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terça-feira, 15 de março de 2011

PÂNICO NO RIO DE JANEIRO: CPI DA REGIÃO SERRANA.

SITE G1
Alerj cria CPI para apurar atuação do poder público na tragédia da serra
A CPI vai apurar se houve excessiva tolerância na liberação de terrenos.
Também irá verificar se foi realizada uma política de prevenção ostensiva.
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) instalou nesta quinta-feira (24), uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar responsabilidades e possíveis negligências do poder público e de agentes políticos na tragédia que atingiu a Região Serrana em decorrência das chuvas do dia 11 de janeiro, que matou 911 pessoas.
Segundo a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a CPI irá realizar um estudo para apurar se houve excessiva tolerância na liberação de terrenos em áreas consideradas de risco e a não realização de uma política de prevenção ostensiva.
De acordo com Nilton Salomão, relator da CPI, o relatório final a ser apresentado pela comissão irá auxiliar o executivo na criação de políticas públicas mais eficientes quando da ocorrência de tragédias naturais.
Também serão analisados os planos diretores municipais, leis de parcelamento do solo e legislação para construções em encostas nos vales dos rios; procedimentos de licenciamento dos loteamentos e das edificações; análise de política de construção de habitações populares e mais 23 itens listados no termo de referência.
COMENTO:
Na condição de cidadão entreguei na ALERJ e no Ministério Público documentação solicitando a investigação da responsabilidade dos governantes nas mortes ocorridas na Região Serrana do Rio de Janeiro. Anexei uma série de reportagens de especialistas em defesa civil, nas quais fica claro que existiram CAUSAS CONCORRENTES para as mortes, as causas naturais e as causas humanas.
As causas humanas são facilmente identificáveis como a omissão na instalação de equipamentos para avisar a população sobre problemas climáticos e a omissão na não remoção da população em área de risco.
A CPI deve identificar os governantes culpados para que sejam exemplarmente punidos, afinal concorreram para milhares de mortes, muitas delas evitáveis.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 13 de fevereiro de 2011

RIO: MILHARES DE MORTOS – 30 DIAS – NINGUÉM INVESTIGADO.

894 MORTOS
412 DESAPARECIDOS
MILHARES DE DESABRIGADOS

Angra dos Reis, Morro do Bumba, Morro dos Prazeres e Região Serrana, milhares de mortos e nenhuma autoridade pública responsabilizada. Lembramos que diversos especialistas em defesa civil deixaram claro que o número de mortos seria menor, caso não ocorressem as causas humanas concorrentes para os resultados.
A não retirada das vítimas das áreas de risco, a inexistência de um monitoramento eficaz das chuvas e a falta de sistemas de alerta para a população podem ser citadas como causas concorrentes que tem o homem como autor.
O povo deve cobrar investigações para apurar responsabilidades.
Eu fiz comunicações ao Ministério Público e à ALERJ solicitando investigação.
Faça a sua parte e cobre as investigações, não espere que um familiar ou amigo morra para reclamar, será tarde demais.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

MILHARES DE MORTES NA REGIÃO SERRANA - INVESTIGAÇÃO.

Milhares de cidadãos fluminenses morreram no último período de doze meses em virtude de causas naturais e humanas, que resultaram nas tragédias de Angra dos Reis, Morro do Bumba e Região Serrana, a última delas.
Um mês se passou, corpos ainda estão sendo localizados na Serra, os desaparecidos são centenas, os desabrigados são milhares e os prejuízos materiais são ainda incalculáveis. Apesar da gravidade desses fatos, ainda não foi noticiada a instauração de investigação para apurar os responsáveis pelas causas humanas que concorreram para tudo isso.
Será que a impunidade continuará?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

RIO - O TSUNAMI DO DESCASO - LULA E DILMA FICARAM MUDOS?

820 MORTOS
513 DESAPARECIDOS
25000 DESABRIGADOS

Dilma Rousseff quase não fala, Lula não fala mais, será que existe alguma relação com a falta de investimentos na área de prevenção de tragédias naturais?

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O TSUNAMI DO DESCASO - MORTES PODEM CHEGAR A 12.000 ( ? ).

A DIMENSÃO REAL DA TRAGÉDIA.
(...) "Vocês nunca tiveram oportunidade de testemunhar catástrofes mundiais e por isso é natural que sejam incapazes de avaliar a extensão dos danos aqui ocorridos. Devido a décadas de experiência de campo e de levantamento de áreas de desastre, posso seguramente, afirmar que somente aqui no município de Teresópolis o número de mortos soterrados de longe ultrapassa a casa dos 6.000. Na região serrana ao todo o número de mortos deve facilmente chegar a mais de 12.000 pessoas (leiam).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 22 de janeiro de 2011

FALTA UMA UPP PARA A NATUREZA - RUTH DE AQUINO.

REVISTA ÉPOCA
Falta uma UPP para a natureza

Ruth de Aquino
Há 50 anos lidamos com catástrofes e as causas são sempre as mesmas. As soluções também. Se não houver união real dos Três Poderes, se a Justiça continuar a proteger quem viola a lei de ocupação do solo, se populistas e demagogos continuarem a matar pobres, se não houver política de habitação, só vai piorar. Falta prevenção e educação. Falta vergonha na cara. Céticos achavam impossível combater o crime organizado do tráfico nas favelas. Precisamos de uma UPP para o meio ambiente.
“Vamos chorar muito ainda no verão que vem”, disse Moacyr Duarte, da Coppe-RJ, especialista em gerenciamento de riscos. A não ser, afirma Moacyr, que o país enfrente as tragédias crônicas das enchentes com a mesma firmeza usada para melhorar a segurança pública no Rio de Janeiro. “Nós, brasileiros, não podemos evitar a calamidade climática, mas temos recursos humanos e conhecimento tecnológico para amenizar os danos financeiros, emocionais e a perda de vidas. Só é preciso coragem. Está mais do que na hora de investir em prevenção e sistema de gestão em vez de resgate e recuperação.”
Precisamos de um governante forte, rigoroso e bem-intencionado. É imperativo romper esse círculo vicioso de tempestades tropicais, sempre de novembro a março. Porque, se nada for feito, a omissão equivale a assassinato. Esse tsunami que caiu do alto a 100 quilômetros por hora matou sobretudo gente que quase nada tem, além da fé em Deus. Quero acreditar na Dilma. Só o fato de ela sobrevoar a serra do Rio, devastada pelo maior desastre da história do país, para logo depois se reunir com todos os envolvidos, sem fazer nenhum escarcéu, confirma um novo estilo na Presidência. Pouco gogó, mas ação rápida. Ela prometeu milhões de reais, mas já disse que vai cobrar prestação de contas.
Se há realmente 5 mil casas em áreas de risco na serra do Rio, como calcula o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, elas terão de ser demolidas. Ou a Justiça dará liminares para os que se sentirem prejudicados e processará os técnicos? Foi o que aconteceu em Itaipava, no Rio Santo Antônio, um dos mais atingidos. Ele já tinha sofrido uma enchente grave em 2007. O Instituto Estadual do Ambiente entrou com um projeto de reconstrução das margens e da calha. Vários imóveis, quase debruçados sobre o rio, foram notificados, mas conseguiram liminar e impediram a reconstituição do traçado do rio. Agora, provavelmente, esses imóveis renitentes foram tragados pela fúria das inundações.
É preciso romper o círculo vicioso de tempestades. Se nada for feito, a omissão equivale a assassinato
Na serra do Rio existe uma perversidade contra a natureza. As prefeituras cobram impostos, mas não limpam ruas e rios adequadamente. Os habitantes não têm educação ambiental e jogam detritos junto a placas de “Proteja o verde”. Proprietários conscientes limpam a própria rua. Mas a favelização está à vista de todos. À entrada de Teresópolis, a quantidade de casas irregulares em frente ao Parque Nacional é testemunho aterrador de negligência pública. Multa-se pesadamente todo proprietário de classe média que cortar uma árvore a 10 quilômetros do Parque Nacional, mas, se alguém precisar da terra para sobreviver, ele se empoleira com a família até junto de uma cachoeira. E ninguém faz nada, com medo de parecer impopular.
Só não podemos culpar as autoridades por terem ignorado o alerta de chuvas. Como evacuar populações inteiras diante da previsão de que “haverá chuvas moderadas a fortes” na serra? Isso é vago demais. Precisamos de radares sofisticados, que apontem com antecipação de um dia as áreas mais vulneráveis e a quantidade de chuva esperada. Precisamos de um sistema de alerta e suporte semelhante ao de regiões atingidas por terremotos e furacões. Sirenes para alertar a população. Treinamentos que convençam moradores a deixar suas casas a tempo. Abrigos com estrutura para hospedar centenas de desabrigados. Sistemas de macrodrenagem para escoar os rios que transbordam.
Custa dinheiro, sim. Mas é mais barato, mais eficiente e menos triste do que toda essa reconstrução de vidas arrasadas.
Tudo bem ter fé em Deus. Mas vamos parar com essa história de que Ele é brasileiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

DEPOIS DA ENCHENTE, POR QUE TANTOS MORREM - THE ECONOMIST.

SITE CONTAS ABERTAS
Revista britânica critica prevenção a desastres no Brasil

Milton Júnior
Com o título “Depois da enchente, por que tantos morrem?”, a edição desta semana da revista britânica The Economist traz uma matéria especial sobre o desastre no Rio de Janeiro. Com dados do Contas Abertas, o texto observa que menos de 1% da verba destinada a áreas propensas a enchentes foi parar no Rio de Janeiro em 2010. De acordo com a revista, o governo brasileiro justifica que isto aconteceu porque poucas cidades apresentaram projetos viáveis. Mas, curiosamente, diz a revista, só o estado da Bahia tem 54% do fundo de catástrofe. “Coincidentemente, é o mesmo estado de Geddel Vieira e João Santana, ambos ex-ministros da Integração Nacional [que inclui a defesa civil]”, ironiza.
“Se há alguma lição a ser aprendida da tragédia no Rio, ela mostra que não é para as nuvens que se deve olhar”, diz o texto. O autor admite que as chuvas excessivas que atingiram a região serrana do estado foram causadas por um fenômeno natural. No entanto, avalia que, apesar do espantoso volume de chuvas no Rio ser atribuído à meteorologia, a causa das mais de 770 mortes pode estar em terra firme. Além da gestão inadequada durante o crescimento das cidades atingidas, a revista critica a falta de planejamento na prevenção de catástrofes.
"O Brasil tem uma sofisticada tecnologia em satélites, que o torna capaz de identificar incêndios florestais, corte ilegal de árvores, e de prever o tempo. Mesmo assim, cada tempestade pega o governo de surpresa", diz a matéria. "Em 2010 estavam previstos no orçamento do governo R$ 442 milhões para a prevenção a desastres, dos quais apenas R$ 139 milhões foram gastos efetivamente", diz a Economist, citando recente estudo realizado pelo Contas Abertas.
O texto ainda explica um pouco da história da ocupação nos morros fluminenses. Durante dois séculos, as montanhas do Rio de Janeiro pareciam ser o perfeito refúgio brasileiro. Lá se refugiava, por exemplo, o imperador D. Pedro II e meia dúzia de nobres que queriam escapar do calor escaldante do verão carioca. “Colonizada por imigrantes alemães e suíços, estas aldeias pitorescas se transformaram em cidades movimentadas. Agora elas são uma balbúrdia”, afirma.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

REVISTA VEJA - CHUVAS - UM PAÍS SEM DEFESA.

REVISTA VEJA
21 de Janeiro de 2011.
Chuvas - Um país sem defesa.
Com um sistema ineficiente de prevenção e alerta e Defesas Civis lentas ou inexistentes nos municípios, o Brasil fica à mercê dos eventos climáticos.
Por Marina Dias e Gabriel Castro
A Europa havia acabado de entrar no verão de 1940 quando a Força Aérea Alemã iniciou uma gigantesca campanha de bombardeios a alvos civis britânicos, durante a II Guerra Mundial. As autoridades inglesas padronizaram então um conjunto de procedimentos para diminuir o número de mortes. O plano, que ficou conhecido como Defesa Passiva, atuava basicamente em três frentes: prevenção, alarme e socorro. Nascia assim o conceito moderno de Defesa Civil, até hoje usado como modelo para prevenção de catástrofes por vários governos em todo o mundo.
Infelizmente, setenta anos depois, o Sistema Nacional de Defesa Civil (Sindec) brasileiro ainda não consegue cumprir com eficiência a primeira e a segunda etapas, ou seja, prevenção e alarme. Sem mapas detalhados das áreas de risco, sem esclarecimento e treinamento da população e sem sistema eficiente de alertas preventivos, a Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) se limita a entrar em campo depois da tragédia. Chega apenas para socorrer as milhares de vítimas que escaparam com vida e enterrar as centenas de corpos dos que não tiveram a mesma sorte.
“É preciso uma vontade política muito forte para resolver o problema, uma visão de estadista”, afirma o cientista político Rubens Figueiredo, dando a pista de que falta vontade política para remover eleitores de suas casas precariamente instaladas em áreas de risco. “Quando a lógica da razão briga com a lógica da política, dificilmente a razão vence.”
Velhos vícios – As razões para a ineficiência do modelo são muitas, mas estão principalmente ligadas a dois dos piores vícios da máquina pública no Brasil: o apadrinhamento partidário no preenchimento de cargos e a destinação política de verbas. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União nas despesas do Ministério da Integração Nacional mostra que, entre 2004 e 2009, os recursos destinados à prevenção de desastres naturais somavam 934 milhões de reais. Apenas 356 milhões de reais foram efetivamente utilizados, e desse total, 37% foram para a Bahia.
Coincidentemente, entre 2007 e início de 2010, o inquilino da pasta era o baiano Geddel Vieira Lima (PMDB). Apesar do aporte de recursos, os conterrâneos do ministro sofreram com as chuvas em 2010. No mês de abril, 45 cidades foram fortemente castigadas, duas crianças morreram e centenas deixaram suas casas em áreas de risco. Sorte pior, porém, tiveram os pernambucanos e alagoanos que não estavam entre as prioridades na distribuição de verbas de Geddel. A tromba d’água do final de junho daquele ano matou 57 pessoas nos dois estados.
Os sinais da inoperância estão por toda a parte. No mapeamento de áreas de risco, por exemplo, a Sedec levou quatro anos, entre 2004 e 2008, para mapear as áreas de risco em apenas 44 cidades – menos de 1% dos 5.560 municípios brasileiros. Destes, somente sete receberam efetivamente algum tipo de recurso para obras de prevenção a desastres. O Conselho Nacional de Defesa Civil (Condec), outra entidade do Sistema Nacional de Defesa Civil criado em 1988 para elaborar diretrizes, está há seis anos sem aprovar nenhuma resolução.
Estrutura e orçamento - Para não fazer o seu trabalho, a Sedec conta com 110 funcionários que ocupam um terço de um andar no prédio do Ministério da Integração Nacional. Tem um orçamento previsto de 133 milhões de reais para sua operação em 2011 e está estruturada em três departamentos:
* Minimização de Desastres – seria o responsável pelos mapeamentos de áreas de risco, obras de prevenção e treinamento e esclarecimento da população para evacuação das áreas antes dos acidentes.
* Articulação e Gestão – o grupo do alarme, responsável por articular a atuação conjunta das defesas civis estaduais e municipais nos planos de retirada da população antes das tragédias.
* Reabilitação e Reconstrução – o único cujo trabalho aparece, todos os anos, para limpar a bagunça depois que os morros desabam e os rios transbordam.
Além dos departamentos, a Sedec ainda conta com o Serviço de Protocolo e Apoio Administrativo e com os dados do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). Este último, equipado com um sistema informatizado de geoprocessamento de dados obtidos por satélites, é o responsável por monitorar e alertar sobre a ocorrência de eventos climáticos excepcionais como as chuvas que castigaram o Rio há 10 dias. O alerta até sai. O problema, é servir para alguma coisa (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

SÉRGIO CABRAL, A "SANTIFICAÇÃO" DE UM HOMEM SEM CULPAS.

Eu sou um crítico ácido do governador Sérgio Cabral, a quem só conheci pessoalmente no ano de 2007, atendendo a uma convocação dele para uma reunião no Palácio Guanabara, como integrante do grupo dos Coronéis Barbonos.
Eu não me recordo de ter criticado antes Sérgio Cabral, pelo menos não dessa maneira, talvez pelo pouco que sei sobre a sua vida política, devo confessar essa minha deficiência.
A sua atuação como deputado ficou caracterizada pelo direcionamento para terceira idade, algo louvável, porém não me lembro de mais nada de alguma relevância. No cargo de presidente da ALERJ, o fato que recordo foi a doação de veículos usados da casa legislativa para a Divisão Anti-Sequestro. Por sua vez, só conheço um informe (que nunca confirmei) sobre o seu comportamento como senador, o qual tomei conhecimento em um ato que participei do funcionalismo público, quando comunicaram que Cabral tinha faltado a mais de 150 sessões do Senado Federal.
Devo reconhecer conheço pouco sobre o político Sérgio Cabral, antes dele ocupar o Palácio Guanabara, mas devo concluir que se ele sempre foi como é na função de governador, tenho que admitir, Sérgio Cabral é um ser humano raro, um homem sem culpas.


Nós acertamos e erramos.
Sérgio Cabral nunca erra, a culpa nunca é dele.
Não importa qual seja o problema que surja no seu caminho palaciano, Cabral logo identifica um culpado.
Os culpados da vez pelo TSUNAMI DO DESCASO que já vitimou mais de 1.000 cidadãos fluminenses já foram:
- O descaso do passado (o passado é o seu culpado favorito); as chuvas (nunca antes vistas na história desse estado); as vítimas (que não deveriam morar em áreas de risco); os prefeitos (cabe às prefeituras fiscalizar o uso do uso) e o Inmet.
Se o governador do Rio de Janeiro continuar com essa vida isenta de culpas, corre o risco de ser santificado.
Só falta essa ...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO DE JANEIRO - MEGA PROTESTO CONTRA A IMPUNIDADE DOS GOVERNANTES.

EMAIL RECEBIDO:
BLOG REVOLTADOS ONLINE.

MEGA PROTESTO
SOS-RIO DE JANEIRO - MORALIDADE, DECÊNCIA E JUSTIÇA JÁ!
Ação de Responsabilidade CRIMINOSA Civil Subjetiva - Omissão do Poder Público.
PELO FIM DA IMPUNIDADE SÉRGIO CABRAL, ATRÁS DAS GRADES.
Mega Protesto no Rio de Janeiro Contra o Genocídio de Sérgio Cabral, Lula, Dilma & Cia.
Responsabilizá-los criminalmente e destituir do cargo o OMISSO Sr. Sérgio Cabral pela mortes de centenas (milhares) de patriotas. Intervenção imediata no Estado do Rio de Janeiro.
Data prevista: 23.01.2011.
Saída: Principais Capitais do Brasil.
Destino: Rio de Janeiro.
Horário: 10:00 horas.
Concentração: Canal do Jardim de Alah.

Neste protesto também levaremos nossas doações. Cada pessoa contribuirá com o que pode doar, seja: cesta básica, água potável, roupas, medicamentos. Estamos auxiliando no frete dos ônibus.
Quem puder contribuir de alguma forma favor entrar em contato urgente.
email: revoltadosonline@gmail.com
email: marcello_cristiano@hotmail.com
email:cesarsoares111@hotmail.com
Telefones:
São Paulo: 11 - 8295-5881 TIM - Marcello Reis skype. marcello.reis74
Rio de Janeiro- 21 - 8226-8335 Tim - Cesar Soares skype. cesar.soares111

Atenção estaremos informando todos os detalhes no Blog, facebook, youtube, twitter. Façamos de uma vez por todas valer nosso valor contra as humilhações, omissões, descasos, incompetências e a GRANDE CORRUPÇÃO.
Fim da Impunidade, Cabral atrás das GRADES.
Assinado: Marcello Reis, Cesar Soares, Marcos Maher, Bruno Toscano, Jaqueline Leal, Lisa Marie, Karina Osses, Nicole Buchler e Cassio Toloi.
COMENTO:
Eu estarei lá e convido a todos que querem mudar o Rio de Janeiro e o Brasil para ombrearem na luta cidadã.
A IMPUNIDADE e a CORRUPÇÃO são os grandes INIMIGOS DA PÁTRIA e do POVO BRASILEIRO, portanto é dever de todo homem e mulher de bem lutar contra esses flagelos.
Caso o grupo mobilizado pretenda realmente promover o início de uma ação, também estarei come eles, caso contrário farei as comunicações de forma individual. Não podemos permitir que a responsabilidade dos homens públicos (governador, prefeitos, secretários de defesa civil e outros) não seja investigada e punida se for o caso.
Além desse ato, no dia 01 FEV 2011, às 10:00 horas, na ALERJ, estaremos realizando o segundo ato cívico-democrático "O TSUNAMI DO DESCASO", cobrando a instauração de uma CPI para apurar a responsabilidade dos governantes.
É hora de PUNIR.
A punição exemplar será a melhor forma de prevenção.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

SURGE MOVIMENTO PARA PROTEGER OS GOVERNANTES DAS RESPONSABILIDADES SOBRE OS 1.000 MORTOS DA REGIÃO SERRANA.

761 MORTOS
400 DESAPARECIDOS

Confesso que não estava prestando a atenção que devia ao Jornal Nacional dessa quinta-feira, quando ouvi algo sobre uma vontade do poder legislativo direcionada para criar leis específicas para punir homens públicos quando esses não providenciarem
a remoção de pessoas que residam em áreas de risco, por exemplo. Penso ter sido isso o que eu ouvi, por favor me corrijam se estiver errado, mas antecipo desde já que se tiver ouvido corretamente, não gostei. Penso que não exista tal necessidade, nesse país de tantas leis, não cumpridas. Podemos usar a legislação existente.
Eu não sou bacharel em direito, portanto farei uma análise sem o ferramental ideal, assim sendo, use os seus filtros para extrair o que for positivo.
Na minha formação profissional como Oficial de Polícia estudei matérias jurídicas e buscando na memória lembrei das causas concorrentes, que seriam aquelas que contribuem para o resultado. Uma causa concorrente é aquela que sem ela o resultado não ocorreria.
No caso específico da tragédia da Região Serrana podemos listar várias hipóteses de causas que podem ser citadas como concorrentes:
- A quantidade de chuva; a topografia; o desmatamento: a pobreza; a ocupação irregular de áreas de risco; falta de sistema de medição da quantidade de chuva; falta de sistema para alertar a população sobre riscos imediatos; etc.
Algumas delas podem ter concorrido para o resultado.
As causas são produzidas pela natureza e pela ação ou omissão dos homens. Para citar um caso claro de causa por omissão humana, sugerimos a leitura do artigo "Moradores poderiam ter sido alertados sobre o risco", publicado pelo jornal O Dia e que trata da existência de 19 estações metereológicas em Petrópolis, mas que não estavam funcionando por descaso dos homens públicos (leiam).
Nesse ponto, questiono:
- As pessoas morreram por ações incontroláveis da natureza ou foram mortas pela conjugação de várias causas concorrentes, dentre elas a omissão dos governantes?
Eu fico com a segunda alternativa.
Diante disso fica evidente que temos legislação para aplicar no caso específico: o artigo 121 do Código Penal, que pode ser doloso ou culposo. O doloso quando existe a intenção de matar e o culposo quando o autor não tem ação de matar, porém por imprudência, imperícia ou negligência assume o risco de provocar a morte.

Código Penal:
Art 121. Matar alguém:
Pena - reclusão, de seis a vinte anos.

Caso de diminuição de pena
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.
Homicídio qualificado
§ 2° Se o homicídio é cometido:
I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;
II - por motivo futil;
III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum;
IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido;
V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime:
Pena - reclusão, de doze a trinta anos.
Homicídio culposo
§ 3º Se o homicídio é culposo: (Vide Lei nº 4.611, de 1965)
Pena - detenção, de um a três anos.
Aumento de pena
§ 4o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. (Incluído pela Lei nº 6.416, de 24.5.1977)
Salvo melhor juízo, não vejo a necessidade de ser criada nenhuma lei nova, considerando que conforme a opinião já apresentada por especialistas nacionais e internacionais em defesa civil, o número de mortos seria menor em razão da inexistência de capacidade para previsões metereológicas precisas; a inexistência de sistemas de alerta para a população e a não retirada dos moradores em áreas de risco. Portanto, existe responsabilidade dos homens públicos nos fatos que resultaram na morte de mais de 700 pessoas, sendo que 400 estão desaparecidas.
Sinceramente, basta instaurar a investigação criminal e determinar:
- As omissões dos homens públicos produziram causas concorrentes?
Em seguida, definir a autoria:
- Quem deveria ter retirado as pessoas das áreas de risco?
- Quem deveria ter instalado e promovido o funcionamento das estações metereológicas e dos sistemas para alertar a população?
Em seguida, aplicar o Código Penal.
Não vejo dificuldade alguma, na verdade percebo uma tentativa de acobertamento das responsabilidades dos homens públicos com esse anúncio da necessidade da criação de uma legislação específica, tendo em vista que para existir crime se faz necessária leia anterior que o defina.
Senhores, a lei já existe há muito tempo, o nosso Código Penal.
O tipo é o homicídio (matar alguém) culposo (por negligência) que no caso pode ter vitimado mais de 1.000 cidadãos brasileiros.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

QUEM OCUPA TEM CULPA? - JUIZ JOÃO BATISTA DAMASCENO.

JORNAL O DIA
João Batista Damasceno: Quem ocupa tem culpa?
Rio - O poder no Brasil se apresenta autocrático, e as opções políticas são feitas sem considerações à vontade e necessidades da sociedade. Enquanto o Estado gasta milhões em prevenção e combate a terrorismo, mal que não temos, não se cuidam das encostas que a cada verão desabam e matam.
No verão passado o governador somente tardiamente apareceu em Angra dos Reis, dizendo que os “técnicos” é que deveriam estar lá. Neste ano correu para a Região Serrana e no mesmo dia dos deslizamentos culpou o populismo dos anos 80, que teria favorecido ocupações, sem se dar conta de que as áreas afetadas não eram apenas as de ocupação irregular. Os governantes se acham na capacidade de autocraticamente definir o que devem fazer, ainda que inadequadamente.
A ocupação das cidades, necessária em decorrência das transformações pelas quais o País passou a partir da Revolução de 1930, implicou construções em morros e encostas, que surpreendem por suas permanências no alto, desafiando a lei da gravidade. Mas, se os indivíduos são impotentes diante da natureza, podem prever as ocorrências naturais e subtraírem-se das consequências, notadamente quando bem governada a cidade e o Estado.
No ano passado, a erupção de um vulcão na Islândia provocou derretimento das geleiras e inundações. Na Europa, 16 mil voos foram cancelados num único dia, como medida preventiva. Igualmente a população foi avisada e retirada a tempo e não se registraram mortes. Há governo na Islândia.
Na Mitologia, ao descobrir que era culpado pela desgraça que se abatia sobre Tebas, Édipo não culpou terceiros, não disse desconhecer ser filho do homem que matara e da mulher com quem dormia. Assumiu a responsabilidade pessoal, furou os próprios olhos e partiu da cidade.
No caso presente, o Estado tem responsabilidade civil, e os governantes, responsabilidade política pela falta das providências que lhes competiam.

João Batista Damasceno é cientista político e juiz de direito
Membro da Associação Juízes para a Democracia

COMENTO:
Reafirmo o que tenho escrito: é hora de punir governantes, essa será a prevenção mais eficaz para que não enfrentemos novamente tragédias dessa magnitude.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

O MARKETING CÍNICO DO DILÚVIO ANUNCIADO - JOSÉ NÊUMANNE.

O ESTADO DE S. PAULO
O marketing cínico do dilúvio anunciado

José Nêumanne
Os números assustadores da tragédia provocada pelas enxurradas que se seguiram aos temporais na serra fluminense (o dobro dos mortos das similares em 1967, quando a área atingida ficou restrita apenas a Petrópolis) fazem emergir da lama que deslizou montanha abaixo, destruindo tudo e enlutando famílias, constatações e reflexões que, mesmo inúteis e inócuas, não podem deixar de fluir.
A primeira pergunta sem resposta é a que estabelece uma conexão entre a ameaça à camada de ozônio pelo aquecimento global e fenômenos meteorológicos como esses. Chove desde que o mundo é mundo e chuvas como as que desabaram sobre a formosa área acontecem desde o tempo em que o calor das fogueiras de nossos ancestrais caçadores certamente não ameaçava a camada de ozônio nem alterava o rumo ou o volume de correntes marítimas e tampouco causava tempestades. Não dá para garantir nem para negar que aguaceiros de tal porte possam ter caído no tempo das cavernas e desabrigado algumas famílias de habitantes primitivos daquelas plagas. Mas não se podem comparar esses eventos na Pré-História com este num planeta superpovoado, onde aquele privilegiado conjunto de morros e vales é disputado por qualquer apreciador de uma bela vista - o pobretão da favela ou o ricaço capaz de construir sua mansão na encosta. Para o primeiro vale a advertência que começou a ser feita desde que os refugiados da Guerra de Canudos, não tendo onde morar, fincaram suas choças nos morros que ornam a Baía de Guanabara, que encantou Cole Porter, e chamaram seus arruados de "favelas", em homenagem a um arbusto do sertão.
É claro que a ocupação de áreas de risco pelos carentes de moradia é um drama que se amplia na proporção em que aumentam as famílias que não têm onde morar e mínguam as habitações que elas podem adquirir ou construir. Em metrópoles como Rio e São Paulo, restam-lhe poucas alternativas às encostas sobre as quais a ganância da indústria imobiliária ainda não depositou suas ambições de enriquecimento. Em regiões aprazíveis e próximas de um grande centro, caso da preferida pela família imperial para se refugiar da canícula litorânea, não há escolha para os pobres de Jó que improvisam seus tetos ou a burguesia endinheirada em busca de paz, conforto e ar puro. Em Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e adjacências, barracos ou palacetes não podem ser construídos em planuras, porque planuras não há. Há, sim, montanhas que sobem para o céu e descem para o vale. E vales que, debaixo das encostas, aguentam o peso do lodaçal que desliza quando a vegetação não consegue conter o desbarrancamento e desce a avalanche.
Sob o peso monumental dessa lama desmoronam barracos de lata e sólidas construções centenárias. Reclamar da ocupação indiscriminada de mananciais e áreas de risco com a cumplicidade da politicagem demagógica é chover no molhado, mas necessário. Porque não há tragédia coletiva que mobilize um homem público brasileiro em posto de mando a desafiar os carimbadores de fatos consumados e os grileiros da boa-fé do populacho sem teto.
No caso da serra fluminense, o buraco fica bem mais embaixo e o lamaçal vem de muito mais acima. Esta tragédia de proporções ainda não totalmente conhecidas mostra que não há áreas sem risco no território atingido. A serra só não é arriscada em sítios selvagens onde não existam prédios, pessoas, bens ou animais. Essa evidência não inutiliza a necessidade da responsabilização com nome, endereço, cargo e eventual pena em caso de culpa para os homens públicos que compram seus mandatos ao custo da mortandade nas tragédias das chuvas de verão. Mas torna relativa a justificativa única da permissão de construir em lugar impróprio, pois ali, como esta chuva mostrou, nenhum é apropriado.
Então, que fazer? Adquirir aparelhos de previsão meteorológica para permitir que cidades sejam evacuadas antes que o céu desabe sobre as montanhas? A tecnologia salva vidas, mas seu poder de fazê-lo é limitado. A constatação sazonal de que as autoridades locais foram avisadas pelos técnicos de que choveria é aleivosa, porque não há prefeito capaz de evacuar uma cidade do tamanho de Petrópolis cada vez que a meteorologia previr não o dilúvio universal, mas "chuvas de moderadas a fortes". Se muitos habitantes da região se recusam a deixar casas dependuradas no abismo e isoladas pela lama, como imaginar que alguém, de sã consciência, possa convencer almas contadas aos milhares a abandonarem seus lares? E irem, aliás, para onde? Para o sambódromo? Para o Maracanã? Ora, essa!
O que revolta é ler a promessa de Dilma agora, que, feita por Lula há cinco anos, nunca foi cumprida, de instalar um infalível sistema de alerta para prevenir tragédias como esta. Pois se trata de marketing improvisado que escarnece da dor das vítimas. E saber que aquela região não dispõe de um plano B similar ao treinamento que os bombeiros fazem para prevenir incêndios em prédios. Pior: União, Estados e municípios apelidam de defesa civil algo que não defende ninguém de nada, e sempre termina sobrando para militares destreinados que correm feito baratas tontas de um lado para outro, ajudando heroicamente alguns, mas sem organização capaz de promover uma eventual evacuação improvável ou de socorrer as vítimas do dilúvio anunciado.
O Estado brasileiro é incompetente para prevenir e para remediar porque não estuda, não trabalha, não treina e não aprende com as tragédias pretéritas para evitar que as futuras sejam ainda maiores. Militares e civis limitam-se a garantir a própria impunidade no discurso vago e impessoal, repetido e pluripartidário dos mandatários de plantão. É uma situação vergonhosa que só poderia ser amenizada se esses maganões fossem identificados e punidos na forma da lei. Mas como fazê-lo, se são eles que fazem as leis?
Jornalista e escritor, é editorialista do "Jornal da Tarde"
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Exc-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O TSUNAMI DO DESCASO: APESAR DA FANTÁSTICA BLINDAGEM QUE CABRAL RECEBE DE PARTE DA MÍDIA FLUMINENSE, O POVO NAS RUAS COMEÇA A EXIGIR O IMPEACHMENT.

746 MORTOS
200 DESAPARECIDOS
20.000 DESABRIGADOS

BLOG DO RALFE, JUVENTUDE NA POLÍTICA.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Padre pede impeachment de Sérgio Cabral
Cresce a indignação com a omissão de Sérgio Cabral

Reprodução da coluna de Ancelmo Gois, em O Globo
Reprodução da coluna de Ancelmo Gois, em O Globo
O que mais se ouve nas ruas além do sentimento de comoção e do espírito de solidariedade com relação à tragédia da região Serrana, que já matou 676 pessoas (balança da manhã desta terça), é uma revolta enorme com o governador Sérgio Cabral. Há uma indignação muito grande diante de tanta omissão, das denúncias de desvio de dinheiro da prevenção de tragédias para a Fundação Roberto Marinho e de que desde 2008 tinha um relatório prevendo a catástrofe e cruzou os braços. A população também não se conforma que Cabral, mais uma vez, na hora em que o povo mais precisava de ajuda, estava passeando nos Estados Unidos.
Mesmo com toda a blindagem, com a operação montada pelas Organizações Globo para tentar aliviar as responsabilidades de Cabral, não há como recuperar a imagem do governador. Vejam vocês, que até o padre do Leblon não se conteve e no meio da missa pediu o impeachment de Sérgio Cabral, que, aliás, no sábado, o jornalista Paulo Henrique Amorim foi o primeiro a bater nessa tecla, como mostro abaixo.
Reprodução do site Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim
Reprodução do site Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim












Fonte: http://www.blogdogarotinho.com.br/
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

RIO - O TSUNAMI DO DESCASO: TEMOS QUE EXIGIR PUNIÇÕES!

JORNAL O DIA
Em Teresópolis, homem congela corpo de filho para desacelerar decomposição
Rio - O marceneiro Gevanildo Lopes da Cunha, 33 anos, de Santa Rita, em Teresópolis, disse nesta terça-feira ter ajudado um amigo a guardar o corpo do próprio filho, vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, dentro de uma geladeira - mesmo desligada com a falta de luz. Segundo ele, a decisão foi tomada para desacelerar a decomposição do corpo, enquanto as equipes de busca não conseguiam chegar para recolher. "Foi para o cachorro não comer. Depois, o helicóptero levou e ele foi enterrado", afirmou (leia).
COMENTO:
Temos que fazer tudo que for necessário para punir os responsáveis por essa tragédia.
Amanhã, começamos a cobrar em frente ao Palácio Guanabara. No dia 01 FEV 2011, cobraremos na ALERJ, depois no Ministério Público e no Tribunal de Justiça.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

GOVERNANTES DESPREPARADOS E OMISSOS - GIL CASTELO BRANCO.

Governantes despreparados e omissos
Gil Castelo Branco

O primeiro homem público que demonstrou preocupação com os fatores climáticos foi D. Pedro II, quando prometeu: "Venderei até o último brilhante da minha coroa para acabar com a seca no Nordeste." A coroa intacta, com todos os brilhantes, está exposta no Museu Imperial de Petrópolis, e milhares de nordestinos, ao longo de 150 anos, foram sepultados em seus estados.
Desde o Império, portanto, a natureza anda de mãos dadas com a falta de planejamento e a debilidade do Estado, nas esferas municipal, estadual e federal. Na raiz do problema está a questão habitacional. Por muitos anos, o financiamento da casa própria atendeu somente às classes mais favorecidas. Em função da inflação e dos juros elevados, a correção das prestações superava os reajustes salariais, inviabilizando as operações, notadamente para as famílias de baixa renda. Desta forma, surgiram as ocupações precárias e as invasões, sob a vista grossa dos governantes.
Diante do caos consumado, as tragédias apresentam aviso prévio. No calendário nacional já estão fixadas entre o Natal e o carnaval. Os estados e as cidades onde os eventos historicamente acontecem são conhecidos - e até as áreas de riscos iminentes -, mas o poder público é omisso em relação à atuação preventiva.
De 2000 a 2010, o Ministério da Integração Nacional - onde está alocada a Secretaria Nacional da Defesa Civil - aplicou R$6,3 bilhões na "resposta aos desastres e reconstrução", e apenas R$542 milhões na "prevenção e preparação para desastres". No ano passado, por exemplo, foram gastos 13 vezes mais após as catástrofes do que em medidas que poderiam minimizar os seus efeitos. Além disso, nos últimos 11 anos, de cada R$5,00 do orçamento da União para evitar calamidades naturais, somente R$1,15 foi efetivamente investido.
Em 2010, para acentuar o rol de absurdos, dos R$167,5 milhões aplicados em prevenção, 50,5% foram utilizados na Bahia, terra natal do então ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, candidato derrotado nas últimas eleições para governador. O Tribunal de Contas da União (TCU) questionou a distribuição de recursos e recebeu a informação de que a Bahia havia apresentado maior quantidade de projetos. Mas será que projetos dessa natureza são como o acarajé, que os baianos fazem como ninguém?
Já o Ministério das Cidades desenvolve o programa de "urbanização, regularização e integração de assentamentos precários", com ação destinada a financiar o mapeamento municipal das áreas de risco. No entanto, além do pequeno valor aplicado nessa iniciativa específica, o TCU constatou a falta de diálogo com o Ministério da Integração, que promove a transferência de recursos para projetos de prevenção a desastres.
A Secretaria Nacional da Defesa Civil, por sua vez, não possui articulação com os órgãos semelhantes nos estados e municípios. Embora "no papel" existam representações da defesa civil em 77% das cidades brasileiras, não chegam a 10% as comissões/coordenadorias municipais estruturadas e atuantes. Na maioria delas, os responsáveis são pessoas despreparadas que acumulam o cargo com alguma outra função na prefeitura.
Na verdade, a Defesa Civil, criada na Segunda Guerra Mundial, ainda não encontrou a sua identidade. Não há sequer padrão. Em alguns estados está vinculada à Casa Militar do governador, em outros ao Corpo de Bombeiros. Também é possível encontrá-la subordinada a secretarias da área social. A coordenação é exercida tanto por civis como por militares.
Diante da precariedade do sistema de defesa civil, o recém-designado secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, está correto ao considerar essencial a criação de espaço próprio e adequado para o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). O órgão funciona atualmente em condições precárias, em três salas do ministério, sem um meteorologista, sequer.
Com perfil mais técnico do que político, é de se esperar que a presidente Dilma fortaleça as ações da Defesa Civil, especialmente as de prevenção, aprimorando a gestão e ampliando os valores aplicados, mesmo que, para isso, seja necessário vender os brilhantes da coroa de D. Pedro II.
Gil Castelo Branco é economista e dirigente da organização não-governamental Contas Abertas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

E SE FOSSE UM POLICIAL MILITAR?

Os Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro há muito tempo perderam a presunção da inocência, como diversas vezes escrevi nesse blog e declarei junto aos órgãos de imprensa, isso é uma realidade inquestionável.
No Rio, quando um Policial Militar efetua um disparo de arma de fogo e por erro na execução, acaba ferindo ou matando um cidadão inocente, logo surgem vozes para gritar: despreparado, imbecil e até bandido!
Povo fluminense, imagine se o responsável por retirar as pessoas que moram em áreas de risco, fosse um Policial Militar?
Ou se o responsável por implantar um sistema de monitoramento das chuvas fosse um Policial Militar?
E, ainda se o responsável por implantar um sistema para alertar à população sobre a possibilidade de enchentes e/ou deslizamentos fosse um Policial Militar?
Uma semana depois de quase 700 cidadãos terem sido mortos em razão das fortes chuvas e da concorrência dos fatores citados como responsabilidade do Policial Militar, tudo já teria sido investigado e o Policial Militar condenado a ser esquartejado em praça pública, sendo antes excluído da PMERJ.
Onde não existe cidadania, os poderosos nunca são punidos.
O Brasil é um país muito engraçado.
Uma das propostas políticas da nova presidente é erradicar a pobreza extrema, algo muito louvável, todavia, como explicar que em um país onde parte da população vive em pobreza extrema, o presidente anterior do mesmo partido (PT) tenha gasto quase 10 BILHÕES em propaganda?
O Brasil é ou não é um país engraçado?
Repetindo: como explicar um gasto de 10 BILHÕES em propaganda enquanto parte do povo vive (ou morre) em pobreza extrema (leia)?
Pois é...
No Rio, o governador gastou quase MEIO BILHÃO em propaganda (leia), enquanto o estado não possui um adequado monitoramento das chuvas e nem um sistema de alerta para a população.
O Rio também é engraçado.
Sinceramente, neste circo, nós somos os palhaços.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O TSUNAMI DO DESCASO GOVERNAMENTAL - DENÚNCIA GRAVÍSSIMA.

EMAIL DE UMA MORADORA DE TERESÓPOLIS.
Moro em Teresópolis, no bairro do Golfe, próximo à ponte do Imbuí, vizinho aos bairros do Caleme, Posse e Campo Grande, algumas das regiões mais afetadas pela tragédia Tive que abandonar minha casa, voltei dois dias depois, conversei com muita gente que perdeu alguém nesse trágico incidente, ví caminhões passando transportando corpos cobertos por lonas, mas o cheiro que rastreava o trajeto não deixava margens de dúvidas quanto à carga transportada.
Na primeira madrugada da tragédia, estive frente a frente com uma senhora abrigada por uma vizinha que teve sua casa de 3 andares desabada, e sobre a qual havia ficado soterrada por algumas horas.
O tempo inteiro tentava acompanhar a razoabilidade das informações fornecidas pela mídia, obtidas pelos órgãos do município, e fazendo contas superficiais, me parecia um pouco absurdo um número tão baixo de vítimas. Qualquer um que esteja acompanhando os noticiários já se deu conta de que há encostas que foram totalmente devastadas, em locais onde havia muitas casas. A impressão que se tem é a de que Deus marcou as montanhas com a marca de Seus dedos.
O Fantástico acabou de anunciar o TOTAL de mortos na tragédia da região serrana do Rio, 678 mortos até agora (não me lembro que dia é hoje). No entanto, acabei de receber um telefonema de uma voluntária da área médica que está trabalhando na limpeza dos corpos que chegam aos montes a cada hora, e, pasmem, ela afirmou que somente ela já havia lavado cerca de 300 corpos, somente aqui em Teresópolis, SOMENTE ELA!!!!!
Contou que alguns peritos vindos de outras localidades estão sofrendo de sobrecarga psicológica dado ao número absurdo de corpos, agora chegando já em decomposição.
Muitos irão perguntar o porque de as autoridades omitirem o número real de vítimas, e a resposta é muito simples: RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR AUSÊNCIA OU OMISSÃO DE SERVIÇO.
Há em Teresópolis um mapa das áreas de risco que já deveriam ter sido desocupadas e não foram. A existência deste mapa é anterior à tragédia. Ou seja, esse número absurdo de mortos poderia ter sido evitado, e o Estado sabe disso. E devido a tal fato, o Estado poderá ser responsabilizado a pagar indenização por cada vítima que residia em uma das áreas mencionadas em tal mapa. É por isso que em uma tragédia de dimensões tão angustiantes, os dados oficiais se restringem à apenas 300 mortos, ou menos, em Teresópolis.
Devemos lembrar que apesar de a tragédia não ter atingido somente a população mais carente, como ocorreu no Morro do Bumba, é fato que em bairros mais afastados, famílias inteiras foram dizimadas, e seus nomes serão facilmente "esquecidos" nas estatísticas.
Estou vendo o mundo desabar à minha volta,literalmente! E descobrir que a verdade está sendo omitida, me deixa muito mais angustiada do que já estou.
Todos os voluntários deveriam ser intimados a fornecer informações sobre o número de corpos que passaram por suas mãos. Seria uma batalha difícil, mas não impossível, se a população se unisse para cobrar a verdade e sua consequente responsabilidade. A voluntária disse que o número de mortos já deve ser de aproximadamente 2000 mortos.
COMENTO:
A mídia (isenta) investigativa poderia tentar apurar a denúncia.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

SOLIDARIZAR, PREVENIR, INVESTIGAR E PUNIR COM RIGOR.

As tragédias que se abateram sobre o Rio de Janeiro nos últimos doze meses (Angra, Morro do Bumba e Região Serrana) ceifaram a vida de mais de 1.000 cidadãos brasileiros, mortes que poderiam ter sido evitadas na sua maioria, conforme especialistas nacionais e internacionais, com investimentos governamentais no monitoramento das chuvas e em sistemas de alerta para a população.
Infelizmente, no Rio a prioridade foi o investimento de quase MEIO BILHÃO DE REAIS em propaganda política, nos quatro anos de governo Sérgio Cabral.
Em apertada síntese, o momento atual exige QUATRO PRIORIDADES, que devem ser desenvolvidas SIMULTANEAMENTE:
SOLIDARIZAR - Buscar minimizar ao máximo o sofrimento das vítimas e proporcionar condições para que possam retornar a vida da melhor forma possível. Isso é imprescindível, as vítimas do Morro do Bumba (Niterói), meses depois da tragédia, ainda padecem pela falta de assistência governamental.
PREVENIR - De imediato desenvolver ações para evitar que tragédias semelhantes se repitam. Em Angra, um ano depois da tragédia, os estudos ainda não foram finalizados.
INVESTIGAR - Deveria ter sido iniciada logo após a tragédia, pois a investigação é a base para a PREVENÇÃO, ao determinar as causas e para a PUNIÇÃO COM RIGOR, pois aponta os culpados. A investigação deve ser isenta, portanto, como existem indícios de responsabilidades por parte do governador, dos prefeitos, dos secretários de defesa civil e outras autoridades públicas, manda a boa regra que eles sejam afastados de seus cargos no período da investigação.
PUNIR COM RIGOR - Salvo melhor juízo, essa é a melhor ação PREVENTIVA. É hora de responsabilizar PESSOALMENTE (e não o Estado) todos os agentes públicos que por ação ou omissão concorreram para essas mais de 1.000 mortes, que poderiam ser evitadas.
O nosso ato de protesto dessa quarta-feira, 19 JAN 2011, se direciona para as ações de PREVENIR, INVESTIGAR e PUNIR COM RIGOR.
As vítimas precisarão da nossa SOLIDARIEDADE ao longo de muitos meses e, felizmente, muitos já estão mobilizados neste momento inicial, entretanto, no concernente às ações de PREVENIR, INVESTIGAR e PUNIR COM RIGOR praticamente nada ainda foi feito.
Diante dessas verdades, esperamos você no dia 19 JAN 2011, a partir das 10:00 horas, quando iniciaremos a organização do ato que se desenvolverá das 12:00 às 14:00 horas (em princípio), de forma ordeira, pacífica, corajosa e cidadã.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

DILMA MANDA CABRAL PARAR DE PEDIR VERBAS E BATE NO ALIADO: "VOCÊ DEVE TER VERGONHA E RENUNCIAR".

ALERTA TOTAL - JORGE SERRÃO.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Dilma manda Cabral parar de pedir verbas e bate no aliado: “Você devia ter vergonha e renunciar”
Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net/
Por Jorge Serrão
Sexta-feira passada, a Presidenta Dilma Rousseff comprovou que seu estilo de governar não poupa sequer os aliados ou amiguinhos. Por telefone, Dilma quase reduziu a pó o governador Sérgio Cabral. No momento mais tenso da conversa entre ambos, Dilma chegou a gritar que Cabral devia ter vergonha e renunciar. A bronca de Dilma em Cabralzinho foi presenciada por amigos dela.
Dilma recomendou que Cabral pare de reclamar por verbas. Lembrou que, desde 2008, o governador fluminense já fora alertado pelo governo federal de que as chuvas poderiam causar uma tragédia no Estado. Dilma concluiu que a administração de seu aliado pouco fez para evitar os efeitos das chuvas que produziram centenas de mortes.
Dilma também criticou Cabral por se ausentar do Rio de Janeiro, em períodos críticos, como os de começo de ano. A Presidenta ponderou que pega muito mal, em toda catástrofe, o vice-governador Luiz Fernando Pezão sempre aparecer, primeiro, como a voz oficial, enquanto o governador tira férias.
Quem ouviu a conversa no viva voz jura que Cabralzinho chegou a chorar com as duras críticas da Mãe Dilma. A mídia amestrada dará uma linha sequer sobre a bronca privada de Dilma em Cabralzinho. O assunto "não interessa" no momento de exploração jornalística da desgraça de milhares de pessoas.
Leia, abaixo, os artigos de Arlindo Montenegro (Conto do Vigário) e de João Bosco Leal (Políticos canalhas ou canalhas políticos?)
Risco das decisões
Pode chegar a R$ 1 bilhão a obra de preparo do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014, caso se confirme o comprometimento estrutural do velho estádio.
Estima-se que sejam necessários mais de R$ 2 bilhões para refazer pontes, estradas e moradias, devastadas pelas chuvas e pela omissão governamental, em três cidades da Região Serrana do Rio de Janeiro.
O risco de atraso no cronograma para a copa-negócio da Fifa e a pressão urgente para realocar recursos destinados a obras emergenciais pós-catástrofe são as dores de cabeça do momento de Sérgio Cabral.
O sucesso (ou fracasso) de suas decisões afetará seu projeto político de ser candidato a vice-presidente na eleição de 2014.
Tragédia prevista
Um estudo pelo Instituto de Pesquisa Tecnológicas para a Prefeitura de São Paulo denuncia que 115 mil pessoas vivem em 407 áreas de alto risco de deslizamentos ou enchentes.
O alarmante relatório do IPT recomenda que os cidadãos de risco deveriam abandonar suas casas imediatamente, principalmente na época de chuvas fortes e concentradas.
Das 407 áreas mapeadas pelo estudo, nada menos que 43% delas ficam na Zona Sul, onde 50 mil pessoas vivem precariamente em 12 mil moradias.
Genocídio
Ivo Marcelino comenta que o ocorrido na região serrana do Rio e em outros locais é simplesmente assassinato em massa.
Veja em http://dl.dropbox.com/u/10255345/08-Enchentes.pdf%20que que, desde 2001, tudo sobre enchentes no Rio de Janeiro está fartamente documentado no Convênio Brasil-Alemanha.
Existe também um outro volune dessa coleção sobre revitalização de rios: http://dl.dropbox.com/u/10255345/11-Revitalizacao.pdf
Problema militar
O Alto Comando do Exército Brasileiro pode ter mais um desgaste com a chefona-em-comando Dilma.
A pedido de petistas, a Presidente pode interceder junto ao General Enzo Peri em socorro de um Capitão que está preso desde o dia 9 de dezembro do ano passado, no Rio Grande do Sul.
Aliado do governador Tarso Genro, o militar Luis Fernando de Sousa foi candidato derrotado a deputado federal pelo PT gaúcho, e agora é acusado pelo EB por crime de deserção.
Por problemas médicos, pois é diabético, o Capitão cumpre Prisão Domiciliar na residência funcional, em General Câmara (RS).
Polêmica
A defesa do militar alega que esse processo de deserção é uma farsa e tem por objetivo colocar o Cap Luis Fernando em descrédito, bem como desprestigiá-lo perante o público interno, já que o crime de deserção é considerado um pecado mortal para os militares.
Advogados do Capitão alegam que o Exército cometeu um erro, ao determinar sua reversão para o serviço ativo após as eleições, no dia 21/10/2010, contrariando a legislação em vigor (portaria 043 DGP, art 1° Inciso IV).
Pela lei, a reversão só deveria ter ocorrido após a proclamação oficial do pleito - que ocorreu dia 03/11/2010.
Festejando
A Presidenta Dilma Rousseff e seu padrinho político, Extalinácio da Silva, serão homenageados pelo PT na festa de 31 anos do partido, em 10 de fevereiro.
Mas como o PT está no vermelho (com dívidas de R$ 27,7 milhões da campanha da Dilma), fará uma festa menos faraônica que a do que no ano passado, quando comemorou três décadas.
No evento, Lula deve receber de volta o título de presidente de honra do partido.
Salve o imortal
Luiz Inácio Lula da Silva já faz jus à imortalidade – mesmo que não possa ser membro da Academia Brasileira de Letras, já que ele mesmo confessa que nunca gostou muito de livros.
O ex-Presidente vai receber uma homenagem máxima de seu clube futebolístico do coração – que já o nomeou “Presidente de Honra”.
Chamará Luiz Inácio Lula da Silva o estádio que o Corinthians construirá, em Itaquera, na Zona Leste paulistana, para sediar a Copa do Mundo de 2014.
Foro do Brasil
O grupo de estudos estratégicos Foro do Brasil fará sua XI Assembleia no dia 23 de fevereiro de 2011, em São Paulo.
O professor Manoel Gonçalves Ferreira Filho será o palestrante do tema: “Constituição dos Partidos políticos no Brasil”.
O local e horário do encontro serão definidos esta semana.
Retorno triunfal
Lugar onde imperam a ignorância e a miséria econômico-moral parece não ter mesmo saída.
Vestindo um elegante terno preto e com a esposa Veronique Roy a tiracolo, o ex-ditador Jean-Claude ''Baby Doc'' Duvalier voltou domingo ao devastado Haiti.
Exilado na França desde 1986, quando foi deposto por um levante popular após 15 anos de governo, ''Baby Doc'' foi recebido festivamente por seus aliados.
É a história sempre se repetindo como farsa no Terceiro (i)Mundo.
Quem tem tem medo...
Um ex-banqueiro suíço - que foi um dos primeiros homens a usar o site WikiLeaks para publicar documentos internos - prometeu divulgar hoje novos dados sobre contas bancárias no exterior.
Rudolf Elmer, que foi demitido do Banco Julius Baer em 2002 e que vai a julgamento na Suíça na quarta-feira por quebra de sigilo bancário, entregará mais dados ao WikiLeaks em uma coletiva de imprensa em Londres.
Os dados são de pelo menos três instituições bancárias, incluindo o Julius Baer, e cobrem o período de 1990 a 2009.
Como muito brasileiro otário jogou dinheiro em tais instituições, já tem gente de bolso de alta estirpe tremendo nas bases...
Rede Social
O drama cinematográfico sobre o Facebook está com uma mãozinha no Oscar.
A Rede Social faturou quatro prêmios Globo de Ouro.
Como melhor filme de drama, melhor diretor (David Fincher), melhor roteiro e trilha sonora, o filme tem tudo para faturar o mais cobiçado prêmio do cinema mundial.
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
JORGE SERRÃO
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO