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sábado, 23 de abril de 2011

CLASSE C: UM FATO CRÍTICO

CLASSE C: UM FATO CRÍTICO
Maria Lucia Victor Barbosa

20/04/2011
Um fato crítico em ciência significa um fato que prende a atenção e, que por isso, precisa ser explicado. A classe média baixa ou C tornou-se um fato crítico por alguns motivos. Entre eles é preciso explicar que a ascensão de parcela da classe baixa ou D à classe C, tem sido usada pelo governo petista como feito unicamente seu, mas, principalmente, como ato redentor de Lula da Silva, o salvador da pátria.
Todavia, a política distributivista que proporcionou a mobilidade social ascendente de uma parcela de brasileiros foi um processo desencadeado no governo de Fernando Henrique Cardoso. Prosseguiu no governo Lula com o apelo constante ao consumismo facilitado em suaves prestações e caridades oficiais.
Fundamentalmente, porém, a melhoria do nível de vida da população brasileira como um todo foi impulsionada pelo Plano Real de FHC, que domou a inflação e estabilizou a economia. Sem isso seria impossível grandes mudanças na pirâmide social.
Recentemente a classe C tornou-se de novo fato crítico a merecer explicação. Isso se deu quando o ex-presidente FHC, em artigo para uma revista, sugeriu ao seu partido, o PSDB e aliados, investir na classe C na medida em que o PT domina os movimentos sociais e o “povão”.
Bastou a palavra “povão”, muito usada pela esquerda, para os petistas e o populista Lula erguerem as bandeiras, rufarem os tambores e caírem de pau em cima de FHC, como é de seu costume. Lula, que parece desenvolver um sentimento doentio de inferioridade com relação ao tucano, aproveitou a deixa para espalhar que FHC e o PSDB detestam pobres. Nada a ver, é claro. FHC apenas pensou politicamente, pois as classes médias A, B e C constituem a maioria ou, aproximadamente, 52% da população brasileira. Só na classe C estão aproximadamente 38,8% dos brasileiros com carências e aspirações de várias espécies, portanto, um espaço especial para o trabalho dos políticos.
Diga-se de passagem, que o conceito de classe social varia na concepção de vários sociólogos e não cabe num pequeno artigo aprofundar o tema. Para para citar uma definição escolho a do sociólogo Max Weber, segundo o qual “classes são agregados de indivíduos que têm as mesmas oportunidades de adquirir mercadorias e exibem o mesmo padrão de vida”. Acrescento que classes sociais, em que pese o mundo massificado em que vivemos, possuem comportamentos, valores e atitudes diferenciados que possibilitam distingui-las.
A parcela da classe C que emergiu da classe D, não pode deixar também de apresentar características de psicologia coletiva que a faz subserviente em relação aos que estão em posição superior, mantendo no fundo a aspiração de ser igual ou ter o mesmo padrão de vida das classes mais altas. Afinal, o ser humano sempre quer ter mais de forma insaciável, inclusive, prestígio. Mas, para alcançar o status mais elevado os indivíduos da classe C teriam que ultrapassar sua origem familiar, casamento, história profissional e instrução. Isso é possível para alguns ou para muitos indivíduos, mas, dependendo das circunstâncias econômicas, a mobilidade pode ser ascendente ou descendente. Do jeito que a inflação segue descontrolada, dos mecanismos governamentais que desesperadamente tentam contê-la penalizando os que já se acostumaram com as facilidades do crédito, não é difícil que parcela da classe C retorne à classe D ou até à mais baixa classe E.
Observe-se ainda, que nem todos os que pertencem à classe C chegarão como num passe de mágica a professores universitários, profissionais liberais, funcionários públicos, altos cargos burocráticos ou políticos como os “colarinhos brancos” das classes médias A e B. Entretanto, não só as dádivas caídas dos céus estatais e a ampliação da burocracia, mas os empregos propiciados pela iniciativa privada e a multiplicidade de novas funções geradas pelo avanço da tecnologia e pelos meios de comunicação da sociedade globalizada, possibilitaram a parcela da classe D ascender e integrar a classe C que, frise-se, já existia e apenas se tornou mais numerosa.
Lembremos também que a Educação chegou a um nível tão baixo de qualidade, que há falta de mão-de-obra mais especializada e sofisticada, estando os grandes empresários obrigados a importar profissionais do exterior. Num extremo oposto, faltam operários da construção civil porque o segmento da classe D, que ascendeu à classe C, já não aceita o trabalho pesado e mal remunerado dos que constroem os cada vez mais numerosos edifícios nas metrópoles e nas cidades de porte médio.
Duas características marcam também todas as classes sociais: o individualismo e a indiferença política. Apenas em épocas de campanha algum interesse aparece. Concentra-se em determinado ou determinados candidatos com potencial carismático ou demagógico, capazes de propiciar vantagens individuais. Nenhuma ideologia ou questões de princípios estão presentes nas campanhas onde as propostas dos postulantes aos cargos públicos quase não se distinguem e os partidos são meros clubes de interesses.
Finalizando concordo com o pensamento de C. Wright Mills em sua obra “White Collar”, adaptando-o a nossa realidade:
As posições particulares como indivíduos de nossas classes médias é que determinam a direção para onde elas se encaminham. Mas seus indivíduos não sabem para onde ir. Por isso vacilam, confusos e hesitantes em suas opiniões, desordenados e descontínuos em suas ações. Formam um coro medroso demais para protestar, histérico demais em suas manifestações de aprovação. Constituem uma retaguarda. Estão à venda no mercado político e qualquer um que pareça bastante confiável tem probabilidade de comprá-las.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

BRASILEIRO, VOCÊ VIVE NA BANÂNIA, FAÇA ALGO PARA VIVER NO BRASIL.

EMAIL RECEBIDO:
VERBA SECRETA PARA JÓIAS DA PRIMEIRA-DAMA

Márcio Accioly
(quarta-feira, 29/12/10)
O Brasil, já foi dito aqui, é país cansativo que abriga população em grande parte alienada por inteiro e totalmente imbecilizada. Não é monarquia ou império, democracia ou ditadura, mas amontoado de pessoas mal-educadas e insensíveis que pensa, como diria Raul Seixas, “estar contribuindo para o nosso belo quadro social”.
Uma das cenas que mais me impressionaram, nos dias de juventude, foi entrar certa feita na Cidade de Água Preta e presenciar quadro de miséria que certamente poderia ter inspirado o florentino Dante Alighieri quando decidiu descrever o inferno, em memorável obra ficcionista.
Água Preta, zona da mata sul pernambucana, é aquele município que em junho de 2010 frequentou com certa insistência o noticiário nacional, ao ser arrasado por enchente que levou de cambulhada outras Cidades da região, atingidas pelo volume d’água despejado pelos rios Una e Sirinhaém.
Palmares, Catende e Barreiros foram localidades mais duramente atingidas entre os 12 municípios que sofreram impacto maior das enchentes. Mas mesmo antes de terem sido duramente castigadas pela intempérie, todas essas Cidades ofereciam cenário dantesco de miséria, abandono e carência administrativa.
O presidente Dom Luiz Inácio lá esteve a passear de helicóptero, prometendo mundos e fundos, recursos financeiros que nunca chegaram ou que de vez em quando vêm a conta-gotas. Justiça seja feita: tanto faz os recursos irem como não, porque a ladroeira dos homens públicos engrossa prateleiras de acumulada impunidade.
O Brasil não tem administradores públicos (os grandes “empreendedores” da área privada se dependuram nas tetas estatais), mas uma cambada de salafrários e aproveitadores que utilizam os recursos dos impostos como se caixa particular.
Vejam-se os milhões e milhões de reais desperdiçados nos tais cartões corporativos, criados na gestão FHC (1995-2003), e largamente utilizados pelo atual mandatário presidencial. Dinheiro sacado aos milhares, na boca do cofre, todos os dias.
Na última terça-feira (28), Dom Luiz Inácio esteve chorando numa festa de despedida em Pernambuco. Mas não se dignou comparecer aos municípios que as cheias destruíram, desalojando moradores em ruas inteiras varridas do mapa.
As agências de Correios, inclusive, acumulam correspondências para lá destinadas, simplesmente porque os endereços deixaram de existir.
O presidente da República que esteve em Pernambuco foi o mesmo que no dia 27/01/10, ao inaugurar naquele estado uma UPA - Unidade de Pronto Atendimento -, no município de Paulista, declarou o seguinte:
“A UPA ta tão bem organizada, ela tá tão bem-estruturada que dá até vontade da gente ficar doente pra ser atendido aqui”.
Algumas horas depois, sua excelência se sentiu mal e foi encaminhado a um dos melhores Hospitais do Estado, o Português, sendo depois levado para atendimento em São Paulo.
Por falar em enchente, nesta terça-feira (28), o governo retirou de helicóptero a população inteira de um pequeno município (Cidade de Theodore), depois que as águas do rio invadiram a localidade. Isso aconteceu na Austrália, província de Queensland. Os trabalhos de recuperação já foram iniciados.
Enquanto isso, no reino da Banânia, a quase ex-primeira dama Marisa Letícia recebeu joalheiro de renome, antes do Natal, e comprou jóias para dar de presente com dinheiro que deveria ir para Água Preta. Para isso serve a verba secreta dos cartões corporativos criados pelo tucano FHC. Você acha que o país é sério? Ninguém escapa.
COMENTO:
ADEUS CARTÕES CORPORATIVOS!
ADEUS FHC!
ADEUS LULA!
ADEUS BANÂNIA!
VIVA O BRASIL!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

HERANÇAS e heranças.

EMAIL RECEBIDO:
HERANÇAS e heranças

O desgoverno lulo - petista é pródigo em lamentar e acusar o governo de FHC de legar - lhe um presente de grego. Uma herança maldita.
Contudo, sem mexer um milímetro nas políticas econômicas que lhes foram repassadas e acusadas ferozmente de retrógradas, falsas, liberais, promotoras do caos econômico e um sem número de destratos violentos, descaradamente, seguiram a sua trilha.
Com auspiciosos resultados.
Porém, o desperdício, a corrupção, a má gestão, a incúria, a soberba, a inconseqüência atingiram tal montante que transformaram um especial momento para o Brasil, numa apoteose, a do NADA.
Outros exemplos por demais conhecidos ilustram a senda de engenheiros de obras prontas seguidas e, ao mesmo tempo desprezadas pelos adeptos do lulo – petismo. Eles cospem no prato, sem mexer um músculo.
Amaldiçoar a herança para consumo externo, mas extrair dela o máximo para o bom êxito da governança em causa própria foi o denominador comum de uma política de perpetuação no Poder.
E deu certo, graças ao controle dos dados, ao financiamento descarado da mídia através da propaganda regiamente paga, e de um punhado de manobras, cujos fins justificaram plenamente os escabrosos meios utilizados.
Pois viva a metamorfose e crucifique - se o FHC.
E agora? Será que vai continuar dando certo?
Ao que tudo indica, num breve período, deu.
Prosseguirá? Só Deus sabe.
Por quanto tempo resistirá o novo governo ao ser aberto e lido o testamento, e saber, realmente, qual foi a parte da herança que lhe coube?
Para a metamorfose, nós sabemos, foi toda a honra e toda a glória, e o bastão para retornar em quatro anos.
Se não afundarmos até lá.
Brasília, DF, 13 de dezembro de 2010
Geneneral de Brigada Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 25 de setembro de 2010

FHC DIZ QUE OPOSIÇÃO "ERROU AO MITIFICAR LULA".

FOLHA DE SÃO PAULO.
FHC diz que oposição 'errou ao mitificar Lula'

DA BBC BRASIL
Em entrevista ao jornal britânico "Financial Times", o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso critica a oposição por "mitificar" o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e admite que a candidata oficial, Dilma Rousseff, é a mais provável vencedora das eleições presidenciais do dia 3 de outubro.
Em artigo de página inteira publicada na edição deste sábado do diário financeiro, FHC diz, entretanto, que "Lula não é nenhum revolucionário".
"É um Lech Walesa que deu certo", afirma, referindo-se ao sindicalista que presidiu a Polônia comunista durante a transição para o capitalismo, terminando seu governo com popularidade em baixa. "Eu fiz as reformas. Ele surfa na onda", disse FHC.
O artigo é parte da seção "Um almoço com o FT". O correspondente narra o encontro que teve com FHC a três semanas das eleições no restaurante Carlota, em Higienópolis, bairro onde vive o sociólogo.
Para o jornal, "embora tanto o mundo quanto o Brasil tenham se apaixonado por seu sucessor, o presidente Lula, Cardoso é o homem amplamente creditado, pelo menos no exterior, com o estabelecimento dos fundamentos do boom" que marcou os últimos anos da economia brasileira.
FHC, ministro da Fazenda durante o plano real, que pôs fim a décadas de hiperinflação no Brasil em meados dos anos 1990, é descrito pelo FT como o responsável por colocar o "B" na sigla Bric - cunhada pelo Banco Goldman Sachs em 2001 e hoje uma espécie de marca para se referir às principais potências emergentes (Brasil, Rússia, Índia e China).
Ao jornal britânico, FHC disse que conseguiu "fazer o Brasil avançar" durante sua gestão; já o governo Lula, opina, "anestesiou" o Brasil. O ex-presidente diz que durante sua gestão havia muita discussão sobre como levar as reformas adiante e reduzir o custo Brasil. "Depois elas (as discussões) pararam", afirmou.
Quando a entrevista se encaminha para as eleições de 3 de outubro, relata o FT, o ex-presidente revela "frustração" em seu tom de voz.
"A oposição errou", diz. "Permitimos a mitificação de Lula. Mas Lula não é nenhum revolucionário. Ele saiu da classe trabalhadora e se comporta como se fosse parte da velha elite conservadora."
"Eu sugiro que nós já sabemos quem vai ganhar as eleições", escreve o repórter do jornal. "'Sim', admite FHC - Dilma Rousseff, a candidata do Partido Trabalhista de Lula."
Questionado sobre como crê que Lula será lembrado pela história, FHC responde: "Acho que será lembrado pelo crescimento e pela continuidade, e por colocar mais ênfase no gasto social".
'Herdeiro'
Em uma nota ilustrativa na mesma página, como parte da mesma reportagem, o criador da sigla Bric, o economista-chefe do Goldman Sachs, Jim O'Neill, se questiona se Lula poderia ser "um descendente de Cardoso em uma fantasia engenhosa".
Ele argumenta que um dos méritos de Lula foi manter as políticas econômicas da era FHC, em especial as metas de inflação e o regime de flutuação do real.
"Lula quer ser visto como o líder mais bem sucedido do G20 na última década. Mas às vezes paro e me pergunto se ele não seria um descendente direto de Cardoso em uma fantasia engenhosa. Pois foi muito do que ele herdou de Cardoso que deu a Lula a plataforma de tal sucesso", escreve O'Neill.
Para o economista, a inteligência de Lula foi "manter muito do que herdou". "Outro fator de sucesso de Lula tem sido sua sintonia com as massas, o que lhe permitiu traduzir os benefícios da estabilidade para muitos", escreveu O'Neill.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

BRASIL - REVISTA VEJA - O FILTRO.

1) Cresce em 41% número de mortos pela PM de São Paulo
Levantamento publicado pela Folha aponta que 524 pessoas foram mortas pela Polícia Militar de São Paulo no ano passado. O número de mortes corresponde a um aumento de 41% em relação a 2008. Os dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo mostram também que o número de policiais militares mortos durante o horário de trabalho nesses casos teve redução de 16%. Foram 19 casos em 2008 e 16 no ano passado. O comando da PM não quis comentar o balanço.
2) Exército critica Comissão da Verdade
Em nota que circula pela internet, o general da ativa Maynard Marques de Santa Rosa, chefe do Departamento-Geral do Pessoal do Exército, criticou a Comissão da Verdade, grupo criado para investigar crimes contra os direitos humanos durante a ditadura militar brasileira. Segundo o general, o grupo seria formado por “fanáticos” e viraria uma “comissão da calúnia”. Em resposta à reportagem da Folha, o Comando do Exército disse que o texto do general é apenas uma “carta pessoal a um amigo” e não reflete a posição da Força.
3) Proposta sugere extinção de empresas por corrupção
Projeto de lei elaborado pelo governo prevê o fechamento de empresas envolvidas em casos de corrupção. Caso aprovada, a proposta permitirá que o governo bloqueie o acesso a incentivos fiscais ou a empréstimos em bancos oficiais a empresas flagradas em corrupção, além da cobrança de multas pesadas, que variam de 1% a 30% do patrimônio das empresas ou de R$ 6 mil a R$ 6 milhões. De acordo com reportagem da Folha (só para assinantes), o projeto, semelhante ao já adotado em países como Chile, Estados Unidos e Itália, foi enviado ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional.
4) FHC volta a atacar pré-candidatura de Dilma Rousseff
Ocupando de forma mais incisiva o papel de porta-voz das críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de defensor de sua gestão, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou ontem a atacar a pré-candidata à presidência Dilma Rousseff. Após chamá-la de boneco e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de seu “ventríloquo”, segundo o Estadão, FHC disse durante inauguração da Biblioteca São Paulo, que Rousseff “não inspira confiança”. “O governo atual tem um líder, o meu governo teve um líder, o governador José Serra é um líder. Infelizmente, pela história da ministra Dilma, ela ainda não teve essa oportunidade. Não estou condenando. Para mim, está provado que Serra tem competência, é um líder e inspira confiança. A outra, para mim, ainda não”, disse.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 30 de janeiro de 2010

UMA "BRINCADEIRINHA" DE LULA E UMA "MENTIRINHA" DE MANTEGA..

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 15:12
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como informam todos os sites noticiosos e não precisa ser repetido em detalhes aqui, já está bem, devidamente monitorado por aquilo que de melhor a medicina pode oferecer no mundo. E nós torcemos para que ele se recupere logo. Ao Lula que ficou doente, eu só desejo saúde e sorte. Ao Lula saudável, como sempre, recomendo que tire os pés do pântano do populismo.
Um dos itens da agenda de Lula, em Recife, ontem, estava ligada à área de saúde: a inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). As pessoas se aglomeravam para ouvir o presidente — chegou a haver desmaios. Na ânsia de demonstrar que é um homem do povo, mandou ver: “Eu tava visitando a UPA, e eu quero dizer que ela tá tão bem-organizada, ela tá tão bem-estruturada QUE DÁ ATÉ VONTADE DE A GENTE FICAR DOENTE PARA SER ATENDIDO AQUI”. Pois é…
Lula passou mal e foi levado ao Hospital Português do Recife, um dos melhores e mais equipados do Brasil. E depois seguiu para São Paulo, onde é cuidado por um equipe de renome internacional. Segue o vídeo. Volto em seguida
(
leia).
A mentirinha de Mantega
Como se lê no texto de Rolf Kuntz, Mantega afirma que a média do crescimento nos anos FHC foi de 2,5% contra 4,2% dos anos Lula. Eu ajudo o ministro da Fazenda. Estes são os índices de crescimento de 2003 para cá:
2003 = 1,1%
2004 = 5,7%
2005 = 3,2%
2006 = 4,0%
2007 = 6.1%
2008 = 5,1%
2009 = ( * )
Em 2008, segundo os números oficiais do IBGE, a média de seis anos era, mesmo, de 4,2%. O problema está naquele asterisco de 2009. Se for preenchido com ZERO, já será uma boa notícia. Isso significa que, em 2009, a média de crescimento caiu de 4,2% para 3,6%. Para que a da era Lula seja mesmo de 4,2%, o Brasil terá de crescer, neste ano, 8,4%. Acho que Mantega pode tirar o cavalo da chuva. No auge da honestidade, seria obrigado a admitir que o Brasil, no governo FHC, cresceu a uma taxa superior à média mundial; no governo Lula, inferior. E com uma diferença: os seis primeiros anos de Lula viram o melhor tempo da economia mundial em décadas; os seis de FHC, um dos piores
(leia).
Pois é...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 1 de novembro de 2009

O BRASIL SOBREVIVERÁ?

PARA ONDE VAMOS?
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO.
A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio "talvez" porque alguns estão de tal modo inebriados com "o maior espetáculo da Terra", de riqueza fácil que beneficia poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei? Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original.
Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advém do nosso príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm que ver com nossos ideais democráticos. É possível escolher ao acaso os exemplos de "pequenos assassinatos".
Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal-ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira "nacionalista", pois, se o sistema atual, de concessões, fosse "entreguista", deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública.
Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares, se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem nenhum pudor, passear pelo Brasil à custa do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos? Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do "autoritarismo popular" vai minando o espírito da democracia constitucional. Esta supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os "projetos de impacto" (alguns dos quais viraram "esqueletos", quer dizer, obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: "Brasil, ame-o ou deixe-o.
"Em pauta temos a Transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no Orçamento e mínguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo Tribunal de Contas da União. Não importa, no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: "Minha Casa, Minha Vida"; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.
Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo "Brasil potência". Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU - contra a letra expressa da Constituição - vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que se tenha esquecido de acrescentar: "L"État c"est moi."
Mas não se esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender o "nosso pré-sal". Está bem, tudo muito lógico. Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados.
Foi no "dedaço" que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são "estrelas novas". Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam. Ora, dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina.
No Brasil os fundos de pensão não são apenas acionistas - com a liberdade de vender e comprar em bolsas -, mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou "privatizadas". Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo, antes que seja tarde.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O CRIME É UM COMÉRCIO, NÃO PODEMOS ESQUECER NUNCA DESSA VERDADE.

A revista Veja que circulou nesse final de semana publicou uma entrevista com o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, que defendeu a sua estratégia para controlar o comércio de drogas ilegais, que condena o confronto e investe na legalização do consumo de drogas leves.
Ele condena o modelo repressivo usado pelo mundo e que não tem surtido os efeitos desejados, uma maneira de analisar o quadro que devo respeitar, mas que vejo com muita preocupação, pois se afasta do núcleo do problema.
O tráfico de drogas é um dos maiores flagelos experimentados pela humanidade e deve ser controlado com todas as estratégias possíveis, porém não podemos nos afastar de uma verdade: O crime é um comércio.
Um comércio ilegal, mas um comércio como qualquer outro, com todos os seus componentes: o produto, o produtor, o estoquista, o transportador, a propaganda, o vendedor, a segurança, o concorrente e o cliente.
Olvidar dessa realidade existente em todo mundo é ficar longe das possíveis soluções.
Será que liberar o comércio de drogas leves irá diminuir esse comércio?
Não continuarão existindo todos os componentes desse comércio?
Tenho minhas dúvidas.
Eu condeno o entendimento que trata o viciado apenas como um “doente”, pois esse modo de pensar acaba alimentando o comércio, ele precisa ser entendido como cliente e o principal fomentador de toda essa estrutura.
Portanto, por que não focar a prevenção-repressão no cliente?
Uma prevenção multidisciplinar que parece esquecida, pois nem mesmo as campanhas na mídia estão sendo realizadas pelos governos. Temos que acreditar que a única saída eficaz é a educação continuada na direção da resistência o uso de drogas, bem como, fornecendo alternativa para que os jovens não sejam estimulados e cooptados para integrar esse comércio.
É preciso falar sobre esse flagelo abertamente e discutir todos os seus malefícios na busca das melhores formas preventivas.
E uma repressão qualificada que dificulte ao máximo o acesso do cliente ao produto, evitando-se o confronto armado com os seguranças desse comércio.
As estratégias e as técnicas poderão ser variadas, construindo uma política pública e uma política de estado, que perdura e não de governo que mude a cada quatro anos. Todavia, não podemos esquecer que o tráfico de drogas é um comércio e que todos os que “ganham a vida” nesse comércio precisam sobreviver e que buscarão outras formas de conseguir o seu sustento e de seus familiares.
Se não pensarmos também com esse parâmetro, seremos tolos ao ponto de ocupar maciçamente comunidades carentes com policiamento ostensivo, dificultando o comércio de drogas, resolve o problema, quando na verdade ele apenas se desloca de local. Pior, como os componentes do comércio precisam viver, quando eles não conseguem vender drogas nos morros, eles descem e praticam roubos no asfalto.
Afinal, todos precisam comer, inclusive os que integram esse comércio, o tráfico de drogas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 23 de março de 2009

"O CONGRESSO NÃO REPRESENTA MAIS NADA".

JORNAL DO BRASIL.
PARA FHC, DENÚNCIAS MOSTRAM QUE CONGRESSO ESTÁ "BAMBO".
REUTERS.
BRASÍLIA - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta segunda-feira que o Congresso Nacional, cercado de inúmeras denúncias, está "bambo" e "não representa mais nada". Para ele apenas uma mudança no sistema eleitoral pode alterar essa situação.
- Nosso sitema de representação está "bambo", não representa mais nada. Isso é visível, provocando um efeito de desmoralização extraordinário - disse o ex-presidente em palestra na Associação Comercial de São Paulo. (clique e leia).
Eu concordo e formulo algumas sugestões para uma reforma política:
- Preliminarmente, o Congresso deve entrar em recesso até que as denúncias sejam plenamente esclarecidas. Não podemos ser governados por membros do legislativo que são acusados de crimes. Apurar as denúncias do Senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) sobre o seu partido, seria um bom começo.
- Redução drástica do número de Senadores e de Deputados Federais - 1(um) Senador e 3 (três) Deputados Federais por estado da federação, no máximo.
- Redução drástica da máquina administrativa do Congresso, não é possível, por exemplo, que cada Senador precise proporcionalmente de mais de 120 (cento e vinte) funcionários administrativos para que o Senado funcione.
- Fim do voto de liderança.
- Fim do voto secreto.
- Fim do voto obrigatório para os cidadãos brasileiros.
- Implantação do "recall político", permitindo que o Presidente, os Governadores e os Prefeitos sejam avaliados no meio do mandato (final do segundo ano) pelo povo, evitando que um mau governante continue no exercíco do mandato, causando mais prejuízos ao erário público.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 29 de junho de 2008

UMA PRIMEIRA-DAMA QUE VALEU A PENA - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

"Quando personalidades marcantes, daquelas que se distinguem no cenário nacional partem, para quem sabe outra dimensão, fica uma sensação de perda como se fosse a de um parente, de alguém próximo, apesar de não termos tido contato pessoal com essa figura. Assim, com certeza, se sentiram os brasileiros quando tomaram conhecimento da morte da ex-primeira-dama, dona Ruth Cardoso, ocorrido em 24/06/2008.
Essa comoção não é normal com relação às primeiras-damas. Geralmente elas não se destacam ofuscadas por seus maridos, sobretudo, quando estes são presidentes da República.
Algumas esposas de presidentes exercem ou simulam exercer certas funções de assistência social sem muita relevância. Outras se limitam a freqüentar ocasiões sociais ou acompanhar seus maridos em viagens para compor o quadro que os eleitores admiram: o da família bem constituída. Portanto, primeiras-damas podem ser também peças de marketing, figuras sem vida própria com tendência a resvalar para futilidades que os privilégios do seu status comportam.
Dona Ruth Cardoso fugiu à regra. Extremamente discreta, dotada de elegância sóbria e gestos comedidos, dona de invejável cultura, ela se destacou no cenário nacional pelo trabalho desenvolvido na área social e pela preocupação com os menos favorecidos.
Antes de mais nada ela foi uma mulher como o são as mulheres de fibra, ou seja, foi primeiramente mãe. Assim, enquanto o marido Fernando Henrique Cardoso se dedicava aos estudos e fazia brilhante carreira, inclusive internacional como sociólogo, a antropóloga Ruth cuidou dos filhos do casal, o que fez com que sua trajetória acadêmica ocorresse mais lentamente que a dele.
Mesmo assim conseguiu defender o mestrado em 1970 e o doutorado em 1972. Num país como o nosso, em que se cultiva a mediocridade, a educação caiu ao seu nível mais baixo e não se premia o mérito, infelizmente essa enorme dedicação aos estudos é vista como coisa da elite ou algo desnecessário. Seria, então, preciso mudar nossa mentalidade para se reverenciar os que vencem por mérito.
Dona Ruth foi também professora e pesquisadora e, quando seu marido chegou à presidência da República, assumiu a presidência do Programa Comunidade Solidária. A partir daí foi uma primeira-dama incansável no combate à exclusão social. Menos pelo papel que lhe coube junto a Fernando Henrique e mais por sua consciência cívica, sua visão do país, seu sentimento de brasilidade.
Ruth Cardoso não foi a primeira-dama fútil das festas, o ornamento a desfilar junto ao marido, a deslumbrada exibindo jóias e roupas. Mas exerceu o papel para o qual seu preparo intelectual e seu sentimento de cidadã brasileira se conjugaram para fazer da discreta senhora uma pessoa participante do seu tempo, um ser humano útil a outros seres humanos.
Ainda assim, recentemente foi vítima desse tipo de sordidez que permeia o jogo político. O dossiê urdido nas tramas palacianas para denegrir o ex-presidente FHC através dos gastos pessoais realizados durante seu governo, visou atingir também dona Ruth. De forma firme, sem se intimidar, ela declarou publicamente que se mostrava indignada com a exploração política que estava sendo feita como os gastos pessoais do seu marido e familiares no período em que ele fora presidente. Realmente, uma abominação visando encobrir abusos de outros, estes sim, absurdos.
Dona Ruth, mãe, professora, primeira-dama atuante se foi para outra dimensão. Fica o Brasil em certo estado de orfandade num momento em que faltam mais mulheres dotadas de espírito público, mulheres solidárias, dignas, capazes de entender que cargo não é privilégio, mas encargo e que o fim último da política, como disse Aristóteles, é o bem comum.
Dona Ruth Cardoso, à sua maneira fez política como se deve fazer. Ela se foi, mas fica seu exemplo. O exemplo raro de como deve ser uma primeira-dama. Dona Ruth valeu a pena".

Em 25 de junho de 2008.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, professora, escritora.
mlucia@sercomtel.com.br