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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

AJUDANDO A IMPRENSA A ESCREVER O JORNAL DE DOMINGO: POLICIAIS MILITARES: ANTES ELOGIADOS, AGORA INVESTIGADOS.

O GLOBO:
Afastamento
PMs que respondem a processos em São Gonçalo vão perder a arma e a carteira
Publicada em 31/08/2011 às 23h19m
Vera Araújo (varaujo@oglobo.com.br)
RIO - Policiais militares que respondem a processos na 4 Vara Criminal de São Gonçalo por autos de resistência (registros de mortes em supostos confrontos com a polícia) vão perder a arma e a carteira até que as ações sejam concluídas na esfera judicial. O Ministério Público pedirá o afastamento cautelar destes policiais para que eles saiam das ruas, adotando, pela primeira vez no Rio, as novas mudanças do Código de Processo Penal. A lei, de maio deste ano, prevê a suspensão do exercício de função pública quando há indícios de que essa situação esteja sendo usada para a prática de crimes. Segundo o MP, os policiais ficarão na Diretoria Geral de Pessoal da PM (DGP), conhecida como "geladeira" (leiam).
COMENTO:
Antes elogiados, agora investigados.
A experiência de mais de dez anos na área correcional da Polícia Militar me credencia para dar um palpite:
- Aposto que se for feita uma pesquisa (pela imprensa) sobre cada um desses Policiais Militares envolvidos nesses autos de resistência, ficará evidenciado que vários deles já foram premiados como destaque do mês, exatamente pela participação nas ocorrência que geraram esses autos.
Se a pesquisa envolver todos os PMs envolvidos em autos de resistência no Rio de Janeiro, o resultado será o mesmo, muitos elogiados.
E por que isso ocorre?
Simples, vale a regra tácita "enquanto não der merda, eu seguro".
Matar bandidos, quebrar "cocos", sempre é festejado nos batalhões da PMERJ, isso faz elevar as estatísticas e demonstra a operacionalidade do Comandante.
Matou, não deu merda: palmas, abraços, homenagens, elogios e diplomas.
Matou, deu merda (sujou): é contigo mesmo policial.
Tal regra tácita impera nas unidades operacionais da PMERJ, sendo a catalisadora da tática do "tiro, porrada e bomba" que Beltrame emprega como "política" de segurança pública em mais de 95% das comunidades carentes do Rio de Janeiro, as que não possuem uma UPP, isso há quase 5 anos.
Prezados jornalistas, procurem investigar quantos desses PMs foram elogiados pelas ocorrências relacionadas com esses autos de resistência. Se a PMERJ revelar a verdade, penso que vocês terão uma boa matéria para o jornal de domingo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O FANTÁSTICO RIO PACIFICADO DA DUPLA CABRAL-BELTRAME.

JORNAL O GLOBO
Quem anda matando

11/08 às 16h15 JOÃO BERNARDO KAPPEN
Nas últimas semanas assistimos horrorizados aos desdobramentos macabros do caso do menino Juan de Moraes, de 11 anos, morador da favela Danon, em Nova Iguaçu, assassinado por policiais militares. No dia seguinte ao desaparecimento de Juan, seus parentes e vizinhos foram para as ruas protestar contra o que já se sabia: ele foi executado pela polícia. E a história se repete. A polícia alega que houve confronto com traficantes locais e registra as execuções em autos de resistência, instrumento jurídico que exclui a responsabilidade criminal dos agentes de polícia pelas mortes que eles causam, em nome de suas legítimas defesas ou do estrito cumprimento de seus deveres legais. A quantidade de autos de resistência registrados no Estado do Rio de Janeiro é assombrosa. Segundo os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública, só neste ano já foram registrados pela polícia 374 autos de resistência, ou seja, 53 mortes por mês. No ano passado mataram 855 pessoas, numa média de 71 pessoas por mês. Evidentemente os casos relatados acontecem dentro de favelas e áreas pobres, onde a falta de visibilidade faz com que a polícia se sinta à vontade para matar sem ser questionada. E por isso a imprensa tem um papel fundamental, na medida em que tem o poder de tornar público o que as autoridades querem esconder. A súbita eficiência demonstrada na investigação da morte do menino Juan é um exemplo claro do poder de transformação que a imprensa tem ao dar publicidade a casos de violência policial.
Mas existem milhares de casos iguais aos de Juan esquecidos nos arquivos das delegacias policiais, como o assassinato de três meninos que saiam de um baile funk na Favela da Rocinha, em fevereiro de 2004. Segundo os relatos das testemunhas, policiais com caras pintadas e sem identificações entraram na festa e levaram quatro garotos para uma viela onde começaram a matar um de cada vez. O primeiro foi Liniker Madeira, de 17 anos. O segundo, Leandro da Silva, de 16 anos, levou um tiro no pescoço, enfiaram-lhe um saco plástico na cabeça e em seguida deram-lhe um tiro no olho direito. O terceiro a morrer foi Jean de Campos, com 13 anos de idade. O quarto sobreviveu e contou a história toda. Todos estavam matriculados em escolas públicas, as perícias realizadas nos cadáveres confirmaram os relatos apresentados e constataram que os tiros desferidos contra os meninos entraram pelas costas, ou seja, não houve a resistência alegada pela polícia. Sete anos depois e a investigação ainda não foi concluída. No caso do menino Juan, amplamente divulgado pela imprensa, o delegado responsável foi afastado do caso depois de algumas semanas pela lentidão na investigação.
Em agosto de 2005, a Polícia Militar matou na Favela da Rocinha o menino Flaviano Vialonga, de 15 anos com um tiro por trás do pescoço, segundo o laudo médico do Hospital Miguel Couto. No Instituto Médico-Legal, os peritos disseram "que não possuem elementos tecnicamente hábeis para determinar o instrumento ou meio que produziu a morte". No caso de Juan, a perita que emitiu um laudo errado foi sumariamente afastada da polícia.
O menino Lucas França, de 15 anos, estudante no Ciep Ayrton Sena, foi morto com um tiro na cabeça por policiais que procuravam traficantes na Favela da Rocinha em 2005, e a investigação foi arquivada por falta de provas.
Lamentavelmente, essa mesma polícia que mata meninos hoje leva o nome de pacificadora das favelas cariocas.
JOÃO BERNARDO KAPPEN é advogado.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 15 de julho de 2011

CASO JUAN - CONTROLE DA LETALIDADE POLICIAL - UM PROGRAMA DE 2006 - CORONEL PAÚL - ENTREVISTA - JORNAL EXTRA.

JORNAL EXTRA
CASOS DE POLÍCIA
15/07/2011 às 08:00
Caso Juan: plano de redução de autos de resistência da PM é uma ‘velha novidade’.
Anunciado com pompa pela Polícia Militar anteontem — 23 dias após o suposto tiroteio em Nova Iguaçu que resultou no sumiço e na morte do menino Juan Moraes Neves, de 11 anos — o "Plano de Acompanhamento de Autos de Resistência" é uma reciclagem de um projeto que havia sido implementado em 2006.
O "Programa de Controle de Disparos de Armas de Fogo efetuados por Policiais Militares em Serviço" foi oficializado pelo então corregedor da PM, coronel Paulo Ricardo Paúl, no boletim da corporação de 24 de julho de 2006.
O programa determinava que todas as unidades encaminhassem à Corregedoria, diariamente, um relatório sobre todos os disparos de arma de fogo realizados no dia anterior pelos PMs em serviço.
O relatório deveria ter, ainda, a quantidade de mortos e feridos (civis e PMs) e os dados do registro na delegacia.
— O programa anunciado agora é menos abrangente do que o criado em 2006. Ao invés de reinventar a roda, a gestão atual deveria aprimorar o projeto, infinitamente superior ao anunciado — disse o coronel Paúl, atualmente na reserva.
O primeiro balanço do programa — referente ao período de agosto a dezembro de 2006 — foi publicado no boletim PM de 16 de janeiro de 2007.
Fuzis apreendidos
O advogado Edson Ferreira, que defende os quatro PMs suspeitos da morte de Juan, minimizou ontem o fato de o exame de balística feito nos fuzis dos policiais ter comprovado que as cápsulas encontradas no beco onde ocorreu o suposto tiroteio tenham saído da arma do cabo Edilberto Ramos do Nascimento.
Segundo o advogado, além de Edilberto, o sargento Isaias Souza do Carmo também fez disparos:
— Os dois não negam que atiraram, porque houve confronto. O laudo não diz nada — afirma Ferreira.
A Delegacia de Homicídios pediu ontem a realização de balística em nove fuzis do 20º BPM, já que o exame anterior não identificou de qual arma saiu um cartucho 7.62 encontrado na Favela Danon, no local do susposto tiroteio.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

NÃO QUEBREM COCOS, PEDE O GOVERNO SÉRGIO CABRAL.

O governo Sérgio Cabral anuncia que vai premiar os Policiais Militares que conseguirem baixar o número de autos de resistência (mortes em confronto) em 2011, criando mais uma gratificação (leiam).
O Globo desta quarta-feira noticia o fato e publica um breve editorial fortalecendo a ideia, do qual destacamos o seguinte trecho:
"A exitosa libertação do Complexo do Alemão da ditadura do tráfico, sem inocentes mortos ou feridos e com poucas vítimas entre bandidos, tem que ser uma referência".
Por favor, leiam novamente:
"A exitosa libertação do Complexo do Alemão da ditadura do tráfico, sem inocentes mortos ou feridos e com poucas vítimas entre bandidos, tem que ser uma referência".
O que podemos concluir do parágrafo:
- O Globo esqueceu da Vila Cruzeiro, que também fez parte da operação e onde ocorreram mortes e ferimentos em inocentes, segundo a própria mídia.
- O editorial esquece que a fuga não foi evitada, mais uma vez, como já ocorreu nas ocupações das UPPs. A possibilidade de fuga miminiza o confronto e diminui as mortes.
- Assim mesmo, com fuga em massa, a mídia anunciou mais de trinta mortos nas operações, mas nunca esclareceu se todos eram envolvidos com o tráfico de drogas. Nunca foram divulgados os antecedentes criminais de todos os mortos. Como O Globo concluiu que não existiam inocentes entre eles? Bola de cristal?
- Trinta mortos nas ações são poucos? Até que número de mortos O Globo considera como "poucas vítimas entre bandidos"?
Pois é ...
Voltando à gratificação, ela DESMORALIZA as Polícias Militar e Civil, pois deixa implícito que as mortes poderiam ser evitadas, portanto, não precisariam ocorrer, seriam execuções.
Se você já leu um auto de resistência sabe que nele se procura deixar claro que o Policial Civil ou Militar não teve outra alternativa, usando a sua arma de fogo em sua defesa, causando a morte do oponente que resistiu.
Perguntamos:
Como evitar isso?
Os Policiais não irão fazer uso da arma de fogo em circunstâncias nas quais a sua própria vida está ameaçada?
Salvo melhor juízo, não existe como diminuir o número dos autos de resistência através de uma ação dos policiais envolvidos na ocorrência. O policial tem que se defender.
A única interpretação possível é que, na verdade, o que o governo Sérgio Cabral quer diminuir são as execuções travestidas de autos de resistência, pois isso os Policiais da banda podre podem diminuir, obviamente. Sendo isso a gratificação premiará os que não executarem seus presos.
Cidadão fluminense, observe o que o governo está criando.
Você lembra dos que foram eleitos com o lema "bandido bom é bandido morto". O governo Cabral está criando um novo lema policialesco: bandido vivo dá uma grana, não quebrem cocos!".
Obviamente, a diminuição dos autos de resistência não passa pela ação do Policial Civil ou Militar na ponta da linha, ele não tem opção, pois precisa defender a sua vida, ela passa pelo planejamento adequado das operações, com os subsídios trazidos pela inteligência policial, principalmente.
No Rio, a ideia é premiar os "quebradores de cocos", desde que segurem o dedo.
Nós preferimos o adotado em São Paulo para tentar controlar o problema, como o contido no artigo do jornal O Globo (Cabral: violência atrai violência):
"... em São Paulo, optou-se por oferecer melhor treinamento (para os policiais) e fiscalizar a conduta dos maus policiais" (leiam).
Sem dúvida, muito melhor.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

VIOLÊNCIA: SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO.

Policiais assassinados em serviço:
- No Rio de Janeiro de Sérgio Cabral nos anos de 2008 e de 2009 foram assassinados em serviç0 55 (cinquenta e cinco) policiais em serviço, enquanto isso em São Paulo foram assassinados 35 (trinta e cinco).
Uma diferença assustadora considerando o número de policiais de São Paulo e da própria população.
Pessoas mortas em confronto com a polícia:
- Em São Paulo foram mortas em confronto com a polícia um total de 895 (oitocentos e noventa e cinco) cidadãos, nos anos de 2008 e 2009; no Rio de Janeiro, 2.111 (dois mil cento e onze) cidadãos foram mortos nesses dois anos em confronto com a polícia.
Qual será a razão para tamanha letalidade policial?
JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO.
PM matou 41% a mais no ano passado
Policiais militares mataram 524 pessoas em 2009 nos chamados casos de "resistência seguida de morte'; em 2008, foram 371.
Número de PMs mortos em serviço caiu, mas os dos assassinados fora do horário de folga, em muitos casos no chamado "bico", subiu.
ANDRÉ CARAMANTEDA
"A Polícia Militar de São Paulo matou 524 pessoas no ano passado nos chamados casos de "resistência seguida de morte" -um aumento de 41% em relação a 2008.
Já o total de policiais militares mortos durante o horário de trabalho nesses casos teve redução de 16% -de 19 casos em 2008 para 16.
O total de mortes de civis por PMs em 2009 foi quase 6% mais alto do que as 495 ocorridas ao longo de 2006, quando São Paulo enfrentou as três ondas de ataques da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) contra as forças de segurança do Estado.
O comando da PM não quis comentar o crescimento (leia texto ao lado). Os dados da Secretaria da Segurança Pública da gestão José Serra (PSDB) já haviam revelado que a criminalidade no Estado voltou a subir após dez anos de queda. Em 2009, foram 4.557 homicídios (4.778 vítimas no total, porque há casos com mais de um morto). Em 2008 foram 4.426 casos (4.690 vítimas).
A capital e a Grande SP seguiram a tendência de queda, que vinha desde 2000.Já os dados da Corregedoria da Polícia Militar mostram que, ao contrário da queda no total de policiais mortos em serviço, houve um aumento de 20% no total de mortos no horário de folga, em muitos casos no chamado "bico" -de 55 para 66.
Homicídios dolosos
A denominação "resistência seguida da morte" não existe no Código Penal. Quando é usada para registrar um caso em que um PM supostamente trocou tiros com algum suspeito, quem morreu passa a figurar no registro do boletim de ocorrência policial do caso como "investigado" e, por consequência, quem matou, o PM, é tratado como "vítima".
Quando um PM mata um vizinho numa discussão ou durante uma briga de trânsito ou bar, por exemplo, não figura entre na "resistência seguida de morte". Esses casos são contabilizados entre os homicídios dolosos (intencionais).
De acordo com o defensor público Pedro Gibert, que atua no 1º Tribunal do Júri de SP, a classificação de mortes cometidas por policiais mortos como "resistência seguida de morte" é um artifício para driblar a Justiça e deve acabar.
"Quando você registra como resistência seguida de morte, você não apura o homicídio, apura a resistência de quem já morreu. Como quem morreu não pode ser responsabilizado criminalmente por nada, é uma investigação que já nasce com a certeza do arquivamento", explica o defensor Gibert".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O RIO DE JANEIRO FELIZ, A POLÍCIA QUE MAIS MATA E MAIS MORRE NO MUNDO.

O GLOBO - ANCELMO GOIS
O RIO FELIZ DE CABRAL E PAES

Nos três primeiros anos da gestão Sérgio Cabral (PMDB), na foto com Eduardo Paes (PMDB), 2007 a 2009, foram assassinados em serviço 89 (OITENTA E NOVE) POLICIAIS, o número dos POLICIAIS assassinados quando estavam de folga, por serem identificados como POLICIAIS é muito maior.
Em nenhum outro lugar do mundo são assassinados tantos POLICIAIS.
Eis a verdade.
A verdade de uma gestão caótica da segurança pública no Rio de Janeiro, comandanda pelo "imexível" delegado da Polícia Federal, José Mariano Beltrame.
Aliás, só podem ser piada de péssimo gosto os comentários de que Beltrame seguiria os passos dos outros secretários de segurança pública, tentando uma vaga na Câmara dos Deputados.
Essa brincadeira surge sempre associada à saída do "demissionário" Mário Sérgio no mês de abril, junto com o secretário.
Pois é...
A POLÍCIA que mais morre, também é a que mais MATA.
JORNAL EXTRA:
BLOG CASOS DE POLÍCIA E SEGURANÇA - 08 FEV 2010.
Enviado por Ana Paula Miranda.
O crescimento dos homícidios provenientes de auto de resistência.
"A divulgação hoje dos dados de dezembro de 2009 indica que os homicídios provenientes de auto de resistência alcançaram o maior número acumulado dos últimos governos no Rio de Janeiro.
Nos três primeiros anos do governo Garotinho foram registrados 1.308 mortes em confronto. Nos três primeiros anos do governo Rosinha alcançou-se a cifra de 3.276 autos de resistência. Já nos três primeiros anos do governo Sérgio Cabral contabilizou-se 3.515 homicídios. A diferença em dez anos foi de 168,7% de mortes em confronto a mais".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A POLÍCIA ESTÁ DOENTE.

JORNAL DOS BANCÁRIOS DO RIO
A Polícia está doente.
A população brasileira precisa conhecer essa verdade e cobrar urgentes mudanças que tenham a capacidade de reverter o processo de desumanização de boa parte dos efetivos policiais.
Caso contrário, o número de mortes em confronto continuará assustando a todos.
Cidadão, sinceramente, a foto da direita lembra uma força policial?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

ONG HUMAN RIGTHS WATCH - REVELA POSSIBILIDADE DE EXECUÇÕES NO RIO DE JANEIRO E EM SÃO PAULO.

Surge um relatório de uma ONG que defende os direitos humanos destacando ações das polícias e imediatamente, nós, policiais, gritamos que nenhuma ONG se ergue em defesa dos policiais que são assassinados por criminosos, nenhuma delas defende os nossos direitos.
Isso é fato.
Todavia, nós, policiais, temos que analisar com mais atenção essa relação que acabamos fazendo como um mecanismo automático de defesa.
Os relatórios que constatam e que condenam a violência policial não são contra as polícias, são contra os governantes, tanto isso é verdade que Sérgio Cabral e Beltrame se apressaram em se defenderem, condenando o relatório.
Eles não nos defenderam, nunca fizeram isso, ao contrário, Beltrame disse que a Polícia Militar era ineficiente e que não podia solicitar aumento (O Dia) e Cabral cansa de nos ofender publicamnte, bastando que alguma ação policial dê errado.
Os resultados das investigações das ONGs são contra esses governantes, não contra as polícias, são eles que estimulam a tática do confronto armado, a tática do "tiro, porrada e bomba", ano após ano.
Obviamente, não podemos considerar que todo auto de resistência seja uma fraude para encobrir uma execução, nem esses relatórios apresentam essa versão, na verdade eles citam as desconformidades entre as lesões encontradas nos corpos e a versão do confronto.
Entretanto, negar a existência de execuções é desconhecer a verdade das ruas, principalmente, das comunidades carentes.
Eis a verdade.
Condenar os relatórios não me parece a medida mais acertada, devemos estudá-los e usá-los em nossa defesa, considerando que saúde mental dos nossos que são empregados diariamente nessa guerrilha urbana é perigosamente precária.
Confrontar
diariamente com crianças armadas com fuzil é surreal para um país que não viva uma guerra civil.
O policial que dia após dia é empregado nessa guerrilha é uma BOMBA pronta para explodir a qualuer momento, ninguém suporta impunemente esse cotidiano de tiros, de sangue e de mortes.
E quando explode, o governador e o secretário de segurança são os primeiros a condená-lo publicamente, sem direito à defesa.
Temos que aprender que as ONGs atuam como um controle da ação do Estado, que faz das polícias a sua ferramnta de ação repressiva, uma ação que deve ser efetivamente controlada.
O que as ONGs poderiam fazer por nós, policiais, seria estudar as nossas condições de trabalho, avaliando a nossa saúde mental.
Acompanhar a vida de um policial que não descansa (serviço-bico-serviço-bico-...); não convive com a família; não tem lazer e que recebe um salário miserável que o apartado da cidadania.
Elas nos ajudariam constatando que somos verdadeiras BOMBAS AMBULANTES!
AGÊNCIA BRASIL:
Mortes em confronto com as polícias de São Paulo e do Rio são execuções extrajudiciais, revela ONG.
Extraído de: Agência Brasil - 18 horas atrás
Rio de Janeiro - Relatório da organização não governamental (ONG) Human Rights Watch revela que muitos homicídios cometidos pela polícia do Rio de Janeiro e de São Paulo, relatados como legítima defesa, são execuções extrajudiciais. O documento também mostra que as polícias dos dois estados estão entre as que mais matam em todo mundo.
O documento Força Letal: Violência Policial e Segurança Pública no Rio de Janeiro e em São Paulo reúne provas que contradizem 51 dos mais de 11 mil casos registrados como auto de resistência seguido de morte pelos policiais, desde 2003. Em 33 casos, técnicas forenses vão contra as versões oficiais para os homicídios e em 17 mostram que a vítima recebeu um tiro à queima-roupa.
"Os policiais são autorizados a usar a força letal como o último recurso para se protegerem ou protegerem outros. Mas a noção de que esses homicídios seriam cometidos em legítima defesa ou seriam justificados pelos altos índices de criminalidade é insustentável", afirmou o diretor da divisão das Américas da ONG, José Miguel Vivanco, em nota.
Segundo a Human Rights, as polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo matam juntas mais de mil pessoas por ano em supostos confrontos. Comparativamente, em 2008, para cada pessoa que matou, a polícia fluminense prendeu 23 pessoas e em São Paulo, 348. Nos Estados Unidos, a polícia prendeu mais de 37 mil suspeitos para cada vítima.
Embora os números não estejam contabilizados, o relatório também chama atenção para as mortes cometidas por policiais fora do expediente, "frequentemente quando agem como membros de milícia no Rio ou em grupos de extermínio em São Paulo".
A causa dos extermínios extrajudiciais, aponta o documento da Human Rights, são os sistemas de justiça penal nos dois estados que dependem de membros das próprias corporações para investigar as circunstâncias dos autos de resistência e que não conseguem responsabilizar os policiais por assassinato.
"Enquanto couber às polícias investigar a si mesmas, essas execuções continuarão. E os esforços legítimos de combater a violência serão enfraquecidos", completa Vivanco.
Elaborado com dados coletados em dois anos de pesquisa, o relatório traz entrevistas com cerca de 40 autoridades da justiça criminal como promotores e procuradores, que também avaliam que as execuções extrajudicias nos dois estados são um problema generalizado.
Autor: Isabela Vieira- Repórter da Agência Brasil
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GOVERNADOR, O CASO É MUITO SÉRIO, RESPEITE OS NOSSOS MORTOS.

Sérgio Cabral assinou as desapropriações...

Os nossos leitores sabem que solicitei ao Ministério Público que avaliasse todas as responsabilidades pelo assassinato dos três Policiais Militares do GAM que estavam no interior do helicóptero que fez um pouso forçado, após ter sido atingido por PAF, por não ter a blindagem adequada e que não utilizavam uniformes antichamas, que não foram fornecidos pelo governo, pois os Cabos e Soldados recebem os uniformes, não compram.
Hoje li no jornal O Globo uma citação a essa queda feita por Sérgio Cabral, que para atacar o relatório contundente da ONG Human Rights Watch, cita que a tragédia não consta no relatório (leia).
E nem poderia estar governador.
O relatório é uma análise de autos de resistência lavrados por delegados da Polícia Civil para consignar que as mortes foram decvorrentes de ações em legítima defesa, diante do confronto armado.
Onde a tragédia do helicóptero se encaxaria?
Caso a Human Rights Watch resolva fazer um estudo a respeito das CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS POLICIAIS no Rio de Janeiro, certament, Sérgio Cabral, o caso do helicóptero estará na capa do relatório, considerando o absurdo de se determinar que Policiais Militares sejam expostos a tão grave risco de morte, o que acabou se concretizando.
A análise feita revela que dezenas dezenas casos apresentam sinais de execução e isso é muito grave, pois indicaria o quanto os nossos bravos Policiais Militares e Policiais Civis estão DOENTES.
O emprego dos efetivos policiais do Rio de Janeiro como guerrilheiros pelos governantes, como soldados que vivenciam uma guerra interminávl durante anos, alguns mais de uma década, desumanizou parcela significativa da tropa, como já tratei em alguns artigos.
Eis a verdade, NÓS ESTAMOS DOENTES.
Por razões óbvias, os resultados do relatório da ONG somados a realidade das polícias doentes, faz com que as possibilidades de ocorrências de execuções cresçam.
Hoje assistimos aterrorizados "Rambos" circulando entre nós, travestidos e paramentados como guerrilheiros, prontos para matar ou morrer em uma guerra que invade as nossas vidas e que nos presenteia com as famosas balas perdidas.
A Revista Veja estampou a foto de um Policial Civil "fardado" de soldado americano na "guerra do Alemão", tanto a foto quanto policial ficaram famosos.
Sérgio Cabral, a sua "tática do tiro, porrada e bomba" só faz adoecer cada vez mais a Polícia Militar e a Polícia Civil, dissociadas das missões de servir e proteger à sociedade.
Caso alguma execução seja confirmada, eu torço para que os advogados de defesa dos Policiais Militares ou dos Policiais Civis indiquem vossa excelência, Beltrame, Mário Sérgio e Allan Turnowsky como testemunhas de defesa.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

VIOLÊNCIA POLICIAL.

O GLOBO
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

SEGURANÇA PÚBLICA, O FRACASSO COMPLETO NO RIO DE JANEIRO.

JORNAL EXTRA
JORNAL DO BRASIL:
Policiais do Rio e SP matam em excesso e acobertam crimes, diz ONG.
JB Online.
DA REDAÇÃO - Policiais do Rio de Janeiro e de São Paulo contribuem para o aumento da violência através do uso irrestrito de força letal. Isso é o que dados da ONG de defesa dos direitos humanos, Human Rights Watch, revelaram nesta terça-feira, após dois anos de investigação das atividades policiais nos estados. Segundo a entidade, muitos dos assassinatos ditos em legítima defesa (catalogadas como 'resistência') são desnecessários e 'acobertados' através da destruição de provas e condução imprópria dos processos investigativos.
O relatório ainda trouxe números alarmantes. De acordo com a entidade, as polícias do Rio e de São Paulo mataram, em conjunto, mas de 11.000 pessoas desde 2003. No Rio, as mortes de "resistência" pela polícia atingiram um número recorde de 1.330 em 2007 e em São Paulo, apesar de menores, também foram alermantes: ao longo de cinco anos, a quantidade de mortes causadas por policiais no estado foi maior do que em toda a África do Sul - que tem taxas bem mais elevadas de homícidio que o estado brasileiro.
Segundo a ONG, há "substancial e crível evidência de que muitas pessoas mortas em supostos tiroteios com a polícia foram, na verdade, executadas pelos policiais". O relatório ainda completa que a "prática é amplamente disseminada nos dois estados". A violência seria acobertada pelas forças policiais, culpadas de manipular ou distorcer provas necessárias para a apuração real dos casos.
"Uma técnica de acobertamento comum é remover o corpo de uma vítima baleada da cena do crime, entregar ao hospital e alegar que a remoção foi uma tentatriva de 'resgatar' a vítima", revela o relatório.
A entidade também criticou os processos de investigação, que "falhariam em conduzir inquéritos adequados". Segundo o relatório, princípios básicos de investigação de homício seriam biolados ou ignorados, gerando falhas em inquéritos que raramente esclarecem eventos ou fornecem provas suficientes para apontar os verdadeiros culpados. O relatório também ressalta que os responsáveis por essas falhas não seriam problemas de recursos ou treinamento, e sim o conflito de interesses dentro da própria polícia e uma "cultura institucional que enfatiza lealdade e prejudica a imparcialidade".
No texto, a HRW também sugere medidas. A principal recomendação foi a criação de unidades especiais dos Ministérios Públicos Estaduais para investigar mortes com suspeita de envolvimento policial. A entidade sugere também que as polícias tenham de notificar imediatamente o Ministério Público em caso de morte de suspeitos, em vez de esperar os 30 dias atualmente permitidos pela lei. Outra sugestão é a de que se investiguem possíveis técnicas de acobertamento, incluindo resgates falsos, e processar policiais que estejam envolvidos.
O relatório completo pode ser encontrado, em inglês, no site da Human Rights Watch:
http://www.hrw.org
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

DEFINITIVAMENTE, BELTRAME TEM RAZÃO, O RIO DE JANEIRO NÃO É VIOLENTO.


JORNAL O ESTADÃO:
Em 11 anos, Rio registra 10 mil mortos em 'confrontos'.
Número subiu de 1 por dia na gestão anterior para 3,3 no governo de Sérgio Cabral; média é de 2,9 morte/dia.
Agência Estado, com O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - O número oficial de mortos em alegados confrontos com policiais passou de 10 mil no Estado do Rio de Janeiro. Isso ocorreu em julho, 11 anos e 7 meses após a inclusão dos "autos de resistência" nas estatísticas divulgadas pela Secretaria de Segurança. De janeiro de 1998 a setembro deste ano, último dado disponível, policiais civis e militares mataram 10.216 pessoas no Estado. A média é de 2,4 mortos por dia.
Veja também:
Em São Paulo, letalidade da polícia é 40% menor
'Um fuzil e R$ 2 mil valiam mais do que meu filho' (para assinantes)
Criado durante a ditadura, o registro policial de "resistência com morte do opositor - auto de resistência" só começou a ser divulgado no último ano do governo Marcello Alencar (PSDB). No início de seu mandato, em 1995, Alencar criou, por decreto, uma premiação em dinheiro para policiais por atos "de bravura". A medida, conhecida como "gratificação faroeste", estimulou mortes em supostos confrontos, apontou o estudo Letalidade da Ação Policial no Rio, do Instituto de Estudos da Religião (Iser).A pesquisa, encomendada pela Assembleia Legislativa e concluída no fim de 2007, mostrou que, desde a entrada em vigor da política de premiações, o número de mortos em ações policiais dobrou na capital fluminense, passando de 16 para 32 por mês, e o índice de letalidade subiu de 1,7 para 3,5 mortos por ferido. O estudo teve grande repercussão e isso forçou o governo a divulgar regularmente estatísticas sobre mortes em alegados confrontos, a partir de 1998. Em junho daquele ano, a Assembleia Legislativa suspendeu a "gratificação faroeste". No entanto, os policiais promovidos ou premiados continuam recebendo os benefícios. O advogado Luiz Paulo Viveiros de Castro, que representou 600 policiais na Justiça, estima que cerca de 5 mil tenham sido gratificados, com aumentos de até 150% no salário.
Defesa
A série histórica disponível no Instituto de Segurança Pública (ISP) mostra que a média de mortos em alegados confrontos pulou de 1 por dia no último ano de Alencar para 3,3 por dia na gestão Sérgio Cabral (PMDB). O atual governador do Rio é o campeão de autos de resistência: em 2007, foi registrado o maior número absoluto (1.330) e a maior taxa por 100 mil habitantes (8,2). Em junho daquele ano, operação policial no Complexo do Alemão resultou na morte de 19 pessoas.
Procurada, a Secretaria de Segurança divulgou uma nota: "A solução é de médio e longo prazo, com a retomada de territórios com as UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) e o melhor controle sobre as armas que chegam ao Estado. A secretaria não abre mão de reprimir os traficantes." A secretaria sustenta que "o caso do Rio é diferente". "Os autos refletem uma antiga realidade do Estado e há pelo menos sete anos são elevados. Temos facções usando fuzis, armas de alta letalidade, que enfrentam a legalidade custe o que custar, inclusive arriscando a vida. A polícia é obrigada a agir neste contexto".
Letalidade em SP
Apesar de São Paulo ter população 2,5 vezes maior do que a do Rio, o número de pessoas mortas pela polícia em território paulista é 40% menor do que na área fluminense, mostra levantamento feito pelo Estado com base nos últimos 10 anos. Entre 1998 e setembro de 2009, 6.195 pessoas não sobreviveram em supostos confrontos com homens das corporações Civil e Militar de São Paulo, frente as mais de 10 mil vítimas dos chamados auto de resistências no Estado do Rio.Mesmo assim, a letalidade policial de São Paulo não se enquadra em padrões ideais. Segundo avaliação do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), da Universidade Candido Mendes, índices internacionais mostram que entre 3% e 4% do total de homicídios de um país pode estar concentrado nas mãos de policiais. Em São Paulo, este índice oscila entre 6% e 9%, bem menos do que os 25% registrados no Rio, mas longe do aceitável.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

NO RIO DE JANEIRO OCORREM MAIS DE QUATRO ESTUPROS POR DIA.

A violência no Rio de Janeiro está completamente fora de controle, os números da Secretaria de Segurança Pública divulgados pelo Instituto de Segurança Pública demonstram essa verdade de forma inquestionável.
No Rio em média são assassinados mais de 18 cidadãos por dia; quase 15 cidadãos desaparecem por dia e 3 cidadãos morrem em confrontos armados com as Polícias a cada dia.
É a cultura da morte patrocinada pelo governo fluminense.
Os Policiais e os criminosos vivem com uma espada sobre a cabeça, na loucura do matar ou morrer a qualquer momento.
Nesse inferno em que vivemos no Rio de Cabral um crime violentíssimo nos assombra além dos já citados, o ESTUPRO.
O ESTUPRO vitimiza a cidadã fluminense pelo resto da vida, um mal que nunca será esquecido, uma dor que nunca deixará de doer e de sangrar.
Diariamente, quase 5 (4,66) cidadãs fluminenses são ESTUPRADAS por dia.
Isso é o retorno aos tempos da mais absoluta bárbarie.
Vivemos entre monstros, alguns usando ternos finamente recortados, que desprezam essa tragédia de todo dia, só pensando nos seus malditos interesses pessoais.
Temos que mudar essa situação e só conseguiremos cumprir essa difícil missão com muito esforço, quebrando paradigmas que se mostraram ineficientes governo após governo, os quais são repetidos na gestão Sérgio Cabral (PMDB).
Mudar modelos é imprescindível.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 22 de setembro de 2009

RIO, A CIDADE MAIS FELIZ.

Ex-BLOG DO CESAR MAIA:
DISPENSA DE LICITAÇÃO DE 67 MILHÕES DE REAIS PARA COMPRA DE LIVROS E FOLHETOS EDUCACIONAIS!
A empresa agraciada com tamanha generosidade foi a Sangari do Brasil Ltda.
MP, onde estás? Leia só no Diário Oficial da Prefeitura-Rio. Republicação em 09/09/09.
1. Partes: PCRJ/SME e SANGARI DO BRASIL LTDA
2. Fundamento: Inexigibilidade de Licitação – Artigo 25, Inciso Caput da Lei nº 8666 de 21 de junho de 1993 e suas alterações.
3. Razão: Implementação do Programa CTC-Ciência e Tecnologia com Criatividade para os alunos do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Educação
4. Valor: R$ 67.478.464,47 (sessenta e sete milhões quatrocentos e setenta e oito mil quatrocentos e sessenta e quatro reais e quarenta e sete centavos).
5. Autorização: Paulo Roberto Santos Figueiredo
6. Ratificação: Cláudia Costin \ *Republicado por incorreções.
A TORRE DE IPANEMA!
O projeto da Torre de Ipanema (um enorme elevador vertical) deve ser submetido a estudo de impacto paisagístico. Altera a ambiência urbana afetando o sentido da APAC de Ipanema. E cria um discutível mirante com visão dos edifícios num entorno de 1 km de alcance para os fuzis/metralhadoras que circulam por aí. Uma chamada de audiência pública, com todos os desenhos de impacto relativos, é imprescindível. A Torre é um chute na memória urbana de Ipanema. A comunidade Pavão-Pavãozinho tem um elevador de plano inclinado para seu acesso. Muito mais adequado seria modernizar este elevador que já tem 25 anos.
ASSASSINATOS NA CAPITAL-RIO JULHO DE 2009 X JULHO DE 2008!
Homicídios Dolosos: 160 x 147. Crescimento de 8,8%.
Pessoas Desaparecidas: 202 x 148. Crescimento de 36,5%.
Autos de resistência (pessoas mortas em ações da polícia): 61 x 37. Crescimento de 64,8%.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

JORNAL EXTRA - BLOG CASOS DE POLÍCIA - AUTOS DE RESISTÊNCIA.

Direitos Humanos
Human Rights Watch pede rigor na investigação de autos de resistência
"O procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, recebeu em seu gabinete, nesta quinta-feira, o Diretor da Divisão das Américas da Human Rights Watch (HRW), José Miguel Vivanco, acompanhado pelo representante da direção do organismo, Daniel Wilkson, e pelo pesquisador da entidade no Brasil, Fernando Ribeiro Delgado. A HRW, com sede em Nova Iorque, é uma organização independente, dedicada à defesa e proteção dos direitos humanos no mundo inteiro. O diretor da entidade veio conhecer o funcionamento do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e pedir ao procurador-geral maior empenho no combate aos “autos de resistência”, como são registrados pela polícia os casos de morte de civis em supostos confrontos com policiais.
Cláudio Lopes relatou aos representantes da entidade as ações do Ministério Público na elucidação desses casos e falaram sobre as dificuldades legais na atuação da Instituição no combate aos abusos e à violência praticados pela polícia. Vivanco felicitou Lopes pela criação do Núcleo de Combate ao Crime Organizado e pela atuação no combate às milícias. Assinalou que é preciso, no entanto, refletir sobre as causas que impedem uma maior elucidação dos casos de autos de resistência, lembrando que, em 2008, morreram cerca de 1.100 pessoas em supostos confrontos com forças policiais.
Cláudio Lopes frisou que o MP fluminense tem uma Subprocuradoria-Geral de Direitos Humanos exclusiva, o que é inédito no Brasil, e observou que a Instituição não é ingênua a ponto de achar que não há no Brasil excessos e abusos praticados por policiais. Entre os problemas enfrentados pelo Ministério Público, segundo Lopes, estão a indefinição quanto à continuidade do poder de investigação ministerial, ainda sub judice no STF; o fato de a investigação dos casos de abusos ser da atribuição da própria polícia; e a demora no envio dos procedimentos policiais ao Promotor de Justiça com atribuição, que é de 30 dias nos casos em que não haja prisão em flagrante.
O procurador-geral de Justiça frisou, ainda, que o MP vem procurando as chefias das Polícias Civil e Militar para aumentar o entrosamento entre as instituições. Lopes informou que o projeto do inquérito virtual, pelo qual os promotores poderão acompanhar em tempo real o andamento dos procedimentos, já está implantado em duas Promotorias de Investigação Penal, e será estendido a todo o Estado. Também está em estudos a disponibilização do termo das ocorrências feito pelo policial militar no local do crime".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 27 de julho de 2009

ALEMÃO: A HORA DE ACORDAR - MÁRIO SÉRGIO DE BRITO DUARTE - CORONEL DE POLÍCIA.

O artigo que se segue foi postado pelo Coronel de Polícia Mário Sérgio, Comandante Geral, no dia 22 de abril de 2008, quando ainda era Tenente Coronel.
Ele trata de ações policiais no Complexo do Alemão e cita os baixos salários recebidos pelos policiais
Na época, o Comandante Geral era o Coronel de Polícia Pitta que substituiu o Coronel de Polícia Ubiratan, no comando de quem ocorreram uma série de operações policiais no Complexo do Alemão, com dezenas de mortes.
BLOG SEGURANÇA PÚBLICA - IDÉIAS E AÇÕES.
"Nem sempre foi assim no Complexo do Alemão.
Arrisco com segurança dizer, que há vinte e oito anos, quando ingressei na Polícia Militar, o quadro era outro.
Não que não houvesse violência, ou que essa se limitasse a pequenos conflitos entre moradores.
Com efeito, a criminalidade no Complexo do Alemão, mesmo naquelas épocas pré-fuzil, já ultrapassava a ação pitoresca dos ladrões de galinha e bandidos pés-de-chinelo, que, em tempos quase remotos, tinham sido vetores de um medo “pitoresco” e exagerado para a população “remediada” de sua vizinhança; da Penha e bairros arredores.
Havia quadrilhas de traficantes drogas e outros bandidos, sim, com seus revólveres, algumas escopetas e talvez uma ou outra metralhadora de mão; todavia, preferiam fugir da presença da polícia, não enfrentá-la, e isso perdurou até meados da década de oitenta, quando armas poderosas foram sendo adquiridas e granadas, lança-rojões, fuzis de assalto e metralhadoras. 30 surgiram na cena carioca, modificando-lhe completamente os quadros de segurança pública.
Não vou asseverar que as políticas adotadas desde então foram lenientes ou complacentes com o tráfico de drogas, mas ouso dizer que até o início do ano passado (2007), uma certa ingenuidade e uma excessiva contemplação sociológica do problema empurraram governantes para estratégias não efetivas de controle da criminalidade e promoção da tranqüilidade pública e paz social.
Se de um lado a ação policial mais ativa para desarmamento de quadrilhas e bandos ocorreu em alguns momentos, ações outras, de natureza social requeridas para desestimular a vontade coletiva de crime com ingredientes psicológicos característicos de subcultura, foram absolutamente procrastinadas.
A antítese da política de polícia de repressão, como se costuma rotular a primeira, quando e quanto pôde tratou de refrear a ação das polícias, teorizando pela predominância das desigualdades sociais como fatores essenciais, fundamentais ou genéricos, promotores do crime, semeando uma espécie de culpa coletiva na população e fazendo-a co-responsável da própria vitimização, identificando, subliminarmente, no criminoso, a verdadeira vítima.
Ora, é certo que haveríamos de acordar de tal sono letárgico.
Mais dia menos dia haveríamos de ver que crime, criminosos, combustíveis e comburentes de fatos anti-sociais de anormalidade jurídica, devem ser considerados conjuntamente para se viabilizar políticas de segurança pública; e haveríamos de buscar soluções que aglutinassem os diferentes poderes e esferas do Estado Legal, como vemos agora pela aplicação do PAC, PRONASCI e POLÍCIA de pacificação, que, cada qual com seu papel, espera concorrer na promoção definitiva da tão sonhada inclusão social das populações dessas zonas de conflito e dor.
Às sofridas e mal-remuneradas polícias cabe, certamente, o papel menos sedutor e menos simpático; enquanto houver narcotraficantes empunhando fuzis no Complexo, e se comportando como narco-soldados, Policiais Militares e Civis do Rio de Janeiro e os homens e mulheres da Força Nacional que os apóiam, estarão trabalhando diuturnamente ali, em condições dificílimas de ocupação temporária, com a morte rondando, para cumprir seus deveres traduzidos em suor, sangue e honra, em duro processo de libertação das comunidades das garras do crime.
O Complexo do Alemão completa um ano de intensa movimentação policial.
Os números revelam uma impressionante belicosidade, agregada como valor coletivo pelo crime local. Somente na delegacia onde se registram ocorrências do Alemão (lembremos que as Especializadas também fazem registros, apreensões, inquéritos e flagrantes), tivemos apreendidas, pelas Polícias Civil e Militar, de 18 de Abril de 2007 a 17 de Abril de 2008, 366 (trezentas e sessenta e seis) armas, e 62 (sessenta e dois) artefatos explosivos. Além disso, quatro agentes da lei morreram em confronto e registraram-se 107 (cento e sete) autos de resistência de criminosos vitimas de suas escolhas, além de outras 470 (quatrocentos e setenta) prisões realizadas.
Um preço caro, o da liberdade, mas que importa e convém.
O Complexo é do bem".
MÁRIO SÉRGIO DE BRITO DUARTE
CORONEL POLÍCIA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 21 de maio de 2009

OS "GUERRILHEIROS URBANOS (POLICIAIS)" DO RIO MATAM 6 VEZES MAIS QUE OS POLICIAIS DE SÃO PAULO.

Polícia do Rio matou seis vezes mais que a de São Paulo em 2008.
Vitor Abdala.
Da Agência Brasil.
No Rio de Janeiro.
A polícia do Rio de Janeiro matou seis vezes mais do que a polícia paulista em 2008, segundo dados das secretarias de Segurança dos dois Estados. No ano passado, 1.137 pessoas morreram em supostos confrontos com policiais fluminenses, uma média de 6,86 para cada 100 mil habitantes. Em São Paulo, no mesmo período, foram 431 mortes nos chamados "autos de resistência" (morte em confronto com policiais), ou seja, uma média de 1,04 por cada 100 mil habitantes.
Segundo o coordenador de Análise e Planejamento da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Túlio Kahn, o nível de letalidade de uma força policial é reflexo dos discursos das autoridades de cada Estado. Segundo ele, em São Paulo, há alguns anos, governos consecutivos têm tentado diminuir as mortes causadas pela polícia.
"Pelo menos em nível de discurso, muitas vezes a gente vê uma inflamação no Rio de Janeiro e uma reação por parte das polícias que, aqui em São Paulo, procura-se conter. Então, não obstante a diferença de armamento e do perfil dos criminosos de cada Estado, há uma diferença na condução das políticas. Aqui, há uma política específica de direitos humanos e de um controle muito estrito dos comandos, principalmente da Polícia Militar, sobre a tropa para refrear esse tipo de ação letal", afirma Kahn.
Já o especialista em Segurança Pública e Direitos Humanos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Ignácio Cano, considera que mesmo o índice de letalidade da polícia paulista é alto. O problema, para ele, é que a polícia do Rio mata ainda mais do que a de São Paulo.
"O Rio representa uma situação absolutamente extrema no Brasil e no conjunto da América Latina e do mundo", diz.
Segundo o pesquisador, o discurso das autoridades de segurança pública, que no Rio de Janeiro defendem abertamente a política de confronto, por si só, não explica os índices de "autos de resistência" no Estado. Para ele, tal situação já faz parte da cultura da polícia fluminense."Aqui no Rio de Janeiro, já tivemos governantes que foram completamente a favor [das mortes causadas por policiais] e o impacto foi nefasto no número de pessoas mortas pela polícia. E tivemos governantes que eram moderadamente contra e não se reduziu o número de mortos pela polícia. Então, o governante tem um papel, mas há um elemento da cultura policial por um lado e da corrupção do aparelho do Estado, que certamente influenciam para além da vontade do governante", explica Cano.
A Secretaria de Segurança do Rio foi procurada pela Agência Brasil, para explicar a atuação da polícia fluminense, mas informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não iria fazer qualquer comentário.
A vergonha deve ter provocado a mudez...
O pior é que quem fomenta a política de confrontos, depois chama os Policiais que estão desgastados fisicamente pelo "bico" e estressados emocionalmente, de despreparados, de débeis mentais ou de imbecis.
Policial Militar, quando for depor em juízo, responda que atirou em cumprimento à política de confronto do governo estadual.
Orientem seus advogados a relacionarem as autoridades públicas como TESTEMUNHAS DE DEFESA.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO