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quarta-feira, 20 de abril de 2011

CORONEL UBIRATAN DE OLIVEIRA ANGELO, O ÚLTIMO COMANDANTE GERAL.

Ubiratan, o 76-17, nunca escondeu a sua origem humilde, chega a brincar sobre ela.
Quem já conviveu com o Bira certamente escutou ele contando que começou a ser empresário muito cedo, isso ainda criança.
O seu primeiro negócio foi no ramo dos comestíveis e o segundo no ramo dos transportes, conta ele surpreendendo seus ouvintes, que depois sorriem muito quando são informados que ele vendia doces na porta de um cinema e que fazia carreto em feira.
O Coronel Ubiratan saiu de uma comunidade carente sem UPP, para se transformar em um Policial Militar, um Coronel de Polícia, um especialista em segurança pública reconhecido internacionalmente, um poliglota e para ser o ÚLTIMO COMANDANTE GERAL da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Meu amigo Sapa fez história no Brasil, entrando e saindo da Rua Evaristo da Veiga, número 78, o Quartel dos Barbonos, pela porta da frente.
Isso é história.
No artigo anterior eu citei algumas dificuldades da arte de comandar, elas são muitas e aparecem a cada momento do exercício do comando, uma atividade em muitos momentos extremamente solidária, pois as decisões são pessoais, apesar do assessoramento.
O poder que parece sem limites, tem limites claramente definidos para os verdadeiros comandantes militares e cito apenas dois:
- Entre o governo que o nomeia e o povo, o comandante deve escolher o povo.
- Entre o governo que o nomeia e a tropa, o comandante deve escolher a tropa.
O verdadeiro comandante não tem alternativa, as suas decisões devem ser voltados sempre para o interesse público e para o bem estar da tropa.
São falsos
comandantes militares todos os que se desculpam dizendo que fazem parte do governo, isso não existe para os comandantes de verdade.
O menino pobre do Grajaú ensinou isso a todos os que quiseram aprender, pena que a quase totalidade tenha ignorado o ensinamento.
Nomeado por Sérgio Cabral Filho em 2007, como comandante geral, ele realizou um sonho acalentado por toda uma carreira, todos sabiam que ele queria ser, nunca escondeu isso, ao contrário, ele divulgava esse sonho e Ubiratan podia ser Comandante Geral, como provou em pouco tempo.
Em 2007 e 2008, quando os 40 da Evaristo e os Coronéis Barbonos iniciaram uma luta para tentar salvar a PMERJ e o CBMERJ, Ubiratan não teve qualquer dúvida, não reprimiu as manifestações ordeiras, pacíficas e cidadãs de sua tropa.
O 76-17 abriu mão do seu sonho, da cadeira 01, da função de Comandante Geral, das gratificações, da pompa e da circunstância, na hora de escolher optou pelo povo, que merece uma prestação de serviço de qualidade e pela tropa, que merece ser valorizada.
O governo optou pelo governo.
Sérgio Cabral Filho, o governador, exonerou o Coronel de Polícia Ubiratan e desenvolveu uma série de retaliações contra os Evaristos e os Barbonos.
Sérgio Cabral Filho virou as costas para o povo e para a tropa da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, mostrou claramente que não gosta de nós.
Ubiratan de Oliveira Angelo fez história, sendo um verdadeiro comandante, um grande chefe militar.
Penso que nunca mais a Polícia Militar terá um Comandante Geral que escolha o lado do povo e o lado da tropa, como Bira fez.
Um abraço de gratidão, Sapa.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

POLÍCIA MILITAR: UMA HISTÓRIA GLORIOSA MANCHADA PELA TRAIÇÃO.

No início de 2008, a heróica Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, teve a sua história manchada por atos de traição. Nos seus 200 anos de existência, a PMERJ nunca tinha experimentado tamanho ato de covardia, a traição. Logo, buscaram identificar um traidor, no intuito de diminuírem a própria covardia, esconderem os próprios rostos. Nunca tantos voltaram atrás em sua decisões, nunca assinaturas valeram tão pouco, uma vergonha.
No centro dos agitados dias, o Coronel de Polícia Ubiratan de Oliveira Angelo, comandante geral, mantinha firmeza na condução da corporação e na preservação dos direitos dos Policiais Militares, Oficiais e Praças que ordeiramente tentavam obter salários dignos e adequadas condições de trabalho.
Ubiratan sacrificou a sua função, a sua carreira exitosa, para defender a Polícia Militar, lutando pelos salários da tropa, luta que iniciou nos primeiros dias de comando.
"Agora que eu vou comer o filé..."
Esta foi uma frase que ficou famosa na traição, um comandante que desistiu da luta para cuidar do próprio umbigo. A frase explicava o seu motivo para trair, ele queria comer o "filé".
No calor das entrevistas, após a exoneração, Ubiratan disse que poderia voltar à luta, mas não através do executivo.
O tempo passa e o último comandante geral a lutar por salários se candidata a deputado estadual, para voltar ao combate contra um governo que só humilha a corporação.
É traído, novamente.
A corrupção crescente e os interesses pessoais impedem que a honra renasça e fazem com que a traição perdure.
Quem salvará a PMERJ?
Pior, será que a PMERJ ainda tem salvação?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 25 de julho de 2010

GOVERNO SÉRGIO CABRAL INVESTIGADO, MAIS UMA VEZ, SURGE O ESCÂNDALO DA TERCEIRIZAÇÃO DAS VIATURAS DA POLÍCIA MILITAR, FINALMENTE.

JORNAL EXTRA:
Finalmente, um órgão da mídia noticia o escândalo dos valores da terceirização das viaturas da Polícia Militar, assunto que temos abordado insistentemente no nosso espaço democrático há muito tempo. Parabéns à jornalista Berenice Seara e aos editores do Jornal Extra que permitiram a publicação da matéria.
Eu comuniquei esse fato ao Ministério Público no dia 24 AGO 2009 e no dia 11 NOV 2009 fui informado sobre a instauração do Inquérito Civil Público número 13662/2009, na Sétima Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, conforme ofício a seguir:Penso que seja a hora da mídia dedicar um tempo a esse fato, não esquecendo de associar esse ao fato envolvento a secretaria de saúde de Sérgio Cabral e a TOESA, com relação à manutenção das viaturas usadas no combate à dengue, fartamente noticiado.
Cumpre destacar que o contrato com a Empresa Júlio Simões não foi celebrado pela Polícia Militar, mas pelo secretário de segurança pública Beltrame, o comandante geral da PMERJ na época, Coronel de Polícia Ubiratan, bem assessorado pelo Chefe do EMG, Coronel de Polícia Samuel, se recusou a fazer a licitação, considerando que o valor pago em poucos meses para a empresa, seria suficiente para renovar toda a frota da PMERJ.
É hora de abrir as cortinas e apresentar o espetáculo com TODOS os seus atores.
Por derradeiro, ratifico por ser oportuno, que a minha segurança pessoal é responsabilidade do governo do Estado do Rio de Janeiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 10 de janeiro de 2010

12o BPM - O BATALHÃO DO COMANDO ROTATIVO.

O GLOBO
Cidadão fluminense, imagine a situação da tropa, que a cada quatrimestre (média) ouve uma preleção diferente e tem que se adaptar ao modo de trabalho de um novo comandante.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 3 de janeiro de 2010

O PRINCIPAL DESAFIO DO NOVO COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR.

A dor dos heróis
A agonia de uma Instituição

A tarefa não será fácil, o novo Comandante Geral da PMERJ terá pela frente uma série de desafios nunca antes experimentada por qualquer mandatário da nossa amada Polícia Militar.
A Instituição desmancha a cada dia, a sua identidade foi arrancada.
Em dois anos (2008 – 2009) a Corporação perdeu por completo a sua autonomia, hoje é uma mera ferramenta manipulada pelo poder político, sem vontade própria, sem lideranças naturais, sem referências positivas, sem objetivos institucionais e sem força.
O Coronel de Polícia Ubiratan foi o último comandante geral a dizer não para o poder político, como nos casos dos aumentos de Policiais Militares cedidos para o DETRO e da escolta de motociclistas de Sérgio Cabral, o que acabou resultando na sua exoneração. No intuito de fazer justiça, alguns comentam que os Coronéis de Polícia Pitta e David também teriam resistido de alguma forma, mas isso nunca ficou publicamente evidenciado, o fato é que caíram sem uma razão aparente, um mistério.
A nossa mobilização na luta por salários dignos e por adequadas condições de trabalho iniciada em 2007, trazia também no seu conteúdo uma verdadeira luta de resistência contra essa dominação política, uma batalha que eu e o Coronel de Polícia Esteves começamos em 2006, entrando com uma ação contra promoções políticas da época.
Romper os grilhões políticos que nos sufocam será a principal missão do novo comandante geral da Polícia Militar, um desafio gigantesco em face de uma Oficialidade que só pensa no próprio umbigo e que absolutamente nada faz, enquanto a corrupção se alastra, os Soldados continuam morrendo por R$ 30,00 por dia, assim como, os inativos e as pensionistas são prejudicados duramente pela tática dos aumentos diferenciados, fantasiados de gratificações.
Será muito difícil reverter a crise atual, quase impossível, considerando que ainda temos pela frente mais um ano de governo Cabral, o nosso maior algoz em 200 anos de existência.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

OS TRÊS ANOS DE SÉRGIO CABRAL PARA A POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.


A minha camisa do Movimento Fora Cabral contém a frase Fora Cabral e ainda, O Pior Governador do Rio, uma avaliação que pode não ser a sua, caro leitor, porém é a que percebo nas ruas e na minha Polícia Militar.
Três anos após a sua posse, Cabral só fez mal a bicentenária instituição organizada militarmente, apesar do esforço, não lembro um único aspecto positivo em nosso favor e peço a sua ajuda para que possa retificar essa minha interpretação dos fatos, Policial Militar informe qualquer fato positivo.
Em uma rápida retrospectiva podemos citar os seguintes fatos deletérios:
1) Humilhou a Polícia Militar ao nomear três comandantes gerais em 30 meses de governo, desrespeito que se agravou com a realização de duas passagens de comando da corporação entre quatro paredes, sem a presença da tropa (representações de todas as Organizações Policiais Militares), algo que nunca tinha ocorrido em qualquer instituição militar do Brasil.
2) Não cumpriu a promessa de repor as nossas perdas salariais, conforme promessa gravada e feita na AME/RJ, quando era candidato. Perdas que em 2006 eram superiores a 50%. Nos três anos, descontada a inflação do período, Cabral concedeu 2,5% de reajuste os Policiais Militares. O Policial Militar continua ganhando cerca de R$ 30,00 por dia, metade do que recebe uma diarista (faxineira) que trabalhe na Zona Norte.
3) Acelerou a concessão de gratificações para alguns em detrimento da maioria, criando uma série de “salários” diferentes na Polícia Militar e sempre penalizando os inativos e as pensionistas que nunca recebem tais valores.
4) Concedeu o RioCard apenas para a minoria dos Policiais Militares.
5) Desrespeitou a isonomia salarial entre iguais e a paridade dos inativos.
6) Violentou a hierarquia, concedendo gratificações para alguns, o que faz com que inferiores hierárquicos ganhem mais que seus superiores, subvertendo a escala hierárquica.
7) Agravou a crise no sistema de saúde da PMERJ não realizando o repasse governamental para o Fundo de Saúde da Polícia Militar, prejudicando o atendimento médico dos Policiais Militares e de seus dependentes.
8) Descumpriu a promessa de acabar com a interferência política nas promoções, considerando que na gestão Mário Sérgio não obedeceu ao ordenamento do quadro de acesso por merecimento, o que só o governador pode fazer, conforme a legislação.
9) Permitiu o enfraquecimento do controle interno da PMERJ, com o esvaziamento da Corregedoria Interna, invertendo um processo de expansão da área, algo inimaginável diante dos desvios de conduta de Oficiais e de Praças.
10) Alterou legislações (Estatuto do Policial Militar e Decreto 41140/2008), maculando direitos, com apoio da ALERJ, apenas para prejudicar os Coronéis Barbonos.
11)Não ombreou com os Coronéis Barbonos para a promoção das mudanças urgentes que a corporação necessita. Ao contrário, perseguiu Coronéis de Polícia reconhecidamente honestos, algo que os homens e mulheres de bem que integram a corporação nunca conseguiram entender: Por que Cabral reprimiu Policiais Militares honestos?
Creio que todo Policial Militar honesto tenha o mesmo pensamento que eu, Sérgio Cabral é o pior governador que o Rio já teve, em contrapartida tenho certeza que os que se locupletam no exercício da função não reclamam de nada, não se mobilizam, não participam da nossa luta, querem apenas manter o status quo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 29 de setembro de 2009

UBIRATAN, PITTA E MÁRIO SÉRGIO: OS MISTÉRIOS DA SEGURANÇA PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO.

Vocês se lembram do motivo alegado para a exoneração do Coronel de Polícia Ubiratan?
O ano foi 2008, o mês foi janeiro, o motivo alegado foi que Ubiratan não conseguiu controlar a nossa mobilização e foi exonerado logo após a nossa marcha democrática pela orla Ipanema-Leblon.
Na época escrevemos que essa não era a real motivação, inclusive realizamos uma nova marcha no mês de fevereiro no mesmo percurso, foram centenas de participantes mesmo com forte repressão nos quartéis, mas Pitta não foi exonerado.
Então, qual foi o motivo da exoneração de Ubiratan?
E qual foi a razão que levou Pitta e David a traírem os Coronéis Barbonos e outros Coronéis?
Mistérios.
Pitta foi exonerado em julho de 2009, mesmo com o governador Sérgio Cabral (PMDB) declarando na troca de cadeira que ele tinha sido um excelente comandante. Ora, ninguém substitui alguém que é excelente no desempenho de sua função, pelo menos em condições de normalidade.
Surge um novo mistério.
Mário Sérgio assume.
A nossa mobilização realiza duas marchas democráticas, no dia 30 de agosto e no dia 27de setembro de 2009, mas Mário Sérgio não é exonerado?
Isso ratifica que Ubiratan não foi exonerado em razão da marcha, tendo em vista que nem Pitta e nem Mário Sérgio foram exonerados apesar das marchas realizadas por nós.
Na época da exoneração de Ubiratan circulou um boato que um dos motivos seria o fato de Ubiratan ter se recusado a ceder mais Policiais Militares para o DETRO/RJ utilizar nas operações de repressão ao transporte alternativo.
Outro comentário foi o desgaste em razão do comando não ter aceitado realizar a licitação da terceirização das viaturas da PMERJ, que acabou realizado pela Secretária de Segurança chefiada por Beltrame e que foi ganha pelo Grupo Júlio Simões.
Recentemente, ouvimos um comentário novo a respeito da possível razão de Pitta e David terem aceitado o comando, algo que nos parece fantasioso, mas como nesse governo tudo é possível, não podemos desprezar apesar do absurdo.
Teriam ameaçado nomear Mário Sérgio como comandante geral, apesar dele ser ainda Tenente Coronel, o que teria provocado a renúncia aos compromissos firmados diante dos Coronéis por Pitta e David.
Verdade ou mentira, Pitta sempre falou que se eles não assumissem seria pior para a Polícia Militar e como a versão de que o Exército assumiria a Polícia Militar era um factóide sem sentido, não podemos ignorar essa maluquice, além da possibilidade deles terem aceito o convite para atender interesses pessoais.
Cidadão fluminense seria excelente que Beltrame explicasse o que realmente provocou a exoneração de Ubiratan e de Pitta, pois enquanto esses motivos forem ignorados por todos nós, poderemos sempre pensar que existe algo de podre no reino da segurança pública no Rio de Janeiro.
Uma gestão sem transparência é uma gestão que não merece a confiança do povo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 20 de setembro de 2009

A ÚLTIMA VEZ QUE A POLÍCIA MILITAR FOI A POLÍCIA MILITAR.

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PASSAGEM DO COMANDO GERAL
JANEIRO DE 2007


Sérgio Cabral (PMDB) é eleito governador do Rio de Janeiro e cumpre a rotina de presidir a posse do seu primeiro escalão e um desses compromissos foi presidir a passagem do comando geral da bicentenária e gloriosa Polícia Militar, realizada no Quartel dos Barbonos, atual Quartel General (QG) da Instituição.
O pátio estava cheio, a sociedade civil estava presente, a mídia estava presente, assim como representações de várias Organizações Policiais Militares.
Sim, a tropa estava lá presenciando a assunção do Coronel Ubiratan, ouvindo a sua fala e a a fala do Coronel Hudson que passava uma das funções mais importantes do Rio de Janeiro.
Foi uma grande festa cívica.
Cabral foi apenas um convidado, os mais importantes foram o povo e a tropa.
Infelizmente, quando Cabral passou a fazer parte do processo, o povo e a tropa passaram a não fazer mais parte desse ato cívico.
Ubiratan saiu e Pitta entrou.
Pitta saiu e Mário Sérgio entrou.
Tudo às escondidas, longe do povo e da tropa.
Meros atos administrativos cobertos de VERGONHA.
Atos nos quais os participantes temiam o povo e a tropa.
Temiam as vaias do povo e temiam um posicionamento de desagrado por parte dos Policiais Militares.
Entram e saem pela porta dos fundos, por baixo dos tapetes.
Enquanto Pitta saía e Mário Sérgio entrava por essa porta dos fundos, o Excluído Fardado representava a tropa e o povo fluminense na calçada em frente ao QG, embaixo do Salão Nobre onde ocorria o ato administrativo.
Envergonhados afirmaram que o organizador desse blog era a reencarnação do Profeta Gentileza, logo eu que não sou nem um pouco gentil com eles que contribuem para o fracasso da Polícia Militar.
Tolos não sabem como parar o Excluído Fardado que representa o povo e a tropa, mas simboliza também o descompromisso deles com a Polícia Militar, tentam opções inócuas como a aceleração da minha passagem para a inatividade, como se isso pudesse impedir que eu frequentasse o Quartel dos Barbonos, o café da manhã e o almoço no rancho dos Coronéis.
Mário Sérgio sairá em breve ou ficará até janeiro de 2011 escudado apenas na teimosia de Cabral?
Essa resposta nós não possuímos, todavia temos uma certeza: Mário Sérgio deve sair no Gabinete do Comando Geral, onde entrou, usando a mesma porta. Enquanto, o Comandante Geral deve assumir no pátio do QG, com a presença do povo, da tropa e da mídia.
Será uma grande festa cívica.
Um renascimento da Polícia Militar.
Ato contínuo, deverão ser desenvolvidas todas as medidas administrativas cabíveis para apagar esse hiato da história da PMERJ, esse período deve desaparecer e ser citado apenas nos cursos de formação para que as novas gerações não permitam que momentos de tanta tristeza se repitam na Polícia Militar.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

EXMO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL (PMDB) TENHA GRANDEZA, RECONHEÇA OS ERROS E COMECE DE NOVO.

O GLOBO:
A segurança pública é um autêntico caos no Estado do Rio de Janeiro, isso é de domínio público há muito tempo, porém o que mais assusta o cidadão fluminense é o agravamento do quadro, o que demonstra a completa falência na gestão da segurança pública.
A ação deletéria na Polícia Militar é a face mais visível da intervenção política, da independência do secretário de segurança com relação ao governador e da falência das Instituições Policiais, considerando que a Polícia Civil segue pelos mesmo caminhos.
As trocas dos Comandante Gerais (Ubiratan, Pitta e Mário Sérgio) em apenas 31 meses é o flagrante de uma administração totalmente perdida, um desastre que se reflete nas ruas do Rio de Janeiro.
Hoje o cidadão pode ser vítima das seguintes situações, em qualquer local do Rio de Janeiro e a qualquer hora:
- Roubo e furto a pedrestes.
- Roubo e furto de veículo.
- Roubo e furto em coletivos.
- Homicídios (a cada dia são assassinados entre 17 e 19 pessoas no RJ).
- Desaparecimento (a cada dia desaparecem cerca de 15 pessoas no RJ).
- Balas perdidas, nas seguintes "modalidades":
* Confrontro armado entre Policiais e traficantes.
* Confrontro armado entre traficantes e traficantes.
* Confronto armado entre milicianos e traficantes.
* Confronto armado entre Policiais e milicianos.
Viver dentro dessa realidade é um risco constante e isso não pode continuar.
Exmo governador Sérgio Cabral (PMDB), tenha a grandeza que a população espera de todo homem público e que anda ausente da vida política brasileira, reconheça que errou e comece novamente.
No caso específico da Polícia Militar, vossa excelência lutou contra os melhores quadros de Coronéis de Polícia, o resultado só poderia ser o fracasso.
O que você excelência pretende fazer?
Trocar novamente o comando geral da PMERJ?
Sim ou não?
Consideramos que isso seja inevitável, mais dia menos dia, por que ter mais esse desgaste?
O ônus político já é irreversível, porém voltar atrás pode agregar valores positivos e minimizar os danos.
Na AME/RJ em 2006, então candidato, vossa excelência declarou (e foi gravado) que gostaria de trabalhar conosco e que não faria a besteira de resolver assuntos militares sem conversar com os militares, lembra?
Vossa excelência quebrou as suas próprias regras ou então mentiu para Corporação Militar com mais de 80.000 integrantes (ativos e inativos).
É hora de seguir a bússola do bom senso...
Convoque os Coronéis de Polícia, a começar pelos Coronéis de Polícia Ubiratan e Samuel, estendendo essa convocação a todos os Oficiais da ativa que ocupavam o Posto de Coronel até a exoneração do Coronel de Polícia Ubiratan.
Tenha grandeza governador.
No rumo atual não chegará a nenhum porto seguro, ao contrário, enfrentará fortes tempestades e a caravela afundará.
O fracasoo do seu futuro político não nos causa qualquer problema, todavia a destruição da Polícia Militar nos fere de morte.
Lutaremos contra a nossa destruição com todas as armas que tivermos, não tenha dúvida disso.
Ninguém irá destruir a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Por favor, pense a respeito e cuidado com a assessoria, pois como já escrevemos diversas vezes, quem o aconselha na área da Polícia Militar, respeitosamente, quer o seu fracasso.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 22 de julho de 2009

COMENTANDO UM "GENTIL" COMENTÁRIO...

Prezados leitores, recebemos esse comentário "gentil", o qual nos permitirá esclarecer alguns pontos, inclusive para dar mais munição aos nossos detratores, que evidenciam claros sinais de desespero.
Usaremos um modelo já conhecido dos nossos leitores, ou seja, comentaremos cada parte do texto (azul), fazendo inserções (preto).
Vamos em frente:
"É coronel, mais um tiro no pé.
O senhor vivia reclamando do Pitta, ele caiu, assumiu um novo comando e o senhor não ficou satisfeito. O coronel Ubiratan esteve no cargo a mais de um ano e nada mudou aos olhos dos praças, será que a sua luta é pessoal?
O senhor queria a volta do cel Ubiratan?
- Primeiro, deixo claro que desejo todo sucesso possível ao Coronel de Polícia Mário Sérgio, pois não sou burro de desejar o seu fracasso e a derrocada ainda maior da já totalmente desacreditada, Polícia Militar.
Todavia, criticarei cada erro, como aplaudirei cada sucesso, no exercício da minha liberdade de expressão (garantia constitucional).
Caro anônimo, o que Pitta mudou aos olhos dos Praças (na sua opinião, já que você não fala pelos Praças)?
E, o Mário Sérgio, nesses 15 dias?
Obviamente, o retorno do Ubiratan é impossível, a não ser como Secretário de Segurança.
Se juntos somos fortes, o porque de dividir?
- Caro anônimo, você trabalha fora da PMERJ?
Como eu posso querer dividir algo que já é completamente fracionado?
Dividir, mais ainda, a Polícia Militar é impossível.
E, deixo claro, que o JUNTOS SOMOS FORTES! é direcionado aos que amam à Polícia Militar, à Políca Civil e ao Corpo de Bombeiros Militar, exclusivamente.
Os carreitistas, os omissos e os corruptos, eles tem o SEU PRÓPRIO JUNTOS SOMOS FORTES e há muito tempo...
Eles são MUITO FORTES exatamente porque ESTÃO JUNTOS na busca dos seus interesses pessoais.
Eles CONSPIRAM JUNTOS e fazem isso com relativa competência.
Essas mulheres nunca foram sub justamente por causa dos ex-comandantes que só nomeaça seus amigos, muitos comandantes de batalhão eram movimentados para outros, simples troca, mesmo sendo incapaz de melhorar a insegurança. se os antigos nunca conseguiram mudar nada, o porque da revolta?
Deixe os novos tentarem e depois faça a sua critica.
- Prezado e gentil anônimo, o que o atual Comandante Geral fez não foi uma NOVA DANÇA DAS CADEIRAS?
As pessoas apenas trocaram de lugar ou não?
Claro, existem exceções, como o Oficial nomeado para comandar o BOPE, ele sim é uma novidade neste cenário, afinal estava fora da Polícia Militar há mais de 10 anos.
Você reparou que alguns que comandavam e que você considera INACAPES DE MELHORAR A SEGURANÇA, foram PROMOVIDOS FUNCIONALMENTE.
Ou seja, eram incapazes (na sua opinião) comandando batalhões e agora serão capazes nos Comandos Intermediários...
E, não esqueça, eu não só faço críticas nesse espaço, eu participo ao Comando Geral e represento junto ao Ministério Público, afinal, sou um cidadão pleno.
Mateus 16,24-28, disse JESUS: se alguém quer ser meu seguidor, esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe.
- Grato. Certamente, nós desse espaço democrático, nos enquadramos perfeitamente. Obrigado pela lembrança do texto bíblico, isso nos dará mais força para lutar!
Coronel, pare e pense, o senhor está magoado, com ressentimentos, esta vivendo dia e noite na revolta, pergunte a sua família se o senhor esta fazendo bem a eles com essa vida que esta levando?
- Como você disse que eu dei um tiro no pé, agora você deu um tiro na água (batalha naval).
Viva a sua vida com amor em família, o senhor esta abrindo as portas para os praças reinvindicarem os seus direitos, agradeço em nosso nome, mas vale a pena?
- Grato!
Converse em casa, dê um tempo, deixe acontecer, o Pitta o traiu e ficou lá mais de 1 ano, atacar quem esta mudando, não leva a nada.
A PM precisa de mudanças urgente, o senhor acha que pior do que estava pode ficar?
- Bem... Os primeiros 15 dias do atual Comandante Geral foram muito piores que os primeiros 15 dias da gestão Pitta!
E, olha que não é fácil conseguir esse resultado.
Garanto ao senhor que nós praças precisamos muito mais de aumento do que o senhor, ganhamos infinitamente menos e trabalhamos infinitamente mais.
Queremos a união.
- Prezado anônimo, faço um convite, reúna 20 Praças (ativos ou inativos) do seu círculo de amigos, gostaríamos de ouvir os conselhos e as idéias desse grupo.
Leia mais o novo testamento, deixe JESUS CRISTO entrar em seu coração. Olhe para a cruz, foi por nós. Viva em paz. Sua família precisa do senhor, assim como nós praças precisamos.
O senhor diz: juntos somos fortes, mas o senhor não procura as ovelhas perdidas. Lembre-se que para os praças o senhor foi lobo, as ovelhas reconhecerão o seu pastor pela voz, enquanto o senhor uivar, suas ovelhas vão continuar fugindo.
Fique na paz do senhor JESUS.
DEUS te abençoe.
Com carinho.
22 de Julho de 2009 13:19
- Realmente, você conhece pouco sobre mim, quase nada. Procure um Praça que tenha servido sobre as minhas ordens e pergunte se eu fui um LOBO com alguém?
Pesquise na Corregedoria Interna (números) e constate se eu fui um LOBO para os Praças?
Você sabe o que é um Documento de Razões de Defesa?
Sabe o que isso mudou na vida dos Oficiais e dos Praças?
Você sabe qual Corregedor Interno cancelou e anulou mais punições de Oficiais e de Praças?
Pesquise, busque um amigo pessoal que trabalhe na Corregedoria Interna, peça a ele para revirar os números, você terá grandes surpresas...
Aguardo seu contato para a reunião com seus amigos, afinal, JUNTOS SOMOS FORTES!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

COMANDANTES GERAIS DAS POLÍCIAS MILITARES DO BRASIL - CARTA ABERTA

RIO DE JANEIRO

21 de fevereiro de 2008


Eu, Paulo Ricardo Paúl, cidadão brasileiro, natural do Rio de Janeiro, nascido em 27 de julho de 1957, Coronel de Polícia do serviço ativo, incorporado em 26 de fevereiro de 1976, lotado na Diretoria Geral de Pessoal, sem função e tendo como última função a de Corregedor Interno, publicamente, solicito aos Coronéis de Polícia do Brasil, no exercício da função de Comandantes Gerais, que desenvolvam as seguintes providências, em respeito à honra pessoal, ao decoro da classe e ao pundonor Policial Militar:

1. Reúnam os Comandantes, Chefes e Diretores de todas as Organizações Policiais Militares e leiam essa Carta Aberta;
2. Determinem que cada Comandante, Chefe ou Diretor reúna os Oficiais sob suas ordens e leia essa Carta Aberta;
3. E que os Oficiais reúnam todos os Praças sob suas ordens e leiam essa Carta Aberta.

“A gloriosa e heróica Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, gênese de todas as Polícias Militares do Brasil, se encontra sob "intervenção" do Poder Executivo Estadual.
Uma "intervenção" que tem por objetivo manter excluídos da cidadania os Militares de Polícia, que percebem salários famélicos e que trabalham sob as piores condições possíveis.
Essa foi a resposta dada à mobilização cívica promovida pelos “Coronéis Barbonos” e pelos “40 da Evaristo”, que cobravam o resgate da cidadania do Policial Militar, através da concessão de salários dignos e de adequadas condições de trabalho.
O Policial Militar do Estado do Rio de Janeiro arrisca a sua vida diariamente em defesa do cidadão fluminense, recebendo menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia, metade do que recebe uma diarista para limpar uma residência de classe média.
O Chefe do Poder Executivo, diante das justas reivindicações feitas para o resgate da cidadania do Policial Militar - que recebe o segundo pior salário do Brasil -, responde com a inércia própria dos que esquecem as promessas, o que faz com que a mobilização cívica ganhe as ruas e receba o apoio da Sociedade Fluminense.
Atos cívicos ocorreram ordeira e pacificamente, comparecendo Oficiais e Praças, todos de folga, em trajes civis e desarmados.
A população aplaude os nossos pleitos.
Os nossos direitos constitucionais estavam sendo exercidos sem causar qualquer transtorno ao cidadão fluminense.
Impotente para reverter o maciço apoio da Sociedade Fluminense, surge o autoritarismo e o arbítrio, como tentativas de enfraquecer a nossa mobilização cívica.
O nosso digno e competente Comandante Geral - Coronel de Polícia Ubiratan de Oliveira Angelo - foi “arrancado” da função no terrível dia 29 de janeiro de 2008.
Sob um “regime intervencionista”, a troca do Comando Geral ocorreu sob as vistas do Secretário de Segurança e entre quatro paredes, longe da tropa, da população fluminense e da mídia, impedida de cobrir o evento.
Um ato de autoritarismo sem precedentes na história brasileira e na heróica história das Polícias Militares.
No auge do exercício de uma postura antidemocrática, é imposto como Comandante Geral da PMERJ um dos Coronéis Barbonos, coronel que desde o início da mobilização cívica participou de todos os atos e assinou todos os documentos, inclusive o compromisso de não assumir o Comando Geral, em nenhuma hipótese.
Ele assume e simultaneamente fere de morte a sua honra pessoal, o que determina a sua indicação para submissão à análise ética do Conselho de Justificação, na conformidade da lei, o que não ocorrerá nesse período de exceção.
E a partir desse dia, com a imposição de um comando sem qualquer legitimidade junto aos Oficiais e aos Praças, temos assistido toda a sorte de arbitrariedades e de oportunismos, interna corporis.
A honra pessoal foi posta de lado, como se pudesse ser guardada no armário do alojamento.
Tenham certeza, Policiais Militares do Brasil, temos lutado contra tudo isso, com todas as armas que a legislação permite e que a dignidade exige.
Temos buscado o Judiciário e o Ministério Público, além de todos os recursos administrativos.
Porém, essa é uma luta muito difícil, uma luta contra o poder!
Um poder que tudo pode na sua onipotência.
Um poder que faz e desfaz decretos segundo os seus interesses pessoais, com o claro objetivo de constranger os Oficiais mobilizados civicamente.
Ameaças passam a fazer parte do vocabulário castrense, com o objetivo de cercear a nossa cidadania.
E a palavra “traição” passou a habitar a caserna.
Lutamos uma “guerra” contra a opressão civil, uma verdadeira “ditadura de terno e gravata”.
Lutamos e continuaremos lutando, pois não conhecemos derrotas.
E continuaremos lutando até o restabelecimento da honra institucional e da nossa honra pessoal, não tenham dúvidas sobre isso.
As ofensas dirigidas publicamente a Coronéis de Polícia, citados como chatos, sindicalistas, irresponsáveis e que não desejam trabalhar, não ficarão sem respostas a altura, tenham certeza.
Realizaremos tantos atos cívicos quantos forem necessários para mobilizar toda a sociedade fluminense – o cliente dessa insegurança pública – na luta pelo resgate da cidadania do Policial Militar.
Por derradeiro, esclareço a motivação dessa “Carta Aberta”: o pedido para que tomem todas as providências cabíveis para evitar que os dias de terror vivenciados na gloriosa e heróica Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro nunca ocorram na Polícia Militar que vocês escolheram para servir, para amar e para morrer, se preciso for!
Façam ecoar o nosso brado por todo esse país continente, esse Brasil que afunda no lamaçal dos escândalos políticos de cada dia, nos escândalos de terno e gravata:


“JUNTOS SOMOS FORTES!”



PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

JORNAL O DIA - 16/01/2008 - BOLSAS PARA 18 MIL POLICIAIS

O DIA ONLINE:
16/1/2008 02:00:00
Bolsas para 18 mil policiais
Governo federal oferece gratificação para PMs com salários até R$ 1.400 que voltarem a estudar
Maria Mazzei e Paula Sarapu
Rio - Os 18 mil policiais militares do Rio que ganham menos de R$ 1.400 por mês poderão dobrar sua renda se forem para as salas de aula. Essa é a proposta do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), segundo o secretário Nacional de Segurança Pública, Antônio Carlos Biscaia. Para receber a Bolsa Formação, como é chamada, os PMs terão que trocar armas por computadores e livros a cada 12 meses. São 22 cursos gratuitos que podem ser presenciais ou a distância, dependendo da complexidade de cada tema.
“Além de se especializarem em suas áreas, ainda terão um complemento para seus salários. Não estamos querendo comprar ninguém, apenas criar um atrativo e motivar cabos e soldados da PM a se tornarem mais bem preparados. Afinal, são eles que enfrentam, diariamente, o tráfico”, ponderou Biscaia.
De acordo com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), terão prioridade no programa os três mil PMs que forem selecionados para atuar na ocupação no Complexo do Alemão. Esse grupo deve começar a receber o benefício a partir de março. O objetivo é garantir a segurança para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, orçado em R$ 1 bilhão. Só na comunidade serão investidos R$ 495 milhões.
POLÊMICA
O aumento anunciado pelo secretário já começou a causar polêmica. Para o comandante do 16º BPM (Olaria), tenente-coronel Marcus Jardim, todos os policiais envolvidos na ação deveriam receber o benefício, independentemente da patente. Ele fez duras previsões para a execução das obras e criticou o valor que deverá ser pago. Para Jardim, os policiais mereceriam, no mínimo, o mesmo que recebem agentes da Força Nacional de Segurança — cerca de R$ 2.800.
“O cenário é de guerra e o risco é o mesmo para oficiais, que comandam frações de tropa. Há aqueles que trabalham no suporte, consertando Caveirão. Ninguém vai se render ao PAC e vamos ter grandes embates. Marginais vão morrer e, infelizmente, inocentes e policiais também poderão ser atingidos”, alerta.
Para o presidente do Clube dos Oficiais, coronel Dilson Anaide, o aumento só para praças vai criar constrangimento. “O soldado vai ganhar quase como um tenente, o que fere a hierarquia e a disciplina.”
O comandante-geral da PM, coronel Ubiratan Angelo, afirmou, porém, que o pagamento de um valor extra não vai atingir o nível hierárquico, mas a questão salarial. “Dois soldados não ganham a mesma coisa. Há primeiros-sargentos que ganham mais que segundo-tenente, por tempo de casa. O aumento vai atender à classe”, disse. O calendário dos cursos oferecidos para o Rio ainda não foi fechado, mas os interessados já podem procurar informação nos telecentros da Senasp ou pelo site
www.mj.gov.br/ead. Há cursos de apenas 40 horas e outros que exigem mais dedicação e duram 2 anos.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORREGEDOR INTERNO