domingo, 12 de dezembro de 2010

GOVERNO DO RIO EXPLICA A NÃO OCUPAÇÃO DAS ÁREAS DOMINADAS POR MILICIANOS.

FOLHA DE SÃO PAULO
COMENTO:
Tenho escrito que não existe política de segurança pública no Rio de Janeiro, a SESEG/RJ vive de táticas, não atua no todo, vive de ações compartimentadas, como fica evidente na tática de implantação das UPPs, quando não se preocupa em prender os criminosos que simplesmente passam a atuar em outras áreas.
No Rio, jogamos o lixo para o quintal do vizinho, para manter o nosso limpo.
Para limpar a Zona Sul, sem provocar confrontos, o governo Sérgio Cabral espalhou os traficantes e suas armas de guerra pelo restante do estado.
Isso facilita sobremaneira a limpeza da Zona Sul, embora seja uma linha de ação que pode ser considerada como "criminosa", algo impensável em um estão que deseja ser democrático de direito.
Não existem cidadãos de primeira e de segunda classes, os que não podem ficar no meio de um tiroteio e os que podem ficar no meio das balas perdidas.
O governo afirma insistentemente que 99% das pessoas que moramn em comunidades carentes são pessoas de bem, uma afirmação que não se coaduna com a forma de invadir a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão, ocasiões em que os fuzis foram usados a exaustão; vítimas civis sangraram; casas e estabelecimentos comerciais foram arrombados, invadidos, revistados e alguns teriam sido até saqueados. Existem dezenas de denúncias em apuração.

As bandas podres fizeram a festa, levando a Polícia Militar a proibir que a tropa dos batalhões usasse mochilas na Serra Pelada (apelido dado à região), algo só permitido para os honestos bopeanos.
O caos!
A matéria tenta explicar o motivo do governo Sérgio Cabral só ter instalado uma UPP em áreas dominadas por milícias, que já ultrapassam cem comunidades carentes.
Milícia não se combate com UPP, só o tráfico de drogas, afirma o governo.
A explicação é pífia, embora pareça fundamentada em uma lógica.
O governo não sabe que a Polícia Militar não tem a missão de retomar ou de ocupar territórios, a missão da corporação é realizar o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública. As UPPs não podem ser tratadas como ocupações, consumindo um grande número de PMs, enfraquecendo a ostensividade no restante do Rio de Janeiro. As UPPs devem ser uma forma de policiar as comunidades e os seus efetivos devem obdecer a relação adequada. Inclusive as suas escalas devem ser as mesmas das demais formas de policiamento.
As UPPs atuais não são nada além do que um grande GPAE, um gigantesco GPAE.
Na verdade, tanto nas áreas ocupadas pelos traficantes ou pelos milicianos, a PMERJ deve realizar o policiamento e não ocupar militarmente, usando um super efetivo.
As Polícias Militares não são a solução para a segurança pública, elas fazem parte de um sistema, a corporação não pode ser usada como um tamponamento em face da inexistência de investigação policial de qualidade, que permite a entrada de drogas e armas de guerra no Rio de Janeiro, como se fossem uma mercadoria qualquer.
A prevenção e a repressão ao tráfico de drogas são missões da Polícia Federal que deve, ELA SIM, aumentar muito o seu efetivo para cumprir as suas missões constitucionais. Algo que não ocorre para que os excelentes salários sejam mantidos. Assim, que se danem os Policiais Militares, o governo segue aumentando o efetivo da PMERJ e os salários ficando cada vez piores.
Os Coronéis Barbonos em 2007 solicitaram o fim das incorporações (Oficiais e Praças), enquanto a questão salarial não fosse resolvida (Carta dos Barbonos). Foram exonerados e aposentados compulsorã
iamente.
Nessa direç
o, cabe as Polícias Civis se dedicarem a investigação, sua missão constitucional, atuando em conjunto com a Polícia Federal e deixando de tentar ser uma tropa de combate invadindo comunidades carentes, entrando e saindo, enxugando gelo.
Em síntese, a Polícia Militar deve estar presente em todo território do Rio de Janeiro, realizando o policiamento ostensivo, que deve ser distribuído de forma igualitária pelo terreno, proporcionando segurança para toda a população fluminense.
Prevenir e reprimir o tráfico de drogas e o contrabando de armas; realizar investigações criminais e retomar territórios dominados por grupos armados, não são missões das Polícia Militares.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

4 comentários:

Anônimo disse...

Coronel, bom dia!

Por favor publique este comentário a respeito do concurso CFSD 2010.

Reprodução da mensagem:

"1º Tem uma candidata cujo nome é RENATA DA SILVA SANTOS cujo cpf é 136xxxxxx89, a mesma ZEROU 3 matérias e está na posição 253 na classificação. Você pode olhar no site do CRSP e entrar com o CPF dela que você vai conferir, inclusive nem a redação dela foi corrigida, visto que a mesma não foi aprovada!

2º A classificação está mudando a todo instante agora na madrugada, muita gente reclamando que estão caindo de posição, inclusive eu também caí de posição, quando saiu a classificação eu estava em15.XXX de um total de 24.325 candidatos masculinos. Agora estou em 15.XXX de um total de 24.354, caí 29 posições, COMO?????

3º Na lista dos aprovados masculinos na posição 173 tem um candidato cujo nome é weseleygomes@hotmail.com, isso mesmo, o nome dele é um e-mail, pode conferir.

O pessoal está muito indiguinado inclusive eu, pois eles "lá" esperaram a madrugada para colocar possíveis "peixes" que nem sequer passaram na prova, vergonha!!!
Venho te pedir uma ajuda do que posso fazer para que está informação seja averiguada e esclarecida de uma forma limpa, pois não sei onde posso buscar recurso.
O pessoal de um outro fórum já mandaram e-mail para o comandante geral do CRSP informando o caso, mas creio que sejam todos farinha do mesmo saco.
Desde já grato pela atenção!!!"

O autor da mensagem disse que já está colhendo provas e que está acionando seu advogado.

Vários blogs estão divulgando até as imagens com a nota da candidata.

MUITO SÉRIO!!!

Fontes: http://blogcocp.blogspot.com/2010/12/bomba-possivel-fraude-no-concurso-da.html
http://contodefardas.blogspot.com/

Edson Lopes disse...

Miliciano e bandido, qual a diferença? Na verdade é politica em cima da politicagem.

Paulo Ricardo Paúl disse...

Correto, miliciano é bandido.
As denúncias devem ser investigadas.
Juntos Somos Fortes!

Anônimo disse...

Não concordo que 90% das pessoas das comunidades carentes sejam de bem,pois pessoas de bem não tem gato de energia e outros gatos mais.Porem quando eles são flagrados nestes ilícitos,são tratados como vítimas da sociedade,mas a grande verdade é que furto é furto,pois não existe nem furtinho e nem furtão.