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terça-feira, 3 de abril de 2012

UMA CUSPARADA NA CARA DO POVO BRASILEIRO.

No dia 29 de março de 2012, um jovem cuspiu no rosto de um idoso, um Oficial inativo das Forças Armadas, um senhor com mais de setenta anos, certamente. Logo depois, o jovem se vangloriou nas redes sociais como se tivesse feito um ato heróico, uma ação de extrema coragem. Tolo, mal perdeu o medo do escuro e já pensou que era o tal. Na verdade com a sua atitude criminosa (Link) e de todo reprovável, ele explicitou o medo dos cleptocratas, materializou o autêntico pânico que os acomete quando militares se reúnem, um efeito que renasceu no Rio de Janeiro, isso nos anos de 2007 e 2008, quando os 40 da Evaristo (Link) e os Coronéis Barbonos (Link) foram para as ruas encontrar o povo fluminense.
Hoje os maus governantes de plantão não temem que os militares os arranquem das tetas fartas do dinheiro público com o uso de tanques e de fuzis, o pavor deles é que os militares e o povo se encontrem nas ruas. Todos eles sabem que apesar da insistente e maciça campanha para transformar o militar em sinônimo de ditador, torturador e assassino (Não negamos, crimes ocorreram, não devemos esquecê-los, mas crimes de ambos os lados e praticados por minorias também de ambos os lados). Apesar do movimento contra os militares, eles sabem que significativa parcela do povo brasileiro, sobretudo a que paga os seus impostos para sustentar o Brasil e que não recebe qualquer bolsa esmola, lembra que os militares não saquearam os cofres públicos como ocorre atualmente e, ainda, impulsionaram o país para o futuro. O povo tem consciência que nenhum dos ex-presidentes militares enriqueceu no exercício do poder, algo que hoje alguns vereadores conseguem em apenas seis meses de mandato. Eles sabem que para essa parte da população militar é sinônimo de honesto e de competente, verdade que os deixa em cólicas.
A cusparada foi um ato de desespero, um esforço inútil de intimidação, uma tentativa inócua de evitar que os militares, ordeira e pacificamente, como ocorreu no ato realizado no Clube Militar, se reúnam e tenham contato com o povo, principalmente os que trabalham mais de quatro meses por ano para encher as tetas que eles sugam insaciavelmente.
Desistam, isso é inevitável, o povo e os militares sempre estiveram unidos.
Os maus governantes conseguem controlar parte da mídia, do judiciário e do ministério público. Controlam até parte da população, a comprada com as bolsas isso e aquilo, mas não conseguem controlar os efeitos da interação do povo com seus heróis.
Temor que tem feito com que no Rio de Janeiro, por exemplo, o governo estadual tenha adotado nos últimos cinco anos, inúmeras represálias para evitar que os Policiais Militares e os Bombeiros Militares levem a sua justa luta por melhores salários para as ruas, onde a população os apóia. Represálias que começaram contra os 40 da Evaristo e os Coronéis Barbonos, no início do governo, avançando contra os movimentos SOS Bombeiros e PMERJ no local, culminando no dia 10 de fevereiro de 2012 com as ações criminosas que jogaram nos porões da penitenciaria Bangu 1, feita para guardar os mais perigosos criminosos condenados, Policiais Militares e Bombeiros Militares.
Militares do Brasil, a cusparada covarde atingiu a cara do povo brasileiro, o povo que nós juramos defender com o risco da nossa própria vida.
Diante da grave afronta, o que fazer?
Responsabilizar civil e penalmente o medroso, ação que já foi iniciada (Link) e fazer exatamente o que os maus governantes temem, ou seja, ordeira e pacificamente, ir para as ruas encontrar o povo que não suporta mais tanta roubalheira, povo que nos aguarda de braços abertos.
No exercício pleno da nossa cidadania, desarmados, em trajes civis e estando de folga (ativa), como nos ensinaram os 40 e os Barbonos, ordeira e pacificamente, ajudemos a população a colorir as ruas de amarelo, verde (Exército), azul (Aeronáutica e Polícia Militar), branco (Marinha) e vermelho, não o vermelho do comunismo, que o Brasil venceu décadas atrás, mas o vermelho dos heróicos Bombeiros Militares.
Juntos conseguiremos vencer a subserviência que querem nos impor.
Juntos, povo e militares, venceremos a cleptocracia que alguns querem enraizar no Brasil.
O povo precisava novamente do nosso idealismo, nosso destemor, nosso amor pela pátria e nossa honestidade.
Não os venceremos com fuzis e tanques, nós os venceremos nas urnas, o povo sabe que só nós temos condições de reverter o quadro atual, matando a onda de corrupção que está destruindo o Brasil.
Organizados, logo estaremos nas câmaras de vereadores, nas assembléias legislativas, nas prefeituras, nos governos estaduais, no Congresso e na cadeira 01, defendendo os interesses nacionais. Nós os venceremos com o apoio do povo, novamente, mas dessa vez com a força dos votos e com a tarefa hercúlea de construirmos uma democracia de verdade, algo que eles não conseguiram.
40 da Evaristo e Coronéis Barbonos, hora de voltar.
Policiais Militares e Bombeiros Militares, hora de continuar.
Militares federais, hora de avançar.
A uma só voz devemos repetir: Adsumus!
Ordeira e pacificamente, salvar o Brasil, eis a missão.
A nossa estréia poderá ser planejada para ocorrer em um ato contra a corrupção, nada mais apropriado.
Caxias, Tamandaré, Santos Dumont, Tiradentes e Pedro II estarão conosco.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 26 de março de 2012

O JULGAMENTO DO MENSALÃO DE 2005.

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
A TECNOLOGIA DO MENSALÃO DE 2005! O STF VEM AÍ!
1. O PT acertou -cinco anos depois- contabilmente, a dívida bancária que tinha e imagina que, com isso, limpou o mensalão. Ilusão. Mesmo que essa fosse a fonte do fluxo do mensalão e que o destino tivesse sido recontabilizado, seria como assaltar um banco, devolver o dinheiro cinco anos depois e querer que o processo fosse arquivado. Mas não foi essa a tecnologia básica do mensalão de 2004-2005. Pode ter sido a interna do PT.
2. A prática de mensalões, há anos, se espalhou em nível estadual e municipal, Brasil afora. Algum intermediário de confiança recíproca recebia os pacotes e os entregava aos destinatários. Mas, essa prática, em nível federal, criava riscos: primeiro pelo número de destinatários; segundo pelos holofotes abertos sobre os desvios dos políticos; e terceiro pela atenção maior da polícia federal e os instrumentos mais sofisticados de investigação (grampo múltiplo, grampo à distância, imagens à distância, leitura labial...).
3. Uma técnica desenvolvida em MG, especialmente para campanhas eleitorais, foi levada à Brasília por um tradicional deputado do PT das alterosas. Foi oferecida a empresas que queriam "colaborar" com uma campanha eleitoral pelo caixa 2 (dinheiro não contabilizado, segundo a linguagem 'delubiana'). A empresa contratava uma agência de publicidade para um trabalho, digamos, virtual. Essa tirava a sua normal comissão de agência. E disponibilizava o dinheiro para a campanha eleitoral de quem foi designado na boca do caixa.
4. Essa técnica foi adaptada para o mensalão 2004-2005. Empresas que queriam 'contribuir' para o esquema da formação de maioria parlamentar, coordenado por gabinetes do Planalto, não precisavam mais entregar pacotes de dinheiro, ou mesmo um pacotão que os intermediários subdividiam. Bastava, nessa engenhosa operação, "contratar" a agência de publicidade. Essa disponibilizava o dinheiro na boca do caixa com o nome do beneficiário.
5. Esses iam pessoalmente ao banco, assinavam o recibo e deixavam cópia de seus documentos de identidade. Ou seja, deixavam suas impressões digitais com firma reconhecida. Mas faltou a leitura de Luca Pacioli, em seu clássico de 1494, que criou o método veneziano ou de Partidas Dobradas. A cada crédito deve corresponder um débito e vice-versa.
6. Resultado: os parlamentares, ou mesmo parentes de primeiro grau (a imprensa divulgou que a esposa do presidente da câmara de deputados foi à boca do caixa receber por seu digníssimo), recebiam. Até aqui, crime perfeito. Mas os destinatários se 'esqueceram' de registrar onde aplicaram. A agência de publicidade tinha suas contas fechadas. Mas na outra ponta, quem recebeu e não registrou, passou a ter um "caixa 2" aberto e carimbado com seu documento de identidade. O esquema da agência foi descoberto e demonstrado.
7. A esse esquema se chamou "valerioduto", em homenagem a seu autor e sua agência. Denunciado o esquema e comprovadas às retiradas com carteira de identidade e firma reconhecida, os crimes, financeiro, fiscal e político, ficaram caracterizados com provas retumbantes.
8. Agora começa o julgamento do mensalão no STF. E não há habilidade advocacia que apague os rastros. Paradoxalmente, só não estão registradas as impressões digitais dos gabinetes do planalto. Mas, nesse caso, supõe-se que os inquéritos e depoimentos no STF tenham chegado à origem. Afinal, foi o próprio presidente da república que carimbou responsabilidades com a demissão de seu ministro coordenador. E, num esquema desses, não há moto-contínuo.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 22 de março de 2012

RIO: MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO.

EMAIL RECEBIDO:
Data: 21 de abril de 2012.
Horário: 16:00 horas.
Local: Praia de Copacabana - Posto 4.
Eu estarei lá!
Juntos Somos Fortes!

domingo, 18 de março de 2012

COPA DO MUNDO NO BRASIL: DIGAM NÃO!

Prezados leitores, bom dia!
BLOG DO JOSIAS:
17.03.2012 - 18:56
Romário: Brasil passará ‘vergonha’, Copa será uma ‘merda’ e haverá ‘o maior roubo’ em obras.
Josias de Souza
Ao migrar dos gramados para o tapete da Câmara, Romário trocou os pés pela língua. Mas não perdeu o cacoete de atacante. Neste sábado (17), o deputado pedurou em sua página no Facebook comentários ácidos sobre a Copa de 2014.
“É uma pena ouvir nas rádios, ver na TV, abrir os jornais e ler que o governo federal se uniu à Fifa para que a Copa do Mundo seja a maior de todos os tempos. Uma mentira descabida! Não será a melhor e nós vamos passar vergonha”, anotou.
Queixou-se da ausência de representantes do Congresso na audiência concedida na véspera por Dilma Rousseff ao presidente da Fifa, Joseph Blatter. “Se continuar acontecendo coisas erradas e estranhas como esse encontro do Blatter com pessoas que não são ligadas a Lei Geral da Copa, ela será uma merda.”
Romário (PSB-RJ) foi à canela: “O governo federal está enganado o povo. E a presidente Dilma está sendo enganada ou se deixando enganar.” Convocou as arquibancadas: “Brasileiros, continuem cobrando e se manifestando, porque essa palhaçada vai piorar quando tiver a um ano e meio da Copa.”
Pisou na rótula: “O pior ainda está por vir, porque o governo deixará que aconteçam as obras emergenciais, as que não precisam de licitações. Aí vai acontecer o maior roubo da história do Brasil.”
Romário prosseguiu: depois da violação das arcas, “eu quero ver se as pessoas que apareceram sorrindo na foto durante a reunião de ontem [de Dilma com Blatter] vão querer aparecer. Esse Brasil é um circo e os palhaços vocês sabem bem quem são.”
Deve-se o destampatório de Romário à composição da mesa do Planalto. Referiu-se à reunião como uma dessas “coisas que só acontecem no nosso país”. Percorreu a lista dos presentes: “O presidente da Fifa vem ao Brasil e se encontra com a presidente Dilma. Até ai perfeito!”
“Nesse encontro estão presentes Aldo Rebello, ministro dos Esportes, ok; Pelé, embaixador honorário do Brasil para a Copa do Mundo de 2014, ok; Ronaldo, conselheiro do Comitê Organizador Local (COL), ok. Só uma pergunta: qual dessas pessoas têm a ver com a Lei Geral da Copa? Nenhuma.”
Listou os ausentes: “O presidente da comissão da Lei Geral da Copa, Renan Filho [PMDB-AL], não estava lá. O relator da Lei da Copa, Vicente Cândido [PT-SP], também não. O presidente da Casa onde será votada a lei, Marco Maia [PT-RS], também não estava presente.”
Tomado pelas palavras, Romário avalia que ele próprio deveria ter recostado os cotovelos na mesa de reuniões do Planalto: “Muitos outros que têm muito a ver com a Lei Geral da Copa não estavam presentes.” Voltou a mirar a canela: “Na minha concepção de político, a política vai de mal a pior.”
De novo, foi para a galera: “O povo tem total razão de reivindicar e cobrar principalmente mais seriedade e responsabilidade das pessoas que tem autonomia para decidir coisas importantes como essa (Copa do Mundo).”
Terminado o encontro do Planalto, o ministro Aldo Rebelo levou Joseph Blatter ao encontro de um grupo de deputados. Entre eles alguns dos que Romário gostaria que tivessem participado da reunião do Planalto –o presidente da Câmara Marco Maia, por exemplo.
Rebelo, Blatter e os deputados trocaram afagos e sorrisos ao redor de espetos de picanha. A julgar por sua manifestação radioativa, Romário parece avaliar que a Lei Geral da Copa mereceria um encontro mais formal. Uma reunião em que a conversa não fosse entrecortada pela mastigação do churrasco.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

OS CANALHAS NOS ENSINAM MAIS - ARNALDO JABOR.

O ESTADO DE SÃO PAULO.
Os canalhas nos ensinam mais
Arnaldo Jabor - 31 de janeiro de 2012
Nunca vimos uma coisa assim. Ao menos, eu nunca vi. A herança maldita da política de sujas alianças que Lula nos deixou criou uma maré vermelha de horrores. Qualquer gaveta que se abra, qualquer tampa de lata de lixo levantada faz saltar um novo escândalo da pesada. Parece não haver mais inocentes em Brasília e nos currais do País todo. As roubalheiras não são mais segredos de gabinetes ou de cafezinhos. As chantagens são abertas, na cara, na marra, chegando ao insulto machista contra a presidente, desafiada em público. Um diz que é forte como uma pirâmide, outro que só sai a tiro, outro diz que ela não tem coragem de demiti-lo, outro que a ama, outro que a odeia. Canalhas se escandalizam se um técnico for indicado para um cargo técnico. Chego a ver nos corruptos um leve sorriso de prazer, a volúpia do mal assumido, uma ponta de orgulho por seus crimes seculares, como se zelassem por uma tradição brasileira.
Temos a impressão de que está em marcha uma clara "revolução dentro da corrupção", um deslavado processo com o fito explícito de nos acostumar ao horror, como um fato inevitável. Parece que querem nos convencer de que nosso destino histórico é a maçaroca informe de um grande maranhão eterno. A mentira virou verdade? Diante dos vídeos e telefonemas gravados, os acusados batem no peito e berram: "É mentira!" Mas, o que é a mentira? A verdade são os crimes evidentes que a PF e a mídia descobrem ou os desmentidos dos que os cometeram? Não há mais respeito, não digo pela verdade; não há respeito nem mesmo pela mentira.
Mas, pensando bem, pode ser que esta grande onda de assaltos à Republica seja o primeiro sinal de saúde, pode ser que esta pletora de vícios seja o início de uma maior consciência critica. E isso é bom. Estamos descobrindo que temos de pensar a partir da insânia brasileira e não de um sonho de razão, de um desejo de harmonia que nunca chega.
Avante, racionalistas em pânico, honestos humilhados, esperançosos ofendidos ! Esta depressão pode ser boa para nos despertar da letargia de 400 anos. O que há de bom nesta bosta toda?
Nunca nossos vícios ficaram tão explícitos! Aprendemos a dura verdade neste rio sem foz, onde as fezes se acumulam sem escoamento. Finalmente, nossa crise endêmica está em cima da mesa de dissecação, aberta ao meio como uma galinha. Vemos que o País progride de lado, como um caranguejo mole das praias nordestinas. Meu Deus, que prodigiosa fartura de novidades sórdidas estamos conhecendo, fecundas como um adubo sagrado, tão belas quanto nossas matas, cachoeiras e flores. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras. Como mentem arrogantemente mal! Que ostentações de pureza, candor, para encobrir a impudicícia, o despudor, a mão grande nas cumbucas, os esgotos da alma.
Ai, Jesus, que emocionantes os súbitos aumentos de patrimônio, declarações de renda falsas, carrões, iates, piscinas em forma de vaginas, açougues fantasmas, cheques podres, recibos laranjas de analfabetos desdentados em fazendas imaginárias.
Que delícia, que doutorado sobre nós mesmos!... Assistimos em suspense ao dia a dia dos ladrões na caça. Como é emocionante a vida das quadrilhas políticas, seus altos e baixos - ou o triunfo da grana enfiada nas meias e cuecas ou o medo dos flagrantes que fazem o uísque cair mal no Piantella diante das evidências de crime, o medo que provoca barrigas murmurantes, diarreias secretas, flatulências fétidas no Senado, vômitos nos bigodes, galinhas mortas na encruzilhada, as brochadas em motéis, tudo compondo o panorama das obras públicas: pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, orgasmos entre empreiteiras e políticos.
Parece que existem dois Brasis: um Brasil roído por ratos políticos e um outro Brasil povoado de anjos e "puros". E o fascinante é que são os mesmos homens. O povo está diante de um milenar problema fisiológico (ups!) - isto é, filosófico: o que é a verdade?
Se a verdade aparecesse em sua plenitude, nossas instituições cairiam ao chão. Mas, tudo está ficando tão claro, tão insuportável que temos de correr esse risco, temos de contemplar a mecânica da escrotidão, na esperança de mudar o País.
Já sabemos que a corrupção não é um "desvio" da norma, não é um pecado ou crime - é a norma mesmo, entranhada nos códigos, nas línguas, nas almas. Vivemos nossa diplomação na cultura da sacanagem.
Já sabemos muito, já nos entrou na cabeça que o Estado patrimonialista, inchado, burocrático é que nos devora a vida. Durante quatro séculos, fomos carcomidos por capitanias, labirintos, autarquias. Já sabemos que enquanto não desatracarmos os corpos públicos e privados, que enquanto não acabarem as emendas ao orçamento, as regras eleitorais vigentes, nada vai se resolver. Enquanto houver 25 mil cargos de confiança, haverá canalhas; enquanto houver Estatais com caixa-preta, haverá canalhas; enquanto houver subsídios a fundo perdido, haverá canalhas. Com esse Código Penal, com essa estrutura judiciária, nunca haverá progresso.
Já sabemos que mais de R$ 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas. Não adianta punir meia dúzia. A cada punição, outros nascerão mais fortes, como bactérias resistentes a antigas penicilinas. Temos de desinfetar seus ninhos, suas chocadeiras.
Descobrimos que os canalhas são mais didáticos que os honestos. O canalha ensina mais. Os canalhas são a base da nacionalidade! Eles nos ensinam que a esperança tem de ser extirpada como um furúnculo maligno e que, pelo escracho, entenderemos a beleza do que poderíamos ser!
Temos tido uma psicanálise para o povo, um show de verdades pelo chorrilho de negaças, de "nuncas", de "jamais", de cínicos sorrisos e lágrimas de crocodilo. Nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo. Céus, por isso é que sou otimista! Ânimo, meu povo! O Brasil está evoluindo em marcha à ré!
Juntos Somos Fortes!

sábado, 28 de janeiro de 2012

A GRANDE FESTA CÍVICA-DEMOCRÁTICA E VOCÊ JORNALISTA.

Prezado leitor, estamos nos aproximando da grande festa cívica-democrática que será vivenciada nesse domingo, na Praia de Copacabana, às 10:00 horas, com concentração em frente ao Hotel Copacabana Palace.
Em minha opinião a festa tem vários objetivos e um deles consiste em chamar a atenção do governo e da população fluminense, relembrar a todos e a todas, a importância fundamental dos profissionais de segurança pública na vida em sociedade. Profissionais que estão sendo humilhados pelo atual governo estadual, um governante que além de não cumprir as suas promessas de campanha, agravou ainda mais a situação distribuindo gratificações para alguns e condenando os inativos e as pensionistas a salários cada vez mais famélicos.
Acabar com todas as gratificações é tão importante quanto conseguir o reajuste justo.
Sim, somos imprescindíveis, sem nós o país não sobrevive. Como não sobrevive sem os integrantes das forças armadas, sem os funcionários da saúde e da educação pública. O país não sobrevive sem todos e todas nós, pessoas de bem. Ao contrário, o país sobreviveria e cresceria em todos os sentidos, sem os políticos que querem implantar a cleptocracia no Brasil.
Todos e todas esperam que o governo Cabral entenda esse recado e assim se cumpra outro objetivo do ato pacífico e ordeiro, evitar o início de um movimento de paralisação (greve), algo que ninguém de nós quer que aconteça, como tenho escrito seguidas vezes nesse espaço democrático.  Não quero a greve (algo que só os ativos podem fazer), não incito a greve, mas percebo que ela pode ocorrer diante do descaso do governo federal (PEC 446) e do governo estadual. Uma greve no Rio não trará o caos apenas para o Rio, ela poderá desencadear uma greve nacional na área da segurança pública, algo que teria desdobramentos imprevisíveis. Espero que a presidente Dilma, o governador Sérgio Cabral e todos os governadores do Brasil, estejam fazendo a mesma leitura do organizador desse blog e que aprendam a valorizar os heróis do povo. 
Ninguém quer a greve, existe vários passos antes dela em uma mobilização organizada (operação tolerância zero, por exemplo), mas caso chegue a eclodir uma paralisação, os inativos terão que assumir o seu papel.  Teremos que ir para as ruas protestando, promovendo atos pacíficos e ordeiros, para explicar a população o que conduziu a essa medida extrema, essa será a nossa missão e eu não fugirei dela, como nunca fugi dos desafios que se apresentaram. Aliás, dias atrás, já fiz atos nas ruas na direção de conscientizar a população sobre a possível greve e suas consequências, isso é meu dever, como Coronel de Polícia.
Amanhã, celebraremos a união do povo com os seus heróis, os Bombeiros Militares, os Policiais Militares, os Policiais Civis e os Guarda Municipais. Será uma grande festa e um recado maior ainda, no sentido de que não estamos satisfeitos, entendam os que precisam entender esse recado.
Leitores, amanhã, cada um de nós tem uma missão fundamental para o sucesso, precisa ser um repórter para transmitir o ato para o mundo, a única forma de enfrentarmos a mídia chapa branca, a mídia que se beneficia da cleptocracia e que não está divulgando (nem divulgará) a nossa festa. Leve o seu celular, a sua câmera fotográfica e a sua filmadora. Fotografe e filme tudo. Cada ato da festa cívica-democrática que você irá vivenciar. Os que puderem devem transmitir diretamente do local, outros logo ao chegar em casa, coloquem as fotos e os vídeos na internet. Poste nos blogs, nos sites e nas redes sociais. Os que não sabem fazer, peçam aos seus familiares ou amigos, certamente, alguém saberá como fazer a publicação de suas fotos e filmes.
Amanhã, a união deve vencer o individualismo e os interesses políticos devem ficar em casa.
Amanhã, o "nós" precisa vencer o "eu".
Amanhã, você é o grande líder.
Juntos Somos Fortes!

SELVA! - UM COMENTÁRIO POSTADO E UM POUCO MAIS...

COMENTÁRIO:
"Anônimo disse...
Só tenho certeza de algumas coisas:
1. A esta hora até o desgoverno Dilma/petralha já começa a ficar preocupado, e se a população acordar e aderir ao movimento dos policiais e BM´s inconformada com a ROUBALHEIRA que assola o Brasil após a chegada do PT ao poder.
2. Vai ter greve
3. O Rio vai ficar alguns dias paralisado à mercê de de saques, depredações e incêndios...
4.Vão chamar a força nacional e não vai adiantar nada.
5. Vão acionar o exército e com o descontentamento com a ROUBALHEIRA que assola o país e os baixos soldos que grassa nas casernas isso pode ser perigoso...!!!
6. Os senhores trabalham para um governador que é um verdadeiro embusteiro e que adora a boa vida de champanhe , caviar ,jatinhos e viagens a Paris, ( deve ganhar muito bem esse indivíduo )e ainda debocha dos Senhores Policiais e Bombeiros, chefes de família honrados.
7. E por último BYE BYE OLIMPÍADAS E COPA...!!!
assinado: Subtenente do Exército - Amazônia - SELVA!!!!!
P.S. - Sugestão começem a contactar a imprensa internacional e façam O GLOBO e o DIA passar vergonha.
COMENTO:
Um comentário anônimo que apresenta uma linha de raciocínio coerente.
Lembram quando eu escrevi nesse espaço democrático que o Brasil poderia sofrer uma grande transformação a partir de movimentos vindos do Nordeste  realizados por Policiais e Bombeiros?
Pois é...
Amanhã, o Brasil poderá começar a escrever um novo começo na Praia de Copacabana, mas que um grito por salários dignos de Policiais e Bombeiros, poderemos estar soltando um grito contra a cleptocracia.
Quem perder a festa, poderá estar perdendo a chance de fazer parte da história.
Juntos Somos Fortes!

DE QUEM TEM MEDO SÉRGIO CABRAL - JORNALISTA VITOR HUGO SOARES.

EMAIL RECEBIDO:
"De que tem medo Sérgio Cabral?
Diante do que se viu, e ainda se vê, no espaço dramático e poeirento desta tragédia inesperada que fere o coração da Cidade Maravilhosa – igualmente marcada por momentos singulares de humanismo, generosidade solidária, superação e bom humor, mesmo frente à desgraça – é preciso dizer com todas as letras a bem da verdade e seu registro histórico: ninguém fez mais feio neste episódio do que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho.
Mando às favas o temor de ser repetitivo neste espaço, mas para contextualizar jornalisticamente o triste papel de Cabral é preciso recorrer mais uma vez ao Decálogo do Estadista, de Ulysses Guimarães. Magnífica, sólida e permanente construção do pensamento e da prática do saudoso fundador do MDB (hoje o PMDB do governador do Rio), presidente da Câmara e timoneiro da oposição em travessia das m ais difíceis do País entre a ditadura e a democracia.
Sérgio Cabral Filho, neste desastre que ainda recolhe seus mortos (quando escrevo de Salvador já são nove corpos recolhidos e a previsão oficial de 20 desaparecidos), afrontou acintosamente o primeiro mandamento do Decálogo de Ulysses: A Coragem.
Perdoem os incomodados, mas considero indispensável reproduzir aqui, mesmo para os que a conhecem e a seguem, o que reza a primeira e fundamental norma do homem público, segundo a lei do evangelho do fundador do PMDB: “O pusilânime nunca será estadista. Churchill afirmou que das virtudes, a coragem é a primeira. Porque sem ela todas as demais, a fé, a caridade, o patriotismo desaparecem na hora do perigo”.
“Há momentos em que o homem público tem que decidir, mesmo com o risco de sua vida, liberdade, impopularidade ou exílio. Sem coragem não o fará. Cesar não foi ao Rubicon para pescar, disse Andre Malraux. Se Pedro Primeiro fosse ao Ipiranga para beber água, suas estátuas não se ergueriam nas praças públicas do Brasil”.
O medo tem cheiro. Os cachorros e cavalos sentem-no, por isso derrubam ou mordem os medrosos. Mesmo longe, chega ao povo o cheiro corajoso dos seus líderes. A liderança é um risco. Quem não o assume não merece esse nome”. Grande e verdadeiro Ulysses Guimarães!
Agora de volta ao cenário dos desabamentos na noite de quarta-feira no centro do Rio. As primeiras notícias e imagens transmitidas na televisão deixaram em suspense o País e a parte do mundo que ainda não dormia quando os prédios começaram a ruir, reproduzindo cenas dramáticas de gente correndo da nuvem de poeira que os perseguia, como se o pesadelo do 11 de Setembro em Nova Iorque se repetisse na Cidade Maravilhosa.
Logo estavam na área os soldados do Corpo de Bombeiros (é fácil entender porque a população do Rio os ama e respeita tanto, embora Cabral pareça detestá-los). Socorrendo, ajudando, tentando retirar pessoas ainda com vida dos escombros.
Em seguida chegou também o prefeito Eduardo Paes, que estava em um teatro em Ipanema no lançamento da peça sobre Zezé Macedo. Saiu direto de um auditório de comédia para um palco de tragédia. Cumpria assim com tranqüilidade no meio da confusão – mas muita decisão e coragem, é preciso reconhecer – o seu dever de homem público com a população que o colocou no comando administrativo da cidade do Rio de Janeiro.
E o governador Sérgio Cabral? Em outros momentos, trágicos, ele foi apanhado em viagens mal justificadas ao exterior ou em estranhas transações com magnatas dos empreendimentos privados em Porto Seguro, na costa sul da Bahia. Desta vez, aparentemente, Cabral estava na capital do estado que ele governa. Ainda assim, ele que é um falastrão contumaz na hora de contar vantagens, se manteve escondido. Em silêncio. Ausente.
Com a suspeita bem humorada levantada pelo site carioca “Sensacionalista” de que o governador estava “entre os desaparecidos dos desabamentos”, Cabral resolveu dar sinal de vida. Mais de 15 horas depois dos desabamentos, na tarde do dia seguinte, o governador resolveu quebrar o silêncio. Em entrevista à Rádio CBN disse o óbvio, mas com palavras reveladoras: lamentou a tragédia, afirmou ter acompanhado os trabalhos, que estão sob o comando do prefeito Eduardo Paes e do secretário estadual de Saúde, Sérgio Cortes. E sentenciou com mais uma obviedade e outro tiro no pé: “a tragédia poderia ter sido ainda maior caso tivesse ocorrido horas antes”.
“Por amor de Deus, me bata um abacate!”, como dizem os baianos.
“Os medrosos têm cheiro!”, regista Ulysses em seu Decálogo do Estadista, e não custa repetir sempre esta verdade. Resta agora saber, diante dos fatos da recente tragédia carioca, de que ou de quem tem medo o governador Sérgio Cabral Filho?
Como no samba, responda quem souber".
Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor-soares1@terra.com.br
Juntos Somos Fortes!

AS MÁFIAS ESTÃO SE IMPLANTANDO NO RIO DE JANEIRO E NO BRASIL.

Prezados leitores, bom dia!
Tenho escrito com frequência que ler livros sobre a máfia italiana é uma excelente maneira para entender as organizações criminosas que estão se infiltrando nos poderes executivo, judiciário e legislativo do Brasil e nas empresas privadas que se relacionam com os seus integrantes. Inclusive recomendei a leitura de "Gomorra" (Roberto Saviano) e "História da Máfia" (Salvatore Lupo). Eles são excelentes para que se possa entender as máfias do Rio de Janeiro, por exemplo. Além deles, agrega conhecimentos também fundamentais para a compreensão do tema o livro Honoráveis Bandidos (Palmério Dória).
Hoje O Globo publica uma entrevista com o desembargador Marcus Faver, ele cita as organizações mafiosas. Recomendo a leitura atenta.
O GLOBO:
Faver sobre venda de sentenças: se for juiz, deve ser enforcado.
Presidente de conselho de TJs diz que debate sobre poder do CNJ foi superado.
TERESINA - O presidente do Conselho Permanente dos Tribunais de Justiça do Brasil, o desembargador aposentado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Marcus Faver, disse nestaz sexta-feira que juiz que vende sentenças “deve ser enforcado em praça pública”.
- É muito grave (venda de sentenças), é gravíssimo. Se há isso, é crime, e o autor disso, me desculpe a expressão, se for um juiz, deve ser enforcado em praça pública.
Ele disse ainda que a ação do crime organizado no país hoje tem semelhança com o que ocorreu na Itália nos anos 80 e 90, quando havia infiltração criminosa em órgãos do governo.
O GLOBO: O que o senhor acha da polêmica sobre manter os poderes do Conselho Nacional de Justiça?
MARCUS FAVER: Não se discute poderes do Conselho. Os poderes do Conselho estão fixados na Constituição, na Emenda Constitucional 45. O que se está discutindo é o momento da atuação do Conselho, porque, quando no Direito há dois órgãos se afirmando competentes, existe o conflito de competência, que tem que ser dirimido. Na técnica judiciária, só um órgão pode ser competente para cada questão. Não podem existir dois órgãos, ao mesmo tempo, competentes. Isso é uma afronta à técnica do Direito. Caberá ao Supremo resolver essa questão.
Essa polêmica não pode retomar a discussão na sociedade sobre o controle externo do Judiciário?
FAVER: Não. Essa questão está superada. Nenhum tribunal questiona o CNJ.
A imprensa tem denunciado gravações apontando venda de sentenças por juízes...
FAVER: Isso é muito grave, gravíssimo. Se há isso, é crime e o autor disso, me desculpe a expressão, se for um juiz deve ser enforcado em praça pública.
Quem vende sentença tem que ter essa punição?
FAVER: A punição maior. Um enforcamento em praça pública
Em sua palestra no Conselho Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, o senhor relatou seu encontro com o juiz Giovanni Falcone (que combateu a máfia siciliana e a corrupção política, nas décadas de 80 e 90), quando veio ao Brasil no caso da extradição do mafioso Tommaso Buscetta, e tirou alguns ensinamentos. Quais?
FAVER: O ensinamento dele é que o juiz tem que ter coragem, tem que ter determinação, tem que ter a certeza de que ele tem que ter espírito público, em defesa da sociedade. Há uma identificação muito grande da situação da Itália com a situação do Brasil. Na Itália, a máfia toma certos setores do governo e, no Brasil, o crime organizado toma certos setores do governo. Então, essa similitude política e social é muito relevante. Há outro fato: da mesma forma que aconteceu na máfia, os juízes foram assassinados ao combatê-la. No Brasil, está acontecendo a mesma coisa. Essa similitude faz com que a gente tenha Falcone como uma referência muito grande.
O senhor disse que estão aumentando as ameaças.
FAVER: Na medida em que o Judiciário é chamado a resolver questões políticas e econômicas de relevantes interesses, as ameaças aumentam.
Alguns juízes também podem, em vez de combater a máfia, ser a própria máfia?
FAVER: Claro que pode. Todos os setores, não excluo o Judiciário, claro que não. O problema existe em todos (Fonte).
Juntos Somos Fortes!

domingo, 15 de janeiro de 2012

REDESCOBRINDO O BRASIL - CABRAL DEFENDE A LEGALIZAÇÃO DE MAIS UM CRIME - JORNALISTA REINALDO AZEVEDO.

Recordar é viver.
REVISTA VEJA:
BLOG DO REINALDO AZEVEDO:
17/12/2010
Redescobrindo o Brasil - Cabral defende a legalização de mais um crime
Sérgio Cabral, determinado a ocupar o vácuo que Lula deixará quando encerrar o seu mandato, deu seqüência hoje ao estilo “deixa que eu chuto”. Depois de defender a descriminação das drogas — só das leves, claro!; não sei se ele enquadra o crack entre as pesadas — e de ter indagado quem aí nunca fez um abortinho na namoradinha, saiu-se com a defesa da legalização do jogo.
As três defesas já nos permitem ter um padrão. Cabral segue um norte ético: “Já que a gente é incompetente para combater o crime, então que nos unamos a ele”. O governador é mesmo um prático: se o crime deixa de ser crime, tudo é da lei, e acaba essa história de punição, pronto!. O miolo-mole certamente acha que viveremos no bem-bom do contrato social, né?, com uma chateaçãozinha aqui, outra ali. Mas pode acontecer, e aconteceria, de conhecermos o estado da natureza.
Ele tem um jeito muito peculiar de dizer suas bobagens, mimetizando o estilo lulístico, só que sem aquela certa, como posso chamar?, autenticidade rústica e telúrica do Apedeuta das Esferas. Cabral é só um rapazola da Zona Sul, já meio velhusco, que busca emprestar a sua dicção certo veneno e picardia da mítica malandragem do Rio. Dá em bufonaria. Para este pensador desabrido, se todos deixarmos de ser hipócritas, acabaremos pensando como ele. Assim ele fez a defesa da legalização do jogo:
“O Brasil, francamente, tem problemas muito maiores quando se torna ilegal. Quando é ilegal, não vai para vocês, não vai para instituições como a Andef [instituição de caridade que cuida de deficientes físicos]. No mundo inteiro, quando é legal, vai para aplicação e recursos meritórios. Chega de demagogia, chega de hipocrisia, é isso que me deixa impressionado”.
Esse discurso cheio de anacolutos — consta que ele não gostava de escola, e isso certamente é verdade — foi feito durante a entrega de veículos para entidades de assistência social, financiados com recursos da Loterj (Loterias do Rio de Janeiro). Cabral poderia nos dizer quais crimes ele considera inaceitáveis para termos mais ou menos uma noção de por onde caminha a mente deste senhor.
Sabem o que é isso? Delírio de potência! Com todo o respeito, a imprensa carioca está criando um monstro inimputável, com a diferença de que ele é, acreditem, bem mais irresponsável do que Lula, que jamais trataria qualquer um dos três assuntos com tal ligeireza. O presidente não é operário desde 1975, mas aquela é sua origem. Esse vale-tudo cabralino tem um corte que é de classe social, de formação. É coisa de moleque que enfiou o pé na jaca. Pobre, como foi Lula, é um pouco menos licencioso do que isso —nos costumes ao menos.
Entendo! Cabral celebra o sucesso de suas Unidades da Polícia Pacificadora do Tráfico. Experimenta o sucesso de crítica e de público de uma nova abordagem do crime — aquela em que o criminoso passa a ser parte interessada na solução do conflito.
Este senhor se definiu para mim quando a Câmara aprovou a lei que redistribuía ente os estados os royalties do petróleo — o que, de fato, é um absurdo. Ele chorou copiosamente e convocou uma manifestação popular. Os deslizamentos em decorrência das chuvas mataram 229 pessoas logo depois. Cabral não só não salgou a terra com suas lágrimas como aproveitou para acusar, nesta ordem: a) os adversários políticos; b) as próprias vítimas.
Há 50 mil homicídios por ano no Brasil. O Rio apresenta um dos maiores índices do país. É um escândalo! Assim como Cabral nos convida a deixar de ser hipócritas no caso das drogas, do aborto e do jogo, eu gostaria de saber o que é não ter hipocrisia nesse particular. Talvez fosse o caso de legalizar o assassinato, não é?, combinando com os matadores uma cota aceitável segundo os padrões da ONU, por exemplo. Como diria Cabral, não podemos ser hipócritas: se, sem acordo, morrem 50 mil, podemos baixar para 20 mil com acordo. Pensem a partir do resultado: o que é pior?
Cabral ainda não entendeu — e lhe falta bem mais do que leitura para isto — que nem todas as idéias que “resolvem” são aceitáveis. É perfeitamente possível controlar um surto de contaminação virótica eliminando-se os hospedeiros. Funciona? Funciona! É o que se faz com o gado quando tem febre aftosa — ainda menino, lembro-me das matanças. Mas, como se dizia antigamente, “com gente, é diferente”.
Àquilo que Cabral chama “hipocrisia”, muita gente boa chama “ética”.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

LENDO SOBRE AS MÁFIAS ITALIANAS, APRENDO SOBRE O RIO DE JANEIRO.

Comentei nesse espaço democrático que enquanto lia o livro GOMORRA do jornalista Roberto Saviano, era transportado para o Rio de Janeiro dos nossos tristes dias, diante das semelhanças que encontrava em várias partes. O Natal trouxe um presente que aumentará o meu conhecimento sobre as máfias, o livro HISTÓRIA DA MÁFIA – DAS ORIGENS AOS NOSSOS DIAS, de Salvatore Lupo (Editora UNESP) e estou ansioso para descobrir se a leitura provocará o mesmo feito do livro anterior. Enquanto isso, continuarei lendo O QUE SEI DE LULA, de José Nêumanne Pinto (Editora Top Books), que no momento está me inserindo no mundo do sindicalismo paulista, mas que certamente me levará por caminhos tortuosos.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

POVO FROUXO, POLÍTICOS RICOS.

O GLOBO:
Investigações em 5 ministérios apontam desvios de R$ 1,1 bilhão.
Quase 90 servidores públicos são suspeitos de envolvimento em ações escusas.
BRASÍLIA - Além de derrubar cinco ministros este ano, as investigações de desvio de recursos públicos em órgãos federais identificaram ao menos 88 servidores públicos, de carreira ou não, suspeitos de envolvimento em ações escusas que acumulam dano potencial de R$ 1,1 bilhão. Esse valor inclui recursos pagos e também dinheiro cuja liberação chegou a ser barrada antes do pagamento. A recuperação do que saiu irregularmente dos cofres públicos ainda dependerá de um longo e penoso processo, até que parte desse dinheiro retorne ao Erário (Leiam).
Comento:
A inércia do povo brasileiro diante do avanço da cleptocracia é um fator de estímulo para todos os que querem levar vantagem ilícita.
O povo só ocupa as ruas no carnaval e nas vitórias da seleção nacional de futebol.
Povo frouxo, políticos ricos.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O PAÍS NASCEU POR ENGANO, BALANÇOU NO BERÇO DA SAFADEZA E AGORA É CONTROLADO PELA ALIANÇA DOS AMORAIS - AUGUSTO NUNES.

"REVISTA VEJA - AUGUSTO NUNES.
19/07/2009
Direto ao Ponto
O país nasceu por engano, balançou no berço da safadeza e agora é controlado pela aliança dos amorais.
O Brasil nasceu por engano. Buscavam o caminho das Índias as caravelas que em abril de 1500 perderam o rumo tão espetacularmente que acabariam caindo nos abismos do outro lado do mundo se não tivessem topado com aquela demasia de praias com areias finas e brancas, banhadas por ondas verdes ou azuis, muita mata, muita flor, muito rio, muito peixe, muito bicho de carne tenra, muita fruta sumarenta e, melhor que tudo, muita índia pelada.
O Brasil balançou no berço da safadeza. Souberam disso tarde demais aqueles viventes cor de cobre, sem roupas no corpo nem pelos nas partes pudendas, os homens prontos para trocar preciosidades por quinquilharias, as mulheres prontas para abrir o sorriso e as pernas para qualquer forasteiro, pois os nativos praticavam sem remorso o que só era pecado do outro lado do grande mar, e não poderiam ser tementes a um Deus que desconheciam.
O Brasil nasceu carnavalesco. Nem um Joãosinho Trinta em transe num terreiro de candomblé pensaria em juntar na avenida, como fez o português Henrique Soares, maior autoridade religiosa presente e celebrante da primeira missa naquelas imensidões misteriosas, um padre de batina erguendo o cálice sagrado, navegantes fantasiados de soldados medievais, marinheiros com roupa de domingo, índios com a genitália desnuda que séculos depois seria banida da Sapucaí por bicheiros respeitadores dos bons costumes e a cruz dos cristãos no convívio amistoso com arcos, flechas e bordunas.
O Brasil balançou no berço da maluquice. Marujos ainda mareados pela travessia do Atlântico, ainda atarantados com a visão do paraíso, decidiram que aquilo era uma ilha e deveria chamar-se Ilha de Vera Cruz, e assim a chamaram até perceberem, incontáveis milhas além, que era muito litoral para uma ilha só, e pareceu-lhes sensato rebatizar o colosso ausente de todos os mapas com o nome de Terra de Santa Cruz, porque disso ninguém duvidava: era firme a terra que pisavam.
O Brasil nasceu preguiçoso. Passou a infância e a adolescência na praia, e esperou 200 anos até criar ânimo e coragem para escalar o paredão que separava o mar do Planalto, e esperou mais um século até se aventurar pelos sertões estendidos por trás da floresta virgem, num esforço de tal forma extenuante que ficou estabelecido que, dali por diante, os nativos da terra, os estrangeiros e seus descendentes sempre deixariam para amanhã o que deveriam ter feito ontem.
Tinha de dar no que deu. Coerentemente incoerente, o Brasil parido pelo equívoco hostilizou os civilizadores holandeses para manter-se sob o jugo do império português, o Brasil amalucado teve como primeira e única rainha uma doida de hospício, o Brasil da safadeza acolheu o filho da rainha que roubou a matriz na vinda e a colônia na volta, o Brasil preguiçoso foi o último a abolir a escravidão, o Brasil sem pressa foi o último a virar República, o Brasil carnavalesco transformou a própria História num tremendo samba do crioulo doido.
O cortejo dos presidentes, ministros, senadores, deputados federais, governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores aberto em 1889 informa que a troca de regime não mudou a essência da coisa: o Brasil republicano é o Brasil monárquico de terno e gravata, só que mais cafajeste. Muito mais cafajeste, informa a paisagem deste começo de século 21. Depois de 500 anos, os herdeiros dos traços mais detestáveis do DNA nacional promoveram o grande acerto dos amorais, instalaram-se no coração do poder e vão tornando decididamente intragável a geleia geral brasileira.
Nascido e criado sob o signo da insensatez, o país que teve um imperador que parecia adulto aos 5 anos de idade foi governado por um presidente que parece moleque e, depois, por uma avó menos ajuizada que neto de fralda. Com um menino sem pai nem mãe no trono, o Brasil não sentiu medo. Com dois sessentões no comando, o Brasil que pensa se sente sem pai nem mãe".
Juntos Somos Fortes!

sábado, 10 de dezembro de 2011

O PT É O RETRATO DA DESMORALIZAÇÃO.

REVISTA VEJA:
BLOG DO REINALDO AZEVEDO:
10/12/2011
MATÉRIA DA CAPA - COMO O GANGSTERISMO PETISTA SE ORGANIZOU PARA INCRIMINAR INOCENTES E, ASSIM, LIVRAR A CARA DOS CULPADOS. E TUDO ESTÁ GRAVADO!
Ao longo desses anos, não foram poucas as vezes em que me acusaram de ser um tanto exagerado nas críticas ao petismo. Serei mesmo? A reportagem de capa desta semana da VEJA demonstra até que ponto eles podem mergulhar na abjeção. Operam, tenho dito aqui, com a inversão orwelliana mais rudimentar: o crime passa a ser uma virtude; e os inocentes, criminosos. Sem limites, sem pudores, sem receios.
A saída que o PT encontrou para tentar se safar do mensalão foi afirmar que tudo não passava de caixa dois de campanha e que todos, afinal de contas, agem do mesmo modo. Só que era preciso “provar” a tese. E ONDE ESTAVAM AS TAIS PROVAS? NÃO EXISTIAM! ORA, SE NÃO EXISTIAM, ENTÃO ELES PRECISAVAM SER FORJADAS. É simples chegar a essa conclusão quando se é petista.
O que VEJA traz, numa reportagem de sete páginas, de autoria de Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel, revela uma operação típica do mais descarado gangsterismo político. Pior: há evidências de que a cúpula do partido não só sabia de tudo como estava no controle. Vamos ao caso.
Lembram-se da tal “Lista de Furnas”? Ela trazia nomes de líderes da oposição que teriam recebido dinheiro da estatal de maneira ilegal, não-declarada, quando eram governistas e compunham a base de FHC. Gravações feitas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, a que VEJA teve acesso, provam que era tudo uma tramóia operada por dois deputados do PT de Minas. Reproduzo um trecho da reportagem (em azul):
(…)
Os falsários apresentaram duas listas. A primeira, uma cópia xerox, e a segunda, que deveria ser a original, mas era uma fraude ainda mais grotesca. Uma perícia da polícia revelou depois que havia discrepâncias significativas entre os dois documentos, e um jamais poderia ter se originado do outro. O grupo de estelionatários, porém, precisava levar o plano a frente e, para tentar conferir alguma autenticidade à armação, decidiu também forjar recibos assinados pelos políticos beneficiados. É a partir desse momento da trama que as gravações feitas pela polícia são mais reveladoras da ousadia dos petistas em usar a máquina do estado para cometer crimes. Há conversas entre o estelionatário Nilton Monteiro, o fabricante das listas, e os deputados petistas Rogério Correia e Agostinho Valente (hoje no PDT). Os diálogos mostram que, em todas as etapas da fabricação da lista, Nilton age sob os auspícios dos dois parlamentares, que lhe prometem, além do apoio logístico, dinheiro e, principalmente, “negócios” em empresas estatais ligadas ao governo federal como compensação pelos serviços prestados.
(…)
Assessores parlamentares estavam em contato frequente com Nilton para discutir formas de obter a assinatura do ex-diretor de Engenharia de Furnas Dimas Fabiano Toledo, o suposto autor do documento. Eles encaminham o estelionatário ao Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro, entidade filiada à CUT, a central sindical dominada pelo PT. Lá, ele seria ciceroneado por dirigentes sindicais e teria acesso a documentos da estatal. (…) Em uma conversa com Nilton, Simeão de Oliveira, assessor mais próximo do deputado Rogério Correia, explica como proceder: “Eles [Furnas] assinam coisas para eles [o Sindicato] direto, aí eles vão olhar e falar se tem o do Dimas (…) Explica pra ele pra que é, o que é, entendeu?”. Como a tentativa de obter a assinatura junto ao sindicato fracassa, Simeão elabora uma estratégia paralela, que prefere não revelar ao falsário. Limita-se a dizer que as assinaturas chegarão por Sedex. São particularmente reveladoras as conversas em que os envolvidos discutem a obtenção de assinaturas de políticos da base de FHC para fabricar recibos do suposto caixa 2. Nilton e o assessor de Rogério Correia conversam sobre os padrões das assinaturas dos deputados da oposição - e se questionam se conseguiram mesmo as assinaturas corretas.
(…)
Em um dos diálogos, Nilton Monteiro discute com Simeão de Oliveira os padrões gráficos das assinaturas do então líder da minoria na Câmara, José Carlos Aleluia, do DEM , e do então líder do PSDB , Antônio Carlos Pannunzio. Em relação a Aleluia, Nilton não tem certeza quais os valores lhe serão atribuídos. “Não sei se é 75 000 reais ou 150 000 o recibo dele”, comenta o lobista. Eles também incluem na discussão os nomes de Gilberto Kassab, que assumiria a prefeitura de São Paulo no lugar do tucano José Serra, que renunciaria ao cargo para disputar a eleição para o governo paulista, e o então presidente do DEM , deputado Rodrigo Maia.
(…)
A recompensa pelos préstimos de Nilton incluía, segundo as gravações, a liberação de recursos em bancos públicos. Em uma discussão com Rogério Correia, Nilton se mostra confiante: “Vou acabar com eles tudinho”. Mas, antes, cobra o que foi prometido: “Eu quero aquele negócio que foi escrito no papel. São aqueles negócios que eu pedi da Caixa e do Banco do Brasil, pra liberar pra mim urgente no BNDES”, afirma.
(…)
Em alguns trechos, o lobista cita a necessidade de tratar do negócio com a então senadora Ideli Salvatti, atual ministra de Relações Institucionais, outra figura cativa nos episódios envolvendo dossiês suspeitos. “Tivemos contato em apenas dois episódios. Nem eu nem meus assessores participamos da obtenção da lista”, mentiu Correia quando ouvido por VEJA. A parceria entre o deputado Correia e o estelionatário inclui os serviços advocatícios do petista William dos Santos - que serve também como elo entre seu cliente e a figura de proa do petismo naquele era sombria, José Dirceu, principal réu do Mensalão.
(…)
Leiam a íntegra na versão impressa. A edição traz a transcrição de alguns diálogos. Reproduzo um:
O estelionatário Nilton Monteiro conversa com Simeão de Oliveira, assessor do deputado petista Rogério Correia. Eles combinam a fraude. Para dar autenticidade à chamada “lista de Furnas” era necessário a apresentação de recibos assinados pelos políticos acusados. Monteiro estava empenhado em arrumar as assinaturas para montar os documentos falsos.
Simeão: (…) Eu já estou aqui com José Carlos Aleluia.
(…)
Nilton: Vem cá, a assinatura dele é um JC. Parece um U.
S: Parece um M, isso.
N : Isso, então é isso mesmo. Então eu já recebi esse cara, viu?
S: É.
N: Não sei se é 75 000 reais ou 150 000 reais. Eu acho que é 75 000 o recibo dele.
S: O do Pannunzio.
N: Pannunzio é uma assinatura toda esquisita, né?
S: É um trem doido.
(…)
S: Quem mais? O Kassab.
N : O Kassab é um G Kassab.
(…)
S: Uai, então você tem esse trem tudo original, Nilton?
N: É lógico. Você fica na tua, sô. Por isso que eles estão tudo doido.
(…)
N: Rodrigo Maia é Rodrigo e o final Maia entre parênteses.
S: Ahn?N: Parece que é Rodrigo e depois um M.
S: Não, não é esse, não.
N: Então mudou a assinatura dele. Esse eu soube que ele tava mudando.
S: Não é, não.
N: Então, mudou. É Rodrigo…
S: Não, tem não.
N: Ih, então mudou a assinatura. Bem que falaram comigo, viu? Filho da p…, viu?
Por Reinaldo Azevedo
Juntos Somos Fortes!

sábado, 26 de novembro de 2011

QUER CONHECER O ATUAL RIO DE JANEIRO? LEIA O LIVRO GOMORRA.

Prezados leitores, como comentei ontem, a leitura do livro Gomorra (Roberto Saviano) nos conduz ao Rio de Janeiro, embora trate da poderosa máfia napolitana.
JORNAL DO BRASIL:
Quadrilha do Detran: sobrinho de presidente da Alerj entrega-se à polícia
Indicado por Paulo Melo, Nildo é apontado com um dos chefes do esquema
Jornal do Brasil
Hoje às 09h06 - Atualizada hoje às 09h23
Apontado com um dos líderes da quadrilha que praticava fraudes em postos do Detran, Nildo Sá Ferreira se entregou à polícia. Ele é sobrinho do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeirio (Alerj), deputado Paulo Melo (PMDB), ele era chefe das duas unidades de vistoria de Araruama (Região dos Lagos). A mulher do acusado, a certificadora de veículos Luciana Francisca Bronze, permanece foragida.
Paulo Melo é responsável pela indicação do sobrinho para a chefia do posto. Nildo se apresentou na 118ª DP (Araruama) acompanhado do advogado. O acusado está preso na carceragem de Araruama e deve ser transferido para o presídio Ary Franco, em Água Santa (Zona Oeste), na próxima semana.
Os responsáveis pela investigação seguem no encalço da mulher dele, responsável por emitir documentos de veículos que não compareciam aos postos de vistoria. Ela assinava os laudos baseados em informações falsas fornecidas por vistoriadores e peritos. O responsável por fiscalizar o processo era Nildo, conhecido como Dida.
A polícia fez buscas em diversos endereços da Região dos Lagos à procura de Luciana e cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do casal, em Saquarema.
Dos 44 mandados de prisão contra integrantes de quadrilhas que agiam em Araruama, São Pedro da Aldeia e Paracambi, 40 foram cumpridos. Além de Luciana, outras três pessoas estão foragidas (Leiam).
Comento:
A cleptocracia que se instala velozmente no Brasil parece um Cerbero com milhares de cabeças, mas tendo corpo de um molusco com milhões de tentáculos.
Quem deterá os cleptocráticos?
Penso que só o povo organizado tem a força necessária para enfrentá-los sem armas.
Juntos Somos Fortes!

AS FORÇAS ARMADAS E A CLEPTOCRACIA GALOPANTE.

A cleptocracia segue avançando pelo país, enquanto a população se mostra  inteiramente incapaz de reverter o quadro através dos meios democráticos. O nosso povo não tem cultura cidadã, isso é um fato. O povo só se reúne para participar de eventos religiosos, esportivos e festivos. Fora desses temas, reunir meia dúzia de pessoas já constitui uma vitória. As exceções a essa verdade são raríssimas, como ocorreu no Rio de Janeiro no ato público em defesa dos Bombeiros Militares, onde se reuniram cerca de 30.000 pessoas, na praia de Copacabana.
Os cleptocratas fazem a festa, eleição após eleição, enquanto o povo inerte nada faz, não se mobiliza, não se organiza para lutar contra esse flagelo.
Recentemente, um grupo começou a organizar Marchas contra a Corrupção, que no Rio não reuniram mais de 2.000 pessoas nelas. A ideia é ótima, mas parece conter um erro do projeto, pois não se pode lutar contra a corrupção, a luta deve ser contra os corruptos, deve ter alvos identificados. Eles sim podem ser presos e ter todos os seus bens sequestrados.
A incapacidade do povo contra a cleptocracia precisa ser revertida e cabe a cada brasileiro de bem lutar pela promoção dessa mudança, caso contrário, sem alternativa, só nos restará bater na porta dos quartéis ou conviver para sempre sendo roubado diariamente.
O nosso espaço tem feito a sua parte.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

CHEVRON - NO BRASIL, FISCALIZAR NÃO É PRECISO.

Blog do Reinaldo Azevedo.
22/11/2011
às 22:37
Chevron - Exploração de petróleo ocorre sem fiscalização, alerta defensor público
Leiam o que informa a VEJA Online:
Por João Marcello Erthal:
O foco do trabalho no momento ainda é a contenção do vazamento de óleo e o combate aos danos ambientais. Mas o acidente no Campo do Frade, onde a Chevron perfurava um poço de petróleo, expôs o descontrole e a falta de conhecimento das autoridades públicas sobre o que de fato ocorre na costa brasileira, com a exploração do petróleo. O alerta é do defensor público da União André Ordacgy, que abriu procedimento administrativo sobre o acidente. “A exploração do petróleo ocorre sem controle nenhum. O Ibama e a ANP demoraram a agir, e até agora não se sabe com certeza a extensão do vazamento”, critica Ordacgy.
No Campo do Frade, o que se constatou, segundo o defensor, foi a ausência de uma estrutura de fiscalização pública sobre a atividade privada. “A fiscalização é fraca. E é posterior ao acidente, não de forma preventiva. Depois que o dano está feito é que aparecem os fiscais”, diz (leiam).

Comento:
O Brasil é insustentável, os cleptocratas tornam o país insustentável.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 30 de outubro de 2011

“CACIQUE” LULA E SEU COMUNISTA - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

“CACIQUE” LULA E SEU COMUNISTA
Maria Lucia Victor Barbosa
28/10/2011
Na emblemática foto publicada pelo O Estado de S. Paulo (25/10/2011), um Lula eufórico, de cocar azul, se dirige à presidente- figurante, também de cocar, que ri com expressão de indizível felicidade diante do “cacique”. Afinal, Lula é superstar, sua política é a egopolítica e o resto é coadjuvante no espetáculo do poder.
Em pleno terceiro mandato e em campanha desenfreada para voltar em 2014, Lula foi inaugurar uma ponte sobre o Rio Negro e na viagem até Manaus, onde a foto foi tirada, decretou o bota-fora de Orlando Silva do PCdoB, então, ministro do Esporte, a quem chamava de “meu comunista”. Orlando foi triturado com “casco duro” e tudo.
Admirador dos piores déspotas mundiais Lula chegou a defender a permanência do ministro. Prontamente, Rousseff chamou o comunista crivado de denúncias de corrupção ao Palácio fazendo conhecer através da imprensa sua confiança no mesmo.
Semelhante comportamento foi dado aos cinco ministros que caíram, quatro por graves indícios de corrupção. Portanto, que se cuidem os ministros que continuam quando a presidente-figurante lhes hipotecar solidariedade.
Ressalve-se que apenas o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, foi defenestrado por Rousseff, o que lhe valeu a admiração popular e a alcunha de faxineira. Os demais, com exceção do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, foram demitidos por pressão da imprensa que apresentou documentação, declarações entrevistas indicando corrupção e outros crimes cometidos nos ministérios da Casa Civil, Agricultura, Turismo, então chefiados respectivamente por Antonio Palocci, Wagner Rossi e Pedro Novais.
Em países civilizados a queda de tantos ministros por motivos nada edificantes no mínimo causaria perplexidade ou desconfiança da população com relação ao governo. No Brasil, quando o sexto ministro segue para o olho da rua a presidente-figurante provavelmente será louvada por sua postura ética com ajuda, é claro, do marketing e da predisposição das pessoas para serem enganadas.
O mais estranho nessa queda constante de ministros é que todos estiveram nas gestões de Lula e por ordem dele continuaram no governo da sucessora. Não é possível, portanto, que depois de tanto tempo Lula não soubesse das falcatruas dos companheiros. Seria ele omisso, negligente moralmente ou sócio de seus principais auxiliares?
Quanto a presidente Rousseff, cujo trabalho anterior na Casa Civil era o de coordenar o trabalho dos demais ministérios, como Lula devia estar ciente do que se passava. Desse modo, se aceitou continuar com tais ministros foi também omissa, conivente ou completamente submissa ao “cacique”. Compete, então, aos brasileiros perguntar: Quem governa o país? Estamos sendo submetidos a uma farsa eleitoral?
Nas gestões de Lula ministros que tiveram de abandonar poder e privilégios não o fizeram porque o país é sério, mas para que a corrupção não respingasse no presidente superstar. Isso parece continuar. Com a diferença de que agora se preserva não um presidente, mas, dois: Lula e Rousseff.
E se não fosse a imprensa, que os petistas sempre quiseram censurar e que dá azia em Lula, a poderosa esquerda, que veio com a pretensão de não mais sair, continuaria a gozar as delícias da burguesia e se locupletar cada vez mais através de práticas que fariam corar os mais selvagens capitalistas.
Orlando Silva, enredado no cipoal de corrupção das ONGs ligadas a seu partido, parentes e agregados, não tem do que se queixar ou lamuriar. Todos os ministros e demais autoridades que perderam os cargos logo encontraram outros, sem o glamour da política, mas muitíssimos bem remunerados. E nenhuma investigação contra eles prosperou, pois todas foram arquivadas no país da impunidade.
De todo modo, mais esse episódio degradante do governo petista e dos seus seguidores mostrou que o PCdoB, que mantém o feudo do esporte com Aldo Rebelo, hoje se destaca por uma avassaladora sede de enriquecimento pessoal custe o que custar, um fazer politiqueiro que percorre de alto a baixo o partido que se dizia ideológico. Ideologia que cultuada pela esquerda brasileira imprimiu o terror, a opressão, o atraso, o crime aonde foi implantada.
Degradam-se, assim, os partidos políticos, as instituições, a economia, a vida nacional. Indiferente o povo aplaude os governantes corruptos que lhe surrupiam bilhões, os impostos escorchantes, os demagogos e seus discursos enganosos.
Com cocares azuis o “cacique” Lula e sua sombra presidencial morrem de rir. Será que continuarão rindo quando os benefícios trazidos pelo Plano Real, que acabou com a inflação, começarem a se esvair? O dragão da inflação está de volta e na medida em que o povo se der conta de que acabou o crédito fácil, o acesso desenfreado ao consumo, perceber que o salário não chega ao fim do mês e que nossas indústrias estão se deslocando para outros países levando daqui os empregos, não serão heroicos mil, dez mil, vinte cinco mil que sairão às ruas em passeata para protestar. Chegará a hora que mais gente irá gritar: “fora corruptos”.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO