quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A CULTURA DA MORTE E A HUMAN RIGHTS WATCH.

JORNAL O POVO DO RIO

A CULTURA DA MORTE implantada no Rio de Janeiro há muitos anos, com seguimento no governo Sérgio Cabral, é a responsável pela desumanização de parcela significativa da Polícia Militar, da Polícia Civil e da própria população brasileira.
Isso é uma realidade.
Livros como “Tropa de Elite” e “Sangue Azul” noticiam essa transformação dos Policiais Militares e dos Policiais Civis do Rio de Janeiro, fruto da vivência no exercício da tática do “tiro, porrada e bomba”, empregada insistentemente governo após governo.
O lema bandido bom é bandido morto, fez surgir um similar entre os criminosos: policial bom é policial morto.
Eis a cultura da morte, que nas comunidades carentes é ensinada aos jovens e que nas polícias é ensinada também aos jovens, aos jovens policiais.
O noticiado pela mídia dá conta que o relatório da Human Right Watch trata de execuções sumárias realizadas pelas polícias do Rio e de São Paulo e ainda, que Beltrame tentou explicar essa tragédia inexplicável diante da verdade de que a polícia existe para servir e proteger o cidadão.
Antes de concordarmos ou não com o relatório não podemos contestar a verdade de que policiais executam pessoas e são executados, sobretudo no Rio de Janeiro.
Quem não lembra das imagens da Rede Globo que apresentavam policiais civis a bordo de um helicóptero efetuando disparos contra pessoas que fugiam pela mata, resultando em duas mortes?
Apesar das imagens claras a ação foi aplaudida por muitos e contestada por poucos.
Nós, sociedade fluminense, também já adoecemos, basta ler o livro “A Cabeça do Brasileiro” para começar a entender esse desvio moral.
A cultura da morte está instalada entre nós e como somos totalmente ineficazes em segurança pública, saúde pública e educação pública, essa doença tende a crescer cada dia mais até que a infecção generalizada destrua o que ainda existe de humano em cada um de nós.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

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