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terça-feira, 13 de setembro de 2011

DE BESTIALIZADOS A CIDADÃOS - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

DE BESTIALIZADOS A CIDADÃOS
12/09/2011
Maria Lucia Victor Barbosa

O chamamento pela Internet que culminou no movimento popular do sete de setembro, especialmente em Brasília, levou milhares de pessoas a protestar durante o desfile oficial. Foi um evento que não pode ser analisado superficialmente, mesmo porque, para entender o presente é preciso recuar até ao passado. Num pequeno artigo seria impossível historiar o que se passou no Brasil desde sua descoberta, como fiz em um dos meus livros, “América Latina – em busca do paraíso perdido”, mas, pelo menos, podemos recortar no tempo alguns acontecimentos históricos e políticos importantes:
A vinda da corte portuguesa, em 1808, e o modo como se realizou a independência em sete de setembro de 1822, trouxeram várias consequências. Em primeiro lugar a presença da família real fortaleceu a unidade política do colosso territorial, ao contrário do Império Espanhol que se fragmentou em várias nações entre 1810 e 1838. Segundo, apesar de alguns movimentos importantes, mas isolados, a independência foi obra do príncipe regente e de minorias políticas enquistadas nos bastidores do poder. Não houve, pois, o sentimento nacionalista que marcou os episódios libertadores das colônias espanholas, sentimento que no nosso caso foi substituído por meros interesses individualistas que nada tinham a ver com percepção de pátria ou ideal de bem comum.
Foram também a partir de 1808, que se instalaram no Brasil de uma vez por todas as características do velho Estado português, que em terra nova não perderia sua essência patrimonialista magistralmente explicada por Raymundo Faoro em sua obra, “Os donos do poder”: “Os reis portugueses governaram o reino como a própria casa, não distinguindo o tesouro pessoal do patrimônio público”.
Era um Estado também corrupto na medida em que para tudo se dependia dele, do seu excessivo quadro de funcionários, da morosidade típica da burocracia, correndo soltas as propinas para aligeirar licenças, fornecimentos, processos, despachos, etc. Nas entranhas do desajeitado e ineficiente Leviatã conduzido por D. João VI traficavam-se influências, negociava-se a coisa pública em proveito próprio. Imagino que os leitores devem estar notando que a realidade de hoje não difere muito do nosso já distante passado.
Acrescente-se que os fatos mais marcantes da nossa história não contaram com a participação popular. Por isso, a proclamação da Republica não sensibilizou a massa, nem sequer no Rio de Janeiro, quanto mais nas vastidões afora do país. José Murilo de Carvalho cita em seu livro, “Os bestializados”, Aristides Lobo, adepto incondicional da nova forma de governo e um dos mais desapontados. Segundo este, “o povo, que pelo ideário republicano deveria ter sido o protagonista dos acontecimentos, assistiu a tudo bestializado, sem compreender o que se passava, julgando ver talvez uma parada militar”.
Muita coisa foi mudando como não poderia deixar de ser. Vários movimentos aconteceram. Alguns, como as diretas já e o impeachment do ex-presidente Fernando Collor levaram o povo às ruas. Mas sempre houve lideranças partidárias, sindicais, apoios da Igreja e de estudantes que conduziram multidões. Em showmícios a massa aplaudia entusiasticamente tanto oradores políticos quanto artistas preferidos do grande público.
Na era Lula/PT em que a decadência partidária avança, os valores se extinguem, a corrupção sempre havida é exacerbada de modo impressionante juntamente com a impunidade dos “colarinhos brancos” e a propaganda transforma cidadãos em bestializados, aconteceram fatos que o domínio petista não deve ter digerido bem.
Um deles foi o sonoro não ao desarmamento da população, em plebiscito levado a cabo por ordem de Lula da Silva. Posteriormente, um movimento via internet ajudou a pressionar parlamentares para que a famigerada CPMF, que está prestes a ser ressuscitada pela presidente Rousseff, fosse extinta. Outros abaixo assinados como aquele a favor da “ficha limpa” ou centenas de artigos e de opiniões críticas ao governo que se entrecruzam em e-mails mostram que, ao contrário dos muitos satisfeitos, por enquanto, com sua situação financeira, uma minoria consciente das classes médias que lê jornais e revistas começa a perceber que a avassaladora corrupção que se espraia por todos os cantos do poder é danosa aos interesses da nação.
Surgiram, porém, criticas entre os próprios internautas. Muitos dizem que não basta escrever, seria preciso agir, ganhar as ruas, expressar publicamente a indignação.
A Internet ficou pulsando até aglutinar um movimento espontâneo que fez do virtual o real, materializando no sete de setembro em vários Estados e, principalmente, em Brasília, milhares de pessoas, sobretudo, jovens, que tiveram como foco o combate à corrupção. Pela primeira vez um movimento não teve líderes, foi consciente, apartidário, não expressava ideologia tanto de esquerda quanto de direita, não era individualizado, mas em defesa de um objetivo comum.
Digam os críticos desse inédito acontecimento que ele é efêmero e difuso, queiram alguns espertamente se apropriar dele, mas o fato é que brasileiros foram ao desfile de sete de setembro e assistiram a parada militar não como bestializados, mas como cidadãos. Tomara que esses compatriotas sejam o fermento de uma progressiva transformação rumo à consciência cívica que tanto nos falta.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.com.br
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 21 de agosto de 2011

OPERAÇÃO RENÚNCIA JÁ!

É VENCER OU VENCER
(Francisco Horta - Presidente do Fluminense F. C.)

O lema acima foi criado na década de setenta no amado Fluminense, simbolizando que o empenho nos jogos tinha que ser muito grande, pois não existia alternativa para os resultados a serem alcançados, era vencer ou vencer!
Penso que todo o funcionalismo público do Rio de Janeiro esteja vivendo um momento idêntico ao experimentado no Flu naquela época, pois não recordo um momento mais propício nos últimos anos para que o funcionalismo mostre a sua força e vença um governo ditatorial que só humilhou os funcionários públicos nesses quase cinco anos.
Preliminarmente, ratifico o que tenho escrito e falado insistentemente: não existe qualquer esperança de melhorias para o funcionalismo enquanto Sérgio Cabral (PMDB) continuar sendo governador.
Diante dessa constatação, não existe alternativa, o funcionalismo como um todo tem que promover a sua saída.
"É FORA CABRAL OU FORA CABRAL!"
O momento para promover esse Fora Cabral (PMDB)! não poderia ser mais propício, pois o governo estadual está completamente desmoralizado e pessimamente avaliado. Nem a farsa das UPPs resistiu, todas as verdades estão surgindo e o projeto eleitoreiro apoiado pela mídia chapa branca que levou Cabral à reeleição está desabando. Até o midiático Beltrame já desapareceu!
A hora é agora!
A promoção dessa saída deve ser pacífica e ordeira, assim sendo, existem duas alternativas: o impeachment e a renúncia "forçada".
O impeachment é inviável, a ALERJ é a casa de Sérgio Cabral (PMDB) que possui uma forte base governista e tem contra si um oposição inócua. Nada que ocorrer no Rio de Janeiro fará com que o processo de impeachment se inicie, nada.
Sobra a renúncia "forçada", sim, "forçada", pois diante da sua gigantesca vaidade, Sérgio Cabral (PMDB) nunca renunciará.
RENÚNCIA JÁ!
Ela será alcançada através das mobilizações do funcionalismo público nas ruas do Rio de Janeiro, atraindo a população fluminense e criando o ambiente propício para que Sérgio Cabral (PMDB) seja "forçado" politicamente a renunciar.
Temos que fazer com que o Rio de Janeiro volte a ser o pólo político do Brasil nessa luta contra os péssimos governantes que temos nessa terra maravilhosa.
Penso que as marchas devem ocorrer no Centro do Rio de Janeiro, tendo a ALERJ e a Cinelândia como locais de concentração. Todavia, devemos fazer atos de mobilização nos diversos bairros para convidar a população para essas marchas, levando a mobilização para todos os municípios e bairros. Nesse sentido, os denominados calçadões (áreas comerciais) são os locais mais adequados, além das grandes praças públicas, pois reúnem diariamente milhares de pessoas.
O dia é hoje, a hora é agora.
O funcionalismo público não tem alternativa caso deseje ter os seus objetivos alcançados:
"É FORA CABRAL OU FORA CABRAL!"
Funcionário público do Rio de Janeiro, tire a bunda da cadeira, pare de ficar reclamando no serviço e venha exercer a sua cidadania.
Cidadão fluminense, faça a sua parte, apoie o funcionalismo e venha protestar nas ruas, pois ter serviços públicos de qualidade é um direito seu, exija!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O FATO DE SÉRGIO CABRAL (PMDB) E SUA TURMA CONTINUAREM GOVERNANDO O RIO DE JANEIRO ENVERGONHA TODA A POPULAÇÃO FLUMINENSE.

Jornal O estado de São Paulo
Sexta-feira, 22 de julho de 2011
Reprovação de Cabral dispara
Após crise, reprovação de Cabral dispara
Pesquisa a que o ‘Estado’ teve acesso mostra que episódio com bombeiros e exposição de relações pessoais afetaram imagem do governador
21 de julho de 2011
Bruno Boghossian e Alfredo Junqueira, de O Estado de S.Paulo
RIO - O impacto das crises dos últimos dois meses acendeu um sinal de alerta entre os aliados do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Pesquisa de opinião realizada na segunda semana deste mês a que o Estado teve acesso apontou que os índices de reprovação do governador dispararam após os embates com manifestantes grevistas do Corpo de Bombeiros e a exposição de suas relações pessoais com empresários. A reprovação ultrapassa o patamar de 20% - quase o triplo do índice registrado em seus melhores momentos.

As UPPs continuam sendo um trunfo,
mas outras marcas do governo começaram a perder credibilidade
Analistas políticos e aliados concordam que os dois episódios atingiram a imagem do governador, que era considerado muito popular e que foi reeleito com 66% dos votos em 2010. Em junho, Cabral chegou a perder apoio, inclusive, de parte dos eleitores que declararam ter votado nele no ano passado.
A avaliação de analistas é de que Cabral foi arrogante ao chamar de "vândalos" os bombeiros que invadiram o quartel-central da corporação para reivindicar melhores salários, no início de junho. Mais de 80% dos entrevistados acompanharam a crise e mais de 50% julgam que Cabral trata de maneira errada seus funcionários públicos em greve.
"O dano maior para a imagem do Cabral ocorreu por conta do episódio da crise com os bombeiros", afirmou consultor político Herich Ulrich, da UP Pesquisas. "(Fernando) Cavendish não existe para a população de baixa renda. Quem é Eike Batista?", aponta Ulrich, referindo-se ao presidente da Delta Construções e ao dono do grupo EBX, respectivamente. A revelação do nível de proximidade de Cabral com esses empresários agravou a crise do governo.
Embora as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) continuem sendo o principal trunfo do peemedebista, outras marcas do governo começaram a perder credibilidade entre os eleitores. Os sérios problemas na área de saúde e denúncias de irregularidades relacionadas à produção das Unidade de Pronto-Atendimento 24 Horas (UPAs) tornam o setor mais crítico na administração de Cabral.
Avaliação. Para o cientista político e diretor do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro, Geraldo Tadeu Monteiro, o capital político representado pelas UPPs e UPAs entrou em processo de esgotamento e o governo ainda não criou alternativas. "O capital das UPAs e das UPPs se esgotou. E, aparentemente, ele não tem uma carta na manga. Com essa agenda negativa, a partir da greve dos bombeiros e da questão com os empresários, o governo não apresentou algo de novo que pudesse representar uma agenda positiva", argumentou Monteiro.
Aliado fiel de Cabral, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, deputado Paulo Melo (PMDB), considerou a "coisa mais normal do mundo" o fato que a rejeição do governador tenha aumentado. "A política é pêndulo. Em determinados momentos, você está em alta e em outros está em baixa", afirmou Melo. "O Sérgio, para mim, é o melhor governador da história do Rio", avaliou.
Para o deputado estadual Gilberto Palmares (PT), as crises enfrentadas por Cabral podem abalar a base aliada. "A oposição deve explorar fortemente as denúncias que têm aparecido e o governo deve pressionar o PT a ter uma atitude de solidariedade. Se o governo não tiver uma atitude de entendimento com os outros partidos, pode ser que não tenha o apoio de que precisa", avaliou.
COMENTO:
Eu tenho vergonha de todos os cidadãos fluminenses que nada fazem diante de tantos escândalos e que permitem que o senhor Sérgio Cabral Filho continue governando o Rio de Janeiro.
Eu tenho feito a minha parte tentando espalhar o "FORA CABRAL!".
O povo deveria estar nas ruas cobrando democraticamente a renúncia ou o impeachment desse péssimo governante.
Basta dos "ADA" do governo Sérgio Cabral (PMDB)!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A ÚLTIMA DESCOBERTA DE CABRAL - WÁLTER MAIEROVITCH.

A ÚLTIMA DESCOBERTA DE CABRAL – WÁLTER MAIEROVITCH
Domingo, 10 de julho de 2011
A última descoberta de Cabral
Wálter Maierovitch
4 de março de 2011
http://www.cartacapital.com.br/
O Brasil continua a sua vocação de garantir a impunidade. Por causa disso tornou-se conhecido internacionalmente como lugar de refúgio de criminosos internacionais de ponta e de praça atraente para lavagem e reciclagem de capitais sujos. As polícias brasileiras são vistas como violentas e incapazes de extirpar as bandas podres. O sistema prisional restou famoso não só por gerar índices altíssimos de reincidência, mas, ainda, pela entropia interna e pelas facilidades obtidas por líderes de organizações criminais.
A fama não é injusta. O Supremo Tribunal Federal (STF), durante toda a sua existência, condenou criminalmente apenas um político. O deputado condenado, vulgo Tatico, não foi para a cadeia. Fica livre e sem fiscalização durante o dia. À noite, permanece em repartição apartada dos criminosos em regime fechado. Grandes mafiosos como Tommaso Buscetta, narcotraficantes do porte de Juan Carlos Abadia, tiranos latino-americanos do calibre de Alfredo Stroessner e impiedosos sanguinários como Cesare Battisti buscaram porto seguro no Brasil.
No Congresso Nacional tramita um projeto de lei que, se aprovado, acabará com o crime de evasão de divisas. Dinheiro sem origem conhecida e encaminhado ilegalmente ao exterior poderá, caso aprovada a lei, retornar ao Brasil mediante recolhimento de tributo. Em outras palavras, legaliza-se a lavagem de dinheiro.
No segundo mandato do governo Fernando Henrique Cardoso, o órgão de inteligência antilavagem e reciclagem de capitais, conhecido como Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) suspeitou de apenas 568 casos. E foi sua atribuição, durante quatro anos, vigiar bancos, cartões de crédito, leasing, factoring, loterias, mercados de arte, joias, pedras e metais preciosos, bolsas de mercadorias e futuros. O resultado numérico alcançado pelo Coaf, num país¬ sério, não demandaria mais do que meio dia de trabalho.
Às vésperas do carnaval, coube ao governador Sérgio Cabral anunciar o envio à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro um projeto de lei inovador. Sem saber como solucionar o velho problema da banda podre da polícia estadual e com justo receio de ser desacreditada a política de implantação de unidades pacificadoras, Cabral aposta as fichas no instituto da delação criminal premiada, jamais cogitada para contemplar policiais, inspetores e demais funcionários públicos corruptos.
Sancionada a Lei Cabral, o agente da autoridade do governador, que é o servidor público, poderá, ainda que criminoso, garantir o emprego e evitar a demissão a bem do serviço público. Essa será a nova ética da administração Cabral. Em vez de fiscalizar pelas corregedorias, apurar em inquérito policial, levantar pelos serviços de inteligência sinais de riqueza sem causa ou outras patologias criminais, o governador do Rio de Janeiro liquida com o princípio da probidade ínsito à função pública.
O direito premial foi intuído em 1853 pelo consagrado jurista alemão Rudolf von Ihering. Ele escreveu que, diante da escalada da criminalidade, os juristas e legisladores teriam de se render a ele no futuro. Coube ao juiz italiano Giovanni Falcone motivar o legislador para introduzir esse direito no combate à Máfia. O direito premial foi empregado, também, na repressão ao terrorismo, mas não foi aceito na famosa Operação Mãos Limpas, que apurou a corrupção institucional e na política partidária. Entendeu-se que, eticamente, não se poderia premiar funcionários públicos ou órgãos de poder, como eram os deputados, senadores, primeiro-ministro e presidente. O ex-premier Bettino Craxi teve de fugir para a Tunísia e lá morreu.
A justificativa do chefe da Casa Civil do governo Cabral sobre o projeto de lei chega a estarrecer pela salada conceitual e inversões legais: “As pessoas podem se regenerar. Alguém que comete um crime tem direito de voltar ao convívio em sociedade. Alguém que comete um desvio de conduta é digno de permanecer no serviço público, quando se arrepende”.
Como se sabe, a sanção imposta administrativamente em casos graves é saneadora. A demissão a bem do serviço público fala por si. A pena criminal imposta no devido processo, pela Constituição, é que tem a finalidade ética de emenda (ele usa regeneração), para o retorno ao convívio social. Na delação de Cabral, não há sanção voltada a recuperar, mas pura impunidade, com direito a permanecer na função pública. Raposas a continuar no galinheiro.
Pano rápido. A essa altura pode-se imaginar o juiz Lalau a aplaudir o governador Cabral. E, na tumba, Von Ihering* a soltar gargalhadas por não terem entendido nada do que dizia.
*Rudolf von Ihering (Aurich, Frísia, 22 de agosto de 1818 — Gotinga, 17 de setembro de 1892) foi um jurista alemão.
Ocupa ao lado de Friedrich Karl von Savigny lugar ímpar na história do direito alemão, e cuja obra influenciou diversas outras em todo o mundo ocidental.
"A vida do direito é uma luta – uma luta dos povos, do poder estatal, das classes e dos indivíduos. De facto, o direito só tem significado como expressão de conflitos, representando os esforços da humanidade para se domesticar. Infelizmente, porém, o direito tem tentado combater a violência e a injustiça com meios que, num mundo racional, seriam tidos por estranhos e desgraçados. É que o direito nunca tentou verdadeiramente resolver os conflitos da sociedade, mas apenas aliviá-los, pois promulga regras segundo as quais esses conflitos devem ser travados até ao fim."
Postado por Ricardo Oscar vilete Chudo às 15:58
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 9 de julho de 2011

ADEUS SÉRGIO CABRAL! ADEUS PEZÃO! POR FAVOR, ARRUMEM AS GAVETAS O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL.

REVISTA ÉPOCA
Sábado, 9 de julho de 2011
“Eu só assinei”, diz Pezão
09/07/2011
É com essa frase que o vice-governador do Rio tenta explicar por que o Estado pagou R$ 470 mil pela desapropriação da casa da cunhada de sua mulher
Nelito Fernandes
Flagrado na festa de um empreiteiro e na carona do jatinho de um empresário, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), assumiu o erro e lançou um código de ética para disciplinar a conduta dos servidores e da cúpula da administração fluminense. Se as regras fossem retroativas ou se tivessem sido criadas no início do ano passado, o código já poderia ser aplicado no caso do braço direito de Cabral na administração, o vice-governador Luiz Fernando de Souza, também conhecido como Pezão.
No dia 29 de janeiro de 2010, na condição de governador interino, Pezão assinou um decreto que beneficiou a família de sua mulher. Ele transformou uma casa de sua concunhada em local de utilidade pública e desapropriou o imóvel. O processo correu na Justiça em menos de seis meses, pois Pezão autorizou um pedido de urgência. Com a canetada do vice, o Estado pagou R$ 470 mil pelo imóvel, além das custas do processo. Casas semelhantes são oferecidas por R$ 300 mil no mercado local. O governo informa que quer transformar a propriedade em sede da Procuradoria do Estado na cidade. A pressa para o pagamento, porém, não se repetiu nas obras de adaptação do local. Mais de um ano depois do desembolso, a casa continua abandonada.
Quando Pezão assinou o decreto, o governador Sérgio Cabral estava em Londres, em visita oficial às obras para a Olimpíada. Cabral viajou no dia 29 de janeiro, segundo sua assessoria. Pezão assinou o decreto de número 42.269 assim que assumiu o cargo de governador. Uma das donas do imóvel era Ana Maria de Carvalho Horta Jardim, casada com Flavio Cautieiro Horta, irmão da mulher de Pezão, Maria Lúcia Horta. O cunhado do vice-governador atuou como advogado da família no processo de desapropriação.

EM CASA
Ao alto, a casa comprada pelo governo em Barra do Piraí, no Rio. Acima, o decreto de desapropriação assinado por Pezão (à esq.). Ele disse que não sabia que o imóvel era da família
A denúncia contra a transação foi feita por Jefferson de Castro, morador de Barra do Piraí, autor de uma representação no Ministério Público (MP) local. Em resposta, o MP argumentou que o parentesco não significa, “necessariamente, violação ao princípio da impessoalidade, o que só se pode afirmar mediante evidências concretas”. O MP já fora consultado durante o processo da compra, como é praxe em desapropriações do tipo. E não se opôs.
A casa comprada pelo Estado tem 310 metros quadrados e fica na Rua Dona Guilhermina, no centro de Barra do Piraí, município de 95 mil habitantes no sul fluminense. A região é reduto eleitoral de Pezão. Antes de ser vice, ele foi prefeito de Piraí, cidade menor, vizinha.
O imóvel tem quatro suítes, duas varandas, uma sala, duas áreas de serviço e dependências de empregada. O terreno mede 300 metros quadrados. Ana Maria e seus dois irmãos ganharam a casa de presente dos pais em 2002, segundo o registro geral. De acordo com um alto funcionário da prefeitura de Barra do Piraí, a casa era oferecida por corretores por R$ 300 mil, sem interessados. Na mesma rua, outro imóvel com características semelhantes foi vendido na ocasião por R$ 300 mil.
Pezão disse a ÉPOCA que não sabia que a casa era da família de sua mulher. “Isso já veio pronto da Procuradoria-Geral. Eu só assinei. Eles compraram vários imóveis para fazer sedes regionais, esse foi só um deles”, afirma. Ele admite que convive com os cunhados e os encontra com frequência. Mas diz que em nenhum momento sua mulher, o irmão dela ou a concunhada o informaram sobre a venda. “A gente não conversa sobre isso. Eu não misturo assuntos de Estado com a família”, diz Pezão.
A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informou, por meio de sua assessoria, que partiu do órgão a iniciativa de comprar a casa. Segundo a nota, a sede da PGE funcionava na mesma rua, em imóvel alugado. A negociação para a compra da sede antiga teria fracassado e, então, outras casas foram procuradas. De acordo com a PGE, o preço pedido inicialmente foi de R$ 520 mil, mas a família aceitou a contraproposta de R$ 470 mil. As obras ainda não começaram, porque aguardam licitação. “Foram considerados vários outros imóveis, mas o escolhido foi julgado o melhor, mais adequado e com bom preço”, diz a nota.
Pezão é uma figura carismática no governo Cabral e goza da simpatia da presidente Dilma Rousseff, que o chama de “Pezãozinho”. Alto, de vozeirão, ganhou o apelido por causa do pé tamanho 48, que lhe causa alguns constrangimentos. Em janeiro, durante as enchentes que assolaram a região serrana, Dilma viu que Pezão estava literalmente com os pés na lama. A presidente ouviu dele que não havia galochas para o tamanho de seu pé. No dia seguinte, Pezão recebeu da Petrobras um par de botas encomendado por Dilma. Ganhou também a admiração da presidente como gestor do Programa de Aceleração do Crescimento no Rio de Janeiro.
O código de ética lançado por Cabral na semana passada tem, entre outros objetivos, “evitar a ocorrência de situações que possam suscitar conflitos entre o interesse privado e as atribuições públicas do agente público”. No Artigo 7o, o código diz que “o agente público não poderá valer-se de seu cargo ou da função para auferir benefícios ou tratamento diferenciado, para si ou para outrem, (...) nem utilizar os meios técnicos ou recursos financeiros que lhe tenham sido postos à disposição em razão do cargo”. Além do conjunto de normas, Cabral formou também uma Comissão de Ética Pública, composta de “notáveis da sociedade”, de fora do governo, que deve avaliar os casos. Um bom debate para eles: o pezinho de meia que Pezão garantiu aos familiares de sua mulher foi ético ou não?
Reportagem feita a partir de denúncia do jornalista, cartunista e blogueiro jeff Castro.
http://jeff-castro.blogspot.com/2011/01/denunciei-o-vice-governador-pezao-no.html
http://rvchudo.blogspot.com/2011/07/denuncia-agora-e-contra-pezao-vice.html






quarta-feira, 6 de julho de 2011

POR QUE O PROCESSO DE IMPEACHMENT DE SÉRGIO CABRAL (PMDB) AINDA NÃO COMEÇOU?

BLOG DO NOBLAT
Por Ricardo Noblat - 5.7.2011| 16h59m
COMENTÁRIO
Peça desculpas, Cabral!

Confrontado com a descoberta de que voara às Bahamas no jatinho do empresário Eike Batista, o governador Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, não quis comentar o assunto.
Segundo O Globo de hoje,"sua assessoria informou apenas que ele já havia dito que iria rever sua conduta."
Pergunto: por que Cabral irá rever sua conduta? E que tipo de conduta?
A de pedir emprestado jatinho de empresário para sair de férias com a família?
Por que deixará de pedir? Por que é imoral? Por que fere a ética? Ou só por que se ficou sabendo que ele pedia jatinho emprestado a empresários?
Se era imoral ou se feria a ética, quer dizer que Cabral só se deu conta disso agora? Agora que suas viagens em jatinho emprestado por empresários viraram notícia?
Até então achava moralmente defensável requisitar jatinho de empresário que mantinha negócios com seu governo?
Outro dia, Cabral pediu desculpas públicas a bombeiros que chamou de vândalos.
A lei proibe que gente fardada faça greve.
Bombeiro usa farda.
Bombeiro em greve, que invade quartéis, que usa a família como escudo humano, comporta-se como uma espécie de vândalo. Que vem a ser, segundo o Dicionário Aurélio, "indivíduo que tudo destrói, quebra, rebenta".
No duro, no duro, Cabral não devia desculpas aos bombeiros.
Deve explicações e desculpas, sim, a seus governados por ter mandado a ética às favas e misturado relações públicas com relações privadas, se beneficiando disso.
Agora não tiveram como contingeciar o nível das informações.
Com a palavra o MP...a sociedade espera respostas.
COMENTO:
Noblat comete erros por estar desinformado sobre a vida castrense.
Os Bombeiros nunca estiverem em greve, embora os Policiais Militares e os Bombeiros Militares possam exercer tal direito.
Apesar do jornal O Globo, da TV Globo e da Rádio Globo terem recebido todas as provas, penso que Noblat também ainda não saiba que o governo (Sérgio Cabral, Beltrame e Mário Sérgio) tinha o DEVER LEGAL de IMPEDIR a entrada do Bomeiros e ao invés de cumprirem o dever, Cabral, Beltrame e Mário Sérgio resolveram FACILITAR de todas as formas a entrada.
Ressalvas feitas, Noblat está certo, apenas destaco que a sociedade não deve esperar respostas, ela deve ir para as ruas cobrar o IMPEACHMENT de Sérgio Cabral (PMDB).
Aliás, alguém sabe informar o motivo da ALERJ ainda não ter iniciado esse processo de IMPEACHMENT.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 1 de julho de 2011

INFERNO ASTRAL DE SÉRGIO CABRAL AINDA NÃO TERMINOU.

INFERNO ASTRAL DE SERGIO CABRAL AINDA NÃO TERMINOU
Helio P. Leite
01.07.2011
O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro aparentemente acordou de sua letargia e enviou ofício ao governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) solicitando explicações sobre sua viagem à Bahia, no dia 17, utilizando um luxuoso avião emprestado pelo empresário Eike Batista, que tem negócios milionários que dependem do governo do Estado, tendo Cabral embarcado em companhia de outro empresário, Fernando Cavendish, que é justamente o empreiteiro que faz mais obras para a administração pública fluminense.
Como se sabe, Cabral saiu do Aeroporto Santos Dumont em um jato Legacy de Eike Batista para comemorar o aniversário de Cavendish, da Delta Construções. A festa acabou não acontecendo porque houve um acidente com o helicóptero que transportava sete pessoas, e todas elas morreram, inclusive a namorada de Marco Antônio Cabral, filho do governador, que acompanhou o pai na festiva viagem.
Dos 18 contratos firmados entre o governo do Estado do Rio de Janeiro e a empreiteira Delta em 2010, 13 foram feitos em caráter emergencial, no valor total de R$ 133,7 milhões A Secretaria de Estado de Obras informou que a “emergência” diz respeito às chuvas que atingiram o Estado em abril. Acontece que os contratos não foram firmados logo após as chuvas, mas sim vários meses depois, entre setembro e outubro, quando já não havia emergência alguma.
Neste ano, dos quatro contratos da Delta com o governo estadual, três também foram feitos em caráter emergencial, no total de R$ 3,6 milhões. O motivo alegado foi o mesmo: as chuvas que atingiram o Estado em fevereiro e abril de 2011.
Além de esclarecimentos sobre a amizade de Cabral com donos de empresas que doaram dinheiro à sua campanha e mantêm contratos com o governo fluminense, o Ministério Público também quer saber detalhes sobre a concessão de benefícios fiscais concedidos, entre 2007 e 2010, a motéis, boates, padarias e postos de gasolina.
Cerca de 5 mil empresas deixaram de recolher R$ 50 bilhões aos cofres do Estado entre 2007 e 2010, porque obtiveram renúncia fiscal do governo Sérgio Cabral. Dados da Secretaria Estadual de Fazenda mostram que boates, motéis, mercearias, padarias, postos de gasolina e cabeleireiros foram beneficiados. O montante da renúncia cresceu 72% em 2010, em relação a 2007. Os R$ 50 bilhões já são mais do que a metade do valor da receita tributária, que foi de R$ 97 bilhões no mesmo período, significando um verdadeiro suicídio administrativo.
Procurada insistentemente pelos jornalistas, a Secretaria de Fazenda informou que, em função do Código Tributário Nacional, é obrigada a respeitar o sigilo fiscal, razão pela qual é impedida de dar informações de contribuintes beneficiados.
RÉU CONFESSO DE MÁ CONDUTA
Na quarta-feira, o governador quebrou o silêncio dos últimos dias e, em entrevista à rádio “CBN”, reconheceu seus erros de conduta e defendeu a criação de um “código de conduta pública”.
“Eu sempre procurei separar minha vida privada da minha vida pública. De fato há uma discussão sobre isso e eu quero também assumir este debate de um código de conduta. Jornalistas também têm esses códigos. Quem sabe não construímos juntos uma solução para isso? Posso garantir que jamais tomei uma decisão pública, envolvendo dinheiro público, baseado em amizades pessoais”, disse.
Suas desculpas são primárias e esfarrapadas. O governador age exatamente igual a um criminoso que se defende dizendo que “não sabia que isso era crime”. Comporta-se como se fosse necessário haver um código de conduta para os governantes saberem o que é certo ou errado, em pleno Século XXI, como se não existisse a Lei de Improbidade, o Estatuto do Funcionário Público e o decreto federal 4.081 de 2002, assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, que instituiu um código de ética para os governantes.
De acordo com a vereadora Sonia Rabelo (PV), professora titular de Direito Administrativo da UERJ, essas leis já oferecem um parâmetro de ética a ser seguido, e os governadores não precisam de código algum.
Ela lembra ainda que o artigo 9 da Lei 8.429 (Improbidade Administrativa) classifica como ilegal o recebimento de vantagem econômica, direta ou indireta, na forma de presentes “de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público”.
Uma viagem num avião particular, levando dez pessoas, custa muito caro e sem duvida foi um belo “presente” de Eike Batista ao governador Cabral, que pode ser considerado improbidade administrativa. Na verdade, a Lei 8.429 se aplica a agentes políticos, porque enquadra expressamente quem pratica improbidade com base em mandato eletivo. Isso significa que, se quiser, o Ministério Público pode indiciar o governador a partir da simples viagem no Legacy de Eike. Isso, é claro, se realmente quiser enquadrá-lo.
Por Carlos Newton
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 22 de junho de 2011

GRANDE ATO POPULAR "RENÚNCIA JÁ!" - CINELÂNDIA - 01 JUL 2011 - 18:00 HORAS.

Os graves acontecimentos que estão marcando o início do segundo mandato do Exmo governador Sérgio Cabral (PMDB) têm comprovado de forma inequívoca duas verdades:
- O povo fluminense não quer que Sérgio Cabral (PMDB) continue governando o Rio de Janeiro, a sua reprovação é quase total.
- O funcionalismo público do Rio de Janeiro não quer que Cabral continue sendo o governador, após mais de quatro anos de sofrimento.
A soma dessas verdades determina que precisamos retirar Sérgio Cabral (PMDB) do Palácio Guanabara para o bem do povo e do funcionalismo público, mas temos que fazer isso DEMOCRATICAMENTE, afinal almejamos que um dia o Brasil seja um estado democrático de direito.
O caminho mais formal passa pela ALERJ: o impeachment.
Todavia, como o governador Sérgio Cabral (PMDB) tem ao seu lado uma maioria folgada na Casa do Povo e como a própria "oposição" não demonstra estar interessada nesse desfecho, penso que pela via do impeachment não temos a menor chance de retirarmos Cabral da cadeira 01 do RJ.
Escrito isso, penso que só resta um caminho democrático: a pressão popular nas ruas cobrando a sua renúncia.
Temos que encher a praça pública e as ruas de cidadãos fluminenses, que ordeira e pacificamente cobrem a renúncia já!
Nessa direção estamos tentando organizar um ato para ser realizado na Cinelândia, no dia 01 JUL 2011, às 18:00 horas. Uma mobilização do povo e do funcionalismo público cobrando que Sérgio Cabral (PMDB) renuncie já e que o vice Pezão assuma democraticamente o governo estadual, como uma tentativa de reverter o caos atual.
Peço a todos que divulguem esse ato nos seus locais de trabalho, nas proximidades de suas residências, entre seus familiares e amigos, nas escolas, nos hospitais, nos quartéis, ..., em todos os lugares.
Divulguem através de ligações telefônicas, por emails e nas redes sociais.
Temos que colocar UM MILHÃO de cidadãos fluminenses na Cinelândia no dia 01 JUL 2011.
Não será uma mobilização política, não teremos ações partidárias, será um ato cívico-democrático do povo e o funcionalismo públicodo Rio de Janeiro.
Unam-se a nós!
Cidadania já!
Renúncia já!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 22 de abril de 2011

RIO DE JANEIRO - SAÚDE PÚBLICA - IMPEACHMENT - CRIME DE RESPONSABILIDADE.

JORNAL O DIA:
Estado tem 25 crianças na fila por um leito de UTI
Médicos são obrigados a improvisar: até respiradores de ambulâncias são utilizados
Rio - A precariedade do sistema público de saúde do Rio de Janeiro faz com que 25 crianças que precisam ser internadas com urgência em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não tenham esse direito. Instaladas em enfermarias e emergências, elas tentam lutar pela vida enquanto esperam por uma vaga na fila da Central Estadual de Regulação de Leitos.
No Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, da UFRJ, a falta de leitos de UTI obrigou a direção a apelar para o improviso: a enfermaria está sendo usada como UTI. O diretor da unidade, Edmilson Migowski, procurado por O DIA, relatou as dificuldades do instituto.
“Internamos seis crianças na enfermaria porque não estamos conseguindo leitos para transferência na Central Estadual. O número de crianças internadas com respiração artificial já é o dobro da nossa capacidade. Nesta UTI improvisada, estamos utilizando respiradores que são usados para o transporte de pacientes em ambulâncias. Se não conseguirmos transferência para parte das crianças, vamos ter que fechar a emergência”, afirmou.
Enquanto isso, o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, afirma que 13 leitos de UTI pediátrica estão sem uso na maternidade Leila Diniz. O motivo: falta de profissionais especializados.
“Aparelhos novos e leitos que nunca foram usados estão esquecidos há pelo menos três anos porque não há um intensivista pediátrico”, criticou o presidente.
“Isso é dramático. Se meu filho estivesse com insuficiência respiratória, eu gostaria que ele estivesse na UTI e não em uma enfermaria improvisada em UTI. Os equipamentos não são os mesmos. A equipe não tem o mesmo treinamento de terapia intensiva”, afirmou Migowski.
A Secretaria Estadual de Saúde admitiu que 25 crianças estão na fila por um leito de UTI, mas não informou como solucionar o problema. Segundo o órgão, 31 leitos nas unidades próprias e 10 na rede federal são regulados pela central. Os demais leitos de UTI pediátrica — 169 segundo o estado — não são administrados pelo governo.
Falta de leito arriscou vida de bebê
A falta de leitos adiou duas vezes a cirurgia de transplante de fígado de Matheus da Silva, 2 anos. O drama de crianças que precisam deste tipo de cirurgia no Rio é contado por O DIA desde 3 de fevereiro. Após longa espera por causa da falta de anestesistas no Hospital Federal de Bonsucesso, a operação de Matheus foi marcada para 5 de abril. Em seguida, foi remarcada para dia 12, mas acabou só acontecendo dia 15. Motivo: falta de leito de UTI pediátrico. Apesar de ser o único hospital que faz transplantes de fígado em crianças em todo o estado, o HFB só tem um leito especializado. Andrew Araújo, 1 ano, que havia sido operado em março, ocupava a vaga. Só depois que ele se recuperou Matheus foi operado.
COMENTO:
Escrevo com frequência que ainda estamos muito longe de construirmos no Brasil uma democracia, um estado democrático de direito.
O único pressuposto da democracia que possuimos é a possibilidade de votar, que nem é um direito, mas sim uma obrigação, um dever, quem não cumprir paga multa. Isso sem falar na pouca confiabilidade que a população tem nas urnas eletrônicas, uma maravilha que nenhum país verdadeiramente democrático utiliza, salvo melhor juízo.
A matéria acima é uma clara prova de que o meu posicionamento caminha pelos trilhos do acerto, pois em qualquer lugar minimamente civilizado, onde existisse pelo menos um embrião promissor da construção de um estado democrático de direito, o responsável por essa tragédia estaria PRESO.
Por derradeiro, aproveito para dar uma dica de pauta para o jornal O Dia, para manter o tema na suíte: Procurem conhecer a realidade das ambulâncias de emergência do 192. Vocês constatarão que nas equipes não existem médicos e que existe até equipe que toda a guarnição é composta por Guarda Vidas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

É HORA DE COBRAR RESPONSABILIDADE DOS GOVERNANTES DO RIO.

JORNAL FLIT PARALISANTE
POLÍCIA SEM CERIMONIAL
POLÍTICOS BRASILEIROS DEVERIAM CONFESSAR QUE DESENTERRAR PRÁ ENTERRAR DÁ MAIS DINHEIRO…TRAGÉDIA DAS CHUVAS VIROU INDÚSTRIA
JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
Sun, 16 Jan 2011.
Governo brasileiro admite à ONU despreparo em tragédias
Documento assinado pela secretária Nacional de Defesa Civil já previa “aumento de ocorrência de desastres”
Jamil Chade O governo brasileiro admitiu à Organização das Nações Unidas (ONU) que grande parte do sistema de defesa civil do País vive um “despreparo” e que não tem condições sequer de verificar a eficiência de muitos dos serviços existentes. O Estado obteve um documento enviado em novembro de 2010 por Ivone Maria Valente, da Secretaria Nacional da Defesa Civil (Sedec), fazendo um raio X da implementação de um plano nacional de redução do impacto de desastres naturais. Suas conclusões mostram que a tragédia estava praticamente prevista pelas próprias autoridades.
Diante do tsunami que atingiu a Ásia e do aumento do número de desastres naturais no mundo nos últimos anos, a ONU foi pressionada a estabelecer um plano para ajudar governos a fortalecer seus sistemas de prevenção. Em 2005, governos chegaram a um acordo sobre a criação de um plano de redução de risco para permitir que, até 2015, o mundo estivesse melhor preparado para responder às catástrofes.
Uma das criações da ONU, nesse contexto, foi o Plano de Ação de Hyogo (local da conferência onde o acordo foi fechado). No tratado, a ONU faz suas recomendações de como governos devem atuar para resistir a chuvas, secas, terremotos e outros desastres. Ficou também estabelecido que os 168 governos envolvidos se comprometeriam a enviar a cada dois anos um raio X completo de como estavam seus países em termos de preparação para enfrentar calamidades e o que estavam fazendo para reduzir os riscos.
Na versão enviada pelo próprio governo do Brasil ao escritório da Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres, no fim de 2010, as constatações do relatório nacional são alarmantes. “A maioria dos órgãos que atuam em defesa civil está despreparada para o desempenho eficiente das atividades de prevenção e de preparação”, afirma o documento em um trecho. Praticamente um a cada quatro municípios do País sequer tem um serviço de defesa civil e, onde existe, não há como medir se são eficientes.
“Em 2009, o número de órgãos municipais criados oficialmente no Brasil (para lidar com desastres) alcançou o porcentual de 77,36% dos municípios brasileiros, entretanto, não foi possível mensurar de forma confiável o indicador estabelecido como taxa de municípios preparados para prevenção e atendimento a desastres”, diz o documento em outra parte.
Limitações. No relatório, o Brasil é obrigado a dar uma resposta ao desempenho em determinados indicadores sugeridos pela ONU. Em um dos indicadores – que trata de avaliação de risco de regiões – o governo admite ter feito avanços, “mas com limitações reconhecidas em aspectos chave, como recursos financeiros e capacidade operacional”. Na avaliação de risco, por exemplo, o governo admite que não analisou a situação de nenhuma escola ou hospital no País para preparar o documento.
O próprio governo também aponta suas limitações em criar um sistema para monitorar e disseminar dados sobre vulnerabilidade no território. O governo também reconhece que a situação é cada vez mais delicada para a população. “A falta de planejamento da ocupação e/ou da utilização do espaço geográfico, desconsiderando as áreas de risco, somada à deficiência da fiscalização local, têm contribuído para aumentar a vulnerabilidade das comunidades locais urbanas e rurais, com um número crescente de perdas de vidas humanas e vultosos prejuízos econômicos e sociais”, diz o documento assinado por Ivone Maria.
Consequência. “A não implementação do Programa (de redução de riscos) contribuirá para o aumento da ocorrência dos desastres naturais, antropogênicos e mistos e para o despreparo dos órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela execução das ações preventivas de defesa civil, aumentando a insegurança das comunidades locais”, afirmou o relatório.
O órgão também deixa claro que o Brasil estaria economizando recursos se a prioridade fosse a prevenção. “Quando não se priorizam as medidas preventivas, há um aumento significativo de gastos destinados à resposta aos desastres. O grande volume de recursos gastos com o atendimento da população atingida é muitas vezes maior do que seria necessário para a prevenção. Esses recursos poderiam ser destinados à implementação de projetos de grande impacto social, como criação de emprego e renda”, conclui o documento.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO: O TSUNAMI DO DESCASO - QUEM AINDA NÃO FOI ENTREVISTADO E ALGUMAS PERGUNTAS QUE AINDA NÃO FORAM FEITAS.

Blindagem, esse é o termo que mais se comenta atualmente com relação à imprensa do Rio de Janeiro.
Governo Sérgio Cabral, o alvo dessa extraordinária blindagem.
O "Ex" diria do alto de sua sabedoria: nunca antes na história desse país um governo teve uma blindagem tão forte por parte da imprensa.
Eu concordaria com ele, finalmente.
Cidadão, nos aprendemos logo no ensino fundamental que existem três poderes: o executivo, o legislativo e o judiciário, harmônicos, mas independentes. Não existe subordinação entre os poderes. Ao longo da vida aprendemos que o ministério público é o fiscal da lei, atuando como um poder muito forte e que a imprensa é o maior dos poderes, considerando que forma a opinião pública.
A imprensa não tem "chefe", mas tem líderes de audiência, os três poderes e o ministério público sim.
No âmbito estadual temos:
- Executivo = governador.
- Legislativo = presidente da Assembléia Legislativa.
- Judiciário = presidente do Tribunal de Justiça.
- Ministério Público = procurador geral de justiça.
Dito isso:
- Por que a imprensa não faz perguntas sobre quais investigações já foram iniciadas até agora para apurar responsabilidades dos governantes (governador, prefeitos, secretários estaduais e municipais de defesa civil e outros) nos mais de 1.000 mortos, apenas na Região Serrana?
Por que a imprensa não fez perguntas sobre a responsabilidade dos governantes para o procurador geral de justiça, para o presidente da ALERJ e para o presidente do Tribunal de Justiça, maiores autoridades do Rio de Janeiro?
- Por que a imprensa não pergunta sobre a instauração de inquéritos policiais para apurar responsabilidades?
- Por que a imprensa não pergunta sobre a instauração de inquéritos civis públicos para apurar responsabilidades?
- Por que a imprensa não pergunta sobre a instauração de uma CPI?
- Por que a imprensa não pergunta sobre a possibilidade de impeachment do governador e dos prefeitos?
Cidadão, por que?
É hora de entrevistar o presidente do Tribunal de Justiça, o presidente da ALERJ e o procurador geral de justiça, considerando que já está claro que o número de mortes seria menor (muito menor) caso os governantes tivesse agido na direção correta (prevenção).
Salvo melhor juízo, os fortes indícios da omissão dos governantes determinam investigações e punições exemplares, afinal a omissão pode ser causa concorrente para CENTENAS ou MILHARES de mortos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

O TSUNAMI DO DESCASO: APESAR DA FANTÁSTICA BLINDAGEM QUE CABRAL RECEBE DE PARTE DA MÍDIA FLUMINENSE, O POVO NAS RUAS COMEÇA A EXIGIR O IMPEACHMENT.

746 MORTOS
200 DESAPARECIDOS
20.000 DESABRIGADOS

BLOG DO RALFE, JUVENTUDE NA POLÍTICA.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Padre pede impeachment de Sérgio Cabral
Cresce a indignação com a omissão de Sérgio Cabral

Reprodução da coluna de Ancelmo Gois, em O Globo
Reprodução da coluna de Ancelmo Gois, em O Globo
O que mais se ouve nas ruas além do sentimento de comoção e do espírito de solidariedade com relação à tragédia da região Serrana, que já matou 676 pessoas (balança da manhã desta terça), é uma revolta enorme com o governador Sérgio Cabral. Há uma indignação muito grande diante de tanta omissão, das denúncias de desvio de dinheiro da prevenção de tragédias para a Fundação Roberto Marinho e de que desde 2008 tinha um relatório prevendo a catástrofe e cruzou os braços. A população também não se conforma que Cabral, mais uma vez, na hora em que o povo mais precisava de ajuda, estava passeando nos Estados Unidos.
Mesmo com toda a blindagem, com a operação montada pelas Organizações Globo para tentar aliviar as responsabilidades de Cabral, não há como recuperar a imagem do governador. Vejam vocês, que até o padre do Leblon não se conteve e no meio da missa pediu o impeachment de Sérgio Cabral, que, aliás, no sábado, o jornalista Paulo Henrique Amorim foi o primeiro a bater nessa tecla, como mostro abaixo.
Reprodução do site Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim
Reprodução do site Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim












Fonte: http://www.blogdogarotinho.com.br/
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

O TSUNAMI DO DESCASO - JORNAL DO BRASIL - GALERIA DE FOTOS.

O Jornal do Brasil cobriu o ato cívico-democrático (O Tsunami do Descaso) que foi realizado nesta quarta-feira, em frente ao Palácio Guanabara, como já publicamos.
Reiteramos os agradecimentos ao JB e especialmente ao fotógrafo que compareceu no local.
As excelentes fotos estão na galeria de fotos do JB (acessem).
A galeria permite comentários, expressem suas opiniões.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

RIO - O TSUNAMI DO DESCASO - ALGUÉM TEM QUE FICAR PRESO!

Hoje foi realizado o primeiro ato cívico-democrático no Rio de Janeiro para cobrar a responsabilidade dos governantes em razão do descaso (omissão) que contribui para a morte de mais de mil cidadãos fluminenses, no período de um ano, nas tragédias de Angra dos Reis, Morro do Bumba (Niterói) e da Região Serrana.
Salvo melhor juízo, essa foi a primeira vez que cidadãos fluminenses se mobilizaram para publicamente cobrar responsabilidade de governantes.
É hora de dar um basta nas justificativas absurdas dos governantes que culpam a chuva e, pior, culpam as vítimas, como se elas tivessem escolhido viver nas piores condições possíveis, inclusive em áreas de risco.
É hora de um governante ser responsabilizado PESSOALMENTE nas esferas PENAL, CIVIL e ADMINISTRATIVA. Obviamente, caso o governante tenha desenvolvido as suas atribuições, tendo a sua providência sido impedida pela ação do Ministério Público ou do Poder Judiciário, nesse caso a responsabilidade deve recair sobre o promotor de justiça e/ou juiz.
O fundamental é que alguém seja responsabilizado PESSOALMENTE e não o Estado, pois nessa situação a conta recairia sobre a sofrida população.
A punição rigorosa será a MELHOR PREVENÇÃO para evitarmos novas tragédias, pois certamente os outos governantes irão providencia a tecnologia disponível há muito tempo para monitorar chuvas e alertar a população.
Assistam o vídeo do ato.

O próximo será realizado na ALERJ, no dia 01 FEV 2011, dia da posse dos deputados estaduais, a partir das 10:00 horas.
Divulguem!
Participem!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

O BRASIL É O PAÍS DA IMPUNIDADE, VENHA FAZER HISTÓRIA E COMEÇAR A MUDAR ESSA TRAGÉDIA.

No início de 2010, a terra deslizou em Angra dos Reis, dezenas de cidadãos morreram e ninguém foi punido. Poucos meses depois, a terra deslizou no Morro do Bumba (Niterói), matando dezenas de cidadãos, novamente ninguém foi punido. Na semana passada, a terra deslizou na Região Serrana matando centenas de cidadãos, existindo ainda centenas de desaparecidos, mas dessa vez alguém terá que ser PUNIDO COM TODO RIGOR.
A população do Rio não pode continuar aceitando que a culpa seja jogada nos mortos, que não podem se defender, e na chuva.
Existem indícios claros de omissão por parte do poder público, portanto, deve ser instaurada de imediato uma investigação para determinar quem são os culpados e garantir que sejam PUNIDOS COM TODO RIGOR.
Cidadão fluminense, venha fazer parte da história, o Brasil não pode continuar sendo o país da impunidade, caso contrário, continuaremos a enterrar nossos amigos e familiares.
PRIMEIRO ATO CÍVICO-DEMOCRÁTICO DE PROTESTO CONTRA AS MORTES NA REGIÃO SERRANA DO RIO.
Objetivo: Cobrar a imediata investigação sobre os fatos para identificar TODOS os culpados e puni-los com rigor.
Local: Rua Pinheiro Machado, em frente ao Palácio Guanabara.
Horários:
Início: 12:00 horas.
Término previsto: 14:00 horas.
Precursora: 10:00 horas (preparar o dispositivo).
Atividades:
- Construção do corredor de sangue.
- Panfletagem.
- Exibição de faixas e de cartazes.
Convidados: TODOS os cidadãos fluminenses.
A Rede Record cobrirá o ato.
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO - O TSUNAMI DO DESCASO: TEMOS QUE EXIGIR PUNIÇÕES!

JORNAL O DIA
Em Teresópolis, homem congela corpo de filho para desacelerar decomposição
Rio - O marceneiro Gevanildo Lopes da Cunha, 33 anos, de Santa Rita, em Teresópolis, disse nesta terça-feira ter ajudado um amigo a guardar o corpo do próprio filho, vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, dentro de uma geladeira - mesmo desligada com a falta de luz. Segundo ele, a decisão foi tomada para desacelerar a decomposição do corpo, enquanto as equipes de busca não conseguiam chegar para recolher. "Foi para o cachorro não comer. Depois, o helicóptero levou e ele foi enterrado", afirmou (leia).
COMENTO:
Temos que fazer tudo que for necessário para punir os responsáveis por essa tragédia.
Amanhã, começamos a cobrar em frente ao Palácio Guanabara. No dia 01 FEV 2011, cobraremos na ALERJ, depois no Ministério Público e no Tribunal de Justiça.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

711 MORTOS - AMANHÃ COMEÇAREMOS A COBRAR A INVESTIGAÇÃO E A PUNIÇÃO DOS CULPADOS - ESPERAMOS VOCÊ LÁ!

711 MORTOS
CENTENAS DE DESAPARECIDOS

Cidadão fluminense, caso você ainda esteja em dúvida se deve ou não comparecer ao Primeiro Ato Público para Cobrar a Investigação e a Punição dos culpados pelos quase mil mortos da Região Serrana, que será realizado amanhã, a partir das 10:00 horas, em frente ao Palácio GB e com cobertura da Rede Record de Televisão, leia essa notícia:
SITE G1:
Número de vítimas na Região Serrana já passa de 700
Somente em Friburgo, foram encontrados 335 corpos soterrados.
Teresópolis tem o segundo maior número de mortos, 285 (leia).
Se ainda assim você optar por não comparecer, o aconselho a evitar olhar para espelhos, o que verá o envergonhará, certamente.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

DILMA MANDA CABRAL PARAR DE PEDIR VERBAS E BATE NO ALIADO: "VOCÊ DEVE TER VERGONHA E RENUNCIAR".

ALERTA TOTAL - JORGE SERRÃO.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Dilma manda Cabral parar de pedir verbas e bate no aliado: “Você devia ter vergonha e renunciar”
Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net/
Por Jorge Serrão
Sexta-feira passada, a Presidenta Dilma Rousseff comprovou que seu estilo de governar não poupa sequer os aliados ou amiguinhos. Por telefone, Dilma quase reduziu a pó o governador Sérgio Cabral. No momento mais tenso da conversa entre ambos, Dilma chegou a gritar que Cabral devia ter vergonha e renunciar. A bronca de Dilma em Cabralzinho foi presenciada por amigos dela.
Dilma recomendou que Cabral pare de reclamar por verbas. Lembrou que, desde 2008, o governador fluminense já fora alertado pelo governo federal de que as chuvas poderiam causar uma tragédia no Estado. Dilma concluiu que a administração de seu aliado pouco fez para evitar os efeitos das chuvas que produziram centenas de mortes.
Dilma também criticou Cabral por se ausentar do Rio de Janeiro, em períodos críticos, como os de começo de ano. A Presidenta ponderou que pega muito mal, em toda catástrofe, o vice-governador Luiz Fernando Pezão sempre aparecer, primeiro, como a voz oficial, enquanto o governador tira férias.
Quem ouviu a conversa no viva voz jura que Cabralzinho chegou a chorar com as duras críticas da Mãe Dilma. A mídia amestrada dará uma linha sequer sobre a bronca privada de Dilma em Cabralzinho. O assunto "não interessa" no momento de exploração jornalística da desgraça de milhares de pessoas.
Leia, abaixo, os artigos de Arlindo Montenegro (Conto do Vigário) e de João Bosco Leal (Políticos canalhas ou canalhas políticos?)
Risco das decisões
Pode chegar a R$ 1 bilhão a obra de preparo do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014, caso se confirme o comprometimento estrutural do velho estádio.
Estima-se que sejam necessários mais de R$ 2 bilhões para refazer pontes, estradas e moradias, devastadas pelas chuvas e pela omissão governamental, em três cidades da Região Serrana do Rio de Janeiro.
O risco de atraso no cronograma para a copa-negócio da Fifa e a pressão urgente para realocar recursos destinados a obras emergenciais pós-catástrofe são as dores de cabeça do momento de Sérgio Cabral.
O sucesso (ou fracasso) de suas decisões afetará seu projeto político de ser candidato a vice-presidente na eleição de 2014.
Tragédia prevista
Um estudo pelo Instituto de Pesquisa Tecnológicas para a Prefeitura de São Paulo denuncia que 115 mil pessoas vivem em 407 áreas de alto risco de deslizamentos ou enchentes.
O alarmante relatório do IPT recomenda que os cidadãos de risco deveriam abandonar suas casas imediatamente, principalmente na época de chuvas fortes e concentradas.
Das 407 áreas mapeadas pelo estudo, nada menos que 43% delas ficam na Zona Sul, onde 50 mil pessoas vivem precariamente em 12 mil moradias.
Genocídio
Ivo Marcelino comenta que o ocorrido na região serrana do Rio e em outros locais é simplesmente assassinato em massa.
Veja em http://dl.dropbox.com/u/10255345/08-Enchentes.pdf%20que que, desde 2001, tudo sobre enchentes no Rio de Janeiro está fartamente documentado no Convênio Brasil-Alemanha.
Existe também um outro volune dessa coleção sobre revitalização de rios: http://dl.dropbox.com/u/10255345/11-Revitalizacao.pdf
Problema militar
O Alto Comando do Exército Brasileiro pode ter mais um desgaste com a chefona-em-comando Dilma.
A pedido de petistas, a Presidente pode interceder junto ao General Enzo Peri em socorro de um Capitão que está preso desde o dia 9 de dezembro do ano passado, no Rio Grande do Sul.
Aliado do governador Tarso Genro, o militar Luis Fernando de Sousa foi candidato derrotado a deputado federal pelo PT gaúcho, e agora é acusado pelo EB por crime de deserção.
Por problemas médicos, pois é diabético, o Capitão cumpre Prisão Domiciliar na residência funcional, em General Câmara (RS).
Polêmica
A defesa do militar alega que esse processo de deserção é uma farsa e tem por objetivo colocar o Cap Luis Fernando em descrédito, bem como desprestigiá-lo perante o público interno, já que o crime de deserção é considerado um pecado mortal para os militares.
Advogados do Capitão alegam que o Exército cometeu um erro, ao determinar sua reversão para o serviço ativo após as eleições, no dia 21/10/2010, contrariando a legislação em vigor (portaria 043 DGP, art 1° Inciso IV).
Pela lei, a reversão só deveria ter ocorrido após a proclamação oficial do pleito - que ocorreu dia 03/11/2010.
Festejando
A Presidenta Dilma Rousseff e seu padrinho político, Extalinácio da Silva, serão homenageados pelo PT na festa de 31 anos do partido, em 10 de fevereiro.
Mas como o PT está no vermelho (com dívidas de R$ 27,7 milhões da campanha da Dilma), fará uma festa menos faraônica que a do que no ano passado, quando comemorou três décadas.
No evento, Lula deve receber de volta o título de presidente de honra do partido.
Salve o imortal
Luiz Inácio Lula da Silva já faz jus à imortalidade – mesmo que não possa ser membro da Academia Brasileira de Letras, já que ele mesmo confessa que nunca gostou muito de livros.
O ex-Presidente vai receber uma homenagem máxima de seu clube futebolístico do coração – que já o nomeou “Presidente de Honra”.
Chamará Luiz Inácio Lula da Silva o estádio que o Corinthians construirá, em Itaquera, na Zona Leste paulistana, para sediar a Copa do Mundo de 2014.
Foro do Brasil
O grupo de estudos estratégicos Foro do Brasil fará sua XI Assembleia no dia 23 de fevereiro de 2011, em São Paulo.
O professor Manoel Gonçalves Ferreira Filho será o palestrante do tema: “Constituição dos Partidos políticos no Brasil”.
O local e horário do encontro serão definidos esta semana.
Retorno triunfal
Lugar onde imperam a ignorância e a miséria econômico-moral parece não ter mesmo saída.
Vestindo um elegante terno preto e com a esposa Veronique Roy a tiracolo, o ex-ditador Jean-Claude ''Baby Doc'' Duvalier voltou domingo ao devastado Haiti.
Exilado na França desde 1986, quando foi deposto por um levante popular após 15 anos de governo, ''Baby Doc'' foi recebido festivamente por seus aliados.
É a história sempre se repetindo como farsa no Terceiro (i)Mundo.
Quem tem tem medo...
Um ex-banqueiro suíço - que foi um dos primeiros homens a usar o site WikiLeaks para publicar documentos internos - prometeu divulgar hoje novos dados sobre contas bancárias no exterior.
Rudolf Elmer, que foi demitido do Banco Julius Baer em 2002 e que vai a julgamento na Suíça na quarta-feira por quebra de sigilo bancário, entregará mais dados ao WikiLeaks em uma coletiva de imprensa em Londres.
Os dados são de pelo menos três instituições bancárias, incluindo o Julius Baer, e cobrem o período de 1990 a 2009.
Como muito brasileiro otário jogou dinheiro em tais instituições, já tem gente de bolso de alta estirpe tremendo nas bases...
Rede Social
O drama cinematográfico sobre o Facebook está com uma mãozinha no Oscar.
A Rede Social faturou quatro prêmios Globo de Ouro.
Como melhor filme de drama, melhor diretor (David Fincher), melhor roteiro e trilha sonora, o filme tem tudo para faturar o mais cobiçado prêmio do cinema mundial.
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.
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JORGE SERRÃO
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 16 de janeiro de 2011

RIO DE JANEIRO: 600 MORTOS; RESPONSABILIDADE PENAL E CIVIL; IMPEACHMENT E CADEIA.

Em quatro anos de governo, Sérgio Cabral gastou perto de meio BILHÃO de reais em propaganda, quantas vidas teriam sido salvas se essa fortuna fosse gasta no monitoramento das chuvas e em sistemas de comunicação para avisar com antecedência as populações que moram em áreas com risco de deslizamentos?
Os especilaistas nacionais e internacionais em DEFESA CIVIL seguem afirmando que o problema não foi a intensidade das chuvas e sim a falta de monitoramento e comunicação, a principal causa de mais de 600 mortos até o momento na Região Serrana.
Uma comparação está sendo feita com o que está ocorrendo na Austrália, uma "tempestade-tsunami", que fez submergir mais de 30 mil casas e que matou 25 pessoas, como o jornalista Dorrit Harazin escreve no artigo "FALÊNCIA MÚLTIPLA", publicado no jornal O Globo, desse domingo.
Prezado leitor, o governador e os prefeitos conhecem os problemas relacionados com moradias situadas em áreas de risco no estado e nos municípios?
SIM, todos sabem.
Existe tecnologia disponível para monitorar e para avisar a população com antecedência sobre a ocorrência de tempestades?
SIM, tecnologia eficaz.
O governo do Rio tinha (tem) dinheiro para promover a implantação de tal tecnologia?
SIM, considerando que só em propaganda gastou quase MEIO BILHÃO em quatro anos.
Diante dessa realidade, por que morreram mais de 600 cidadãos fluminenses na Região Serrana?
Sinceramente, não consigo encontrar outros culpados que não sejam os governantes (os políticos).
Culpar a natureza, a chuva, constitui apenas uma tentativa desesperada de "tirar o seu da reta", assim como, tentar culpar as vítimas.
Salvo melhor juízo, não existe alternativa para o povo fluminense que não passe por exigir a IMEDIATA responsabilização administrativa, penal e civil dos governantes.
O poder legislativo DEVE instaurar uma CPI no primeiro dia do ano legislativo (fevereiro).
O Minsitério Público deve promover as ações para que sejam instauradas tantos inquéritos quantos forem necessários para RESPONSABILIZAR e PUNIR todos os envolvidos no descaso governamental que matou mais de 600 cidadãos, que não deveriam ter morrido.
Caro leitor, famílias inteiras foram dizimadas, a responsabilização dos responsáveis é imperiosa.
No dia 19 JAN 2011, eu estarei em frente ao Palácio Guanabara, a partir das 10:00 horas, "vestindo" árvores de vermelho; exibindo faixas, cartazes e panfletos; ao lado dos Soldados FOME e MISÉRIA, espero encontrar com TODOS vocês na Rua Pinheiro Machado.
É hora de agir.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 15 de janeiro de 2011

JORNAL DA SEGURANÇA PÚBLICA - ANO II - NÚMERO 102.

O TSUNAMI DO DESCASO
19 JAN 2011 - 10:00 horas
Palácio Guanabara

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO