 36h) é extremamente nociva à saúde, pois não possibilita, em hipótese alguma, a recuperação plena (física e emocional) desses profissionais. A exposição prolongada à radiação solar tem causado diversos problemas dermatológicos, inclusive câncer de pele. Além disso, temos lesões ortopédicas, oftálmicas e auditivas frequentes ocasionando uma redução considerável na vida útil desses profissionais! Anualmente, realizamos milhares de salvamentos e precisamos de uma estrutura mínima de trabalho para que possamos oferecer um serviço ainda melhor à população e aos turistas que visitarem nosso estado!
Acreditamos, sinceramente, que o governo pode e deve negociar as nossas reivindicações, pois o que estamos pedindo é um tratamento igualitário e respeitoso por parte do Governador. Estamos desesperados, passando necessidades e apesar do amor à profissão não aguentamos mais! Por isso, esperamos a sensibilização do governo diante das reivindicações, a fim de impedir que o feriado de Tiradentes e da semana santa seja marcado por uma verdadeira tragédia de repercussão nacional e internacional (copa de 2014 e olimpíadas de 2016), haja vista o número expressivo de salvamentos que realizamos nos finais de semana e feriados (em torno de 300 registrados) na orla carioca. Esperamos o pronunciamento das autoridades e garantimos que a retaliação contra qualquer militar, por parte dos comandantes, acarretará na manutenção da paralisação! Chega de mendigar, queremos dignidade!
Guarda Vidas do Rio de Janeiro.
ATO PÚBLICO.
DATA: 17 ABR 2011 (domingo).
HORÁRIO: 09:00 horas.
LOCAL: Praia de Copacabana (Posto 6) - Concentração.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 9 de abril de 2011

SEMPRE A POLÍCIA.

EMAIL RECEBIDO:
SEMPRE A POLÍCIA...

Se o mandado de prisão demora a sair, a culpa é da policia.
Se o bandido desaparece, a culpa é da policia.
Se o bandido é morto durante tiroteio, a polícia é culpada: “coitado do criminoso! "
Se sobrevive, a polícia é inoperante, pois "deveria ter acabado com ele".
Se a polícia age com rigor para manter a ordem, é truculenta.
Se não age com rigor, é muito “mole”, ineficiente.
Se a polícia estava presente na hora do fato, é cúmplice
Se não estava, é omissa.
Se revista um suspeito, desrespeita o direito do cidadão.
Se não revista, "faz vista grossa".
Se prende pobre, é injusta.
Se prende rico, é “porque quer aparecer".
Se prende um ladrão, tem que apresentar provas.
Se o criminoso acusa o policial de tortura, extorsão e roubo ele é preso e expulso mesmo sem provas.
Se erra, é incompetente.
Se acerta, não fez mais que a obrigação.
Se está na unidade, é folgado.
Se está nas ruas, está passeando.
Ser Policial no Brasil com péssimos Salários, mais que sobreviver a miséria, é um exercício de bravura , risco permanente sem o apoio moral e institucional, sem reconhecimento; padecendo do abandono, da discriminação, da injustiça, da indignidade, da negligência do Estado contaminado pela ação nefasta da política.
Pergunte-se:
"A quem interessa uma polícia deficiente e desmotivada?

(autor não informado).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ - BERENICE SEARA.

JORNAL EXTRA
EXTRA, EXTRA!
"Quis o destino que o herói do massacre de Realengo fosse o Sargento Márcio Alves, um Policial Militar. Não um homem do BOPE ou da UPP estrelas do cinema e das campanhas do estado. Mas, sim, um PM do trânsito - que desde o início do governo Sérgio Cabral, foi sumariamente retirado da função em prol de um suposto aumento do efetivo no policiamento ostensivo.
À despeito da gritaria na época de que um homem no trânsito, faz também policiamento ostensivo...
Berenice Seara
COMENTO:
Os Policiais e os Bombeiros Militares são heróis, não importa a sua lotação ou a função de desempenham, pois durante 24 horas, diariamente, de serviço ou de folga, estão prontos para defender a população mesmo com o sacrifício da própria vida.
Fugir dessa verdade significa se afastar da realidade do cotidiano.
O governador Sérgio Cabral precisa conhecer esse fato é parar que querer diferenciar heróis para atender seus interesses eleitoreiros.
Por fim a política absurda de gratificar alguns e passar a valorizar todos através de salários é o primeiro passo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO