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segunda-feira, 9 de abril de 2012

POPULAÇÃO DE NITERÓI PEDE SOCORRO.

REVISTA VEJA
BLOG DO REINALDO AZEVEDO
09/04/2012
Às 6:45
Efeito da política “espanta-bandido” da dupla Cabral-Beltrame - Violência em Niterói faz mais uma vítima.
Por Ludmilla de Lima, Globo:
A violência que vem assustando moradores de Niterói fez mais uma vítima: o fisioterapeuta Fabiano de Almeida, de 35 anos, que foi baleado na cabeça sábado à noite, durante um assalto na Estrada Velha de Itaipu, na Região Oceânica. Ele a namorada, Joana Souza Pereira, seguiam de moto para Piratininga quando, por volta das 19h30m, foram abordados por dois assaltantes. Os bandidos ta mbém estavam numa motocicleta. De acordo com Joana, um dos criminosos atirou no fisioterapeuta antes mesmo de qualquer reação. O casal caiu e os bandidos levaram a moto, uma Honda CB-300. Até a noite de ontem, Fabiano continuava internado no Hospital Azevedo Lima, no Fonseca. Segundo médicos, seu quadro é estável. Ele corre o risco de ficar cego.
O crime ocorreu no mesmo dia em que o estudante de administração Jorge Luiz Carvalho, de 24 anos, foi enterrado em Niterói. O universitário foi baleado no pescoço na madrugada do domingo retrasado, numa tentativa de assalto na porta do prédio onde morava, na Rua Justina Bulhões, no Ingá. Assim como no roubo de sábado, Jorge Luiz foi atacado por uma dupla, que não chegou a levar o veículo. A namorada de Fabiano suspeita que eles foram seguidos pelos bandidos desde o sinal de trânsito localizado no fim da Estrada da Cachoeira, que dá acesso à Estrada Velha de Itaipu.
(…)
Roubos são frequentesno local do crime
Um dos acessos mais utilizados para quem vai da Zona Sul para a Região Oceânica, a Estrada Velha de Itaipu é considerada um local perigoso, especialmente à noite. Bombeiros que socorreram o casal na noite de sábado contaram para parentes de Joana que o trecho foi, recentemente, palco de um arrastão, e que bandidos teriam até mesmo usado uma corda para derrubar e assaltar motociclistas.
Joana diz que nunca se sentiu insegura em Niterói, até porque está há poucos meses na cidade. Porém, ela acredita que a violência tenha relação com uma migração de bandidos de áreas pacificadas no Rio. “Já que os bandidos foram para outros lugares, que as autoridades façam algo nessas comunidades, que tentem integrar essas pessoas à sociedade”, sugere.
Universitários preparam um protesto contra a violência na cidade para o próximo dia 21, às 14h, na Praia de Icaraí. O movimento “Niterói quer paz”, conforme afirmam os organizadores, pretende mobilizar a sociedade para que pressione o poder público por mais resultados e políticas públicas na área de segurança. A convocação para o protesto vem circulando nas redes sociais, com o pedido para que a população vá de branco.
Na tarde de ontem, policiais do 12BPM (Niterói) prenderam um homem com uma submetralhadora e drogas na Favela Boavista, no Fonseca. O batalhão já havia prometido um reforço na segurança e prepara uma cartilha para ser distribuída aos moradores com dicas de como se prevenir de assaltos.
O perigo nas ruas
Com cerca de 500 mil habitantes e a maior renda média domiciliar do país (R$ 2.031,18, segundo o Censo de 2010), Niterói vêm enfrentando uma onda de violência. Assaltos com reféns, arrastões e roubos de veículos se tornaram rotina nos últimos três meses em bairros como Icaraí, Ingá e São Francisco. O motivo seria a migração de traficantes que deixaram comunidades do Rio após a implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
Os bandidos costumam agir com rapidez e violência. E os resultados já começam a aparecer nas estatísticas. Em Icaraí, por exemplo, em janeiro de 2011, nenhum assalto a residência foi registrado na 77 DP, responsável pelo policiamento do bairro. Já em janeiro deste ano, foram seis casos, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).
De acordo com PMs e agentes da Polícia Civil de Niterói, traficantes da Mangueira assumiram a venda de drogas no Morro do Preventório, em Charitas. Por sua vez, bandidos das favelas do Complexo da Maré (que vai abrigar a sede do Batalhão de Operações Especiais) e traficantes de Senador Camará lideram agora o tráfico no Morro do Cavalão, no Centro de Niterói.
Mesmo com a onda de violência, Niterói perdeu efetivos para o patrulhamento ostensivo, que parece diminuir ano a ano. Segundo um diretor do Centro Comunitário de São Francisco, o 12 BPM passou de cerca de 1.200 homens, na década de 80, para 700.
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 8 de abril de 2012

NITERÓI QUER PAZ E REAGE CONTRA O "EFEITO UPP".

NITERÓI QUER PAZ!
População de Niterói está se organizando para realizar um ato contra a violência na Praia de Icaraí, no dia 21 ABR 2012, às 14:00 horas. 
O município é um dos que está recebendo os traficantes transferidos das comunidades onde estão sendo instaladas pela Polícia Militar as UPPs, um projeto exclusivo do município do Rio de Janeiro.
A data coincide com o Dia de Tiradentes, o patrono das Polícia Militares do Brasil.
Juntos Somos Fortes!

RIO: CACHOEIRA, REINALDO DE AZEVEDO CONTINUA SOLTANDO A VOZ.

REVISTA VEJA:
BLOG DO REINADO DE AZEVEDO.
08/04/2012 -às 7:07 hs.
Delta, a construtora apontada como parte do esquema de Cachoeira, é uma velha amiga de Zé Dirceu e de Sérgio Cabral. E isso é apenas… fato!
A memória seletiva de certos setores da imprensa faz lembrar, às vezes, a seletividade dos que estão vazando informações sobre a Operação Monte Carlo. A construtora Delta, a empresa que mais toca obras do PAC, aparece, segundo relatório da Polícia Federal, atuando para o esquema de Carlinhos Cachoeira.
Delta, Delta, Delta… Esse nome não nos é estranho, certo?
Como lembrei aqui no dia 2 de dezembro do ano passado, o dono da empresa, Fernando Cavendish, é um homem que tem amigos poderosos. Dois dos mais destacados são Sérgio Cabral, governador do Rio, e José Dirceu, o “chefe de quadrilha” (segundo a PGR). No Rio, a Delta toca obras de R$ 600 milhões. Pelo menos R$ 164 milhões desse total foram contratados sem licitação. Naquele trágico fim de semana de junho, em que um acidente de helicóptero matou sete pessoas no litoral baiano, incluindo a nora de Cabral, o governador integrava o grupo que estava na Bahia para comemorar o aniversário de Cavendish. Cabral viajou àquele estado no avião particular de outro potentado do setor privado: Eike Batista (se quiser mais sobre o mundo cabralino, clique aqui). Adiante.
Cavendish cresceu muito durante o governo petista. Teve um “consultor” de peso: Dirceu. No começo de maio do ano passado, VEJA publicou uma reportagem sobre a meteórica ascensão de Cavendish.
Em entrevista à revista, dois empresários, José Augusto Quintella Freire e Romênio Marcelino Machado, acusam o ex-ministro e chefão petista de fazer tráfico de influência em favor da Delta. Segundo os dois, Dirceu foi contratado por Cavendish para facilitar seus negócios com o governo federal. E como eles sabem? Eles eram donos da Sigma Engenharia, empresa que foi incorporada pela Delta em 2008; os três se tornariam sócios. O negócio emperrou e foi parar na Justiça. Oficialmente, a Delta contratou Dirceu como consultor para negócios junto ao Mercosul. Receberia modestos R$ 20 mil mensais pelo trabalho. De fato, dizem os denunciantes, a Sigma passou a ser usada por Cavendish para fazer transferências bancárias a Dirceu.
Um trecho da reportagem informa o desempenho da empresa de Cavendish no governo petista. Seu grande salto se dá a partir de 2009, ano da contratação de Dirceu. Segue trecho daquela reportagem em azul:
Durante o governo do ex-presidente Lula, a Delta passou de empresa de porte médio a sexta maior empreiteira do país. É, hoje, a que mais recebe dinheiro da União. Sua ascensão vertiginosa chamou a atenção dos concorrentes. Em 2008, a Delta já ocupava a quarta colocação no ranking das maiores fornecedoras oficiais. Em 2009, houve um salto ainda mais impressionante: a empresa dobrou seu faturamento junto ao governo federal. Em 2011, apesar das expectativas de redução da atividade econômica, o faturamento da Delta deve bater os 3 bilhões de reais - puxado por obras estaduais e do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento.”
Comprando senadores
Informa ainda a VEJA:
“Em reunião com os sócios, no fim de 2009, quando discutia exatamente as razões do litígio, o empresário Fernando Cavendish revelou o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’. Pode ter certeza disso!”. E disse mais. Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na tua mão!”.
“Relações promíscuas”
VEJA publicou uma entrevista com os dois empresários (reproduzo trechos) e volto para encerrar.
Que tipo de consultoria o ex-ministro José Dirceu realizou para o grupo Delta?
Romênio - Tráfico de influência. Com certeza, é tráfico de influência. O trabalho era aproximar o Fernando Cavendish de pessoas influentes do governo do PT. Isso, é óbvio, com o objetivo de viabilizar a realização de negócios entre a empresa e o governo federal.
E os resultados foram satisfatórios?
Romênio - Hoje, praticamente todo o faturamento do grupo Delta se concentra em obras e serviços prestados ao governo.
A contratação de José Dirceu foi justificada internamente de que maneira?
Romênio - A contratação foi feita por debaixo do pano, através da nossa empresa, sem o nosso conhecimento. Um dia apareceram notas fiscais de prestação de serviços da JD Consultoria. Como na ocasião não sabia do que se tratava, eu me recusei a autorizar o pagamento, o que acabou sendo feito por ordem do Cavendish.
O que aconteceu depois da contratação da empresa de consultoria do ex-ministro?
Quintella - A Delta começou a receber convites de estatais para realizar obras sem ter a capacidade técnica para isso. A Petrobras é um exemplo. No Rio de Janeiro, a Delta integra um consórcio que está construindo o complexo petroquímico de Itaboraí, uma obra gigantesca. A empresa não tem histórico na área de óleo e gás, o que é uma exigência Ainda assim, conseguiu integrar o consórcio. Como? Influência política.
A Delta, por ser uma das maiores empreiteiras do país, precisa usar esse tipo de expediente?
Romênio - Usa. E usa em tudo. O caso da reforma do Maracanã é outro exemplo. A Delta está no consórcio que venceu a licitação por 705 milhões. A obra mal começou e já teve o preço elevado para mais de l bilhão de reais. Isso é uma vergonha. O TCU questionou a lisura do processo de licitação. E quem veio a público fazer a defesa da obra? O governador Sérgio Cabral. O Cavendish é amigo último do Sérgio Cabral. A promiscuidade é total.
Voltei.
É isso aí.
Depois de tudo, em julho do ano passado, na inauguração do teleférico no Complexo do Alemão, na presença de Dilma, o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, celebrou a obra e a “vitória sobre os Ministérios Públicos”, fazendo um agradecimento explícito à Delta (aqui). Em agosto, dois meses depois do acidente, Cabral voltou a celebrar acordos com a Delta sem licitação, no valor de R$ 37,6 milhões. Tudo para “obras emergenciais”.
A Delta é mesmo a preferida do Rio e de Brasília. É a empresa que mais tem obras do PAC. Parte da de Cumbica, contratada sem licitação, desabou.
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 7 de abril de 2012

RIO DE JANEIRO: BASTA CHOVER FORTE PARA AS MORTES OCORREREM.

JORNAL O DIA:
Sobe para cinco número de mortos após temporal em Teresópolis.
Helvio Lessa.
Rio - Subiu para cinco o número de mortos durante o temporal que atingiu a cidade de Teresópolis, na região Serrana do Rio, na noite desta sexta-feira. Segundo os bombeiros, o corpo de uma mulher foi retirado debaixo de um deslizamento no bairro Santa Cecília. Antes já haviam sido confirmadas outras quatro mortes: um casal no bairro Bom Retiro, um adolescente de 14 anos na Quinta do Lebrão e uma outra pessoa no bairro Pimentel. Quinze pessoas foram encaminhadas para o hospital com ferimentos.
As lembranças da tragédia de janeiro do ano passado - que deixaram quase 400 mortos - aumentam a apreensão com os alagamentos que já atingem bairros como Rosário e Perpétuo (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

RIO: O GOVERNO AO INVÉS DE PAGAR SALÁRIOS DIGNOS, CRIOU O "PROEIS" E AGORA O "RAS" PARA PMs.

No Rio de Janeiro, governo estadual insiste em pagar salários miseráveis aos PMs, BMs e PCs e cria o segundo programa para os profissionais da segurança pública trabalharem nas folgas.
DECRETO Nº. 43.538, DE 03 DE ABRIL DE 2012
INSTITUI O REGIME ADICIONAL DE SERVIÇOS (RAS) PARA POLICIAIS CIVIS, POLICIAIS MILITARES, BOMBEIROS MILITARES E AGENTES PENITENCIÁRIOS - PROGRAMA MAIS POLÍCIA
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições constitucionais e legais, tendo em vista o contido no processo nº. E-09/206/0012/2012,
DECRETA:
Art. 1º - Fica instituído, com base no disposto no art. 6º da Lei nº. 6.162, de 09 de fevereiro de 2012, o Regime Adicional de Serviços (RAS), para que os policiais civis, policiais militares, bombeiros militares e agentes penitenciários, em sistema de turnos adicionais com escala diferenciada, sem prejuízo da escala regular de serviço, possam, nos limites das respectivas esferas de competência, participar de:
I - programas de atendimento a necessidades temporárias de recursos humanos das Secretarias de Estado de Segurança, de Defesa Civil e de Administração Penitenciária a serem definidos pelos titulares das respectivas Pastas;
II - programas específicos à vista da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (“RIO+20”), da Copa das Confederações de 2013, da Jornada Mundial da Juventude Católica de 2013, da Copa do Mundo FIFA de 2014, dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão de 2016 e outros assim considerados pelo Governador;
III - programas de cooperação estabelecidos por convênios com entidades da Administração Indireta estadual, Municípios e Concessionárias de serviços públicos na execução das respectivas atividades;
IV - programas de auxílio estabelecidos por termos de cooperação com órgãos da Administração Direta estadual na proteção dos bens públicos e das pessoas que circulam pelos respectivos estabelecimentos.
Art. 2º - Os policiais civis, policiais militares, bombeiros militares e agentes penitenciários, nos limites das respectivas esferas de competência, poderão ser convocados para cumprir turnos adicionais para atender aos programas de que tratam os incisos I e II do art. 1º, dependendo, porém, de inscrição voluntária a participação naqueles de que tratam os incisos III e IV daquele dispositivo.
§ 1º - Só poderão ser incluídos nos programas de que trata este Decreto os policiais civis, policiais militares, bombeiros militares e agentes penitenciários que estiverem em efetivo exercício nos órgãos de origem ou lotados nas Secretarias às quais se subordinam ou se vinculam seus órgãos, vedada a convocação daqueles que estiverem cedidos a outros órgãos ou entidades da Administração Pública.
§ 2º - As condições especiais de prestação dos serviços em turnos adicionais com escala diferenciada darão ensejo à percepção de gratificação de encargos especiais.
§ 3º - A gratificação de encargos especiais só será percebida enquanto o policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário estiver efetivamente participando dos programas de que trata este Decreto.
§ 4º - O policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário licenciado exclusivamente em virtude de acidente em serviço ou de enfermidade decorrente do serviço permanecerá recebendo, a título indenizatório, valor correspondente ao das gratificações decorrentes da participação nos programas tratados neste Decreto, que lhes estivessem sendo pagas na data da ocorrência do evento gerador do afastamento, durante o prazo que durar a licença e enquanto perdurar a execução do programa, até o limite de 12 (doze) meses.
§ 5º - A gratificação de encargos especiais não se incorporará, para quaisquer efeitos, aos vencimentos, ficando excluída da base de cálculo do adicional de tempo de serviço, bem como de quaisquer outras verbas remuneratórias que incidam sobre o soldo ou vencimento-base.
§ 6º - A gratificação de encargos especiais não sofrerá a incidência de contribuição previdenciária.
§ 7º - Nos convênios de que trata o inciso III do art. 1º, as demais convenentes deverão assumir a obrigação de reembolsar ao Estado do Rio de Janeiro as despesas com pagamento de gratificação de encargos especiais.
§ 8º - Correrão à conta das dotações orçamentárias próprias dos órgãos que venham a se valer do serviço auxiliar de que trata o inciso IV do art. 1º as despesas com pagamento de gratificação de encargos especiais.
Art. 3º - O emprego do policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário nos programas de que trata este Decreto consistirá na realização de turnos adicionais de serviço com duração de no mínimo 06 (seis) e no máximo 12 (doze) horas efetivas de trabalho.
§ 1º - Quando o policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário estiver trabalhando sob regime de escala, só serão considerados turnos adicionais àqueles que, tomando-se em conta o mês com duração de 30 (trinta) dias, excederem a 144 (cento e quarenta e quatro) horas mensais efetivas de turnos regulares.
§ 2º - Quando o policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário estiver trabalhando sob regime de expediente, só serão considerados turnos adicionais àqueles que excederem a 40 (quarenta) horas semanais efetivas de expedientes regulares.
§ 3º - Para os fins deste artigo, na aferição da duração efetiva de cada turno (regular ou adicional) ou expediente, não serão computados os períodos de descanso durante a jornada de trabalho.
§ 4º - O policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário que esteja trabalhando sob regime de escala não poderá realizar mais do que 96 (noventa e seis) horas efetivas de turnos adicionais a cada 30 (trinta) dias, observado o intervalo mínimo de 8 (oito) horas de repouso entre os serviços.
§ 5º - O policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário que esteja trabalhando sob regime de expediente não poderá realizar mais do que 72 (setenta e duas) horas efetivas de turnos adicionais a cada 30 (trinta) dias, observado o intervalo mínimo de 8 (oito) horas de repouso entre os serviços.
§ 6º - Durante o gozo de férias ou licença especial, será dado ao policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário, querendo, participar dos programas de que trata o art. 1º, realizando até 120 (cento e vinte) horas efetivas de turnos adicionais a cada 30 (trinta) dias, observado o intervalo mínimo de 8 (oito) horas de repouso entre os serviços.
§ 7º - A gratificação de encargos especiais será paga de acordo com a tabela abaixo, à vista da classificação funcional dos policiais civis, policiais militares, bombeiros militares e agentes penitenciários e da duração efetiva do turno adicional:
Nível A
Turno de 6 horas efetivas de trabalho = R$ 187,50
Turno de 8 horas efetivas de trabalho = R$ 250,00
Turno de 12 horas efetivas de trabalho = R$ 375,00
Nível B
Turno de 6 horas efetivas de trabalho = R$ 150,00
Turno de 8 horas efetivas de trabalho = R$ 200,00
Turno de 12 horas efetivas de trabalho = R$ 300,00
Nível C
Turno de 6 horas efetivas de trabalho = R$ 112,50
Turno de 8 horas efetivas de trabalho = R$ 150,00
Turno de 12 horas efetivas de trabalho = R$ 225,00
§ 8º - Nos casos previstos no inciso III, do Art. 1º, poderá o respectivo convênio estabelecer valores superiores aos previstos no § 7º deste artigo.
§ 9º - No pagamento da gratificação de encargos especiais, não se levará em conta as horas ou frações de horas excedentes ao turno (regular ou adicional) ou expediente decorrentes do atendimento a fatos ou situações que tenham início durante a jornada de trabalho, mas que exijam do policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário a sua presença até a conclusão da rotina operacional.
§ 10 - Caberá aos Secretários de Estado de Segurança, de Defesa Civil e de Administração Penitenciária, no âmbito das respectivas Pastas, classificarem cargos, postos e graduações para os fins do § 7º.
§ 11 - Os limites das Secretarias de Estado de Segurança, de Defesa Civil e de Administração Penitenciária e dos órgãos de que trata o § 7º do art. 2º para as despesas com turnos adicionais serão definidos pelo Governador do Estado em processos administrativos próprios à vista de requerimentos fundamentados dos titulares das Pastas, ouvida a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão sobre a existência de disponibilidade orçamentária e financeira.
§ 12 - Na fixação dos quantitativos mensais de turnos adicionais, os Secretários de Estado de Segurança, de Defesa Civil e de Administração Penitenciária deverão observar os limites de despesas de que trata o § 11.
Art. 4º - Os Secretários de Estado de Segurança, de Defesa Civil e de Administração Penitenciária editarão resoluções para regulamentar o Regime Adicional de Serviços (RAS) no âmbito das respectivas Pastas.
Art. 5º - Sem prejuízo do Regime Adicional de Serviços (RAS), ficam os Secretários de Estado de Segurança, de Defesa Civil e de Administração Penitenciária autorizados a instituir por Resolução, no âmbito das respectivas Pastas, Sistema de Compensação de Jornadas de
Trabalho, de modo que a execução de turnos extraordinários possa ser compensada com a dispensa de turnos ou serviços regulares ou a redução das respectivas cargas horárias, sem ônus para o Estado.
Parágrafo Único - Não serão computadas para os efeitos do caput as horas ou frações de horas excedentes a turnos ou serviços decorrentes do atendimento a fatos ou situações que tenham início durante a jornada de trabalho, mas que exijam do policial civil, policial militar, bombeiro militar ou agente penitenciário a sua presença até a conclusão da rotina operacional.
Art. 6º - O agente público que sob qualquer forma contribuir para o pagamento de turnos adicionais fora dos limites e condições estabelecidas neste Decreto incorrerá em falta de exação de dever, respondendo administrativa, civil e penalmente perante o Estado do Rio de Janeiro.
Art. 7º - Este Decreto entrará em vigor na data da sua publicação.
Parágrafo Único - Os Decretos nº. 42.875, de 15 de março de 2011 e nº. 43.131, de 11 de agosto de 2011, continuam em vigor naquilo em que não conflitem com este Decreto.
Rio de Janeiro, 03 de abril de 2012.
SÉRGIO CABRAL
Juntos Somos Fortes!

FOI A MAIOR LAVADA DE ALMA VER OS TORTURADORES E ASSASSINOS ACUADOS ( ... ) - JORNALISTA MÁRCIA DE ALMEIDA..

Prezados leitores, tenho escrito que nós, os brasileiros, precisamos parar de fazer a associação: militar = ditadura. Não só porque devemos sempre ter muito cuidado com as analogias, assim como, devemos ter mais cuidado ainda para não operacionalizarmos metonímias, tomando a parte pelo todo ou o todo pela parte, mas também porque os ditadores também vestem ternos finamente recordados e requintados taiers.
Um amigo de longa data, um amigo de esquerda, encaminhou a newsletter que transcrevo e comento a seguir, a qual é "assinada" pela jornalista Márcia de Almeida Rodrigues, ela é "organizadora" do site "Em dia com a cidadania" (Link), espaço que recomendo a leitura. Confesso que fiquei assustado com o que li na newsletter e tentei confirmar no site a existência desse artigo sobre a manifestação em frente ao Clube Militar, ocorrida no dia 29 MAR 2012, mas lá ele não está, podem conferir.
Comentarei a newsletter e esclareço que farei os comentários ao logo do texto, usando parênteses e letras em preto, para minimizar a possibilidade de incorreções na interpretação do texto no original, o que pode ser feito em outro site (Link). 
Devo esclarecer que fui convidado para o almoço, convite feito por uma amiga (civil), uma ativista na luta por direitos. Só não compareci em razão de ter sido convocado pelo advogado, o que tornou os horários incompatíveis, para tratar da minha defesa no Conselho de Justificação instaurado contra mim pelo governo Sérgio Cabral (PMDB), em face da minha luta de mais de cinco anos por melhores salários para Policiais e Bombeiros Militares. Foi uma lástima a impossibilidade pois iria rever e conhecer pessoalmente vários amigos (militares e civis) com os quais apenas me  do correspondo por email. Apesar disso, eu acabei passando em frente ao Clube Militar na hora do almoço e da mobilização externa, fiquei cerca de quinze minutos observando o que acontecia (A Inteligência da PMERJ pode confirmar) parado na calçada em frente (Cinelândia). Eu deixei meu carro na Lapa e o escritório fica em um prédio situado na Rua São José. O Clube Militar fica exatamente no meio do caminho.
Antes de iniciar, cabe ainda esclarecer que até a presente data a família Paúl teve dois presos políticos.
Eis a newsletter e os meus breves comentários:
FOI A MAIOR LAVADA DE ALMA VER OS TORTURADORES e ASSASSINOS ACUADOS, AMEDRONTADOS E ENTRANDO E SAINDO ESCOLTADOS DO CLUBE MILITAR.
31 de marco de 2012.
Foi uma felicidade inenarrável ( acho essa palavra esquisita e engraçada), no dia 29, ver o milicos, hoje de pijamas, mas todos ex-torturadores e assassinos (Eis a metonímia, a parte pelo todo. Pergunto como ela identificou todos os que entraram como "milicos" e como "ex-torturadores e assassinos"? Conhece cada um deles? Penso que não. Imaginem se eu com meus 54 anos e meus cabelos brancos tivesse passado por ela, será que seria rotulado de igual forma?), tendo que entrar e sair acuados e escoltados pela PM de Beltrame e Sérgio Cabral, para o tal seminário que glorificava os 21 anos de negror da nossa história na segunda metade do século XX ( na primeira metade, tivemos o negror de 15 anos de Getúlio, sendo que oito de uma ditadura ferrenha).
Estávamos nós, coroas, que vivemos a ditadura, e a garotada do segundo grau (que não viveu o período e que só conhece a história que leu ou que ouviu, portanto, sujeito à interferência direta de quem conta na formação de sua opinião), aguerrida e insistente, aguentando a intimidação (que piorou quando chegou o Batalhão de Choque da PM, em carros camuflados e até um mega camburão, que, em 68, chamávamos de "coração de mãe", pois sempre cabia mais um).
Fui com 4 pedras portuguesas na bolsa, pois ninguém sabia o que ia acontecer (Assustador. Premeditado. Postura de todo condenável).
Cada um que chegava ou saía, era chamado de assassino, covarde, estuprador, torturador, e , muitas vezes, filhos da puta (Eis a parte pelo todo, novamente. Pior, quem proferiu tais gritos, cometeu crimes contra a honra previstos no Código Penal Comum).
Vários provocadores também estavam em ação e O Globo, pra vergonha da categoria, disse que éramos 50 pessoas, quando havia mais de 400, divididas entre a entrada principal e a lateral, por onde vários tentaram escapar, mas a garotada os perseguia até o táxi, mesmo escoltados (Eu fiquei no local por 15 minutos. Nesse período, pelo que vi, concordo O Globo, algo pouco comum. Subtraindo dos presentes no local o policiamento, a imprensa e os passantes curiosos, os manifestantes eram até menos de 50).
Eles nunca imaginaram que um dia tivessem medo de quem massacraram. A cara dos facínoras era de ódio, mas muito mais de medo de um linchamento (Assustador, o ânimo da jornalista).
Na verdade, a repressão foi uma inversão de valores, porque a atividade proibida pela presidente da República, era a deles. A nossa, como não foi proibida, estava permitida (Desinformação. A presidente não pode proibir tal reunião em clube de natureza civil. Trata-se de direito constitucional, tanto que o ato ocorreu. Ela pode não gostar da realização do ato, mas jamais proibir, pelo menos enquanto a Constituição Federal (a Estadual também) estivem em vigor e forem respeitas).
Quem for lá no site poderá ver um ótimo vídeo, feito pelo Latuff, que dá uma ideia do que ocorreu. Pena que tenha poucas imagens do acuamento, mas dá pra ver o assassino do Lamarca, Nilton Cerqueira, descer as escadas do metrô escoltado (Novamente, o caminho do crime contra a honra). E a repressão inflingida a um protesto democrático, numa democracia (Desinformação, novamente. A mobilização foi contrária aos preceitos constitucionais. A reunião do Clube Militar foi marcada antes, não poderia ser realizado outro ato no mesmo local, sobretudo um ato contrário ao primeiro. Democrático seria ter feito o ato de protesto na Cinelândia, que fica distante mais de 50 metros dos acessos ao clube. Cercar a entrada do clube, foi um abuso, um ato contrário aos valores democráticos. Eu canso de participar de atos contrários ao governo estadual, protestos que ocorrem inclusive em atos oficiais, mas fico sempre nas proximidades, nunca interferi na entrada e saída dos convidados, citando um exemplo).
Pânico. Eles estavam em pânico, a partir de certo momento, amontoados numa janela para ver como sairiam daquela situação.
A polícia usou taser ( aquele choque que matou o brasileiro na Austrália, há 5 dias), balas de borracha, gás de pimenta , bombas de efeito "moral"( em 67, em 24 de maio, uma dessas bombas de "efeito moral, mas com danos físicos) lacerou as pernas da estudante Núria Mira y Lopez) e gás lacrimogênio - muito mais forte e nocivo do que o de 40 anos atrás. Além de fortíssimo, dava náuseas (Parabéns ao comando do policiamento, a PMERJ foi comedida, inclusive considerando a hostilidade do ato. Existia manifestante com pedras portuguesas na bolsa...).
Mas foi uma delícia passar diante de um coronel da PM vermelho e sufocado e dizer a ele: ainda bem que, aqui, vocês sofrem o mesmo do que nós. Bem feito, vê se é bom...
Saímos de alma lavada. Deu pra ficar feliz.
Foi lida uma lista de mais de 400 nomes de mortos e desaparecidos, tendo como resposta um "presente" uníssono, a cada nome lido (Cheguei a ouvir alguns nomes, isso é fato) , intercalado por gritos contra os meganhas, que iam chegando, em pinga-pinga (Isso é natural, o emprego da tropa deve ser proporcional à evolução ou não do ato).
Agora é nos organizarmos melhor para que saia uma Comissão da Verdade, de verdade.
Não apareceu UM vereador ou Um deputado ( aqui, ó, que mais algum leva meu voto!) e, dos partidos, só o presidente do PCB, Ivan Pinheiro, compareceu (*1).
PSOL? Que nada! Apenas um assessor de uma deputada deles, tirava umas fotos um pouco à distância (*2).
Nada de PT, PSTU ( só bandeira), ou qualquer outra agremiação política, nem sindicatos, nem nada. Muito menos a UNE (*3).
A OAB-RJ também não se fez representar. Nem a ABI (*4 - Penso que ficou claro que o ato não teve apoio nem dos opositores de plantão aos governos militares ou ditadura militar, como preferir a jornalista).
Éramos 400 cavaleiros e amazonas da Távola Redonda, sozinhos (Não dei a sorte de ver tantos e tantas manifestantes no local e nem nas imagens exibidas pela imprensa).
A PM mandava o trânsito seguir, mesmo com o sinal aberto para os pedestres. Da primeira vez, em pé, parei no meio da faixa de pedestres e esperei que o sinal fechasse pra mim, para atravessar e o trânsito não pode seguir (Causou prejuízo para a população ou será que identificou também nos veículos motoristas "assassinos e torturadores"?).
Da segunda, já com a presença do batalhão de choque, sentei na faixa de pedestres, em posição iogue, com o sinal aberto pra mim, claro, me neguei a sair e fui levantada ( sou magrela) por dois meganhas, sempre na mesma posição e retirada dali. A galera foi pra cima dos PMs, acabei esperneando e o companheiro Luiz Rodolfo Viveiro de Castro, o querido Gaiola, me retirou dali, e me "prendeu" no Bar Cinelândia, onde os coroas já estavam (Pela narrativa, só posso aplaudir a PMERJ. Um show! A jornalista talvez pretendesse ser vitimada por uma ação violenta para postar no seu site, mas os PMs agiram com a paciência dos monges tibetanos).
É isso por hoje ( nem vou falar do cínico do Demóstenes Torres, fica para a próxima semana), lembrando que não fui ao velório ou à cremação do querido e insubstituível Millôr Fernandes, amigo do meu pai por décadas, porque tive que optar entre a despedida e a manifestação.
Sei que ele me preferia na Avenida Rio Branco e dedico a ele parte dessa felicidade, que também sentiria, se vivo estivesse.
E vimos que, no Brasil, convocação pelo Facebook ainda não rola. Quase 3 mil pessoas confirmaram presença, e não foram. Pena (Sem dúvida, o apoio foi quase nenhum).
Não sei o que vai ser no CURTIR TAMBÉM É CIDADANIA de hoje, mas lá pro final da tarde, todos nós vamos saber.
Bom fim de semana e, na próxima, compareçam. Se a gente não se mexer, esses caras que mataram, estupraram, torturaram e sumiram com corpos, anônimos, ficarão sem que a História do país saiba seus nomes (É, quem sabe na próxima a "turma" compareça...).
No pasarán (muito menos incógnitos).
Marcia de Almeida
Editora
www.emdiacomacidadania.com.br
Não poderia terminar sem esclarecer quem são os dois presos políticos da minha família.
O primeiro foi meu pai, o Professor Vicente de Paula Paúl, que ficou preso no DOPS do Rio de Janeiro. Ele foi solto e faleceu em 1996. Nem eu, nem minha mãe recebemos qualquer indenização do povo brasileiro, aliás, nem solicitamos. Meu pai cumpriu o preconizado na leia da anistia, ampla, geral e irrestrita. Não seríamos nós a contrariá-lo.
O segundo sou eu, Paulo Ricardo Paúl, Professor e Coronel REFORMADO da Polícia Militar, que fui preso politicamente (Coronel, não existe nada no mundo jurídico que justifique a sua prisão, disse um dos meus advogados, quando conseguiu falar comigo)  no dia 10 de fevereiro de 2012 e atirado nos porões da penitenciaria Bangu 1. Na cela solitária de 6 metros quadrado não existia vaso sanitário, tive que usar o "boi" para as necessidades fisiológicas. Fiquei trancafiado 15 horas a cada dia. Fiquei incomunicável por 4 dias, nem meus advogados puderam ter comigo. No total, fiquei preso por uma semana, fui transferido de Bangu 1 para o Batalhão de Polícia de Choque no quinto dia, onde permaneci encarcerado por mais 3 dias, inclusive fazendo as refeições na cela improvisada. Um PM ficava na porta da cela o tempo todo. Só saí da cela para ir ao banheiro (externo) e para telefonar para o advogado e a família, sempre escoltado. No BPCh solicitei ter contato com um médico psiquiatra, pois tive que tomar remédio para dormir em Bangu 1 e até isso foi negado.
Prezada jornalista Márcia de Almeida, continue na sua luta, eu sei como é preciso ter coragem para colocar a cara na rua para defender nossas ideias, eu que o diga, mas recomendo mais cautela, não tome a parte pelo todo e aprenda que os ditadores nem sempre vestem fardas, alguns (algumas) usam ternos finamente recordados e taiers das mais finas grifes, mas rasgam as leis (e muitas leis) sempre que isso s interessar e alcançar seus opositores.
Certamente, prezada Márcia, nos encontraremos nos atos contra a corrupção, contra a cleptocracia que querem implantar no Brasil e será um prazer conversar com a senhora.
Por derradeiro, o espaço está aberto para a jornalista Márcia de Almeida contestar meus comentários, se achar conveniente e necessário.
Juntos Somos Fortes!

RIO: DEPUTADO PAULO RAMOS (PDT) - PROJETO DE ANISTIA ADMINISTRATIVA - 60 DEPUTADOS ASSINARAM O PROJETO.


Juntos Somos Fortes!

RIO: UPPs - POLICIAL MILITAR ASSASSINADO - "O BANDIDO TENTOU SE PROTEGER ( ? )".

JORNAL O DIA:
Suspeito de matar PM na Rocinha é identificado: 'O bandido tentou se proteger', diz major
Cerca de 150 policiais fazem operação na comunidade para tentar prender o acusado, que conta com duas passagens por tráfico de drogas
Maria Inez Magalhaes
Rio - A polícia já identificou o homem suspeito de matar o cabo da Polícia Militar (PM) Rodrigo Alves Cavalcante, de 32 anos, do Batalhão de Choque (BPChoque). Ele foi morto no início da madrugada desta quarta-feira, na Favela da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul. Segundo a PM, Edilson Tenório de Araújo abandonou uma mochila com documentos e munição 9 milímetros, a mesma que matou o militar, após ter atirado no policial. O suspeito ainda conta com duas passagens por tráfico de drogas.
"Os policiais contaram que o cabo Rodrigo foi abordar um homem em atitude suspeita e mandou que ele parasse. O suspeito correu e atirou para trás. Foi quando o policial foi atingido. O homem fugiu e abandonou a mochila. Não foi uma ofensiva contra a Polícia Militar, o bandido tentou se proteger", disse o major Edson Santos, coordenador de policiamento da comunidade.
O cabo Rodrigo foi baleado na axila durante um patrulhamento na comunidade, ocupada pelas forças de segurança desde novembro do ano passado, após a prisão do então chefe do tráfico de drogas Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem. Socorrido por colegas no Hospital Miguel Couto, na Gávea, o PM não resisitiu ao ferimento. É a nona morte na comunidade nos últimos 39 dias.
De acordo com o major Santos, que se reuniu com cerca de 150 homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Choque e da Coordenadoria de Inteligência que realizam patrulhamento nesta quarta-feira na comunidade, a orientação é procurar o suspeito. Uma foto de Edilson Tenório foi distribuída aos policiais. Major Santos disse ainda que a recomendação é tomar os becos da Rocinha.
"Não temos como mudar o tipo de policiamento. Ele precisa ser feito a pé porque a área é complicada", revelou.
Em nota, a Polícia Militar solicitou à população que ajude com informações que levem à captura do suspeito, através dos telefones 2332-8486 (Setor de Inteligência do BPChq) ou 2253-1177 (Disque-Denúncia), além do e-mail bpchqintel@gmail.com. O anonimato será garantido.
Filho de um policial militar da reserva, o corpo do cabo será sepultado com honras militares. De acordo com a PM, ainda não estão definidos o local e data do sepultamento. Nesta quarta, às 15h30, será realizada uma entrevista coletiva com a participação do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, do comandante da PM, coronel Erir Costa Filho, e da da chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, para falar sobre o caso.
'O tráfico vai continuar tentando dominar a região', diz major
O tiro que feriu e matou o cabo Alves foi efetuado por uma pistola. A Divisão de Homicídios (DH) assumiu as investigações.
O major Edson Santos admitiu nesta terça-feira que existe uma briga pela venda de drogas na favela. “É uma guerra pelo controle econômico gerado pelo tráfico, que movimentou milhões de reais na Rocinha. Mesmo com a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), teremos esse problema porque o tráfico vai continuar tentando dominar a região”, afirmou o oficial. A UPP está prevista para ser instalada na comunidade em julho.
As prisões dos principais chefes do tráfico, entre eles Antônio Bonfim Lopes, o Nem, foi a justificativa do major para o aumento da violência após a pacificação. “A Rocinha ficou sem ninguém no controle do tráfico e por isso os criminosos estão querendo tomar os pontos de venda de drogas. Os órgãos de inteligência das polícias têm detectado isso”, explicou o oficial.
Juntos Somos Fortes!

RIO: CACHOEIRA PODERÁ VIRAR TSUNAMI ( 06 ).

REVISTA VEJA
BLOG DO REINALDO AZEVEDO
04/04/2012
Às 5:49
Cachoeira vazava operações da PF para chefe de gabinete de Perillo
Por Chico de Gois e Jailton de Carvalho, no Globo:
O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, usou sua rede de policiais para obter informações sobre operação da Polícia Federal e vazá-las para a chefe de gabinete do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Segundo relatório da Operação Monte Carlo da PF, Cachoeira trocou telefonemas e mensagens com Eliane Gonçalves Pinheiro que, como o senador Demóstenes Torres (sem partido), também foi presenteada com um telefone criptografado comprado no exterior para poder falar com o contraventor. Cachoeira usou o mesmo esquema de acesso a policiais para repassar informações sobre ações da PF à construtora Delta.
Num dos trechos das gravações interceptadas com autorização judicial, o contraventor pergunta a Eliane se ela falou “pro maior” (sic). Ela responde que sim, e acrescenta: “Estou com ele aqui. Tá aqui. Imagina como que tava”. Não fica claro se “o maior” é o próprio governador.
A ação em questão foi desencadeada no dia 13 de maio de 2011 com o nome de Operação Apate. O objetivo foi combater um esquema de fraudes contra a Receita Federal nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Minas Gerais. Foram expedidos 82 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão. A Receita Federal havia identificado indícios de que em Declarações do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), apresentadas por prefeituras e outros órgãos municipais, havia informações falsas sobre retenções do imposto de renda. Os operadores do esquema contavam com a colaboração de alguns prefeitos e servidores do primeiro escalão municipal. A estimativa da Receita Federal é que o prejuízo aos cofres públicos tenha alcançado cerca de R$ 200 milhões.
Antes do telefonema, o contraventor trocou mensagens de texto com a chefe de gabinete de Perillo, informando da ação da PF. O primeiro torpedo ocorreu no dia 12 de maio do ano passado, às 20h16. Ele anuncia: “vai ter busca na casa e prefeitura, ok”. E ela responde: “ok, entendi.” Depois, continua Carlinhos: “somente busca.” E ainda dá conselhos: “pede a ele que tire as filhas de lá.”. Eliane tranquiliza o interlocutor: “elas estão na casa dele em Taguatinga. Vc. acha q eles vão procurar lá tbem? Ele tem as duas residências”. Carlinhos responde: “acredito q não. Uruaçu, Minaçu”, informa, referindo -se a dois municípios onde deveriam se desencadear as ações da Polícia Federal. Depois encerra: “Entendeu? Falou pro chefe?”
Delta também pediu dados
Doze minutos depois da troca de torpedos, o contraventor telefona para Eliane para confirmar se ela recebeu as mensagens.
Carlinhos: Eliane?
Eliane: Estou ouvindo.
Carlinhos: Falou pro maior (sic)?
Eliane: Falei, estou com ele aqui. Tá aqui. Imagina como que tava.
Antes de encerrar o diálogo, a chefe de gabinete de Marconi Perillo procura saber se a operação da Polícia Federal tem mais gente envolvida.
Carlinhos: Não. Já, já eu te falo. O que eu sei é esses aí (sic). Num (sic) tem ninguém grande não.
Mas Eliane insiste para que ele a avise sobre as novidades: Se você ficar sabendo, me fala. Tem uns pequenos aí que interessa (sic) a gente.
Por meio da assessoria de imprensa, Eliane confirmou que conhece Carlinhos desde 2003. Sobre os diálogos, ela afirma, que a Eliane citada em relatório da PF pode ser uma advogada. No relatório da PF, Eliane é identificada pelo sobrenome, número do CPF e até os telefones utilizados por ela. A chefe de gabinete de Marconi Perillo negou que tenha recebido um Nextel de Cachoeira e afirma que foi um amigo, Wladimir Garcez, que lhe emprestou um aparelho quando ela fez uma viagem ao exterior. Garcez é ex-vereador e, segundo a Polícia Federal, também integra o esquema de Carlinhos Cachoeira. Há vários diálogos interceptados ent re os dois. O governador Marconi Perillo disse, por meio da assessoria, que desconhece qualquer relação entre sua chefe de gabinete e Carlinhos Cachoeira.
Relatório da Polícia Federal mostra que Cachoeira também repassou informações para Cláudio Dias Abreu, ex-diretor da construtora Delta em Goiás. Conversas interceptadas pela PF revelam que Abreu recorreu ao amigo para se proteger de eventual investigação sigilosa da Polícia Federal. Integrantes da organização conversam também sobre movimentação financeira supostamente irregular da empresa.
Abreu recorreu aos serviços de Cachoeira em 14 de julho do ano passado para saber sobre operação que a Polícia Federal faria no Pará.
- É deixa eu te falar, nós ficamos sabendo que vai ter uma operação lá no Pará, dá pra você levantar se vai ter reflexo aqui? - pede o executivo.
Cachoeira diz que, se houvesse reflexo, um dos delegados subordinados à organização já teria vazado a informação. Segundo relatório da polícia, Cachoeira tinha uma extensa rede de espionagem.
Em outros diálogos, aparecem referências a suposta lavagem de dinheiro utilizando fornecedores da empreiteira. Por intermédio da assessoria de imprensa, o presidente do conselho da Delta, Fernando Soares, negou qualquer vínculo da empresa com Cachoeira. Segundo ele, Abreu foi afastado em 8 de março, uma semana depois da deflagração da operação. “A Delta Construção está em atividade há 50 anos. Tem uma longa tradição no mercado de construção civil e hoje figura entre as sete maiores e mais respeitadas empresas do setor”, disse a assessoria da empresa.
Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

RIO: CACHOEIRA PODERÁ VIRAR TSUNAMI ( 05 ).

MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS-PÁGINA PRINCIPAL
FONTE: JORNAL O POPULAR
05/03/2012 - 11h16
Delegado era sócio de Cachoeira em empresa de segurança
Fonte: O Popular 03/03/2012
Alfredo Mergulhão e Pedro Palazzo
Delegado investigado na Operação Monte Carlo é apontado como sócio de Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em empresa que recebeu R$ 342,5 mil em contratos com o governo estadual nos últimos dois anos. A Ideal Segurança Ltda. seria de fachada para lavagem de dinheiro da máfia dos caça-níqueis, segundo consta no inquérito realizado pelo Ministério Público Federal de Goiás (MPF), que o POPULAR teve acesso. O documento fundamentou a decisão da Justiça de expedir 82 mandados de prisão e de busca e apreensão cumpridos nesta semana pela Polícia Federal (PF).
De acordo com o texto do MPF, a Ideal Segurança foi adquirida em fevereiro do ano passado pelo delegado Deuselino Valadares e teria Carlinhos Cachoeira e o diretor da Delta Construtora, Cláudio Dias Abreu, como sócios ocultos. A essa altura, a empresa já mantinha contra tos firmados com o governo de Goiás. Em 2009, a Ideal Segurança venceu uma licitação por pregão eletrônico para realizar serviço de vigilância na Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).
No ano seguinte, a empresa de segurança recebeu R$ 153 mil do governo estadual para realizar os mesmos serviços em outros órgãos públicos. Em 2011, foram mais R$ 188 mil recebidos dos cofres públicos, segundo dados disponíveis no portal Transparência Goiás. Neste mês foram empenhados mais dois contratos, no valor de R$ 22,5 mil, mas ambos ainda não foram liquidados.
Três meses depois de adquirida pelo delegado, a empresa foi passada para o nome da mulher dele, Luanna Bastos Pires Valadares, que ficou com 50% das cotas. A outra metade ficou com Edson Coelho dos Santos, que seria laranja de Carlinhos Cachoeira, segundo as investigações. Além dos sócios de direito, as interceptações telefônicas da PF identificaram uma sociedade de fato constituída por Deuselino, Carlos Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz, Rossini Aires Guimarães e Cláudio Dias Abreu, todos investigados e apontados como testas de ferro do líder da suposta organização criminosa.
Suspeitas
As suspeitas acerca da conduta de Deuselino Valadares foram levantadas pelo fato das movimentações financeiras serem maiores que seus rendimentos. Conforme o documento, ele não teria dinheiro para aquisição da Ideal Segurança e de fazendas no Tocantins. A compra da empresa de vigilância teria sido feita com recursos ilícitos.
Pesa contra o delegado a interceptação com autorização da Justiça de um e-mail enviado pela diretoria da empresa. O assunto da mensagem se chamava Planilha de Investimentos da Ideal Segurança, com um documento em anexo que registrava o fluxo de caixa. Nele, aparecem os nomes de Deuselino Valadares, Edson Coelho dos Santos e da Delta Construtora. “Consta uma rubrica em nome de Edson no valor de R$ 100 mil, que é justamente o montante do sinal supostamente dado por Deuselino na aquisição da empresa”, afirmam os procuradores do MPF.
Depois da compra da empresa, o controle administrativo da Ideal Segurança teria passado para as mãos de uma das pessoas consideradas de extrema confiança de Carlinhos Cachoeira. No organograma da organização, Gleyb Ferreira da Cruz estava entre os assessores diretos no gerenciamento das atividades ilegais. Ele também seria responsável pelo contrabando das máquinas caça-níqueis e suspeito de lavar dinheiro da contravenção, evadir divisas e comprar telefones no exterior para dificultar grampos.
Quando os membros da empresa descobrem que o delegado está sob investigação da PF pela compra da empresa, as gravações revelam lamentações da cúpula da quadrilha pelo fato de terem deixado a empresa ficar no nome de Luanna. O inquérito registra diálogos entre Carlinhos Cachoeira e Gleyb, entre Gleyb e Rossini e entre Edson e Deuselino, todos tratando do assunto.
Atualmente, a empresa está registrada na Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) em nome de Edson e Rossini. O delegado ainda responde a um processo e move outro na 10° Vara Cível da capital. Deuselino briga na Justiça contra dois ex-sócios da Ideal Segurança: Deocleciano Máximo Júnior e Fernanda Sarelli Máximo.
Sentença
Na decisão que decretou a prisão de 36 pessoas suspeitas de participação num negócio ilegal, o juiz Paulo Augusto Moreira Lima, da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás, ressalta que não vê problemas na autoridade policial – ou sua mulher – terem uma empresa. Mas condena a atividade quando ela é feita em sociedade com criminosos. “Há problemas quando existem sócios ocultos e quando é empregado dinheiro ilícito na aquisição. Toda essa problemática que um delegado federal tem o dever de saber”, afirma. O magistrado classifica a organização criminosa como sofisticada e com estrutura empresarial.
O secretário-chefe da Controladoria Geral do Estado, José Carlos Siqueira, afirma não ter conhecimento dos contratos. “O Estado tem milhares de contratos”, diz. O auxiliar do governo acredita que, pelos valores, devem ter sido celebrados por meio de licitação.
Ele afirma ainda que o fato de os empenhos serem de fevereiro deste ano não significa necessariamente que são contratos novos. “Pode estar inclusive prorrogando contrato de 2010.” Siqueira diz que não tinha conhecimento da empresa, muito menos de quem seriam os proprietários, mas afirma que, se ela está no mercado e cumprindo com suas obrigações, não pode ser impedida de participar de licitações. A reportagem não conseguiu encontrar o delegado Deuselino Valadares nem o diretor da Delta Engenharia, Cláudio Dias Abreu.
Transferência para presídio em Mossoró
Atendendo ao que havia sido solicitado pelo Ministério Público Federal e autorizado pelo juiz Paulo Augusto Moreira Lima, da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiânia, o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi transferido no início da noite de ontem para o presídio federal de segurança máxima em Mossoró (RN). “A transferência é absurda”, disse o advogado de Cachoeira, Ricardo Sayeg. Segundo o advogado, ele também entraria com habeas corpus contra essa medida. Ricardo Sayeg já protocolou pedido de liberdade para seu cliente no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Alguns policiais não têm antecedentes
Rosana Melo
Suspeitos de participação em uma quadrilha que explora jogos de azar em quatro Estados e no Distrito Federal, os delegados da Polícia Federal Fernando Antônio Hereda Byron Filho e Deuselino Valadares dos Santos e os delegados da Polícia Civil de Goiás, Aredes Correia Pires, Juracy José dos Santos, Marcelo Mauad, José Luís Martins de Araújo e os coronéis da Polícia Militar Massatoshi Sérgio Katayama e Deovandir Frazão de Morais não possuem antecedentes criminais.
A pesquisa foi feita ontem pelo POPULAR no Tribunal de Justiça de Goiás e nas corregedorias das corporações de que fazem parte. Caso se confirme a participação deles durante as investigações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, eles podem ser indiciados por crimes de corrupção passiva, violação de sigilo profissional, formação de quadrilha e pela contravenção penal de exploração de jogo de azar.
Os dois delegados e um servidor da Polícia Federal são suspeitos de revelar dados sigilosos sobre operações para a quadrilha chefiada por Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que está preso desde quarta-feira, quando a operação foi deflagrada.
Os delegados da Polícia Civil são suspeitos de auxiliar a quadrilha deixando de atuar na repressão a exploração de jogos de azar e avisando sobre possíveis operações de fiscalização. Os oficiais da PM são suspeitos de repassar informações sobre operações. Todos receberiam propina mensal em torno de R$ 5 mil.
Acionada pelo POPULAR, a Corregedoria da Polícia Civil chegou a fazer um levantamento sobre procedimentos instaurados para apurar a conduta de alguns policiais citados como suspeitos, mas informou apenas que o ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública e Justiça, delegado Aredes Correia Pires, nunca respondeu a procedimentos disciplinares.
O restante da pesquisa foi interrompida aguardando autorização da Secretaria de Segurança Pública e Justiça. Na Corregedoria da Polícia Militar, o coronel Lourival Camargo informou que alguns militares citados pela imprensa como investigados já responderam ou respondem a procedimentos.
“Acho que nossa polícia não precisa disso. Temos experiência de que nem sempre os fatos são comprovados e a exposição, que pode ser mais danosa, é desnecessária. Não vamos revelar nomes”, disse.
No Tribunal de Justiça porém, constam os nomes do capitão Antonil Ferreira dos Santos e do major João de Deus Teixeira Barbosa como réus em um assassinato ocorrido em Santo Antônio do Descoberto, no qual outros 16 militares são indiciados. Antonil ainda é réu em um caso de tortura, em Santo Antônio do Descoberto.
Condenação
Entre os delegados da Polícia Civil, a situação mais complicada é a de Hylo Marques Pereira, que estava lotado na delegacia de Alexânia. Ele foi condenado e outubro de 2009 a três anos de reclusão, pagamento de dez dias multa no valor de um trigésimo do salário mínimo da época em que o crime aconteceu, além da perda o cargo pelo crime de concussão, em São Luís dos Montes Belos. O réu entrou com recurso, ainda não avaliado pela polícia.
Além desse crime pelo qual já foi condenado, Hylo Marques Pereira responde a processos por extorsão, formação de quadrilha, extorsão qualificada, estelionato, de apropriar-se de bens ou rendas públicas e de deixar de prestar contas anuais para a administração, todos ocorridos entre 1997 e 2006 no município de Santa Terezinha de Goiás, onde era lotado.
Ele ainda responde a processos pelos crimes de improbidade administrativa ocorrido em São Luís dos Montes Belos; peculato em Santa Terezinha de Goiás no ano passado; tortura a quatro vítimas em Minaçu em 2003 e ao crime de concussão contra duas vítimas em 2001. Por todos os casos, o delegado foi ouvido em procedimentos também na corregedoria da Polícia Civil, que não se manifestou sobre a condenação do delegado na Justiça.
O delegado Niteu Chaves Júnior não tinha antecedentes criminais até quarta-feira, quando foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
Juntos Somos Fortes!

RIO: CACHOEIRA PODERÁ VIRAR TSUNAMI ( 04 ).

TRIBUNA DA INTERNET
sexta-feira, 09 de março de 2012 | 13:01
Negócio ilícito de Cachoeira inclui grilagem de terras em Brasília e chega perto de Sergio Cabral.
Carlos Newton
O repórter Vinicius Sassine, do Correio Braziliense, informa que a compra de terras supostamente griladas no Distrito Federal e a regularização dessas áreas por meio de pagamentos ilegais a servidores públicos fazem parte dos negócios ilícitos de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o amigo íntimo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
Esse estranho negócio de terras é citado no inquérito que embasou a Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na semana passada. As transações suspeitas no DF são uma sociedade entre Cachoeira, empresário da jogatina, e Cláudio Dias Abreu, diretor da Delta Construções, que também foi investigado.
Como todos sabem, a Delta Construções pertence ao empreiteiro Fernando Cavendish, o amigo do peito do governador Sergio Cabral, em relações tão íntimas e tenebrosas que causaram estarrecimento à opinião pública nacional, quando vieram à tona no acidente com o helicóptero naquele trágico fim de semana em Salvador, lembram?
Na época, Cabral desculpou-se dizendo que até então não sabia direito o que era certo ou errado para um homem público fazer e até criou um Código de Conduta Ética, para passar a nortear seus atos como “homem público”. (Deveria ter sido laureado como o Humorista do Ano, mas foi injustiçado. Acho que preferiram atribuir o título ao Tiririca, que é mais antigo no ramo.)
No caso de Brasília, conforme o inquérito, a grilagem de terras foi possível em razão da “influência, capacidade de cooptação e penetração que possuem no setor público” o bicheiro Cachoeira e o diretor da Delta Construções, vejam que o tal Código de Ética de Cabral não tem servido de nada.
A investigação cita a participação de servidores da Terracap, a companhia imobiliária do governo do DF; do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF (Ibram), responsável por licenciamentos ambientais; e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
E la nave va, fellinianamente.
Juntos Somos Fortes!

RIO: CACHOEIRA PODERÁ VIRAR TSUNAMI ( 03 ).

SITE BRASIL 247:
Com Carlinhos Cachoeira, Delta vai de R$ 5,5 mi a R$ 276 mi.
Empreiteira de Fernando Cavendish multiplicou suas receitas junto ao governo goiano, do tucano Marconi Perillo, após se aproximar do bicheiro Carlinhos Cachoeira; mafioso tinha até informante na PF para saber de possíveis operações contra a construtora; e, até agora, nada na Globo, Folha, Estadão...
05 de Março de 2012 às 10:46
247 – É crescente o paradoxo entre as revelações da Operação Monte Carlo, que prendeu o bicheiro Carlinhos Cachoeira, e o silêncio da chamada grande imprensa em relação ao escândalo que atinge em cheio o governo do tucano Marconi Perillo, bem como o senador Demóstenes Torres (DEM/GO). Sabe-se que Cachoeira era “dono” da segurança pública em Goiás e nomeava até apadrinhados na Secretaria de Indústria e Comércio. Aos poucos, começam a vazar também os primeiros grampos da Operação. Demóstenes Torres, por exemplo, tratava Cachoeira como “professor” (leia mais aqui). Uma nova gravação mostra o bicheiro falando com o delegado Fernando Byron da Polícia Federal, que, na verdade atuava como seu informante sobre possíveis ações contra a Delta.
O interesse era justificável. Promotores envolvidos na Operação Monte Carlo suspeitam de que Cachoeira era uma espécie de sócio informal em Goiás. A empresa, do carioca Fernando Cavendish, desembarcou no Cerrado em 2006. Naquele ano, faturou R$ 5,5 milhões no estado. Hoje, os contratos somam R$ 276 milhões e também abrangem diversas prefeituras.
Leia, abaixo, noticiário do jornal “O Popular”, o mais importante de Goiás, e que vem demonstrando notável independência, em relação às relações perigosas entre a Delta e Carlos Cachoeira:
CARLINHOS: Vai ter alguma coisa amanhã, em Goiânia?
BYRON: Num tô sabendo, não. Acredito que não tem nada aqui não.
CARLINHOS: E com a Delta tem alguma coisa?
BYRON: Não, não, tá tudo tranquilo. Pode ficar tranquilo,tá tudo tranquilo. Carlinhos Cachoeira pergunta ao delegado Fernando Byron, da Polícia Federal,se a Delta está na mira de uma operação.
A Delta Construções – empreiteira na qual o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, mantém uma sala – celebrou pelo menos R$ 276 milhões em contratos de limpeza, aluguel de carros e infraestrutura com o governo do Estado e as principais prefeituras de Goiás nos últimos dois anos. A empresa foi alvo de busca e apreensões da Operação Monte Carlo, deflagrada na semana passada, que apura o jogo ilegal em Goiás e outros quatro Estados.
Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça Federal mostram a relação de Cachoeira com o diretor da regional Centro-Oeste da empresa, Cláudio Dias Abreu. Além do empresário, o ex-presidente da Câmara de Goiânia e ex-secretário de Estado Wladmir Garcêz também tinha sala no escritório da empresa em Goiânia, no 16° andar do Edifício New Bussines Style, na Avenida Jamel Cecílio, Jardim Goiás.
Dados do site Transparência Goiás mostram que a Delta entrou no Estado em 2006. A partir daquele ano a empresa - com mais de 50 anos de atuação - passou a ter contratos frequentes com a administração pública. Em seu primeiro ano contratando com o governo do Estado, a empreiteira e prestadora de serviços recebeu R$ 5,5 milhões.
O grande salto aconteceu em 2010, após a empresa ter vencido licitação para fornecer, por meio de aluguel, quase 2 mil carros para as Polícias Militar e Civil. O aluguel de automóveis começou em 2006, com outra empresa - a LM Transportes, Serviços e Comércios. A concorrência vencida pela Delta em 2009 era a continuidade desta modalidade de contrato, questionada anteriormente pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP) pelo alto valor.
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Justiça (SSPJ), a Delta recebe aproximadamente R$ 3 milhões por mês pelo aluguel dos carros. Com estes pagamentos, entre outros serviços, a empresa recebeu em 2010 R$ 54,9 milhões do governo estadual. Em 2011, os repasses foram de R$ 51,6 milhões. Há, no entanto, empenhos que ainda não foram liquidados. A secretaria informa que o contrato é valido até o fim do ano. Os empenhos de 2012 ainda não aparecem no Transparência Goiás.
A Delta também venceu licitações nas principais prefeituras do Estado, como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Catalão. Somente na Agência Municipal de Obras (Amob) da capital teve empenhados em 2010 e 2011 R$ 54,2 milhões. Alguns dos contratos da empresa são exibidos no site. Entre eles, a implantação de infraestrutura urbana e a construção do viaduto da Avenida T-63 na capital – a obra, constantemente, apresenta problemas de acabamento.
Proximidade
Com base na apuração da Polícia Federal (PF), os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) escrevem que fica clara a “ingerência” de Carlinhos Cachoeira nos negócios da empresa, “conhecida por realizar contratos de vulto com a administração pública”, segundo o inquérito civil público. No documento, Carlinhos Cachoeira é classificado como sócio de Cláudio Abreu na compra de terras em Várzea Grande (MT) e no Distrito Federal (DF), na aquisição de terrenos em Catalão e na Ideal Segurança, esta última também em sociedade com o delegado Deuselino Valadares, da PF.
Nas gravações telefônicas autorizadas pela Justiça, há diversas conversas nas quais Carlinhos Cachoeira ordena o fornecimento de valores a Cláudio. Numa delas, o líder da suposta quadrilha diz para o responsável pelo controle financeiro da organização, Geovani Pereira da Silva, disponibilizar R$ 400 mil ao diretor da empreiteira.
Em outro trecho do inquérito civil público do MPF, que O POPULAR teve acesso, há a transcrição de uma conversa entre Carlinhos Cachoeira e Geovani na qual o valor a ser entregue para Cláudio é de R$ 700 mil. O montante seria para o diretor da Delta Construtora “enviar para fora” do País. As investigações do órgão ministerial e da PF chegam à conclusão de que Cláudio atua como laranja do chefe da organização, que seria sócio oculto em vários empreendimentos.
A ligação de Cláudio com o grupo coordenado por Cachoeira fica evidente - no entendimento dos investigadores - pela presença de uma sala ocupada pelo suposto líder do bando no escritório da Delta Construções na capital. No pedido do MPF para que a Justiça recolhesse provas, o órgão ministerial solicitou a busca e apreensão de documentos, computadores, mídias e aparelhos celulares na sala que seria de Carlinhos Cachoeira no local, assim como na que seria ocupada pelo ex-presidente da Câmara de Goiânia, Wladmir Garcêz. Este último também é investigado pela participação na exploração de jogos de azar e está preso na Casa de Prisão Provisória (CPP).
Cláudio teria livre trânsito na contabilidade das operações que seriam chefiadas por Carlinhos Cachoeira. Inclusive, numa escuta telefônica ele revela espanto ao tomar conhecimento de que tem disponível “apenas R$ 100 mil” no caixa da organização. Para Cachoeira, o diretor da empreiteira não pode ser o último a saber do que se passa dentro da organização. Numa gravação ele repreende Idalberto Matias, o Dadá, por não ter informado Cláudio sobre o conteúdo de vazamentos de operações da PF. Dadá é sargento da aeronáutica da reserva e atuaria como araponga.
Defesa
Por meio da assessoria de comunicação, a Delta Engenharia nega qualquer relação comercial com Carlos Augusto Ramos e que ele tenha uma sala no escritório da empresa em Goiânia. A assessoria classifica o pedido de busca de provas na sede da empreiteira na capital como “equivocado”. “Não vamos responder equívocos”, disse a assessoria O representante da Delta disse que a empresa nada tem a ver com a vida privada do seu diretor. E sustenta que não houve apreensão de documentos no local. “Levaram apenas o laptop e iPad de Cláudio.” A assessoria argumentou que a amizade entre os dois é possível porque moram na capital e não se difere das relações que o diretor mantém com outras pessoas.
Juntos Somos Fortes!

RIO: CACHOEIRA PODERÁ VIRAR TSUNAMI ( 02 ).

- REVISTA VEJA:
BLOG DO REINALDO AZEVEDO.
1) Ah, essa memória que não me abandona! As relações especiais da Delta, empresa que toca sem licitação a obra de Cumbica, com o poder e os poderosos
Ah, essa memória que não me larga!
No post anterior, vocês leram que parte do terminal remoto do Aeroporto de Cumbica, cuja inauguração está prevista para o próximo dia 20, desabou. A obra já chegou a ser paralisada por determinação legal. Para tocar o empreendimento, a Infraero escolheu, sem licitação, a empreiteira Delta. O dono da empresa, Fernando Cavendish, é um homem que tem amigos poderosos. Dois dos mais destacados são Sérgio Cabral e José Dirceu. No Rio, a Delta toca obras de R$ 600 milhões. Pelo menos R$ 164 milhões desse total foram contratados sem licitação. Naquele trágico fim de semana de junho, em que um acidente de helicóptero matou sete pessoas no litoral baiano, incluindo a nora de Cabral, o governador integrava o grupo que estava na Bahia para comemorar o aniversário de Cavendish. Cabral viajou àquele estado no avião particular de outro potentado do setor privado: Eike Batista (se quiser mais sobre o mundo cabralino, clique aqui . Adiante.
Cavendish cresceu muito durante o governo petista. Teve um “consultor” de peso: Dirceu. No começo de maio, VEJA publicou uma reportagem sobre a meteórica ascensão de Cavendish.
Em entrevista à revista, dois empresários, José Augusto Quintella Freire e Romênio Marcelino Machado, acusam o ex-ministro e chefão petista de fazer tráfico de influência em favor da Delta. Segundo os dois, Dirceu foi contratado por Cavendish para facilitar seus negócios com o governo federal. E como eles sabem? Eles eram donos da Sigma Engenharia, empresa que seria incorporada pela Delta em 2008; os três se tornariam sócios. O negócio emperrou e foi parar na Justiça. Oficialmente, a Delta contratou Dirceu como consultor para negócios junto ao Mercosul. Receberia modestos R$ 20 mil mensais pelo trabalho. De fato, dizem os denunciantes, a Sigma passou a ser usada por Cavendish para fazer transferências bancárias a Dirceu.
Um trecho da reportagem informa o desempenho da empresa de Cavendish no governo petista. Seu grande salto se dá a partir de 2009, ano da contratação de Dirceu. Segue trecho daquela reportagem em azul:
Durante o governo do ex-presidente Lula, a Delta passou de empresa de porte médio a sexta maior empreiteira do país. É, hoje, a que mais recebe dinheiro da União. Sua ascensão vertiginosa chamou a atenção dos concorrentes. Em 2008, a Delta já ocupava a quarta colocação no ranking das maiores fornecedoras oficiais. Em 2009, houve um salto ainda mais impressionante: a empresa dobrou seu faturamento junto ao governo federal. Em 2011, apesar das expectativas de redução da atividade econômica, o faturamento da Delta deve bater os 3 bilhões de reais - puxado por obras estaduais e do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento.”
Comprando senadores
Informa ainda a VEJA:
“Em reunião com os sócios, no fim de 2009, quando discutia exatamente as razões do litígio, o empresário Fernando Cavendish revelou o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’. Pode ter certeza disso!”. E disse mais. Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na tua mão!”.
“Relações promíscuas”
VEJA publicou uma entrevista com os dois empresários (reproduzo trechos) e volto para encerrar.
Que tipo de consultoria o ex-ministro José Dirceu realizou para o grupo Delta?
Romênio - Tráfico de influência. Com certeza, é tráfico de influência. O trabalho era aproximar o Fernando Cavendish de pessoas influentes do governo do PT. Isso, é óbvio, com o objetivo de viabilizar a realização de negócios entre a empresa e o governo federal.
E os resultados foram satisfatórios?
Romênio - Hoje, praticamente todo o faturamento do grupo Delta se concentra em obras e serviços prestados ao governo.
A contratação de José Dirceu foi justificada internamente de que maneira?
Romênio - A contratação foi feita por debaixo do pano, através da nossa empresa, sem o nosso conhecimento. Um dia apareceram notas fiscais de prestação de serviços da JD Consultoria. Como na ocasião não sabia do que se tratava, eu me recusei a autorizar o pagamento, o que acabou sendo feito por ordem do Cavendish.
O que aconteceu depois da contratação da empresa de consultoria do ex-ministro?
Quintella - A Delta começou a receber convites de estatais para realizar obras sem ter a capacidade técnica para isso. A Petrobras é um exemplo. No Rio de Janeiro, a Delta integra um consórcio que está construindo o complexo petroquímico de Itaboraí, uma obra gigantesca. A empresa não tem histórico na área de óleo e gás, o que é uma exigência Ainda assim, conseguiu integrar o consórcio. Como? Influência política.
A Delta, por ser uma das maiores empreiteiras do país, precisa usar esse tipo de expediente?
Romênio - Usa. E usa em tudo. O caso da reforma do Maracanã é outro exemplo. A Delta está no consórcio que venceu a licitação por 705 milhões. A obra mal começou e já teve o preço elevado para mais de l bilhão de reais. Isso é uma vergonha. O TCU questionou a lisura do processo de licitação. E quem veio a público fazer a defesa da obra? O governador Sérgio Cabral. O Cavendish é amigo último do Sérgio Cabral. A promiscuidade é total.
Voltei
É isso aí.
Depois de tudo, em julho, na inauguração do teleférico no Complexo do Alemão, na presença de Dilma, o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, celebrou a obra e a “vitória sobre os Ministérios Públicos”, fazendo um agradecimento explícito à Delta (aqui). Em agosto, dois meses depois do acidente, Cabral voltou a celebrar acordos com a Delta sem licitação, n o valor, desta vez, de R$ 37,6 milhões. Tudo para “obras emergenciais”.
A Delta é mesmo a preferida do Rio e de Brasília. É a empresa que mais tem obras do PAC. Parte da de Cumbica, contratada sem licitação, desabou.
Por Reinaldo Azevedo
2) Delta, empreiteira que tocava obras sem licitação em Cumbica, é estrela do noticiário.
A construtora que está tocando, sem licitação, o terceiro terminal de Cumbica, a Delta, é uma velha conhecida do noticiário. No começo de maio deste ano, a VEJA publicou a seguinte reportagem.
O segredo do sucesso
Empresários afirmam que o ex-ministro José Dirceu faz tráfico de influência. E um de seus clientes, um empreiteiro que multiplicou seus ganhos no governo do PT, diz que os políticos são corruptos
Em 2005, José Dirceu foi obrigado a deixar a poderosa Casa Civil da Presidência da República, abatido pelo escândalo do mensalão. No mesmo ano, teve o mandato de deputado federal cassado no plenário da Câmara. Desde então, o petista trocou os holofotes pela atuação nos bastidores. A saber, a vida de dirigente partidário e de prócer governista por uma bem-sucedida carreira de consultor de empresas privadas. Dirceu já representou interesses milionários em países latino-americanos, nos Estados Unidos, na Europa e no Oriente Médio. Montou um portfólio invejável de clientes, do bilionário mexicano Carlos Slim, dono da Claro e da Embratel, ao controverso magnata Boris Berezovski, proibido de retornar à Rússia pela Justiça daquele país. Dirceu construiu uma carreira sem dúvida exi tosa na área comercial, mas deixou margem a uma dúvida incômoda: que tipo de serviço ele realmente presta aos seus clientes? Pela primeira vez desde a saída do petista do Planalto, há evidências claras e um testemunho convincente de que as suas “consultorias” não passam de um eufemismo para acobertar a prática de tráfico de influência.
Ao lançar mão de relações construídas no governo Lula, o ex-ministro abre portas de gabinetes e mostra os caminhos mais curtos que levam aos abarrotados cofres públicos. Da empreiteira Delta, um dos gigantes do setor, surge o caso mais contundente até agora sobre as misteriosas atividades do “consultor” Dirceu. Durante o governo do ex-presidente Lula, a Delta passou de empresa de porte médio a sexta maior empreiteira do país. É, hoje, a que mais recebe dinheiro da União. Sua ascensão vertiginosa chamou a atenção dos concorrentes. Em 2008, a Delta já ocupava a quarta colocação no ranking das maiores fornecedoras oficiais. Em 2009, houve um salto ainda mais impressionante: a empresa dobrou seu faturamento junto ao governo federal. Em 2011, apesar das expectativas de redução da atividade econômica, o faturamento da Delta deve bater os 3 bilhões de reais - empuxado por obras estaduais e do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento. Resumindo, em apenas nove anos, a Delta multiplicou seu faturamento em exatos 1091%. O fato do presidente d a empresa, Fernando Cavendish, para aproveitar as boas oportunidades explica uma parte do sucesso. A outra pode ser creditada às suas boas amizades e ao, digamos, talento em contratar a pessoa certa na hora certa.
Em 2009, o ano em que a Delta deu seu grande salto, a empresa passou a contar com os serviços da JD Assessoria e Consultoria, a firma do ex-ministro José Dirceu. Foi um contrato feito à sorrelfa, por meio de outra empresa da Delta, a Sigma Engenharia. Oficialmente, a JD recebeu 20000 reais mensais para “ampliar a participação da Delta no Mercosul”. Seus negócios, porém, prosperaram mesmo foi no Brasil. E José Dirceu está na raiz desse crescimento exponencial. Em 2009, a Delta amealhou 733 milhões de reais em contratos com o governo, o dobro de 2008. A empresa ampliou sua atuação nos ministérios da Defesa, Saúde e Transportes. Também passou a integrar o restrito grupo de prestadoras de serviços à Petrobras. E está encarregada da reforma do Estádio do Maracanã, para a Copa de 2014. Obras bilionárias. Ao mesmo tempo, no Tribunal de Contas da União, a Delta é citada em mais de 150 investigações por envolvimento em diversos tipos de irregularidade. Como ela conseguiu se transformar nesse portento? Graças ao trabalho do “consultor” José Dirceu. Quem garante? O próprio dono da Sigma, a empresa que contratou o ex-ministro: “O trabalho dele (José Dirceu) era fazer tráfico de influência. Aproximar o Fernando Cavendish de pessoas influentes no governo para fazer negócios”, diz o engenheiro Romênio Marcelino Machado (veja a entrevista na pág. 69).
A Delta comprou a Sigma Engenharia em 2008, num processo que se tornou motivo de litígio. Valeu-se dela, suspeita-se, somente para fazer transferências bancárias à JD Assessoria e, assim, tentar lançar um véu sobre seu espetacular desempenho na obtenção de contratos governamentais. Segundo a assessoria da Delta, o contrato com o ex-ministro foi negociado diretamente pela Sigma. Ao assumir o comando da empresa, Fernando Cavendish teria apenas dado prosseguimento ao acordo. Depois, ao perceber que José Dirceu não entregara o que fora prometido, “a ampliação dos negócios no Mercosul” -, ele decidiu rescindir o contrato. Nada disso, contudo, é verdade, de acordo com os donos originais da Sigma. “Nós nunca vimos o Zé Dirceu. Só ficamos sabendo que estávamos fazendo pagamentos a ele quando nos apresentaram as notas fiscais”, diz José Augusto Quintella Freire, um dos proprietários da empresa. Quintella também afirma que a história do Mercosul é balela: “O trabalho de Dirceu permitiu à Delta entrar no mercado de óleo e gás”. Procurado, Dirceu disse que não fala sobre seus negócios. A Petrobras também não quis comentar o caso.
Com a crescente participação do estado na economia, os empresários buscam ligações especiais com o mundo oficial, para compelir com vantagem nas licitações e obter parcerias com o governo. Como o estado brasileiro é um dos mais onipresentes no universo da produção, com uma fatia de 40% do produto interno bruto, cria-se um campo ainda mais fértil para aproveitadores.
É nesse cenário que figuras com o perfil de José Dirceu ganham maior relevância: “Pessoas que saem do governo e montam consultorias existem em qualquer país do mundo. Agora, quando há uma situação em que a burocracia estatal é grande, complexa e tudo é regulado e difícil, aí não tem jeito. Inevitavelmente, criam-se dificuldades para vender facilidades”, diz Sérgio Lazzarini, economista e autor de Capitalismo de Laços, um livro essencial para entender essa via de mão dupla e os intermediários entre os cofres públicos e as empresas.
A compra da Sigma pela Delta, como foi dito, é motivo de uma intensa disputa judicial. Graças a essa contenda é que veio à tona a confirmação de que o consultor José Dirceu age como um intermediário de oportunidades dentro do governo. Ela mostra também o perfil de cliente que busca esse tipo de serviço. Em reunião com os sócios, no fim de 2009, quando discutia exatamente as razões do litígio, o empresário Fernando Cavendish revelou o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’. Pode ter certeza disso!”. E disse mais. Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com v ocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na sua mão!”. Subornar pessoas com poder de decisão no governo é crime de corrupção ativa. Todo mundo sabe que isso ocorre a toda hora. Mas ouvir a confirmação da boca de um grande empresário do país, mesmo se for só bravata, é assustador.
Por Reinaldo Azevedo
3) Sérgio Cabral, um homem de muitos amigos.
Um trágico acidente de helicóptero na Bahia, que matou sete pessoas, inclusive a nora de Sérgio Cabral, expôs as relações promíscuas do governador do Rio com empresários que mantêm interesses bilionários no estado por ele governado. Já se sabe que, até a Bahia, Cabral se deslocou num jatinho de Eike Batista, a quem ajuda e por quem é ajudado. O objetivo da viagem era comemorar o aniversário de outro potentado: o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta. Só em 2010, a empresa celebrou com o estado do Rio contratos de R$ 555 milhões; desse total, R$ 127 milhões foram pagos por obras contratadas sem licitação. O Tribunal de Contas da União já abriu 150 investigações sobre suas atividades. A Delta é a empresa que hoje tem o maior número de obras do PAC — nesse caso, par ece ter pesado a amizade de Cavendish com outro patriota: José Dirceu , contratado como consultor.
A VEJA desta semana traz uma reportagem de Malu Gaspar e Sandra Brasil sobre as amizades de Cabral. Segue um trecho:
O acidente escancarou uma relação público-privada [entre Sérgio Cabral e Fernando Cavendish] que já dura trinta anos e foi se estreitando à medida que a carreira política de Cabral prosperava. Os dois ficaram tão próximos que compraram mansões no mesmo condomínio de Mangaratiba, nos arredores de Angra dos Reis, onde costumam veranear grandes empresários e celebridades. Jantares e viagens com as respectivas famílias se tornaram freqüentes. No Jacumã Ocean Resort, onde ocorreriam os festejos naquele fatídico dia 17 (em que Cavendish perdeu a mulher e o enteado de 3 anos), eles já passaram duas temporadas juntos. Cabral sempre ia como convidado do empreiteiro, um dos sócios do lugar, e ali desfrutava luxuosos bangalôs com até 300 metros quadrados e jantares regados a vinho s do calibre do Château Petrus. Entre as presenças constantes, outros dois sócios do resort. O primeiro, Marcelo Mattoso de Almeida, um ex-doleiro, pilotava o helicóptero e é conhecido no mercado financeiro por ter fugido para os Estados Unidos depois de pilhado em fraudes com guias de exportação. O segundo, Romulo Pina Dantas, já foi preso pelo crime de adulteração de combustíveis.
Na semana passada, apenas três dias depois de Cabral voar para a Bahia a bordo de um dos jatinhos de Eike Batista, o estado concedeu ao empresário a licença ambiental que faltava para que ele colocasse de pé a portentosa obra de um estaleiro no Porto do Açu, no norte do Rio. Não é a primeira vez que Eike presta gentilezas a Cabral, nem que o governador se empenha em ajudá-lo no ato seguinte. Em 2008, o bilionário vendeu uma parte de sua empresa de mineração, a MMX, ao gigante do setor Anglo American. Finda a transação, era necessário realizar a transferência da autorização do governo federal para a exploração de uma empresa para a outra. A burocracia poderia arrastar-se por uma eternidade, não fosse o governador ter atendido a um pedido de socorro de Eike. Temeroso de que o negócio de 5 bilhões de dólares desse para trás. Cabral telefonou para o então presidente Lula - que determinou a imediata liberação das licenças.
Por Reinaldo Azevedo
4) Deputados querem fazer devassa em contratos de Cabral.
Por Alfredo Junqueira, no Estadão. Volto depois:
Deputados estaduais do Rio pretendem fazer uma devassa no contratos do governo com a empreiteira Delta Construções S.A., do empresário Fernando Cavendish, e nas medidas administrativas que beneficiaram o grupo EBX, de Eike Batista. Os parlamentares de oposição querem saber se as relações de amizade entre o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e os empresários influenciaram iniciativas da administração estadual.
A proximidade entre Cabral e Cavendish ficou exposta após o acidente de helicóptero que matou sete pessoas, na sexta-feira, entre elas Jordana Cavendish, mulher do empresário, o filho dela, Luca, e Mariana Noleto, namorada de Marco Antonio Cabral - filho do governador. Cabral e seus parentes viajaram para a Bahia em jato cedido por Eike, para participar dos festejos de aniversário de Cavendish.
A Delta acumulou R$ 992,4 milhões em contratos durante o primeiro mandato de Cabral. Este ano, dos R$ 241,8 milhões em empenhos para a empresa, R$ 58,7 milhões são fruto de obras realizadas com dispensa de licitação. Os deputados estaduais solicitaram cópias de editais, contratos, aditivos, resultados de licitação e valores empenhados, faturados e liquidados até 30 de maio de 2011.
Em relação às ligações do governador com Eike Batista, os parlamentares solicitaram informações sobre benefícios fiscais concedidos ao grupo EBX, dados de licenciamento ambiental que beneficiaram as empresas do conglomerado e atos do Poder Executivo relativos a desapropriações para viabilizar o empreendimento de Porto do Açu - na região norte do Rio.
A assessoria de imprensa do Palácio Guanabara confirmou que houve crescimento no volume de contratos do Estado com a Delta, mas atribuiu isso ao aumento de investimentos do governo estadual nos últimos anos, “fruto do forte ajuste fiscal feito pelo Estado e da obtenção da sua maior capacidade de endividamento para a realização de obras”. A Delta, por nota, alegou que o aumento de negócios com o governo do Rio é decorrência dos “jogos da Copa do Mundo e Olimpíada e do pré-sal”.
Também por nota, Eike argumentou que não tem contratos com o Estado e teve a “satisfação” de emprestar seu jato particular ao governador do Rio. Em relação aos benefícios fiscais concedidos, o grupo EBX argumenta que eles são idênticos aos disponíveis para “qualquer outra empresa que se disponha a correr os riscos de empreender projetos de qualidade e magnitude semelhantes”. E conclui: “Além disso, muitos desses regimes fiscais entraram em vigor antes do atual governo do Estado ou antes da criação das nossas companhias citadas.”
Voltei
No começo de maio, a VEJA publicou uma reportagem sobre o extraordinário crescimento da Delta, e empreiteira de Fernando Cavendish, que passou a abocanhar um número formidável de obras públicas depois que contratou o consultor José Dirceu - o próprio. A reportagem também informava que dois sócios de Cavendish decidiram denunciar suas ligações especiais com o governo federal e com o governador Sérgio Cabral. Leiam dois trechos:
“Durante o governo do ex-presidente Lula, a Delta passou de empresa de porte médio a sexta maior empreiteira do país. É, hoje, a que mais recebe dinheiro da União. Sua ascensão vertiginosa chamou a atenção dos concorrentes. Em 2008, a Delta já ocupava a quarta colocação no ranking das maiores fornecedoras oficiais. Em 2009, houve um salto ainda mais impressionante: a empresa dobrou seu faturamento junto ao governo federal. Em 2011, apesar das expectativas de redução da atividade econômica, o faturamento da Delta deve bater os 3 bilhões de reais - puxado por obras estaduais e do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento.”
Comprando senadores
“Em reunião com os sócios, no fim de 2009, quando discutia exatamente as razões do litígio, o empresário Fernando Cavendish revelou o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’. Pode ter certeza disso!”. E disse mais. Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na tua mão!”. Mais Aqui
Promiscuidade total com o governo Cabral
Os ex-sócios de Cavendish também apontaram as relações especiais do empresário com Cabral em entrevista à revista. Leiam trecho:
VEJA - Que tipo de consultoria o ex-ministro José Dirceu realizou para o grupo Delta?
Romênio - Tráfico de influência. Com certeza, é tráfico de influência. O trabalho era aproximar o Fernando Cavendish de pessoas influentes do governo do PT. Isso, é óbvio, com o objetivo de viabilizar a realização de negócios entre a empresa e o governo federal.
VEJA - E os resultados foram satisfatórios?
Romênio - Hoje, praticamente todo o faturamento do grupo Delta se concentra em obras e serviços prestados ao governo.
VEJA - A contratação de José Dirceu foi justificada internamente de que maneira?
Romênio - A contratação foi feita por debaixo do pano, através da nossa empresa, sem o nosso conhecimento. Um dia apareceram notas fiscais de prestação de serviços da JD Consultoria. Como na ocasião não sabia do que se tratava, eu me recusei a autorizar o pagamento, o que acabou sendo feito por ordem do Cavendish.
VEJA - O que aconteceu depois da contratação da empresa de consultoria do ex-ministro?
Quintella - A Delta começou a receber convites de estatais para realizar obras sem ter a capacidade técnica para isso. A Petrobras é um exemplo. No Rio de Janeiro, a Delta integra um consórcio que está construindo o complexo petroquímico de Itaboraí, uma obra gigantesca. A empresa não tem histórico na área de óleo e gás, o que é uma exigência Ainda assim, conseguiu integrar o consórcio. Como? Influência política.
VEJA - A Delta, por ser uma das maiores empreiteiras do país, precisa usar esse tipo de expediente?
Romênio - Usa. E usa em tudo. O caso da reforma do Maracanã é outro exemplo. A Delta está no consórcio que venceu a licitação por 705 milhões. A obra mal começou e já teve o preço elevado para mais de l bilhão de reais. Isso é uma vergonha. O TCU questionou a lisura do processo de licitação. E quem veio a público fazer a defesa da obra? O governador Sérgio Cabral. O Cavendish é amigo último do Sérgio Cabral. A promiscuidade é total. Aqui
Por Reinaldo Azevedo
5) Governo Cabral - Só em 2011, um quarto dos contratos de obras com a Delta, no valor de R$ 58 milhões, foi feito sem concorrência pública.
Por Carla Rocha e Ruben Berta, no Globo:
A emergência tem sido uma aliada fiel da Delta Construções no estado. Uma das empreiteiras com mais contratos com o governo estadual, a empresa foi contemplada somente este ano, até este mês, com R$ 58,7 milhões para a realização de obras, sem que tivesse que participar de concorrências públicas. Isso representa 24,8% - praticamente um quarto - do total de R$ 241,8 milhões empenhados (recursos reservados para pagamento) só para a construtora no primeiro semestre de 2011.
A contratação da Delta sem licitação tem sido um recurso cada vez mais usado nos últimos anos do governo Sérgio Cabral. De 2007 até hoje, a construtora acumula contratos - com e sem concorrência - de R$ 1 bilhão com o estado. Além disso, consórcios dos quais a empresa participa estão à frente de obras grandes, como a do Maracanã e a do Arco Metropolitano.
Segundo um levantamento feito por líderes do PSDB na Alerj, o ano de 2011 é o que registrou o maior percentual de dispensa de licitação para a Delta, do empresário Fernando Cavendish - era para o aniversário dele, no Sul da Bahia, que Cabral se dirigia na sexta-feira, quando caiu um helicóptero matando sete pessoas . No primeiro ano do governador, em 2007, foram empenhados nessa modalidade R$ 10,2 milhões, 15% do valor total de contratos. Em 2008 e 2009, o percentual caiu para cerca de 3%. Em 2010, ano eleitoral, voltou a subir para 23%: R$ 127,3 milhões.
A Delta obteve contratos sem licitação nos quatro anos do governo Rosinha Garotinho: 3% , que corresponderam a R$ 12,1 milhões. Em 1999, no início do governo Anthony Garotinho, a empreiteira surgiu pela primeira vez nas contas do estado, porém na gestão dele não há registros de pagamentos sem concorrência à Delta.
De janeiro a novembro do ano passado, fazendo-se um recorte específico nos dados da Secretaria estadual de Obras, constata-se que a construtora teve no período empenhos de R$ 128 milhões do órgão, sendo que R$ 74,9 milhões (58,9%) foram com dispensa de licitação. Entre os contratos emergenciais em 2010 estão, por exemplo, a reforma do prédio-sede do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), no Centro do Rio. No Sistema Integrado de Administração Financeira do estado (Siafem) constam três empenhos com essa finalidade, com valores de R$ 2 milhões, R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões. Também há registros de uma série de obras viárias no município de São Gonçalo e de recuperação de encostas em Cachoeiras de Macacu.
Governo admite que aumento foi de 46%
Além da falta de concorrência, outras questões polêmicas, como o reajuste de valores de obras, envolvem a Delta. Recentemente, a reforma do Maracanã, inicialmente orçada em R$ 750 mil, foi reajustada para R$ 1 bilhão. A Delta alega que parte da cobertura original do estádio está seriamente danificada e precisa ser refeita.
Conforme O GLOBO noticiou na terça-feira, a Delta fica com uma grande fatia do bolo de recursos do estado . A empresa, que mereceu R$ 67,2 milhões em empenhos em 2007, ficou no ano passado com R$ 506 milhões, um salto de 655%. Na terça-feira, a assessoria do estado admitiu um crescimento de 46%, em comparação com o governo anterior. Usando como parâmetro as despesas totais do governo entre 2007 e 2010 (R$ 115,5 bilhões, entre investimento e custeio), o estado defende que a participação da construtora no período foi de apenas 0,86%. Na gestão Rosinha, que teve despesas totais entre 2003 e 2006 de R$ 67,7 bilhões, foi de 0,59%. O governo alegou que esse aumento de gastos foi causado pelos crescentes investimentos do estado. Aqui
Por Reinaldo Azevedo
6) Antes de acidente, Cabral viajou à Bahia em jatinho de Eike Batista
Na Folha. Leia o que segue depois do post.
Seis dos sete ocupantes do helicóptero que caiu sexta no litoral baiano haviam deixado o Rio poucas horas antes em um jatinho emprestado pelo empresário Eike Batista. No voo estavam o governador Sergio Cabral (PMDB), seu filho Marco Antônio e Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, que tem contratos de R$ 1 bilhão com o Estado e participa do consórcio responsável pela reforma do Maracanã, orçada em mais R$ 1 bilhão. O grupo foi à Bahia festejar o aniversário de Cavendish. Em Porto Seguro, eles se dividiram para pegar o helicóptero que os levaria a um resort. Mariana Noleto, namorada de Marco Antônio, Jordana e Fernanda Kfuri, mulher e cunhada de Cavendish, um enteado e um sobrinho do empresário e a babá dos dois foram no primeiro voo.
Seis corpos já foram achados, o último deles, do piloto Marcelo de Almeida, ontem à tarde. Cabral anunciou licença do governo até o dia 26. A assessoria do governador se limitou a confirmar que ele voou no jatinho de Eike. A Delta afirmou que atua dentro da lei. A assessoria de Eike não se pronunciou. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) investiga possíveis irregularidades no acidente. As habilitações do piloto para o helicóptero estavam vencidas desde 2005.
Sobre a influência de empreiteiro Fernando Cavendish no governo federal e no governo do Rio, leia os seguintes posts:
“Cavendish é amigo íntimo de Sérgio Cabral: a promiscuidade é total”
Empresários acusam Dirceu de tráfico de influência: o segredo do sucesso
Por Reinaldo Azevedo
- BLOG DO ANTHONY GAROTINHO
11/01/2012 09:58
Escândalo! Rei Arthur, Cavendish (Delta) e braço-direito de Cabral esquiam em paraíso de milionários
A estação de esqui de Aspen, no Colorado é a preferida dos milionários americanos e dos novos-ricos brasileiros. Pois como leram é lá que está acontecendo mais uma farra às custas do dinheiro público do Estado do Rio de Janeiro. O Rei Arthur, o homem das terceirizações, com contratos de R$ 2 bilhões, Fernando Cavendish, o dono da Delta, grande amigo de Cabral que não pára de ganhar licitações de obras estaduais e o secretário de Governo de Cabral, um de seus braços-direitos, Wilson Carlos (o outro é Régis Fichtner), os três estão hospedados num hotel de luxo, na neve. Que timaço! Eles estão iguais ao Tio Patinhas, esquiando em cima de dinhe iro, que nesse caso veio dos cofres públicos.
O Estado do Rio de Janeiro debaixo de água, mortes, enchentes, deslizamentos e o secretário Wilson Carlos esquiando na neve nos Estados Unidos acompanhado dos empresários que têm os maiores contratos com o governo Cabral. Se o Código de Ética inventado por Cabral no ano passado fosse pra valer, Wilson Carlos estava exonerado hoje. Mas é bom lembrar que já passaram oito meses desse factóide do Código de Ética e até agora não foi nomeada a comissão para fiscalizar os secretários, além do governador e seu vice. É mais uma farra da turma de Cabral agora na neve, nos Estados Unidos.
Para refrescar a memória de vocês, o secretário Wilson Carlos é aquele que numa operação da Polícia Federal se descobriu que tem contas em paraísos fiscais na China e até agora não deu nada pra ele.
Aliás, fica uma dúvida no ar: Cabral não dá as caras em nenhum evento desde a semana passada, a sua última aparição foi na quinta-feira passada, na coletiva do ministro Fernando Bezerra, no Palácio das Laranjeiras, será que também não está esquiando em Aspen? Vamos apurar.
Juntos Somos Fortes!