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sábado, 24 de março de 2012

POR DETRÁS DA REVOLTA FARDADA – DEPUTADO ESTADUAL MARCELO FREIXO.

Por detrás da revolta fardada Marcelo Freixo - 15/03/2012.
A recente eclosão de manifestações de servidores da segurança pública, no Ceará, na Bahia e no Rio de Janeiro, por melhores salários e condições de trabalho, não ocorreu por acaso. Um fator circunstancial acendeu o rastilho: a resistência governamental em promover a votação da PEC 300, que prevê, entre outras medidas, um piso único nacional. Isso não significa, no entanto, que tenha havido algum planejamento prévio articulado entre as categorias em movimento, embora as chances de que novas revoltas fardadas venham a acontecer em outros estados sejam reais. A insatisfação, afinal, não vem de hoje e só aumenta.
Há outros fatores circunstanciais por detrás dos recentes episódios de luta da categoria da segurança pública. Por exemplo, o relativo sucesso da recente movimentação dos bombeiros do Rio de Janeiro, a partir de meados do ano passado. Certamente pesa também na indignação desses profissionais uma notória contradição entre a propaganda oficial de prosperidade econômica nacional e estadual e a progressiva depreciação salarial da categoria, que, por sinal, sempre cumpriu seu papel a serviço dos interesses do Estado. Mas, por detrás do problema, há questões mais profundas e estruturais que precisam ser analisadas.
Fatores históricos, políticos e econômicos explicam o fato de serem recorrentes no país os movimentos reivindicatórios de salários e melhores condições de trabalho da categoria dos profissionais de segurança pública. Volta e meia há greves, paralisações, operações-padrão ou a ameaça de que ocorram. A Bahia por mais de uma vez sediou algum tipo de manifestação desse gênero na última década, assim como o Ceará e o Rio de Janeiro. Houve também em Alagoas, em 1997. Em Minas Gerais, onde os movimentos eclodem com razoável frequência desde o início dos anos 90, mas, em 1988, no Estado de Minas, o coronel reformado Felisberto de Resende já alertava: “A polícia é disciplinada e sempre respeitou seus governantes, mas disciplina não casa com fome. Onde há fome não pode haver disciplina”. À acusação de quebra da hierarquia e da disciplina, a categoria policial militar, em especial, responde com a sua indignação perante a histórica resistência oficial em cumprir leis e até mesmo decisões judiciais relacionadas a reajustes salariais.
Fato é que a polícia nunca foi bem remunerada no Brasil. E o principal argumento governista sempre foi o da sua incapacidade orçamentária para atender a essa demanda. Há motivos de sobra para se suspeitar da veracidade dessa justificativa. Tal política orçamentária sinaliza a opção dos últimos governos por um determinado modelo de Estado que privilegia o mercado em detrimento da cidadania.
No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, o governo fala da inviabilidade de conceder reajustes que resultariam em um impacto de R$ 1 bilhão no orçamento anual de R$ 61.96 bilhões em 2012. Mas esse mesmo governo concordou em conceder mais de R$ 50 bilhões em quatro anos (2007-2010) em isenções fiscais para empresas instaladas no estado. Carece de credibilidade o argumento orçamentário apresentado por um governo afetado gravemente pela corrupção e pela incompetência na gestão dos recursos públicos.
O histórico de salários baixos para a polícia é um dado relevante relacionado ao fenômeno dos movimentos reivindicatórios. Tais salários resultam de uma decisão política, não de contingência financeira. Têm muito mais a ver com as próprias condições militarizadas da origem e o propósito funcional das polícias.
O governo federal e o Congresso perdem, neste momento, a grande oportunidade de um debate mais sério e profundo sobre a necessidade de reforma completa das nossas polícias, a começar pela possibilidade de as polícias conviverem com a democracia interna. Não há como a polícia garantir a democracia nas ruas se, dentro da corporação, não há democracia. A polícia não pode ser a garantidora de um regime democrático se não convive com a democracia. Os códigos de obediência, os códigos de conduta a que responde até hoje, ainda são oriundos da ditadura militar. Enquanto essa realidade persistir, os movimentos reivindicatórios dos servidores da segurança pública carregarão também traços dessa cultura militar. E o debate que precisa ser feito sobre a democratização da polícia não se limita ao debate sobre o direito de greve. Este, por sinal, é um debate muito mais complexo. De qualquer forma, o que essa categoria não pode é perder o apoio da população em sua luta por dignidade.
Como não houve a transição para a democracia na área de segurança pública, isso se traduz na falta de uma cultura sindical, de representatividade, de participação. É indefensável essa concepção de polícia militarizada em pleno século 21, em um Estado democrático de direito.
No final do século 20, o viés conservador do processo de transição política do regime ditatorial para o Estado de Direito culminou com a vitória do autoritarismo no Brasil. Apesar de a Constituição de 1988 ter alterado as premissas gerais da ordem republicana com a normatização de uma série de princípios inovadores, o país manteve viva a mesma cultura militar que, desde os tempos da Corte portuguesa designa as instituições de controle social. Cultura que foi aperfeiçoada durante o período do Estado Novo e consolidada ao longo dos “anos de chumbo”. Apesar de todos os esforços empreendidos durante a década de oitenta, o movimento de democratização do país não conseguiu atingir nem o fetiche pela hierarquia nem a vocação bélica das agências de segurança pública do Brasil.
Essa visão militarizada de segurança pública promoveu no setor policial e penitenciário uma pauta de ações de controle dos espaços populares com o fim de neutralizar distúrbios públicos, gerir riscos disciplinares da pobreza e reafirmar a autoridade do Estado (em um momento em que a sua legitimidade é questionada em todas as outras esferas), tendo como base a sustentação de certos “mitos científicos” relacionados à política de segurança pública (entre os quais se destacam a teoria das janelas quebradas, a tese da tolerância zero, o discurso moralista da impunidade e a doutrina da guerra contra as drogas).
Sob a lógica de que a todo Estado mínimo corresponde um Estado penal, o governo passa a cumprir a função de controle penal do “refugo humano” descartado pelo projeto político hegemônico. No Brasil, de um legado bélico e autoritário construído durante a ditadura militar, o imaginário político brasileiro evoluiu para sonhos hiperbólicos de ordem pública, gerados por seus novos anseios governamentais.
Mesmo que purificados por outro vocabulário, os fantasmas da antiga Doutrina da Segurança Nacional continuaram a mobilizar as instituições de segurança pública. O alvo preferencial é jovem, negro e pobre e a ação policial se traduz em uma estatística mórbida. De acordo com o Mapa da Violência 2012, do Instituto Sangari, as taxas de homicídio no Brasil de 2010 foram em média duas vezes maiores para vítimas de cor negra, em comparação com os homicídios de brancos. Batizada de Choque de Ordem, a mesma política justifica ainda a repressão dos trabalhadores informais, como ambulantes, e a internação compulsória da população de rua.
A flexibilização das garantias legais, somada à privatização de serviços e setores fundamentais e à mutilação das redes de amparo social e assistencialismo público, permitiu ao Estado brasileiro assumir, paralelamente a seu “não-intervencionismo” econômico, um papel de governo cujo principal sintoma é a “expansão hipertrofiada” do setor penal-policial.
A atual política criminal brasileira surgiu, assim, de um berço cultural que havia herdado a violenta tradição militar desenvolvida durante os “anos de chumbo”, mas que agora também desejava uma renovada militarização das estratégias de controle social. No final das contas, essa lógica produziu um modelo de Estado que funciona em estranha contradição. De um lado, impera a vontade expressa de ampliar a potência de seus braços militares e, do outro, predomina um desprezo crônico pelos direitos dos servidores da segurança pública. Com isso, a cada dia que passa, as consequências políticas desse perigoso regime ficam cada vez mais evidentes.
O reajuste salarial que os servidores da segurança conseguiram obter com as recentes manifestações ainda está muito distante do grau de responsabilidade de suas funções públicas. Não há um plano de carreira, muito menos uma base salarial digna. Em geral, os governos estaduais continuam investindo em políticas de gratificações que servem apenas para dividir os setores e diluir as tentativas de coletivizar as demandas trabalhistas. É preciso que os governos avancem nas negociações com os sindicatos e as associações para tentar solucionar esse vão que separa a realidade salarial da verdadeira importância dessas instituições.
Acima das questões salariais, o momento pede uma reflexão mais profunda. É preciso aproveitar essa oportunidade para repensar a formação, a capacitação e o treinamento das agências de segurança. Pois além de uma remuneração indigna, essas instituições são mal preparadas para defender a ordem democrática.
A lógica que impera é a da necessidade de proteção da sociedade em situação de guerra. O que gera, logo de cara, três efeitos imediatos. Primeiro, um efeito político de gerenciamento da alteridade que se dá na produção do inimigo público e na difusão do medo popular frente ao grupo social criminalizado. Em seguida, um efeito legal de reafirmação da soberania do Estado que, porém, coincide na suspensão dos direitos e no estancamento das liberdades para reassegurar a “segurança” e legitimar a militarização das ações governamentais. E, finalmente, um efeito estético de naturalização da violência gerado pela construção do olhar bélico que prega a urgência da defesa da sociedade acuada e é seduzido pelos espólios da vitória sobre o adversário.
Ou seja, a formação militar das agências de segurança pública fundou um olhar que se baliza na produção dos “territórios de risco” e na glorificação do combate armado contra o “inimigo”. Desta forma, calcula-se que os despojos de ‘guerra’ — as armas, a morte do inimigo, o território — encontram-se muito acima, como supostos resultados, da proteção da vida. Precisamos desnaturalizar essa visão ultrapassada de segurança e reinventar a formação dos policiais, bombeiros e agentes prisionais a partir de uma cultura pautada no marco dos direitos humanos.
Da mesma forma, os governos estaduais precisam garantir uma maior autonomia e independência administrativa das corregedorias e ouvidorias das agências de segurança pública. O controle externo dessas instituições é imprescindível para fortalecer o caráter republicano do Estado. Só assim poderemos avançar no aperfeiçoamento democrático de nosso país.
Mas, acima de tudo, é necessário haver uma mudança de paradigma. Segurança pública não pode ser compreendida como sinônimo de polícia. A polícia é um capítulo no debate da segurança pública, nada mais do que isso. Sociedade segura não é a que tem muita polícia, mas a que garante perspectiva de vida a seus cidadãos. Uma sociedade segura não é a que tem muita gente presa. Se fosse assim, o Brasil já seria “um mar de segurança”, já que tem a terceira maior população prisional do mundo, com cerca de meio milhão de pessoas encarceradas. Uma sociedade segura é aquela que promove e garante os direitos humanos. E isso não se faz com armas, não se faz com instrumentos de controle, pelo contrário, quanto mais se investe nisso mais se perde liberdade, que é o grande desafio que esse modelo dominante de desenvolvimento nos impõe.
Qual é nossa escolha entre segurança e liberdade? Até que ponto a gente vai continuar opondo esses dois conceitos como se fossem inconciliáveis? Então, são reflexões do que levou a sociedade a estar mais desmobilizada e os efeitos que isso tem sobre a segurança pública de hoje são visíveis: grades, câmeras, instrumentos de proteção particular em número e diversidade cada vez maior. Tudo isso se transformando na ideia de que a segurança pública se faz de forma privada. Esse, evidentemente, é um grande equívoco de nossa parte.
Outra reflexão necessária se refere ao papel que os setores progressistas desempenham. Hoje, o debate sobre segurança pública é um debate muito forte nos setores mais progressistas, mas isso tem muito pouco tempo que ocorre. Na época da própria Constituinte, na época dos grandes avanços legais que o Brasil teve, tinha muito pouca gente dos setores mais progressistas que priorizava o debate sobre segurança.
Temos que encerrar esse ciclo. Além de reinventar as instituições de segurança pública, é necessário investir em políticas públicas para a juventude, educação de qualidade, saúde, lazer, enfim, criar novas oportunidades. É preciso construir, agora mesmo, outro futuro para o Brasil. Não podemos desperdiçar este importante momento histórico. É preciso fazer, agora, os encaminhamentos estruturais necessários para essa mudança. Afinal, como disse Brecht, “nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar”.
*Professor de História, deputado estadual (PSOL-RJ), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj
Juntos Somos Fortes!

domingo, 4 de março de 2012

A MOBILIZAÇÃO NO RIO DE JANEIRO - COMENTÁRIO.

COMENTÁRIO POSTADO:
"Cel Paúl, penso q já passou da hora de entendermos que no RJ NÃO houve greve, houve, sim, uma manifestação por direitos, isso precisa ser evidenciado, por favor, Cel, me ajude nesse conceito. Greve houve na PMBA, por lá eles pararam, no RJ, NÃO!
Selva!!!
1º Sgt EB
Comento:
Isso é um fato!
Juntos Somos Fortes!

sábado, 3 de março de 2012

OS CAVEIRAS!

REVISTA VEJA:
Rio de Janeiro.
Greve de policiais: no BOPE, o castigo vem a cavalo.
Policiais que se recusaram a cumprir ordens no início da greve são afastados da unidade de elite da PM do Rio. Onze foram transferidos esta semana.
Leslie Leitão, do Rio de Janeiro
Policial do BOPE durante a ocupação da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro
(Marino Azevedo/Governo do Estado do Rio de Janeiro)
Na noite de quinta-feira, 9 de fevereiro, enquanto cerca de cinco mil grevistas, entre policiais militares, civis e bombeiros se reuniam na Cinelândia para decretar a paralisação conjunta, um outro manifesto acontecia a alguns quilômetros dali, mais precisamente na sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope), a tropa de elite da polícia carioca, em Laranjeiras. A ordem do chefe do Estado Maior, Alberto Pinheiro Neto, era para que o comandante da unidade, Wilman René Alonso, enviasse a equipe de plantão para o local da manifestação. A ordem, encarada pela equipe Bravo como uma afronta, foi desobedecida. O castigo veio a cavalo. Por ordem de Pinheiro Neto, desde a última terça-feira, o grupo considerado rebelde começou a ser expurgado do batalhão. Um a um, eles estão sendo punidos com transferências para batalhões comuns, a maioria deles na Baixada Fluminense, São Gonçalo e Itaboraí. Até esta quinta-feira 11 já tinham sido realocados compulsoriamente.
O Boletim Interno número 31, de 14 de fevereiro, traz na página 55 a lista dos transferidos – entre outras transferências rotineiras da PM. A diferença é que, por ser uma unidade de elite, com treinamento especial, raramente há mudanças em massa no batalhão.
A lista de punidos é encabeçada pelo subtenente Jayme Rosa Filho, oficial de operações, e pelo sargento mais antigo, Milton Ramos Azevedo, conhecido no Bope como Bambam. Este, por sinal, tornou-se uma espécie de lenda entre os ‘caveiras’. Participou de praticamente todas as grandes ações protagonizadas pelos homens de preto, inclusive dascinematográficas ocupações da Vila Cruzeiro, em 2010, quando as câmeras flagraram centenas de bandidos correndo do Bope, e da Rocinha, ano passado.
Nove dos policiais transferidos do Bope: todos integrantes do grupo que descumpriu ordens no primeiro dia de greve “Queríamos apenas saber qual o motivo dessa ordem, pois sabíamos que estaríamos afrontando uma multidão, somente pelo fato de estarmos ali por perto. Era óbvio que isso iria acirrar os ânimos e poderia gerar uma confusão sem precedentes. Então surgiu o questionamento ao comandante”, explica um dos policiais.
O fato é que a equipe Bravo acabou se recusando a sair do batalhão sem saber exatamente do que se tratava a missão. A decisão de não combater os grevistas já havia sido avisada ao comandante numa reunião na semana anterior, três dias antes do início da greve. E o próprio subcomandante do Bope, major André Batista (oficial que inspirou o personagem Mathias, interpretado pelo André Ramiro, no filme ‘Tropa de Elite’) prometera diante da tropa, formada no pátio da unidade, que entregaria o cargo se o comandante-geral, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, mandasse o Bope para qualquer ocorrência que não fossem aquelas para os quais assalto com reféns, fechamento de vias, arrastões ou ataque de facções do tráfico.
Juntos Somos Fortes!

O DESMONTE DO ESTADO DE DIREITO - COMENTÁRIO.

O artigo "O DESMONTE DO ESTADO DE DIREITO", do Almirante Reformado Mario Cesar Pinto, foi alvo de vários comentários contrários ao posicionamento do Oficial, algo esperado, considerando que os militares (federais e estaduais), assim como, parcela significativa da população, não aguentam mais o quadro vivenciado no Brasil, um país que reúne todas as condições para produzir felicidade para seu povo e que continua sendo o paraíso dos cleptocratas, portanto, a tendência é na direção que fiquem contra o governo.
Eu prometi comentar o artigo, o que farei em poucas linhas, pois estou repleto de atividades pendentes.
Primeiro, concordo com o Almirante quando ele se posiciona contra a greve, a partir do texto constitucional. Aliás, concordo com as outras citações do texto da carta magna. Eu publiquei no blog tanto textos que concordam com esse posicionamento de impedimento da eclosão de greve por parte dos militares estaduais, quanto favoráveis à possibilidade dos militares estaduais desenvolverem movimentos de paralisação. Eu conclui que não podemos fazer greve, em contrapartida sou amplamente favorável à realização da operação tolerância zero (padrão), a qual não caracteriza nem crime e nem transgressão disciplinar, sendo a tática mais fácil de ser desenvolvida e sem riscos para os militares estaduais.
Concordo ainda que o movimento na PM da Bahia saiu completamente do controle, infelizmente.
Não concordo com o Almirante quando ele cita que:
"Esse quadro confuso nos leva a aventar a contragosto algo contrário à nossa tradição e à nossa cultura: a revisão da condição militar dos policiais e bombeiros, por eles vilipendiada".
Isso não.
Embora o "movimento grevista" que se ensaiou no Rio tenha sido uma ode à desorganização, na verdade durante mais de cinco anos, os Policiais Militares e os Bombeiros Militares fluminenses se manifestaram ordeira e pacificamente nas ruas, demonstrando para o Brasil que chegou a hora de flexibilizar o militarismo, adequá-lo a uma realidade que os políticos insistem em desconhecer: os militares são cidadãos plenos, DEVEM possuir e exercer todos os direitos próprios da cidadania.
O militarismo precisa mudar. O cidadão que arrisca a própria vida em defesa da pátria e da população, não pode ser um meio cidadão, um cidadão de segunda classe e, ainda, não pode receber salários miseráveis, como os pagos no Rio de Janeiro.
O que está colocando em risco o militarismo nas Polícias Militares e nos Corpo de Bombeiros não é a mobilização das tropas, mas sim a falta dos Comandantes lato sensu, esses sim andam sumidos. Os que têm o dever de proteger a tropa e lutar pelos interesses institucionais, esses são cada vez mais raros. Sem os líderes militares, o militarismo está fadado ao desaparecimento, pois quando eles inexistem, não existe outra alternativa, as lideranças acabam surgindo no seio da tropa para lutar pelos interesses corporativos e vemos Sargentos, Cabos e Soldados ocupando os lugares deixados pelos Coronéis.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

BAHIA: POLICIAIS MILITARES PRESOS.

Policiais em Jequié presos sem justa causa.
A Justiça decretou a prisão de oito policiais militares de Jequié
Por Rosa Araujo - Mundo RIUS - 21/02/2012.
A Justiça decretou a prisão de oito policiais militares de Jequié, dois estão presos em Vitória da Conquista e seis estão presos em Jequié.
Sendo ao todo 75 PMS presos no INTERIOR da Bahia. Todos eles acusados de atos de vandalismo na capital da Bahia, quando em nenhum momento estiveram lá, por outro lado gozado dizer que nenhum dos policiais grevistas de Salvador foi preso. Por que será?
O que temos notícia é que o movimento grevista jequieense foi pacífico, organizado e legal, portanto pais de família presos sem motivo justo aparente (Leiam e vejam as fotos).
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O COLAPSO MORAL DE UMA SOCIEDADE - GERALDO ALMENDRA.

“A Polícia Militar pode fazer greve. Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salario mixo, esse cidadão tem direito a fazer greve.”
(Ex-presidente Lula em 2001 – Fonte: coluna Merval Pereira).

A intencional criminalização de qualquer movimento grevista pelo poder público demonstra que a relativização da Justiça sob o comando disfarçado do poder Executivo está chegando ao seu “estado da arte” no Regime Fascista que já domina o país.
Na prática já existe uma proibição “disfarçada” de greves como forma de reivindicação salarial ou outros direitos, e quando as mesmas acontecem começam a entrar em cena as forças cúmplices e opressoras do Estado Fascista para aniquilar com seus líderes.
As ordens são para humilhar e prender, se for necessário, todos os que recorrerem a greves para lutar por seus legítimos direitos, especialmente os líderes dos movimentos que serão tratados como bandidos.
Quem não se lembra da invasão de uma das dependências do Congresso com sua quase total destruição, entre centenas de exemplos que podem ser dados, especialmente, durante os desgovernos petistas, do reinado da impunidade para os cúmplices do petismo ?
Ninguém foi punido e o líder da invasão, amigo do ex-presidente Lula se encontra ileso de qualquer tipo de enquadramento legal pelos atos de vandalismo do grupo que liderava na época. Seu processo deve se encontrar no fundo de uma gaveta de algum togado vestido de bandido ou de um bandido vestido de togado.
O caso do mensalão ficará na história do país de como uma gang conseguiu corromper todas as bases do poder público para se livrar da prisão.
As disparidades salariais no nosso país, se considerando apenas a remuneração do trabalho, são criminosas, com diversas classes de servidores públicos ganhando remunerações diretas e indiretas proibitivas, sem as necessárias contrapartidas de serviços públicos minimamente decentes para os que sustentam um poder público assemelhado, de forma quase sistemática, a um verdadeiro covil de bandidos, tendo em vista a quantidade de escândalos de corrupção que têm sido denunciados nos últimos anos e, com raríssimas exceções, com alguém sendo punido por uma justiça que não merece esse nome.
Há de se ressaltar que entre as classes privilegiadas certamente não estão as dos Bombeiros, Policiais civis e Militares e, especialmente a dos professores públicos, que historicamente já aceitaram a humilhação salarial como normas de suas vidas graças ao sórdido corporativismo com o setor público que é praticado pelas suas associações de classes.
Enquanto líderes grevistas são presos tendo recusados seus pedidos de Habeas Corpus, milionários ladrões do dinheiro público tem tido o tratamento legal inverso e vivem com plena liberdade para atuar no submundo dos corredores dos podres poderes da República, para que seus processos sejam prescritos, as evidências e acusações sejam manipuladas, e seus crimes esquecidos pela Sociedade, para que eles e seus cúmplices continuem roubando os contribuintes.
Mas o ponto mais importante a ressaltar é que são as Forças Armadas, humilhadas – qualificadas nos corredores petistas de “milicos de merda” – e depauperadas pelos DESgovernos civis é que são agora chamadas para garantir a governabilidade de um país tomado pela degeneração moral nas relações públicas e privadas.
Por uma questão de Disciplina Militar que, incompreensivelmente, coloca em segundo plano o fato do ordenamento jurídico do país estar virando coisa de bandido, e sendo consumada a entrega do país a um regime socialista absolutamente corrupto disfarçado de neocapitalismo de Estado, as Forças Armadas estão demonstrando que estarão sempre a postos para coagir, reprimir, agredir, entre tantas outras possibilidades, até a de matar, se assim forem ordenadas, os que desafiarem de forma relevante o “status quo” de poder do Covil de Bandidos.
Queiram ou não, o comportamento médio da sociedade reflete a qualidade moral do seu poder público, pois é de lá que saem os exemplos dos desvios de conduta e da impunidade que são os maiores responsáveis pela contaminação das relações sociais no caminho da degeneração moral totalitária.
No momento em que o poder público se apresenta como um Covil de Bandidos, o resto da sociedade tende a imitá-lo, o que provoca a relativização do cumprimento dos códigos legais conforme os interesses mais sórdidos dos donos do poder.
Os mais fracos e com menos representatividade geralmente têm seus “desvios de conduta”, ou até de estrita obediência aos códigos legais, criminalizados por princípio, e os mais fortes – comunidades de esclarecidos canalhas que formam as burguesias e as oligarquias que dominam as relações públicas e privadas – devidamente protegidos pela associação espúria do poder Judiciário com a prostituição da política - fazem o que bem entendem, usufruindo, de forma vergonhosa, do império da impunidade, afiançada por um descarado fascismo que tem no poder Executivo seu ponto de referência para o projeto petista de domínio da sociedade.
No cenário em que estamos vivendo qualquer cidadão já tem o iminente risco de sofrer coações, ameaças e violências de constrangimentos dos seus atos de protesto, assim como de agressões físicas por nada menos do que “forças especiais” a serviço do Covil de Bandidos.
Ainda tem gente que acredita que vivemos em uma democracia sem se aperceber que, na realidade, estamos vivendo em uma corruptocracia comandada por um Regime Fascista.
Geraldo Almendra
10/02/2012
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

ASSEMBLEIA GERAL DOS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

Ontem, dia 09 FEV 2012, milhares de Policiais Militares, Bombeiros Militares e Policiais Civis se reuniram na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro e em assembleia conjunta decidiram iniciar uma paralisação a partir da 00:00 hora de hoje.
A história foi feita.
Pela primeira vez em mais de 200 anos de existência, a PMERJ realizará uma paralisação.
O governador Sérgio Cabral e o secretário de segurança Beltrame acabam de escrever os seus nomes na história, a triste história que vivemos no Rio de Janeiro.
Eu postarei um vídeo sobre o movimento histórico que está em curso no Rio de Janeiro.
Temos dois estados da federação com as suas Polícias Militares em greve: Bahia e Rio de Janeiro. 
Alea jacta est.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

RIO - HOJE - FESTA DA DEMOCRACIA - CINELÂNDIA - POLICIAIS E BOMBEIROS UNIDOS.

Os comandantes gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros fizeram o possível para esvaziar o ato. Prontidões, expedientes prolongados e portões dos quartéis fechados. Certamente obtiveram êxito pois mantiveram milhares de PMs e BMs "encarcerados", mas apesar disso, cerca de 10.000 Bombeiros e Policiais ocupam cada espaço da Cinelândia, em uma grande festa cívico-democrática.
Vou postar um vídeo sobre o ato, provavelmente logo após o encerramento, nesse momento transmito algumas informações preliminares:
- A Rede Globo está sendo hostilizada com a repetição de vários refrões em desfavor da vênus platinada, que ontem fez um papelão, mais um, no Jornal Nacional. A equipe da TV Globo está no local, porém descaracterizada, como vocês verão no vídeo.
- Delegações de vários municípios estão na Cinelândia.
- Por volta das 19:00 horas o Sindicato dos Policiais Civis informou que estava entrando com um HC para tentar soltar o Cabo BM Daciolo, o que demonstra a grande união que está sendo construída.
- Vários boatos estão circulando, um deles dava conta do comandante geral da PMERJ ter solicitado exoneração, o que foi desmentido por PMs que estavam no QG. Outro que o BOPE e a CORE tinham se recusado a se deslocarem para a Cinelândia. O mais pitoresco é o relacionado com o Corpo de Bombeiros. O CSM estaria distribuindo centenas de colchões novos para as OBMs para permitir que os BMs ficassem de prontidão no final de semana.
- Os mobilizados estão esperando um representante do governo estadual com alguma nova proposta, mas a tendência é pelo início da greve.
Juntos Somos Fortes!

BAHIA: GREVE DE POLICIAIS MILITARES CONTINUA.

SITE R7:
Policiais Militares decidem continuar greve na BA.
Principal líder do movimento foi preso na manhã desta quinta-feira, em Salvador.
Do R7, com Rede Record.
Policiais militares do Estado da Bahia que estão em greve desde o dia 31 de janeiro decidiram continuar a paralisação em assembleia realizada por volta das 10h45 desta quinta-feira (9), na sede do Sindicato dos Bancários, em Salvador. No início desta manhã, eles deixaram o prédio da Assembleia Legislativa que ocupavam desde o início do movimento. A ação foi uma forma de protesto contra a falta de negociação com o governo.
A saída do edifício foi pacífica e não houve confrontos. O principal líder do movimento, Marcos Prisco, foi preso durante a desocupação. Ele foi encaminhado de helicóptero para as instalações da Polícia do Exército na capital baiana. Além dele, foi detido Antônio Paulo Angelini.
Outro mandado de prisão foi cumprido no fim da tarde desta quarta-feira (8), segundo a Secretaria de Segurança Pública. A soldado Jeane Batista de Souza, do Batalhão de Guardas da PM, foi presa acusada de formação de quadrilha e roubo de patrimônio público (viaturas). Os outros dois sargentos detidos anteriormente foram Alvin dos Santos Silva, preso no domingo (5), e Elias Alves de Santana, detido na terça-feira (7). Todos estão no quartel do Exército na capital.
O efetivo de militares que cercava a Assembleia no início da manhã era de cerca de 1.550. De acordo com o tenente-coronel Márcio Gilberto Barbosa da Cunha, houve um reforço no número de homens com o objetivo de “aumentar a segurança e tranquilidade no local”. Ele também negou que o Exército planejasse invadir a Assembleia.
Acordo
Na terça-feira (7), o governador do Estado, Jaques Wagner, e os líderes do movimento grevista ficaram cerca de sete horas reunidos para decidir o fim da paralisação, mas não houve acordo.
Wagner se reuniu com representantes da Polícia Militar para apresentar propostas, como o aumento de 6,5% nos salários, e mais uma gratificação por trabalho policial gradativa até 2014. Os PMs não concordaram.
Carnaval
O nono dia de greve da Polícia Militar, completado nesta quinta-feira, dá a dimensão do caos na Bahia. Faltando uma semana para o Carnaval em Salvador (BA), os donos dos grandes blocos e camarotes já contabilizam os prejuízos. Pelo menos 70 eventos pré-Carnaval já foram cancelados. Hotéis calculam que 10% dos turistas que ficariam hospedados desistiram da viagem.
Apesar da incerteza sobre a realização dos eventos que celebram o feriado, as estruturas de arquibancadas e camarotes estão sendo montadas para receber cerca de 2 milhões de pessoas.
Aumento da violência
O número de homicídios registrados no Estado da Bahia desde que policiais militares decretaram greve, na noite do dia 31 de janeiro, chegou a 136 na quarta-feira. De acordo com o boletim da Secretaria de Segurança Pública, atualizado às 19h15, sete pessoas foram assassinadas só nesta quarta. O dia mais crítico foi sexta-feira (3), quando 32 homicídios foram registrados.
Na comparação com os oito dias que antecederam a decretação da greve, o número cresceu 147%. Entre os dias 24 de janeiro e a noite do dia 31, 55 pessoas foram assassinadas no Estado (Assistam o vídeo).
Juntos Somos Fortes!

RIO: POLICIAIS CIVIS APROVAM GREVE UNIFICADA.

SITE DO SINDPOL:
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Policiais Civis do Rio aprovam greve conjunta.
08/02/12 - Sindpol RJ
Assembléia dos policiais civis ocorrida agora a noite, convocada pelo SINDPOL RJ, com a presença de mil policiais, aprovou pelo indicativo de greve da categoria.
Agora, oficialmente, a decisão final sobre uma paralisação dos policiais civis será feita em conjunto com os policiais militares e bombeiros.
Nesta quinta-feira, dia 09 de fevereiro de 2012, 18 horas, na Cinelândia – Centro do Rio, será a decisão final sobre a GREVE GERAL da Segurança Pública do Rio de Janeiro.
Pedimos que os policiais civis compareçam vestindo camisa PRETA e também preparem fitas PRETAS para distribuição.
ATENÇÃO
Informamos que este site é o canal oficial dos policiais civis no atual movimento reivindicatório.
Pedimos que aguardem instruções e novas informações oficiais através deste site.
SINDPOL RJ (Fonte).
Juntos Somos Fortes!

BAHIA - GREVE DA PM - DESOCUPAÇÃO DA ALEBA - A GREVE CONTINUA.

Prezados leitores, eu não li qualquer notícia informando que a greve da Polícia Militar da Bahia tenha terminado, o que ocorreu foi apenas a desocupação da ALEBA. A mídia estava restringindo a greve apenas à ocupação da ALEBA, o que pode levar algumas pessoas a interpretarem que a desocupação como o fim da greve, o que não ocorreu. Inclusive os Oficiais estavam começando a aderir ao movimento de paralisação.
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BAHIA - GREVE DA PM - DESOCUPAÇÃO DA ALEBA E PRISÕES.

SITE G1:
09/02/2012 07h32 - Atualizado em 09/02/2012 08h30
Coronel diz que Assembleia foi esvaziada e manifestantes detidos.
Saída dos PMs grevistas começou na manhã desta quinta-feira (9).
Apontado como líder, Marco Prisco saiu pelos fundos, diz Exército.
O tenente-coronel do Exército Márcio Cunha informou que o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, foi esvaziado pelos policiais militares grevistas que ocupavam o local desde o dia 31. Dois dos manifestantes, que tinham mandado de prisão em aberto, foram detidos e deixaram o local por uma saída nos fundos do prédio. Eles são o ex-policial militar Marco Prisco, considerado líder do movimento, e Antônio Angelim. O acesso ao Centro Administrativo da Bahia, onde funciona a Assembleia e outros órgãos públicos, já foi totalmente liberado.
Ainda segundo Cunha, os dois foram encaminhados para a Polícia do Exército, na capital baiana. A saída pelos fundos da Assembleia, evitando o contato com a imprensa, foi uma exigência de Prisco, que liderava a ocupação. Mais cedo, um outro manifestante que tinha mandado de prisão também foi preso.
Segundo Cunha, cerca de 240 pessoas foram retiradas do prédio. A imprensa não foi autorizada a ter acesso à Assembleia, mas ainda de acordo com informações do Exército, as instalações estão intactas, mas muito sujas. Soldados do Exército iniciaram uma revista no prédio.
Através da assessoria de imprensa, o governo da Bahia disse que está avaliando a situação para posteriormente divulgar um comunicado oficial. A Secretaria de Segurança Pública também não tem informações até o momento, mas alega que deve haver uma entrevista coletiva ainda nesta quinta-feira para tratar do assunto (Leiam mais).
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A DESMORALIZAÇÃO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.

Eu sou contra a greve, desde o primeiro momento e sempre destaquei a relevância do desencadeamento da Operação Tolerância Zero na luta pelos nossos direitos. Operação utilizada várias vezes pela Polícia Federal e que não constitui nem crime e nem transgressão disciplinar, muito pelo contrário.  É preciso aprender a planejar e agir em conformidade com a preservação dos nossos direitos. Ao investir no movimento grevista, os que agem em tal direção acabam ficando sujeitos a acusações como as feitas em desfavor do Cabo BM Daciolo, mas cada um é senhor de seus pensamentos e de suas ações.
Escrito isso entro no tema que deu origem ao título do artigo.
Prezados leitores, vamos voltar ao artigo anterior, a matéria do G1 e extrair um trecho:
" (...)
Cabral solicita gravações.
O governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral solicitou ao governo da Bahia as cópias das gravações telefônicas, nas quais o cabo do Corpo de Bombeiros do Rio, Benevenuto Daciolo, planejava estratégias de deflagração de atos grevistas no Rio. As escutas foram exibidas no Jornal Nacional nesta quarta-feira (8).
Em nota enviada à imprensa, Cabral diz que seu objetivo "é que sejam tomadas as providências cabíveis para a manutenção da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro".
Confira a íntegra da mensagem enviada por Cabral ao governador Jacques Wagner.
"Prezado Governador Jacques Wagner,
Tomei ciência pelo Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, que o bombeiro militar do Estado do Rio de Janeiro, cabo Benevuto Daciolo, manteve conversas telefônicas, gravadas com autorização da Justiça, com diversos interlocutores, nas quais planejava estratégia de deflagração de atos grevistas no meu Estado que, se deflagrados, colocariam em risco a ordem pública.
A fim de que eu possa tomar as providências cabiveis para a manutenção da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro, solicito que me sejam enviadas cópias de todas as gravações que tenham tido como interlocutor o bombeiro militar acima referido ou qualquer outro servidor do Estado do Rio de Janeiro.
Agradeço desde já a colaboração do Estado da Bahia na manutenção da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro.
Abraços,
Sérgio Cabral (Fonte). 
Parece brincadeira, não parece?
Mas não é. Pode conferir no link, realmente existe uma carta de um governador pedindo a outro governador que forneça cópias de gravações de aúdios provenientes de escutas telefônicas autorizadas pelo poder judiciário ("A fim de que eu possa tomar as providências cabiveis para a manutenção da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro, solicito que me sejam enviadas cópias de todas as gravações que tenham tido como interlocutor o bombeiro militar acima referido ou qualquer outro servidor do Estado do Rio de Janeiro").
Isso é uma desmoralização.
A lei 9296/96 foi jogada na lixeira.
O inquérito da Polícia Federal está sendo esculhambado e ninguém fala nada.
Será que o governador não sabe que a autorização do poder judiciário é para a feitura das gravações e não para a divulgação das conversas?
Não sabe que o que aconteceu no Jornal Nacional ofende à legalidade?
A fala do apresentador do Jornal Nacional leva o cidadão comum a entender que a revelação das escutas foi por ordem judicial, mas não é isso, muito pelo contrário, o delegado da Polícia Federal é o responsável da manutenção do sigilo, as conversações NÃO PODEM SER REVELADAS.
Será que o governador não sabe que os autos deverão ser encaminhados ao poder judiciário e ao ministério público?
Será que ele não sabe que como Chefe do poder executivo não lhe cabe tal solicitação ao governador do estado onde ocorreram os fatos?
Situações como essas explicam facilmente dois fatos:
1) O fato de eu ter sido preso ilegalmente no dia 03 FEV 2012, ter sido mantido preso ilegalmente por três dias e ainda, ter sido constrangido com a apreensão ilegal do meu rádio, meu celular, minha internet móvel e meu notebook; e
2) O fato de eu ter comunicado tudo isso ao poder judiciário, ao ministério público, à CGU, à Corregedoria Interna da PMERJ, entre outros órgãos e passados mais de 8 meses, NENHUMA INVESTIGAÇÃO foi instaurada.
É a desmoralização do estado democrático de direito.
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BAHIA - GREVE DA PM - ESCUTAS TELEFÔNICAS.

Horrorizado por vivenciar mais um inquérito policial ser violado através do vazamento de gravações de escutas telefônicas autorizadas pelo poder judiciário, exibidas no Jornal Nacional das Organizações Globo, eu não comentei o conteúdo revelado, o que faço nesse artigo.
A conversação do Cabo BM Daciolo não revelou nada de maior relevância, mas a conversação entre os dois PMs da Bahia é assustadora e de todo condenável, sobretudo as falas do interlocutor do senhor Prisco. Incendiar veículos e viaturas é criminoso e não é isso que esperamos de heróis, isso é ação típica de criminosos.
Torço para que as investigações apontem os autores de todos os crimes e que sejam julgados por seus atos.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

RIO: A CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - O GOVERNO SÉRGIO CABRAL (PMDB) ESTÁ SE DOBRANDO, MAS AINDA FALTA MUITO.

GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO:
Imprensa RJ.
Notícias.
Segurança.
Governo RJ: esforço ainda maior valoriza profissionais de segurança e defesa civil
08/02/2012 - 19:17h - Atualizado em 08/02/2012 - 19:17h
Gratificação, banco de horas extras, antecipação de aumento previsto para outubro de 2013 estão entre medidas adotadas
O Governo do Estado do Rio de Janeiro tomou a decisão de fazer um esforço ainda maior de valorização dos profissionais da área de segurança pública e defesa civil, através das seguintes medidas:
1) O Governo autorizou a sua base na Assembléia Legislativa a modificar a proposta de reajuste encaminhada em 1° de fevereiro deste ano. O aumento que seria concedido em outubro de 2013 será antecipado para fevereiro do mesmo ano. Diante disso, os salários desses profissionais serão reajustados já em fevereiro de 2013 em 26%. Com esta nova medida, o reajuste total das categorias será de 39%, entre fevereiro de 2012 e fevereiro 2013. Essa antecipação representará um esforço econômico adicional em 2013 de cerca de R$ 350 milhões;
2) Outra novidade é que em fevereiro de 2014 o governo concederá uma nova reposição salarial, que será composta do índice da inflação acumulada pelo IPCA entre o período de fevereiro de 2013 e fevereiro de 2014, acrescida de 100% desse valor, isto é, o reajuste será o dobro da inflação do período;
3) Todos os profissionais dessas categorias receberão a partir de 1° de fevereiro deste ano gratificação de Auxílio-Transporte (que constará dos contracheques), no valor de R$ 100 por mês;
4) Não perderão gratificações de qualquer natureza os profissionais que se afastarem do serviço por licença médica decorrente de acidente no trabalho;
Será criado um banco de horas extras para que os profissionais da segurança e da defesa civil possam, caso assim desejem, prestar serviços além da sua escala de serviço normal, mediante remuneração adicional.
Comento:
Engraçado.
Para quem falou que não acreditava na eclosão da greve (governador Sérgio Cabral e secretário Beltrame), eles demonstram que estão muito preocupados.
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USO DAS VIATURAS DA POLÍCIA MILITAR, DO CORPO DE BOMBEIROS E DA POLÍCIA CIVIL.

Um amigo me contou que estariam providenciando os documentos originais para todas as viaturas, o que é uma excelente notícia pois evita que as viaturas continuem circulando de forma irregular. Além disso, o comando da PMERJ revogou a necessidade da denominada P/4, bastando agora apenas a posse da CNH para dirigir as viaturas. Isso demonstra a preocupação com a Operação Tolerância Zero (Padrão), pois sem viaturas no patrulhamento, os efeitos seriam muito semelhantes ao de uma greve.
Isso são fatos, entretanto, para dirigir viaturas de emergência, não basta ter uma CNH. Leiam esse comentário postado:
"ATENÇÃO MOTORISTAS DE PATRULHAS
Somente quem tem categoria "D" e tem curso de emergencista pode dirigir, veja a decisão no Rio Grande do sul.
A Juíza Denize Terezinha Sassi, da 1ª Vara Cível de Santa Maria, concedeu hoje (17/9) liminar determinando que somente policiais militares aprovados em curso de prática veicular em situação de risco realizem atividade de policiamento ostensivo na condução de veículo de emergência. A decisão abrange todo o estado a vale até o julgamento final da ação.
O pedido foi ajuizado pela Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf) contra Estado do Rio Grande do Sul, sob a alegação de que as viaturas de policiamento ostensivo enquadram-se na categoria veículos de emergência. Defendeu, no entanto, que o comando apenas exige habilitação para conduzir veículos, sem observar se o candidato a motorista possui o treinamento previsto pelo Código de Trânsito Brasileiro (inciso IV do artigo 145). Ressaltou que essa omissão é responsável pelo elevado índice de acidentes de trânsito envolvendo policiais militares.
Comentário postado no Blog: Coturno Carioca". 
Portanto, dirigir viaturas de emergência sem possuir o curso é proibido, salvo melhor juízo.
O espaço está aberto para quem tiver opinião contrária.
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RIO GRANDE DO SUL: POLICIAIS CIVIS ENTREGAM CELULARES E CARROS OFICIAIS EM PROTESTO POR REAJUSTE DE SALÁRIO.

UOL NOTÍCIAS:
POLICIAIS CIVIS entregam celulares e carros oficiais em protesto por reajuste de salário no RIO GRANDE DO SUL.
Lucas Azevedo
Do UOL, em Porto Alegre
Policiais civis gaúchos entregaram telefones celulares funcionais e carros oficiais em mau estado na manhã desta quarta-feira (8), em Porto Alegre, como forma de protesto pelo reajuste de seus salários. Cerca de 50 agentes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) realizaram a ação em frente ao Palácio da Polícia. Nesta terça, o chefe de polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior, chegou a afirmar que a entrega de celulares poderia significar descumprimento de função.
A partir de agora, os agentes do Deic vão interromper a preparação de operações especiais, e as equipes volantes entregarão os carros às 18h, não fazendo mais plantões de sobreaviso. Com a entrega dos telefones, grampos deixarão de ser analisados. O departamento reúne delegacias que investigam crimes, como homicídios, quadrilhas organizadas e contra a Fazenda Pública.
Na noite desta segunda (6), os policiais aderiram à operação "Cumpra-se a Lei". Conforme o Código de Processo Penal, os delegados têm que estar presentes em todos os procedimentos policiais, como flagrantes e oitivas. Porém, isso acaba não acontecendo devido ao alto número de inquéritos.
Uma assembleia está prevista para o dia 7 de março para deliberar sobre indicativo de greve. Os policiais exigem a mesma tabela concedida aos delegados. Considerada alta, a diferença entre o vencimento inicial de um delegado e de um agente, ambos com exigência de nível superior, hoje é de 311%. Com o calendário selado nas negociações com delegados, o abismo saltou para 720%. Isso significa que, em 2018, um delegado (primeira classe) receberá R$ 17,5 mil, enquanto um agente, R$ 3.700.
Atualmente, o salário inicial de um soldado da Brigada Militar --a PM gaúcha-- é de R$ 1.539,93. Já na Polícia Civil, o menor salário é o de investigador, que é R$ 706,53.
Na manhã desta terça, após participar de uma aula inaugural para 500 novos alunos do curso de formação de escrivães e inspetores, o governador gaúcho, Tarso Genro, afirmou, a cerca de 20 policiais que faziam uma pequena manifestação em frente ao Palácio da Polícia, para que “não percam a cabeça”. “Vamos pensar bem quando entrarmos em greve, porque entrar numa greve unido, não é difícil. Sair de uma greve unido e com vitória é mais difícil”, disse, e explicou que apresentará um calendário de reajuste salarial aos agentes até o final deste mês.
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GREVE: UM DIREITO EM DISCUSSÃO.

O ESTADÃO (SÃO PAULO).
'Epidemia' de greves faz Dilma rediscutir direitos.
Por MARTA SALOMON / BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 8/2/2012 3:02.
Em meio à greve dos PMs na Bahia e a possibilidade de paralisações de policiais virarem 'epidemia pelo País', atingindo pelo menos outros oito Estados, o governo Dilma Rousseff desengavetou projeto de lei que disciplina o direito de greve de servidores públicos e exige que o governo seja comunicado com antecedência mínima de 72 horas na paralisação de atividades 'inadiáveis de interesse público'.
Ontem, o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil (Ugeirm-Sindicato) do Rio Grande do Sul anunciou o início de uma operação padrão. No dia 15, PMs e bombeiros ameaçam entrar em greve no Espírito Santo. Líderes da PEC 300 (que aumenta o salário de policiais e unifica os pisos pelo País) informaram que Minas também já enfrenta focos de reclamação da categoria.
No Rio, policiais e bombeiros marcaram uma assembleia para hoje e podem definir greve a partir de amanhã. Isso apesar da tentativa do governo de adiantar reajustes para evitar mobilizações. Levada ontem a Assembleia, a proposta foi considerada insatisfatória por associações e representações de classe, recebeu 78 emendas e saiu de pauta.
Líder do PSDB baiano, legenda que abriga o líder da paralisação, o deputado Antônio Imbassahy diz que o governo federal, 'ao assumir a negociação na Bahia, da forma como foi feito, convocou os policiais de outros Estados a aderir ao movimento'.
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse ontem que o Congresso está disposto a rediscutir o direito de greve. Mas reiterou que não vai pôr em votação a PEC 300.
Direito de greve. O projeto de lei de restrição ao direito de greve foi preparado pela Advocacia-Geral da União em 2007, mas parou na Casa Civil, que, então comandada por Dilma Rousseff, não levou a proposta adiante.
O projeto de lei preparado em 2007 prevê que a deflagração de greves de servidores públicos seja aprovada por pelo menos dois terços da categoria. Hoje, na Bahia, a paralisação é liderada por uma associação que só representa 2 mil dos 32 mil PMs. E a assembleia da categoria só poderá ser convocada dez dias após o envio dapauta de reivindicações à autoridade competente.
O texto inclui segurança pública entre os 19 serviços considerados 'inadiáveis de interesse público', em que o estado de greve deverá ser declarado com antecedência mínima maior, de 72 horas. E a proposta limita a paralisação a 40% dos servidores de um órgão. 
Colaboraram Alfredo Junqueira e Denise Madueño (Fonte).
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A SOLUÇÃO PARA A CRISE NA BAHIA.

A situação é muito grave, mas não custa nada aliviar um pouco a pressão. No facebook compartilharam comigo essa foto montagem, a qual me parece representar muito bem a atual situação vivenciada no Brasil, onde os valores estão inteiramente distorcidos. A solução apresentada é sensacional e as Organizações Globo poderão ser fundamentais para a solução do problema (Link).
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BAHIA ´GREVE DA PM - REPERCUSSÃO INTERNACIONAL.

Matéria encaminhada pelo amigo  Duarte Frota.
THE VANCOUVER SUN.
Crime, murder rampage continues as police strike
Vancouver Sun February 8, 2012 2:26 AM
A toll of 115 murders and widespread looting, assaults and vandalism in the past week are roiling Salvador, Brazil's third-biggest city, casting doubts over upcoming carnival celebrations and raising questions about security ahead of the 2014 World Cup. More than 3,000 federal troops were dispatched to the northeastern state of Bahia to restore order after police went on strike last week to demand higher wages. But the federal troops have failed to restore order and some of the striking officers have occupied the state legislature, threatening a bloody gun battle if the troops attempt to dislodge them (Fonte).
Tradução:
Eis o retrato do Brasil na mídia internacional!
Um pedágio de 115 assassinatos e saques, assaltos e vandalismo na semana passada estão agitando Salvador, cidade do Brasil a terceira maior, lançando dúvidas sobre festas próximas de carnaval próximos e levantando questões sobre a segurança antes da Copa do Mundo de 2014. Mais de 3.000 soldados federais foram enviados para o Estado da Bahia para restaurar a ordem depois que a polícia entrou em greve na semana passada para exigir salários mais altos. Mas as tropas federais não conseguiram restaurar a ordem e alguns dos funcionários em greve ocuparam a Assembléia Legislativa, ameaçando uma batalha sangrenta se as tropas tentar desalojá-los.
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