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sábado, 22 de janeiro de 2011

DEPOIS DA ENCHENTE, POR QUE TANTOS MORREM - THE ECONOMIST.

SITE CONTAS ABERTAS
Revista britânica critica prevenção a desastres no Brasil

Milton Júnior
Com o título “Depois da enchente, por que tantos morrem?”, a edição desta semana da revista britânica The Economist traz uma matéria especial sobre o desastre no Rio de Janeiro. Com dados do Contas Abertas, o texto observa que menos de 1% da verba destinada a áreas propensas a enchentes foi parar no Rio de Janeiro em 2010. De acordo com a revista, o governo brasileiro justifica que isto aconteceu porque poucas cidades apresentaram projetos viáveis. Mas, curiosamente, diz a revista, só o estado da Bahia tem 54% do fundo de catástrofe. “Coincidentemente, é o mesmo estado de Geddel Vieira e João Santana, ambos ex-ministros da Integração Nacional [que inclui a defesa civil]”, ironiza.
“Se há alguma lição a ser aprendida da tragédia no Rio, ela mostra que não é para as nuvens que se deve olhar”, diz o texto. O autor admite que as chuvas excessivas que atingiram a região serrana do estado foram causadas por um fenômeno natural. No entanto, avalia que, apesar do espantoso volume de chuvas no Rio ser atribuído à meteorologia, a causa das mais de 770 mortes pode estar em terra firme. Além da gestão inadequada durante o crescimento das cidades atingidas, a revista critica a falta de planejamento na prevenção de catástrofes.
"O Brasil tem uma sofisticada tecnologia em satélites, que o torna capaz de identificar incêndios florestais, corte ilegal de árvores, e de prever o tempo. Mesmo assim, cada tempestade pega o governo de surpresa", diz a matéria. "Em 2010 estavam previstos no orçamento do governo R$ 442 milhões para a prevenção a desastres, dos quais apenas R$ 139 milhões foram gastos efetivamente", diz a Economist, citando recente estudo realizado pelo Contas Abertas.
O texto ainda explica um pouco da história da ocupação nos morros fluminenses. Durante dois séculos, as montanhas do Rio de Janeiro pareciam ser o perfeito refúgio brasileiro. Lá se refugiava, por exemplo, o imperador D. Pedro II e meia dúzia de nobres que queriam escapar do calor escaldante do verão carioca. “Colonizada por imigrantes alemães e suíços, estas aldeias pitorescas se transformaram em cidades movimentadas. Agora elas são uma balbúrdia”, afirma.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 24 de outubro de 2009

THE ECONOMIST - A MÍDIA INTERNACIONAL NÃO PODE SER PAUTADA PELO GOVERNO.

THE ECONOMIST.
Drogas e violência no Rio
The bottom line (A linha de fundo).
Oct 22nd 2009 RIO DE JANEIRO 22 de outubro de 2009 RIO DE JANEIRO From The Economist print edition
Da edição da cópia de The Economist
Why a tight market for drugs may be contributing to recent violence (Por que um mercado apertado para as drogas podem estar contribuindo para a recente onda de violência)
ALL of Brazil's big cities have a vigorous market in illegal drugs. (TODAS as grandes cidades do Brasil tenha um vigoroso mercado de drogas ilícitas). If surveys of drug use are to be believed, consumption of cocaine, crack and cannabis per head in Rio de Janeiro is near the median when compared with other state capitals. (Se as pesquisas do uso de drogas estão a ser acreditado, o consumo de cocaína, crack e maconha per capita no Rio de Janeiro está próximo da média quando comparada com outras capitais). So why is the city that has just won the 2016 Olympics so prone to paroxysms of drug violence, as seen on the weekend of October 17th-18th, in which about 25 people were killed (including three policemen), ten buses were set on fire and a police helicopter was shot down? (Então, porque é a cidade que acaba de ganhar os Jogos Olímpicos de 2016 tão propensos a paroxismos de violência das drogas, como visto no fim de semana de outubro 17-18, em que cerca de 25 pessoas morreram (incluindo três policiais), dez ônibus foram incendiados e um helicóptero da polícia foi abatido?).
AP AP Rio's cops: part of the problem (Policiais do Rio de Janeiro: parte do problema).
The city is pockmarked by a history of bad government. A cidade é marcada por uma história de mau governo. Past mistakes include making accommodations with drug-dealing factions in the hope of keeping them peaceful. (Os erros do passado incluem a elaboração de acomodações com facções de droga, na esperança de mantê-los pacíficos). Rio's police force is also part of the problem. (Força de polícia do Rio também é parte do problema). Some of the weapons used by drug dealers are sold to them by the police, and officers still execute too many people on the spot rather than bother with prosecuting suspects, making favela -dwellers regard them as no more a source of justice than the drugs gangs. (Algumas das armas utilizadas pelos traficantes de drogas são vendidos a eles por parte da polícia e oficiais ainda executar muitas pessoas no local, ao invés de se preocupar com a acusar um suspeito, fazendo com que moradores da favela considerá-los como mais uma fonte de justiça do que as drogas gangues).
A further reason for Rio's spectacular violence is that it has three large, competing drug factions, whereas in other big cities (including the largest, São Paulo) one gang is dominant. (Uma outra razão para a violência espetacular do Rio é que tem três grandes facções concorrentes, enquanto que em outras grandes cidades (incluindo o maior, o São Paulo) uma quadrilha é dominante). A recent study from Rio de Janeiro state's government on the economics of the local drug business suggests that, because of this competition, far from living like characters in an MTV hip-hop video, Rio's dealers are operating at “close to break-even”. (Um estudo recente do governo do estado do Rio de Janeiro na economia do negócio da droga local sugere que, devido a essa concorrência, longe de viver como personagens de um vídeo de hip hop da MTV, os negociantes do Rio estão operando na "próxima do break-even").
Using a conservative estimate for total annual drugs sales in the city, of R$316m ($182m), the study reckons that after buying the product from wholesalers, employing a sales force and investing in capital (guns, mainly), Rio's dealers make combined annual profits of R$27m ($15m). (Utilizando uma estimativa conservadora para o total anual de vendas de drogas na cidade, de R $ 316m ($ 182m), o estudo estima que depois de comprar o produto dos atacadistas, que empregam uma força de vendas e investimento em capital (armas, principalmente), traficantes do Rio de Janeiro fazer combinado lucros anuais de R $ 27 milhões (US $ 15 milhões). The wage structure within the factions appears to be surprisingly flat, far more so than in the American gang analysed in 2000 by two academics, Steven Levitt and Sudhir Venkatesh. (A estrutura salarial dentro das facções parece ser surpreendentemente plana, muito mais do que na gangue americanos analisados em 2000 por dois acadêmicos, Steven Levitt e Sudhir Venkatesh). Rio's dealers seem to be an exception to Brazil's national picture of unequal income distribution. (Negociantes do Rio de Janeiro parece ser uma exceção a imagem nacional do Brasil na distribuição de renda desigual).
Before the recent violence, some analysts had suggested that stretched finances were leading drug gangs to co-operate in some operations. (Antes da recente onda de violência, alguns analistas sugeriram que as finanças esticada traficantes estavam levando a cooperar em algumas operações). But the more standard response to this situation is to invade a neighbour's turf. (Mas a resposta mais normal a esta situação é a invadir gramado de um vizinho). This is what happened on October 17th, when members of the Comando Vermelho poured into an area controlled by the Amigos dos Amigos, and the shooting started. (Isto é o que aconteceu no dia 17 de outubro, quando os membros do Comando Vermelho derramado em uma área controlada pela Amigos dos Amigos do, e começou o tiroteio).
With drug-peddling margins so tight, the gangs are looking to other revenue sources. (Com o tráfico de drogas margens tão apertadas, as gangues estão procurando outras fontes de receitas). Both they and the city's illegal militias, which control other areas of Rio, are involved in the illicit provision of electricity and other utilities and also, increasingly, in politics. (Tanto eles como milícias ilegais da cidade, que controlam outras áreas do Rio, estão envolvidos no fornecimento ilícito de electricidade e outros utilitários e também, cada vez mais na política). Around a dozen members of the city council appear to have been elected with the help of blocks of votes delivered by local strongmen. (Cerca de uma dúzia de membros do conselho da cidade parecem ter sido eleito com a ajuda de blocos de voto entregues por homens fortes locais). One councillor says it is not uncommon to see people walking around the council chamber with guns. (Um vereador diz que não é incomum ver pessoas caminhando em torno da sala do conselho com armas). The metal detector at its entrance was unplugged when your correspondent passed through it on October 20th. (O detector de metais em sua entrada foi desconectado quando o seu correspondente passou por ela em 20 de outubro).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

THE ECONOMIST - LULA FERIU O PT...

REVISTA VEJA - O FILTRO - JULIANO MACHADO.
PT foi ferido por Lula, diz Economist.
A revista britânica The Economist (em inglês) publicou em sua edição semanal reportagem falando sobre a crise do Senado brasileiro e do PT. Para a revista, os últimos acontecimentos envolvendo o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), demonstram que o partido está “ferido” e que tem como único objetivo se manter no poder. De acordo com a reportagem, para garantir o sucesso da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em 2010, o PT perdeu suas características originais de ser diferente e ético. Ao citar o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Sarney, a revista afirma que o presidente do Senado é o “típico político tradicional”, a quem o PT, originalmente, trataria como inimigo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 6 de junho de 2009

REVISTA VEJA - O FILTRO - JULIANO MACHADO.

- E agora, Jobim?
A informação de que os primeiros destroços recolhidos pela Aeronáutica em alto-mar não pertenciam ao Airbus da Air France e a mancha de suposto querosene era óleo de navio frustrou os que esperavam um avanço nas investigações e principalmente complicou a imagem do ministro da Defesa, Nelson Jobim. Na véspera, ele dissera categoricamente que todos os objetos avistados eram do avião e que, pela extensão da mancha, estava descartada a hipótese de que a aeronave se desintegrara em pleno voo, causando uma explosão. Diante do desmentido da Aeronáutica, o ministro ficou numa situação desconfortável. Ontem, segundo o Estadão, “alegou problemas de saúde e não apareceu”. O jornal também cita a reação negativa das autoridades e mídia francesas diante da precipitação do “ministro-perito”. O ministro francês dos Transportes, Jean-Loius Borloo, cobrou prudência em declarações públicas. “Na emissora de TV TF1, a mais importante rede da França, Jobim foi chamado de ‘bavard’, que em francês significa ‘indiscreto’ ou ‘falador’. Na concorrente France 2, uma reportagem afirmou que ‘a França é mais prudente antes de falar’”. Pegou mal. No fim, como resume O Globo, “após cinco dias, há mais dúvidas que explicações sobre o desaparecimento do Airbus”.
- Minc continua na corda bamba.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, garante que está “firmíssimo” no cargo, mas sua língua ainda pode traí-lo. Ele não resistiu a provocar novamente os ruralistas. “Não vamos deixar essa turminha destruir nossos biomas”, disse, numa clara referência a seus oponentes. Mantendo seu histórico de frases de efeito, Minc afirmou que “querem tirar uma picanha do Carlinhos”. Segundo o Estadão, Minc relatou que, na conversa que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi orientado a discutir “contradições” no âmbito interno do governo. Parece que o gosto incorrigível de Minc pelos microfones o está impedindo de atender a recomendação do chefe. Com declarações que em nada ajudam a melhorar a tensa
- Escolas “lamentáveis” emperram o Brasil, diz The Economist.
Que nossas escolas públicas são, em sua maioria, um desastre, todo mundo por aqui já sabe. O problema é quando prestigiadas revistas estrangeiras tomam conhecimento disso e divulgam. É o caso da britânica The Economist, que na edição desta semana traz uma reportagem sobre nossas instituições de ensino, consideradas “lamentáveis”. O texto já começa ácido. “Deus pode ser brasileiro, como os cidadãos do maior país da América do Sul gostam de dizer, mas certamente Ele não teve envolvimento no planejamento do sistema educacional.” A revista até faz algumas concessões a avanços no governo Lula, como o fato de 97% das crianças entre 7 e 14 anos estarem matriculadas e com boa frequência nas aulas, mas não deixa de destacar a má formação dos professores, os altos índices de repetência dos estudantes, entre outras mazelas. A reportagem faz uma conclusão óbvia, mas que muitas autoridades fazem questão de não querer enxergar: nossas escolas são um fator que emperra o crescimento do país.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO