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domingo, 11 de março de 2012

ONU - DIREITOS HUMANOS - ONDE E COMO DENUNCIAR VIOLAÇÕES.

EMAIL RECEBIDO:
Como e quando realizar denúncias de violações de direitos humanos?
O atual Secretário-Geral das Nações Unidas
Ban Ki-moon (República da Coreia) – 2007.
As Nações Unidas possuem um procedimento para a realização de denúncias de violações de direitos humanos. No entanto, é preciso ficar claro que estas denúncias só devem ser feitas quando estiverem esgotados todos os recursos jurídicos no país de origem da denúncia.
Antes de submeter sua denúncia, o autor deve procurar órgãos como conselhos e comissões de direitos humanos locais, regionais ou nacionais, defensorias públicas, secretarias de promoção dos direitos humanos, corregedorias ou o Ministério Público nos níveis estadual ou federal. Estes órgãos devem ser procurados antes de recorrer a organismos internacionais.
No âmbito da ONU, os procedimentos para denunciar violações de direitos humanos estão disponíveis em http://www.unicrio.org.br/como-denunciar
Juntos Somos Fortes!

sábado, 10 de março de 2012

RIO: PRISÃO CRIMINOSA DE BOMBEIROS E POLICIAIS MILITARES EM BANGU 1 - NOVA COMUNICAÇÃO - ONG CONECTAS.

O DIA:
Brasil é denunciado na ONU por violar direitos humanos
São Paulo - A Organização Não Governamental (ONG) Conectas vai denunciar o Brasil no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira. A ONG cita como exemplos o uso excessivo da força policial na ação a Cracolândia, na região da Luz, em São Paulo, e na reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos.
Nos dois casos, a organização denunciou também casos de tratamento cruel e desumano, violação do direito de ir e vir e falta de acesso aos serviços de saúde e habitação adequados.
A ONG quer mostrar os contrates do País, que é a sexta maior economia do mundo e ainda convive com práticas medievais, como tortura e superlotação no sistema carcerário, criminalização da pobreza e desrespeito aos povos indígenas. "O Brasil da Copa e das Olimpíadas é o mesmo onde um quinto da população carcerária está preso de forma ilegal, onde há tortura, maus tratos e superlotação nas cadeias, onde a pobreza é criminalizada e os projetos de desenvolvimento atropelam povos indígenas", disse Juana Kweitel, diretora de programas da Conectas.
Sua argumentação será dividida em três grandes blocos: um sobre a política brasileira de encarceramento, outro sobre a criminalização da pobreza em grandes centros urbanos e o terceiro sobre a adoção de modelos de desenvolvimento que podem violar os direitos de “comunidades vulneráveis”.
A Conectas deseja que o Brasil coloque em prática um mecanismo nacional de prevenção à tortura que permite o monitoramento independente de locais onde possa ocorrer a prática. Além disso, vai citar a construção da Usina de Belo Monte, considerada a terceira maior hidrelétrica do mundo, como ameaça para a vida de 24 povos indígenas.
As informações são do IG
Comento:
O fato dos PMs e BMs terem sido jogados nos “porões” de Bangu 1 já foi comunicado ao Ministério Público, à Corregedoria Geral Unificada e às comissões de direitos humanos do Senado, da Câmara, da ALERJ e da OAB/RJ. Como já escrevi, temos que aguardar que esses órgãos se manifestem, isso não ocorrendo, comunicaremos aos organismos internacionais. Apesar dessa verdade, ou seja, a necesidade de aguardarmos, já encaminhamos comunicação para a Anistia Internacional e para a ONG Conectas.
Conheçam a ONG Conectas (link).

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

BAHIA: OBSERVADORES DA ONU ACOMPANHAM A GREVE DA PM.

BLOG DA RENATA ASPRA.
BA: Observadores da ONU acompanham greve da PM na Bahia
A Organização das Nações Unidas (ONU) mantém representantes e observadores desde os primeiros dias de ocupação da Assembléia Legislativa da Bahia por integrantes do movimento grevista da Polícia Militar no último dia 31.
De acordo com Eliseu Fagundes, diretor da missão da Federação Brasileira de Direitos Humanos (FBDH), diversos excessos foram cometidos nos últimos dias. “Quero deixar claro que não estamos aqui apoiando qualquer lado. Queremos contribuir para que não haja um banho de sangue”.
O diretor da entidade revela que há observadores da ONU junto aos manifestantes nas dependências da Assembleia. “O que nos preocupa ainda mais é que lá existem crianças, mulheres e idosos”.
Fagundes ressalta ainda que o método de cortar o fornecimento de água e alimentação também não é aceitável nesta situação. Para ele, diante da situação a que se chegou, deixar as crianças e idosos sem comer pode provocar danos psicológicos desnecessários. Ele argumenta que não é favorável à participação destas pessoas no protesto, contudo, o fato é que a condição agora é essa.
O representante dos Direitos Humanos também se posiciona contrário ao tratamento dado aos manifestantes. No entendimento da instituição não se pode marginalizar trabalhadores que buscam melhorias de condições trabalho através de greve.
Sobre a estratégia dos manifestantes de ocupar espaços públicos, o membro da FBDH diz que ainda que estejam nestas condições não se pode justificar “banho de sangue”.
Ele avaliou o governo baiano como inábil por ter convocado o Exército para conter o protesto. Segundo Fagundes, os policiais não são terroristas, nem estão ameaçando explodir a Assembleia ou ainda colocando em risco o patrimônio público.
“Estamos aqui e vamos continuar acompanhando tudo para garantir a integridade física e psicológica dos envolvidos. Não podemos deixar uma marca tão negativa para a Bahia. Isso não é bom para ninguém”.
Foto: Gilberto Júnior // Bocão News
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 29 de março de 2011

VAMOS LEVAR A NOSSA VOZ PARA O MUNDO - CAMPANHA - PRIMEIROS EMAILS.

As colaborações estão chegando, agradecemos a todos que estão se mobilizando para que possamos levar as nossas mazelas para a mídia e os organismos internacionais.
A seguir alguns emails encaminhados:
- Nobre Cel,
Segue alguns Emails para Denuncias de Casos como o do Blogueiro, Jornalista e Advogado Ricardo Gama.
OEA-Pode ser Escrito em Portugues: cidhdenuncias@oas.org
ONG do Canada Especialista em Direitos humanos, em especial de advogados, essa tem que ser em ingles, Lawyer's Rights Watch Canada lrwc@portal.ca
Front Line Defenders, Irlanda, deve ser escrito em ingles.
info@frontlinedefenders.org
Daniel Pontes
- Francia :
Secretario internacional
Reporters sans frontières
47 rue vivienne
75002 Paris - France
Tel. +33 1 44 83 84 84
Fax. +33 1 45 23 11 51
Web : www.rsf.org
E-mail : rsf[at]rsf.org
Bureau Afrique : afrique[at]rsf.org
Bureau Amériques : ameriques[at]rsf.org
Bureau Asie : asie[at]rsf.org
Bureau Europe : europe[at]rsf.org
Bureau Moyen-Orient : moyen-orient[at]rsf.org
Bureau Internet : internet[at]rsf.org
Presse & Communication : presse[at]rsf.org / 01 44 83 84 82
- Austria
Reporter ohne Grenzen
Alser Straße 22 / 8
A-1090 Wien / Vienna
Tel : +43 1 58 100 11
Fax : +43 1 48 003 95
Email : info[at]rog.at
Web : www.rog.at
- Bélgica
Reporters sans frontières / Reporters zonder grenzen
Centre international de presse
Résidence Palace
Bloc C - Rue de la Loi, 155
1040 Bruxelles - Belgique
Tel. +32 2 235 22 81
Fax. +32 2 235 22 82
E-mail : rsf[at]rsf.be
- Canadá
Reporters sans frontières
E-mail : rsfcanada[at]rsf.org
- Espanha
Reporteros sin fronteras
C/ Maria de Molina, N°50
2° Planta - 28006 Madrid
Tel / Fax : +34 91 522 4031
E-mail : rsf[at]rsf-es.org
- Estados Unidos
Reporters Without Borders
E-mail : rwb_ny[at]rsf.org
Southern Railway Building
E-mail : lcl[at]rsf.org
Reporters without Borders/ Reporters sans Frontières
E-mail: heather.blake@rsf.org
- Suécia
E-mail : reportrarutangranser[at]rsf.org
Web : www.reportrarutangranser.se
- Suiça
Reporters sans frontières
E-mail : info[at]rsf-ch.ch
- UNOAMERICA
Link para formulário de contato:
http://www.unoamerica.org/unoPAG/contactenos.php
- ANSA LATINA
Agencia de Notícias ANSA Latina:
http://www.ansa.it/ansalatinabr/html/contacto.html
- Associated Press
All requests from the media for interviews, comments or appearances by the AP staff are handled by AP Corporate Communications:
write to info@ap.org .
- ONU
Missão Permanente Junto às Nações Unidas
E-mail: delbrasonu@delbrasonu.org
http://www.un.int/brazil
Delegação Permanente em Genebra
E-mail: mission.brazil@itu.ch
Representação Permanente do Brasil junto à FAO
E-mai l: rebrafao@brafao.it
Delegação Permanente junto à UNESCO. em Paris
E-mail: dl.brasil@unesco.org
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

É HORA DE COBRAR RESPONSABILIDADE DOS GOVERNANTES DO RIO.

JORNAL FLIT PARALISANTE
POLÍCIA SEM CERIMONIAL
POLÍTICOS BRASILEIROS DEVERIAM CONFESSAR QUE DESENTERRAR PRÁ ENTERRAR DÁ MAIS DINHEIRO…TRAGÉDIA DAS CHUVAS VIROU INDÚSTRIA
JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
Sun, 16 Jan 2011.
Governo brasileiro admite à ONU despreparo em tragédias
Documento assinado pela secretária Nacional de Defesa Civil já previa “aumento de ocorrência de desastres”
Jamil Chade O governo brasileiro admitiu à Organização das Nações Unidas (ONU) que grande parte do sistema de defesa civil do País vive um “despreparo” e que não tem condições sequer de verificar a eficiência de muitos dos serviços existentes. O Estado obteve um documento enviado em novembro de 2010 por Ivone Maria Valente, da Secretaria Nacional da Defesa Civil (Sedec), fazendo um raio X da implementação de um plano nacional de redução do impacto de desastres naturais. Suas conclusões mostram que a tragédia estava praticamente prevista pelas próprias autoridades.
Diante do tsunami que atingiu a Ásia e do aumento do número de desastres naturais no mundo nos últimos anos, a ONU foi pressionada a estabelecer um plano para ajudar governos a fortalecer seus sistemas de prevenção. Em 2005, governos chegaram a um acordo sobre a criação de um plano de redução de risco para permitir que, até 2015, o mundo estivesse melhor preparado para responder às catástrofes.
Uma das criações da ONU, nesse contexto, foi o Plano de Ação de Hyogo (local da conferência onde o acordo foi fechado). No tratado, a ONU faz suas recomendações de como governos devem atuar para resistir a chuvas, secas, terremotos e outros desastres. Ficou também estabelecido que os 168 governos envolvidos se comprometeriam a enviar a cada dois anos um raio X completo de como estavam seus países em termos de preparação para enfrentar calamidades e o que estavam fazendo para reduzir os riscos.
Na versão enviada pelo próprio governo do Brasil ao escritório da Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres, no fim de 2010, as constatações do relatório nacional são alarmantes. “A maioria dos órgãos que atuam em defesa civil está despreparada para o desempenho eficiente das atividades de prevenção e de preparação”, afirma o documento em um trecho. Praticamente um a cada quatro municípios do País sequer tem um serviço de defesa civil e, onde existe, não há como medir se são eficientes.
“Em 2009, o número de órgãos municipais criados oficialmente no Brasil (para lidar com desastres) alcançou o porcentual de 77,36% dos municípios brasileiros, entretanto, não foi possível mensurar de forma confiável o indicador estabelecido como taxa de municípios preparados para prevenção e atendimento a desastres”, diz o documento em outra parte.
Limitações. No relatório, o Brasil é obrigado a dar uma resposta ao desempenho em determinados indicadores sugeridos pela ONU. Em um dos indicadores – que trata de avaliação de risco de regiões – o governo admite ter feito avanços, “mas com limitações reconhecidas em aspectos chave, como recursos financeiros e capacidade operacional”. Na avaliação de risco, por exemplo, o governo admite que não analisou a situação de nenhuma escola ou hospital no País para preparar o documento.
O próprio governo também aponta suas limitações em criar um sistema para monitorar e disseminar dados sobre vulnerabilidade no território. O governo também reconhece que a situação é cada vez mais delicada para a população. “A falta de planejamento da ocupação e/ou da utilização do espaço geográfico, desconsiderando as áreas de risco, somada à deficiência da fiscalização local, têm contribuído para aumentar a vulnerabilidade das comunidades locais urbanas e rurais, com um número crescente de perdas de vidas humanas e vultosos prejuízos econômicos e sociais”, diz o documento assinado por Ivone Maria.
Consequência. “A não implementação do Programa (de redução de riscos) contribuirá para o aumento da ocorrência dos desastres naturais, antropogênicos e mistos e para o despreparo dos órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela execução das ações preventivas de defesa civil, aumentando a insegurança das comunidades locais”, afirmou o relatório.
O órgão também deixa claro que o Brasil estaria economizando recursos se a prioridade fosse a prevenção. “Quando não se priorizam as medidas preventivas, há um aumento significativo de gastos destinados à resposta aos desastres. O grande volume de recursos gastos com o atendimento da população atingida é muitas vezes maior do que seria necessário para a prevenção. Esses recursos poderiam ser destinados à implementação de projetos de grande impacto social, como criação de emprego e renda”, conclui o documento.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

GUERRA DO RIO: DENÚNCIAS DE VIOLAÇÕES SEGUIRÃO PARA ONU E OEA.

O GLOBO
"ONGs levam denúncias de abusos de PMs durante ocupação do Complexo do Alemão a ONU e OEA
Fabio Vasconcellos e Taís Mendes
RIO - Um relatório produzido por ONGs e que já está com deputados da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, em Brasília, menciona a suposta ocorrência de uma execução, além de roubos e torturas, praticados por PMs durante a ocupação dos complexos da Penha e do Alemão. O documento, contendo 19 relatos de moradores, foi entregue à cúpula da Secretaria estadual de Segurança na semana passada e será entregue nesta terça-feira às Relatorias Especiais sobre Tortura e Execuções Sumárias, Arbitrárias ou Extrajudiciais da ONU e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA.
Alguns casos são relatos genéricos de moradores; outros são depoimentos com mais detalhes, de pessoas que afirmaram a integrantes de ONGs terem sofrido violência física e psicológica por parte de policiais. Os relatos não incluem, no entanto, denúncias de moradores sobre o tempo em que as comunidades eram subjugadas por traficantes.
De acordo com o documento, um homem identificado apenas como João Lennon, de 25 anos, teria sido executado em 28 de novembro na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão. O caso foi relatado a integrantes da Justiça Global, que visitaram os dois complexos por três dias com outras ONGs, como a Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência e assessores da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj. Vizinhos de João Lennon, que seria viciado em crack e cunhado de um traficante, contaram que ele foi levado para dentro de casa por policiais e, em seguida, foram ouvidos disparos. O corpo teria sido retirado do local pelos PMs, ainda segundo moradores.
Um outro caso que consta do documento é o de um morador, também da Nova Brasília, que diz ter sido torturado por PMs - apesar de não ter ficado com marcas de violência. O morador contou que ele e outras duas moradoras, de 14 e 15 anos, foram algemados por volta das 8h e só liberados no fim do dia, depois de percorrem toda a favela com PMs, que queriam informações sobre armas e drogas. Os policiais teriam ainda ironizado quando o morador mostrou que tinha um crachá de trabalho. Segundo o documento elaborado pelas ONGs, o morador afirmou que, em determinado momento, os policiais o mandaram fechar os olhos e, com o cano de um fuzil em seu peito, gritavam que iriam matá-lo. Em outro momento, segundo o relato, os policiais teriam usado as três vítimas como escudo, durante uma troca de tiros com bandidos. Após horas sob o controle dos policias, inclusive com agressões como chutes e socos, os três moradores foram liberados, mas teriam ouvido dos PMs que deveriam deixar a favela. Não há registro de marcas das agressões no relatório das ONGs.
Pelo documento, que foi divulgado pelo deputado federal Chico Alencar (PSOL), da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o filho de um morador teria sido torturado com sufocamento. De acordo com o relato, PMs invadiram uma casa no dia 28 no Complexo da Penha e, após descobrirem que um dos moradores que tinha passagem pela polícia e estava no sistema semiaberto, teriam iniciado ums sessão de tortura. O rapaz foi levado para um dos quartos por dois policiais, e lá, segundo o documento, teria sido submetido a sessões de violência por mais de uma hora, com um saco plástico e agressões físicas. Apesar dos gritos da vítima, os pais do rapaz nada teriam podido fazer pois estariam na sala da casa sob a vigilância de um outro PM. Conforme o relato, o jovem teria sido levado depois pelo policiais e apresentado à imprensa como traficante. Também neste caso, o documento não registra marcas de torturas nas vítimas.
Na quinta-feira 2 de dezembro, duas casas que ficam próximas a um boca de fumo no Alemão teriam sido invadidas por homens do Bope. O documento elaborado pelas ONGs diz que os policiais estariam à procura de R$ 100 mil deixados por traficantes, e teriam dito que pagariam R$ 10 mil para quem indicasse onde estava o dinheiro. Numa das casas, depois de quebrar móveis e eletrodomésticos, teriam iniciado uma sessão de torturas com choque elétrico num dos moradores. Segundo o relato, a vítima teve as mãos e os pés amarrados. A violência teria durado cerca de meia hora.
Uma outra moradora contou aos integrantes das ONGs que estava em casa com os filhos quando chegaram policiais acompanhados de um X9 (informante) encapuzado. Segundo o relato, os policiais teriam afirmado que tinham informações de que existiriam armas e drogas na casa. Uma criança de 2 anos, que estava na casa, teria sido torturada. No relato, consta que a moradora foi jogada numa cama, espancada e espetada com uma escopeta nas costas. Ela disse que não fez exame de corpo de delito porque se sentia ameaçada.
Em nota, a Secretaria de Segurança informou que o secretário José Mariano Beltrame não tomou conhecimento do conteúdo do relatório. Segundo a secretaria, "desde o dia da ocupação, quando a imprensa apresentou as primeiras denúncias, agentes das corregedorias passaram a trabalhar no Complexo do Alemão. Cerca de 50 procedimentos apuratórios foram abertos desde então, mas, devido à fragilidade dos testemunhos ou das provas apresentadas, os órgãos de controle pediram mais prazo para aprofundar as investigações". Ainda segundo a nota, a pedido do secretário, a Defensoria Pública do estado pôs uma equipe para atender às queixas da população local.
Diretora da Justiça Global, Sandra Carvalho não chegou a visitar as comunidades, mas finalizou o relatório a ser enviado nesta terça à ONU e à OEA. Ela disse que o documento final sugere aos organismos internacionais que peçam esclarecimentos às autoridades brasileiras sobre as denúncias. O relatório também solicita uma visita do relator da ONU nas comunidades.
- Em 2007, o relator esteve no Alemão e fez um relatório de denúncia de abuso policial na comunidade. O Brasil foi cobrado pela ONU e um segundo relatório, com certeza, será muito ruim para o país. O que temos de relatos demonstra a realidade do que está acontecendo. As denúncias são graves e mostram que os moradores continuam sofrendo com a presença da polícia - disse ela.
Apesar de até segunda-feira não ter lido o relatório, o deputado Marcelo Freixo (PSOL), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, destacou que ouviu denúncias semelhantes quando visitou as favelas após a ocupação:
- Também recebi algumas pessoas no meu gabinete e imagino o teor das denúncias. Da mesma forma que recebi relatos de policiais cordiais, recebi queixas de policiais agressivos".
COMENTO:
O Estado não pode agir como bandido, portanto, todas as denúncias devem ser apuradas.
Pessoalmente, lamento que ainda não recebi qualquer notícia sobre as investigações da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ sobre as denúncias que fiz contra a violação de direitos dos Policiais Militares que estão trabalhando obrigados nas UPPs, inclusive com desrespeito ao edital do concurso.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 21 de agosto de 2010

AMAZÔNIA, O CÊNICO DA LUTA SEM PODER DE DISSUASÃO - PAULO RICARDO DA ROCHA - CORONEL EB.

Forças Armadas na Amazônia - Revista Época

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Ricardo da Rocha

Eis que o Conselho de Segurança da ONU, “sensibilizado” pelas razões ecológicas da comunidade internacional e “amparado” na Resolução que instituiu em 2005 a “Responsabilidade de Proteger”, decide apoiar reivindicação por autonomia assentada na “Declaração de Direitos dos Povos Indígenas”, aprovada pela ONU com apoio do Brasil mas, intrigantemente, não assinada pelos EUA.
Rufam os tambores, uma esquadra mista (para caracterizar a tão propalada comunidade de nações) potentíssima, porém constituída tão somente (as potências militares não vão deixar por menos) por belonaves do quinteto do “santo conselho humanitário”, zarpa após uma concentração no mar do Caribe rumo ao nosso litoral norte, eixada para a foz do Amazonas.
Precedendo este deslocamento, meios aéreos de última geração são lançados de bases da Colômbia para a execução de bombardeios cirúrgicos nos aquartelamentos sediados em Manaus, sede do comando militar de área, o CMA. Os militares, conscientes que não escaparão desta retaliação preparatória, em princípio, já deverão ter evacuado seus quartéis em demanda de suas bases de combate montadas na selva e distribuídas de forma a, concretizada a ocupação da área coração da Amazônia pelo inimigo, passar ao combate de guerrilha selvagemente sangrento, focado no desgaste do oponente, de longa duração, nos moldes do Vietnam, Iraque e Afeganistão.
Este dispositivo, imagina-se, deverá se precaver face ao envolvimento por efetivos de “marines” deslocados, desde a foz do grande rio, em flotilhas de embarcações apropriadas para o transporte de tropas, devidamente escoltadas por velozes e sofisticadas lanchas artilhadas.
Macapá, melhor eixada face à Caiena, é lógico que seja atribuída à força expedicionária francesa da coalizão, que pode investir aquela cidade cerrando meios por terra e/ou mar, lançando o regimento da Legião Estrangeira, já aquartelado e adestrado em sua Guiana de longa data, como vanguarda a cavaleiro da estrada que liga essas capitais.
Neste setor, os escassos elementos da MB da FAB, sem nenhuma condição de enfrentamento no mar ou no ar, tenderão a se incorporar aos meios do EB já evacuados para a selva de forma a engajar o inimigo através das escaramuças que norteiam a estratégia da resistência, objetivando transformar o trecho entre a capital do estado e o Oiapoque numa sinistra trilha da morte.
Esta parte do butim amazônico deve satisfazer aos gauleses, que dobram praticamente a área do seu potentado ultramarino e incorporam um território rico em manganês, cassiterita, tantalita e ouro, entre outros minerais.
Boa Vista, vinculada por estrada à Georgetown, ficará naturalmente para as forças de Sua Majestade. O combate em Roraima deve ser simplificado para o inimigo na medida em que comandos ingleses, adredemente lançados na Raposa Serra do Sol, podem mobilizar os postulantes de autonomia para se anteciparem, em combate inssurrecional de viés separatista, à ocupação propriamente dita pelas brigadas de infantaria escocesas.
A resistência nesta unidade da federação dependerá sobremaneira da articulação de forças subterrâneas e de sustentação que dêem suporte aos elementos da resistência que, reunidos sob comando único, só terão alguma liberdade de atuação se executarem suas ações totalmente descaracterizados.
Que não se duvide, só a descomunal reserva, objeto de lobby descarado pelo Príncipe Charles por ocasião da desastrada decisão do STM que “kozovonisou” a região, não vai satisfazer os britânicos. Todo o estado constitui um despojo tentador pelas reservas de cobre, diamante, ferro e nióbio, entre outras.
Ah! Esqueci dos russos e dos chineses: para estes, os três mafiosos integrantes da toda poderosa OTAN deixam o grande estado do Pará e eles que se entendam. E com poder de dissuasão, como seria a luta? Mas, qual o que, quem dissuade simplesmente não luta!
Paulo Ricardo da Rocha é Coronel de Infantaria e Estado-Maior.
Publicado no “O SUL” de Porto Alegre em 19 de agosto de 2010.
Matzembacher, André
Santa é a guerra, e sagrada são as armas para aqueles que somente nelas podem confiar.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 2 de junho de 2010

ONU CONDENA VIOLÊNCIA NO RIO E EM SÃO PAULO.

DESTAK:
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 1 de junho de 2010

A INSEGURANÇA PÚBLICA NO RIO E EM SÃO PAULO, MAIS UM RELATÓRIO DA ONU.

ONU: polícia continua matando em níveis alarmantes
Em seis anos, SP e RJ registraram 11 mil mortes como "resistência seguida de morte". Para ONU, casos merecem ser investigados
iG São Paulo | 01/06/2010 14:08
O Relatório sobre Execuções Sumárias da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta terça-feira, mostra taxas “alarmantes” de violência policial no Brasil e a ação de grupos de extermínio no País. De acordo com o documento, o Brasil não cumpriu integralmente nenhuma das 33 recomendações feitas pelas Nações Unidas, depois que o relator especial da ONU sobre Execuções Sumárias, Arbitrárias ou Extrajudiciais, Philip Alston, visitou o País em 2007.
“Quase nenhuma medida foi tomada para resolver o grave problema dos assassinatos de policiais em serviço, ou para reduzir os elevados índices de assassinatos justificados como “autos de resistência”. A maioria das mortes nunca é investigada de forma significativa. Pouca coisa foi feita para reduzir a prisão e a violência”, afirma o relatório.
“Houve pelo menos 11 mil mortes registradas como ‘resistência seguida de morte’ em São Paulo e no Rio de Janeiro entre 2003 e 2009. As evidências mostram claramente que muitas dessas mortes na realidade foram execuções. Mas a polícia imediatamente as rotula de 'resistência'”, criticou o relator especial das Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre Execuções Extrajudiciais, Philip Alston. Ele ressaltou que essas mortes precisam ser investigadas como assassinatos.
Segundo a ONU, das 33 recomendações feitas no relatório de 2008, nenhuma foi integralmente assimilada, 22 foram descumpridas e 11 foram classificadas apenas como “parcialmente cumpridas”. O documento denuncia que o governo brasileiro tem falhado em tomar medidas necessárias para diminuir as mortes causadas pela polícia.
Além da violência policial e dos chamados ‘autos de resistência’, o relatório também trata das mortes ocorridas dentro de unidades prisionais, a atuação de milícias e de grupos de extermínio formados por agentes públicos. O relatório também aponta falhas e vícios presentes no aparato de investigação e no processamento judicial. Essas falhas, de acordo com a ONU, propiciam a não responsabilização de crimes cometidos por representantes do Estado.
“O dia a dia de muitos brasileiros, especialmente daqueles que vivem em favelas, ainda é na sombra de assassinatos e da violência de facções criminosas. Quando visitei o país constatei que a polícia executou supostos criminosos e cidadãos inocentes durante operações. Civis foram mortos também por policiais atuando em grupos de extermínio e milícias”, disse Alston em comunicado à imprensa.
Avanços pontuais
O documento cita avanços pontuais como a investigação sobre as milícias, no Rio de Janeiro, ou a ação de polícia pacificadora, implementada em favelas da zona sul carioca. “No Rio de Janeiro o grande inquérito sobre milícias produziu um relatório detalhado e abrangente, bem como uma série de prisões e processos. Num pequeno número de favelas no Rio de Janeiro, operações violentas da polícia e contra-produtivas têm sido substituídas pela presença da polícia e pela introdução de alguns serviços básicos”, destaca o documento.
O relator elogiou ainda a nova abordagem das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro, que, segundo ele, substitui intervenções violentas de curto prazo. Porém, faz ressalvas: “As UPPs trazem a perspectiva de segurança real e sustentada. Mas há também cada vez mais relatos de abusos cometidos contra moradores da favela pela UPP, e os serviços sociais prometidos nem sempre foram fornecidos.”
Além disso, a ONU reconhece avanços nas ações de combate ao Esquadrão da Morte, em Pernambuco. O documento também cita a atuação do Ministério Público de São Paulo como provedor de Justiça de São Paulo na responsabilização de policiais que cometem crimes. “São passos importantes para promover a responsabilidade para a polícia”, aponta o relatório.
Copa e Olimpíadas
Para Alston, o Brasil precisa intensificar as ações contra a violência se quiser realmente ter segurança, no Rio de Janeiro, durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. “Novos esforços de policiamento comunitário em algumas favelas do Rio de Janeiro são muito benvindos, como é também a promessa do governo federal de aumentar os salários [dos policiais] para melhorar a segurança antes da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Mas esses esforços exigirão um impulso muito maior se forem para trazer a segurança que se espera dentro nos próximos quatro anos”, disse o relator.
(*com informações da Agência Brasil)
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A "INSUSTENTABILIDADE" DA ESPÉCIE HUMANA.

O GLOBO
Brasília? Não, Copenhaque.
A Conferência da ONU sobre o Clima que está se arrastando por Copenhague prova que o homem é o lobo do homem.
Lideranças políticas de todo o planeta ainda não entenderam que a Terra não é nossa, ela pertence as gerações futuras e nós a utilizamos por empréstimo.
Querem crescer de qualquer forma, tudo pelo poder econômico, danem-se as próximas gerações, os nossos filhos, netos e bisnetos.
Desprezam a sustentabilidade, o crescer com consciência, respeitando o equilíbrio ecológico e os limites da Terra, que não possui recursos inesgotáveis.
Estúpidos!
Diariamente, manifestantes confrontam com a polícia da Dinamarca, apanham, batem e centenas são presos, mas no dia seguinte as ruas estão cheias de novo.
Mobilização, eis a palavra, o único caminho que resta à população para lutar pelos seus direitos de cidadão mundial.
A nossa mobilização por cidadania no Brasil é a nossa ferramenta de luta e as ruas o nosso campo de batalha.
Mobilizados fazem esse blog crescer todo dia e ultrapassamos os 560.000 visitantes, mantendo uma média superior a 1.000 visitantes por dia.
Cidadão brasileiro, mobilize-se e busque mobilizar o maior número possível de pessoas e participe de todas as lutas justas.
Não importa quem sejam os atores da luta, sejam eles policiais, bombeiros, topiqueiros, professores, vendedores ambulantes, vítimas do choque de ordem, vítimas da violência, funcionários da Varig ou do SAMU, participe.
O "Juntos Somos Fortes!" é o nosso lema para reverter esse caos.
No dia 19 de dezembro, vista a sua camisa com a frase "Fora Cabral" e lute pela ética na política. Compareça à Marcha Mundial em Defesa da Vida e pela Não Violência que será realizada na Praia de Copacabana, a partir das 08:00 horas e depois passeie pelo Rio com a sua camisa.
Caminhe conosco no dia 30 de dezembro pela Avenida Rio Branco na luta por cidadania no Rio de Janeiro.
Mobilize-se!
Você tem esse dever junto aos seus filhos, netos, bisnetos, etc.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A POLÍCIA E O DEVER DA RECIPROCIDADE DOS DIREITOS HUMANOS - ARCHIMEDES MARQUES.

A Polícia e o dever da reciprocidade dos direitos humanos.
A Organização das Nações Unidas constituiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem em 10 de dezembro de 1948 que logo ficou conhecida como sendo a Declaração da Humanidade vez que traz no seu bojo o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações para promover o respeito aos direitos e liberdades de todas as pessoas e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, para assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efetiva.
Assim, os Estados membros da ONU assumiram o compromisso de adotar em suas próprias Leis os preceitos estabelecidos na Declaração da Humanidade.
No Brasil, entretanto, mesmo antes do Documento da Humanidade ser adotado, houve mudanças significativas relativas aos direitos humanos com a então Constituição promulgada após a segunda grande guerra mundial.
A Constituição brasileira de 1946, bastante avançada para a época, foi notadamente um avanço da democracia e das liberdades individuais do cidadão. A partir de então todos os brasileiros passaram a se amoldar à nova realidade do chamado Estado Novo.
No seu período adaptativo da Constituição de 1946 e da premissa do Documento da Humanidade tão aplaudido e seguido pelos povos de tantas outras nações, o Brasil logo se desmistificou e caiu em contrariedade àquela nova proposta de vida com o golpe militar de 1964.
A partir de então, a Carta Magna vigente passou a receber uma série de emendas, descaracterizando-a. Tendo sido suspensa por seis meses através Ato Institucional e definitivamente extinta pela promulgação da Constituição de 1967. A então Constituição repressora significou um retrocesso nos direitos civis e políticos dos brasileiros. Aquela Carta centralizou e concentrou as principais decisões no Poder Executivo, conferindo ao mesmo dentre muitos, o poder de legislar em matéria de segurança pública e até estabeleceu a pena de morte para crimes de segurança nacional. Estava desfeito o Estado Novo e entraria em vigor o Autoritarismo Militar.
A Ditadura Militar assolou o país por mais de duas décadas e ali a Declaração da Humanidade foi totalmente rasgada. Os direitos humanos foram transgredidos e desrespeitados. O Estado usou os seus membros Policiais e outros componentes dos poderes como repressores àqueles que não se contentavam com o regime imposto.
As Forças Armadas adotaram o conceito de repressão. Repressão essa na mais dura expressão da palavra, no seu aspecto pejorativo, tratando o cidadão brasileiro de forma indigna e desumana. A tortura, a mutilação, a morte ou desaparecimento de opositores ao regime do Governo ditatorial fizeram a história desta página negra do nosso País.
Com a Constituição de 1988, houve a consolidação da cidadania que tinha sido estabelecida e proposta, até então, há 40 anos antes daquela data pelo Documento da Humanidade.
Assim, a Constituição de 1988 trouxe no seu bojo a consagração dos direitos humanos. Houve a preocupação primordial na Carta Maior com o cidadão, assegurando-o, a inviolabilidade do seu direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Em decorrência desses aplaudidos preceitos a nossa Constituição em vigor ganhou o título carinhoso de Constituição cidadã.
Da Constituição cidadã decorreu e nasceu da vontade popular a Polícia cidadã que tem por dever e obrigação privilegiar a legalidade e a dignidade da pessoa humana, sem descurar, entretanto, da sua ação pontual e de pulso firme, intervindo de forma ampla e protetora, demonstrando o compromisso do Estado para com o bem estar social. Os direitos humanos evoluíram e, a Polícia adequando-se a esta realidade também se amoldou às transformações e passou a ser além da guardiã da Lei, a defensora da sociedade e da cidadania.
Em contra-senso as ações despropositadas, abusivas e ilegais praticadas por alguns policiais que ferem os direitos humanos por obvio e pelas Leis devem ser combatidas, mas quando os seus direitos também forem atacados devem de igual modo ser amplamente defendidos, não confundidos, como ainda ocorre no nosso país em que se acham que só existem deveres e obrigações inerentes às classes policiais.
O policial é antes de tudo um cidadão como outro qualquer e deve ser respeitado como tal, entretanto os conceitos se misturam no seio da sociedade. Da mesma forma em que o policial é obrigado a cumprir os preceitos estabelecidos em Lei aos direitos humanos de todo e qualquer cidadão, deve também para ele ser uma recíproca verdadeira, entretanto, em disparate, é mais do que comum vermos no cotidiano nossos agentes sendo vítimas de criminosos sem assim haver interferência dos organismos defensores dos direitos humanos em seu favor, diferentemente do que ocorre quando é o contrário, situação em que o policial é mistificado e massacrado por toda a sociedade e até mesmo pela própria instituição em que trabalha.
Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) –
archimedesmarques@infonet.com.br
Fonte:
www.infonet.com.br
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O RIO CADA VEZ MAIS SEGURO DE BELTRAME.

O GLOBO:
- Bandidos mantêm família refém na Tijuca (leia).
- Alta comissária da ONU afirma que favelas tem níveis de violências inaceitáveis (leia).
O DIA:
- Milícias avançam sobre os morros e já dominam 41,5% das favelas cariocas, aponta estudo da Uerj.
Rio - O avanço das milícias sobre as favelas do Rio de Janeiro nos últimos três anos é o dado mais importante e alarmante do estudo divulgado nesta terça-feira pela coordenadora do Núcleo de Pesquisa da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Nupev-Uerj), a socióloga Alba Zaluar, responsável juntamente com o Laboratório de Estatística Aplicada da universidade pela análise dos dados de várias pesquisas e levantamentos feitos em favelas cariocas nos últimos anos.
"É preciso unir as Forças Armadas, a Polícia Federal e as polícias estaduais e municipais numa política de segurança pública capaz de enfrentar este avanço", disse a socióloga, ao divulgar que as milícias controlavam 10% das áreas de maior violência na cidade em 2005 e alcançaram 36% em 2008.
Na realidade, a escalada das milícias acabou por tornar-se a principal constatação porque elas dominavam 108 favelas há quatro anos e saltaram para 400 no ano passado. Surgidas no vácuo da ausência do Estado nas áreas conflagradas da cidade, as milícias se impuseram expulsando os traficantes e exercendo o controle sobre a comunidade.
"As milícias tomaram conta da venda de gás em bujão, da ''gatonet'' TV a cabo clandestina e foram se expandindo até controlar qualquer transação imobiliária nas favelas que ocupam. É um grande negócio, que pode render até mais do que o tráfico de drogas", enfatizou Alba Zaluar.
Um dos gráficos apresentados ilustra a preocupação da coordenadora do Nupev: em 2005, 53% das áreas de maior violência estavam nas mãos do Comando Vermelho (facção criminosa0; em 2008 esta porcentagem era de 38.8%. No mesmo período, a facção Amigos dos Amigos caiu de 14,5% para 11,5%; e o Terceiro Comando caiu de 13,8% para 12,3%. As favelas tidas como neutras somavam 8,6% em 2005 e em 2008 não passavam de 1%. Já as milícias saltaram de 10% para 36%.
Milícias (41,5%) x Comando Vermelho (40%).
Segundo o levantamento, hoje as milícias dominam 41,5% das favelas, contra 40% que estão nas mãos do Comando Vermelho. Enquanto as milícias se expandiram da Barra da Tijuca e da Baixada de Jacarepaguá para a zona oeste, o Comando Vermelho fixou mais fortes suas raízes na zona norte, nos subúrbios e na zona portuária.
"As guerras que temos visto, como a do Morro dos Macacos Vila Isabel com o Morro São João Engenho Novo são reflexo direto desta guerra por território entre as facções criminosas que estão perdendo espaço para as milícias. É preciso fazer alguma coisa urgentemente", disse ela.
As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e novas políticas de segurança pública também foram apontadas por Alba Zaluar como fatores importantes no combate à violência nas áreas estudadas, mas ela ressaltou que é necessário "mudar a maneira como a polícia vê os favelados e como eles veem a polícia. É preciso haver uma relação de confiança".
Do universo de 965 favelas incluídas nas pesquisas desenvolvidas até o ano passado, metade se situa na área próxima à Baía de Guanabara, do aeroporto internacional e da zona portuária. As três são localizações estratégicas para o abastecimento de drogas, armas e munições, daí a socióloga defender ações conjuntas das Forças Armadas e das várias polícias existentes.
A preocupação maior com a morte violenta dos jovens até 30 anos de idade levou Alba Zaluar a uma conclusão que considera da maior relevância: "A possibilidade de morrer entre os 15 e 30 anos está diretamente ligada ao nível de escolaridade da mãe". Com base nisto, ela traçou o perfil das mulheres que precisam de mais atenção do Estado como pobres, faveladas e de baixa escolaridade.As informações são da Agência Brasil.
EXTRA:
- Golpe na Liga da Justiça - 18 presos (leia).
O DIA:
- Bandidos do Salgueiro atiram contra helicóptero da Polícia Civil
Aeronave deixava a Favela do Arará, onde acontece uma operação
Rio - Bandidos do Morro do Salgueiro, na Tijuca, Zona Norte do Rio, atiraram contra um helicóptero da Polícia Civil que passava pelo local após deixar a Favela do Arará, em Benfica, onde acontece uma operação com agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod).
Os tiros não atingiram o helicóptero, que já pousou na Coordenadoria de Operações Aéreas na Lagoa, Zona Sul do Rio.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 1 de novembro de 2009

O BRASIL SOBREVIVERÁ?

PARA ONDE VAMOS?
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO.
A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio "talvez" porque alguns estão de tal modo inebriados com "o maior espetáculo da Terra", de riqueza fácil que beneficia poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei? Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original.
Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advém do nosso príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm que ver com nossos ideais democráticos. É possível escolher ao acaso os exemplos de "pequenos assassinatos".
Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal-ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira "nacionalista", pois, se o sistema atual, de concessões, fosse "entreguista", deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública.
Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares, se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem nenhum pudor, passear pelo Brasil à custa do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos? Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do "autoritarismo popular" vai minando o espírito da democracia constitucional. Esta supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os "projetos de impacto" (alguns dos quais viraram "esqueletos", quer dizer, obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: "Brasil, ame-o ou deixe-o.
"Em pauta temos a Transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no Orçamento e mínguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo Tribunal de Contas da União. Não importa, no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: "Minha Casa, Minha Vida"; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.
Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo "Brasil potência". Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU - contra a letra expressa da Constituição - vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que se tenha esquecido de acrescentar: "L"État c"est moi."
Mas não se esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender o "nosso pré-sal". Está bem, tudo muito lógico. Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados.
Foi no "dedaço" que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são "estrelas novas". Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam. Ora, dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina.
No Brasil os fundos de pensão não são apenas acionistas - com a liberdade de vender e comprar em bolsas -, mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou "privatizadas". Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo, antes que seja tarde.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 27 de outubro de 2009

RIO É A NOVA MEDELLÍN.

JORNAL O DIA:
'Rio é a nova Medellín', avalia enviado da ONU ao Brasil
Rio - O novo coordenador do programa Cidades Mais Seguras para Assentamentos Humanos das Nações Unidas (ONU), Elkin Velásquez, acredita em melhora progressiva do combate à violência no Rio de Janeiro. Velásquez, que já trabalhou como assessor do prefeito de Bogotá no tema da segurança urbana, comparou a situação da capital carioca com Medellín, cidade colombiana que foi dominada pelo tráfico."Lá (Medellín) a delinqüência era alta e fizemos trabalho de integração melhorando a convivência entre as pessoas. Consequentemente, a violência diminuiu. O Rio de Janeiro passa por um momento similar e a união dos três poderes (municipal, estadual e federal) é fundamental para combater a segregação racial", finalizou Velásquez, que trabalhou com o tema também em outros países como Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Equador, França, Nicarágua, Peru e Venezuela.O representante da ONU se reuniu na manhã desta segunda-feira com dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador Rio 2016, mas explicou que tratou apenas de se apresentar para os dirigentes dos órgãos e não para definir metas. Segundo o coordenador, isto será feito em breve, em reuniões ainda sem data para acontecer."O motivo da minha visita tem a ver com duas coisas: articular o Rio de Janeiro no programa da ONU e ajudar a alinhar os processos de pacificação até 2016. Vamos fazer trabalhos de prevenção de delinqüência e criminalidade, principalmente relacionado a favelas", explicou.Velásquez elogiou a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora nas favelas do Rio e disse acreditar que o governo está no caminho certo. "Gostei muito do sistema das UPPs que está tendo um bom início. Quando temos um piloto dando certo, tem que ser multiplicado para ser valorizado", disse.As informações são de Andrea Bruxellas, do Terra.
JORNAL DO BRASIL:
Mesmo tiro mata mãe e fere filha.
RIO DE JANEIRO - Foi enterrada nesta segunda-feira no Cemitério de Irajá (Zona Norte) a dona de casa Ana Cristina Costa do Nascimento, de 24 anos, morta no fim da noite de domingo quando saía da Favela Kelsons, na Penha (Zona Norte), com sua filha no colo. Caienny Nascimento de Aragão, de 11 meses, foi ferida no braço pelo mesmo tiro que matou a mãe. As duas foram levadas para para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde a Ana Cristina chegou sem vida. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, nesta segunda feira a criança melhorou e se alimentou.
Parentes da vítima disseram que os autores do disparo foram PMs do 16º BPM (Olaria), mas a Polícia Militar nega. Segundo a corporação, seus homens foram recebidos a tiros por traficantes e não revidaram.
Um primo de Ana Cristina, que preferiu não se identificar, contou que tinha sido escolhido por ela para ser padrinho de Caienny. O rapaz, uma das pessoas que acompanhava a vítima na hora em que ela foi atingida, contou sua versão do crime.
– Fizeram de maldade, já entraram na rua atirando. Ninguém atirou nos policiais, a favela estava calma na hora que mataram ela. Não tinha porque entrar atirando – desesperou-se o rapaz.
Também sem se identificar, um dos seis irmãos de Ana Cristina, questionou a polícia.
– O governo tem que preparar melhor os policiais, dar mais treinamento. Tem que ter mais inteligência, não dá pra entrar na favela atirando sem saber em quem. O resultado é esse que você está vendo – disse apontando para o túmulo da irmã.
A Polícia Militar lamentou a morte da vítima e afirmou que vai colaborar com a apuração dos fatos, entregando as armas dos policiais para perícia.
A 22ª DP (Penha), onde o caso foi registrado, informou que o laudo da perícia técnica feita no local do crime e nas armas sairá em dez dias.
Enterro
Durante o sepultamento a mãe da vítima, Maria da Conceição do Nascimento, chorava e lamentava a perda da filha.
– Quero ser enterrada com você, quero ir junto.
O marido, Anilton de Aragão, também de 24 anos, culpou os governantes.
– Foi incompetência desse governo. Falam bem na TV, viajam bastante, mas são incompetentes. Quero saber quando essa guerra acaba e que resposta eles vão me dar.
20:29 - 26/10/2009
JORNAL EXTRA:
Farda manchada
PM prende suspeito de crime contra coordenador do AfroReggae
Enviado por Antero Gomes
Policiais militares do Serviço Reservado (P2) prenderam, na noite de ontem, às 21h30min, um dos suspeitos pelo assassinato do coordenador do grupo AfroReggae, Evandro João Silva, morto no último dia 18, durante assalto no Centro do Rio. O suspeito, identificado como Rui Mário Maurício de Macedo, de 34 anos, o Romarinho, foi levado para a 1ª DP (Praça Mauá). Segundo informações do tenente-coronel Hugo Freire, chefe do Serviço Central de Inteligência da PM, ele teria confessado o crime aos policiais que o prenderam (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 31 de maio de 2009

BANALIDADE DO MAL - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA - SOCIÓLOGA.

BANALIDADE DO MAL
Maria Lucia Victor Barbosa
29/05/2009
Estaremos no fim de uma era? Essa pergunta não pretende uma interpretação milenarista de cunho profético ou religioso, que prevê catástrofes destruidoras da ordem vigente, a qual seria substituída por tempos de felicidade. Mesmo porque, dificilmente dá para imaginar um mundo onde o mal deixe de ser o locatário.
Seja como for, não se pode deixar de constatar que o mal tem estado bastante ativo. Pior. Está se vivendo a banalidade do mal, expressão da filósofa judia, Hannah Arendt, que tomo emprestado. Isto não é difícil de constatar, pois nessa época em que valores foram perdidos, os horrores da violência, da impiedade, da indiferença à vida, aumentaram substancialmente. Lideranças perniciosas manipulam a maioria incapaz de discernir sua própria ruína. Através de conceitos deturpados governos utilizam o “duplipensar”, termo criado por George Orwell em “ 1984” . Desse modo, despotismo passa por democracia. Populismo é visto como defesa dos interesses do povo. Arbitrariedades de toda espécie são apresentadas como exercício de soberania. Intoxicadas pela propaganda enganosa as massas louvam e cultuam personalidades equivocadas. Evolui no mundo o terrorismo que se alimenta do fanatismo religioso. Avoluma-se a corrupção nos meios governamentais e políticos estão se lixando para a opinião pública. Eles sabem que na verdade opinião pública inexiste. Mesmo porque, façam o que fizerem, são eleitos e reeleitos.
Se tudo é processo, foram gestadas nas mudanças mundiais figuras malignas, entre as quais se destacam Mahmoud Ahmadinejad, o fanático e despótico presidente do Irã, e Kim Jong-il, o tirano comunista da Coreia do Norte.
Ahmadinejad, que nega o holocausto, tem como obsessão destruir Israel. E enquanto o presidente norte-americano, Barack Hussein Obama, prefere as luvas de pelica da diplomacia, Ahmadinejad, o odiento, avança em seu programa nuclear pondo em risco não só Israel, mas todo o mundo.
Quanto ao ditador Kim Jong-il, deu demonstração de força ao realizar neste mês de maio seu segundo teste nuclear. Ele explodiu um artefato que pode ter potência comparável à bomba que os Estados Unidos lançaram em Hiroshima, em 1945. Isto além dos mísseis que vem lançando, o que põe em alerta especialmente a Coreia do Sul e o Japão. Um dos mísseis que fazem parte do arsenal da Coreia do Norte, o Taepodong, pode atingir o Alasca e o Havaí. Naturalmente tais atos desencadearam a reprovação mundial, inclusive, a do Conselho de Segurança (CS) da ONU. Até a China, que sustenta a miserável Coreia do Norte se posicionou contra as provocações do homenzinho.
O leitor pode indagar: o que o Brasil tem a ver com tais turbulências? Respondo que tem a ver com a banalização do mal. Isto porque, nossa política externa, comandada de fato por Marco Aurélio Garcia, tem demonstrado uma atração irresistível para o que não presta.
Por exemplo, Ahmadinejad foi convidado a nos visitar mesmo após seu discurso violento contra Israel, pronunciado na conferência sobre racismo promovida pela ONU. Felizmente ele cancelou a vinda e pesaram para isso os protestos de judeus e de movimentos sociais contra a presença nefanda. Ahmadinejad deixou, por assim dizer, seu anfitrião e presidente da República, Lula da Silva, esperando no aeroporto.
Kim, chamado de o “Grande Sol do século 20” , também merece a paixão de nossa diplomacia. Tanto é que pela primeira vez o Brasil poria uma embaixada na Coréia do Norte. O presidente Lula da Silva teve que recolher às pressas a tal embaixada, que ficou postergada para quando o tresloucado tirano, quem sabe, ficar mais calmo e parar de provocar o mundo do alto de seus sapatos de plataforma, tentativa de aumentar sua diminuta estatura.
Na ONU o Brasil vem consolidando a posição de poupar países acusados de violar direitos humanos, como a Coréia do Norte e o Congo. Tampouco menciona esses direitos em seus negócios com a China. E votou a favor de uma polêmica resolução na ONU que poupa críticas ao governo da Sri Lanka e evita investigação internacional sobre crimes de guerra.
Estamos à beira de perder mais um cargo internacional, entre os muitos que já perdemos, diante da escolha do Itamaraty que recai sobre um egípcio antissemita para diretor da UNESCO, em detrimento de um brasileiro.
Na América Latina existe um indisfarçável caso de amor entre Lula da Silva e seus admirados companheiros da esquerda caudilhista: Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correia, Fernando Lugo e o eterno ditador do Caribe, Fidel Castro. Na áfrica o presidente da República visita ditadores e pergunta como fazer para ficar tanto tempo no poder.
Para culminar, o terrorista e assassino italiano, Cesare Battisti, é nosso, sem possibilidade de extradição para a Itália. E, segundo Janio de Freitas, colunista da Folha de S. Paulo, em 26/05/09, “está preso no Brasil, sob sigilo rigoroso, um integrante da alta hierarquia do Al Qaeda, identificado como responsável pelo setor internacional da organização”.
Posteriormente foi dito que o homem chamado apenas de K tinha sido solto e o ministro da Justiça, Tarso Genro, defensor da permanência de Battisti no Brasil, desmentiu o relacionamento de K com a organização terrorista. Será isso mesmo?
Tudo é aceito com indiferença. Tudo está banalizado. Inclusive, o mal.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 27 de maio de 2009

G1 - RELATÓRIO DA ANISTIA INTERNACIONAL.

Relatório da Anistia destaca abusos no setor canavieiro.
ONG reconhece importância do setor para o Brasil, mas pede mais fiscalização.
Da BBC
Preocupações com abusos de direitos humanos no setor de cana-de açúcar - base para a produção do etanol no Brasil - aparecem pela primeira vez em um relatório anual da Anistia Internacional (AI).
"Trabalho forçado e condições de trabalho exploradoras foram registrados em muitos estados, inclusive no setor de cana-de açúcar, que cresce rapidamente", diz o relatório anual de 2008, com dados referentes a 2007, divulgado nesta quarta-feira (28).
O documento cita casos de resgates feitos pelo Ministério do Trabalho no ano passado, como a retirada de 288 trabalhadores de seis plantações de cana-de açúcar em São Paulo, de 409 resgatados de uma destilaria de etanol no Mato Grosso do Sul e a libertação de mais de mil em condições "análogas à escravidão" em uma plantação da fabricante de etanol Pagrisa, no Pará.
saiba mais
Tim Cahill, porta-voz da organização para o Brasil, diz reconhecer o "papel importante" que o setor tem no crescimento econômico do Brasil, mas que é fundamental que isso não aconteça às custas de violações de direitos humanos.
"É importante que o governo brasileiro comece a regulamentar esse setor, a realmente policiar. Nós sabemos que existe algum policiamento por parte do Ministério Público e do Ministério do Trabalho, mas é preciso ser mais forte", afirmou Cahill.
A organização prepara um estudo sobre o impacto do crescimento da agroindústria como um todo sobre a questão dos direitos humanos no Brasil. Além da cana-de açúcar, os setores madeireiro e de produção de laranja também são alvo da investigação.
No relatório anual, a Anistia também afirma que o papel internacional do Brasil como defensor de direitos humanos pode perder credibilidade se o país não conseguir implementar medidas que produzam benefícios dentro de casa.
"Países como o Brasil e o México têm tido posições fortes em defender direitos humanos internacionalmente e em apoiar o sistema da ONU. Mas, a não ser que a distância entre as políticas internacionais desses governos e o seu desempenho doméstico seja diminuída, a credibilidade desses países como defensores de direitos humanos será questionada", diz o documento.
Tim Cahill lembra que o Brasil lutou, por exemplo, pela criação do Conselho de Direitos Humanos da ONU e foi um dos primeiros países a aceitar se submeter a um sistema de análise das condições internas pelo órgão.
Por outro lado, segundo ele, o país teria continuado a não responder a questões importantes, como "por que que a polícia continua a matar e por que que continua a torturar".
"Nós reconhecemos que o Brasil tem um papel importante a desempenhar a nível internacional em relação às reformas e aos avanços internacionais na luta pelos direitos humanos, mas nós continuamos a pressionar para que o país faça coisas concretas para seus próprios cidadãos", disse Cahill.
SAIBA MAIS:
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Embaixada chinesa na Suíça se nega a receber pedido da Anistia Internacional
Líderes gays pedem igualdade de direitos
Após 30 anos, gays ainda brigam por direitos básicos
Brasil entra para o Conselho dos Direitos Humanos da ONU
Secretaria de Direitos Humanos critica absolvição no caso Dorothy Stang
Modelos britânicas se filiam a sindicato para lutar por direitos
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O BRASIL DO PT NÃO APÓIA CANDIDATURA DE BRASILEIRO À PRESIDÊNCIA DA UNESCO.

REVISTA VEJA:
BLOG DO REINALDO AZEVEDO.
"Senado vai pedir que Brasil retire apoio a anti-semita queimador de livros para a Unesco.

O título acima é meu. As informações abaixo são da Folha Online:
A CRE (Comissão de Relações Exteriores do Senado) vai pedir ao ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) para que o governo brasileiro retire o apoio à candidatura do ministro da Cultura do Egito, Farouk Hosny, à direção geral da Unesco (organização da ONU para a educação, ciência e cultura).
A comissão aprovou nesta quinta-feira requerimento do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), presidente da CRE, com o pedido de recuo do governo - uma vez que o brasileiro Márcio Barbosa, vice-diretor da Unesco, disputa a vaga.
No requerimento, Azeredo afirma que Barbosa "conta com apoios significativos de Estados membros de várias correntes com as quais o Brasil mantém fortes ligações diplomáticas". Na opinião do presidente da CRE, o atual vice-diretor da Unesco tem o reconhecimento de autoridades políticas, intelectuais e científicas para ocupar o cargo.
Os senadores da comissão consideram Hosny uma figura "controversa" por ter ocupado o cargo de ministro por 20 anos, além de ter protagonizado condutas "antidemocráticas" que não teriam espaço no perfil exigido pela Unesco.
Em audiência na Câmara, na semana passada, Amorim disse que o Brasil fez uma opção "geopolítica" uma vez que o governo busca a aproximação com países árabes e africanos - que apoiam a candidatura egípcia. Para Amorim, as declarações antissemitas de Hosny foram "pouco felizes". "Tenho certeza de que ele pautará sua gestão à frente da Unesco por um diálogo de civilizações", afirmou o ministro na comissão".


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 26 de abril de 2009

O BRASIL VAI RECEPCIONAR MAHMUD AHMADINEJAD, O QUE FALTA ACONTECER NESTE REINO DO FAZ DE CONTA?

O BRASIL E A LÓGICA DO GENOCÍDIO.
Maria Lucia Victor Barbosa.
25/04/2009.

A lógica do genocídio consiste na destruição total ou parcial de um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. Foi posta em prática pelo comunismo e pelo nazismo, sistemas que utilizaram, entre outros métodos, a revolta das massas contra determinados “malditos” que deveriam ser aniquilados ainda que isso fosse absurdo. “Creio porque é absurdo”, eis o primeiro princípio da crença ideológica formulada por Tertuliano em sua época.
A fé no absurdo se obtém através da mentira calcada num malabarismo vocabular, no qual as palavras são pervertidas para provocar um entendimento desfocado da realidade. Algo, como se nota, muito utilizado em propaganda e nos discursos de cunho totalitário.
Assim, os campos de concentração soviéticos seriam “obra de reeducação” e os carrascos “educadores aplicados em transformar os homens de uma sociedade antiga em homens novos”. Na China, a vítima do campo de concentração era denominada de “estudante que deveria estudar o pensamento justo do partido e reformar seu próprio pensamento imperfeito”. O nazismo pregava que “os judeus não são humanos”. Logo, estava justificado para os alemães o assassinato de judeus, inclusive de crianças judias, nas câmaras de gás, porque era como se dissessem: “vocês não têm direito de viver, vocês são judeus”.
A lógica terrorista do genocídio implica, pois, o exercício do terror através de um grupo designado como inimigo. Desse modo, a segregação baseada em classe se torna muito similar à segregação por raça. Tudo é justificado por um ideal, ainda que absurdo. A sociedade nazista deveria ser construída em torno da “raça pura”. A sociedade comunista futura com base no povo proletário, purificado de toda “escória burguesa”.
As monstruosidades cometidas pelo nazismo e pelo comunismo teriam ficado para trás, enterradas no século passado e servindo como advertência para que não se cometa mais abominações como a do holocausto? Teria o ser humano evoluído através da experiência aterrorizante dos horrores cometidos em passado recente? Estaria agora o homem mais compassivo, menos preconceituoso, menos sujeito à crença no absurdo na medida em que obteve espetacular evolução na ciência, na tecnologia, nos meios de transporte e de comunicação?
Nada indica que houve progresso em termos humanísticos. Exemplo disso foi a Conferência contra o Racismo (20/04 a 24/04) promovida pela ONU. Aberto o evento pelo presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, caiu por terra qualquer boa intenção que o Organismo possa ter tido, pois o que se ouviu se enquadrou na mais pura lógica do genocídio.
O déspota de fato do Irã mencionou amor e destilou ódio. Simulou humildade dizendo que perdoava os que o tinham insultado, mas os qualificou de ignorantes com sorrisos de escárnio. Acusou Israel de racista sendo ele ferrenho racista, contumaz torturador, opressor das minorias. Mas, segundo Ahmadinejad, se Israel é racista deve ser destruído. Como sempre ele negou o Holocausto, afirmando que o Estado de Israel foi criado “sob o pretexto do sofrimento de todos os judeus e da ambígua e duvidosa questão do Holocausto”. E aproveitando o momento, além de seus ataques a Israel o perigoso homenzinho defendeu o direito do Irã de controlar a tecnologia nuclear.
O discurso pleno de violência contra os judeus provocou a retirada coletiva dos representantes da União Européia e vários protestos, entre os quais, o do sobrevivente do Holocausto e Nobel da Paz, Elie Wiesel, que disse em relação a Ahmadinejad: “Sua presença é um insulto à decência e à humanidade”. O próprio secretário-geral da ONU, Ban Kimoon, expressou seu constrangimento ao criticar o iraniano: “deploro o uso dessa plataforma pelo presidente iraniano para acusar, dividir e incitar.
A imensa delegação brasileira chefiada pelo ministro da igualdade racial, Edson Santos, não se moveu do salão de conferência e Santos ainda criticou a retirada dos europeus. Reação de se esperar, pois o Brasil, sob a influência de Marco Aurélio Garcia, nosso chanceler de fato, e sob o comando do governo petista de Lula da Silva, tem mostrado acentuada tendência ao antissemitismo. Note-se que Lula, que já deve ter dado volta ao mundo várias vezes, inclusive para visitar ditaduras islâmicas do Oriente Médio e ditaduras Africanas, nunca foi a Israel. Além disso, o Brasil votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, porém não condenou o governo genocida do Sudão. Aliás, nossa diplomacia sempre se absteve de tocar na questão dos direitos humanos, pisoteados em países como China, Cuba ou Coréia do Norte.
Dia 6 de maio, o Brasil receberá com pompas e honras o patrocinador terrorista do Hisbullah, do Hamas, da Jihad Islâmica. Será a consagração em solo pátrio da lógica do genocídio sob a aparência de negócios com o Irã. Indiferente, o povo pensará que está sendo homenageado um técnico importante de futebol. No encontro pode ser que Lula, num agrado ao companheiro Ahmadinejad, ataque de novo os irracionais brancos de olhos azuis, pois os petistas, sejamos justos, sabem de forma exponencial acusar, dividir e incitar.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 11 de abril de 2009

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO - BLOGOSFERA POLICIAL CRESCE E VIRA ESTUDO DA ONU.

Dificuldade dos oficiais para se manifestar na estrutura rígida é um dos aspectos apontados para o crescimento.
Mário Sérgio Lima - Agência Estado.
SÃO PAULO - O número de blogs feitos por policiais vem aumentando expressivamente no País. Desde 2006, ano da criação do primeiro deles, o "
Diário de um PM", do policial Alexandre Souza, já entraram no ar 65 sites, ainda hoje ativos, segundo levantamento do blog "Abordagem Policial", espalhados por 14 Estados brasileiros. Entre os motivos da proliferação desses blogs estão a dificuldade que os policiais têm para se manifestar dentro da estrutura rígida de disciplina e hierarquia da corporação e a facilidade da construção dos diários virtuais. O crescimento chamou atenção da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que resolveu fazer um estudo para ver no que esses blogs podem contribuir para a discussão de soluções para a segurança pública. O trabalho está em andamento e é feito em parceria com Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro.

"Já era blogueiro, então já conhecia o meio. E havia uma necessidade de expressão e não encontrávamos um ambiente próprio", conta Danillo Ferreira, um dos autores do blog "Abordagem Policial". De acordo com a socióloga Silvia Ramos, que está coordenando a pesquisa da parceria com a Unesco, esse é o primeiro estudo sobre essa nova tendência na cobertura de assuntos relativos à segurança e à criminalidade. "O que me chamou a atenção foi a maneira como muitos blogs se posicionavam. Eles queriam falar, chamar a palavra, dar a versão deles sobre os acontecimentos", explica a socióloga. "Queremos entender como o fenômeno dos blogs pode ajudar na definição da agenda de discussões sobre segurança, qual o poder multiplicador por trás deles", explica Guilherme Canela Godoi, coordenador do setor de comunicação e informação da representação da Unesco no Brasil.

Uma característica marcante do movimento de blogueiros policiais é a busca pela integração. Praticamente todos os blogs policiais têm os outros policiais blogueiros como público. Souza, o pioneiro, cunhou a expressão "Blogosfera Policial" para denominar o conjunto de blogs cujos autores são policiais, e a contagem dos blogs ativos é compilada pelo "Abordagem Policial". "Acho que em nenhuma outra profissão há essa ligação e união entre os blogueiros, como entre os policiais", aponta Ferreira. Para Silvia Ramos, há ainda outra explicação para o fenômeno crescente: "Há um choque entre os policiais novos entrando nas corporações e a tradição da polícia", afirma.

Além da necessidade de expressão, a repercussão possibilitada pela internet é também motivadora. "Queria dar mais visibilidade à minha visão sobre a administração da Segurança Pública no Rio, ainda na época do Marcelo Itagiba (deputado federal e secretário de segurança durante o governo Rosinha Garotinho)", afirma o major
Wanderby Medeiros, do blog com seu nome.

O blog de Wanderby é um dos mais ácidos nas críticas à administração do Rio. O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, é alvo de diversas críticas no blog. As enquetes feitas por Wanderby também são fortemente críticas: questões propostas variam desde "Houve fraude na eleição de (Eduardo) Paes?" a "O delegado Beltrame deve ser exonerado?". Sobram farpas para o governador Sérgio Cabral. O major foi denunciado por críticas ao chefe do Estado Maior, coronel Antônio Carlos Suárez David, e ao comandante-geral da PM do Rio, Gilson Pitta Lopes. "Meu blog é um retrato do que eu penso", afirma.

Embora a pesquisa da Unesco ainda esteja no começo, duas tendências já se destacam entre os blogs de policiais, segundo Silvia Ramos: existem blogs mais rebeldes, com críticas ao comando e revolta por salários e condições de trabalho, e aqueles que privilegiam "serviços". "No blog 'Diário de um PM', por exemplo, há muitos comentários em postagens sobre concursos da PM e cursos voltados aos policiais", afirma. Ela também observa que vários dos blogs de policiais acabam se limitando a reproduzir notícias veiculadas na imprensa. "Não há em alguns deles uma produção própria", observa.

Censura

A temática dos blogs é variada, embora a discussão da questão salarial seja um fator em comum na maioria deles. Outro tema recorrente é a censura a que são submetidos os blogs policiais. O Blog "Abordagem Policial", por exemplo, tem posts discutindo as restrições a que são submetidos os militares e defendendo maior liberdade de manifestação. O capitão da PM do Rio Luiz Alexandre também discorre sobre o tema, embora com tom mais crítico. Luiz Alexandre, que já foi chamado a prestar esclarecimentos à Corregedoria da PM por conta de postagens no blog, não poupa críticas a Beltrame em sua página. O governo do Rio também é duramente criticado em páginas mantidas anonimamente por policiais. A maioria dos blogueiros policiais, contudo, assume nome e posição na corporação. Há ainda o blog "
Depoimento Anônimo", cujo autor se identifica apenas como "um escrivão de polícia". A temática de seu site é contar casos do cotidiano de um escrivão.

Sobram também críticas para a cobertura que a imprensa faz sobre assuntos de polícia, como no blog "
Crônicas de um Sargento de Polícia", que também fala bastante das situações difíceis encontradas pelos policiais durante sua atuação profissional. Além de notícias sobre concursos da polícia e sobre eventos e cursos disponíveis para policiais, o blog "Diário de um PM" tem como um diferencial a contagem dos PMs mortos no Rio no ano. Já o "Diário do Stive" (com "i" mesmo) mantém uma tabela com dados sobre os salários de policiais pelo Brasil, abastecida com informações pelos agentes de todos os Estados.

"Desde que fiz meu blog pude conhecer PMs do Brasil inteiro", afirma o soldado Robson Niedson, do blog "Diário do Stive". Ele também tem um fórum dedicado às discussões relevantes para a categoria, como a questão salarial. "Ainda não tem a movimentação que eu esperava", admite. No seu Estado, Goiás, a própria Polícia Militar tem um blog corporativo (o primeiro da América Latina), e o comandante-geral da PM do Estado, coronel Carlos Antônio Elias, também é blogueiro. "Isso acaba com a visão de que a liderança é ausente e traz um reflexo positivo da figura do comandante, reforçando o princípio comunitário da polícia. Estou tendo uma boa resposta da tropa", afirma o coronel, sobre seu blog pessoal. Sobre a página corporativa, ele aponta que surgiu da necessidade de aproximar a PM do cidadão, criando um ambiente mais interativo. "Queremos implementar a polícia comunitária, mais próxima da população", diz. Para Danillo Ferreira, é importante estimular mais policiais a usarem a ferramenta da internet para manifestação de opiniões.

Estudo

Para realizar o estudo, previsto para ser concluído em novembro deste ano, as pesquisadoras Silvia Ramos e Anabela Paiva vão estudar cada um dos blogs, analisando o conteúdo. Também estão previstos encontros de discussão: o primeiro foi realizado no dia 27 de março, organizado pelas embaixadas de Canadá e Estados Unidos, no Rio de Janeiro. O estudo será completado com entrevistas com os blogueiros. A Unesco financiará o projeto. De acordo com Godoi, coordenador do setor de comunicação e informação da representação da Unesco no Brasil, a organização lançou um edital para a escolha do pesquisador que seria responsável por coordenar o estudo.
"Recebemos cerca de 15 a 20 interessados, e a professora Silvia foi a escolhida por causa do seu currículo e de seus estudos sobre relação entre mídia e violência", explica Godoi. Segundo ele, os resultados obtidos na pesquisa irão ajudar a Unesco a determinar suas novas ações sobre discussão de segurança pública no País.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO