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domingo, 19 de fevereiro de 2012

RIO - POLICIAIS MILITARES E BOMBEIROS MILITARES - A PRIMEIRA AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS.

Na quinta-feira, dia 23 FEV 2012, entregarei ao meu advogado o material para o ingresso da primeira ação indenizatória por danos morais, que será ajuizada contra a Editora Globo - Revista Época de 13 FEV 2012 -, em face do contido na reportagem assinada por Leopoldo Mateus e Nelito Fernandes (páginas 32 a 35). 
Informo que essa foi a primeira matéria jornalística que li sobre as prisões, a medida que for tomando conhecimento das outras, poderei estar propondo novas ações.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 22 de janeiro de 2011

FALTA UMA UPP PARA A NATUREZA - RUTH DE AQUINO.

REVISTA ÉPOCA
Falta uma UPP para a natureza

Ruth de Aquino
Há 50 anos lidamos com catástrofes e as causas são sempre as mesmas. As soluções também. Se não houver união real dos Três Poderes, se a Justiça continuar a proteger quem viola a lei de ocupação do solo, se populistas e demagogos continuarem a matar pobres, se não houver política de habitação, só vai piorar. Falta prevenção e educação. Falta vergonha na cara. Céticos achavam impossível combater o crime organizado do tráfico nas favelas. Precisamos de uma UPP para o meio ambiente.
“Vamos chorar muito ainda no verão que vem”, disse Moacyr Duarte, da Coppe-RJ, especialista em gerenciamento de riscos. A não ser, afirma Moacyr, que o país enfrente as tragédias crônicas das enchentes com a mesma firmeza usada para melhorar a segurança pública no Rio de Janeiro. “Nós, brasileiros, não podemos evitar a calamidade climática, mas temos recursos humanos e conhecimento tecnológico para amenizar os danos financeiros, emocionais e a perda de vidas. Só é preciso coragem. Está mais do que na hora de investir em prevenção e sistema de gestão em vez de resgate e recuperação.”
Precisamos de um governante forte, rigoroso e bem-intencionado. É imperativo romper esse círculo vicioso de tempestades tropicais, sempre de novembro a março. Porque, se nada for feito, a omissão equivale a assassinato. Esse tsunami que caiu do alto a 100 quilômetros por hora matou sobretudo gente que quase nada tem, além da fé em Deus. Quero acreditar na Dilma. Só o fato de ela sobrevoar a serra do Rio, devastada pelo maior desastre da história do país, para logo depois se reunir com todos os envolvidos, sem fazer nenhum escarcéu, confirma um novo estilo na Presidência. Pouco gogó, mas ação rápida. Ela prometeu milhões de reais, mas já disse que vai cobrar prestação de contas.
Se há realmente 5 mil casas em áreas de risco na serra do Rio, como calcula o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, elas terão de ser demolidas. Ou a Justiça dará liminares para os que se sentirem prejudicados e processará os técnicos? Foi o que aconteceu em Itaipava, no Rio Santo Antônio, um dos mais atingidos. Ele já tinha sofrido uma enchente grave em 2007. O Instituto Estadual do Ambiente entrou com um projeto de reconstrução das margens e da calha. Vários imóveis, quase debruçados sobre o rio, foram notificados, mas conseguiram liminar e impediram a reconstituição do traçado do rio. Agora, provavelmente, esses imóveis renitentes foram tragados pela fúria das inundações.
É preciso romper o círculo vicioso de tempestades. Se nada for feito, a omissão equivale a assassinato
Na serra do Rio existe uma perversidade contra a natureza. As prefeituras cobram impostos, mas não limpam ruas e rios adequadamente. Os habitantes não têm educação ambiental e jogam detritos junto a placas de “Proteja o verde”. Proprietários conscientes limpam a própria rua. Mas a favelização está à vista de todos. À entrada de Teresópolis, a quantidade de casas irregulares em frente ao Parque Nacional é testemunho aterrador de negligência pública. Multa-se pesadamente todo proprietário de classe média que cortar uma árvore a 10 quilômetros do Parque Nacional, mas, se alguém precisar da terra para sobreviver, ele se empoleira com a família até junto de uma cachoeira. E ninguém faz nada, com medo de parecer impopular.
Só não podemos culpar as autoridades por terem ignorado o alerta de chuvas. Como evacuar populações inteiras diante da previsão de que “haverá chuvas moderadas a fortes” na serra? Isso é vago demais. Precisamos de radares sofisticados, que apontem com antecipação de um dia as áreas mais vulneráveis e a quantidade de chuva esperada. Precisamos de um sistema de alerta e suporte semelhante ao de regiões atingidas por terremotos e furacões. Sirenes para alertar a população. Treinamentos que convençam moradores a deixar suas casas a tempo. Abrigos com estrutura para hospedar centenas de desabrigados. Sistemas de macrodrenagem para escoar os rios que transbordam.
Custa dinheiro, sim. Mas é mais barato, mais eficiente e menos triste do que toda essa reconstrução de vidas arrasadas.
Tudo bem ter fé em Deus. Mas vamos parar com essa história de que Ele é brasileiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 10 de maio de 2010

SÃO PAULO: REVISTA ÉPOCA PROMOVE DEBATE SOBRE SEGURANÇA.

REVISTA ÉPOCA:
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Segurança na pauta.
Evento de ÉPOCA discutirá as responsabilidades que o próximo presidente da República deveria assumir
REDAÇÃO ÉPOCA
Toda vez que estoura uma crise de segurança em algum Estado, críticos reclamam da “omissão histórica” do governo federal nessa área. Muitos falam sobre o esgotamento do atual modelo de segurança e concluem que os problemas estruturais só seriam resolvidos se houvesse um firme envolvimento da União com o tema, algo que nunca ocorreu.
De acordo com a Constituição, a maior parte da responsabilidade pela segurança cabe aos Estados, pois são eles que controlam quase todas as polícias, conduzem as investigações, fazem o grosso das prisões e administram as cadeias. Poucos acreditam, porém, que os governadores tenham condições políticas e legais para liderar qualquer processo relevante de mudança das instituições. Daí a necessidade de engajamento do governo federal num amplo projeto de reformas.
Mas que reformas seriam essas? Que tipo de mudança legal o próximo presidente deveria propor? Que responsabilidade deveria assumir? Onde deveria investir, prioritariamente? De onde viria o dinheiro?
Essas perguntas estão na pauta do primeiro ÉPOCA Debate 2010, série de eventos que promoveremos sobre os temas mais importantes na agenda do próximo presidente da República. A discussão, aberta à participação de leitores, será no dia 18 de maio, às 15 horas, no auditório da Editora Globo, em São Paulo. Os convidados para o ÉPOCA Debate – Justiça e Segurança são o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, o antropólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário nacional de Segurança Pública e coautor do livro Elite da tropa, e o diretor do Instituto Sou da Paz, Denis Mizne, um dos coordenadores da campanha do desarmamento.
Até outubro, mês das eleições, ÉPOCA promoverá outras quatro edições de ÉPOCA Debate, com os temas: educação, saúde, política externa e o papel do Estado. Todos serão gravados e estarão disponíveis no site epoca.com.br. Inscrições para o evento podem ser feitas pelo telefone (11) 3767-7325 ou por meio de um formulário em epoca.com.br/inscricao.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

PT, PMDB E SARNEY, MAIS DENÚNCIAS.

REVISTA ÉPOCA - O FILTRO - ANA GALLI.
Política.
- Além de esquema de propinas, Operação Castelo de Areia descobre conta no exterior com suposta ligação com o PT e o PMDB.
Suspensa na última quinta-feira pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), César Asfor Rocha, a investigação de corrupção e lavagem de dinheiro contra diretores da Camargo Corrêa teria detectado não só esquema de propinas para a construção de hospitais e petroleiros. Em reportagem exclusiva, a Revista Época revela que a Operação Castelo de Areia teria localizado também uma conta em Taiwan supostamente ligada ao PT e ao PMDB. A suspensão foi determinada, segundo Asfor, pois a investigação foi iniciada a partir de uma denúncia anônima, o que afronta a Constituição, e porque as quebras de sigilo telefônico teriam sido autorizadas de forma ampla, sem fundamentação precisa. A decisão do ministro não é definitiva e vale até o julgamento de um habeas corpus pelo STJ.
- Fundação de Sarney teria desviado verba da Petrobras.
Auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) aponta que a Fundação José Sarney teria sido responsável por fraudes na execução de um projeto de R$ 1,3 milhão patrocinado pela Petrobrás. Os recursos seriam destinados à preservação do acervo e à modernização dos espaços físicos da fundação, em São Luís. Criada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a entidade é acusada de uso de notas frias, empresas fantasmas e de fachada, contratações irregulares, ausência de comprovação de serviços, entre outras irregularidades, para um projeto cultural que nunca saiu do papel. De acordo com reportagem do Estado, a CGU sugere a devolução dos recursos ao Ministério da Cultura.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

COMANDANTES MILITARES PEDEM DEMISSÃO E A TRAGÉDIA DE ALAGOAS.

REVISTA ÉPOCA - O FILTRO:
- Jobim procura presidente Lula e ameaça se demitir.
O projeto que prevê a revogação da Lei de Anistia de 1979 provocou uma crise militar às vésperas do Natal. De acordo com reportagem do Estadão, o projeto teria levado o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a escrever uma carta de demissão e a procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entregar o cargo. O encontro entre os dois teria acontecido no dia 22, na Base Aérea de Brasília. Além de Jobim, os três comandantes das Forças Armadas decidiram que também deixariam os cargos se a saída do ministro fosse consumada. Trechos do projeto foram considerados revanchistas e provocadores pelo ministro. No texto, apenas os militares teriam seus atos de violação dos direitos humanos revistos. Os militares dizem que se essas investigações vão ficar a cargo de uma Comissão da Verdade, então todos os fatos referentes ao regime militar devem ser investigados, inclusive os movimentos civis da esquerda armada. Lula rejeitou a entrega da carta de demissão e disse que contornaria politicamente o problema. Pediu que o ministro garantisse aos comandantes militares que o Planalto não seria porta-voz de medidas que revogassem a Lei de Anistia.
- A cada duas horas, uma criança sofre violência em Alagoas.
Balanço do Ministério Público de Alagoas (MPE) afirma que a cada duas horas, uma criança ou adolescente sofre algum tipo de violência no Estado. Os dados, apresentados ontem durante o Fórum de Conselhos Tutelares do Estado, realizado em Maceió, apontam para um crescimento superior a 25% no número de ocorrências dessa natureza neste ano em relação a 2008. De acordo com reportagem do UOL Notícias, os conselhos contabilizaram até o momento 39.982 casos de violência em Alagoas, o que dá uma média de 11,1 por dia. Segundo o Fórum, o número é recorde, já que, em 2008, foram registrados 32 mil casos. Entre as ocorrências mais registradas, as principais são as agressões físicas, os abusos e o trabalho infantil forçado. Para o MPE, o número pode ser ainda maior. Segundo o promotor da área de direitos humanos do ministério, Flávio Gomes, “muita gente não denuncia, principalmente por conta do envolvimento crescente com drogas e de o agressor ser, normalmente, um membro da família”.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 27 de dezembro de 2009

EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO E EDUCAÇÃO.

REVISTA ÉPOCA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 6 de dezembro de 2009

A VERDADE DESMENTE AS PALAVRAS.

A Revista Época publicou uma matéria sobre "Os Brasileiros mais influentes de 2009".
O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) é um dos citados, ao lado de José Sarney, Renan Calheiros, Dilma Rousseff, Gilmar Mendes, Michel Temer, Eduardo Paes, Franklin Martins, entre outros.
Cada escolhido foi apresentado através de um texto.
Sérgio Cabral Filho (PMDB) foi apresentado pelo seu pai, Sérgio Cabral, que termina o texto da seguinte maneira:
"E, modestia à parte, ele é um craque em matéria de administração e política".
Por sua vez, Eduardo Paes (PMDB), outro citado, é apresentado por Sérgio Cabral Filho (PMDB), que termina:
"Não tenho dúvida de que será um excepcional prefito para o Rio de Janeiro".
A Revista Época pertence às Organizações Globo, que "parecem" apoiar o PMDB no Rio de Janeiro, portanto, tudo dentro da maior normalidade.
E, quanto ao contido nas apresentações de Cabral Filho e Paes, a verdade fala muito mais alto que essas carinhosas palavras...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 29 de novembro de 2009

OS SALÁRIOS FAMÉLICOS DOS POLICIAIS MILITARES.

REVISTA ÉPOCA:
PMs do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro têm os piores salários iniciais do Brasil.
Levantamento mostra as diferenças na remuneração de soldados nos 26 Estados e no Distrito Federal.
Danilo Venticinque

DESAFIO

Alunos do curso de formação de soldados da Brigada Militar, no Rio Grande do Sul. Após a formatura, eles receberão o pior salário do país na categoria.
Basta que uma crise na
segurança pública no país ganhe espaço no noticiário para que a remuneração dos policiais volte a virar tema de debate. Das conferências sobre segurança em Brasília às páginas de comentários de ÉPOCA, essa discussão tem ganho cada vez mais espaço. O consenso, na maioria das vezes, é que os policiais são mal-remunerados – o que afetaria diretamente a qualidade de seu trabalho. Para discutir a relação entre o salário do policial e a segurança pública, ÉPOCA realizou um levantamento para verificar quanto ganha um policial militar no início da carreira. Os valores mostram que a realidade dos policiais varia muito de Estado para Estado. Para soldados em início de carreira, a diferença entre o salário mais alto (DF) e o salário mais baixo (RS) é de mais de R$ 2.700. O Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro pagam os piores salários: R$ 1.138,17 e R$ 1.277,67, respectivamente. A média nacional é R$ 1.814,96.

Nos dois Estados, representantes do governo reconheceram o problema, mas atribuíram os baixos salários à política de governos anteriores. “Durante muitos anos o Rio Grande do Sul deu reajustes maiores a servidores que já eram bem remunerados, em detrimento de categorias como a segurança e o magistério, que correspondem a 90% do funcionalismo”, afirma Mateus Bandeira, secretário do Planejamento do Rio Grande do Sul. Para o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, “há uma defasagem evidente e agora é preciso que o Estado recupere aquilo que não foi dado nos governos passados”. As informações foram fornecidas pelo Comando Geral da Polícia Militar ou pelas secretarias de Administração e Segurança Pública de cada Estado. Os valores correspondem ao salário bruto de um soldado após concluir o curso de formação, incluindo gratificações mensais para alimentação e fardamento. Horas extras e adicionais para trabalho noturno não foram levados em conta. Os números não correspondem, necessariamente, ao valor exato recebido pelos policiais ao fim do mês. No Rio Grande do Sul, por exemplo, são poucos os soldados que não fazem até 40 horas extras para aumentar a remuneração. No Rio de Janeiro, o alto valor dos descontos faz o salário líquido recebido pelos soldados ficar na casa dos R$ 900. “Não conheço nenhum soldado que ganhe mais de R$ 1.000 no Rio”, diz Vanderlei Ribeiro, presidente da Associação de Praças da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

No início do mês, uma pesquisa feita pelo Ministério da Justiça em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e divulgada em primeira mão por ÉPOCA revelou que os baixos salários são a principal preocupação de 92% dos policiais do Brasil. “O soldado não tem recursos para suprir as necessidades básicas da família e é forçado a fazer bicos. Muitos casais se separam”, diz Ribeiro. Além de afetar a vida pessoal dos policiais, o trabalho informal e as horas extras também teriam impacto direto sobre a segurança pública. “O excesso de trabalho é desgastante para qualquer pessoa e mais ainda para quem põe a vida em risco durante o período de trabalho. Isso se reflete em excesso de violência, ações não-planejadas e erros”, afirma Fabiano Monteiro, coordenador de um treinamento para policiais na ONG Viva Rio. O combate às horas extras e à informalidade deu origem a iniciativas para tentar obrigar os Estados a aumentar a remuneração dos soldados. Entre elas está a Proposta de Emenda Constitucional 300/08, atualmente em discussão na Câmara dos Deputados. Ela propõe equiparar os salários de todos os Estados ao valor pago aos soldados no Distrito Federal (R$ 3.869,56), criando um piso nacional para a categoria. Para o secretário-executivo do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), Ronaldo Teixeira, o projeto é inviável. “Nenhum Estado hoje pode sair de um patamar de R$ 1.000 e passar para R$ 4.000. Seria uma repercussão muito pesada”, diz. Segundo Teixeira, é incorreto usar o Distrito Federal como parâmetro: por abrigar a capital do país, o DF recebe recursos da União para custear despesas com segurança, educação e saúde. Os Estados, por sua vez, dispõem apenas de sua própria arrecadação.

“A iniciativa é bastante positiva, mas não podemos criar ilusões. A lei não tem o poder de criar recursos, e o orçamento dos Estados é rígido”, diz Bandeira, secretário de Planejamento do Rio Grande do Sul. “Um reajuste desse porte implicaria um aumento de mais de R$ 700 milhões nas despesas do governo do Rio Grande do Sul”. Segundo ele, isso acabaria tendo de ser compensado por um aumento na carga tributária. Entre os críticos da proposta, há também os que afirmam que o aumento salarial não provoca necessariamente uma melhora na segurança pública. “O piso nacional descaracteriza o federalismo e não é sinônimo de eficiência e de resultado. Existe um grande problema de segurança pública no Distrito Federal”, afirma a pesquisadora Paula Ballesteros, do Núcleo de Estudos de Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP). Apesar de seus policiais contarem com os melhores salários do Brasil, o DF viu sua taxa de homicídios crescer 9,8% entre 2007 e 2008. A alta foi quase dois pontos percentuais maior que registrada no Rio Grande do Sul, Estado com os salários mais baixos. Mesmo que a relação não seja direta, a pesquisadora acredita que é necessário remunerar melhor os policiais. “Existe uma pressão da sociedade civil para que o profissional da segurança pública seja mais bem remunerado”, diz Paula. “Um bom salário mostra que o Estado respeita aquela função.” Em vez do estabelecimento de um piso, tanto o Pronasci quanto os governos estaduais defendem medidas de longo prazo para valorizar a profissão dos soldados. A iniciativa foi adotada no Sergipe, onde um acordo determinou um aumento salarial escalonado ao longo de mais de um ano. Atualmente, os soldados no Estado ganham R$ 1.625. O valor vai aumentar gradualmente até dezembro de 2010, quando chegará a R$ 3.218. No Rio Grande do Sul, os reajustes devem se estender por mais tempo. “Há uma lei que atrela os reajustes à poupança do governo e privilegia os salários menores, mas não é possível prever uma data para que eles cheguem à média nacional”, afirma Bandeira. O Rio de Janeiro, por sua vez, deve apostar nas gratificações, que reforçam a remuneração dos policiais sem a necessidade (e os benefícios) de um reajuste salarial. A partir de 2010, todos os policiais plenos do Rio de Janeiro passarão a receber R$ 350 a mais. Além da gratificação oferecida pelos Estados, o Pronasci oferece uma bolsa de R$ 400 para soldados que ganham até R$ 1.700 e participam de cursos de especialização. No Rio de Janeiro, 22 mil policiais se beneficiam da medida. A expectativa do Pronasci é que, nos próximos cinco anos, os Estados passem a incorporar essa gratificação aos salários. “A melhoria precisa ser contínua e por um bom tempo até chegarmos a níveis satisfatórios”, diz Beltrame. Tanto o Rio de Janeiro quanto o Rio Grande do Sul reconhecem que é necessário remunerar melhor os soldados, com reajustes ou gratificações, mas não arriscam estabelecer um prazo.

Quadro de salários (veja).

JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

Ex-CORRGEDEOR INTERNO

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

REVISTA ÉPOCA - O FILTRO - JULIANO MACHADO:
Política.
Deputados gastam verbas indenizatórias com suas próprias empresas.
A Folha (para assinantes) obteve, judicialmente, acesso a cerca de 70 mil notas fiscais apresentadas por deputados federais para justificar os gastos da verba indenizatória de setembro a dezembro de 2008 – cerca de R$ 15 mil recebidos mensalmente pelo parlamentar para despesas como combustível, hospedagem, passagens, alimentação. O jornal verificou que muitos deputados mostram notas de suas empresas ou familiares. Por exemplo, notas de gasolina de postos de combustível do qual é dono ou de hotel da família para despesa com hospedagem. Essa prática não ocorreu mais depois que os gastos passaram a ser divulgados na internet, em abril.
No Senado, CCJ aprova mais rigor contra crime organizado.
Passou ontem na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado, o projeto de lei que prevê punições maiores no combate ao crime organizado. A proposta tipifica o que é uma organização criminosa e autoriza a infiltração policial nas investigações. A delação premiada também é regulamentada nesse texto, que deve ser aprovado no plenário com um acordo de líderes, segundo O Globo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A VIOLÊNCIA NOSSA DE CADA DIA NO BRASIL.

REVISTA ÉPOCA - O FILTRO - JULIANO MACHADO.
Sociedade
Violência rotineira
A violência está presente no dia a dia dos jovens brasileiros. Segundo duas pesquisas coordenadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 55% afirmam terem visto pessoas assassinadas nos últimos 12 meses e 30% dizem que foram vítimas de violência. O sociólogo Ignácio Cano, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), diz à Folha (para assinantes) que os dados mostram uma “a naturalização e uma intimidade” com a violência. Com base no Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IJV), foram analisados 266 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Itabuna, na Bahia, e Marabá, no Pará, foram consideradas as cidades em que os jovens correm mais riscos. O ranking mostra que, embora espalhada por todo o país, a exposição do jovem à violência é maior no Norte e Nordeste, de acordo com ÉPOCA. O Estadão informa que a verba federal não atinge as cidades com os piores resultados.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

sábado, 24 de outubro de 2009

REVISTA ÉPOCA - 26/10/2009 - CHEGA DE GUERRA!

Acabei de receber a Revista Época e fui ler a reportagem sobre a matéria da capa, intitulada "O RIO EM GUERRA" (páginas 56 a 63).
Uma boa reportagem assinada por Nelito Fernandes, Rafael Pereira e Ruth de Aquino que até nos surpreendeu pelos pontos abordados:
1) Embora não cobre a responsabilidade do governo pelos três Policiais Militares assassinados pelos criminosos e pelo governo estadual, ao citar o jogo dos sete erros evidenciados com o caos atual, cita:
- uma polícia mal equipada usando um helicóptero parcialmente blindado; e
- somente os oficiais vestiam fardas antichamas, porque não há verba para os praças - que morreram carbonizados.
2) Toca no ponto crucial do problema, a vergonhosa remuneração dos Policiais:
" No âmbito estadual, o Rio Também tem limitações: paga aos seus PMs o pior salário da categoria no país".
Abordaremos outros detalhes da reportagem oportunamente.
Por enquanto, destacamos o fenômeno da incorporação da fala do especialista. Como já comentamos nesse espaço a fala de alguém rotulado como "especialista" tem uma força enorme e acaba por formar opiniões concordantes, mesmo que o contido na fala não seja verdadeiro e que o "especialista" seja na verdade um iniciante no estudo da segurança pública.
Isso ocorre normalmente.
Um especialista disse que 150 homens percorreram a cidade para participarem da invasão ao Morro dos Macacos e muita gente já incorporou essa opinião como se fosse verdadeira, o que os verdadeiros conhecedores do tema sabem que não é verdade.
A Polícia Militar está sendo acusada de incompetente ou de corrupta por não ter impedido esse verdadeiro avanço de tropas, porém não existe nada de concreto no tocante ao número de invasores, certamente muito pequeno.
Assim sendo, volto a solicitar aos nossos leitores que abram a visão, não permitam que os seus olhos sejam direcionados para os locais onde existam interesses escusos.
O nosso espaço tem como um dos objetivos trazer a VERDADE sobre a segurança pública fluminense, não podemos esquecer nunca disso.
"Meia dúzia" (expressão de Cabral se referindo aos Policiais Militares e aos Bombeiros Militares mobilizados) de pés de chinelos, com magreza mórbida, mal alimentados, mal vestidos, cheirados e bem armados invadiram o "Macacos".
Por derradeiro, as críticas a inteligência policial contidas na reportagem são pertinentes, logo chegaremos a referenciar o sistema como "burrice policial".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

REVISTA ÉPOCA - BALA PERDIDA? NUNCA MAIS - GUILHERME ROSA.

Bala perdida? Nunca mais
Uma nova tecnologia usada com sucesso para combater o crime em cidades como Los Angeles, Chicago e Washington pode estar a caminho do Brasil.
Guilherme Rosa
Um sistema de captação de som que permite “ouvir” todos os disparos da cidade e descobrir sua origem em poucos segundos. Assim é o ShotSpotter, que já existe em 45 cidades americanas e tem ajudado a melhorar a eficiência policial. Com a ajuda desse “big brother” sonoro, a polícia poderá saber onde estavam as armas usadas – o que ajuda a investigar as ocorrências e encontrar os suspeitos.
Tiroteios podem até continuar acontecendo e inocentes talvez ainda morram à toa, mas a nova "arma" na luta contra a violência nos grandes centros urbanos tem dado mais resultados que a maioria das iniciativas adotadas pela polícia nos últimos tempos. Em Los Angeles, o número de homicídios caiu 40% na região onde a tecnologia foi usada. A informação é de um dos diretores da empresa que inventou o sistema. Ele esteve no Brasil para tentar convencer as autoridades a adotá-lo.
“Estamos conversando com os governos estaduais e pensando em projetos específicos para as cidades brasileiras”, afirma James Beldock. “Estivemos com os governos do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Ceará”.
O mapeamento dos disparos é feito por sensores distribuídos por vários pontos da cidade como antenas de celular. Eles conseguem captar qualquer barulho de tiro nas redondezas, diferenciando seu som de outros parecidos, como o de fogos de artifício e escapamento de motos. Quando um disparo ocorre, três sensores diferentes permitem fazer uma “triangulação”, dando coordenadas precisas sobre a origem do tiro. Isso permite calcular a exata posição do atirador. O sinal é enviado à delegacia mais próxima e aos carros policiais em patrulha na região. Segundo o diretor, a informação demora em média cinco segundos em todo o percurso.
Uma das principais vantagens do ShotSpotter é a polícia ficar sabendo imediatamente do crime e não precisar esperar por denúncias. “A velocidade da informação pode salvar uma vítima ou prender o criminoso, diminuindo o índice de crimes na região”, diz.
Somente nos últimos cinco meses, 57 pessoas foram baleadas e sobreviveram porque o resgate chegou mais rápido ao local. Além disso, o sistema permite à polícia concentrar seus recursos de repressão ao crime de acordo com os dados sobre os tiros que foram realmente disparados. “Sabemos que nos EUA, só 20% dos tiros são denunciados à polícia. Isso quer dizer que 80% do problema é desconhecido”.
Lugares com menores índices de denúncias nem sempre são os mais seguros. O que ocorre é que quem convive com disparos de forma mais frequente acaba denunciando menos. Com a tecnologia, a polícia poderia se planejar com um mapa real da incidência de crimes. Até o final do ano passado, o ShotSpotter não podia ser exportado para outros países, ele era considerada pelo governo norte-americano como um item militar. Com a autorização do governo, a empresa busca novos mercados, como a Inglaterra e o Brasil.
“O Brasil tem graves problemas de segurança pública. Esperamos fechar o negócio com algum estado do país até o final do ano”, diz o diretor. Mas não é só a criminalidade que atraiu a empresa para o país. O potencial da economia brasileira também serviu de atrativo: “Queremos instalar uma fábrica do ShotSpotter no Brasil e usar o país como base de nossas atividades em toda a América Latina”.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 18 de julho de 2009

REVISTA ÉPOCA - POLÍCIA MILITAR - OS COMANDOS FEMININOS.


A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro possui atualmente três oficiais femininas comandando unidades operacionais, o que significa que podemos esperar competência, honestidade e humanidade no trato com a sofrida tropa da Polícia Militar.
As policiais femininas, com exceções, resistem muito mais ao flagelo da corrupção, que na PMERJ se institucionalizou, nas últimas décadas, como nas demais instituições policiais.
Siciliano, Solange e Bonfadini significam, acima de tudo, essa esperança, comandos dignos, honestos, humanos e competentes.
Certamente, não existirão acordos, omissões ou covardias.
Siciliano tem excelente experiência operacional e recebeu a missão mais difícil, comandar o RCECS, onde muitos (homens) já falharam.
Apostamos no seu sucesso.
Solange e Bonfadini receberam missões mais simples, batalhões menos problemáticos, porém têm contra si dois "inimigos cruéis", a falta de experiência operacional e a falta de uma grande equipe de confiança.
Um oficial honesto, quando assume uma Unidade Operacional, precisa levar consigo uma grande equipe de Oficiais e de Praças, homens e mulheres de sua inteira confiança, que devem ser colocados em todos os setores da unidade, administrativos e operacionais.
O organizador desse espaço, não aceitou em duas oportunidades, o convite de dois Comandantes Gerais, para comandar Unidades Operacionais, quando chefiava a 1a DPJM.
A recusa foi principalmente em face da impossibilidade de movimentar para as referidas unidades, Oficiais e os Praças da DPJM em número suficiente, o que inviabilizaria a própria funcionalidade do órgão correcional, diante da impossibilidade de recompor adequadamente esse efetivo.
Seguindo em frente, como escrevemos a corrupção está institucionalizada nas instituições policiais, portanto, para combatê-la se faz necessária uma "contra-estrutura", pois a corrupção se estrutura muito bem.
Não queremos afirmar que existem no RCECS, no 4o BPM ou no 13o BPM essas estruturas da corrupção, todavia, a possibilidade não deve ser desprezada, caso contrário, elas continuarão funcionando, o que provocará, mais uma vez, uma triste realidade:
- Um comandante honesto de uma "unidade" corrupta.
Bonfadini e Solange nunca exerceram a função de subcomandante de uma unidade operacional (batalhão), pelo que recordamos e isso não é bom, porém, após um Tenente-Coronel ter sido nomeado diretamente como comandante, ao retornar para a instituição, após ter ficado mais de 10 anos fora da Polícia Militar, essa dificuldade é "fichinha".
Siciliano, Bonfadini e Solange desejamos um grande sucesso.
Humanizem a Polícia Militar, façam com que interna e externamente, o Policial Militar seja respeitado como um ser humano, um cidadão brasileiro, pleno de direitos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

O PRESIDENTE LULA E O HOMEM COMUM - RUTH DE AQUINO.

O presidente Lula e o homem comum.
Ruth de Aquino é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro.
"Foi a maior gafe de Lula desde que caiu nos braços do povo, em 1º de janeiro de 2003.
Mesmo quem não votou nele se emocionou quando um homem comum chegou à Presidência pelo voto democrático e limpo.
Na semana passada, Lula disse que o senador José Sarney "não pode ser tratado como se fosse uma pessoa comum".
Lula foi sincero. Amaciado pelo poder, envaidecido pelas lisonjas e pela popularidade, ele acredita que uns são mais iguais que outros.
E leva o pragmatismo político às últimas conseqüências.
Lula nasceu em Pernambuco de uma família de oito filhos. Morou com a mãe, Eurídice, e irmãos num cômodo atrás de um bar em São Paulo. Trabalhou como engraxate e Office-boy. Fez curso técnico de torneiro mecânico, perdeu um dedo numa prensa hidráulica. Em São Bernardo, tornou-se diretor do sindicato dos metalúrgicos. Testava seu carisma. Tentou cinco vezes a eleição para presidente.
Uma história impressionante de persistência e sucesso.
Sempre disse o que pensava.
Em 1986, chamou Sarney de "grileiro do Maranhão".
Em 1987, chamou Sarney de "ladrão" - perto dele, Maluf não passaria de "um trombadinha".
Em 1993, disse que, "de todos os deputados no Congresso, pelo menos 300 são picaretas".
Agora, Lula depende da bancada do PMDB, a maior do Senado.
Em terras remotas, no Cazaquistão, defendeu Sarney e o colocou num pedestal.
O que seria hoje, em 2009, um homem comum para Lula?
De que princípios, de que vísceras ele seria constituído?
Um dos fundamentos da democracia é que os governantes sejam vistos e cobrados como homens comuns.
Qual seria o tratamento ideal para os poderosos no Brasil de Lula?
Espera-se de um presidente do Senado a mesma dignidade e retidão de caráter de um chefe de família comum?
Como é punido o homem comum que cai no desvio?
Como deve ser punido o político "com história suficiente para não ser tratado como uma pessoa comum"?
Que valores o líder transmite para o povo, com um discurso que trai sua própria história?
Lula é hoje parte da elite que sempre criticou com ferocidade. Natural. A elite não é má por definição, já descobriu o presidente.
Mas, por isso, ele se solidariza com figuras como Renan Calheiros, Severino Cavalcanti, Jader Barbalho?
De vez em quando, Lula incorpora o sindicalista (lá fora) e critica os ricos e poderosos, em surtos de demagogia atabalhoada.
Diante do premiê britânico, Gordon Brown, disse que "a crise foi causada por gente branca com olhos azuis".
Pegou mal.
Amaciado pelo poder, ele acredita que uns são mais iguais que os outros.
E, pragmático, defende Sarney Foram mudanças profundas em seis anos.
É saudável mudar com o aprendizado. Ao assumir a Presidência, Lula deixou a economia do país a cargo de quem entendia do assunto. Seu pragmatismo econômico manteve o Brasil nos trilhos.
Mas, e os valores essenciais? Direitos humanos, por exemplo.
Como explicar sua insistência em dizer que há democracia de sobra na Venezuela censora de Chávez?
Como aceitar a omissão do Brasil em relação a uma ditadura como a da Coréia do Norte?
Toma lá dá cá?
O outro deslize da semana foi a reação primária e açodada de Lula aos protestos nas eleições no Irã. Além de defender o embaraçoso presidente Mahmoud Ahmadinejad, Lula minimizou a revolta contra a teocracia dos aiatolás chamando os manifestantes de "vascaínos contra flamenguistas", uma turma que não sabe perder.
Lula aproveitou para atacar a imprensa brasileira, por, a cada dia, "arrumar uma vírgula a mais" no "denuncismo" contra o Congresso. Como se fosse um vírus denunciar malversação de verba pública, nepotismo, favorecimento ilícito, farra de passagens aéreas e atos secretos no Congresso.
"Não tem fim, e depois não acontece nada", disse Lula, como se o problema fossem as denúncias, e não a impunidade.
"Vai desmoralizando todo mundo, e a imprensa corre o risco de ser desacreditada".
Senhor presidente, a imprensa só fica desacreditada se as denúncias forem mentirosas. Ou se ela se omitir e fizer o jogo do poder. Uma imprensa medrosa e submissa ao governo - não importa o partido dominante - é uma imprensa sem credibilidade. Não faz jus a uma democracia madura como a brasileira.
Ou a transparência só vale para o homem comum?"
Um ótimo artigo.
A cada dia eu fico mais convencido de que o Brasil não é real.
Ele é uma grande ficção e cada um de nós é um personagem dessa invenção jocosa.
O Brasil é uma grande piada que está sendo contada há mais de 500 anos!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 11 de julho de 2009

SENADO, A CASA DOS HORRORES!

REVISTA ÉPOCA - O FILTRO - JULIANO MACHADO:
- Senado é a “casa dos horrores”, diz The Economist.
A série de escândalos no Senado chamou a atenção da prestigiada revista britânica The Economist, com uma reportagem cujo ácido título é “Casa dos horrores”. A publicação ainda zomba ao dizer que os parlamentares britânicos poderiam aprender com os colegas brasileiros - recentemente, o Parlamento de lá sofreu uma crise por conta de uso de dinheiro público para gastos supérfluos. A revista se refere a José Sarney como um “sobrevivente” depois de tantas denúncias, citando a mansão de R$ 4 milhões não-declarada e, é claro, os atos secretos. E dá uma estocada em Lula. “Os escândalos fazem os brasileiros se lembrarem dos defeitos de alguns aliados de Lula, e da disposição dele de fechar os olhos para a crise quando lhe convém.”
- Corregedoria indicia 14 policiais de SP por achaque a Abadia.
A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo indiciou 14 policiais sob a acusação de terem extorquido ao menos R$ 2,7 milhões do megatraficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia e outro criminoso, o também colombiano Ramón Manoel Yepes Penagos, conhecido como El Negro. Abadia, chefe de um cartel colombiano, foi preso pela PF em 2007 e logo depois se descobriu que ele pagara resgate de três subordinados e de uma mulher, seqüestrados por policiais paulistas. Mesmo assim, diz o Estadão, a investigação sobre os achaques dormitou na gaveta da corregedoria por dois anos. “Apesar de reconhecimentos das vítimas, da apreensão de carro dado para pagar suposta propina e das provas da PF, nenhum policial civil era indiciado.” Agora, enfim, foram. Com tantas evidências, espera-se que não fique apenas no indiciamento.
- Fundação José Sarney desviava recursos da Petrobras.
A manchete do Estadão compromete mais a já combalida imagem do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Segundo o jornal, a Fundação José Sarney – criada pelo próprio senador para manter um museu com o acervo da época em que foi presidente da República – desviou para empresas fantasmas e outras da família verba da Petrobras repassada para um projeto cultural que nunca saiu do papel. “Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto”, afirma a reportagem. Uma das empresas que teriam prestado serviços (Ação Livros e Eventos) à Fundação é de um aliado de Sarney no Maranhão e emitiu 30 notas fiscais sequenciais, como se a firma tivesse só a fundação como cliente. “Uma das sócias, Alci Maria Lima, que assina recibos anexados à prestação de contas, nem sabe dizer que tipo de serviço a empresa prestou. ‘Eu assinei o recibo, mas não sei o que foi que a empresa fez, não.’”
- Projeto regulamenta uso da internet em campanha eleitoral.
A Câmara aprovou ontem um projeto de lei sobre a reforma eleitoral. A principal novidade, informa O Globo, é a liberação da internet para as campanhas – ou seja, os candidatos não ficam mais restritos a seu site oficial. Mas alguns parlamentares criticaram o autor do texto substitutivo, Flávio Dino (PC do B-MA), por impor aos sites as mesmas restrições válidas para o rádio e a TV – eles acreditam que a propaganda virtual acabará engessada. A proposta, porém, prevê campanha livre no Twitter, Orkut e nos blogs, o que tende a ser uma grande ferramenta para quem souber utilizá-la bem. O projeto também regulamenta a polêmica doação oculta, em que pessoas físicas e jurídicas contribuem para o partido, que distribui aos candidatos sem precisar informar quem são eles. E ainda permite a candidatura de políticos que tiveram contas eleitorais rejeitadas anteriormente.
- Negociação sobre clima na cúpula do G-8 avança pouco.
No primeiro dia do encontro de cúpula do G-8, em Áquila, na Itália, os líderes decidiram trabalhar com a meta de limitar em no máximo 2 graus Celsius o aumento da temperatura decorrente do aquecimento global, tendo como parâmetro o início da Revolução Industrial, no século XVIII. E também acertaram o compromisso de reduzir 80% das emissões globais de gases do efeito estufa até 2050. O problema, como aponta a revista alemã Der Spiegel (em inglês), é a reticência dos países emergentes quanto às propostas das nações ricas. Não está claro se o grupo formado por países como Brasil e China vai aceitar fazer parte desse compromisso, pois poderia ser um entrave ao crescimento econômico - no caso do Brasil, ainda há a visão do governo de que são os países ricos quem devem encontrar soluções para conter o aquecimento global.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 20 de junho de 2009

DEMOCRACIAS DE PAPEL, NADA MAIS, NADA MENOS.

REVISTA ÉPOCA - O FILTRO - JULIANO MACHADO.
- Os atos intencionalmente secretos do Senado:
A manchete da Folha de S. Paulo (para assinantes) de hoje revela um aspecto sobre os atos secretos do Senado que muitos já suspeitavam. Segundo o chefe do serviço de publicação do boletim de pessoal do Senado, Franklin Albuquerque Paes Landim, não houve “erro técnico”, mas sim uma prática recorrente e deliberada de esconder do público várias decisões da Casa. De acordo com Landim, o esquema era comandado pelo ex-diretor-geral Agaciel Maia e pelo ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi, que chegaram a esconder alguns atos “por anos”. O triste relato mostra a total falta de compromisso com a transparência que emana do Senado, e o pior é que uma alteração dessa postura, na atual conjuntura, só pode partir dos próprios senadores. Não vai ser fácil mudar a situação.
- Processo contra Palocci é arquivado pelo Supremo:
O Supremo Tribunal Federal arquivou ontem o processo conhecido como “mensalinho”, no qual o ex-ministro Antonio Palocci (PT), hoje deputado federal, era acusado de ter cometido irregularidades em contratos de limpeza urbana. De acordo com o Estadão, o que mais pesou na decisão dos ministros do STF foi o posicionamento do procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, segundo o qual as provas conseguidas até aqui não são suficientes para garantir a participação de Palocci no esquema.
- Khamenei nega fraudes e alerta manifestantes:
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, fez nesta sexta-feira seu primeiro discurso público depois da eleição da semana passada e dos protestos que se seguiram a ela. Segundo o jornal The New York Times, Khamenei falou a milhares de pessoas por quase duas horas, e disse que 11 milhões de votos (a diferença do presidente Ahmadinejad para os outros candidatos) “não podem ser falsificados”, e que a República Islâmica “não iria trapacear e trair as pessoas”. Khamenei disse que os manifestantes devem agir dentro da legalidade pois, do contrário, “serão responsabilizados por seus atos”. Já Ahmadinejad se retratou por ter chamado os manifestantes de “poeira” e disse que se referia apenas aos mais violentos. Diante da tensão dos últimos dias, Khamenei e Ahmadinejad querem evitar que a situação se torne explosiva. Eles sabem que um cenário de instabilidade não trará benefícios para os atuais detentores do poder.
- Mubarak pede que árabes aproveitem chance de paz:
O The Wall Street Journal publica hoje um artigo do presidente do Egito, Hosni Mubarak, que tem dois lados distintos. Ele escreve alguns absurdos, como por exemplo que seu país combate o terrorismo com “moderação e tolerância”, sem lembrar que as prisões egípcias tiveram papel fundamental no fomento da ira islâmica atual. Apesar disso, é possível extrair algumas coisas boas do texto de Mubarak. E a principal delas é que o egípcio percebe que a solução para o conflito entre Israel e palestinos passa também pelas questões síria e libanesa. No texto, Mubarak elogia o recente discurso de Barack Obama no Cairo e diz que um “acordo histórico” pode ser alcançado. O Egito é um aliado estratégico no Oriente Médio, e os EUA precisam continuar aproveitando a disposição de Mubarak para estimular o diálogo na região.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO