quinta-feira, 15 de abril de 2010

O FABULOSO BRASIL.

Eu não quero viver mais nesse Brasil fabuloso, quero viver em um país real.
Cidadão brasileiro, a segurança pública é um dos serviços públicos menos eficientes desse país, ombreando com a saúde e a educação públicas.
Viver em uma grande cidade constitui um concreto risco de morte.
O policiamento ostensivo é rarefeito e a investigação criminal é ineficaz quase por completo, o Brasil possui uma das menores taxas de elucidação de homicídios do mundo, citando um exemplo.
A operacionalização da segurança pública brasileira é realizada por meio de um sistema ÚNICO NO MUNDO, tal sistema não existe em NENHUM OUTRO PAÍS.

Sintetizando, temos um MODELO ÚNICO E INEFICAZ.
Portanto, mudar estruturalmente o sistema de segurança pública é CONDIÇÃO INDISPENSÁVEL para que possamos construir cidades mais seguras.
Nesse espaço democrático já tratamos algumas vezes sobre as alternativas para a implementação das mudanças necessárias e voltaremos a abordar esses temas, convidando você, prezado leitor, para participar dessas discussões no blog e através do MSN (coronelpaul2010@hotmail.hotmail), onde realizaremos chats.
Temos que mudar a tragédia da insegurança pública no Brasil.
Eu não quero mais viver nesse Brasil fabuloso, quero viver em um país real.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

2 comentários:

Unknown disse...

Fazemos este comentário esclarecendo que não somos militares, mas isso não muda nada quanto ao que já afirmamos e reafirmamos agora o apoio irrestrito às palavras do Coronel Ricardo Paul.

Dois intitutos que, no final de tudo, GRITAMOS E PEDIMOS COMO ÚLTIMA INSTÂNCIA DE SOCORRO: Os Médicos e os Policiais.

Vejamos:

1-Na hora da dor a gente só grita o médico, e pode ser qualquer médico, (assim como as vítimas gritam e bradam e pedem e agradecem o socorro dos ANJOS DO ASFALTO E DOS BOMBEIROS).

2- Na hora que o Bandido pega a gente pela güela, a gente não grita nem papai e nem mamãe, A GENTE GRITA A POLÍCIA.
Na hora que o assaltante arranca nossa roupa num puxão, a gente GRITA A POLÍCIA.
Na hora que o Bandido encosta o BERRO na nossa costela (será que vamos chamar a minha tia?)não, NÓS CHAMAMOS A POLÍCIA.
A pessoa que, num triste episódio e por azar, de dentro de casa, ver o vizinho numa briga com final FATAL, será que vai lá ajeitar tudo e prender o criminoso? Não. A pessoa CHAMA A POLÍCIA.
Quando a gente vê um grupo de sujeitos com metralhadora entrando no banco dando rajadas de tiro, será que a gente vai lá com lencinho branco da paz pedindo que eles não façam aquilo e vão pra casa? Ou será que a gente, ou o cidadão comum vai lá no banco prender os caras bandidos? Nâo. A GENTE GRITA E CHAMA RÁPIDO A POLÍCIA.
Quando a gente está no repouso da noite, na cama, e, na madrugada escuta uma gritaria por socorro vindo da rua e berros e tiros vindo da rua, será que a gente joga o cobertor no chão e sai correndo lá pra fora pra socorrer e resolver a confusão criminosa? Não. A GENTE GRITA A POLÍCIA.
E nos morros onde o perigo e iminente (muitos morros brasileiros não são perigosos, mas alguns são), quem sobe lá? A POLÍCIA QUE SOBE.
E os criminosos de colarinho branco? A gente enfrenta? Não. QUEM ENFRENTA? resposta: A POLÍCIA QUE ENFRENTA.
Na hora de trocar tiro com bandido no meio da rua, o POLICIAL TEM RESTRIÇÕES, MAS O BANDIDO NÃO PRECISA DE RESTRIÇÕES.
O bandido atira pra tudo quanto é lado e não acontece nada, mas se o policial atirar...icxhhhh ele é processado, ele é investigado, ele tem que prestar conta da munição, e tem que chegar no quartel e fazer o inventário da munição, devolver, ou pegar mais, contar de novo etc. O bandido só vai dar trabalho ao Estado, mas o policial corre o risco de ter o prejuizo na profissão.

Se fossemos relacionar tudo, nunca terminaria.

A SOCIEDADE BRASILEIRA COMO UM TODO PRECISA VALORIZAR OS POLICIAIS, PRECIOSA CONSIDERAR E APRESENTAR MAIS CONFIANÇA E COLABORAR COM AS INVESTIGAÇÕES E COM A POLÍCIA BRASILEIRA.

O Estado Brasileiro precisa escolar os policiais com mais atenção e valorizando a integração do cidadão comum (entendendo como cidadão de bem) e a instituição policial. É preciso irmanar pessoas. Tanto policiais quanto não policiais. Os dois, o policial e o não policial de mãos dadas.

Quando o Estado conseguir fazer O POLICIAL CONFIAR NO CIDADÃO DE BEM, E O CIDADÃO DE BEM CONFIAR NO POLICIAL, var dar tudo certo e a criminalidade chegará quase a zero.
MAS ANTES É PRECISO DE O ESTADO TOMAR A INICIATIVA DE PAGAR SALÁRIOS DIGNOS AOS POLICIAIS BRASILEIROS. ATUALMENTE,OS POLICIAIS BRASILEIROS RECEBEM, COMO SALÁRIO, MENOS DA METADE DO QUE MERECEM RECEBER. Como pode isso? na hora "H" a gente grita a polícia.

Paulo Ricardo Paúl disse...

Grato pelo apoio. Juntos Somos Fortes!