Mostrando postagens com marcador PSDB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PSDB. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

SILÊNCIO DOS CONIVENTES - DORA KRAMER.

"BLOG DO RVCHUDO.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Silêncio dos coniventes
06 de janeiro de 2012
DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo
Natural seria que a notícia sobre a concentração dos recursos destinados à prevenção e combate a enchentes no Ministério da Integração Nacional para Pernambuco, Estado de origem e domicílio eleitoral do ministro Fernando Bezerra, suscitasse alguma reação entre governadores de outros Estados.
Normal seria que chefes de executivos estaduais reclamassem um mínimo de isonomia na distribuição de verbas, mais não fosse para denotar interesse na defesa dos direitos de seus governados.
Mas, não. A nenhum deles ocorreu estranhar de público a desproporção. E não foi uma desproporção qualquer: trata-se de 90% das verbas destinadas a um só Estado.
No lugar de protestos, o que se vê é um obsequioso silêncio. Uma espécie de salvaguarda de normalidade a uma situação de patente anormalidade. Nisso estão junto governadores de partidos situacionistas e oposicionistas.
Como se temessem se confrontar com o governo federal ou, pior, como se adotassem uma atitude preventiva: aceitando hoje que um ministro privilegie de maneira tão explícita o Estado de seu interesse, ficam credenciados para amanhã, quando eventualmente estiverem no manejo de verbas semelhantes, também poderem fazer uso do ministério em prol de suas conveniências.
É o silêncio dos coniventes. Muito comum quando há interesse político em jogo.
Pelo mesmo motivo nem sempre as queixas à Justiça Eleitoral em épocas de campanha são instruídas de maneira consistente de forma a permitir ao juiz uma condenação.
Mas o exemplo que serve melhor à comparação é o da regra da fidelidade partidária, instituída por interpretação do Tribunal Superior Eleitoral e ratificada pelo Supremo Tribunal Federal, determinando a perda do mandato do político que troca de partido sem causa considerada "justa".
Raros são os casos de partidos que reivindicam a devolução dos mandatos quando há o pedido de desligamento. O habitual é que as representações contra os chamados trânsfugas sejam feitas pelo Ministério Público.
E por que isso? Porque não convém ao partido recorrer a uma legislação que amanhã ou depois pode ser usada contra ele. Vigora, então, uma espécie de norma segundo a qual uma mão lava a outra (ou seria mais adequado dizer, uma mão suja a outra?) cujo resultado é a transformação da lei em letra morta.
Guardadas as proporções, é a razão pela qual os governadores assistem impassíveis a ações como essa da concentração do dinheiro para enchentes no Estado do ministro que deveria ser responsável por todo o País.
Mão de gato. O tucanato em geral, o senador Aécio Neves e área de influência no PSDB em particular pegaram leve, com críticas quase protocolares, no caso das consultorias de Fernando Pimentel porque o ministro da Indústria e Comércio foi e ainda é potencial aliado em Minas Gerais.
A fidalguia se repete com o ministro da Integração Nacional porque Fernando Bezerra é aposta eleitoral do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, sonho de consumo do PSDB e de quem o presidente do partido, Sérgio Guerra, é firme aliado.
Posto assim o cenário, o PSDB não tem moral para dizer que o PT atua com foco exclusivo na disputa eleitoral, contribuindo para a deterioração da prática política no tocante ao exercício democrático do contraditório.
O PT coopta e estrangula a oposição, é verdade. Mas a oposição se deixa docemente estrangular. Aposta na articulação de bastidor em detrimento da relação com a sociedade.
Mesmo do ponto de vista das artimanhas políticas essa é uma forma esquisita de se conduzir: divide-se internamente e, em relação aos governistas, prefere a composição à oposição.
Na sequência. A Comissão de Ética Pública decidiu que Carlos Lupi não servia para ser ministro.
Há agora um movimento no PDT para discutir se ele serve para continuar presidindo o partido.
Postado por Ricardo Oscar Vilete Chudo".
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

PREFEITURA DE TERESÓPOLIS DESMENTE ARMAÇÃO DE O GLOBO E PSDB.

BLOG LADO B
Prefeitura de Teresópolis desmente armação de O Globo e PSDB
Por Thea Tavares

Publicado:17 de janeiro de 2011.
O Globo, PSDB e o Prefeito petista de Teresópolis #ChuvasRJ
Por Stanley Burburinho.
1 – O jornal O Globo publicou na sua versão online matéria, com chamada em letras garrafais fazendo suposta denúncia de que a Cruz Vermelha de Teresópolis estaria sendo impedida de trabalhar no socorro a vítimas pela prefeitura local. O Prefeito de Teresópolis, Jorge Mário é do PT:
“Publicada em 17/01/2011 às 10h48m
Cruz Vermelha de Teresópolis diz que está impedida de trabalhar no socorro a vítimas pela prefeitura local
Segundo relato de membros e voluntários, prefeitura decidiu que entidade não poderia mais fazer atendimentos médicos dos desabrigados.(…)
"http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/01/17/cruz-vermelha-de-teresopolis-diz-que-esta-impedida-de-trabalhar-no-socorro-vitimas-pela-prefeitura-local-923517246.asp"

.
2 – Às 11h05m, a Prefeitura de Teresópolis emitiu nota desmentindo o Globo e dizendo que está trabalhando em parceria com a Cruz Vermelha e que o Governo Municipal e a organização humanitária estão empenhados em ajudar a quem está precisando neste momento, de tantas dificuldades:“Cooperação Prefeitura e Cruz Vermelha”A Prefeitura de Teresópolis esclarece que está trabalhando em parceria com a Cruz Vermelha. O Governo Municipal e a organização humanitária estão empenhados em ajudar a quem está precisando neste momento, de tantas dificuldades. Este é o objetivo: trabalhar em conjunto em prol da população e das pessoas atingidas pelo forte temporal que assolou a Região Serrana.
http://teresopolis.rj.web.br.com/noticias/indexfull2.php?sec_not_id=453

3 – Logo depois da nota emitida pela Prefeitura de Teresópolis, o Globo publicou uma notinha no “Plantão de Notícias” com o texto da prefeitura. E, apesar da nota da prefeitura, às 13h35m, a manchete em letras garrafais ainda continuava na capa do jornal:
Plantão | Publicada em 17/01/2011
Prefeitura de Teresópolis afirma que está trabalhando em parceria com a Cruz Vermelha
(…)”

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/01/17/prefeitura-de-teresopolis-afirma-que-esta-trabalhando-em-parceria-com-cruz-vermelha-923517479.asp.

4 – Pegando carona na suposta denúncia do Globo, o PSDB-RJ publicou no seu site o texto abaixo:
Prefeitura petista dificulta trabalho da Cruz Vermelha em Teresópolis
Seg, 17 de Janeiro de 2011
Denuncia do Globo On Line informa que a Prefeitura de Teresópolis, cujo titular, o petista Jorge Mário Sedlacek, antes mesmo de enterrar os mortos já afirmou que precisa de R$590 milhões para “reconstruir” a cidade, está impedindo o trabalho da Cruz Vermelha, obrigando a instituição a suspender a assistência que vinha prestando naquela cidade.

http://www.psdb-rj.org.br/site/midia/noticias/943-prefeitura-petista-dificulta-trabalho-da-cruz-vermelha-em-teresopolis
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 31 de agosto de 2010

TEMPO DE NULIDADES - SOCIÓLOGA MARIA LÚCIA VICTOR BARBOSA.

Em que pese o grande progresso material atingido pela humanidade no que tange aos avanços da ciência, da tecnologia e dos meios de comunicação, vivemos grandes paradoxos. Entre os absurdos da atualidade se pode observar que, apesar do acesso ao conhecimento e à informação, algo nunca antes existido para as grandes massas populacionais em todo planeta, o ser humano permanece ignorante e desinformado. Por conta disso, aumenta a manipulação dos poderes político e econômico e se vive um tempo de nulidades que são aceitas e projetadas com êxito na literatura, na música, no teatro, nas artes plásticas, no esporte, na economia na política, enfim, em todas as atividades que se tornam vulgares, artificiais, aviltadas.
No que diz respeito à política não é difícil constatar que o Brasil se tornou o reino das nulidades, algo que se vem acontecendo de forma acentuada há quase oito anos. Como conseqüência, o eleitor sofreu um retrocesso voltando aos tempos que lembram a obra de Victor Nunes Leal, “Coronelismo, Enxada e Voto”. Em novos tempos, novos votos de cabresto, novos currais eleitorais.
As causas que contribuíram para a queda de nossa já pouca consciência cívica foram: a propaganda governamental intensiva, a distribuição de caridade oficial para os pobres e de favores espetaculares para os ricos, a perda de valores que faz prevalecer a indiferença da sociedade perante a corrupção dos poderes mais altos, a falta total de oposição ao governo do PT durante seus quase oito anos de poder.
Portanto, foram “encabrestadas” todas as instituições sociais e não houve nenhum partido que fizesse frente aos desmandos, erros ou atitudes inconvenientes do presidente da República. Este, blindado por partidos e grupos de interesse importantes, se fortaleceu no escandaloso culto à sua personalidade, ao ponto de se dar ao luxo de criar uma personagem para sucedê-lo, a qual parece ter como única finalidade esquentar o lugar para que ele volte em 2014, conforme o plano de permanência no poder do PT.
Já não se pode, pois, falar apenas nos grotões das regiões mais pobres do Brasil que, por suas carências são ainda manipuladas pelos chamados “coronéis”. Além das instituições sociais transformadas em “currais” que votam no “coronel” Lula, porque isso lhes é conveniente, senão para o Brasil, mas conforme seus interesses particulares que pensam manterão, em 2014, com o apêndice presidencial; dos partidos de cabresto sequiosos por uma beirada no próximo governo, surgem novas formas de “currais, frutos da incompetência estatal diante da crescente violência advinda do tráfico de drogas.
Sobre isso afirmou nas páginas amarelas da Veja de 21/07/2010, com autoridade e conhecimento de causa, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, desembargador Nametala Machado Jorge: “As áreas mais pobres e violentas do Rio de Janeiro estão tomadas de currais eleitorais sob o domínio de criminosos. As pessoas ali votam à base da coerção e medo. Só os candidatos do tráfico têm vez nas favelas”.
Medo, esperança, ilusão, desinformação são as características do eleitorado nesses tempos em que nulidades ascendem e comandam o espetáculo da política. E esse espetáculo é feito pela TV, o grande palanque eletrônico de onde se manipulam as emoções da massa.
Quanto à campanha do PSDB, cujo candidato começou nas alturas da preferência popular e veio caindo, muitos analistas já repisaram os erros havidos. Foram tantos que os tucanos pareciam amadores políticos e não ex-detentores de dois mandados presidenciais e muitos outros estaduais e municipais. Não vale a pena ficar repetindo o que outros já disseram sobre as estratégias erráticas do PSDB. Mas, dá para comentar algo: quando num dos programas eleitorais gratuitos, Serra apareceu ao lado de Lula da Silva, sua sorte foi selada e um dos erros mais crassos dos tucanos apareceu. Quem é colocada como continuadora de Lula, anunciada há dois anos por ele com tal, é Dilma Rousseff. Serra teria que ter coragem de aparecer como continuador de FHC, o presidente que o PT acusou hipocritamente durante quase oito anos de ser o responsável por uma herança maldita, a qual copiou e sem a qual o PT teria fracassado. Mas os tucanos nunca ousaram isso nem antes nem agora e parecem ter um encantamento impressionante por pelo PT.
Enquanto nos aproximamos das eleições alguns sinais inquietantes já estão claros na economia e na política. As violações de dados sigilosos de tucanos, feitos pela Receita Federal, atraíram críticas duras do ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, que afirmou: “quebra de sigilo é fruto de banditismo político e revela “paradigmas selvagens da política sindical”. E a mídia que se cuide, porque as ameaças de censura são claras.
De modo que, ou o PSDB se assume como tal ou se tornará com o DEM um partido nanico enquanto o PT e o PMDB, repartindo o pão, imporão sua ditadura disfarçada sob a batuta de Dilma Rousseff. O povo? Ora, o povo quer saber de futebol e cerveja. Pensar, inclusive, sobre política, é algo penoso demais.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com
Eu sou fã de Maria Lucia, o que faz com que na quase totalidade das vezes, apenas reproduza seus textos impecáveis, penso que tudo está escrito e ponto final.
Hoje, resolvi introduzir uma alegoria.
Em um país distante, diz a lenda, um povo sofrido era dominado por um monstro que oprimia o povo e alimentava as elites. Um dia nasceu um herói que anunciou a salvação do povo e ao lado do povo venceu o monstro. Ao tomar o castelo e sentar no trono, o herói tirou a fantasia, ele era um monstro maior ainda. O monstro só queria as tetas fartas do poder, ao povo destinou as migalhas, que os miseráveis saborearam.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

RECEITA FEDERAL - QUEBRA DE SIGILO - MINISTÉRIO PÚBLICO.

SITE G1:
Deputados pedem à Procuradoria para apurar suposta quebra de sigilo
Parlamentares entregaram nesta quinta requerimento a subprocurador.
Receita apura quebra de sigilo de integrantes do PSDB, que acusa o PT.

Débora Santos Do G1, em Brasília
Deputados de partidos de oposição querem a abertura de um inquérito civil público para investigar a suposta quebra de sigilo de integrantes do PSDB por servidores da Receita Federal.
Na tarde desta quinta (26), eles entregaram ao subprocurador do Ministério Público Federal Eugênio Aragão, em Brasília, um requerimento no qual solicitam a apuração da origem da quebra de sigilo e da eventual prática de improbidade administrativa dos envolvidos.
O requerimento é assinado por Raul Jungmann (PPS-PE), João Almeida (PSDB-BA), Cássio Taniguchi (DEM-PR) e Gustavo Fruet (PSDB-PR).
Eles reivindicam ainda que seja designado um procurador da República para acompanhar o processo administrativo interno aberto pela Receita para apurar o caso.
O subprocurador Eugênio Aragão disse que repassará o pedido para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que está em viagem. Se for aberta investigação, ela correrá no estado onde houve a violação, afirmou.
Segundo Jungmann, o interesse da oposição é cobrar e punir os responsáveis. “Este é um fato negativo para a República e para todo o país. Não tem que haver exploração política, tem que cobrar os responsáveis e punir. Porque neste clima de terror, o que nos aguarda no futuro? Nós vivemos no país dos ‘caseiros Francenildos’. Quem está do lado do governo, da candidata do governo, tem direitos. Quem não está, é exposto a ter o seu sigilo quebrado, violado. Qualquer brasileiro pode ter o seu sigilo violado”, afirmou.
O deputado fez referência ao caso do caseiro Francenildo Costa que, em 2006, teve o sigilo bancário violado depois de afirmar na CPI dos Bingos que o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, frequentava uma casa em Brasília usada por lobistas. Palocci sempre negou a versão.
O deputado também criticou o presidente do PT, José Eduardo Dutra, que anunciou nesta quinta que a legenda vai processar o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, por ter ligado o nome da candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, à quebra de sigilo de Eduardo Jorge.
“A levar ao pé da letra o argumento do Dutra, o Serra vai dar um tiro na cabeça e a oposição vai se suicidar. Talvez assim a gente esteja fazendo o que ele diz. O Dutra tem a desfaçatez de ver que tem um crime sendo cometido contra as oposições e acusa a vítima É muito cinismo do Dutra. É falta de vergonha na cara e falta de argumentação”, afirmou.
O caso
Funcionários da Receita teriam violado o sigilo fiscal do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, e de outras três pessoas ligadas ao partido.
Nesta quinta, em São Paulo, o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, acusou o PT e se disse vítima de uma “permanente guerra de baixaria”.
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, anunciou a decisão do partido de processar Serra, por conta das declarações do tucano vinculando a campanha de Dilma Rousseff à suposta violação de sigilos fiscais de pessoas ligadas ao PSDB.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 21 de junho de 2010

CONVENÇÃO DEM - PV- PSDB - PPS.

Convenção DEM-PSDB-PV-PPS
19 JUN 2010Foto: Paulo Rezende

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 17 de junho de 2010

SINCERAMENTE, PARECE QUE ESTÃO QUERENDO AJUDAR SÉRGIO CABRAL (PMDB).

FOLHA DE SÃO PAULO:
PSDB agora quer candidato próprio no RJ.
A dois dias do lançamento formal de Gabeira, tucanos trabalham para implodir palanque do verde no Estado.
Comando do partido alega que Serra precisa de palanque eletrônico e de campanha para fixar número 45 no Rio.
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO
A dois dias do lançamento formal de sua candidatura, o palanque do pré-candidato do PV ao governo do Rio, Fernando Gabeira, está sob risco de demolição.
Com o aval do candidato tucano à Presidência, José Serra, o comando do PSDB decidiu lançar um candidato majoritário -com o número 45- no Estado.
A decisão é que Márcio Fortes (PSDB) deixe a vice de Gabeira para tentar o Senado, no lugar de Marcelo Cerqueira (PPS).
Hoje, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, desembarca no Rio para viabilizar a substituição. Fracassada a negociação, não se descarta a hipótese de ruptura com o PV para lançamento de uma candidatura própria.
Guerra sugeriu a troca aos presidentes do PPS, Roberto Freire, e do DEM, Rodrigo Maia, em duas reuniões. Os dois rechaçaram.
Freire se recusou a conversar com Cerqueira para que abra mão da candidatura ao Senado em favor de um tucano. "O PSDB precisa respeitar os aliados", disse Freire, chamando a proposta de "invenção de marqueteiro".
Maia também reagiu: "Se não confiam que vamos pedir votos para o Serra, por que estamos aliados?".
O lançamento de um candidato do PSDB ao Senado poderia prejudicar seu pai, o ex-prefeito Cesar Maia (DEM), que também tenta vaga na Casa. "Faltam dois dias para a convenção", lembrou Cesar Maia.
Seguindo orientação da coordenação de comunicação, o comando do PSDB alega que Serra precisa de um palanque eletrônico no Rio, uma campanha exclusivamente dedicada à fixação do 45 no Estado.
Terça, no café com Freire, Guerra chegou a ventilar a ideia de candidatura própria ao governo do Rio. À mesa, Fortes discordou. "De que adianta um candidato próprio com 2%?".
Gabeira reconhece o risco de implosão. Mas diz não poder se "manifestar sobre o que não aconteceu".
MARINA
Hoje, os tucanos avaliam como errada uma aliança sem um único palanque exclusivo de Serra no Rio.
Avalista do acordo, a candidata do PV, Marina Silva, também demonstra desconforto com a situação. Ontem, recomendou aos aliados um roteiro em que não se encontre com Serra na convenção estadual do PV.
A pedido de Marina, a participação dos dois acontecerá em momentos diferentes.
Na oposição, a possibilidade de apoio a Joaquim Roriz (PSC) no DF também abala a aliança. "O PPS não apoiará Roriz", avisou Freire.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 4 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - GOVERNADOR - HAVERÁ SEGUNDO TURNO.

Ontem foi definida a coligação DEM-PSDB-PPS-PV no Rio de Janeiro, o que significa a confirmação do deputado federal Fernando Gabeira (PV) como candidato ao governo do Rio de Janeiro. A entrada de Gabeira elimina a possibilidade da eleição ser decidida no primeiro turno, pois nenhum dos três candidatos obterá a maioria dos votos para vencer.
A coligação terá como candidatos ao Senado Federal Cesar Maia (DEM) e Marcelo Cerqueira (PPS).
A candidatura de Gabeira representa o NOVO no Rio de Janeiro e o NOVO deverá ser a tônica da eleição de 2001, considerando que os constantes escândalos políticos têm desgastado muito os políticos que estão no exercício dos mandatos, inclusive os que não estão envolvidos nos fatos denunciados, pois fica a imagem do todo. Na internet circula uma campanha com o título "Não reeleja ninguém", que dá a dimensão da gravidade do quadro político atual. Além disso, circula na rede uma relação enorme de deputados que são acusados por práticas delituosas, aconselhando que não votem neles.
As urnas responderão a todas as perguntas.
O certo é que a política no Brasil e especialmente no Rio de Janeiro precisa mudar com urgência.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 7 de abril de 2010

ELEIÇÕES PARA O GOVERNO DO RIO DE JANEIRO.

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
O "IMBRÓGLIO ELEITORAL" NO ESTADO DO RIO!

1. Em ano de eleição, cada vez que surge um conflito entre políticos ou entre partidos, o que está, de verdade, por trás dos fatos são os votos. No caso do Estado do Rio, há um complicador adicional: a candidatura de Marina da Silva. Em 2006, Heloisa Helena teve 6% dos votos no Brasil e 14% no Rio. Então é natural que os candidatos que apóiam Marina Silva queiram potencializá-la no Rio. Até porque, o elemento vinculante pelo número deve agregar legenda aos deputados.
2. Por isso, além do espaço que foi conquistado por razões de alternativa política local, com a candidatura a governador, querem ampliar esse espaço fazendo aparecer o número de Marina mais vezes na TV. Por isso, o interesse em lançar candidato a Senador e obter algum tempo dos partidos associados na campanha de governador. Excluindo os compreensíveis problemas político-hepáticos, é esta a questão central.
3. Em 2009, quando se configurava compulsoriamente uma campanha presidencial em dois turnos, a afirmação de uma candidatura a governador no Estado do Rio apoiada pelos partidos da base de Serra (PSDB-DEM-PPS) era um dado importante para tirar espaço da candidata presidencial do PT. Mas o quadro mudou. A eleição se tornou polarizada, eliminou a possibilidade de inclusão de Ciro Gomes e Marina, com toda a generosidade da imprensa, continuou patinando no mesmo patamar.
4. Dessa forma, criou-se um quadro que a eleição presidencial pode ser decidida no primeiro turno, bastando para tal, que um candidato supere o outro pela votação de Marina. Observando 2006, isso é possível, na medida em que se projeta, no final de agosto depois da entrada da TV, o mesmo emagrecimento que ocorreu com Heloisa Helena. E esta, estava na época, com níveis bem mais altos do que estará Marina em 2010.
5. Assim sendo, o entorno de Serra, respeitando os avanços que já se tinham feito no Estado do Rio, com seus três partidos em relação à candidatura a governador de interesse de Marina, passou a reavaliar, para dentro, esse quadro. A conclusão óbvia é que não vale a pena mais estimular a candidatura de Marina no Estado do Rio, pois Serra pode ganhar no primeiro turno. E se deixou o barco flutuar.
6. Paradoxalmente, quem resolveu esticar a corda, exigindo ruptura da coligação para ganhar mais tempo de TV no Senado, foram os que apóiam Marina. Durante 8 meses a mesma cantilena deles na imprensa, pedindo a exclusão do DEM. Os partidos da base de Serra se mantiveram silentes. Esse comportamento foi entendido, ingenuamente, pelos apoiadores de Marina, que havia campo para avançarem. E assim o fizeram declarando que excluiriam o DEM da coligação, usando os argumentos mais esdrúxulos contra um candidato que co-lidera as pesquisas ao Senado e que abre entre os eleitores de renda mais alta.
7. O resultado é que, precipitado pelos que apóiam Marina, se reabriu a possibilidade de se rever a decisão anterior e com isso se reabrir a discussão sobre a candidatura a governador, passando-se a usar o numero 45 nela. É possível que isso leve a eleição estadual para ser decidida em primeiro turno, o que seria algo razoável, pois não se teria eleição estadual no RJ no segundo turno. São essas as questões em discussão atrás das cortinas, e o que vem a público são vozes emanadas de lá e desconectadas do conjunto.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

SÃO PAULO, MANIFESTAÇÃO E CONFRONTO EM SÃO PAULO.

G1:
Polícia reprime protesto contra enchentes em SP.
Foram mais de cinco horas de confronto na Zona Sul da capital. Moradores dizem que urbanização de córrego está causando alagamentos.
Voltou a chover forte na noite desta terça-feira (19) em vários pontos da região metropolitana de São Paulo. Resultado, além de enchentes em várias regiões, um protesto de moradores foi reprimido pela Polícia Militar na Zona Sul da capital. Foram mais de cinco horas de confronto.
Veja o site do Jornal da Globo
Os manifestantes se reuniram no bairro Cidade Dutra, na Zona Sul, logo depois da chuva que começou a cair no final da tarde em São Paulo. Uma hora e meia de chuva e o córrego urbanizado transbordou. Em pouco tempo, a água tomou ruas.
Saiba mais
Córrego transborda, e Ipiranga entra em estado de alerta, diz CGE
Chuva causa interdição de rodovia no interior de SP
Com água pelos joelhos, os moradores reclamavam que a urbanização do córrego passou a provocar alagamentos. Revoltado com as enchentes, um grupo fechou a principal avenida do bairro. Quando a polícia chegou, houve confronto.
O grupo que fechou as pistas se escondeu atrás das casas. Quando viraram a esquina, os PMs foram recebidos com fogos de artifício. Muitos disparos foram feitos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

ONG HUMAN RIGTHS WATCH - REVELA POSSIBILIDADE DE EXECUÇÕES NO RIO DE JANEIRO E EM SÃO PAULO.

Surge um relatório de uma ONG que defende os direitos humanos destacando ações das polícias e imediatamente, nós, policiais, gritamos que nenhuma ONG se ergue em defesa dos policiais que são assassinados por criminosos, nenhuma delas defende os nossos direitos.
Isso é fato.
Todavia, nós, policiais, temos que analisar com mais atenção essa relação que acabamos fazendo como um mecanismo automático de defesa.
Os relatórios que constatam e que condenam a violência policial não são contra as polícias, são contra os governantes, tanto isso é verdade que Sérgio Cabral e Beltrame se apressaram em se defenderem, condenando o relatório.
Eles não nos defenderam, nunca fizeram isso, ao contrário, Beltrame disse que a Polícia Militar era ineficiente e que não podia solicitar aumento (O Dia) e Cabral cansa de nos ofender publicamnte, bastando que alguma ação policial dê errado.
Os resultados das investigações das ONGs são contra esses governantes, não contra as polícias, são eles que estimulam a tática do confronto armado, a tática do "tiro, porrada e bomba", ano após ano.
Obviamente, não podemos considerar que todo auto de resistência seja uma fraude para encobrir uma execução, nem esses relatórios apresentam essa versão, na verdade eles citam as desconformidades entre as lesões encontradas nos corpos e a versão do confronto.
Entretanto, negar a existência de execuções é desconhecer a verdade das ruas, principalmente, das comunidades carentes.
Eis a verdade.
Condenar os relatórios não me parece a medida mais acertada, devemos estudá-los e usá-los em nossa defesa, considerando que saúde mental dos nossos que são empregados diariamente nessa guerrilha urbana é perigosamente precária.
Confrontar
diariamente com crianças armadas com fuzil é surreal para um país que não viva uma guerra civil.
O policial que dia após dia é empregado nessa guerrilha é uma BOMBA pronta para explodir a qualuer momento, ninguém suporta impunemente esse cotidiano de tiros, de sangue e de mortes.
E quando explode, o governador e o secretário de segurança são os primeiros a condená-lo publicamente, sem direito à defesa.
Temos que aprender que as ONGs atuam como um controle da ação do Estado, que faz das polícias a sua ferramnta de ação repressiva, uma ação que deve ser efetivamente controlada.
O que as ONGs poderiam fazer por nós, policiais, seria estudar as nossas condições de trabalho, avaliando a nossa saúde mental.
Acompanhar a vida de um policial que não descansa (serviço-bico-serviço-bico-...); não convive com a família; não tem lazer e que recebe um salário miserável que o apartado da cidadania.
Elas nos ajudariam constatando que somos verdadeiras BOMBAS AMBULANTES!
AGÊNCIA BRASIL:
Mortes em confronto com as polícias de São Paulo e do Rio são execuções extrajudiciais, revela ONG.
Extraído de: Agência Brasil - 18 horas atrás
Rio de Janeiro - Relatório da organização não governamental (ONG) Human Rights Watch revela que muitos homicídios cometidos pela polícia do Rio de Janeiro e de São Paulo, relatados como legítima defesa, são execuções extrajudiciais. O documento também mostra que as polícias dos dois estados estão entre as que mais matam em todo mundo.
O documento Força Letal: Violência Policial e Segurança Pública no Rio de Janeiro e em São Paulo reúne provas que contradizem 51 dos mais de 11 mil casos registrados como auto de resistência seguido de morte pelos policiais, desde 2003. Em 33 casos, técnicas forenses vão contra as versões oficiais para os homicídios e em 17 mostram que a vítima recebeu um tiro à queima-roupa.
"Os policiais são autorizados a usar a força letal como o último recurso para se protegerem ou protegerem outros. Mas a noção de que esses homicídios seriam cometidos em legítima defesa ou seriam justificados pelos altos índices de criminalidade é insustentável", afirmou o diretor da divisão das Américas da ONG, José Miguel Vivanco, em nota.
Segundo a Human Rights, as polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo matam juntas mais de mil pessoas por ano em supostos confrontos. Comparativamente, em 2008, para cada pessoa que matou, a polícia fluminense prendeu 23 pessoas e em São Paulo, 348. Nos Estados Unidos, a polícia prendeu mais de 37 mil suspeitos para cada vítima.
Embora os números não estejam contabilizados, o relatório também chama atenção para as mortes cometidas por policiais fora do expediente, "frequentemente quando agem como membros de milícia no Rio ou em grupos de extermínio em São Paulo".
A causa dos extermínios extrajudiciais, aponta o documento da Human Rights, são os sistemas de justiça penal nos dois estados que dependem de membros das próprias corporações para investigar as circunstâncias dos autos de resistência e que não conseguem responsabilizar os policiais por assassinato.
"Enquanto couber às polícias investigar a si mesmas, essas execuções continuarão. E os esforços legítimos de combater a violência serão enfraquecidos", completa Vivanco.
Elaborado com dados coletados em dois anos de pesquisa, o relatório traz entrevistas com cerca de 40 autoridades da justiça criminal como promotores e procuradores, que também avaliam que as execuções extrajudicias nos dois estados são um problema generalizado.
Autor: Isabela Vieira- Repórter da Agência Brasil
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A BRIGADA MILITAR MOSTRA A FORÇA DO SUL DO BRASIL.

UOL NOTÍCIAS:
24/11/2009 - 15h30
PMs gaúchos rejeitam aumento salarial e ameaçam entrar em greve
Flávio Ilha
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre
"Mais de mil policiais militares gaúchos se reuniram em assembleia geral no início da tarde desta terça-feira (24) para rejeitar a proposta de aumento salarial enviado pela governadora Yeda Crusius (PSDB) à Assembleia Legislativa. Os policiais ameaçam entrar em greve até que o Legislativo rejeite o pacote ou a proposta seja alterada pelo governo.
A proposta de aumento foi enviada à Assembleia no final da semana passada e prevê um piso salarial de R$ 1.207,00 para a corporação. A proposta de aumento do governo chega a 20% sobre os menores salários, mas para determinadas faixas o índice cai a menos de 3%. Além de aumento salarial, o projeto prevê também uma elevação na contribuição previdenciária dos PMs - dos atuais 7,2% para 11%.
"Vamos exigir que o governo retire o projeto ou que os deputados rejeitem a proposta. A Brigada Militar é uma só e não aceita aumentos para uns e não para outros", disse o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da BM, Leonel Lucas.
"É proibido às polícias militares fazerem greve, mas também é vetado nos pagarem mal", continuou.
O sindicalista não descartou a possibilidade de greve da categoria, mesmo que ela seja proibida por lei.
"Viemos aqui mostrar nossa rejeição total ao pacote. Se não for retirado de pauta, a paralisação será inevitável", disse.
O projeto do governo se baseia na alteração da legislação vinculada à matriz salarial da segurança, elevando de 10% para 15% o índice do ganho a ser distribuído entre servidores da Polícia Civil (exceto delegados), Brigada Militar, Instituto-Geral de Perícias e Superintendência de Serviços Penitenciários. O governo destinou R$ 87 milhões no orçamento de 2010 para pagar o aumento.
Os PMs alegam que o reajuste oferecido pelo governo beneficia apenas 4 mil policiais de um universo de quase 30 mil servidores. No caso de patentes intermediárias, como sargentos e capitães, o aumento pode ser negativo em função do aumento na contribuição previdenciária. A Assembleia Legislativa tem até o dia 15 de dezembro para votar o projeto.
Segundo Lucas, a categoria quer um aumento de salário linear para todas as patentes da Brigada Militar e a retirada do item que prevê aumento da contribuição previdenciária. A reunião teve a participação de soldados, sargentos e tenentes - alguns deles levaram as famílias para a reunião. Soldados de corporações do interior do Estado também participaram da assembleia representando colegas que estavam de serviço.
Na semana passada, os professores estaduais também rejeitaram a proposta do governo e não descartaram a possibilidade de greve em caso da provação da proposta. Representantes da categoria acompanharam a assembleia dos PMs e fazem vigília em frente à Assembleia Legislativa até quinta-feira (26).
O líder do governo na Assembleia Legislativa, Pedro Westphalen (PP), rejeitou a possibilidade de retirar ou de alterar o projeto de aumento para a Brigada Militar".
Avante Brigadianos!
Importante destacar que os guerreiros do sul não estão aceitando as gratificações para poucos e para a maioria não, o que divide a tropa.
Infelizmente, no Rio de Janeiro a tropa da POLÌCIA MILITAR tem aceito esse absurdo, esquecendo que essas gratificações não incorporam e que os inativos e as pensionistas não as recebem.
Ontem, os BOMBEIROS MILITARES disseram NÃO!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 1 de novembro de 2009

O BRASIL SOBREVIVERÁ?

PARA ONDE VAMOS?
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO.
A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio "talvez" porque alguns estão de tal modo inebriados com "o maior espetáculo da Terra", de riqueza fácil que beneficia poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei? Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original.
Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advém do nosso príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm que ver com nossos ideais democráticos. É possível escolher ao acaso os exemplos de "pequenos assassinatos".
Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal-ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira "nacionalista", pois, se o sistema atual, de concessões, fosse "entreguista", deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública.
Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares, se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem nenhum pudor, passear pelo Brasil à custa do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos? Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do "autoritarismo popular" vai minando o espírito da democracia constitucional. Esta supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os "projetos de impacto" (alguns dos quais viraram "esqueletos", quer dizer, obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: "Brasil, ame-o ou deixe-o.
"Em pauta temos a Transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no Orçamento e mínguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo Tribunal de Contas da União. Não importa, no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: "Minha Casa, Minha Vida"; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.
Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo "Brasil potência". Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU - contra a letra expressa da Constituição - vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que se tenha esquecido de acrescentar: "L"État c"est moi."
Mas não se esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender o "nosso pré-sal". Está bem, tudo muito lógico. Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados.
Foi no "dedaço" que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são "estrelas novas". Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam. Ora, dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina.
No Brasil os fundos de pensão não são apenas acionistas - com a liberdade de vender e comprar em bolsas -, mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou "privatizadas". Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo, antes que seja tarde.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

CABRAL NO RIO E AÉCIO EM MINAS.

Embora não sejam do mesmo partido político, não é novidade para ninguém que Sérgio Cabral (PMDB) e Aécio Neves (PSDB) toquem de ouvido, o que fez com que Cabral valorizasse empresas mineiras no Estado do Rio de Janeiro.
Um exemplo é a terceirização das viaturas operacionais da Polícia Militar, considerando que o Grupo Júlio Simões ganhou a licitação primeiro em Minas Gerais e depois no Rio de Janeiro. Não sabemos se Minas Gerais compra viaturas pelo mesmo preço que o Rio, R$ 120.000,00 cada Gol 1.6, conforme denuncia recebida e ainda não contestada. Porém, certamente tratam o funcionalismo público do mesmo modo.
Recebemos um comentário de uma professora, funcionária pública de Minas Gerais, informando que recebe pouco mais de R$ 500,00 mensais de "salário"; enquanto Aécio Neves constrói a Cidade Administrativa, uma obra faraônica.
E por falar em Grupo Júlio Simões, cinco Rádio Patrulhas que foram entregues por Sérgio Cabral em Petrópolis há 10 dias, já foram retomadas mediante a explicação de que foi um erro técnico a remessa, elas deveriam ter ficado no Rio de Janeiro (leia).
O Rio vive tristes dias...
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 12 de setembro de 2009

CABRAL CONTRA PÁUL - SÉTIMO CAPÍTULO E MAIS UMA ENTREVISTA NA TV ALERJ.

Prezados leitores, não deixem de ler o sétimo capítulo do livro online "CABRAL CONTRA PAÚL", no qual a luta entre um governante e um Coronel de Polícia começa a ganhar forma (leia).
E aproveitem para assistir e comentar a nossa mais nova entrevista na TV ALERJ (3 blocos), convidado que fui pela deputada estadual Alice Tamborindegui - PSDB (assista).
Em breve postarei os vídeos nesse espaço democrático e no blog JORNAL DA SEGURANÇA PÚBLICA.
Vamos marchar no dia 27 de setembro em defesa da PEC 300/2008.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A SAGA DE CABRAL: ONTEM FOI VAIADO EM CAXIAS.

Hoje visitamos o município de Duque de Caxias, onde recebemos a informação de que Sérgio Cabral (PMDB) tinha sido vaiado no dia de ontem.
Zito, o prefeito de Duque de Caxias teria tentado interferir para evitar as vaias, porém não conseguiu apesar de sua forte popularidade.
E assim o governador segue colhendo o que plantou ao longo desses 32 meses de gestão, a reprovação popular.
A rejeição à Cabral é tão grande que ele chega a ser vaiado ao lado do presidente Lula que é muito popular. Ontem, o fenônemo se repetiu, foi vaiado ao lado de um político com grande aceitação popular, o prefeito Zito.
Isso é o retrato de uma gestão equivocada que centra em licitações, obras, compras e terceirizações, enquanto abandona o funcionalismo público que cuida do povo.
Hoje os professores realizaram um novo ato de protesto, vamos aguardar os desdobramentos.
O Rio de Janeiro caminha para o colapso.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 23 de agosto de 2009

PEC 300/2008 - VAMOS COBRAR AS INDICAÇÕES.

EMAIL RECEBIDO:
"Sr Cel Paúl:
Boa noite, peço ao senhor que publique em seu blog os e-mails dos deputados líderes dos partidos Candido Vaccarezza do PT e José Anibal do PSDB para que possamos cobrar dos mesmos a indicação dos membros de seus partidos para a formação da comissão que dará parecer à PEC 300.
Vamos cobrar por que na hora de pedir votos eles sabem..."
Vamos cobrar!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

SÉRGIO CABRAL (PMDB) COPIOU JOSÉ SERRA (PSDB) E CAMINHOU PARA A INCONSTITUCIONALIDADE.

REVISTA VEJA - O FILTRO - JULIANO MACHADO:
- Antifumo é inconstitucional, diz AGU.
A Advocacia-Geral da União (AGU) considerou, em um parecer, a lei antifumo do Estado de São Paulo inconstitucional. De acordo com o Estadão, o documento diz que a competência de legislar sobre o consumo de cigarros em ambientes fechados é do governo federal, e não dos Estados ou municípios. A AGU é o órgão que defende e representa a União em ações no Supremo Tribunal Federal (STF). O caso da lei antifumo ainda não tem data para ser julgado. Apesar de ser específico sobre a lei paulista, abre-se um precedente importante para leis estaduais e municipais semelhantes, como a do Rio de Janeiro. Apesar de o posicionamento da AGU não ser definitivo, um levantamento mostra que nos últimos casos polêmicos prevaleceu o entendimento da AGU. Alguns deles: cotas para estudantes negros em universidades e uso de células-tronco em pesquisas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

MOVIMENTO FORA SARNEY! - CONHEÇAM QUEM VOTOU A FAVOR E CONTRA A ÉTICA NA POLÍTICA.

O Globo:
RIO - Por nove votos a seis, o Conselho de Ética do Senado rejeitou na tarde desta quarta-feira todos os recursos contra o arquivamento dos 11 pedidos de investigação - seis denúncias e cinco representações - contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A votação dos recursos contra as denúncias e representações, que aconteceu em blocos, se deu em duas partes, que resultaram no mesmo placar.
Confira abaixo como votaram aos integrantes do colegiado:
A FAVOR DO ARQUIVAMENTO:
Wellington Salgado (PMDB-MG)
Almeida Lima (PMDB-SE)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
João Pedro (PT-AM)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)
Gim Argello (PTB-DF)
Romeu Tuma (PTB-SP)
Delcídio Amaral (PT-MS) - suplente
Ideli Salvati (PT-SC) - suplente
CONTRA O ARQUIVAMENTO:
Demóstenes Torres (DEM-GO)
Eliseu Rezende (DEM-MG)
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Rosalba Ciarlini (DEM-RN) - suplente
Jefferson Praia (PDT-AM) - suplente
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 16 de agosto de 2009

PESQUISA DATAFOLHA - PRESIDÊNCIA.

FOLHA DE SÃO PAULO:
16/08/2009 - 10h00
Vantagem de Serra vai de 13 pontos no Nordeste a 40 em SP.
A menor diferença entre o tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff, de acordo com a nova pesquisa
Datafolha, ocorre entre os eleitores dos Estados das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.
Kennedy Alencar: Pesquisa preocupa Serra e Dilma
Josias: "Oposição não tem discurso", diz Lula
Em compensação, no Estado de São Paulo, governado por Serra, o levantamento aponta ampla vantagem do pré-candidato do PSDB a presidente.
No Nordeste, onde Serra fez diversas incursões recentemente, ele tem 31% das intenções de voto contra 18% de Dilma --13 pontos de diferença, a mesma vantagem que tem nas regiões Norte/Centro-Oeste.
Em suas análises eleitorais, a direção petista avalia que Dilma tem potencial para encostar em Serra e até superá-lo no Nordeste, onde Lula foi bem na eleição de 2006 --teve 77% dos votos válidos no segundo turno contra o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.
Mas o próprio PT reconhece que a situação dela é preocupante em São Paulo e irá incrementar sua agenda no Estado.
Serra tem 51% das intenções contra apenas 11% da petista entre os paulistas. Ciro Gomes (PSB), que também cogita concorrer ao governo de São Paulo, está empatado tecnicamente com Dilma. Ele alcança 12%.
Os tucanos avaliam que, se Serra abrir sobre Dilma uma diferença de 4 milhões de votos no Estado, ele amplia ainda mais sua chance de se tornar o próximo presidente. O cálculo leva em conta o fato de o governador ser bem conhecido nas demais regiões, pois já foi ministro da Saúde e disputou a eleição presidencial de 2002.
Reservadamente, os petistas paulistas compartilham o raciocínio, mas afirmam que Dilma está longe de seu teto em São Paulo. Na semana passada, a ministra participou de uma grande festa da militância do PT na capital do Estado.
Até o final do ano, a ministra deverá intensificar sua agenda entre os paulistas vistoriando obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Quando o candidato tucano é o governador mineiro Aécio Neves, o melhor desempenho do PSDB ocorre na região Sudeste, onde ele chega a atingir 31%. Mas, em São Paulo, Aécio empata com Dilma em 14% no principal cenário para ele. Ciro tem 24%.
FOLHA ONLINE.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

BRASIL: UM PAÍS SEM VERGONHA.

Revista Veja - O Filtro - Juliano Machado:
PMDB ataca oposição e deve arquivar mais 7 denúncias contra Sarney.
"A Folha de S.Paulo (para assinantes) descreve em detalhes mais um capítulo da degradação do Senado, que ontem teve direito a bate-boca entre Renan Calheiros (PMDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). A discussão aconteceu depois de o PMDB de José Sarney encomendar parecer favorável à abertura de um processo no Conselho de Ética contra o líder tucano Arthur Virgílio por quebra de decoro parlamentar. Os peemedebistas afirmam que Virgílio é “réu confesso”, pois admitiu ter mantido um funcionário fantasma em seu gabinete, enquanto as acusações contra José Sarney não passam de notícias sem comprovação. Em cima desse argumento, o Conselho de Ética, presidido pelo aliado Paulo Duque (PMDB-RJ), deve arquivar hoje mais sete denúncias contra o presidente do Senado. Se a oposição quiser reabrir os processos contra Sarney, vai precisar do voto dos parlamentares petistas no Conselho de Ética, que também são decisivos para a abertura de um processo contra Virgílio. À Folha (para assinantes), Ricardo Berzoini, presidente do PT, disse que não cabe arquivamento sumário no caso das denúncias sobre os atos secretos, mas não quis se comprometer a aprovar um possível recurso da oposição".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO