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domingo, 11 de março de 2012

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: O COMBATE INTEIRAMENTE EQUIVOCADO ÀS BANDAS PODRES POLICIAIS.

O jornal O Globo publica um editorial na página 6 com o título:
"É urgente conter a banda podre no Rio" (Leiam).
Esse deve ter sido o milésimo artigo que li nos últimos anos sobre o tema. A imprensa é pródiga em reportagens sobre o assunto, enquanto isso o governo estadual é ineficaz por completo com relação ao combate às denominadas bandas podres policiais. Aliás, no Brasil os combates a qualquer forma de criminalidade alcançam resultados pífios, sobretudo quando os crimes envolvem os maus políticos, nossos criminosos mais perigosos.
O governo erra quando insiste em pagar salários miseráveis aos policiais, como eu escrevo nesse blog há mais de cinco anos, considerando que os salários miseráveis alimentam a corrupção policial. 
E, antes que vozes pouco esclarecidas no tema se ergam e digam que se ganhar mal fosse motivo para se corromper, todos os podres seriam corruptos, esclareço: Na verdade, o que alimenta a corrupção nas polícias é a conjunção de dois fatores, os salários miseráveis e as frequentes oportunidades de "tirar um por fora", oportunidades que se repetem várias vezes em um único dia de serviço. 
Eis a razão do crescimento das bandas podres nas polícias, ganhando miseravelmente, significativa parcela dos efetivos policiais cede aos oferecimentos do tráfico de drogas, do transporte alternativo clandestino, das milícias, dos motoristas com a documentação irregular, do jogo dos bichos, das clínicas de aborto, dos donos de restaurantes que pede uma segurança na hora do fechamento, etc. 
Os oferecimentos acontecem várias vezes a cada dia, repito. Portanto, pagar salários justos é a melhor forma de direcionar os efetivos para resistir e para reprimir essas práticas ilegais. Os bons salários fazem com que os policiais temam perdê-los, o que ocorre quando são expulsos de suas corporações. Enquanto, os salários forem famélicos, enquanto os rendimentos do "bico" forem maiores que o salário, o medo de perder o emprego quase não existe e as chances de resistir são menores.
Obviamente, mesmo recebendo salários excelentes, ainda assim teremos casos de corrupção policial, pois ganhar muito bem também não faz de ninguém uma pessoa honesta, caso contrário, não teríamos governadores acusados de desonestidades. Todavia, com salários justos, a corrupção policial diminuiria certamente.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

NOSSO BLOG - ENQUETE - RESULTADO.

ENQUETE:
Você já pagou ou conhece alguém que já pagou propina para Policiais Militares ou Policiais Civis do Rio?
NÃO = 364 (24%).
SIM = 1.127 (75%).
COMENTO:
O resultado é assustador.
O susto não se deve ao percentual do SIM, mas em razão de que nada está sendo feito pelo governo fluminense para reverter o crescimento das bandas podres nas polícias do Rio de Janeiro.
Nada, absolutamente, nada.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 22 de março de 2011

A FALÊNCIA PRECOCE DO PROJETO ELEITOREIRO DAS UPPs.

Tá dominado!
É pó de dez!
As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) seguem dando sinais de que o projeto foi apenas eleitoreiro, sustentado pela manutenção das suas incontáveis mazelas acobertadas pela mídia simpática ao governo Sérgio Cabral. Nesse espaço democrático elencamos exaustivamente cada um dos enormes erros de concepção e de execução do projeto, mas a mídia tem preferido se manter fiel ao seu anunciante principal.
Todos os Policiais Militares sempre souberam que o maravilhoso mundo televisivo das UPPs tinha um prazo de validade, mesmo com o apoio da imprensa, considerando que não se pode ocultar tudo, o tempo todo e de todos.
Na campanha eleitoral algumas vezes eu informei ao candidato Fernando Gabeira que ele deveria bater nas UPPs, única arma de Sérgio Cabral, apresentando os seus problemas, mas ele preferiu seguir a orientação de que o povo apoiava as UPPs, portanto, elas não poderiam ser atacadas.
O resultado foi que Cabral ganhou as eleições só com as UPPs!
O povo apoiava e apóia as UPPs por que não conhece os seus problemas e as suas conseqüências, bastava expô-las no horário eleitoral para começar a enfraquecer Cabral, pois todos os problemas podem ser comprovados.
Isso é passado, vamos em frente.
Atualmente, como já tinha anunciado nesse espaço, começam a surgir os indícios da cooptação de integrantes das UPPs pela criminalidade existente nas comunidades carentes, inclusive o tráfico de drogas.
Caro leitor, na área da segurança pública, como em diversas áreas do conhecimento humano, os fatos se repetem quando não temos o cuidado de estabelecer mecanismos de prevenção para evitar as consequências.
Ao longo de décadas no Rio os gestores da segurança pública tentaram tomar as comunidades ocupadas pelo tráfico de drogas e outros crimes, esbarraram em uma série de limitações, sobretudo a resistência armada dos criminosos.
O governo Sérgio Cabral resolveu mudar tal realidade, em 95% das comunidades carentes ele repete há mais de quatro anos essa ação, a tática do “tiro, porrada e bomba”, mas em 5% dessas comunidades ele resolveu ocupar e não retomar, termo usado pela mídia e o governo.
As UPPs são isso, uma ocupação, uma convivência de moradores, polícia e crimes.
No intuito de evitar os confrontos armados e poder inaugurar um número expressivo de UPPs, conquistando eleitores, o governo permitiu a transferência dos traficantes e seus fuzis de uma comunidade para outra, avisando com antecedência sobre as ocupações e não cercando adequadamente a comunidade.
Isso foi feito várias vezes na vista de todos e a mídia não deu uma linha por meses, só tratando do tema após as eleições.
Os resultados foram os esperados: fuzis na cara do povo nas ruas; fortalecimento do poderio armado de outras comunidades e implantação do tráfico em comunidades onde ele não existia ou era mínimo.
Quem não sabia que isso aconteceria?
Obviamente, a cooptação pela criminalidade dos integrantes das UPPs também era uma questão de tempo.
A fórmula é muito simples para promover a simbiose crime e polícia.
Crime ostensivo e polícia, sem repressão = corrupção.
Os baixíssimos salários pagos no Rio para os Policiais Militares funcionam como um catalisador do processo.
Só tolos de carteirinha podiam pensar que uma gratificação de R$ 500,00 mensais poderia evitar a cooptação, quando em um plantão o policial pode receber mais de R$ 100,00 apenas para não fazer nada, apenas com relação ao tráfico de drogas, sem falar no transporte ilegal, citando outro exemplo.
As UPPs sobreviverão o tempo que a mídia quiser ou o tempo que as polícias investigativas permitirem (Civil e Federal).
Ratifico que para os moradores as UPPs são maravilhosas, como seria a colocação de policiamento em qualquer região do Rio de Janeiro, assim como, reafirmo que as ocupações dessas comunidades são inevitáveis, porém não da forma esdrúxula como o governo Sérgio Cabral promoveu, permitindo a fuga dos traficantes e a continuidade dos crimes.
Tá dominado.
É pó de dez!
Para facilitar mais ainda o entendimento vou escrever um artigo sobre o PM novato e a corrupção policial.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

EX-CHEFE DA POLÍCIA CIVIL FALA SOBRE CORRUPÇÃO POLICIAL NO RIO.

BLOG MÍDIA CARICATA - ENTREVISTA HÉLIO LUZ, ex-Chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
(...)
Zero Hora — A polícia do Rio é corrupta, como mostrou os filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite II?
Hélio Luz --
É muito mais. Se fosse como o filme, seria ótimo. O grande problema é quantas vezes estes garotos foram presos e soltos? Foram para delegacia e liberados? Nem fichados são. Por quê? Porque tem acerto. Eles existem pela permissividade da polícia. Além disso, há questões de fundo. Eles prendem estes 200 que nós vimos fugindo, mas vão colocar aonde? E os outros, sei lá, 20 mil que têm no complexo com a idade deles? Tem política para eles? Vai ser proporcionada uma vida decente para eles? Como será feita a manutenção da área ocupada?
Zero Hora — Qual a opinião do senhor sobre as UPPs?
Hélio Luz — É interessante. Eu não entendo por que colocam recrutas para montar UPPs. Eles dizem que, na média, são uns 200 recrutas com um oficial. Nas 14 UPPs, dá algo em torno de 2,8 mil recrutas, 3 mil recrutas. Então, 3 mil recrutas estão resolvendo a situação da criminalidade no Rio? Tem um contingente de 40 mil policiais, mais 10 mil na Polícia Civil, que não resolveram o problema da criminalidade. É isso que estão dizendo? Se é isso, estão confirmando que o problema é corrupção.
(...)
A entrevista é muito interessante (leia).
Como temos escrito com frequência a CORRUPÇÃO está destruindo as instituições policiais do Brasil. No Rio a situação é gravíssima.
Visitem BANDA PODRE - A MÁFIA DAS POLÍCIAS (leia), aos poucos você será introduzido nesse universo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

GUERRA DO RIO: A TRAGÉDIA DA MISERABILIDADE DOS POLICIAIS E DOS MILITARES.

COMENTÁRIOS POSTADOS:
1) Caro Professor,
Tenho acompanhado em seus post que os soldados do Exército Brasileiro começam a receber ameaças de não poder mais voltar para suas residências por parte dos narcotraficantes que compactuam da mesma facção criminosa que atua no complexo do alemão. É publico e notório que a batalha do alemão, conhecida mediaticamente como GUERRA RIO; e que parte dos contingentes postos no presente cenário foi participante de missões da ONU.
Diante disso, se vê um elo entre as palavras ONU e GUERRA, o governo brasileiro poderia imbuir-se das responsabilidades que lhe cabe e bancar aqueles militares que lá estão com uma remuneração de soldado missionário e, assim, os combatentes poderiam com as devidas gratificações comprar uma residência longe da qual sofre a ameaça hoje pelo bandido.
Anônimo
2) Muitos policiais também moram em comunidades!
Anônimo
COMENTO:
As primeiras retaliações sofridas pelos Soldados do EB que residem em comunidades carentes em face da participação do Exército na Guerra do Rio, começaram a aparecer e evidenciam de uma forma cruel, a gravidade dos salários famélicos pagos a eles e aos Policiais Militares e Bombeiros Militares.
Uma coisa é atuar no Haiti, longe do Brasil, outra bem diferente é atuar no Complexo Alemão, enquanto você e sua família moram em outra comunidade carente, dominada pelo tráfico de drogas (a maioria das comunidades carentes).
Policiais Militares e Bombeiros Militares enfrentam situação idêntica, moram em comunidades e as suas esposas nem podem colocar suas fardas no varal, seus filhos não podem dizer a profissão dos pais nas escolas.
No Rio, todo mundo sabe disso, inclusive o governo e qual providência toma?
Nenhuma.
No mês de dezembro de 2014, um Soldado da PM do Rio ganhará a METADE do que recebe HOJE um Soldado da PM de Sergipe.
Vou repetir:
No mês de dezembro de 2014, um Soldado da PM do Rio ganhará a METADE do que recebe HOJE um Soldado da PM de Sergipe.
Como explicar, sendo o Rio o segundo estado em arrecadação no Brasil?
Falta de dinheiro?
Incompetência?
Má vontade política?
Vingança?
Qual a sua opinião?
Antes que você responda, gostaria de acrescentar um dado.
É de domínio público que uma série de ilícitos funcionam nas ruas do Rio de Janeiro, alguns ostensivamente, como o jogo dos bichos, as maquininhas, o transporte clandestino, o tráfico de drogas, todos inclusive nas áreas pacificadas (UPPs).
Não consigo engolir o termo "pacificada" para as UPPs.
Para que tais ilícitos funcionem, as Polícias precisam ser corrompíveis e com baixos valores, portanto, interessa ao SISTEMA que a ponta da linha GANHE MUITO POUCO, para ser corrompida e por migalhas.
No topo, o tratamento é outro, para que o SISTEMA mantenha o controle.
Gratificações altíssimas são distribuídas.
Por exemplo, alguns Coronéis de Polícia recebem SÓ de gratificação R$ 7.500,00 por mês.
Isso faz com que recebam SÓ de gratificação o valor correspondente a SETE SALÁRIOS E MEIO de um Soldado de Polícia.
Pronto, fica todo mundo calado e com a camisa do clube de coração.
Os Coronéis Barbonos, em 2008, não aceitaram tal gratificação, mas Barbonos são outra história, muito diferente.
A miserabilidade dos salários pagos aos Praças da PMERJ e do CBMERJ obriga que muitos morrem em comunidades carentes e distantes da área onde trabalham, o que ainda aumenta mais as despesas.
Qual a causa do salário dos Praças e dos jovens Oficiais serem tão reduzidos?
Escolha a sua resposta, eu aposto na opção do interesse do SISTEMA, ele precisa que a ponta da linha ganhe muito mal.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 10 de outubro de 2010

RIO: A CORRUPÇÃO POLICIAL E OS BAIXOS SALÁRIOS PAGOS AOS POLICIAIS MILITARES.

Prezado leitor, os Policiais Militares do Rio de Janeiro recebem os piores salários pagos no Brasil aos Policiais Militares. Apenas para citar um parâmetro, os Policiais Militares de Sergipe recebem três vezes mais.
Como explicar este absurdo, considerando que o Rio é o segundo estado em arrecadação no país?
Preliminarmente, o governador não gosta da Polícia Militar, deixa isto claro em todos os momentos, portanto existe má vontade para valorizar o PM. O Coronel Esteves, Coronel Barbono, então Diretor Geral e Finanças, em janeiro de 2008, já afirmava isto em uma entrevista que corre pela internet. Todavia, não podemos culpar apenas o governador e nem atribuir a ele a maior parcela da responsabilidade pelos péssimos salários que os PMs recebem no Rio.
Na verdade, temos dois grupos responsáveis pelos péssimos salários:
1) A banda boa omissa que se dá por satisfeita com escalas que permitam o trabalho no segundo emprego.
2) A banda podre que não está nem aí para os salários, pois "assalta" nas ruas.
A conjunção destas duas realidades faz com que os Policiais Militares sejam incapazes de qualquer mobilização, a última foi promovida pelos Coronéis Barbonos e pelos 40 da Evaristos, isto no dia 17 FEV 2008, há dois anos e oito meses.
Daquele dia até hoje as únicas mobilizações que reuniram mais de 100 pessoas foram as da PEC 300, sendo que em todas elas mais de 90% dos presentes eram Bombeiros Militares.
Os Policiais Militares não participam de atos nas ruas; não fazem greve, operação padrão ou operação tolerância zero, muito menos, votam em Policiais Militares.
A corrupção e a omissão estão destruindo a PMERJ, infelizmente.
Hoje, às 15:00 horas, uma guarnição de RP, estreitou com a viatura a pista que passa sob a Linha Amarela, no acesso para o Walt Mart e passou a para veículos para conferir documentos.
Pergunto:
Eles estão preocupados com o salário?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO: POLICIAIS MILITARES RUMO À MISERABILIDADE E À CORRUPÇÃO.


Os Policiais Militares do Rio de Janeiro recebem os piores salários do Brasil e são totalmente desrespeitados com relação aos direitos trabalhistas, considerando que nem mesmo as horas extras eles recebem.
O governador reeleito anuncia a incorporação de mais 25.000 soldados na PMERJ, o que fará com que os salários piorem ainda mais. Ele dará prosseguimento na sua política de dividir a tropa com gratificações para pequenos grupos, assim como, a concessão do RioCard que alcança a minoria da tropa.
Os inativos e as pensionistas ficarão em situação cada vez pior, pois não recebem gratificações e nem bolsas (Pronasci, copa, olimpíada, etc). O governo poderia criar a bolsa miserabilidade e conceder para os inativos e as pensionistas da Polícia Militar.
Os resultados destes salários famélicos são nossos velhos conhecidos:
- Os PMs cada vez mais se dedicarão aos bicos, principal fonte de sustento e procurarão descansar quando de serviço na corporação;
- A corrupção policial crescerá cada vez mais, a banda podre continuará prosperando e o povo continuará sendo assaltado em cada abordagem policial;
- A qualidade do serviço policial será cada vez pior.
O ambiente será cada vez mais propício para o agravamento do quadro acima descrito.
Além destes fatores, o enfraquecimento da Corregedoria Interna também está facilitando a prosperidade da banda podre.
É muito triste a situação vivenciada pelos Policiais Militares.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 9 de outubro de 2010

TROPA DE ELITE II: O FILME É CONTRA OU A FAVOR DO SISTEMA ( 2 ).

A VOZ DOS LEITORES DO BLOG.
COMENTÁRIOS POSTADOS:

1) Prezado Coronel Paúl, bom dia.
Faço transcrever mensagem postada hoje no Blog do Deputado federal Marcelo Itagiba, (ainda aguardando moderação...)
Onde continuo, há quase três anos , oferecendo meu testemunho em Plenário do Congresso Nacional,perante uma competente comissão de Inquérito Parlamentar, para desmitificar a farsa da pseudo segurança pública do Exmo. Sr. Mariano Beltrame;
Apesar de já estarmos quase no final do mandato de diversos Deputados Federais, muitos não reeleitos, mantenho firme o meu propósito, sou perseverante.
Quanto ao Filme tropa de elite 2, em minha opinião, só serviu para fortalecer mais a convicção da bandidagem do Colarinho branco de sonhar que irão continuar na impunidade.
Cordiais saudações,
Gustavo Barbosa Lima.
2) Podem falar mal dos americanos, mas não há um filme que a Polícia, seja ela qual for, não seja a Polícia que todos queremos, é comum existir o desvio de conduta como exceção, porém, sempre a Polícia irá prender ou matar o mau policial. Aqui é o contrário, vai ver o "nascimento" tá certo e eu estou errado.
Major Jorge
3) Como dito, em um velho ditado popular:
"Quem muito se abaixa, mostra o fundilho".
Só mesmo na "Briosa???", nos deparamos com fatos assim.
Propiciar logística aos "marqueteiros" das meias-verdades, do falso moralismo e da ilusão politiqueira.
Além de contribuir para o achincalhe público de milhares de profissionais que, diuturnamente, arriscam a vida em defesa de uma sociedade corrupta e hipócrita. Embora muitos destes mesmos profissionais, mereçam ser achincalhados.
Pobre e moralmente covarde, Corporação!!!!!!
Anônimo
Eu não sei se a permissão para a utilização de recursos públicos (materiais e humanos) da Polícia Militar no filme partiu de Mário Sérgio, Beltrame ou Sérgio Cabral, mas não posso deixar de condenar tal autorização lesiva aos interesses públicos em todos os sentidos.
Os autores do filme não gostam da Polícia Militar, isto está mais do que claro. No primeiro filme deram uma disfarçada colocando o BOPE como algo especial, fora da Polícia Militar, como se fosse uma parte boa da corporação corrupta, mas mesmo assim colocaram os bopeanos como frios torturadores e assassinos.
E tem PM que gostou...
A PMERJ deveria ter aprendido a lição, pena que não conseguiu.
No segundo tropa, o ódio pela PM escorre pela tela, a ânsia de destruir uma instituição bicentenária: a PM do Rio tem que acabar!
A nova reflexão que apresento sobre o filme é no tocante à película ser CONTRA ou a FAVOR do atual SISTEMA, que o Coronel Nascimento quer destruir?
Prezado leitor, o que aconteceu com quem se insurgiu contra o sistema:
- O Capitão André foi executado com um tiro pelas costas.
- O Coronel Nascimento está em processo de demissão da Polícia Militar e seu filho quase é morto pelos milicianos.
- O Deputado Fraga foi eleito deputado federal mas foi vítima de atentado.
- Os jornalistas fora executados, queimados e esquartejados (a cena é a mais marcante do filme em termos de violência).
E, para piorar, a milícia que era comandada por um Major, continua viva e comandada por um Coronel. O governador bandido é reeleito e o secretário de segurança bandido é eleito. O comandante geral da PMERJ bandido não cai. Todos se dão bem, menos um deputado estadual e alguns milicianos.
Qual é a moral da história de Tropa de Elite II?
Não mexa com o SISTEMA, ele pode matar você.
É por estas e outras que eu já escrevi neste espaço democrático que a minha vida é responsabilidade do governo fluminense, pois atualmente este Coronel Barbono é um dos raros que ainda incomoda o SISTEMA.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

TROPA DE ELITE II: A PM DO RIO TEM QUE ACABAR!

O Bope merece respeito, a Polícia Militar. mais ainda!

Assisti Tropa de Elite II, nesta sexta-feira, no shopping Nova América, onde recentemente ocorreu uma troca de tiros, mais um exemplo do Rio pacificado da dupla Cabral-Beltrame. O filme está cercado de toda pompa e circunstância, anunciado aos quatros ventos como uma obra prima, mas na platéia da qual eu fiz parte, arrancou risadas, com a imitação de Wagner Montes e ao final foi aplaudido por três pessoas, por meia dúzia de segundos, nem mais, nem menos.
O filme é regular, cheio de lugares comuns, com a corrupção política e a corrupção policial como principais estrelas, como dezenas de outros filmes do gênero. Nem os efeitos especiais se destacam. Não deve ter sido um filme caro.
O modelo de narrativa de fatos de domínio público facilitou a produção dos dois tropas, sendo que no primeiro o BOPE era herói, neste é otário, manipulado pelo sistema. Uma afronta ao BOPE, colocado como ferramenta do sistema corrupto.
As minhas opiniões sobre o primeiro estão contidas em vários artigos que postei no blog, filme contra o qual ombreei com os Oficiais do BOPE entrando com uma ação na justiça, mas, lamentavelmente, perdemos a ação. Na verdade, quem perdeu foi a PMERJ, como o segundo comprova.
O segundo tropa ratificou o que conclui sobre os objetivos do primeiro: ganhar dinheiro e destruir a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
O ponto alto do segundo é o discurso do Coronel Nascimento, o herói forjado com base em Rodrigo Pimentel, um ex-bopeano, um anti-herói para a Polícia Militar, portanto, algo surreal, o herói que nunca foi herói. No calor das frases de efeito, Nascimento diz que a PM do Rio tem que acabar, sem dúvida, o objetivo principal dos dois episódios, destruir a corporação.
Eu voltarei ao filme, mas gostaria de deixar algumas reflexões iniciais:
1) O filme reporta uma luta contra o sistema de governo instalado no Rio de Janeiro. Um governo corrupto, segundo os autores da trama. Lembro que os últimos Policiais Militares e Bombeiros MIlitares que lutaram contra o SISTEMA no Rio, foram os integrantes dos 40 da Evaristo e dos Coronéis Barbonos. O SISTEMA foi impiedoso e os reprimiu de todas as formas, os Barbonos além de serem exonerados foram aposentados precocemente de forma compulsória. Quem sabe o Tropa de Elite III não trate dos Evaristos e dos Barbonos, os verdadeiros inimigos do SISTEMA.
2) Por que o filme só estreou após as eleições?
- Obviamente, mil justificativas surgirão, porém não podemos esquecer que Sérgio Cabral (PMDB) foi eleito em 2006, quando as milícias estavam tomando várias comunidades no Rio, no auge da popularidade miliciana e teve apoio de pessoas ligadas diretamente ao movimento miliciano, como os vídeos do youtube não deixam dúvidas (assista um dos vídeos). Será que se o filme, que apresenta um governador corrupto lutando pela reeleição, fosse exibido antes das eleições, poderiam ocorrer ilações com o governador Sérgio Cabral? Aliás, não custa lembra que no governo Cabral, em quatro anos, apenas uma comunidade dominada por milicianos foi ocupada por UPP, uma minúscula, o Batam.
3) Por que o filme tratando especialmente das milícias não se reportou ao envolvimento de Policiais Civis nas atividades milicianas?
- Nem o ex-Chefe da Polícia Civil foi citado. Como explicar uma ausência tão importante? Enquanto isto, o comandante geral da Polícia Militar foi apresentado como um criminoso, um mafioso. No filme, os Policiais Civis ainda surgem como vítimas dos milicianos, que invadem uma delegacia policial. Estranho, não? Sobretudo, considerando que até para combater os milicianos, a Polícia Civil usou milicianos. Lembram do Chico Bala na viatura da Polícia Civil? Como uma imagem tão forte não foi usada no filme, que usou e abusou de colocar a tropa convencional da Polícia Militar como corrupta. Os milicianos são sempre Policiais Militares, pelo menos pouparam os Bombeiros Militares.
4) No primeiro tropa surgiram denúncias de que Oficiais do BOPE estariam ajudando nas filmagens, algo que foi desmentido. O próprio governador Sérgio Cabral manifestou apoio ao cineasta dizendo que ele não deveria depor no IPM instaurado para apurar. Não adiantou, ele prestou depoimento. No segundo, liberou geral, o BOPE, o Quartel General, os Policiais Militares, o veículo blindado para transporte de tropa (caveirão), tudo foi cedido para as filmagens.
A PM tem que acabar, grita o Coronel Nascimento.
Ao que parece tem muita gente na Polícia Militar querendo ajudar na destruição.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 21 de setembro de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

MÁRIO SÉRGIO E A SÍNDROME DO AVESTRUZ.

BLOG DO SIDNEY REZENDE:
COMANDANTE DA PM NA CONTRAMÃO.

Eu nunca conversei pessoalmente com o atual comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Mário Sérgio de Brito Duarte. Embora acompanhe de perto o trabalho que desempenhe. Reconheço que parece ser um homem público com compromissos decentes com a sociedade.
Em entrevista ao repórter Patrick Moraes, de "Vejinha", ele deixou escapar uma convicção que discordo completamente. Indagado sobre a serventia da internet no combate ao crime, o comandante desmonstrou sua ignorância sobre a utilidade da nova plataforma. A ferramenta hoje é aceita por todas as polícias dos chamados países mais organizados.
"Existem muitas denúncias em blogs e twitters sobre corrupção policial. Elas servem como um ponto de partida para se livrar dos maus policiais?", quis saber o repórter.
A resposta do comandante-geral foi absurda. "A internet virou uma janela de fofoca. Nós nem investigamos. Se você quer atacar um desafeto, a denúncia é publicada, sem apuração nenhuma. Virou um Disque-Vingança".
Eu penso que o comandante da corporação deve se atualizar rapidamente. Esta sua posição é pensamento de quem demonstra vínculos com o passado e não com alguém atualizado com o que há de mais moderno na tecnologia de combate ao crime.
COMENTÁRIO QUE ENCAMINHEI SOBRE O ARTIGO:
Prezado Sidney, parabéns pelo artigo. Mário Sérgio vive a Síndrome do Avestruz, não quer ver as verdades que são publicadas na internet sobre a Polícia Militas, a respeito dos seus maus Oficiais e Praças, a banda podre, que existe em todas as instituições. Prefere se esconder, salvar a cabeça, com o discurso de que tudo é fofoca, o que evidentemente não é verdade. Recentemente, conversei com um Comandante de batalhão que usando as informações da internet, conseguiu reverter alguns problemas. Infelizmente, o órgão que seria responsável pela investigação destas denúncias, sobretudo contra comandantes, não foi implementado nem por Pitta e nem por ele: o Gabinete Geral de Assuntos Internos. O GGAI criado por decreto de Sérgio Cabral, a partir de uma proposta nossa, transformaria esses dados em conhecimento para viabilizar as investigações. E não podemos esquecer que muitos blogs tem autores identificados, como o nosso, que esse ano alcançará 1 milhão de visitantes. Juntos Somos Fortes! Coronel Paúl - Ex-Corregedor Interno da PMERJ.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 7 de agosto de 2010

COLHENDO OS "CACOS" DA CORRUPÇÃO POLICIAL - ABOUCH VALENTY KRYMCHANTOWSKI.

Artigo do leitor Abouch Valenty Krymchantowski*
Há semanas que não se fala em outra coisa. Mortes de inocentes, flagrantes de corrupção, discursos, anúncios, medidas, enfim, todos mobilizados para 'acabar' com a grande vilã, a Polícia do Rio de Janeiro. Criminosos de toda ordem não seriam culpados se não existisse uma polícia tão ruim. Afinal, deve ser fácil expurgar os maus elementos e substituí-los por homens e mulheres altos, fortes, com fardas lindas e limpas, quiçá de olhos azuis e sem máculas no exercício profissional. Sob o comando de oficiais exemplares, formados nas melhores escolas do país e sob a ingerência de governantes honestos que usam cada centavo do que arrecadam com impostos escorchantes para o bem e a segurança da população.Todos felizes com o reconhecimento pecuniário e de progresso profissional que recebem em suas vidas.
" Somos um povo com sérios problemas de educação, acostumado a privilégios, apadrinhamentos, desmandos e à quase impossibilidade de se galgar sucesso ou realização pessoal apenas pelo mérito "
Sonho? Esperança? Devemos abandoná-los? Talvez. Sobretudo, quando a análise mais fria, sem a influência de tal clamor, alimentado pela mídia a cada momento, nos traz de volta ao que temos e somos. Um povo com sérios problemas de educação, acostumado a presenciar privilégios, apadrinhamentos, desmandos e à quase impossibilidade de se galgar o sucesso, ou mesmo a realização pessoal, apenas pelo mérito.
Filhos de inúmeras gerações que sonharam em ser policiais, militares, criminologistas, agentes operacionais pelo puro e simples prazer da realização, talvez infantil, mas inquestionável. Seria possível pensar que muitos não tenham sonhado com uma carreira de sucesso fora da formalidade de um escritório? Possivelmente não. O mais provável, com o respaldo de exemplos cotidianos, é o abandono progressivo dos sonhos, da vocação, muitas vezes com o preparo adquirido em anos de gastos e de esforço.
No fim, precisamos pensar: o que restou? Exatamente o que vemos hoje. Péssima formação, condutas incompatíveis com o mínimo de civilidade, alardeadas a cada dia pelos ecos de tragédias sucessivas, pelos 'cacos' deixados por toda a sorte de acontecimentos estarrecedores. O que fazer então? Como podemos, a partir de agora, levar adiante nossas vidas, sonhos e o simples 'ir e vir' sem tantos sobressaltos? Andar nas ruas em paz e com o mínimo de confiança em quem deve nos proteger? Como podemos acreditar em um amanhã melhor?
* Mestre e Doutor em Neurologia e Oficial Médico da Polícia Militar do RJ
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 1 de agosto de 2010

CORRUPÇÃO POLICIAL: POLICIAIS MILITARES DO RIO ACENDEM UMA LUZ DENTRO DO TÚNEL.

A corrupção policial é o mais grave problema das organizações policiais brasileiras, considerando o seu efeito destruidor nos valores institucionais. As polícias têm a LEI como parâmetro a seguir, portanto, deixar de cumprir a LEI viola a essência do policial e o transfere para o mundo do crime. Tal realidade faz com que criminosos façam parte dos efetivos das polícias brasileiras (Federal, Civil e Militar).
O jornal O Globo publica neste domingo um artigo sobre a corrupção, citando valores, e as ações da Polícia Militar para tentar controlar o problema (expulsões) e destaca o papel do corruptor ativo - o cidadão de "bem" (leia).
Nos últimos dias Policiais Militares do Rio de Janeiro deram início a uma OPERAÇÃO TOLERÂNCIA ZERO e estão prendendo em flagrante esses criminosos que oferecem dinheiro aos policiais para levar alguma vantagem.
Eis uma excelente notícia, resta esperar que a OPERAÇÃO TOLERÂNCIA ZERO cresça em todas as direções, reprimindo todos os ilícitos que estão espalhados pelas ruas do Rio de Janeiro. Tenho certeza que essa ação ampla irá resgatar uma significativa parcela da honra policial, totalmente afetada em face da convivência da polícia com a criminalidade.
Penso que limpando as ruas os Policiais Militares conseguiram alcançar salários mais justos, pois não é segredo para ninguém que a criminalidade precisa de policiais recebendo salários miseráveis, como ocorre no Rio de Janeiro.
A campanha do governador Sérgio Cabral paga em sua campanha R$ 40,00, como provei em vídeo postado neste blog (assista - 50 segundos), para uma jovem segurar bandeirinhas durante os eventos e paga cerca de R$ 30,00 por dia para os Policiais Militares arriscarem a própria vida.
A OPERAÇÃO TOLERÂNCIA ZERO é uma luz acessa dentro do túnel, que pode orientar a nossa saída da situação de penúria que vivenciamos.
Vida longa e crescimento a essa boa notícia, que se espalhe para todas as ruas do Rio de Janeiro.
A lei é o nosso parâmetro, vamos encher as delegacias.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 27 de julho de 2010

A CULPA É SEMPRE DA PM? ABOUCH VALENTY KRYMCHATOWSKI.

Corrupção na PM
A culpa é sempre da PM?
Artigo do leitor Abouch Valenty Krymchantowski*

A polícia espelha a sociedade. É assim no Chile e na Itália com os carabineiros. É assim na França com os gendarmes. Interessante, são o orgulho da nação. Seus homens vêm da própria sociedade, vocacionados, filhos de famílias de todos os níveis econômicos e sociais, não raro doutrinados e estimulados desde a infância a seguir a carreira policial militar. Afinal, como bem diz a canção do policial militar carioca, "ser policial é, sobretudo uma razão de ser".
" A PM do Rio seleciona e treina exatamente os membros de sua população e não alienígenas "
Algo, no entanto, é diferente no Rio de Janeiro. Está errado, a sensação não é boa. A população não se orgulha e sequer confia na sua polícia. Os jovens de classes sociais favorecidas e aqueles que têm a rara oportunidade de escolher seu futuro se esquecem da polícia como carreira. Interessante de novo. Nossa Polícia Militar ostenta o símbolo da coroa da corte de D. João VI, tem mais de 200 anos, gerencia-se sozinha e pode receber profissionais de quase todos os ramos de atividade. Combatentes, médicos, padres, veterinários, músicos e uma gama enorme de profissionais. Porque, então, o que vemos no dia a dia? Maltrapilhos, assassinos de crianças, corruptos.
Interessante mais uma vez. No comando, pelo menos agora, homens íntegros, bem preparados, de boas famílias. Um filósofo formado na UFRJ com grande capacidade de combate. Casado com um anjo que sempre foi exemplo de dignidade no desempenho de suas funções de oficial do quadro feminino. Cercados por oficiais de caráter inquestionável. E nas ruas? Questiona-se sempre se quem atua na rua não é quem deveria ser. Talvez se mais fiscalizados pelo comando, ou pela própria sociedade. Que sociedade? A que sempre acha que uma pequena infração não é infração? Aquela que cultiva o hábito de propor algo em troca do perdão, da "vista grossa", do jeitinho? Será que se teria exigido dez mil reais para que um jovem infrator, assassino, pudesse ser liberado impune se nossa sociedade não fosse habitualmente conivente com o perdão regado a corrupção?
A PM do Rio seleciona e treina exatamente os membros de sua população e não alienígenas. A constante insinuação de que não são bem treinados e escolhidos não pode mais ser aceita. Os concursos são permanentes, às vezes mais de um por ano. O treinamento é rigoroso, mas dirigido àqueles que a escolheram e por instrutores de seu corpo. Todos espelham a realidade, esta sim, provavelmente incompatível com o que se deseja e com o que a sociedade pratica em sua rotina cotidiana. Se fosse inaceitável corromper não seria possível ser corrompido. Se os valorosos fossem selecionados o treinamento seria de melhor nível e os resultados menos desastrosos.
Se os bons escolhessem a polícia, a população seria dela orgulhosa e a apoiaria. Acidentes acontecem. Omissões, desmandos e incompetência não podem acontecer. Tudo tem que ser revisto, e já. A PM precisa e merece ser escolhida como carreira de sucesso, precisa reconhecer e estimular quem tem valor, quem quer fazer bem feito, quem seria exemplo de caráter, de dignidade e de competência. A sociedade, por sua vez, esquecer a "mão na cabeça" e exigir o correto.
*Abouch Valenty Krymchantowsk é mestre e doutor em neurologia e oficial médico da PM do Rio
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 13 de julho de 2010

CORRUPÇÃO NA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL.

SITE G1:
"Policiais rodoviários federais do Rio são denunciados por tráfico de drogas
Eles teriam recebido R$ 15 mil para liberar maconha apreendida.
Dois agentes e outras sete pessoas fariam parte do esquema.
O Ministério Público Federal denunciou à Justiça do Rio dois policiais rodoviários federais por tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção passiva. Presos no último dia 17, os dois agentes foram denunciados nesta terça-feira (13).
Eles teriam recebido R$ 15 mil para liberar uma carga de maconha apreendida em Resende, no Sul Fluminense. A droga teria sido comprada em Foz do Iguaçu e seria transportada para Vitória. Além deles, outros seis suspeitos foram indiciados e, segundo o MPF, apenas um continua foragido.
Como funcionava o esquema
Ainda de acordo com o MPF, a quadrilha foi descoberta através de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. As investigações, que começaram no início de maio, mostram que parte do grupo saiu do Espírito Santo para o Paraná, onde pegou a droga e a escondeu no veículo. Interceptados em Resende, os policiais teriam pedido dinheiro para liberar a carga.
Dois dos denunciados foram flagrados participando da negociação de suborno pelo telefone. O pagamento e a devolução da droga foi feita em Campos, no Norte Fluminense, onde os policiais e um dos suspeitos foram presos em flagrante".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 23 de junho de 2010

POLÍCIA: OS AUMENTOS DIFERENCIADOS E A CORRUPÇÃO POLICIAL.

Não é segredo para ninguém que o uso de funções públicas para obtenção de vantagens ilícitas é uma das grandes mazelas brasileiras. O exemplo mais contundente é a política nacional, hoje completamente desmoralizada junto ao povo fluminense, diante dos escândaos diários.
As instituições policiais também possuem essa doença, inteiramente fora de controle, diante dos quase inexistentes investimentos nas áreas de controle interno, quer seja em recursos humanos, quer seja em recursos materiais.
Há quem diga que interessa aos maus políticos as polícias contaminadas pelos desvios de conduta, essa a razão da ausência de investimentos, pensamento que também sustento.
Os motivos que favorecem o envolvimento em práticas delituosas são inúmeros, sendo o principal deles os fatores de ordem moral.
Eis outros motivos:
- A grande exposição à possibilidade de práticá-los, considerando que um policial é tentando várias vezes a cada dia, inclusive pelos corruptos ativos;
- Os salários miseráveis;
- O mau exemplo de cima para baixo;
- A impunidade, sobretudo na parte de cima; e
- O mau tratamento por parte do governo: a distribuição de benefícios para alguns (gratificações, RioCard, vale alimentação, etc); as péssimas condições de trabalho (alojamentos, equipamentos de segurança, etc) e os aumentos diferenciados (delegados, coronéis).
Penso que o conjunto desses fatores seja o principal motivador da "banda podre" e nessa direção, não tenho dúvidas em afirmar que o atual governo tem estimulado o envolvimento de policiais em práticas delituosas, reforçando a "banda podre".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 14 de junho de 2010

BELTRAME TEM RAZÃO.

"Ele pode ficar vulnerável a qualquer coisa, até à corrupção porque ganha pouco".
O secretário de segurança Beltrame disse essa frase durante uma entrevista ao Jornal do Brasil.
Eu escrevi que o fato do Policial Militar ganhar salários famélicos o tornava uma presa fácil para os corruptos ativos e fui alvo de várias reportagens da Rede Globo, que interpretou as minhas palavras como uma justificativa para a corrupção policial. Na época eu era o Corregedor Interno.
Penso que Beltrame não será questionado, afinal ele é governo.
Aliás, torço para que não seja, afinal ele falou uma verdade.
O PM está vulnerável a corrupção porque ganha pouco.
Parabéns, secretário, quem sabe não chegou a hora de lutar por melhores salários para os Policiais Militares, Policiais Civis e Bombeiros Militares.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 25 de maio de 2010

CORRUPÇÃO SISTÊMICA - CORONEL DE POLÍCIA ROSETTE..

CORRUPÇÃO SISTÊMICA – COMO ENFRENTÁ-LA ?
A corrupção policial é uma ameaça real ao sistema de segurança pública no Rio de Janeiro.
O enfrentamento a este problema, até então, tem-se mostrado ineficaz pois, embora a Polícia Militar tenha expurgado de seu meio policiais corruptos, a corrupção como um todo não diminui.
A observação dessa realidade deveria levar o poder público a reflexões de outra ordem, como por exemplo que a corrupção é muito mais uma questão societária que um problema moral-individual.
Também seu enfrentamento, hodiernamente feito através de ações isoladas contra os corruptos (teoria da "eliminação das maçãs podres"), nada mais demonstra o reduzido alcance que uma política meramente penalista tem sobre o problema, além de mostrar cabalmente que o governo tenta "enxugar o gelo" de forma eficaz. O cinismo disso está latente.
Considerando a corrupção como um fenômeno arraigado em nossa sociedade, onde ter é mais importante do que ser , onde “todos querem levar vantagem em tudo”, pode-se afirmar que a estratégia está enviesada, carecendo portanto de novos rumos para sua minimização (devemos entender, e aceitar, que a erradicação total é utópica).
Em resumo exsurge a adoção de uma política pública focada em medidas mais abrangentes, que enfrentem o problema na sua real dimensão e em todos os seus vetores, sendo portanto de se esperar resultados diversos dos atuais.
Dentre tais medidas destacam-se:
1. a mensuração da corrupção sistêmica através de pesquisa interna (não se pode combater aquilo que não se conhece);
2. criação de mecanismos internos de controle que inviabilizem a prática de determinadas condutas desviantes (evolução tecnológica);
3. criação de um sistema de controle externo, com a participação da sociedade, independente organicamente da Polícia e com poderes de auditoria (o cliente deve opinar sobre o produto que está recebendo);
4. reformulação dos currículos de formação, especialização e extensão de policiais, direcionando o ensino para a reflexão, o estudo de caso, os debates em grupo que viabilizem a formação de um ethos contra a corrupção;
5. modernizar a estrutura da polícia, ajustando-a a um modelo empresarial competitivo e compatível com as demandas do mercado, reduzindo os níveis de decisão e tornando todos os seus integrantes individualmente responsáveis pelo todo, perante a própria organização e a sociedade;
6. elaboração de um programa de valorização profissional e motivacional, a ser realizado ciclicamente, a par da adoção de remuneração digna e melhoria dos ambientes de trabalho dos policiais.
Tais medidas devem ter balizamento na pesquisa inicial e, através de DIRETRIZES, serem implantadas seqüencial e cumulativamente.
Em paralelo devem-se MONITORAR os resultados obtidos periodicamente, repetindo a pesquisa de mensuração, viabilizando eventuais correções que se façam necessárias para o atingimento dos OBJETIVOS (foco naquilo que a sociedade quer).
Isto é, em síntese, o que deveria ser uma POLÍTICA PÚBLICA.
ALEXANDRE CARVALHAES ROSETTE - CORONEL DE POLÍCIA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 3 de maio de 2010

POLÍCIA MILITAR - CORRUPÇÃO - NOVE MESES DEPOIS, NADA DE PALESTRAS, NADA DE PRÓCERES.

Prezado leitor, republico o artigo que contém a resposta de Mário Sérgio sobre a nossa proposta de proferir palestras sobre o tema corrupção policial.
Nove meses depois, nada de palestras.
"PROPOSTA SOBRE REALIZAÇÃO DE PALESTRAS - INDEFERIMENTO.
Boletim da PMERJ, número 017, de 30 de julho de 2009 (página 67):
(...)
23. PROPOSTA PARA REALIZAÇÃO DE PALESTRA SOBRE CORRUPÇÃO POLICIAL – PUBLICAÇÃO.
O Comandante Geral, em resposta ao CEL PM RG 29.297 Paulo Ricardo Paúl, referente à palestra sobre Corrupção Policial e outros temas correlatos, decide:
1. Ciente;
2. Não obstante a inequívoca demonstração de camaradagem e senso de dever do Coronel PM Paulo Ricardo Paúl, propondo realizar palestras “sem ônus para a Corporação (Estado) [sic] sobre Corrupção Policial e outros temas correlatos”, agradecendo a manifestação do ilustre oficial superior da PMERJ, mas, atento a tais questões e verificando que não há registro recente de tais palestras em nossa instituição, este Comando Geral determinou a elaboração de calendário para eventos dessa natureza, para os quais já foram convidados próceres no tema.
(Nota nº 1347 – 30 Jul 2009 - GCG)
O organizador desse espaço democrático agradece a resposta dada pelo comando da PMERJ, a respeito da proposta sobre a realização de palestras sobre corrupção policial, percebendo pelo texto que a idéia já tinha sido implementada, o que é excelente, e que já tinham sido convidados próceres no tema (corrupção policial) para a condução das palestras.
E, para facilitar o entendimento de todos devemos esclarecer que "prócere" significa pessoa que se destaca (pessoa importante) e que [sic] é uma palavra latina que "indica que a frase ou palavra foi originalmente escrita desta forma.”
Diante do exposto, o organizador desse espaço aguardará a divulgação do calendário no boletim da PMERJ, para postular a sua participação como ouvinte nas citadas palestras, afinal, elas serão proferidas por próceres no tema".
Será que não existem próceres ou não existe corrupção policial?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 22 de abril de 2010

É BRINCADEIRA ...

O GLOBO:
A Polícia Militar anunciou, meses atrás, que realizaria palestras sobre corrupção policial. A publicação ocorreu no Boletim da Polícia Militar, esclarecendo que próceres da corporação iriam desenvolver as palestras, o que ainda não ocorreu.
Deve estar difícil encontrar os tais próceres...
A notícia no sentido da pretensão da atual gestão, portanto, beira ao ridículo.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO