Mortes caem 40% na Zona Oeste
POR VANIA CUNHA, RIO DE JANEIRO
Rio - Segundo a secretaria, desde o início da operação Têmis, houve redução de 40% nos homicídios em áreas dominadas pela Liga da Justiça, como Campo Grande, Santa Cruz e Pedra de Guaratiba. Beltrame ressaltou ainda que 58 mortes foram esclarecidas, sendo que 35 delas já estão com todas as provas técnicas para serem encaminhadas à Justiça. “Não adianta oferecer um conjunto probatório fraco, para que não não haja possibilidade de condenar. Fomos a fundo nas investigações para que esses criminosos sejam definitivamente extirpados do nosso convívio”, afirmou.
Beltrame afirmou que combate ao tráfico e à milícia é incessante
A ação de terça-feira atacou o escalão intermediário da Liga. Dos 46 mandados de prisão, cinco eram de policiais militares. O chefe de Polícia Civil ressaltou que a prioridade era desarticular o maior e mais perigoso grupo. “Continuamos o combate a grupos menores. Ou se entrega ou vai ser preso. Ninguém consegue vencer o estado, seja que tipo de criminoso for”, garantiu Allan.
Combate a assassinatos e crimes de milicianos
A nova arma da Secretaria Estadual de Segurança para enfrentar as milícias da Zona Oeste entrará em ação em dezembro. A ‘superdelegacia de Homicídios’, uma grande estrutura com mais de 200 policiais, foi anunciada ontem durante coletiva do secretário José Mariano Beltrame, e do chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski. A unidade vai funcionar na Barra da Tijuca e dividir com a 35ª DP (Campo Grande) a missão de investigar, prender e reprimir os crimes por integrantes de grupos paramilitares.
“Vamos trabalhar com os policiais que estão se formando, além de delegados e peritos. A ideia é concentrar a investigação dos crimes de homicídio para realizar um trabalho melhor. Acredito que a união dessas duas delegacias será suficiente para o trabalho”, disse o delegado Allan. Sem revelar detalhes do novo projeto, ele ressaltou que a Delegacia de Homicídios do Centro vai se unir à unidade da Zona Oeste em dezembro. Em seguida, serão agregadas as da Baixada Fluminense e de Niterói.Beltrame também apresentou dados da Operação Têmis, realizada em três fases para prender milicianos — a última delas, desencadeada terça-feira, capturou 20 envolvidos com a Liga da Justiça. Nas ações, 173 milicianos foram presos, sendo 31 PMs e cinco policiais civis. Houve apreensão de 710 máquinas de caça-níqueis e de 41 armas, foram desmontadas 20 centrais clandestinas de TV a cabo e estourados quatro depósitos de gás.
Um dos objetivos foi tentar devolver à comunidade os serviços que deixaram de ser feitos pelos milicianos. “Chamamos as pessoas para conversar e conseguimos que empresas de ônibus e de TV, por exemplo, suprissem a necessidade da população”, disse Allan. Para o secretário, o trabalho não acabou: “Vamos continuar o combate ao narcotráfico e às milícias. São ações inegociáveis para nós. Não digo que a missão está cumprida. O trabalho continua em outras áreas da cidade”.
Matadores de PM mortos em confronto na Vila da Penha
Dois acusados de participar do assassinato do cabo da PM Rinaldo Figueiredo dos Santos, 42 anos, em Vista Alegre, na manhã de domingo, foram mortos, no início da noite de ontem, durante confronto com uma equipe do 16º BPM (Olaria), onde o policial era lotado. O tiroteio ocorreu na Avenida Brás de Pina, próximo ao Largo do Bicão, na Vila da Penha.
Um dos bandidos, Rafael Nascimento da Cruz Gonçalves Heredia, o DG, que foi amigo de infância do cabo, é acusado de ter liderado o atentado. Ele estava em Astra prata, roubado em Vicente de Carvalho, ao lado de um criminoso conhecido pelo apelido de CB. A dupla tentou escapar ao cerco policial abrindo fogo, mas acabou baleada e morreu a caminho do Hospital Getúlio Vargas.
Os bandidos usavam coletes à prova de balas, com a inscrição ‘Core Antibombas’. No carro, os policiais apreenderam ainda três pistolas, granadas, grande quantidade de munição e toucas ninja.
O tiroteio levou pânico a pedestres e motoristas. Muitos carros voltaram de ré e pessoas tiveram que se abrigar para proteger das balas. Os bandidos são suspeitos das mortes de outros policiais na região. O cabo Figueiredo foi executado com mais de 20 tiros, no Grêmio Recreativo Água Grande, quando calçava as chuteiras para uma partida de futebol. (Colaboraram Leslie Leitão e Marco Antonio Canosa)
JUNTOS SOMOS FORTES!POR VANIA CUNHA, RIO DE JANEIRO
Rio - Segundo a secretaria, desde o início da operação Têmis, houve redução de 40% nos homicídios em áreas dominadas pela Liga da Justiça, como Campo Grande, Santa Cruz e Pedra de Guaratiba. Beltrame ressaltou ainda que 58 mortes foram esclarecidas, sendo que 35 delas já estão com todas as provas técnicas para serem encaminhadas à Justiça. “Não adianta oferecer um conjunto probatório fraco, para que não não haja possibilidade de condenar. Fomos a fundo nas investigações para que esses criminosos sejam definitivamente extirpados do nosso convívio”, afirmou.
Beltrame afirmou que combate ao tráfico e à milícia é incessante
A ação de terça-feira atacou o escalão intermediário da Liga. Dos 46 mandados de prisão, cinco eram de policiais militares. O chefe de Polícia Civil ressaltou que a prioridade era desarticular o maior e mais perigoso grupo. “Continuamos o combate a grupos menores. Ou se entrega ou vai ser preso. Ninguém consegue vencer o estado, seja que tipo de criminoso for”, garantiu Allan.
Combate a assassinatos e crimes de milicianos
A nova arma da Secretaria Estadual de Segurança para enfrentar as milícias da Zona Oeste entrará em ação em dezembro. A ‘superdelegacia de Homicídios’, uma grande estrutura com mais de 200 policiais, foi anunciada ontem durante coletiva do secretário José Mariano Beltrame, e do chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski. A unidade vai funcionar na Barra da Tijuca e dividir com a 35ª DP (Campo Grande) a missão de investigar, prender e reprimir os crimes por integrantes de grupos paramilitares.
“Vamos trabalhar com os policiais que estão se formando, além de delegados e peritos. A ideia é concentrar a investigação dos crimes de homicídio para realizar um trabalho melhor. Acredito que a união dessas duas delegacias será suficiente para o trabalho”, disse o delegado Allan. Sem revelar detalhes do novo projeto, ele ressaltou que a Delegacia de Homicídios do Centro vai se unir à unidade da Zona Oeste em dezembro. Em seguida, serão agregadas as da Baixada Fluminense e de Niterói.Beltrame também apresentou dados da Operação Têmis, realizada em três fases para prender milicianos — a última delas, desencadeada terça-feira, capturou 20 envolvidos com a Liga da Justiça. Nas ações, 173 milicianos foram presos, sendo 31 PMs e cinco policiais civis. Houve apreensão de 710 máquinas de caça-níqueis e de 41 armas, foram desmontadas 20 centrais clandestinas de TV a cabo e estourados quatro depósitos de gás.
Um dos objetivos foi tentar devolver à comunidade os serviços que deixaram de ser feitos pelos milicianos. “Chamamos as pessoas para conversar e conseguimos que empresas de ônibus e de TV, por exemplo, suprissem a necessidade da população”, disse Allan. Para o secretário, o trabalho não acabou: “Vamos continuar o combate ao narcotráfico e às milícias. São ações inegociáveis para nós. Não digo que a missão está cumprida. O trabalho continua em outras áreas da cidade”.
Matadores de PM mortos em confronto na Vila da Penha
Dois acusados de participar do assassinato do cabo da PM Rinaldo Figueiredo dos Santos, 42 anos, em Vista Alegre, na manhã de domingo, foram mortos, no início da noite de ontem, durante confronto com uma equipe do 16º BPM (Olaria), onde o policial era lotado. O tiroteio ocorreu na Avenida Brás de Pina, próximo ao Largo do Bicão, na Vila da Penha.
Um dos bandidos, Rafael Nascimento da Cruz Gonçalves Heredia, o DG, que foi amigo de infância do cabo, é acusado de ter liderado o atentado. Ele estava em Astra prata, roubado em Vicente de Carvalho, ao lado de um criminoso conhecido pelo apelido de CB. A dupla tentou escapar ao cerco policial abrindo fogo, mas acabou baleada e morreu a caminho do Hospital Getúlio Vargas.
Os bandidos usavam coletes à prova de balas, com a inscrição ‘Core Antibombas’. No carro, os policiais apreenderam ainda três pistolas, granadas, grande quantidade de munição e toucas ninja.
O tiroteio levou pânico a pedestres e motoristas. Muitos carros voltaram de ré e pessoas tiveram que se abrigar para proteger das balas. Os bandidos são suspeitos das mortes de outros policiais na região. O cabo Figueiredo foi executado com mais de 20 tiros, no Grêmio Recreativo Água Grande, quando calçava as chuteiras para uma partida de futebol. (Colaboraram Leslie Leitão e Marco Antonio Canosa)
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

2 comentários:
Este trabalho sério realizado pela Polícia Civil é o que a sociedade fluminense espera, e assim, consequentemente a população da zona oeste estará mais protegida!!!
Grato pelo comentário.
Sem dúvida, a população merece uma Polícia Civil e uma Polícia Militar mais eficientes, assim como, uma Polícia Fedeeral também.
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