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domingo, 18 de março de 2012

SOLDADOS DO EXÉRCITO SÃO HOSTILIZADOS NO ALEMÃO; É O NARCOTRÁFICO ARMANDO A RESISTÊNCIA. ALGUMA SURPRESA?

Prezados leitores, boa noite!
Amanhã, sairei cedo em razão da 1a reunião do Conselho de Justificação instaurado em meu desfavor, assim sendo, antecipo os artigos que publicaria pela manhã.
REVISTA VEJA:
BLOG DO REINALDO AZEVEDO.
17/03/2012
às 4:55
Soldados do Exército são hostilizados no Alemão; é o narcotráfico armando a resistência. Alguma surpresa?
No Globo Online:
Apanhei durante tanto tempo por desconfiar do modelo mágico de segurança de Sérgio Cabral e José Mariano Beltrame que, ao constatar que eu tinha razão, poderia sentir alguma satisfação. Mas sinto é tédio pelo triunfo do óbvio. Leiam o que vai abaixo e assistam aqui ao filme a que alude a reportagem .
A mudança na estratégia de policiamento do Exército nos complexos da Penha e do Alemão vem gerando hostilidade por parte de crianças e de jovens contra as tropas. Desde que os militares intensificaram o patrulhamento a pé nos becos e vielas de áreas mapeadas como pontos de venda de drogas, houve aumento na quantidade de entorpecentes apreendidos. Até ecstasy, droga que não havia sido encontrada nas favelas pelo Exército, foi encontrado nas incursões feitas a partir de fevereiro. Com a perda de drogas e de território, os traficantes partiram para o contra-ataque. Segundo o serviço de inteligência do Exército, bandidos dão ordens a moradores para que provoquem os soldados que patrulham a região.
Como numa brincadeira de gato e rato, crianças usam as mãos para formar as iniciais de uma facção criminosa, e fogem quando os militares avançam na sua direção. Imagens do Exército obtidas pelo GLOBO revelam como garotos agem. Em casos mais extremos, jovens pulam entre as lajes para atirar garrafas, pedras e até lançar rojões.
“Sabemos que estamos incomodando. O nosso serviço de inteligência nos informou que as ações de hostilidade são orquestradas pelo tráfico. Afinal, estamos estragando o “negócio” deles. A finalidade do Exército aqui é proteger a população”, disse o comandante da Força de Pacificação, general Tomás Miguel Paiva.
Nos complexos desde o dia 26 de janeiro, os 1.800 militares da 11 Brigada de Infantaria Leve, de Campinas (SP), e da 6ª Divisão de Exército de Porto Alegre (RS) já apreenderam 300 unidades de ecstasy, cerca de cinco quilos de cocaína e dois quilos de maconha. A quantidade de cocaína representa mais do que o dobro do volume encontrado em patrulhas anteriores. Para driblar a vigilância, segundo o general, os bandidos criaram mecanismos que vão além de radiotransmissores e celulares.
Os traficantes não só reposicionaram barricadas feitas com sofás e restos de obras, como instalaram campainhas. Quando acionadas por olheiros, elas dão o alarme a mais de 300 metros de distância. À noite, o sistema que os bandidos adotaram é o de fazer ligações clandestinas na iluminação pública. Ao avistarem os militares, eles piscam as luzes nos postes.
(…)
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

NOVO LIVRO (E FILME) DE FICÇÃO SOBRE A SEGURANÇA PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO.

EMAIL RECEBIDO:
REVISTA VEJA
Cultura
A Batalha do Alemão
Comentarista da Globo vende direitos de livro para editora.
A Objetiva comprou os direitos de publicação de A Batalha do Alemão, livro que Rodrigo Pimentel está escrevendo sobre a tomada da favela em 2010.
José Padilha também comprou os direitos da obra para adapta-la ao cinema. O livro deverá ser lançado em junho.
Por Lauro Jardim.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A MORTE NO COMPLEXO DO ALEMÃO.

SITE R7:
Investigação de morte de jovem no Alemão será acompanhada pela Justiça Militar.
Procuradora vai se encontrar com o comandante da Força de Pacificação.
As investigações sobre a morte do menino Abraão da Silva Maximiliano, de 15 anos, durante um suposto confronto entre militares do Exército e traficantes no complexo de favelas da Penha, na zona norte do Rio, na noite da última segunda-feira (26) estão sendo companhadas pela Procuradoria de Justiça Militar.
Nesta sexta-feira (30), a procuradora Hevelize Jourdan Covas Pereira vai se encontrar, às 10h, com o general Otávio do Rêgo Barros, comandante da Força de Pacificação do Complexo do Alemão, na base operacional, para verificar o andamento das apurações.Ela também espera ouvir parentes e vizinhos do jovem, bem como testemunhas do confronto (Leiam).
Juntos Somos Fortes!

sábado, 19 de novembro de 2011

A OCUPAÇÃO DA ROCINHA, O COMPLEXO DO ALEMÃO E A LÓGICA.

Prezados leitores, a mídia divulgou inúmeras vezes que o Exército Brasileiro ocuparia o Complexo do Alemão apenas enquanto a Polícia Militar preparava o efetivo para implantar as Unidades de Polícia Pacificador (UPPs), bem como, também já informou que o Exército quer sair do local com brevidade, inclusive em razão dos custos elevadíssimos, o que só não é possível em razão da Polícia Militar ainda não ter se mostrado em condições de assumir.
Tal quadro determinava que não fosse realizada qualquer outra ocupação, antes da Polícia Militar implantar as UPPs no Alemão, liberando o Exército, o que parecia ser uma prioridade.
Isso era lógico.
Apesar dessas verdades, repentinamente, o governo sem ocupar o Complexo do Alemão com Policiais Militares, abre uma nova frente, necessitando mais ainda de novos Policiais Militares. Invade a Rocinha, algo que poderia esperar a solução da situação do Alemão, afinal, o governo estadual estava inerte com relação à Rocinha há quase cinco anos.
Isso foi ilógico.
O Exército Brasileiro foi ouvido?
O que determinou essa invasão intempestiva da Rocinha?
Juntos Somos Fortes!

O CORONEL PAÚL E UMA PREMONIÇÃO?

Prezados leitores, bom dia!
Policiar as comunidades carentes é imprescindível, assim como policiar toda cidade.
No dia 28 de junho de 2008, seis meses antes da inauguração da primeira Unidade de Polícia Pacificadora, na comunidade do Dona Marta, em Botafogo, eu publiquei o artigo que transcrevo abaixo (link):

“O sucinto editorial sintetiza perfeitamente a gravidade do quadro de insegurança pública vivenciado pela população do Estado do Rio de Janeiro, quando cita que existem áreas do território fluminense subjugadas por bandos armados, que impedem a manutenção do monopólio estatal do uso da força.
Uma realidade que perdura a vários anos!
O quadro é de grave perturbação da ordem pública considerando que no estado existem comunidades onde “leis” tácitas impostas por criminosos submetem os moradores a toda sorte de privações e onde a polícia responsável pelo policiamento ostensivo e pela preservação da ordem pública – a Polícia Militar – não consegue adentrar sem a ocorrência de confrontos armados, com as inevitáveis vítimas.
Não podemos continuar buscando culpados pelo estágio de desordem que alcançamos, nem mesmo podemos adiar a discussão democrática e multidisciplinar que deve anteceder o encontro de soluções para o maior problema da sociedade fluminense.
Urge que encontremos as soluções, sendo certo que estes territórios que não estão sob o controle estatal precisam ser retomados, ocupados e mantidos sob a égide da legalidade.
Ninguém duvida da capacidade operacional das instituições policiais estaduais de retomarem a hegemonia do monopólio estatal do uso da força nestas comunidades, enfrentando os criminosos, porém todos sabem também que estas instituições não possuem efetivos suficientes para ocupar e manter o controle dessas comunidades, mesmo desviando a Polícia Civil da sua missão constitucional – a investigação das infrações penais.
Portanto, temos que buscar alternativas e essas praticamente inexistem.
O programa federal da Força Nacional de Segurança apenas tem a capacidade de apoiar as ações, como tem feito, não reunindo condições de ser empregado na ocupação e na manutenção dos territórios.
Assim sendo, diante da dimensão e da gravidade do problema, devemos avaliar seriamente a possibilidade do emprego das forças armadas como uma alternativa factível, considerando que parte do território nacional está submetida a um estado paralelo, o que significa dizer que não fazem parte do nosso estado democrático de direito.
Caso existam outras alternativas para ocupar e manter o controle estatal nestas comunidades, além do emprego das forças armadas, por favor, que elas sejam apresentadas para avaliação, pois todos nós, cidadãos fluminenses agradecemos e ansiamos pelo encontro de soluções para essa catástrofe social”.

No ano de 2010, o Exército ocupou o Complexo do Alemão.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

AINDA HÁ TEMPO DE SALVAR AS FORÇAS ARMADAS DA CILADA DA MILITARIZAÇÃO DA SEGURANÇA PÚBLICA – NILO BATISTA.

Ainda há tempo de salvar as Forças Armadas da cilada da militarização da segurança pública.
Por Nilo Batista, 03.10.2011
Recordemos a chacina do Pan, aquelas dezenove execuções no Alemão antes dos Jogos. Recordemos especialmente as capas das revistas semanais, que saudavam a operação como alvissareira “novidade” nas técnicas policiais. Na foto da capa, um inspetor da Polícia Civil conhecido por Trovão, em trajes de expedicionário norte-americano no Iraque, degustava um charuto caminhando numa viela sobre o corpo de algumas das vítimas da operação.
Dezenove execuções não eram em si qualquer novidade. Afinal, a polícia carioca está matando anualmente uns mil e duzentos suspeitos, e esta cifra espantosa, este recorde mundial, alcançado gota a gota – dois traficantes aqui, um assaltante acolá etc – jamais despertou maior comoção na mídia. Se todos fossem mortos num dia só, teríamos em perdas humanas mais do que na tragédia das chuvas na região serrana, incluindo desaparecidos – na serra como nos registros policiais. Diluídas porém no noticiário cotidiano, essas mortes oferecem a base para a disseminação de um conformismo perigoso para o Estado de direito. A “novidade” em uníssono saudada pela mídia não residia, por certo, em ter aquela operação policial obtido num só dia o produto funesto de três ou quatro. A “novidade” era a própria legitimação da brutalidade policial. É isso aí. Vamos mostrar-lhes quem tem mais fuzis. Quem com ferro fere… Não apenas tolerância, mas também culpa zero. E, por que não, cumprida a tarefa, por que não saborear um purito pisando o sangue ainda quente dos inimigos?
Nos jornais de 12 de fevereiro de 2011, estampou-se a prisão do inspetor Trovão, suspeito “de ter participado da garimpagem no Complexo do Alemão”, dentro da prática alcunhada “espólio de guerra” (O Globo, p. 21). Pobre Trovão. Ele não só se vestia e se sentia como um soldado em plena batalha dentro de território inimigo, mas sobretudo confirmava seus figurinos e sentimentos lendo os jornais. Guerra é guerra.
Essa pilhagem teria ocorrido no que poderíamos chamar de segunda tomada do Alemão, com o apoio de equipamentos bélicos e pessoal militar. Enquanto embaixo um tanque, que poderia estar sendo pilotado por Marcílio Dias ou por João Cândido, dissuadia toda resistência, lá em cima era Serra Pelada, mangueiras e bateias a mil.
Recordemos duas cenas daquela cobertura ufanista, do que foi chamado de “Tropa de Elite 3”. A primeira se deu quando aquele magote de favelados armados fugia por uma estrada de terra. De repente, um deles foi alvejado. Não é recente a criminalização desse fato, a execução de um suspeito que esteja fugindo, que Sérgio Verani estudou pioneiramente entre nós; quer perante o direito internacional, quer perante nosso direito interno, aquilo foi um crime. No século XV, uma ordenação determinava que o oficial de Justiça “nom o (o suspeito) deva matar por fogir, ainda que d’outra guisa prender nom possa; e matando-o, averá pena de Justiça, segundo no caso couber” (Ord. Afo. II, VIII, 10). Temos algo a aprender com Afonso V, pois ninguém se interessou por aquele homicídio a sangue frio, visto por mais de cem milhões de pessoas. Ninguém se interessou. Nenhum jornalista, nenhum membro do Ministério Público, nenhuma autoridade do Executivo, nenhum parlamentar, silêncio obsequioso da OAB-RJ. Ao contrário, soube que uma repórter indagou a um constrangido oficial da PM por que a polícia não tinha resolvido tudo naqueles instantes de fuga.
A segunda cena deve ser antecedida por um esclarecimento. Bens adquiridos com o produto de práticas ilícitas serão perdidos para o Estado – este é um dos mais conhecidos efeitos da condenação (art. 91, inc. II, al. b CP). O patrimônio dos infratores – quando e apenas quando comprovadamente oriundo da atividade criminosa – deve ser apreendido e preservado, para que sobre sua guarda, posse ou depósito decida o Juiz. Pois no Alemão, sob as vistas complacentes de policiais-militares fardados, alguns moradores saqueavam móveis, utensílios e materiais da casa que pertenceria ao chefe local do comércio ilícito. Hoje, desvelada a “garimpagem”, o “espólio de guerra”, compreende-se melhor a utilidade desta cena: num arroubo, explicável pelos anos de tirania, os vizinhos saquearam a casa do suspeito. Aquele saque popular, televisionado com simpatia – dos PM’s e dos âncoras – era um excelente álibi para outros saques, mais bem direcionados às economias do comércio ilegal. Nenhum programa de tevê deu maior importância, e era um flagrante delito (de quem saqueava e de quem deixava saquear) no ar! Compreende-se; afinal, era o Dia da Vitória.
A militarização da segurança pública constitui um enorme equívoco no qual levianamente se insiste entre nós. Recentemente, Raúl Zaffaroni recordava que todos os genocídios do século XX foram praticados por forças policiais, e quando forças armadas institucionalizadas neles se envolveram, estavam exercendo funções policiais (como essas que recentemente lhes foram atribuídas para as fronteiras). O núcleo desse equívoco provém da confusão, comum nas ciências sociais – veja-se, por exemplo, Elias – entre poder militar e poder punitivo. No Estado de direito, esses dois poderes não podem se aproximar sem riscos gravíssimos. Mas essa aproximação foi muito dinamizada por um projeto, gestado no hemisfério norte, de converter as Forças Armadas latino-americanas em grandes milícias, a perder sua higidez e sua orientação estratégica no incontestável fracasso da “guerra contra as drogas”. Onde há guerra não pode haver direito. O militar é adestrado para o inimigo, o policial para o cidadão. Na estrutura militar, a obediência integra a legalidade; na policial, a legalidade é condição prévia da obediência. São formações distintas, dirigidas a realidades também distintas. O sistema de responsabilização é também diferente: não há ordens vinculantes para um policial, adstrito a aferir a legalidade de todas elas (num teatro de guerra, iniciativa similar significaria derrota certa).
Na economia, o arrogante discurso neoliberal levou um tranco. Sabemos agora o que é que a mão invisível do mercado fazia depois do expediente. Mas a política criminal genocida do neoliberalismo parece sobreviver a ele. A indústria do controle do crime responde um pouco por essa permanência. De outro lado, nunca o sistema penal acolitou tão visivelmente a acumulação capitalista. Ainda há tempo de salvar as Forças Armadas da cilada que é a militarização da segurança pública. O jovem tenente, suspeito de furtar um aparelho de ar condicionado, e o inspetor Trovão acreditaram que estavam participando de batalha em território inimigo. Foram muito incentivados a acreditar nisso pela mídia.
É claro que exércitos regulares impedem o quanto podem a arrecadação de butim por seus integrantes. O roubo e a extorsão “em zona de operações militares ou em território militarmente ocupado” pode ser punido, em tempo de guerra, com a pena de morte (art. 405 CPM). Mas basta olhar, no cenário internacional, as frentes de conflitos bélicos para constatar a frequência de abusos que tais situações extremas fomentam.
Recentíssimo episódio, no qual soldados do Exército oriundos de comunidades pobres com presença de grupos rivais do chamado Comando Vermelho (CV) – o alvo preferencial e quase exclusivo da política de UPP’s – declinavam desafiadoramente sua procedência para moradores do Alemão é especialmente preocupante. Não pela emergência de um suposto “Comando Verde”, como desafortunadamente sugeriu um próspero ongueiro de origem popular, mas sim porque essas rivalidades – fenômeno urbano frequente – começam, por efeito da atividade de patrulhamento policial, a introduzir-se na tropa. Como os recrutas oriundos de favelas com presença do CV reagirão às insolências ou chistes que seus camaradas, provindos de favelas com presença por exemplo do ADA ou de milícias, porventura dirijam a moradores ou mesmo a infratores? Este conflito, que jamais havia transposto de forma significativa o portão dos quartéis das Forças Armadas, pode sorrateiramente introduzir-se agora neles.
Certas funções policiais são brutalizantes e produzem efeitos deteriorantes sobre aqueles que as realizam. Trata-se do fenômeno denominado “policização”, que pode acontecer também com outros operadores do sistema penal, carcereiros, advogados, promotores de Justiça e magistrados. Quem não conhece a policização passará o resto da vida reclamando do pouco rigor na admissão e adestramento dos policiais, quando o problema não está na seleção e sim na prática. Quem está disposto a correr o risco de policização de algumas unidades de nossas Forças Armadas?
Guerra é uma coisa muito séria, como o é a soberania e a integridade do território nacional. Precisamos de Forças Armadas bem adestradas para aquelas tarefas constitucionais em que elas são únicas e insubstituíveis. Já passou da hora de brincar de guerra nas ruas da cidade.
(*) Nilo Batista é professor Titular de Direito Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A PROSTITUTA - COMISSÁRIO AURÍLIO NASCIMENTO.

JORNAL EXTRA
CASOS DE POLÍCIA
A prostituta

Por: Aurílio Nascimento , em 06/09/2011, às 00:02
A mulher entrou aos prantos na delegacia. Soluçando, informou ao policial de plantão que havia sido agredida pelo gerente do hotel onde morava, e onde também levava seus clientes. O motivo era a falta de pagamento de duas diárias. Além da agressão, o gerente ainda havia confiscado todas as suas roupas, seus perfumes. Impaciente, o policial se dirigiu ao outro lado da rua, onde ficava o hotel, indagou do gerente sobre o acontecimento, e diante da afirmativa, colocou o cano do revólver na boca do valetão e passou a esbofeteá-lo. Na época, o Capitão Nascimento nem sonhava com o "pede para sair". Mas o policial já usava algo parecido. Ao mesmo tempo em que batia no agressor, o mandava pedir desculpas à prostituta. Em seguida, arrombou a porta do quarto com um pontapé, recolheu os pertences da prostituta, que ainda chorava, e os devolveu. Na rua, a mulher agradeceu, e disse que voltaria para o interior, para a casa da mãe.
Meses depois, a prostituta apareceu novamente na delegacia. Estava feliz e sorridente. Queria, mais uma vez, agradecer a ajuda, e dar uma grande notícia: havia conhecido um gringo em Copacabana e se casado com ele. Estava de mudança para a Alemanha. O policial desejou boa sorte, e a mulher prometeu enviar um cartão postal para a delegacia.
Cinco anos depois, em uma madrugada quente, ao fim de uma operação, o mesmo policial procurava um botequim para fazer um lanche quando deu de cara com a mesma prostituta. Surpreso, perguntou o que havia acontecido. A mulher disse que havia abandonado o gringo e voltado para a calçada.
— Por quê? — indagou.
Eu nasci para esta vida, para sofrer, e não para ser feliz. Este é o meu destino — respondeu à prostituta.
Refletindo sobre esta história real, tenho quase que certeza de que há pessoas que nascem para se desviarem das soluções, e parecem etiquetadas pelo destino para o sobreviver, e não para viver.
Isso explica, em parte, o comportamento de alguns moradores do Complexo do Alemão, os quais teimam em enfrentar as forças de paz que ali se encontram, arranjando os mais diversos argumentos, todos inexistentes, quando ali mandavam e desmandavam os marginais. Os orfãos do poder paralelo são como as amigas da prostituta: ninguém quer viver no limbo sozinho. Precisam de companhia e, assim, incentivam a confusão.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO DE JANEIRO ENTREGUE À TRÍADE DO MAL: GUIA UNIVERSAL DOS POVOS (+AMÉLIA, MULHER DE VERDADE), CABRAL, O MOÇOILO E PAES, O MOCINHO.

BLOG O CÃO QUE FUMA:
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Rio de Janeiro entregue à tríade do mal: Guia Universal dos Povos (+ Amélia, mulher de verdade), Cabral, o Moçoilo e Paes, o Mocinho
Em 2009, Helio Fernandes já denunciava o pacto entre o governador Cabral e os traficantes na farsa das UPPs, que só agora vem à tona.
Carlos Newton
Depois da terceira noite de confrontos entre militares do Exército e traficantes no Complexo do Alemão, o bairro teve a segurança reforçada. Com mais de cem homens, a Polícia Militar decidiu ocupar, por tempo indeterminado, dois morros vizinhos – da Baiana e do Adeus. E na quarta-feira, soldados do Exército fazem uma grande operação nos acessos ao complexo em dois blindados do tipo Urutu.
A manutenção do tráfico de drogas no Alemão e nas demais favelas ditas “pacificadas” mostra que Helio Fernandes tinha toda razão, ao denunciar repetidas vezes que não houve pacificação alguma, apenas um pacto entre o governador e os traficantes. O tráfico continua, nunca parou, e agora está enriquecendo os PMs que tomam conta das favelas “pacificadas” e levam comissão dos traficantes, como ficou provado agora no caso dos três PMs presos no Morro da Coroa, com R$ 13 mil nos bolsos.
Por isso vale a pena ler de novo o artigo publicado aqui no Blog pelo jornalista Helio Fernandes em 8 de julho de 2010. Parece que foi escrito hoje.
***
A “pacificação” das favelas não passa de um acordo entre o governador e os traficantes, que podem “trabalhar” livremente, desde que não intimidem os moradores.
Helio Fernandes
Em dezembro de 2009, publiquei aqui no Blog um importante artigo de denúncia, mostrando que a política de “pacificação” das favelas não passa de uma manobra eleitoreira do governador cabralzinho, que inclui um incrível e espantoso acordo entre as autoridades estaduais e os traficantes que atuavam (e continuam atuando) nessas comunidades carentes.
O acordo está “firmado” sob as seguintes cláusulas:
1 – Os traficantes somem com as armas da favela, com os “soldados” de máscaras ninjas, com os olheiros e tudo o mais.
2 – A PM entra na favela, sem enfrentar resistência, ocupa os pontos que bem entender, mas não invade nenhuma casa, nenhum barraco, e não prende ninguém, pois não “acha” traficantes ou criminosos.
3 –A favela é tida como “pacificada”, não existem mais marginais circulando armados, os moradores não sofrem mais intimidações, não há mais balas perdidas.
4 – Em compensação, o tráfico fica liberado, desde que feito discretamente, sem muita movimentação.
Até o Blog publicar esses artigos, ninguém havia tocado no assunto. A implantação das chamadas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) vinha sendo saudada pela imprensa escrita, falada e televisada como uma espécie de panacéia na segurança pública. Era como se, de súbito, as autoridades estaduais e municipais tivessem conseguido “colocar o ovo em pé”, resolvendo de uma hora para outra o maior problema da atualidade: a violência e o tráfico de drogas nos guetos das grandes cidades.
Não há dúvida, esse é UM DOS MAIORES DESAFIOS DA HUMANIDADE. Como todos sabem, em praticamente todos os países do mundo, governantes e autoridades da segurança pública continuam sem saber como enfrentar e vencer o problema da criminalidade e do tráfico. Menos no Rio de Janeiro. Aqui, houve uma espécie de “abracadabra”, um toque de varinha de condão, e num passe de mágica, as favelas foram “pacificadas”, que maravilha viver.
O mais interessante: não foi disparado UM ÚNICO E ESCASSO TIRO, os traficantes e “donos” das favelas não lançaram uma só granada, um solitário morteiro, não acionaram seus lanças-chamas, seus mísseis portáteis, seus rifles AR-15 e M-16, suas submetralhadoras Uzi, nada, nada.
No artigo-denúncia que publiquei no final de dezembro de 2009 e nos outros que se seguiram em janeiro, chamei atenção para esse fato espantoso: ninguém reparou que a tal “pacificação” foi fácil demais, não houve uma só troca de tiros?
O pior foi a atitude do governador cabralzinho, que deve pensar (?) que os demais cidadãos são todos imbecis e aceitam qualquer “explicação” que lhes seja fornecida pelas autoridades. Recordemos que foi ele quem teve a ousadia e a desfaçatez de vir a público e proclamar, textualmente: “DEI PRAZO DE 48 HORAS PARA OS TRAFICANTES DEIXAREM O CANTAGALO-PAVÃO-PAVÃOZINHO”.
Como é que é? O governador esteve como os traficantes, “cara-a-cara”, e fez o ultimato? Ou mandou recado por algum amigo comum? Como foi o procedimento? Ninguém sabe.
O que se sabe é que o governador alardeava (e continua alardeando) que, em todas as favelas onde a Polícia Militar instalou as UPPs, os traficantes e criminosos simplesmente sumiram, assustados, amedrontados, apavorados.
Seria tão bom se fosse verdade. Mas o que é a verdade para esse governador enriquecido ilicitamente, cuja mansão à beira-mar em Mangaratiba virou ponto de atração turística? Para ele, a verdade é a versão que ele transmite, por mais fantasiosa que seja, como se fosse um ridículo Pinóquio de carne e osso (aliás, muito mais carne do que osso, já caminhando para a obesidade precoce), a inventar contos da Carochinha para iludir os eleitores.
Quando escrevi a série de artigos desmascarando a “pacificação das favelas”, houve tremenda repercussão (como ocorre com tudo que sai publicado nesse Blog ou na Tribuna da Imprensa). Mas a maioria das pessoas se recusava a acreditar. Não podiam aceitar que um governante descesse a nível tão baixo, criasse tão estarrecedora mistificação, tentasse manipular tão audaciosamente os eleitores.
Mas meus artigos plantaram a semente da dúvida. Nas redações, os jornalistas começaram a questionar a veracidade do sucesso dessa política de segurança pública. Até que, há dois ou três meses, O Globo publicou uma página inteira em sua seção “Logo” (que é uma espécie de “pensata”), ironizando a facilidade com que as favelas teriam sido “pacificadas”. (Não me deram crédito nem royalties, é claro, mas fico esperando o pré-sal).
Agora, no dia 2 de julho, mais uma vez O Globo, em reportagem de Vera Araújo, comprova que meus artigos de denúncia estavam corretos. Sob o título “FEIRÃO DE DROGAS DESAFIA UPP”), com fotos impressionantes feitas em maio na Cidade de Deus, a matéria mostra que o tráfico de drogas está e sempre esteve liberado, exatamente como afirmei.
Ao que parece, a repórter nem chegou a ir à Cidade de Deus. As fotos na “favela pacificada” foram feitas por um morador do local, que as enviou ao jornal. Foi facílimo fazer a matéria, as imagens dizem tudo.
No dia, seguinte, mais um repique em O Globo, mostrando que, assim com o tráfico de drogas, também a exploração de caça-níqueis está liberada na comunidade “tomada” pela PM. As fotos, novamente, são de um morador da favela, que o jornal, obviamente, não identifica.
***
PS – Isso não está acontecendo somente na Cidade de Deus. Em todas as favelas pacificadas, ocorre o mesmo.
PS2 – Aproxima-se a eleição e, na campanha, o governador vai massacrar a opinião pública com a divulgação do êxito da “pacificação das favelas”. Este é ponto mais forte de sua “plataforma” eleitoral, ao lado das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).
PS3 – Aliás, UPPs e UPAs, tudo a ver. As UPAs também são um golpe de marqueting político-eleitoral, conforme iremos demonstrar neste Blog.
PS4 – O desgoverno de cabralzinho é um tema longo, do tipo “E o vento levou”. E seria bom, perdão, seria ótimo, se o vento o levasse permanentemente para longe de nós.
Texto: Carlos Newton e Helio Fernandes, Tribuna da Imprensa, 08-09-2011
Título e Edição: JP
O Professor e Coronel Paulo Ricardo Paúl também há muito vem denunciando a farsa dessa tríade no Governo do Estado do Rio de Janeiro. Veja aqui!
JIM PEREIRA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

MONUMENTO À MISTIFICAÇÃO É IMPLODIDO A TIROS – AUGUSTO NUNES.

REVISTA VEJA.
Augusto Nunes.
Monumento à mistificação é implodido a tiros

Um tiroteio envolvendo soldados do Exército, policiais militares e traficantes de drogas, em curso há quase quatro horas no Morro do Alemão, implodiu outro monumento à mistificação erguido por Lula, Dilma Rousseff, Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Graças à integração entre os governos federal, estadual e municipal, recita o quarteto há nove meses, ali começou, em 28 de novembro de 2010, a pacificação do Rio de Janeiro. Se é que começou, acaba de ser fulminada pela troca de chumbo desta terça-feira.
A falácia da cidade pronta para hospedar a final da Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 foi reduzida a frangalhos pelo casamento da incompetência administrativa com o oportunismo político. A ocupação do Morro do Alemão deveria ser a primeira de uma série de operações encadeadas, e concebidas para consolidar a presença do Estado numa zona de exclusão dominada por bandos fora-da-lei. Foi a primeira e última. De lá para cá, não aconteceu nada. Ou quase nada: Dilma, Cabral e Paes festejaram a inauguração do teleférico que Lula prometeu. No dia da inauguração, ainda não funcionava. Nesta noite, deixou de funcionar para não entrar na linha de tiro.
No domingo, depois de um conflito com os moradores, os militares foram acusados de agir com truculência. Em resposta, o Exército divulgou um vídeo que mostra traficantes vendendo drogas com o desembaraço dos velhos tempos. O tumor não foi devidamente lancetado, avisam as cenas. Os bandidos estão de volta. Foi por saber disso que Cabral e Dilma combinaram que as Forças Armadas ficarão por lá até junho de 2012. “Isso permitirá que trabalhemos com mais tempo o planejamento das próximas UPPs”, alega o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. As Unidades de Polícia Pacificadora são um bom prefácio. Sem não vierem os capítulos seguintes, esses sim capazes de mudar a história, as UPPs são apenas uma fraude.
Na véspera do Sete de Setembro, o Brasil constatou que a polícia do governo Sérgio Cabral não tem musculatura para controlar a zona conflagrada. Depende do Exército para impedir que os traficantes voltem a proclamar a independência do Morro do Alemão ─ e reassumam o comando do que lhes pertence desde sempre.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

POLICIAIS CORRUPTOS E NARCOTRAFICANTES SABOTAM, POLITICAMENTE, OPERAÇÃO DE GLO DO EXÉRCITO NO ALEMÃO.

BLOG DO RVCHUDO.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011.
Policiais corruptos e narcotraficantes sabotam, politicamente, operação de GLO do Exército no Alemão.
Quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão
O Exército foi sistematicamente sabotado em sua operação de cerco e repressão ao narcovarejo no Complexo do Alemão, durante os nove meses de “ocupação”. Sempre que montou “zonas de exclusão”, com acesso restrito a pontos onde dificilmente deixaram de ocorrer venda de drogas nos morros daquela região, os militares foram obrigados a deter policiais civis, PMs e até maus elementos da elitizada tropa do Bope que insistiam em furar o cerco para levar aos bandidos drogas e armas ou para apanhar propina.
A divulgação sobre estas dezenas de detenções foi cuidadosamente censurada pela cúpula de segurança do Governo Sérgio Cabral – que faz marketagem política com a triste farsa das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras). Em conluio com o governo Fluminense do vascaíno Cabralzinho, que é aliado da petralhada em política e negócios, o Ministério da Defesa não dá autorização para que o Exército exiba tudo que registrou (gravando em áudio e/ou vídeo) nas operações do Alemão. O EB fez um brilhante trabalho de inteligência, aplicando sua doutrina de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), mas não existe vontade política de combater o tráfico, para valer, no Alemão e adjacências.
Os governos federal e estadual do RJ não gostaram, mas foram obrigados a engolir ontem a dura verdade revelada pelo Comandante Militar do Leste. O General Adriano Pereira Júnior admitiu que traficantes ainda vendem drogas em bocas de fumo itinerantes no Morro do Alemão. Contrariando a vontade da turma do Cabral, o General Adriano avisou que o EB volta a revistar suspeitos de tráfico de drogas na comunidade. Em entrevista no Comando Militar do Leste (CML), o General até identificou quem é o “agente do quarto elemento” responsável pelos ataques ao EB: o traficante Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, foragido da Vila Cruzeiro.
A verdade completa que o General Adriano conhece bem, mas não pode proclamar é: Toda vez que o esquema de poder vigente é questionado popularmente, seus esquemas mafiosos são desnudados, estouram sinais de crise econômica e o sistema no poder teme sofrer um golpe, o Governo do Crime Organizado escala o chamado “quarto elemento” para desafiar as Forças Armadas. Criminosos politicamente orientados atacam os militares que cumprem a missão de Garantia da Lei e da Ordem.
Os soldados e seus comandantes, quando reagem, voltam a ser, injustamente, alvos de suspeitas de “violações dos direitos humanos”. Bandidos, os chefes deles, o Ministério Público e a Mídia cumprem a missão de estigmatizar o Exército. Por isso, o Alerta Total pergunta, sem cansar: Até quando nossos militares aceitarão cair nesta armadilha da guerra assimétrica promovida pelo sistema de Governo do Crime Organizado? Quem quiser entender melhor como ocorre a guerra psicológica contra o EB, basta dar uma olhada no organograma acima.
O medo do Governo do Crime Organizado é a alta qualidade das informações que os estrategistas do EB colhem nesta operação. Por isso, a ordem é intensificar os ataques assimétricos, na mídia, contra as Forças Armadas. A tática do inimigo é simplória e manjada. Geram-se assuntos desviantes da atenção, para irritar os militares, como a Comissão da Verdade. Ao mesmo tempo, usa-se o Ministério Público para fiscalizar a ação de GLO do EB, sob a desculpa de “evitar eventuais excessos praticados pelos militares contra a comunidade”. Na mídia, sempre que possível, reforça-se a imagem dos militares como autoritários, abusando de uma inocente população carente.
O enxugamento de gelo continua
O Complexo do Alemão continuará ocupado pelo Exército até junho, quando os morros da região ganharão as pretensas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
O efetivo de militares no local foi aumentado para 1.800, e outros 200 homens já estão à disposição e devem ser integrados à Força de Pacificação nos próximos dias.
O esquema de Garantia da Lei e da Ordem do EB conta com mais 120 militares de reforço, ocupando por tempo indeterminado os morros do Adeus e da Baiana, vizinhos ao complexo.
Esvaziando os resultados
O secretário de Segurança do RJ, José Mariano Beltrame, que também participou da entrevista de ontem no CML, alegou que não se pode vender ilusões à população em relação à luta contra o tráfico de drogas:
“Eu tenho sido bastante enfático ao dizer que, após 30, 40 anos de abandono de algumas áreas e total domínio do tráfico, ninguém vai resolver isso a curto prazo. Nós abrimos uma janela para que os serviços públicos e a própria sociedade cumpram o seu papel nessas comunidades”.
Com tais palavras, Beltrame já antecipa a derrota de uma ação mais firme de combate ao tráfico – o que não é desejo real do governo Sérgio Cabral.
Depoimento emblemático
Um morador do Alemão fez uma revelação importante à reportagem do jornal O Globo que reflete perfeitamente o risco institucional que o EB corre na GLO do Alemão:
Segundo ele, alguns traficantes sequer saíram da comunidade e outros já estão no local há tempos. Segundo ele, o tráfico quer provocar uma reação dos militares, para forçar a saída do Exército:
“É claro que o tráfico quer voltar. Minha sensação foi de frustração. Há morador de bem sendo ameaçado para ser conivente com o tráfico. Tenho medo de voltar aos tempos do terror”.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

MODELO DE PACIFICAÇÃO POR CABRAL-BELTRAME.

Folha de São Paulo:
04/09/2011 - 20h16
Conflito entre moradores e tropa do Exército deixa um ferido no Rio

CIRILO JUNIOR
DO RIO
Um conflito entre soldados da Força de Pacificação do Exército e moradores do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, deixou pelo menos uma pessoa ferida e outras três detidas, no início da noite deste domingo.
A confusão começou depois que os militares abordaram um grupo de pessoas que fazia uma festa en yna rua no morro da Alvorada. O som da festa estaria alto, e os soldados determinaram que o volume fosse diminuído. Diante da resistência dos moradores, os militares desligaram o som.
Foi o estopim para a revolta. Houve enfrentamento entre moradores e militares, que dispararam tiros de borracha e usaram spray de pimenta para dispersar a multidão. Segundo os moradores, muitas mulheres e crianças foram alvejadas pela ação do Exército. Uma mulher levou um tiro de borracha na boca e foi encaminhada ao hospital Getúlio Vargas.
Três pessoas foram detidas pelo Exército para "averiguação", segundo o major Marcus Bouças, responsável pela comunicação da tropa que está ocupando o Alemão. Segundo ele, a confusão ocorreu por "excesso de bebida" das pessoas abordadas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 6 de agosto de 2011

HOMENS ARMADOS NO COMPLEXO DO ALEMÃO PACIFICADO PELA DUPLA CABRAL-BELTRAME.

O GLOBO
Informações sobre homens armados no Complexo do Alemão são maioria no disque denúncia
Plantão | Publicada em 04/08/2011 às 14h49m
Agência Brasil
RIO - Oito meses depois da expulsão de traficantes armados nos Complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, a maioria das mais de 600 denúncias feitas à Força de Pacificação é de alerta a respeito da presença de indivíduos armados nas ruas. De acordo com o coronel João Paulo da Cas, integrante da Força de Pacificação, outra denúncia frequente no Disque Denúncia (0800-171700) é a de abandono de carros roubados.
- Esta quantidade de denúncia é considerada alta. Mas após cada denúncia enviamos uma tropa para avaliar e tomar as providências. Pedimos o apoio da população: se houver pessoas armadas que a comunidade informe e tomaremos as providências necessárias - declarou o coronel, acrescentando que vários suspeitos armados já foram detidos pelos militares desde a ocupação das Forças Armadas.
O Exército está presente na comunidade desde a expulsão de traficantes armados em novembro de 2010, transmitida pela televisão ao vivo para todo o país, e responde pela segurança de mais de 65 mil moradores de 13 comunidades. Entretanto, a presença do Exército não tem intimidado alguns traficantes que continuam ameaçando moradores e exibindo armas no meio da rua. Em maio, a família de um homem assassinado fugiu da Favela Nova Brasília, devido a ameaças de traficantes.
O governo estadual anunciou há duas semanas que a região ganhará no fim do mês a primeira das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) previstas para os complexos, quando haverá a saída gradual das Forças Armadas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 30 de julho de 2011

O SOFRIMENTO DA TROPA DO EXÉRCITO NO COMPLEXO NO ALEMÃO.

PORTAL MILITAR
Situação da tropa nos morros do Rio

29 de julho de 2011.
As denúncias feitas pelo Ministério Público Militar contra moradores dos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, revelam que eles também chegaram a agredir fisicamente as tropas da Força de Pacificação e usaram objetos como enxada, tijolo e até blocos de cimento para atacar as tropas do Exército.
Segundo um levantamento feito pelo iG no site do Superior Tribunal Militar (STM), ao menos 49 pessoas foram denunciadas pela Procuradoria Militar pelos crimes de desacato, desobediência, resistência ou ameaça aos integrantes da Força de Pacificação do Exército, crimes previstos no Código de Processo Penal Militar (CPPM).No dia 8 de junho, uma patrulha do 37º Batalhão de Infantaria Leve abordou quatro suspeitos de tráfico de drogas em um bar. Um dos revistados se negou a colocar as mãos na parede, puxou do bolso o telefone celular e a carteira de identidade. Disse que era trabalhador e que iria chamar o seu advogado. Os militares pediram para que ele desligasse o aparelho.
O morador chamou outras pessoas para ajudá-lo. Segundo a denúncia, quando era levado para dentro da viatura, o suspeito deu um chute no peito de um dos militares e subiu no teto do carro do Exército. A tropa, então, teve que intervir. Um spray de pimenta foi usado e um tiro de bala de borracha foi disparado e atingiu o homem na perna. Ele acabou recebendo voz de prisão.
No dia 18 de maio, um morador desacatou militares na Praça São Lucas, na Vila Cruzeiro. Consta na denúncia que a tropa ordenou que ele parasse. No entanto, o mesmo reagiu e pegou uma enxada para agredir os integrantes do Exército.
Um dos militares, então, acionou sua arma com munição não letal. De acordo com a denúncia, o morador largou a enxada, pegou dois blocos de cimento e atirou um deles na direção da tropa, atingindo um militar. Foi dada voz de prisão ao suspeito que, mesmo assim, teria dado chutes nos integrantes do Exército e ainda tentou tomar um fuzil.
Tentativa de atropelamento
No dia 15 de janeiro, militares patrulhavam a Estrada Vicente de Carvalho, perto da casa de shows Olimpo, quando foram desacatados por transeuntes que, segundo consta em denúncia da Procuradoria da Justiça Militar, estavam obstruindo a passagem da viatura.
A tropa insistiu para que eles deixassem o local, mas os suspeitos se recusaram. Além de terem xingado os militares, um deles ameaçou arremessar um tijolo nos integrantes do Exército. Um militar, então, reagiu e atirou spray de pimenta para contê-lo.
Em outro caso ocorrido no dia 22 de abril e que resultou em denúncia, os militares faziam patrulhamento na esquina das ruas Joaquim de Queirós com Bulhufa, no Alemão, e pediram para que um motociclista parasse. Ele estava com duas pessoas na garupa. Consta nos autos que ele furou o bloqueio e jogou a motocicleta na direção de um militar na tentativa de atropelá-lo.
O suspeito foi perseguido e acabou derrapando com a moto. Foi detido e autuado por constrangimento ilegal e desafio para duelo.
Militar foi agarrado e jogado no chão
No dia 19 de junho, na Rua Aristóteles Ferreira, na comunidade Nova Brasília, no Alemão, militares pediram para que um morador parasse para ser revistado. Consta na denúncia que ele se negou e gritou: "Vocês não têm direito, vocês não mandam em mim".
A tropa tentou imobilizá-lo, mas o morador reagiu. Os autos revelam que, ao receber voz de prisão, ele empurrou um militar. Quando era colocado dentro da viatura, o suspeito agarrou um integrante do Exército, o derrubou no chão e tentou fugir. Os militares tiveram que usar spray de pimenta e munições não-letais para contê-lo.
MORADOR DO ALEMÃO DEU UM CHUTE NO PEITO DE MILITAR.
Morador do Alemão deu um chute no peito de militar, diz denúncia
Suspeitos usaram enxada, tijolo e até blocos de cimento para atacar tropas do Exército
Mario Hugo Monken, iG Rio de Janeiro | 29/07/2011 12:48
As denúncias feitas pelo Ministério Público Militar contra moradores dos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, revelam que eles também chegaram a agredir fisicamente as tropas da Força de Pacificação e usaram objetos como enxada, tijolo e até blocos de cimento para atacar as tropas do Exército.
Segundo um levantamento feito pelo iG no site do Superior Tribunal Militar (STM), ao menos 49 pessoas foram denunciadas pela Procuradoria Militar pelos crimes de desacato, desobediência, resistência ou ameaça aos integrantes da Força de Pacificação do Exército, crimes previstos no Código de Processo Penal Militar (CPPM).
No dia 8 de junho, uma patrulha do 37º Batalhão de Infantaria Leve abordou quatro suspeitos de tráfico de drogas em um bar. Um dos revistados se negou a colocar as mãos na parede, puxou do bolso o telefone celular e a carteira de identidade. Disse que era trabalhador e que iria chamar o seu advogado. Os militares pediram para que ele desligasse o aparelho.
O morador chamou outras pessoas para ajudá-lo. Segundo a denúncia, quando era levado para dentro da viatura, o suspeito deu um chute no peito de um dos militares e subiu no teto do carro do Exército. A tropa, então, teve que intervir. Um spray de pimenta foi usado e um tiro de bala de borracha foi disparado e atingiu o homem na perna. Ele acabou recebendo voz de prisão.
No dia 18 de maio, um morador desacatou militares na Praça São Lucas, na Vila Cruzeiro. Consta na denúncia que a tropa ordenou que ele parasse. No entanto, o mesmo reagiu e pegou uma enxada para agredir os integrantes do Exército.
Um dos militares, então, acionou sua arma com munição não letal. De acordo com a denúncia, o morador largou a enxada, pegou dois blocos de cimento e atirou um deles na direção da tropa, atingindo um militar. Foi dada voz de prisão ao suspeito que, mesmo assim, teria dado chutes nos integrantes do Exército e ainda tentou tomar um fuzil.
Tentativa de atropelamento
No dia 15 de janeiro, militares patrulhavam a Estrada Vicente de Carvalho, perto da casa de shows Olimpo, quando foram desacatados por transeuntes que, segundo consta em denúncia da Procuradoria da Justiça Militar, estavam obstruindo a passagem da viatura.
A tropa insistiu para que eles deixassem o local, mas os suspeitos se recusaram. Além de terem xingado os militares, um deles ameaçou arremessar um tijolo nos integrantes do Exército. Um militar, então, reagiu e atirou spray de pimenta para contê-lo.
Em outro caso ocorrido no dia 22 de abril e que resultou em denúncia, os militares faziam patrulhamento na esquina das ruas Joaquim de Queirós com Bulhufa, no Alemão, e pediram para que um motociclista parasse. Ele estava com duas pessoas na garupa. Consta nos autos que ele furou o bloqueio e jogou a motocicleta na direção de um militar na tentativa de atropelá-lo.
O suspeito foi perseguido e acabou derrapando com a moto. Foi detido e autuado por constrangimento ilegal e desafio para duelo.
Militar foi agarrado e jogado no chão
No dia 19 de junho, na Rua Aristóteles Ferreira, na comunidade Nova Brasília, no Alemão, militares pediram para que um morador parasse para ser revistado. Consta na denúncia que ele se negou e gritou: "Vocês não têm direito, vocês não mandam em mim".
A tropa tentou imobilizá-lo, mas o morador reagiu. Os autos revelam que, ao receber voz de prisão, ele empurrou um militar. Quando era colocado dentro da viatura, o suspeito agarrou um integrante do Exército, o derrubou no chão e tentou fugir. Os militares tiveram que usar spray de pimenta e munições não-letais para contê-lo.
Mais notícias:
1) Morador para militar: “Você só se acha homem com essa farda, vem na mão” (leiam).
2) "Tráfico incita população contra o Exército", diz comandante (leiam).
3) General da Força de Pacificação diz que traficantes de fora transmitem ordens (leiam).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 21 de julho de 2011

"CABRAL CONTRA PAÚL" E "SERRA PELADA ( ? )", DOIS LIVROS.

A primeira edição do meu primeiro livro impresso "Cabral contra Paúl - A Polícia Militar de joelhos" ficou pronto, finalmente. Um livro sem ficção, um documento sobre momentos nos quais a PMERJ viveu sentimentos antagônicos, como amor corporativo e amor ao próprio bolso, honra e traição. Vou acertar detalhes sobre o lançamento e divulgar no nosso espaço democrático, aguardem.
Tendo contato com os exemplares do meu livro lembrei de outro livro que estava sendo escrito em 2010, o qual espero que também não tenha ficção, retratando a triste realidade que as bandas podres das políciais fluminenses transformaram a ocupação do Complexo do Alemão, fato histórico conhecido como Serra Pelada.
JORNAL O DIA
27 de dezembro de 2010.
Comandante da PM já escreve obra que conta, passo a passo, a tomada do Alemão.
Vania Cunha
Rio - O planejamento preciso para contra-atacar a onda de terror que criminosos espalharam pela cidade e os bastidores da histórica ocupação do Complexo do Alemão, mês passado, vão virar um livro pelas mãos do comandante da PM. O coronel Mário Sérgio de Brito Duarte já começou a escrever as primeiras páginas da obra, ainda sem título definido. A revelação do projeto foi feita durante um sobrevoo do comandante com equipe de O DIA pela região do complexo.

Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
O oficial já se reuniu com editora interessada em publicar os textos, e há possibilidade de o livro ser lançado já em 2011. O relato começa justamente pelo Dia D da operação, 28 de novembro. “Comecei pelo fim. O término da história de medo e terror dos criminosos para o início de uma vida de liberdade. É uma narrativa em primeira pessoa sobre os momentos cruciais do nosso trabalho, as decisões, as aflições e tudo aquilo que resultou na retomada do Alemão pelo Estado”, explicou.
O sobrevoo de 45 minutos foi o terceiro que o coronel fez para supervisionar o trabalho de ocupação. No rosto do oficial, a emoção ao lembrar o trabalho bem-sucedido no maior reduto de criminosos da cidade. “Num passado muito recente, era impossível imaginar que sobrevoaria o Alemão sem estresse nem confrontos. O que sinto neste momento é que cumpri meu dever como policial e que realizei meu maior sonho como comandante-geral”, declarou, emocionado.
Do alto, viu as viaturas da PM e do Exército patrulhando o morro, as bases do Batalhão de Campanha — onde eram as ‘mansões’ do tráfico — e crianças jogando bola num campo. Ao avistar uma laje, contou os momentos mais difíceis que passou ali. “Fiquei ali durante 20 minutos, enquanto os policiais entravam. Lembrei de quando, em outra ocasião, fiquei encurralado lá, tomando tiros de traficantes do Alemão, do Adeus e da Baiana. Depois que a tropa progrediu, fui atrás para acompanhar pessoalmente o trabalho. Foi um trabalho coletivo de libertação que, com certeza,quero contar para os meus filhos que estão para nascer”.
Quando o helicóptero se aproximou do Complexo da Maré, o comandante da PM pediu ao piloto para desviar a rota e comentou: “Ano que vem também vou poder voar tranquilamente sobre as favelas da Maré e o Timbau”. Além do aviso de que a região será um dos próximos alvos da polícia, a promessa foi uma referência a outra afirmação feita há pouco mais de um ano em entrevista a O DIA. Na ocasião, ele havia declarado: “Alemão, pode esperar. A sua hora vai chegar”.
Piloto se emociona durante sobrevoo
O sobrevoo reservou uma surpresa para Mário Sérgio. O comandante da aeronave foi o tenente-coronel Miguel Francisco Ramos Júnior, um dos pilotos que salvaram os policiais que sobreviveram ao ataque ao helicóptero abatido por traficantes no Morro dos Macacos, no ano passado.
“A emoção é indescritível, um turbilhão de sensações. A perda dos colegas ainda dói, mas há um grande alívio em saber que as pessoas lá embaixo estão livres do conflito. Nunca pensei no que sentiria quando voasse aqui de novo. É uma experiência única”, disse Ramos.
TRECHO DO LIVRO
“Atendi o telefone celular meio que instintivamente; nem me recordo de tê-lo ouvido tocar.
A fuzilaria que se dava na Vila Cruzeiro indicava que o Bope seguia minhas ordens e atacava.
Transportados pelos M113 e Clanfs dos Fuzileiros Navais, iam os caveiras ao encontro dos traficantes entrincheirados em posições barricadas que haviam montado.
Do outro lado da linha, meu interlocutor questionou num tom de estupefação: “ Mário, você está perto de uma televisão? Meu Deus, olha aí o que o helicóptero da Globo está transmitindo, Mário!! Eles estão fugindo pela Vacaria!!! Cerca, cerca eles!”
Eu estava na porta do 16º Batalhão, onde estavam estacionados outros blindados entupidos de tropa, pronta para partir. Ali também se concentrava uma verdadeira multidão de jornalistas, policiais e fuzileiros navais.
Corri à sala de comando operacional, onde montáramos uma central de imagens e entrei, após quase arrancar a porta.
Cristalizados diante da TV, pessoal de diversas patentes da PM e comandantes fuzileiros assistiam boquiabertos à fuga em massa da vagabundagem, tentando escapar...”
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 16 de julho de 2011

IPANEMA E LEBLON, O RIO PACIFICADO DE VERDADE.

JORNAL O DIA.
Bando leva R$ 40 mil em equipamentos de ONG do Alemão
.
POR RICARDO ALBUQUERQUE.
Rio - Três homens armados com pistolas assaltaram, na manhã desta sexta-feira, a sede da ONG Raízes em Movimento, na Rua Diogo de Brito, na Grota, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio. Os bandidos renderam os funcionários da instituição e roubaram R$ 40 mil em equipamentos e objetos pessoais. Ninguém ficou ferido.
Os assaltantes trancaram e amarraram as mãos de três funcionários em uma das salas, enquanto carregavam computadores, telefones, máquinas fotográficas, impressoras e objetos pessoais para a mala de um Palio, estacionado na rua. Segundo os trabalhadores, o ação durou 15 minutos. O caso foi registrado na 21ª DP (Bonsucesso).
Um dos diretores da Raízes em Movimento disse que os assaltos na região são constantes, apesar da pacificação. "Estamos numa área de pacificação e os assaltos continuam com frequência. Precisamos nos alertar quanto ao ocorrido e não deixar esses assaltantes impunes", disse ele. O Complexo do Alemão foi pacificado há oito meses.
Formado por jovens moradores da área, o Instituto Raízes em Movimento vai completar 10 anos em outubro. A instituição promove o atividades de conscientização ambiental, esportivas e ações educativas e culturais no Complexo do Alemão, com a participação de atores que moram na região.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 16 de março de 2011

POR QUE MÁRIO SÉRGIO AINDA CONTINUA GESTOR DA POLÍCIA MILITAR?

No dia 03 DEZ 2010, eu publiquei no nosso espaço democrático o artigo intitulado "GUERRA DO RIO: A FICÇÃO DOS "TROPA" SE TRANSFORMA EM REALIDADE", do qual destaco os seguintes trechos:
"(...)
O jornal O Globo publica na página 14, uma notícia que dá conta da existência de um cartaz no 16o BPM, com os seguintes dizeres:
"ATENÇÃO SENHORES POLICIAIS
POR ORDEM DO SENHOR COMANDANTE GERAL, ESTÁ PROIBIDO O USO DE MOCHILAS E SIMILARES DURANTE INCURSÕES NO COMPLEXO DO ALEMÃO E PROXIMIDADES"
Parece piada, mais não é.
O comando geral não confia nos Policiais Militares.
Ouvido, Lima Castro, o RP do comando geral, esclarece:
"A ordem é uma medida preventiva. Somente os policiais do BOPE poderão usar mochilas" (leia a íntegra).
Em qualquer estado brasileiro ou em qualquer outro lugar do mundo, o autor dessa ordem seria sumariamente exonerado de suas funções de comando, chefia ou direção. Como um chefe pode fazer semelhante discriminação com os seus funcionários (efetivo), sinalizando que uns são honestos e outros não. No caso específico, a gravidade é muito maior, pois Mário Sérgio gerencia uma instituição policial organizada militarmente, onde a honestidade não é apenas uma qualidade, sendo uma necessidade imperiosa.
Como é público e notório, Mário Sérgio continua sendo o gestor da Polícia Militar.
Volto nesse tema três meses após para que o fato possa ser analisado pelos nossos leitores com mais tranquilidade e isenção. Além disso, como a exoneração de Mário Sérgio chegou a ser anunciada pela mídia fluminense nos últimos dias, quando "cairia para cima" indo para Brasília, penso que seja pertinente esse retorno ao foco.
Mário Sérgio desmoralizou a Polícia Militar publicamente, uma desmoralização confirmada por Lima Castro que responde pelos laços com a mídia pela PMERJ.
Por que Mário Sérgio não foi exonerado?
Obviamente, o maior motivo para sua saída não precisaria ser um fato isolado, mas sim o conjunto da obra, ou seja, a sua própria gestão da modernidade, um fracasso retumbante, mas continuemos.
Andando para trás um pouco mais no tempo, lembro de uma noite no final de 2010 (outubro ou novembro) quando entrei no Quartel dos Barbonos (Quartel General), minutos após Mário Sérgio ter saído e o assunto era um só: Mário Sérgio tinha anunciado a sua saída e que o novo comandante geral seria o Aristeu Leonardo.
A pedido ou exonerado, isso eu não soube.
Por que Mário Sérgio não saiu?
Agora avançando no tempo, devo lembrar a todos que após o revelado pela Operação Guilhotina da Polícia Federal, que demonstrou que a ocupação do Complexo do Alemão, foi na realidade o maior saque promovido por forças policiais no Brasil, prendendo dezenas de policiais, a maioria deles Policiais Militares, todos esperavam uma mudança geral na área da segurança pública, mas apenas o Chefe da Polícia Civil caiu, Beltrame e Mário Sérgio não foram exonerados.
Por que Mário Sérgio não foi exonerado?
Eu poderia fazer algumas especulações sobre a não exoneração, dentre elas o fato do governo Cabral se desgastar com o fato de no período de pouco mais de quatro anos ter nomeado três Chefes para a Polícia Civil e quatro Comandantes Gerais para a Polícia Militar, o que seria fato com a exoneração de Mário Sérgio e isso mantendo o mesmo secretário de segurança, algo inimaginável em qualquer lugar. Todavia, penso que a resposta deva ser buscada em uma relação, a relação Beltrame-Mário Sérgio.
Beltrame sempre desejou que Mário Sérgio fosse o Comandante Geral , isso era de domínio público na área e ele só não foi antes por que não tinha sido promovido ao posto de Coronel. Some a essa verdade uma outra, o fato de Beltrame ser imexível, como já comprovou. Talvez aí resida a resposta para a pergunta:
Por que Mário Sérgio ainda continua gestor da Polícia Militar?
Arrisca um palpite?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 11 de março de 2011

VEM AÍ UM NOVO LIVRO SOBRE A INVASÃO DO COMPLEXO DO ALEMÃO.

Mário Sérgio estaria escrevendo um livro sobre a libertação do Complexo do Alemão, ação que teria sido interrompida pela Operação Guilhotina que transformou a suposta libertação no maior saque promovido por forças governamentais na história do Brasil.
A maior vergonha vivenciada pelas Polícias Civil e Militar em dois séculos de existência.
Penso ter sido prudente a interrupção da obra, imaginem um comandante geral ter que escrever sobre a transformação do Complexo do Alemão na nova Serra Pelada, onde garimpeiros da banda podre das polícias saquearam traficantes, moradores e comerciantes do local. Além disso, ter que explicar a sua ordem por escrito no sentido de que só os bopeanos poderiam atuar no Complexo com mochilas, reforçando a visão dos tropas de elite de que só os bopeanos são honestos na Polícia Militar. O que está muito longe da verdade da tropa.
Hoje recebo um informe que outro Coronel de Polícia estaria escrevendo um livro sobre a invasão do Alemão com a parceria de uma famoso repórter da Rede Globo, um repórter de matérias sensacionais (sensacionalistas).
Sinceramente, espero que isso seja apenas um boato, sobretudo se o Coronel de Polícia escritor for o mencionado no informe.
Caso o contino no informe se transforme em informação, passe a ser um dado concreto, acho que vou me animar e escrever um livreto, curto e grosso, sobre a tomada do Complexo:

OPERAÇÃO SERRA PELADA
O enriquecimento da banda podre das polícias do Rio
na invasão do Complexo do Alemão

Vou avançar na investigação para saber se é verdade ou boato.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 2 de março de 2011

BELTRAME - EM AÇÃO E EM ENTREVISTA IMPERDÍVEL

TV GLOBO

COMENTO:
A reportagem é da operação no Complexo do Alemão realizada no dia 26 de junho de 2007. Beltrame, no início do governo Sérgio Cabral, já usava a tática do "tiro, porrada e bomba", que nunca abandonou, como o BOPE comprovou ontem.
Você reparou como Beltrame sempre entendeu ser esse o remédio?
Tanto que em 95% das comunidades carentes do Rio de Janeiro, a tática do "tiro, porrada e bomba" continua sendo empregada. Ela só é substituída pela tática da "transferência dos traficantes e seus fuzis" quando o interesse e instalar UPPs, pois isso precisou ser feito rapidamente, em várias comunidades, por motivos eleitoreiros (eleição 2010).
Diante dessas verdades, a tentativa de Beltrame de justificar a não prisão dos traficantes como uma forma de evitar a morte de inocentes é inócua e chega a ser ofensiva para os brasileiros que sabem ler, escrever e interpretar textos.
O Rio vive o caos na área da segurança pública, um autêntico samba do criolo doido e o projeto eleitoreiro das UPPs está condenado a desabar por completo, não tenho qualquer dúvida, aliás, na PMERJ ninguém tem dúvida sobre esse triste fim das UPPs.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

GUERRA DO RIO: O COMPLEXO DO ALEMÃO E O DINHEIRO QUE NÃO FOI APREENDIDO.

A Operação Guilhotina revelou que a festejada invasão e ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão foram na verdade os maiores saques já realizados por forças policiais em comunidades carentes do Rio de Janeiro.
Uma vergonha sem precedentes na história policial do Brasil.
Tal revelação é mais que suficiente para que fosse promovida uma renovação em toda segurança pública do Rio de Janeiro, mas ao que tudo indica Beltrame e Mário Sérgio sairão ilesos.
Nesse mar de lama, um aspecto que está passando meio que despercebido é a apreensão de dinheiro apenas pelo Exército e pela Polícia Federal.
Por que nenhuma equipe da Polícia Civil e da Polícia Militar aprendeu qualquer importância em dinheiro?
Nem a CORE da Polícia Civil e nem o BOPE da Polícia Militar, única tropa autorizada por Mário Sérgio para portar mochilas nas operações, apreenderam nenhum centavo.
Espero que Mário Sérgio coloque no seu livro uma explicação para essa coincidência, ou seja, nem a PMERJ e nem a PCERJ conseguiram aprender dinheiro na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão.
E jóias?
Ouro?
JORNAL EXTRA
CAPA - 15 FEV 2011
"(...) Venda de maconha para a Rocinha.
Uma das citações dá conta da venda, por um policial do BOPE, de 30 quilos de maconha para o tráfico da Rocinha. Detalhe: a droga foi apreendida na própria favela".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO