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Ilustre Cmt. Cel BM Pedro, tive a honra de conhecê-lo ainda aspirante no QCG em 1982, quando pertencia ao GOCG, e corria no ABS, viatura que sempre quis fazer parte, mas agora e no final da minha carreira e com muito orgulho estou no ATE 010, pôs não posso mais trabalhar na praia, contrai um câncer de pele, após anos na função de Guarda-Vidas. Mais faz parte, não me arrependo disso, tive a oportunidade de ajudar e salvar muitas pessoas que fatalmente seria vítima de afogamento. O que me faz a escrever e com muita emoção, é o que tenho vivido neste dois últimos anos, já no final da minha carreira cumpri 04 punições disciplinares, que no momento não vale comentar.
O nosso governador não tem valorizado a nossa tropa dignamente, atuamos aqui em nosso Estado e em outros Estados, e até mesmo fora do País, e não somos recompensados, fomos manchetes em vários jornais e revistas no Brasil e no Mundo, por nossas atuações e salvamentos, e mesmo assim o Governador não quis reconhecer, ficamos de fora e não fomos contemplados com a gratificação de natal de R$500,00, mesmo atuando bravamente nos ataques dos marginais em nossa cidade e até mesmo lá no complexo do alemão como foi reportado e ao vivo, nossos companheiros dando suporte médico de resgate a invasão. Recebemos o segundo menor salário do País, mesmo tendo a segunda maior arrecadação, sei que dependemos também do legislativo e principalmente do executivo, e o Sr.nada pode fazer, fico tentado me colocar em seu lugar, será que se sente bem com tudo isso, sei que sempre foi do lado dos praças, e sempre quis nos ouvir e nos ajudar, mais está comprometido com a situação( governo), existem muitos que gostariam de substituí lo, e a fila é grande eu sei.
A minha luta é ver todos nós, oficiais e praças valorizados e respeitados, mesmo sem recursos fui à Brasília quatro vezes lutar pela nossa PEC 300, porque aqui em nosso estado ficaremos mais quatro anos minguados por este Governo. Nessas lutas e caminhadas conheci vários amigos e exemplo de pessoas, e hoje li um depoimento de um deste que faço questão de compartilhar com o Sr. é do Sd PM Almança do Espírito Santos, de regresso ao seu estado após o nosso encontro aqui no Rio de Janeiro nos dias 09 e 10 de dezembro.
*Depoimento do Sd PM Almança*
"Quando entrei no ônibus em regresso a minha cidade, chorei. No escuro e na solidão daquele ônibus, cenas do velho Rio de Janeiro passando pela janela, chorei. Antes, e, após esvaziar os bolsos, constatar que o dinheiro não dava pra voltar pra casa.
Neste clima de tristeza, desilusão e abandono, esta pergunta veio em minha cabeça:
De que somos feitos?
O que nos faz homens e mulheres, o que nos motiva, o que somos realmente?
Um amontoado de covardes, que mal luta por sua sobrevivência? Que por medo, covardia ou sei lá o que, não é capaz de levantar sua voz e lutar por sua dignidade? Onde está a nossa moral, a nossa honra, a nossa coragem?
De que somos feitos?
Muitos dizem que a profissão de policial é difícil. Não é nada, é fácil demais! É muito fácil conviver com o perigo, arriscar sua vida todos os dias, ser ameaçado, conviver com injustiças, trocar tiro com bandidos, ser ferido. Morrer é muito fácil. É fácil ver seu filho lhe pedir um tênis e você não poder compra-lo. É fácil ter a luz cortada. É fácil sair de casa e não saber se vai voltar. É fácil enfrentar labaredas de fogo, arriscar sua vida por alguém que você nunca viu e nunca mais verá. É fácil demais transformar delegacia em presídio e um ou dois policiais tomar conta de cem presos. É fácil sentar diante de um juiz ou promotor e ser mais mal tratato que o bandido que você prendeu. Facílimo é ser humilhado por superior hierárquico, mais fácil ainda é ser humilhado todos os dias pelo governador, principalmente num determinado dia do mês, o dia do pagamento. E ser esquecido pela sociedade. Isso tudo é muito fácil.
Do que somos feitos?
Há tanto tempo que isso acontece que nos acostumamos. Acostumamos a sermos chamados de cachorros do governo. Mas o apelido tem razão de ser: Sobrevivemos de migalhas e quando o governo precisa, só um assobio é suficiente para que tomarmos a linha de frente em sua defesa.
De que somos feitos? Respondam!
O que leva um policial, um bombeiro a recusar-se sair de casa e ir para praça lutar por sua dignidade? De levantar uma simples bandeira ou faixa, de caminhar 200 metros? Isso sim é difícil.
Se sair de casa em sua própria cidade é difícil, imaginem, os que saíram de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Sergipe?
Imaginem aqueles que atravessaram o país seja para Brasília, seja para o Rio de Janeiro, como foi agora. Imaginem os reformados e pensionistas que enfrentam o perigo das estradas e lá sempre estão eles. Sempre as mesmas caras e rostos, sempre os mesmos.
Onde estão nossos comandantes que vendo a tropa passar privações ficam sempre do lado do Governo?
Ninguém tirará seus direitos, suas promoções ao apoiar suas tropas e exigir respeito e dignidade do Governo.
Será que vamos assistir impassíveis, sermos massacrados por alguns políticos e nada vamos fazer?
Não há força, não há mais voz para gritar. Só uma pergunta a responder:
De que você é feito? "
Fernando Almança
Às 06:35 do dia 11-12-2010, quando finalmente cheguei em casa.
COMENTO:
De que você é feito?
Penso que todos os Policiais Militares e os Bombeiros Militares do Brasil devem se fazer essa pergunta.
De que você é feito?
Em que gaveta deixamos a nossa honra, o nosso idealismo e o nosso destemor?
De que adianta termos coragem de enfrentar fuzis se somos covardes para exercermos os nossos direitos constitucionais.
Por que permitimos que as nossas instituições fiquem de joelhos perante políticos?
De que você é feito?
Geléia?
Ou algo menos cheiroso...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
Ilustre Cmt. Cel BM Pedro, tive a honra de conhecê-lo ainda aspirante no QCG em 1982, quando pertencia ao GOCG, e corria no ABS, viatura que sempre quis fazer parte, mas agora e no final da minha carreira e com muito orgulho estou no ATE 010, pôs não posso mais trabalhar na praia, contrai um câncer de pele, após anos na função de Guarda-Vidas. Mais faz parte, não me arrependo disso, tive a oportunidade de ajudar e salvar muitas pessoas que fatalmente seria vítima de afogamento. O que me faz a escrever e com muita emoção, é o que tenho vivido neste dois últimos anos, já no final da minha carreira cumpri 04 punições disciplinares, que no momento não vale comentar.
O nosso governador não tem valorizado a nossa tropa dignamente, atuamos aqui em nosso Estado e em outros Estados, e até mesmo fora do País, e não somos recompensados, fomos manchetes em vários jornais e revistas no Brasil e no Mundo, por nossas atuações e salvamentos, e mesmo assim o Governador não quis reconhecer, ficamos de fora e não fomos contemplados com a gratificação de natal de R$500,00, mesmo atuando bravamente nos ataques dos marginais em nossa cidade e até mesmo lá no complexo do alemão como foi reportado e ao vivo, nossos companheiros dando suporte médico de resgate a invasão. Recebemos o segundo menor salário do País, mesmo tendo a segunda maior arrecadação, sei que dependemos também do legislativo e principalmente do executivo, e o Sr.nada pode fazer, fico tentado me colocar em seu lugar, será que se sente bem com tudo isso, sei que sempre foi do lado dos praças, e sempre quis nos ouvir e nos ajudar, mais está comprometido com a situação( governo), existem muitos que gostariam de substituí lo, e a fila é grande eu sei.
A minha luta é ver todos nós, oficiais e praças valorizados e respeitados, mesmo sem recursos fui à Brasília quatro vezes lutar pela nossa PEC 300, porque aqui em nosso estado ficaremos mais quatro anos minguados por este Governo. Nessas lutas e caminhadas conheci vários amigos e exemplo de pessoas, e hoje li um depoimento de um deste que faço questão de compartilhar com o Sr. é do Sd PM Almança do Espírito Santos, de regresso ao seu estado após o nosso encontro aqui no Rio de Janeiro nos dias 09 e 10 de dezembro.
*Depoimento do Sd PM Almança*
"Quando entrei no ônibus em regresso a minha cidade, chorei. No escuro e na solidão daquele ônibus, cenas do velho Rio de Janeiro passando pela janela, chorei. Antes, e, após esvaziar os bolsos, constatar que o dinheiro não dava pra voltar pra casa.
Neste clima de tristeza, desilusão e abandono, esta pergunta veio em minha cabeça:
De que somos feitos?
O que nos faz homens e mulheres, o que nos motiva, o que somos realmente?
Um amontoado de covardes, que mal luta por sua sobrevivência? Que por medo, covardia ou sei lá o que, não é capaz de levantar sua voz e lutar por sua dignidade? Onde está a nossa moral, a nossa honra, a nossa coragem?
De que somos feitos?
Muitos dizem que a profissão de policial é difícil. Não é nada, é fácil demais! É muito fácil conviver com o perigo, arriscar sua vida todos os dias, ser ameaçado, conviver com injustiças, trocar tiro com bandidos, ser ferido. Morrer é muito fácil. É fácil ver seu filho lhe pedir um tênis e você não poder compra-lo. É fácil ter a luz cortada. É fácil sair de casa e não saber se vai voltar. É fácil enfrentar labaredas de fogo, arriscar sua vida por alguém que você nunca viu e nunca mais verá. É fácil demais transformar delegacia em presídio e um ou dois policiais tomar conta de cem presos. É fácil sentar diante de um juiz ou promotor e ser mais mal tratato que o bandido que você prendeu. Facílimo é ser humilhado por superior hierárquico, mais fácil ainda é ser humilhado todos os dias pelo governador, principalmente num determinado dia do mês, o dia do pagamento. E ser esquecido pela sociedade. Isso tudo é muito fácil.
Do que somos feitos?
Há tanto tempo que isso acontece que nos acostumamos. Acostumamos a sermos chamados de cachorros do governo. Mas o apelido tem razão de ser: Sobrevivemos de migalhas e quando o governo precisa, só um assobio é suficiente para que tomarmos a linha de frente em sua defesa.
De que somos feitos? Respondam!
O que leva um policial, um bombeiro a recusar-se sair de casa e ir para praça lutar por sua dignidade? De levantar uma simples bandeira ou faixa, de caminhar 200 metros? Isso sim é difícil.
Se sair de casa em sua própria cidade é difícil, imaginem, os que saíram de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Sergipe?
Imaginem aqueles que atravessaram o país seja para Brasília, seja para o Rio de Janeiro, como foi agora. Imaginem os reformados e pensionistas que enfrentam o perigo das estradas e lá sempre estão eles. Sempre as mesmas caras e rostos, sempre os mesmos.
Onde estão nossos comandantes que vendo a tropa passar privações ficam sempre do lado do Governo?
Ninguém tirará seus direitos, suas promoções ao apoiar suas tropas e exigir respeito e dignidade do Governo.
Será que vamos assistir impassíveis, sermos massacrados por alguns políticos e nada vamos fazer?
Não há força, não há mais voz para gritar. Só uma pergunta a responder:
De que você é feito? "
Fernando Almança
Às 06:35 do dia 11-12-2010, quando finalmente cheguei em casa.
COMENTO:
De que você é feito?
Penso que todos os Policiais Militares e os Bombeiros Militares do Brasil devem se fazer essa pergunta.
De que você é feito?
Em que gaveta deixamos a nossa honra, o nosso idealismo e o nosso destemor?
De que adianta termos coragem de enfrentar fuzis se somos covardes para exercermos os nossos direitos constitucionais.
Por que permitimos que as nossas instituições fiquem de joelhos perante políticos?
De que você é feito?
Geléia?
Ou algo menos cheiroso...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

Um comentário:
APESAR DE MUITOS NÃO ENXERGAREM.
SOMOS FEITOS DE AMOR AO PRÓXIMO.
SÓ QUEM AMA AO PRÓXIMO É VERDADEIRAMENTE CRISTÃO.PORTANTO, AQUELES QUE NÃO CONHECEM A DEUS NUNCA VÃO RECONHECER E VALORIZAR OS VERDADEIROS FILHOS DE DEUS.
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