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sexta-feira, 17 de junho de 2011

REPÓRTER DE CRIME - ENTREVISTA - CORONEL PAÚL - TWITTER.

Ontem eu (@celprpaul) vivi uma experiência muito positiva ao ser entrevistado pelo amigo Jorge Antonio Barros, Repórter de Crime (@reporterdecrime), através do twitter.
Agradeço publicamente ao JAB e a todos(as) que participaram da #coletiva.
As perguntas e respostas podem ser acessadas em um aplicativo do twitter (clique e leia).
Muito obrigado.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

DATA VENIA, JORGE ANTÔNIO BARROS.

O repórter Jorge Antônio Barros publicou no seu blog um artigo com o titilo “Por que a banda podre pode estar por trás da reação do tráfico”, no qual exalta o governo estadual e do qual destaco o parágrafo a seguir:
“Além de prosseguir no firme propósito de fazer o que nenhum governo conseguiu nas últimas três décadas - ocupar, prender ou expulsar o tráfico armado das comunidades pobres do Rio - os setores de inteligência da Secretaria de Segurança têm desafio ainda maior, que é o de deter a banda podre que certamente está por trás da reação do tráfico em Copacabana. Mais importante do que conhecer o faturamento do tráfico é saber quanto desse dinheiro vai parar no "arrego" - a propina paga, em sua maioria, a policiais militares que atuam na área”.
Não sei de onde Jorge tirou que a “banda podre certamente está por trás da reação do tráfico”, não conheço as suas fontes, porém discordo plenamente e sigo nessa direção com a experiência de mais de dez anos na área correcional da Polícia Militar.
As reações citadas são o incêndio provocado em um coletivo e uma granada caseira atirada na via pública.
Se a banda podre da PM, a banda podre da Polícia (PM, PC e PF) ou a banda podre do Rio de Janeiro resolvessem retaliar a ocupação das comunidades, em razão de qualquer prejuízo com a perda da receita de propinas, Copacabana estaria em chamas.
Salvo melhor juízo, Jorge deu um mero palpite.
O importante a ser discutido nesse momento, além da violência de todo dia, trata-se de esclarecer se as UPPs estão acabando com o tráfico de drogas nas comunidades ocupadas ou estabeleceu-se um equilíbrio que tem permitido a venda de drogas, como o Extra noticiou. Além disso, caso os vendedores de droga tenham sido afastados, para qual comunidade seguiram para reforçar a venda de drogas?
As respostas nos permitiram uma melhor avaliação, inclusive com relação ao alegado prejuízo do tráfico de drogas.
Caso contrário ficaremos sempre no terreno das especulações e o Consulado Americano fará sempre alertas em desfavor do Rio (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O CAPITANISMO E MÁRIO SÉRGIO.

EMAIL RECEBIDO:
Cmt Geral da PMERJ encampa proposta do Movimento Capitanismo.
O Cmt Geral da PMERJ, Cel PM Mário Sérgio Duarte, encampou umas das principais propostas do Movimento Capitanista, que tem por objetivo aumentar a representatividade política dos militares e adequação da estrutura secular das Instituições Militares à realidade pós-88.
Esse já é um 1o passo, porém ainda inconstitucional, pois essa iniciativa deveria ser do Governador do Estado e os Regulamento Disciplinares, tanto da PM quanto do CBMERJ, deveriam ser leis. A solução para esse impasse jurídico é a apresentação da proposta de mudança pela PMERJ ao governador do estado e este iniciasse o processo legislativo junto a Assembléia Legislativa do estado do Rio de Janeiro, e após aprovado pelos deputados estaduais, o governador a sanciona e o Regulamento Disiciplinar passa a ser lei estadual, podendo inclusive servir para as duas corporações de militares estaduais.
De qualquer forma, o Movimento Capitansita saúda a iniciativa do Sr Cmt Geral da PMERJ e faz votos que as relações sociais dos militares dentro da hierarquia militar, executada conforme se preconiza os artigos 5o e 6o da Constituição Brasileira, se transforme em real benefício para as relações finais da PMERJ e a sociedade fluminense.
O Capitanismo pretende lançar um candidato a Deputado Federal por estado, para as eleições de 2010.
Para quaisquer contatos, disponibilizamos o endereço eletrônico : capitanismo@gmail.com
Segue a entrevista do Cmt Geral ao Jornal O Globo.
Modernização da PM
Coronel Mário Sérgio: "Policial também precisa de direitos humanos"
O coronel Mário Sérgio, em entrevista explicando mudanças no regimento disciplinar.
O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, tomou uma decisão que pode até não repercutir muito na sociedade, mas tem enorme importância no resgate da cidadania dos policiais militares do Rio, sobretudo os que não são oficiais graduados. Ele determinou uma revisão no sistema de punição disciplinar dos policiais, para evitar prisões administrativas por faltas leves. Com a mudança, um PM não vai mais preso pro quartel, se não marchar direito. Não sofrerá mais a pena da privação da liberdade se estiver mal arrumado, com a barba por fazer, os cabelos grandes, com o coturno mal engraxado ou por chegar atrasado ao serviço.
Muitas vezes o Regimento Disciplinar é uma armadilha contra a própria instituição porque deixa bons subalternos reféns de oficiais superiores que infelizmente nem sempre estão preocupados com o bem comum.
Parece bobagem, mas essa decisão do comando da PM pode ajudar a elevar a auto-estima dos policiais e consequentemente levá-los até a tratar melhor as pessoas, sobretudo aquelas com as quais lidam diariamente nas ruas e em áreas pobres. Se um policial militar tem o segundo menor salário do país, precisa ao menos de melhores condições de trabalho e de respeito em seu ambiente profissional. Sem isso, às vezes fica muito difícil combater o crime.Veja o que diz o comandante da PM sobre o assunto:
"Se eu trato meu policial como lixo ele vai se comportar como lixo"
Por coronel Mário Sérgio, comandante-geral da PM, do Rio, em depoimento ao repórter Natanael Damasceno, do GLOBO*
Sei que vocês queriam uma resposta rápida, mas a coisa é muito mais profunda. O problema é que o código disciplinar, o Regulamento Disciplinar, está muito defasado de seu tempo. Foi aplicado no tempo passado, onde as questões de Justiça eram entendidas de tal maneira que tudo se resolvia pela prisão. Todas as formas de penalidade, ou quase todas, eram resolvidas pela prisão. E no universo militar as punições aconteciam da mesma forma. Ou as pessoas cometiam uma falta muito leve e eram repreendidas, ou, se cometiam uma falta um pouco mais pesada, não exatamente graves, deveriam ir para a prisão. É uma ideia antiga de que a punição tinha que se estender ao corpo. Que as pessoas não teriam condições de entender o valor moral de uma punição. Mas isso é algo totalmente ultrapassado nos dias de hoje.A Justiça está olhando hoje para os crimes, que é algo muito mais intenso, mais grave do que uma transgressão disciplinar. Coisa como uma falta ao serviço pode ser resolvida de forma diferente. Então nós temos um grande número de transgressões de disciplina, como corte de cabelo, alinhamento de uniforme, que muitas vezes são resolvidas com o encarceramento. E isso não faz sentido. Isto é uma bobagem. Outra coisa é o instituto de se prender administrativamente à disposição do comando. Isso tem sido feito de forma arbitrária. Um comandante, por uma falta qualquer, chega na sexta-feira e fala: "Você está preso à minha disposição". Às vezes por coisas pequenas o policial ficava às vezes sexta, sábado e domingo longe da família sem saber porque estava preso. Eu não estou dizendo que isso (a prisão administrativa) não vai acontecer quando houver necessidade de fazer determinada investigação especial. Mas o comandante vai ter a obrigação de mandar alguém que lhe represente imediatamente ouvir o acusado, ouvir os acusadores, ouvir as testemunhas, colher todas as provas possiveis do que ele tá sendo acusado para mantê-lo preso. Senão não vai manter preso. Porque isso é arbitrário. Isso não acont! ece por exemplo na PC. Somos militares para sermos arbitrários? Para andar na contramão da História? Nós estamos ainda em Becaria. Nós estamos antes de Focault. Estamos antes das considerações de Beccaria, dos delitos e das penas. As pessoas, para entenderem o valor de uma penalização, não necessariamente têm que ter a pena estendida ao corpo. A corporação não reflete sobre estas práticas e um sem número de outras práticas que mantém. O comandante, por exemplo não precisa de um séquito, mas um grupo pequeno trabalhando, pensando as questões da PM. Temos que desconstruir estes temas. Pensar em assuntos como os direitos humanos dos policiais. Hoje o PM fica tão destituído de cidadania que a corrente hegemônica dos Direitos Humanos no Brasil diz que a defesa dos direitos humanos é só para as vítimas do Est ado. Como o PM é o Estado, ela acaba ficando de fora dessa lógica. O Regimento Disciplinar não é a lei penal. Hoje se usa essa grande muleta judicial . Se o PM foi acusado de homicídio, e se encontra em flagrante delito, ele tem que ser preso. Se não está em flagrante, deve se instaurar um inquérito. E quem está mais avalizado no inquérito para decidir se ele tem de ser preso ou não é o juiz. É o juiz que decide da prisão preventiva ou provisoria. Mas sempre se usa a muleta porque é muito fácil. Qualquer coisa, prende o PM. Hoje se faz de uma forma muito covarde. Larga o cara na sexta-feira e segunda se vê qual é. Nos tempos modernos, seguindo as novas mentalidades do direito, não pode ser aplicado nem ao PM. Agora ele poderá ser preso sim, mas não de forma covarde. Qual é o sentido disso? Por que só com o PM?Não estou alterando o RDPM. Isso não é afrouxamento da DM, ao contrario, é trazer a PM ao ano de 2009. Não é só na disciplina que está atrasada. É em Tecnologia da Informação. Na qualidade do serviço prestado à população. Mas não adianta trazer esses benefícios sem tratar dos nossos. Tenho certeza de que a população vai entender, pois estamos fazendo um esforço de dar-lhes o melhor serviço. Mas preciso humanizar o policial para que ele se torne mais humano. Se eu trato meu policial como lixo ele vai se comportar como lixo.
Post Scriptum:
Notas do repórter Natanael:
1 - Michel Foucault (Poitiers, 15 de outubro de 1926 — Paris, 25 de junho de 1984) foi um importante filósofo e professor da cátedra de História dos Sistemas de Pensamento no Collège de France desde 1970 a 1984. Suas idéias notáveis envolvem o biopoder e a sociedade disciplinar, sendo seu pensamento influenciado por Nietzsche, Heidegger, Althusser e Canguilhem.
2 - Cesare Bonesana, o marquês de Beccaria (Milão, 15 de março de 1738 — Milão, 24 de novembro de 1794) foi um jurista, filósofo, economista e literato italiano. A obra Dos Delitos e das Penas é um dos clássicos e sua leitura é considerada basilar para a compreensão da História do Direito. (Wikipédia)
*Especial para o Blog Repórter de Crime
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 23 de julho de 2009

BLOG REPÓRTER DE CRIME - JORGE ANTONIO BARROS - 15% OU 2%?

"POLÍCIA CIVIL
Pesquisador defende o fim do inquérito policial
Uma pesquisa do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana, da UFRJ, mostra que a Polícia Civil só esclarece 15% dos homicídios ocorridos no município do Rio de Janeiro. A pesquisa foi feita com base em investigações feitas entre 2003 e o ano passado. Com base nesse levantamento, o sociólogo Michel Misse chegou à conclusão de que o inquérito policial não tem mais razão de ser porque não cabe ao delegado de polícia e sim ao Ministério Público denunciar os acusados. Misse acha que gasta-se muito tempo com papel e relatórios que depois serão refeitos pela Justiça.
Qual seria então o papel da Polícia Civil?
De qualquer forma eu só não entendi como os pesquisadores chegaram a esse índice, já que eu sempre ouvi falar que não passava de 2% o índice de elucidação de casos de homicídio, no Rio"
.
Prezados leitores, como comentamos, essa taxa de elucidação de homicídios de 15% é quase impossível de acreditar. Tudo leva a crer que não foram utilizados os dados corretos, o que invalida a pesquisa, pelo menos nessa conclusão sobre a taxa de elucidação de homicídios.
Soa como CAIR PARA CIMA!
E, o que seria isso:
- Criticar uma taxa, atribuindo a ela um número muito maior que o real. No final, todos acham que houve uma grande melhora, ou seja, de 2% para 15%.
Obviamente, o respeitável pesquisador trabalhou de boa fé, porém, sem os números corretos.
No site do Instituto de Segurança Pública, os dados são fragmentados, o que causa uma falsa impressão.
Por exemplo, no site consta que no trimeiro trimestre de 2009, 1.432 desapareceram.
O que é isso?
Seres de outros mundos estariam sequestrando terráqueos?
Como quase 500 pessoas podem desaparecer por mês no Estado do Rio de Janeiro?
Dezesseis pessoas desapareceriam por dia no Rio de Janeiro?
Claro que não, nesses números estão contidos os homicídios (corpos não localizados), isso é evidente.
Se nós somarmos os seguintes dados do primeiro trimestre de 2009: homicídios + latrocínios + desaparecidos + autos de resistência + encontro de cadáver + lesão seguida de morte + Policiais Militares assassinados em serviço; encontraremos 3.622 cidadãos fluminenses vitimados.
Por mês 1.207 e por dia 40 cidadãos fluminenses!
Essa é a tragédia da CULTURA DA MORTE instalada no Rio de Janeiro.
Portanto, ficamos com os 2% como taxa de elucidação.
Devemos por questão de justiça que tal taxa pífia não é culpa dos Policiais Civis, muito pelo contrário, eles gostariam de produzir muito mais.
Certamente, gostariam de uma perícia criminal autônoma e independente, devidamente treinada e equipada.
Sonham com Policiais Militares que preservem os locais de crime.
O Policial Civil é um INVESTIGADOR, essa é a sua arte, esse é o seu ofício, todavia, Sérgio Cabral (PMDB) quer que ele seja um GUERRILHEIRO URBANO, incursionando em comunidades carentes para matar ou morrer.
Beltrame quer que ele seja um SOLDADO, um MILITAR.
Alguns, desavisados, têm usado uniformes, endoçando o desvio funcional.
Esquece o secretário de segurança, que o POLICIAL PRENDE O CRIMINOSO e o MILITAR MATA O INIMIGO.
Polícia existe para SERVIR E PROTEGER A POPULAÇÃO, não para MATAR OU MORRER.
Essa é a verdade, incompetência ao extremo.
E, por falar em verdade, alguém lembra quando foi a última vez que Policiais Civis viajaram para o exterior, objetivando conhecer as mais modernas técnicas de insvestigação?
Não conseguimos recordar.
E pensar que um disparo de fuzil pode atingir uma pessoa a quilômetros de distância...
É A CULTURA DA MORTE.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 22 de maio de 2009

BLOGOSFERA DA SEGURANÇA PÚBLICA - O BRASIL PRODUZ UM FENÔMENO DE EXPRESSÃO MUNDIAL NA INTERNET.

O sonho de jovens Policiais Militares idealistas, na luta pela construção de uma nova realidade para a segurança pública no Rio de Janeiro, bem como, no exercício do seu direito constitucional da liberdade de expressão, vencerão todas as ameaças e todas as represálias concretas, construindo um dos maiores fenômenos da internet do terceiro milênio.
Eles edificaram a Blogosfera da Segurança Pública, hoje objeto de vários estudos, sendo o mais recente por parte da UNESCO.
Policiais Militares que bradaram por seus direitos e estão sendo ouvidos por todo o Brasil, que criaram um território democrático, onde a cidadania é a ferramenta de transformação.
Derrubaram paradigmas do autoritarismo, que ainda insiste em mostrar a sua face, no Rio de Janeiro e, com o apoio da sociedade e de parte da mídia, solidificaram um espaço onde se pode discutir segurança pública, sem a censura dos poderosos.
Um espaço onde a verdade triunfa!
Hoje, no Rio de Janeiro, o poder político ainda consegue controlar parte da mídia impressa e televisiva, todavia não tem qualquer condição de se opor ao idealismo e ao civismo dos blogueiros.
Estamos prestes a marcar época, considerando que inúmeros segmentos da sociedade - vetores sociais -, estão cada vez mais participando da blogosfera, trocando idéias e conhecendo a verdadeira face do problema.
Atualmente, inúmeros cidadãos fluminenses, conseguem entender que a insegurança pública vivenciada no Rio de Janeiro é fruto de grandes interesses políticos.
Breve, provavelmente já nas eleições de 2o1o, boa parte dos eleitores se dirigirá até a urna eletrônica com plena consciência sobre o caos da segurança no Rio de Janeiro.
É a internet distribuindo conhecimento, promovendo debates e provocando mudanças.
O Juntos Somos Fortes dos 40 da Evaristo é ouvido na voz de muitos cidadãos que ingressaram na blogosfera, enriquecendo o debate, formando opinião.
O fenômeno é irreversível, ninguém pode detê-lo, quem tentou, foi desmoralizado publicamente, como no caso da punição do Coronel de Polícia Menezes, o único Coronel Barbono ainda na ativa, por não ter sido alcançado pela mudança do Estatuto promovida pelo poder político, que luta contra a liberdade.
O Major de Polícia Wanderby tem sido perseguido de todos os modos e de todas as maneiras, inclusive foi proibido de participar de um evento sobre a blogosfera policial, porém, continua firme postando os seus artigos.
Deponham as armas, vocês perderam...
Não poderia concluir esse artigo sem agradecer e destacar que existem inúmeros blogs de cidadãos fluminenses na blogosfera (alguns com link na barra direita desse blog), bem como, não poderia deixar de agradecer o apoio de parte da mídia, sobretudo dos seguintes blogs:
- JORNAL EXTRA:
CASOS DE POLÍCIA E SEGURANÇA (clique e conheça).
- JORNAL O GLOBO:
BLOG REPÓRTER DE CRIME - JORGE ANTONIO BARROS (clique e conheça).
- JORNAL O DIA:
BLOG DA SEGURANÇA (clique e conheça).
- BLOG DO JORNALISTA GUSTAVO DE ALMEIDA:
SANTA BÁRBARA E REBOUÇAS - UMA CIDADE PARTIDA (clique e conheça).

JUNTOS SOCIEDADE CIVIL, MÍDIA, POLICIAIS MILITARES, BOMBEIROS MILITARES E POÍCIAIS CIVIS NA CONSTRUÇÃO DE UMA SEGURANÇA PÚBLICA EFICIENTE.
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 18 de abril de 2009

GILBERTO RIBEIRO: ERROS E ACERTOS DE UM CHEFE DA POLÍCIA CIVIL.

O maior avanço das instituições policiais brasileiras, nesse milênio que está encerrando a sua primeira década, indiscutivelmente, foi o surgimento da blogosfera da Segurança Pública.
Infelizmente, nada mudou nas instituições policiais, nem estrutural e nem conjunturalmente, elas continuam percorrendo o caminho tortuoso da FALTA de identidade; de transparência; do culto a valores; das adequadas condições de trabalho; de salários dignos; da valorização profissional; de uma ascensão profissional meritória; de um processo de recrutamento e seleção eficaz.
Pelo menos algo mudou, hoje temos uma grande ferramenta para mudar a nossa realidade - a blogosfera policial.
A segurança pública era avaliada sempre de fora para dentro e por mais que os jornalistas e os estudiosos buscassem o aprimoramento, a visão era sempre "caolha", pois faltava a visão do interior, a vivência diária no calor dos acontecimentos.
É verdade que um ou outro policial escrevia um artigo aqui e outro ali, raros ousavam escrever livros, todavia sempre cerceados pelas normas internas de cada instituição, o que também resultava em uma análise parcial.
Urgia que as polícias fossem transparentes, inclusive para facilitar o acesso aos cidadãos, aos estudiosos e aos jornalistas da realidade policial.
Tal transparência surgiu com a blogosfera policial, fruto da coragem de idealistas, que resolveram que o INTERESSE PÚBLICO deve ser superior a qualquer norma ou regulamento que viole o direito de todo cidadão dispor de uma segurança pública de qualidade.
Isso, os blogueiros não são transgressões da disciplina, muito menos, sindicalistas ou criminosos, eles são a maior esperança da sociedade na busca do seu direito constitucional, que é dever do Estado e responsabilidade de todos.
Atualmente, os blogueiros interagem com a mídia, fazendo surgir a verdade no curso de discussões onde a dialética e o respeito mútuo são usados por todos.
Voltarei ao tema oportunamente, pois agora quero parabenizar o jornalista Jorge Antônio Barros pela análise sobre a gestão do Delegado Gilberto, na Chefia da Polícia Civil.
Um artigo muito interessante, que merece ser lido com muita atenção, sobretudo nas entrelinhas.
E para subsidiar a leitura, sem autorização, faço alguns comentários para facilitar a compreensão dos menos letrados no tema:
1) O Delegado Gilberto exerceu a função de Chefe da Polícia Civil - a Polícia Investigativa -, tendo em vista que não existe Chefe da Polícia. A Polícia é o conjunto das instituições policiais brasileiras, assim sendo, é indispensável adjetivar - Polícia Civil.
2) Um pequeno detalhe, que não pode passar despercebido, talvez seja a maior revelação do artigo, ou seja, o fato do Delegado Gilberto ter sido indicado por um político fluminense. Tenham certeza, a dominação política é o "câncer" que destrói as instituições policiais. Uma doença maior que a "corrupção policial", que também é alimentada por tal dominação política.
3) A taxa de elucidação de homicídios da Polícia Investigativa (Polícia Civil) do Rio de Janeiro era menor que 3%, a última vez que tive conhecimento de tal dado estatístico. Portanto, um aumento de 100% nessa taxa, equilave a elucidação de 6% dos homicídios, restanto 94% sem a identificação de autoria.
4) A Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia Federal possuem "bandas podres", sendo que proporcionalmente ao efetivo de cada Instituição, uma não deve nada a outra, portanto a alegação do ex-Chefe da Polícia Civil para não integrar o "banco de dados", não tinha qualquer sustentação fática. Isso sem falar no que ocorreu com o último Chefe da Polícia Civil, que tinha acesso a todos os dados sigilosos da Instituição. Ele exerceu a Chefia por todo um governo e com um numeroso contingente de "colaboradores".
5) A luta de grupos pelo poder também é característica comum às Instituições Policiais, portanto, certamente o novo Chefe sabe que assume com outros querendo tirar a sua cadeira.
E vamos ao brilhante artigo:
O GLOBO:
BLOG REPÓRTER DE CRIME - JORGE ANTÔNIO BARROS.
ANÁLISE.
Gilberto Ribeiro: erros e acertos de um chefe da Polícia
Enquanto
não consigo notícias do novo Chefe da Polícia Civil, delegado Alan Turnowski, cujo celular está desligado, vou fazer um breve balanço da gestão de Gilberto Ribeiro, de acordo com as informações que disponho e também da minha visão, de crítico de segurança pública.
Indicado para o cargo por um político fluminense, Gilberto Ribeiro foi bem até começar a divergir do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Quem diverge do chefe deve esperar a porta de saída, mais cedo ou mais tarde. Gilberto saiu com dignidade porque caiu defendendo o ponto de vista predominante em sua corporação - a Polícia Civil - de não abrir bancos de dados para outras polícias, especialmente a militar, com a qual a civil tem uma animosidade histórica. Gilberto não concordou com o projeto da Secretaria de Segurança de criar uma intranet da Segurança Pública, que permitiria o acesso das polícias militar e federal aos dados reservados da Polícia Civil, como endereços residenciais de agentes e até mesmo ao serviço de mandados de prisão online.
Assim como PMs mal intencionados usam dados do IPVA para extorquir dinheiro de motoristas inadimplentes, Gilberto teme que o acesso desses mesmos policiais ao banco de dados dos mandados de prisão possa criar mais facilidades aos foragidos da Justiça.
Sobre os endereços residenciais de policiais, não há muito o que proteger, já que numa operação da Polícia Federal contra a máfia do caça-níqueis foi achado um CD com uma extensa lista de endereços de policiais civis do Rio. Aliás, até hoje não se apurou direito quem foi o responsável por esse perigoso tipo de vazamento de informação, dentro de uma polícia.
Em dois anos e quatro meses a frente da Polícia Civil, Gilberto fez uma gestão que progrediu muito em algumas áreas, mas regrediu em outras. Numa pincelada superficial, diria que a gestão dele foi importante na criação de parâmetros de produtividade na Polícia Civil, que não vieram a público porque ainda precisam de ajustes. A equipe de Gilberto acredita que, em dois anos, conseguiu, por exemplo, aumentar em 100% a elucidação de crimes de homicídio. Segundo colaboradores dele, essa medida teria contribuído para a queda no índice de homicídios, frequentemente anunciada pelo governo do estado.
Outro ponto positivo foi a redução de mais de 20% nas estatísticas de roubos e furtos de automóveis, no estado; os esforços para regulamentar os ferros-velhos e, com isso, atacar o desmanche; e a criação do Pátio Legal, uma parceria com a Fenaseg, que permitiu reduzir sensivelmente o número de carros depenados em porta de delegacia e por policiais militares que recuperavam os veículos e não conseguiam recompensa das recuperadoras. A parceria com a Fenaseg, porém, não contribuiu para que o preço do seguro de automóveis caísse, com a redução do roubo.
Uma vitória da Polícia Civil na gestão de Gilberto foi também o golpe quase mortal (prejudicado pela fuga do ex-PM Batman) na maior milícia da cidade, que era chefiada por dois policiais civis licenciados e políticos já sem mandato. A derrota, nesse aspecto, foi empregar milicianos como informantes e não enquadrá-los depois como criminosos. Para enfrentar a milícia a polícia do Rio se aliou a bandidos, com a anuência da cúpula da Segurança Pública.
Por seu estilo fechado, Gilberto foi inábil na formação de aliados. Na medida em que crescia a insatisfação da "tropa", não soube tranquilizar os policiais nem lhes dar palavras de estímulo. Foi ficando isolado e, ao final, viu que não conseguiu nenhum avanço no campo dos recursos humanos. Sem uma política salarial definida nas bases e sem se preocupar em agradar o chefe, foi colecionando cada vez mais críticos embaixo e em cima.
Outro ponto negativo, a meu ver, foi o emprego indiscriminado de policiais civis em operações nas favelas, disputando com a PM o controle da repressão. Acabou contribuindo para a alta letalidade da polícia do Rio. E, por último, mas não menos importante: embora eu particularmente tenha sido sempre atendido por Gilberto, acho que faltou um pouco mais de transparência de sua gestão, por meio de contatos com a imprensa. Talvez porque ele tenha muito pé atrás com jornalistas. Mas quem não tem?
Todo o centro de poder político é alvo de disputas e baixarias que qualquer pessoa pode imaginar. A Chefia da Polícia Civil não está blindada contra isso. Portanto, não é de hoje que cada grupo lutava por defender seus interesses e projetos. Venceu o grupo ligado ao delegado Alan Turnowski, que já havia sido preterido, na escolha por Gilberto. O "polonês" era a bola da vez".
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 10 de abril de 2009

BLOG REPÓRTER DE CRIME - JORGE ANTONIO BARROS.

EMAIL RECEBIDO:

Blog REPORTERDECRIME.
Num futuro não muito distante, pesquisadores vão descobrir na internet que no início do século 21 as corporações policiais foram bastante afetadas por um fenômeno munidal, responsável por uma pequena revolução nos veículos de comunicação social - os blogs.
Em apenas quatro anos, desde que o fenômeno dos blogs chegou com mais força ao Brasil, a comunidade de blogs feitos por policiais civis e militares - a chamada blogosfera policial - já chega a 59 títulos, 27 dos quais lançados de plataformas digitais no Rio de Janeiro, um estado sempre na vanguarda.
Não resta dúvida de que blogs - como qualquer outro veículo de comunicação - podem ser usados para o bem ou para o mal. Mas, em razão do grande poder de difusão na grande rede e do alto nível de interatividade com a audiência, os blogs são verdadeiras janelas em quartéis e delegacias de polícia muitas vezes impermeáveis ao cidadão comum.
Eles contribuem de forma decisiva para um processo de democratização dentro das organizações policiais, que é fundamental para a reaproximação da polícia à sociedade, sobretudo em países como o nosso, onde ditaduras como a de 37 e a de 1964 ajudaram a aumentar esse fosso.
Outro aspecto importantíssimo é um sinal de busca pela transparência por parte desses policiais que fazem blog.
Raramente se verá entre eles algum que defenda valores que não condizem com a democracia.
O fenômeno da blogosfera policial é tão importante que já está sendo alvo de pesquisa inédita da Unesco, encomendada às pesquisadoras Sílvia Ramos e Anabela Paiva, do Cesec.
Na sexta-feira passada, Sílvia coordenou em Vitória a mesa redonda sobre blogs e segurança pública, da qual participaram eu, Eduardo Machado (PE Body Count), e os policiais militares Danillo Ferreira (Bahia) e Robson Niedson (Goiás). Machado alertou para a responsabilidade dos comentaristas em blogs de segurança pública.
Pela primeira vez na internet este blog mostra o rosto dos policiais Danillo e Robson, cujos blogs são campeões de audiência na internet.
Eles falam sobre as dificuldades de um policial blogar e sobre a alternativa do anonimato encontrada por alguns policiais para permanecer na blogosfera. Eles conseguiram superar essa fase e contam com o respeito e até a admiração de seus superiores. Robson, por exemplo, convenceu o comandante-geral da PM de Goiás a ter seu próprio blog, que já está bombando.
JORGE ANTONIO BARROS.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 8 de abril de 2009

BLOG REPÓRTE DE CRIME - POLICIAIS MILITARES, OS HERÓIS DA SOCIEDADE.


O GLOBO - BLOG REPÓRTER DE CRIME - JORGE ANTÔNIO BARROS.
COM VOCÊ NO COLO HÁ 200 ANOS.
PMs FAZEM BOA AÇÃO E SALVAM BEBÊ ABANDONADO.

O aspirante a oficial da PM Agdan Miranda Fernandes e outro PM demonstraram ontem que polícia é muito mais do que repressão e violência. Poder de polícia é acima de tudo a capacidade de pacificar, de proteger e servir, como diz o lema da polícia de Nova York, mal adaptado por aqui. Os policiais simplesmente pararam tudo para resgatar um bebê de cinco meses que fora abandonado por um homem, que seria o pai da criança, no Terminal Rodoviário Mariano Procópio, na Praça Mauá, Centro do Rio. O homem foi detido para dar explicações na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Decav).
O bom exemplo desses policiais aumenta em mim a convicção de que há esperança para a Polícia Militar do Rio, apesar de tanto desmando que temos assistido no último ano. Prestes a completar 200 anos, a PM mais antiga do Brasil vive uma crise de gestão sem precedentes. Os praças e oficiais que reivindicam alguma coisa são tratados como revoltosos e "massacrados" com mais serviço, transferências absurdas e punições sem medida. A censura e as arbitrariedades têm sido rotina por parte dos superiores. A lei do silêncio tem imperado nos quartéis da PM, como poucas vezes se viu durante o período da ditadura militar. Oficiais da cúpula têm sido flagrados em irregularidades e vantagens indevidas, mas a punição a esses atos não tem sido tão eficaz quanto são nas bases da corporação.
Acreditem, a despeito do bom exemplo de policiais como os que salvaram o bebê, esse modo de gerir uma tropa de 40 mil pessoas - com dois pesos e duas medidas - não vai acabar bem.
Foto de Marcelo Carnaval/ Agência O GLOBO.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 6 de abril de 2009

BLOG REPÓRTER DE CRIME - COM A GENTE NA MIRA HÁ 200 ANOS.

O GLOBO:
BLOG REPÓRTER DE CRIME - JORGE ANTÔNIO BARROS.
COM A GENTE NA MIRA HÁ 200 ANOS.
DELEGADO DO RIO DENUNCIA CENSURA DA PM A BLOGUEIROS POLICIAIS.
O Delegado da Polícia Civil do Rio Vinicius George - que assessora o deputado Marcelo Freixo (PSOL) e teve atuação importante na CPI das Milícias - denunciou a censura imposta pela Polícia Militar do Rio, que impediu a participação de blogueiros policiais na mesa redonda "O papel dos blogs no debate da Segurança Pública e a Nova Blogosfera policial. (clique e leia).


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 23 de março de 2009

QUANTAS ELZAS SERÃO PRECISO PARA TOMARMOS UMA ATITUDE?

(Henrique)


BLOG REPÓRTER DE CRIME - JORGE ANTÔNIO BARROS.
CAIXA POSTAL.
Leitor: Quantas Elzas serão preciso para tomarmos uma atitude?
Esse blog reclama da polícia, mas também tem seus dias de lentidão. Levei simplesmente uma semana para perceber na minha caixa postal o e-mail de um leitor e comentarista assíduo, que se identfica como Guilherme Campelo. Ele manifesta sua indignação com o caso da aposentada Elza Gomes Pinto, de 62 anos, que no dia 15 de março foi vítima de um disparo feito por assaltantes na Avenida Brasil, que teria causado lesões irreparáveis em parte de seu cérebro. Ela foi internada em estado grave e só um milagre pode tirá-la da UTI.
Aqui vai o desabafo de Guilherme, que também passou a ser o meu. O blog aproveita para dizer que está aí nessas horas difíceis (
reporterdecrime@globo.com), que obviamente nenhum de nós espera ter que passar.
Vamos à carta eletrônica de Guilherme:
Rio de Janeiro, 16 de março de 2009.

Prezado Jorge Antonio Barros:
É com pesar que escrevo estas linhas para informar que uma das baixas de não combatentes nesta guerra insana que varre nossa cidade foi uma pessoa muito próxima de minha família, fato inclusive noticiado nos jornais, inclusive no O GLOBO, seu nome Elza Gomes Pinto. O que mais causa indignação, e espero continuar tendo a capacidade de me indignar sempre que deparar com um ato bárbaro como este, é que Elza era uma educadora, profissão tão desprestigiada por nossos governantes, mas se tratada como prioridade e seriedade, talvez esta guerra suja e não declarada não manchasse o Rio de sangue.

Nesse fim de semana em que eu comentava em seu blog a situação ridícula de um policial do “Serviço Reservado” da PMERJ (P-2) atuando fora de suas atribuições constitucionais que são: POLICIAMENTO OSTENSIVO, PREVENÇÃO E REPRESSÃO DE DELITOS.

Mas o candidato a “Jason Bourne” dos trópicos estava a serviço de um comando inútil e omisso, que fica preocupado com criticas justas e verdadeiras de quem quer trabalhar. Enquanto isso Elza era atacada em um lugar onde grassa a falta de policiamento, talvez nosso glorioso P-2 fosse mais útil na Av. Brasil, não em Niterói “pagando mico”.
A sociedade parece que não enxerga que a mudança depende única e exclusivamente de nossas atitudes e eu sempre comentei nos posts do seu blog, cada morte ou ato de violência nos atinge, mesmo que a vitima não seja do nosso convívio, pois somos membros de uma mesma sociedade.
Quantas Elzas serão necessárias para tomarmos uma atitude?
Caro Jorge, não sou especialista em segurança ou pertenço aos quadros das forças de segurança, sou cidadão e vitima, mas gostaria que você desse abrigo para este desabafo e que alguém me responda estas questões:
Como um grupo que está no governo estadual há mais de 12 anos consegue piorar a situação a cada ano?
Onde estão os policiais cedidos ou desviados de função?
Por que polícia civil sobe morro para confronto e PM faz investigação, quando a CFRB de 1988 manda o contrário?
Por que não denunciamos nossos governantes por crimes contra a humanidade, Darfur, gente está além de nossas portas?
Quando este grupo que está no poder há mais de 12 anos vai investir em educação e informação ao invés de fuzis e munição?
Elza espero que Deus lhe dê forças para superar esta provação. Obrigado! Guilherme José Cuquejo Campelo "
JORGE ANTÔNIO BARROS.

Parabéns, Guilherme, pela sua indignação, nós precisamos educar a sociedade para que ela efetue as mudanças indispensáveis, no sentido de que possamos viver com um mínimo de dignidade no Rio de Janeiro.
Não podemos e não devemos VIVER COM MEDO!
Além dos itens elencados por você, acrescentaria a imoralidade dos salários pagos pelo governo Sérgio Cabral aos funcionários públicos, demonstrando um total descompromisso com a maioria da população (classe média e excluídos da cidadania) que recebe os precários serviços públicos.
Eles só querem comprar e construir.
Embora você não tenha escrito, o grupo que você cita tão bem é o PMDB, que nos "desgoverna" há tempos.
Logo o PMDB - um partido corrupto, segundo o Senador Jarbas Vasconcelos, do próprio PMDB.
Precisamos com urgência descobrir quem são as exceções (não corruptos) do PMDB citados pelo senador.
Se elas não aparecerem, poderemos concluir que elas não existem...

PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBOBO

quarta-feira, 18 de março de 2009

ESCÂNDALO NA PM - BLOG REPÓRTER DE CRIME - JORGE ANTÔNIO BARROS.

ESCÂNDALO NA PM.
O coronel tem duas casas, mas é você quem paga a conta.
O coronel David participa de solenidade da PM: escândalo de benefício duplo nas barbas do governo.
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/reporterdecrime/post.asp?t=o-coronel-tem-duas-casas-mas-voce-quem-paga-conta&cod_Post=169685&a=135

"Não é um oficial qualquer. Ele é simplesmente o segundo homem no comando de uma das maiores polícias militares do país, a do Estado do Rio de Janeiro. Durante a crise que resultou na exoneração do coronel Ubiratan Ângelo, ele esteve bem perto de ser o número 1 da Polícia Militar do Rio. Ele é o coronel Antonio Carlos Suarez David, o chefe do Estado-Maior da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Ganha um salário bruto de R$ 16 mil, o equivalente a 20 vezes o soldo de um PM fluminense. Na posição de comando deve pode ter direito de ocupar uma das residências da Polícia Militar no bairro da Tijuca - um benefício ao qual não têm acesso delegados de polícia, membros do Ministério Público e juízes.
E com a vantagem de policiamento ostensivo praticamente 24 horas por dia (por questões de segurança, não vou dizer onde fica a casa do coronel David e nem vou publicar fotografia).
Como se não bastasse a mordomia da casa de dois andares com vaga para dois carros e até quintal, onde pode fazer bons churrascos, o coronel David foi descoberto embolsando R$ 942,13 mensais a título de indenização de auxílio-moradia, mais do que o soldo de um soldado comandado por ele. O policial é um só, mas tem direito a duas casas, quando muita gente não tem nenhuma sequer. Há policiais que são obrigados a esconder a identidade e a lavar a farda dentro de casa porque é obrigado a morar numa favela, onde convive com muitos daqueles que combate.Sou capaz de apostar que o coronel David é um homem honesto e empenhado em reduzir os índices de criminalidade em nosso estado. Com 34 anos de serviços prestados à PM, sempre deu exemplo de preocupação com o erário. Na crise que resultou na saída de Ubiratan, ele encheu os pulmões e alertou os revoltosos:
- Quem quer salário de almirante que faça prova para almirante.
(A propósito quanto alguém sabe quanto ganha um almirante?)
Apesar de o coronel David ser um homem honrado me digam que autoridade terá um oficial nessa situação para, por exemplo, exigir de um PM, que ganha R$ 800, respeito, disciplina e que não meta a mão no bolso da gente? Que autoridade poderá ter, por exemplo, para aconselhar colegas de farda a resistirem à tentação de uma "boquinha" na segurança da Liga das Escolas de Samba durante o carnaval?
O caso só veio à tona na semana passada em discurso feito pelo deputado Flávio Bolsonaro (PP), na tribuna da Alerj. Com essa informação, a repórter Vera Araújo foi além. Descobriu que a benesse é estendida a outros colegas de farda, do coronel David, inclusive inativos. A reportagem completa está no GLOBO de hoje.
Em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Alerj, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse ontem que cortou o benefício - apenas de David - a partir deste mês. Tenho dúvidas que dê tempo de sair do contracheque de abril. Mas tudo bem. Já foi uma medida correta, ainda que lenta, já que poderia ter sido tomada na semana passada. Além dessas medidas, o estado precisa exigir que o coronel David reembolse os cofres públicos na soma estimada em R$ 50 mil, já que há cinco anos ele tem esse nefasto privilégio. Mas o que realmente me preocupa é o fato de o secretário de Segurança, um homem probo e rigoroso no combate ao crime, não ter ideia de que está cercado por cobras criadas, que lhe escondem uma ilegalidade dessas. Justamente quando se comemora o bicentenário da PM. Seria um bom momento para a corporação conquistar a confiança da sociedade. Mas Beltrame, infelizmente, só soube do escândalo por terceiros. Seria uma falha do serviço de inteligência da Secretaria, curiosamente chefiada por um policial altamente treinado na arte da produção de conhecimento? Me recuso a acreditar que seja omissão dolosa da inteligência da PM. Mas, o fato é que já está passando da hora de o governador Sérgio Cabral, como o comandante em chefe da Polícia Militar, assumir o controle da corporação e conter, não apenas os criminosos - que de alguma forma tem sido combatidos em milícias - mas sobretudo os descuidistas que ali lidam com o dinheiro público".
JORGE ANTÔNIO BARROS.
Tudo que está acontecendo com a Polícia MIlitar do Estado do Rio de Janeiro é muito triste
Como comemorarermos o nosso bicentenário?
E pensar que tudo começou na intervenção feita pelo Governador do Estado na nossa gloriosa Polícia Militar.
Aceitamos a exoneração do nosso Comandante Geral, o Coronel de Polícia UBIRATAN de Oliveira Angelo, sem um motivo justo, pelo contrário, ele foi exonerado por ser um democrata e por não ser arbitrário.
Nós não poderíamos ter aceito tal intervenção, que desonrou a todos nós, principalmente aos Coronéis de Polícia.
E agora, o que vamos fazer?
Rogo à Deus que consigamos resgatar a nossa honra, o nosso idealismo e o nosso destemor.
Somos Militares de Polícia, não podemos continuar andando de cabeça baixa, diante de um poder político que nos menospreza.
O que falaremos para os nossos subordinados?
É hora de união!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 17 de março de 2009

MARIANO VAI À ALERJ - GUSTAVO DE ALMEIDA.


BLOG DO JORNALISTA GUSTAVO DE ALMEIDA:

Segunda-feira, 16 de Março de 2009

MARIANO VAI À ALERJ.
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj ouve nesta terça-feira 17, às 9h, em audiência pública, o secretário de Segurança Pública, Mariano Beltrame. Em pauta, questionamentos sobre a atual política de segurança pública do governo estadual. O secretário, que confirmou a sua presença na audiência, também deverá prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias em que policiais militares, inclusive de alta patente, trabalham para a Liga das Escolas de Samba (Liesa) em bico na segurança privada durante os desfiles de carnaval, no Sambódromo.

Poderíamos acrescentar alguns assuntos, como a filmagem de cidadãos honestos por integrantes do serviço reservado, na manhã de sábado, em Niterói - como denunciou o blog Repórter de crime, no Globo OnLine.

Será prática da secretaria?

Gustavo de Almeida.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 15 de março de 2009

CORONEL MENEZES - ENTREVISTA.

O Coronel de Polícia Ronaldo Antônio de MENEZES deu uma entrevista, logo após ter sido solto, clique e assista:

Agradecemos ao jornalista Jorge Antônio Barros (O Globo) - Blog Repórter de Crime - a cobertura dada à liberdade do Coronel MENEZES.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 10 de março de 2009

PUNIÇÃO DE CORONEL BARBONO - REPERCUSSÃO NA MÍDIA ( 3 ).

O GLOBO:
BLOG REPÓRTER DE CRIME - JORGE ANTONIO BARROS.


CENSURA NA PM.
CORONEL DENUNCIA QUE SEGURANÇA PRIVADA FUNCIONAVA EM QUARTÉIS.


"Como eu já disse aqui não sou contra o "bico" na segurança pública, desde que obviamente se evite eventuais conflitos de interesse, como é flagrante no caso da Liga das Escolas de Samba, que contratou oficiais da PM para prestar serviços de segurança no carnaval. Mas o coronel Ronaldo Antônio de Menezes - que foi punido com prisão disciplinar de quatro dias por causa do artigo abaixo, publicado no blog do coronel (Paulo ) Ricardo Paúl - apresenta um ponto de vista bem interessante, que nos leva a crer que o "bico" deveria ter sido evitado pelas autoridades de segurança pública.
Com a punição ao coronel - que nunca foi advertido antes em sua carreira - o comando-geral da PM desmente o ditado que diz que "quem fala a verdade não merece castigo". E acabou fazendo papel de palhaço, como diz ao final do artigo.
No texto, o coronel Ronaldo Menezes denunciou que "o filão atraiu os olhos de oficiais e demais autoridades policiais e foram sendo montadas as firmas de segurança patrimonial, cujos escritórios funcioinavam no interior dos aquartelamentos e delegacias e a mão de obra utilizada era abundante e com disponibilidade imediata". Um prato cheio para o Ministério Público estadual. Mas aí, são outros quinhentos.
Segundo o coronel Menezes escreveu em seu artigo, feito em maio do ano passado e publicado no dia 13 de janeiro deste ano - portanto antes da polêmica do "bico" de oficiais que trabalharam para a Liga - "o policial passou a trabalhar completamente extenuado, físico e emocionalmente, uma vez que a jornada dupla consumia-lhe as forças; este homem, armado e com a incumbência de proteger a sociedade, tornou-se uma ameaça em potencial ao partir para as ruas, insatisfeito com o salário baixo e o descaso com que é tratado, portanto, propenso a praticas arbitrárias e acidentes que podem vitimar tanto a si quanto àqueles que devia proteger."Interessante o ponto de vista deste oficial que na sexta-feira completa 35 anos de Polícia Militar. Um dos mais antigos coronéis em atividade. Já comandou dez unidades operacionais da PM e, numa delas, conseguiu êxito com a implantação do termo circunstanciado, em São Gonçalo. Filho de um capitão da reserva e pai de dois oficiais e tio de outro, o coronel Menezes foi preso hoje de manhã no quartel do 4o Comando de Policiamento de Área, em Niterói. Foi acompanhado do ex-comandante-geral da PM, coronel Ubiratan. Eu conversei com ele por telefone e rendeu até matéria para o
site do GLOBO.
Ele parecia tranquilo e afirmou que não se arrepende do que escreveu porque, segundo ele, não houve crítica a quem quer que seja.
- De forma alguma eu quis ser crítico. Foi meramente uma opinião, mas tem muito a ver com tudo o que está acontecendo na área da segurança pública no estado. O grande problema é que estamos nos tornando reféns de nós mesmos, na área de segurança - afirmou o coronel.
Em nenhum momento alguém disse que ele falou alguma inverdade.

Leia aqui a íntegra do artigo:
"As falácias costumam permear a vida pública. Infelizmente, nestas terras tupiniquins, nossos governantes, em sua grande maioria, criaram o hábito de usar discursos cujos conteúdos têm por objetivo mascarar uma deficiência e oferecer, instantaneamente, uma satisfação à população, mesmo que seja um paliativo, ou mesmo um placebo, pois a resposta correta nem sempre é fácil e exige, invariavelmente, esforço sério e contínuo, que somente pode ser despendido por administrações austeras, compromissadas com a causa pública e avessa aos projetos e interesses pessoais.
Veicula-se mais um concurso para ingresso nos quadros da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, como sempre é feito quando fatos perturbadores ou números indicam a falência da segurança pública no nosso Estado. Pode-se até dizer que esse quadro foi herdado, contudo, ao observarmos com bastante cuidado, veremos que a maneira de conduzir a pasta é a mesma, tanto nessa quanto em outras administrações.
Política de Segurança Pública não pode se sustentar apenas em aumento de efetivo, aquisição de viaturas, armamento e equipamento, já que a realidade vem demonstrando que simplesmente “botar o bloco na rua” não vem contribuindo para a redução da criminalidade ou o aumento dos delitos solucionados.
Por sua vez, a melhoria do policiamento ostensivo, atribuição da Polícia Militar, decerto não passa pela admissão sem critério, normalmente produzida, pois se fosse esse o caso, ao invés da promoção do inchaço da máquina pública, seria observado o retorno das centenas de policiais militares cedidos aos mais diversos órgãos públicos.
Dados disponibilizados pela Própria Polícia Militar dão conta que cerca de 2.300 (dois mil e trezentos) policiais – militares estão fora das ruas, à disposição, por exemplo, da Secretaria de Governo, de Assistência Social, de Agricultura, de Ciência e Tecnologia, de Habitação, de Meio Ambiente e de Transporte, também circulam pelos gabinetes de Tribunais, do Ministério Público e de muitas Prefeituras, assim como zelam pela segurança dos presídios, fazendo o papel que deveria ser desempenhado por agentes penitenciários.
Então, cabe aqui perguntar: Por que um profissional preparado para preservar a ordem pública e executar a polícia ostensiva está destacado no DETRAN? No DETRO? Na Secretaria de Agricultura? Nas diversas Prefeituras? Em alguns casos explica-se, pois é uma mão de obra barata e auxilia no aumento de arrecadação. Mas a que preço?
O homem retirado das ruas, além de contribuir para a deficiência do policiamento, sobrecarrega aqueles que permaneceram na Instituição, ainda a oferecer sua vida em prol da população fluminense, ao mesmo tempo, tira deles as condições de garantir um serviço satisfatório ao povo, decorrendo daí, talvez, sua remuneração muito abaixo das expectativas e a segunda pior em nível nacional.
A Ordem Pública que é essencial à sociedade, envolve altos custos financeiros, derivados dos gastos com pessoal, equipamento e instalações, procedem então à necessidade de ser observado um emprego coerente e criterioso dos recursos públicos, priorizando as ações e operações policiais, não atividades acessórias ou sem vínculo com as atividades de segurança pública.
A falta de investimento na profissionalização do Policial tem uma ação perversa em desfavor do agente de segurança pública e da sociedade em geral, pois, ao sentir-se desvalorizado, seja financeira, institucional ou moralmente, e descobrir que, executando atividades paralelas, obterá melhor remuneração, o homem perde o vínculo com o público e prioriza o privado.
Por anos a fio ignoramos o que acontecia nos guetos e nas comunidades carentes, a simples percepção desses segmentos incomodava a vista e afligia a alma; para evitar essa realidade a classe mais abastada da sociedade refugiou-se em condomínios cercados por altos muros, providos de cercas elétricas e câmeras de segurança; para certificar-se que não teriam a santa paz de seus lares ameaçada, contrataram pessoas para controlar o acesso às dependências condominiais e afastarem pessoas indesejadas; pensaram eles então que seria interessante que esses homens trabalhassem armados e, em caso de necessidade, tivessem um bom entrosamento com as forças policiais, portanto, nada melhor que contratarem policiais para ali atuarem nas horas de folga, pois se serviriam do Estado e custavam quase nada.
Isso foi bom para ambos os lados, as pessoas tinham seu rico patrimônio protegido e os agentes da lei garantiam um reforço financeiro em seus orçamentos. Logo a classe média e os comerciantes perceberam que também podiam melhorar suas condições de segurança e contrataram vigilantes para circularem pelas ruas, nada mais eram que policiais e bombeiros, com as indefectíveis camisas pretas com a inscrição “apoio” às costas, a passarem as horas de sua folga em pé, sob uma marquise a respirar o dióxido de carbono expelido pelos veículos que passam incessantemente a sua frente.
A partir de então, mais um ator desse processo viu-se satisfeito, pois, como os agentes possuíam duas fontes de pagamento, a administração pública entendeu que não era mais necessário pensar em uma remuneração condigna ou condições de trabalho, bastava fechar os olhos e institucionalizar oficiosamente o “bico”.
O filão mostrou-se muito mais generoso do que se podia supor e isso atraiu os olhares de Oficiais e demais Autoridades Policiais, foram sendo montadas as firmas de segurança patrimonial, cujos escritórios funcionavam no interior dos aquartelamentos e delegacias e a mão de obra utilizada era abundante e com disponibilidade imediata. Boates, bares, bingos, comércios e congêneres se viram muito mais interessados em contratar uma segurança feita por policiais, que podiam agir ou se omitir como força pública quando necessário.
O quadro parecia que estava pronto, o “bico” tornou-se a atividade principal e o serviço público virou uma atividade complementar, cujo principal atrativo era conferir o direito à identidade e arma de fogo. O patrão deixou de ser a população e passou a ser o “Dono da Segurança”, o interesse deixou de ser a coisa pública e passou a ser o privado.
O policial passou a trabalhar completamente extenuado, físico e emocionalmente, uma vez que a jornada dupla consumia-lhe as forças; este homem, armado e com a incumbência de proteger a sociedade, tornou-se uma ameaça em potencial ao partir para as ruas, insatisfeito com o salário baixo e o descaso com que é tratado, portanto, propenso a praticas arbitrárias e acidentes que podem vitimar tanto a si quanto àqueles que devia proteger.
Eis que os menos favorecidos, imprensados entre a necessidade e a violência que geralmente impera nos locais onde residem, passam a receber segurança de grupos armados, coordenados (supostamente) por policiais, que afastam o tráfico de entorpecentes, inibem a pratica de roubos e furtos e tornam as ruas mais tranqüilas, entretanto, tudo tem um preço, e logo o transporte irregular de passageiros e a exploração de sinais clandestinos de TV fechada passa a ser controlado por esses grupos; em seguida, os cidadãos são compelidos a contribuir pela segurança prestada e pessoas da comunidade são recrutadas e armadas. Formaram-se as milícias.
Toda essa prestação de serviço que substitui o papel estatal, seja no atendimento ao topo ou à base da pirâmide social, deixa bem clara a privatização do sistema de segurança pública e uma perigosa inversão de valores; ao passo que o Estado declina de sua competência para utilizar o poder de polícia em prol da população e entrega essa tarefa a grupos paramilitares, permite instalação de um governo paralelo, com regras próprias e invariavelmente totalitárias, que tende a crescer à proporção da omissão governamental e da carência social.
No final, quando esses grupos estiverem enraizados em nosso contexto social e percebermos que deles não nos favorecemos, muito pelo contrário, que na verdade somos reféns de sua atuação e estamos aqui para servi-los com nossa “contribuição” obrigatória; que nossos protetores são também nossos algozes; que somos aldeões prontos a ceder a primeira noite aos Senhores Feudais, que nossos direitos começam e terminam segundo o interesse de nossos defensores e suas conveniências, talvez aí, somente nesse instante, ouviremos do dirigente público, movido pelo mais profundo senso de dever, se pronunciar e afirmar que está chocado com essa situação e que, apesar de não ser fruto de sua administração, encetará todas as medidas necessárias para devolver o Rio de Janeiro ao povo fluminense e novamente democratizar a segurança pública; que para tal conta com seus aliados, os policiais, os quais, apesar de mal assistidos por anos a fio, saberão resistir às vicissitudes e compreender que o caos decorre de governos anteriores e que, tão logo a situação esteja equilibrada, terão suas mui justas reivindicações observadas com todo o carinho.
Será que já não ouvimos essa ladainha antes? Dá-me um nariz de palhaço, por favor!

Coronel Ronaldo Antônio de Menezes"
No sábado, às 8h, ele sai da prisão. Se seus colegas de turma não temerem retaliações deveriam estar lá no quartel para lhe dar um abraço e lhe convidar para um drink ou uma boa feijoada para comemorar a liberdade".



PAULORICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 8 de julho de 2008

BLOG REPÓRTER DE CRIME- JORGE ANTÔNIO BARROS.

Dimmi Amora: Governador, o senhor é responsável direto por isso

O jornalista e escritor Dimmi Amora, meu colega do GLOBO, pediu que eu publicasse um artigo dele sobre o caso do alvo errado, em que PMs metralharam o carro de uma mulher com duas crianças dentro e uma delas morreu.
"Por favor, pare Sr. Governador Sr. Governador,
João Roberto, de três anos, morava no mesmo bairro que eu. Daqui a alguns anos, ele poderia ser colega do meu filho e os dois estarem brincando na minha casa. Ou talvez na sua, já que o senhor também tem um filho de três anos e os jovens se misturam muito nos seus grupos de interesse neste mundo de hoje. Um pouco mais velho, Ramon, que tinha seis anos, poderia se juntar aos novatos para participar de alguma festa de aniversário, show de rock ou curso universitário. Eles poderiam ter como professora, amiga, chefa ou ídolo, Deise Machado, que tinha 32 anos. Mas nada disso vai acontecer porque, a exceção do seu filho e do meu nesta história, os outros foram assassinados na semana passada pela polícia que o senhor comanda.
Escrevo esta carta por dois motivos. O primeiro é a comoção. Poderia ter sido o meu filho a vítima da sua Polícia na noite de domingo. Ou eu. Ou minha mulher. Ou os três. Passei por aquela rua quatro horas antes em direção a uma festa. Poderia ter voltado pelo mesmo caminho, no exato horário em que o crime ocorreu. Mas a prudência da minha esposa (que eu não tenho) fê-la pegar um caminho diferente. O humilhante motivo: a região onde ela mora desde que nasceu, ela hoje considera perigosa demais para passar com a família. "Por que caminhos você nunca volta? A que horas você nunca sai?", os versos de Hebert Vianna nunca fizeram tanto sentido para mim.
O segundo é porque já não dá mais para ficar ouvindo o senhor falar sobre casos iguais a estes, e não são poucos, como se fosse um comentarista de debate esportivo. Vamos deixar as coisas bem claras. O senhor é o responsável direto por tudo isso. Ao receber 5,1 milhões de votos em outubro de 2006, que o senhor pediu e lutou por cada um deles, o senhor automaticamente torno-se o comandante das polícias do Rio de Janeiro. Então, os policiais que mataram o João Roberto na Tijuca, o Ramon em Guadalupe e a Deise em Ramos (se não foram os policiais, foram em confrontos iniciados por eles sem que eles tivessem a prudência de pensar se poderia haver uma vítima inocente) são seus comandados. Obedecem ao que o senhor determina.
E o senhor, nestes 18 meses (um terço do mandato que lhe conferiram as 5,1 milhões de pessoas que vivem neste estado e não dá mais para fazer promessas) só deu uma única ordem para seus policiais: matem. É certo que o senhor jamais usou esta palavra. Seu passado democrata e humanista jamais permitiria que o senhor falasse uma coisa dessas até mesmo para o caso do pior dos bandidos sob o domínio de um dos seus comandados. Mas pouco importa o que o seu passado, as suas justificativas, o seu pensamento. Do que o senhor vem dizendo, os policiais só conseguem entender: mate!
Muito pouco adianta colocar conjunções adversativas sempre que o senhor diz que o confronto é inevitável. A falta de preparo, a falta de treinamento e o sadismo policial jamais vão perceber este pequeno detalhe entre as palavras confronto e inevitável. A opção será por atirar em qualquer circunstância e sem pensar em conseqüência. E isto vai acontecer em todos os lugares: na porta da minha casa, na porta da sua, na favela, na frente de uma escola, ao lado de uma delegacia de polícia.
Não se trata de defender que a polícia não atire nunca e dê flores aos bandidos, como o senhor já sugeriu. Ninguém é idiota a este ponto. Trata-se de cumprir a lei que o senhor jurou cumprir. Usar o que se chama gradação do uso da força e, quando necessário, isso poderá resultar em morte de quantos forem. Qual o preparo e a determinação de sua polícia para isso? Nenhum. Qual o incentivo de sua polícia para isso? Nenhum. Qual a punição exemplar para quem comente o que o senhor tem chamado de equívoco neste uso? Nenhuma.
O senhor pode dizer que não é responsável por atos individuais. De fato, não é. Mas é responsável por atos coletivos, que em caso de governança são os vários atos individuais de servidores, caracterizando uma política pública. E a sua política pública, demonstrada no número cada vez mais crescente e assustador dos chamados "autos de resistência", é a política da matança. E o que o senhor fez para parar este atos coletivos de homicídio policial? Nada. Sua polícia continua mau treinada e mau preparada e, para piorar, incentivada pelo senhor, pela falta de punição e pelo crescimento profissional dos que assim agem, a confrontar e, consequentemente, matar.
Orientado por estudos diversos (que todos têm estudos tão bons quanto dizendo justamente o oposto, pode apostar), o senhor garante que esta sua ordem de confronto (que, repito, é entendida pelos policiais como ordem para matar) vai devolver ao Rio um estado de tranqüilidade há muito inexistente. Ainda que sua bola de cristal esteja correta, do que vai adiantar se isso for conseguido às custas da vida de milhares de inocentes? Para os pais do João, do Ramon, da Deise não há mais volta a lugar nenhum de paz. A sua guerra já destruiu o mais importantes das vidas deles. Seu legado para o estado de paz será uma tropa de assassinos?
Por isso, governador, em nome do seu filho, em nome do meu filho, em meu nome, em nome do senhor e de sua biografia, em nome de quem ainda está vivo, eu peço que o senhor, por favor, pare. Imediatamente. Pare de incentivar seus policiais ao confronto. Pare de incentivá-los a matar."
Eu assino embaixo."
Jorge Antônio Barros.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

BLOG REPÓRTER DE CRIME - JORGE ANTONIO DE BARROS - 01/07/2008 - CASO DUQUE

Blog Repórter de Crime.
Jorge Antônio Barros.
Caso Duque.
O governador às vezes fala como se estivesse em Paris.
Sejamos sinceros. Quando o assunto é segurança, o governador Sérgio Cabral, às vezes, fala como se estivesse bem distante do Rio. Como se estivesse, por exemplo, em Paris. Nos jornais de hoje, ele afirma que o PM que matou um jovem desarmado e inocente para supostamente proteger o filho da promotora Márcia Velasco, de quem era guarda-costa, é um despreparado. Ora, isso é óbvio. Inclusive este policial extrapolou sua função. Bastava um pouco de inteligência para tirar o seu protegido do local da briga e não botar mais lenha na fogueira que acabou tirando a vida de um rapaz.
O que o governador precisa apurar é por quem o PM foi "despreparado". O policial pertence à polícia que supostamente está sob o controle do próprio governador, que foi mais rápido por exemplo para debelar a crise que derrubou o antigo comandante, coronel Ubiratan. Por que há tanto policial despreparado? Por que não há uma cadeia de responsabilidade em tanto despreparo?
O caso do estudante Daniel Duque, assassinado na porta de uma boate em Ipanema, levou ao menos o governador a responder a uma pergunta que cansaram de fazer aqui neste blog. Na matéria publicada hoje no GLOBO o governador informou que o número de PMs cedidos a outros órgãos já diminuiu cerca de 40% desde o início do seu governo. Já? Eu diria AINDA. A PM ainda tem cedidos a outros órgãos 1.778 policiais, efetivo suficiente para montar dois novos batalhões no Grande Rio - um na Zona Oeste e outro em São Gonçalo ou Niterói, por exemplo.
Falando ainda no caso do estudante assassinado, soube que a promotora Márcia Velasco - cujo segurança foi o pivô da tragédia - está arrasada com o episódio. E, ainda que seja impossível, tem tentado de toda forma se colocar na situação da mãe da vítima, Daniela Duque, que
deu emocionante depoimento hoje no Programa Mais Você, da Rede Globo.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

BLOG REPÓRTER DE CRIME - JORGE ANTONIO BARROS - ATO CÍVICO

CIDADANIA JÁ.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio convoca todos os moradores do Rio a participarem às 16h de hoje, nas escadarias da Câmara dos Vereadores, de um ato público em repúdio ao estado paralelo comandado pelas milícias que praticam crimes como o da tortura uma equipe de reportagem do Dia, durante sete horas e meia. O crime ocorreu na Favela do Batan, em Realengo, Zona Oeste do Rio.
A manifestação será no mesmo local onde na semana passada o movimento Rio de Paz reuniu cerca de 150 pessoas em protesto contra a execução do jovem William de Souza Marins, de 19 anos, por policiais militares, também na Zona Oeste. Hoje faz 33 dias que os PMs que mataram Wiliam continuam soltos. Até quando?
Essa região da cidade realmente é cada vez mais terra de ninguém, onde os políticos só vão em época de eleição, como este ano.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

CLIQUE E LEIA - ENTREVISTA - SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DO RJ

BLOG REPÓRTER DE CRIME
JORGE ANTONIO BARROS
ENTREVISTA
Beltrame diz que não há crime organizado no Rio.
Em entrevista aos repórteres Ítalo Nogueira e Sérgio Costa, da "Folha de S. Paulo", o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse que não há crime organizado no Rio. Se desorganizado já faz esse estrago todo, imagine quando se organizar.

domingo, 18 de maio de 2008

CLIQUE E LEIA - ENTREVISTA LUÍS FLÁVIO SAPORI

GLOBO ON LINE - 18/05/2008

REPÓRTER DE CRIME

JORGE ANTONIO BARROS

Ponto de vista criminal.
Sapori: discurso social da violência prejudica o combate ao crime.






Trechos:

A CORRUPÇÃO NA POLÍCIA
"É um dos grandes desafios hoje. Precisamos de ações mais contundentes para enfrentar a questão da corrupção policial porque grande parte do problema da violência, em qualquer grande cidade brasileira, envolve a corrupção policial. A corrupção policial degrada não apenas internamente a instituição, mas contamina a criminalidade. Gera um ciclo vicioso de fomento da criminalidade. Em crimes como tráfico de drogas, roubos e furtos de veículos. A presença desses policiais hoje nesse tipo de crime no Brasil é muito grande. Então não se combate o crime se não houver um ataque corajoso à corrupção policial. Há muito medo e receio de lidar com isso. Há policiais honestos, boas corregedorias. O que me parece é que político brasileiro tem medo de lidar com isso. Há uma descrença na capacidade de a polícia de investigar a própria polícia. O caminho é fortalecer as corregedorias, não podemos prescindir delas. precisamos dos bons policiais, com gratificações especiais, para participar desse trabalho nas corregedorias. Mas ao mesmo tempo precisamos do controle externo. Isso envolve mudanças de legislação. De códigos disciplinares para lidar com o policial corrupto. Não uma legislação de exceção. mas será preciso leis mais duras para demitir o policial corrupto. Criar mecanismos para a participação da sociedade no monitoramento das corregedorias, por meio da OAB, ONGs."


A POLÍCIA QUE MATA

"Vejo com preocupação. Não me parece um bom modelo de segurança pública a tática do confronto. Não me parece que é característica apenas desse governo. Mas a história recente da segurança pública no Rio é pautada pelo privilégio da tática em detrimento da estratégia. É privilegiar as ações pontuais, imediatas, de combate ao crime, especialmente o tráfico de drogas. O desafio da segurança pública no Brasil envolve pensar estrategicamente. Tudo bem que o confronto em alguma medida é invevitável, principalmente numa realidade do Rio. Ninguém pode acreditar que a retomada dessas áreas dominadas pelos criminosos - verdadeiros estados paralelos - será feita sem lidar com algum nível de confronto. É fundamental você capacitar a polícia para lidar com esse tipo de realidade. E o depois? O problema é a estratégia de retomada dessas áreas. Ocupar essas áreas amanhã e fazer com que o estado de direito passe a ser a grande referência institucional dessas áreas, provendo a segurança. O tráfico oferece segurança para as comunidades de maneira perversa, autoritária, que não são os valores que queremos para a sociedade brasileira. A consolidação de estados paralelos - micro ou macro - colocam um grande desafio para a segurança pública no Brasil. Taticamente tem que ocupar terrorialmente essas áreas. O desafio é pensar ao longo de quatro, cinco anos. É preciso um plano de ocupação permanente dessas áreas por parte da polícia. Alguns dizem que faltam o estado social. Mas a maior parte do problema nem é esse mais. Os equipamentos públicos nem estão podendo funcionar pela ausência de segurança, e do estado que garante a ordem. É esse estado que tem faltado no país no período democrático."


A APATIA DA SOCIEDADE DIANTE DOS HOMICÍDIOS

"Um dos adornos dessa apatia envolve certos segmentos da polícia, que toleram essa mortandade e esse verdadeiro genocídio porque muitas das vítimas são criminosas. Essa matança indiscriminada gera uma situação de anomia social completa, de banalização da violência, que extrapola território e classes sociais. Cria-se um ciclo vicioso de fortalecimento do crime. A tolerância com esse tipo de crime, supostamente contra o próprio criminoso, acaba criando uma cultura da violência para lidar com os conflitos sociais. Vai atingir o trânsito, brigas de vizinhança. O grande desafio envolve ações repressivas e preventivas. Em primeiro momento, mostrar a presença do crime, identificando os atores. O grande desafio envolve ações repressivas e preventivas. Num primeiro momento mostrar a presença do Estado por meio de uma repressão qualificada, ou seja, identificando o crime, investigando, indiciando, prendendo os criminosos. Criar estruturas de investigação mais sólidas. São Paulo fez isso muito bem no DHPP e explica em parte porque estão caindo os homicídios lá. Isso me parece um caminho promissor. Aumentar o índice de elucidação. Significa na prática reduzir a impunidade. Porque se os homicídios ficam impunes você vai criando homicidas contumazes. Seriais killers de uma forma tácita. Segundo. Criar mecanismos de inserção de jovens, de 15 a 24 anos, dessas comunidades pobres no mercado de trabalho. Aí vamos atacar um problema complicado. É esse público que está sendo cooptado pelo tráfico de drogas e isso acontece não propriamente porque o tráfico oferece o dinheiro para comprar a sobrevivência. Eles estão entrando no mundo do crime e do tráfico pra realizar outros sonhos e desejos e, por incrível que pareça, desejos de consumo. É interessante como boa parte desse fenômeno está relacionado à massificação de valores consumistas, à ampliação do mercado consumidor no Brasil. Ele valoriza menos o trabalho, o tipo de trabalho que os pais tinham. é permitido a ele sonhar mais. E ele sabe que as chances de ascensão social são muito restritas, Ele tem clareza das restrições de inclusão pela renda e pela cor da pele. Sabe muito bem como os negros e pobres sofrem na sociedade brasileira. Esse contexto perverso de anomia moral que acaba gerando um público jovem muito cioso, muito envolvido e seduzido pelo que o tráfico oferece, dinheiro, prazer, droga fácil, mulheres, arma, respeito, visibilidade. Esse mundo oferece auto-estima. Para enfrentar isso só com a parceria com ONGs como o AfroReggae, a Cufa, que conhecem a linguagem desses jovens. Cabe ao poder público fazer parceria com essas entidades. Dar uma alternativa moral que não seja o tráfico. Acredito na música, na arte, no hip hop, como uma cultura de periferia, tem um potencial de agregação muito grande. Teremos uma possibilidade de criar uma grande mobilização em torno do rap, do dj, do street ball, da dança de rua."