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quinta-feira, 22 de março de 2012

RIO: PMDB NÃO SABE EXPLICAR PARA QUEM FORAM DISTRIBUÍDOS OS R$ 1,7 MILHÕES DOADOS PELA LOCANTY.

O GLOBO:
Doações perdem identidade no PMDB.
Partido diz que Cabral não recebeu, mas não informa quem ganhou.
RIO - Um mistério ainda paira sobre a prestação de contas das eleições de 2010. Na quarta-feira, as assessorias de imprensa do governador Sérgio Cabral e do Diretório Estadual do PMDB do Rio se uniram num mesmo discurso: Cabral não foi contemplado com doações da Locanty, uma das empresas envolvidas no esquema de corrupção denunciado pelo "Fantástico". Segundo o partido, os R$ 1,7 milhão recebidos foram distribuídos entre "várias candidaturas proporcionais". Ao ser perguntado, porém, sobre quais seriam as "várias", o PMDB não respondeu (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 21 de março de 2012

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL AFIRMA QUE DOAÇÃO DA LOCANTY FOI PARA O PARTIDO DE SÉRGIO CABRAL.

EXTRA:
20/03/12 21:50 Atualizado em 20/03/12 22:10
Correção: TSE diz que doação da Locanty foi para partido de Cabral.
Marcelo Dias
Correção: O Tribunal Superior Eleitoral confirmou que a doação de R$ 1,3 milhão feita pela empresa Locanty na campanha eleitoral de 2010 foi feita para o PMDB, partido do governador Sérgio Cabral, que naquele ano concorreu à reeleição. O EXTRA informou, com base em informações da Transparência Brasil, que o dinheiro havia sido doado para a campanha de Cabral.
A assessoria do governador alega que o então candidato não se valeu da doação da Locanty em sua campanha e que a verba foi destinada ao PMDB. Já Claudio Abramo, diretor executivo da Transparência Brasil, mantém a informação e diz que a doação para o partido é uma estratégia do candidato para esconder a origem do dinheiro.
Leia abaixo a matéria original:
A Locanty financiou parte da campanha de reeleição do governador Sérgio Cabral Filho, com R$ 1,3 milhão, em 2010. A empresa é uma das quatro investigadas pela Polícia Federal no escândalo de negociação de propinas em troca de contratos com o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ.
As informações sobre as doações eleitorais do então candidato se encontram no site Às Claras, mantido pela ONG Transparência Brasil. A assessoria do governo informa, porém, que o dinheiro foi doado ao comitê de campanhas majoritárias do PMDB. Diretor-executivo da Transparência Brasil, Cláudio Abramo, confirma que o dinheiro da Locanty usado para ajudar a reeleger Sérgio Cabral Filho.
- Todas as nossas informações são da base do Tribunal Superior Eleitoral. Os políticos têm usado muito esse argumento de as doações serem feitas diretamente a um comitê único, mas esse dinheiro foi usado pela campanha dele sim - diz Abramo.
A Locanty também ajudou a financiar as campanhas dos deputados estaduais Alcebíades Sabino (PSC) e Bebeto (PDT) com R$ 50 mil, cada. Sabino é ex-secretário estadual de Trabalho da gestão atual e ex-prefeito de Rio das Ostras. Já o tetracampeão mundial faz parte da base aliada.
Outro que também contou com doação de campanha da Locanty foi o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) em sua campanha presidencial, em 2010.
Ontem, o governador determinou o cancelamento dos contratos com a Locanty, a Toesa Service, a Rufolo Empresa de Serviços Técnicos e Construções e a Padre da Posse Restaurante (cujo nome fantasia é Bella Vista Refeições Industriais).
Segundo o governo, a Polícia Civil não abrirá inquéritos para investigar esses contratos, mas irá apoiar os trabalhos da Polícia Federal (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

RIO - O TSUNAMI DO DESCASO E OS MILHÕES DA CAMPANHA ELEITORAL.

820 MORTOS
513 DESAPARECIDOS
25000 DESABRIGADOS
MILHÕES E MILHÕES GASTOS
NA
CAMPANHA ELEITORAL

O que poderia ser feito com os milhões e milhões gastos na campanha eleitoral de 2010?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 16 de janeiro de 2011

ACORDA BRASILEIRO!

RIO - 610 MORTOS

AGÊNCIA ESTADO
Dívidas de campanha (política) serão pagas com dinheiro público

Manobra no Congresso destina mais R$ 100 milhões ao Fundo Partidário em 2011
A maior parte das dívidas das campanhas presidenciais de 2010 poderá ser "estatizada" graças a uma manobra dos líderes dos partidos no Congresso, que, no fim do ano passado, elevaram em R$ 100 milhões a destinação de recursos públicos para o Fundo Partidário em 2011.
Durante a tramitação do Orçamento, o subsídio governamental para o funcionamento dos partidos aumentou em 62%, dos R$ 165 milhões previstos na proposta inicial do governo para o valor recorde de R$ 265 milhões. O incremento de R$ 100 milhões - o suficiente para sustentar por um ano cerca de 100 mil beneficiários do programa Bolsa Família - foi aprovado por todos os partidos, segundo a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), relatora do Orçamento.
A unanimidade tem uma explicação: todas as legendas foram beneficiadas. O PT, por exemplo, ganhou uma receita extra de R$ 16 milhões - o equivalente a 60% da dívida deixada pela campanha de Dilma Rousseff. A fatia adicional do PSDB é de R$ 11 milhões, valor suficiente para cobrir todas as pendências da campanha do ex-presidenciável José Serra, estimadas em cerca de R$ 9,6 milhões.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

JOSÉ MARIANO BENICÁ BELTRAME, O PRÓXIMO PREFEITO OU GOVERNADOR DO RIO ( ? ).

O ano de 2008 chegava ao final e a situação do governo Sérgio Cabral era muito desfavorável com relação a uma tentativa de reeleição em 2010. A gestão se mostrou ineficiente por completo, sobretudo no concernente aos serviços públicos essenciais: educação, saúde e segurança públicas.
Pouco se precisa escrever para demonstrar o caos da educação, bastando citar que em uma avaliação nacional, o ensino médio do estado do Rio de Janeiro só ficou na frente do estado do Piauí, algo inexplicável diante da arrecadação do Rio, segunda no Brasil e do integral apoio do governo federal.
Os cidadãos que morrem até a presente data, diariamente, nos corredores dos hospitais estaduais, aguardando vagas nos CTIs é o retrato da falência da saúde do governo Cabral, no qual nem as UPAs se salvaram, além dos escândalos de superfaturamento na compra de insumos hospitalares e do escândalo dos valores pagos na manutenção das viaturas do Corpo de Bombeiros, fatos em apuração no Ministério Público.
Na segurança, os dois primeiros anos foram unicamente de repetição da tática dos governos anteriores do PMDB, o ineficaz e criminoso ¨tiro, porrada e bomba", alvo de várias denúncias de organismos nacionais e internacionais. Aliás, cumpre destacar que tal tática continuou sendo empregada durante todo o governo, não ocorrendo apenas nas ocupações para instalações das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a luz no final do túnel para o governo Sérgio Cabral.
No final de 2008, surge o primeiro super Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (GPAE), modelo de ocupação utilizado há algum tempo pela PMERJ, inclusive com resultados positivos, como ocorreu no Morro do Cavalão, em Niterói.
Um gênio teve uma ideia brilhante com relação aos GPAEs para ter algo com que lutar para a reeleição:
- Inventar um novo nome, politicamente e midiaticamente mais eficiente e superdimensionar o efetivo utilizado nos GPAES, assim nasciam os super GPAEs ou, se preferirem, as UPPs.
O apoio quase integral da mídia já existia, portanto, a divulgação da invenção estava garantida na época e que continuou por todo governo, tanto que a imprensa nunca noticiou qualquer uma das inúmeras desvantagens do projeto antes das eleições de outubro/2010, o que só ocorreu timidamente após a reeleição já estar garantida, momento em que alguns órgãos chegaram a citar que as UPPs transferiam traficantes e armas de guerra de uma comunidade para outras.
Com a mídia pautada impulsionando as UPPs, transmitindo até batizado de cachorro em UPP, restavam dois problemas a serem vencidos:
- O efetivo para implantar várias UPPs, o projeto eleitoral do governo.
Tal óbice foi resolvido facilmente, fazendo com que todos os novos Soldados PMs que se formassem no CFAP (e nas Companhias Pedagógicas dos batalhões) fossem colocados nas UPPs, mesmo contra vontade e desrespeitando o previsto no edital do concurso de 2008. Afinal, o que significa um abuso de poder diante dos interesses políticos? Nada ao que parece. Além desse problema, tal procedimento esvaziou as ruas de policiamento ostensivo, pois o recompletamento dos batalhões deixou de existir, trazendo mais insegurança pois os fuzis foram para as ruas, mas isso também não era importante.
- Como evitar os confrontos armados com os traficantes para implantar as UPPs.
A solução foi simples e bizarra, o governo passou a dar um aviso prévio aos traficantes para que deixassem as comunidades antes da ocupação, acabando por promover uma relocação de traficantes e de suas armas de guerra no território fluminense.
Pronto, o cenário estava pronto para a reeleição, que foi conquistada com uma única bandeira, as UPPs e mais de R$ 400 milhões de dinheiro público gasto em propaganda governamental.
O que ninguém esperava era o golpe de mestre político do secretário de segurança, o delegado da Polícia Federal, José Mariano Benicá BELTRAME.
O que fez Beltrame?
Como tudo que girava em torno de UPPs dava mídia, ele colou nas UPPs.
Andou de bicicleta, participou de bailinhos, distribui lanches, beijou criancinhas e deu até uma de Papai Noel, tudo retratado pela mídia em cores vivas.
A mídia promoveu uma overdose de Beltrame.
O resultado é claro, as UPPs reelegeram Sérgio Cabral, mas as UPPs são de Beltrame.
Atualmente, Beltrame é morador mais famoso do estado e o favorito para qualquer eleição no Rio, podendo concorrer a Prefeito em 2011 ou para o governo do estado em 2013, praticamente sem adversário para enfrentá-lo de igual para igual.
E, pensar que alguns órgãos da mídia chegaram a festejar o fato de Beltrame ter dispensado uma eleição ganha para deputado federal em 2010, tolinhos ...
Beltrame (e/ou o seu grupo) deu um lance de grande mestre internacional de xadrez, um lance vencedor.
Como enfraquecê-lo politicamente, considerando que a própria reeleição de Eduardo Paes corre grave risco?
Exonerá-lo?
Nem pensar.
Derrubá-lo para cima, tática antiga, dando a ele a SENASP, não parece mais viável e penso que não o fascinaria.
Bater nas UPPs é impossível, o governo desabaria por completo. Pior, terão que continuar implantando UPPs, o fortalecendo cada vez mais.
Sem dúvida, não será fácil descobrir a criptonita que enfraquecerá o super Beltrame.
Ele pode ser o próximo prefeito ou governador do Rio de Janeiro.
A não ser que surja algo muito grave contra ele, que possa permitir fritá-lo diretamente, com menor desgaste para os políticos.
A investigação do Ministério Público sobre o contrato de terceirização da compra, da manutenção e da gestão da frota operacional da PMERJ, poderá ser o seu Calcanhar de Aquiles, caso constate irregularidades graves que possam atingi-lo, afinal, foi ele quem celebrou o contrato, pois na época o comandante geral da Polícia Militar, Coronel Ubiratan, pulou fora, acertadamente.
Talvez esse seja o único meio de atingir o homem que soube usar muito bem o sucesso da nova roupagem de um projeto antigo da Polícia Militar, os GPAEs. Uma ideia política, baseada em um sucesso da Polícia Militar no Morro do Cavalão, em Niterói, por exemplo.
E, olha que o governo Sérgio Cabral nem pensa em instalar uma UPP na terra de Araribóia.
Pura ingratidão.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

BELTRAME PARA GOVERNADOR.

JORNAL O DIA
Informe do Dia: Lideranças do PMDB começam a defender Beltrame para o governo em 2014
POR FERNANDO MOLICA
Rio - O sucesso das UPPs e a ocupação dos complexos da Penha e do Alemão fizeram com que lideranças do PMDB começassem a defender o nome de José Mariano Beltrame, secretário de Segurança, para candidato ao governo em 2014. O vice Pezão tentaria o Senado.
Eduardo Paes é outra opção para o governo. Mas, antes, ele disputará a reeleição em 2012. Neste caso, seu vice na chapa para a prefeitura seria o deputado Jorge Picciani. Caso Paes decida renunciar em 2014 para tentar o Palácio Guabanara, Picciani governaria a cidade até 2016.
COMENTO:
Vou promover uma pesquisa no blog.
Penso que Beltrame tenha ótimas chances em 2014, tanto que não se satisfez com uma eleição certa para a Câmara dos Deputados neste ano.
Hoje Beltrame é o nome mais famoso no Rio de Janeiro em termos de governo estadual.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

SÉRGIO CABRAL E A PRESIDÊNCIA DA ALERJ

TRIBUNA DA IMPRENSA
Helio Fernandes
No meio de toda a confusão do Brasil e do mundo, com tantos fatos a comentar e a examinar, precisávamos tratar da questão Sergio Cabral. Pelo menos, a partir da derrota escandalosa da tentativa de “nomeação” do Sergio Cortes, secretário estadual de Saúde, que pretendia “promover” a Ministro.
Fui adiando, mas agora, depois da vergonhosa manifestação sobre o aborto, não posso retardar mais, juntando essa declaração com os problemas políticos (com Dona Dilma) e os da Alerj. Pretende eleger o presidente dessa “casa”, com medo de sofrer impeachment, ou desaprovação de projetos.
O aborto é hoje uma questão que movimenta e mobiliza o mundo. Pode ser dito que metade é CONTRA, metade a FAVOR. Nos EUA a divergência é tão grande, que dos 9 juízes da Suprema Corte, quatro são a FAVOR, quatro CONTRA, e o último não tem opinião formada. Por isso, a Corte não se manifesta. E quando surge uma vaga (rara, eles são vitalícios, como foram no Brasil até 1926) esse indicado é examinadíssimo, principalmente em relação ao aborto.
Qualquer um pode tomar posição em relação aos mais diversos assuntos. Mas com seriedade, respeito, dignidade, até pedindo desculpas. E não da forma que o governador considerou “brincalhona”, e que é vergonhosa, escandalosa, escabrosa, torpe e sem respeitabilidade.
Terminando essa parte mistificadora e execrável, antes de passar ao exame político e eleitoral, a constatação: Sergio Cabral precisa urgentemente de um psiquiatra. Não servem psicólogos ou psicanalistas, sua deterioração mental está num estágio gravíssimo.
(Também um revisor de textos. Quem numa frase de 12 palavras repete duas vezes o TEVE, não “teve” bons professores ou formação adequada. O que nele é o habitual).
Como a fase não é boa, não é apenas a deturpação mental que foi atingida. O episódio Sergio Cortes, da forma como foi tratado pelo governador, já um sinal de deterioração mental alarmante, não levado em consideração.
Desinformado, mas arrogante no exagero da mediocridade e da senilidade precoce, o governador, antes de ir conversar com a presidente eleita, devia saber sem qualquer dúvida: ela já havia afastado candidatos à pasta da Saúde, com muito mais credenciais do que o nome que o governador levara. Publicamente, Dona Dilma já dissera: “O Ministro da Saúde sairá da minha cota pessoal”. Nem isso o governador sabia? Conversaram mesmo, mas Dona Dilma deixou bem clara sua posição.
Primário, sem inteligência ou cultura (tem habilidade e o “dom” de saber rastejar), resolveu que podia fazer a presidente voltar atrás através da intimidação. O que não podia era deixar o apaniguado Sergio Cortes apenas secretário. Então, sem nenhum constrangimento, revelou publicamente: “A presidente Dilma CONVIDOU Sergio Cortes para Ministro da Saúde”. E viajou para a Argentina.
Tão debilmente como seria depois (agora) na questão do aborto, mentiu despudoradamente, desafiou Dona Dilma e o próprio PMDB, e o que aconteceu? A presidente e o partido fulminaram esse governador impostor.
A presidente eleita veio a público, desmentiu tudo o que o governador falara, reafirmou que “não convidara” ninguém para Ministro da Saúde. O PMDB também não deixou de graça, acertou e atingiu duramente o governador, desmentindo-o de forma jamais vista.
Como todo primário, Sérgio Cabral acreditou que pedindo desculpas públicas, tudo seria esquecido, “afinal, sou governador eleito e reeleito do importante Estado do Rio”.
Acontece que a presidente eleita ficou tão revoltada, que desde então não chamou Sergio Cabral para mais nenhuma conversa. Ele telefonou duas vezes para a presidente eleita, mas a “filtragem” é tão bem feita, que os telefonemas não chegaram (oficialmente) a ela. Pode dizer, sem mentir, que não sabe de nada. Mas não “retornou”.
Também tentou falar com o ainda presidente Lula, não conseguiu. Ricardo Teixeira garante que tem o celular do presidente (Sérgio Cabral nem isso). É lógico que um presidente da República tem vários celulares, quando um deles toca, já sabe quem é. Ou pode trocar de número em 5 minutos, sem Sergio Cabral saber.
Como dizia Jô Soares (quando fazia programa de televisão), “é a fase”, copiada do genial Chico Anysio, nada dá certo para o governador. Está alarmado e assustado com a eleição para presidente da Alerj. Se for alguém da oposição, pode criar enormes problemas para ele.
Logo a Alerj, que dominou por 16 anos. Oito com ele mesmo na presidência, outros oito com o “irmão-camarada” Picciani, que como disse aqui muito antes, não tinha cacife para se eleger senador, mesmo ou principalmente com apoio do próprio governador.
O costume, hábito, tradição (portanto, mais do que lei) na Câmara Federal e na própria Alerj, é no início da nova legislatura, o deputado mais velho abrir a sessão, presidi-la e eleger o presidente, que geralmente está referendado entre os partidos, e assume logo.
(Foi assim que o Doutor Ulysses, presidente da Câmara, descobriu que podia ser eleito por mais 2 anos, sem ferir a legislação, que proibia reeleição. Acaba a legislatura, a Câmara fechava, quando reabria depois da eleição, ele conseguia novo mandato, sem ser reeleito. Acabados esses dois anos, no meio da legislatura, tinha que sair, saía mesmo).
***
PS – Na reabertura da Alerj, a presidência será ocupada por Gerson Bergher, de vários mandatos, e o mais idoso, tem 85 anos. Defende votação igual à da Câmara Federal (e do Senado), com voto secreto.
PS2 – Cabral tem quase certeza que com esse sistema tradicional, seu candidato Paulo Mello, do PMDB, será derrotado por Jorge Abrahão, do mesmo PMDB.
PS3 – Cabral quer então inovar completamente: pretende que na reabertura, a Alerj seja presidida não pelo mais antigo (Bergher, não amestrado) e sim pelo que tem mais mandatos. Nesse caso, a presidência ficaria com o “intimíssimo” (de todos os governadores) Átila Nunes Filho. Só que isso tem que ser decidido pela própria Alerj.
PS4 – Para terminar, por hoje, por hoje: Cabral está prejudicando o Estado do Rio, que não participa da composição do “paulistério”. Quem se revoltou, ninguém esperava: o próprio PT, que por causa disso ganhará a presidência da Câmara. Para um gaúcho, os cogitados eram todos paulistas, do próprio PT".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PEC 300 - ATO - RIO DE JANEIRO - TEATRO MUNICIPAL.

JORNAL O POVO DO RIO
CAPA
JORNAL O POVO DO RIO
Página 7
Os Bombeiros Militares e os Policiais Militares agradecem ao jornal O Povo do Rio pela repercussão do ato em defesa da aprovação da PEC 300, realizado ontem em frente ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde foi realizada a cerimônia de diplomação dos eleitos em outubro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

PEC 300 - ATO - RIO - CARTA ENTREGUE AOS DIPLOMADOS NO TEATRO MUNICIPAL.

"Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 2010.
CARTA DOS HERÓIS DO RIO DE JANEIRO AOS EXMOs GOVERNADOR, SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS E ESTADUAIS DO RIO DE JANEIRO.
PARABÉNS PELA VITÓRIA NAS ELEIÇÕES.
Excelentíssimos representantes do Estado do Rio de Janeiro e do povo fluminense, hoje é um dia de festa para todos, a vitória alcançada deve ser festejada, porém a alegria deve estar unida à enorme responsabilidade que cada um está assumindo a partir dessa diplomação e da posse no ano que vem.
Eleitos, o Rio de Janeiro tem atravessado muitas dificuldades, sobretudo no que diz respeito à prestação dos serviços públicos essenciais para a sofrida população do Rio de Janeiro. Todos precisam ter consciência que sendo a segunda arrecadação no Brasil, o Rio deve prestar esses serviços com a qualidade que a população merece e precisa. Portanto, cada um deve ser um agente transformador nessa direção. Não podemos continuar convivendo com uma educação pública que em avaliação nacional recente, ficou apenas na frente do Piauí; uma saúde pública na qual diariamente cidadãos morrem em corredores hospitalares por falta de leitos nos CTIs e uma segurança pública incapaz de controlar os milhares de homicídios que ocorrem anualmente.
É hora de priorizar os serviços públicos do Rio, a QUALIFICAÇÃO e a VALORIZAÇÃO dos servidores públicos devem ser as metas prioritárias. Eis a primeira missão para os eleitos, o povo precisa da mobilização do governador, dos senadores, dos deputados federais e estaduais para o alcance desses objetivos.
Nós, profissionais da segurança pública, diariamente mostramos o nosso valor arriscando as nossas vidas em defesa do povo, não é justo que recebamos o PIOR SALÁRIO pago aos profissionais de segurança em todo Brasil. Um Soldado da PM e do CBM recebe cerca de R$ 30,00 por dia para arriscar o seu bem maior. No atual governo, mais de 90 PMs foram assassinados só em SERVIÇO, um número sem igual no MUNDO.
Excelentíssimos representantes, cobraremos o esforço de cada um com a aprovação da PEC 300, que deve ser a primeira tarefa do Congresso Nacional e da Presidente da República, no início do ano legislativo, cansamos de sermos enganados com protelações e desculpas totalmente descabidas. DINHEIRO EXISTE, ponto final!
No âmbito estadual, queremos RESPEITO, o que se traduz em SALÁRIOS dignos para ativos, inativos e pensionistas. Todos precisam ombrear pelo fim de todas as gratificações e das bolsas que só dividem a tropa, subvertem a HIERARQUIA e a DISCIPLINA, além disso, penalizam os que mais precisam de recursos financeiros, os INATIVOS e as PENSIONISTAS, que atravessam gravíssimas dificuldades.
Nossos representantes, circulam boatos pelo Brasil de que o ano de 2011 se iniciará com uma GREVE NACIONAL dos profissionais de segurança pública, o que causará uma série de transtornos, mas que pode ser evitada através do empenho de TODOS os eleitos na aprovação da PEC 300 (piso nacional), tendo como parâmetro os salários pagos no Distrito Federal. Nós contamos com TODOS os eleitos, queremos confiar em cada um, todavia, deixamos claro que estamos cansados de sermos tratados SEM O RESPEITO que merecemos, RESPEITO que passaremos a cobrar publicamente de diferentes formas, dentre elas, atos cívico-democráticos, ordeiros e pacíficos, como o dessa FESTA.
RESPEITOSAMENTE,
OS HERÓIS DO RIO DE JANEIRO".

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

FRAUDES ELEITORAIS RELÂMPAGO.

EX-BLOG DO CESAR MAIA
FRAUDES ELEITORAIS 2010! NUNCA ANTES NESSE PAÍS SE VIU TAMANHA CARA DE PAU!
1. Inacreditável a velocidade com que se consumaram fraudes eleitorais em 2010. Os candidatos assumiram compromissos programáticos com o eleitor e, menos de um mês após as eleições, começam a fazer o contrário do que se comprometeram, descaradamente.
2. A primeira delas foi quantos aos tributos. Todos disseram que não aumentariam quaisquer tributos. Mas dias depois, Dilma e sua turma começaram a declarar e agir pela volta da CPMF. Até governadores foram chamados, com oferta de repasses adicionais para saúde pública. Essa semana Lula voltou ao tema.
3. O aborto foi tema de campanha que, inclusive, elevou o patamar de votos de Marina Silva, declaradamente contra. As Igrejas se mobilizaram em defesa dos valores cristãos e contra o decreto de "direitos humanos" (argh!). No segundo turno, todos fizeram declarações abertas contra o aborto. Dilma disse que não disse o que tinha dito.
4. Mas, agora, o parceiro mais íntimo do governo federal -o governador Cabral- relançou o tema: quer liberar o aborto, mudando a lei. E foi muito mais longe, ao provocar uma plateia de empresários, etc., dizendo que todos ali haviam feito o aborto em suas namoradinhas (e não se excluiu do todos). Esse argumento agrava uma declaração dele uns anos atrás, que filho de favelada seria bandido e que deveria fazer aborto.
5. Esse novo e agressivo argumento das namoradinhas mostra que ele, Cabral, pensa no aborto como uma prática anticoncepcional. Ou seja, iguala aborto à pílula. E tudo isso menos de dois meses depois das eleições, em que ficou quietinho, caladinho, para não perder votos.
6. Finalmente os compromissos salariais. Por exemplo: todos se comprometeram com a votação da PEC-300 dos policiais militares. E agora não se deixa votar.
7. Em todos os casos não tiveram a vergonha de deixar para uma discussão futura. Foi tudo a queima roupa: mentiram, e em 30 dias, à vista, assumiram a fraude eleitoral. Descaradamente.
CESAR MAIA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

PEC 300 - RIO DE JANEIRO - ATO NO TEATRO MUNICIPAL.

Hoje foi realizada no Teatro Muncipal do Rio de Janeiro, a cerimônia de diplomação dos candidatos eleitos em outubro (governador, senadores, deputados federais e estaduais), iniciando às 14:00 horas e encerrando por volta das 16:30 horas.
A verdadeira tropa de elite da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros (os mobilizados na luta por melhores salários e por adequadas condições de trabalho) realizou um ato de protesto pela aprovação da Emenda Aglutinativa 2/2010 (PEC 300), na porta de entrada do Teatro Municipal.
Eu postarei um vídeo com imagens da mobilização e neste artigo antecipo apenas alguns fatos relevantes do evento:
- Profissionais da área de saúde também realizaram uma mobilização no local, o que acabou transformando o ato em uma mobilização dos servidores públicos estaduais.
- A atual gestão da Polícia Militar deslocou para o local um pelotão do Batalhão de Polícia de Choque, talvez temendo que invadíssemos o Teatro Municipal (?). O comandante do BPCh permaneceu no local da mobilização, sem qualquer necessidade, considerando que os nossos atos sempre foram ordeiros e pacíficos até a presente data.
- O governador Sérgio Cabral não entrou pela entrada principal, quem sabe para não cruzar com os manifestantes. Ele já tinha usado essa tática quando realizamos uma mobilização na Sociedade Hípica (Lagoa).
- O secretário de saúde Sérgio Côrtes foi vaiado na saída do teatro pelos funcionários da saúde, aos gritos de Toesa e de Polícia Federal. Aliás, Polícia Federal foi uma expressão usada pelos que estavam assistindo a mobilização, na saída de alguns parlamentares.
- O grupo dos Bombeiros Militares e dos Policiais Militares mobilizados foi pequeno, o grupo de sempre por assim dizer, a verdadeira tropa de elite que enfrenta os poderosos usando faixas e panfletos, todos de peito aberto e plenamente identificados (sem balaclava).
- Os bonecos Sd PM MISÉRIA e Sd BM FOME foram um grande sucesso.
Por derradeiro, agradecemos aos jornais O Dia e O Povo do Rio pela cobertura que fizeram do evento da luta pela PEC 300.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL E O ABORTO.


SITE G1
'Quem não teve uma namoradinha que teve que abortar?', indaga Cabral
Governador do Rio comparou legislação brasileira com a de outros países.
Até 300 mil mulheres por ano tratam abortos malfeitos em hospitais, disse. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), disse nesta terça-feira (14) que a atual legislação sobre aborto no país é uma “vergonha” e afirmou que há "hipocrisia" sobre o tema. Ele defendeu a ampliação dos casos em que a interrupção da gravidez é permitida. Atualmente, apenas mulheres vítimas de estupro e que correm risco de morte podem obter autorização judicial para fazer um aborto. “O Brasil está dando certo, é aprofundar a democracia, vamos aprofundar a liberdade de imprensa, aprofundar a vida como ela é, discutir os temas que têm que ser discutidos. O aborto, por exemplo, foi muito mal abordado na campanha eleitoral. Será que está correto um milhão de mulheres todo ano fazerem o aborto, talvez mais, em que situação, de que maneira? Não vamos enfrentar, então está bom. Então o policial na esquina leva a graninha dele, o médico lá topa fazer o aborto, a gente engravida uma moça – eu não porque já fiz vasectomia e sou bem casado – mas engravidou... Quem é que aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?”, questionou o governador (leia).
COMENTO:
Você votou no Cabral?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 11 de dezembro de 2010

O BRASIL DA CAMPANHA ELEITORAL EVAPOROU RAPIDAMENTE.

O GLOBO
Onde foi parar o Brasil maravilhoso?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 4 de dezembro de 2010

CIDADÃO FLUMINENSE: VEJA QUEM GANHOU NAS REGIÕES DOMINDAS PELAS MILÍCIAS?

No Rio de Janeiro, as milícias são a facção criminosa que mais cresce, rivalizando com as bandas podres. As milícias sempre tiveram apoio da banda podre da política fluminense, a mais poderosa, tal verdade é de domínio público.
O Estadão (São Paulo) nos brinda com um mapa onde pode verificar por região os votos de Dilma e Serra no Município do Rio de Janeiro.
Corra o mouse e veja quem venceu (e como venceu) nas áreas dominadas por milicianos (acesse o mapa).
Eu espero que um órgão da imprensa do Rio produza trabalho semelhante sobre o primeiro turno para o governo do Rio, gostaria de saber quem venceu nas áreas dos milicianos.
Quem sabe o Estadão ou a Folha de São Paulo possam prestar tal serviço.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 21 de novembro de 2010

O GLOBO: UMA ÓTIMA (MEIA) REPORTAGEM SOBRE OS VOTOS NAS REGIÕES DOMINADAS POR MILÍCIAS.

O GLOBO
Assinada pela jornalista Elenilce Bottari o jornal O Globo publica,uma importante reportagem sobre as eleições no Rio de Janeiro, a respeito da votação nas áreas dominadas pelas milícias, como já tinha feito nas eleições de 2006.
A reportagem é excelente e revela os nomes dos deputados que obtiveram as maiores votações (leiam), agora resta saber se existe relação entre os campeões de votos nestas regiões e os milicianos.
Lamento que a reportagem tenha ficado restrita aos deputados, pois gostaria de saber quais foram as votações obtidas nas áreas de milícias pelos candidatos ao governo do Rio e ao Senado Federal.
Quem sabe no próximo domingo O Globo não publica os votos obtidos por Sérgio Cabral, Gabeira e Peregrino nas regiões dominadas pelos milicianos?
Vamos aguardar.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

BRASIL: A RIQUEZA DOS GOVERNADORES.

ESTADÃO.COM
"Governadores mais ricos comandam Estados com piores índices sociais

Alfredo Junqueira - O Estado de S.Paulo
Os 27 governadores eleitos no mês passado declaram à Justiça Eleitoral uma fortuna de R$ 63,53 milhões em patrimônio pessoal. Na média, cada chefe de executivo estadual tem R$ 2,35 milhões em bens. São 14 os que informaram ter patrimônio acima do R$ 1 milhão. O mais rico deles é o governador reeleito de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), que apresentou declaração de bens que soma R$ 14,62 milhões.
Levantamento feito pelo Estado na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra ainda que oito governadores eleitos apresentaram evolução patrimonial superior a 200% nos últimos anos. Neste caso, a líder é a governadora também reeleita do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Em 2006, a declaração dela listava 15 bens, mas informava apenas o valor depositado em seu fundo de previdência privada: R$ 172.734,71 - em valores corrigidos. Para esta eleição, Roseana apresentou declaração com 25 bens e valor total de R$ 7.838.530,34. O crescimento foi de 4.437,90% em quatro anos.
As Alagoas de Teotônio e o Maranhão de Roseana ocupam a 25.ª e a 26.ª posição, respectivamente, no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos Estados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dois Estados também estão nas duas últimas posições do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que lista indicadores na área de Educação, renda e expectativa de vida.
Entre os governadores eleitos que tiveram expressiva evolução patrimonial, também destacam-se o de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), e o do Acre, Tião Viana (PT). Prefeito eleito de Ariquemes em 2008, Moura informou à Justiça Eleitoral na ocasião ter patrimônio de R$ 385.775,34, em valores atualizados. Agora, apresentou declaração de R$ 8.554.881,14. Crescimento de 2.117,58%. Quando se elegeu para o Senado em 2006, Viana disse ter patrimônio de R$ 28.794,65. Agora, passou para R$ 551.098,50, avanço de 1.813,89%.
Posições discretas.
Os governadores dos três Estados mais ricos do País ocupam posições discretas no ranking do patrimônio. Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo, é o 15º colocado, com R$ 960,9 mil em bens declarados. O tucano é o único a declarar a posse de um prédio comercial. Na sua lista de bens, consta um edifício adquirido em 1976 e avaliado em apenas R$ 27.758,52.
Apesar de morar numa cobertura duplex no Leblon, zona Sul do Rio, e de ser dono de uma ampla casa em Mangaratiba, litoral sul do Estado, Sérgio Cabral Filho (PMDB) informou patrimônio de R$ 843,1 mil, e ocupa a 17.ª posição. O apartamento está no nome da primeira-dama, a advogada Adriana Ancelmo Cabral, e não está, portanto, na lista de bens apresentada à Justiça Eleitoral. A casa de veraneio foi declarada no valor de R$ 200 mil.
Antonio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais, que declarou posses de apenas R$ 270 mil, é o antepenúltimo da lista. O tucano mineiro informou ser dono de um apartamento, de R$ 200 mil, e de um carro importado de R$ 70 mil.
O governador reeleito do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), é o único proprietário de uma aeronave, o jato Emb 810 D Seneca III, avaliado em R$ 500 mil. André Puccinelli (PMDB), reeleito governador de Mato Grosso do Sul, e Simão Jatene (PSDB), que venceu no Pará, são os dois que têm barcos.
O levantamento ainda mostra dois governadores que listaram três Kombis em sua declaração de patrimônio: Wilson Martins (PSB-PI), com duas, e Camilo Capiberibe (PSB-AP)".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 7 de novembro de 2010

A MATEMÁTICA É IMPARCIAL, DILMA NÃO FOI ELEITA PELA MAIORIA DO ELEITORADO, NEM SÉRGIO CABRAL.

O GLOBO
Zuenir Ventura comentou no seu artigo “O exemplo de Obama”, publicado ontem no jornal O Globo, o “chororô” dos derrotados na campanha eleitoral de 2010, que terminou com a vitória de Dilma Rousseff.
Saber perder, penso ser a lição.
Em um trecho, Zuenir cita uma análise que eu também fiz, ao comentar sobre um observador que tinha somado os votos de Serra, os nulos, os em branco e as abstenções, o que “deixa clara a insatisfação da maioria do povo não só com ela, mas também com o próprio Lula”.
Eu assino embaixo, o observador acertou no cinco X, o centro do alvo.
Acrescenta Zuenir que “por este raciocínio, que considera todos estes votos Serristas, Serra teria sido o verdadeiro vencedor das eleições, não sua adversária”.
Se o observador citado por Zuenir fez tal analogia, errou feio. Pois usando o mesmo raciocínio, Serra apanhou mais do que Dilma, pois somando os votos de Dilma, os nulos, os em branco e as abstenções, a diferença contra Serra seria maior que a contra Dilma.
Eu fiz este cálculo e afirmo sem medo de errar:
Dilma não foi eleita pela maioria dos eleitores do Brasil, ponto final.
É uma questão matemática, somar e diminuir.
Quem votou na Dilma = x.
Quem não votou na Dilma = y.
O resultado é que “y” corresponde a cerca de 80 milhões de votos e o “x” a 55 milhões de votos.
Em termos percentuais, considerando os 135 milhões de eleitores, 60% não votaram na Dilma.
Isso não significa que 60% votaram em Serra, mas que 60% não votaram na Dilma.
O problema é que para maquiar o descontentamento dos brasileiros com os políticos (e com a política), passaram a tratar dos votos válidos, como se fossem o todo e não apenas parte dos votos.
No Rio, Cabral também levou uma surra ,considerando o eleitorado como um todo, agora analisando apenas os votos válidos, recebeu 60% destes, o que parece uma vitória consagradora.
Portanto, sem qualquer dúvida, nem Dilma, nem Cabral, foram eleitos pela maioria do eleitorado, respectivamente, do Brasil e do Rio.
Matemática, apolítica, apartidária, isenta, a pura verdade.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

QUAL O TAMANHO DA "CULPA" DA MÍDIA FLUMINENSE?

Ao longo da campanha eleitoral circulou pela internet uma avalanche de emails contendo protestos sobre o posicionamento da mídia do Rio de Janeiro, acusada de ser “chapa branca” com relação ao governo Sérgio Cabral (PMDB), um anunciante poderoso.
Eu fiz parte deste grupo de críticos considerando o papel social da imprensa, que tem o dever de informar os fatos de relevância ao público, o que inclui as notícias sobre os serviços públicos essenciais. Apesar dessa verdade, não podemos esquecer que a mídia é um comércio, o que acaba determinando um modus operandi com relação aos seus principais clientes.
Penso que seja muito difícil gerenciar dois aspectos que podem ser diametralmente opostos, como a verdade sobre os fatos e o interesse dos clientes, entretanto, não tenho qualquer dúvida, o valor social da mídia deve prevalecer, caso contrário estaremos diante de uma imprensa pautada, limitada, sem liberdade e sem valor social.
No Rio, a mídia foi muito tolerante com o governo Sérgio Cabral (PMDB), principalmente na área da segurança pública e, em especial, com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), principal bandeira da reeleição.
Isso é uma verdade incontestável, os noticiários de rádio, tv, jornais e revistas estão disponíveis para esta constatação a qualquer tempo.
As UPPs tem dois problemas sérios, um facilmente detectado e outro que foi informado a mídia por meio de incontáveis emails.
O menos visível para a vista desarmada é o pertinente ao desrespeito aos Policiais Militares que prestaram o concurso para o Curso de Formação de Soldados/2008. O edital estabelecia o número de vagas para vários municípios do interior, o que fez com que candidatos destes municípios participassem do certame. Após a conclusão do curso o direito foi negado e os Policiais Militares que deveriam estar no Interior, conforme o edital estabelecia, continuam sofrendo no Rio, alguns há mais de 500 quilômetros de suas residências.
A tal problema somou-se outro, pois a Polícia Militar ao invés de cumprir o edital, manteve os PMs no Rio e passou a pagar as passagens de ônibus, algo desnecessário, pois eles deveriam ir para os batalhões do Interior, o que gera uma despesa da ordem de R$ 200 mil por mês, desnecessária. A PMERJ está jogando o dinheiro público no lixo, eis a verdade.
O problema que salta aos olhos é a “criminosa” promoção da transferência dos traficantes de drogas de uma comunidade para outra da mesma facção. Não existe justificativa para a mídia não ter noticiado este fato ao longo da campanha eleitoral.
O problema é tão evidente que não existe a desculpa do “eu não sabia”.
A mídia transformou as UPPs em uma panacéia e ainda divulgou um absurdo, a promessa irrealizável de Cabral de implantar UPPs em todas as comunidades carentes dominadas pelo tráfico de drogas.
Infelizmente, a mídia assinou embaixo de uma propaganda enganosa e omitiu dados importantíssimos para a formação da opinião pública sobre o governo fluminense.
Um resultado claro são os fuzis colocados na nossa cara em qualquer esquina do Rio.
A mídia fluminense não cumpriu o seu papel social na campanha eleitoral de 2010, isso é fato.
Hoje, o jornal O Globo destaca o crescimento das milícias no governo Sérgio Cabral (PMDB) e devemos lamentar que esta notícia tenha demorado tanto a surgir, pois Cabral usou também na sua propaganda o combate aos milicianos.
Prezado leitor, você já percebeu que a mídia noticia quase diariamente que gerentes do tráfico de drogas são presos pelas polícias?
Na verdade, qualquer pé de chinelo vira gerente do tráfico, assim a notícia fica mais atraente.
A notícia que interessa socialmente é a erradicação do tráfico de drogas nas comunidades, algo que não aconteceu nem naquelas onde foram instaladas as UPPs.
Na campanha eleitoral de 2010, a mídia fluminense não cumpriu o seu papel social e os fuzis foram parar na nossa cara.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 6 de novembro de 2010

PROPAGANDA ELEITORAL - PMDB - SUPERVIA - DÚVIDAS.

Na campanha eleitoral, eu filmei duas placas de propaganda eleitoral do PMDB e aliados na área que entendi ser de responsabilidade da Supervia, considerando que estavam na parte interna separada pelo muro da concessionária (vídeo).
Sinceramente, não conheço sobre a legalidade ou não da refertida propaganda, considerando que o PMDB governa o Rio de Janeiro e que a empresa é uma concessionária de serviço público, que inclusive teve o seu contrato de concessão prorrogado.
No Dia de Finados, filmei uma das placas novamente, agora com uma propaganda de um grupo musical.

Salvo melhor juízo, a Supervia explora comercialmente o espaço para propaganda.
Assim sendo, como será que foi contratada a propaganda pelos políticos?
Foi uma doação?
Consta nas prestações de contas?
Penso que seria interessante conhecermos tais detalhes.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

UPPs: O CALCANHAR DE AQUILES.

Eu sou um marinheiro de primeira viagem em termos de campanha eleitoral, sujeito s náuseas e a vômitos. Inclusive vivencie uma realidade esdrúxula na própria campanha, pois ao optar por difundir um projeto corporativo, o “PM vota em PM”, acabei trabalhando contra a minha própria candidatura, considerando a força da “banda podre” da Polícia Militar. Portanto, não posso ditar catédra como analista político, mas não gostaria de deixar de expor a minha posição sobre a relação UPPs e eleições no Rio.
Participei de algumas conversações onde foram discutidas estratégias para enfrentar a única bandeira de campanha do governo Sérgio Cabral (PMDB), as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que com o maciço apoio da mídia foram transformadas na maior invenção humana para vencer a criminalidade que aterroriza o Rio de Janeiro.
Infelizmente, o meu ponto de vista não triunfou, pois como faço no nosso blog, defendi sempre que só a verdade poderia mudar os ventos e a verdade sobre as UPPs é que elas são uma forma inteiramente equivocada em termos de política de segurança pública, pelo simples fato de uma política deve estar voltada para o todo da população e não para pequenos grupos em detrimento da totalidade.
Afirmei sempre: bater forte nas UPPs, derrubar o mito criado, falando a verdade sobre elas.
Preferiram reforçar as UPPs, dizendo que dariam continuidade, assumindo que elas eram a solução, ou seja, compraram o erro, reforçaram a mentira, perderam a eleição.
Obviamente, não perderam só por isso, mas Cabral ganhou só por isso, eis o problema.
Ocupar, recuperar o território e policiar as comunidades carentes sempre foi a solução mais plausível para o controle da criminalidade nos locais, pondo fim a tática, ainda empregada pelo governo Cabral, do tiro, porrada e bomba, que não leva a lugar nenhum.
No nosso blog eu sempre defendi a ocupação e muito antes da primeira UPP ter sido instalada no Dona Marta. Entretanto, sempre existiu um grande obstáculo para ocupar as comunidades:
Como prender os traficantes e prender suas armas, sem expor a população local ao grave risco de morte, em decorrência dos inevitáveis confrontos armados?
Um problema de difícil solução, pois só para começar a fazê-lo teríamos que possuir uma super inteligência, algo que ainda estamos muito longe, como o falso Coronel da SESEG/RJ provou de forma irrefutável.
O governo Cabral não encontrou a solução para o problema, mas encontrou uma alternativa que geraria responsabilidade para todo governo em um país civilizado:
- Permitir a transferência dos traficantes e suas armas de guerra das comunidades a serem ocupadas, para outras comunidades, sem a ocorrência de confrontos.
Eles acabaram com o problema, aumentando a exposição ao risco de morte da população que reside em áreas não “pacificadas” pelas UPPs.
Os resultados estão aí, ninguém mais tem dúvida.
Perdemos as eleições para uma “fraude”, que poderia ser desmascarada completamente e com tamanha facilidade. Isso sem falar na possibilidade de ouvir os PMs do interior que estão sendo massacrados nas UPPs e que dariam depoimento sem exposição da identidade, como fizeram para a TV Record, após as eleições.
As UPPs estariam destruídas na campanha eleitoral e os resultados seriam muito diferentes. Além disso, muito mais importante, o povo estaria mais protegido e não entregue a própria sorte como estamos no Rio de Janeiro, onde os fuzis brotam na nossa cara em qualquer rua, em qualquer horário.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO