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domingo, 21 de agosto de 2011

OPERAÇÃO RENÚNCIA JÁ!

É VENCER OU VENCER
(Francisco Horta - Presidente do Fluminense F. C.)

O lema acima foi criado na década de setenta no amado Fluminense, simbolizando que o empenho nos jogos tinha que ser muito grande, pois não existia alternativa para os resultados a serem alcançados, era vencer ou vencer!
Penso que todo o funcionalismo público do Rio de Janeiro esteja vivendo um momento idêntico ao experimentado no Flu naquela época, pois não recordo um momento mais propício nos últimos anos para que o funcionalismo mostre a sua força e vença um governo ditatorial que só humilhou os funcionários públicos nesses quase cinco anos.
Preliminarmente, ratifico o que tenho escrito e falado insistentemente: não existe qualquer esperança de melhorias para o funcionalismo enquanto Sérgio Cabral (PMDB) continuar sendo governador.
Diante dessa constatação, não existe alternativa, o funcionalismo como um todo tem que promover a sua saída.
"É FORA CABRAL OU FORA CABRAL!"
O momento para promover esse Fora Cabral (PMDB)! não poderia ser mais propício, pois o governo estadual está completamente desmoralizado e pessimamente avaliado. Nem a farsa das UPPs resistiu, todas as verdades estão surgindo e o projeto eleitoreiro apoiado pela mídia chapa branca que levou Cabral à reeleição está desabando. Até o midiático Beltrame já desapareceu!
A hora é agora!
A promoção dessa saída deve ser pacífica e ordeira, assim sendo, existem duas alternativas: o impeachment e a renúncia "forçada".
O impeachment é inviável, a ALERJ é a casa de Sérgio Cabral (PMDB) que possui uma forte base governista e tem contra si um oposição inócua. Nada que ocorrer no Rio de Janeiro fará com que o processo de impeachment se inicie, nada.
Sobra a renúncia "forçada", sim, "forçada", pois diante da sua gigantesca vaidade, Sérgio Cabral (PMDB) nunca renunciará.
RENÚNCIA JÁ!
Ela será alcançada através das mobilizações do funcionalismo público nas ruas do Rio de Janeiro, atraindo a população fluminense e criando o ambiente propício para que Sérgio Cabral (PMDB) seja "forçado" politicamente a renunciar.
Temos que fazer com que o Rio de Janeiro volte a ser o pólo político do Brasil nessa luta contra os péssimos governantes que temos nessa terra maravilhosa.
Penso que as marchas devem ocorrer no Centro do Rio de Janeiro, tendo a ALERJ e a Cinelândia como locais de concentração. Todavia, devemos fazer atos de mobilização nos diversos bairros para convidar a população para essas marchas, levando a mobilização para todos os municípios e bairros. Nesse sentido, os denominados calçadões (áreas comerciais) são os locais mais adequados, além das grandes praças públicas, pois reúnem diariamente milhares de pessoas.
O dia é hoje, a hora é agora.
O funcionalismo público não tem alternativa caso deseje ter os seus objetivos alcançados:
"É FORA CABRAL OU FORA CABRAL!"
Funcionário público do Rio de Janeiro, tire a bunda da cadeira, pare de ficar reclamando no serviço e venha exercer a sua cidadania.
Cidadão fluminense, faça a sua parte, apoie o funcionalismo e venha protestar nas ruas, pois ter serviços públicos de qualidade é um direito seu, exija!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O FATO DE SÉRGIO CABRAL (PMDB) E SUA TURMA CONTINUAREM GOVERNANDO O RIO DE JANEIRO ENVERGONHA TODA A POPULAÇÃO FLUMINENSE.

Jornal O estado de São Paulo
Sexta-feira, 22 de julho de 2011
Reprovação de Cabral dispara
Após crise, reprovação de Cabral dispara
Pesquisa a que o ‘Estado’ teve acesso mostra que episódio com bombeiros e exposição de relações pessoais afetaram imagem do governador
21 de julho de 2011
Bruno Boghossian e Alfredo Junqueira, de O Estado de S.Paulo
RIO - O impacto das crises dos últimos dois meses acendeu um sinal de alerta entre os aliados do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Pesquisa de opinião realizada na segunda semana deste mês a que o Estado teve acesso apontou que os índices de reprovação do governador dispararam após os embates com manifestantes grevistas do Corpo de Bombeiros e a exposição de suas relações pessoais com empresários. A reprovação ultrapassa o patamar de 20% - quase o triplo do índice registrado em seus melhores momentos.

As UPPs continuam sendo um trunfo,
mas outras marcas do governo começaram a perder credibilidade
Analistas políticos e aliados concordam que os dois episódios atingiram a imagem do governador, que era considerado muito popular e que foi reeleito com 66% dos votos em 2010. Em junho, Cabral chegou a perder apoio, inclusive, de parte dos eleitores que declararam ter votado nele no ano passado.
A avaliação de analistas é de que Cabral foi arrogante ao chamar de "vândalos" os bombeiros que invadiram o quartel-central da corporação para reivindicar melhores salários, no início de junho. Mais de 80% dos entrevistados acompanharam a crise e mais de 50% julgam que Cabral trata de maneira errada seus funcionários públicos em greve.
"O dano maior para a imagem do Cabral ocorreu por conta do episódio da crise com os bombeiros", afirmou consultor político Herich Ulrich, da UP Pesquisas. "(Fernando) Cavendish não existe para a população de baixa renda. Quem é Eike Batista?", aponta Ulrich, referindo-se ao presidente da Delta Construções e ao dono do grupo EBX, respectivamente. A revelação do nível de proximidade de Cabral com esses empresários agravou a crise do governo.
Embora as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) continuem sendo o principal trunfo do peemedebista, outras marcas do governo começaram a perder credibilidade entre os eleitores. Os sérios problemas na área de saúde e denúncias de irregularidades relacionadas à produção das Unidade de Pronto-Atendimento 24 Horas (UPAs) tornam o setor mais crítico na administração de Cabral.
Avaliação. Para o cientista político e diretor do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro, Geraldo Tadeu Monteiro, o capital político representado pelas UPPs e UPAs entrou em processo de esgotamento e o governo ainda não criou alternativas. "O capital das UPAs e das UPPs se esgotou. E, aparentemente, ele não tem uma carta na manga. Com essa agenda negativa, a partir da greve dos bombeiros e da questão com os empresários, o governo não apresentou algo de novo que pudesse representar uma agenda positiva", argumentou Monteiro.
Aliado fiel de Cabral, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, deputado Paulo Melo (PMDB), considerou a "coisa mais normal do mundo" o fato que a rejeição do governador tenha aumentado. "A política é pêndulo. Em determinados momentos, você está em alta e em outros está em baixa", afirmou Melo. "O Sérgio, para mim, é o melhor governador da história do Rio", avaliou.
Para o deputado estadual Gilberto Palmares (PT), as crises enfrentadas por Cabral podem abalar a base aliada. "A oposição deve explorar fortemente as denúncias que têm aparecido e o governo deve pressionar o PT a ter uma atitude de solidariedade. Se o governo não tiver uma atitude de entendimento com os outros partidos, pode ser que não tenha o apoio de que precisa", avaliou.
COMENTO:
Eu tenho vergonha de todos os cidadãos fluminenses que nada fazem diante de tantos escândalos e que permitem que o senhor Sérgio Cabral Filho continue governando o Rio de Janeiro.
Eu tenho feito a minha parte tentando espalhar o "FORA CABRAL!".
O povo deveria estar nas ruas cobrando democraticamente a renúncia ou o impeachment desse péssimo governante.
Basta dos "ADA" do governo Sérgio Cabral (PMDB)!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

DILMA MANDA CABRAL PARAR DE PEDIR VERBAS E BATE NO ALIADO: "VOCÊ DEVE TER VERGONHA E RENUNCIAR".

ALERTA TOTAL - JORGE SERRÃO.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Dilma manda Cabral parar de pedir verbas e bate no aliado: “Você devia ter vergonha e renunciar”
Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net/
Por Jorge Serrão
Sexta-feira passada, a Presidenta Dilma Rousseff comprovou que seu estilo de governar não poupa sequer os aliados ou amiguinhos. Por telefone, Dilma quase reduziu a pó o governador Sérgio Cabral. No momento mais tenso da conversa entre ambos, Dilma chegou a gritar que Cabral devia ter vergonha e renunciar. A bronca de Dilma em Cabralzinho foi presenciada por amigos dela.
Dilma recomendou que Cabral pare de reclamar por verbas. Lembrou que, desde 2008, o governador fluminense já fora alertado pelo governo federal de que as chuvas poderiam causar uma tragédia no Estado. Dilma concluiu que a administração de seu aliado pouco fez para evitar os efeitos das chuvas que produziram centenas de mortes.
Dilma também criticou Cabral por se ausentar do Rio de Janeiro, em períodos críticos, como os de começo de ano. A Presidenta ponderou que pega muito mal, em toda catástrofe, o vice-governador Luiz Fernando Pezão sempre aparecer, primeiro, como a voz oficial, enquanto o governador tira férias.
Quem ouviu a conversa no viva voz jura que Cabralzinho chegou a chorar com as duras críticas da Mãe Dilma. A mídia amestrada dará uma linha sequer sobre a bronca privada de Dilma em Cabralzinho. O assunto "não interessa" no momento de exploração jornalística da desgraça de milhares de pessoas.
Leia, abaixo, os artigos de Arlindo Montenegro (Conto do Vigário) e de João Bosco Leal (Políticos canalhas ou canalhas políticos?)
Risco das decisões
Pode chegar a R$ 1 bilhão a obra de preparo do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014, caso se confirme o comprometimento estrutural do velho estádio.
Estima-se que sejam necessários mais de R$ 2 bilhões para refazer pontes, estradas e moradias, devastadas pelas chuvas e pela omissão governamental, em três cidades da Região Serrana do Rio de Janeiro.
O risco de atraso no cronograma para a copa-negócio da Fifa e a pressão urgente para realocar recursos destinados a obras emergenciais pós-catástrofe são as dores de cabeça do momento de Sérgio Cabral.
O sucesso (ou fracasso) de suas decisões afetará seu projeto político de ser candidato a vice-presidente na eleição de 2014.
Tragédia prevista
Um estudo pelo Instituto de Pesquisa Tecnológicas para a Prefeitura de São Paulo denuncia que 115 mil pessoas vivem em 407 áreas de alto risco de deslizamentos ou enchentes.
O alarmante relatório do IPT recomenda que os cidadãos de risco deveriam abandonar suas casas imediatamente, principalmente na época de chuvas fortes e concentradas.
Das 407 áreas mapeadas pelo estudo, nada menos que 43% delas ficam na Zona Sul, onde 50 mil pessoas vivem precariamente em 12 mil moradias.
Genocídio
Ivo Marcelino comenta que o ocorrido na região serrana do Rio e em outros locais é simplesmente assassinato em massa.
Veja em http://dl.dropbox.com/u/10255345/08-Enchentes.pdf%20que que, desde 2001, tudo sobre enchentes no Rio de Janeiro está fartamente documentado no Convênio Brasil-Alemanha.
Existe também um outro volune dessa coleção sobre revitalização de rios: http://dl.dropbox.com/u/10255345/11-Revitalizacao.pdf
Problema militar
O Alto Comando do Exército Brasileiro pode ter mais um desgaste com a chefona-em-comando Dilma.
A pedido de petistas, a Presidente pode interceder junto ao General Enzo Peri em socorro de um Capitão que está preso desde o dia 9 de dezembro do ano passado, no Rio Grande do Sul.
Aliado do governador Tarso Genro, o militar Luis Fernando de Sousa foi candidato derrotado a deputado federal pelo PT gaúcho, e agora é acusado pelo EB por crime de deserção.
Por problemas médicos, pois é diabético, o Capitão cumpre Prisão Domiciliar na residência funcional, em General Câmara (RS).
Polêmica
A defesa do militar alega que esse processo de deserção é uma farsa e tem por objetivo colocar o Cap Luis Fernando em descrédito, bem como desprestigiá-lo perante o público interno, já que o crime de deserção é considerado um pecado mortal para os militares.
Advogados do Capitão alegam que o Exército cometeu um erro, ao determinar sua reversão para o serviço ativo após as eleições, no dia 21/10/2010, contrariando a legislação em vigor (portaria 043 DGP, art 1° Inciso IV).
Pela lei, a reversão só deveria ter ocorrido após a proclamação oficial do pleito - que ocorreu dia 03/11/2010.
Festejando
A Presidenta Dilma Rousseff e seu padrinho político, Extalinácio da Silva, serão homenageados pelo PT na festa de 31 anos do partido, em 10 de fevereiro.
Mas como o PT está no vermelho (com dívidas de R$ 27,7 milhões da campanha da Dilma), fará uma festa menos faraônica que a do que no ano passado, quando comemorou três décadas.
No evento, Lula deve receber de volta o título de presidente de honra do partido.
Salve o imortal
Luiz Inácio Lula da Silva já faz jus à imortalidade – mesmo que não possa ser membro da Academia Brasileira de Letras, já que ele mesmo confessa que nunca gostou muito de livros.
O ex-Presidente vai receber uma homenagem máxima de seu clube futebolístico do coração – que já o nomeou “Presidente de Honra”.
Chamará Luiz Inácio Lula da Silva o estádio que o Corinthians construirá, em Itaquera, na Zona Leste paulistana, para sediar a Copa do Mundo de 2014.
Foro do Brasil
O grupo de estudos estratégicos Foro do Brasil fará sua XI Assembleia no dia 23 de fevereiro de 2011, em São Paulo.
O professor Manoel Gonçalves Ferreira Filho será o palestrante do tema: “Constituição dos Partidos políticos no Brasil”.
O local e horário do encontro serão definidos esta semana.
Retorno triunfal
Lugar onde imperam a ignorância e a miséria econômico-moral parece não ter mesmo saída.
Vestindo um elegante terno preto e com a esposa Veronique Roy a tiracolo, o ex-ditador Jean-Claude ''Baby Doc'' Duvalier voltou domingo ao devastado Haiti.
Exilado na França desde 1986, quando foi deposto por um levante popular após 15 anos de governo, ''Baby Doc'' foi recebido festivamente por seus aliados.
É a história sempre se repetindo como farsa no Terceiro (i)Mundo.
Quem tem tem medo...
Um ex-banqueiro suíço - que foi um dos primeiros homens a usar o site WikiLeaks para publicar documentos internos - prometeu divulgar hoje novos dados sobre contas bancárias no exterior.
Rudolf Elmer, que foi demitido do Banco Julius Baer em 2002 e que vai a julgamento na Suíça na quarta-feira por quebra de sigilo bancário, entregará mais dados ao WikiLeaks em uma coletiva de imprensa em Londres.
Os dados são de pelo menos três instituições bancárias, incluindo o Julius Baer, e cobrem o período de 1990 a 2009.
Como muito brasileiro otário jogou dinheiro em tais instituições, já tem gente de bolso de alta estirpe tremendo nas bases...
Rede Social
O drama cinematográfico sobre o Facebook está com uma mãozinha no Oscar.
A Rede Social faturou quatro prêmios Globo de Ouro.
Como melhor filme de drama, melhor diretor (David Fincher), melhor roteiro e trilha sonora, o filme tem tudo para faturar o mais cobiçado prêmio do cinema mundial.
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
JORGE SERRÃO
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A TRAGÉDIA DOS PÉSSIMOS GOVERNOS DO PMDB - A GUERRA CIVIL DO RIO - MILHARES DE MORTOS - RENÚNCIA OU IMPEACHMENT.

Uma análise fundamentada da tragédia que vivemos a cada dia, feita pelo presidente da ONG Rio de Paz, a mais mobilizada na luta por uma nova realidade.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O BALANÇO DAS MORTES VIOLENTAS NO RIO DE JANEIRO NOS SOMBRIOS ANOS DE 2007-2009.
NÚMEROS OFICIAIS DE JANEIRO DE 2007- FEVEREIRO DE 2009.
Fonte: ISP.
Homicídio Doloso – 12.957.
Auto de Resistência – 2.636.
Latrocínio – 459.
Policiais Mortos em Serviço – 66.
Lesão Corporal Dolosa – 160.609.
Desaparecidos – 10.607.
Total de Mortes Violentas – 16.118.
PROJEÇÕES EXTRA-OFICIAIS.
Fonte: Rio de Paz.
Projeção até Maio de 2009 – 18.000.
Projeção até Maio de 2009 considerando o assassinato de 50% dos desaparecidos – 23.700.
CONSIDERAÇÕES:
1. Estamos diante de números de guerra civil. Eles são obscenos. Um soco na boca do estômago da cidadania e da democracia.2. O governo tem a obrigação moral de responder às questões referentes à segurança pública que são levantadas por essa estatística.
Pergunta nº 1: Qual a meta do governo para a redução de mortes violentas?
Pergunta nº 2: Qual o planejamento do governo para a redução das mortes violentas?
Pergunta nº 3: O governo tem investido o suficiente nas suas polícias a fim de que elas possam realizar o trabalho? E quanto às políticas públicas para áreas degradadas do estado, tem se mostrado resoluto em trazer dignidade para famílias pobres?
Pergunta nº 4: Como a sociedade pode colaborar?
Pergunta nº 5: Esse número de mortes violentas estava previsto no cronograma da Secretaria de Segurança?
3. Esse governo herdou o problema referente às mortes violentas, dos governos anteriores, mas tem se mostrado ineficaz na busca de solução.Os números estabelecem definitivamente o fato. Estamos na metade do terceiro ano de mandato.
4. Celebramos os golpes que o crime organizado recebeu nos últimos dias e a retomada de dois territórios que se encontravam sob domínio armado por parte de marginais. Mas, deploramos os números que apontam para um quadro de desgoverno e descontrole.
5. A multiplicação dessas mortes pelo número de membros das famílias enlutadas faz-nos crer que o Rio de Janeiro está de luto.
6. Quem morre é pobre, perante uma classe média desmobilizada e assustada.
7. É chegada a hora de ser apresentado um projeto de lei na Assembléia Legislativa que obrigue a secretaria de segurança a apresentar publicamente suas metas, planejamento, cronograma e orçamento. Não podemos viver no escuro quando o assunto envolve vida e morte. Em qualquer empresa uma estatística como essa demandaria demissão e/ou revisão de planos.
8. Miremos o México como exemplo negativo do que pode vir a nos acontecer. Caminhamos na direção de confrontos que intensificarão a percepção de que estamos diante de uma guerra civil. Um parlamentar nosso apareceu ontem numa lista de pessoas juradas de morte. Isso pode se alastrar afetando a vida de jornalistas, chefes de redação, militantes da área da defesa dos direitos humanos, políticos legitimamente eleitos, juízes, promotores, entre outros cidadãos mais comprometidos com a manutenção da ordem e da justiça. Vejam o preço que os nossos bons policiais já tem pagado.
9. Por que não é dado subsídio para o ISP trabalhar mais rápido na divulgação das estatísticas? Por que as delegacias tradicionais não foram ainda informatizadas?
10. A política do confronto deveria dar lugar à política de segurança da libertação. Isto significaria usar a inteligência no lugar da força, não matar quando se pode prender e entrar na região dominada pelo crime para permanecer. As populações carentes ficariam livres do domínio territorial armado por parte do crime organizado. A democracia lhes seria devolvida, pois o direito de ir e vir, o direito de livre expressão e o direito à vida lhes seria restaurados.
11. O exército brasileiro vem desempenhado um papel notável no Haiti e não pode permanecer à margem desse processo de libertação. Se nossas leis não permitem às forças armadas de fazer esse trabalho, vamos modificá-las. Se o nosso exército não é capaz de devolver ao povo fluminense as áreas do estado onde impera a ditadura do crime organizado, não temos exército. Mas, quando olhamos para a missão de paz no Haiti sabemos que temos um exército que é capaz de agir com inteligência, sem derramar sangue e interagindo pacificamente com a comunidade, possibilitando assim, a chegada de políticas públicas que conferem dignidade ao pobre.
12. A Polícia Civil precisa de homens. A Polícia Militar, idem. Há uma justificativa moral para uma ação pacífica do exército no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas vão morrer nos próximos meses. Não temos tempo a perder. Enquanto o exército age, vamos dar tempo para que as nossas polícias se reestruturem, recebam investimento, tenham o salário aumentado e passem a fazer o trabalho que podem perfeitamente realizar desde que tenham recursos para isso. Não conseguimos imaginar onde estaríamos sem os nossos policiais - seria o caos sem eles (policiais - os homens que zelam pela paz interpessoal na polis - quebeleza de profissão). Contudo, podemos imaginar uma polícia mais eficaz, mais próxima do povo, mais reconhecida pelo seu trabalho preventivo do que reativo, que mate menos e sem envolvimento tão extenso com o crime.
13. Precisamos tratar do problema da violência de modo sistêmico. Policiais militares afirmam que executam pessoas porque se levarem marginais para a delegacia a soltura será negociada. Policiais civis afirmam que não tem como prender porque as leis do país são frouxas. Policiais militares deploram o índice baixíssimo de elucidação de autoria de homicídio doloso feito pela Polícia Civil. Policiais civis reclamam que os locais do crime não são preservados pela Polícia Militar e que não recebem investimento para o trabalho pericial.
14. E, mais. A classe média aplaude as mortes nas favelas, penalizando a pobreza. Alguns defensores de direitos humanos julgam que a miséria justifica crimes que ninguém os relativizaria se fossem cometidos contra um parente seu.
15. Ambas as polícias precisam receber tudo e serem cobradas em tudo. Tem que haver mais investimento e uma maior supervisão da ação policial. Nossa polícia não pode matar o quanto mata.
16. A dependência química de drogas tem que ser vista como problema de saúde pública. Devemos ser favoráveis a uma política de redução de danos. A forma como se combate o tráfico tem se mostrado ineficaz e representado sofrimento para gente inocente.
17. Preservar a vítima inocente é mais importante do que prender o criminoso. Não podemos aceitar a morte de crianças, por exemplo, em troca de tiro entre policiais e traficantes.
18. Precisamos combater o tráfico de droga e arma no entorno da região metropolitana do Rio, poupando as famílias pobres que vivem sob o fogo cruzado da guerra contra o narcotráfico.
19. Nós, cidadãos que vemos todos os dias vidas preciosas serem interrompidas pelo crime, perguntamos: onde está o governo federal nessa história? Qual a sua parcela de responsabilidade? Será que o Rio de Janeiro não está incluído nesse contexto de irresponsabilidade para com a segurança pública, que representará para o governo petista 500 mil pessoas assassinadas no Brasil em 8 anos de mandato? Que democracia suporta isso? O que pessoas haverão de escolher se tiverem que optar entre a vida e a liberdade?
20. Que a nossa imprensa continue a trabalhar livremente. A classe média, em geral, só sabe dos fatos que ocorrem numa comunidade pobre através do trabalho dos nossos corajosos fotógrafos, cinegrafistas, repórteres e jornalistas. Continue a nos fornecer informações que possam nos ajudar a nos mobilizar para salvar vidas. Tem gente que se comove e age com base no que vocês revelam.
21. Essa estatística pode apontar para uma realidade mais dramática. Pensemos nas seguintes questões:Quantos dos feridos (lesão corporal dolosa) ficaram inválidos ou vieram a morrer dias depois? Quantos dos desaparecidos estão mortos? Quantos desaparecidos não foram registrados e estão mortos? Qual o número de cemitérios clandestinos na região metropolitana do Rio?
22. Grana, sim, dinheiro, está por trás de tudo isso. Pessoas matam e deixam matar por dinheiro. Outras, não falam o que pensam pela expectativa de promoção. No final da linha da corrente, de causa e efeito motivacional, que conduz toda uma sociedade para um massacre (deliberado ou não) de vidas humanas, encontraremos o amor ao dinheiro, aprofundado pelo desejo de comprarmos o que não precisamos para impressionar a quem não gostamos.
23. Quando você vir da próxima vez um filme sobre o Nazismo e os campos de concentração alemães da Segunda Guerra - com todo o seu horror, arbítrio, maldade gratuita e menosprezo à dignidade humana, não pergunte: "como pode acontecer?" O mesmo está acontecendo no Rio de Janeiro perante os seus olhos governo após governo.
24. Temo que muita gente vai ler o que acabei de escrever e ignorar. Os números não causarão espanto. As propostas serão banalizadas (pela discordância de uma proposição ou outra que quem sabe, interfere em interesses pessoais de alguns) ou por pura falta de esperança. E a foto da Edna, mãe da menina Alana, morta por uma bala perdida em 2007,não comoverá ninguém, pois sua dor é karma de negro. Ninguém pensará no sofrimento das próximas mães que enterrarão filhos que serão assassinados nos próximos dias. Esse artigo não dará em nada.
Como disse o profeta Miquéias:
"Pereceu da terra o piedoso, e não há entre os homens um que seja reto: todos espreitam para derramarem sangue; cada um caça a seu irmão com rede. As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente; o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, o grande fala dos maus desejos de sua alma, e assim todos eles juntamente urdem a trama".
Antonio Carlos Costa
Rio de Paz
Vinte e nove meses depois de iniciado o governo Sérgio Cabral Filho, não acreditamos que exista qualquer possibilidade de reversão do quadro na atual gestão, que insiste em táticas ultrapassadas e que não deu um único passo na direção da modernização do nosso ultrapassado modelo de sistema de segurança.
A sociedade fluminense tem duas opções, além de tentar se defender, aguardar o final desse governo ou mobilizar-se para encontrar uma alternativa de interrupção do mandato, convencendo o Chefe do Executivo a renunciar ou lutar pelo seu impeachment.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 23 de maio de 2009

RIO DE JANEIRO: SE A DENÚNCIA FOR VERDADEIRA, SÓ RESTA A RENÚNCIA OU O INÍCIO DO PROCESSO DE IMPEACHMENT.

BLOG DO GAROTINHO:
22/05/2009 16:19
O povo tratado como gado
A denúncia é gravíssima. É verdadeiramente estarrecedor. Na noite de 28 de abril, o governador Sérgio Cabral deu ordem ao secretário Sérgio Côrtes para transferir todos os pacientes do CTI do Iaserj, porque no dia seguinte apresentaria à imprensa o local, como pronto para receber pacientes com gripe suína.
Mesmo com a discordância dos médicos que diziam que alguns pacientes não tinham condição de transferência por estarem em estado muito grave, a remoção foi efetuada às pressas. A ordem era levar os pacientes para os hospitais Albert Schweitzer, em Realengo e Alberto Torres, em São Gonçalo (clique e leia o artigo no Globo online).
Um dos pacientes, Francisco Orlando Alves, de 41 anos morreu dentro da ambulância, ainda no pátio do Iaserj. Outros pacientes morreram na transferência. Ainda não se tem a informação do número exato.
Tudo vinha sendo abafado, mas a Associação dos Funcionários do Iaserj está neste momento na OAB para fazer a denúncia detalhada. A presidente da associação, Mariléa Ormond sintetiza o que aconteceu: “Pacientes em estado grave, necessitando de cuidados especiais foram tratados como gado e transferidos sem autorização das famílias”.
Não só a OAB como o Ministério Público tem que ir fundo nesse verdadeiro absurdo. Pessoas sendo tratadas como gado indo para o matadouro só para o governador aparecer diante das câmeras para dizer que já tinha um local para acomodar pacientes com gripe suína.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO