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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

VEJAM COMO UMA BALA DE BORRACHA DEMOCRÁTICA DO PT PRODUZ AQUELE VERMELHO VERDADEIRAMENTE REVOLUCIONÁRIO…

REVISTA VEJA.
BLOG DO REINALDO AZEDEVO.
06/02/2012 - às 19:10 hs.
VEJAM COMO UMA BALA DE BORRACHA DEMOCRÁTICA DO PT PRODUZ AQUELE VERMELHO VERDADEIRAMENTE REVOLUCIONÁRIO…
Vejam esta foto de Raul Spinassé, da Agência A Tarde/AE. Volto em seguida (link para a foto).
Este rapaz é uma dos manifestantes que entraram em confronto com forças de segurança federais em frente à Assembléia Legislativa da Bahia. Levou um tiro de bala de borracha no rosto. Não estou certo, mas acho que não há sede de um Poder Legislativo — municipal, estadual ou federal — cercada pelo Exército desde o fim da ditadura. Se não me engano, a última vez se deu no governo Figueiredo, quando se declarou “estado de emergência” no Distrito Federal.
O PT sempre contribuiu para inovar a democracia.
De novo: eu não apóio greve de gente armada.
Quem apoiava era Lula.
Quem apoiava era Jaques Wagner!
Por que este silêncio do Carvalho???
Acima, vocês vêem um manifestante sofrendo as conseqüências do jeito petista de fazer as coisas. Como é mesmo a fala de Gilberto, o Carvalho, sobre o Pinheirinho? Relembro:
“É uma questão de método que se utiliza quando há um problema. Ou você parte para o método democrático de ouvir e resolver no diálogo ou vai para o enfrentamento armado sem levar em conta a necessidade de respeitar a dignidade daquelas pessoas.”
Acima, há um ferido real no conflito. Agora comparem a sua imagem com esta, do tal Paulo Maldos, assessor pessoal de Carvalho, que estava fazendo proselitismo no Pinheirinho e diz ter recebido uma bala de borracha. Não fez BO nem quis fazer exame de corpo de delito. Saiu por aí exibindo as balas como um troféu. Às gargalhadas (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

JORNALISTA REINALDO AZEVEDO - SOLTA A VOZ CONTRA JAQUES WAGNER.

Prezados leitores, bom dia!
REVISTA VEJA
REINALDO AZEVEDO
05/02/2012
Às 6:29
Quando Lula e Jaques Wagner promoviam a baderna na Bahia. Ou: Práticas criminosas.
Em julho de 2001, houve uma greve da Polícia Militar na Bahia, então governada pelo PFL. Eu dirigia o site e a revista Primeira Leitura. Critiquei severamente o movimento dos policiais nos termos de sempre nesses casos: “Gente armada não pode parar; quando um policial deixa de trabalhar, o bandido agradece, e o homem comum sofre”. Eu pensava isso sobre a greve da PM baiana em 2001 e penso o mesmo sobre a greve de 2012. Mas e Lula? E Jaques Wagner?
“‘A Polícia Militar pode fazer greve. Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário mixo, esse cidadão tem direito a fazer greve.”
Quem fala aí é Luiz Inácio Apedeuta da Silva, então pré-candidato à Presidência pelo PT. Seria eleito no ano seguinte para seu primeiro mandato. Naquela greve, sem o morticínio de agora, também houve arrastões, saques etc. Lula, dotado daquela mesma moral e responsabilidades maiúsculas de Eduardo Suplicy tinha o diagnóstico sobre o que estava em curso no Estado. Leiam:
“Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. Veja, o que o governo tentou vender? A impressão que passava era de que, se não houvesse policial na rua, todo o baiano era bandido. Não é verdade. Os arrastões na Bahia me lembraram os que ocorreram no Rio em 92, quando a Benedita (da Silva, petista e atual vice-governadora do Rio) foi para o segundo turno (nas eleições para a prefeitura). Você percebeu que na época terminaram as eleições e, com isso, acabaram os arrastões? Faz nove anos e nunca mais se falou isso”.
Quanta ligeireza!
Quanta irresponsabilidade!
Quanta vigarice política!
Mas isso não é tudo, não. Um dos grandes apoiadores da greve de 2001 foi o então deputado Jaques Wagner, hoje governador do Estado. Informava o Globo Online de ontem:
Apontado como líder da greve dos PMs baianos, o presidente da Associação de Policiais, Bombeiros e seus Familiares da Bahia (Aspra), soldado Marco Prisco, disse que o governador Jacques Wagner, quando ainda era deputado federal, participou com outros parlamentares do PT e de partidos da base do esquema de financiamento da paralisação dos policiais militares do estado em 2001. Ele acrescentou que o Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, que tinha na direção o atual presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, alugou e cedeu, na época, seis carros para garantir a greve na Bahia, onde diz que foi preseguido e ameaçado de prisão pelo então governador carlista Cesar Borges. “O motorista que me levou para Brasília era um funcionário do sindicato, Nelson Souto. Na capital, foi recebido pelo então senador petista Cristóvam Buarque”, disse.
Prisco disse que, além de Jacques Wagner, teriam apoiado e contribuído para a greve de 2001 os parlamentares Nelson Pellegrino (PT), Moema Gramacho (PT), Lídice da Mata (PSB), Alceu Portugal (PCdoB), Daniel Almeida (PCdoB) e Eliel Santana (PSC). Segundo ele, a ajuda garantiu a estrutura necessária ao movimento, incluindo o fornecimento de alimentação para os grevistas.
Voltei
ISSO É O PETISMO, ESSE LIXO MORAL! Os petistas estavam financiando a greve por intermédio de um sindicato - que nada tinha a ver com a polícia, diga-se - e de seus parlamentares. Hoje, o governador Wagner vai à TV demonizar aqueles a quem deu suporte material quando estava na oposição. O tal líder sindical é o mesmo. Consta que é filiado ao PSDB, mas que vai rasgar sua ficha. Está descontent e porque os tucanos não estão apoiando seu movimento - no que fazem muito bem!
Vejam lá que graça: até Sérgio Gabrielli, que depois se tornou o todo-poderoso da Petrobras e que vai fazer parte da equipe de Wagner, apoiava a greve dos policiais. Ora, se era para lutar contra o governo, que mal havia em deixar a população à mercê da bandidagem?
Crime como método
A esmagadora maioria dos petistas é socialista de araque. Essa gente gosta mesmo é do capitalismo, especialmente à moda brasileira, com esse estado gigantesco, que permite ao governo manter na rédea curta boa parte do empresariado. Isso é, além de tudo, muito lucrativo - escreverei mais tarde um artigo sobre o “modo Dilma” de privatizar aeroportos. Não sei como o caçador de “ privatarias”, Elio Gaspari, ainda não se interessou pelo caso… Mas não quero mudar o foco. Voltemos.
Os “socialistas” do PT já renunciaram, e faz tempo!, à dimensão utópica do socialismo - não que ela seja grande coisa: também é criminosa. Mas é evidente que houve socialistas, e ainda os há, bem poucos, que realmente acreditavam estar lutando pelo reino da justiça e da igualdade e coisa e tal… Daquele socialismo, os petistas de agora conservam apenas a concepção autoritária de sociedade, gerida pelo partido. Em nome de sua construção e de seu fortalecimento, tudo é possível - muito especialmente o crime.
Eu diria mesmo que inexiste, infelizmente para os bem-intencionados, uma esquerda que não seja criminosa, ainda que alguns de seus militantes não tenham clareza disso. O melhor texto a relatar essa moral justificadora do mal é a peça “As Mãos Sujas”, de Sartre, depois convertido ao… comunismo!
Se o objetivo é conquistar o poder, anotem aí, não existe óbice moral para o PT “Ah, é assim com todo mundo…” Em primeiro lugar, é falso! Não é, não! Em segundo lugar, mas não menos importante: há muitos bandidos que exibem ao menos uma nesga de honestidade ao não tentar nos convencer de que aquilo que nos destrói é bom para nós.
Em 2001, o PT queria “o quanto pior, melhor” na Bahia porque isso fazia parte de seu projeto de poder. Em 2012, o PT quer “o quanto pior, melhor” em São Paulo porque isso faz parte do seu projeto de poder. O governo federal baixou no estado governado pelo petista Jaques Wagner para tentar impor um pouco de ordem. Os mesmos valentes tentaram meter os pés pelos pés em São Paulo para ver se impõem a desordem.
Por Reinaldo Azevedo

03/02/2012
às 17:35
Suplicy não vai cantar “Blowin’ in the Wind” para os PMs baianos? Vá lá, senador! Coragem, valente!
No post abaixo, reproduzi alguns flagrantes do noticiário sobre o caos na Bahia. Quando uma parcela ínfima — mas o suficiente para deixar o PT assanhadíssimo — da Polícia Civil de São Paulo decidiu paralisar suas atividades em 2008, escrevi o óbvio: gente armada não pode fazer greve. Mais: quando um policial pára de trabalhar, torna-se aliado objetivo de bandido. Se, como chegou a acontecer em Salvador, saca uma arma contra cidadãos comuns, aí já pratica banditismo mesmo. Eu me opus severamente àquela manifestação em São Paulo e me oponho, igualmente, à greve de PMs na Bahia, governada pelo PT.
Só que eu tenho um compromisso com os fatos. Em 2008, o governador José Serra estava em São Paulo, trabalhando normalmente, tentando contornar a situação. Era o seu papel. Jaques Wagner, com o movimento grevista já deflagrado, foi passear em Cuba, para atender, sei lá, a antigos reclamos íntimos. Ou como explicar?
Apanhei muito aqui porque já deixei claro que sou contra greve de qualquer funcionário público. A razão é simples: uma paralisação em empresa privada quase sempre (nem sempre…) é ruim para o patrão. O “patrão” do servidor ou de trabalhadores de concessionárias de serviços públicos é o povo, e quem mais sofre com a greve, nesse caso, são os pobres. O rico sempre dá um jeito. Na minha República, isso seria simplesmente proibido. Minha tese não tem a menor chance de prosperar, sei disso. Sigamos.
Cadê os deputados petistas para irem lá se solidarizar com os “companheiros soldados baianos”, como se solidarizaram em São Paulo com os policiais civis? Vá lá, Suplicy, cantar o seu rap do Racionais ou o seu “Blowin’ in the Wind”…
Entenderam como a coisa funciona? Quando há um adversário do PT no governo, os “companheiros” não querem nem saber: mandam a institucionalidade às favas e, se preciso, apóiam até greve de polícia. Quando quem está no poder é um deles, aí, obviamente, eles somem e, se preciso, dão apoio integral ao aliado. Não há estudante, cozinheiro ou índio cegados pela PM que os tirem do silêncio covarde e cúmplice.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

BAHIA: NA GREVE DA PM DE 2001, LEIAM O QUE LULA AFIRMOU SOBRE OS ARRASTÕES.

FOLHA DE SÃO PAULO:
26/07/2001.
"Lula diz que governo da BA ''articulou arrastões'' em greve da PM
LÉO GERCHMANN
LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha
O líder petista Luiz Inácio Lula da Silva acusou hoje, em Santa Maria (RS), o governo da Bahia de ter provocado a violência, saques e arrastões durante a greve da Polícia Militar para que os grevistas encerrassem o movimento.
"Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. Veja, o que o governo tentou vender? A impressão que passava era de que, se não houvesse policial na rua, todo o baiano era bandido. Não é verdade. Os arrastões na Bahia me lembraram os que ocorreram no Rio em 92, quando a Benedita (da Silva, petista e atual vice-governadora do Rio) foi para o segundo turno (nas eleições para a prefeitura). Você percebeu que na época terminaram as eleições e, com isso, acabaram os arrastões? Faz nove anos e nunca mais se falou isso", disse Lula.
''A Polícia Militar pode fazer greve. Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário micho, esse cidadão tem direito a fazer greve. Na Suécia, até o Exército pode fazer greve fora da época de guerra.''
As declarações de Lula foram feitas durante a ''caravana da agricultura familiar'', que ele realiza pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
O líder petista criticou o acordo que está sendo feito pelo governo federal com o FMI e o acusou de estar ''engessando'' a administração do futuro presidente.
''Acho que o governo está fazendo de tudo para engessar o novo governo. Toda o discurso, o desmonte do Estado, é feito porque, na cabeça doentia da equipe econômica e na subordinação ao capital externo, querem que qualquer governo continue desenvolvendo suas políticas. Só temos interesse em ganhar as eleições para não fazermos as políticas que eles estão fazendo'', disse Lula.
Segundo Lula, o governo federal tem atitudes em relação ao funcionalismo mais agressivas que as do governo militar (64 a 85) em seu momento mais repressivo. ''Nem no tempo em que o Médici (Emílio Garrastazu, presidente entre 69 e 74) torturava o servidor ficou um ano sem receber'', disse.
Outro lado
O governador da Bahia, César Borges (PFL), classificou "como atestado de desinformação e incompetência" as afirmações do virtual candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, responsabilizando o Estado pelos saques e arrastões registrados durante os 13 dias de greve dos policiais civis e militares.
"Além de falar muita besteira, Lula demonstra que está completamente desinformado. Foram deputados petistas que insuflaram a greve e, depois, quando perceberam que o movimento estava fora de controle, procuraram o governo para abrir um canal de negociação."
Irônico, Borges disse que entende os motivos que levaram Lula a perder três eleições presidenciais.
"Eu admirava muito o Lula, mas diante das bobagens que fala, fico na mesma dúvida dos eleitores que o rejeitaram três vezes nas urnas. Com o que diz, nós não podemos acreditar em sua capacidade de governar o Brasil", disse César Borges, antes de embarcar para Brasília, onde teve um encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso".
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

SILÊNCIO DOS CONIVENTES - DORA KRAMER.

"BLOG DO RVCHUDO.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Silêncio dos coniventes
06 de janeiro de 2012
DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo
Natural seria que a notícia sobre a concentração dos recursos destinados à prevenção e combate a enchentes no Ministério da Integração Nacional para Pernambuco, Estado de origem e domicílio eleitoral do ministro Fernando Bezerra, suscitasse alguma reação entre governadores de outros Estados.
Normal seria que chefes de executivos estaduais reclamassem um mínimo de isonomia na distribuição de verbas, mais não fosse para denotar interesse na defesa dos direitos de seus governados.
Mas, não. A nenhum deles ocorreu estranhar de público a desproporção. E não foi uma desproporção qualquer: trata-se de 90% das verbas destinadas a um só Estado.
No lugar de protestos, o que se vê é um obsequioso silêncio. Uma espécie de salvaguarda de normalidade a uma situação de patente anormalidade. Nisso estão junto governadores de partidos situacionistas e oposicionistas.
Como se temessem se confrontar com o governo federal ou, pior, como se adotassem uma atitude preventiva: aceitando hoje que um ministro privilegie de maneira tão explícita o Estado de seu interesse, ficam credenciados para amanhã, quando eventualmente estiverem no manejo de verbas semelhantes, também poderem fazer uso do ministério em prol de suas conveniências.
É o silêncio dos coniventes. Muito comum quando há interesse político em jogo.
Pelo mesmo motivo nem sempre as queixas à Justiça Eleitoral em épocas de campanha são instruídas de maneira consistente de forma a permitir ao juiz uma condenação.
Mas o exemplo que serve melhor à comparação é o da regra da fidelidade partidária, instituída por interpretação do Tribunal Superior Eleitoral e ratificada pelo Supremo Tribunal Federal, determinando a perda do mandato do político que troca de partido sem causa considerada "justa".
Raros são os casos de partidos que reivindicam a devolução dos mandatos quando há o pedido de desligamento. O habitual é que as representações contra os chamados trânsfugas sejam feitas pelo Ministério Público.
E por que isso? Porque não convém ao partido recorrer a uma legislação que amanhã ou depois pode ser usada contra ele. Vigora, então, uma espécie de norma segundo a qual uma mão lava a outra (ou seria mais adequado dizer, uma mão suja a outra?) cujo resultado é a transformação da lei em letra morta.
Guardadas as proporções, é a razão pela qual os governadores assistem impassíveis a ações como essa da concentração do dinheiro para enchentes no Estado do ministro que deveria ser responsável por todo o País.
Mão de gato. O tucanato em geral, o senador Aécio Neves e área de influência no PSDB em particular pegaram leve, com críticas quase protocolares, no caso das consultorias de Fernando Pimentel porque o ministro da Indústria e Comércio foi e ainda é potencial aliado em Minas Gerais.
A fidalguia se repete com o ministro da Integração Nacional porque Fernando Bezerra é aposta eleitoral do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, sonho de consumo do PSDB e de quem o presidente do partido, Sérgio Guerra, é firme aliado.
Posto assim o cenário, o PSDB não tem moral para dizer que o PT atua com foco exclusivo na disputa eleitoral, contribuindo para a deterioração da prática política no tocante ao exercício democrático do contraditório.
O PT coopta e estrangula a oposição, é verdade. Mas a oposição se deixa docemente estrangular. Aposta na articulação de bastidor em detrimento da relação com a sociedade.
Mesmo do ponto de vista das artimanhas políticas essa é uma forma esquisita de se conduzir: divide-se internamente e, em relação aos governistas, prefere a composição à oposição.
Na sequência. A Comissão de Ética Pública decidiu que Carlos Lupi não servia para ser ministro.
Há agora um movimento no PDT para discutir se ele serve para continuar presidindo o partido.
Postado por Ricardo Oscar Vilete Chudo".
Juntos Somos Fortes!

sábado, 10 de dezembro de 2011

O PT É O RETRATO DA DESMORALIZAÇÃO.

REVISTA VEJA:
BLOG DO REINALDO AZEVEDO:
10/12/2011
MATÉRIA DA CAPA - COMO O GANGSTERISMO PETISTA SE ORGANIZOU PARA INCRIMINAR INOCENTES E, ASSIM, LIVRAR A CARA DOS CULPADOS. E TUDO ESTÁ GRAVADO!
Ao longo desses anos, não foram poucas as vezes em que me acusaram de ser um tanto exagerado nas críticas ao petismo. Serei mesmo? A reportagem de capa desta semana da VEJA demonstra até que ponto eles podem mergulhar na abjeção. Operam, tenho dito aqui, com a inversão orwelliana mais rudimentar: o crime passa a ser uma virtude; e os inocentes, criminosos. Sem limites, sem pudores, sem receios.
A saída que o PT encontrou para tentar se safar do mensalão foi afirmar que tudo não passava de caixa dois de campanha e que todos, afinal de contas, agem do mesmo modo. Só que era preciso “provar” a tese. E ONDE ESTAVAM AS TAIS PROVAS? NÃO EXISTIAM! ORA, SE NÃO EXISTIAM, ENTÃO ELES PRECISAVAM SER FORJADAS. É simples chegar a essa conclusão quando se é petista.
O que VEJA traz, numa reportagem de sete páginas, de autoria de Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel, revela uma operação típica do mais descarado gangsterismo político. Pior: há evidências de que a cúpula do partido não só sabia de tudo como estava no controle. Vamos ao caso.
Lembram-se da tal “Lista de Furnas”? Ela trazia nomes de líderes da oposição que teriam recebido dinheiro da estatal de maneira ilegal, não-declarada, quando eram governistas e compunham a base de FHC. Gravações feitas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, a que VEJA teve acesso, provam que era tudo uma tramóia operada por dois deputados do PT de Minas. Reproduzo um trecho da reportagem (em azul):
(…)
Os falsários apresentaram duas listas. A primeira, uma cópia xerox, e a segunda, que deveria ser a original, mas era uma fraude ainda mais grotesca. Uma perícia da polícia revelou depois que havia discrepâncias significativas entre os dois documentos, e um jamais poderia ter se originado do outro. O grupo de estelionatários, porém, precisava levar o plano a frente e, para tentar conferir alguma autenticidade à armação, decidiu também forjar recibos assinados pelos políticos beneficiados. É a partir desse momento da trama que as gravações feitas pela polícia são mais reveladoras da ousadia dos petistas em usar a máquina do estado para cometer crimes. Há conversas entre o estelionatário Nilton Monteiro, o fabricante das listas, e os deputados petistas Rogério Correia e Agostinho Valente (hoje no PDT). Os diálogos mostram que, em todas as etapas da fabricação da lista, Nilton age sob os auspícios dos dois parlamentares, que lhe prometem, além do apoio logístico, dinheiro e, principalmente, “negócios” em empresas estatais ligadas ao governo federal como compensação pelos serviços prestados.
(…)
Assessores parlamentares estavam em contato frequente com Nilton para discutir formas de obter a assinatura do ex-diretor de Engenharia de Furnas Dimas Fabiano Toledo, o suposto autor do documento. Eles encaminham o estelionatário ao Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro, entidade filiada à CUT, a central sindical dominada pelo PT. Lá, ele seria ciceroneado por dirigentes sindicais e teria acesso a documentos da estatal. (…) Em uma conversa com Nilton, Simeão de Oliveira, assessor mais próximo do deputado Rogério Correia, explica como proceder: “Eles [Furnas] assinam coisas para eles [o Sindicato] direto, aí eles vão olhar e falar se tem o do Dimas (…) Explica pra ele pra que é, o que é, entendeu?”. Como a tentativa de obter a assinatura junto ao sindicato fracassa, Simeão elabora uma estratégia paralela, que prefere não revelar ao falsário. Limita-se a dizer que as assinaturas chegarão por Sedex. São particularmente reveladoras as conversas em que os envolvidos discutem a obtenção de assinaturas de políticos da base de FHC para fabricar recibos do suposto caixa 2. Nilton e o assessor de Rogério Correia conversam sobre os padrões das assinaturas dos deputados da oposição - e se questionam se conseguiram mesmo as assinaturas corretas.
(…)
Em um dos diálogos, Nilton Monteiro discute com Simeão de Oliveira os padrões gráficos das assinaturas do então líder da minoria na Câmara, José Carlos Aleluia, do DEM , e do então líder do PSDB , Antônio Carlos Pannunzio. Em relação a Aleluia, Nilton não tem certeza quais os valores lhe serão atribuídos. “Não sei se é 75 000 reais ou 150 000 o recibo dele”, comenta o lobista. Eles também incluem na discussão os nomes de Gilberto Kassab, que assumiria a prefeitura de São Paulo no lugar do tucano José Serra, que renunciaria ao cargo para disputar a eleição para o governo paulista, e o então presidente do DEM , deputado Rodrigo Maia.
(…)
A recompensa pelos préstimos de Nilton incluía, segundo as gravações, a liberação de recursos em bancos públicos. Em uma discussão com Rogério Correia, Nilton se mostra confiante: “Vou acabar com eles tudinho”. Mas, antes, cobra o que foi prometido: “Eu quero aquele negócio que foi escrito no papel. São aqueles negócios que eu pedi da Caixa e do Banco do Brasil, pra liberar pra mim urgente no BNDES”, afirma.
(…)
Em alguns trechos, o lobista cita a necessidade de tratar do negócio com a então senadora Ideli Salvatti, atual ministra de Relações Institucionais, outra figura cativa nos episódios envolvendo dossiês suspeitos. “Tivemos contato em apenas dois episódios. Nem eu nem meus assessores participamos da obtenção da lista”, mentiu Correia quando ouvido por VEJA. A parceria entre o deputado Correia e o estelionatário inclui os serviços advocatícios do petista William dos Santos - que serve também como elo entre seu cliente e a figura de proa do petismo naquele era sombria, José Dirceu, principal réu do Mensalão.
(…)
Leiam a íntegra na versão impressa. A edição traz a transcrição de alguns diálogos. Reproduzo um:
O estelionatário Nilton Monteiro conversa com Simeão de Oliveira, assessor do deputado petista Rogério Correia. Eles combinam a fraude. Para dar autenticidade à chamada “lista de Furnas” era necessário a apresentação de recibos assinados pelos políticos acusados. Monteiro estava empenhado em arrumar as assinaturas para montar os documentos falsos.
Simeão: (…) Eu já estou aqui com José Carlos Aleluia.
(…)
Nilton: Vem cá, a assinatura dele é um JC. Parece um U.
S: Parece um M, isso.
N : Isso, então é isso mesmo. Então eu já recebi esse cara, viu?
S: É.
N: Não sei se é 75 000 reais ou 150 000 reais. Eu acho que é 75 000 o recibo dele.
S: O do Pannunzio.
N: Pannunzio é uma assinatura toda esquisita, né?
S: É um trem doido.
(…)
S: Quem mais? O Kassab.
N : O Kassab é um G Kassab.
(…)
S: Uai, então você tem esse trem tudo original, Nilton?
N: É lógico. Você fica na tua, sô. Por isso que eles estão tudo doido.
(…)
N: Rodrigo Maia é Rodrigo e o final Maia entre parênteses.
S: Ahn?N: Parece que é Rodrigo e depois um M.
S: Não, não é esse, não.
N: Então mudou a assinatura dele. Esse eu soube que ele tava mudando.
S: Não é, não.
N: Então, mudou. É Rodrigo…
S: Não, tem não.
N: Ih, então mudou a assinatura. Bem que falaram comigo, viu? Filho da p…, viu?
Por Reinaldo Azevedo
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

NINGUÉM FICA PARA TRÁS! - GENERAL LUIZ EDUARDO ROCHA PAIVA.

NINGUÉM FICA PRA TRÁS!
General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva
Seja escravo de sua consciência, juíza perene de sua vida, e não de cargos e posições, meros passageiros.
Em dezembro de 2009, o governo lançou o Programa Nacional de Direitos Humanos-3 (PNDH3) em pomposa solenidade, cujo brilho foi ofuscado pela repercussão negativa em amplos setores da sociedade. Só o Ministério da Defesa e as Forças Armadas (FA) tomaram, inicialmente, uma posição mais firme em relação ao Programa. Tempos depois, a imprensa, a Igreja, o agronegócio, juristas de renome e outros segmentos manifestaram, também, repúdio a diversas medidas nele preconizadas. O PNDH3 é uma estratégia de ampliação do poder do Executivo, que compromete o equilíbrio entre os Poderes da União, alicerce do regime democrático.
Além disso, o Programa sinaliza a guinada para a linha socialista radical, propósito não declarado, mas perseguido por uma ala com forte presença no Executivo. Hoje, discreta e veladamente, muitas propostas do PNDH3 são aos poucos implementadas, sendo a limitação à liberdade de imprensa a de mais difícil imposição, em face do poder da mídia.
Os pontos do Programa que, naquela oportunidade, mobilizaram o Ministro da Defesa e os Comandantes Militares foram os relativos à revisão da Lei de Anistia e à Comissão da Verdade (CV), que iria apurar as violações aos direitos humanos cometidas por agentes do Estado, deixando de lado as perpetradas pelos componentes da luta armada. O governo concordou em ampliar as investigações, incluindo as violações cometidas, também, por ex-guerrilheiros. Quanto à Lei de Anistia, o STF confirmou a validade nos termos em que foi promulgada, ou seja, abrangendo os dois lados. O Projeto de Lei que cria a CV deu entrada no Congresso Nacional em 2010, mas não foi então apreciado, pois tratava de assunto delicado para entrar em pauta num ano eleitoral.
Com a ascensão do novo governo, o contexto se modificou. A disposição de investigar apenas os abusos praticados por agentes do Estado é declarada publicamente por autoridades do Executivo e aliados. Com base num quadro maniqueísta, fundamentado em versões unilaterais dos fatos ocorridos, haverá intensa campanha para a revisão da Lei de Anistia, ainda uma das metas da esquerda radical-revanchista.
O argumento de que os guerrilheiros, sequestradores e terroristas de outrora ficaram conhecidos e pagaram por seus crimes e que agora seria a vez dos torturadores serem apresentados para uma condenação moral não se sustenta. Nem todos os primeiros são conhecidos, nem todos pagaram por seus crimes e muitos foram libertados em troca da vida de pessoas sequestradas. A Nação não viu a face de todos que planejavam ou executavam assaltos, sequestros e atentados, não conhece os que atuavam na logística das operações, tão responsáveis como os executantes, nem os componentes dos tribunais de justiçamento e execução de guerrilheiros que abandonavam a luta armada.
O povo tem sim o direito de conhecer sua história, portanto merece saber que crimes foram planejados e cometidos por ex-guerrilheiros e ex-guerrilheiras hoje em posições importantes. A Presidente da República teria participado direta ou indiretamente (portanto seria co-responsável) de alguma ação com vítimas? Serão essas autoridades ouvidas pela CV? As vítimas conhecerão os responsáveis por suas sequelas? Outros tantos componentes da luta armada, hoje desconhecidos da Nação, serão apresentados, a exemplo do que será feito com relação aos que os combateram? Os locais onde foram cometidos atentados terroristas, execuções e assaltos e os cativeiros dos sequetrados serão também identificados e sinalizados, para ficarem como marcos históricos das ações dos que pretendiam transformar o Brasil numa ditadura totalitária como as da URSS, Cuba e China?
A CV não poderá deixar sem respostas esses questionamentos, atendo-se a uma investigação unilateral e facciosa das violações ocorridas, sob pena de se desmoralizar e perder totalmente a credibilidade, já discutível pela forma como será composta. Os membros da Comissão vão ser escolhidos pela Presidente da República e a esquerda revanchista quer impedir a participação de quem possa ter tido ligação com os governos militares. Incoerência explícita, pois quem designará os componentes da CV é uma ex-guerrilheira que, quando Chefe da Casa Civil, avalizou a versão original do infausto PNDH3 para a aprovação do então Presidente Lula. Verdade requer imparcialidade.
A História do Brasil, dos conflitos, revoltas e períodos como o da ditadura Vargas, nunca precisou de uma CV para ser conhecida, bastando o trabalho de historiadores e pesquisadores. Além disso, não há nenhuma cisão na sociedade remanescente do regime militar ou as FA não estariam entre as Instituições de maior credibilidade no País. Portanto, a necessidade de reconciliação nacional como alegam os defensores da CV é uma falácia.
A mencionada reação do então Ministro da Defesa e dos Comandantes Militares em 2009 está neutralizada no tocante à CV. A Comissão será, de fato, um tribunal de inquisição, que promoverá o linchamento moral apenas dos que combateram a luta armada, tenham ou não violado direitos humanos. Muitos defenderam o Estado por missão e idealismo, atributo não exclusivo da esquerda como alguns hipócritas propagam.
Chefes militares cultuam hierarquia, disciplina e justiça. São francos com os superiores e cumprem, respeitando a lei e sem alarde, a obrigação moral e funcional de assumir riscos pessoais para defender os subordinados de injustiças. Seria inconcebível abandonar irmãos de armas ante a injustiça que irão sofrer, caso a CV tome o rumo faccioso que prenunciam a sua composição e o foco das investigações. Caberia a quem estivesse no lugar deles a missão que cumpriram nos anos 70 e, se alguns infringiram a lei foram anistiados assim como os assassinos, sequestradores e terroristas, que não contestavam a anistia antes de chegarem ao poder.
A tradição militar reza: ninguém fica pra trás!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 30 de outubro de 2011

“CACIQUE” LULA E SEU COMUNISTA - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

“CACIQUE” LULA E SEU COMUNISTA
Maria Lucia Victor Barbosa
28/10/2011
Na emblemática foto publicada pelo O Estado de S. Paulo (25/10/2011), um Lula eufórico, de cocar azul, se dirige à presidente- figurante, também de cocar, que ri com expressão de indizível felicidade diante do “cacique”. Afinal, Lula é superstar, sua política é a egopolítica e o resto é coadjuvante no espetáculo do poder.
Em pleno terceiro mandato e em campanha desenfreada para voltar em 2014, Lula foi inaugurar uma ponte sobre o Rio Negro e na viagem até Manaus, onde a foto foi tirada, decretou o bota-fora de Orlando Silva do PCdoB, então, ministro do Esporte, a quem chamava de “meu comunista”. Orlando foi triturado com “casco duro” e tudo.
Admirador dos piores déspotas mundiais Lula chegou a defender a permanência do ministro. Prontamente, Rousseff chamou o comunista crivado de denúncias de corrupção ao Palácio fazendo conhecer através da imprensa sua confiança no mesmo.
Semelhante comportamento foi dado aos cinco ministros que caíram, quatro por graves indícios de corrupção. Portanto, que se cuidem os ministros que continuam quando a presidente-figurante lhes hipotecar solidariedade.
Ressalve-se que apenas o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, foi defenestrado por Rousseff, o que lhe valeu a admiração popular e a alcunha de faxineira. Os demais, com exceção do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, foram demitidos por pressão da imprensa que apresentou documentação, declarações entrevistas indicando corrupção e outros crimes cometidos nos ministérios da Casa Civil, Agricultura, Turismo, então chefiados respectivamente por Antonio Palocci, Wagner Rossi e Pedro Novais.
Em países civilizados a queda de tantos ministros por motivos nada edificantes no mínimo causaria perplexidade ou desconfiança da população com relação ao governo. No Brasil, quando o sexto ministro segue para o olho da rua a presidente-figurante provavelmente será louvada por sua postura ética com ajuda, é claro, do marketing e da predisposição das pessoas para serem enganadas.
O mais estranho nessa queda constante de ministros é que todos estiveram nas gestões de Lula e por ordem dele continuaram no governo da sucessora. Não é possível, portanto, que depois de tanto tempo Lula não soubesse das falcatruas dos companheiros. Seria ele omisso, negligente moralmente ou sócio de seus principais auxiliares?
Quanto a presidente Rousseff, cujo trabalho anterior na Casa Civil era o de coordenar o trabalho dos demais ministérios, como Lula devia estar ciente do que se passava. Desse modo, se aceitou continuar com tais ministros foi também omissa, conivente ou completamente submissa ao “cacique”. Compete, então, aos brasileiros perguntar: Quem governa o país? Estamos sendo submetidos a uma farsa eleitoral?
Nas gestões de Lula ministros que tiveram de abandonar poder e privilégios não o fizeram porque o país é sério, mas para que a corrupção não respingasse no presidente superstar. Isso parece continuar. Com a diferença de que agora se preserva não um presidente, mas, dois: Lula e Rousseff.
E se não fosse a imprensa, que os petistas sempre quiseram censurar e que dá azia em Lula, a poderosa esquerda, que veio com a pretensão de não mais sair, continuaria a gozar as delícias da burguesia e se locupletar cada vez mais através de práticas que fariam corar os mais selvagens capitalistas.
Orlando Silva, enredado no cipoal de corrupção das ONGs ligadas a seu partido, parentes e agregados, não tem do que se queixar ou lamuriar. Todos os ministros e demais autoridades que perderam os cargos logo encontraram outros, sem o glamour da política, mas muitíssimos bem remunerados. E nenhuma investigação contra eles prosperou, pois todas foram arquivadas no país da impunidade.
De todo modo, mais esse episódio degradante do governo petista e dos seus seguidores mostrou que o PCdoB, que mantém o feudo do esporte com Aldo Rebelo, hoje se destaca por uma avassaladora sede de enriquecimento pessoal custe o que custar, um fazer politiqueiro que percorre de alto a baixo o partido que se dizia ideológico. Ideologia que cultuada pela esquerda brasileira imprimiu o terror, a opressão, o atraso, o crime aonde foi implantada.
Degradam-se, assim, os partidos políticos, as instituições, a economia, a vida nacional. Indiferente o povo aplaude os governantes corruptos que lhe surrupiam bilhões, os impostos escorchantes, os demagogos e seus discursos enganosos.
Com cocares azuis o “cacique” Lula e sua sombra presidencial morrem de rir. Será que continuarão rindo quando os benefícios trazidos pelo Plano Real, que acabou com a inflação, começarem a se esvair? O dragão da inflação está de volta e na medida em que o povo se der conta de que acabou o crédito fácil, o acesso desenfreado ao consumo, perceber que o salário não chega ao fim do mês e que nossas indústrias estão se deslocando para outros países levando daqui os empregos, não serão heroicos mil, dez mil, vinte cinco mil que sairão às ruas em passeata para protestar. Chegará a hora que mais gente irá gritar: “fora corruptos”.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com
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PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 15 de outubro de 2011

GOVERNO OU QUADRILHA?

FOLHA.COM
PM acusa ministro Orlando Silva de montar esquema de corrupção.
O policial militar João Dias Ferreira acusou o Ministro do esporte, Orlando Silva Júnior, de estar envolvido no esquema de corrupção e ter recebido propina das dependências do ministério, de acordo com reportagem divulgada pela revista 'Veja' na sexta-feira.
Ferreira é um dos acusados de envolvimento no esquema de desvio de dinheiro do programa Segundo Tempo, criado pelo governo federal para incentivar crianças carentes a praticar atividades esportivas.
Em entrevista para a revista, o policial revelou detalhes de como funcionava a operação dentro do ministério, e disse que o esquema pode ter desviado mais de R$ 40 milhões nos últimos oito anos. O dinheiro deveria ser usado para comprar material esportivo e alimentar crianças carentes e que teria sido desviado para o caixa eleitoral do PC do B.
De acordo com a entrevista, o policial diz que as ONGs só recebiam os recursos mediante o pagamento de uma taxa previamente negociada que podia chegar a 20% do valor dos convênios. Segundo o militar, o ministro Orlando Silva recebeu, pessoalmente, na garagem do Ministério do Esporte, o dinheiro da propina.
O ministro encontra-se em Guadalajara (México) acompanhando os jogos Pan-Americanos, e participa hoje de uma reunião do Conselho de Ministros de Esporte das Américas.
Em seu Twitter, Orlando Silva Júnior escreveu que dará na tarde deste sábado uma entrevista coletiva para desmentir a matéria. Ele aponta ainda que o que foi dito pelo policial na reportagem seria uma reação às medidas que tomou em relação às irregularidades no programa Segundo Tempo.
"Repudio a farsa publicada hoje em Veja. As calúnias são reações às medidas que determinei para combater irregularidades identificadas", disse o ministro através do microblog.
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PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

CONVITE PARA PROTESTAR NO LANÇAMENTO DO LIVRO DE JOSÉ DIRCEU - DIA 17 OUT 2011.

O Movimento Acordo Já!, composto por ex-funcionários da Varig e aposentados do Fundo Aerus, que lutam por seus direitos, participaram e convidam a todos e a todas para um grande protesto no lançamento do livro de José Dirceu, a segunda-feira.
EMAIL RECEBIDO:
"Prezados amigos, o chefe do Mensalão (segundo a Polícia Federal) e Presidente do Poder Paralelo (PPP) da Presidente Dilma (segundo denúncias mostradas em cadeia nacional) está lançando um livro e creio que a população deva estar presente para dar-lhe uma verdadeira recepção, digna de um grande "chefe". Repasso o convite para todos os cidadãos de bem, respeitáveis e pagadores de seus impostos. Principalmente aos do setor aéreo em particular os da falida Varig que até hoje sofre com as maracutaias deste "grande chefe" e demais amigos do ex-presidente Lula, PT e seus companheiros sindicais.
Vale à pena homenagear este "grande chefe".
DIA 17 DE OUTUBRO = A partir das 18:30 horas, em frente ao TEATRO OI CASA GRANDE, situado na Rua Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon, Rio de Janeiro.
Tempos de Planície - Editora ALAMEDA
Abraços
Dayse
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PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 24 de setembro de 2011

LENDAS URBANAS E LENDAS CASTRENSES, MITO E REALIDADE.

O que são lendas urbanas?
Uma investida na wikipédia:

“Lendas urbanas, mitos urbanos ou lendas contemporâneas são pequenas histórias de caráter fabuloso ou sensacionalista, amplamente divulgadas de forma oral, por e-mails ou pela imprensa e que constituem um tipo de folclore moderno. São frequentemente narradas como sendo fatos acontecidos a um "amigo de um amigo" ou de conhecimento público. Muitas delas já são bastante antigas, tendo sofrido apenas pequenas alterações ao longo dos anos. Muitas foram mesmo traduzidas e incorporadas a outras culturas. É o caso, por exemplo, da história da loira do banheiro, lenda urbana brasileira que fala sobre o fantasma de uma garota jovem de pele muito branca e cabelos loiros que costuma ser avistada em banheiros, local onde teria se suicidado ou, em outras versões, sido assassinada (Leiam mais).
O que são lendas castrenses?
Na mesma direção das urbanas, são histórias vividas nos quartéis.
Os militares da minha geração sempre ouviram nos quartéis que caso a “turma” que foi reprimida nos governos militares, um dia chegasse ao poder de alguma forma, eles destruiriam as Forças Armadas e as Polícias Militares.
Será que não era uma simples lenda?
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PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

OS 2.500 DA CINELÂNDIA, NÃO SE ENGANEM, SÃO MILHÕES.

REVISTA VEJA.
BLOG DO REINALDO AZEVEDO.

Os 2500 da Cinelândia, não se enganem, são muitos milhões.
Segundo os vários veículos que reportaram ontem a marcha contra a corrupção na Cinelândia, no Rio, compareceram ao protesto umas 2.500 pessoas. Os textos chamam a atenção para o fato de que não há grupos organizados. Cecília Ritto, na VEJA Online (ver posts abaixo), à diferença de alguns coleguinhas, dispensou a essa evidência uma abordagem simpática, no que, parece-me, fez muito bem.
É claro que a ausência de organizações militantes é uma das “fraquezas” do movimento, mas é também a sua melhor chance de crescer como expressão genuína da indignação de cidadãos. E acreditem: isso pode criar dificuldades para lotar as praças e as ruas, mas o protesto está longe de ser inócuo ou inútil. A experiência indica que as mudanças de curso são determinadas pela maioria silenciosa, que eventualmente se deixa convencer pela minoria que se expressa. Mesmo aquele milhão de pessoas na Praça Tahir, no Egito, era uma… minoria, afinal de contas.
É claro que, em algum momento, os que se opõem à corrupção terão de pensar as suas causas e procurar atuar contra elas. Vive-se a fase da expressão do inconformismo. É fato: por mais que deixemos clara a nossa indignação, os corruptos não vão mudar de ramo. Não estamos diante de uma daquelas situações em que o outro precisa ser convencido de alguma coisa, a exemplo dos pais que tentam persuadir os filhos a estudar, a não matar aula, a não se comportar de modo inadequado. NÃO SOMOS EDUCADORES DE CORRUPTOS!. Eles já estão devidamente (des)educados. Na verdade, eles precisam é de punição. Não lhes faltam experiência e maturidade, como faltam a um adolescente. Ao contrário: tornaram-se especialistas na arte do ludíbrio, da enganação, da vigarice. Eles não vão mudar.
Desde o início dessas manifestações, alertei que não se deve, desta feita, pensar em grandes protestos, como já vimos em outros tempos. A razão é simples e já estava explicitada naquele texto em que respondi à indagação de Juan Arias, correspondente do El País: “Por que os brasileiros não se indignam?” Eles se indignam, sim! Ocorre que as tais forças organizadas da sociedade estão todas cooptadas, contando dinheiro, como escrevi em outro post.
O movimento das Diretas-Já era financiado por governadores de oposição e por sindicatos. O “Fora-Collor” também. Isso não quer dizer que ambos não tivessem motivos de sobra e uma indignação legítima — havia, em suma, como há agora, uma causa. Ocorre que, desta feita, os “donos” do povo são esbirros do poder. A mesma corrupção que antes os mobilizava agora os silencia. Não é que fossem contra a roubalheira — eram contra a roubalheira praticada pelas pessoas “erradas”. Com o seu poder de mobilização, especialmente na imprensa, as esquerdas ajudam a popularizar algumas causas.
Agora, elas estão longe das ruas. Estão… contando dinheiro! Já recebi aqui algumas dezenas de ironias da petralhada, fazendo pouco da manifestação de ontem e sugerindo que isso é coisa de uma minoria sem importância etc. e tal. É gente que provavelmente apoiou ou teria apoiado se tivesse idade à época aqueles outros dois movimentos.
Mudaram de lado. A eventual indignação popular passou a ser algo incômodo.
Essa nova indignação é e será sempre uma indignação dos sem-políticos.
E não acho mesmo que as pessoas devam se atrelar a esse ou àquele, embora eu considere bobagem que se hostilize a presença de políticos nas manifestações — desde que sua biografia não desonre o propósito do protesto: a luta contra a corrupção. Não se devem esperar manifestações maciças. É até possível que o debate se mantenha mais ativo nas redes sociais do que nas ruas. Afinal, trata-se de uma luta também contra os pelegos, que hoje atuam para sabotar as manifestações.
Os 2.500 de ontem na Cinelândia são muito mais, estejam certos. São muitos milhões. O fundamental é não deixar jamais de expressar o inconformismo com a lambança, seja por que meio for. E aqueles que estão indignados, reitero, devem refletir um tanto sobre as causas da miséria moral da política brasileira. Há propostas que estão em debate na sociedade que concorrem efetivamente para tornar o ambiente mais hostil aos corruptos. Estudem-nas, debatam-nas com seus amigos, procurem se articular com outros inconformados.
Uma das boas idéias, reitero, é o voto distrital. O PT quer fazer uma reforma política criminosa, instituindo o financiamento público de campanha, o que jogaria a política brasileira na clandestinidade.
Mais: trata-se de uma proposta para encher a pança de… petistas, já expliquei aqui por quê. Se ela prosperar, a corrupção se multiplicará de modo exponencial. Os que efetivamente estão contra a sem-vergonhice precisam ficar atentos a esses movimentos da política.
A melhor virtude dos grupos que hoje protestam é não ter cabresto. Mas isso não significa que não devam ter um norte. E não é preciso um partido ou um político para organizar a ação. A moçada sabe como se organizar na rede. O importante é não esmorecer.
O importante, em suma, é deixar claro que “eles” não podem continuar a fazer o que fazem e dizer com clareza: “Não, vocês não podem!”
Por Reinaldo Azevedo.
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PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

EFERVESCÊNCIA NA BRIGADA MILITAR.

ZERO HORA.
Protestos de PMs contam com aliados no PT e policiais que serviram na Casa Militar e Piratini.
Simpatizantes e adversários do atual governo comungam práticas incendiárias.
Pelo menos duas correntes ideológicas antagônicas estão por trás da maior onda de protestos já promovida por policiais militares no Estado. ZH apurou que simpatizantes e adversários do atual governo comungam práticas incendiárias que fragilizam a hierarquia militar e desafiam as autoridades.
Novo Hamburgo, 5h10min de sexta-feira. Antes do amanhecer, bombeiros tentam apagar mais uma das fogueiras de pneus acesa por policiais militares em protesto por melhores salários. Mas este incêndio tem um tom diferente. Acima do fogo, pendurada entre dois postes, está a faixa “CUT e MST apoiam movimento dos PMs”. Era tudo o que o governo Tarso Genro temia: fogo amigo na trincheira.
Além de ser alimentada por adversários de sempre, a onda de contestações, a maior já vivenciada em mais de 170 anos de Brigada Militar, conta com apoio de tradicionais aliados do PT, alguns dos quais sindicalistas e integrantes de movimentos sociais. A novidade é que estariam agora protestando contra um governo a que deram suporte para se eleger.
A informação foi confirmada a Zero Hora por dois oficiais ligados ao comando da BM, que admitiram também outras novidades relacionadas ao fogo amigo. O serviço reservado, a PM2, identificou dois PMs que teriam ajudado a atear fogo em pneus na sexta-feira, um em Porto Alegre e outro em Alvorada. O que atuou na Capital foi ligado à Casa Militar, ainda durante o governo Tarso Genro. O outro serviu no Palácio Piratini no governo Olívio Dutra. Trata-se do segundo-sargento da reserva da BM João Carlos dos Santos, o Lilica, filiado ao PT e ex-candidato a vereador em Alvorada. Santos revelou a ZH que protestou em Alvorada, Viamão e Gravataí.
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PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 31 de julho de 2011

OI, LULA!

Folha de São Paulo - 31/07/2011.
"Oi banca R$ 300 mil de peça estrelada por neta de Lula

Depois de socorrer uma empresa do filho do ex-presidente Lula, a Oi vai financiar peça de teatro que terá no elenco uma neta do petista, informa reportagem de Nádia Guerlenda Cabral, Andreza Matais e Fernanda Odilla, publicada na edição deste domingo da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A produção, que busca patrocínio há um ano e três meses, conseguiu a ajuda após promover na mídia a participação da jovem. A peça "Megera Domada", de Shakespeare, marcará a estreia de Bia Lula, 16, filha de Lurian Lula da Silva, nos palcos.
Bia Lula, neta do ex-presidente, estreia nos palcos em peça patrocinada pela Oi
A Oi é a única empresa até agora a patrocinar o projeto via Lei Rouanet. A tele vai bancar R$ 300 mil, quase metade do custo da produção, de R$ 639,4 mil.
Em 2005, a Oi aplicou recursos numa empresa de um dos filhos de Lula. A Gamecorp, de Fábio Luís Lula da Silva, recebeu R$ 5 milhões da então Telemar --uma concessionária de serviço público. O negócio é alvo de investigação da Polícia Federal.
OUTRO LADO
A Oi afirmou que "é uma das maiores patrocinadoras de projetos culturais" do país e que "não opina no processo de seleção do elenco". A tele negou ainda ter sido beneficiada por decisões do governo.
A assessoria do ex-presidente Lula disse que ele desconhece o patrocínio. "É uma operação entre a Oi e a produção da peça. Lula não tem nada a ver com isso."
O produtor Oddone Monteiro disse que convidou Bia Lula para participar do elenco porque sabia que ela atrairia a atenção, mas negou que tê-la na peça ajude no patrocínio. O Ministério da Cultura informou que a prorrogação da captação de recursos está dentro dos trâmites e prazos".
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PAULO RICARDO PÁUL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 15 de julho de 2011

“QUEM SE DESCULPA SE ACUSA” - GENERAL FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO.

“QUEM SE DESCULPA SE ACUSA”
AUGUSTUS, Imperador Romano, (63 a.C – 14 d.C)

Já lá se vão anos e o tempo correndo e vozeia-se, fala-se e grita-se que estamos em crise. Os cegos políticos vão alardeando que é uma CRISE política. Os economistas baralham os números e afirmam que ELA é econômica e os sociólogos, jornalistas e outras especialidades enxergam o viés social, levando até para a luta de classe, pregando democracia e igualdade, quando já foi democracia e liberdade.
Estas crises (política, econômica ou social, militar não mais) podem sofrer tratamentos diversos. No primeiro caso, há pelo mundo afora e aplica-se o fechamento do Congresso, substituição de presidente, reformas constitucionais etc. No segundo caso fecha-se o câmbio, aumenta-seimpostos ou emissão de moeda, aumenta-se a dívida etc. Já no campo social vai se aumentando as promessas como plano de construção de casa, bolsas de ajuda de diversos tipos, distribuição de leite. Aplica-se o grande remédio usado pelos ro manos: PÃO E CIRCO.
Todos os remédios empregados acima já foram ou estão sendo aplicados no Brasil. O importante é que a CRISE continua e cada dia mais grave. Os doutos esquecem que há em curso uma CRISE muito mais grave. Há no Brasil uma CRISE GRAVÍSSIMA, que a CRISE ÉTICA E MORAL. Tudo é válido por um apartamento de seis milhões, por um BMW e por uma mulher, nova bonita e cheirosa como canta a canção popular: “que é o que faz um homem chorar”.
A história está aí para ser lembrada. ROMA dominava o mundo e a Crise Moral a destruiu. A mulher romana, as mães dos filhos que constituíam as Legiões, deixou de ser a coluna que sustentava a sociedade romana, para se deleitar nos banhos públicos e a Águia Romana sendo conduzidas pelos soldados pagos de outras culturas. Continuemos na história. Vem a Revolução Francesa. A sociedade apodrecendo e o brilho das madames Pompadour ou das Du Barry satisfaziam aos corruptos e pervertidos da época (casa da luz vermelha). Disse o Barão de Turgot, seu ministro da fazenda, ao rei LUIS XVI: “temos que evitar inadimplência, evitar aumento de impostos, evitar empréstimos”. A corte foi contra Turgot e o Rei perdeu a cabeça na
guilhotina. O sangue correu nas sarjetas das ruas de Paris. Sangue de inocentes e culpados, inclusive a cabeça da Du Barry rolou. Passemos à Revolução Russa. Quem conhece a história da Rússia sabe que o sistema implantado a ferro e fogo por Ivan o Terrível, foi se deteriorando. A
sociedade cheia de vaidades e pompas pisava no povo. Ainda algumas medidas foram tentadas. Explodiu face as derrotas em 1910 e 1917 e a franqueza e a podridão que moravam nos PALÁCIOS, onde RASPUTIN era o símbolo da degradação moral.. PAZ, TERRA E PÃO eram as novas promessas. Quem conhece o livro - "STALIN – A corte do TZAR Vermelho” - pode compreender o sofrimento de um povo. Os Gulags, os milhões mortos pela fome, pela guerra e pela estatização da terra pode entender a desgraça da CRISE MORAL E ÉTICA numa
sociedade. Um outro exemplo é Hitler com a promessa da purificação da raça e a Alemanha dona do mundo. Stalin e Hitler são os maiores assassinos do século XX e tudo prometeram. Chega de história, pois temos aí CUBA e outras promessas de liberdade, vida fácil e os pelotões de fuzilamento matando em nome da liberdade.
Voltemos ao Brasil. Vamos para a “ilha da Fantasia” – Brasília – onde as casas suntuosas, os desfiles de mulheres bonitas, as festas disputadas pelos que procuram o brilho do dinheiro fácil. Risos vulgares, amizades conquistadas pela hipocrisia do fausto. É o mundo deslumbrante dos Palácios, onde os decotes mostram os seios que não amamentam os filhos da Pátria (Legiões) e sim, o brilho dos olhos decrépito s carcomidos pela ganância do PODER.
As CRISES PALOCCI, MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES, CAMPINAS, E OUTRAS E OUTRAS são apenas a continuação da degenerescência da SOCIEDADE BRASILEIRA. Vão ao SENADO e falam mentiras, lorotas, gabolice, tentando enganar, fraudar, falsear a VERDADE e há senadores que batem palmas falsas.
A última crise ou a próxima confirmam o que disse AUGUSTUS: “QUEM SE DESCULPA SE ACUSA”. Até o ex-presidente correu à capital para se desculpar e colocar em forma os corruptos e defender o indefensável. A autoridade da Presidente foi pisada e ELA, também, brigada, como LUIS XVI, ficou com a corte e pode perder a cabeça amanhã.
Diz um ditado chinês: “podemos escolher o que queremos plantar, mas
colhemos o que plantamos”. Estão plantando MENTIRAS e não irão colher
VERDADES.
FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO
GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO

(publicado originalmente no blog do Grupo Guararapes)
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PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 14 de julho de 2011

DIRETO AO PONTO - AUGUSTO NUNES.

Direto ao Ponto - Augusto Nunes - Veja
3/07/2011 Direto ao Ponto
Augusto Nunes - Veja
A trinca de jovens milionários deveria ser convocada pelo governo para montar o programa Primeira Empresa.
Fábio Luís Lula da Silva era monitor do zoológico de São Paulo quando a chegada do pai à Presidência da República, em janeiro de 2003, animou-o a tentar a sorte como “produtor de conteúdos digitais”. Um ano depois de fundar a Gamecorp, soube que o que parecia um negócio de fundo de quintal era tudo o que a Telemar procurava. Pelo privilégio de tornar-se sócio minoritário do empreendimento, o gigante da telefonia pagou a Lulinha R$ 4 milhões. Aos 35 anos, está rico e é um dos orgulhos de Lula, que credita o sucesso fulminante ao talento empresarial do filho.
Israel Guerra era um medíocre funcionário público quando a crescente influência da mãe na Casa Civil, chefiada pela melhor amiga Dilma Rousseff, animou-o a tentar a sorte como “consultor de negócios”. Fundada em julho de 2009, a Capital Assessoria e Consultoria especializou-se em abrir portas de ministérios e estatais a empresas interessadas em fechar acordos ou resolver pendências com o governo. Os lucros subiram espetacularmente a partir de março de 2010, depois da promoção de Erenice a ministra. Vítimas da gula excessiva, a mãe perdeu o cargo e o filho, hoje com 33 anos, perdeu a clientela. Erenice continua jurando que o garoto fez sucesso, e logo voltará a fazer, por esbanjar talento na formação de parcerias.
Gustavo Morais Pereira era um arquiteto recém-formado quando a chegada do pai ao comando do Ministério dos Transportes o animou a tentar a sorte como “empresário no ramo da construção civil”. Em 2005, aos 21 anos, fundou a Forma Construções. Em 2007, graças a triangulações envolvendo fregueses do ministério a serviço da família, o filho de Alfredo Nascimento havia multiplicado por 86.500% o patrimônio da empresa. A descoberta da quadrilha do PR e a queda do pai sugerem que o arquiteto de 27 anos prosperou usando como gazua a carteira de identidade. Nascimento garante que o garoto nasceu para construir fortunas.
A reportagem publicada na seção O País quer Saber informa que o Ministério Público investiga os três exemplos de enriquecimento súbito. Se ficar provado que subiram na vida pendurados no parentesco, os
filhos de Lula, Erenice e Nascimento confirmarão que a incapacidade de enxergar a fronteira entre o público e o privado é uma disfunção hereditária ─ e que a desmedida confiança na impunidade vem junto com o sobrenome. Se não têm culpa no cartório, se não derraparam no tráfico de influência, não podem ficar fora do governo. Casos de polícia aparecem de meia em meia hora. Casos de sucesso são bem menos frequentes. Casos como esses três são raríssimos.
O governo Lula criou o programa Primeiro Emprego. Dilma Rousseff deveria encomendar à trinca o programa Primeira Empresa. Em vez de um emprego com carteira assinada, os inscritos ganhariam uma
pequena empresa. E aprenderiam com os jovens mestres como se fica milionário em dois ou três anos.
Postado por Ricardo Oscar vilete Chudo às 05:23
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PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 10 de julho de 2011

CLEPTOCRACIA: O MAIOR FRACASSO DO POVO BRASILEIRO.

Os políticos sempre roubaram, esse é o pensamento da maioria e utilizado inclusive para justificar os roubos praticados por políticos nesses nossos tristes dias.
Eu falo e escrevo que nunca se roubou tanto na história do Brasil e sempre que faço essa afirmação, logo sou atropelado pela máxima: os políticos sempre roubaram, agora só está aparecendo mais.
O problema não é aparecer mais ou menos, o problema é deter a roubalheira.
Sim, não foi o PT, o extinto partido da ética, o inventor da cleptocracia, o governo de ladrões, mas que a grande derrota do povo brasileiro contra essa tragédia está ocorrendo nos governos do PT, isso ninguém pode duvidar.
Roubava-se antes do PT, isso é fato, mas parece que começou a se roubar muito mais ainda quando PT e PMDB uniram seus interesses.
Posso estar errado, mas essa é a minha avaliação:
Nunca se roubou tanto no Brasil quanto se rouba na gestão PT + PMDB.
Isso significa que o povo brasileiro, no seu esforço para transformar o país em um estado democrático de direitos, implantando uma democracia de verdade no Brasil, tem perdido feio a guerra para deter a cleptocracia.
O povo brasileiro está levando uma surra.
Vez por outra, ganha uma batalha, prende por alguns dias um político corrupto, em uma dessas operações midiáticas que exibem o político sendo preso ainda dentro de seus pijamas.
Quantas vezes já assistimos a essas cenas?
E a cleptocracia continua avançando, vorazmente.
Não vejo alternativa democrática que não passe pela presença do povo nas ruas exigindo o fim desses governos corruptos e/ou incompetentes, tendo em vista que a via do impeachment parece superada pelos acordos firmados entre esses mesmos políticos.
Exemplificando, no Rio eu coloquei no colo da oposição provas de que o governo Sérgio Cabral cometeu crime de responsabilidade no dia 03 JUN 2011, primeiro passo para o processo de impeachment. Tudo filmado, provas irrefutáveis. O que a oposição fez com elas? Nada! Nem citou o caso no plenário, não fez absolutamente nada.
É hora do povo voltar para as ruas e combater a cleptocracia, caso contrário, ficaremos apenas fazendo rodízio de cleptocratas, eleição após eleição.
Caso contrário, a única saída será batermos nos portões dos quartéis, mas isso não será "democrático".
Basta de roubalheira!
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PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 2 de julho de 2011

PRINCÍPIO GULAG - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

“PRINCÍPIO GULAG”
Maria Lucia Victor Barbosa

02/07/2011
O Brasil está vivendo uma verdadeira septicemia corruptiva, uma infecção moral generalizada, cujo maior fomentador tem sido o ex-presidente Lula da Silva.
Ao patrocinar a corrupção política dizendo sempre que nada sabe, nada viu; ao institucionalizar a prática de comprar parlamentares que foi apelidada de “mensalão”; ao abençoar companheiros aloprados; ao pregar que “se todo mundo faz nós também podemos fazer”; ao proteger o assassino Cesare Battisti rompendo tratado internacional ou acolher bandidos das Farc, ele sinalizou que tudo pode ser praticado impunemente. Acrescente-se que no momento a impunidade foi reforçada pela última invenção jurídica, segundo a qual, praticamente ninguém vai preso e quem está preso vai ser solto.
Lula da Silva, é claro, não inventou a corrupção brasileira, mas a elevou a um grau assustadoramente alto. Hoje, só não rouba quem é honesto por princípio, por berço, por caráter. Porque as oportunidades estão escancaradas para quem quiser e, detalhe, sem riscos.
O ex-presidente, que aparece ostensivamente quando sua afilhada política fraqueja e vacila, o que tem sido uma constante, indicou os principais ministros do atual mandato, companheiros que já o haviam servido. Entre eles, o reincidente Antonio Palocci, querido do mercado, mas famoso, entre outros casos, pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo o que no governo Lula ensejou sua queda. Como pessoas dificilmente mudam, Palocci despencou novamente envolvido numa cadeia de ilegalidades que foram fartamente noticiadas e documentadas pela imprensa. Como aconteceu com Lula da Silva, para que Rousseff não fosse atingida, Palocci bateu em retirada. Isto se deu de forma triunfal, em auditório estrategicamente lotado com sabujos palacianos que aplaudiram Palocci delirantemente.
Escândalos, que durante os dois mandatos de Lula da Silva explodiram em escala nunca vista continuam atingindo altas autoridades, que seguem impávidas no país onde tudo é permitido. Se a pessoa é “amiga do rei”, pode ficar sossegada.
Esse, por exemplo, é o caso do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que se veio à televisão execrar os bombeiros aos quais paga salário de R$ 950,00, chamando-os de vândalos e delinquentes, não apareceu para explicar suas nebulosas ligações com a iniciativa particular. As “zelite”, como diz Lula da Silva, o que significa na língua “petê” os “malditos capitalistas” que sustentam campanhas milionárias, inclusive, as presidenciais, tendo depois sua “justa” paga em bilhões através de favorecimentos públicos.
Junte-se ao espetáculo da avassaladora corrupção, o do cinismo extremo. Recentemente isso pode ser ilustrado pela performance do ministro Aloísio Mercadante que, acuado pelo fogo amigo, negou ter chefiado o “Dossiê dos Aloprados”, sórdida montagem de dados falsos que visava derrubar a candidatura do tucano José Serra ao governo de São Paulo. Aliás, desse tipo de dossiê o PT entende.
No país onde existe licença para roubar e para matar; que direitos humanos são apenas para bandidos; que é claro o objetivo de manter as novas gerações na ignorância ensinando que o certo é o errado, que 10 – 7 = 4; que a sociedade se encontra moralmente corrompida não sabendo mais distinguir entre o certo e o errado; outro enorme malefício, pouco notado, é inoculado pelos “intelectuais orgânicos” petistas. Vou chamá-lo de “princípio gulag”.
Este termo pertence a Vladmir Bukovsky, autor do “Tratado de Lisboa”, dirigido aos portugueses e aos demais europeus. Afirma o autor: “Na URSS tínhamos o gulag”. “Creio que ele existe também na UE, mas um gulag intelectual, designado por politicamente correto”.
De forma impressionante essa característica se adequa com perfeição também ao Brasil, pois conclui Bukovsky:
“Experimentem dizer o que pensam sobre questões como raça e sexualidade”. “Se suas opiniões não forem ‘boas’, ou seja, não forem politicamente corretas, vocês serão marginalizados”. “E isto é o começo do que podemos chamar de princípio gulag, ou seja, o começo da perda da liberdade”.
Lula da Silva diz que não é de esquerda e o PT, para conquistar o poder máximo da República, acalmou o sensível mercado. Curiosamente, porém, o PT age com métodos totalitários, pois a propaganda anestesiou a sociedade que se quedou extasiada diante da retórica inflamada de um pequeno Hitler terceiro-mundista. Ao mesmo tempo, palavras pervertidas apareceram com uma visão deslocada que deforma a perspectiva de conjunto. O PT criou uma “novilíngua” adaptada ao politicamente correto. Assim, somos confrontados a um astigmatismo social e político. Enxergar de outro modo seria preconceito o que acarreta autocensura. A continuar assim o PT não sai do poder nem daqui a vinte anos.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com
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PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 1 de julho de 2011

MOVIMENTO ACORDO JÁ! - VIVA A VARIG!

Quinta-feira, 30 de junho de 2011
PT E SEU CAPITALISMO DE ESTADO FASCISTA.

O Governo do PT ajuda um empresário a dominar o Carrefour, evitando que este comprasse o grupo Pão de Açúcar, mas não ajudou uma tal de Varig porque, ficamos sabendo depois, o governo do PT "achava" a Varig tucana e, vai ver, achava que o azul do logotipo deveria ser vermelho...
André Henrique
O governo do PT decidiu dar 4 bilhões ao empresário Abílio Diniz para que o grupo Pão de Açúcar funda-se à rede francesa Carrefour e forme um grande conglomerado do setor varejista. Os preciosos 4 bilhões serão doados pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), portanto, tratar-se-á de verba pública cedida a um empresário bilionário para que este forme um monopólio que prejudicará o consumidor.
E por qual razão o governo petista agiu desta forma?
Ora, o PT não chegou ao poder disposto a se adaptar ao rodízio de poder e muito menos à economia de mercado. O PT é um partido revolucionário e como tal pretende transformar a sociedade de acordo com sua imagem e semelhança, por esta razão anseia aumentar os controles políticos sob a sociedade e sob o mercado. Foi assim no comunismo e no fascismo. É assim em todos os regimes em que partidos revolucionários utilizam o Estado para desmontar os princípios da economia liberal. E a intenção do PT é esta.
Vamos à história. Os regimes fascistas de Hitler e Mussolini conferiram monopólios econômicos a alguns empresários na intenção de controlar o mercado e tornar a sociedade mais dependente do Estado para assim facilitar o trabalho de organizá-la politicamente em torno do projeto nacional-socialista.Este projeto interessava aos empresários aliados do Estado porque teriam o monopólio do mercado e interessava aos fascistas que, através do financiamento destes metacapitalistas (empresários que alcançaram o domínio dos mercados e por isso não se importam mais com os princípios da concorrência e com o regime vigente, desde que este mantenha seus privilégios), empreendiam o processo revolucionário nacional-socialista.(O comunismo leninista fez o mesmo que Hitler e Mussolini, conquanto, de maneira mais particular, sendo muito mais agressivo nos processos de estatização da economia e de revolução cultural. O comunismo matou mais que o nazi-fascismo, no entanto, hoje, o segundo não é tolerado e o primeiro é visto por alguns como virtude).
Voltando ao presente. O PT, como os fascistas, empreende o capitalismo de Estado. O PT é um partido socialista, de esquerda, convive com a economia de mercado mas não a tolera e por isso pretende desmontá-la. O projeto petista é favorecido pelo fato de o Brasil não ser um país essencialmente liberal. Nossa economia é asfixiada por altas taxas de impostos – que castigam os pequenos empreendedores -, e regulada por um Estado balofo que cria monopólios ao invés de preservar a concorrência. Não vivemos sob os auspícios da economia liberal e sim sob a apneia do capitalismo de Estado. O PT, ao favorecer a fusão do Carrefour com o Pão de Açúcar, alimenta este modelo “fasci-estatizante”, porque, flagrantemente, quebra uma regra básica da economia liberal ao solapar a preservação da concorrência.
A fusão da qual estamos falando levará pequenas e médias lojas do setor de varejo à quebra e o mesmo dar-se-á com as empresas ligadas a este circuito comercial, pois ficarão dependentes do grupo monopolista. As consequências serão terríveis: aumento dos preços - penalizando os consumidores - e desemprego. A fusão interessa apenas aos empresários favorecidos e ao PT. É assim que os partidos revolucionários governam: fazem de tudo para aumentar o poder do Estado de regular a sociedade e a economia, até mesmo dão dinheiro do povo a um bilionário para que ele monte um monopólio que será penoso para o povo que, desamparado, contará com a benevolência populista do PT propondo-lhes o aconchego do Estado através de bolsas famílias, cargos públicos e generosos subsídios. No que isto vai dar? Recorram à história! No de sempre: ineficiência, autoritarismo político e recessão econômica.
Texto: André Henrique, no blogue http://blogdoandrehenrique.blogspot.com/2011/06/pt-e-o-seu-capitalismo-de-estado.html", 29-06-2011


Grifos e Imagens: Marcelo Noll Prudente
Edição: JP
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PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 24 de junho de 2011

CONFORMISMO INACEITÁVEL E SUICIDA - VAlte Ref SERGIO TASSO VÁSQUEZ DE AQUINO.

CONFORMISMO INACEITÁVEL E SUICIDA
* VAlte (Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino

Antigamente, por exemplo nos tempos em que eu e meus contemporâneos éramos educados no lar, na igreja e na escola, os brasileiros recebíamos lições, para a vida, baseadas nos ensinamentos éticos e morais que plasmavam nossa sociedade, em que eram promovidos o Bem e a Justiça como riquezas supremas, a virtude como norma de vida, a ser incessantemente buscada e praticada, o estudo, o esforço e o trabalho honrado como fontes legítimas de progresso pessoal e de ascensão, inclusive material, a caridade e a bondade para com os semelhantes como guias comportamentais. Ao mesmo tempo, eram francamente indigitados e combatidos o mal, a mentira, o emprego do poder e da força para oprimir e escravizar, as ações fraudulentas e desonestas, a esperteza e o engodo para amealhar riqueza, o vício e toda forma de desvio ético-moral e os comportamentos e atitudes atentatórios aos bons costumes. Era assim, pois, formada a base da nacionalidade.
Hoje, infelizmente, é preciso reconhecer que tudo mudou. O drama, que chega ao trágico, pode ser mundial, mas assume feição extremamente agravada no Brasil dos nossos amores e das nossas esperanças. Parece que voltamos aos tempos de Noé, logo antes do dilúvio!
Toda sorte de indignidade é estimulada e cometida, com toda a tranquilidade, às escâncaras e, até, com certo orgulho pervertido da parte dos praticantes, diante da indiferença, mesmo do aplauso da maioria das pessoas, intoxicadas por falsos conceitos de “liberdade, autodeterminação, direitos humanos” e que tais, de livre curso e ampla difusão. Tudo é permitido, tudo é relevado, tudo é justificado, tudo é perdoado! Os maiores absurdos!
Está difícil, beirando o impossível, apontar-se uma pessoa ou grupo de pessoas, um partido político que realmente possam merecer a esperança e a confiança dos homens e mulheres de bem, para serem investidos de poder político, seja administrativo-executivo, seja legislativo, em seus diferentes níveis, para realizar o bom governo e elaborar as leis que tornem melhor e mais justo o ambiente social e mais feliz, mais próspero e mais consciente o povo. São escândalos e escândalos que se sucedem, em perversa e diuturna rotina, envolvendo incentivo aos maus costumes, à violência, e desprezo pelo direito e pela dignidade da pessoa humana, desvios de recursos públicos, enriquecimentos ilícitos, advocacia administrativa e legislação em causa própria, exercício da função pública como fonte apenas de indevidas vantagens e benesses pessoais, grupais e corporativas, com total desconsideração pelas reais e terríveis necessidades de governados e representados.
A penúltima barbaridade, já que uma nova estará certamente em gestação neste momento, é configurada pelo incentivo e pela promoção à ignorância e à incultura, patrocinados, apoiados, justificados e defendidos pelo Ministério da Educação!
O mais aterrador é que tudo se passa sem grandes esboços de reação, mesmo da parte daqueles que, funcionalmente e nos variados setores e níveis de atividade, teriam a missão e o dever de defender e zelar pelo Brasil, o patrimônio nacional, a moral e os bons costumes. O povo, coitado, normalmente parece estar à matroca, porque sem lideranças capazes de lhe apontar o bom rumo e impulsioná-lo de acordo. De tempos em tempos, quase que espontaneamente e por milagre, consegue mobilizar-se sozinho por uma boa causa. Aí, encontra o sucesso, como no caso da anulação, por pressão popular, da famigerada compra de carros de luxo para os vereadores do Rio de Janeiro, o que o deveria estimular a, mais vezes e sempre, fazer valer seu múnus de legítimo titular da soberania diante dos desmandos dos depositários infiéis!
A apatia, a insensibilidade, a tibieza, o conformismo com que os diversos e variados comandos de setores influentes da vida nacional, e o próprio povo, têm deixado de reagir diante das ostensivas e continuadas pregação e aplicação do mal entre nós, da destruição programada de tudo o que é bom e virtuoso, são injustificáveis, altamente preocupantes e perigosos. Todo o mundo parece estar conformado com os fatos correntes, aparentando crer que tudo tem de ser assim mesmo, que não adianta lutar para tentar mudar a situação!
Outro fosse o nível de educação, cultura, consciência política e de cidadania do nosso povo, estariam ruas e praças lotadas de protestantes contra os desmandos e absurdos a que rotineiramente assistimos e que, de forma tão cruel, mancham e atrasam nossa vida nacional. Completamente diferente seria, também, a representação política, nos legislativos e nos governos, pela existência do voto consciente, com conhecimento de causa e voltado para a solução real dos problemas e para realização do Bem Comum, e não tão facilmente influenciável e manipulável por mensagens e apelos demagógicos e falsas promessas. Mas não! Os profetas e construtores do caos, os aproveitadores do erário e das vulnerabilidades das gentes comprazem-se em incentivar e manter generalizadas a ignorância e a incultura que, infelizmente, atingem tão significativo espectro da população, para mais facilmente perpetrarem seus perversos desígnios!
AQUELES QUE TIVERAM A BÊNÇÃO E A GRAÇA DE RECEBEREM OS DONS DA ILUMINAÇÃO INTELECTO-CULTURAL-ESPIRITUAL, DE USUFRUIREM DE UMA VIDA MELHOR E DE MAIORES OPORTUNIDADES, NÃO TÊM O DIREITO DE SE OMITIR, DE FINGIR QUE TUDO ESTÁ BEM. É PRECISO QUE DEMONSTREM CORAGEM E PATRIOTISMO!
Cada um dos bons brasileiros, não importa a limitação do seu poder real ou de sua esfera de atuação, deve fazer tudo ao seu alcance para devolver nosso País e nossos hábitos político-administrativos, públicos e privados, aos bons e certos caminhos. Falando, escrevendo, trabalhando, dando bom exemplo, ensinando, denunciando os malfeitos e os malfeitores, lutando contra o mal e o vício e seus difusores e praticantes, rezando... Não há nação que resista à erosão continuada da expressão psicossocial do poder nacional, à destruição da ética, da moral, dos valores e das tradições, para erigir em seu lugar, como exemplos e modelos, comportamentos e valores totalmente contrários ao que é reto, bom e virtuoso, como sempre entendemos até o passado recente. Foi essa crença antiga que nos serviu de inspiração e propulsão, e permitiu dar andamento, até então, ao Grande Projeto Nacional Brasileiro, de construção da Pátria digna e justa, temente a Deus e obediente aos Seus Mandamentos, a “livre terra de livres irmãos” dos nossos sonhos mais caros!
Rio de Janeiro, RJ, 18 de maio de 2011
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

REVOLUÇÃO SILENCIOSA - DIEGO CASAGRANDE.

REVOLUÇÃO SILENCIOSA
*Diego Casagrande, jornalista - Porto Alegre/RS*

Não espere tanques, fuzis e estado de sítio.
Não espere campos de concentração e emissoras de rádio, tevês e as redações ocupadas pelos agentes da supressão das liberdades.
Não espere tanques nas ruas.
Não espere os oficiais do regime com uniformes verdes e estrelinha vermelha circulando nas cidades.
Não espere nada diferente do que estamos vendo há pelo menos duas décadas.
Não espere porque você não vai encontrar, ao menos por enquanto.
A revolução comunista no Brasil já começou e não tem a face historicamente conhecida.
Ela é bem diferente.
É hoje silenciosa e sorrateira. Sua meta é o subdesenvolvimento.
Sua meta é que não possamos decolar. Age na degradação dos princípios e do pensar das pessoas.
Corrói a valoração do trabalho honesto, da pesquisa e da ordem. Para seus líderes, sociedade onde é preciso ser ordeiro não é democrática.
Para seus pregadores, país onde há mais deveres do que direitos não serve.
Tem que ser o contrário para que mais parasitas se nutram do Estado e de suas indenizações.
Essa revolução impede as pessoas de sonharem com uma vida econômica melhor, porque quem cresce na vida, quem começa a ter mais, deixa de ser "humano" e passa a ser um capitalista safado e explorador dos outros.
Ter é incompatível com o ser. Esse é o princípio que estamos presenciando.
Todos têm de acreditar nesses valores deturpados que só impedem a evolução das pessoas e, por consequência, o despertar de um país e de um povo que deveriam estar lá na frente.
Vai ser triste ver o uso político-ideológico que as escolas brasileiras farão das disciplinas de filosofia e sociologia, tornadas obrigatórias no ensino médio a partir do ano que vem.
A decisão é do ministério da Educação, onde não são poucos os adoradores do regime cubano mantidos com dinheiro público.
Quando a norma entrar em vigor, será uma farra para aqueles que sonham com uma sociedade cada vez menos livre, mais estatizada e onde o moderno é circular com a camiseta de um idiota totalitário como Che Guevara.
A constatação que faço é simples.
Hoje, mesmo sem essa malfadada determinação governamental - que é óbvio faz parte da revolução silenciosa - as crianças brasileiras já sofrem um bombardeio ideológico diário.
Elas vêm sendo submetidas ao lixo pedagógico do socialismo, do mofo, do atraso, que vê no coletivismo econômico a saída para todos os males.
E pouco importa que este modelo não tenha produzido uma única nação onde suas práticas melhoraram a vida da maioria da população.
Ao contrário, ele sempre descambou para o genocídio ou a pobreza absoluta para quase todos.
No Brasil, são as escolas os principais agentes do serviço sujo.
São elas as donas da lavagem cerebral da revolução silenciosa.
Há exceções, é claro, que se perdem na bruma dos simpatizantes vermelhos.
Perdi a conta de quantas vezes já denunciei nos espaços que ocupo no rádio, tevê e internet, escolas caras de Porto Alegre recebendo freis betos e mantendo professores que ensinam às cabecinhas em formação que o bandido não é o que invade e destrói a produção, e sim o invadido, um facínora que "tem" e é "dono" de algo, enquanto outros nada têm.
Como se houvesse relação de causa e efeito.
Recebi de Bagé, interior do Rio Grande do Sul, o livro "Geografia", obrigatório na 5ª série do primeiro grau no Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora.
Os autores são Antonio Aparecido e Hugo Montenegro.
O Auxiliadora é uma escola tradicional na região, que fica em frente à praça central da cidade e onde muita gente boa se esforça para manter os filhos buscando uma educação de qualidade.
Através desse livro, as crianças aprendem que propriedades grandes são de "alguns" e que assentamentos e pequenas propriedades familiares "são de todos".
Aprendem que "trabalhar livre, sem patrão" é "benefício de toda a comunidade".
Aprendem que assentamentos são "uma forma de organização mais solidária... do que nas grandes propriedades rurais".
E também aprendem a ler um enorme texto de... adivinhe quem?
João Pedro Stédile, o líder do criminoso MST que há pouco tempo sugeriu o assassinato dos produtores rurais brasileiros.
O mesmo líder que incentiva a invasão, destruição e o roubo do que aos outros pertence.
Ele relata como funciona o movimento e se embriaga em palavras ao descrever que "meninos e meninas, a nova geração de assentados... formam filas na frente da escola, cantam o hino do Movimento dos Sem-Terra e assistem ao hasteamento da bandeira do MST".
Essa é a revolução silenciosa a que me refiro, que faz um texto lixo dentro de um livro lixo parar na mesa de crianças, cujas consciências em formação deveriam ser respeitadas.
Nada mais totalitário.
Nada mais antidemocrático.
Serviria direitinho em uma escola de inspiração nazi-fascista.
Tristes são as consequências.
Um grupo de pais está indignado com a escola, mas não consegue se organizar minimamente para protestar e tirar essa porcaria travestida de livro didático do currículo do colégio.
Alguns até reclamam, mas muitos que se tocaram da podridão travestida de ensino têm vergonha de serem vistos como diferentes.
Eles não são minoria, eles não estão errados, mas sentem-se assim.
A revolução silenciosa avança e o guarda de quarteirão é o medo do que possam pensar deles.
O antídoto para a revolução silenciosa?
Botar a boca no trombone, alertar, denunciar, fazer pensar, incomodar os agentes da Stazi silenciosa.
Não há silêncio que resista ao barulho.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO