Mostrando postagens com marcador Luiz Inácio Lula da Silva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luiz Inácio Lula da Silva. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de fevereiro de 2012

BAHIA: NA GREVE DA PM DE 2001, LEIAM O QUE LULA AFIRMOU SOBRE OS ARRASTÕES.

FOLHA DE SÃO PAULO:
26/07/2001.
"Lula diz que governo da BA ''articulou arrastões'' em greve da PM
LÉO GERCHMANN
LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha
O líder petista Luiz Inácio Lula da Silva acusou hoje, em Santa Maria (RS), o governo da Bahia de ter provocado a violência, saques e arrastões durante a greve da Polícia Militar para que os grevistas encerrassem o movimento.
"Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. Veja, o que o governo tentou vender? A impressão que passava era de que, se não houvesse policial na rua, todo o baiano era bandido. Não é verdade. Os arrastões na Bahia me lembraram os que ocorreram no Rio em 92, quando a Benedita (da Silva, petista e atual vice-governadora do Rio) foi para o segundo turno (nas eleições para a prefeitura). Você percebeu que na época terminaram as eleições e, com isso, acabaram os arrastões? Faz nove anos e nunca mais se falou isso", disse Lula.
''A Polícia Militar pode fazer greve. Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário micho, esse cidadão tem direito a fazer greve. Na Suécia, até o Exército pode fazer greve fora da época de guerra.''
As declarações de Lula foram feitas durante a ''caravana da agricultura familiar'', que ele realiza pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
O líder petista criticou o acordo que está sendo feito pelo governo federal com o FMI e o acusou de estar ''engessando'' a administração do futuro presidente.
''Acho que o governo está fazendo de tudo para engessar o novo governo. Toda o discurso, o desmonte do Estado, é feito porque, na cabeça doentia da equipe econômica e na subordinação ao capital externo, querem que qualquer governo continue desenvolvendo suas políticas. Só temos interesse em ganhar as eleições para não fazermos as políticas que eles estão fazendo'', disse Lula.
Segundo Lula, o governo federal tem atitudes em relação ao funcionalismo mais agressivas que as do governo militar (64 a 85) em seu momento mais repressivo. ''Nem no tempo em que o Médici (Emílio Garrastazu, presidente entre 69 e 74) torturava o servidor ficou um ano sem receber'', disse.
Outro lado
O governador da Bahia, César Borges (PFL), classificou "como atestado de desinformação e incompetência" as afirmações do virtual candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, responsabilizando o Estado pelos saques e arrastões registrados durante os 13 dias de greve dos policiais civis e militares.
"Além de falar muita besteira, Lula demonstra que está completamente desinformado. Foram deputados petistas que insuflaram a greve e, depois, quando perceberam que o movimento estava fora de controle, procuraram o governo para abrir um canal de negociação."
Irônico, Borges disse que entende os motivos que levaram Lula a perder três eleições presidenciais.
"Eu admirava muito o Lula, mas diante das bobagens que fala, fico na mesma dúvida dos eleitores que o rejeitaram três vezes nas urnas. Com o que diz, nós não podemos acreditar em sua capacidade de governar o Brasil", disse César Borges, antes de embarcar para Brasília, onde teve um encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso".
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A IDIOTIA NO PODER - AUGUSTO NUNES.

Prezados leitores, bom dia!
REVISTA VEJA
BLOG DO AUGUSTO NUNES
Direto ao Ponto
16/01/2012 - Às 19:44.
A idiotia no poder
Os idiotas estão por toda parte, avisou já no título o artigo aqui publicado em 21 de janeiro de 2011 e reproduzido na seção Vale Reprise. Depois de registrar no parágrafo de abertura que foi Nelson Rodrigues o primeiro a detectar, numa crônica do fim dos anos 60, “a ascensão espantosa e fulminante do idiota”, o texto trata do fenômeno que atingiu dimensões alarmantes no Brasil deste começo de século. No início do 9º ano da Era da Mediocridade, cretinos fundamentais que antes se limitavam a babar na gravat a se intrometem em assuntos que ignoram sem constrangimentos nem inibições. A idiotia está no poder.
Em junho passado, no jantar em homenagem ao 80° aniversário do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ministro Nelson Jobim evocou a mesma crônica de Nelson Rodrigues para repetir a essência do post. “O cronista dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos”, discursou Jobim. “O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia”. Leitor da coluna, Jobim demorou seis meses para endossar o diagnóstico: a espécie em acelerada expansão está cada vez mais desenvolta e vai ganhando força no governo e na oposição, no Congresso, nos tribunais e na imprensa, na plateia que assiste à passagem do cortejo ou nos andores da procissão das nulidades.
Há exatamente um ano, ao fim de um passeio de helicóptero pela Região Serrana do Rio, Dilma Rousseff prometeu fazer o que Lula jurou ter feito em 2005, solidarizou-se com as famílias assassinadas pela incompetência do Planalto e do governo estadual e elogiou o comparsa Sérgio Cabral. O governador devolveu o elogio, agradeceu a Lula por oito anos de providências imaginárias e debitou o massacre premeditado na conta dos antecessores, de São Pedro, do imponderável e dos mortos.
Dois dias depois, ambos foram desmoralizados por Luiz Antonio Barreto de Castro, demissionário do cargo de secretário de Políticas e Programas do Ministério de Ciência e Tecnologia, durante uma audiência no Congresso. Ao lhe perguntarem que fim levaram as obras prometidas no verão anterior, o depoente encerrou a conversa fiada da dupla com seis palavras: “Falamos muito e não fizemos nada”. A oposição poderia ter usado a confissão de Barreto de Castro para interditar a reapresentação do espetáculo da inépcia da temporada de 2001. Preferiu fazer de conta que nem ouviu a frase. A idiotia é suprapartidária.
Mas há limites até para a cretinice, precisa aprender o governador Sérgio Cabral, que nesta segunda-feira voltou a comparar o que houve na Região Serrana com a passagem do furacão Katrina por New Orleans em 27 de agosto de 2005. Se Nova Friburgo fosse atingida por um furacão de categoria 5, nível máximo na escala de Saffir-Simpson, não sobraria ninguém para contar a história. Se New Orleans fosse castigada por uma chuva torrencial de 20 horas, só morreriam os que resolvessem suicidar-se por afogamento. A menos que o prefeito da cidade fosse Sérgio Cabral. Quem confunde temporal com furacão não precisa de mais que uma bomba de fabricação caseira para produzir outra Hiroshima.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 22 de janeiro de 2012

OS FALSÁRIOS - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

OS FALSÁRIOS
Maria Lucia Victor Barbosa
22/01/2012
Num cacoete stalinista para manter a fachada de esquerda, os petistas se tornaram falsários praticantes. Em dossiês visando acabar com a reputação de adversários, a intriga e a mentira se tornaram suas armas prediletas, em que pese não terem dado nenhum resultado. Os responsáveis pelos falsos documentos são figuras importantes da República Sindicalista, amigos íntimos do ex-presidente, Lula da Silva, ou da atual presidente, Dilma Rousseff. Nada lhes aconteceu e continuam tranquilamente desfrutando as delícias do poder em altos cargos, uma vez que o PT paira acima da lei.
O primeiro ano de Dilma Rousseff, na verdade uma continuidade do governo Lula da Silva, foi um vazio de promessas de campanha não cumpridas e de novas promessas que dificilmente se concretizarão. Em 2011, a única coisa que aconteceu por obra de parte da imprensa foi a queda de sete ministros, sendo que seis foram acusados de corrupção. De fato, deveriam cair não sete, mas doze ministros, pois sobre mais cinco foram levantados pela imprensa fortes indícios de corrupção. Entretanto, os cinco devem ser mais companheiros que os outros, pois permaneceram firmes e fortes em seus cargos. Que farsa!
Apesar do aumento da inflação e da inadimplência, recente pesquisa Datafolha mostra que 59% dos brasileiros consideram a gestão Rousseff ótima ou boa, um recorde com relação aos presidentes anteriores e ao próprio Lula. Nosso povo está cada vez mais otimista no tocante ao futuro e enquanto der para comprar a felicidade em suaves e longas prestações em lojas de departamentos, aumentarem as bolsas esmola e os lucros dos companheiros do andar de cima, a aprovação da presidente tende a aumentar. Afinal, a farsa que induz à crença na ilusão é necessária ao psiquismo coletivo.
Na esteira de farsas e fraudes começam a despontar os candidatos às prefeituras nesse ano eleitoral. Lula da Silva, certamente entusiasmado com o êxito de sua afilhada política e desejando dominar politicamente São Paulo, impôs ao seu partido a candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad, à prefeitura. Como ministro da Educação Haddad foi reprovado no Enem, pois não acertou nenhum. Adotou um livro que ensina crianças a falarem errado, porque “pobres falam e escrevem errado”. Ninguém objetou que falar e escrever errado em concursos para obter melhores empregos prejudica tanto pobres quanto ricos, ou seja, Haddad instalou no Brasil a democracia do atraso onde todos são iguais na ignorância. Outro livro adotado no seu ministério ensinou que 10-7= 4. Algo inédito no mundo inteiro. O Brasil é o máximo, mudou até a matemática. Outra façanha do candidato de Lula da Silva, mas que acabou não se realizando por conta da interferência de deputados evangélicos foi o chamado “kit Gay”, que em nome de acabar com o preconceito contra homossexuais influenciava a opção sexual de crianças desde a mais tenra idade numa clara e abusiva interferência estatal sobre a liberdade individual.
Com relação aos direitos humanos somos campões da farsa, pois o governo petista defende e abriga assassinos e terroristas do quilate de Cesare Battisti e de membros das Farc, sem falar nos apaniguados de Mahmoud Ahmadinejad que vivem sem problemas entre nós, como já foi ventilado pela imprensa.
Ahmadinejad esteve recentemente em países latino-americanos em busca de apoio político e econômico diante das sanções norte-americanas e europeias. Na Venezuela o boquirroto e megalômano Hugo Chávez mencionou bombas e mísseis, contra os Estados Unidos, naturalmente. Ahmadinejad retrucou que “o combustível dessas bombas é o amor”. Piada tão ridícula quanto a teoria conspiratória de Chávez que atribuiu aos norte-americanos seu câncer e o de outros companheiros. Não mencionou que os imperialistas falharam miseravelmente no caso de Cristina Kirchner.
Ahmadinejad desta vez não veio ao Brasil abraçar o querido companheiro, Lula da Silva, mas nosso embaixador em Terã, Antonio Salgado, defendeu o iraniano dizendo que aquela sua famosa e abjeta frase, “varrer Israel do mapa”, tantas vezes pronunciada, foi mal compreendida. Entretanto, a intenção de tal varredura pode não ser retórica, visto que material produzido em bunker no Irã pode se tornar material físsil para ogivas.
Em 23 de fevereiro de 2010, um Lula eufórico e sorridente caiu nos braços dos irmãos Castro, enquanto esfriava no caixão o corpo de Orlando Zapata Tamayo. Este morreu depois de ter sido torturado nas masmorras cubanas e enfrentado uma greve de fome. Tamayo pedia condições mais humanas para os demais encarcerados e liberdade para seu país.
Dilma Rousseff irá à Cuba no próximo dia 31. Dia 19 morreu Wilman Villar, que protestava com greve de fome contra a violação dos direitos humanos em Cuba. Não era um bandido, como se referiu Lula com relação aos presos políticos cubanos que fazem greve de fome, mas outro mártir e herói que deu a vida pela liberdade.
Rousseff, a exemplo de seu mestre em política, em breve estará em Cuba para abraçar e beijar o sanguinário déspota, Fidel Castro. Decididamente, direitos humanos à moda petista não passam de uma grande farsa.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

GOMORRA NA ESTANTE, COMEÇO A DESCOBRIR AS RELAÇÕES LULA-POVO.

Prezados leitores, bom dia!
Finalmente, terminei a leitura de “Gomorra” (Roberto Saviano), um livro sobre a máfia italiana, mas que em vários trechos parece ser uma narrativa sobre o nosso Rio de Janeiro. Recomendo a leitura para todos que querem conhecer como as nossas máfias atuam. “Gomorra” na estante, começarei a ler “O Que Sei de Lula” (José Nêumanne Pinto), embora o ex-presidente em nada me fascine. Na verdade fui motivado por uma entrevista sensacional que assisti do autor sobre a obra, quando ele explicou os motivos da empatia entre o povo e o ex-presidente.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

DISCURSO DA IMORALIDADE - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

DISCURSO DA IMORALIDADE
Maria Lucia Victor Barbosa
20/11/2011
Não é à-toa que a classe dirigente petista odeia a liberdade de pensamento que inclui a imprensa livre, aquela que dá azia em Lula da Silva. Incomoda aos outrora defensores da ética o escancaramento da corrupção dos companheiros e de seus sócios em falcatruas, ou seja, da base aliada.
Exemplos de imprensa “inconveniente” não têm faltado, a ponto de se pensar que o Brasil está sendo governado por um sindicato do crime onde larápios do povo se esparramam pelos Três Poderes, refestelados na impunidade que lhe é facultada por não serem “pessoas comuns”.
Recorde-se, para citar um exemplo, a reportagem da Veja (31/08/2011) que trata de um dos mentores do PT, o ex-ministro, deputado cassado, chefe da quadrilha do mensalão (como a ele se referiu um Procurador-Geral da República), homem de duas caras, José Dirceu.
Segundo a Veja, Dirceu é um homem de negócios que gosta de ser chamado de ministro e mantém uma espécie de gabinete em hotel de Brasília por onde transitam figurões como ministros, senadores, deputados, presidentes de estatais e magnatas da chamada elite capitalista. Todos devidamente fotografados pela revista para que não reste dúvida sobre os bons relacionamentos de José Dirceu junto à classe A da economia e da política.
A romaria vai em busca da influência que Dirceu ainda mantém no Congresso, no Judiciário, nas estatais, nos bancos públicos, nos fundos de pensão, na telefonia, nas empreiteiras, nos bancos particulares. Dirceu é, pois, um “cardeal” da seita PT e seus “amigos” nacionais e internacionais contam com o sigilo da confissão e o charme do mistério que envolve os “interesses”. Portanto, Dirceu continua íntimo dos que ele chama no pior sentido de “elites”. Afinal, é “consultor de empresas”, entre outras, as do setor do petróleo e gás.
No seu partido José Dirceu exerce enorme fascínio. Se não ultrapassa Lula da Silva, pelo menos é a segunda estrela fulgurante a ser seguida e adorada. E como tal que fez sucesso no 2º Congresso da Juventude do PT realizado recentemente.
No evento Dirceu proferiu o discurso da imoralidade criticando a “luta moralista contra a corrupção”. Ele se referia aos movimentos espontâneos, que das redes sociais acorrem às ruas e às denúncias da imprensa não cooptada pelo governo petista.
O poderoso homem do PT fez bonito para a juventude dourada petista, devidamente doutrinada para crer que moral é coisa de burguês. Algo que não deixa de soar delicioso porque abre as comportas da roubalheira oficial aos companheiros. Não importa se o povo é lesado pela conduta criminosa dos ministros que têm caído sob o peso de documentos, fotos, depoimentos.
Antigamente o PT dizia ser o defensor dos pobres e oprimidos, que são os mais prejudicados pelos ministros corruptos de Lula/ Rousseff, incluindo Carlos Lupi, do Trabalho, que se agarra vergonhosamente ao cargo. Um péssimo exemplo para a juventude, mas, como ensinou a presidente no discurso do cinismo: “passado é passado”.
Não podia faltar também da parte do misto de lobista e guru do PT o discurso contra as elites. Aquelas que sustentam as campanhas petistas e que devem lhe dar, assim como a muitos companheiros, lucros nada desprezíveis. E os jovens petistas, deslumbrados, agraciaram o ídolo com uma camiseta onde se lia: “Contra o golpe das elites – Inocente”.
O golpe das elites, teoria da conspiração forjada por Dirceu produz aquela excitação aos que se julgam superiores por conhecer certos segredos inacessíveis ao vulgo, aquele prazer de denegrir quem se deseja atingir. Desse modo são forjados mitos que prevalecem como verdades inquestionáveis por mais idiotas que sejam. Ou, então, vingam-se recalques contra os melhores, pois a inveja é sentimento intrínseco ao ser humano. Exemplo: os Estados Unidos são o grande Satã Branco. Os judeus matam criancinhas em seus rituais e querem dominar o mundo. O holocausto não existiu.
No seu discurso da imoralidade Dirceu não podia deixar de mencionar o PSDB. Estranha obsessão contra um partido que, com exceção de alguns de seus políticos nunca foi oposição ao PT. Mas, contra o PSDB Dirceu foi moralista ao sentenciar: “Quando dizem que tem de responsabilizar o ministro e o partido por problemas no ministério, então, tem que se responsabilizar o PSDB, o Geraldo Alckmin e o José Serra pelo escândalo das emendas (?) em São Paulo”. Nessa toada tem que se responsabilizar Lula e seu partido pelos inúmeros escândalos de corrupção de seus ministros. O mesmo serve para Rousseff se não fizer uma faxina de verdade.
Lembre-se, porém, Dirceu, que dentro de todo ser humano existe a capacidade de diferenciar o bem e o mal, independente da época e da sociedade. Por isso, até o mais cínico e hipócrita dos ministros de Lula repassados a Rousseff oculta seus atos corruptos ou trata de mentir sobre eles porque sabe que pode ser jugado, não pela burguesia moralista, mas pela opinião pública.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

LULA, O CÂNCER E O SUS.

TRIBUNA DA INTERNET.
Quarta-feira, 02 de novembro de 2011 | 04:08
Na Folha, Ruy Castro mostrou que, se Lula fosse tratado pelo SUS, teria poucas chances de sobreviver.
Carlos Newton
A doença do ex-presidente Lula continua despertando polêmica, com grande número de comentaristas defendendo a tese de que ele deveria se tratar pelo SUS, por ter afirmado que os serviços de saúde pública no Brasil “beiram a perfeição”, o que todos sabem não ser verdade.
Nessa polêmica, aqui no Blog da Tribuna a opinião mais acertada veio do comentarista que se assina simplesmente Gonçalves. Disse ele que, em sua opinião, o mais foi preciso na escrita, abordando o assunto do momento, foi o jornalista Ruy Castro, na Folha de S. Paulo, com a crônica “Aprender a esperar”.
“Lula teve sorte de seu tumor ter sido percebido cedo e de poder atacar logo o tratamento. Seu problema acontece uma semana depois das denúncias de que o tempo médio para um brasileiro comum, diagnosticado com câncer, começar a ser atendido pelo SUS é de 76 dias para a quimioterapia e de 113 para a radioterapia. O câncer dos brasileiros tem de aprender a esperar”, escreveu Ruy Castro.
Com isso, parece que o assunto vai demorar a ser encerrado. Talvez jamais venha a ser encerrado, enquanto o direito à vida, através de acesso a uma adequada assistência médico-hospitalar, continue a ser negado aos brasileiros que não têm recursos para pagar um plano de saúde de primeira linha.
Se Lula tivesse se tratado pelo SUS, o tumor, que foi diagnosticado já com três centímetros, aumentaria muito e poderia provocar metástese, espalhando-se pelo corpo, como acontece no câncer da laringe, quando não é tratado a tempo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 30 de outubro de 2011

“CACIQUE” LULA E SEU COMUNISTA - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

“CACIQUE” LULA E SEU COMUNISTA
Maria Lucia Victor Barbosa
28/10/2011
Na emblemática foto publicada pelo O Estado de S. Paulo (25/10/2011), um Lula eufórico, de cocar azul, se dirige à presidente- figurante, também de cocar, que ri com expressão de indizível felicidade diante do “cacique”. Afinal, Lula é superstar, sua política é a egopolítica e o resto é coadjuvante no espetáculo do poder.
Em pleno terceiro mandato e em campanha desenfreada para voltar em 2014, Lula foi inaugurar uma ponte sobre o Rio Negro e na viagem até Manaus, onde a foto foi tirada, decretou o bota-fora de Orlando Silva do PCdoB, então, ministro do Esporte, a quem chamava de “meu comunista”. Orlando foi triturado com “casco duro” e tudo.
Admirador dos piores déspotas mundiais Lula chegou a defender a permanência do ministro. Prontamente, Rousseff chamou o comunista crivado de denúncias de corrupção ao Palácio fazendo conhecer através da imprensa sua confiança no mesmo.
Semelhante comportamento foi dado aos cinco ministros que caíram, quatro por graves indícios de corrupção. Portanto, que se cuidem os ministros que continuam quando a presidente-figurante lhes hipotecar solidariedade.
Ressalve-se que apenas o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, foi defenestrado por Rousseff, o que lhe valeu a admiração popular e a alcunha de faxineira. Os demais, com exceção do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, foram demitidos por pressão da imprensa que apresentou documentação, declarações entrevistas indicando corrupção e outros crimes cometidos nos ministérios da Casa Civil, Agricultura, Turismo, então chefiados respectivamente por Antonio Palocci, Wagner Rossi e Pedro Novais.
Em países civilizados a queda de tantos ministros por motivos nada edificantes no mínimo causaria perplexidade ou desconfiança da população com relação ao governo. No Brasil, quando o sexto ministro segue para o olho da rua a presidente-figurante provavelmente será louvada por sua postura ética com ajuda, é claro, do marketing e da predisposição das pessoas para serem enganadas.
O mais estranho nessa queda constante de ministros é que todos estiveram nas gestões de Lula e por ordem dele continuaram no governo da sucessora. Não é possível, portanto, que depois de tanto tempo Lula não soubesse das falcatruas dos companheiros. Seria ele omisso, negligente moralmente ou sócio de seus principais auxiliares?
Quanto a presidente Rousseff, cujo trabalho anterior na Casa Civil era o de coordenar o trabalho dos demais ministérios, como Lula devia estar ciente do que se passava. Desse modo, se aceitou continuar com tais ministros foi também omissa, conivente ou completamente submissa ao “cacique”. Compete, então, aos brasileiros perguntar: Quem governa o país? Estamos sendo submetidos a uma farsa eleitoral?
Nas gestões de Lula ministros que tiveram de abandonar poder e privilégios não o fizeram porque o país é sério, mas para que a corrupção não respingasse no presidente superstar. Isso parece continuar. Com a diferença de que agora se preserva não um presidente, mas, dois: Lula e Rousseff.
E se não fosse a imprensa, que os petistas sempre quiseram censurar e que dá azia em Lula, a poderosa esquerda, que veio com a pretensão de não mais sair, continuaria a gozar as delícias da burguesia e se locupletar cada vez mais através de práticas que fariam corar os mais selvagens capitalistas.
Orlando Silva, enredado no cipoal de corrupção das ONGs ligadas a seu partido, parentes e agregados, não tem do que se queixar ou lamuriar. Todos os ministros e demais autoridades que perderam os cargos logo encontraram outros, sem o glamour da política, mas muitíssimos bem remunerados. E nenhuma investigação contra eles prosperou, pois todas foram arquivadas no país da impunidade.
De todo modo, mais esse episódio degradante do governo petista e dos seus seguidores mostrou que o PCdoB, que mantém o feudo do esporte com Aldo Rebelo, hoje se destaca por uma avassaladora sede de enriquecimento pessoal custe o que custar, um fazer politiqueiro que percorre de alto a baixo o partido que se dizia ideológico. Ideologia que cultuada pela esquerda brasileira imprimiu o terror, a opressão, o atraso, o crime aonde foi implantada.
Degradam-se, assim, os partidos políticos, as instituições, a economia, a vida nacional. Indiferente o povo aplaude os governantes corruptos que lhe surrupiam bilhões, os impostos escorchantes, os demagogos e seus discursos enganosos.
Com cocares azuis o “cacique” Lula e sua sombra presidencial morrem de rir. Será que continuarão rindo quando os benefícios trazidos pelo Plano Real, que acabou com a inflação, começarem a se esvair? O dragão da inflação está de volta e na medida em que o povo se der conta de que acabou o crédito fácil, o acesso desenfreado ao consumo, perceber que o salário não chega ao fim do mês e que nossas indústrias estão se deslocando para outros países levando daqui os empregos, não serão heroicos mil, dez mil, vinte cinco mil que sairão às ruas em passeata para protestar. Chegará a hora que mais gente irá gritar: “fora corruptos”.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

LULA E BELTRAME: O PONTO EM COMUM.

O ex-Presidente Lula e o atual Secretário de Segurança Pública do RJ possuem inúmeras características que os diferenciam, sendo muito fácil enumerá-las para qualquer pessoa que conheça a trajetória desses dois homens públicos.
As diferenças entre eles são muitas, o que naturalmente conduz a outra conclusão, no sentido de que os pontos em comum são poucos, difíceis de citar.
Penso que na busca dessas semelhanças a maioria dos leitores deve ter citado a popularidade, característica que os dois possuem, embora a popularidade de Beltrame seja infinitamente mais limitada geograficamente. Além disso, a construção de popularidade de cada um seguiu por caminhos muitos diferentes. Beltrame é um produto fabricado pela mídia fluminense, um projeto, Lula construiu a sua popularidade e obrigou a mídia a replicá-lo constantemente, o que só fez com que o efeito crescesse cada vez mais junto à população brasileira.
Sim, ambos são populares, cada um deles na sua dimensão, mas não considero esse o ponto em comum mais marcante. Em minha opinião o fato de serem inimputáveis é a característica primordial que os une, uma capacidade de nunca ter culpa de nada, aconteça o que aconteça ao seu redor.
Prezado leitor, você lembra quantos ministros Lula nomeou e exonerou, em decorrência de graves acusações ou de mal feitos, como prefere qualificar a atual presidente?
Creio que não se lembre, assim como eu, você deve ter perdido a conta, foram inúmeros.
Lula nunca teve culpa nos seus oito anos de governo, embora nomeasse todos os Ministros e tivesse o dever de conhecê-los muito bem, afinal eram seus assessores diretos e os responsáveis pela implementação das políticas públicas do seu governo.
Apesar dessa verdade, Lula nunca foi responsabilizado pelos mal feitos dos seus ministros, nem mesmo pelo fato de ter escolhido mal seus principais colaboradores, o que para um gestor é um defeito gravíssimo.
E Beltrame?
Vive o mesmo beneplácito que Lula usufruiu.
Em menos de cinco anos de gestão, tendo apenas dois “ministros” para nomear, o Comandante Geral da Polícia Militar e o Chefe da Polícia Civil, Beltrame já nomeou sete, quatro na PMERJ e três na PCERJ.
Isso é um recorde negativo, nunca tinha ocorrido anteriormente.
Pior, Beltrame nunca foi responsabilizado pelas crises, simplesmente, exonerou um e nomeou outro, como se não fizesse parte dos problemas.
Até a presente data nenhum repórter perguntou ao secretário de segurança:
- Secretário, o senhor não sabe escolher seus assessores?
E olha que além dos sete “ministros”, ele nomeou um falso Tenente Coronel do Exército, um civil na verdade, para assessorá-lo na Secretaria de Segurança.
Apesar desse “mico” colossal, nenhum repórter perguntou:
- Secretário, o senhor não sabe escolher seus assessores?
Sim, Lula e Beltrame são muito parecidos no fato de nunca terem culpa, mas no caso de Beltrame existe uma agravante, pois ele é oriundo da área da Inteligência da Polícia Federal, portanto, a sua necessidade de conhecer quem nomeia é muito maior.
Prezados leitores, a Inteligência da SESEG/RJ recebe todos os documentos de inteligência oriundos da Polícia Militar, por exemplo, o que permite que possa ser construído na Secretaria de Segurança um perfil de todos os Oficiais da Corporação, sobretudo dos Coronéis e dos Tenentes Coronéis que serão nomeados.
No caso da nomeação do Tenente Coronel Cláudio, a mídia chegou a insinuar que Mário Sério teria conhecimento que ele estava sendo investigado. Se isso for verdade, a SESEG/RJ também tinha esse conhecimento, mas ninguém perguntou isso ao secretário.
Por quê?
Beltrame possui uma blindagem especial, isso é um fato.
Nos resta saber qual o plano futuro que existe para Beltrame.
Será realmente o Senado Federal, como andam insinuando?
Fico por aqui, prometendo para breve um artigo sobre as realizações da gestão Beltrame nesses quase cinco anos de gestão da segurança pública do Rio de Janeiro.
Quem sabe analisando as suas realizações consigamos entender o motivo de tamanha blindagem.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

LIVRO "O QUE SEI DE LULA" - JOSÉ NÊUMANNE PINTO.


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 25 de setembro de 2011

A LISTA DE 20 PROMESSAS AVISA QUE A FÁBRICA DE VIGARICES INVENTOU O CONTO DA OLIMPÍADA.

REVISTA VEJA.
Augusto Nunes.
O País quer Saber.
19/09/2011.
A lista de 20 promessas avisa que a fábrica de vigarices inventou o conto da olimpíada.
Para emplacar a candidatura do Rio a cidade-sede da Olimpíada de 2016, o Planalto, o presidente Lula, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes endossaram o colosso de promessas apresentadas oficialmente ao Comitê Olímpico Internacional pela cartolagem brasileira. Entre as mais vistosas, delirantes, malandras, lucrativas ou simplesmente irresponsáveis, a coluna selecionou 20 maravilhas que, passados dois anos, não saíram da imaginação da turma que festejou em Zurique a conquista patriótica. Segue-se a lista, que reproduz sem correções nem retoques o que está escrito no “caderno de encargos” que garantiu a escolha do Rio:
1. Entregar à iniciativa privada a administração do Maracanã, em regime de concessão, até julho de 2013.
2. Despoluir a Baía de Guanabara.
3. Transformar a Zona Portuária em um bairro residencial de entretenimento e turismo.
4. Plantar 24 milhões de árvores na cidade até 2016.
5. Criar uma política de tolerância zero ao desmatamento da Mata Atlântica, para acelerar a regeneração do Parque Nacional da Pedra Branca e da Floresta da Tijuca, e estender à medida aos mangues da Barra e às proximidades das instalações esportivas.
6. Tratar e reciclar 100% do lixo sólido gerado durante os preparativos e operação dos Jogos de 2016 em parceria com comunidades carentes.
7. Recuperar até junho de 2016 a Baía de Guanabara, além de rios e córregos, em particular o sistema lagunar da Barra da Tijuca.
8. Eliminar todos os lixões ilegais da cidade até 2010.
9. Criar novas estratégias para a reciclagem do lixo e enviar o entulho das novas construções para usinas de reciclagem.
10. Implantar mecanismos para reaproveitar a água das chuvas e um sistema de economia de energia elétrica com o uso de painéis solares nas instalações esportivas e nas vilas a ser construídas.
11. Gerar 50 mil empregos temporários e 115 mil permanentes em áreas como turismo, gestão de esporte, construção civil e comércio, entre outras.
12. Construir uma Vila Olímpica no terreno da Cidade do Rock com 17,7 mil camas, um centro de treinamento que reúna equipamentos de 11 esportes olímpicos e oito paraolímpicos, empreendimento que será habitado por cerca de 2.400 famílias após o término do evento.
13. Criar uma praia particular para os atletas (Reserva).
14. Implantar o projeto Jovens Embaixadores: a partir de março de 2015, alunos das escolas do Rio estudarão os valores Olímpicos e Paraolímpicos, os esportes e também a cultura dos países que participarão das Olimpíadas.
15. Investir, até 2012, R$ 3,35 bilhões no Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) para implantar medidas preventivas de combate à violência.
16. Criar uma força única e integrada de segurança sob a coordenação da Secretaria Nacional de Segurança Pública.
17. Investir R$ 731 milhões (em valores de setembro de 2009) em projetos de segurança para o evento.
18. Ter, em 2016, 100% da frota de ônibus do Rio equipada com combustíveis limpos, como o biodiesel e o etanol.
19. Criar barreiras acústicas para os novos corredores de transporte, com o plantio de árvores ou paisagismo.
20. Concluir a linha de metrô até a Barra da Tijuca.
Os cartolas do COI e o Brasil decente caíram no conto da olimpíada, outra invenção produzida pela usina de vigarices tropicais. Como atesta o vídeo abaixo, o produto foi testado pela primeira vez no Pan-2007. Funcionou muito bem e aumentou a fortuna de meio mundo. Como não deu cadeia, o lançamento oficial está em curso ─ e em escala ampliada. Os brasileiros que pagam impostos ainda estarão convalescendo da Copa da Roubalheira quando lhes for apresentada a conta da Olimpíada da Ladroagem.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 13 de setembro de 2011

DE BESTIALIZADOS A CIDADÃOS - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

DE BESTIALIZADOS A CIDADÃOS
12/09/2011
Maria Lucia Victor Barbosa

O chamamento pela Internet que culminou no movimento popular do sete de setembro, especialmente em Brasília, levou milhares de pessoas a protestar durante o desfile oficial. Foi um evento que não pode ser analisado superficialmente, mesmo porque, para entender o presente é preciso recuar até ao passado. Num pequeno artigo seria impossível historiar o que se passou no Brasil desde sua descoberta, como fiz em um dos meus livros, “América Latina – em busca do paraíso perdido”, mas, pelo menos, podemos recortar no tempo alguns acontecimentos históricos e políticos importantes:
A vinda da corte portuguesa, em 1808, e o modo como se realizou a independência em sete de setembro de 1822, trouxeram várias consequências. Em primeiro lugar a presença da família real fortaleceu a unidade política do colosso territorial, ao contrário do Império Espanhol que se fragmentou em várias nações entre 1810 e 1838. Segundo, apesar de alguns movimentos importantes, mas isolados, a independência foi obra do príncipe regente e de minorias políticas enquistadas nos bastidores do poder. Não houve, pois, o sentimento nacionalista que marcou os episódios libertadores das colônias espanholas, sentimento que no nosso caso foi substituído por meros interesses individualistas que nada tinham a ver com percepção de pátria ou ideal de bem comum.
Foram também a partir de 1808, que se instalaram no Brasil de uma vez por todas as características do velho Estado português, que em terra nova não perderia sua essência patrimonialista magistralmente explicada por Raymundo Faoro em sua obra, “Os donos do poder”: “Os reis portugueses governaram o reino como a própria casa, não distinguindo o tesouro pessoal do patrimônio público”.
Era um Estado também corrupto na medida em que para tudo se dependia dele, do seu excessivo quadro de funcionários, da morosidade típica da burocracia, correndo soltas as propinas para aligeirar licenças, fornecimentos, processos, despachos, etc. Nas entranhas do desajeitado e ineficiente Leviatã conduzido por D. João VI traficavam-se influências, negociava-se a coisa pública em proveito próprio. Imagino que os leitores devem estar notando que a realidade de hoje não difere muito do nosso já distante passado.
Acrescente-se que os fatos mais marcantes da nossa história não contaram com a participação popular. Por isso, a proclamação da Republica não sensibilizou a massa, nem sequer no Rio de Janeiro, quanto mais nas vastidões afora do país. José Murilo de Carvalho cita em seu livro, “Os bestializados”, Aristides Lobo, adepto incondicional da nova forma de governo e um dos mais desapontados. Segundo este, “o povo, que pelo ideário republicano deveria ter sido o protagonista dos acontecimentos, assistiu a tudo bestializado, sem compreender o que se passava, julgando ver talvez uma parada militar”.
Muita coisa foi mudando como não poderia deixar de ser. Vários movimentos aconteceram. Alguns, como as diretas já e o impeachment do ex-presidente Fernando Collor levaram o povo às ruas. Mas sempre houve lideranças partidárias, sindicais, apoios da Igreja e de estudantes que conduziram multidões. Em showmícios a massa aplaudia entusiasticamente tanto oradores políticos quanto artistas preferidos do grande público.
Na era Lula/PT em que a decadência partidária avança, os valores se extinguem, a corrupção sempre havida é exacerbada de modo impressionante juntamente com a impunidade dos “colarinhos brancos” e a propaganda transforma cidadãos em bestializados, aconteceram fatos que o domínio petista não deve ter digerido bem.
Um deles foi o sonoro não ao desarmamento da população, em plebiscito levado a cabo por ordem de Lula da Silva. Posteriormente, um movimento via internet ajudou a pressionar parlamentares para que a famigerada CPMF, que está prestes a ser ressuscitada pela presidente Rousseff, fosse extinta. Outros abaixo assinados como aquele a favor da “ficha limpa” ou centenas de artigos e de opiniões críticas ao governo que se entrecruzam em e-mails mostram que, ao contrário dos muitos satisfeitos, por enquanto, com sua situação financeira, uma minoria consciente das classes médias que lê jornais e revistas começa a perceber que a avassaladora corrupção que se espraia por todos os cantos do poder é danosa aos interesses da nação.
Surgiram, porém, criticas entre os próprios internautas. Muitos dizem que não basta escrever, seria preciso agir, ganhar as ruas, expressar publicamente a indignação.
A Internet ficou pulsando até aglutinar um movimento espontâneo que fez do virtual o real, materializando no sete de setembro em vários Estados e, principalmente, em Brasília, milhares de pessoas, sobretudo, jovens, que tiveram como foco o combate à corrupção. Pela primeira vez um movimento não teve líderes, foi consciente, apartidário, não expressava ideologia tanto de esquerda quanto de direita, não era individualizado, mas em defesa de um objetivo comum.
Digam os críticos desse inédito acontecimento que ele é efêmero e difuso, queiram alguns espertamente se apropriar dele, mas o fato é que brasileiros foram ao desfile de sete de setembro e assistiram a parada militar não como bestializados, mas como cidadãos. Tomara que esses compatriotas sejam o fermento de uma progressiva transformação rumo à consciência cívica que tanto nos falta.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.com.br
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

MOVIMENTO ACORDO JÁ! - A LUTA CONTINUA.

BLOG DOS APOSENTADOS E DEMITIDOS DA VARIG.
domingo, 7 de agosto de 2011
Funcionário da Varig culpa Lula e Dilma pela tragédia que aconteceu com a empresa e com seus empregados. Jornal Tribuna da Imprensa. 07 de agosto de 2011. Retirado do site o Cão que fuma do Comissário Aposentado Varig Jim Pereira
José Paulo de Resende
Vejo sempre a preocupação do blog da Tribuna em defender classes de trabalhadores que são sempre explorados pelos governantes, como os trabalhadores da Varig, que após 5 anos e 4 meses continuam passando pelas piores privações possíveis.
Já são 582 falecidos desde o dia da intervenção no Fundo de Pensão Aerus Varig, no dia 12 de abril de 2006. Até hoje o STF (Supremo Tribunal Federal) não colocou em julgamento o processo da defasagem tarifária devida pela União à Varig, que poderia resolver este terrível problema que assola a todos nós. A companhia aérea ganhou em todas as instâncias jurídicas por onde este processo passou e só falta o Supremo colocá-lo em julgamento.
A dor e o sofrimento por que todos nós passamos são insuportáveis. É desesperador ver em condição de penúria e miserabilidade tantas pessoas que trabalharam a vida toda para levar o nome do Brasil e a bandeira brasileira, nas asas da Varig, aos quatro cantos do mundo.
Há entre nós idosos que só recebem míseros 102 ou 129 reais de benefícios do Aerus. Pagaram por um longo período de suas vidas em seus contra-cheques para poderem, quando aposentados, aproveitarem e terem uma renda digna, e hoje todos nós somos obrigados a receber merrecas destes benefícios.
Vocês, deste destemido blog, não liguem para os defensores de Dilma e Lula, porque esta senhora e este senhor poderiam ter ajudado a Varig lá atrás (em 2006) a sair da enorme crise em que se encontrava, mas preferiram virar as costas para aquela que foi uma das maiores empresas aéreas brasileiras, com 79 anos de serviços prestados ao povo brasileiro e ao país.
Lula e Dilma viraram as costas para os trabalhadores e respectivos familiares, que hoje passam por enormes dificuldades.
Espero algum dia poder ajudar financeiramente este jornal online. Por enquanto, meus R$ 682 de benefícios do Aerus não me permitem. Qualquer dinheiro faz falta para minha família. Eu recebia em março de 2006, antes da intervenção no Fundo de Pensão Aerus Varig o valor bruto de R$ 3.475 e hoje só percebo estes míseros R$ 682.
Paguei durante 17 anos um Fundo de Pensão de Previdência Privada para ter uma aposentadoria digna e hoje, assim como milhares de trabalhadores da Varig, tenho apenas uma aposentadoria indigna.
Continuem denunciando todos os demandos e falcatruas que acontecem no Brasil. Parabéns pela sua coragem e determinação. Helio Fernandes deve ter orgulho de ter um blog como este.
Texto: José Paulo de Resende é comissário aposentado da Varig, Tribuna da Imprensa, 07-08-2011
Título: Tribuna da Imprensa
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 31 de julho de 2011

OI, LULA!

Folha de São Paulo - 31/07/2011.
"Oi banca R$ 300 mil de peça estrelada por neta de Lula

Depois de socorrer uma empresa do filho do ex-presidente Lula, a Oi vai financiar peça de teatro que terá no elenco uma neta do petista, informa reportagem de Nádia Guerlenda Cabral, Andreza Matais e Fernanda Odilla, publicada na edição deste domingo da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A produção, que busca patrocínio há um ano e três meses, conseguiu a ajuda após promover na mídia a participação da jovem. A peça "Megera Domada", de Shakespeare, marcará a estreia de Bia Lula, 16, filha de Lurian Lula da Silva, nos palcos.
Bia Lula, neta do ex-presidente, estreia nos palcos em peça patrocinada pela Oi
A Oi é a única empresa até agora a patrocinar o projeto via Lei Rouanet. A tele vai bancar R$ 300 mil, quase metade do custo da produção, de R$ 639,4 mil.
Em 2005, a Oi aplicou recursos numa empresa de um dos filhos de Lula. A Gamecorp, de Fábio Luís Lula da Silva, recebeu R$ 5 milhões da então Telemar --uma concessionária de serviço público. O negócio é alvo de investigação da Polícia Federal.
OUTRO LADO
A Oi afirmou que "é uma das maiores patrocinadoras de projetos culturais" do país e que "não opina no processo de seleção do elenco". A tele negou ainda ter sido beneficiada por decisões do governo.
A assessoria do ex-presidente Lula disse que ele desconhece o patrocínio. "É uma operação entre a Oi e a produção da peça. Lula não tem nada a ver com isso."
O produtor Oddone Monteiro disse que convidou Bia Lula para participar do elenco porque sabia que ela atrairia a atenção, mas negou que tê-la na peça ajude no patrocínio. O Ministério da Cultura informou que a prorrogação da captação de recursos está dentro dos trâmites e prazos".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PÁUL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 15 de julho de 2011

“QUEM SE DESCULPA SE ACUSA” - GENERAL FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO.

“QUEM SE DESCULPA SE ACUSA”
AUGUSTUS, Imperador Romano, (63 a.C – 14 d.C)

Já lá se vão anos e o tempo correndo e vozeia-se, fala-se e grita-se que estamos em crise. Os cegos políticos vão alardeando que é uma CRISE política. Os economistas baralham os números e afirmam que ELA é econômica e os sociólogos, jornalistas e outras especialidades enxergam o viés social, levando até para a luta de classe, pregando democracia e igualdade, quando já foi democracia e liberdade.
Estas crises (política, econômica ou social, militar não mais) podem sofrer tratamentos diversos. No primeiro caso, há pelo mundo afora e aplica-se o fechamento do Congresso, substituição de presidente, reformas constitucionais etc. No segundo caso fecha-se o câmbio, aumenta-seimpostos ou emissão de moeda, aumenta-se a dívida etc. Já no campo social vai se aumentando as promessas como plano de construção de casa, bolsas de ajuda de diversos tipos, distribuição de leite. Aplica-se o grande remédio usado pelos ro manos: PÃO E CIRCO.
Todos os remédios empregados acima já foram ou estão sendo aplicados no Brasil. O importante é que a CRISE continua e cada dia mais grave. Os doutos esquecem que há em curso uma CRISE muito mais grave. Há no Brasil uma CRISE GRAVÍSSIMA, que a CRISE ÉTICA E MORAL. Tudo é válido por um apartamento de seis milhões, por um BMW e por uma mulher, nova bonita e cheirosa como canta a canção popular: “que é o que faz um homem chorar”.
A história está aí para ser lembrada. ROMA dominava o mundo e a Crise Moral a destruiu. A mulher romana, as mães dos filhos que constituíam as Legiões, deixou de ser a coluna que sustentava a sociedade romana, para se deleitar nos banhos públicos e a Águia Romana sendo conduzidas pelos soldados pagos de outras culturas. Continuemos na história. Vem a Revolução Francesa. A sociedade apodrecendo e o brilho das madames Pompadour ou das Du Barry satisfaziam aos corruptos e pervertidos da época (casa da luz vermelha). Disse o Barão de Turgot, seu ministro da fazenda, ao rei LUIS XVI: “temos que evitar inadimplência, evitar aumento de impostos, evitar empréstimos”. A corte foi contra Turgot e o Rei perdeu a cabeça na
guilhotina. O sangue correu nas sarjetas das ruas de Paris. Sangue de inocentes e culpados, inclusive a cabeça da Du Barry rolou. Passemos à Revolução Russa. Quem conhece a história da Rússia sabe que o sistema implantado a ferro e fogo por Ivan o Terrível, foi se deteriorando. A
sociedade cheia de vaidades e pompas pisava no povo. Ainda algumas medidas foram tentadas. Explodiu face as derrotas em 1910 e 1917 e a franqueza e a podridão que moravam nos PALÁCIOS, onde RASPUTIN era o símbolo da degradação moral.. PAZ, TERRA E PÃO eram as novas promessas. Quem conhece o livro - "STALIN – A corte do TZAR Vermelho” - pode compreender o sofrimento de um povo. Os Gulags, os milhões mortos pela fome, pela guerra e pela estatização da terra pode entender a desgraça da CRISE MORAL E ÉTICA numa
sociedade. Um outro exemplo é Hitler com a promessa da purificação da raça e a Alemanha dona do mundo. Stalin e Hitler são os maiores assassinos do século XX e tudo prometeram. Chega de história, pois temos aí CUBA e outras promessas de liberdade, vida fácil e os pelotões de fuzilamento matando em nome da liberdade.
Voltemos ao Brasil. Vamos para a “ilha da Fantasia” – Brasília – onde as casas suntuosas, os desfiles de mulheres bonitas, as festas disputadas pelos que procuram o brilho do dinheiro fácil. Risos vulgares, amizades conquistadas pela hipocrisia do fausto. É o mundo deslumbrante dos Palácios, onde os decotes mostram os seios que não amamentam os filhos da Pátria (Legiões) e sim, o brilho dos olhos decrépito s carcomidos pela ganância do PODER.
As CRISES PALOCCI, MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES, CAMPINAS, E OUTRAS E OUTRAS são apenas a continuação da degenerescência da SOCIEDADE BRASILEIRA. Vão ao SENADO e falam mentiras, lorotas, gabolice, tentando enganar, fraudar, falsear a VERDADE e há senadores que batem palmas falsas.
A última crise ou a próxima confirmam o que disse AUGUSTUS: “QUEM SE DESCULPA SE ACUSA”. Até o ex-presidente correu à capital para se desculpar e colocar em forma os corruptos e defender o indefensável. A autoridade da Presidente foi pisada e ELA, também, brigada, como LUIS XVI, ficou com a corte e pode perder a cabeça amanhã.
Diz um ditado chinês: “podemos escolher o que queremos plantar, mas
colhemos o que plantamos”. Estão plantando MENTIRAS e não irão colher
VERDADES.
FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO
GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO

(publicado originalmente no blog do Grupo Guararapes)
JUNTOS SOMOS FORTES
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 14 de julho de 2011

DIRETO AO PONTO - AUGUSTO NUNES.

Direto ao Ponto - Augusto Nunes - Veja
3/07/2011 Direto ao Ponto
Augusto Nunes - Veja
A trinca de jovens milionários deveria ser convocada pelo governo para montar o programa Primeira Empresa.
Fábio Luís Lula da Silva era monitor do zoológico de São Paulo quando a chegada do pai à Presidência da República, em janeiro de 2003, animou-o a tentar a sorte como “produtor de conteúdos digitais”. Um ano depois de fundar a Gamecorp, soube que o que parecia um negócio de fundo de quintal era tudo o que a Telemar procurava. Pelo privilégio de tornar-se sócio minoritário do empreendimento, o gigante da telefonia pagou a Lulinha R$ 4 milhões. Aos 35 anos, está rico e é um dos orgulhos de Lula, que credita o sucesso fulminante ao talento empresarial do filho.
Israel Guerra era um medíocre funcionário público quando a crescente influência da mãe na Casa Civil, chefiada pela melhor amiga Dilma Rousseff, animou-o a tentar a sorte como “consultor de negócios”. Fundada em julho de 2009, a Capital Assessoria e Consultoria especializou-se em abrir portas de ministérios e estatais a empresas interessadas em fechar acordos ou resolver pendências com o governo. Os lucros subiram espetacularmente a partir de março de 2010, depois da promoção de Erenice a ministra. Vítimas da gula excessiva, a mãe perdeu o cargo e o filho, hoje com 33 anos, perdeu a clientela. Erenice continua jurando que o garoto fez sucesso, e logo voltará a fazer, por esbanjar talento na formação de parcerias.
Gustavo Morais Pereira era um arquiteto recém-formado quando a chegada do pai ao comando do Ministério dos Transportes o animou a tentar a sorte como “empresário no ramo da construção civil”. Em 2005, aos 21 anos, fundou a Forma Construções. Em 2007, graças a triangulações envolvendo fregueses do ministério a serviço da família, o filho de Alfredo Nascimento havia multiplicado por 86.500% o patrimônio da empresa. A descoberta da quadrilha do PR e a queda do pai sugerem que o arquiteto de 27 anos prosperou usando como gazua a carteira de identidade. Nascimento garante que o garoto nasceu para construir fortunas.
A reportagem publicada na seção O País quer Saber informa que o Ministério Público investiga os três exemplos de enriquecimento súbito. Se ficar provado que subiram na vida pendurados no parentesco, os
filhos de Lula, Erenice e Nascimento confirmarão que a incapacidade de enxergar a fronteira entre o público e o privado é uma disfunção hereditária ─ e que a desmedida confiança na impunidade vem junto com o sobrenome. Se não têm culpa no cartório, se não derraparam no tráfico de influência, não podem ficar fora do governo. Casos de polícia aparecem de meia em meia hora. Casos de sucesso são bem menos frequentes. Casos como esses três são raríssimos.
O governo Lula criou o programa Primeiro Emprego. Dilma Rousseff deveria encomendar à trinca o programa Primeira Empresa. Em vez de um emprego com carteira assinada, os inscritos ganhariam uma
pequena empresa. E aprenderiam com os jovens mestres como se fica milionário em dois ou três anos.
Postado por Ricardo Oscar vilete Chudo às 05:23
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 2 de julho de 2011

PRINCÍPIO GULAG - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

“PRINCÍPIO GULAG”
Maria Lucia Victor Barbosa

02/07/2011
O Brasil está vivendo uma verdadeira septicemia corruptiva, uma infecção moral generalizada, cujo maior fomentador tem sido o ex-presidente Lula da Silva.
Ao patrocinar a corrupção política dizendo sempre que nada sabe, nada viu; ao institucionalizar a prática de comprar parlamentares que foi apelidada de “mensalão”; ao abençoar companheiros aloprados; ao pregar que “se todo mundo faz nós também podemos fazer”; ao proteger o assassino Cesare Battisti rompendo tratado internacional ou acolher bandidos das Farc, ele sinalizou que tudo pode ser praticado impunemente. Acrescente-se que no momento a impunidade foi reforçada pela última invenção jurídica, segundo a qual, praticamente ninguém vai preso e quem está preso vai ser solto.
Lula da Silva, é claro, não inventou a corrupção brasileira, mas a elevou a um grau assustadoramente alto. Hoje, só não rouba quem é honesto por princípio, por berço, por caráter. Porque as oportunidades estão escancaradas para quem quiser e, detalhe, sem riscos.
O ex-presidente, que aparece ostensivamente quando sua afilhada política fraqueja e vacila, o que tem sido uma constante, indicou os principais ministros do atual mandato, companheiros que já o haviam servido. Entre eles, o reincidente Antonio Palocci, querido do mercado, mas famoso, entre outros casos, pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo o que no governo Lula ensejou sua queda. Como pessoas dificilmente mudam, Palocci despencou novamente envolvido numa cadeia de ilegalidades que foram fartamente noticiadas e documentadas pela imprensa. Como aconteceu com Lula da Silva, para que Rousseff não fosse atingida, Palocci bateu em retirada. Isto se deu de forma triunfal, em auditório estrategicamente lotado com sabujos palacianos que aplaudiram Palocci delirantemente.
Escândalos, que durante os dois mandatos de Lula da Silva explodiram em escala nunca vista continuam atingindo altas autoridades, que seguem impávidas no país onde tudo é permitido. Se a pessoa é “amiga do rei”, pode ficar sossegada.
Esse, por exemplo, é o caso do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que se veio à televisão execrar os bombeiros aos quais paga salário de R$ 950,00, chamando-os de vândalos e delinquentes, não apareceu para explicar suas nebulosas ligações com a iniciativa particular. As “zelite”, como diz Lula da Silva, o que significa na língua “petê” os “malditos capitalistas” que sustentam campanhas milionárias, inclusive, as presidenciais, tendo depois sua “justa” paga em bilhões através de favorecimentos públicos.
Junte-se ao espetáculo da avassaladora corrupção, o do cinismo extremo. Recentemente isso pode ser ilustrado pela performance do ministro Aloísio Mercadante que, acuado pelo fogo amigo, negou ter chefiado o “Dossiê dos Aloprados”, sórdida montagem de dados falsos que visava derrubar a candidatura do tucano José Serra ao governo de São Paulo. Aliás, desse tipo de dossiê o PT entende.
No país onde existe licença para roubar e para matar; que direitos humanos são apenas para bandidos; que é claro o objetivo de manter as novas gerações na ignorância ensinando que o certo é o errado, que 10 – 7 = 4; que a sociedade se encontra moralmente corrompida não sabendo mais distinguir entre o certo e o errado; outro enorme malefício, pouco notado, é inoculado pelos “intelectuais orgânicos” petistas. Vou chamá-lo de “princípio gulag”.
Este termo pertence a Vladmir Bukovsky, autor do “Tratado de Lisboa”, dirigido aos portugueses e aos demais europeus. Afirma o autor: “Na URSS tínhamos o gulag”. “Creio que ele existe também na UE, mas um gulag intelectual, designado por politicamente correto”.
De forma impressionante essa característica se adequa com perfeição também ao Brasil, pois conclui Bukovsky:
“Experimentem dizer o que pensam sobre questões como raça e sexualidade”. “Se suas opiniões não forem ‘boas’, ou seja, não forem politicamente corretas, vocês serão marginalizados”. “E isto é o começo do que podemos chamar de princípio gulag, ou seja, o começo da perda da liberdade”.
Lula da Silva diz que não é de esquerda e o PT, para conquistar o poder máximo da República, acalmou o sensível mercado. Curiosamente, porém, o PT age com métodos totalitários, pois a propaganda anestesiou a sociedade que se quedou extasiada diante da retórica inflamada de um pequeno Hitler terceiro-mundista. Ao mesmo tempo, palavras pervertidas apareceram com uma visão deslocada que deforma a perspectiva de conjunto. O PT criou uma “novilíngua” adaptada ao politicamente correto. Assim, somos confrontados a um astigmatismo social e político. Enxergar de outro modo seria preconceito o que acarreta autocensura. A continuar assim o PT não sai do poder nem daqui a vinte anos.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A FÁBULA DO CASEIRO DE R$ 39 MIL E DO MINISTRO DE R$ 7,5 MILHÕES - REINALDO AZEVEDO.

Veja On Line / Blog Reinaldo Azevêdo.
19/05/2011 às 20:27
A fábula do caseiro de R$ 39 mil e do ministro de R$ 7,5 milhões

No post anterior, vocês lêem trecho de reportagem da Veja Online em que o caseiro Francenildo faz uma pergunta sobre o caso Palocci: “Por que ele não explicou de onde veio o dinheiro? Eu tive de explicar”.
Com uma pergunta muito simples e uma constatação, esse rapaz desconstrói, mais uma vez, Antonio Palocci. É isto: por que o coitado teve de explicar tudinho, e o nababo não precisa explicar coisa nenhuma?
O fato é que o ressurgimento de Palocci no noticiário, não exatamente nas páginas do jornalismo de exaltação, lembra-nos a barbaridade que foi o caso Francenildo, não é mesmo? Um homem pobre, simples, que pertence àquele tal “povão” tão exaltado por Lula, quase foi esmagado pela soma das máquinas do estado e do partido oficial. Teve seus direitos constitucinais violados. Pecado: ele tinha R$ 39 mil na conta e era alguém que testemunhara que o então poderosíssimo ministro da Fazenda freqüentava uma casa de pecados, também os políticos, em Brasília.
O caseiro, de fato, derrubou o ministro — que, como se vê, não ficou na chuva. Eleito logo depois, montou a sua “consultoria” e juntou a fortuna à fama. O que teve seus direitos constitucionais violados vai receber, não havendo protelação, R$ 500 mil de indenização. O então ministro que bisbilhotou a sua conta ganhou uma bolada como consultor, tanto que torrou R$ 7,5 milhões em dois imóveis.
Não é luta de classes no molde marxista exatamente. Estamos diante de um troço diferente. Os petistas formam a nova aristocracia brasileira. Como se sabe, por laços de parentesco e simpatias partidárias, ela tem direito até a passaportes diplomáticos.
Ah, sim: a jornalista que “bateu o fio” para o então ministro sobre a grana do caseiro, Helena Chagas, é a chefona da área de comunicação do governo. Exerceu o mesmo papel na campanha de Dilma. Por indicação de Palocci.
Desta feita, o algoz de Palocci, tudo indica, não é um caseiro, mas um “companheiro”. Quem? A esta altura, o ministro já conhece o preço do bom comportamento com quem o tem na mira. Francenildo se danou apenas porque contou o que viu. Não havia pedido nada em troca.
Por Reinaldo Azevedo
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

O CÍNICO CLEPTOPETISMO - ALEX MEDEIROS.

O cínico cleptopetismo
Alex Medeiros

Postado em 17/5/2011 às 09:52:57hs
Gilberto Carvalho, o homem-sombra de Luiz Inácio e versão Gregório Fortunato do diretório nacional do PT, disse que “não cabe investigar o passado”, num comentário em defesa do companheiro Antonio Palocci, o ministro mais forte de Dilma Rousseff.
É ridícula, risível e nojenta a fala do super-secretário petista, um especialista em varrer lixo petralha para debaixo dos tapetes da indecência. Logo o PT, um franco-atirador quando se trata de olhar para trás e avaliar o “derrière” reputativo dos adversários.
Nenhum partido ou quadrilha (no Brasil é tudo a mesma coisa) conseguiu acumular a quantidade de deslizes morais, desvios éticos e atos de corrupção do que o PT na história desse País. E nenhum também condenou tanto os crimes dos outros.
Criado e formado por intelectuais marxistas e ex-presos políticos que desembarcaram do exílio nas portas das fábricas do ABC paulista em fins dos anos 1970, o Partido dos Trabalhadores construiu sua trajetória infiltrando militantes nas greves operárias.
Durante três décadas, tendo que engolir as chamadas “regras burguesas” do processo eleitoral e da redemocratização idealizada pelo general Golbery do Couto e Silva e ofertada pelo então presidente João Figueiredo, o PT foi cimentando seu caminho.
Para almejar a conclusão da obra partidária, lançou mão de ferramentas estratégicas, como a ocupação dos sindicatos, das escolas e faculdades, dos conselhos comunitários e das comunidades de base da igreja católica, sempre num discurso classista.
No acúmulo de derrotas nas urnas, o partido juntou experiências e assimilou truques e traquejos dos velhos partidos que combatia. Ao mesmo tempo em que acusava o inimigo, ia assumindo alguns dos seus costumes e absorvendo maledicências.
Jamais abandonou o discurso bem ensaiado de repercutir à exaustão os erros e indignidades na atividade pregressa dos outros partidos à direita do espectro socialista em que a agremiação foi forjada. Até legendas aliadas eram alvos do purismo petista.
Trinta anos de retórica e verborréia ideológica resultaram em votos para o PT, onde também foi relevante a lavagem cerebral nas gerações universitárias em mãos de professores marxistas e/ou stalinistas, formando um exército de jovens zumbis.
Os votos deram acesso à máquina pública, que por sua vez deu poder e status quo aos reles parasitas de sindicatos e aos vagabundos grevistas, transformados na nova casta de barnabés aquinhoados com as facilidades do erário. O paraíso havia chegado.
Estava realizado o que era apenas slogan publicitário: “um novo mundo é possível”. Aboletados nos cargos públicos, cujas vagas tiveram aumento exponencial durante os anos Lula, sem falar nos governos regionais e municipais, o PT fez feira e fortuna.
Durante essa trajetória de causar inveja às famílias sicilianas, muitos foram os militantes dignos que pularam fora do esquema. Já não se contam nos dedos as personalidades que demonstraram honradez e moral ideológica para refutar a aventura “a la Arena”, o solapador partido dos generais e coronéis.
Como numa leitura enviesada de um filme de ficção científica, o Partido dos Trabalhadores fez sua “viagem de volta ao passado”, reeditando diuturnamente os mesmos deslizes morais e desvios éticos daqueles que criticou por três décadas.
Quando Gilberto Carvalho tem a cara-de-pau de dizer que não “cabe investigar o passado” de Antonio Palocci, um passado que – diga-se – é muito recente, consegue ser mais cínico do que os malufistas em seus apelos advocatícios prescribentes.
No país em que os petralhas criaram até um arremedo de ministério da revanche, aonde uma famigerada “comissão da verdade” quer rasgar a Lei da Anistia para procurar pêlos de cavalo no ovo da História, é piada de mau-gosto os argumentos do Carvalho.
Pois se querem os petistas escarafunchar os bolsos e gavetas dos defuntos da ditadura militar, então que não venham com a esfarrapada desculpa de que não se pode mexer nas contas e cuecas dos seus aloprados, mensaleiros e muito vivos consultores.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 23 de abril de 2011

CLASSE C: UM FATO CRÍTICO

CLASSE C: UM FATO CRÍTICO
Maria Lucia Victor Barbosa

20/04/2011
Um fato crítico em ciência significa um fato que prende a atenção e, que por isso, precisa ser explicado. A classe média baixa ou C tornou-se um fato crítico por alguns motivos. Entre eles é preciso explicar que a ascensão de parcela da classe baixa ou D à classe C, tem sido usada pelo governo petista como feito unicamente seu, mas, principalmente, como ato redentor de Lula da Silva, o salvador da pátria.
Todavia, a política distributivista que proporcionou a mobilidade social ascendente de uma parcela de brasileiros foi um processo desencadeado no governo de Fernando Henrique Cardoso. Prosseguiu no governo Lula com o apelo constante ao consumismo facilitado em suaves prestações e caridades oficiais.
Fundamentalmente, porém, a melhoria do nível de vida da população brasileira como um todo foi impulsionada pelo Plano Real de FHC, que domou a inflação e estabilizou a economia. Sem isso seria impossível grandes mudanças na pirâmide social.
Recentemente a classe C tornou-se de novo fato crítico a merecer explicação. Isso se deu quando o ex-presidente FHC, em artigo para uma revista, sugeriu ao seu partido, o PSDB e aliados, investir na classe C na medida em que o PT domina os movimentos sociais e o “povão”.
Bastou a palavra “povão”, muito usada pela esquerda, para os petistas e o populista Lula erguerem as bandeiras, rufarem os tambores e caírem de pau em cima de FHC, como é de seu costume. Lula, que parece desenvolver um sentimento doentio de inferioridade com relação ao tucano, aproveitou a deixa para espalhar que FHC e o PSDB detestam pobres. Nada a ver, é claro. FHC apenas pensou politicamente, pois as classes médias A, B e C constituem a maioria ou, aproximadamente, 52% da população brasileira. Só na classe C estão aproximadamente 38,8% dos brasileiros com carências e aspirações de várias espécies, portanto, um espaço especial para o trabalho dos políticos.
Diga-se de passagem, que o conceito de classe social varia na concepção de vários sociólogos e não cabe num pequeno artigo aprofundar o tema. Para para citar uma definição escolho a do sociólogo Max Weber, segundo o qual “classes são agregados de indivíduos que têm as mesmas oportunidades de adquirir mercadorias e exibem o mesmo padrão de vida”. Acrescento que classes sociais, em que pese o mundo massificado em que vivemos, possuem comportamentos, valores e atitudes diferenciados que possibilitam distingui-las.
A parcela da classe C que emergiu da classe D, não pode deixar também de apresentar características de psicologia coletiva que a faz subserviente em relação aos que estão em posição superior, mantendo no fundo a aspiração de ser igual ou ter o mesmo padrão de vida das classes mais altas. Afinal, o ser humano sempre quer ter mais de forma insaciável, inclusive, prestígio. Mas, para alcançar o status mais elevado os indivíduos da classe C teriam que ultrapassar sua origem familiar, casamento, história profissional e instrução. Isso é possível para alguns ou para muitos indivíduos, mas, dependendo das circunstâncias econômicas, a mobilidade pode ser ascendente ou descendente. Do jeito que a inflação segue descontrolada, dos mecanismos governamentais que desesperadamente tentam contê-la penalizando os que já se acostumaram com as facilidades do crédito, não é difícil que parcela da classe C retorne à classe D ou até à mais baixa classe E.
Observe-se ainda, que nem todos os que pertencem à classe C chegarão como num passe de mágica a professores universitários, profissionais liberais, funcionários públicos, altos cargos burocráticos ou políticos como os “colarinhos brancos” das classes médias A e B. Entretanto, não só as dádivas caídas dos céus estatais e a ampliação da burocracia, mas os empregos propiciados pela iniciativa privada e a multiplicidade de novas funções geradas pelo avanço da tecnologia e pelos meios de comunicação da sociedade globalizada, possibilitaram a parcela da classe D ascender e integrar a classe C que, frise-se, já existia e apenas se tornou mais numerosa.
Lembremos também que a Educação chegou a um nível tão baixo de qualidade, que há falta de mão-de-obra mais especializada e sofisticada, estando os grandes empresários obrigados a importar profissionais do exterior. Num extremo oposto, faltam operários da construção civil porque o segmento da classe D, que ascendeu à classe C, já não aceita o trabalho pesado e mal remunerado dos que constroem os cada vez mais numerosos edifícios nas metrópoles e nas cidades de porte médio.
Duas características marcam também todas as classes sociais: o individualismo e a indiferença política. Apenas em épocas de campanha algum interesse aparece. Concentra-se em determinado ou determinados candidatos com potencial carismático ou demagógico, capazes de propiciar vantagens individuais. Nenhuma ideologia ou questões de princípios estão presentes nas campanhas onde as propostas dos postulantes aos cargos públicos quase não se distinguem e os partidos são meros clubes de interesses.
Finalizando concordo com o pensamento de C. Wright Mills em sua obra “White Collar”, adaptando-o a nossa realidade:
As posições particulares como indivíduos de nossas classes médias é que determinam a direção para onde elas se encaminham. Mas seus indivíduos não sabem para onde ir. Por isso vacilam, confusos e hesitantes em suas opiniões, desordenados e descontínuos em suas ações. Formam um coro medroso demais para protestar, histérico demais em suas manifestações de aprovação. Constituem uma retaguarda. Estão à venda no mercado político e qualquer um que pareça bastante confiável tem probabilidade de comprá-las.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CEM DIAS!

FOLHA DE SÃO PAULO – EDITORIAL
CEM DIAS
10/04/2011

Ao chegar hoje à marca simbólica dos cem dias, o governo Dilma Rousseff já permite discernir o estilo da presidente e os rumos que pretende imprimir à administração. Como era de prever, a tônica tem sido a continuidade em relação ao governo anterior. Isso não se deve somente ao fato de a candidatura Dilma ter prosperado no bojo da imensa popularidade do então Presidente Lula. Qualquer sucessor seria levado a manter a orientação geral de um governo que, merecendo críticas pertinentes, apresentou um saldo muito favorável em suas políticas econômica e social.
São notórias, ao mesmo tempo, as correções de rota. Não é apenas a conduta mais contida que contrasta com a exuberância, nem sempre adequada, do antecessor. Se Lula já havia diluído o teor dogmático do programa petista, cancelando na prática a maioria de seus clichês, Dilma parece fazer um governo ainda menos ideológico, em que a ênfase está no gerenciamento dos problemas. Assim, após um ciclo de gastança, o governo puxa as rédeas da despesa pública, ao determinar corte de R$ 50 bilhões no Orçamento e adotar uma política dura, ao menos no curto prazo, em relação ao salário mínimo. Fazenda e Banco Central, atuando com mais harmonia do que no passado, parecem devidamente atentos ao dilema de conter uma inflação renitente sem empregar medidas que reduzam o crescimento a menos de 3% ou 4% ao ano.
A política externa recuperou o equilíbrio perdido. Sem renunciar à desejável afirmação da autonomia nacional e ao pleito de mais equidade nas relações entre os países, abandonou-se a atitude seletiva para com valores internacionais, tais como os direitos humanos, que nos aproximava de regimes autocráticos e gerava desnecessário atrito com os países desenvolvidos. Estes precisam ser confrontados não em torno de fantasias ideológicas, mas de contenciosos concretos, que não faltam.
Ciente de que, apesar da vitória indiscutível, metade do eleitorado não sufragou seu nome, Dilma Rousseff tem procurado ampliar apoios e reduzir arestas com adversários. Isso implica cultivar a classe média emergente e seus valores de êxito pessoal. Implica também usar o formidável poder do Executivo federal para manter vasta gama de partidos e oligarcas sob controle do governo. Sem alterar os péssimos costumes políticos do país, o Planalto até agora não deu mostra de abusar deles.
Mas nem tudo são rosas. Há dúvidas sobre a capacidade de implantar a pouca disciplina fiscal a que o governo se propôs. Preocupam tanto a exagerada valorização do real, que castiga a indústria e as exportações, como o risco de a inflação escapar ao controle por erros de dosagem em seu combate. E o governo emite sinais contraditórios, como no repasse de R$ 55 bilhões ao BNDES, que expande o crédito e estimula a demanda, contribuindo para a pressão inflacionária.
O espírito gerencial por vezes se mostra abusivo, como no dirigismo estampado nas recentes interferências no comando da Caixa Econômica Federal e da Vale. Ao mesmo tempo em que os investimentos em infraestrutura são elevados, com toda razão, a prioridade máxima, o governo tarda em organizar as oportunidades de parceria entre empresas e poder público capazes de viabilizar as inversões. Não é segredo que o país está atrasado na preparação de eventos como a Copa do Mundo (2012) e os Jogos Olímpicos (2016). Indefinições pairam sobre obras controvertidas, como o trem-bala a ligar Campinas ao Rio, e projetos polêmicos, como a reforma do Código Florestal.
Mais preocupante, talvez, é a falta de um programa de governo que vá além da gestão cotidiana. Receou-se na campanha que o esmagador predomínio governista no Congresso Nacional ensejasse alguma aventura autoritária; pergunta-se hoje o que a presidente pretende fazer com tamanha maioria. As reformas previdenciária e tributária continuam à espera de um governo disposto a realizá-las. O gasto público precisa ser contido a longo prazo e a taxa de investimento precisa crescer. A educação pública de qualidade ainda é uma miragem.
Apesar do início auspicioso, não faltam, como se vê, lacunas e desafios.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO