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domingo, 6 de fevereiro de 2011

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: VERGONHA! VERGONHA! VERGONHA!

Os sinais da existência de acordos entre os traficantes de drogas e o atual governo estadual cada vez ficam mais evidentes. A cada operação as evidências ficam maiores e hoje não foi diferente na mega operação realizada no Centro do Rio de Janeiro.
O "Triplo T" foi usado novamente, a "Tática da Transferência de Traficantes", com o costumeiro aviso prévio para promover uma transferência tranquila.
Não prenderam ninguém, como está acontecendo em outras ocupações.
Os traficantes simplesmente se mudam para outras comunidades e continuam vendendo drogas nas comunidades ocupadas, gastando muito menos, pois não precisam comprar armas e munições, nem pagar soldados, fogueteiros, etc.
As ocupações são um ótimo negócio para o tráfico.
Alguns deles serão absorvidos pelo tráfico dessas novas comunidades, outros implantarão o tráfico em comunidades menores e um grupo terá que ir para as ruas para praticar assaltos, usando seus fuzis.
Isso não ocorre em nenhum lugar do mundo: o governo transferir criminosos de uma comunidade para outras.
Inacreditável que a mídia não destaque esse "crime" contra as outras comunidades.
E pensar que tudo pode ter começado com o PAC, as obras do PAC no Complexo do Alemão, momento onde pode ter ocorrido a primeira "conversa".
Os indícios são cada vez mais robustos.
Vergonha!
Vergonha!
Vergonha!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 22 de janeiro de 2011

TRIBUNA DA IMPRENSA
sábado, 22 de janeiro de 2011 | 05:07
Ex-secretário do Ministério da Ciência e Tecnologia deixa o governo Lula muito mal, e a presidente Dilma Rousseff, também.
Helio Fernandes
O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia pediu demissão. Convocado para depor no Congresso, desmentiu Aloizio Mercadante, o ministro, e não poupou a presidente Dilma Rousseff. Que sofre acusação frontal, antes de completar um mês, dominando o Planalto-Alvorada.
Afirmou sem qualquer hesitação e sem esconder nenhuma palavra: “O governo falou muito e não fez nada. Se tivesse feito, não teria havido a tragédia da região serrana”. Quem vai desmenti-lo?
O indicado deve ir se municiando para desarmar a “bomba-relógio” colocada pelo ex-secretário Luiz Antonio Barreto de Castro. Por exemplo, textual: “Tentei incluir no PAC, INVESTIMENTOS DE 115 MILHÕES (isso mesmo, 115 milhões) para implantar um sistema de ALERTA com radares, não consegui”.
É evidente que alguém irá desmentir, de ordem da presidente Dilma. Afinal, como poderosa antes de se eleger, era chamada de “MÃE DO PAC”. Então se preparem para mais um item-afirmação de Barreto de Castro: “Vim aqui para confessar que não fizemos nada para evitar essa tragédia”.
***
PS – Agora terão que gastar 5 BILHÕES para realizar e implantar a obra para cuja execução, pediram 115 milhões.
PS2 – Além dos 5 bilhões (47 vezes mais do que o total pedido ao PAC), precisarão de 4 anos para que o projeto fique pronto. E o verão de 2012, 2013, 2014 e que sabe, 2015?
PS3 – Sem falar (novamente) que tudo se encaminha para 2014, uma data que parece desejada ou cobiçada por todos os personagens que estão no palco.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GOVERNO VETOU A INCLUSÃO DE PLANO DE ALERTA NO PAC.

O GLOBO
Governo vetou a inclusão de plano de alerta no PAC
PLANO DE PREVENÇÃO FOI IGNORADO

Adriana Vasconcelos
Técnico diz que União deixou de investir R$115 milhões em radares para detectar desastres
O secretário demissionário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Barreto de Castro, admitiu ontem, em audiência da Comissão Representativa do Congresso Nacional, que o governo falou muito e não fez nada para impedir tragédias como a da Região Serrana do Rio. O número de mortos em consequência das chuvas já chega a 762. Cerca de 400 estão desaparecidas, segundo o Ministério Público. Convidado pela senadora Marina Silva (PV-AC) para participar do debate, Barreto revelou sua luta, sem sucesso, para tentar incluir no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) investimento de R$115 milhões para implantação de um plano de radares que ajudaria a prever desastres ambientais em áreas de risco.
- Eu venho aqui dizer isso mesmo, falamos muito e não fizemos nada. Há dois anos fizemos um plano de radares para entrar no PAC 1, não conseguimos. Fomos orientados a entrar no PAC 2, ficamos fora. Aí eu perguntei para o meu ministério: E agora? O presidente disse que devíamos colocar no PCTI (Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação Governamental), que não teria fôlego para financiar os R$115 milhões - revelou o secretário que só aguarda a chegada de seu substituto, Carlos Nobre, para deixar o cargo.
Recursos não foram liberados
Barreto contou que foi criado, em agosto do ano passado, um grupo de trabalho que ouviu estados e instituições para definir um projeto piloto, que aproveitaria parte da estrutura já montada em algumas regiões e ajudaria a prevenir desastres ambientais. Embora o custo tenha sido reduzido para R$36 milhões, os recursos não foram liberados:
- Se gastarmos adequadamente R$36 milhões ao longo deste ano, não morre ninguém no ano que vem. Isso não significa que nós devemos gastar só os R$36 milhões. Nos próximos anos também vamos ter de gastar dinheiro. Mas o modelo é simples. Há dez anos fui à Venezuela e encontrei um sistema desses funcionando em Caracas, com uma sala de situação, onde as pessoas ficam sentadas todos os dias, em contato com a Defesa Civil e radares para prever chuvas.
Na opinião de Barreto, um grande sistema nacional de prevenção de catástrofes ambientais terá mais dificuldade de funcionar do que um programa descentralizado montado por prefeituras de médio porte, citando o sistema de alerta que está sendo implementado pela prefeitura do Rio.
Outro técnico que participou do debate no Congresso, o engenheiro civil André Pacheco revelou que, em janeiro do ano passado, o Clube de Engenharia do Rio e a Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS) divulgaram uma lista de recomendações sobre ações para a segurança da população que vive em encostas. Segundo ele, se parte das medidas sugeridas tivessem sido tomadas, o número de vítimas na tragédia no Rio poderia ter sido menor.
Pacheco acha fundamental um mapeamento das áreas de risco em todo o país para as autoridades decidirem o que fazer com as construções nestas áreas, paralelamente à implantação de um centro de previsão de desastres ambientais.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou ontem que o sistema nacional de prevenções e alerta de desastres naturais vai estar pronto em quatro anos. Ele criticou governantes que não adotaram medidas para resolver o problema:
- Governos passados não fizeram isso em 510 anos. Vamos fazer o mais rápido possível. Também no passado não havia o desequilíbrio no clima que ocorre hoje, com intensificação das chuvas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O PAC, O COMPLEXO DO ALEMÃO EO CICLO DA ÁGUA.

Desde os primórdios do conhecimento humano, nós vivemos imersos em um universo de mistérios, a espera da nossa capacidade de compreender e explicar cada um deles.
O homem primitivo conhecia pouco, portanto, os mistérios que tinha para decifrar eram em número infinitamente menor, pois quanto mais se conhece, mais dúvidas surgem, em razão da nossa imperiosa necessidade de descobrir.
Chove.
A água cai do céu.
Eis uma verdade.
Rápidos chuviscos e tempestades inacabáveis capazes de destruir cidades.
O homem primitivo vivia com este mistério, considerando que ele tinha diante de si uma verdade, cai água do céu, porém ele olhava para cima e não via nenhum rio, lago ou oceano. Não via nenhuma água flutuante que pudesse explicar aquela verdade: chove, cai água do céu.
Nos nossos dias de sabedoria, qualquer um dos milhões de analfabetos funcionais do Brasil, os frutos do abandono da educação, consegue explicar o ciclo da água, rudimentarmente.
No Rio de Janeiro, o Complexo do Alemão é considerado como uma das fortalezas dos traficantes de drogas ilícitas. Um conjunto de comunidades carentes onde o Brasil não detém os monopólios da tributação, do uso da força e da justiça.
Tal realidade é uma verdade, uma "chuva".
Há um mês, conversando com Policiais Militares do 16o BPM, que cobre o Complexo do Alemão, ouvi que a estimativa é que existam cerca de 1.000 fuzis no Alemão, notícia que demonstra o poder dos traficantes.
Outra "chuva", outra verdade,constitui o fato de que o governo já realizou e ainda realiza inúmeras outras do PAC no território do Complexo, onde circulam centenas de trabalhadores desconhecidos na localidade e dezenas de veículos, algo que deveria ser indesejável para o comércio de drogas, mas os traficantes nunca atrapalharam nenhuma obra.
Finalmente, a terceira "chuva", mais uma verdade, as instituições policiais do Rio não realizavam operações no Complexo há muito tempo, apesar do fortalecimento constante do poderio do tráfico nas comunidades.
Prezado leitor, junte as três "chuvas" e tire suas conclusões a respeito do ciclo da água no Complexo do Alemão.
Caso o seu entendimento seja semelhante ao meu, você apostará que a tendência é que a Guerra do Rio não tardará em esmorecer.
Os traficantes não mais ordenaram o incêndio do Rio e os disparos dos fuzis contra as cabines e viaturas da Polícia Militar. Por sua vez, o governo voltará a quase inércia anterior.
O ciclo da água estará completo.
Choverá no Rio.
Todavia, se a "seca" perdurar por muito tempo, o mar vai virar sertão.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

CIDADÃO FLUMINENSE, VOCÊ ACHA ISSO NATURAL?

ESTADÃO.COM.BR
Empreiteiras do PAC bancam com mais de 18% das doações de Cabral
Cinco empresas doaram juntas R$ 3,8 milhões dos R$ 20,6 milhões recebidos pelo governador reeleito.
Alfredo Junqueira, de O Estado de S.Paulo
RIO - Construtoras que fazem obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado foram as maiores doadoras da campanha do governador Sérgio Cabral (PMDB), reeleito no primeiro turno. Cinco empresas doaram juntas R$ 3,8 milhões, ou 18,4% dos R$ 20,6 milhões recebidos por Cabral. Os dados da prestação de contas do governador estão no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As maiores doadoras foram a Camargo Corrêa e a OAS, que contribuíram com R$ 1 milhão cada. As duas empresas formam um dos quatro consórcios responsáveis pela construção do principal trecho do Arco Rodoviário, obra que teve orçamento inicial de R$ 800 milhões, mas que já chega perto de R$ 1 bilhão. A OAS integra ainda o consórcio que faz as obras de reurbanização e construção do teleférico do Complexo do Alemão, na zona norte.
Também colaboraram para a campanha de Cabral as construtoras Queiroz Galvão (R$ 800 mil) e Carioca Engenharia (R$ 500 mil), que atuam no PAC da favela da Rocinha e no Arco Rodoviário. A EIT - Empresa Industrial e Técnica, que integra o consórcio do PAC da favela de Manguinhos, doou outros R$ 500 mil.
O governador também recebeu R$ 2 milhões de seu comitê financeiro único. O volume representa 9,7% do total recebido e foi diluído em 5.771 pequenas contribuições. Até a noite de ontem o site do TSE não informava os nomes dos doadores ao comitê financeiro.
Três bancos fizeram contribuições para Cabral, somando R$ 1,5 milhão. A maior contribuição do setor foi de R$ 700 mil, do Itaú Unibanco. O BMG contribuiu com R$ 600 mil e o Cruzeiro do Sul, com R$ 200 mil.
O empresário Eike Batista foi o maior doador individual entre pessoas físicas. Logo no início da campanha, em julho, Eike doou R$ 750 mil para a campanha do governador reeleito.
O candidato derrotado do PMDB ao Senado, deputado estadual Jorge Picciani, fez 55 doações para a campanha de Cabral. Seus dois filhos, Leonardo e Rafael Picciani, eleitos para a Câmara e para a Assembleia Legislativa, respectivamente, também registraram sete doações. No total a família Picciani informa ter doado R$ 112,7 mil à campanha de reeleição do governador.
Em resposta ao Estado, a assessoria de imprensa do governo do Estado disse que "não há impedimento legal de as empresas fazerem doação para a campanha". "São grandes empreiteiras que fazem doações de campanha em diferentes estados", concluiu.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 9 de outubro de 2010

ALGUÉM SOUBE?

COMENTÁRIO POSTADO:
"O que se arrastou também nessa quarta-feira foi o fio do bondinho do Alemão nas casas de moradores da favela Fazendinha. O fio destrui telhados de casas e os moradores prejudicados ameçaram parar o trânsito na avenida Itaóca".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 2 de outubro de 2010

ADEUS FEDERAÇÃO - CESAR MAIA.

Adeus Federação!
A Federação no Brasil vem sendo desintegrada. A bem da verdade há pelo menos 15 anos. A centralização é um processo crescente. Não há democracia em países continentais se esses não são federados. Essa foi uma razão de fundo, articulada com o escravagismo, para a queda do Império. Se, no governo federal anterior, a centralização se dava a nível tributário, agora se dá também a nível orçamentário e a nível político.
A relação entre Estados/ municípios e o governo federal se estabelece num país democrático através do orçamento e de políticas públicas gerais, às quais Estados/municípios vão se enquadrando.
Mas agora o PAC atropela essas relações.
O governo federal define os programas a serem executados, promove um ato público de assinatura de intenções com governadores e prefeitos e não dá a menor atenção aos orçamentos federal e de estados/municípios.
Assinados os convênios, então vão se providenciar os ajustes nos orçamentos para dar base legal de execução. É tudo compulsório. Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas apenas os ratificam.
Não importa ao governo federal se o convênio assinado trata de programas que foram considerados prioritários ou não no orçamento aprovado e em execução.
A nível federal, a equação é mais simples: basta assinar uma medida provisória. Aliás, todas as que não caracterizem urgência, e especialmente as que alteram o Orçamento, são inconstitucionais. Os orçamentos federal e de Estados e municípios, coluna vertebral da criação dos poderes legislativos a partir do século 16 na Inglaterra, tornam-se inócuos.
Os orçamentos passam a ser suplementados -muitas vezes em valores superiores aos previstos em programas afins- por estes convênios, pré-assinados e depois impostos aos poderes legislativos.
Mas ainda há o vetor político. Todos os governadores e prefeitos que, subservientemente, estendem o tapete vermelho para os comícios do presidente, são considerados amigos, e os demais... "na forma da lei".
O governo federal tem outro e definitivo remédio a partir de 2011: obter 60% no Congresso e mudar a Constituição. Para isso, até o presidente intervém nas eleições parlamentares deste ano, inclusive agredindo candidatos da oposição, num processo de ruptura do equilíbrio federativo.
Uma espécie de 1937 mal disfarçado. A liquidação da Federação no Brasil, um país continental, é mais uma peça do xadrez autoritário que se joga no Brasil neste momento.
Chávez, no dia 26, não conseguiu a maioria "constitucional". E aqui? Como será?
CESAR MAIA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 14 de agosto de 2010

O MENINO QUE VIU A NUDEZ DOS REIZINHOS.

COLUNA DO AUGUSTO NUNES – REVISTA VEJA
07/08/2010
às 11:54 \ Direto ao Ponto
O menino que viu a nudez dos reizinhos
Leandro, um menino do Brasil negro e miserável, ousou não enxergar a favela-maravilha que Lula pariu e Sérgio Cabral amamenta.
Só viu dois reizinhos nus — e contou o que tinha visto. O vídeo divulgado pelo blog do Ricardo Gama mostra a reação do Pai dos Pobres e do Governador do Povo.
Em apenas 73 segundos, desfilam na telinha a prepotência, a vulgaridade, a demagogia, a intolerância, o oportunismo político e o vale-tudo eleitoreiro.
Lula e Sérgio Cabral se merecem.
O Brasil decente é que não merece ser governado por gente assim.
Visite: www.tvvaletudo.com.br
Assino embaixo, perfeito.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 27 de abril de 2010

A PLACA E A OBRA.


Colaboração de um leitor.
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 14 de março de 2010

O PAC SE DESMANCHA NO RIO.

FOLHA DE SÃO PAULO
Prédios novos do PAC já têm problemas
Apartamentos construídos com verba do programa em favelas do RJ foram entregues inacabados e sofreram infiltrações
Moradores afirmam que unidades alagaram com chuvas em janeiro e pedem indenização; na Rocinha, só 25% das obras estão prontas
SERGIO TORRES
DA SUCURSAL DO RIO
"Moradores do condomínio Itaoca 1.174, erguido no complexo do Alemão (zona norte do Rio de Janeiro) e inaugurado pelo presidente Lula, tiveram os apartamentos alagados nos temporais de janeiro por causa de erros na construção e decidiram recorrer à Justiça em busca de indenização.
Nos condomínios Donga e Pixinguinha (complexo do Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, na zona sul), patrocinados, como o Itaoca, pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), também há problemas.
Os apartamentos apresentam infiltrações, a área de lazer inunda nas chuvas, parte da proteção do mirante ruiu e os pisos não foram colocados antes da entrega das chaves, em novembro.
Outra favela beneficiada pelo PAC, a da Rocinha (zona sul), tem as obras atrasadas. A comunidade se queixa de que o projeto não prevê melhorias na rede coletora de esgoto, que corre a céu aberto pela favela.
O Itaoca foi inaugurado em maio. Menos de um ano depois, já passa por reformas -obras para melhorar a impermeabilização do condomínio.
Os problemas começaram no início do ano. Em uma tempestade, nem a laje nem as telhas seguraram a chuva. Muitos dos 56 apartamentos foram inundados. No número 206 do bloco 2B, o motorista Ângelo Cassiano, 29, teve um prejuízo que avalia em R$ 5.000, no mínimo.
Ele perdeu dois computadores, filmadora, um armário, roupas e sapatos. Buscou ressarcimento pelo consórcio contratado pelo governo Sérgio Cabral (PMDB) e não conseguiu. Síndico do bloco, resolveu ir à Justiça com os vizinhos.
"Deixei os computadores com o consórcio para conserto. Mas sei que, quando a água bate na placa-mãe, não tem jeito. Quero novos. Como eles não querem dar, vou ao juizado."
O apartamento de Raphaele Natcha, 20, tem as paredes cobertas por infiltração. Ela também quer ser indenizada. "Minhas roupas estão mofadas por causa da umidade das paredes. O mau cheiro no apartamento é horrível", reclamou.
Parte do teto do apartamento 210 do 5A ruiu quando a água invadiu o forro de gesso. A moradora, Raquel Soares, 27, nem teve tempo de proteger os três filhos. "Sorte que ninguém se feriu, mas o susto foi grande. Também vou à Justiça."
As queixas no Pavão-Pavãozinho/Cantagalo passam ainda pelo valor das contas de luz. Segundo os moradores, nos dois meses após a inauguração, a cobrança não superou R$ 20. Agora, está em R$ 200 ou mais.
"Paguei R$ 245 e só tenho geladeira e TV. Se não mudar, vou à Justiça", disse Antônio Pinheiro, 31, morador do condomínio Donga.
Romero da Silva, 24, gastou R$ 2.000 para colocar piso no 408 do Pixinguinha, pois a construtora entregou as unidades com o chão cimentado, sem acabamento. Como os moradores são pobres, muitos não puderam instalar pisos, como o motoboy Darcy Menezes, 33, do Donga. "Temos que pisar no chão frio", lamentou.
Na Rocinha, só 25% das obras estão prontas. Como nos demais morros com obras do PAC, tudo terá que estar pronto até setembro, conforme orientação do governador. As eleições serão em outubro.
Levantamento da comissão especial da Câmara de Vereadores formada para acompanhar o PAC mostrou a insatisfação das comunidades com a priorização de obras de visibilidade, como o teleférico do complexo do Alemão, em detrimento de melhorias no sistema de esgoto do local.
"Na Rocinha não há obra de esgoto. No Alemão é muito pouco. Isso incomoda muito a população", disse a vereadora Andréa Gouveia Vieira (PSDB), integrante da comissão".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 12 de março de 2010

PT OU PMDB, QUAL É PIOR?


As matérias são do IG, copiei do blog do Garotinho.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 9 de março de 2010

SÉRGIO CABRAL INAUGURA APARTAMENTOS DO PAC COM "PISCINA".

BLOG COTURNO NOTURNO:
Segunda-feira, Março 08, 2010
PAC da Dilma: apartamentos vêm com piscina. Dentro!
Há três meses atrás, só sorrisos. Hoje os apartamentos do PAC da Dilma estão rachados, quebrando, inundados. Picaretagem pura.

Os apartamentos que a Dilma mandou construir pelo PAC lá em Manguinhos, no Rio de Janeiro, tem até piscina. Só que a piscina fica dentro de casa. Na sala. No quarto. Na cozinha. Inaugurados na correria eleitoreira, os apartamentos fizeram água na primeira chuvarada de março. Moradores dos apartamentos protestaram hoje contra as condições de moradia nas unidades inauguradas em dezembro por Dilma e por Lula. As chuvas de sábado inundaram apartamentos em vários andares nos prédios, que já apresentavam rachaduras e infiltrações antes do temporal. Alguns moradores estão desalojados. "Meu apartamento no segundo andar alagou e fui para o de um amigo. Aqui, a água entrou pelo basculante da cozinha, que não fecha. Nos vizinhos, a água brotou por rachaduras nas paredes e pelos buracos para as lâmpadas", afirmou o síndico do Bloco 1, Thiago da Silva, de 25 anos. As rachaduras nas escadas de cinco blocos e em alguns apartamentos preocupam. Em dezembro passado, tendo ao lado a "mãe do PAC", o Lula discursava assim: " então, ô Sérgio, eu acho que tem que pegar gente da elite do Rio de Janeiro, gente formadora de opinião, aquelas pessoas que ficam achando que Manguinhos é só desgraça, e trazer aqui para ver a área de lazer, para ver a juventude brincar tranquilamente, para ver as pessoas terem biblioteca, terem escola, terem piscina, terem praça esportiva, terem cinema, terem tudo o que quiserem. Ou seja, vocês vão ser tratados igual ou melhor do que a parte rica é tratada lá no centro do Rio de Janeiro." A professora Regina Bienenstein, do Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais da Universidade Federal Fluminense, alerta para o risco de degradação rápida. "Não se pode baixar o custo de um projeto habitacional em detrimento da qualidade. Até porque, se o morador não sair da condição de pobreza, ele não tem recursos para fazer a manutenção. Infelizmente, a tradição no país é a utilização de material de baixa qualidade", disse. O PAC é assim mesmo. Mentiroso como o Lula e a Dilma.
Postado por CORONEL às 18:46:00

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 10 de janeiro de 2010

GOVERNO CABRAL - 3 ANOS: COMPLEXO DO ALEMÃO, LUGAR ONDE O PAC NÃO DEIXA AS POLÍCIAS ENTRAREM.

Cidadão fluminense, você lembra da "Guerra do Alemão" no início do governo Sérgio Cabral e da gestão de Beltrame na SESEG/RJ?
Lembra das dezenas de mortos?
Pois é...
Tudo em vão, após três anos de governo Sérgio Cabral (PMDB), o Complexo do Alemão é uma área da cidade do Rio de Janeiro na qual as Polícias não entram, pois não podem atrapalhar as obras do elitoreiro PAC.
JORNAL EXTRA:
BLOG CASOS DE POLÍCIA E SEGURANÇA.
Enviado por Isabel Boechat -
Operações empacadas
Polícia não entra há 479 dias no Complexo do Alemão
Com 13 favelas e uma área do tamanho de 296 campos de futebol, o Complexo do Alemão, na Zona Norte, é atualmente o esconderijo da facção criminosa mais bem armada do estado do Rio. Mas, curiosamente, ao contrário de todas outras favelas do Rio, os 250 mil moradores do Alemão não veem a presença efetiva da polícia há 479 dias.
O sumiço das forças de segurança está relacionada com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As polícias Militar e Civil reduziram drasticamente o número de operações nas favelas, a partir de janeiro de 2008, quando o governo estadual anunciou o início das obras. O Alemão é um dos maiores investimentos do PAC no país e virou uma vitrine do programa no Rio: só o presidente Lula já esteve no local três vezes desde 2008.
Um levantamento feito pelo EXTRA, com base na leitura de mais de quatro mil registros de ocorrência de seis delegacias, mostrou a queda no número de operações. Em 2007, somente a PM realizou 12 operações no Alemão. Em 2008, foram quatro. Este ano, houve uma única incursão na favela Nova Brasília, em 6 de novembro, que resultou na apreensão de um tablete de maconha. Já a Polícia Civil — que em 2007 protagonizou batalhas no combate ao tráfico de drogas, deixando 19 mortos — realizou apenas uma operação 2009.
Delegados e oficiais da PM disseram, sob a condição de não terem seus nomes revelados, que as obras do PAC impedem, de forma não oficial, uma ação no Complexo do Alemão. Segundo o EXTRA apurou, não houve qualquer tipo de acordo com os bandidos. A decisão de evitar confrontos é política: a polícia sabe que impossível retomar o Complexo do Alemão sem um banho de sangue. O custo político de uma carnificina na vitrine do PAC seria altíssimo.
Apesar do poderio bélico, o chefe da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), Marcus Vinícius Braga, disse que cabe à Polícia Civil investigar e planejar bem uma incursão no Complexo do Alemão.
— Quando as investigações estiverem maduras, daremos uma resposta, ou melhor, a resposta, definitiva a esses traficantes. A polícia irá devolver o Complexo do Alemão ao Estado.
Tráfico migrou, diz a PM
A Polícia Militar informou que o motivo da ausência de policiais militares na favela é uma questão de prioridade. Em nota, a corporação informou que: “A Polícia Militar planeja suas ações a partir dos critérios de necessidade e oportunidade. (...) Observamos a dispersão das duas atividades principais do tráfico daquela comunidade. A venda de drogas e o emprego de homens fortemente armados, foram, gradativamente, sendo reduzidos e, aqueles marginais que restaram, viram-se obrigados a migrar para outras áreas como Complexo da Penha e, depois, Jacaré, Manguinhos, Mangueira, Mangueirinha, entre outras comunidades controladas pela mesma facção e que também veem recebendo a atuação policial”.
Segundo o diretor de Delegacias Especializadas, Rodrigo Oliveira, há seis unidades da Polícia Civil empenhadas em investigações do Complexo do Alemão. — Estamos realizando um trabalho de inteligência muito sério. Mais cedo ou mais tarde, faremos uma operação. É público e notório que os criminosos estão esperando por isso. Uma incursão no Alemão torna-se complicada pelo poderio bélico dos traficantes, pelo tamanho do complexo e pela geografia do local — disse o diretor, que enfatiza que nem sempre o serviço de inteligência evita confrontos. — É importante ressaltar que serviço de inteligência, no caso do Complexo do Alemão, não evita um confronto intenso e com consequências trágicas. Quanto mais precisa é a informação, quanto mais chegarmos ao coração do problema, maior é a resistência dos traficantes daquele local, que ainda fazem uso de drogas como o crack, o que aumenta mais ainda a violência nos ataques contra os policiais. Não esquecemos o Complexo do Alemão.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

RIO DE JANEIRO: INUNDAÇÕES, DESLIZAMENTOS E MORTES - DENÚNCIAS CONTRA GOVERNADOR E PREFEITO.

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO
Governo gastou menos que o previsto em ações preventivas
Prefeitura atrasa alerta para prevenir população

Vamos aguardar os pronunciamentos de Sérgio Cabral e de Eduardo Paes, ambos do PMDB.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

SÉRGIO CABRAL DEIXA LULA CONSTRANGIDO NOVAMENTE...

JORNAL O DIA:
(...)
Violência foi lembrada.
"Minutos de consternação marcaram a inauguração em Manguinhos. Ao receber as chaves, a doméstica Angélica Rocha disse que estava ganhando a casa na alegria e na tristeza porque teve o filho assassinado por policiais. Cabral, que atuou como mestre de cerimônias, ficou constrangido quando ela contou que o filho foi morto em outubro. “Foi uma covardia”, criticou Angélica. “Vamos chegar lá”, respondeu Cabral, referindo-se ao esforço para melhorar a polícia".
Mais uma vez ficou comprovado que o palanque de Sérgio Cabral é um "palanque maldito", realidade que crescerá geometricamente em 2010.
Os políticos já sabem que estar ao lado de Cabral é sinônimo de vaias e constrangimentos.
O secretário Júlio Lopes experimentou os efeitos de ser secretário de Cabral sendo vaiado.
Isso será uma rotina.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O RIO MARAVILHOSO.

O DIA:
- Polícia. Ordens até em obra do governo.
Quadrilha escolhia famílias beneficiadas com casas populares na Cidade de Deus (leia).

- Beltrame assina demissão de cinco Policiais Civis - Os "Inhos" (leia).
O GLOBO:
- Detran teve seu mensalão durante dois anos (leia).
- UPP: No lugar dos tiros, o som da percussão (leia).
EXTRA:
- Policial Militar absolvido (leia).
JORNAL DO BRASIL:
- UPP: Polícia prende 23 na Cidade de Deus (leia).
- UPP: Polícia Militar prende dois homens no Chapéu Mangueira (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 13 de dezembro de 2009

CARO GOVERNADOR CABRAL - FERNANDO PEREGRINO.

Caro governador Cabral
Fernando Peregrino, Jornal do Brasil
RIO - Desde o início do seu mandato, o senhor nos vendeu a ideia de que bastaria um bom relacionamento com o presidente Lula para que as questões entre o governo federal e o estado do Rio fossem resolvidas. E que a culpa do contencioso de Brasília com o Rio era dos governos anteriores, e daí, como um cacoete, todos ao redor repetiam: agora o Rio vai!
Pena que, agindo assim, deixou de examinar os fatos como eles são. Apesar de o senhor estar cercado de assessores prontos para darem um “choque” de gestão, invisível, por enquanto. Deixaram de lembrar-lhe, por exemplo, que nos últimos anos o país assistiu a um gradativo e profundo ocaso do federalismo fiscal.
Desde FHC até hoje, a União vem concentrando a arrecadação fiscal com o aumento das contribuições que não são distribuídas pelos demais entes federados. Esses – estados e municípios – passaram a ser meros pedintes subservientes ao governo federal. Com isso, abriam mão de sua autonomia, de fazer suas próprias políticas públicas, e eram instados a adular o governo central e seus asseclas burocratas para obter verbas.
No caso do Rio de Janeiro é mais grave. Em se tratando de ICMS, por iniciativa de um senador de outro estado cuja economia concorre com a do Rio, foi inscrita na Constituição a proibição à cobrança desse imposto estadual na origem quando se trata de petróleo (artigo 155), não por acaso, nossa maior riqueza. Os ex-governadores Garotinho e Rosinha apenas lutaram para correção dessa injustiça fiscal, que retira quase R$ 4 bilhões por ano do estado do Rio.
Recurso esse, governador Cabral, maior que o PAC do Rio. Aliás, muito mais valioso, porque não subtrai nossa autonomia de estado federado. Porque não nos obriga a fazer concessões descabidas e passar por essa situação vexaminosa em relação ao nosso direito constitucional sobre o pré-sal.
O senhor sabe que a elite que o adula, parte dela, se omitiu em defender os interesses do Rio para obter os créditos negados do metrô e da recuperação da BR 101, uma vergonha nacional em território fluminense. No primeiro caso, só através da Justiça foi possível; no segundo, até obra em estrada federal o governo estadual anterior teve que fazer para reduzir os riscos de acidentes rodoviários.
A grande mídia, com raras e honrosas exceções, silencia, enquanto “... nossa pátria era subtraída”, como na canção de Chico Buarque. Mas o senhor sabe o quanto nosso estado é credor da União, e há muitos anos, desde a fusão e a retirada da capital para Brasília...
A União, mesmo com Chagas Freitas, Marcello Alencar, Moreira Franco, Brizola, mostrou-se sempre reticente aos direitos federativos de nosso estado. Veio o senhor, e novos tempos foram anunciados: harmonia e abundância. Segurança, saúde e educação, em pouco tempo, seriam problemas do passado, dizia. Ledo engano.
A luta política não funciona assim. Sobretudo quando se trata de repartir riquezas. Não fosse a história para ensinar, o velho ditado é sábio: “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. A descoberta do pré-sal serviu para isso. Retiraram as participações especiais do novo modelo. Reduziram os royalties para os estados e municípios produtores de 52,5% para 34% e distribuíram os restos pelos demais estados e a União, mesmo os não produtores, rasgando a Constituição, diria o ilustre jurista Humberto Soares.
E agora? O senhor, que não se preparou para defender diligentemente os altos interesses do Rio de Janeiro, corre atrás do prejuízo. Sua bancada federal desunida agora é incapaz de esboçar uma reação eficaz. Só resta a mídia, que lhe é generosa.
Mas é o Rio e suas políticas públicas que podem perder. O senhor mesmo admite que o estado não tem recursos para pagar salários dignos a professores, nem aos policiais, bombeiros, ou médicos...
São muitos os prejuízos. Mas, caro governador, com toda a franqueza, o pior de todos os prejuízos, considero um: o péssimo papel pedagógico de mostrar que a deslealdade faz parte da política. Que não há ideais na política, apenas o pragmatismo. Que não há partidos políticos sinceros, apenas cartórios. Que a Federação é simplesmente uma palavra, sem consequência. Que personagens da história como Tiradentes, José do Patrocínio, Nilo Peçanha, Vargas, Brizola, Darcy, e tantos outros, lutaram sem ideais.
Lamento, caro governador, mas nessa quadra de anos a Federação ficou menor. Ficou demonstrado que não podemos confundir bom relacionamento com estratégia política de obter direitos. Não estamos mais no Império.
Finalmente, releve se assessores tentarem desqualificar este desabafo. Afinal, mais da metade deles integrou os governos anteriores que o senhor chamou de, no mínimo, beligerantes...
Respeitosamente.
Fernando Peregrino é ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia, além de mestre em engenharia de produção pela Coppe/UFRJ.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

QUEM SÃO OS CULPADOS PELAS ENCHENTES NA BAIXADA FLUMINENSE?

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
PAC-2012!
1. (Em 9 de julho de 2009). "Obras do PAC da Baixada começam a ser entregues em agosto. O Projeto de Controle de Inundações e Recuperação Ambiental das Bacias dos rios Iguaçu/Botas e Sarapuí – ou Projeto Iguaçu – foi concebido com ênfase no combate às enchentes na Baixada Fluminense, sobretudo em Nova Iguaçu, Mesquita, Belford Roxo, Nilópolis, São João de Meriti, Duque de Caxias. O projeto consiste em obras, principalmente de dessasoreamento das bacias dos rios Iguaçu, Botas e Sarapuí e seus respectivos afluentes, numa área correspondente a 726 quilômetros quadrados. A população beneficiada é estimada em 2,5 milhões de habitantes. O valor de R$ 270 milhões é oriundo do PAC para a execução da primeira fase do projeto, que prevê várias intervenções. Os trechos previstos para serem entregues em agosto são os seguintes: Rio Botas, entre a Rua Mauá e a Estrada Branco, em Belford Roxo. Já no Rio Botas, será no bairro do Rocha, entre São João de Meriti e Mesquita. - Estas obras vão beneficiar muito a população da Baixada Fluminense que sofre com as cheias – disse a secretária.
2. (Em 31 de março de 2008),( site do ministério das cidades). O ministro das Cidades, acompanhou o presidente Lula a Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense, onde, nesta segunda-feira (31), foi autorizado o início de obras do PAC Urbanização de Favelas e Saneamento em vários municípios do Estado. Na solenidade também estiveram presentes o governador e seu vice, a presidente da CEF e prefeitos da Baixada Fluminense. O ministro afirmou que o presidente Lula é o comandante do PAC. “Não faltam recursos para a execução das obras”, garantiu. Falou também da importância da parceria com o governo estadual para a realização de diversas obras iniciadas hoje, como drenagens para o controle de inundações. O ministro destacou que muitas das medidas do PAC visam a recuperação ambiental da região.
3. (Em 16 de novembro de 2009- RJ.TV-02) Baixada volta a ficar debaixo d´água. A situação é pior em Belford Roxo, onde a prefeitura mantém a situação de emergência. Pouca gente se arriscou a sair de casa. Três casas no bairro Parque Fluminense estão, aos poucos, sendo tomadas pela terra que desce de uma encosta. Todos tiveram que sair correndo às 5h para não morrer. “Eu perdi tudo. Não sei o que vou fazer. Só queria uma ajuda”, disse uma das moradoras. Em Duque de Caxias, muitas ruas também continuam alagadas. “Ninguém dormiu nesta noite. Todo mundo ficou preocupado. Temos crianças doente em casa. Tem criança com hepatite, com pneumonia, tudo dentro de casa”, contou uma senhora. Uma creche e uma escola tiveram que suspender as aulas. No bairro do Pilar, uma barreira cedeu".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

COMPLEXO DO ALEMÃO, A ZONA FRANCA DO TRÁFICO.

COMENTÁRIO POSTADO:
BLOG DO GAROTINHO.
Papo do Blog.
Zona Franca do Tráfico.
Faz um ano, que a polícia não faz uma operação no Complexo do Alemão. E olha que o governador Sérgio Cabral não se cansa de repetir que a política do enfrentamento vai continuar. E tem continuado. A toda a hora assistimos inocentes e policiais morrerem em operações sem nenhum planejamento, que não enfraquecem os traficantes. Só não existe enfrentamento no Alemão, onde os bandidos estão a salvo.
Lá, para não atrasar as obras do PAC, que embora sejam do governo federal, o governador Sérgio Cabral tenta convencer a população que são suas, a ordem é para a polícia não subir.
Acho engraçado que muito tem se falado ao longo dos anos, que o então governador Leonel Brizola proibia a polícia de fazer operações nos morros e favelas. Não era bem assim. Brizola defendia que a população honesta das comunidades, que é a grande maioria, não podia ser tratada como um bandido.
Agora pela primeira vez na história do Rio de Janeiro, se tem conhecimento de uma área da cidade que já é conhecida pela polícia, como Zona Franca do Tráfico, porque Cabral proíbe operações no Alemão. A sua única preocupação é que pelo menos uma parte das obras fique pronta, a tempo dele cortar a fita junto com o presidente Lula.
O resultado de um ano de trânsito livre de bandidos sem nenhum combate resultou na formação de um consórcio de criminosos, o mais poderoso e bem armado já visto na história do Rio.
Agora o governador Sérgio Cabral enfrenta um dilema. Já foi avisado por policiais experientes, que se nada for feito no Alemão, a violência vai aumentar ainda mais em toda a cidade, com novas grandes invasões, inclusive na Zona Sul. A facção criminosa que está abrigada no complexo está preparada para uma guerra. Tanto assim que derrubou o helicóptero da PM.
Como antecipei aqui no blog, a polícia está preparando mais uma grande operação. Só não se sabe se terá autorização para entrar no Alemão. Mas quando entrar, dá até medo só de imaginar o banho de sangue que virá. Se em 2007, naquela operação cinematográfica morreram dezenas de pessoas e foram feridas mais de 100 (uma boa parte inocentes), agora que o tráfico passou um ano se fortalecendo sem ser incomodado podem se preparar.
Bem, passaram os eventos internacionais do fim-de-semana no Rio, o presidente Lula já passou por aqui, agora vamos aguardar, pedindo a Deus que proteja aquelas pessoas de bem que moram no Complexo do Alemão e os nossos bravos policiais, que arriscam a vida para defender a população.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 24 de outubro de 2009

REVISTA VEJA: O BONDE DO MC BELTRAME - DIOGO MAINARDI.

DIOGO MAINARDI: O bonde do MC Beltrame
Em julho, no Morro da Chatuba, ocorreu um baile funk em homenagem a FB, o chefe do tráfico de drogas no Complexo do Alemão. MC Smith cantou:
"A festa do FB / está tipo Osama bin Laden"
No domingo passado, o Morro da Chatuba assistiu a mais um baile funk. Desta vez, os homens de FB comemoraram o abatimento de um helicóptero da PM. José Mariano Beltrame, a maior autoridade policial do estado do Rio de Janeiro, comparou o abatimento do helicóptero aos atentados terroristas de Osama bin Laden, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001. MC Beltrame, inspirado em MC Smith, já pode animar um baile funk no Morro da Chatuba.
FB está longe de ser um Osama bin Laden. Os policiais comandados por José Mariano Beltrame sempre souberam onde ele se escondia. Dez dias antes que FB ordenasse o assalto ao Morro dos Macacos, que resultou no abatimento do helicóptero da PM e na morte de mais de trinta pessoas, a deputada federal Marina Maggessi declarou o seguinte a um repórter de O Globo:
"A polícia não entra no Complexo do Alemão por causa das obras do PAC. Está todo mundo evitando tiroteio para não parar as obras do PAC. A bandidagem toda está indo para lá".
O "bonde" de FB (tema de outro funk de MC Smith), formado por mais de 100 criminosos, confirmou a denúncia de Marina Maggessi. Na última semana, ela repetiu que as obras do PAC criaram uma zona franca para o Comando Vermelho. Revelou também que as autoridades policiais foram alertadas sobre os planos de FB algumas horas antes de ele atacar o Morro dos Macacos. O que aconteceu depois disso? As delegacias da região foram impedidas de agir.
Em 4 de dezembro de 2008, Lula visitou as obras do PAC no Complexo do Alemão. Na mesma solenidade, que contou com um espetáculo do grupo AfroReggae, ele atacou o governo anterior e prometeu fazer "uma revolução para resolver o problema da segurança pública", transformando a área num "Território da Paz".
Quase um ano depois, já dá para analisar alguns dos resultados dessa revolução. Primeiro: Lula continuou a visitar obras do PAC e a atacar o governo anterior. Segundo: poucos dias atrás, um dos integrantes do AfroReggae foi morto a tiros e a PM soltou seus assassinos. Terceiro: sim, o Complexo do Alemão transformou-se num território da paz, mas unicamente para os traficantes do Comando Vermelho. De fato, desde que Lula passou por lá para visitar as obras do PAC, a polícia nunca mais realizou uma operação contra seus criminosos. A última delas ocorreu em outubro de 2008. Nesse período, FB aumentou seu arsenal e reuniu suas tropas. Como diz o funk de DJ Will, ecoado por MC Beltrame:
"A PM aqui não entra / Aqui só tem talibã / Terrorista da Al Qaeda"
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO