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sábado, 19 de fevereiro de 2011

RIO: POLÍCIA CIVIL E POLÍCIA MILITAR CHEGAM NA FASE TERMINAL.

O Tribunal de Justiça-RJ aceitou a denúncia contra os Policiais Civis e Militares investigados pela Operação Guilhotina da Polícia Federal (leia), que desvendou mais uma triste página da ação das bandas podres policiais no Rio de Janeiro, algo que se tornou rotina no Rio de Janeiro.
Em qualquer país minimamente civilizado, os saques que aconteceram no Complexo do Alemão, comunidade que acabou sendo conhecida como Serra Pelada, teria custado a cabeça de todos os responsáveis pela segurança pública no Rio de Janeiro, mas isso seria exigir demais para um país que afunda na cleptocracia.
Tiraram por menos, cortaram apenas a cabeça do Chefe da Polícia Civil, como se Mário Sérgio e Beltrame nada tivesse a ver com o ocorrido no Complexo, algo inconcebível.
Allan Turnowski, o decapitado, como forma de represália não comparece na posse da nova chefia (leia), mas seria muito mais útil para a população se resolvesse manifestar a sua indignação contando tudo o que sabe da área de segurança pública, onde investigados continuam trabalhando normalmente em cargos importantes (leia).
A segurança pública no Rio vai de mal a pior, as bandas podres nunca estiveram tão fortes e as milícias nunca tinham avançado tanto, tudo diante de um governador que dá nítidos indícios que "teme" exonerar o secretário de segurança, o que por si só desmoralizaria qualquer governo que não tivesse a mídia aos seus pés.
O Rio caminha para o caos na área da segurança pública com os Policiais e Bombeiros Militares recebendo o pior salário pago para profissionais da área no Brasil; transferindo traficantes de uma comunidade para outra, enquanto Beltrame distribui lanchinhos e presentes de natal nas comunidades ocupadas pelos Super GPAEs; assistindo ao crescimento das milícias e abrindo as portas da PMERJ para os melhores dentre os piores.
A população deve se mobilizar para fazer valer os seus direitos, a situação é muito grave, considerando a infestação das bandas podres nas polícias, que pode ser claramente identificada com o que está ocorrendo na Polícia Civil:
Três dos quatro últimos chefes da PCERJ foram indiciados, acusados de práticas criminosas e dois deles chegaram a ser presos.
A Polícia Civil do Rio está em fase terminal e a Polícia Militar na mesma direção.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

SÉRGIO CABRAL, BELTRAME, ROBERTO SÁ, MÁRIO SÉRGIO E OUTROS APLAUDEM ALLAN TURNOWSKI.

No blog do deputado federal Anthony Garotinho li o artigo:
17/02/2011 08:22
Aplausos e agradecimentos para Allan Turnowski? (leia)
No artigo encontramos uma foto com um simbolismo muito grande (foto), que mostra o governador e toda a cúpula da segurança pública do Rio de Janeiro aplaudindo de forma entusiasmada o então Chefe da Polícia Civil, delegado Allan Turnowski (Cabral está olhando para ele, enquanto aplaude), em uma solenidade para premiar os melhores policiais em 2010.
Em outra foto, Turnowski dá uma de Papai Noel juntamente com Beltrame (foto).
Garotinho está certo, nunca um exonerado foi tão elogiado. Os elogios foram tantos que eu escrevi nesse espaço democrático que foi uma grande injustiça exonerarem um Chefe de Polícia tão eficiente.
Penso que o deputado possa estar certo quando afirma que Allan Turnowski é o homem bomba do governo Sérgio Cabral.
O jornal O Globo dessa quinta-feira publica na capa a seguinte manchete:
"ALLAN É ACUSADO DE RECEBER MENSALÃO
Testemunha contou à PF que ex-chefe da Polícia (Civil) ganha R$ 500 mil para proteger milícia" (leia).
Por favor, vejam novamente os aplausos de Sérgio Cabral para Allan Turnowski (foto).
Tirem as suas conclusões sobre o que está acontecendo na área da segurança pública do Rio de Janeiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

REINALDO AZEVEDO FAZ UMA ÓTIMA LEITURA DA CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA DO RIO.

REVISTA VEJA
BLOG DO REINALDO AZEVEDO
1) 14/02/2011

às 21:34
O cheiro ruim que emana da Polícia do Rio

Leiam com muita atenção o que informa o G1 no post abaixo. Volto no próximo post:
Por Aluizio Freire, do Portal G1:
O chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, entregou à Corregedoria Interna de Polícia (Coinpol), na tarde desta segunda-feira (14), documentos de investigações que, segundo ele, apontam irregularidades na Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Draco), comprometendo o titular da especializada, delegado Cláudio Ferraz, e um inspetor. A unidade, que passa por uma devassa da corregedoria, continua interditada.
De acordo com Allan, um dos procedimentos suspeitos, aberto para investigar desvio de licitação na Prefeitura de Rios das Ostras, em 2008, foi arquivado dois dias depois com a justificativa de falta de provas. Segundo o chefe de Polícia, o documento foi entregue em sua residência nesta manhã.
As denúncias foram deixadas na portaria da casa de Allan Turnowski com uma carta anônima relatando as várias irregularidades em procedimentos da Draco, entre elas, supostas extorsões contra prefeituras.
A assessoria de imprensa da prefeitura de Rio das Ostras informou, por meio de nota, que a procuradoria do município nega qualquer envolvimento da cidade no suposto esquema de corrupção relacionado à Draco
Allan Turnowski comunicou também ao corregedor Gilson Emiliano Soares que foram encontradas seis armas na delegacia, entre pistolas, revólveres e escopetas, sem o devido registro de apreensão. Outra situação que ele considerou suspeita foi o arquivamento de um procedimento de escuta que investigava recebimento de propinas por agentes da delegacia. Em todos os documentos, segundo o chefe da Polícia Civil, constam as assinaturas do delegado Cláudio Ferraz.
Corregedor acha procedimento “estranho”
O corregedor Gilson Emiliano disse que é “estranho” que um documento de investigação seja aberto para apurar irregularidades e, em seguida, arquivado com o mesmo número, quando, em geral, é emitido um outro processo para encerrar a movimentação.
O corregedor designou uma delegada para que continue o trabalho de análise de possíveis irregularidades em inquéritos instaurados pela delegacia. O delegado Cláudio Ferraz estaria prestes a assumir a Subsecretaria de Contra Informação, órgão ligado à Secretaria de Segurança Pública e a qual a Draco passa a ser subordinada, conforme resolução publicada no Diário Oficial do dia 9 de fevereiro.
O chefe de Polícia Civil analisou o comportamento do delegado como se ele não fosse mais o titular da especializada. Ou seja, não estaria mais trabalhando como seu subordinado.
“Se estivesse na Polícia Civil, tendo um RO (Registro de Ocorrência) de instauração de inquérito como também um de arquivamento do mesmo fato, numa mudança repentina, além de denúncias de recebimento de vantagens, com fortes indícios de problemas aqui na Draco, evidentemente que eu o exoneraria”, disse.
Delegado da Draco diz que “é constrangedor”
“É constrangedor”, resumiu o delegado Claudio Ferraz, sobre o fato de a Draco, que comanda, ter sido lacrada pela chefia de Polícia Civil. Em entrevista ao RJTV, o chefe de polícia, Allan Turnowski já havia afirmado haver documentos originais, com a assinatura de Ferraz, que reforçam denúncias de favorecimento a empresas e prefeituras com suspeitas de fraudes em licitações no estado do Rio.
“Eu não tenho o que falar. Ele [Allan Turnowski] tem seus motivos pra fazer essa questão [lacrar a Draco]. Mas é claro que é um constrangimento”, afirmou, ao deixar o prédio da unidade.
Apesar de ter ficado cerca de quatro horas no local, junto com o corregedor de polícia, Gilson Emiliano Soares, Ferraz disse que não foi à delegacia por causa do episódio.
“Não sei de apreensões, documentos… Sei que os acessos da delegacia estão proibidos. Eu estou aqui na delegacia para resolver outro assunto, que não tem total ligação com essa busca”, reiterou ele, que negou ter alguma rivalidade com Turnowski
Turnowski justificou sua decisão de lacrar a Draco na entrevista ao RJTV: “No fim de semana, empresários fizeram uma denúncia de que, na Draco, existiriam problemas com a lei de licitação, envolvendo desvio de conduta de policiais”, afirmou. “Então, para preservar a busca desses documentos, a Draco foi lacrada e, nesta segunda, foram encontrados dois documentos originais, com o mesmo número, e com a assinatura do delegado e do inspetor. Por isso, a denúncia passa a ter um valor muito maior”, acrescentou.
Operação Guilhotina
A ação acontece dois dias depois da Operação Guilhotina, realizada na última sexta-feira (11) pela Polícia Federal, na qual 38 dos 45 mandados de prisão já foram cumpridos. Deste total, 30 presos são policiais militares ou civis, que ajudavam traficantes, milicianos e contraventores, com informações sobre as operações policiais, negociando material de apreensão e até dando proteção a criminosos. O chefe de Polícia Civil chegou a ser chamado para prestar esclarecimentos.
Segundo o corregedor, a partir desta semana, passa a valer uma medida do secretário José Mariano Beltrame determinando que a Draco fique diretamente subordinada à Secretaria de Segurança, e não mais à chefia de Polícia Civil.
Por Reinaldo Azevedo
2) 14/02/2011
às 22:09
A guerra civil na Polícia Civil do Rio

Olhem aqui: a coisa está muito feia na Polícia do Rio. Mais feia do que parece. Cláudio Ferraz, o delegado que foi moralmente esmagado por Allan Turnowski nesta segunda (ver post abaixo), participou ativamente da Operação Guilhotina, da Polícia Federal, que levou à decretação da prisão de 45 pessoas, das quais 30 são policiais civis e militares — sete pessoas ainda estão foragidas.
Um dos presos na operação foi o policial Carlos Oliveira, que já foi braço-direito de Turnowski e pertence a seu grupo. Ele era subsecretário de Operações da Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop). Outra auxiliar direta do chefe da Polícia, a delegada Márcia Becker, que já comandou a divisão de repressão ao tráfico de armas, também foi presa. O próprio chefe da Polícia teve de prestar depoimento.
Nesta segunda, Turnowski se encarregou pessoalmente de comandar a operação-humilhação contra Ferraz, que havia colaborado com a PF, que prendeu seus dois amigos. É retaliação? Não sei. As pessoas, no entanto, têm o direito de desconfiar, não é mesmo?
Eu não estou me alinhando com ninguém. Em matéria de Polícia do Rio, prefiro me alinhar com os advérbios evidentemente. As investigações trouxeram à luz a impressionante baixaria mafiosa que foi a ocupação do Morro do Alemão.
Este blogueiro aqui, vocês devem se lembrar, sempre recomendou um pouco mais de prudência com aquele clima de triunfo da pátria no caso da ocupação do Alemão. A Polícia do Rio tem, sim, de enfrentar o crime. Mas nada vai acontecer sem uma faxina interna que, pelo visto, é bem mais difícil do que parece.
Por Reinaldo Azevedo
3) 15/02/2011
às 13:01
“Pede pra sair, Turnowski!” E ele pediu!

Caros,
Escrevi o texto que segue abaixo na madrugada e o programei para entrar no ar às 13h01. Como vocês verão, ele deixa claro por que Allan Turnowski, o chefe da Polícia Civil do Rio, tinha de ser demitido. O título original era este: “A Polícia do Rio vive um momento delicado: o risco é o mocinho virar bandido e o contrário. Vamos ver até onde vai a coragem e o poder de Beltrame. Com a palavra, Cabral!”. Pois bem! Cinco minutos depois de o post entrar no ar, Turnowski “pediu pra sair”. Leiam. Ainda voltarei ao tema ao longo do dia. Deixarei o post como estava.
*
Este é um post sério! Muito sério! E dos mais importantes escritos aqui. E os coleguinhas perceberão que está cheio de pistas. Basta segui-las. Ontem, todos vimos que, a partir de uma suposta carta anônima recebida em casa, o delegado Allan Turnowski, chefe da Polícia Civil do Rio, entregou à Corregedoria Interna documentos que apontam supostas irregularidades na Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Draco), cujo titular é (ou era) outra estrela da área de segurança do estado, o delegado Cláudio Ferraz. O documento teria sido entregue na casa de Turnowski na manhã de ontem. No fim da tarde, a Draco já estava lacrada. Nunca antes na história do Rio se viu ação tão rápida!
Eu me interessei por essa história, conversei com algumas pessoas, recorri a coisas que havia lido. O resultado disso tudo é o seguinte: gente da maior seriedade me assegura que Cláudio Ferraz, o delegado humilhado ontem por Turnowski, o chefão da Polícia Civil, é um profissional decente. Sob a sua coordenação, mais de 400 milicianos foram presos. Apurei também que José Mariano Beltrame gosta de seu trabalho e o tem na cota de um homem honesto. Ele colaborou com a Operação Guilhotina, da Polícia Federal, que desbaratou parte ao menos de uma quadrinha coalhada de policiais, que aproveitou a ocupação do Complexo do Alemão para saquear, roubar, extorquir… Na operação, foram presos os delegados Carlos de Oliveira e Márcia Becker, ambos da cúpula da Polícia Civil. Os dois são aliados de Turnowski — o que não quer dizer que o chefe da Polícia Civil estivesse ou esteja necessariamente envolvido com crimes. Falo um pouco da Operação Guilhotina e retomo o fio.
A Operação Guilhotina foi deflagrada pela PF em 2009, quando vazou uma operação da Polícia do Rio que buscava prender chefes do tráfico de drogas da Favela da Rocinha. A história está contada em detalhes no capítulo 16 do livro “Elite da Tropa 2″, de Luiz Eduardo Soares, André Batista, Rodrigo Pimentel e… Cláudio Ferraz! — sim, o próprio delegado. Há pouco, mandaram-me um link do jornal Extra, do Rio, afirmando que Ferraz está sendo investigado pela “Operação Guilhotina”. Não! Ele não está! Ele foi o investigador. Foi alvo de uma ação desfechada por Turnowski a partir de uma “carta anônima”, o que é coisa bem diferente. Sigamos.
Foi Cláudio Ferraz quem, investigando as milícias chegou a Carlos de Oliveira, então braço-direito de Turnowski — lotado, até a sua prisão, calculem vocês!, na Subsecretaria de Operações da Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) da Prefeitura do Rio, para onde tinha sido transferido. Ferraz não sabia o que fazer: era candidato a presunto. Foi aí que a PF entrou na operação e começou a investigar Oliveira e seu grupo.
Reitero: a Polícia Federal não obteve nenhuma prova contra Allan Turnowski, mas não dá para fazer de conta que o grupo que o acompanhava havia mais de 10 anos não está no xilindró. Parece-me que Beltrame teria, se é para valer o combate ao crime no Rio, que dizer ao chefe da Polícia Civil, estrela muito falante durante a ocupação do Complexo do Alemão, que seu tempo no comando acabou. Antes de ocupar esse posto, ele foi diretor geral das delegacias especializadas durante seis anos. Foi nomeado por Álvaro Lins, um antecessor seu que está na cadeia.
Quando, no governo, Turnowski chega à chefia da Polícia, nomeia como subchefe justamente Carlos de Oliveira, o que está preso — aquele que tinha sido investigado por Cláudio Ferraz e pela PF. Em 2010, o chefe sentiu cheiro de carne queimada e começou a se afastar um pouco dos aliados. Oliveira foi, então, para a tal secretaria da Prefeitura por vontade de Sérgio Cabral, o governador — porque também é o governador, e não José Mariano Beltrame, quem mantém Turnowski no cargo. Cabral considera que ele é um homem que sabe tudo…
Vejam bem: um ex-chefe (Álvaro Lins) e um ex-subchefe (Carlos de Oliveira) da Polícia do Rio estão em cana. Isso da conta da contaminação da instituição pelo crime organizado. Nesse ambiente, toda prudência é sempre pouca, sei disso. Ocorre que pessoas com as quais falei, gente da maior seriedade, acha que Cláudio Ferraz é um policial decente. Essas pessoas temem que a ação de que ele é vítima agora seja uma retaliação por ter cumprido a sua função. Se for assim e se prosperar, pobre Rio de Janeiro!
Por Reinaldo Azevedo
4) 15/02/2011
às 17:24
No caso do Rio, não sou nem otimista nem pessimista; apenas realista. Ou: como Cabral seduziu amplos setores da imprensa
O que tenho a dizer a alguns críticos?
Quem anda com a lógica nunca se espanta — no máximo, se indigna. Eu sempre disse, e isso é tão óbvio, que não tenho nada contra a instalação de bases de polícia comunitária, tenham elas o nome que for — UPP, ABC, XYZ… Ao contrário: eu sou a favor.
Mas há algo de profundamente errado numa polícia e numa política de segurança que, em nome do que é correto — reconquistar os territórios tomados pelo tráfico —, fazem o exótico: espalhar bandidos em vez de prendê-los.
É até possível que José Mariano Beltrame, o secretário da Segurança Pública, faça o que é possível fazer. O possível, dentro do absolutamente sofrível, é pouco para despertar meu entusiasmo. Muito pouco. Especialmente quando se sabe que a “pacificação” precisa contar com a boa-vontade do narcotráfico. Se mais não pode ser feito porque as condições não permitem, então é preciso mudar as condicionantes, que são feitas pelos homens, não caem do céu.
Dou de barato que Beltrame queira resolver o problema. Mas não vou varrer as questões incômodas para debaixo do tapete como vinham fazendo setores majoritários da imprensa.
Sérgio Cabral é muito bom de marketing. É apreciadíssimo pela imprensa carioca e já fincou raízes na paulistana, apresentando-se como um governante moderno, pragmático, pós-ideológico, com uma agenda modernizadora, especialmente no terreno dos costumes. Ele ganhou alguns “corações e mentes” — eu tenho horror a esse clichê, mas o emprego justamente por isto: para marcar o ENGANO — em São Paulo ao defender a descriminação do aborto e das drogas e a legalização do casamento gay. Em certos círculos de pensamento (?), curetagem feita pelo SUS, queima legal de mato e união civil de parceiros do mesmo sexo são vistos como uma categoria superior de pensamento.
Essa fachada moderna tem servido para esconder um Cabral de verdade, cujo governo — e isso não e novidade no Rio — estava perigosamente próximo do que a polícia pode oferecer de pior. Ora, seria cômico se não fosse trágico o fato de que a máfia incrustada na Polícia viveu o seu momento de glória justamente na ocupação do Complexo do Alemão, saudada por amplos setores da imprensa como um momento de “libertação”.
Por Reinaldo Azevedo
5) 15/02/2011
às 16:25
Sim, no caso da Polícia do Rio, eu bem que avisei

Sobre a crise na Polícia do Rio, algumas pessoas reclamaram: “Pô, você fica aí escrevendo ‘eu bem que avisei, eu bem que avisei; deixe de ser vaidoso’”. NÃO É VAIDADE, NÃO! É só um chamamento para que a imprensa passe a ter senso de proporção. Eu tinha algumas informações sobre os bastidores — ou sobre o bas-fond — da Polícia do Rio. Aliás, não era só eu, não. Boa parte do jornalismo sabe das mesmas coisas, nem sempre publicáveis por falta daquela prova contundente, como dois e dois são quatro. Se não podem ser publicadas, elas devem instruir ao menos a prudência.
Vi muitas vezes o delegado Allan Turnowski posando ao lado dos “heróis” da ocupação do Complexo do Alemão, e aquilo provocava, assim, meu ceticismo. E, reitero, eu não era o único que tinha motivos para ser cético. Por que os outros não foram? EU entendo: há aquela sede de “resolver o problema”, que alguns pretendem chamar de “pragmatismo”. Lamento! Não é pragmático escolher o erro para se chegar ao acerto.
Por Reinaldo Azevedo
6) 15/02/2011
às 16:37
Demissão de Turnowski não pode esconder a questão política

A demissão do delegado Allan Turnowsky é um passo importante, sim, para que a Polícia do Rio enfrente seus fantasmas. Mas ela não pode servir para mascar outros problemas. A questão é política. Digam-me: o que o delegado Carlos de Oliveira fazia na tal subsecretaria de segurança da PREFEITURA do Rio. O prefeito é Eduardo Paes, mas o delegado estava lá por vontade de Sérgio Cabral e com a bênção de Turnowski. Isso não elide a responsabilidade de Paes, que foi quem nomeou. Por alguma razão, Oliveira era considerado “importante” no esquema de Cabral.
É isto que falta agora: fazer as conexões de natureza POLÍTICA entre a banda podre da polícia e o poder. Será que Beltrame, subordinado do governador, consegue? Se a investigação não pudesse avançar na esfera estadual, restaria a federal. O limite, nesse caso, seria a necessidade de “subir” demais na hierarquia para resolver o problema.
ANOTEM - Turnowski sempre foi um homem de Sérgio Cabral na Polícia, não de Beltrame. E o mesmo se diga de Carlos de Oliveira, o delegado preso. A imprensa pode ficar no meio do caminho ou percorrer o caminho inteiro.
Por Reinaldo Azevedo
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A GRAVE CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - A BANDA PODRE NÃO PÁRA.

O jornal O Globo estampa na capa nessa terça-feira a seguinte manchete:
"MAIS SAQUES NO SÃO CARLOS".
As bandas podres das polícias do Rio estão inteiramente livres para agir. Depois de promoverem o maior saque da história policial no Brasil no Complexo do Alemão, as bandas podres entraram novamente em ação na ocupação do Morro São Carlos e de Santa Teresa.
O governo Sérgio Cabral não investiu nas Corregedorias Internas, o resultado não poderia ser outro, as bandas podres se fortaleceram.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A GRAVE CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - BELTRAME X TURNOWSKY.

Recomendo a leitura dos artigos de autoria do jornalista Jorge Antônio Barros (O Globo), nos quais existem ótimos subsídios para interpretar a gravidade da situação vivenciada na segurança pública do Rio.
O jornalista toca em uma ferida antiga, a presença inexplicável de Policiais Militares na Polícia Civil. Vale destacar que no passado até Oficiais eram cedidos para a PCERJ. Nada justifica essa adição, tanto que nunca tivemos Policiais Civis adidos na Polícia Militar. A missão da Polícia Civil é investigar, o que difere da formação dos Policiais Militares, preparados para realizarem o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública.
Concordo que Turnowsky deu um lance de mestre ao partir para o enfrentamento, considerando que a sua saída era questão de horas ou de dias. Sem dúvida, Sérgio Cabral está em uma sinuca de bico, pois Beltrame é o avalista midiático de uma segurança pública que só existe no mundo surreal criado por parte da mídia. Além disso, consta que Beltrame sabe muito. Diante desses fatos, Cabral deverá (terá) que optar por Beltrame, mas terá que conseguir uma saída digna para Allan Turnowsky, o que parece muito difícil.
Sérgio Cabral terá que ser muito cauteloso, não pode repetir o erro que praticou em 2008 quando exonerou Coronéis honestos e competentes da Polícia Militar, algo que só não custou o seu governo em razão do fato de que na corporação muitos Oficiais só se movam na direção de seus bolsos, inexistindo qualquer pensamento institucional. Penso que na Polícia Civil, sobretudo no âmbito dos delegados, isso seja um pouco diferente, apesar das disputas internas.
Faço uma ressalva no tocante ao alegado fim das nomeações políticas na Polícia Civil e na Polícia Militar (artigo Banda Podre), considerando que não existe qualquer comprovação do fim dessas nomeações, existindo na realidade indícios de que elas continuem acontecendo normalmente. Inclusive o contido no artigo a seguir sobre a nomeação de Allan Turnowsky como Chefe da Polícia Civil, comprova que as nomeações não são técnicas.
Boa leitura.
BLOG REPÓRTER DE CRIME
JORGE ANTONIO BARROS
1) Crise na polícia
Turnowski compra briga com Beltrame

Infelizmente não há mais lugar na mesma polícia para Allan Turnowski e José Mariano Beltrame. Um dos dois terá que pedir pra sair. Na verdade esses dois agentes da lei nunca pertenceram a mesma corporação. Como se sabe, Allan é delegado da Polícia Civil e Beltrame, delegado federal. Eles foram se encontrar na Secretaria de Segurança Pública por obra de uma indicação de pessoas muito próximas do governador Sérgio Cabral. Turnowski não foi escolhido por Beltrame. Desde que teve início a fritura por Beltrame, em setembro do ano passado, Turnowski se ocupou de fortalecer os vínculos com o governador (leiam).
2) Banda podre
Uma janela da corrupção na polícia

O governador Sérgio Cabral e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, se orgulham de ter conseguido acabar com a influência de parlamentares na nomeação de delegados e comandantes de batalhão no Estado do Rio de Janeiro. De fato, a influência política na polícia é uma das principais raízes da corrupção e do favorecimento no sistema policial. Um determinado político colocava seu protegido no comando de um quartel da PM ou de uma delegacia e esse policial passava a prestar contas ao padrinho. Muitos policiais em postos de chefia acabavam sendo obrigados a bancar até a caixinha de campanha dos políticos. E de onde vinha esse dinheiro? Obviamente das propinas das máfias e quadrilhas que atuam nos mais diversos setores - da contravenção ao tráfico de drogas, passando por outras atividades ilegais como pirataria, exploração da prostituição, de clínicas de aborto etc etc (leiam).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

A GRAVE CRISE NA POLÍCIA CIVIL: O SILÊNCIO DO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL.

O governador Sérgio Cabral (PMDB) sempre demonstrou indignação quando eclodiram casos de prisão de Policiais Militares no seu governo. Em algumas vezes, os acusados foram citados por Sérgio Cabral como "bandidos", como a mídia divulgou.
Essas são verdades.
Explode a Operação Guilhotina com a prisão de Policiais Militares e Policiais Civis, dentre eles um delegado que foi subchefe da PCERJ e que atualmente atuava no Choque de Ordem do prefeito Eduardo Paes (PMDB).
No desdobramento, a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) é cercada por ordem do Chefe da PCERJ e surgem acusações contra outro delegado, dessa vez ligado diretamente ao secretário Beltrame, que exerce função na SESEG/RJ.
Essas são outras verdades.
Apesar de toda essa crise, Sérgio Cabral (PMDB) ainda não falou uma palavra sobre os fatos.
Cabral ainda não chamou ninguém de "bandido".
O silêncio do governador pode ser lido de várias formas e na melhor interpretação para Sérgio Cabral podemos entender que ele estaria "respeitando" a Polícia Civil e os acusados.
Caso essa seja a interpretação correta, temos que destacar que então Sérgio Cabral não respeitou a Polícia Militar quando fez referência a Policiais Militares investigados como "bandidos".
A crise na Polícia Civil é muito grave e pode se agravar.
Até quando Sérgio Cabral ficará calado?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A GRAVE CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - DEVASSA NA DRACO.

O ESTADO DE SÃO PAULO
Polícia Civil do Rio aponta indícios de irregularidades em delegacia lacrada
Chefe da corporação vasculhou Draco, comandada por Claudio Ferraz, colaborador da PF em investigações que prenderam 35 policiais na sexta-feira
14 de fevereiro de 2011.
RIO - Três dias após a Polícia Federal prender 35 policiais no Rio, o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, contra-atacou e vasculhou a Delegacia de Repressão às Atividades Criminosas (Draco), comandada por Claudio Ferraz - colaborador da PF nas investigações da Operação Guilhotina e recém-escolhido para conduzir futuras investigações contra policiais na nova Superintendência de Contra-Inteligência da Secretaria de Segurança Pública.
Após fechar o acesso à Draco com uma equipe da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Turnowski anunciou uma "devassa" à delegacia. Segundo o chefe da Polícia Civil, uma carta com denúncias de "diversas irregularidades" envolvendo Ferraz havia sido deixada na portaria de sua residência no domingo.
Uma das alegações aponta que policiais da Draco teriam cobrado propina de funcionários da prefeitura de Rio das Ostras (região dos lagos do Rio) para suspender a apuração de fraudes em licitações no município. Os supostos indícios do crime apresentados por Turnowski são registros duplicados dessa investigação: um documento de 16 de agosto de 2008 instaurava um inquérito na Draco e outro, com data de dois dias depois, arquivava o caso (leiam).
JORNAL O DIA
Devassa na Draco acirra a guerra na Polícia Civil
Corregedoria encontra dois registros com o mesmo número em delegacia lacrada após denúncia de suposto esquema de corrupção
Rio - Um dia após determinar devassa na Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos e Especiais (Draco-IE), o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, apresentou ontem documentos que, segundo ele, apontam para indícios de irregularidades cometidas pelo delegado Cláudio Ferraz e policiais de sua equipe. Durante a inspeção na especializada, agentes da Corregedoria Interna da Polícia Civil localizaram dois registros com a mesma numeração. Também foram recolhidas seis armas que estariam sem autos de apreensão.
Turnowski também apresentou carta anônima, que teria sido deixada na portaria de seu prédio no fim de semana, com acusações de corrupção envolvendo a Draco. As denúncias acirraram o clima de guerra na Polícia Civil, iniciada sexta-feira após a Operação Guilhotina. Entre os presos está o delegado Carlos Oliveira, ex-subchefe operacional da instituição e braço direito de Turnowski, suspeito de negociar armas apreendidas com traficantes e de ligação com milícias.
O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e o governador Sergio Cabral não comentam a crise institucional (leiam).
O GLOBO
Operação Guilhotina: Mais Três delegados podem ser presos nos próximos dias por suspeita de corrupção (leiam).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A GRAVE CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - SITUAÇÃO DE BELTRAME É INSUSTENTÁVEL.

JORNAL EXTRA
CASOS DE POLÍCIA E SEGURANÇA
Associação dos Delegados pede exoneração de Beltrame
Bruno Rohde
A Associação dos Delegados de Polícia do Rio (Adepol) informou, nesta segunda-feira, que está pedindo ao governador Sérgio Cabral a exoneração do Secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame. A entidade declarou, em nota, que o motivo foi a forma "desrespeitosa" como foi tratada a Polícia Civil durante a ‘Operação Guilhotina’, da Polícia Federal, na última sexta-feira.
A nota sustenta que:
“Preliminarmente, a Adepol-RJ não entra no mérito em relação aos indícios apurados nas investigações secretas que vêm sendo realizadas na ‘Operação Guilhotina’ que apontou, em tese, a existência de infrações penais, supostamente praticadas por policiais civis e militares. A Justiça dará a última palavra sobre os fatos já antecipados pela grande mídia. O que não se pode aceitar – com a participação do Secretário Beltrame – foi a invasão inédita, desrespeitosa e ilegal de delegacias policiais (...).”
A Adepol também fez críticas ao secretário de Segurança e alega que ele cometeu ‘excessos’. Além disso, a nota critica a transferência da subordinação da Delegacia de Repressão e Combate ao Crime Organizada (Draco) da Polícia Civil para a Secretaria de Segurança.
As assessorias do Governo e da Secretaria de Segurança do Rio não quiseram se pronunciar sobre o assunto.
COMENTO:
O secretário de segurança pública José Mariano Benicá Beltrame tem tentado se manter fora do problema, como se não fosse o responsável pela Polícia Civil e pela Polícia Militar nos últimos quatro anos. Beltrame tenta pairar sobre as instituições, falando sempre como se estivesse de fora do problema, quando na verdade está no olho do furacão.
Beltrame já tinha tratado muito mal a Polícia Militar quando em uma entrevista para o jornal O Dia afirmou que a PM não merecia aumento, na época ficou por isso mesmo, afinal a Polícia Militar está de joelhos e as nossas associações tem medo de perderem o repasse.
Na Polícia Civil o buraco é mais embaixo, pois embora os delegados tenham suas diferenças, como ficou evidente nessa luta fraticida que se instalou, ele são unidos quando o problema pode afetar a todos.
A nota da ADEPOL é só mais um detalhe na insustentável situação de Beltrame, o imexível.
Pena que tudo indica que o governo não pode exonerá-lo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A GRAVE CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - O GOLPE DE MESTRE DE ALLAN TURNOWSKY.

SITE G1:
Chefe de Polícia Civil do RJ diz que encontrou irregularidades na Draco
A Delegacia de Combate ao Crime Organizado passa por uma devassa.
Uma das suspeitas é uma investigação que foi suspensa em 2 dias.
O chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, entregou à Corregedoria Interna de Polícia (Coinpol), na tarde desta segunda-feira (14), documentos de investigações que, segundo ele, apontam irregularidades na Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Draco), comprometendo o titular da especializada, delegado Cláudio Ferraz, e um inspetor. A unidade, que passa por uma devassa da corregedoria, continua interditada.
De acordo com Allan, um dos procedimentos suspeitos, aberto para investigar desvio de licitação na Prefeitura de Rios das Ostras, em 2008, foi arquivado dois dias depois com a justificativa de falta de provas. Segundo o chefe de Polícia, o documento foi entregue em sua residência nesta manhã.
As denúncias foram deixadas na portaria da casa de Allan Turnowski com uma carta anônima relatando as várias irregularidades em procedimentos da Draco, entre elas, supostas extorsões contra prefeituras (leia).
COMENTO:
O delegado Allan Turnowsky acertou um tiro no General adversário.
Quem é o General?
Não preciso dizer, fácil descobrir...
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A GRAVE CRISE NA ÁREA DA SEGURANÇA PÚBLICA CONSIDERAÇÕES ( 1 ).

A crise é muito grave e para começar a escrever sobre ela toco em um ponto que a mídia fluminense ainda não citou, um tema que tratei várias vezes no nosso espaço democrático, um blog livre do cerceamento imposto por interesses comerciais: o governo Sérgio Cabral não investiu nas Corregedorias Internas das Polícias Militar e Civil.
Isso é uma verdade inquestionável.
A não valorização das Corregedorias Internas enfraquece o CONTROLE INTERNO, estimula os maus policiais e FORTALECE AS BANDAS PODRES que são estruturas bem organizadas.
Eis uma outras verdades absolutas.
No caso da Polícia Militar, a situação é muito mais grave por dois motivos:
- Em 2008, os Coronéis Barbonos, Oficiais com trinta anos de serviço e reconhecidamente pertencentes à banda boa da corporação, que tentavam salvar a PMERJ, foram exonerados e sofreram uma série de retaliações por parte do governo Sérgio Cabral, culminando com a aposentadoria compulsória e precoce. Ratifico que quem combate os honestos, fortalece os desonestos.
- Em 2009, ao assumir a cadeira do comando geral, Mário Sérgio teve como primeira ação de comando enfraquecer a Corregedoria Interna, amputando as quatro Delegacias de Polícia Judiciária Militar, que realizavam o trabalho PROATIVO da área correcional, com equipes comandadas por Oficial realizando supervisão velada nas áreas dos batalhões. Além disso, Mário Sérgio manteve Capitães chefiando DPJMs, o que engessou ainda mais a ação correcional, tendo em vista que os batalhões são comandados por Coronéis ou Tenentes Coronéis, assim os Capitães ficaram "impossibilitados" de mandar equipes fiscalizar áreas comandadas por Oficiais do último e penúltimo posto.
Essas são outras verdades.
Eu comuniquei essa ação deletéria de Mário Sérgio ao Ministério Público, penso que a comunicação tenha sido arquivada, embora o processo tenha sido arrefecido.
Prezado leitor, assim deixo o primeiro subsídio para avaliação da crise: o governo Sérgio Cabral não investiu nas Corregedorias.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A GRAVE CRISE NA ÁREA DA SEGURANÇA PÚBLICA.

Prezados leitores, devo esclarecer a todos os motivos de não estar postando artigos no blog, diante da gravíssima crise que estamos vivenciando no Rio de Janeiro.
Ao longo do dia estive afastado do computador, buscando ouvir aqui e ali sobre a situação, pois considerei essa a melhor alternativa para conseguir maiores detalhes, além disso mantivesse um acompanhamento pelo twitter, onde postei alguns comentários (@celprpaul) pelo blackberry.
Iniciarei a partir desse a postagem de alguns artigos nos quais procurarei transmitir o maior número possível de subsídios para que cada um possa tirar as suas próprias conclusões.
No momento antecipo que a situação é gravíssima em toda área da segurança pública do Rio de Janeiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

É HORA DA BANDA BOA DA POLÍCIA CIVIL SE UNIR PELA INSTITUIÇÃO.

A Polícia Civil passa por uma crise, talvez a maior crise de sua heróica e gloriosa história bicentenária, mas apesar de todos os problemas, nem tudo está perdido, sobretudo se a banda boa da instituição assumir as suas responsabilidades e levar o enfrentamento à banda podre como uma questão de honra.
A banda boa deve ter o cuidado com as interferências de fora para dentro da Polícia Civil, oriundas do governo e dos seus prepostos, devendo ter como referencial o que aconteceu na Polícia Militar no início de 2008, quando uma grande parte da banda boa dos Coronéis de Polícia foi afastada violentamente da PMERJ, sofrendo uma série de retaliações.
Na época, a banda boa da Polícia Militar não se uniu como devia, alguns só olharam para os seus interesses, principalmente para as oportunidades de serem promovidos e de ganharem um comando.
A banda boa da Polícia Civil não pode repetir esse erro.
A Polícia Militar pagou e paga um preço altíssimo pelo fato da banda boa ter abandonado Coronéis de Polícia reconhecidamente honestos e competentes. Hoje a PMERJ está completamente ajoelhada diante do poder político, perdeu seus valores institucionais e faz tudo que o governo quer, mesmo quando isso contribui para o mal da corporação. Os Policiais Militares recebem os piores salários do Brasil, pequenos grupos recebem benefícios, enquanto a maioria padece na miserabilidade tendo que se virar no "bico" e, além disso, os Praças inativos e as pensionistas enfrentam toda sorte de dificuldades, sobrevivendo a custa de inúmeros empréstimos.
A Polícia Militar nunca esteve tão mal e os Policiais Militares tão abandonados a própria sorte.
Na condição de cidadão, torço para que a banda boa da Polícia Civil se una e vença essa guerra, a Polícia Civil precisa vencer e o povo fluminense precisa de uma PCERJ forte, honesta e competente.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

MÁRIO SÉRGIO DEVE TER SIDO ORIENTADO PARA FICAR CALADO.

A Operação Guilhotina desferiu um duro golpe nas bandas podres da Polícia Civil e da Polícia Militar, mas a mídia acabou centrando o problema na Polícia Civil, algo inédito considerando que a regra era exatamente o contrário.
Diante do posicionamento da mídia, penso que os jornalistas da assessoria de imprensa recomendaram a Mário Sérgio que ficasse com a boca fechada e ele parece ter aceitado a orientação.
Espero que ele reformule também o livro que estaria escrevendo sobre o Complexo do Alemão, falar agora em heroísmo policial vai parecer piada.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GUERRA DO RIO: OPERAÇÃO GUILHOTINA, COMO AVISAMOS, O TEMPO SERIA O SENHOR DA RAZÃO.

No calor dos acontecimentos, eu escrevi uma série de artigos como o título “Guerra do Rio”, nos quais fui analisando cada fato relacionado com as invasões e as ocupações da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, mas sempre destaquei que as avaliações corretas só seriam feitas com o passar do tempo, verdade que a Operação Guilhotina escancarou para o mundo, mostrando a real dimensão das bandas podres policiais no Rio de Janeiro.
O governo Sérgio Cabral optou por não investir nas Corregedorias Internas da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, assim como, não investiu na Corregedoria Geral Unificada, o que facilitou o fortalecimento das bandas podres, isso é um fato inquestionável.
A dupla Cabral-Beltrame tem navegado em mares calmos considerando que tem usufruindo ao máximo do apoio da imprensa chapa branca que só destaca os fatos positivos, como tem feito com os Super GPAES, as denominadas Unidades de Polícia Pacificadora, que possuem uma série de problemas nunca noticiados.
Obviamente, a mídia amiga acaba pagando preços altíssimos, como ocorreu com o jornal O Globo que em 2007 deu um gigantesco destaque na capa para um dos principais acusados na Operação Guilhotina (capa).
A Operação Guilhotina deve ser lida como um divisor de águas que determine duas ações imediatas:
- As bandas podres das polícias do Rio devem ser combatidas com enfrentamento direto e constante, ações que necessitam ter como líderes um Comandante Geral e um Chefe da Polícia Civil com esse perfil de correr atrás das bandas podres, o que não é nem de longe o perfil de Mário Sérgio e parece não ser também de Allan Turnowsky. Encontrar esse Coronel na PMERJ será extremamente difícil, considero que só existam dois atualmente e prefiro preservar seus nomes. Penso que na Polícia Civil também não será tarefa fácil.
- A mídia precisa esquecer que é um comércio e começar a tratar os fatos no Rio de Janeiro com a isenção indispensável, basta de dourar a pílula de modo favorável ao governo, sob pena de informarem de forma errada à população, descumprindo a sua função social de formar a opinião pública com base em verdades. Nessa direção um excelente ponto de partida seria a mídia começar a escrever e falar sobre os graves problemas que existem nas UPPs, dentre eles os sofrimentos dos Policiais Militares que trabalham nelas, assim como, a desastrada tática de transferir criminosos de uma comunidade para outra, nunca prendendo nenhum traficante e nem seus fuzis. Isso é inaceitável e nunca ocorreu em nenhum país civilizado, polícia não transfere criminosos, polícia prende criminosos.
O tempo continuará avançando e novas verdades surgirão, espero que a mídia não seja pega com as calças na mãos, novamente.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
EX-CORREGEDOR INTERNO

BELTRAME TENTA FUGIR DA RESPONSABILIUDADE DE SER O CHEFE DA POLÍCIA CIVIL E DA POLÍCIA MILITAR HÁ MAIS DE QUATRO ANOS.

O secretário de segurança Beltrame segue tentando ficar fora do olho do furacão, como se não tivesse nenhuma responsabilidade pelo crescimento das bandas podres das polícias, nesses últimos quatro anos de sua gestão.
O Jornal O Globo publicou no domingo, um artigo sobre a Operação Guilhotina da Polícia Federa, com o seguinte título (página 21):
"PF: DELEGADO LEVOU BANDO PARA A PREFEITURA".
O subtítulo também é esclarecedor:
Relatório diz que Oliveira fez da SEOP um "quartel general".
A matéria coloca o atual secretário de segurança pública do RJ, o delegado da Polícia Federal José Mariano Benicá Beltrame, em uma situação muito difícil.
Se ele não sabia de nada sobre o investigado pela Operação Guilhotina, poderá ser taxado como incompetente, isso no mínimo.
Por outro lado, se participou da investigação dos fatos, conforme declarou em entrevista (assista), como justificar que não tenha avisado ao parceiro Eduardo Paes (PMDB), prefeito do Rio, respeito das atividades do grupo?
Ao ficar calado Beltrame teria traído Eduardo Paes, que inclusive paga as gratificações de R$ 500,00 das Unidades de Polícia Pacificadora, a jóia da coroa de Sérgio Cabral (PMDB).
A possibilidade de uma traição ganha contornos ainda piores considerando que Beltrame pode ser candidato à prefeitura do Rio em 2012, tendo como maior obstáculo o interesse de Eduardo Paes (PMDB) de ser reeleito.
Seja qual for a verdade, Beltrame ficou muito mal com a eclosão da Operação Guilhotina, tão mal que ele se esforça a todo instante para ficar fora do problema, como se não fosse o responsável pela Polícia Civil do Rio há mais de quatro anos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
EX-CORREGEDOR INTERNO

FOLHA DE SÃO PAULO - POLICIAIS EM SERRA PELADA.

POLICIAIS EM SERRA PELADA
FERNANDO DE BARROS E SILVA

SÃO PAULO - Não fosse a queda do ditador egípcio, o principal destaque dos jornais de sábado teria sido a operação comandada na véspera pela Polícia Federal no Rio contra policiais corruptos e/ou assassinos.
A chamada Guilhotina foi coisa grande: 45 mandados de prisão, entre os quais os de 21 policiais militares e 11 policiais civis. Envolveu 380 agentes da PF e mais 200 comandados de José Mariano Beltrame.
O alvo mais graduado é o ex-subchefe da Polícia Civil, delegado Carlos de Oliveira, que até sexta atuava como subsecretário municipal de Ordem Pública -a típica raposa vigiando o galinheiro. Segundo a PF, a milícia que ele comandava, em Ramos, desovava cadáveres no entorno do piscinão, além de traficar armas aprendidas e extorquir comerciantes em troca de segurança. É o enredo de "Tropa de Elite 2".
Outra quadrilha atuava (ou atua) na Rocinha, negociando armas e informando traficantes sobre operações da própria polícia. Foi a descoberta de um desses vazamentos, em 2009, que originou a investigação da PF. Há ainda uma terceira quadrilha, que vendia proteção a máfias do jogo ilegal.
Não bastasse, as escutas da PF mostraram que o Complexo do Alemão foi batizado por grupos de policiais-saqueadores de "Serra Pelada". Houve ali uma corrida maluca por drogas, armas, dinheiro e bens de traficantes e até de moradores.
Nada disso é surpreendente, mas tudo é espantoso. A corrupção policial e as milícias estão no centro do crime organizado. Em boa medida, elas são o crime organizado. Duas conclusões a tirar dessa operação: de pouco adianta invadir o morro com tanques do Exército se não houver um combate decidido e persistente contra a banda podre (ou bandas podres) da polícia.
Segundo: sem a ajuda ou, muitas vezes, a iniciativa da PF, as polícias estaduais, várias delas corrompidas de cima para baixo, não conseguem (ou resistem a) levar adiante sua limpeza interna.
O caso da Guilhotina é bastante exemplar.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA.

Ontem, a DRACO foi cercada e lacrada, o que demonstra que Allan Turnowsky pretende cair atirando e que a crise pode aumentar muito na Polícia Civil.
Allan parte para cima de seu desafeto, o delegado Claúdio Ferraz, como o jornal Extra estampa na capa (acesse).
À população só resta torcer para que a banda boa da Polícia Civil assuma inteiramente as rédeas nesse momento da instituição, o que também precisa ocorrer na Polícia Militar. Vale lembrar que quando falamos de banda boa, não estamos falando apenas de honestidade, mas também de policiais que coloquem os interesses institucionais acima dos interesses pessoais.
A provável queda de Allan Turnowsky fará com que em quatro anos, a Polícia Civil tenha três Chefes, número igual ao de Comandantes Gerais da Polícia Militar, isso com o mesmo secretário de segurança, o delegado Beltrame.
Não conheço fato semelhante na história das polícias brasileiras, ou seja, o secretário de segurança ser mantido pelo governador, enquanto a Chefia da Polícia Civil e o Comando Geral da Polícia Militar são trocados seis vezes.
Isso é inédito.
Cabe lembrar que quem escolhe o Chefe da Polícia Civil e o Comandante Geral da Polícia Militar no RJ é o secretário Beltrame.
Por que ele não acerta?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
EX-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 13 de fevereiro de 2011

OPERAÇÃO GUILHOTINA: A CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA DO RIO

Nesse momento a DRACO está cercada e lacrada, amanhã será realizada uma operação de busca e apreensão amanhã.
Urge que a banda boa da Polícia Civil deixe a passividade para salvar a instituição, a desmoralização após ter várias delegacias fechadas é completa.
Igual procedimento deve adotar a banda boa da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
É a hora das bandas boas mostrarem o seu valor.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

A RELAÇÃO DA BANDA PODRE COM A OPERACIONALIDADE.

Ao longo dos meus mais de trinta anos no serviço ativo conheci muitos Oficiais e Praças da Polícia Militar que se destacaram nas atividades operacionais e que pertencem até a presente data à banda boa da corporação, entretanto, não posso negar que existe uma afinidade entre a banda podre e a eficiência operacional na PMERJ.
A explicação para essa relação estreita pode passar pela interação de alguns componentes: os salários miseráveis que os Policiais Militares recebem; os grandes riscos que enfrentam nas atividades operacionais; a possibilidade de conseguir muito dinheiro para todos e a necessidade dos comandos de apresentarem resultados estatísticos.
Não raro, os batalhões mais operacionais da Polícia Militar são aqueles que apresentam o maior número de desvios de conduta, o que acaba nos levando a uma possibilidade perigosa: a fixação de metas de produtividade pode significar um estímulo para os desvios de conduta.
Na minha vivência nas atividades de controle interno, incontáveis vezes pude constatar que os acusados eram os destaques operacionais das unidades, alguns várias vezes premiados pelos comandos.
A atividade operacional permite que a banda podre possua um grande número de possibilidades de adquirir dinheiro. Venda de armas e drogas apreendidas; seqüestro de criminosos e/ou familiares; venda de proteção para facções criminosas; aluguel de caveirões; apoio às milícias; extorsão (concussão) de criminosos e de cidadãos nas mais diferentes formas; posse dos despojos dos vencidos; etc.
Se um comandante quer incomodar a banda podre, basta proibir qualquer operação não autorizada pessoalmente por ele. Isso fará com que a banda podre reaja e comece logo a espalhar que o comandante é frouxo ou que está fechado com criminosos, quando na verdade ele pode estar tentando quebrar os acordos.
Obviamente, existe o outro lado da moeda, os comandantes que apoiam essa operacionalidade bandida e que se locupletam com ela, não podemos negar essa verdade.
Lembrando que existem Oficiais e Praças honestos que se destacam operacionalmente, temos que reconhecer que a banda podre se destaca operacionalmente, isso é um fato.
Penso que na Polícia Civil não seja diferente.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: AS MUDANÇAS IMPERIOSAS NA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA.

A Operação Guilhotina da Polícia Federal demonstrou de forma inequívoca a fragilidade da secretaria de segurança pública no combate as bandas podres das Polícias Civil e Militar, todavia temos que destacar que foi na operação de invasão e de ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão que esse lado das instituições policiais ficou absolutamente clarificado.
As comunidades foram garimpadas pelas bandas podres das duas polícias que não pouparam nem os lares das pessoas de bem.
Na ocasião a ordem de Mário Sérgio para proibir o uso de mochilas na operação foi emblemático e simbólico, a banda podre da PMERJ está fora de controle. Pena que a mídia chapa branca não deu o destaque que essa ordem merecia, uma prova incontestável da gravidade da situação.
Ninguém pode negar, a banda podre ganhou uma dimensão muito grande na Polícia Militar e na Polícia Civil.
Tal realidade é muito grave e exige mudanças imediatas na cúpula da segurança pública do Rio de Janeiro. Manter Beltrame, Allan Turnowsky e Mário Sérgio é inconcebível para um governo que pretenda ter um mínimo de eficácia no indispensável e inadiável combate direto às bandas podres.
É fundamental recuperar a confiança do povo na Polícia Militar e na Polícia Civil.
Diante da certeza da necessidade de mudanças, o governo Sérgio Cabral tem pela frente uma tarefa muito difícil, escolher os substitutos de Beltrame, Mário Sérgio e Allan Turnowsky, considerando que eles deverão ter um perfil de combate às bandas podres.
No âmbito da SESEG não opinarem, pois como escrevi incontáveis vezes, penso que a SESEG não deveria existir. O órgão é caríssimo para os cofres públicos e completamente ineficaz, portanto, insistir nele é jogar dinheiro público no lixo. A SESEG nunca deu certo no Rio de Janeiro, isso é um fato.
Não sei se na Polícia Civil existe delegado com esse perfil, mas sei que na Polícia Militar temos um ou dois que podem ser classificados, nada além disso, o que torna a escolha muito difícil.
Bem, o problema não é meu, Cabral que "dê seu jeito," usando uma expressão que os PMs e os BMs ouvem todo dia.
O certo é que mudar é IMPERIOSO.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO