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terça-feira, 10 de abril de 2012

RIO: CREMERJ ABRE INVESTIGAÇÃO SOBRE FRAUDES EM UPAS.

EMAIL RECEBIDO:
Saúde.
Cremerj abre investigação sobre fraude em UPAs do Rio
Reportagem de VEJA mostrou dossiê do TCM que aponta indícios de superfaturamento na gestão de cinco unidades. Integrante do conselho é afastado por suspeita de envolvimento
UPA da Cidade de Deus, no Rio: irregularidades em contratos assinados pelo médico Oliveira e Silva (à dir.) são expostas em um novo relatório do Tribunal de Contas (acima) (Marcos Michael)
O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) informou nesta segunda-feira que abriu uma sindicância para averiguar as denúncias contra o conselheiro Ricardo José de Oliveira e Silva, citado em reportagem de VEJA que revela indícios de fraude na administração em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Após reunião com a diretoria da entidade, o médico pediu afastamento do cargo de conselheiro até que o caso seja apurado.
Um dossiê elaborado pelo TCM analisou as contas do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), gestora contratada sem licitação para gerir cinco UPAs. Em duas delas foram encontrados mais de 1,2 milhão de reais em notas fiscais duplicadas.
Na época, Oliveira e Silva era diretor médico do Iabas. Uma das beneficiadas foi a Rufolo Serviços Técnicos - uma das quatro empresas flagradas pelo Fantástico, da Rede Globo, oferecendo propinas para vencer licitações em hospitais federais.
As UPAS municipais são administradas por Organizações Sociais (OS), que em tese seriam capazes de buscar os menores custos, por não estarem obrigadas a atender à Lei de Licitações. A terceirização é alvo de críticas, inclusive do próprio Cremerj.
"O Cremerj reafirma seu posicionamento contra a terceirização da saúde pública, implantada pelos governos estadual e municipais, particularmente através de Organiza ções Sociais (OS) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips).
Tais instituições não apresentam controles eficazes das verbas públicas nelas alocadas e substituem médicos por outros profissionais para atendimento à população, não garantindo qualidade na assistência e na prevenção aos pacientes, apesar dos altos custos para os cofres públicos", diz trecho da nota do Cremerj.
Leiam a reportgame publicada na Revista Veja:
Corrupção
Rio: roubalheira na saúde cruzou fronteiras do estado
Contratos fraudulentos no principal programa de saúde do Rio de Janeiro são obra de um grupo que, ao que tudo indica, espalhou seus tentáculos também no Rio Grande do Norte.
Quanto mais se explora o lamaçal da saúde pública no Brasil, mais podridão vem à tona. No Rio de Janeiro, o mau cheiro envolve agora o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), uma das entidades teoricamente sem fins lucrativos que a prefeitura contratou para gerenciar o principal programa de saúde do município, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Chamadas de Organizações Sociais (OS) e regulamentadas por uma lei de maio de 2009, as treze gestoras contratadas sem licitação controlam um orçamento que, até o fim deste ano, vai ultrapassar 2,7 bilhões de reais. Desse total, uma fatia de 600 milhões de reais foi parar nas mãos do Iabas, que administra cinco UPAs nas zonas Norte e Oeste da cidade. Um recém-concluído relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM) mostra que a bolada, destinada a ajudar pessoas doentes e sem recursos, tem sido usada para engrossar uma vasta rede de irregularidades. De forma bastante didática, o dossiê expõe, mais uma vez, a desfaçatez com que empresas e indivíduos desviam para o próprio bolso dinheiro que serviria para melhorar o precaríssimo atendimento da saúde pública no país (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

domingo, 8 de abril de 2012

RIO: CACHOEIRA, REINALDO DE AZEVEDO CONTINUA SOLTANDO A VOZ.

REVISTA VEJA:
BLOG DO REINADO DE AZEVEDO.
08/04/2012 -às 7:07 hs.
Delta, a construtora apontada como parte do esquema de Cachoeira, é uma velha amiga de Zé Dirceu e de Sérgio Cabral. E isso é apenas… fato!
A memória seletiva de certos setores da imprensa faz lembrar, às vezes, a seletividade dos que estão vazando informações sobre a Operação Monte Carlo. A construtora Delta, a empresa que mais toca obras do PAC, aparece, segundo relatório da Polícia Federal, atuando para o esquema de Carlinhos Cachoeira.
Delta, Delta, Delta… Esse nome não nos é estranho, certo?
Como lembrei aqui no dia 2 de dezembro do ano passado, o dono da empresa, Fernando Cavendish, é um homem que tem amigos poderosos. Dois dos mais destacados são Sérgio Cabral, governador do Rio, e José Dirceu, o “chefe de quadrilha” (segundo a PGR). No Rio, a Delta toca obras de R$ 600 milhões. Pelo menos R$ 164 milhões desse total foram contratados sem licitação. Naquele trágico fim de semana de junho, em que um acidente de helicóptero matou sete pessoas no litoral baiano, incluindo a nora de Cabral, o governador integrava o grupo que estava na Bahia para comemorar o aniversário de Cavendish. Cabral viajou àquele estado no avião particular de outro potentado do setor privado: Eike Batista (se quiser mais sobre o mundo cabralino, clique aqui). Adiante.
Cavendish cresceu muito durante o governo petista. Teve um “consultor” de peso: Dirceu. No começo de maio do ano passado, VEJA publicou uma reportagem sobre a meteórica ascensão de Cavendish.
Em entrevista à revista, dois empresários, José Augusto Quintella Freire e Romênio Marcelino Machado, acusam o ex-ministro e chefão petista de fazer tráfico de influência em favor da Delta. Segundo os dois, Dirceu foi contratado por Cavendish para facilitar seus negócios com o governo federal. E como eles sabem? Eles eram donos da Sigma Engenharia, empresa que foi incorporada pela Delta em 2008; os três se tornariam sócios. O negócio emperrou e foi parar na Justiça. Oficialmente, a Delta contratou Dirceu como consultor para negócios junto ao Mercosul. Receberia modestos R$ 20 mil mensais pelo trabalho. De fato, dizem os denunciantes, a Sigma passou a ser usada por Cavendish para fazer transferências bancárias a Dirceu.
Um trecho da reportagem informa o desempenho da empresa de Cavendish no governo petista. Seu grande salto se dá a partir de 2009, ano da contratação de Dirceu. Segue trecho daquela reportagem em azul:
Durante o governo do ex-presidente Lula, a Delta passou de empresa de porte médio a sexta maior empreiteira do país. É, hoje, a que mais recebe dinheiro da União. Sua ascensão vertiginosa chamou a atenção dos concorrentes. Em 2008, a Delta já ocupava a quarta colocação no ranking das maiores fornecedoras oficiais. Em 2009, houve um salto ainda mais impressionante: a empresa dobrou seu faturamento junto ao governo federal. Em 2011, apesar das expectativas de redução da atividade econômica, o faturamento da Delta deve bater os 3 bilhões de reais - puxado por obras estaduais e do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento.”
Comprando senadores
Informa ainda a VEJA:
“Em reunião com os sócios, no fim de 2009, quando discutia exatamente as razões do litígio, o empresário Fernando Cavendish revelou o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’. Pode ter certeza disso!”. E disse mais. Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na tua mão!”.
“Relações promíscuas”
VEJA publicou uma entrevista com os dois empresários (reproduzo trechos) e volto para encerrar.
Que tipo de consultoria o ex-ministro José Dirceu realizou para o grupo Delta?
Romênio - Tráfico de influência. Com certeza, é tráfico de influência. O trabalho era aproximar o Fernando Cavendish de pessoas influentes do governo do PT. Isso, é óbvio, com o objetivo de viabilizar a realização de negócios entre a empresa e o governo federal.
E os resultados foram satisfatórios?
Romênio - Hoje, praticamente todo o faturamento do grupo Delta se concentra em obras e serviços prestados ao governo.
A contratação de José Dirceu foi justificada internamente de que maneira?
Romênio - A contratação foi feita por debaixo do pano, através da nossa empresa, sem o nosso conhecimento. Um dia apareceram notas fiscais de prestação de serviços da JD Consultoria. Como na ocasião não sabia do que se tratava, eu me recusei a autorizar o pagamento, o que acabou sendo feito por ordem do Cavendish.
O que aconteceu depois da contratação da empresa de consultoria do ex-ministro?
Quintella - A Delta começou a receber convites de estatais para realizar obras sem ter a capacidade técnica para isso. A Petrobras é um exemplo. No Rio de Janeiro, a Delta integra um consórcio que está construindo o complexo petroquímico de Itaboraí, uma obra gigantesca. A empresa não tem histórico na área de óleo e gás, o que é uma exigência Ainda assim, conseguiu integrar o consórcio. Como? Influência política.
A Delta, por ser uma das maiores empreiteiras do país, precisa usar esse tipo de expediente?
Romênio - Usa. E usa em tudo. O caso da reforma do Maracanã é outro exemplo. A Delta está no consórcio que venceu a licitação por 705 milhões. A obra mal começou e já teve o preço elevado para mais de l bilhão de reais. Isso é uma vergonha. O TCU questionou a lisura do processo de licitação. E quem veio a público fazer a defesa da obra? O governador Sérgio Cabral. O Cavendish é amigo último do Sérgio Cabral. A promiscuidade é total.
Voltei.
É isso aí.
Depois de tudo, em julho do ano passado, na inauguração do teleférico no Complexo do Alemão, na presença de Dilma, o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, celebrou a obra e a “vitória sobre os Ministérios Públicos”, fazendo um agradecimento explícito à Delta (aqui). Em agosto, dois meses depois do acidente, Cabral voltou a celebrar acordos com a Delta sem licitação, no valor de R$ 37,6 milhões. Tudo para “obras emergenciais”.
A Delta é mesmo a preferida do Rio e de Brasília. É a empresa que mais tem obras do PAC. Parte da de Cumbica, contratada sem licitação, desabou.
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

RIO: CACHOEIRA PODERÁ VIRAR TSUNAMI ( 06 ).

REVISTA VEJA
BLOG DO REINALDO AZEVEDO
04/04/2012
Às 5:49
Cachoeira vazava operações da PF para chefe de gabinete de Perillo
Por Chico de Gois e Jailton de Carvalho, no Globo:
O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, usou sua rede de policiais para obter informações sobre operação da Polícia Federal e vazá-las para a chefe de gabinete do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Segundo relatório da Operação Monte Carlo da PF, Cachoeira trocou telefonemas e mensagens com Eliane Gonçalves Pinheiro que, como o senador Demóstenes Torres (sem partido), também foi presenteada com um telefone criptografado comprado no exterior para poder falar com o contraventor. Cachoeira usou o mesmo esquema de acesso a policiais para repassar informações sobre ações da PF à construtora Delta.
Num dos trechos das gravações interceptadas com autorização judicial, o contraventor pergunta a Eliane se ela falou “pro maior” (sic). Ela responde que sim, e acrescenta: “Estou com ele aqui. Tá aqui. Imagina como que tava”. Não fica claro se “o maior” é o próprio governador.
A ação em questão foi desencadeada no dia 13 de maio de 2011 com o nome de Operação Apate. O objetivo foi combater um esquema de fraudes contra a Receita Federal nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Minas Gerais. Foram expedidos 82 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão. A Receita Federal havia identificado indícios de que em Declarações do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), apresentadas por prefeituras e outros órgãos municipais, havia informações falsas sobre retenções do imposto de renda. Os operadores do esquema contavam com a colaboração de alguns prefeitos e servidores do primeiro escalão municipal. A estimativa da Receita Federal é que o prejuízo aos cofres públicos tenha alcançado cerca de R$ 200 milhões.
Antes do telefonema, o contraventor trocou mensagens de texto com a chefe de gabinete de Perillo, informando da ação da PF. O primeiro torpedo ocorreu no dia 12 de maio do ano passado, às 20h16. Ele anuncia: “vai ter busca na casa e prefeitura, ok”. E ela responde: “ok, entendi.” Depois, continua Carlinhos: “somente busca.” E ainda dá conselhos: “pede a ele que tire as filhas de lá.”. Eliane tranquiliza o interlocutor: “elas estão na casa dele em Taguatinga. Vc. acha q eles vão procurar lá tbem? Ele tem as duas residências”. Carlinhos responde: “acredito q não. Uruaçu, Minaçu”, informa, referindo -se a dois municípios onde deveriam se desencadear as ações da Polícia Federal. Depois encerra: “Entendeu? Falou pro chefe?”
Delta também pediu dados
Doze minutos depois da troca de torpedos, o contraventor telefona para Eliane para confirmar se ela recebeu as mensagens.
Carlinhos: Eliane?
Eliane: Estou ouvindo.
Carlinhos: Falou pro maior (sic)?
Eliane: Falei, estou com ele aqui. Tá aqui. Imagina como que tava.
Antes de encerrar o diálogo, a chefe de gabinete de Marconi Perillo procura saber se a operação da Polícia Federal tem mais gente envolvida.
Carlinhos: Não. Já, já eu te falo. O que eu sei é esses aí (sic). Num (sic) tem ninguém grande não.
Mas Eliane insiste para que ele a avise sobre as novidades: Se você ficar sabendo, me fala. Tem uns pequenos aí que interessa (sic) a gente.
Por meio da assessoria de imprensa, Eliane confirmou que conhece Carlinhos desde 2003. Sobre os diálogos, ela afirma, que a Eliane citada em relatório da PF pode ser uma advogada. No relatório da PF, Eliane é identificada pelo sobrenome, número do CPF e até os telefones utilizados por ela. A chefe de gabinete de Marconi Perillo negou que tenha recebido um Nextel de Cachoeira e afirma que foi um amigo, Wladimir Garcez, que lhe emprestou um aparelho quando ela fez uma viagem ao exterior. Garcez é ex-vereador e, segundo a Polícia Federal, também integra o esquema de Carlinhos Cachoeira. Há vários diálogos interceptados ent re os dois. O governador Marconi Perillo disse, por meio da assessoria, que desconhece qualquer relação entre sua chefe de gabinete e Carlinhos Cachoeira.
Relatório da Polícia Federal mostra que Cachoeira também repassou informações para Cláudio Dias Abreu, ex-diretor da construtora Delta em Goiás. Conversas interceptadas pela PF revelam que Abreu recorreu ao amigo para se proteger de eventual investigação sigilosa da Polícia Federal. Integrantes da organização conversam também sobre movimentação financeira supostamente irregular da empresa.
Abreu recorreu aos serviços de Cachoeira em 14 de julho do ano passado para saber sobre operação que a Polícia Federal faria no Pará.
- É deixa eu te falar, nós ficamos sabendo que vai ter uma operação lá no Pará, dá pra você levantar se vai ter reflexo aqui? - pede o executivo.
Cachoeira diz que, se houvesse reflexo, um dos delegados subordinados à organização já teria vazado a informação. Segundo relatório da polícia, Cachoeira tinha uma extensa rede de espionagem.
Em outros diálogos, aparecem referências a suposta lavagem de dinheiro utilizando fornecedores da empreiteira. Por intermédio da assessoria de imprensa, o presidente do conselho da Delta, Fernando Soares, negou qualquer vínculo da empresa com Cachoeira. Segundo ele, Abreu foi afastado em 8 de março, uma semana depois da deflagração da operação. “A Delta Construção está em atividade há 50 anos. Tem uma longa tradição no mercado de construção civil e hoje figura entre as sete maiores e mais respeitadas empresas do setor”, disse a assessoria da empresa.
Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

RIO: CACHOEIRA PODERÁ VIRAR TSUNAMI ( 05 ).

MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS-PÁGINA PRINCIPAL
FONTE: JORNAL O POPULAR
05/03/2012 - 11h16
Delegado era sócio de Cachoeira em empresa de segurança
Fonte: O Popular 03/03/2012
Alfredo Mergulhão e Pedro Palazzo
Delegado investigado na Operação Monte Carlo é apontado como sócio de Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em empresa que recebeu R$ 342,5 mil em contratos com o governo estadual nos últimos dois anos. A Ideal Segurança Ltda. seria de fachada para lavagem de dinheiro da máfia dos caça-níqueis, segundo consta no inquérito realizado pelo Ministério Público Federal de Goiás (MPF), que o POPULAR teve acesso. O documento fundamentou a decisão da Justiça de expedir 82 mandados de prisão e de busca e apreensão cumpridos nesta semana pela Polícia Federal (PF).
De acordo com o texto do MPF, a Ideal Segurança foi adquirida em fevereiro do ano passado pelo delegado Deuselino Valadares e teria Carlinhos Cachoeira e o diretor da Delta Construtora, Cláudio Dias Abreu, como sócios ocultos. A essa altura, a empresa já mantinha contra tos firmados com o governo de Goiás. Em 2009, a Ideal Segurança venceu uma licitação por pregão eletrônico para realizar serviço de vigilância na Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).
No ano seguinte, a empresa de segurança recebeu R$ 153 mil do governo estadual para realizar os mesmos serviços em outros órgãos públicos. Em 2011, foram mais R$ 188 mil recebidos dos cofres públicos, segundo dados disponíveis no portal Transparência Goiás. Neste mês foram empenhados mais dois contratos, no valor de R$ 22,5 mil, mas ambos ainda não foram liquidados.
Três meses depois de adquirida pelo delegado, a empresa foi passada para o nome da mulher dele, Luanna Bastos Pires Valadares, que ficou com 50% das cotas. A outra metade ficou com Edson Coelho dos Santos, que seria laranja de Carlinhos Cachoeira, segundo as investigações. Além dos sócios de direito, as interceptações telefônicas da PF identificaram uma sociedade de fato constituída por Deuselino, Carlos Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz, Rossini Aires Guimarães e Cláudio Dias Abreu, todos investigados e apontados como testas de ferro do líder da suposta organização criminosa.
Suspeitas
As suspeitas acerca da conduta de Deuselino Valadares foram levantadas pelo fato das movimentações financeiras serem maiores que seus rendimentos. Conforme o documento, ele não teria dinheiro para aquisição da Ideal Segurança e de fazendas no Tocantins. A compra da empresa de vigilância teria sido feita com recursos ilícitos.
Pesa contra o delegado a interceptação com autorização da Justiça de um e-mail enviado pela diretoria da empresa. O assunto da mensagem se chamava Planilha de Investimentos da Ideal Segurança, com um documento em anexo que registrava o fluxo de caixa. Nele, aparecem os nomes de Deuselino Valadares, Edson Coelho dos Santos e da Delta Construtora. “Consta uma rubrica em nome de Edson no valor de R$ 100 mil, que é justamente o montante do sinal supostamente dado por Deuselino na aquisição da empresa”, afirmam os procuradores do MPF.
Depois da compra da empresa, o controle administrativo da Ideal Segurança teria passado para as mãos de uma das pessoas consideradas de extrema confiança de Carlinhos Cachoeira. No organograma da organização, Gleyb Ferreira da Cruz estava entre os assessores diretos no gerenciamento das atividades ilegais. Ele também seria responsável pelo contrabando das máquinas caça-níqueis e suspeito de lavar dinheiro da contravenção, evadir divisas e comprar telefones no exterior para dificultar grampos.
Quando os membros da empresa descobrem que o delegado está sob investigação da PF pela compra da empresa, as gravações revelam lamentações da cúpula da quadrilha pelo fato de terem deixado a empresa ficar no nome de Luanna. O inquérito registra diálogos entre Carlinhos Cachoeira e Gleyb, entre Gleyb e Rossini e entre Edson e Deuselino, todos tratando do assunto.
Atualmente, a empresa está registrada na Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) em nome de Edson e Rossini. O delegado ainda responde a um processo e move outro na 10° Vara Cível da capital. Deuselino briga na Justiça contra dois ex-sócios da Ideal Segurança: Deocleciano Máximo Júnior e Fernanda Sarelli Máximo.
Sentença
Na decisão que decretou a prisão de 36 pessoas suspeitas de participação num negócio ilegal, o juiz Paulo Augusto Moreira Lima, da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás, ressalta que não vê problemas na autoridade policial – ou sua mulher – terem uma empresa. Mas condena a atividade quando ela é feita em sociedade com criminosos. “Há problemas quando existem sócios ocultos e quando é empregado dinheiro ilícito na aquisição. Toda essa problemática que um delegado federal tem o dever de saber”, afirma. O magistrado classifica a organização criminosa como sofisticada e com estrutura empresarial.
O secretário-chefe da Controladoria Geral do Estado, José Carlos Siqueira, afirma não ter conhecimento dos contratos. “O Estado tem milhares de contratos”, diz. O auxiliar do governo acredita que, pelos valores, devem ter sido celebrados por meio de licitação.
Ele afirma ainda que o fato de os empenhos serem de fevereiro deste ano não significa necessariamente que são contratos novos. “Pode estar inclusive prorrogando contrato de 2010.” Siqueira diz que não tinha conhecimento da empresa, muito menos de quem seriam os proprietários, mas afirma que, se ela está no mercado e cumprindo com suas obrigações, não pode ser impedida de participar de licitações. A reportagem não conseguiu encontrar o delegado Deuselino Valadares nem o diretor da Delta Engenharia, Cláudio Dias Abreu.
Transferência para presídio em Mossoró
Atendendo ao que havia sido solicitado pelo Ministério Público Federal e autorizado pelo juiz Paulo Augusto Moreira Lima, da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiânia, o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi transferido no início da noite de ontem para o presídio federal de segurança máxima em Mossoró (RN). “A transferência é absurda”, disse o advogado de Cachoeira, Ricardo Sayeg. Segundo o advogado, ele também entraria com habeas corpus contra essa medida. Ricardo Sayeg já protocolou pedido de liberdade para seu cliente no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Alguns policiais não têm antecedentes
Rosana Melo
Suspeitos de participação em uma quadrilha que explora jogos de azar em quatro Estados e no Distrito Federal, os delegados da Polícia Federal Fernando Antônio Hereda Byron Filho e Deuselino Valadares dos Santos e os delegados da Polícia Civil de Goiás, Aredes Correia Pires, Juracy José dos Santos, Marcelo Mauad, José Luís Martins de Araújo e os coronéis da Polícia Militar Massatoshi Sérgio Katayama e Deovandir Frazão de Morais não possuem antecedentes criminais.
A pesquisa foi feita ontem pelo POPULAR no Tribunal de Justiça de Goiás e nas corregedorias das corporações de que fazem parte. Caso se confirme a participação deles durante as investigações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, eles podem ser indiciados por crimes de corrupção passiva, violação de sigilo profissional, formação de quadrilha e pela contravenção penal de exploração de jogo de azar.
Os dois delegados e um servidor da Polícia Federal são suspeitos de revelar dados sigilosos sobre operações para a quadrilha chefiada por Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que está preso desde quarta-feira, quando a operação foi deflagrada.
Os delegados da Polícia Civil são suspeitos de auxiliar a quadrilha deixando de atuar na repressão a exploração de jogos de azar e avisando sobre possíveis operações de fiscalização. Os oficiais da PM são suspeitos de repassar informações sobre operações. Todos receberiam propina mensal em torno de R$ 5 mil.
Acionada pelo POPULAR, a Corregedoria da Polícia Civil chegou a fazer um levantamento sobre procedimentos instaurados para apurar a conduta de alguns policiais citados como suspeitos, mas informou apenas que o ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública e Justiça, delegado Aredes Correia Pires, nunca respondeu a procedimentos disciplinares.
O restante da pesquisa foi interrompida aguardando autorização da Secretaria de Segurança Pública e Justiça. Na Corregedoria da Polícia Militar, o coronel Lourival Camargo informou que alguns militares citados pela imprensa como investigados já responderam ou respondem a procedimentos.
“Acho que nossa polícia não precisa disso. Temos experiência de que nem sempre os fatos são comprovados e a exposição, que pode ser mais danosa, é desnecessária. Não vamos revelar nomes”, disse.
No Tribunal de Justiça porém, constam os nomes do capitão Antonil Ferreira dos Santos e do major João de Deus Teixeira Barbosa como réus em um assassinato ocorrido em Santo Antônio do Descoberto, no qual outros 16 militares são indiciados. Antonil ainda é réu em um caso de tortura, em Santo Antônio do Descoberto.
Condenação
Entre os delegados da Polícia Civil, a situação mais complicada é a de Hylo Marques Pereira, que estava lotado na delegacia de Alexânia. Ele foi condenado e outubro de 2009 a três anos de reclusão, pagamento de dez dias multa no valor de um trigésimo do salário mínimo da época em que o crime aconteceu, além da perda o cargo pelo crime de concussão, em São Luís dos Montes Belos. O réu entrou com recurso, ainda não avaliado pela polícia.
Além desse crime pelo qual já foi condenado, Hylo Marques Pereira responde a processos por extorsão, formação de quadrilha, extorsão qualificada, estelionato, de apropriar-se de bens ou rendas públicas e de deixar de prestar contas anuais para a administração, todos ocorridos entre 1997 e 2006 no município de Santa Terezinha de Goiás, onde era lotado.
Ele ainda responde a processos pelos crimes de improbidade administrativa ocorrido em São Luís dos Montes Belos; peculato em Santa Terezinha de Goiás no ano passado; tortura a quatro vítimas em Minaçu em 2003 e ao crime de concussão contra duas vítimas em 2001. Por todos os casos, o delegado foi ouvido em procedimentos também na corregedoria da Polícia Civil, que não se manifestou sobre a condenação do delegado na Justiça.
O delegado Niteu Chaves Júnior não tinha antecedentes criminais até quarta-feira, quando foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
Juntos Somos Fortes!

RIO: CACHOEIRA PODERÁ VIRAR TSUNAMI ( 03 ).

SITE BRASIL 247:
Com Carlinhos Cachoeira, Delta vai de R$ 5,5 mi a R$ 276 mi.
Empreiteira de Fernando Cavendish multiplicou suas receitas junto ao governo goiano, do tucano Marconi Perillo, após se aproximar do bicheiro Carlinhos Cachoeira; mafioso tinha até informante na PF para saber de possíveis operações contra a construtora; e, até agora, nada na Globo, Folha, Estadão...
05 de Março de 2012 às 10:46
247 – É crescente o paradoxo entre as revelações da Operação Monte Carlo, que prendeu o bicheiro Carlinhos Cachoeira, e o silêncio da chamada grande imprensa em relação ao escândalo que atinge em cheio o governo do tucano Marconi Perillo, bem como o senador Demóstenes Torres (DEM/GO). Sabe-se que Cachoeira era “dono” da segurança pública em Goiás e nomeava até apadrinhados na Secretaria de Indústria e Comércio. Aos poucos, começam a vazar também os primeiros grampos da Operação. Demóstenes Torres, por exemplo, tratava Cachoeira como “professor” (leia mais aqui). Uma nova gravação mostra o bicheiro falando com o delegado Fernando Byron da Polícia Federal, que, na verdade atuava como seu informante sobre possíveis ações contra a Delta.
O interesse era justificável. Promotores envolvidos na Operação Monte Carlo suspeitam de que Cachoeira era uma espécie de sócio informal em Goiás. A empresa, do carioca Fernando Cavendish, desembarcou no Cerrado em 2006. Naquele ano, faturou R$ 5,5 milhões no estado. Hoje, os contratos somam R$ 276 milhões e também abrangem diversas prefeituras.
Leia, abaixo, noticiário do jornal “O Popular”, o mais importante de Goiás, e que vem demonstrando notável independência, em relação às relações perigosas entre a Delta e Carlos Cachoeira:
CARLINHOS: Vai ter alguma coisa amanhã, em Goiânia?
BYRON: Num tô sabendo, não. Acredito que não tem nada aqui não.
CARLINHOS: E com a Delta tem alguma coisa?
BYRON: Não, não, tá tudo tranquilo. Pode ficar tranquilo,tá tudo tranquilo. Carlinhos Cachoeira pergunta ao delegado Fernando Byron, da Polícia Federal,se a Delta está na mira de uma operação.
A Delta Construções – empreiteira na qual o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, mantém uma sala – celebrou pelo menos R$ 276 milhões em contratos de limpeza, aluguel de carros e infraestrutura com o governo do Estado e as principais prefeituras de Goiás nos últimos dois anos. A empresa foi alvo de busca e apreensões da Operação Monte Carlo, deflagrada na semana passada, que apura o jogo ilegal em Goiás e outros quatro Estados.
Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça Federal mostram a relação de Cachoeira com o diretor da regional Centro-Oeste da empresa, Cláudio Dias Abreu. Além do empresário, o ex-presidente da Câmara de Goiânia e ex-secretário de Estado Wladmir Garcêz também tinha sala no escritório da empresa em Goiânia, no 16° andar do Edifício New Bussines Style, na Avenida Jamel Cecílio, Jardim Goiás.
Dados do site Transparência Goiás mostram que a Delta entrou no Estado em 2006. A partir daquele ano a empresa - com mais de 50 anos de atuação - passou a ter contratos frequentes com a administração pública. Em seu primeiro ano contratando com o governo do Estado, a empreiteira e prestadora de serviços recebeu R$ 5,5 milhões.
O grande salto aconteceu em 2010, após a empresa ter vencido licitação para fornecer, por meio de aluguel, quase 2 mil carros para as Polícias Militar e Civil. O aluguel de automóveis começou em 2006, com outra empresa - a LM Transportes, Serviços e Comércios. A concorrência vencida pela Delta em 2009 era a continuidade desta modalidade de contrato, questionada anteriormente pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP) pelo alto valor.
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Justiça (SSPJ), a Delta recebe aproximadamente R$ 3 milhões por mês pelo aluguel dos carros. Com estes pagamentos, entre outros serviços, a empresa recebeu em 2010 R$ 54,9 milhões do governo estadual. Em 2011, os repasses foram de R$ 51,6 milhões. Há, no entanto, empenhos que ainda não foram liquidados. A secretaria informa que o contrato é valido até o fim do ano. Os empenhos de 2012 ainda não aparecem no Transparência Goiás.
A Delta também venceu licitações nas principais prefeituras do Estado, como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Catalão. Somente na Agência Municipal de Obras (Amob) da capital teve empenhados em 2010 e 2011 R$ 54,2 milhões. Alguns dos contratos da empresa são exibidos no site. Entre eles, a implantação de infraestrutura urbana e a construção do viaduto da Avenida T-63 na capital – a obra, constantemente, apresenta problemas de acabamento.
Proximidade
Com base na apuração da Polícia Federal (PF), os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) escrevem que fica clara a “ingerência” de Carlinhos Cachoeira nos negócios da empresa, “conhecida por realizar contratos de vulto com a administração pública”, segundo o inquérito civil público. No documento, Carlinhos Cachoeira é classificado como sócio de Cláudio Abreu na compra de terras em Várzea Grande (MT) e no Distrito Federal (DF), na aquisição de terrenos em Catalão e na Ideal Segurança, esta última também em sociedade com o delegado Deuselino Valadares, da PF.
Nas gravações telefônicas autorizadas pela Justiça, há diversas conversas nas quais Carlinhos Cachoeira ordena o fornecimento de valores a Cláudio. Numa delas, o líder da suposta quadrilha diz para o responsável pelo controle financeiro da organização, Geovani Pereira da Silva, disponibilizar R$ 400 mil ao diretor da empreiteira.
Em outro trecho do inquérito civil público do MPF, que O POPULAR teve acesso, há a transcrição de uma conversa entre Carlinhos Cachoeira e Geovani na qual o valor a ser entregue para Cláudio é de R$ 700 mil. O montante seria para o diretor da Delta Construtora “enviar para fora” do País. As investigações do órgão ministerial e da PF chegam à conclusão de que Cláudio atua como laranja do chefe da organização, que seria sócio oculto em vários empreendimentos.
A ligação de Cláudio com o grupo coordenado por Cachoeira fica evidente - no entendimento dos investigadores - pela presença de uma sala ocupada pelo suposto líder do bando no escritório da Delta Construções na capital. No pedido do MPF para que a Justiça recolhesse provas, o órgão ministerial solicitou a busca e apreensão de documentos, computadores, mídias e aparelhos celulares na sala que seria de Carlinhos Cachoeira no local, assim como na que seria ocupada pelo ex-presidente da Câmara de Goiânia, Wladmir Garcêz. Este último também é investigado pela participação na exploração de jogos de azar e está preso na Casa de Prisão Provisória (CPP).
Cláudio teria livre trânsito na contabilidade das operações que seriam chefiadas por Carlinhos Cachoeira. Inclusive, numa escuta telefônica ele revela espanto ao tomar conhecimento de que tem disponível “apenas R$ 100 mil” no caixa da organização. Para Cachoeira, o diretor da empreiteira não pode ser o último a saber do que se passa dentro da organização. Numa gravação ele repreende Idalberto Matias, o Dadá, por não ter informado Cláudio sobre o conteúdo de vazamentos de operações da PF. Dadá é sargento da aeronáutica da reserva e atuaria como araponga.
Defesa
Por meio da assessoria de comunicação, a Delta Engenharia nega qualquer relação comercial com Carlos Augusto Ramos e que ele tenha uma sala no escritório da empresa em Goiânia. A assessoria classifica o pedido de busca de provas na sede da empreiteira na capital como “equivocado”. “Não vamos responder equívocos”, disse a assessoria O representante da Delta disse que a empresa nada tem a ver com a vida privada do seu diretor. E sustenta que não houve apreensão de documentos no local. “Levaram apenas o laptop e iPad de Cláudio.” A assessoria argumentou que a amizade entre os dois é possível porque moram na capital e não se difere das relações que o diretor mantém com outras pessoas.
Juntos Somos Fortes!

RIO: CACHOEIRA PODERÁ VIRAR TSUNAMI ( 02 ).

- REVISTA VEJA:
BLOG DO REINALDO AZEVEDO.
1) Ah, essa memória que não me abandona! As relações especiais da Delta, empresa que toca sem licitação a obra de Cumbica, com o poder e os poderosos
Ah, essa memória que não me larga!
No post anterior, vocês leram que parte do terminal remoto do Aeroporto de Cumbica, cuja inauguração está prevista para o próximo dia 20, desabou. A obra já chegou a ser paralisada por determinação legal. Para tocar o empreendimento, a Infraero escolheu, sem licitação, a empreiteira Delta. O dono da empresa, Fernando Cavendish, é um homem que tem amigos poderosos. Dois dos mais destacados são Sérgio Cabral e José Dirceu. No Rio, a Delta toca obras de R$ 600 milhões. Pelo menos R$ 164 milhões desse total foram contratados sem licitação. Naquele trágico fim de semana de junho, em que um acidente de helicóptero matou sete pessoas no litoral baiano, incluindo a nora de Cabral, o governador integrava o grupo que estava na Bahia para comemorar o aniversário de Cavendish. Cabral viajou àquele estado no avião particular de outro potentado do setor privado: Eike Batista (se quiser mais sobre o mundo cabralino, clique aqui . Adiante.
Cavendish cresceu muito durante o governo petista. Teve um “consultor” de peso: Dirceu. No começo de maio, VEJA publicou uma reportagem sobre a meteórica ascensão de Cavendish.
Em entrevista à revista, dois empresários, José Augusto Quintella Freire e Romênio Marcelino Machado, acusam o ex-ministro e chefão petista de fazer tráfico de influência em favor da Delta. Segundo os dois, Dirceu foi contratado por Cavendish para facilitar seus negócios com o governo federal. E como eles sabem? Eles eram donos da Sigma Engenharia, empresa que seria incorporada pela Delta em 2008; os três se tornariam sócios. O negócio emperrou e foi parar na Justiça. Oficialmente, a Delta contratou Dirceu como consultor para negócios junto ao Mercosul. Receberia modestos R$ 20 mil mensais pelo trabalho. De fato, dizem os denunciantes, a Sigma passou a ser usada por Cavendish para fazer transferências bancárias a Dirceu.
Um trecho da reportagem informa o desempenho da empresa de Cavendish no governo petista. Seu grande salto se dá a partir de 2009, ano da contratação de Dirceu. Segue trecho daquela reportagem em azul:
Durante o governo do ex-presidente Lula, a Delta passou de empresa de porte médio a sexta maior empreiteira do país. É, hoje, a que mais recebe dinheiro da União. Sua ascensão vertiginosa chamou a atenção dos concorrentes. Em 2008, a Delta já ocupava a quarta colocação no ranking das maiores fornecedoras oficiais. Em 2009, houve um salto ainda mais impressionante: a empresa dobrou seu faturamento junto ao governo federal. Em 2011, apesar das expectativas de redução da atividade econômica, o faturamento da Delta deve bater os 3 bilhões de reais - puxado por obras estaduais e do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento.”
Comprando senadores
Informa ainda a VEJA:
“Em reunião com os sócios, no fim de 2009, quando discutia exatamente as razões do litígio, o empresário Fernando Cavendish revelou o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’. Pode ter certeza disso!”. E disse mais. Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na tua mão!”.
“Relações promíscuas”
VEJA publicou uma entrevista com os dois empresários (reproduzo trechos) e volto para encerrar.
Que tipo de consultoria o ex-ministro José Dirceu realizou para o grupo Delta?
Romênio - Tráfico de influência. Com certeza, é tráfico de influência. O trabalho era aproximar o Fernando Cavendish de pessoas influentes do governo do PT. Isso, é óbvio, com o objetivo de viabilizar a realização de negócios entre a empresa e o governo federal.
E os resultados foram satisfatórios?
Romênio - Hoje, praticamente todo o faturamento do grupo Delta se concentra em obras e serviços prestados ao governo.
A contratação de José Dirceu foi justificada internamente de que maneira?
Romênio - A contratação foi feita por debaixo do pano, através da nossa empresa, sem o nosso conhecimento. Um dia apareceram notas fiscais de prestação de serviços da JD Consultoria. Como na ocasião não sabia do que se tratava, eu me recusei a autorizar o pagamento, o que acabou sendo feito por ordem do Cavendish.
O que aconteceu depois da contratação da empresa de consultoria do ex-ministro?
Quintella - A Delta começou a receber convites de estatais para realizar obras sem ter a capacidade técnica para isso. A Petrobras é um exemplo. No Rio de Janeiro, a Delta integra um consórcio que está construindo o complexo petroquímico de Itaboraí, uma obra gigantesca. A empresa não tem histórico na área de óleo e gás, o que é uma exigência Ainda assim, conseguiu integrar o consórcio. Como? Influência política.
A Delta, por ser uma das maiores empreiteiras do país, precisa usar esse tipo de expediente?
Romênio - Usa. E usa em tudo. O caso da reforma do Maracanã é outro exemplo. A Delta está no consórcio que venceu a licitação por 705 milhões. A obra mal começou e já teve o preço elevado para mais de l bilhão de reais. Isso é uma vergonha. O TCU questionou a lisura do processo de licitação. E quem veio a público fazer a defesa da obra? O governador Sérgio Cabral. O Cavendish é amigo último do Sérgio Cabral. A promiscuidade é total.
Voltei
É isso aí.
Depois de tudo, em julho, na inauguração do teleférico no Complexo do Alemão, na presença de Dilma, o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, celebrou a obra e a “vitória sobre os Ministérios Públicos”, fazendo um agradecimento explícito à Delta (aqui). Em agosto, dois meses depois do acidente, Cabral voltou a celebrar acordos com a Delta sem licitação, n o valor, desta vez, de R$ 37,6 milhões. Tudo para “obras emergenciais”.
A Delta é mesmo a preferida do Rio e de Brasília. É a empresa que mais tem obras do PAC. Parte da de Cumbica, contratada sem licitação, desabou.
Por Reinaldo Azevedo
2) Delta, empreiteira que tocava obras sem licitação em Cumbica, é estrela do noticiário.
A construtora que está tocando, sem licitação, o terceiro terminal de Cumbica, a Delta, é uma velha conhecida do noticiário. No começo de maio deste ano, a VEJA publicou a seguinte reportagem.
O segredo do sucesso
Empresários afirmam que o ex-ministro José Dirceu faz tráfico de influência. E um de seus clientes, um empreiteiro que multiplicou seus ganhos no governo do PT, diz que os políticos são corruptos
Em 2005, José Dirceu foi obrigado a deixar a poderosa Casa Civil da Presidência da República, abatido pelo escândalo do mensalão. No mesmo ano, teve o mandato de deputado federal cassado no plenário da Câmara. Desde então, o petista trocou os holofotes pela atuação nos bastidores. A saber, a vida de dirigente partidário e de prócer governista por uma bem-sucedida carreira de consultor de empresas privadas. Dirceu já representou interesses milionários em países latino-americanos, nos Estados Unidos, na Europa e no Oriente Médio. Montou um portfólio invejável de clientes, do bilionário mexicano Carlos Slim, dono da Claro e da Embratel, ao controverso magnata Boris Berezovski, proibido de retornar à Rússia pela Justiça daquele país. Dirceu construiu uma carreira sem dúvida exi tosa na área comercial, mas deixou margem a uma dúvida incômoda: que tipo de serviço ele realmente presta aos seus clientes? Pela primeira vez desde a saída do petista do Planalto, há evidências claras e um testemunho convincente de que as suas “consultorias” não passam de um eufemismo para acobertar a prática de tráfico de influência.
Ao lançar mão de relações construídas no governo Lula, o ex-ministro abre portas de gabinetes e mostra os caminhos mais curtos que levam aos abarrotados cofres públicos. Da empreiteira Delta, um dos gigantes do setor, surge o caso mais contundente até agora sobre as misteriosas atividades do “consultor” Dirceu. Durante o governo do ex-presidente Lula, a Delta passou de empresa de porte médio a sexta maior empreiteira do país. É, hoje, a que mais recebe dinheiro da União. Sua ascensão vertiginosa chamou a atenção dos concorrentes. Em 2008, a Delta já ocupava a quarta colocação no ranking das maiores fornecedoras oficiais. Em 2009, houve um salto ainda mais impressionante: a empresa dobrou seu faturamento junto ao governo federal. Em 2011, apesar das expectativas de redução da atividade econômica, o faturamento da Delta deve bater os 3 bilhões de reais - empuxado por obras estaduais e do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento. Resumindo, em apenas nove anos, a Delta multiplicou seu faturamento em exatos 1091%. O fato do presidente d a empresa, Fernando Cavendish, para aproveitar as boas oportunidades explica uma parte do sucesso. A outra pode ser creditada às suas boas amizades e ao, digamos, talento em contratar a pessoa certa na hora certa.
Em 2009, o ano em que a Delta deu seu grande salto, a empresa passou a contar com os serviços da JD Assessoria e Consultoria, a firma do ex-ministro José Dirceu. Foi um contrato feito à sorrelfa, por meio de outra empresa da Delta, a Sigma Engenharia. Oficialmente, a JD recebeu 20000 reais mensais para “ampliar a participação da Delta no Mercosul”. Seus negócios, porém, prosperaram mesmo foi no Brasil. E José Dirceu está na raiz desse crescimento exponencial. Em 2009, a Delta amealhou 733 milhões de reais em contratos com o governo, o dobro de 2008. A empresa ampliou sua atuação nos ministérios da Defesa, Saúde e Transportes. Também passou a integrar o restrito grupo de prestadoras de serviços à Petrobras. E está encarregada da reforma do Estádio do Maracanã, para a Copa de 2014. Obras bilionárias. Ao mesmo tempo, no Tribunal de Contas da União, a Delta é citada em mais de 150 investigações por envolvimento em diversos tipos de irregularidade. Como ela conseguiu se transformar nesse portento? Graças ao trabalho do “consultor” José Dirceu. Quem garante? O próprio dono da Sigma, a empresa que contratou o ex-ministro: “O trabalho dele (José Dirceu) era fazer tráfico de influência. Aproximar o Fernando Cavendish de pessoas influentes no governo para fazer negócios”, diz o engenheiro Romênio Marcelino Machado (veja a entrevista na pág. 69).
A Delta comprou a Sigma Engenharia em 2008, num processo que se tornou motivo de litígio. Valeu-se dela, suspeita-se, somente para fazer transferências bancárias à JD Assessoria e, assim, tentar lançar um véu sobre seu espetacular desempenho na obtenção de contratos governamentais. Segundo a assessoria da Delta, o contrato com o ex-ministro foi negociado diretamente pela Sigma. Ao assumir o comando da empresa, Fernando Cavendish teria apenas dado prosseguimento ao acordo. Depois, ao perceber que José Dirceu não entregara o que fora prometido, “a ampliação dos negócios no Mercosul” -, ele decidiu rescindir o contrato. Nada disso, contudo, é verdade, de acordo com os donos originais da Sigma. “Nós nunca vimos o Zé Dirceu. Só ficamos sabendo que estávamos fazendo pagamentos a ele quando nos apresentaram as notas fiscais”, diz José Augusto Quintella Freire, um dos proprietários da empresa. Quintella também afirma que a história do Mercosul é balela: “O trabalho de Dirceu permitiu à Delta entrar no mercado de óleo e gás”. Procurado, Dirceu disse que não fala sobre seus negócios. A Petrobras também não quis comentar o caso.
Com a crescente participação do estado na economia, os empresários buscam ligações especiais com o mundo oficial, para compelir com vantagem nas licitações e obter parcerias com o governo. Como o estado brasileiro é um dos mais onipresentes no universo da produção, com uma fatia de 40% do produto interno bruto, cria-se um campo ainda mais fértil para aproveitadores.
É nesse cenário que figuras com o perfil de José Dirceu ganham maior relevância: “Pessoas que saem do governo e montam consultorias existem em qualquer país do mundo. Agora, quando há uma situação em que a burocracia estatal é grande, complexa e tudo é regulado e difícil, aí não tem jeito. Inevitavelmente, criam-se dificuldades para vender facilidades”, diz Sérgio Lazzarini, economista e autor de Capitalismo de Laços, um livro essencial para entender essa via de mão dupla e os intermediários entre os cofres públicos e as empresas.
A compra da Sigma pela Delta, como foi dito, é motivo de uma intensa disputa judicial. Graças a essa contenda é que veio à tona a confirmação de que o consultor José Dirceu age como um intermediário de oportunidades dentro do governo. Ela mostra também o perfil de cliente que busca esse tipo de serviço. Em reunião com os sócios, no fim de 2009, quando discutia exatamente as razões do litígio, o empresário Fernando Cavendish revelou o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’. Pode ter certeza disso!”. E disse mais. Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com v ocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na sua mão!”. Subornar pessoas com poder de decisão no governo é crime de corrupção ativa. Todo mundo sabe que isso ocorre a toda hora. Mas ouvir a confirmação da boca de um grande empresário do país, mesmo se for só bravata, é assustador.
Por Reinaldo Azevedo
3) Sérgio Cabral, um homem de muitos amigos.
Um trágico acidente de helicóptero na Bahia, que matou sete pessoas, inclusive a nora de Sérgio Cabral, expôs as relações promíscuas do governador do Rio com empresários que mantêm interesses bilionários no estado por ele governado. Já se sabe que, até a Bahia, Cabral se deslocou num jatinho de Eike Batista, a quem ajuda e por quem é ajudado. O objetivo da viagem era comemorar o aniversário de outro potentado: o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta. Só em 2010, a empresa celebrou com o estado do Rio contratos de R$ 555 milhões; desse total, R$ 127 milhões foram pagos por obras contratadas sem licitação. O Tribunal de Contas da União já abriu 150 investigações sobre suas atividades. A Delta é a empresa que hoje tem o maior número de obras do PAC — nesse caso, par ece ter pesado a amizade de Cavendish com outro patriota: José Dirceu , contratado como consultor.
A VEJA desta semana traz uma reportagem de Malu Gaspar e Sandra Brasil sobre as amizades de Cabral. Segue um trecho:
O acidente escancarou uma relação público-privada [entre Sérgio Cabral e Fernando Cavendish] que já dura trinta anos e foi se estreitando à medida que a carreira política de Cabral prosperava. Os dois ficaram tão próximos que compraram mansões no mesmo condomínio de Mangaratiba, nos arredores de Angra dos Reis, onde costumam veranear grandes empresários e celebridades. Jantares e viagens com as respectivas famílias se tornaram freqüentes. No Jacumã Ocean Resort, onde ocorreriam os festejos naquele fatídico dia 17 (em que Cavendish perdeu a mulher e o enteado de 3 anos), eles já passaram duas temporadas juntos. Cabral sempre ia como convidado do empreiteiro, um dos sócios do lugar, e ali desfrutava luxuosos bangalôs com até 300 metros quadrados e jantares regados a vinho s do calibre do Château Petrus. Entre as presenças constantes, outros dois sócios do resort. O primeiro, Marcelo Mattoso de Almeida, um ex-doleiro, pilotava o helicóptero e é conhecido no mercado financeiro por ter fugido para os Estados Unidos depois de pilhado em fraudes com guias de exportação. O segundo, Romulo Pina Dantas, já foi preso pelo crime de adulteração de combustíveis.
Na semana passada, apenas três dias depois de Cabral voar para a Bahia a bordo de um dos jatinhos de Eike Batista, o estado concedeu ao empresário a licença ambiental que faltava para que ele colocasse de pé a portentosa obra de um estaleiro no Porto do Açu, no norte do Rio. Não é a primeira vez que Eike presta gentilezas a Cabral, nem que o governador se empenha em ajudá-lo no ato seguinte. Em 2008, o bilionário vendeu uma parte de sua empresa de mineração, a MMX, ao gigante do setor Anglo American. Finda a transação, era necessário realizar a transferência da autorização do governo federal para a exploração de uma empresa para a outra. A burocracia poderia arrastar-se por uma eternidade, não fosse o governador ter atendido a um pedido de socorro de Eike. Temeroso de que o negócio de 5 bilhões de dólares desse para trás. Cabral telefonou para o então presidente Lula - que determinou a imediata liberação das licenças.
Por Reinaldo Azevedo
4) Deputados querem fazer devassa em contratos de Cabral.
Por Alfredo Junqueira, no Estadão. Volto depois:
Deputados estaduais do Rio pretendem fazer uma devassa no contratos do governo com a empreiteira Delta Construções S.A., do empresário Fernando Cavendish, e nas medidas administrativas que beneficiaram o grupo EBX, de Eike Batista. Os parlamentares de oposição querem saber se as relações de amizade entre o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e os empresários influenciaram iniciativas da administração estadual.
A proximidade entre Cabral e Cavendish ficou exposta após o acidente de helicóptero que matou sete pessoas, na sexta-feira, entre elas Jordana Cavendish, mulher do empresário, o filho dela, Luca, e Mariana Noleto, namorada de Marco Antonio Cabral - filho do governador. Cabral e seus parentes viajaram para a Bahia em jato cedido por Eike, para participar dos festejos de aniversário de Cavendish.
A Delta acumulou R$ 992,4 milhões em contratos durante o primeiro mandato de Cabral. Este ano, dos R$ 241,8 milhões em empenhos para a empresa, R$ 58,7 milhões são fruto de obras realizadas com dispensa de licitação. Os deputados estaduais solicitaram cópias de editais, contratos, aditivos, resultados de licitação e valores empenhados, faturados e liquidados até 30 de maio de 2011.
Em relação às ligações do governador com Eike Batista, os parlamentares solicitaram informações sobre benefícios fiscais concedidos ao grupo EBX, dados de licenciamento ambiental que beneficiaram as empresas do conglomerado e atos do Poder Executivo relativos a desapropriações para viabilizar o empreendimento de Porto do Açu - na região norte do Rio.
A assessoria de imprensa do Palácio Guanabara confirmou que houve crescimento no volume de contratos do Estado com a Delta, mas atribuiu isso ao aumento de investimentos do governo estadual nos últimos anos, “fruto do forte ajuste fiscal feito pelo Estado e da obtenção da sua maior capacidade de endividamento para a realização de obras”. A Delta, por nota, alegou que o aumento de negócios com o governo do Rio é decorrência dos “jogos da Copa do Mundo e Olimpíada e do pré-sal”.
Também por nota, Eike argumentou que não tem contratos com o Estado e teve a “satisfação” de emprestar seu jato particular ao governador do Rio. Em relação aos benefícios fiscais concedidos, o grupo EBX argumenta que eles são idênticos aos disponíveis para “qualquer outra empresa que se disponha a correr os riscos de empreender projetos de qualidade e magnitude semelhantes”. E conclui: “Além disso, muitos desses regimes fiscais entraram em vigor antes do atual governo do Estado ou antes da criação das nossas companhias citadas.”
Voltei
No começo de maio, a VEJA publicou uma reportagem sobre o extraordinário crescimento da Delta, e empreiteira de Fernando Cavendish, que passou a abocanhar um número formidável de obras públicas depois que contratou o consultor José Dirceu - o próprio. A reportagem também informava que dois sócios de Cavendish decidiram denunciar suas ligações especiais com o governo federal e com o governador Sérgio Cabral. Leiam dois trechos:
“Durante o governo do ex-presidente Lula, a Delta passou de empresa de porte médio a sexta maior empreiteira do país. É, hoje, a que mais recebe dinheiro da União. Sua ascensão vertiginosa chamou a atenção dos concorrentes. Em 2008, a Delta já ocupava a quarta colocação no ranking das maiores fornecedoras oficiais. Em 2009, houve um salto ainda mais impressionante: a empresa dobrou seu faturamento junto ao governo federal. Em 2011, apesar das expectativas de redução da atividade econômica, o faturamento da Delta deve bater os 3 bilhões de reais - puxado por obras estaduais e do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento.”
Comprando senadores
“Em reunião com os sócios, no fim de 2009, quando discutia exatamente as razões do litígio, o empresário Fernando Cavendish revelou o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’. Pode ter certeza disso!”. E disse mais. Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na tua mão!”. Mais Aqui
Promiscuidade total com o governo Cabral
Os ex-sócios de Cavendish também apontaram as relações especiais do empresário com Cabral em entrevista à revista. Leiam trecho:
VEJA - Que tipo de consultoria o ex-ministro José Dirceu realizou para o grupo Delta?
Romênio - Tráfico de influência. Com certeza, é tráfico de influência. O trabalho era aproximar o Fernando Cavendish de pessoas influentes do governo do PT. Isso, é óbvio, com o objetivo de viabilizar a realização de negócios entre a empresa e o governo federal.
VEJA - E os resultados foram satisfatórios?
Romênio - Hoje, praticamente todo o faturamento do grupo Delta se concentra em obras e serviços prestados ao governo.
VEJA - A contratação de José Dirceu foi justificada internamente de que maneira?
Romênio - A contratação foi feita por debaixo do pano, através da nossa empresa, sem o nosso conhecimento. Um dia apareceram notas fiscais de prestação de serviços da JD Consultoria. Como na ocasião não sabia do que se tratava, eu me recusei a autorizar o pagamento, o que acabou sendo feito por ordem do Cavendish.
VEJA - O que aconteceu depois da contratação da empresa de consultoria do ex-ministro?
Quintella - A Delta começou a receber convites de estatais para realizar obras sem ter a capacidade técnica para isso. A Petrobras é um exemplo. No Rio de Janeiro, a Delta integra um consórcio que está construindo o complexo petroquímico de Itaboraí, uma obra gigantesca. A empresa não tem histórico na área de óleo e gás, o que é uma exigência Ainda assim, conseguiu integrar o consórcio. Como? Influência política.
VEJA - A Delta, por ser uma das maiores empreiteiras do país, precisa usar esse tipo de expediente?
Romênio - Usa. E usa em tudo. O caso da reforma do Maracanã é outro exemplo. A Delta está no consórcio que venceu a licitação por 705 milhões. A obra mal começou e já teve o preço elevado para mais de l bilhão de reais. Isso é uma vergonha. O TCU questionou a lisura do processo de licitação. E quem veio a público fazer a defesa da obra? O governador Sérgio Cabral. O Cavendish é amigo último do Sérgio Cabral. A promiscuidade é total. Aqui
Por Reinaldo Azevedo
5) Governo Cabral - Só em 2011, um quarto dos contratos de obras com a Delta, no valor de R$ 58 milhões, foi feito sem concorrência pública.
Por Carla Rocha e Ruben Berta, no Globo:
A emergência tem sido uma aliada fiel da Delta Construções no estado. Uma das empreiteiras com mais contratos com o governo estadual, a empresa foi contemplada somente este ano, até este mês, com R$ 58,7 milhões para a realização de obras, sem que tivesse que participar de concorrências públicas. Isso representa 24,8% - praticamente um quarto - do total de R$ 241,8 milhões empenhados (recursos reservados para pagamento) só para a construtora no primeiro semestre de 2011.
A contratação da Delta sem licitação tem sido um recurso cada vez mais usado nos últimos anos do governo Sérgio Cabral. De 2007 até hoje, a construtora acumula contratos - com e sem concorrência - de R$ 1 bilhão com o estado. Além disso, consórcios dos quais a empresa participa estão à frente de obras grandes, como a do Maracanã e a do Arco Metropolitano.
Segundo um levantamento feito por líderes do PSDB na Alerj, o ano de 2011 é o que registrou o maior percentual de dispensa de licitação para a Delta, do empresário Fernando Cavendish - era para o aniversário dele, no Sul da Bahia, que Cabral se dirigia na sexta-feira, quando caiu um helicóptero matando sete pessoas . No primeiro ano do governador, em 2007, foram empenhados nessa modalidade R$ 10,2 milhões, 15% do valor total de contratos. Em 2008 e 2009, o percentual caiu para cerca de 3%. Em 2010, ano eleitoral, voltou a subir para 23%: R$ 127,3 milhões.
A Delta obteve contratos sem licitação nos quatro anos do governo Rosinha Garotinho: 3% , que corresponderam a R$ 12,1 milhões. Em 1999, no início do governo Anthony Garotinho, a empreiteira surgiu pela primeira vez nas contas do estado, porém na gestão dele não há registros de pagamentos sem concorrência à Delta.
De janeiro a novembro do ano passado, fazendo-se um recorte específico nos dados da Secretaria estadual de Obras, constata-se que a construtora teve no período empenhos de R$ 128 milhões do órgão, sendo que R$ 74,9 milhões (58,9%) foram com dispensa de licitação. Entre os contratos emergenciais em 2010 estão, por exemplo, a reforma do prédio-sede do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), no Centro do Rio. No Sistema Integrado de Administração Financeira do estado (Siafem) constam três empenhos com essa finalidade, com valores de R$ 2 milhões, R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões. Também há registros de uma série de obras viárias no município de São Gonçalo e de recuperação de encostas em Cachoeiras de Macacu.
Governo admite que aumento foi de 46%
Além da falta de concorrência, outras questões polêmicas, como o reajuste de valores de obras, envolvem a Delta. Recentemente, a reforma do Maracanã, inicialmente orçada em R$ 750 mil, foi reajustada para R$ 1 bilhão. A Delta alega que parte da cobertura original do estádio está seriamente danificada e precisa ser refeita.
Conforme O GLOBO noticiou na terça-feira, a Delta fica com uma grande fatia do bolo de recursos do estado . A empresa, que mereceu R$ 67,2 milhões em empenhos em 2007, ficou no ano passado com R$ 506 milhões, um salto de 655%. Na terça-feira, a assessoria do estado admitiu um crescimento de 46%, em comparação com o governo anterior. Usando como parâmetro as despesas totais do governo entre 2007 e 2010 (R$ 115,5 bilhões, entre investimento e custeio), o estado defende que a participação da construtora no período foi de apenas 0,86%. Na gestão Rosinha, que teve despesas totais entre 2003 e 2006 de R$ 67,7 bilhões, foi de 0,59%. O governo alegou que esse aumento de gastos foi causado pelos crescentes investimentos do estado. Aqui
Por Reinaldo Azevedo
6) Antes de acidente, Cabral viajou à Bahia em jatinho de Eike Batista
Na Folha. Leia o que segue depois do post.
Seis dos sete ocupantes do helicóptero que caiu sexta no litoral baiano haviam deixado o Rio poucas horas antes em um jatinho emprestado pelo empresário Eike Batista. No voo estavam o governador Sergio Cabral (PMDB), seu filho Marco Antônio e Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, que tem contratos de R$ 1 bilhão com o Estado e participa do consórcio responsável pela reforma do Maracanã, orçada em mais R$ 1 bilhão. O grupo foi à Bahia festejar o aniversário de Cavendish. Em Porto Seguro, eles se dividiram para pegar o helicóptero que os levaria a um resort. Mariana Noleto, namorada de Marco Antônio, Jordana e Fernanda Kfuri, mulher e cunhada de Cavendish, um enteado e um sobrinho do empresário e a babá dos dois foram no primeiro voo.
Seis corpos já foram achados, o último deles, do piloto Marcelo de Almeida, ontem à tarde. Cabral anunciou licença do governo até o dia 26. A assessoria do governador se limitou a confirmar que ele voou no jatinho de Eike. A Delta afirmou que atua dentro da lei. A assessoria de Eike não se pronunciou. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) investiga possíveis irregularidades no acidente. As habilitações do piloto para o helicóptero estavam vencidas desde 2005.
Sobre a influência de empreiteiro Fernando Cavendish no governo federal e no governo do Rio, leia os seguintes posts:
“Cavendish é amigo íntimo de Sérgio Cabral: a promiscuidade é total”
Empresários acusam Dirceu de tráfico de influência: o segredo do sucesso
Por Reinaldo Azevedo
- BLOG DO ANTHONY GAROTINHO
11/01/2012 09:58
Escândalo! Rei Arthur, Cavendish (Delta) e braço-direito de Cabral esquiam em paraíso de milionários
A estação de esqui de Aspen, no Colorado é a preferida dos milionários americanos e dos novos-ricos brasileiros. Pois como leram é lá que está acontecendo mais uma farra às custas do dinheiro público do Estado do Rio de Janeiro. O Rei Arthur, o homem das terceirizações, com contratos de R$ 2 bilhões, Fernando Cavendish, o dono da Delta, grande amigo de Cabral que não pára de ganhar licitações de obras estaduais e o secretário de Governo de Cabral, um de seus braços-direitos, Wilson Carlos (o outro é Régis Fichtner), os três estão hospedados num hotel de luxo, na neve. Que timaço! Eles estão iguais ao Tio Patinhas, esquiando em cima de dinhe iro, que nesse caso veio dos cofres públicos.
O Estado do Rio de Janeiro debaixo de água, mortes, enchentes, deslizamentos e o secretário Wilson Carlos esquiando na neve nos Estados Unidos acompanhado dos empresários que têm os maiores contratos com o governo Cabral. Se o Código de Ética inventado por Cabral no ano passado fosse pra valer, Wilson Carlos estava exonerado hoje. Mas é bom lembrar que já passaram oito meses desse factóide do Código de Ética e até agora não foi nomeada a comissão para fiscalizar os secretários, além do governador e seu vice. É mais uma farra da turma de Cabral agora na neve, nos Estados Unidos.
Para refrescar a memória de vocês, o secretário Wilson Carlos é aquele que numa operação da Polícia Federal se descobriu que tem contas em paraísos fiscais na China e até agora não deu nada pra ele.
Aliás, fica uma dúvida no ar: Cabral não dá as caras em nenhum evento desde a semana passada, a sua última aparição foi na quinta-feira passada, na coletiva do ministro Fernando Bezerra, no Palácio das Laranjeiras, será que também não está esquiando em Aspen? Vamos apurar.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 26 de março de 2012

UM RIO DE ESCÂNDALOS NAS LICITAÇÕES.

Prezados leitores, bom dia!
O GLOBO:
Empresas que oferecem propina cobram 561% a mais do que o mercado.
Se contratos tivessem sido assinados, dariam prejuízo de R$ 3 milhões em 6 meses.
RIO - Além de oferecer propinas de até 20% sobre os valores de contratos com o setor público, as empresas denunciadas pelo "Fantástico" na semana passada planejavam superfaturar os serviços que prestariam em até 561%. Técnicos do Instituto dos Auditores Internos do Brasil e da Controladoria Geral da União analisaram as planilhas de preços encaminhadas pelos representantes das empresas Locanty, Toesa, Rufolo e Bella Vista ao repórter que se passava por gestor de compras do hospital público e constataram, como mostrou outra reportagem do programa exibida neste domingo, que, se os contratos tivessem sido, de fato, assinados, representariam um prejuízo aos cofres públicos de R$ 3 milhões em apenas seis meses (Leiam).
Juntos Somos Fortes!

sábado, 24 de março de 2012

NO RIO DE JANEIRO, FRAUDES POR TODO LADO.

JORNAL O DIA:
Fraude em lavanderia da saúde faz roupa pesar mais.
Fiscais verificaram até 11.800 kg a mais e prejuízo mensal de R$ 1 milhão em um hospital.
Mahomed Saigg e Pámela Oliveira.
Rio - Além de entregar cobertores sujos, rasgados e em quantidade insuficiente, empresa contratada para lavar a roupa dos hospitais federais Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, e Servidores do Estado, na Saúde, ainda superfaturava o serviço. A artimanha era aumentar o peso da roupa. A manobra era gritante: relatório da Controladoria Geral da União constatou que, em período de redução de 5,28% de pacientes, a quantidade de roupa suja subiu 56,81%.
Essa diferença foi observada em junho e julho do ano passado no Hospital Federal dos Servidores do Estado, cujo serviço de lavanderia era prestado pela empresa Brasil Sul Indústria e Comércio Ltda.. O texto destaca “o superfaturamento mensal de (...) 11.800 kg, com prejuízo potencial de R$ 1.001.820”.
A empresa é investigada por fraudes em licitações no serviço público desde 2005, o que não a impediu de continuar a ganhar concorrências.
Contrato de R$ 1.286.400 de 21 de outubro de 2010, previa que o pagamento fosse feito com base no peso das roupas lavadas, no Hospital Cardoso Fontes, Jacarepaguá. Por isso, funcionários da Brasil Sul encarregados de fazer o serviço estariam errando para mais na hora de pesar o enxoval. A empresa alega que o serviço é de “alta complexidade” e afetado por “faltas de luz e faltas de água, problemas de transporte (...) e erro humano”.
Um dos indícios da fraude destacado pela CGU foi a diferença verificada no volume de roupas sujas e limpas que saíam e entravam no hospital.
Termo de referência que serviu de base para a licitação previa que a quantidade de roupas limpas deveria ser até 15% menor em relação ao total de roupas sujas. “E não o contrário”, frisou o relatório.
Já foi determinado o cancelamento de 37 contratos. “Todos serão licitados novamente. Encontramos preços acima do mercado, alteração no controle do peso e sobrepeso”, afirma o chefe do departamento de gestão hospitalar do Ministério da Saúde no Rio, João Marcelo Ramalho.
Grupo de sete empresas loteava licitações em órgãos públicos
Especializados em fraudar licitações públicas, empresários de lavanderia — alguns com condenação em segunda instância na Justiça Federal — são acusados de formar cartel para garantir o controle deste mercado no Rio. O grupo contava com a participação de funcionários públicos.
Investigação feita pela Polícia Federal, e que baseou as condenações, destaca escuta telefônica em que funcionário da Secretaria Municipal de Saúde do Rio combina o recebimento da propina — chamada por ele de “documento” — em sua casa ou no “Piranhã”, apelido da sede da Prefeitura do Rio.
Em sua decisão, o desembargador federal Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região destaca o loteamento de hospitais públicos feito por um grupo formado por sete empresas através de um “acordo de divisão dos hospitais entre as empresas que deveriam concorrer entre si, mas que, na verdade loteavam os hospitais públicos com a finalidade de melhor atender aos seus interesses lucrativos”.
Empresa acusada continua a ter contratos com governo
Apesar das acusações de participação em fraudes em licitações, a Brasil Sul continua celebrando novos contratos com o poder público. Em dezembro, a empresa assinou dois novos acordos de prestação de serviços de lavanderia com a Prefeitura do Rio.
Firmado com a Secretaria Municipal de Saúde e publicado em 1º de dezembro do ano passado, um deles prevê o pagamento de R$ 5.160.345 pelos serviços de lavanderia. Em outro, com data de 19 do mesmo mês, a empresa terá R$ 111.024 para cuidar das roupas da Maternidade Herculano Pinheiro.
Neste caso, porém, houve dispensa de licitação sob alegação de se tratar de situação de emergência. “Como pode um serviço de lavanderia ser considerado de emergência num hospital? Essa história está, no mínimo, muito estranha. É preciso investigar a fundo”, criticou o vereador Paulo Pinheiro (PSOL).
Após as denúncias de O DIA, o parlamentar encaminhou ofício ao Tribunal de Contas do Município (TCM) pedindo investigação rigorosa nos contratos firmados pela Prefeitura do Rio com a Brasil Sul (Vejam os documentos).

Juntos Somos Fortes!

O GOVERNO SÉRGIO CABRAL (PMDB) E O DINHEIRO PÚBLICO (O NOSSO DINHEIRO).

SITE UOL:
23/03/2012 - 06h01.
Obra no Maracanã é campeã em irregularidades; sobrepreço já chegou a R$ 163 mi, diz TCU.
Vinícius Segalla.
A reforma do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, é a que possui o maior número de irregularidades dentre as obras de arenas que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014, de acordo com relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) divulgado nesta semana.
Segundo o órgão federal de fiscalização, o sobrepreço nas contas da obra já chegou a R$ 163 milhões, levando o custo da empreitada à cifra de R$ 957 milhões.
As principais irregularidades elencadas pelo TCU na obra do Maracanã foram: falhas na elaboração do projeto básico, pendências relativas ao estudo de viabilidade econômica da arena e à descrição dos projetos de intervenção no entorno, com os respectivos orçamentos, e indícios de graves irregularidades no processo licitatório de contratação da obra.
A fim de reduzir o desperdício, o TCU imprimiu diligências na obra e recomendou ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que não liberasse o empréstimo de R$ 400 milhões oferecido ao governo do Estado, que banca a obra, até que as principais irregularidades fossem sanadas (Leiam mais).
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quinta-feira, 22 de março de 2012

RIO: PMDB, POLÍCIA FEDERAL E ESCÂNDALOS.

Prezados leitores, bom dia!
REVISTA VEJA:
BLOG DO REINALDO AZEVEDO.
21/03/2012
às 5:47
Empresa acusada de fraudar Saúde doa a PMDB e recebe da Polícia Federal
Luiz Ernesto Magalhães, Marcelo Dilas, Gerson Caramarotti, Roberto Maltchick e Letícia Linas, no Globo:
A Locanty Comércio e Serviços Ltda - uma das empresas denunciadas por oferecer propinas para ganhar licitações na área da saúde - doou mais de R$ 1,4 milhão para quatro campanhas eleitorais de 2010. Entre elas, três foram para políticos do Rio: o PMDB (R$ 1,3 milhão) e os deputados estaduais Alcebíades Sabino (PSC) e Bebeto (PDT), que receberam R$ 50 mil cada. O candidato à presidência José Serra (PSDB) também recebeu contribuição de R$ 50 mil. Apesar de o site Transparência Brasil informar que a doação ao PMDB foi para a campanha de reeleição de Sérgio Cabral, a assessoria do governador informou que esses recursos foram doados ao partido, a quem cabe explicar o destino do repasse.
No estado, a Locanty já recebeu mais de R$ 7 milhões em 2012 das secretarias de Segurança, Casa Civil, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Transportes, Defensoria Pública e Tribunal de Justiça. As empresas Locanty, Toesa, Rufolo e Bella Vista ofereceram propina a um repórter do “Fantástico” que se passava por gestor no Hospital da UFRJ.
Outra curiosidade sobre a Locanty é que ela também presta serviços para a Superintendência da Polícia Federal do Rio, responsável por investigar a denúncia. Os contratos ultrapassaram o valor de R$ 1,2 milhão em dois anos. Desse total, R$ 629.200 em 2010 e R$ 590 mil em 2009. Os valores se referem à contratação de mão de obra para serviços de copa e cozinha e à limpeza interna e externa. Este ano, a empresa já recebeu quase R$ 150 mil pela prestação de serviços à PF do Rio. As informações foram obtidas pelo GLOBO numa consulta a notas de empenho no Portal da Transparência mantido pelo governo federal.
A empresa recebeu dos cofres federais R$ 39,4 milhões em 2011, sendo R$ 33,1 milhões apenas para a contratação de mão de obra. Foi fornecedora, por exemplo, dos V Jogos Mundiais Militares, que reuniu atletas de 120 países no Rio. O maior cliente entre repartições federais em 2011 foi o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi): R$ 9 milhões.
(…)
Por Reinaldo Azevedo
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terça-feira, 20 de março de 2012

ALERJ QUER QUE GOVERNO SÉRGIO CABRAL (PMDB) SEJA INVESTIGADO.

JORNAL EXTRA:
Assembleia Legislativa pede que o TCE audite os contratos do governo.
Por: Bruno Villa em 20/03/12 14:50
A comissão de Tributação, Controle e Fiscalização da Assembleia Legislativa solicitou, nesta terça-feira (20), que o Tribunal de Contas do Estado passe um pente fino nos contratos firmados pelo estado com as empresas Toesa, Locanty, Bella Vista e Rufolo.
"Pedimos que o TCE proceda uma auditoria dos contratos para saber se há vícios, se há superfaturamento", disse o presidente da comissão, deputado Luiz Paulo (PSDB) (Leiam).
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GOVERNO SÉRGIO CABRAL - ESTADO JÁ PAGOU R$ 283 MILHÕES ÀS EMPRESAS DENUNCIADAS POR CORRUPÇÃO.

O GLOBO:
Estado já pagou R$ 283 milhões às empresas denunciadas por corrupção.
Valor desembolsado pela prefeitura às firmas denunciadas chega a R$ 62 milhões de 2008 a 2011.
RIO - Depois das denúncias do "Fantástico", o governo estadual e a prefeitura anunciaram na segunda-feira a suspensão dos contratos com as quatro empresas que apareceram numa reportagem do "Fantástico", da Rede Globo, oferecendo propina para ganhar supostos contratos com um hospital da UFRJ. A Locanty Soluções, a Toesa Service, a Bella Vista Refeições Industriais e a Rufolo Serviços Técnicos e Construções, nos últimos anos, figuraram com frequência nas licitações de ambos os governos, nas mais diferentes secretarias. Só o estado, de 2008 a 2012, pagou R$ 283 milhões às quatro. E a prefeitura, outros R$ 62,5 milhões, de 2008 até o ano passado (Leiam mais).
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segunda-feira, 19 de março de 2012

O RIO DE JANEIRO É UMA SUCESSÃO DE ESCÂNDALOS.

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
RIO !
FRAUDE EM LICITAÇÕES EM HOSPITAL FEDERAL COM CONHECIDAS' EMPRESAS TAMBÉM ENVOLVIDAS NOS NÍVEIS ESTADUAL E MUNICIPAL!
1. Fantástico/TV Globo com câmera oculta grava o esquema de fraude em licitações.
Empresas envolvidas - Toesa e Locanty - já foram acusadas em casos em outros níveis de governo no Rio.
2. (Ex-Blog).
Governo do Estado, Prefeitura do Rio e Municípios da Região Metropolitana deveriam levantar todos os contratos com essas empresas.
Na prefeitura do Rio outros casos que as envolveram foram divulgados e ficou por isso mesmo.
Investigação deveria fazer um intenso cruzamento de interesses e controles.
3. Vídeo completo (Link).
* * *
E, NO FINAL, A EMPRESA MOSTRADA NO FANTÁSTICO CONTINUOU NA PREFEITURA!
(Ex-Blog do dia 08/07/2011)
PRENDERAM PESSOAL DE REBOQUE.
ANTES, DELEGADO ERA DO CHOQUE DE ORDEM.
E VEM MUITO MAIS POR AÍ!
1. (Globo online, 07/08/2011)
A Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) divulgou uma nota (07) informando que os funcionários envolvidos na fraude para a liberação de veículos rebocados dos depósitos da prefeitura administrados pela Locanty serão demitidos.
Ainda de acordo com a nota, a Seop também vai abrir uma sindicância contra a Locanty para apurar as irregularidades e responsabilidades da empresa, podendo romper o contrato.
A secretaria informa também que tem agilizado os serviços para a retirada dos veículos rebocados dos depósitos, inclusive com a emissão do nada consta do Detran dentro do próprio depósito.
2. (Ex-Blog, 07/08/2011)
E que tal uma varredura nos contratos da Locanty dentro da prefeitura, checando os que foram e os que não foram licitados?
3. (Ex-Blog, 19/03/2011)
Que tal um levantamento nos municípios da Baixada Fluminense?
* * *
EX-BLOG TAMBÉM HAVIA TRATADO DA OUTRA EMPRESA EM JULHO DE 2011 !
1. (Ex-Blog – 03/07/2011)
NA SECRETARIA DO SÉRGIO CÔRTES ! TOESA PAGA E LEVA !
(Globo online, 03)
Um grupo de servidores da Secretaria estadual de Saúde viajou para a Europa com despesas pagas por uma empresa que, entre 2007 e 2010, faturou cerca R$ 28 milhões em contratos com o governo do Estado do Rio.
Dois subsecretários e um médico, além do Comandante de uma Unidade dos Bombeiros e o então Subcomandante da Corporação, embarcaram em outubro de 2009 para a Dinamarca e a Polônia, com passagens cedidas pela Toesa Service.
A empresa é conhecida do Ministério Público.
Ano passado, diretores e funcionários da prestadora de serviço, além de servidores da Secretaria estadual de Saúde, foram denunciados pelo MP e hoje são réus em duas ações por suspeita de enriquecimento ilícito, fraude em licitação e danos ao erário.
2. (Ex-Blog – 20/04/2010)
GOVERNO ERJ : MANUTENÇÃO MAIS CARA QUE VALOR DOS CARROS !
(painel-folhasp-20)
Objeto de investigação do Ministério Público, o contrato da Secretaria de Saúde do Rio com a empresa Toesa Service fixa em R$ 5 milhões a despesa anual de manutenção de 122 carros usados no combate à dengue (R$ 41 mil por unidade, valor superior ao dos próprios automóveis).
Em São Paulo, o governo gasta R$ 740 mil para manter 450 carros.
A secretaria de Saúde do governo Sérgio Cabral (PMDB) é hoje um dos órgãos públicos mais escrutinados do país, sob exame de promotores, procuradores e policiais.
Suspeitas pairam sobre quase tudo:
da manutenção dos carros da dengue ao superfaturamento de remédios, passando por contratos de gerenciamento de estoques.
* * *
Juntos Somos Fortes!