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quarta-feira, 4 de maio de 2011

OSAMA BIN LADEN E (ALGUNS) POLÍTICOS.

A tecnologia impulsiona o homem para o futuro, mas paralelamente faz com que ele volte para o passado, por mais paradoxal que isso possa parecer.
A morte de Osama Bin Laden revelou que ele temia a tecnologia, não usava telefones e nem a internet, isso para não ser “grampeado”, localizado e responsabilizado. Osama usava um meio de comunicação antigo, ele tinha mensageiros, uma prática comum na política brasileira.
Ouvindo aqui e ali, acabei sabendo que alguns políticos não usam telefone, nem fixo, nem móvel, eles têm medo de serem grampeados.
E como eles se comunicam?
Usam os antigos mensageiros.
Intermediários que funcionam como os olhos, a boca, os ouvidos e as mãos (bolsos, meias, cuecas, etc) dos seus senhores.
Vocês lembram das imagens do mensalão de Brasília?
Políticos pegando dinheiro com as próprias mãos?
O grupo político que tratamos nunca será pego em imagens semelhantes. O dinheiro percorre um longo caminho onde ele é esquentado, ganhando legalidade até que cheque próximo deles e possa ser usado.
Desistam, eles nunca serão filmados com a mão na massa.
Assim como, nunca serão grampeados pela Polícia Federal, pois não usam telefones.
Agora, assim como ocorreu com Osama, os seus mensageiros correm esses riscos, essa é uma possibilidade real.
No Rio, recentemente, circularam boatos que um dos mensageiros tinha sido filmado, o que provocou um abafamento rápido e eficaz.
Verdades ou boatos, o fato é que os mensageiros são vulneráveis.
Talvez pegando um ou dois, acabemos pegando os nossos Osamas, que tanto mal fazem ao povo brasileiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

OS MENSAGEIROS REAIS E A TECNOLOGIA. DE PONTA

O nosso mundo é "no stop", não pára por uma fração de segundo.
Os avanços tecnológicos se sucedem a uma velocidade assustadora, o computador mais avançado comprado hoje, começa a ficar obsoleto na fila do caixa para pagamento do produto.
O mundo está conectado, uma grande aldeia, onde conseguimos conversar em tempo real com quase todas as partes do planeta, o que facilita muito a vida da quase totalidade dos seres humanos.
As modernas formas de comunicação mudaram bastante o relacionamento humano em todas as atividades que desenvolvemos rotineiramente.
No comércio, alguns séculos atrás, os reis tinham que mandar seus emissários (mensageiros) para realizar acordos de compra e venda, por exemplo. Longas viagens de ida e de volta, nem sempre produtivas. Hoje, uma vídeo conferência ou uma simples ligação telefônica, permite que esses mesmos acordos sejam fechados em um piscar de olhos.
As relações entre compradores e fornecedores se agilizaram, aumentando o lucro e o risco.
Infelizmente, tudo tem seu lado bom e seu lado mau, a mesma tecnologia que permite o uso de aparelhos de telefonia celular para a celebração de acordos envolvendo os reis modernos e os seus fornecedores, permite que a conversação seja gravada e utilizada posteriormente para diferentes fins.
Tal realidade tem produzido um efeito estranho, alguns reis dos nossos dias não utilizam o telefone, temem os chamados grampos legais (autorizados judicialmente) e ilegais. Fogem dos telefones como o diabo foge da cruz, conforme o dito popular.
Diante do problema esses reis voltaram ao passado e se utilizam dos bons e velhos mensageiros reais, que promovem os acordos conversando pessoalmente com os fornecedores reais.
Os mensageiros passam a funcionar como os olhos, os ouvidos, a boca e as mãos do rei. Eles são preferidos à tecnologia em razão de deixarem poucos rastros, normalmente, embora volta e meia um apareça na TV negociando com um fornecedor, em nome do rei e revelando acordos fraudulentos.
Os reis ficam protegidos em seus palácios, enquanto os mensageiros fazem o trabalho "sujo".
No Brasil, a mídia noticia um grande escândalo desse a cada quinzena.
Quem diria que no século XXI, um simples telefone poderia se transformar em um terrível inimigo, algo a ser evitado.
Convém destacar que a própria tecnologia fornece mecanismos de defesa para esses reis amedrontados, como os telefones criptografados, os bloqueadores de celulares, as salas seguras, etc. Todavia, assim mesmo, eles preferem os seus confiáveis mensageiros que seguem ganhando fama.
Mundo engraçado esse nosso, o passado resolvendo os problemas do futuro.
Pelo menos tentando...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

RIO DE JANEIRO: SISTEMA PENITENCIÁRIO PERMITE 60 MIL LIGAÇÕES DE PRESOS.

G1.
Grampos telefônicos flagram presos no RJ aplicando golpes do falso sequestro.
Investigação foi feita pela polícia e pelo MP de São Paulo.Em três meses, foram registradas 60 mil ligações no presídio.
"Uma investigação feita pela polícia e pelo Ministério Público de São Paulo flagrou o uso de celulares por detentos em um presídio do Rio de Janeiro para aplicar o golpe conhecido como falso sequestro, quando o criminoso exige dinheiro para libertar um parente da vítima. Segundo o delegado que atua no caso, Wilson Negrão, os celulares são usados também para outros crimes.
"O celular na mão do preso não serve só para esse tipo de golpe e sim para o cometimento de outros crimes, como tráfico de drogas e sequestros", diz o delegado. O trabalho começou após centenas de denúncias de vítimas do golpe. Grampeando os telefones, os investigadores registraram uma conversa entre um preso e sua namorada. Assim foi descoberto que os telefonemas partiam do presídio Evaristo de Moraes, no Rio de Janeiro, conhecido como Galpão da Quinta. O presídio tem capacidade para 1,5 mil detentos e já foi alvo de várias operações da polícia para tentar retirar os celulares das celas. A quantidade de telefonemas feitos pelos presos impressiona: foram 60 mil em três meses. Isso significa uma ligação a cada dois minutos. Sem dificuldade para se comunicar, os presos transformaram as celas em escritório do crime. O Ministério Público do Rio de Janeiro teve acesso a gravações do Sistema de Segurança do presídio. Segundo a promotoria, a qualidade das imagens não é boa, o que facilita o uso dos celulares, principalmente à noite. É nesse horário que os presos mais usam os aparelhos. A investigação da polícia mostra que os presos transformaram o Galpão da Quinta em uma extensão da casa deles. O celular ajuda a resolver problemas familiares e funciona até como disque-sexo. O uso mais comum, no entanto, é para aplicar o golpe do falso sequestro. Os detentos chegam a simular vozes de mulheres e crianças.
Vítimas
Na maioria das vezes, os presos exigem dinheiro para recarregar os celulares usados no Galpão da Quinta. Em um dos casos, uma mulher não desconfia de nada e quase passa mal. Há dois anos, dona Rosalina recebeu uma ligação semelhante. A senhora, de 70 anos, morava em Americana, interior de paulista, e tomava remédio para pressão. Não suportou o susto e acabou morrendo. Em Sorocaba, Domingos Lourenço, de 62 anos, também foi vítima dos presos. "Diziam que tinha sequestrado minha irmã e colocaram uma moça para chorar igualzinho a ela", conta o filho de Domingos, Eliseu Lourenço. A família conta que, quando Domingos iria entregar o dinheiro, a filha apareceu em casa. Só naquele momento ele descobriu a farsa. "Ele pediu para ser levado para o hospital porque estava sofrendo um infarto", conta Eliseu. Domingos morreu dois dias antes de se mudar para a casa nova. Ele era vendedor de queijos e doces.
De acordo com as investigações, o telefonema que Domingos recebeu partiu do presídio carioca Galpão da Quinta. O preso foi identificado e indiciado por homicídio. A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro preferiu não gravar entrevista. Para o promotor que coordena o combate ao crime organizado em São Paulo, José Reinaldo Carneiro, a pena para quem deixa entrar celular nas cadeias e também para quem usa o aparelho nos presídios deveria ser bem mais rigorosa. "Nós precisamos ter uma legislação mais forte que faça com que o criminoso tenha medo de cometer o crime. Não como aqui está hoje. A entrada do celular no presídio dá pena máxima de um ano. Isso é absurdo", diz o promotor".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO