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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

UM CONVITE PARA LER O ESCRITO POR UM CORONEL.

EMAIL RECEBIDO:
NÃO, JORNALISTA! A TORTURA NÃO É HERANÇA MALDITA PARA OS ATUAIS COMANDANTES! .
AUTOR: MÁRCIO MATOS VIANA PEREIRA- CEL REF EB
Alguns jornalistas desfrutam de relativa fama de bons analistas políticos, em razão de serem tidos por progressistas, rótulo dado àqueles que acreditaram, por ingenuidade ou miopia, na utopia da doutrina comunista.
Os militares, vitoriosos da Guerra Revolucionária travada em forma de guerrilhas urbana e rural, se descuidaram em relação à comunicação, essencial para a conquista psicológica da população. Como conseqüência, na mídia, nas universidades, nos sindicatos e entre os formadores de opinião, a verdade dos fatos para a História foi sendo continuamente deturpada, ao longo dos anos, aproveitando o mutismo dos vencedores.
Aqueles que na clandestinidade traíram a pátria; seqüestraram Autoridades; assaltaram bancos; praticaram atentados contra quartéis; roubaram armas e munições; mataram militares e civis inocentes; detonaram explosivos em vias públicas ferindo transeuntes; assassinaram companheiros como justiçamento, e praticaram torturas física e moral, intrínseca nos crimes de seqüestros, foram transformados em heróis.
Os sobreviventes da luta armada, terroristas que em ações ensandecidas destinadas a implantar o comunismo no Brasil, em razão da Lei da Anistia, se deram muito bem, pois, hoje, como figurões do Governo petista, desfrutam de indenizações milionárias concedidas por uma espúria Comissão que, sem a menor noção de decoro e de imparcialidade, impunemente tem praticado extorsão contra o Tesouro Nacional
Enquanto os militares que representavam e defendiam o Estado e a lei foram transformados em vilões e comparados a nazistas, estuprando a História urdiram a versão bisonha de lutarem pela restauração da emocracia, versão felizmente já desmentida, inclusive pelas declarações e entrevistas de alguns ex-participantes de organizações terroristas.
É lamentável, e denotativo de mediocridade e de total falta de imaginação, a freqüência inoportuna e monótona como jornalistas retornam ao assunto tortura, que já não sensibiliza, motiva ou revolta os leitores, face o abuso da repetição nada mais acrescentar ao desgastado tema.
Agora, após a tentativa fracassada, do medíocre Ministro Tarso Genro, de tentar julgar e apenar o crime de tortura, do qual são acusados os militares, olvidando toda uma série de crimes sórdidos e hediondos praticados pelos terroristas. vem o jornalista Elio Gaspari de publicar um Artigo intitulado: " A tortura é a verdadeira herança maldita".
Arvorando-se de intérprete do pensamento dos brasileiros e de conselheiro dos atuais Chefes militares, numa tentativa ridícula de lançar a discórdia e a insídia no meio castrense, escreveu Gaspari: "Os comandantes militares precisam aprender a conviver com os crimes de seus antecessores" . Em outro trecho afirma: "Os comandantes militares carregam na mochila crimes alheios. ( A tortura,assim como o seqüestro, pode ter sido coberta pela anistia, mas crime foi.) Não são as vítimas, nem seus parentes que devem calar. São os comandantes que devem se acostumar ao convívio com a história."
Não, jornalista! Felizmente, nem os Comandantes atuais, nem os demais militares pensam assim, estando atentos, pois, hoje, como os seus antecessores faziam, acompanham, analisam e interpretam a conjuntura em todas as expressões do Poder Nacional, tendo um exato conhecimento do momento nacional, bem como dos reais fatos ocorridos no passado, razão de não se deixarem levar ou impressionar por factóides gerados para produzir determinado efeito político, nem por artigos, traduzindo opiniões de analistas que gravitam na mediocridade, sem credibilidade alguma, por faltar-lhes seriedade e imparcialidade nas análises consubstanciadas nos artigos que assinam, sobrando-lhes em facciosidade o que lhes falta em credibilidade, virtude indispensável ao mais bisonho dos jornalistas.
Não, jornalista Gaspari! Os Comandantes sabem que a Revolução de 64 evitou que não apenas o Brasil, mas, todo o Continente da América do Sul sucumbisse à agressão comunista. Sabem que os ex-Comandantes salvaram os brasileiros do infortúnio, desenvolveram o país e tentaram, pelo exemplo, reciclar moralmente a Pátria. Sabem que os cinco militares no exercício da Presidência da República foram honrados e dignos, sendo o patrimônio legado aos familiares inequívocas provas de honestidade, razão de nenhum haver tido o nome atrelado à corrupção. Sabem, também, da não existência de nenhuma instrução, ordem ou documento autorizando, permitindo ou recomendando a tortura como forma ou instrumento de luta revolucionária.
Não, jornalista! Os Comandantes, como os demais brasileiros não estão interessados em fatos ocorridos faz décadas, pois sabem que os militares representavam e defendiam o Estado agredido por fanáticos traidores da Pátria. Sabem que os seus antecessores, companheiros de farda e de ideal, lutaram em defesa da Democracia, da liberdade e da filosofia de vida reinante no mundo ocidental. Sabem que, mesmo exagerando, o somatório do total de mortos dos dois lados, em razão da guerra revolucionária travada, não chegou a 500, número bem menor, se proporcionado à soma das vítimas do crime organizado num trimestre, apenas no eixo Rio- São Paulo. Sabem que a classe militar, faz anos, é vítima de revanchismo e de discriminação, tendo os Ministérios militares sido arbitrariamente prejudicados na operacionalidade, por terem sido submetidos a uma inanição orçamentária sem precedentes.
Não, jornalista! Os Comandantes não estão querendo um furo jornalístico seu, informando, por exemplo, o que a Ministra e ex-terrorista Dilma fez com o dinheiro proveniente do assalto e furto do cofre do falecido Ademar de Barros, pois isso pertence a um passado anterior à Anistia, além do que, sabem faltar-lhe tutano para tanto.
Cooperando com o jornalista, opino que deva se atualizar no tempo, pois fato ligado ao período revolucionário não mais é herança maldita, pois, tudo já é do conhecimento do leitor.
Os leitores estão interessados não é em heranças, mas, em fatos malditos que maculam a imagem do Governo petista, ex- guardião da honra, da decência e da moralidade. O que a Nação almeja saber, é qual foi o exato envolvimento do presidente Lula no escândalo do mensalão. Na era petista denúncias em forma de escândalos são sucessivas. Que tal procurar esclarecer a verdade sobre as acusações de corrupção que teriam enriquecido o filho do presidente Lula?
Não, jornalista! O ontem é passado! O hoje, por ser presente, é o que importa! Herança maldita já é História e apenas serve para reciclar a memória. Fato maldito, ao contrário, é ato doloso de um Governo corrupto, cujo prosseguimento, para ser impedido, requer ação de todos os seguimentos vivos da Nação. Já que os atuais Comandantes não se sentem atingidos, nem prejudicados por nenhuma herança maldita legada pelos antecessores, sugiro que escreva algo de realmente útil, clamando pela apuração dos despudorados fatos malditos, consubstanciados nas vergonhosas maracutáias que estigmatizam e enlameiam o Governo do apedeuta Lula da Silva.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 11 de abril de 2010

DINHEIRO, HÁ.

Elio Gaspari comenta na sua coluna de hoje no jornal O Globo (página 16) que Eduardo Paes (PMDB) não deveria pedir R$ 270 milhões ao governo federal para acabar com os alagamentos da Praça da Bandeira. Deveria usar os R$ 120 milhões que pretende gastar em propaganda e pedir ao governador Sérgio Cabral (PMDB) R$ 150 milhões dos R$ 180 milhões que ele pretende gastar também em propaganda, ainda sobrariam R$ 30 milhões.
Eu concordo.
Penso que órgãos possuem o dever de fiscalizar os gastos públicos?
Como esses órgãos aceitam que governantes gastem milhões em propaganda enquanto "cidadãos" moram em áreas de risco, totalmente desasistidos por esses governos?
Está na hora de alguém criar um órgão para controlar esses órgãos de controle de gastos, um colegiado composto por gente do povo, que sabe a diferença entre o indispensável e o desnecessário.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

DATA VÊNIA, ELIO GASPARI, OS MILITARES TÊM O DEVER DE FALAR.

O GLOBO
Os militares, os policiais e os bombeiros de todo mundo são profissionais especialíssimos, são os únicos que arriscam a própria vida na defesa da vida do cidadão e da cidadania. Em uma análise mais ampla, eles arriscam a vida até na defesa do patrimônio de terceiros, como os bombeiros fazem no combate aos incêndios e os policiais quando perseguem um veículo roubado.
No exercício de suas funções eles morrem e são assassinados.
No Rio de Janeiro, em três anos da gestão Sérgio Cabral mais de noventa policiais já foram assassinados em serviço, o número é ainda muito maior dos assassinados de folga por terem sido identificados como policiais.
Tal tragédia não ocorre em nenhum lugar do mundo civilizado.
Policiais, bombeiros e militares são heróis, eis a verdade.
No Brasil o termo militar passou a ser associado erroneamente à ditadura, ao autoritarismo, à tortura, em síntese, ao desrespeito aos direitos humanos, uma cruel e injustificável forma de estereotipar esses heróis.
Pior, o poder civil quer transformar esses heróis em brasileiros de segunda classe, meio cidadãos.
Os salários são famélicos, como no Rio de Janeiro onde Sérgio Cabral paga cerca de R$ 30,00 por dia para policiais e bombeiros arriscarem a vida.
As condições de trabalho são inadequadas, no Rio os policiais que trabalham nas Unidades de Polícia Pacificadora se alimentam em quentinhas, em pé e no meio da rua (posto de serviço).
Se não bastassem essas covardias, querem também que os militares não exerçam a sua liberdade de expressão, tentando fazer com que draconianos regulamentos militares se sobreponham aos mandamentos constitucionais.
Isso não faz qualquer sentido.
Os regulamentos militares é que devem ser adaptados aos tempos de liberdade e não seguidos na contramão da realidade.
Por que um jornalista pode criticar a compra dos caças franceses Rafales e um Oficial General da Aeronáutica não pode?
Quem está mais habilitado para fazer a análise?
O jornalista ou o especialista?
O interesse público que deve prevalecer sempre no estado democrático de direito (que ainda estamos construindo no Brasil) direciona para que o especialista não se cale, muito pelo contrário, ele deve falar, tem o dever de emitir a sua opinião, obviamente respeitando os direitos constitucionais de terceiros.
Diante dessa realidade, todos nós que defendemos a cidadania devemos lamentar muito a exoneração do general Maynard Santa Rosa do Departamento Geral de Pessoal do Exército, que teve como única justificativa o fato dele ter criticado a “comissão da verdade”.
Se o general ofendeu alguém, esse alguém que recorra ao poder judiciário, direito de todo brasileiro, agora exonerar um militar por expressar a sua opinião é um ato do mais claro autoritarismo e uma clara tentativa de impor uma subserviência ao poder civil, que não deve e não irá existir nunca.
Poder e força devem andar um ao lado do outro, quando um tenta se impor, o desgaste é inevitável e o futuro imprevisível.
Bombeiros, militares e policiais são heróis e como tal são cidadãos plenos em direitos, como todos os brasileiros, não há o que se pensar sobre limitar esses direitos sem ingressar no nefasto e condenável autoritarismo.
Data vênia, Elio Gaspari, inexiste “anarquia militar” quando um de nós expressa a sua opinião, isso é cidadania plena, uma cidadania que o poder civil parece querer nos negar, o que não aceitaremos.
Eu não abro mão, como Coronel de Polícia de expressar a minha opinião sobre segurança pública, inclusive criticando o poder civil quando esse erra, tenho o dever de agir nessa direção.
Fui vítima do mesmo autoritarismo que exerceram contra o general, mas não me calei, exerço diariamente a minha cidadania e além de expressar a minha opinião no meu blog pessoal, rotineiramente comunico formalmente ao Ministério Público as ilegalidades que identifico.
Sou cidadão brasileiro, portanto devo fiscalizar todos os atos que envolvam o meu (nosso) dinheiro, por exemplo.
Respeitosamente, discordo de sua opinião Elio Gaspari.
Além disso, a “praga do século passado” e do século atual no Brasil não é a “anarquia militar”, na verdade essa praga é a corrupção, que rouba o suor do nosso trabalho.
A corrupção é a nossa praga.
Uma praga que o poder civil não está conseguindo controlar, ao contrário, a praga se alastra por todos os lados.
Urge que o poder civil faça a sua parte, implemente o mais rápido possível as reformas que devem ser feitas no país, principalmente no poder político, que fede de forma insuportável nessas terras brasileiras.
Quem sabe um dia essa praga esteja controlada e todos os direitos constitucionais sejam respeitados.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A CPI DO PT PERDEU O ÔNIBUS - ELIO GASPARI.

Domingo, 7 de fevereiro de 2010
A CPI do PT do Rio perdeu o ônibus - Elio Gaspari
O DEPUTADO Alessandro Molon (PT-RJ) está coletando assinaturas para instalar uma CPI destinada a abrir a caixa-preta da Agetransp, a agência reguladora dos serviços do Metrô, dos trens da SuperVia e das barcas do Rio de Janeiro. Grande ideia, mas ficou faltando interesse pela mãe de todas as caixas, a das companhias de ônibus municipais. Em geral, as CPIs dão em nada, quando não resultam em coisa pior, mas nem isso a bancada do governador Sérgio Cabral aceita. Seu anjo de guarda, o deputado Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa, anuncia que vetará a iniciativa.
O Metrô do Rio tem transportecas arrogantes que mexem nos ramais sem se preocupar com o suplício que impõem aos clientes. A SuperVia tem trem que sai por aí sem maquinista e seguranças que chicoteiam os passageiros. As companhias de ônibus têm mais: cultivam um política extorsiva de tarifas e, com a cumplicidade dos prefeitos, bloqueiam a implantação do Bilhete Único, prometido por Cabral em 2007 e pelo seu prefeito, Eduardo Paes, em 2008, quando pedia votos.
Governadores, prefeitos, amigo$ e caixa$ de campanhas colocaram o Rio numa situação socialmente humilhante. Até 2004, quando a prefeita Marta Suplicy instituiu o Bilhete Único em São Paulo, as duas cidades estavam num mesmo patamar de desgraça no transporte público. Hoje, 50% dos paulistanos avaliam que os serviços de ônibus e de trens estão entre bom e ótimo. O Metrô vai a 82%. No Rio, esse índice de satisfação talvez não seja atingido nem entre os diretores das concessionárias.
O vexame não é consequência da herança escravocrata, do patrimonialismo ibérico ou da mudança da capital para Brasília. É obra de governos demófobos. Quem fez a diferença em São Paulo foram administradores petistas e tucanos que decidiram tirar o transporte público da vala.
Basta comparar a situação nas duas cidades.
O paulistano paga R$ 2,70 pelo seu Bilhete Único, tem direito a quatro viagens de ônibus num intervalo de três horas. O novo bilhete intermunicipal do Rio custa R$ 4,40, com direito a duas viagens de ônibus, trem ou metrô, por duas horas.O Bilhete Único de São Paulo atende a todo o município e é usado em 12 milhões de viagens/dia. No Rio essa tarifa só existe para percursos intermunicipais. Estima-se que venha a atender 1,5 milhão de viagens/dia.
Desde ontem, com a nova tarifa municipal de R$ 2,35, um trabalhador que toma dois ônibus para chegar ao trabalho, mais outros dois na volta para casa (ao longo de 25 dias), gasta R$ 235. O de São Paulo gasta R$ 135. Com a diferença de R$ 100, tem direito a sete refeições de R$ 13,75 no carro-chefe do Mc Donald's (BigMac, batatas fritas na porção média, e um refrigerante médio). Para ele, almoço grátis existe.(Na comparação com o bilhete intermunicipal do Rio, a diferença cai para seis refeições.)
O sistema de transportes públicos do Rio fez uma opção preferencial pela tunga dos passageiros dos ônibus. Antes da criação do bilhete intermunicipal de R$ 4,40, o cidadão que fazia duas viagens sobre trilhos pagava, e continuará pagando, R$ 3,80. Noutra modalidade de integração, passageiros de quatro cidades da Baixada Fluminense pagam R$ 4,00 pelo percurso ônibus-metrô. Os dois sistemas, privados e lucrativos, atendem cerca de 20 mil passageiros/dia.
A política de tarifas dos ônibus, do Metrô e dos trens do Rio é paleolítica. Nenhum concessionário dá desconto de fidelidade aos usuários. Em São Paulo a passagem de Metrô custa R$ 2,65. Se o cliente compra 50, fica por R$ 2,33. (Sobram R$ 16 para o McDonald's.) O Metrô do Rio prometeu esse tipo de desconto e quem acreditou fez papel de paspalho (inclusive o signatário). A Fetranspor carioca, que administra os altos interesses das empresas de ônibus, criou um RioCard, prometeu o programa de descontos e bobo foi quem acreditou (inclusive, de novo, o signatário).
FOLHA DE SÃO PAULO - ELIO GASPARI
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O FRACASSO COMPLETO DE SÉRGIO CABRAL COMO ADMINISTRADOR PÚBLICO.

Eu participei no ano passado de uma mobilização do Movimento Único dos Servidores Públicos do RJ, o mesmo que realizará a nossa Marcha do Rio, no dia 14 de janeiro, com concentração a partir das 17:00 horas, na Candelária. Naquele dia histórico, milhares caminharam do Largo do Machado até o Palácio Guanabara, onde o governador Sérgio Cabral não estava, como de costume. Ainda no Largo do Machado eu ouvi várias vezes uma gravação que continha as promessas de Cabral para os médicos, na campanha eleitoral, onde identifiquei o mesmo discurso das promessas feitas para os Policiais Militares e os Bombeiros Militares na AME/RJ em 2006, trecho que transformei em um vídeo postado ontem. Além dessa constatação, soube que Cabral teria faltado a mais de 150 sessões do Senado Federal, quando era senador, algo inacreditável.
O tempo passou e eu compareci a uma mobilização dos professores na ALERJ, quando li a carta que Cabral mandou para a casa de cada professor, também em 2006, constatando que ele também não cumpriu as promessas feitas.
Sérgio Cabral enganou a todos os servidores público, vai pagar caro, muito caro, terá todos fazendo campanha contra ele e isso ostensivamente.
Porém, esse artigo, que dá início a uma série, trata do fracasso de Sérgio Cabral como administrator público, como governador, um desastre reconhecido por todos.
Cabral encerrou a sua carreira política no poder executivo, penso que poderá continuar no legislativo no futuro, em face dos seus aliados e beneficiários, mas no executivo nunca mais.
Como eu ouvi de um político experiente, falta conteúdo a Cabral, falta competência administrativa e sobra o prazer pelo bem viver, como as suas viagens (um recorde) demonstram.
Eu voltarei ao tema, hoje transcrevo dois artigos que demonstram o fracasso de Cabral:

O choque de ordem de Maria Moita

Elio Gaspari

O Rio de Janeiro
precisa de um choque de ordem. Em pouco mais de 24 horas o governador Sérgio Cabral passou do descaso à empulhação e assumiu uma postura de dragão de festa chinesa para rebater as críticas de que sumira diante das tragédias de Angra dos Reis e da Ilha Grande. Cabral anunciara que passaria a última noite de 2009 em sua casa de Mangaratiba. Dispondo de acesso a uma marina, estava a 40 minutos da praia do Bananal ou da encosta da Carioca. Por terra, são 57 quilômetros, lembrou o repórter Ricardo Noblat, que passou o dia 1º procurando-o.
O tempo
consumido por Cabral para chegar a Angra seria justificável se os desmoronamentos tivessem ocorrido em abril passado, quando estava de férias em Paris. Caso tivesse recebido a notícia no hotel (o George 5º, apreciado por Greta Garbo) no início da manhã, teria como pousar no Galeão no meio da madrugada seguinte, debaixo de aplausos. Sempre que um governante entra atrasado na cronologia de uma catástrofe, procura oferecer uma explicação racional. George Bush está explicando até hoje por que acordou tarde no episódio do furacão Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005. Cabral justificou-se com uma aula de ciência política autocongratulatória:
- Tenho discernimento e seriedade. Em uma situação de crise, quem tem que estar no local são as autoridades que de fato podem assumir o comando do problema. Você jamais vai me ver fazendo demagogia. No momento de crise, estavam aqui os dois secretários da pasta. Qualquer exploração política a respeito chega a ser um deboche com a população. Isso é ridículo.
Ridículo é
pagar impostos para ouvir coisas desse tipo. Se não havia o que fazer na região do desastre na quarta-feira, por que ele foi lá na quinta? Discernimento? Seriedade? Demagogia? Pode-se dizer o que se queira do marechal-presidente Castello Branco (1964-1967), menos que ele fosse bonito ou demagogo. Pois na enchente de 1966 ele foi à rua de Laranjeiras onde desabara um edifício. Cabral saiu do ar na quarta-feira, dia 31. Às 15h daquele dia estavam confirmadas as mortes de 19 pessoas na Baixada Fluminense e em Jacarepaguá, com pelo menos 600 desabrigados. (No dia seguinte seriam 4.000.) Admita-se que as visitas a locais de desastres (todas, inclusive as do papa) são gestos simbólicos, pois o que conta é a qualidade da gestão.
Nesse aspecto
, a de Cabral é pré-diluviana. Em 2009 seu Orçamento tinha R$ 152,7 milhões alocados para obras de controle de inundações. Numa conta, de seus técnicos, gastou 67% desse valor. Noutra conta, gastou nada. Se não fez o que devia, o que não devia fez. Em junho, o governador afrouxou as normas de proteção ambiental da região do litoral e das ilhas de Angra, beneficiando sobretudo o andar de cima e seu mercado imobiliário. O Ministério Público entrou na briga e o caso está na mesa do procurador-geral Roberto Gurgel.
O choque
de ordem de marquetagem que Cabral, seu prefeito e sua polícia aplicam espetaculosamente no Rio de Janeiro vale de cima para baixo. Pega mijões, camelôs e barraqueiros. O alvo é sempre o "outro". Um dia, virá o choque de Maria Moita, trazido por Vinicius de Moraes e Carlos Lyra: "Pôr pra trabalhar gente que nunca trabalhou".
PUBLICADO EM O GLOBO
Baixou o Bush, do Katrina

Mário Magalhães

Avançava a
contabilidade fúnebre no derradeiro dia de 2009 quando, no comecinho da tarde, indagaram um secretário municipal do Rio sobre o Réveillon. Ele rasgou o sorriso e festejou na TV: "Mudou nada, tá tudo certo!". Um repórter emendou, efusivo: com chuva ou sem chuva, "a festa tem que continuar!". Ao tripudiar da dor alheia, cunhou um desses enganos que degradam o jornalismo.
A conta dos mortos no Estado na quarta e na quinta-feira fecharia em 19, a maioria na capital, e quase a metade de crianças. Sobreveio a desgraça em Angra nos Reis na madrugada seguinte. O Estado somava ontem 74 vidas abatidas desde o dia 30 pelo aguaceiro. A crônica do dar de ombros lustrou-se com Sérgio Cabral. Na quinta, 31, sua assessoria informou que ele permaneceria na casa de veraneio em Mangaratiba.
Logo o
infortúnio castigou sua vizinhança, a dezenas de quilômetros, em Angra. Nem por isso, na sexta, o governador moveu-se ao morro da Carioca e à Ilha Grande.
Surgiu no sábado e cantou de galo: não é demagogo para estar onde quem deve agir nas primeiras 24 horas são os técnicos. Abraçou o presidente Bush ausente no furacão Katrina de 2005 e rejeitou o suor do prefeito Giuliani no 11 de Setembro de 2001. Ridicularizou o aliado Eduardo Paes, que na quinta de manhã já visitava as vítimas na zona norte carioca, concedendo um descanso ao furor marqueteiro do dito choque de ordem.
O mesmo
prefeito cuja administração não foi capaz de identificar risco nos terrenos dos desabamentos e cujos desembolsos com publicidade dispararam, quem sabe à falta de outra prioridade. Cabral vangloriou-se: dobrou as áreas de conservação, para restringir novas edificações, e vai radicalizar essa política. Calou acerca do não cumprimento dos gastos previstos para combater inundações -notórias fontes de tragédias- na Baixada Fluminense e para prevenir calamidades no Estado.
Pareceu esquecer
que no ano passado autorizou normas mais brandas para ocupar e construir em Angra, nas encostas em que deslizamentos matam.
A presença do governante não se destina a substituir o trabalho heroico de bombeiros e servidores da Defesa Civil, mas a demonstrar determinação pública em socorrer, amparar e prover meios de sobrevivência, ainda que o flagelo tantas vezes se origine de ausência do Estado. Encarna o comando da ação e estimula o empenho coletivo. Dá exemplo.
Nesse episódio
, Cabral fez pelo menos um seguidor: até ontem à tarde, sua secretária de Assistência Social, Benedita da Silva, não fora vista em Angra.
PUBLICADO NA FOLHA DE SÃO PAULO
Adeus, Sérgio Cabral, seu tempo no Rio de Janeiro acabou, para a felicidade ampla, geral e irrestrita do funcionalismo e da população fluminense.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 27 de dezembro de 2009

CABRAL E O PSEUDO BILHETE ÚNICO DO RIO D JANEIRO.

O GLOBO
A comparação com o bilhete único de São Paulo, desmoraliza o "bilhete único" de Sérgio Cabral.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O MURO DO CABRAL E O BILHETE DA MARTA - ELIO GASPARI.


O jornalista Elio Gaspari produziu mais uma excelente artigo:

- "O MURO DO CABRAL E O BILHETE DA MARTA". (clique e leia).

O artigo trata do muro mandado erguer pelo governador Sérgio Cabral Filho, com 11 (onze) quilômetros de extensão, por 3 (metros) de altura, cercando 19 (dezenove) comunidades como a Rocinha, fazendo um contraponto com declarações do governador e com a promessa não cumprida com relação a implantação do bilhete único, que existe há três anos em São Paulo.
O artigo vai muito além da simples constatação de mais uma idéia questionável do governador (PMDB), idéia que já foi alvo de críticas até do prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB), bem como, de promessas de campanha não cumpridas por Sérgio Cabral, ele trata de um mau governante e consequentemente, de um mau governo.
O Estado do Rio de Janeiro tem sido governado pelo PMDB há tempos, o que tem provocado o declínio da sociedade fluminense, dentre outros fatos, em face do total desrespeito ao funcionalismo público estadual, que recebe os piores salários do Brasil.
Destaco o seguinte parágrafo:

" Quando uma comunidade crê que muros resolvem problemas sociais e urbanos há algo de estranho acontecendo. Sobretudo quando ela é governada por um cidadão que defendeu o aborto como instrumento de política de segurança e classificou a Rocinha como "fábrica de produzir marginais".

Cabral fez mais, disse que os Coronéis Barbonos - que querem mudar a insegurança pública vivenciada pela população fluminense -, eram "sindicalistas, irresponsáveis e que não queriam trabalhar".
Esqueceu-se que nós fomos exonerados, portanto, queríamos trabalhar.
Os Coronéis Barbonos que integravam a cúpula da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Ele exonerou o Comandante-Geral Coronel de Polícia Ubiratan de Oliveira Angelo, por ser um democrata.
Mudou o Estatuto do Policial Militar para prejudicar apenas aos Coronéis Barbonos.
Promoveu pela primeira vez em 200 (duzentos) anos de história da PMERJ, uma passagem do Comando-Geral sem a presença da tropa, sem a presença da mídia, dentro de um gabinete e com a presença de tropas do BOPE no pátio do Quartel General dos Barbonos.
Ele humilhou uma instituição militar estadual bicentenária.
Uma instituição heróica!
Uma instituição que pertence ao povo fluminense e não ao seu governo.
E continua "governando", por assim dizer.
Urge que façamos uma reforma política, instituindo entre outras ferramentas democráticas, o "recall político", que nos teria permitindo avaliar o Governo Cabral no final do ano passado, promovendo a mudança indispensável, a substituição por um novo governante, alguém que respeitasse as promessas feitas ao longo da campanha.
Nós não somos obrigados a continuar sob a égide de um mau governo, precisamos mobilizar ordeiramente e pacificamente a sociedade fluminense para que ela exija o que lhe é de direito, um bom governo, voltado para o povo.

Cidadão fluminense, lembra quando você pintou a cara, foi às ruas e clamou pelas "diretas já" e pelo "impeachment" do ex-presidente Collor?

A hora é agora!
O povo tem a força, não o poder político.
Enquanto eles viajam pelo mundo, nós fugimos das balas perdidas.

Até quando?


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 9 de julho de 2008

EX-BLOG DO CÉSAR MAIA - 09/07/2008.

- Do jornalista e escritor Dimmi Amora, no blog do Jorge Antonio Barros -Globo-ON: trechos!
GOVERNADOR, O SENHOR É RESPONSÁVEL DIRETO POR ISSO! PARE!
1. "Escrevo esta carta por dois motivos. O primeiro é a comoção. Poderia ter sido o meu filho a vítima da sua Polícia na noite de domingo. O segundo é porque já não dá mais para ficar ouvindo o senhor falar sobre casos iguais a estes, e não são poucos, como se fosse um comentarista de debate esportivo. Vamos deixar as coisas bem claras. O senhor tornou-se automaticamente o responsável direto por tudo isso, tornou-se o comandante das polícias do Rio de Janeiro.
2. Então, os policiais obedecem ao que o senhor determina. E o senhor, nestes 18 meses (um terço do mandato, e não dá mais para fazer promessas), só deu uma única ordem para seus policiais: matem. Do que o senhor vem dizendo, os policiais só conseguem entender: mate! E a sua política pública, demonstrada no número cada vez mais crescente e assustador dos chamados "autos de resistência", é a política da matança.
3. E o que o senhor fez para parar este atos coletivos de homicídio policial? Nada. Sua polícia continua mal treinada e mal preparada e, para piorar, incentivada pelo senhor. O senhor garante que esta sua ordem é de confronto (que, repito, é entendida pelos policiais como ordem para matar). Imediatamente. Pare de incentivar seus policiais ao confronto. Pare de incentivá-los a matar."
- EX-BLOG VEM DIZENDO ISSO HÁ MUITO TEMPO!
Globo-OnEx-comandante da PM vai a enterro e critica "falta de política de segurança".
O ex-comandante da Polícia Militar Coronel Ubiratan Ângelo foi ao enterro do menino João Roberto, no Cemitério do Caju, e disse que a criança "é uma vítima do desinteresse pelo capital humano na polícia". Ele afirmou ainda que "não existe política de segurança alguma, nem a do 'atire primeiro e pergunte depois".
- AINDA SOBRE A ANTI-POLÍTICA DE SEGURANÇA!
Elio Gáspari hoje:
"Acreditar que os enfrentamentos da polícia de Sérgio Cabral têm algo a ver com uma política de segurança pública é correr atrás do papel de bobo."

quinta-feira, 13 de março de 2008

CORREIO DA BAHIA - ELIO GASPARI

CORREIO DA BAHIA
Elio Gaspari

Daqui a oito dias completam-se 40 anos de um episódio pouco lembrado e injustamente inconcluso. À primeira hora de 20 de março de 1968, o jovem Orlando Lovecchio Filho, 22 anos, deixou seu carro numa garagem da Avenida Paulista e tomou o caminho de casa. Uma explosão arrebentou-lhe a perna esquerda. Pegara a sobra de um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária. (Nem todos os militantes da VPR podem ser chamados de terroristas, mas quem punha bomba em lugar público, terrorista era).
Lovecchio teve a perna amputada abaixo do joelho e a carreira de piloto comercial destruída. O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefevre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada.
A bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição ao país do Ato Institucional nº 5. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI-5 provocou o surgimento da esquerda armada. Até onde é possível fazer afirmações desse tipo, pode-se dizer que sem o AI-5 certamente continuaria a haver terrorismo e sem terrorismo certamente teria havido o AI-5.
O caso de Lovecchio tem outra dimensão. Passados 40 anos, ele recebe da viúva uma pensão especial de R$571 mensais. Nada a ver com o Bolsa Ditadura. Para não estimular o gênero coitadinho, é bom registar que ele reorganizou sua vida, caminha com uma prótese, é corretor de imóveis e mora em Santos com a mãe e um filho.
A vítima da bomba não teve direito ao Bolsa Ditadura, mas o bombista Diógenes teve. No dia 24 de janeiro passado, o governo concedeu-lhe uma aposentadoria de R$1.627 mensais, reconhecendo ainda uma dívida de R$400 mil de pagamentos atrasados.
Em 1968, com mestrado cubano em explosivos, Diógenes atacou dois quartéis, participou de quatro assaltos, três atentados à bomba e uma execução. Em menos de um ano, esteve na cena de três mortes, entre as quais a do capitão americano Charles Chandler, abatido quando saía de casa. Tudo isso antes do AI-5.
Diógenes foi preso em março de 1969 e um ano depois foi trocado pelo cônsul japonês, seqüestrado em São Paulo. Durante o tempo em que esteve preso, ele foi torturado pelos militares que comandavam a repressão política. Por isso, foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia iria enorme distância. O que ele queria era outra ditadura. Andou por Cuba, Chile, China e Coréia. Voltou ao Brasil com a anistia e tornou-se o “Diógenes do PT”. Apanhado num contubérnio do grão-petismo gaúcho com o jogo do bicho, deixou o partido em 2002.
Lovecchio, que ficou sem a perna, recebe um terço do que é pago ao cidadão que organizou a explosão que o mutilou. (Um projeto que revê o valor de sua pensão, de iniciativa da ex-deputada petista Mariângela Duarte, está adormecido na Câmara.) Em 1968, antes do AI-5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda. Há algo de errado na aritmética das indenizações e na álgebra que faz de Diógenes uma vítima e de Lovecchio um estorvo. Afinal, os terroristas tambem sonham.
Elio Gaspari é jornalista.
Vivemos em um país difícil de entender...
E talvez esse seja um dos motivos para não investirmos na EDUCAÇÃO PÚBLICA, que o Brasil continue difícil de ser entendido...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO