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quinta-feira, 15 de março de 2012

BAHIA: PMs PRESOS FAZEM GREVE DE FOME.

Prezados leitores, bom dia!
AGÊNCIA ESTADO:
PMs presos por paralisação da categoria fazem greve de fome na Bahia
Advogado que representa os policiais diz que o prazo de prisão preventiva venceu na terça-feira, 13
15 de março de 2012 | 16h 05
Tiago Décimo - Agência Estado
SALVADOR - Cinco soldados da Polícia Militar (PM) presos no 2º Batalhão de Ilhéus, no litoral sul da Bahia, acusados de participar da greve da corporação no Estado entraram em greve de fome na manhã de quarta-feira, 14, para pressionar a Justiça a julgar os pedidos de habeas corpus. A paralisação dos militares foi realizada no início de fevereiro.
De acordo com o advogado que representa os policiais, o prazo de prisão preventiva dos policiais, que seria de 30 dias, venceu na última terça-feira, 13. Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), não existe um prazo determinado para cumprimento de prisão preventiva.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

BAHIA: GREVE DE POLICIAIS MILITARES CONTINUA.

SITE R7:
Policiais Militares decidem continuar greve na BA.
Principal líder do movimento foi preso na manhã desta quinta-feira, em Salvador.
Do R7, com Rede Record.
Policiais militares do Estado da Bahia que estão em greve desde o dia 31 de janeiro decidiram continuar a paralisação em assembleia realizada por volta das 10h45 desta quinta-feira (9), na sede do Sindicato dos Bancários, em Salvador. No início desta manhã, eles deixaram o prédio da Assembleia Legislativa que ocupavam desde o início do movimento. A ação foi uma forma de protesto contra a falta de negociação com o governo.
A saída do edifício foi pacífica e não houve confrontos. O principal líder do movimento, Marcos Prisco, foi preso durante a desocupação. Ele foi encaminhado de helicóptero para as instalações da Polícia do Exército na capital baiana. Além dele, foi detido Antônio Paulo Angelini.
Outro mandado de prisão foi cumprido no fim da tarde desta quarta-feira (8), segundo a Secretaria de Segurança Pública. A soldado Jeane Batista de Souza, do Batalhão de Guardas da PM, foi presa acusada de formação de quadrilha e roubo de patrimônio público (viaturas). Os outros dois sargentos detidos anteriormente foram Alvin dos Santos Silva, preso no domingo (5), e Elias Alves de Santana, detido na terça-feira (7). Todos estão no quartel do Exército na capital.
O efetivo de militares que cercava a Assembleia no início da manhã era de cerca de 1.550. De acordo com o tenente-coronel Márcio Gilberto Barbosa da Cunha, houve um reforço no número de homens com o objetivo de “aumentar a segurança e tranquilidade no local”. Ele também negou que o Exército planejasse invadir a Assembleia.
Acordo
Na terça-feira (7), o governador do Estado, Jaques Wagner, e os líderes do movimento grevista ficaram cerca de sete horas reunidos para decidir o fim da paralisação, mas não houve acordo.
Wagner se reuniu com representantes da Polícia Militar para apresentar propostas, como o aumento de 6,5% nos salários, e mais uma gratificação por trabalho policial gradativa até 2014. Os PMs não concordaram.
Carnaval
O nono dia de greve da Polícia Militar, completado nesta quinta-feira, dá a dimensão do caos na Bahia. Faltando uma semana para o Carnaval em Salvador (BA), os donos dos grandes blocos e camarotes já contabilizam os prejuízos. Pelo menos 70 eventos pré-Carnaval já foram cancelados. Hotéis calculam que 10% dos turistas que ficariam hospedados desistiram da viagem.
Apesar da incerteza sobre a realização dos eventos que celebram o feriado, as estruturas de arquibancadas e camarotes estão sendo montadas para receber cerca de 2 milhões de pessoas.
Aumento da violência
O número de homicídios registrados no Estado da Bahia desde que policiais militares decretaram greve, na noite do dia 31 de janeiro, chegou a 136 na quarta-feira. De acordo com o boletim da Secretaria de Segurança Pública, atualizado às 19h15, sete pessoas foram assassinadas só nesta quarta. O dia mais crítico foi sexta-feira (3), quando 32 homicídios foram registrados.
Na comparação com os oito dias que antecederam a decretação da greve, o número cresceu 147%. Entre os dias 24 de janeiro e a noite do dia 31, 55 pessoas foram assassinadas no Estado (Assistam o vídeo).
Juntos Somos Fortes!

BAHIA - GREVE DA PM - DESOCUPAÇÃO DA ALEBA - A GREVE CONTINUA.

Prezados leitores, eu não li qualquer notícia informando que a greve da Polícia Militar da Bahia tenha terminado, o que ocorreu foi apenas a desocupação da ALEBA. A mídia estava restringindo a greve apenas à ocupação da ALEBA, o que pode levar algumas pessoas a interpretarem que a desocupação como o fim da greve, o que não ocorreu. Inclusive os Oficiais estavam começando a aderir ao movimento de paralisação.
Juntos Somos Fortes!

BAHIA - GREVE DA PM - DESOCUPAÇÃO DA ALEBA E PRISÕES.

SITE G1:
09/02/2012 07h32 - Atualizado em 09/02/2012 08h30
Coronel diz que Assembleia foi esvaziada e manifestantes detidos.
Saída dos PMs grevistas começou na manhã desta quinta-feira (9).
Apontado como líder, Marco Prisco saiu pelos fundos, diz Exército.
O tenente-coronel do Exército Márcio Cunha informou que o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, foi esvaziado pelos policiais militares grevistas que ocupavam o local desde o dia 31. Dois dos manifestantes, que tinham mandado de prisão em aberto, foram detidos e deixaram o local por uma saída nos fundos do prédio. Eles são o ex-policial militar Marco Prisco, considerado líder do movimento, e Antônio Angelim. O acesso ao Centro Administrativo da Bahia, onde funciona a Assembleia e outros órgãos públicos, já foi totalmente liberado.
Ainda segundo Cunha, os dois foram encaminhados para a Polícia do Exército, na capital baiana. A saída pelos fundos da Assembleia, evitando o contato com a imprensa, foi uma exigência de Prisco, que liderava a ocupação. Mais cedo, um outro manifestante que tinha mandado de prisão também foi preso.
Segundo Cunha, cerca de 240 pessoas foram retiradas do prédio. A imprensa não foi autorizada a ter acesso à Assembleia, mas ainda de acordo com informações do Exército, as instalações estão intactas, mas muito sujas. Soldados do Exército iniciaram uma revista no prédio.
Através da assessoria de imprensa, o governo da Bahia disse que está avaliando a situação para posteriormente divulgar um comunicado oficial. A Secretaria de Segurança Pública também não tem informações até o momento, mas alega que deve haver uma entrevista coletiva ainda nesta quinta-feira para tratar do assunto (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

A DESMORALIZAÇÃO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.

Eu sou contra a greve, desde o primeiro momento e sempre destaquei a relevância do desencadeamento da Operação Tolerância Zero na luta pelos nossos direitos. Operação utilizada várias vezes pela Polícia Federal e que não constitui nem crime e nem transgressão disciplinar, muito pelo contrário.  É preciso aprender a planejar e agir em conformidade com a preservação dos nossos direitos. Ao investir no movimento grevista, os que agem em tal direção acabam ficando sujeitos a acusações como as feitas em desfavor do Cabo BM Daciolo, mas cada um é senhor de seus pensamentos e de suas ações.
Escrito isso entro no tema que deu origem ao título do artigo.
Prezados leitores, vamos voltar ao artigo anterior, a matéria do G1 e extrair um trecho:
" (...)
Cabral solicita gravações.
O governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral solicitou ao governo da Bahia as cópias das gravações telefônicas, nas quais o cabo do Corpo de Bombeiros do Rio, Benevenuto Daciolo, planejava estratégias de deflagração de atos grevistas no Rio. As escutas foram exibidas no Jornal Nacional nesta quarta-feira (8).
Em nota enviada à imprensa, Cabral diz que seu objetivo "é que sejam tomadas as providências cabíveis para a manutenção da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro".
Confira a íntegra da mensagem enviada por Cabral ao governador Jacques Wagner.
"Prezado Governador Jacques Wagner,
Tomei ciência pelo Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, que o bombeiro militar do Estado do Rio de Janeiro, cabo Benevuto Daciolo, manteve conversas telefônicas, gravadas com autorização da Justiça, com diversos interlocutores, nas quais planejava estratégia de deflagração de atos grevistas no meu Estado que, se deflagrados, colocariam em risco a ordem pública.
A fim de que eu possa tomar as providências cabiveis para a manutenção da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro, solicito que me sejam enviadas cópias de todas as gravações que tenham tido como interlocutor o bombeiro militar acima referido ou qualquer outro servidor do Estado do Rio de Janeiro.
Agradeço desde já a colaboração do Estado da Bahia na manutenção da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro.
Abraços,
Sérgio Cabral (Fonte). 
Parece brincadeira, não parece?
Mas não é. Pode conferir no link, realmente existe uma carta de um governador pedindo a outro governador que forneça cópias de gravações de aúdios provenientes de escutas telefônicas autorizadas pelo poder judiciário ("A fim de que eu possa tomar as providências cabiveis para a manutenção da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro, solicito que me sejam enviadas cópias de todas as gravações que tenham tido como interlocutor o bombeiro militar acima referido ou qualquer outro servidor do Estado do Rio de Janeiro").
Isso é uma desmoralização.
A lei 9296/96 foi jogada na lixeira.
O inquérito da Polícia Federal está sendo esculhambado e ninguém fala nada.
Será que o governador não sabe que a autorização do poder judiciário é para a feitura das gravações e não para a divulgação das conversas?
Não sabe que o que aconteceu no Jornal Nacional ofende à legalidade?
A fala do apresentador do Jornal Nacional leva o cidadão comum a entender que a revelação das escutas foi por ordem judicial, mas não é isso, muito pelo contrário, o delegado da Polícia Federal é o responsável da manutenção do sigilo, as conversações NÃO PODEM SER REVELADAS.
Será que o governador não sabe que os autos deverão ser encaminhados ao poder judiciário e ao ministério público?
Será que ele não sabe que como Chefe do poder executivo não lhe cabe tal solicitação ao governador do estado onde ocorreram os fatos?
Situações como essas explicam facilmente dois fatos:
1) O fato de eu ter sido preso ilegalmente no dia 03 FEV 2012, ter sido mantido preso ilegalmente por três dias e ainda, ter sido constrangido com a apreensão ilegal do meu rádio, meu celular, minha internet móvel e meu notebook; e
2) O fato de eu ter comunicado tudo isso ao poder judiciário, ao ministério público, à CGU, à Corregedoria Interna da PMERJ, entre outros órgãos e passados mais de 8 meses, NENHUMA INVESTIGAÇÃO foi instaurada.
É a desmoralização do estado democrático de direito.
Juntos Somos Fortes!

BAHIA - GREVE DA PM - PRISÃO DO CABO BM DACIOLO.

SITE G1:
Cabo Daciolo é preso por crime militar, diz governo do Rio
Cabo do Corpo de Bombeiros é acusado de incitar greve no estado.
Esposa de Daciolo diz que ele foi preso em avião, quando voltava da Bahia.
O cabo do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Benevenuto Daciolo, foi preso na noite desta quarta-feira (8) por cometer crime militar. De acordo com a Defesa Civil do estado, o cabo ficará preso administrativamente por 72 horas, até que a Justiça decrete a prisão preventiva dele.
Mais cedo, o comandante do Corpo de Bombeiros, Sérgio Simões, adiantou que pediria a prisão preventiva do cabo após escutas autorizadas pela Justiça mostrarem Daciolo conversando com outras pessoas sobre estratégias para a deflagração de atos grevistas no estado do Rio de Janeiro. O cabo Daciolo foi uma das lideranças do movimento grevista dos bombeiros do Rio, ocorrido no ano passado.
Segundo Simões, Daciolo infringiu o código penal militar pelo crime de incitamento. "Agora estamos juntando todas essas provas. O cabo Daciolo já responde e já foi indiciado a um inquérito policial-militar. Estamos dando mais consistência à toda materialidade que já temos sobre as ações que ele já vem desenvolvendo ao longo desses últimos meses para que, então, o poder judiciário determine sua prisão."
O comandante afirmou que o Corpo de Bombeiros não vai aderir à greve planejada pelas polícias Civil e Militar, agentes penitenciários e bombeiros. "Eu tenho absoluta convicção de que o Corpo de Bombeiros não vai aderir à greve. É uma palavra que eu levo para a população do estado que nós vamos garantir, como sempre garantimos, a presteza dos nossos atendimentos",
Daciolo estava na Bahia
Daciolo estava em Salvador reunido com lideranças do movimento grevista da Polícia Militar da Bahia. De acordo com a esposa do cabo, Cristiane Daciolo, ele foi preso ao desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, por volta das 22 horas.
Cristiane conta que homens da Corregedoria do Corpo de Bombeiros entraram no avião, onde estava Daciolo, e derão voz de prisão. Ele foi levado em uma viatura da corporação ao Quartel Central, no Centro do Rio.
"Fui impedida de entrar no quartel para ver meu marido. Até agora o Corpo de Bombeiros não me mostrou nenhum memorando com o pedido de prisão. Estou na calçada do quartel aguardando o que será feito com ele, não sei se ele será levado para o batalhão prisional dos bombeiros", falou Cristiane.
Cabral solicita gravações
O governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral solicitou ao governo da Bahia as cópias das gravações telefônicas, nas quais o cabo do Corpo de Bombeiros do Rio, Benevenuto Daciolo, planejava estratégias de deflagração de atos grevistas no Rio. As escutas foram exibidas no Jornal Nacional nesta quarta-feira (8).
Em nota enviada à imprensa, Cabral diz que seu objetivo "é que sejam tomadas as providências cabíveis para a manutenção da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro".
Confira a íntegra da mensagem enviada por Cabral ao governador Jacques Wagner.
"Prezado Governador Jacques Wagner,
Tomei ciência pelo Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, que o bombeiro militar do Estado do Rio de Janeiro, cabo Benevuto Daciolo, manteve conversas telefônicas, gravadas com autorização da Justiça, com diversos interlocutores, nas quais planejava estratégia de deflagração de atos grevistas no meu Estado que, se deflagrados, colocariam em risco a ordem pública.
A fim de que eu possa tomar as providências cabiveis para a manutenção da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro, solicito que me sejam enviadas cópias de todas as gravações que tenham tido como interlocutor o bombeiro militar acima referido ou qualquer outro servidor do Estado do Rio de Janeiro.
Agradeço desde já a colaboração do Estado da Bahia na manutenção da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro.
Abraços,
Sérgio Cabral"
Gravações
Conversas gravadas entre os chefes dos PMs grevistas na Bahia mostram acertos para realização de ações de vandalismo na cidade. As gravações mostram também articulações para que a paralisação se estenda ao Rio de Janeiro, a São Paulo e outros estados. Os PMs envolvidos negam participação em ações violentas.
O Jornal Nacional teve acesso a gravações feitas com autorização da Justiça de conversas de líderes dos movimentos grevistas da Bahia e do Rio de Janeiro.
No primeiro trecho, o presidente de uma associação que reúne bombeiros e policiais baianos, Marco Prisco, combina uma ação de vandalismo com um de seus liderados. Prisco nega ter participado de atos de violência.
Leia abaixo um dos trechos de conversa:
- Prisco: Alô, oi. Desce toda a tropa pra cá meu amigo. Caesg e você. Desce todo mundo para Salvador, meu irmão... Tou lhe pedindo pelo Amor de Deus, desce todo mundo para cá...
- David Salomão: Agora?
- Prisco: Agora, agora. Embarque...
- David Salomão: Eu vou queimar viatura... Eu vou queimar duas carretas agora na Rio/Bahia que não vai dar tempo...
- Prisco: fecha a BR aí meu irmão. Fecha a BR.
Em outra gravação, quem aparece falando é o cabo bombeiro do Rio de Janeiro, Benevuto Daciolo. Ele já foi candidato a deputado estadual no Rio e foi um dos líderes do movimento grevista da corporação no ano passado.
Daciolo conversa com um homem a quem ele classifica de "importantíssimo" a respeito de uma possível votação da PEC 300, a emenda constitucional que garantiria um piso salarial único para bombeiros e policiais de todo o Brasil. Nesta conversa fica claro que o objetivo é estender a greve de policiais e bombeiros a Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados com o objetivo de prejudicar o carnaval.
Dacilolo: Pergunta ao senhor que é pessoa importantantissima a respeito da nossa PEC...pergunto: qual é a verdadeira possibilidade de nós conseguirmos passarmos em segundo turno na semana que vem? Não sei se o senhor sabe. Eu estou com uma assembleia Geral amanhã no Rio de Janeiro, com a abertura de uma greve geral no Rio também, com probabilidade de não ter carnaval nem na Bahia nem no Rio esse ano. E São Paulo acho que está para dar uma resposta agora e os outros estados também. Nós acreditamos que, se tivesse uma resposta do governo, assinalando numa possibilidade de votação no segundo turno da PEC, acalmaria muito, muito o que está acontecendo na Federação.
Em outro trecho, o cabo Daciolo, que estava em Salvador, ouve de uma mulher uma recomendação para que tente influenciar o movimento dos grevistas baianos a não fechar um acordo com o governo. Segundo esta mulher, isto enfraqueceria uma possível greve no Rio.
Mulher: Daciolo, Daciolo, presta atenção. Está errado fechar a negociação antes da greve do Rio...
Daciolo: Tudo bem, tudo bem... sabe o que vou fazer agora??? Ligue para ele que eu vou embora daqui, não vou ficar mais aqui.
Mulher: Eles não querendo que você avalize um acordo antes da greve do Rio. Depois da greve do Rio, muda tudo. Sabe como você vai ajudar eles? Voltando para o Rio, garantindo aqui. O governo vai fazer uma propostinha rebaixada para vocês, vai melhorar um pouquinho esse negócio que eles colocaram. E acho...se vocês garantirem a greve aqui, a mobilização aqui, vocês vão ajudar eles a liberar o Prisco, a ter uma negociação...
Outro lado
Ouvido pela equipe do Jornal Nacional por telefone, o cabo Daciolo disse não se recordar da conversa gravada e alegou estar participando de um movimento pacífico na Bahia.
Rio de Janeiro
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que as gravações comprovam que o movimento tem como objetivo gerar insegurança na população e provocar distúrbios que ameaçam a lei e a ordem. Para o governador, essas pessoas não representam o sentimento da maioria dos profissionais de segurança do estado ( Leiam mais e ouçam os aúdios).
Juntos Somos Fortes!

BAHIA - GREVE DA PM - ESCUTAS TELEFÔNICAS.

Horrorizado por vivenciar mais um inquérito policial ser violado através do vazamento de gravações de escutas telefônicas autorizadas pelo poder judiciário, exibidas no Jornal Nacional das Organizações Globo, eu não comentei o conteúdo revelado, o que faço nesse artigo.
A conversação do Cabo BM Daciolo não revelou nada de maior relevância, mas a conversação entre os dois PMs da Bahia é assustadora e de todo condenável, sobretudo as falas do interlocutor do senhor Prisco. Incendiar veículos e viaturas é criminoso e não é isso que esperamos de heróis, isso é ação típica de criminosos.
Torço para que as investigações apontem os autores de todos os crimes e que sejam julgados por seus atos.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

QUE A GREVE SIRVA DE LIÇÃO - FRANCKLIN SÁ.

Domingo, 5 de fevereiro de 2012.
Qualquer movimento grevista, independente da categoria que a faça, demonstra que há uma insatisfação no seu meio.
Há muito tempo venho dizendo que na Bahia a insatisfação no seio do servidor público estava abafada e que a qualquer momento explodiria, fruto de promessas não cumpridas pelo atual governo, entre elas a total falta de condições de trabalho, salário aviltantes, o prometido pagamento da URV que nunca saiu dos palanques, o modelo impositivo de comandar, a falta de diálogo e negociação com as diversas categorias e por ai vai.
É preciso que se entenda que as portas de negociação e do diálogo com os servidores públicos, não devem ser abertas apenas quando a crise se instala através da demonstração de insatisfação com a greve, o último e único instrumento que a categoria dispõe para dá conhecimento a sociedade, da forma como está sendo tratada. Elas devem está permanentemente aberta ao diálogo, pois esta é a essência da democracia, não fechadas como hoje se encontra. Infelizmente na Bahia assim o foi durante os 16 anos de Carlismo e assim está sendo nos 05 anos do PT.
Foi acreditando nas promessas de dias melhores, quando inclusive na campanha eleitoral de 2006 o atual governador mostrava em praça pública e nos programas eleitorais os contracheques dos servidores públicos como um sinônimo de humilhação, dando a entender que em seu governo isto não ocorreria em termos salariais (será que ele teria coragem de ir para atelevisão mostrar os contracheques hoje?), que o funcionalismo se uniu à população para dar um basta no carlismo, que já estava há 16 anos no Poder.
Passado 05 anos de eleito e reeleito, o que se observa em relação ao servidor público é que nada ou quase nada mudou. As práticas continuam as mesmas.
Hoje, a Bahia enfrenta a greve da Polícia Militar, esta mesma Polícia Militar que em 2001 fez o mesmo movimento, cuja pauta de reivindicação coincidentemente é a mesma de hoje.
Na época, a Bahia estava sob o domínio do Carlismo, hoje, está sob a administração do PT, cujo governador Jaques Wagner se apresenta como uma das alternativas para suceder a presidenta Dilma.
Hoje a greve é vista como algo ilegal, criminoso e responsável pela insegurança que o Estado está vivendo. Em 2001, os baianos viveram a mesma situação, mas naquela época como havia um projeto de Poder em jogo, ao contrário de se solidarizar com o governo da época, como hoje o fazem o PT, PSB, PCdoB e demais partidos coligados, o que se viu foi exatamente o inverso, ou seja, estes que hoje repudiam o movimento grevista da PM estavam lá na linha de frente, apoiando e financiando o movimento, conforma nota transcrita abaixo.
Porque a PM entrou em greve, alguém já se preocupou em perguntar? Ao que se sabe o movimento não é político, pois não se conhece nenhum partido político de oposição ao atual governo por trás, dando apoio ou subsidiando como ocorreu em 2001, muito pelo contrário, os opositores de hoje até estão sendo solidários ao atual governo e repudiando o movimento. Então o que será que ocorreu para que a PM mostrasse a sua insatisfação?
O que se pode presumir, é que diante de uma politica salarial perversa imposta aos servidores públicos no geral, o governo Jaques Wagner comete a mesma atrocidade que a dinastia do DEM comandada pelo Carlismo praticou, e assim começam a colher os frutos plantados em 2001.
E faço um alerta: as demais categorias estão prestes também a explodir. Mais dias menos dias, a Bahia poderá ser sacudida por demonstração de insatisfação dos servidores públicos, que já não suportam a situação em que se encontram. E que o Governador não venha dizer depois que foi surpreendido.
2012 na Bahia começou quente. A busca por melhores condições de trabalho e por salários dignos que tem sido exigido pelos Policiais Militares, tende a se estender para as demais classes de trabalhadores públicos, cansado das promessas de palanque e esquecido após passadas as eleições.
O Governador da Bahia, que diz ser defensor de melhores salários, é o mesmo que pratica o mesmo arrocho salarial praticado pelo carlismo.
O mesmo Governador que diz ser a segurança pública na atual gestão um dos seus calcanhares de aquiles e uma questão delicada, é o mesmo gestor que tem lutado incessantemente e utilizado de todos os meios, para não ser aprovada a PEC 300, que daria maiores condições aos Policiais Militares e, onde se vê um verdadeiro conluio entre o governo federal e alguns governadores estaduais para impedir a aprovação de um piso nacional para policiais militares.
Tudo isto, somado com as condições materiais, traz um elevado grau de insatisfação, que deveria servir de exemplo para o atual gestor.
Lembrar ainda que, a derrocada do carlismo começou a partir da greve da PM em 2001.
Que o momento atual sirva de lição e que o atual governo reveja os seus conceitos em relação aos seus servidores, busque honrar as promessas feitas em 2006 e comece a tirar do papel e pô-la em prática, para que não venha a colher dias mais amargos no amanhã. Cujo amanhã começará com as eleições municipais.
Como cidadão, não sou contra a greve, principalmente sabendo que há anos os servidores públicos, aí incluso os policiais militares, vêm tentando sem sucesso, abrir caminhos de negociações com o executivo estadual, visando sensibilizá-lo para a situação de penúria porque passa o funcionalismo público baiano.
Porém, estes mesmos servidores tem enfrentado barreiras intransponíveis, estabelecidas a partir da Secretaria de Administração que tem um titular insensível e despreparado para o diálogo, dando a entender para as categorias que o modelo de governar do PT, infelizmente, não é muito diferente do modelo carlista.
Acreditam que cooptando os “lideres” das entidades sindicais com cargos na máquina pública estariam atendendo aos demais. Apenas se enganaram ou conseguiram abafar por pouco tempo. Este é o resultado, insatisfação geral.
Entendemos como qualquer outra categoria, a Polícia Militar tem o direito e pode fazer greve, apesar de compreender ser uma categoria que exerce uma atividade essencial e ainda mais, por serem policiais tem o direito de andarem armados. Aí é onde mora o perigo. Pois, alguns podem não está devidamente preparado e fazerem do ato reivindicatório em ato de vandalismo, jogando por terra toda a essência do movimento.
A PM como qualquer outra categoria do serviço público só deveria ser impedida de fazer greve, se tiverem um salário essencial e digno. Assim deveria ser feito julgamento pela justiça.
E afinal, quem será o culpado pela greve da PM e de porventura outras greves, caso outras categorias só tenham este caminho a trilhar? Claro que é do Governador do Estado, que poderia ter aberto as portas do diálogo e da negociação, cuja negociação não seja um monólogo como o era as tais Mesas de Negociação criada no início de seu governo, onde se falava e discutia de tudo, mas a palavra final era a vontade governamental.
Sabe-se que hoje, há um clima de total falta de credibilidade da atual equipe de governo, sendo, pois necessário a sua oxigenação, não com apenas a troca de cadeiras, mas a sua substituição se faz necessário.
Quem conhece, anda ou precisa dos serviços públicos na Bahia, vê e ouve o quanto o servidor está desmotivado, por não acreditarem em qualquer ato ou ação em seu favor ou que acenem por dias melhores, fruto de uma equipe fraca, com diversos titulares bastantes conhecidos pela sua ineficiência e incompetência, mas que para o governador, estes mesmos nomes são um exemplo de eficácia e eficiência.
Portanto, é preciso que se entenda que o baiano estava insatisfeito com o modelo carlista de governar, para tanto optou pela mudança, cuja mudança a população está a espera de acontecer, pois diante do modelo de gestão atual nada mudou e mais insatisfações virão por aí. Quem quiser pague para ver.
P.S. Para que fique registrado em nossos arquivos e chegue ao conhecimento de todos, transcrevo abaixo, o que disse a imprensa Marcos Prisco, Presidente da Associação de Policiais, Bombeiros e seus Familiares da Bahia (ASPRA):“O governador Jacques Wagner, quando ainda era deputado federal, participou com outros parlamentares do PT e de partidos da base do esquema de financiamento da paralisação dos policiais militares do estado em 2001. Ele acrescentou que o Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, que tinha na direção o atual presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, alugou e cedeu, na época, seis carros para garantir a greve na Bahia”, onde diz que foi perseguido e ameaçado de prisão pelo então governador carlista Cesar Borges. Continua: “O motorista que me levou para Brasília era um funcionário do sindicato, Nelson Souto. Na capital, foi recebido pelo então senador petista Cristóvam Buarque”, disse.
Prisco disse que, além de Jacques Wagner, teriam apoiado e contribuído para a greve de 2001 os parlamentares Nelson Pellegrino (PT), Moema Gramacho (PT), Lídice da Mata (PSB), Alceu Portugal (PCdoB), Daniel Almeida (PCdoB) e Eliel Santana (PSC). Segundo ele, a ajuda garantiu a estrutura necessária ao movimento, incluindo o fornecimento de alimentação para os grevistas.
Postado por Francklin Sá.
Juntos Somos Fortes!

A SOLUÇÃO PARA A CRISE NA BAHIA.

A situação é muito grave, mas não custa nada aliviar um pouco a pressão. No facebook compartilharam comigo essa foto montagem, a qual me parece representar muito bem a atual situação vivenciada no Brasil, onde os valores estão inteiramente distorcidos. A solução apresentada é sensacional e as Organizações Globo poderão ser fundamentais para a solução do problema (Link).
Juntos Somos Fortes!

BAHIA ´GREVE DA PM - REPERCUSSÃO INTERNACIONAL.

Matéria encaminhada pelo amigo  Duarte Frota.
THE VANCOUVER SUN.
Crime, murder rampage continues as police strike
Vancouver Sun February 8, 2012 2:26 AM
A toll of 115 murders and widespread looting, assaults and vandalism in the past week are roiling Salvador, Brazil's third-biggest city, casting doubts over upcoming carnival celebrations and raising questions about security ahead of the 2014 World Cup. More than 3,000 federal troops were dispatched to the northeastern state of Bahia to restore order after police went on strike last week to demand higher wages. But the federal troops have failed to restore order and some of the striking officers have occupied the state legislature, threatening a bloody gun battle if the troops attempt to dislodge them (Fonte).
Tradução:
Eis o retrato do Brasil na mídia internacional!
Um pedágio de 115 assassinatos e saques, assaltos e vandalismo na semana passada estão agitando Salvador, cidade do Brasil a terceira maior, lançando dúvidas sobre festas próximas de carnaval próximos e levantando questões sobre a segurança antes da Copa do Mundo de 2014. Mais de 3.000 soldados federais foram enviados para o Estado da Bahia para restaurar a ordem depois que a polícia entrou em greve na semana passada para exigir salários mais altos. Mas as tropas federais não conseguiram restaurar a ordem e alguns dos funcionários em greve ocuparam a Assembléia Legislativa, ameaçando uma batalha sangrenta se as tropas tentar desalojá-los.
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Juntos Somos Fortes!

BAHIA - GREVE DA PM - OFICIAIS ADEREM AO MOVIMENTO.

COMUNIDADE DOS POLICIAIS E DOS BOMBEIROS DO BRASIL.
BA: Oficiais da PM acabam de aderir à greve
No final da noite desta terça-feira (07), cerca de 200 oficiais da Polícia Militar aderiram a greve dos agentes grevistas que estão acampados na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). De acordo com testemunhas, eles estão reunidos no local.
Ontem à noite, o Bocão News informou que os oficiais se reuniram em.... Cerca de 250 associados foram mobilizados em um ato de repúdio contra o tratamento dispensado aos policiais militares em greve, que estão acampados na Assembleia Legislativa.
"Ontem recebemos uma proposta do governo muito vazia e bruta. Não havia nela os valores específicos dos soldos e dos GAPs 1,2,3 e 4. Já solicitamos uma nova propostas e desde cedo o presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia (AOPM/Ba) e governos estão reunidos", disse o major Copérnico Mota da Silva.
Por considerar violenta a atitude do Exército contra os grevistas acampados na Assembleia, os oficiais sentiram a necessidade de demonstrar o posicionamento de insatisfação com a situação e com as condições de trabalho da categoria.
Na oportunidade, ele frisaram a necessidade do cumprimento de três pontos da pauta de reivindicações. A anistia administrativa para os líderes do movimento e revogação dos mandados de prisão; o pagamento da GAP 4, a partir de março; além de uma mesa de diálogo permanente para futuras negociações são exigidos pela categoria.
fonte: Bocão News
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

BAHIA - GREVE DA PM: OFICIAIS PODERÃO ADERIR A GREVE.

COMUNIDADES DOS POLICIAIS E BOMBEIROS DO BRASIL:
BA: Oficiais da Polícia Militar repudiam tratamento dado aos grevistas.
Oficiais da Polícia Militar estão reunidos em assembleia, na noite desta segunda-feira (6), na sede da Associação dos Oficiais da Polícia Militar, na Pituba. Cerca de 250 associados estão mobilizados em um ato de repúdio contra o tratamento dispensado aos policiais militares em greve, que estão acampados na Assembleia Legislativa.
Por considerar violenta a atitude do Exército contra os policiais militares em greve acampados na Assembleia, os oficiais sentiram a necessidade de demonstrar um posicionamento de insatisfação com as condições de trabalho da categoria.
Existe a possibilidade dos oficiais aderirem a greve, mas, de acordo com o major Copérnico, “enquanto não forem esgotadas todas as possibilidades de negociação, continuaremos dialogando. Greve somente em último caso”, garantiu.
Juntos Somos Fortes!

BAHIA – GREVE DA PM: A OPINIÃO DE UM OFICIAL DA PM DO RIO DE JANEIRO.

EMAIL RECEBIDO:
A greve da PM na Bahia, por Milton Corrêa da Costa
Autor: Milton Corrêa da Costa
Bahia: restauração da ordem e rendição já
O gravíssimo e perigoso clima de tensão que toma conta de Salvador, neste instante, no interior e fora da Assembleia Legislativa do Estado, ocupada por um grupo de policiais militares amotinados, já tendo ocorrido, nas cercanias, confronto entre PMs manifestantes e que também tentavam adentrar ao prédio e tropas do Exército e da tropa de choque da própria Polícia Militar, que cercam o local para cumprir o pedido oficial de evacuação do prédio público e restauração da ordem, mostra a que ponto chegou a insensatez de militares, totalmente esquecidos dos princípios basilares da hierarquia e da disciplina que o rigor da legislação militar (Código Penal Militar e Regulamento Disciplinar) os impõe. O que é mais grave: utilizam-se de crianças e mulheres como escudos humanos para alcançar seus objetivos. Insensatez com todas as letras.
Doze mandados de prisão, por crime de roubo de viaturas e formação de quadrilha, terão que ser cumpridos pela Polícia Federal, com grupo de elite também presente na capital do Estado, em apoio ao efetivo da Forças Armadas, sob pena inclusive de enfraquecimento do poder legal em todos os sentidos, especialmente do Poder Judiciário. O encaminhamento dos amotinados a presídios federais também terá que ser levado adiante. O Estado da Bahia está sob intervenção federal para manutenção da lei e da ordem, portanto os crimes conexos são de competência federal.
Registre-se que a ideia-força do “JUNTOS SOMOS FORTES” é imprópria para o estado democrático de direito e não resolverá, de imediato, um problema salarial que afeta as instituições policiais de quase todos os estados da federação, com remunerações, sabe-se de longa data, não condizentes com a relevante missão. A questão se arrasta por longo período em vários estados-membros e só pode ser solucionado com negociações entre as partes, não com amotinamento e indisciplina.
A ordem pública precisa imediatamente, pois, ser restaurada no Estado da Bahia onde a paz social e a vida da população civil estão sob a grave ameaça da desordem. A maioria de profissionais da Polícia Militar do Estado continuam cumprindo sua missão constitucional de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. A estes os nossos aplausos. Aos sublevados que pensem, o quanto antes, nas graves consequências de seus atos. A restauração imediata da ordem pública é medida que se impõe. Quanto a isso não há negociação. O cumprimento das leis em vigor, o bom senso, o diálogo e a rendição dos insuflados – há interesses políticos inconfessáveis também em jogo - precisam falar mais alto. Militares têm o dever de zelar pela paz social, não pela anarquia e subversão da ordem. A estratégia do “JUNTOS SOMOS FORTES” tem limites no estado de direito.
Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro.
Comento:
Respeito a opinião do Oficial, mas uma coisa é certa, Policiais Militares cometeram excessos na Bahia e essa é a única parte que concordo do texto do Oficial, com o qual trabalhei no 3º BPM.
Posso estar errado, mas penso que ele participou do famoso cerco dos Oficiais ao Palácio Guanabara, isso na década de oitenta, quando o governador foi impedido de sair e o seu veículo oficial teve os quatro pneus furados. Não tenho certeza, mas um amigo confirmou a participação dele, mas caso isso não tenha ocorrido, basta um aviso para que retifique o artigo.
O articulista chega a concordar com o encaminhamento de PMs para presídios federais, um desrespeito as suas prerrogativas, com o que discordo inteiramente.
Erra ao escrever que a maioria dos PMs está trabalhando, pois as notícias dão conta de adesão superior a 90% da tropa. Talvez a sua fonte seja o governo Jaques Wagner (PT), o mesmo que incentivou a greve de PMs de 2001 e que agora não negocia, só reprime, no jeitinho democrático da união PT-PMDB.
Critica a ideia-força “Juntos Somos Fortes!”, mas nunca li qualquer crítica de sua parte nos artigos que escreve habitualmente ao “Somando Forças” do governo Sérgio Cabral, que pode ser interpretada na direção idêntica que usou para criticar o nosso lema.
Por derradeiro, cita o estado democrático de direito, algo que só conheço dos livros, infelizmente.
Juntos Somos Fortes!

BAHIA: GREVE DA PM – REPERCUSSÃO NA IMPRENSA INTERNACIONAL.

COMUNIDADE DOS POLICIAIS E BOMBEIROS DO BRASIL.
BA: Greve de PMs na BA repercute na imprensa internacional.
A greve dos policiais militares da Bahia ocupou o noticiário internacional nesta segunda-feira, dia em que trabalhadores e manifestantes entraram em confronto com o Exército e no qual subiu para 95 o número de homicídios registrados em Salvador e região metropolitana desde o início da paralisação.
A emissora de televisão americana CNN, em sua página na internet, destacou o envio de milhares de soldados para a capital baiana na tentativa de "conter uma onda de saques e assassinatos desencadeados por uma greve policial que começou na semana passada". O texto menciona o uso de balas de borracha para impedir que apoiadores e familiares furem um cerco à Assembleia Legislativa do Estado, ocupada pelos grevistas.
A frase do governador Jaques Wagner - "não negocio como criminosos" - foi lembrada pelo periódico espanholEl País, que também apontou que um dos manifestantes conseguiu passar pelo cordão humano formado pelo Exército e se unir, sob aplauso, aos grevistas no interior do prédio público. O jornal assinala que o Rio de Janeiro também vive a ameaça de greve por parte dos PMs.
O argentino Clarín afirmou que Salvador está "em cinzas" após "subir a tensão" com a chegada das tropas nacionais. O jornal ainda sugere que, "segundo se diz", os saques ao comércio local são obra "dos próprios agentes em greve", descritos adiante no texto como "rebeldes".
"Cresce a tensão" foram também as palavras de outro jornal argentino, La Nación, que noticiou o desligamento da luz elétrica da AL para obrigar os grevistas a saírem do local. A publicação ouviu o líder do movimento, Marcos Printo, segundo o qual "pode ocorrer uma catástrofe" caso o edifício seja invadido pelo Exército.
Os jornais americanos The Washington Post e The Wall Street Journal acompanharam os acontecimentos em Salvador no domingo, ambos destacando a crise na segurança pública no Estado representada no aumento do índice de homicídios.
A greve
A greve dos policiais militares da Bahia teve início na noite de 31 de janeiro. Cerca de 10 mil PMs, de um contingente de 32 mil homens, aderiram ao movimento. A paralisação provocou uma onda de violência em Salvador e região metropolitana. O número de homicídios dobrou em comparação ao mesmo período do ano passado. A ausência de policiamento nas ruas também motivou saques e arrombamentos. Centenas de carros foram roubados e dezenas de lojas destruídas.
Em todo o Estado, eventos e shows foram cancelados. A volta às aulas de estudantes de escolas públicas e particulares, que estava marcada para 6 de fevereiro, foi prejudicada. Apenas os alunos da rede pública estadual iniciaram o ano letivo. As instituições particulares decidiram adiar o retorno dos estudantes.
Para reforçar a segurança, a Bahia solicitou o apoio do governo federal. Cerca de três mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança foram enviados a Salvador. As tropas ocupam bairros da capital e monitoram portos e aeroportos.
Os PMs amotinados estão acampados no prédio da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), na avenida Paralela, em Salvador. O presidente da AL, deputado Marcelo Nilo (PSDB), solicitou apoio ao general da 6ª Região, Gonçalves Dias, comandante das forças de segurança que estão atuando na Bahia, para a retirada dos grevistas do edifício, que chegou a ser cercado por 600 homens do Exército e teve as luzes desligadas.
Dois dias após a paralisação, a Justiça baiana concedeu uma liminar decretando a ilegalidade da greve e determinando que a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), que comanda o movimento, suspenda a greve. Doze mandados de prisão contra líderes grevistas foram expedidos. Cerca de 40 homens do Comando de Operações Táticas, a tropa de elite da Polícia Federal (PF), foram destacados para cumprir as decisões judiciais.
A categoria reivindica a criação de um plano de carreira, pagamento da Unidade Real de Valor (URV), adicionais de periculosidade e insalubridade, gratificação de atividade policial incorporada ao soldo, anistia, revisão do valor do auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho, entre outros pontos (Fonte).
Juntos Somos Fortes!

BAHIA: OBSERVADORES DA ONU ACOMPANHAM A GREVE DA PM.

BLOG DA RENATA ASPRA.
BA: Observadores da ONU acompanham greve da PM na Bahia
A Organização das Nações Unidas (ONU) mantém representantes e observadores desde os primeiros dias de ocupação da Assembléia Legislativa da Bahia por integrantes do movimento grevista da Polícia Militar no último dia 31.
De acordo com Eliseu Fagundes, diretor da missão da Federação Brasileira de Direitos Humanos (FBDH), diversos excessos foram cometidos nos últimos dias. “Quero deixar claro que não estamos aqui apoiando qualquer lado. Queremos contribuir para que não haja um banho de sangue”.
O diretor da entidade revela que há observadores da ONU junto aos manifestantes nas dependências da Assembleia. “O que nos preocupa ainda mais é que lá existem crianças, mulheres e idosos”.
Fagundes ressalta ainda que o método de cortar o fornecimento de água e alimentação também não é aceitável nesta situação. Para ele, diante da situação a que se chegou, deixar as crianças e idosos sem comer pode provocar danos psicológicos desnecessários. Ele argumenta que não é favorável à participação destas pessoas no protesto, contudo, o fato é que a condição agora é essa.
O representante dos Direitos Humanos também se posiciona contrário ao tratamento dado aos manifestantes. No entendimento da instituição não se pode marginalizar trabalhadores que buscam melhorias de condições trabalho através de greve.
Sobre a estratégia dos manifestantes de ocupar espaços públicos, o membro da FBDH diz que ainda que estejam nestas condições não se pode justificar “banho de sangue”.
Ele avaliou o governo baiano como inábil por ter convocado o Exército para conter o protesto. Segundo Fagundes, os policiais não são terroristas, nem estão ameaçando explodir a Assembleia ou ainda colocando em risco o patrimônio público.
“Estamos aqui e vamos continuar acompanhando tudo para garantir a integridade física e psicológica dos envolvidos. Não podemos deixar uma marca tão negativa para a Bahia. Isso não é bom para ninguém”.
Foto: Gilberto Júnior // Bocão News
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

BAHIA - GREVE DA PM - NOTA DE REPÚDIO DAS ASSOCIAÇÕES DE OFICIAIS E PRAÇAS EM FACE DA POSSÍVEL INVASÃO DA ALEBA.

NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO
Sex, 03 de Fevereiro de 2012 19:03 | Última atualização em Sex, 03 de Fevereiro de 2012 19:29 | Escrito por Presidente da AOPMBA.
As Associações da Polícia Militar da Bahia abaixo nominadas, em função de informações recebidas acerca da orientação de evacuação (de funcionários e políticos) do Prédio da Assembleia Legislativa do Estado, como preparação para a sua invasão e desocupação, vem a público INFORMAR que repudia qualquer forma de resolução violenta que ponha em risco a integridade física e a vida de qualquer policial militar ou de qualquer outro cidadão e que, se tal ameaça se concretizar, se afastarão imediatamente do processo de negociação, responsabilizando o Governo do Estado por todo e qualquer incidente daí decorrente.
Salvador (BA), 03 de fevereiro de 2012.
Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia – Força Invicta
Associação dos Praças da Polícia Militar da Bahia – APPM
Associação dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais da Polícia Militar da Bahia – ABSSO de Salvador, Itaberaba e Ilhéus
Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar da Bahia de Itaberaba
Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia - ASPOJER
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RIO GRANDE DO SUL: SOLDADO GAÚCHO GANHA MENOS QUE O BAIANO QUE ESTÁ EM GREVE.

UGEIRM.
Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores do RS.
A remuneração bruta total de soldados da PM na Bahia é hoje de cerca de 2,2 mil reais. Eles estão em greve. A partir de abril deste ano, o vencimento total de seu equivalente na Brigada Militar gaúcha será de 1,5 mil reais. A julgar pelo contracheque, a gestão petista de Jacques Wagner deveria fazer inveja a Tarso Genro.
Ontem (2), feriado de Navegantes em Porto Alegre, foi um dia de caos em Salvador, que celebrava o Dia de Iemanjá. Houve saques no comércio e arrastões que assustaram os soteropolitanos. A Força Nacional de Segurança Pública foi acionada. O governador baiano estará em cadeia regional de rádio e TV à noite de hoje. O noticiário especula se haverá porto seguro no carnaval da Bahia.
A Justiça cumpriu conhecido roteiro: declarou a greve ilegal e impôs multa de 80 mil reais diários à entidade representativa dos soldados baianos. Os sargentos, subtenentes, tenentes e oficiais não estão em greve, mas são solidários aos soldados (e bombeiros) baianos.
Houve negociações de bastidores a evitar ontem o confronto de forças nacionais com os policiais militares que estão acampados na Assembleia Legislativa da Bahia. Seria um derramamento de sangue a hipótese de confronto.
Os grevistas reclamam o cumprimento de lei vigente, que prevê progressão no pagamento de uma gratificação por atividade policial (GAP). Também existe reivindicação para remunerar os policiais por meio de subsídio: na tabela proposta, o salário de um soldado baiano chegaria a 4,5 mil reais em 2014.
Nos pampas
Em 2011, o governo Tarso Genro encerrou, em setembro, negociações de reajuste salarial com praças da BM. Todos tiveram incremento de 91 reais no vencimento básico, o que significou maior percentual para soldados e cerca de 10% para um tenente. Justificativa? Quem ganha menos merece percentual maior. A ASSTBM assinalou contrariedade.
A retórica do Palácio Piratini resistiu pouco mais de um mês. Os oficiais da BM tiveram 10% lineares logo em seguida. Ganharam mais que tenentes na ponta do lápis, porque o reajuste, para oficiais, deu-se integralmente em janeiro – e não parcelado, como na negociação com praças. Capitães, além dos 10%, levaram ainda abono e uma nova FG.
Tarso já ampliou o abismo salarial na BM.
No site da AsofBM, uma nota informa tabela de progressão salarial selada entre o governo e os delegados de Polícia. O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, disse que “manterá o compromisso acertado em mesa de negociação com os Oficiais da Brigada Militar de voltar, imediatamente, a negociar, como repetimos aos senhores ad nauseam”.
A mensagem da AsofBM sugere, portanto, salário de 24 mil a um coronel da BM em 2018. Ou de 17,5 mil reais para um capitão da BM daqui a seis anos.
O governo disse ainda que pretende negociar com a Brigada Militar após concluir negociação salarial com a Polícia Civil - e não quer vincular negociações. O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, sinalizou verticalidade de vencimentos aos brigadianos, mas ainda não apresentou proposta concreta.
Aos agentes policiais, o Palácio Piratini fez a primeira proposta: amplia o abismo entre o vencimento inicial de agentes e de delegados dos atuais 311% para 470% (Fonte).
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PARA DILMA, GREVE DA PM NA BAHIA É PLANO NACIONAL PARA FORÇAR VOTAÇÃO DA PEC 300; TRIBUNAIS MILITARES ESTADUAIS TERÃO QUE SER INSTALADOS.

BAHIA NOTÍCIAS:
Domingo, 05 de Fevereiro de 2012 - 13:40
Para Dilma, greve da PM na BA é plano nacional para forçar votação da PEC 300; tribunais militares estaduais terão que ser instalados.
por Evilásio Júnior.
A presidente Dilma Rousseff determinará, nos próximos dias, que os Estados instalem tribunais militares em cada uma das suas corporações para agilizar o julgamento de infrações cometidas por policiais. Tanto a chefe do Executivo quanto o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a Polícia Federal pretendem, com a medida, que os processos contra militares não se submetam à morosidade da Justiça comum, que acumula ações por anos a fio. A estratégia é a de que os julgamentos sejam sumários e rápidos dentro de cada corporação. Também pretende-se a manutenção da hierarquia e da ordem, por meio da obrigação do cumprimento às determinações dos comandantes. Caberá aos Executivos estaduais enviar aos deputados um projeto de lei que preveja a criação dos tribunais, com a indicação dos representantes das tropas, bem como previsão de cadeira para o Ministério Público. No entendimento do Palácio do Planalto, conforme apurou o Bahia Notícias, a greve da PM na Bahia é um movimento nacional em cadeia para pressionar o Congresso a votar e aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que pretende igualar os salários dos policiais em todo o Brasil de acordo com o pagamento realizado no Distrito Federal. Hoje, o menor vencimento, de um soldado de segunda classe, é de R$ 3.031,38, e o maior, de um coronel, chega a R$ 15.355,85. Os Estados alegam não ter condições de seguir a norma, caso aprovada, pois haveria risco de se exceder o limite prudencial estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em que não se pode dedicar mais de 47% da receita líquida com pagamento de pessoal. Os atos em prol da PEC 300 aconteceriam em cada uma das unidades federativas até chegar em Brasília. O que chamou a atenção de Dilma e da Força Nacional, na Bahia, foi o fato de que Marco Prisco, que lidera a Aspra – associação da PM que iniciou o movimento grevista –, divide o comando das ações na Assembleia Legislativa com o sargento Queiroz, líder da paralisação dias antes no Ceará, e o sargento Joaes, representante do Rio Grande do Norte. Todos são filiados à Associação Nacional dos Praças, que tem assento no Conselho Nacional de Segurança e recebe, portanto, recursos do próprio governo federal, por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Ou seja, há o incômodo de que a própria União tem bancado o movimento. Antes da mobilização baiana, Pernambuco enfrentou levantes semelhantes e, no Rio de Janeiro, há a expectativa que, nos próximos dias, a PM venha a aderir à greve baiana (Fonte).
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VEJAM COMO UMA BALA DE BORRACHA DEMOCRÁTICA DO PT PRODUZ AQUELE VERMELHO VERDADEIRAMENTE REVOLUCIONÁRIO…

REVISTA VEJA.
BLOG DO REINALDO AZEDEVO.
06/02/2012 - às 19:10 hs.
VEJAM COMO UMA BALA DE BORRACHA DEMOCRÁTICA DO PT PRODUZ AQUELE VERMELHO VERDADEIRAMENTE REVOLUCIONÁRIO…
Vejam esta foto de Raul Spinassé, da Agência A Tarde/AE. Volto em seguida (link para a foto).
Este rapaz é uma dos manifestantes que entraram em confronto com forças de segurança federais em frente à Assembléia Legislativa da Bahia. Levou um tiro de bala de borracha no rosto. Não estou certo, mas acho que não há sede de um Poder Legislativo — municipal, estadual ou federal — cercada pelo Exército desde o fim da ditadura. Se não me engano, a última vez se deu no governo Figueiredo, quando se declarou “estado de emergência” no Distrito Federal.
O PT sempre contribuiu para inovar a democracia.
De novo: eu não apóio greve de gente armada.
Quem apoiava era Lula.
Quem apoiava era Jaques Wagner!
Por que este silêncio do Carvalho???
Acima, vocês vêem um manifestante sofrendo as conseqüências do jeito petista de fazer as coisas. Como é mesmo a fala de Gilberto, o Carvalho, sobre o Pinheirinho? Relembro:
“É uma questão de método que se utiliza quando há um problema. Ou você parte para o método democrático de ouvir e resolver no diálogo ou vai para o enfrentamento armado sem levar em conta a necessidade de respeitar a dignidade daquelas pessoas.”
Acima, há um ferido real no conflito. Agora comparem a sua imagem com esta, do tal Paulo Maldos, assessor pessoal de Carvalho, que estava fazendo proselitismo no Pinheirinho e diz ter recebido uma bala de borracha. Não fez BO nem quis fazer exame de corpo de delito. Saiu por aí exibindo as balas como um troféu. Às gargalhadas (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

GOVERNOS DOS ESTADOS UNIDOS E DO CHILE RECOMENDAM ADIAR VIAGENS PARA A BAHIA.

O GLOBO:
EUA pedem que americanos considerem adiar viagens à Bahia.
Governo apela aos cidadãos para que monitorem as condições de segurança em Salvador.
BRASÍLIA - A embaixada dos Estados Unidos alertou, em nota, os cidadãos americanos em visita ao Brasil sobre a crise de segurança na Bahia. No comunicado, o governo dos EUA pede para que os visitantes considerem a possibilidade de adiar viagens não essenciais ao Estado até que "as condições de segurança se estabilizem". O governo americano apela ainda para que os americanos monitorem, pelos meios de comunicação, os desdobramentos da crise, provocada pela greve da Polícia Militar, iniciada em 1º de fevereiro. Até o momento, não houve relatos de violência contra cidadãos americanos na área.
A greve ocorre faltando menos de 15 dias para o início do carnaval, sendo que Salvador é um dos principais destinos de turistas estrangeiros. A embaixada dos EUA relata a ocorrência de "arrastões", saques em lojas e o bloqueio de avenidas e ruas com grande movimento por conta da crise de segurança. O comunicado reforça que a paralisação da PM afeta destinos populares para turismo e negócios de Salvador (BA). O informe pondera que forças federais de segurança foram chamadas, e estão em deslocamento para manter a ordem no Estado.
"Os cidadãos americanos estão sendo alertados para monitorar pela imprensa as condições de segurança em Salvador e no estado da Bahia e considerar o atraso de qualquer viagem não essencial a essas áreas até que as condições de segurança se estabilizem", afirma o comunicado.
A nota finaliza com uma série de telefones e outros meios para que os americanos entrem em contato com a embaixada.
Chile: diplomata recomenda que não viajem para a Bahia
O cônsul do Chile no Rio de Janeiro, Samuel Ossa, recomendou a seus compatriotas que não viajem à Bahia, onde está sendo realizada uma greve policial que já causou diversos episódios de violência.
- Apesar das Forças Armadas estarem controlando os setores turísticos, eu não recomendaria a ninguém viajar, porque não se sabe o que vai acontecer ... Pelo menos não até que termine esta situação - disse o diplomata ao site do jornal chileno El Mercurio .
Ele destacou que "os locais turísticos estão mais controlados", mas que isso não garante que "de repente" as forças do Exército não "entrem na Assembleia (Legislativa, onde se encontram amotinados os policiais) e cheguem atirando e que sobre para algum turista" (Fonte).
Juntos Somos Fortes!