Mostrando postagens com marcador VIOLÊNCIA URBANA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador VIOLÊNCIA URBANA. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

RIO DE PAZ – ADVOGADO MARCOS ESPÍNOLA.

Rio de paz
*Marcos Espínola
Foi divulgado há alguns dias um novo mapa da violência no país e o Rio de Janeiro figura numa posição que há anos não se via. Tais estatísticas confirmam o que muitos especialistas, das mais variadas áreas, vem afirmando, que é o excelente momento que o Estado, essencialmente, a Cidade do Rio vem vivendo, não só no âmbito nacional como também internacionalmente. E, em verdade, há ainda muito por vir.
Segundo o levantamento dos Ministérios da Justiça e da Saúde, o Rio registrou uma acentuada queda da violência nos últimos 10 anos. Na listagem de homicídios ocorridos no país entre 1983 e 2010, o Rio caiu da 2ª posição para a 17ª, passando de uma taxa de 51 homicídios por cada 100 mil habitantes em 2000 para 26,2 homicídios nos dias atuais.
O estudo mostra outros números que nos dão motivos para comemorar. Embora as taxas ainda sejam elevadas o fato é que ostentávamos em outros tempos certa liderança nesse quesito e hoje despencamos nos afastando de uma posição que em nada nos orgulhava. Afinal, hoje estamos na média das grandes cidades brasileiras, o que demonstra avanço na política de segurança pública fluminense e nas polícias local.
Certamente, muito devemos a gradativa conscientização das nossas autoridades e se considerarmos que tal avaliação pegou muito pouco da era UPP, provavelmente num próximo levantamento nossas taxas estarão ainda mais reduzidas.
Assim, para toda a sociedade que acompanha e torce pela retomada da ordem pública e o combate à violência, as perspectivas se apresentam de forma bem positiva. Fica a torcida de que os próximos governos prossigam focados no restabelecimento da paz num Rio que amamos e que queremos ver dessa forma.
*Advogado criminalista
Comento:
O advogado Marcos Espínola está defendendo o Coronel PM Beltrami.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 7 de maio de 2011

O RIO DE JANEIRO É O LUGAR MAIS "PACIFICADO" DO MUNDO.

JORNAL O DIA
Vítimas de tiroteio na Barra da Tijuca estão em estado grave

Rio - A Polícia Civil investiga uma tentativa de assalto ou execução ocorrida contra dois funcionários da Assembléia Legislativa, na manhã desta sexta-feira, em um posto de venda de combustíveis da Avenida Armando Lombardi, número 1100, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Dois seguranças da Alerj foram baleados e estão em estado grave no Hospital Lourenço Jorge.
Policiais militares do 31º Batalhão (Recreio dos Bandeirantes) identificaram as vítimas como Roberto de Souza Del Rosário, 60 anos, e Carlos Alberto Carvalho de Souza, 40 anos. Roberto é chefe de segurança da Alerj e Carlos Alberto o acompanhava (leiam).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 24 de março de 2011

O ATENTADO, A IMPRENSA E A DEMOCRACIA.

O Bairro Peixoto pode ser considerado como uma ilha de tranquilidade dentro do bairro de Copacabana, característica construída pela baixa incidência criminal, em face da proximidade com o 19º BPM e pelo fato do bairro ser quase isolado, possuindo dois acessos, o que por si só dificulta a fuga de criminosos que tentem praticar suas ações no local. Ontem, todos esses conceitos foram explodidos, um cidadão sofreu um atentado quando caminhava pela calçada, por volta das 10:00 horas, próximo a uma feira popular que semanalmente funciona no local. Socorrido foi conduzido para o Hospital Copa D’or, onde foi submetido por horas a uma cirurgia para salvar a sua vida e onde se encontra em estado estável.
Ricardo Gama, blogueiro, advogado e “jornalista”, nosso amigo, foi a vítima desse ato criminoso. Ele é um cidadão extremamente mobilizado, tendo comparecido a vários atos da nossa luta pela cidadania dos Bombeiros e dos Policiais Militares. Além disso, Ricardo Gama tem feito uma série de denúncias no seu blog, inclusive contra parlamentares fluminenses e contra os governos Sérgio Cabral e Eduardo Paes, muitas delas veiculadas por meio de vídeos que produz e posta no youtube.
Prezado leitor, o que podemos elencar como fatos relevantes nessas primeiras horas e ainda sob forte emoção, pois passei o dia todo no hospital acompanhando o desenrolar da cirurgia?
1) Ricardo Gama foi vítima de um ATENTADO, uma tentativa de execução.
2) Por razões óbvias, conclui-se que alguém tentou CALAR A SUA VOZ.
3) A sua voz é o seu BLOG, o qual possui milhares de acessos por dia.
4) Portanto, não pode ser desprezada a hipótese de CRIME POLÍTICO.
Obviamente, todos que fazem oposição ao governador Sérgio Cabral e ao prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB, têm a tendência de colocar a motivação política como a principal razão para o crime, isso pode ser considerado natural, mas não podemos violentar a investigação e a busca pela verdade.
Os investigadores deverão agir profissionalmente analisando todas as hipóteses, inclusive a possibilidade de ser um CRIME POLÍTICO.
Amanhã, tanto a Polícia Civil, quanto a imprensa, deverão estar trabalhando com TODAS AS ALTERNATIVAS.
Tenho certeza que a PCERJ estará analisando todas elas e que conseguirá esclarecer o fato, responsabilizando tanto o autor, quanto o mandatário e espero ler na imprensa notícias que também tratem de TODAS as possibilidades.
Caso a mídia fluminense não aborde no noticiário a possibilidade da ocorrência de um CRIME POLÍTICO, ela estará comprometendo VALORES DEMOCRÁTICOS.
Se a mídia continuar pautada, sendo repetidora da VERSÃO OFICIAL penso que o povo mobilizado do Rio de Janeiro deve realizar protestos em frente aos jornais, revistas e emissoras de televisão.
Eu protestarei!
Logo ao amanhecer começarei a ler os principais jornais do Rio de Janeiro.
Peço aos nossos leitores que encaminhem links das matérias que encontrarem sobre o tema para o email: celprpaul@yahoo.com.br
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 17 de março de 2011

O RIO PACIFICADO DA DUPLA CABRAL-BELTRAME AINDA "MORRE" DE TANTA PACIFICAÇÃO.

JORNAL O GLOBO
Rivalidade
Gangues de jovens levam pânico a Ipanema após desfile do Bafafá

Gustavo Goulart
RIO - Moradores e lojistas da Rua Visconde de Pirajá, na altura da esquina com a Rua Aníbal de Mendonça, em Ipanema, assistiram a cenas típicas do filme "Gangues de Nova York", do diretor Martin Scorcese, na noite de sábado passado, após o desfile do bloco Bafafá. Uma gangue formada por jovens moradores da Barra da Tijuca encurralou um pequeno grupo de moradores do bairro de Laranjeiras para se vingar de uma confusão ocorrida em outro local durante o carnaval. Como informou ontem Joaquim Ferreira dos Santos na coluna Gente Boa, no GLOBO, houve pânico e muito tumulto quando os jovens de Laranjeiras, em desvantagem numérica, buscaram refúgio na Livraria da Travessa, no número 572 da Visconde de Pirajá.
Gerente fechou as portas por uma hora
A gerente da loja precisou fechar as portas por cerca de uma hora para evitar a invasão pelo grupo da Barra, com cerca de 50 jovens entre 14 e 17 anos, bastante alterados. O florista Kleber Ferreira, de 27 anos, que trabalha num quiosque naquela esquina, contou que muitos rapazes seguravam garrafas de vodca, entre outras bebidas alcóolicas, e energéticos.
- Fiquei impressionado porque eram muito jovens, meninos mesmo. Os da Barra gritavam "Beira da praia/isso é o que dói/ na Zona Sul só tem playboy" e incitavam uns aos outros a "pegarem" os de Laranjeiras. Entraram no quiosque do outro lado da rua e fizeram arruaça na frente da Livraria da Travessa. Os seguranças tiveram muito trabalho. Só achei que a Polícia Militar demorou muito a chegar. De 20 a 30 minutos - disse o florista.
Procurado pelo GLOBO, o comandante do 23º BPM, o coronel Roberto Garcia, não quis fazer comentários.
Os dois grupos se encontraram durante o desfile do bloco Bafafá, na Avenida Vieira Souto. De acordo com o jornaleiro Ricardo Neto, de 30 anos, os grupos vieram pela Praça Nossa Senhora da Paz, provocando muita correria e medo.
- Clientes contaram que as gangues vêm aprontando nas ruas. Foi a primeira vez que vi isso.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A VIOLÊNCIA NO NORDESTE E AS POLÍCIAS COM SEUS SALÁRIOS MISERÁVEIS.

ÚLTIMO SEGUNDO - IG
Às vésperas do carnaval, Nordeste vive onda de violência
A Bahia, o maior Estado da região, já registrou 13 roubos a banco no interior apenas em 2011 - média de um assalto a cada 3 dias
Thiago Guimarães, iG Bahia, e Wilson Lima, iG Maranhão | 22/02/2011
A poucos dias do carnaval, a sensação de insegurança cresce no Nordeste do País, estimulada por uma onda de crimes de impacto, como assaltos a banco, balas perdidas e chacinas. São crimes que atingem, inclusive, autoridades do Estado. Recentemente, o vice-governador de Pernambuco, João Lyra Neto, teve seu apartamento em Recife roubado.
A Bahia, o maior Estado da região, já registrou 13 roubos a banco no interior apenas em 2011 - média de um assalto a cada 3 dias. Na maior parte dos casos foram assaltos “cinematográficos”, em que bandidos chegam atirando, fazem reféns e tocam fogo em carros na fuga, como mostrou reportagem do iG do começo deste mês. Na semana passada, três pessoas foram atingidas por balas perdidas (duas morreram) em menos de 24 horas no Nordeste de Amaralina, um complexo de favelas em Salvador de 50 mil pessoas, dominado pelo tráfico de drogas.
Embora a qualidade das estatísticas criminais no Nordeste seja considerada muito imprecisa em relação a de outros Estados (com exceção de Pernambuco), os números ainda assim confirmam o aumento da violência na região. Segundo o Anuário 2010 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a principal publicação independente do setor no País, a taxa de homicídios dolosos (com intenção de matar) subiu de 2004 a 2009 em oito dos nove Estados do Nordeste - houve queda (12%) somente em Pernambuco. Aumentos que foram de 19% (Maranhão e Piauí) a 90% (Alagoas).
“Não há compatibilidade de dados sobre crimes entre imprensa, órgãos oficiais e institutos de pesquisa”, critica Ivone Costa, coordenadora de programa de estudos em segurança pública na Universidade Federal da Bahia.
No maior Estado da região, a Bahia, a segurança é o calcanhar-de-Aquiles da gestão do governador Jaques Wagner (PT). O índice de homicídios intencionais cresceu 42% no Estado desde 2004, de 21 para 30 por 100 mil habitantes. Em Salvador, o predomínio de crimes no noticiário local reflete a realidade da insegurança crescente entre a população.
Em outros Estados, a situação é parecida. Em São Luís, capital do Maranhão, ocorreram 498 homicídios em 2010, de acordo com os dados da da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA). O número é 46% maior em relação ao número de assassinatos registrados na capital maranhense durante o ano de 2006. Ainda no Estado, dados do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) de São Luís indicam que 80% dos assassinatos na capital têm ligação com o tráfico de drogas, como mostrou o iG em janeiro. Somente no ano passado ocorreu um aumento de 540% no volume de crack apreendido apenas na capital maranhense.
Falta polícia
Os sinais de problemas se acumulam dia a dia. Em comunicado publicado na imprensa local no domingo (20), a associação de oficiais da PM baiana diz que a tropa está “desrespeitada, maltratada e mal gerida”. No dia seguinte, cerca de 200 aprovados em concurso de 2009 da Polícia Civil fizeram protesto na capital reivindicando nomeações.
Para tentar reverter a onda de violência, Wagner reestruturou a cúpula da segurança no Estado. Indicou como secretário o delegado federal Maurício Telles, 32 anos, e anunciou o “Pacto pela Vida”, programa de redução de homicídios.
O plano, contudo, se resume até agora a uma declaração de intenções: implantar no Estado o modelo carioca das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), metodologia de ação policial em áreas de risco. O anúncio, contudo, já estava previsto no programa de governo da presidente Dilma Rousseff (PT), que prometera R$ 1,6 bilhão para construir 2.883 unidades no País.
O governo baiano também reforçou a divulgação de ações policiais e de quedas pontuais nos índices de violência. Informou nesta semana que os homicídios em Salvador em janeiro caíram 14,6% em relação ao mesmo mês de 2010. Foram 133 assassinatos intencionais – mais do que a cidade de Buenos Aires, por exemplo, costuma registrar em um ano (119 em 2007, último dado disponível).
Apesar da situação crítica, a articulação entre Polícia Federal, Militar e Civil tem produzido alguns resultados pontuais. Na Paraíba, uma quadrilha envolvida com assaltos a bancos foi presa no começo deste mês. Essa, aliás, é uma das principais pautas dos governadores da região. Em entrevista ao iG em dezembro de 2010, o governador do Ceará, Cid Gomes, afirmou que o crime na região se fortaleceu porque surgiram quadrilhas que possuem bases em vários Estados, agindo em vários pontos da região. "São quadrilhas que circulam na Paraíba, Pernambuco, Piauí, Maranhão. Eles se movimentam de acordo com a intensidade da repressão. Começou a ter muita coisa aqui no Ceará. Identificamos as áreas e fomos para cima, especialmente no interior. Durante o trabalho de inteligência, descobrimos que as quadrilhas se movimentam pelos Estados todos", afirmou o governador.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 20 de novembro de 2010

POPULAÇÃO DO RIO COMEÇA A PROTESTAR CONTRA A INSEGURANÇA PÚBLICA.

JORNAL DO BRASIL
Moradores da Zona Sul protestam por mais segurança

RIO - Incomodados com a falta de segurança na região, moradores da Zona Sul resolveram protestar e exigir mais policiamento no "Túnel do Rio Sul" que liga Botafogo e Copacabana. No domingo (19/12) um grupo de ciclistas vai se reunir para percorrer o trajeto e recolher assinaturas.
Felipe Consonni, responsável pela organização do manifesto, disse que o manifesto é uma forma de reação da população. "Vamos protestar contra a falta de policiamento no local que está dando oportunidade para a criminalidade se manter presente. Há, constantemente, assalto a ciclistas e pedestres nas passagens dos túneis. Inclusive, a presença de usuários de drogas e indigentes é um problema do local", afirmou.
A data foi escolhida para que mais assinaturas pudessem ser colhidas. "Escolhemos o domingo porque é um dia em que a orla está cheia". O grupo sairá de Laranjeiras, fará o percurso pela ciclovia do Aterro do Flamengo até o aeroporto Santos Dumont, e depois vai até o Leblon de onde retornaram para o Túnel.
Data: 19/12/2010 (Domingo)
Horário de encontro: 09:00
Local de Encontro: Kraft Bikes (Rua Laranjeiras, 197 - Laranjeiras)
Percurso: Laranjeiras - Flamengo - Leblon.
COMENTO:
É isso.
Temos que exercer a nossa cidadania nas ruas, exigindo soluções para a violência no Rio de Janeiro, a época das promessas já passou há muito tempo, o atual governo cumpriu quatro anos de gestão com pouquíssimas conquistas para a população nas áreas da saúde, educação e segurança públicas.
É tempo de cobrar resultados.
Ratifico a minha frase proferida no dia 17 FEV 2008, ao final da Segunda Marcha Democrática do Rio de Janeiro, realizada por Policiais Militares e Bombeiros Militares:
- Prometeu e não cumpriu, pede prá sair!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O RIO PACIFICADO DA DUPLA CABRAL-BELTRAME.

- Jornal O Dia:
Policiais relatam cenas de terror

Dois PMs foram os primeiros a enfrentar grupo de 60 traficantes chefiados por Nem.
‘Em 14 anos de trabalho na Polícia Militar, nunca vi um confronto como aquele nem bandidos tão fortemente armados. Estavam preparados para uma guerra’. A constatação do cabo Luís Cunha, do 23º BPM (Leblon), que estava na primeira patrulha que entrou em confronto com o ‘bonde’ da Rocinha, é reforçada pelo colega de farda, o soldado Augusto Dias: “Mais meio segundo na viatura, estaríamos mortos”. Um dia após a violência nas ruas de São Conrado — com uma mulher morta e seis feridos, entre eles quatro PMs —, os policiais relembraram a ousadia dos criminosos e os dez minutos em que enfrentaram, sozinhos, a fúria de um grupo de 60 traficantes (leia).
- Jornal Extra: Terror na Zona Sul (leia).
- Folha de São Paulo: Dilma defende Sérgio Cabral (leia).
- G1: Tiroteio é registrado por moradores (leia).
- Jornal do Brasil: Tiroteio repercute na imprensa internacional (leia).
- Jornal O Povo do Rio:
Tiros interrompem festa
Comemoração de aniversário termina com jovem e menor mortos e duas mulheres baleadas
ROBERTA TRINDADE
Policiais da 78ª DP (Fonseca) estão tentando identificar os criminosos que entraram atirando na Favela Coronel Leôncio, na Engenhoca, na Zona Norte de Niterói, na madrugada de ontem. O grupo, composto por cerca de cinco homens fortemente armados, chegou na comunidade por volta das 2 horas, no momento em que se comemorava um aniversário na Rua Coronel Leôncio, na localidade conhecida como Fundão. Pelo menos 50 pessoas participavam da festa, que contava com um show de forró. Um dos convidados, identificado como Edpo de Oliveira Costa, 22 anos, foi atingido por mais de 20 tiros de diversos calibres. Ao ouvir os disparos, a estudante Kimberly de Almeida Reis Peçanha, 14, correu com as amigas para se abrigar em uma casa, mas acabou sendo atingida. Baleada nas nádegas, ela ainda chegou a ser socorrida por familiares, que a levaram ao Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, também na Zona Norte, mas não resistiu e morreu ao dar entrada na unidade. Outras duas convidadas da festa também foram para o mesmo hospital: Ilma da Silva de Souza, 39 - baleada no abdômen - e uma mulher não identificada, atingida em uma das mãos.
Investigações
Enquanto a segunda recebeu alta após ser medicada, a primeira foi submetida a uma cirurgia e continuava internada, até a tarde de ontem. De acordo com médicos responsáveis pelo atendimento, ela não corre risco de morte. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) que estiveram no local do crime recolheram 18 cápsulas para fuzil 556 e para pistolas de três calibres diferentes - nove milímetros, 45 e 380. No bolso da calça de Edpo, os agentes encontraram duas pedras de crack. Familiares da vítima informaram que ele era apenas usuário e não tinha qualquer envolvimento com o tráfico de drogas. Qualquer informação que auxilie nas investigações policiais e ajude a Polícia a identificar e localizar os criminosos pode ser repassada através do Disque-Denúncia, no telefone 2253-1177. A Polícia investiga a denúncia de que o crime pode ter sido motivado devido à expulsão de uma moradora da comunidade por traficantes locais, ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Outra hipótese é de que criminosos da Favela Nova Brasília, também na Engenhoca, cujo comércio de drogas é controlado pela facção rival Comando Vermelho (CV), teriam tentado invadir a comunidade.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O RIO CADA VEZ MAIS SEGURO DE BELTRAME.

JORNAL DO BRASIL:
Homem é assaltado em esteira dentro de academia no Rio.
Portal Terra
RIO DE JANEIRO -
Um homem foi assaltado enquanto caminhava na esteira em uma academia de ginástica, em Vista Alegre, no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, o ladrão estava armado e levou um cordão e um telefone celular do aluno. O assalto aconteceu por volta das 20h30 do último dia 17. Não houve feridos.
De acordo com a polícia, o assaltante disse para a recepcionista que gostaria de conhecer a academia para se matricular no local e se dirigiu diretamente ao homem, que estava caminhando na esteira, mostrou a arma e roubou o cordão e o telefone celular.
A polícia acredita que os ladrões já estavam seguindo o homem antes dele entrar na academia, pois o aluno foi o único a ser assaltado. O sistema de vigilância do local gravou o assalto. Os policiais estão tentando melhorar as imagens para poder reconhecer o assaltante.
16:37 - 26/11/2009
O DIA:
- Ameaçada por milícia deixa Rio das Pedras.
Doméstica abandona casa, pega pertences e entra em programa de proteção à testemunha.
POR VANIA CUNHA
Rio - Com lágrimas nos olhos e escoltada pela polícia, a doméstica que denunciou crimes cometidos por milicianos em Rio das Pedras — sete deles foram presos terça-feira na Operação Rolling Stones, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Policiais (Draco/IE) — retirou ontem seus pertences de casa. Ela e as crianças serão incluídas no Programa de Proteção à Testemunha. “Não me arrependo. Denunciei porque tinha raiva do que eles (milicianos) faziam com a gente. Não somos bandidos”, disse.
Escondida por um touca e protegida por policiais, doméstica deixa a casa onde viveu por seis anos
Enquanto a doméstica embalava seus objetos, um carro de som e panfletos convocavam moradores para protesto hoje “em prol do amigo da comunidade” Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba, preso na ação da Draco. Ele foi um dos alvos da denúncia feita pela ex-moradora, que contou ter sido ameaçada e seu filho, espancado.
Desde a operação mais de 100 denúncias contra a milícia chegaram à Draco. Entre os relatos estão crimes de extorsão, homicídio e ameaça. “Não dormia, vivia à base de calmantes desde que torturaram meu filho. Decidi falar porque sei que um dia eles vão me pegar. Mas se tiverem que matar, que façam comigo e não com meus filhos”, desabafou. Desde terça, a mulher e os dois filhos menores estavam em um hotel, custeado por policiais da Draco, que também pagaram o caminhão que fez a mudança da família.
>> ESPECIAL: Dossiê Milícia de O Dia
Nas duas horas em que permaneceu na comunidade retirando seus objetos, a testemunha ficou encapuzada. Dezenas de moradores acompanharam a mudança. “Estou acreditando na polícia. Tenho certeza que vou melhorar a vida dos meus filhos e ser feliz, coisa que nunca fui. Seja o que Deus quiser”, afirmou, ao deixar o lugar onde viveu por seis anos. À noite, o 31º BPM (Barra) estourou uma central de ‘gatonet’ no terraço de uma farmácia na comunidade Muzema, vizinha a Rio das Pedras.
Empréstimos misteriosos
A Polícia Federal descobriu que a mesma pessoa fez dois empréstimos para o major Dilo Pereira Soares e o sargento Dalmir Pereira Barbosa. Trata-se de Tufi José Bassil Neto — detido em outubro do ano passado em operação que prendeu o bicheiro Aniz Abraão Davi, o Anísio. Na época, o inquérito apontou Tufi como integrante de uma quadrilha que explorava caça-níqueis e lavava dinheiro.
Na declaração de renda de 2006, Dilo afirmou que recebeu R$ 122.500 de Tufi. No mesmo ano, Dalmir declarou ter recebido R$ 100 mil. “É mais um meio de tentar lavar dinheiro”, diz o relatório da PF, que indiciou os dois policiais em 2008.
- Polícia Militar expulsa três Soldados acusados de homicídio (leia).
O GLOBO:
- Major miliciano tem 11 imóveis sequestrados (leia).
- Rio ainda sofre com rodízio de apagão (leia).
- Polícia Civil faz operação em Costa Barros (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O RIO CADA VEZ MAIS SEGURO DE BELTRAME.

O GLOBO:
VIOLÊNCIA.
- POlicial Militar é assassinado e Bombeiros Militares são acusados de furtar cordão do Policial Militar morto (leia).
- Ônibus incendiado e troca de tiros na Tijuca (leia).
- Homem que roubou carro de desembargador participou da morte de enfermeira grávida (leia).
O DIA:
- Tiroteio deixa um morto no Dendê (leia).
JORNAL DO BRASIL:
- PRF troca tiros com bandidos na Rio-Teresópolis.
RIO - Uma perseguição entre bandidos e patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal assustou motoristas que passavam pela Rodovia Rio-Teresópolis, na tarde desta sexta-feira. Houve intensa troca de tiros e um dos suspeitos foi ferido na perna.
Segundo a PRF, os policiais foram avisados, no início da tarde, que quatro suspeitos haviam assaltado uma casa em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, e fugido em seguida com dois carros roubados.
O tiroteio começou quando os suspeitos tentaram fugir de uma barreira montada na altura do Km 69 da rodovia. Nesta troca de tiros, um dos criminosos ficou ferido e foi encaminhado para o Hospital das Clínicas na cidade. Dois suspeitos que tentaram fugir foram capturados pelos policiais, com um dos carros, mas outros dois conseguiram escapar. O carro em que estavam foi encontrado logo depois, próximo à comunidade Fonte Santa, também na cidade serrana.
Ainda segundo a PRF, os suspeitos seriam do Morro do São Carlos, no Estácio. Além dos carros, os criminosos roubaram eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos e dinheiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ELES INSISTEM, O RIO NÃO É VIOLENTO.

PORTAL IG:
Em Londres, Governo minimiza impacto da violência no Rio em 2016
09/11 - 14:54 - EFE - Ultimos Segundos - Portal IG
Londres, 9 nov (EFE).- O Governo é consciente de que a falta de segurança no Rio de Janeiro preocupa perante a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, porém defende que a violência não acontece em pontos turísticos, o que minimiza o risco para visitantes. Assim disse hoje a presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Jeanine Pires, em entrevista concedida à Agência Efe em Londres, onde o Brasil participa da World Travel Market, uma das feiras turísticas mais importantes do mundo.
"Os atos de violência acontecem em locais específicos, não em praias nem pontos turísticos", explicou Jeanine Pires, que reconheceu ter percebido que os confrontos entre Polícia e traficantes no Rio despertam certo temor no exterior.
A representante da Embratur ressaltou a necessidade de "tratar o tema" e não se esconder para que "fique claro" que fatos como a derrubada de um helicóptero policial, em meados de outubro em uma favela do Rio, mostram "que o Governo combate intensamente o tráfico de drogas e de armas".
"Já abrigamos os Jogos Pan-americanos, e até o próprio Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou nosso projeto e deu seu sinal verde ao tema da segurança, com o que costumam ser tão estritos", explicou.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 8 de novembro de 2009

REALMENTE, O RIO DE JANEIRO NÃO É VIOLENTO.

O EXCLUÍDO FARDADO
CENTRO DO RIO - CINELÂNDIA
O GLOBO:
Policiais detonam suposta bomba no Leme (leia).
EXTRA:
Traficantes incendeiam ônibus em favela dominada por milicianos (leia).
O DIA:
Policial Militar é executado durante jogo de futebol (leia).
JORNAL DO BRASIL:
Quatro baleados durante tumulto em casa de festa em Campo Grande (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

BELTRAME TEM RAZÃO, O RIO NÃO É VIOLENTO, APENAS EXISTE UMA GUERRA EM CURSO NO ESTADO.

O jornal O Globo publica matéria sobre tumulto na Praia do Arpoador (leia), onde 6 cidadãos são roubados. Enquanto isso, um agente da Polícia Federal reage a um assalto e acaba sendo atropelado (leia).
Por sua vez, o jornal O Dia destaca que a Polícia mata um e prende quatro (leia) e que mulher é vítima de bala perdia em Niterói (leia).
O Jornal do Brasil publica que um ônibus é incendiado na Zona Norte (leia), que uma pedra de crack de três kg é apreendida em Casimiro de Abreu (leia) e que bandidos invadem condomínio em Niterói e fazem sete reféns (leia).
Um Rio de paz onde a população vive com a mesma tranquilidade experimentada nas mais seguras cidades da Europa e tudo isso graças a apenas duas pessoas: Sérgio Cabral e José Mariano Beltrame.
O nosso mais sincero agradecimento e aproveitamos para lembrar que nesse domingo, entre 10:00 e 14:00 horas, o "Movimento Fora Cabral!" estará no Posto 6 de Copacabana.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 7 de novembro de 2009

ATO CÍVICO CHEGA DE HIPOCRISIA - AMANHÃ - COPACABANA.

Chega de Hipocrisia!
Domingo, 08 de novembro, 14h
Concentração: Posto 6 - Copacabana
O convite está feito, gostaria muito de ver por lá cidadãos decentes e entidades como o Viva Rio, o grupo Basta, membros do Crack Nem Pensar, Movimento pela Ética na Política, ecologistas e quem mais quiser aderir.
Chega de hipocrisia!
Precisamos de ação, paz e um pouco de HUMANIDADE!
Obrigado!
Luiz Fernando Prôa
Carta na integra:
Caros amigos, os antigos e os que chegaram agora, gostaria de agradecer o apoio de todos numa hora tão difícil como esta. Precisou acontecer um fato chocante, um abalo que não atingiu apenas as famílias envolvidas, para que a sociedade se mostrasse perplexa e comovida perante a tragédia diária que vivemos em todos os cantos do país. Não tive tempo para acompanhar nada do que saiu nos noticiários, mas, segundo ouço falar, há um clima de indignação generalizado. O acontecimento lamentável do sábado, dia 24 de outubro (quando meu filho viciado em crack matou a amiga que tentava ajudá-lo a largar as drogas), fez emergir questões difíceis do dia-a-dia, que todos nós enfrentamos e já não aguentamos. Vocês não me verão mais lamentando os eventos que passaram, isso agora fica na minha esfera pessoal. Só me interessa olhar para frente e fazer alguma coisa.
Dentro dessas questões, o crack é um deles. De uma cracolândia em São Paulo se multiplicaram centenas pelo país. Daqui a um ano serão milhares! A cola de sapateiro foi substituída pela pedra maldita, o consumo disseminado entre todas as classes e o combate intensificado contra o crime organizado transformou o Rio de Janeiro num teatro de guerra, perdida, e que será maquiado para as Olimpíadas de 2016. Mas essa guerra não é só aqui, está espalhada e em expansão por todas as capitais, periferias e áreas pobres principalmente, no interior e nas cidades de fronteira.
O poder público, apesar da boa vontade de alguns setores, se mostra incapaz de deter a marcha vertiginosa das coisas. Há dinheiro para o FMI, para submarino nuclear, para aviões militares sofisticados, para Angra 3 e até para o Haiti, mas o que vemos aqui é a estrutura complemente falida, seja na área da saúde, da segurança pública, na defesa do meio ambiente, apesar dos esforços valorosos do ministro Carlos Minc, e em outras áreas.
Não podemos continuar a ser esmagados e acuados pela falta de recursos, pelo poderio de grandes grupos econômicos, como o setor privado de saúde e a poderosa indústria da bebida, que sabemos ser uma droga pesada, apesar de lícita. Dois exemplos são emblemáticos. O primeiro é a aliciação através da propaganda de cervejas e similares sem nenhum controle, em nome da democracia – a deles, é claro – e do direito de informação. Chega a me doer ver atletas se prestando a isso, por dinheiro. A segunda é pessoal. Passando mal na sexta, final da tarde, fui até uma clínica em Laranjeiras, a mesma em que morreu a Cássia Eller, e que agora mudou de nome. Com a emergência aparentemente vazia, duas pessoas apenas na minha frente, esperei no mínimo uma hora e quarenta para ser atendido, ainda tendo que aturar a cara de nojo que a médica plantonista me lançou, quando com educação reclamei com a enfermeira sobre a demora. Mas meu caso não era de emergência, apenas uma dor profunda no coração, um possível enfartezinho qualquer. Saí de lá indignado e me dirigi a outra clínica, com um pique de pressão que poderia ter consequências graves. Por sorte fui atendido prontamente por lá. Isso em plena zona sul do Rio e com um cidadão comum que, naquela semana, havia se tornado assunto corriqueiro até no exterior.
Esta semana foi a pior que já tive na vida! Contudo, houve fatos positivos e que me surpreenderam.
A imprensa, muitas vezes criticada, teve um papel importantíssimo neste debate que se desenrolou, cobrando das autoridades ação. A população a “cada esquina” debateu entre si a sua indignação. Os que têm alguma voz na mídia se pronunciaram. E até um pai ousou falar em humanidade.
Por isso me dirijo aos amigos e aos inconformados com este estado de coisas, para agradecer e alertar.
A imprensa e as pessoas comuns seguraram em minhas mãos nestes dias, mas nenhuma autoridade se dirigiu a mim nem me ofereceu qualquer apoio, não sei se por falta de jeito ou com o intuito de não querer ouvir alguém que grita em seu ouvido.
Não posso gritar sozinho. É muito fácil tirar de cena quem aponta o dedo para setores tão poderosos. Mas se formos milhões a gritar, a apontar o dedo, a coisa fica bem diferente.
Alguns gestos que tenho recebido – centenas de e-mails, scraps e depoimentos pelo orkut – têm me comovido: relatos de famílias desesperadas e até uma comunidade no referido orkut chamada Poemas à Flor da Pele, que criou um movimento em apoio a meu grito.
No domingo que vem, dia 8 de novembro, às 14 horas, mesmo que não apareça ninguém, irei caminhar na praia de Copacabana dizendo não à hipocrisia, à falta de ética, ao descaso e à propaganda de bebidas na tevê.
O convite está feito, gostaria muito de ver por lá cidadãos decentes e entidades como o Viva Rio, o grupo Basta, membros do Crack Nem Pensar, Movimento pela Ética na Política, ecologistas e quem mais quiser aderir.
Não pretendo me promover nem me candidatar a nada. Estou muito feliz sendo escritor e promotor de cultura na Internet. Tenho certeza de que ninguém gostaria de estar na minha pele neste momento. Mas não vou me omitir. Saí do armário e espero que outros façam o mesmo.
Chega de hipocrisia!
Precisamos de ação, paz e um pouco de HUMANIDADE!
Obrigado!
Luiz Fernando Prôa.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

WAGNER DE MEDEIROS, UM CIDADÃO QUE NÃO SE CALA.

O GLOBO
O Rio de Janeiro de Beltrame, só de Beltrame.


COMENTÁRIO POSTADO:
Quando foi abatido o helicóptero da PM, achei que o Secretário de Segurança tinha “caído na real”, com declarações que me deram a esperança de que ele concordara com a ineficiência da política de segurança pública, com o fato de a PM estar cuidando do que deveria ser função da União e deixando de fazer, para o cidadão fluminense, o que lhe cabe na precípua função de Política Militar do Estado, que uma burocracia pornográfica era um problema para as ações necessárias à melhor performance dos órgãos estaduais de segurança do Estado e, até, mais recentemente, dizendo achar absurdo o policial-militar ganhar mil reais, exortando a União a ajudá-lo a pagar salários dignos aos policiais.
Agora ele vem dizer que acha o RJ um espaço não violento! Que aqui não há violência? Será que, com boa vontade para com ele, o Secretário quis dizer que, no Rio, há lugares perigosos, muito perigosos e excepcionalmente perigosíssimos? Ou seja, nem todo o rio é violento num grau só mas em distintos níveis, embora todos violentos? Ou, ainda, será que ele não se equivocou e falou pensando em uma cidade que outrora o Rio foi ou que um dia pretende ele (e todos nós) ainda venha a ser? Tudo, menos dizer que o Rio de hoje seja um espaço não violento. Onde todos os dias, em todos os jornais e em todos os noticias de TV, não se noticiam crimes, roubos de carro, assassinatos à queima roupa, blitzs falsas, médicos tirados de sua moto e morto friamente, que cada um de nós tem um parente, ou um amigo, ou um conhecido morto pela violência do Rio, confrontos (cinematográficos, se não fossem reais) entre bandidos e “pobres homens” tentando manter a lei e a ordem, sinais de trânsito sendo avançados pelo medo de assaltos, porteiros terem que ser treinados para evitar assaltos a prédio, e, agora´, até professores ouvi dizer serão treinados para agirem em situação de riscos de seus alunos, em sala de aula, etc. etc. E, obvio, não deve ser aqui o lugar a que este site se refere já se contabilizam 30 mil mortos.
Por favor, Senhor Secretário Beltrame, o Senhor continuasse se mostrando consciente de que a coisa está muito feia (temos até o nosso 11 de novembro), pois só assim haveria esperança de o Senhor reconhecer que muito tem que se corrigir e ser feito para se dizer que o Rio de Janeiro é lugar onde se pode viver como se vive em qualquer outra cidade civilizada, onde segurança urbana só freqüenta , de forma esporádica ou corriqueira a qualquer grande centro urbano, páginas de jornais como os que aqui um dia já se disse, deles saem sangue, quando espremidos.
Hoje, no Rio de Janeiro, isto ocorre com todos os jornais. Aliás, à miúde se vê sangue correndo, ao vivo!
WAGNER DE MEDEIROS.
Eu assino com ele.
E você cidadão brasileiro?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGDOR INTERNO

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

TV AMERICANA PAGA US$ 600,00 PARA FAZER REPORTAGEM NO RIO DE JANEIRO.

O GLOBO:
A carioca Aline no 'The Oprah Winfrey Show'/
Revista da TV
A violência no Rio foi um dos temas do programa da apresentadora Oprah Winfrey. No especial "As pessoas mais felizes da terra", que foi ao ar ontem no Brasil - na TV americana, ele havia sido exibido no fim do mês passado - Oprah conversou com Aline, uma carioca de classe média. Durante a entrevista, a apresentadora revelou que a produção do programa pagou US$ 600 para entrar numa favela do Rio, onde mora Maria, empregada de Aline. O nome da comunidade não foi informado:
- Para entrar no bairro de sua empregada, a produção teve de pagar US$ 600, para ter proteção. Vocês convivem com isso? Vocês têm medo da violência que pode ocorrer, de estar em perigo? - indagou Oprah.
Aline disse estar surpresa:
- Não. Maria e eu ficamos surpresas com isso, porque meus filhos frequentam um baile famoso naquela favela. Se eu fosse sozinha à casa dela, não teria de pagar nada. Talvez eles soubessem que vocês fossem mostrar o material na TV. Talvez por isso tenham cobrado.
Minutos antes, Oprah, a mais popular apresentadora da TV americana, fez menção aos conflitos no Morro dos Macacos, no mês passado, quando traficantes derrubaram um helicóptero da polícia:
- Soubemos de um conflito entre traficantes e a polícia. Como isso afeta você e as pessoas daí? Como as pessoas se sentem em relação a isso?
- É muito triste, pois sabemos que essas famílias sofrem muito. Não escondemos que a segurança é um grande problema do Rio. Mas isso não ocorre todo dia - disse Aline.
A entrevista foi iniciada com o tema das Olimpíadas. Oprah perguntou se a cidade havia vibrado muito ao ser escolhida pelo COI para sediar os Jogos de 2016, ao que Aline respondeu afirmativamente:
- Ficamos muito animados. E contentes que, finalmente, a América do Sul vai sediar os Jogos. Esperamos ver você aqui.
Oprah disse ter sido convidada pelo prefeito Eduardo Paes, em Copenhague, e revelou ter aceitado o convite:
- Quando me sentei no palácio com a rainha da Dinamarca, para um agradável almoço, o prefeito de vocês, que é muito dinâmico e animado, me convidou. Vou aceitar o convite. Muito obrigada.
O "Oprah Winfrey Show" sobre as pessoas mais felizes da terra mostrou como vivem mulheres de diferentes países. Ao apresentar Aline, Oprah disse que ela estava falando do Rio, "uma linda cidade". Durante a conversa, Oprah quis saber se era verdade que os brasileiros gastavam muito com cirurgia plástica. Aline respondeu:
- Nossos cirurgiões são considerados os melhores do mundo. Essas cirurgias são baratas por aqui.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

ONTEM PERDI MEU AMIGO. E AMANHÃ? - VIRGÍNIA HEINE.

O GLOBO.
Violência
'Ontem perdi meu amigo. E amanhã?'
Publicada em 04/11/2009 às 12h22m.
Artigo da leitora Virgínia Heine.
Dia dois de novembro de 2009, um dia de finados atípico: ao invés da chuva, o sol veio brindar o feriado carioca. Praia, ar livre, bicicletas, biquínis e sungas. Um típico dia de alegria de verão. Verão que, em geral, está sempre presente. Já a alegria, só a folclórica, porque a real, esta, anda distante.
O mito da alegria, do estar de bem com a vida, decantada aos quatro ventos, a respeito do estado de espírito do brasileiro, em especial do carioca, anda, há muito tempo, trancado atrás das grades das casas e apartamentos da cidade. O medo, a apatia, ou a agressividade quase cega, fazem parte hoje do cotidiano da vida no Rio. E, de quebra, a descrença veio carimbar a quase ausência absoluta de esperança em algum tipo de mudança.
O que mais escuto hoje é que "não tem mais jeito, o Brasil não vai mudar". Até pouco tempo, costumava-se dizer que "só jogando uma bomba no país para modificá-lo e aos hábitos da população". Hoje, até a bomba foi esquecida, talvez porque não se acredite nem mais que ela fosse capaz de transformar essa realidade tosca, injusta, inconsequente. Hoje somos ou apáticos ou brutais.
Ontem o Rio de Janeiro de Sérgio Cabral, de Eduardo Paes, mas também dos tradicionais Garotinhos e Garotinhas, do César (não o imperador romano, mas o nosso, que deveria estar num spa judiciário), do Conde, de Brizola e Alencar, ontem esse Rio assistiu passivo à morte de um carioca. Um carioca que trabalhou, que teve amigos, filhos, família. Um carioca que era meu amigo e que foi embora, como tantos outros cariocas ou não, vítimas da cidade, vítimas do estado, vítimas do país. Um país que deita sobre um mito roto, velho e desbotado, de uma alegria imaginária, dos carnavais já pouco criativos, dos sambas repetitivos, das balas que se perdem nos corpos de sua população.
Ontem perdi um amigo. Um amigo querido, que pouco via, com quem pouco convivi, mas que era um amigo. E, como eu, tantos perdemos amigos, pais, mães, filhos, maridos, esposas, todos vítimas da falta de energia em investir num país de verdade, daqueles em que, apesar das vilezas humanas, são capazes de dedicar criatividade e saúde suficientes para se criar uma sociedade menos bárbara.
Somos uma sociedade desigual, fundada na desigualdade e mantida aí, na injusta desigualdade. E, no meio da corrida pela sobrevivência, que vira manutenção da ganância, que se torna extração de vantagens a qualquer preço, vivemos nesse cabo de guerra social. Todos brincam de explorar a todos. Os mais ricos querem explorar os mais pobres que querem explorar os mais ricos. E vivemos assim, pensando que gostamos de sol, cerveja e futebol, alegres até a primeira oportunidade de obter uma saída individual para nossos problemas pessoais.
Ontem perdi um amigo, vítima do escárnio dos políticos vulgares, de sorrisos falsos, criadores de falsas polêmicas engana-trouxa. Não seria nem preciso recorrer à informação da mídia para que constatássemos a mentira refletida no tom de voz dessas criaturas eleitas por nós, obrigatoriamente. Sim, porque, por aqui, somos obrigados, sem questionamento, a exercer um direito: o do voto.
Ontem perdi um amigo, vítima do Rio e do Brasil. Vítima de uma sociedade mixa que se contenta com os concursos públicos, para conquistar de uma vez por todas um encosto no estado-terra-de-ninguém. Falamos tanto de samba, alegria e carnavais, mas vivemos numa paquera mórbida com a morte, não só a do outro, mas a nossa própria.
Há algum tempo, enquanto dirigia, era capaz de enfrentar, com um pouco mais de vigor, um carro mais agressivo que insistisse em levar alguma vantagem de meio minuto, numa fila para pegar uma rua qualquer. Pensava que o motorista daquele carro preservaria, nem que não fosse sua vida, ao menos a integridade de seu carro. Hoje os carros são "jogados" sobre os outros carros. Bater ou não, pouco importa. Mas o que vale mesmo é obter aquela vantagem de meio minuto.
Ontem perdi meu amigo, vítima do Rio. Ontem perdi meu amigo, vítima do Brasil. Tantos outros amigos, de tantas outras pessoas, são mortos a cada minuto. Sempre vítimas de suas cidades, de seus políticos, de seus juízes cegos e poderosos (uma dúvida: seriam os juízes aparentados de Deus?), vítimas de sua própria covardia coletiva, de sua inércia depressiva.
Enquanto mais um brasileiro morre, vítima da violência de toda ordem, de fome, de falta de dignidade, de desilusão, os Lulas, as Dilmas, os Sarneys, os oposicionistas inertes e estranhamente apáticos, discutem as CPIs risíveis, quem está tramando contra quem; e viajam vendendo um país de mentira, próspero e pacato. Enquanto nosso caro presidente, ex-metalúrgico, discursa nos palanques antecipados, desobedecendo a lei eleitoral, numa gramática torpe para angariar mais companheiros incautos, mais brasileiros morrem. No jogo do contente dos contrários, pisa em solos estrangeiros, visita reis e rainhas, diminui distâncias supersônicas de aviões confortáveis e novinhos em folha, mas se gaba de pensar nos "pobres" pobres. E tudo sempre sorrindo de contente. A última cena dantesca que presenciamos foi o trio feliz: Lula, Cabral e Paes, vendendo um Brasil da carochinha, ao som de muito samba, é claro, afinal "isso é Brasil!. E Brasil é alegria!".
Ontem perdi meu amigo. E amanhã? Ontem perdi meu amigo, vítima de uma doença chamada Brasil.
Este artigo foi escrito por uma leitora do Globo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O MAJOR, O BAFÔMETRO E O TIROTEIO DE ONTEM.

O DIA:
PM exonera major por tumulto em blitz.
Oficial se recusou a soprar bafômetro, apontou arma para colega e foi autuado em delegacia por arruaça.
POR LUCIENE BRAGA, RIO DE JANEIRO
Rio - O comandante da Polícia Militar,
coronel Mário Sérgio Duarte, decidiu exonerar o major Fernando Correa de Oliveira, que, na madrugada de ontem, provocou tumulto ao ser parado em uma blitz da Operação Lei Seca, em Niterói. Segundo o relatório da fiscalização, o oficial dirigia o seu Honda Civic e apresentava “sinais etílicos”.
Oliveira teria se recusado a fazer o teste do bafômetro, apontado uma arma para a cabeça de um tenente e ainda ensaiou fugir, atravessando o canteiro da Avenida Roberto Silveira, na saída do Túnel Novo, que liga São Francisco e Icaraí.
Até o comandante do 12º BPM, coronel Maurício de Moraes, precisou interferir e ajudou os policiais a levar o major até a 77ª DP (Icaraí). O tumulto começou às 4h30 e só acabou às 7h30, na delegacia. Ao ser parado, o oficial teria chamado o tenente de “moleque fedendo a leite” e de “ merda”, quando sacou sua arma.
Depois de dominado, ele foi autuado por desacato, arruaça e desobediência. Também perdeu a carteira de habilitação, foi multado em R$ 957,70, teve o carro rebocado para o depósito do Detran e perdeu sete pontos na carteira. Segundo o coronel Mário Sérgio, a exoneração do major será publicada terça-feira no Boletim Interno da corporação. Com mais de 15 anos na PM, Oliveira estava lotado na Diretoria Geral de Pessoal (DGP) e aguardava ser nomeado para ocupar uma função.
Há um registro de processo judicial contra o oficial, de 2007, quando também teria chamado de “merda” uma soldado atendente do 190. Ele foi condenado a seis meses de prisão em regime aberto, com sursis em dois anos, pelo Conselho Especial de Justiça da Auditoria de Justiça
Militar.
O GLOBO:
- Major da Polícia Militar se recusa a fazer o teste do bafômetro e causa acidente (leia).
- Tiroteio na Vila Kennedy fere cinco inocentes (leia).
JORNAL DO BRASIL:
- Trios elétricos danificam sinais luminosos em Copacabana (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 1 de novembro de 2009

BAILE DOS DESCARADOS - CHRISTIAN CARVALHO CRUZ.

O ESTADO DE SÃO PAULO:
O Baile dos descarados
Um desfile de tipos ao redor do corpo que virou símbolo da violência anônima no Rio
Christian Carvalho Cruz - O Estado de S.Paulo
- SÁBADO, 24 DE OUTUBRO
"Cadáver delivery.
Em Copacabana, manifestantes enfileiraram carrinhos de supermercado com pessoas dentro, em alusão ao corpo encontrado no acesso ao Morro dos Macacos. Todos usavam máscaras, simbolizando as mortes sem rosto ocorridas no Rio de Janeiro.
Descarada. Taí um termo razoável para definir, hoje, a violência no Rio de Janeiro. Descarada no sentido de abusada, sem-vergonha, sem limite na hora de matar, invadir, atirar, traficar, atacar, contra-atacar e outros verbos surrados desses aí, usados quando o bicho pega numa favela ou morro qualquer. Descarada também - com licença, Houaiss - por não ter cara, nem nome, nem lenço ou documento na hora de morrer, sofrer, chorar, ou simplesmente tentar contar como a desgraceira sucede. Veja o caso do sujeito que amanheceu morto dentro de um carrinho de supermercado na entrada do Morro dos Macacos, em Vila Isabel. As fotos do corpo amarfanhado como pacote de biscoito Globo correram o mundo. Tinha nego assustado em volta. Mas tinha nego rindo também.
Cartão-postal da terra da Copa e da Olimpíada. A terra que previu com seis anos de antecedência, no maior descaramento, quantos de seus jovens serão assassinados até 2012: coisa de 33 mil garotos e garotas sem cara, segundo relatório do governo federal, Unicef e Observatório de Favelas.
Esta, portanto, é uma história dos descarados da tragédia nacional - que, diga-se, não é exclusividade do Rio de Janeiro. História contada rodeando o cadáver do homem do carrinho, o famoso anônimo que ficou sem passado depois de morto e provavelmente não tinha futuro desde quando alguém o pariu. Na segunda-feira ele foi enterrado como indigente, porque ninguém o reclamou nos seis dias que ficou no necrotério do Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, em São Cristóvão. Ninguém nem sequer foi ver as sete fotos que tiraram dele para reconhecimento. Três do rosto (uma de frente e duas de perfil), três das tatuagens (duas tribais nos ombros; e o nome Rosa enfeitado por uma estrelinha, entre o polegar e o indicador da mão direita) e uma da etiqueta amarrada com barbante no dedão do pé. O bombeiro tirou o falecido do carrinho, esticou suas canelas no saco preto, o enfiou no rabecão e anotou com caneta azul num pedacinho mequetrefe de papel branco: "Não identificado 134/20 20-10-2009".
No Rio é o Corpo de Bombeiros que passa fazendo a rapa dos defuntos de mortes matadas, também chamadas "homicídios" ou "assassinatos". A polícia solicita o serviço e eles vão buscar. "Dá uns 30 por dia", diz o bombeiro que atende ao telefone na Coordenação do Serviço de Recolhimento de Cadáveres. "Quando tem guerra no morro aumenta um pouco, mas na média é isso aí, cê tá entendendo?" Positivo. Seu nome, por gentileza, bombeiro? "Veja bem, há uma hierarquia aqui, eu não posso dar entrevistas" e blá-blá-blá... Vá somando os descarados. Nesse caso do carrinho, a delegacia que registrou a ocorrência foi a de número 20, em Vila Isabel. Naquele 20 de outubro de 2009, ela pediu a sua 134ª remoção de corpos no ano. Daí o 134/20 na etiqueta: 134 remoções, 20ª delegacia. Parênteses para uma continha rápida: a cidade do Rio tem 38 delegacias; se cada uma solicitou pelo menos cem remoções de corpos este ano (arredondemos pra baixo), isso dá 3.800 mortos de morte violenta de janeiro pra cá. São 12 por dia, cê tá entendendo?! Fecha parênteses.
Assim, um-três-quatro-vinte se tornou o jeito mais comum de se referir ao defunto em sua curta temporada de peladão abaixo de zero na geladeira do IML. Também o chamavam de "aquele do carrinho", "o do carrinho", ou "isso aí é vagabundo" e "é bandido merrrmo, traficante" quando tentavam lhe adivinhar o passado. Nome, sobrenome, pai, mãe, endereço - necas. Até tiraram suas digitais e mandaram para o Instituto de Identificação Félix Pacheco, cujos arquivos reúnem as marcas dos dedos de todos os cidadãos nascidos no Estado do Rio de Janeiro. Nada. "Ou esse camarada não nasceu aqui ou nunca tirou documento aqui, ou nasceu aqui e nunca tirou documento na vida, o que é mais provável em se tratando de marginal", explica um funcionário, obviamente descarado, do IIFP. No IML, o laudo da necropsia diz que o um-três-quatro-vinte morreu de bala. Muita bala. Foram 11 buracos produzidos "por entrada de projéteis de arma de fogo". Tiro na sobrancelha, nos braços, no peito e no abdome. Pulmões, fígado, estômago, intestino, tudo perfurado. O "cadáver de homem branco, medindo 170 cm de estatura", aparentava "bom estado nutricional e cerca de 21 a 24 anos de idade". Tinha "cabelos ondulados, curtos e castanhos, íris castanha, cavanhaque crescido e dentes em regular estado de conservação". Causa mortis: "lesão de múltiplas vísceras". O legista que assina o laudo - e a pedidos deve ser mantido sem cara - só não descreveu as quatro balas que retirou do corpo. "Ah, é tudo tiro de arma de guerra, de fuzil merrrmo. Aqui não chega vagabundo morto com 38", diz um outro legista que toma o elevador para ir almoçar. "Os peritos do Rio são os mais experientes do mundo em ferimentos causados por armas grandes", comenta, sem decidir se fica chocado ou orgulhoso. "Esses ferimentos só ocorrem em situação de guerra, mas aí não tem necropsia. É só constatar óbito e pronto. Então, nós somos especialistas mundiais nisso aí. Podemos dar curso." Seu nome, doutor? "Assim você me complica..." Descarado número 5.
Outro sem cara e sem nome é o carrinho que acondicionou o morto. Pelas fotos, sabe-se que ele não tinha a barra de empurrar que geralmente leva a marca do dono. Até a sexta-feira passada seu paradeiro era desconhecido. No Instituto de Criminalística Carlos Éboli, um prédio soturno com paredes bege, gradil azul e jeitão de colégio antigo no centro do Rio, um perito dá uma pista. O "transporte" (vulgo carrinho) foi descrito nos mínimos detalhes no relatório feito sobre a cena da desova, lá na baixa do Morro dos Macacos, ele explica, de gravata solta no colarinho desabotoado e revólver na cinta. "É uma peça importante da investigação. Vai que alguma testemunha aparece dizendo que viu o carrinho na casa de fulano ou beltrano? Temos como comparar."
E onde estaria o "transporte" neste momento? "Certamente na delegacia, que o encaminhará para nós. Aqui ele passará por exames periciais complementares e depois será guardado no Depósito de Evidências Criminais até o fim do processo judicial.
"Toca pra delegacia. "Recolher o carrinho? Cê tá de brincadeira, parceiro? Ia enfiar onde o trambolho? Ficou por lá mesmo", informa um policial, muito gentil e sorridente, enquanto seu colega, esparramado na cadeira, lê Harry Potter e As Relíquias da Morte. Leu bastante, já passou da metade. Conta que a situação ficou mais tranquila desde a queda do helicóptero, abatido a tiro pelos bandidos no início da guerra no Macacos. "Antes a gente fazia uns 15, 20 R.O. (registro de ocorrência) por dia. Era muito roubo de transeunte, saidinha de banco tinha bastante, agora acalmou. Caiu pra sete, oito no máximo. Mas do carrinho eu não sei mesmo." Bom, desse nem adiantava perguntar o nome...
Tentemos alguma informação no sítio do abandono do cadáver - popularmente conhecido como "lugar da desova": Rua Luiz Barbosa, próximo ao número 65. Essa via passa pela Praça Barão de Drummond e termina no pé do Morro dos Macacos. Distante do mar e tomada por um casario antigo e meio maltratado, a região tem ares de cidadezinha do interior. No centro da praça, o flanelinha vai logo se afastando: "Não tô sabendo, não, dotô. Nem sou daqui. Moro em Madureira". Mais adiante, o frentista garante que o carrinho pertencia a um mendigo que catava sucata. Para a moça da banca de jornal, ele voltou para cima do morro e qualquer dia desce outra vez, com presunto novo dentro. Às vezes também usam carrinho de pedreiro e latão de lixo nesse tipo de serviço. Na lojinha de artigos de umbanda, a atendente ouviu dizer que "o rapaz era trabalhador, não era vagabundo, não". É ruim, hein!, duvida o borracheiro. "O que me contaram é que ele era da facção rival que invadiu o morro e ficou escondido na mata. Aí acharam, executaram e empurraram aqui pra baixo." Mas por que diabos nenhum irmão, primo, sobrinho, cunhado que fosse, apareceu para reconhecer o corpo no IML? Uma explicação do perito do Instituto Carlos Éboli: "Tem casos em que a família dá graças a Deus que o sujeito morreu. Em outros, sem dinheiro, ela prefere não reclamar o morto por não ter como pagar o funeral".
O enterro do um-três-quatro-vinte, praxe nessas situações, foi o Estado que bancou: cerca de R$ 500, contanto só transporte, serviço funerário e caixão. Na segunda-feira, dia 26, o pobre diabo entrou na kombi da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e baixou no Cemitério de Santa Cruz, zona oeste - mas põe zona oeste nisso - da cidade, 58,7 quilômetros adiante. Ali, cartazes desbotados do prefeito Eduardo Paes asseguram que ainda se trata de Cidade Maravilhosa. Chega-se a Santa Cruz passando por localidades que muita gente só conhece de ouvir falar: Parada de Lucas, Deodoro, Realengo... O cemitério fica bem mais pra lá.
A administração do lugar está instalada numa sala abafada de paredes pintadas de cor de salmão. Lá fora, diante de um caixão de bebê e protegido da garoa sob uma lona marrom, um pastor evangélico diz para a família que "não precisa se conformar, basta aceitar a vontade do Senhor". Cá dentro há quatro máquinas de escrever, um relógio pendurado e um ventilador inútil. Dos quatro funcionários, três são idosos e parecem... bem... funcionários de cemitério. O mais jovem vem trazer o livro dos mortos do ano, um caderno grandalhão, meio ensebado e de capa preta. Na página 12, ele localizou o um-três-quatro-vinte, o que só foi possível devido ao código 134/20 e ao dia correto do enterro. Está assim anotado no livro: "Nome: homem"; "Nº da sepultura: 772"; "Tipo da sepultura: rasa".
O que é sepultura rasa? "Sete palmos, como manda a lei", resume o administrador do local, que pede para não dar as caras. Tanto melhor se forem sete palmos dele, um crioulo enorme, de barriga pronunciada e que sua sem parar. Ele afirma que em cemitério seu indigente é enterrado com dignidade. Tem direito a reza "das duas senhoras voluntárias da pastoral da criança", vai no mesmo caixão mais-ou-menos dos que têm família e recebe a mesma cruzinha de cimento que traz só o número do túmulo pintado de preto. Sem nome, sem foto, sem epitáfio. É a cruzinha e estamos conversados. A do um-três-quatro-vinte não tinha ficado pronta até a última quinta-feira. "É que tem entrado muita gente. Só hoje sepultamos quatro indigentes, todos dessa guerra do tráfico", conta o administrador. A produção local de cruzes estava parada no morto 712.Na saída do campo santo, uma plaquinha avisa: "Sr. proprietário de túmulos, a SCM não se responsabiliza por objetos que possam gerar cobiça sobre os mesmos". Só não explica se em cima ou embaixo da terra. Em todo caso, atenção descarados desse Brasil varonil: "o homem do carrinho", o "isso aí é vagabundo", o "bandido merrrmo, traficante" encontra-se com os únicos pertences com os quais foi encontrado: bermuda azul e tênis preto.
Quanto ao escapulário de cordão marrom, o administrador não tinha certeza".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 8 de setembro de 2009

GOVERNADOR JACKES WAGNER (PT) ENFRENTA O CAOS EM SALVADOR.

AGÊNCIA ESTADO:
1 hora, 57 minutos atrás
Seis ônibus foram incendiados até a madrugada de hoje em Salvador, na Bahia, segundo informações da Polícia Militar.
O movimento estaria vinculado à transferência do traficante Cláudio Eduardo Campanha, de Salvador, para o presídio de segurança máxima de Campo Grande, no Estado do Mato Grosso do Sul. Os ataques começaram na madrugada de domingo, quando cerca de 12 homens, em três carros, atiraram em direção aos postos militares do Uruguai, Ribeira, Estações Pirajá e Mussurunga, deixando três policiais feridos e três suspeitos mortos.
Segundo a PM, os suspeitos param os veículos, mandam os passageiros descerem e, após jogarem gasolina, ateiam fogo no coletivo. Até agora ninguém foi preso. Devido aos ataques aos postos militares, no domingo pessoas foram detidas para averiguação e liberadas após depoimento.
Ontem, quatro homens atacaram coletivos nos bairros de Alto de Coutos e Trobogi. Houve vandalismo também nos bairros de Alto do Cabrito e Fazenda Coutos 3, onde dois homens atearam fogo num ônibus, e outro em Nordeste de Amaralina, onde o veículo ficou parcialmente destruído. Na madrugada de hoje, outros quatro suspeitos incendiaram um ônibus no bairro Águas Claras. Por volta das 7h30, os bombeiros ainda permaneciam no local tentando controlar as chamas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CABRAL, NOS AVISAMOS QUE IA DAR A MAIOR CONFUSÃO...

Nós avisamos que o assalto (roubo de motocicleta) que ocorreu no bairro de Ipanema, no qual os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo ferindo gravemente um cidadão fluminense (médico), ia dar uma tremenda confusão, governador.
As Organizações Globo não falam em outra coisa na TV (aberta e fechada) e nos jornais, afinal o crime ocorreu no principado de Ipanema, vizinho ao principado do Leblon, onde Vossa Excelência reside, autênticos ícones da cidade partida.
Cabral, o senhor pode esperar, a Revista Época vai noticiar e entrevistar familiares, amigos e vizinhos.
Aliás, melhor não esperar e mexer os pauzinhos para não sair nada.
Imagine, governador, se dá no Fantástico!
Teremos a impressão que o bairro de Ipanema é violentíssimo, apesar de densamente povoado de policiais.
Talvez aconteça uma passeata no domingo em razão do assalto, olha a repercussão negativa, considerando que a nossa Marcha Democrática já percorrerá a orla de Ipanema e do Leblon.
Interessante destacar que de acordo com a média estatística, ontem foram assassinados 19 cidadãos fluminenses e simplesmente desapareceram outros 15 cidadãos fluminenses, sendo que essa tragédia não mereceu uma única fração de segundo nas TVs Globais e nem uma letra nos seus jornais.
Obviamente, nos solidarizamos com a família do médico fluminense, mais uma vítima das equivocadas táticas empregadas na insegurança pública fluminense. Essa tragédia é particular para os familiares e amigos do médico, porém retrata uma tragédia social que atinge a todos nós, a violência urbana no Rio de Janeiro.
Uma violência que vitimiza médicos, operários, policiais, crianças, etc.
Somos vítimas de um Estado ineficaz que aperta os gatilhos que acionam os mecanismos da morte violenta de todo instante.
Nós já escrevemos que o Rio de Janeiro produz a CULTURA DA MORTE, um Estado que ensina a milhares de crianças que a sua maior aspiração na vida deve ser alcançar uma função de gerente da boca de fumo, para quem sabe, ser o dono do morro no futuro.
São essas crianças que nos matam e que morrem crianças a partir dos oito ou nove anos de idade.
A nossa omissão simboliza a nossa culpa diante dessa incompetência estatal, um monstro arrecadador gerido por pessoas que não direcionam as suas ações para o interesse público, muito pelo contrário, pessoas que só conhecem os seus interesses pessoais.
Gestores que pagam menos de R$ 30,00 por dia aos Policiais Militares para que eles arrisquem a própria vida em nossa defesa.
Policiais que são obrigados a sacrificar os horários de descanso trabalhando no segundo emprego (bico) e que retornam para as ruas desgastados fisicamente e emocionalmente estressados, tendo em suas mãos pistolas e fuzis (arma de guerra). Isso por si só já deveria ser considerado um crime, ou seja, mandar para as ruas profissionais em tais condições físicas e emocionais.
E quando esses Policiais erram são chamados de imbecis e criminosos. São julgados e condenados, nenhuma voz se levanta para dizer em que condições eles estavam trabalhando, isso não interessa, eles são descartáveis, como os materiais que formam o nosso Excluído Fardado.
Governador não se diga indignado, a culpa pela nossa insegurança é SUA.
Vossa Excelência "governa" há 32 meses, embora tenha ficado muito tempo distante desse estado violentíssimo, quem sabe temendo por sua integridade física, razão que também deve ser a causa para que use tanto o moderno helicóptero governamental.
Cabral, a Polícia Militar e a Polícia Civil são "chefiadas" por Vossa Excelência.
A sua indignação é inócua, totalmente.
Pior, a sua ineficiência como gestor é uma tragédia para toda a população fluminense.
Vossa Excelência já está no terceiro Comandante Geral da PMERJ e no segundo Chefe da Polícia Civil, certamente, no futuro eleitoral alegará que tentou melhorar a segurança pública, tanto que teve que promover várias mudanças, assim os incompetentes serão os Coronéis de Polícia e os Delegados, essa deve ser a sua idéia.
Todavia, governador, Vossa Excelência pode nomear o quarto e o terceiro, a responsabilidade maior é sua. Sérgio Cabral, o senhor faz parte do processo e na função de GESTOR MAIOR.
Diante do exposto, Vossa Excelência tem responsabilidade no assalto ocorrido em Ipanema, assim como, José Mariano Beltrame, Mário Sérgio e Allan Turnowsky.
Tem responsabilidade pelos 19 cidadãos que devem ter sido assassinados ontem e pelos 15 que devem ter desaparecido.
Não fique indignado, Vossa Excelência não pode, governa sob a égide da CULTURA DA MORTE, da tática do "tiro, porrada e bomba".
É a tática do ódio, do bandido bom é bandido morto.
Cabral, o bandido também passou a achar que Policial bom é Policial morto e agora, já pensa que vítima boa é vítima morta, pois não se transforma em testemunha.
Indignados ficamos nós, governador.
Muito indignados com vossa ineficiência, Sérgio Cabral (PMDB).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO