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segunda-feira, 9 de abril de 2012

RIO: GRAVES PROBLEMAS NAS CLÍNICAS DA FAMÍLIA E NO METRÔ

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
09 ABR 2012.
PREFEITURA DO RIO: CLÍNICA DA FAMÍLIA: UMA CLÍNICA DA MENTIRA!
1. Com a divulgação da auditoria do TCM (Tribunal de Contas do Município do Rio) sobre a OS (organização social) mais importante de todas -IABAS-, pelo menos no faturamento, que já ultrapassa 600 milhões de reais e caminha para 1 bilhão, segundo projeção de técnicos da prefeitura, ficou evidenciado aquilo que este Ex-Blog vem informando há meses.
2. O PSF (programa de saúde da família) tem uma característica básica: a visita domiciliar do médico da família. Este Ex-Blog tem acompanhado esse processo em todas -todas- as ditas clínicas da família e em NENHUMA há a visita domiciliar. Perversamente, alguns Postos de Saúde, com 12 especialidades, mudaram de nome para Clínicas da Família, com 3 especialidades. Uma fraude. Um prejuízo à população.
3. Pode-se alegar que faltam médicos para isso. Aliás, o Globo publicou uma excelente matéria a respeito, dia 8. O Rio-Capital fica numa escala inferior em relação a médicos por mil habitantes. Mas o mais grave, identificado pela auditoria do TCM, que este Ex-Blog havia informado para essa e outras OSs, é que a planilha dos médicos tem um quantitativo maior que os médicos efetivamente em exercício.
4. Tanto uma coisa (falta de visita domiciliar), quanto outra (efetivo menor que o planilhado) se pode comprovar com uma simples fiscalização. Sendo assim, os recursos repassados pelo Ministério da Saúde para o PSF do Rio-Capital estão fraudados por desvio de finalidade.
5. E o que se propaga para a imprensa é pura mentira. Puro gasto publicitário. A prefeitura anterior, com 84 postos de PSF e comunitários, apenas registrava quando se conseguia as visitas domiciliares. A atual prefeitura registra sem as visitas domiciliares e frauda as estatísticas. Na verdade, houve uma grave REDUÇÃO do programa saúde da família no Rio e não a expansão mentirosa e fraudada.
6. A própria imprensa pode checar se há ou não visita domiciliar, evitando as barrigas -constantes- que sofre dessa prefeitura.
7. (Globo, 08) Número de médicos por 1000 habitantes na América Latina. Cuba 6,39 / Uruguai 3,73 / Argentina 3,16/ México 2,89 / Brasil 1,95 / Venezuela 1,94 / Equador 1,48 / Chile 1,35 / Peru 1,1 / Colômbia 1,09 / Paraguai 0,9.
8. RIO-Capital 2,74.
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RIO! METRÔ LINHA 4: AGRESSÃO URBANA E AMBIENTAL, CAOS E DESPERDÍCIO EM IPANEMA!
(Coluna Zuenir Ventura - Globo, 07) 1. Isso é que é planejamento. Menos de três anos depois de inaugurada solenemente com a presença do então presidente Lula, do governador e do prefeito Eduardo, a estação de metrô Ipanema/General Osório vai ser fechada (e a do Cantagalo também) por pelo menos oito meses para a abertura de uma nova e discutível boca de saída que, não se sabe por quê, não foi prevista.
2. Mas tem mais. Esse genial projeto de desconstrução pretende também destombar a Praça Nossa Senhora da Paz, desmanchando o lazer e o prazer de velhinhos e crianças, desmatar o parque, desplantando 113 árvores, e inutilizar o espaço por no mínimo onze meses para abrir uma estação que, conforme pesquisa, a grande maioria da população do bairro dispensa por desnecessária.
3. Mas, se o plano é transformar o trânsito num caos durante esse tempo, isso com certeza vai-se conseguir. O pior é que, pra variar, não se fornece ao respeitável público uma razão, sequer um argumento convincente, para todo esse surto de bota-abaixo. O projeto parece ser desconstruir e desconversar.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

RIO: SAÚDE PÚBLICA É CASO DE POLÍCIA.

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
EX-BLOG ADIANTOU ONTEM ! FRAUDES NA SAÚDE DA PREFEITURA DO RIO, DIZ TRIBUNAL DE CONTAS !
(G1, 05)
1. O Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM) identificou prejuízos de milhões de reais em contratos firmados com empresas terceirizadas, em postos de saúde e clínicas da família da prefeitura.
Segundo o TCM, o dinheiro público foi gasto em serviços caros demais, até 80% acima dos preços de mercado, como revelado pelo RJTV.
Os serviços analisados pelo TCM foram contratados pelo Iabas, uma organização social, entidade sem fins lucrativos, que administra 15 unidades básicas de saúde da prefeitura na Zona Oeste do Rio.
2. Durante a inspeção, os auditores constataram que os pagamentos feitos por essa organização social causaram ''prejuízos milionários aos cofres públicos''.
Segundo o relatório do TCM, o Iabas pagou valores acima do mercado pelo fornecimento de serventes, porteiros, digitadores e serviços de manutenção predial.
O desperdício de dinheiro pode ter chegado a quase R$ 3,4 milhões em um ano.
Uma das firmas beneficiadas é a Ruffolo (uma das quatro flagradas pelo Fantástico).
3. O contrato do Iabas com a Ruffolo foi firmado em julho de 2010 e prorrogado no ano passado por tempo indeterminado.
A Ruffolo cobra quase R$ 2.500 mensais por cada um dos 38 porteiros que trabalham no horário diurno.
Valor 71% maior do que o pago pela prefeitura do Rio.
O TCM identificou sobrepreço também no custo do serviço de digitação:
R$ 3.338,18 por digitador.
Valor 83% maior que do que o valor de mercado.
Pelo serviço de limpeza, a Ruffolo cobra do Iabas quase R$ 2.700 por cada um dos 66 serventes fornecidos.
Já a prefeitura pagou menos de R$ 2 mil pelo mesmo serviço.
Uma diferença de 35%.
4. Além da Ruffolo, a empresa Rocha e Rangel também praticou sobrepreço, segundo o Tribunal de Contas.
A firma, responsável pela manutenção predial, recebe cerca de R$ 144 mil por mês do Iabas, três vezes mais do que outra organização social paga pelo mesmo serviço.
Agora, o TCM recomendou a suspensão do contrato com a Rocha e Rangel, como forma de preservar os recursos públicos.
E propôs à Secretaria municipal de Saúde que adote medidas para eliminar o sobrepreço em todos os contratos firmados com a Ruffolo e com a Rocha e Rangel.
5. A empresa Rocha e Rangel não foi localizada, enquanto a Ruffolo argumentou que os preços cobrados são baseados em valores de referência do Tribunal de Contas do Estado.
Já o Iabas não quis se pronunciar.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

RIO: O CAOS NA SAÚDE PÚBLICA.

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
PREFEITURA DO RIO: AUDITORIA EM OS DA SAÚDE MOSTRA GRAVES DESVIOS!
(Auditoria Interna/Externa)
1. A OS (organização social) IABAS apresenta Nota Fiscal com duplicidade e até mesmo triplicidade. A Prefeitura não confere e paga. \ 2. Preços maiores que os de mercado em até 1000% na compra de remédios, mesmo em relação ao valor que a prefeitura paga (CDD e Vila Kennedy). \ 3. Atraso e Inadimplência de encargos trabalhistas, que geram prejuízos em multas para a Prefeitura de quase 600 mil em 3 meses.
4. Ela vende para a secretaria de educação um "identificador de placas dentárias", que não faz parte do kit que a coordenação técnica da saúde bucal recomenda. \ 5. 52% das Clínicas da Família da Zona Oeste, administradas por ela não tem médicos. Mas ela continua recebendo como se tivesse o quadro completo. \
6. Foram gastos até agora na Prefeitura do Rio, desde 2009, início da atual gestão, R$ 2,7 bilhões com OS, sendo R$ 600 milhões da IABAS.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 17 de março de 2012

RIO: SAÚDE OLÍMPICA.

Prezados leitores, bom dia!
O GLOBO:
Após assaltos a hospitais, Sindicato dos Médicos recorre ao MP.
Funcionários pedirão que órgão pressione o governo do estado para que ofereça mais segurança às unidades públicas de saúde.
RIO - Após um homem ter assaltado médicos no Hospital Federal do Andaraí e no Gaffrée e Guinle, na Zona Norte, nesta semana, o Sindicato dos Médicos vai entrar com uma representação no Ministério Público pedindo que o órgão pressione o governo do estado para que ofereça mais segurança às unidades públicas de saúde.
— Lidamos com o quadro de insegurança na rede pública de saúde há pelo menos dez anos. Não se pode levar em conta apenas estes últimos casos de assaltos — reclama o presidente do sindicado, Jorge Darze.
Em um ano, a 18ª DP (Praça da República) registrou 12 casos de furtos no interior do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, no Maracanã. A maioria dos registros foi feita por médicos da unidade que perderam objetos pessoais, levados por criminosos que atacam a qualquer hora.
A médica obstetra Cláudia D’Elia, por exemplo, ficou sem a bolsa, a mochila e o laptop. Há um ano, em 15 de março de 2011, ela acordou e encontrou seus pertences revirados no chão do banheiro do quarto do plantonista.
— Morro de medo até hoje. Se eu acordasse, poderia ser agredida ou morta. Não temos segurança alguma. Liguei para a direção reclamando e um colega me disse que o computador de lá tinha sido levado. Até lá os bandidos agem. Entra quem quiser. Já roubaram o carro de uma médica no pátio do hospital. É um absurdo — relata.
O diretor do hospital, Antonio Carlos Iglesias, informou que quatro novos postos de vigilância foram criados. Segundo ele, são mais 16 vigilantes. Ele disse que o hospital vai instalar câmeras de segurança (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 7 de março de 2012

EDUARDO PAES (PMDB) - SAÚDE PÚBLICA - RIO MALTRATA OS PACIENTES.

O GLOBO:
Rio maltrata pacientes.
07 de março de 2012.
Nos postos, clínicas e hospitais, faltam médicos; marcar consultas e ser atendido é desafio.
Carolina Benevides
Cassio Bruno
SAÚDE PÚBLICA
Marcar consulta e ser atendido por um médico nos postos de saúde e nas clínicas de família da rede municipal do Rio pode ser uma tarefa árdua. Nos postos, faltam profissionais especializados, como pediatras, ginecologistas e clínicos gerais. Nas clínicas de família, muitas vezes, os doentes encontram apenas enfermeiros. Além disso, são obrigados a esperar até um mês por uma única consulta e, mesmo já internados, precisam aguardar uma chance para chegar ao centro cirúrgico dos hospitais, como constatou O GLOBO nos últimos três dias.
Nas quatro principais emergências da rede - Souza Aguiar, Salgado Filho, Lourenço Jorge e Miguel Couto -, o déficit de médicos e de leitos preocupa, e quem precisa de vaga no CTI pode esperar de dois a dez dias, segundo os profissionais de saúde desses hospitais. Além de moradores da cidade, o Rio recebe pacientes da Região Metropolitana. No Miguel Couto, na Gávea, segundo levantamento dos médicos, a maioria vem da Baixada Fluminense. Nos postos de saúde, estão pedindo comprovante de residência para marcar consultas.
A situação crítica já havia sido alertada semana passada pelo Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde (IDSUS), que classificou o Rio como a pior entre as principais cidades brasileiras, com nota 4,33.
Longas filas são rotina nos postos
Ontem, na Clínica da Família Epitácio Soares dos Reis, na Pavuna, Zona Norte, não havia médicos. Segundo uma das recepcionistas, o único profissional responsável pelo atendimento dos pacientes agendados do dia estava "passando mal". Resultado: quem tinha consulta marcada teve que voltar para casa. Para piorar, a demora para marcar uma visita ao clínico geral na unidade chega a um mês.
- Marcamos conforme a demanda. Pode ser que eu te cadastre hoje (ontem) e para esta e para a próxima semanas não tenha vaga. Pode ser que, em uma outra semana, já tenha vaga, entendeu? Não tem uma data certa - afirmou uma das atendentes da clínica.
Também na Pavuna, o Posto de Saúde Doutor Nascimento Gurgel tinha ontem uma longa fila para a pediatria. Pais e mães esperavam até quatro horas por alguma desistência.
- Não tenho plano de saúde, mas meus impostos estão em dia. O que eu ganho com isso? Absolutamente nada. Estou aqui desde as 7 horas e já são 11 horas. Estou com meu filho, vendo se alguém vai desistir da consulta - disse o mecânico Genivaldo de Souza Silva, de 47 anos.
No Posto de Assistência Médica Carlos Alberto Nascimento, em Campo Grande, na Zona Oeste, só há um clínico geral, e consultas apenas às terças e às quintas-feiras com pré-agendamento. Caso parecido ocorre na pediatria.
- Não é brincadeira. A saúde está falida. Estou esperando há quase três horas para o meu filho ser atendido. Se ele precisar de um pediatra sem ser na segunda ou na terça, a gente não encontra - afirmou o motorista de ônibus Fábio Ferreira, de 39 anos.
A precariedade no atendimento nos postos de saúde leva os hospitais a enfrentar situações dramáticas.
- A falta de prevenção tem criado um exército de amputados no Rio. Os procedimentos podiam ser evitados se os diabéticos fossem tratados antes. Atualmente, eles já chegam com gangrena - conta um médico de uma emergência da cidade.
Médica do Souza Aguiar, L.M. diz que atualmente os pacientes não conseguem um acompanhamento médico:
- Antes, as pessoas se consultavam nos postos. Desde que o Programa Saúde da Família foi ampliado, os postos vêm perdendo profissionais. Então, a mãe que ia procurar atendimento no posto para o filho agora vai ao hospital, onde acaba sendo redirecionada para os postos e acaba sem acesso à saúde.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 2 de março de 2012

RIO DE JANEIRO: SAÚDE PÚBLICA, A VERDADE.

Prezados leitores, como era esperado, o governo estadual e a prefeitura já responderam as acusações de que a saúde pública do estado e do município do Rio de Janeiro estão entre as piores do Brasil. Usaram a fórmula de sempre, a culpa é do passado.
Penso que a melhor maneira de avaliar a saúde pública municipal e estadual é entrevistar os usuários do sistema, basta a imprensa comparecer nos hospitais municipais e estaduais e perguntar aos usuários (vítimas?) dos sistemas de saúde.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 1 de março de 2012

RIO É A CAPITAL COM PIOR NOTA NA SAÚDE PELO IDSUS.

SITE IG:
Rio é a capital com pior nota na saúde pelo IDSUS.
Rio - Longa espera pelo atendimento, poucos médicos, falta de especialidades e problemas em equipamentos. Esse foi o cenário encontrado pelo iG nesta quarta-feira, após a visita a cinco unidades públicas de saúde no Rio. Levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde – Índice de Desempenho do SUS (IDSUS 2012) – aponta que a cidade tem o pior desempenho no acesso e na qualidade dos serviços de saúde pública entre todas as capitais do País.
O ranking do IDSUS é liderado por Vitória (7,08), Curitiba (6,96) e Florianópolis (6,67). O Rio teve 4,33 de pontuação. A reportagem foi às ruas da capital fluminense para verificar o que esse número representa no dia a dia. Foram visitados os hospitais Salgado Filho (rede municipal), Getúlio Vargas (estadual) e Geral de Bonsucesso (federal), além da UPA 24h da Penha (estadual) e do Centro de Saúde César Pernetta (municipal). A situação encontrada você confere a seguir.
Pacientes insatisfeitos
“Não estamos aqui para ver televisão”, reclamou uma mulher, que aguardava atendimento em um saguão com uma TV ligada. “Quando a senhora for atendida, reclame com o médico”, respondeu a atendente. Outra paciente dormia no banco. Eram 16h e a camareira Jurema de Souza, de 41 anos, esperava ser chamada desde as 11h. Com dores pelo corpo, de cabeça, torcicolo e tendinite, ela foi ao Centro Municipal de Saúde César Pernetta, no Méier, Zona Norte do Rio, após ter sido atendida na UPA de Marechal Hermes, quase 10 km dali.
“Lá, eles aplicaram uma injeção para aliviar um pouco a dor e pediram para vir pra cá completar a consulta e porque não davam atestado para apresentar no trabalho. Preciso desse documento, senão vão descontar R$ 21 pelo meu dia”, disse Jurema. “Minha filha também não estava sentindo-se bem quando saí de casa, mas preferiu ficar passando mal porque o atendimento demora muito. Mas acho que até 17h saio daqui”, completou, com esperanças.
Alguns pacientes relatavam que um equipamento usado nos exames de sangue tinha quebrado e só havia voltado a funcionar após cerca de três horas. A reportagem questionou a recepcionista qual era o tempo de espera pelo atendimento. Ela respondeu que havia um clínico geral recebendo os pacientes e foi taxativa. “Não vou te enganar, vai demorar muito. Tem gente esperando desde as 10h. Olha quantos estão na sua frente”, disse, mostrando um calhamaço de fichas.
Busca pelo atendimento
Poucos metros dali, ainda no bairro do Méier, a situação era menos crítica no Hospital Municipal Salgado Filho. A dona de casa Joyce Rosa, de 29 anos, aguardava a saída do marido que havia quebrado um dedo após prendê-lo na porta do carro. Chegaram à unidade do Méier às 14h e duas horas e meia depois ele foi chamado. Um período considerado curto para os padrões da saúde pública.
O casal, no entanto, estava fora de casa desde as 9h. Já havia passado pelo posto médico de Santa Cruz e Hospital Estadual Rocha Faria, mas as unidades não possuíam ortopedistas. “Quem não tem plano de saúde está perdido. É um descaso total. Não sei para quê pagamos impostos”, questionou ela, com o filho de dois anos no colo. A criança estava um pouco febril e também acabou sendo atendida no Hospital Salgado Filho.
Emergência escondida
A noite estava começando e a movimentação era intensa no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte do Rio. Vizinha ao Complexo do Alemão, a unidade possui uma das principais emergências da cidade. Na ala pediátrica, aproximadamente 100 mães aguardavam atendimento para seus filhos. A recepcionista informou que dois pediatras estavam de plantão e algumas pessoas aguardavam desde manhã.
A reportagem não pôde conferir como estava a sala de espera da emergência para adultos porque o local só era acessado por pacientes. Os acompanhantes deveriam deixar os enfermos e depois aguardar do lado de fora. Angustiadas, algumas pessoas reclamavam da falta de notícias e relatavam o cenário existente no interior do hospital: saguão lotado e alguns pacientes em macas aguardando atendimento.
A dona de casa Vera Lúcia da Silva, de 50 anos, questionava a demora. O irmão de 38 anos tinha sofrido uma convulsão, caído da escada e batido com a cabeça, o que gerou um ferimento grande. Segundo ela, uma tomografia havia sido realizada, mas, uma sutura, não. “Chegamos às 15h e já são 19h. É um absurdo. Colocaram uma fralda geriátrica na cabeça dele”, contou. As atendentes da emergência de adultos não informaram quantos médicos estavam de plantão.
UPA lotada
Perto dali, na UPA 24h da Penha, alguns pacientes aguardavam do lado de fora da unidade porque a sala de espera estava lotada. “Aqui não tem distribuição de senha, meu amigo. Vamos organizando como dá. Às vezes, no grito”, disse um paciente inconformado. A recepcionista informou que a situação estava conturbada porque estava ocorrendo a troca de plantões, mas não soube dizer quantos médicos estavam trabalhando, apenas que havia clínicos gerais.
Na UPA, o atendimento funcionava da seguinte forma: o paciente aguardava na fila improvisada do lado de fora, depois era convocado para preencher uma ficha, uma pré-seleção era feita e, então, ocorria o direcionamento ao médico. Eram mais de 19h e algumas pessoas aguardavam desde as 11h. Elas comentavam que um homem com falta de ar havia morrido no local à tarde, aguardando atendimento. A Secretaria Estadual de Saúde informou em nota que o paciente teve uma parada cardíaca enquanto esperava a realização de exames.
Desesperado, o comerciante Leandro Fernandes chegou à UPA com o pai Aloísio Fernandes, 67, na cadeira de rodas. O aposentado possui um problema urinário e não ia banheiro havia dois dias. Antes de chegar à UPA, o paciente já tinha passado pelo posto de saúde de São João de Meriti (Baixada Fluminense) e hospitais Geral de Bonsucesso e Getúlio Vargas. Os dois primeiros não possuíam urologistas. O terceiro possuía, mas precisava de um encaminhamento da UPA.
“Estamos na rua desde meio-dia.Vergonha é pouco para essa situação. Ver seu pai com uma idade avançada passando por isso. Só sinto vontade de chorar”, disse.
“Nem os animais são tratados assim”
Na porta do Hospital Geral de Bonsucesso um cartaz informava: “Estamos atendendo apenas casos de risco de morte e pacientes encaminhados da UPA, GSE e SAMU”. Questionada pela reportagem, a atendente disse que dois clínicos gerais estavam de plantão. Um ortopedista também estava, mas realizava uma cirurgia demorada. Não havia pediatras. “Estamos com superlotação. Essa é uma unidade apenas de suporte”, informou.
Para organizar o atendimento, os casos eram divididos por cores de fichas. Documentos vermelhos e amarelos tinham urgência. Azuis e verdes não eram urgentes. A autônoma Leice Monteiro, de 44 anos, estava no hospital desde meio-dia. Às 20h30 foi informada das cores das fichas e, para sua tristeza, descobriu que a sua havia sido classificada como verde.
“Por que não avisaram antes? A recepcionista disse que não tem previsão de atendimento para mim, ainda mais agora que trocou o plantão. Pelo visto, aqui você só é atendido se estiver baleado, à beira da morte”, disse a moradora de Ramos, que estava com dores pelo corpo e placas vermelhas nas pernas, nos braços e no rosto.
Antes do Hospital Geral de Bonsucesso, ela já havia passado pelas UPAs da Vila do João, da Maré e de Bonsucesso. “O ser humano é muito maltratado, nem os animais são tratados assim. É um absurdo chegar a uma unidade de saúde e não ser atendido. É nosso direito, o mínimo. Não vou esperar mais. Vou para casa. Lá, pelo menos, eu tenho uma cama para deitar”, declarou, quando já passava das 21h.
As informações são do repórter Anderson Dezan, do IG.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 22 de janeiro de 2012

VETO DO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL PREJUDICA CRIANÇAS AUTISTAS DO RIO DE JANEIRO.

EMAIL RECEBIDO:
Carta enviada ao presidente da ALERJ:
Exmo Senhor Deputado Paulo Mello,
Aqui estamos em nome de 185.000 (cento e oitenta e cinco mil) pessoas com autismo no Estado do Rio de Janeiro.
Somos um grande número Excelência, um número de excluídos do poder público e agora sentindo na pele mais do que nunca a dor de um VETO. Sim um VETO que veio jogar por terra a esperança e milhares de crianças autistas esperando por um tratamento adequado, uma melhora em sua qualidade de vida, um pouco de paz para suas famílias...
O governador Sergio Cabral VETOU o PL 689 do dep. Xandrinho jogando por terra nossos sonhos. É certo que ele não conhece o autismo, nem suas implicações apesar de nossa grande e persistente campanha que ganhou o Brasil!
"O BRASIL PRECISA CONHECER O AUTISMO", diz nosso slogan e está sendo amplamente divulgado e aplaudido, menos por Sergio Cabral, que não se deu ao trabalho de conhecer.
Nosso site www.mundoazul.org.br mostra a força do movimento e a necessidade do autista, todas as dificuldades porque passam as famílias e não são poucas! Nosso trabalho é voluntário e ninguém aqui tem qualquer interesse que não seja o bem do autista, seu progresso, seu desenvolvimento, sua independência.
Rogamos neste momento Excelência, que nos ouça, que DERRUBE ESSE VETO junto com todos os deputados que aprovaram por unanimidade esse abençoado projeto e nos encheram de alegria e esperança.
Sabemos que não nos faltarão esses deputados, pois confiamos nas palavras proferidas durante a aprovação e elogios não faltaram ao PL 689 naquela ocasião. Aguardamos sua manifestação e lhe rogamos que abrace essa causa e nossos filhos com os braços generosos com que abraça os seus próprios filhos!
Com respeito e admiração,
Berenice Piana.
Comento:
Todos nós devemos apoiar essa luta.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

RIO: HOJE - FORUM EXPANSÃO INCA/IASERJ.

EMAIL RECEBIDO:
SINFAZERJ e AFIASERJ realizarão o “FORUM EXPANSÃO INCA / IASERJ”
A Associação dos Funcionários do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro – AFIASERJ e o Sindicato dos Fazendários do Estado do Rio de Janeiro – SINFAZERJ realizarão o
Fórum ”Expansão INCA / IASERJ”.
Dia: 18.01.2012 (4ª feira);
Horário: A partir das 14 horas;
Local: Auditório da Associação Comercial do Rio de Janeiro – ACRJ
(localizado na Rua da Candelária nº 09, no Centro da Cidade doRio de Janeiro – RJ)
O evento promoverá debate tratando do processo de expansão do Instituto Nacional de Câncer - INCA e da “doação” das instalações do Hospital Central do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro - IASERJ na Cruz Vermelha.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

ESPOSA DE BOMBEIRO MILITAR - VAGA EM CTI - URGENTE.

EMAIL RECEBIDO:
"Ricardo Lobo Furtado
É INACREDITÁVEL, MAS ISTO ACONTECE HOJE NO RIO DE JANEIRO, MESMO EM SE TRATANDO DA ESPOSA DE UM OFICIAL DO CORPO DE BOMBEIROS. VEJAM A SOLICITAÇÃO DE AJUDA DESESPERADA DO AMIGO PAULO GRASSO E DIVULGUEM, PARA QUE O GOVERNO DO RIO SE SENSIBILIZE E FAÇA O QUE DEVA SER FEITO. Lobo, será que vc conhece alguém no Rio que possa ajudar? ROSINETE FERREIRA DA COSTA, esposa de Tenente de Bombeiro Militar aposentado está agora no Hospital Central dos Bombeiros Militares no Rio Comprido precisando de um leito em uma CTI, motivo, aneurisma celebral, mas não há vagas. E o hospital não faz nada para arrumar uma vaga em outro lugar., o caso é grave e ela pode morrer. A esposa do combatente chegou às 18:00 hs de hoje, e só foi atendida por um médico às 21:35, que se limitou a dizer "isso é caso de CTI", a consulta demorou 3 minutos. A família está desesperada. Por favor se puderem divulguem para ver se o governo faz algo. Existem mais denúncias sobre esse caso, por favor ajudem a divulgar, vou postar o vídeo que acabo de fazer conversando com a filha dela. SOS Bombeiros Militares"
Juntos Somos Fortes!

domingo, 18 de dezembro de 2011

RIO: SAÚDE PÚBLICA – PROTESTA – HOJE - PRAIA DE COPACABANA.

Prezados leitores, bom dia!
Email recebido:
"Médicos, dentistas, demais servidores da rede pública de saúde (estadual e municipal) e familiares
No próximo domingo, dia 18/12, participem da bem-humorada atividade de protesto que será realizada pelo SinMed/RJ, a partir das 11 horas, em frente ao Copacabana Palace. Vamos mais uma vez pedir o apoio da população, em abaixo-assinado, para uma causa que é de todos: A DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA E A DIGNIFICAÇÃO DOS SEUS PROFISSIONAIS ATRAVÉS DE SALÁRIOS E CONDIÇÕES COMPATÍVEIS COM O TRABALHO EXERCIDO.
Vamos levar às ruas o nosso grito de indignação contra o descaso do governamental. Para isso, contaremos com esquete teatral sobre o tema e exposição de diversos painéis com fotos que denunciam a degradação da assistência à população nos hospitais do sistema.
A população está do nosso lado. E você?
Participe!"
Juntos Somos Fortes!

domingo, 27 de novembro de 2011

COISA DE MALUCO - O ELEVADO DA PERIMETRAL.

O município do Rio de Janeiro tem problemas gravíssimos envolvendo os serviços públicos essenciais. A saúde pública é uma lástima, causando sofrimentos para a população carioca, citando um exemplo dos péssimos serviços públicos.
A frase contém verdades indiscutíveis e diante delas a lógica determina que o prefeito deveria investir na solução desses problemas básicos prioritariamente, mas parece que ele está mais preocupado com o embelezamento da cidade.
Enquanto cariocas morrem sem o atendimento de saúde pública adequado, o prefeito vai demolir o feio elevado da perimetral.
Prezados leitores, quanto custará essa demolição e quanto custarão as novas obras?
Demolir o elevado, ao invés de investir na solução dos problemas da saúde, só pode ser coisa de maluco.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

SAÚDE PARA QUEM PODE - ADVOGADO MARCOS ESPÍNOLA.

Saúde para quem pode.
*Marcos Espínola
Enquanto despontamos como referência mundial no setor da saúde em temas como tratamento da Aids, cirurgia plástica, entre outros, num outro extremo somos, diariamente protagonistas do descaso com o ser humano. Pessoas que sofrem na pele a indiferença no atendimento de inúmeros hospitais públicos do país.
No Rio de Janeiro, por exemplo, o problema é crônico. Há falta de leitos, CTIs, entre tantas outras carências. Hospitais sem médicos, UPAS sem atendimento, algumas sem pediatra, unidades sem macas etc. Uma calamidade generalizada, essencialmente nas emergências e ambulatórios.
Constantemente nos deparamos com casos de autoridades que recorrem à rede privada para tratamentos de saúde. Para muitos, um direito adquirido, mas para a grande massa, uma contradição, afinal, de certa forma, milhões de brasileiros que lutam diariamente contra diversas doenças não têm esse privilégio.
Devemos respeitar o sofrimento e a luta pelo direito à vida, pois em caso de enfermidade qualquer cidadão busca os melhores recursos, bom atendimento, rapidez e qualidade. Na rede pública, por mais que se tenham médicos competentes, as condições de trabalho e a grande demanda não permitem tal agilidade, por isso muitos ainda morrem na fila de atendimento. É preciso que a saúde pública seja eficiente e democrática, onde todos possam ter direito ao atendimento digno.
*Advogado criminalista
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

LULA, O CÂNCER E O SUS.

TRIBUNA DA INTERNET.
Quarta-feira, 02 de novembro de 2011 | 04:08
Na Folha, Ruy Castro mostrou que, se Lula fosse tratado pelo SUS, teria poucas chances de sobreviver.
Carlos Newton
A doença do ex-presidente Lula continua despertando polêmica, com grande número de comentaristas defendendo a tese de que ele deveria se tratar pelo SUS, por ter afirmado que os serviços de saúde pública no Brasil “beiram a perfeição”, o que todos sabem não ser verdade.
Nessa polêmica, aqui no Blog da Tribuna a opinião mais acertada veio do comentarista que se assina simplesmente Gonçalves. Disse ele que, em sua opinião, o mais foi preciso na escrita, abordando o assunto do momento, foi o jornalista Ruy Castro, na Folha de S. Paulo, com a crônica “Aprender a esperar”.
“Lula teve sorte de seu tumor ter sido percebido cedo e de poder atacar logo o tratamento. Seu problema acontece uma semana depois das denúncias de que o tempo médio para um brasileiro comum, diagnosticado com câncer, começar a ser atendido pelo SUS é de 76 dias para a quimioterapia e de 113 para a radioterapia. O câncer dos brasileiros tem de aprender a esperar”, escreveu Ruy Castro.
Com isso, parece que o assunto vai demorar a ser encerrado. Talvez jamais venha a ser encerrado, enquanto o direito à vida, através de acesso a uma adequada assistência médico-hospitalar, continue a ser negado aos brasileiros que não têm recursos para pagar um plano de saúde de primeira linha.
Se Lula tivesse se tratado pelo SUS, o tumor, que foi diagnosticado já com três centímetros, aumentaria muito e poderia provocar metástese, espalhando-se pelo corpo, como acontece no câncer da laringe, quando não é tratado a tempo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

RIO DE JANEIRO - HOSPITAIS PÚBLICOS - GRAVÍSSIMAS DENÚNCIAS.

Dados dão conta que hoje no programa da deputada Cidinha Campos, na TV Bandeirantes, a partir das 14:00 horas, será apresentada uma excelente reportagem sobre os hospitais públicos do Rio de Janeiro.
Peço aos leitores que tiverem tal possibilidade que gravem a reportagem para que possamos inserir na internet.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O RIO DE JANEIRO DOS ESCÂNDALOS E DA POPULAÇÃO INERTE.

JORNAL O DIA:
Informe do Dia: Dinheiro da saúde enviado para ONG
Rio - A organização social Viva Comunidade, contratada para gerir unidades municipais de saúde, gastou dinheiro público para reformar dois andares da sede da ONG Viva Rio, na Rua do Russel, 76, na Glória. Inspeção do Tribunal de Contas do Município encontrou notas fiscais que comprovam despesas de R$ 140.721, mas o valor das obras pode chegar a R$ 208 mil. De acordo com o TCM, o Viva Rio é uma “espécie de entidade-mãe do Viva Comunidade”.
O Viva Rio afirma que o fato não configura má utilização de verbas públicas, mas, para técnicos do Tribunal, a despesa “não traz nenhum benefício palpável” para os objetivos do contrato.
Os técnicos do TCM também condenam a contratação, pela Viva Comunidade, de serviços de consultoria que somam R$ 192.979. Segundo o relatório, a despesa não era necessária, já que a Viva Rio deveria ter experiência no setor de saúde. Para a equipe do Tribunal, a Organização Social cometeu outra irregularidade: descontou de seus funcionários, mas não recolheu aos cofres federais os valores relativos ao imposto de renda e ao INSS.
O relatório informa que a Viva Comunidade usou recursos da prefeitura para fazer os pagamentos com atraso, o que gerou multas e juros de R$ 264.292. Os questionamentos foram enviados pelo TCM para a Secretaria Municipal de Saúde.
OSs na prefeitura
A partir de 2009, as Organizações Sociais — sociedades privadas sem fins lucrativos — ganharam da prefeitura o direito de administrar UPAs e Clínicas da Família. A Viva Comunidade cuida de unidades na Zona Norte e Zona Sul. Nesta terça-feira, a Secretaria de Saúde disse que atendeu aos “ajustes” sugeridos pelo TCM.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

SAÚDE PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO - O FATO MAIS ESTRANHO.

Nada mais me causa qualquer surpresa em termos da ineficácia dos serviços de saúde pública no Rio de Janeiro, os casos mais diversos de descaso governamental povoam a imprensa diariamente.
Só um fato ainda me assombra: não ter ninguém do governo Sérgio Cabral (PMDB) e/ou Eduardo Paes (PMDB) presos!
Quantas pessoas já morreram em face do descaso governamental com a vida humana nos últimos anos nos hospitais estaduais e municipais?
A imprensa divulgou que só por falta de leitos de CTI morrem cinco por dia.
Quantos morreram?
Dezenas?
Centenas?
E ninguém do governo foi preso ...
Isso é um filme de terror que a Polícia Civil, a ALERJ, a Câmara de Vereadores, o Ministério Público e o Poder Judiciário parecem não estar assistindo. 
Quero ver quando um(a) juiz(a) morrer por falta do atendimento adequado.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO DE JANEIRO: SAÚDE PÚBLICA É CASO DE POLÍCIA.

JORNAL O DIA:
Falta de maca em hospitais põe em risco salvamentos
Ambulância do Samu ficou mais de 8 horas no Souza Aguiar à espera da maca e outras três ficaram retidas por três horas e meia no Getúlio Vargas
Rio - Falta de equipamentos básicos na rede pública de saúde põe em risco operações de salvamento no Rio. Na tarde desta terça-feira, O DIA flagrou, às 19h, três ambulâncias que aguardavam desde as 15h30 o retorno de macas e outros equipamentos das equipes móveis em uso no Hospital Estadual Getúlio Vargas. De madrugada, ambulância do Samu de Ramos havia ficado parada no Hospital Municipal Souza Aguiar mais de 8 horas, por falta de maca na unidade, como noticiou a rádio ‘Band News’.
Por isso, entre as 2h e as 10h15 desta terça-feira, os bombeiros de Ramos trabalhavam com um só veículo para salvamentos, e o serviço 192 chegou a informar que o resgate a um atropelado em Deodoro não poderia ser feito.
Por conta do episódio, 20 militares de plantão foram retidos além de seu horário por ordem do comando do 2º Grupamento (Méier), que abrange Ramos. “Prenderam uma tropa até as 12h, que, após trabalhar 24 horas deveria ter saído às 8h, para uma conversa”, reclamou um bombeiro, que não se identificou por medo de represália. Na reunião ficou definido que, a partir de agora, sempre que a ambulância ficar ‘presa’ num hospital o oficial de plantão do quartel deve ser avisado.
A Defesa Civil diz que a ambulância que ficou no Souza Aguiar aguardava transferência de paciente para maca da unidade. Já as secretarias de Saúde municipal e estadual negaram falta de macas.
Mas bombeiros contam que a ausência de equipamentos nas redes é recorrente e prometem manifestação no Leme no domingo. “Levar pacientes para Souza Aguiar, Getúlio Vargas ou Hospital Geral de Bonsucesso, por exemplo, significa perder 3 horas à espera da maca”, contou um.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Exc-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

SAÚDE NO RIO É CASO DE POLÍCIA E A POLÍCIA ESTÁ DOENTE.

EX-BLOG DO CESAR MAIA.
AUDIÊNCIA PÚBLICA DE VEREADORES COM OSs CONTRATADAS PELA PREFEITURA-RIO!

1. Salário pago ao Vice-presidente da OS: R$ 17 mil / inspeção do TCM indicou diversas irregularidades: serviços de consultorias, utilização de recursos públicos em obra na sede da entidade (R$ 140 mil), etc. / sistema de prontuário eletrônico - valor de 2 milhões / atraso no repasse pela Prefeitura gerou pagamento em atraso da entidade - Prefeitura anunciou que arcará com as multas.
2. 20% das clínicas de saúde da família estão sem médico / falta de médicos: motivo carga horária e local de trabalho / cobertura da saúde da família em cada área: não soube dizer / valor do orçamento do contrato de gestão: para o TCM é de R$ 428 milhões / Maré só tem cerca de 30% de cobertura / maioria dos médicos contratados é ainda residente.
3. Rio teve só 75% de atingimento da vacina contra a poliomielite / núcleos de epistemologia foram dizimados: vacinação da população comprometida/ aumento nos casos de dengue / substituição dos servidores estatutários por celetistas
4. (Coluna Berenice Seara - Extra, 04) Em audiência pública, na Câmara, a Prefeitura do Rio revelou que os contratos com as organizações sociais da Saúde — as famosas OSs — somam R$ 1,3 bilhão. O valor já é mais de um terço de todo o orçamento do município para a área (que é de R$ 3,1 bilhões). Só o contrato com a Viva Comunidade — um braço da ONG Viva Rio — passa de R$ 395 milhões. Os representantes da Viva Comunidade não souberam dizer aos vereadores o nome de um único integrante do conselho administrativo da OS. E cada conselheiro ganha R$ 12 mil por mês. Depois de muito esforço, informaram apenas que o presidente do grupo é "um tal de Alfredo".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A FALÊNCIA DO RIO DE JANEIRO, UM ESTADO QUE ENRIQUECE MUITA GENTE.

O GLOBO:
Portas fechadas
Moradores e especialistas em saúde criticam fechamento de UPA da Maré
Publicada em 26/09/2011 às 23h34m
Ediane Merola (ediane@oglobo.com.br)
RIO - Moradores do Complexo da Maré e especialistas em saúde classificaram a interrupção das atividades da UPA na comunidade como um retrocesso no processo de segurança e melhoria da qualidade de vida na comunidade. Após episódios de violência nas últimas semanas, a Secretaria estadual de Saúde decidiu fechar a unidade, com o argumento de preservar a população local e os funcionários. A UPA da Maré tem 45 profissionais trabalhando diariamente, atendendo uma média de 290 pessoas.
- Recebemos muitas reclamações de médicos em áreas de conflito, mas nunca soubemos de nada na Maré. O governo não poderia adotar uma medida dessa. O fechamento mostra a incapacidade do estado de garantir a integridade física e a saúde da população - disse o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze (leiam).
COMENTO:
Os serviços públicos no Rio de Janeiro vão de mal a pior, nada funciona.
Simplesmente, não existem: segurança, educação e saúde públicas.
Pobre de quem precisar desses serviços públicos.
Enquanto a população do Rio de Janeiro sofre, o Rio segue enriquecendo muita gente.
Caso Sérgio Cabral (PMDB) permaneça até o final do governo (2014), nada restará dos serviços públicos essenciais no Rio de Janeiro, mas teremos muita gente feliz.
Na área da saúde, por exemplo, alguém saberia dizer quem foi condenado, está preso e teve que devolver o dinheiro público do escândalo do superfaturamento dos remédios na secretaria de saúde (leiam)?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO