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quinta-feira, 29 de março de 2012

IMPRENSA LIVRE, QUANDO VIVEREMOS TAL REALIDADE?

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
LUCIDEZ, RECUSA, IRONIA E OBSTINAÇÃO: OS 4 PILARES DA IMPRENSA LIVRE!
Ilustríssima - Folha de SP (25). Trechos do Manifesto de Albert Camus publicado no "Soir Républicain" em Argel, em 25/11/1939, esquecido e que só agora foi republicado pelo Le Monde em 18/03/2012.
1. A LUCIDEZ pressupõe a resistência aos movimentos do ódio e ao culto da fatalidade. Essa visão clara das coisas exclui o ódio cego e o desespero que deixa estar. Um jornalista livre, não se desespera e luta pelo que acredita ser verdadeiro como se a sua ação pudesse influenciar o curso dos acontecimentos. Não publica nada que possa incitar ao ódio ou provocar o desespero. Tudo isso está em seu poder.
2. A RECUSA. Em face da maré de besteiras, é preciso igualmente opor algumas recusas. Nenhuma das limitações do mundo leva um espírito um pouco limpo a aceitar ser desonesto. Ora, por menos que conheçamos o mecanismo das informações, é fácil nos assegurarmos da autenticidade de uma notícia. É a isso que um jornalista livre deve dedicar a sua atenção. Pois, se ele não pode dizer o que pensa, pode não dizer o que não pensa ou o que acredita ser falso. E é assim que se mede um jornal livre: tanto pelo que diz como pelo que não diz. Essa liberdade bem negativa será, de longe, a mais importante de todas, se soubermos mantê-la.
3. A IRONIA. A ironia permanece como uma arma sem precedentes contra os poderosos demais. Ela completa a recusa na medida em que permite não rejeitar o que é falso, mas muitas vezes dizer o que é verdadeiro. Um jornalista livre, em 1939, não tem muitas ilusões sobre a inteligência daqueles que o oprimem. Ele é pessimista no que diz respeito ao homem. A cada dez verdades ditas em tom dogmático, nove são censuradas. Essa disposição ilustra com bastante exatidão as possibilidades da inteligência humana. Um jornalista livre, em 1939, é, portanto necessariamente irônico, ainda que, volta e meia, a contragosto. Mas a verdade e a liberdade são amantes exigentes, pois têm poucos apreciadores.
4. A OBSTINAÇÃO. Com essa atitude de espírito brevemente definida, é claro que ela não se poderia sustentar de modo eficaz sem um mínimo de obstinação. Não são poucos os obstáculos à liberdade de expressão. Não são os mais graves deles que poderão desencorajar um espírito. É preciso reconhecer, porém, que há obstáculos desencorajadores: a constância na tolice, a covardia organizada, a ininteligência agressiva e por aí vai. Eis o grande obstáculo sobre o qual é preciso triunfar. A obstinação é aqui uma virtude cardeal. Por um paradoxo curioso, porém óbvio, ela se põe a serviço da objetividade e da tolerância.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 25 de março de 2012

BRASIL: A RELAÇÃO ENTRE O GOVERNO ANUNCIANTE E A IMPRENSA.

O jornal O Globo publica nesse domingo um interessante artigo sobre as relações dos governos com a imprensa (Mundo - página 48):
"IMPRENSA E GOVERNOS DUELAM NO CONTINENTE" (Leiam)
No que diz respeito à situação no Brasil, Jaime Cordero (Do El Comercio) foi econômico, pois resumiu os problemas à censura por parte do poder judiciário e aos casos de assassinatos de jornalistas, três somente em 2012. Ele esqueceu de um grande problema que afeta diretamente a liberdade de imprensa e que está em fase de expansão: a presença do governo como o principal ou um dos principais anunciantes (patrocinadores) da mídia.
Salvo melhor juízo, isso é censura, tendo em vista que surge um cerceamento natural quando os temas a serem abordados desagradam ao governo, incomodam o principal anunciante, que pode simplesmente não anunciar novamente.
Penso que o Rio de Janeiro seja o estado mais afetado por esse problema, diante da postura da grande mídia com relação aos fatos que envolvem diretamente o governo estadual, embora, vez por outra, apareçam exceções, como o caso das firmas que fraudam licitações por aqui.
O caso mais recente e, talvez, o mais flagrante, trata-se do encarceramento ilegal dos Policiais Militares e Bombeiros Militares em Bangu 1. Um grande fato jornalístico com todos os seus ingredientes, pois crimes foram praticados pelo governo contra heróis (PMs e BMs) que arriscam a própria vida diariamente em defesa da população e as provas são fartas.
Em qualquer lugar do mundo, uma imprensa livre estamparia isso na primeira página e noticiaria em todas as redes de rádio e televisão, pois o governo não pode cometer crimes impunemente, ação típica das piores ditaduras. No Rio de Janeiro, essa parte do problema, ou seja, a prática de crimes pelo governo, foi simplesmente engavetada, embora a nossa ida para Bangu 1 e a nossa saída tivesse sido anunciada. Aliás, o governo ainda se saiu como bom moço na imprensa, pois noticiaram que o governo pediu a nossa transferência. Algo como alguém que mandasse cortasse a cabeça de uma opositor, dias depois mandasse que ela fosse costurada novamente no pescoço.
Penso que deveria ser proibida toda e qualquer forma de propaganda governamental na mídia. Obviamente, as campanhas de interesse público (vacinação, sexo seguro, etc) deveriam continuar sendo veiculadas, inclusive gratuitamente e sem qualquer referência aos governos. Isso preservaria a liberdade de imprensa e ajudaria na construção de um regime democrático no Brasil.
No Rio,  a liberdade da imprensa está claramente cerceada.
Lembro que quando exibi o vídeo sobre a omissão do governo estadual, que não adotou nenhuma ação para evitar que os Bombeiros entrassem no Quartel General, isso no dia 03 JUN 2011, como era dever dos responsáveis pela área de segurança pública, a repórter se limitou a dizer: 
"Isso é batom na cueca, duvido que noticiem aqui".
Ela estava certa, uma cópia do vídeo foi entregue na editoria, mas nada foi dito a respeito.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

DITADURA NO RIO: JUÍZA AUDITORA CORRIGE ERRO CONTRA PMs E BMs, ERRO QUE NOS REMETEU À INQUISIÇÃO.

Prezados leitores, bom dia!
JUS BRASIL:
Extraído de: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro - 16 de Fevereiro de 2012.
Justiça autoriza a transferência de policiais e bombeiros para unidades militares.
A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro, autorizou a transferência dos policiais e bombeiros militares que foram indiciados por conclamar e incitar o movimento grevista e que estavam presos em Bangu 1 para as respectivas unidades prisionais da corporação. Os requerimentos foram feitos tendo em vista o fim das ameaças à manutenção da ordem pública no estado. 'Considerando que as prisões dos militares em epígrafe foram efetuadas por causa da greve de policiais e bombeiros deflagrada no dia 9 de fevereiro do corrente e encerrada no último dia 13 (segunda-feira), e considerando também que há prerrogativa deferida em lei de cumprir o militar pena de prisão em organização militar da respectiva força, conforme art. 73, parágrafo único do Estatuto dos Militares, recomendável que sejam os mesmos transferidos para a respectiva unidade prisional da corporação, independentemente de quem tenha determinado o local inicial do acautelamento', destacou a magistrada em sua decisão (Fonte).
Comentou:
Não foi a juíza da AJMERJ quem nos humilhou, torturou física e psicologicamente, não foi a magistrada da AJMERJ quem determinou  o nosso encarceramento nas solitárias de Bangu I, onde ficamos trancafiados 15 horas por dia, não foi ela quem violou nossos direitos e prerrogativas, mas alguém deu essa ordem que nos transportou para as masmorras da inquisição, alguém rasgou as leis, alguém nos tratou como sendo os piores criminosos do mundo e somos heróis.
Urge que o autor (a) se apresente ou que seja descoberto, o mais rápido possível, o torturador (a) precisa prestar contas ao mundo.
A imprensa tem essa missão, a imprensa independente, obviamente. 
O nosso agradecimento à juíza auditora por fazer a lei prevalecer sobre a barbárie.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ENTREVISTA COM UM DOS PRODUTORES DE "MUITO ALÉM DO CIDADÃO KANE".

Você já assistiu o documentário "Muito Além do Cidadão Kane"?
Trata-se de um documentário que foi proibido no Brasil, mas que circula pela internet, bastando fazer uma busca no google. Imperdível. Ele aborda a influência do senhor Roberto Marinho e da TV Globo no Brasil, comentando o seu envolvimento com todos os governos, inclusive os governos militares (ditadura militar).
A seguir divulgo um vídeo menos conhecido, mas também importantíssimo. Ele reproduz uma entrevista com um dos produtores brasileiros do documentário.

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O PROGRAMA CIDINHA LIVRE ACABOU...

PORTAL IMPRENSA:
Band Rio demite jornalistas e encerra programa de Cidinha Campos.
Redação Portal IMPRENSA.
Uma notícia pegou de surpresa, nesta terça-feira (31), os profissionais que faziam parte da equipe do programa “Cidinha Livre”, exibido pela Band Rio, e apresentado pela deputada estadual Cidinha Campos.
Após o fim da edição desta terça, a direção da emissora informou que todos os jornalistas, bem como a apresentadora, estavam demitidos e que atração sairia do ar. Segundo informa o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), são cerca de vinte os profissionais desligados: três repórteres, cinco produtores, três editores, um assistente de câmera e três estagiários, entre outros profissionais (Leiam).
Comento:
Lamento a demissão dos profissionais de imprensa.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

MARCHA DA DIGNIDADE - O DIA SEGUINTE - O QUE ESPERAR DA IMPRENSA?

Ontem, milhares de Bombeiros, Policiais Militares e Policiais Civis, contando com o apoio de Guardas Municipais e da população, caminharam pela orla da Praia de Copacabana, um ato histórico para as instituições e para o Rio de Janeiro.
Qual deveria ser o comportamento da imprensa fluminense nessa segunda-feira, diante do ato e da manutenção do aviso de um movimento de paralisação de toda segurança pública do Rio de Janeiro, dias antes do Carnaval?
Saber a opinião das autoridades, considerando a gravidade do quadro e a imperiosidade de informar à população, entrevistando o governador Sérgio Cabral, o secretário de segurança Beltrame, os comandantes gerais da PMERJ e do CBMERJ, a chefe da PCERJ e os representantes das categorias mobilizadas.
Agindo nessa direção a imprensa estará cumprindo a sua função social, o seu dever de informar.
O mesmo dever de informar ao povo recai sobre as autoridades citadas, elas devem prestar todos os esclarecimentos, afinal são servidores da população e devem a ele todas as informações. A convocação de uma entrevista coletiva seria uma excelente providência.
Vamos aguardar as próximas notícias.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

BACK IN BLACK - PROFESSOR MARCELO ADRIANDO NUNES DE JESUS.

BACK IN BLACK
Existe uma assertiva em história que diz que quando se quer conhecer o grau de evolução de uma dada sociedade basta olhar a sua produção cultural.
Nesse sentido, contemporaneamente nossa produção cultural de massa se limita a elaboração de programas do tipo “realitys shows”, músicas de gostos duvidosos, futebol, carnaval e outras festas profanas que ao que parece se perpetuaram por aqui.
As universidades brasileiras – sejam elas públicas ou privadas –, anualmente despejam centenas de monografias, dissertações e teses em seus bancos de dados disponibilizando ao público o que há de mais atual em pesquisas em todas as áreas do saber. Mas aqui, é como oferecer pérolas aos porcos. Ninguém se interessa, nem editores nem tampouco a quem elas se dirigem: o público. Resultado, as pesquisas e discussões ficam restritas aos espaços acadêmicos.
Pode não parecer, mas o resultado disso é uma sociedade “doente” e sem a menor perspectiva ou desejo de mudança, o que é facilmente verificado na política onde lá estão às mesmas caras, os mesmos problemas e as mesmas discussões redundantes e que não trazem nada de novo no cenário político além de pessoas correndo atrás de uma “receitinha azul”.
Consoante, o que se esperar dessas discussões? Exatamente o que diariamente assistimos: opiniões tresloucadas e pessoas sem a menor formação teórica para se aventurarem nessa seara. Não existem verdades nesses debates, o que existe, é o interesse privado de cada um, e nesse contexto, não há que se falar em ética nem tampouco em interesse coletivo, seria mais interessante assistir ao desenho da Alice no País das Maravilhas do que esperar mudanças a partir do que ora é apresentado.
A luta continua.
Marcelo Adriano Nunes de Jesus.
Juntos Somos Fortes!

CORONEL PAÚL: UM PARALELEPÍPEDO NO SAPATO (COTURNO).

A nossa postura em defesa da Polícia Militar, ao longo dos anos, acabou se transformando em uma pedra no sapato, na verdade um paralelepípedo, considerando o meu tamanho físico. Uma pedra que incomoda quem usa requintados e caríssimos sapatos, mas que também incomoda quem usa coturno. Apanho de todos os lados, revido e tento bater em todas as direções. Incomodo no Palácio Guanabara, na ALERJ, na Central do Brasil (SESEG/RJ), no Quartel dos Barbonos (QG da PMERJ), no Casarão Vermelho (QG do CBMERJ) e causo incômodos na mídia pautada pelo governo. A maioria das vezes sou apresentado como carrasco, por ter sido Corregedor Interno. Em alguns momentos sou qualificado como louco, em outras como oportunista (interesse na carreira política) e recentemente, como medroso. 
Batem, batem, batem, ... e batem. 
Mas ninguém consegue vencer a verdade, sou um Coronel de Polícia que defende a PMERJ, contra tudo e contra todos, luto para cima e para baixo. Além dessa verdade, ninguém desmente as minhas assertivas, usam a tática de quem não tem argumentos, tentam desqualificar o autor, diante da impossibilidade de argumentar na direção contrária.
Nos últimos dias, estou incomodando muito os que querem usar politicamente a nossa mobilização.
A rotina se repete: batem, batem, batem, ... e batem.
Perda de tempo.
Vou fazer de tudo para impedir esse uso.
E, não se preocupem, repito, sou apenas um Coronel de Polícia que defende a PMERJ. Um caso raro, reconheço, mas apenas isso.
Juntos Somos Fortes!

VAMOS TENTAR MOBILIZAR AS ORGANIZAÇÕES GLOBO PARA A DIVULGAÇÃO DA NOSSA LUTA POR CIDADANIA?

População brasileira, caros Bombeiros, Policiais Militares e Policiais Civis, as Organizações Globo não estão divulgando a nossa luta, penso que devemos estimular o gigante da comunicação. Um comentarista do nosso blog deu uma ideia que pode dar resultado, sendo simples de fazer e com custo quase zero.
Como fazer:
- Acesse o "fale conosco" do site G1 e deixe o seu recado sobre a nossa mobilização: http://g1.globo.com/fale-conosco.html
Caso esse link direto apresente problema, faça todo o caminho:
- Acesse o fale conosite G1: http://g1.globo.com/
- Na barra superior clique em "serviços" e em seguida, clique em "fale conosco".
Pronto, deixe o seu recado.
Imaginem milhares de mensagens
Juntos Somos Fortes!

RIO: POSSIBILIDADE DE GREVE GERAL NA SEGURANÇA PÚBLICA - ORGANIZAÇÕES GLOBO.

Um sinal de que o governo estadual está acuado no Rio de Janeiro em algum tema é o silêncio das Organizações Globo sobre o assunto.
É o silêncio que denuncia.
Vencer essa blindagem ou operação abafa precisa ser uma das tarefas dos mobilizados, um objetivo que pode ser alcançado fornecendo o maior número possível de informações às emissoras concorrentes. Alimentar a Rede Record, a Rede Bandeirantes, a Rede TV, a TV Brasil e o SBT de informações irá pressionar a TV Globo.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 21 de janeiro de 2012

RIO: MOBILIZAÇÃO DOS BOMBEIROS E POLICIAIS MILITARES - ENTREVISTA - SBT - 2a FEIRA - 23 JAN 2012.

O SBT definiu o local da nova entrevista, ela será realizada na segunda-feira, 23 JAN 2012, às 08:00 horas, no Calçadão de Bangu, em frente à estação de trem (o mesmo da entrevista anterior). É importante que os PMs, BMs e PCs aproveitem essa oportunidade. Infelizmente, não poderei comparecer na 2a feira em Bangu e desejo sucesso para todos e todas.
Juntos Somos Fortes!

RIO: MOBILIZAÇÃO DOS BOMBEIROS E POLICIAIS MILITARES - ENTREVISTA - SBT - 2a FEIRA - 23 JAN 2012.

Prezados Bombeiros e Policiais Militares, o SBT fará uma nova entrevista com os mobilizados na próxima segunda-feira, dia 23 JAN 2012, às 08:00 horas. O local deverá ser definido ainda nesse sábado. Solicitamos que os mobilizados que compareceram na entrevista anterior, apoiem novamente a iniciativa, assim como, convidamos todos os que estiverem disponíveis.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CONVOCAÇÃO GERAL - BOMBEIROS, POLICIAIS MILITARES E POLICIAIS CIVIS - SBT TV - ENTREVISTA - ZONA OESTE

Atenção, Bombeiros, Policiais Militares e Policiais Civis, o SBT TV realizará amanhã uma matéria sobre a nossa mobilização. Além de ser uma ótima oportunidade de divulgação, não podemos esquecer que o SBT foi a única emissora que noticiou a armadilha montada pelo governo Sérgio Cabral contra os Bombeiros, no dia 03 JUN 2011 (invasão do QG).
A matéria será no Calçadão de Bangu, em frente à estação de trem, às 07:30hs.
Vamos mostrar a nossa força, PMs, BMs e PCs que residem na Zona Oeste.
Vistam suas camisas, levem suas faixas e cartazes, não esqueçam das buzinas.
Vamos fazer uma grande festa no Calçadão de Bangu.
Juntos Somos Fortes!

RIO: MOBILIZAÇÃO DOS BOMBEIROS E POLICIAIS MILITARES - OPERAÇÃO ABAFA - O CONTRA-ATAQUE.

Prezados leitores, o que aconteceu ontem no Rio de Janeiro, quando ficou claro que poderá ocorrer uma greve geral na área da segurança pública, em pleno carnaval, deveria estar sendo a principal manchete da imprensa, pelo menos da imprensa fluminense, mas isso não está acontecendo.
O que está acontecendo?
Eu já vivi isso em 2008, no auge da mobilização dos PMs e BMs, uma operação abafa.
Penso que dessa vez podemos contra-atacar. O vídeo que postei sobre os fatos de ontem, em poucas horas está alcançando mil visitações, certamente pelo ineditismo da possibilidade de uma greve geral da segurança pública no Rio. O Rio do carnaval. O Rio da Copa do Mundo. O Rio das Olimpíadas. 
Salvo melhor juízo, o vídeo é a nossa ferramenta de contra-ataque contra a operação abafa. Temos que espalhar o vídeo em todas as direções, divulgar que o pavio está acesso e que a bomba pode estourar. A caminhada em frente ao QG da PMERJ é um marco histórico e deverá ser lido dentro e fora do país como um forte sinal de que a greve pode se concretizar.
É hora de espalharmos o vídeo como se fosse um vírus.
Eis o link:
Informo que alguns companheiros estão tentando furar a operação abafa, encaminhando notas para a imprensa de todo país e do exterior, temos que ajudá-los. Inclusive estou fazendo uma edição desse vídeo apenas com a parte da caminhada em frente ao QG, o que fará com que fique com apenas seis minutos, mais atrativo.
Mãos à obra, eles não nos vencerão!
Divulguem o vídeo por email e nas redes sociais.
A hora é agora.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

JORNAL O DIA: A MANCHETE VERGONHOSA.

Diante do aumento da mobilização na Polícia Militar, o governo Sérgio Cabral (PMB) usou o trunfo que estava guardado e que seria usado no caso de greve dos Bombeiros Militares: diminui o tempo de promoção dos Praças, o que caba acarretando um pequeno aumento para os que forem promovidos. Um desdobramento da tática que o governo tem empregado para dividir a tropa do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, que se iniciou com as gratificações que penalizam todos os inativos e as pensionistas. A redução só beneficia os Praças da ativa, mais ninguém.
Infelizmente, o jornal O Dia colocou uma manchete que engana a população, prestando um ótimo serviço ao governo Sérgio Cabral (PMDB):
"PMs e BOMBEIROS: Promoção rápida e reajuste de até 22%".
Vergonha!
Vergonha!
Vergonha!
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

GOVERNO SÉRGIO CABRAL (PMDB) - GASTOS COM PROPAGANDA OU COMO CONSTRUIR A IMPRENSA AMIGA.

O governador Sérgio Cabral (PMDB) vive em lua de mel com a imprensa do Rio de Janeiro, isso é um fato. Outro fato é que seu governo é péssimo. Para confirmar tal verdade basta dar uma olhada na situação precária dos serviços públicos essenciais: a saúde pública, a educação pública e a segurança pública, essa última gerenciada de uma forma elitista, pois o município do Rio de Janeiro recebe praticamente todos os investimentos em termos de policiamento ostensivo, com prioridade na Zona Sul, em detrimento dos demais municípios.
Diante de tais verdades, como explicar a lua de mel?
Para explicar surge um terceiro fato, Sérgio Cabral (PMDB) gasta fortunas do dinheiro público, o nosso dinheiro, para conquistar a imprensa, se transformando em um dos seus principais patrocinadores.
Os dados são do jornal O Estado de São Paulo:
Ano 2007 - R$ 75,3 milhões.
Ano 2008 - R$ 122, 2 milhões.
Ano 2009 - R$ 129,3 milhões.
Ano 2010 - R$ 162,5 milhões.
Ano 2011 - R$ 172,5 milhões.
Soma: R$ 661,8 milhões.
Média anual: R$ 132,3 milhões.
No último ano do governo Rosinha Garotinho, na época também do PMDB (ela e seu esposo, deputado federal Anthony Garotinho, apoiaram a eleição de Sérgio Cabral) foram gastos R$ 81,5 milhões. Tal constatação faz surgir um quarto fato, Sérgio Cabral (PMDB), em cinco anos, mais que dobrou os gastos com propaganda.
Os regimes ditatoriais sempre buscaram controlar a imprensa, usavam a força para obter esse resultado. No Rio de Janeiro dos nossos tristes dias, o uso da força também é empregado, mas a força do dinheiro.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"OVERDOSE" BELTRAMEANA.

Ele nega que será candidato sempre que insinuam, recentemente insinuaram que a sua esposa poderia ser, fato também não confirmado, mas uma coisa é certa: a mídia do Rio de Janeiro tem colocado o secretário de segurança pública José Mariano Beltrame nas alturas. Apenas considerando o que eu tive conhecimento, a Revista Época dessa semana publicou matéria sobre o secretário, que ontem teve uma grande entrevista publicada no jornal O Dia (comentamos em parte) e hoje o jornal O Globo publica um artigo de sua lavra. Beltrame é o centro das atenções da imprensa, o Flamengo que se cuide e, pior, ele torce para o Vasco da Gama.
A "overdose" Beltrameana tem uma característica muito importante, ela só realça as notícias boas, nunca trata das notícias ruins. Tal característica sinaliza para o interesse político no secretário. O deputado federal Garotinho se esgota em seu blog comentando fatos negativos relacionados com o secretário, mas não consegue que a grande imprensa fluminense replique nenhum deles.
Ele começa o artigo citando a pergunta de um repórter, há pouco tempo um repórter me solicitou uma pergunta que Beltrame ainda não tinha respondido sobre as UPPs. Eu respondi: Pergunte a ele onde será o confronto final, considerando que ele está redistribuindo os traficantes, ocupando comunidades, sem prendê-los. O repórter gostou, disse que faria a pergunta na coletiva, mas eu nunca li na mídia, nem a pergunta, nem a resposta.
Leiam o artigo do secretário Beltrame, pré-candidato ou não. Aliás, o Beltrame que escreve se mostrou diferente do Beltrame que fala, penso eu:
O Globo:
Segunda-feira, Dezembro 26, 2011.
Apenas o primeiro passo - JOSÉ MARIANO BELTRAME
O GLOBO - 26/12/11
“O senhor não acha que quatro presos e nenhum tiro disparado foi um resultado fraco para a retomada da Rocinha?”
A pergunta me foi feita por um repórter, poucas horas após a Operação Choque de Paz, que resultou na retomada da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu, três comunidades que durante décadas foram subjugadas pelo domínio dos fuzis dos traficantes. Na verdade, a operação compreendeu várias outras incursões em comunidades aliadas da facção que dominava a Rocinha, iniciadas no começo de novembro e que continuaram sendo realizadas depois da retomada das três comunidades.
Resultou, até agora, na prisão de 70 bandidos — incluindo o Nem e outros chefes de quadrilhas — e na apreensão de 263 armas de fogo, 122 granadas, 93 bombas artesanais e mais de 60 mil balas de diversos calibres, um verdadeiro arsenal de um pequeno exército. E representou, acima de tudo, a liberdade de ir e vir para cerca de 70 mil pessoas.
Por trás da frustração do repórter, talvez provocada pela falta de cenas “espetaculares” como as que foram transmitidas pela TV para o mundo inteiro na retomada do Complexo do Alemão, vejo uma falta de percepção, por parte da opinião pública, do verdadeiro papel das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
A função das UPPs — que estão longe de representar a solução definitiva para os problemas de segurança do Rio — me remete a outro momento não muito distante da história do Brasil, quando um grupo de professores de economia da PUC do Rio criou um mecanismo que viabilizou a passagem de um momento crítico, sem solução à vista, para um período longo de estabilidade econômica, que persiste até os dias de hoje. Essa história está muito bem contada no livro “Saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda”, da jornalista Miriam Leitão.
Naquela época, início dos anos 90, o Brasil chegou a ter 80% de inflação em um único mês — um enorme contraste com a realidade atual, de um índice inflacionário de 7% ao ano. Vários planos econômicos haviam sido tentados e todos fracassaram. A população estava cada vez mais descrente da capacidade do governo de mudar alguma coisa. Os mais velhos lembram-se bem de como era viver com reajustes dos preços que deram ao Brasil o indesejável título de “campeão mundial da inflação”. Entre julho de 1964 e julho de 1994 (ano do Plano Real) acumulamos uma inflação medida pelo IGP-DI de fantásticos 1,3 quatrilhão%. Quando contamos isso para os mais jovens, ouvimos a pergunta: “Como isso era possível?”
Em seu livro, Miriam Leitão relata a “mágica” do Plano Real: a Unidade Real de Valor (URV), que abriu o caminho para a estabilidade. “A URV tinha apenas uma das funções da moeda, era unidade de conta, mas não existia fisicamente. Não era uma nova moeda. Era uma véspera de moeda.” Foi uma solução de resultado rápido? Não, mas acabou sendo o caminho seguro para extinguir, a médio e longo prazos, a indexação de preços e salários, principal combustível da hiperinflação. Mesmo com a genialidade financeira da equipe de economistas criadores da URV, o país ainda precisou de uma geração inteira para domar o mal inflacionário.
A saga do combate ao “dragão da inflação” guarda uma importante similaridade com a luta do povo do Rio pela paz. Tal como a estabilização da economia brasileira, a pacificação é um processo que demandará anos para ser consolidado. Sempre que me perguntam se as UPPs vão livrar o Rio das drogas e da violência, respondo que não podemos brincar com esperança das pessoas ou agirmos como mercadores de ilusões. É preciso ter responsabilidade. As UPPs, por si, não são a solução definitiva. Mas abrem caminho para construirmos uma nova realidade duradoura.
Assim como a URV, as UPPs devem ser compreendidas como um mecanismo de transição do velho para o novo modelo de segurança pública e, em consequência, de uma nova realidade de desenvolvimento econômico e social da cidade do Rio de Janeiro.
No antigo modelo, o Estado não se fazia presente em áreas carentes e a polícia era violenta. Os traficantes, na luta por mais poder e lucros, introduziram as armas automáticas e criaram ilhas de violência, separadas da sociedade. Esse processo foi sintetizado pelo jornalista Zuenir Ventura em seu livro “Cidade partida”.
O novo modelo é simples: a retomada dessas áreas pelo Estado e sua reintegração à cidade. As UPPs são apenas a primeira fase desse processo, o direito de milhões de pessoas a dormir em paz. A pacificação não se resume às UPPs, mas começa com elas. Assim como na estabilização econômica a URV preparou o caminho para a chegada do Real, as UPPs são o instrumento de transição do jugo da violência para o regime de cidadania, onde o Estado está de volta com serviços essenciais como saúde, educação, água, saneamento, coleta de lixo e iluminação pública.
Com a chegada da Polícia Pacificadora, com homens e mulheres treinados não apenas para enfrentar a violência — mas também, e principalmente, para conversar e negociar com a comunidade —, o poder público agora encontra as portas dessas comunidades abertas para receber serviços que demandam há décadas.
Sonho com o dia em que meu neto, incrédulo, perguntará: “Vovô, como era possível que os morros do Rio fossem dominados por bandidos, que não deixavam a polícia entrar?” Esse dia há de chegar!
José Mariano Beltrame.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 24 de dezembro de 2011

REFLEXÃO: A IMPRENSA BRASILEIRA ESTÁ NO CAMINHO CERTO?

Prezados leitores, bom dia!
Pensem sobre isso:
“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma.”
(Joseph Pulitzer)
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

REDE BANDEIRANTES - PROGRAMA CIDINHA LIVRE - ENTREVISTA - CORONEL PAÚL.

Prezados leitores, quem tem amigos (as) não luta sozinho. Conseguiram o vídeo da minha entrevista no programa e pela primeira vez pude assisti-la. Vou postar o vídeo e comentar, mas adianto que a entrevista foi completamente editada, sofrendo vários cortes e reduzindo a minha fala a 72 segundos. Temas importantes que eu tratei foram inteiramente eliminados na edição. Lembro que fui convidado para uma entrevista "ao vivo", situação que foi alterada quando cheguei na Rede Bandeirantes. Comentarei tudo no final do dia.
Hoje, eu também recebi pelo twitter e agradeço, o seguinte pensamento:
“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma.”  (Joseph Pulitzer, jornalista).
Juntos Somos Fortes!