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domingo, 18 de março de 2012

O OCASO DE BELTRAME.

Prezado leitor, se a minha visão não está turva, depois de tantas e, sobretudo, recentes represálias, percebo o início do ocaso do super secretário de segurança Beltrame.
As causas?
Uns alegam a transferência dos traficantes de uma comunidade para outra para a implantação de UPPs, outros o avanço das milícias e a incapacidade de deter as "bandas podres" policiais, entre outras causas. 
Prefiro não arriscar palpites nesse momento.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

RIO: CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA – A SINUCA DE BICO DO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL, DO SECRETÁRIO BELTRAME E DE OUTROS.

O nosso blog já informou que existe uma grande preocupação política no Brasil diante da possibilidade das greves na área da segurança pública da Bahia e do Rio de Janeiro. Não só pelo grande prejuízo financeiro diante do fracasso dos festejos carnavalescos, mas também em razão da possibilidade do desencadeamento de paralisações em vários outros estados. Essas verdades indicam que amanhã deverão ser desenvolvidos novos esforços por parte do governo petista da Bahia para celebrar um acordo. O taco está com Jaques Wagner que precisa acertar uma ótima tacada, a qual por melhor que seja não fará com que seu parceiro, Sérgio Cabral (PMDB), saia da sinuca de bico. Se Jaques Wagner errar e a paralisação continuar na Bahia e vier a se somar com a provável paralisação no Rio de Janeiro, Sérgio Cabral fica muito mal. Se Wagner acertar, os Policiais Militares da Bahia sairão vencedores e isso estimulará ainda mais os Bombeiros e Policiais do Rio a usarem a mesma ferramenta que deu certo na Bahia. Cabral está no perde ou perde.
Certamente, apesar de estar nas cordas, Sérgio Cabral (PMDB) vai pagar para ver e não vai dar um centavo além das antecipações que encaminhou para a ALERJ, optando pelo enfrentamento. Cabral tem outras preocupações para o dia 10 FEV 2012, uma grande festa em um tradicional clube da Lagoa, pelo que ouvi dizer.
Os Policiais Militares, os Policiais Civis e os Bombeiros Militares podem esperar o governador dos últimos cinco anos, o que não negocia com as categorias e que se sustenta com as versões favoráveis que parte da mídia fluminense sempre o presenteiam.
Por derradeiro, caso se inicie a paralisação além de Cabral e Beltrame, os principais atingidos serão a Chefe da Polícia Civil, Delegada Martha Rocha; o Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, Coronel BM Simões; o Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel PM Costa Filho e o Chefe do Estado Maior Operacional da Polícia Militar, Coronel PM Pinheiro Neto, afinal a paralisação afetaria principalmente a área sobre sua responsabilidade direta.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

RIO - CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - GOVERNADOR INSISTE EM TENTAR DESVIAR FOCO DO PROBLEMA: OS SALÁRIOS MISERÁVEIS.

JORNAL EXTRA:
Policiais militares e bombeiros terão novas mudanças em regras de promoção.
Djalma Oliveira
O governo do estado prepara dois decretos que alteram as regras de promoções de policiais militares e bombeiros. Um deles cria uma regra de transição para praças e suboficiais que entraram nas corporações entre 1995 e 1998. Como foram promovidos nos últimos dois anos, eles não seriam beneficiados pelas mudanças em vigor desde o mês passado, que reduzem em até cinco anos a espera para uma promoção. Com a alteração que o estado vai fazer, a espera desses recém-promovidos cairá de três para um ano.
O outro decreto vai reduzir em até um terço o tempo de ascensão na carreira para os oficiais da PM e dos Bombeiros, desde que haja vagas no posto superior e o policial ou bombeiro já tenha cumprido todos os requisitos necessários para a promoção.
Aumento na pauta
Está na pauta de votações desta terça-feira da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) o projeto de lei que antecipa os reajustes de policiais, bombeiros e inspetores de administração penitenciária. A matéria, no entanto, não deverá ser votada, já que os deputados devem propor emendas e retirar o projeto da pauta. Entre as alterações que serão propostas, está a redução do número de parcelas do aumento (Fonte).
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

PALÁCIO GUANABARA - POR POUCO, POR MUITO POUCO ...

Um amigo me contou que recentemente, foi por pouco, por muito pouco, que não entraram em vias de fatos duas autoridades públicas no interior do Palácio Guanabara. Infelizmente não tive como confirmar ainda a notícia e nem quem são os envolvidos. Isso é comum em tempos de crise, os ânimos ficam exaltados. Lembro que o próprio Beltrame, tido como um homem pacato, foi vítima de um desses boatos, quando espalharam no começo do governo Cabral que ele quase tinha entrado em vias de fato com o segundo homem da SESEG/RJ na época, o qual acabou exonerado.
E, por falar no secretário Beltrame, republico a seguir uma matéria publicada em dezembro do ano passado:
REVISTA ISTO É:
Segurança Pública.
O retorno do Xerife.
Principal personagem da política de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, com as Unidades de Polícia Pacificadora em destaque na vitrine, o secretário José Mariano Beltrame enxerga 2012 com outros olhos. Pessoas muito próximas ao delegado afirmam que ele já planeja deixar o cargo, se aposentando em seguida na Polícia Federal – tem tempo para tanto – e indo morar no Rio Grande do Sul. 
Juntos Somos Fortes!

BELTRAME, FALOU! SÓ SOBRE AUMENTO, NÃO FALOU SOBRE GREVE.

O jornal O Globo publica uma notinha na página 21 da edição dessa quinta-feira, a respeito da mobilização dos profissionais de segurança pública.
"Estado propõe à ALERJ reajuste de 38,8% a policiais".
O título é chapa branca, sinalizando um excelente aumento (38,8%) em tempos de inflação baixa. Não cita o valor do salário, o que demonstraria que 38,8% de um salário miserável é uma pequena miséria.
A matéria também não trata da possibilidade de greve.
Beltrame finalmente falou, mas não sobre greve:
- "Desde que cheguei aqui, estou numa luta constante - disse, acrescentando achar que as polícias do país precisam de um plano nacional de carreira".
Empurrou o problema para o governo federal.
Em 2007, quando eu era Corregedor Interno, cansei de ouvir do secretário em reuniões, que não estava mais aturando o fato da equipe econômica do governo Cabral não estar resolvendo a nossa questão salarial.
Não resolveram e ele foi ficando, ficando, ...
Juntos Somos Fortes!

RIO: INSEGURANÇA POR TODO LADO.

JORNAL EXTRA:
Coronel da PM é assaltado em ônibus na Avenida Brasil e pede ajuda a soldados
Ana Carolina Torres
Um coronel da Polícia Militar foi assaltado, na manhã desta quarta-feira, quando estava num ônibus da Viação Pégaso. O coletivo passava pela pista sentido Centro da Avenida Brasil, na altura de Acari, Zona Norte do Rio, quando dois homens anunciaram o roubo. Os bandidos, armados com um revólver 38, renderam os passageiros e pegaram os pertences deles. Depois que os suspeitos fugiram, o oficial pediu ajuda a soldados da PM da cabine que fica em frente ao Conjunto Amarelinho.
As informações são do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVA). O caso está sendo registrado na 40ª DP (Honório Gurgel)
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

POLICIAIS CIVIS - SINDPOL - CONVOCAÇÃO.

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
O SINDPOL RJ – Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro vem, através do presente edital, convocar regularmente a categoria policial civil para a Assembléia Geral Extraordinária que fará realizar em 08 de Fevereiro de 2012, 4ª feira, às 18h30min em 1ª Convocação e 19h00min em 2ª e última convocação, no Salão Imperador do RIO’S PRESIDENTE HOTEL, situado na Rua Pedro I, 19, Praça Tiradentes, Centro, Rio de Janeiro, RJ, a fim de, conforme previamente definido na AGE de 08 de Novembro de 2011, apreciar e deliberar sobre os seguintes assuntos:
1. Movimento reivindicatório conjunto PCERJ, CBMERJ e PMERJ.
2. Deliberar e decidir sobre INDICATIVO DE GREVE para o dia 10.02.2012.
Rio de Janeiro, 30 de Janeiro de 2012.
Carlos de Moraes Gadelha de Vasconcellos
Presidente do SINDPOL RJ
SINDPOL RJ:
Reforçamos a necessidade do comparecimento de todos os policiais civis na Assembleia Geral Extraordinária do SINDPOL RJ do dia 08.02.2012.
Em verdade, a AGE é uma formalidade legal que precisa ser cumprida pelos policiais civis e, outrossim, é o ambiente democrático onde deliberamos e decidimos os pleitos dos policiais civis do Estado.
Não obstante, informamos que haverá uma Reunião Geral no dia 09.02.2012 com os representantes de todas as categorias da segurança pública, a saber, policiais civis, militares e bombeiros. A reunião acontecerá na CINELÂNDIA, por volta das 18h00min.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

BELTRAME - ENTREVISTA - GREVE SEGURANÇA PÚBLICA.

Prezados leitores, quem tiver conhecimento de qualquer entrevista do secretário de segurança pública do Rio de Janeiro, a respeito da possibilidade de uma greve geral dos profissionais de segurança pública, a partir do dia 10 de fevereiro do corrente ano, por favor, encaminhe o link.
Juntos Somos Fortes!

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: POR QUE O GOVERNADOR SOME SEMPRE QUE OCORRE UMA TRAGÉDIA NO RIO DE JANEIRO?

Simples, ele segue uma orientação da sua assessoria de propaganda e marketing, para não colar seu nome ao fato negativo. Ele some e com isso faz com que os assessores fiquem responsáveis pelas entrevistas desgastantes dos momentos seguintes aos fatos, assim ele ganha tempo e quando surge já tem um discurso pronto, via de regra, apresentando soluções para o problema e atribuindo o problema aos anos de descaso antes do seu governo.
O secretário de segurança Beltrame segue a mesma orientação, não cola seu nome a nada de ruim de sua pasta e quando surge para as entrevistas, ele já tem uma solução para apresentar na manga do terno finamente recortado.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

RIO: GREVE GERAL NA SEGURANÇA PÚBLICA - ONDE ESTÁ O SECRETÁRIO DE SEGURANÇA?

Policiais Militares, Policiais Civis e Bombeiros Militares anunciaram uma paralisação a partir do dia 10 FEV 2012, movimento que pode contar com a adesão dos Guardas Municipais do Rio de Janeiro e que gerará um caos completo no estado após poucas horas de eclosão, caso venha efetivamente a se concretizar.
Pergunto:
Onde está o secretário de segurança do Rio de Janeiro?
Será que ele aprendeu com o governador como desaparecer em cada crise?
Tenho certeza que toda a população do Rio de Janeiro quer saber como Beltrame irá resolver esse problema de consequências imprevisíveis.
Será que ele está em Paris?
Juntos Somos Fortes!

MARCELO FREIXO: AI EU PEGUEI O TELEFONE E LIGUEI PARA O MARIANO (BELTRAME), PARA SABER QUE PROVIDENCIA ELES ESTAVAM TOMANDO. O MARIANO NÃO SABIA DE NADA.

REVISTA TRIP:
ENTREVISTA DEPUTADO ESTADUAL MARCELO FREIXO.
"Foi aí que você resolveu sair do país?
Sim, isso é importante esclarecer. As ameaças foram chegando e eu comecei a encaminhá-las para a Secretaria de Segurança, e não recebia nenhum retorno. Um dia, eu recebo uma documento num papel timbrado da coordenadoria de inteligência da polícia militar. Papel oficial, assinado, que falava de “informações contundentes de risco”, envolvendo o Carlão, que fugiu da cadeia e teria recebido R$ 400 mil do Tony para me matar.
E você conhecia essas pessoas? O Carlão e o Tony?
Claro, foram indiciados por nós na CPI. O Carlão tinha acabado de fugir, pela porta da frente da cadeia. É gente poderosa, ele tinha um escritório dentro da detenção. Aí eu peguei o telefone e liguei para o Mariano [José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio], para saber que providência eles estavam tomando. O Mariano não sabia de nada. Um documento oficial de um órgão subordinado à secretaria, como é que o secretário não sabe? Isso foi um sinal claro para mim de que eles não estavam fazendo nada. Foi então que entrei em contato com o pessoal da Anistia Internacional, e eles se ofereceram para me tirar por uns tempos do Rio. E eu aceitei com três objetivos: primeiro, distensionar minha família. Segundo, reforçar minha segurança. Eu já tinha pedido antes, mas eles não estavam atendendo, não por má vontade, pura burocracia. Seria o tempo para trocar o carro, pegar um com uma blindagem melhor, o que foi feito. E, terceiro, denunciar que as milícias estão mais fortes e que essas ameaças que eu estou recebendo não estão sendo investigadas. (Leiam).
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

DEPUTADO FEDERAL INFORMA QUE SECRETÁRIO BELTRAME SERÁ JULGADO AMANHÃ.

Blog do Garotinho:
24/01/2012 10:51
Exclusivo! Beltrame vai a julgamento amanhã.
Para você que não sabe o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame virou delegado da Polícia Federal entrando pela janela, sem fazer concurso público como exige a Constituição de 1988.
A pedido de seu grande amigo Luiz Fernando Corrêa, ex-diretor-geral da Polícia Federal e ex-secretário Nacional de Segurança, no governo Lula, atualmente coordenador de Segurança da Olimpíada de 2016, uma manobra ilegal chamada “apostilamento” foi criada para burlar a Constituição e Beltrame virar delegado federal entrando pela janela, na gestão do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.
É importante destacar que Beltrame fez concurso para delegado federal, mas foi reprovado com uma péssima colocação. Foram chamados 100 candidatos aprovados e vejam vocês que Beltrame ficou em 896º lugar.
O caso vai ser julgado amanhã no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que abrange o Rio Grande do Sul, conforme mostro abaixo, e é fruto de uma Ação Popular que deu entrada na Justiça em 2004, e que pela flagrante ilegalidade foi encampada também pelo Ministério Público Federal que pede a anulação do “trem da alegria”, com a conseqüente destituição de Beltrame do cargo de delegado federal. Vale frisar que outro réu desse processo que entrou pela janela é o atual superintendente da Polícia Federal no Rio e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal na gestão de José Roberto Arruda, delegado Valmir Lemos de Oliveira (Vejam a consulta do processo). 
Comento: 
A notícia se arrasta pela internet, sem que a grande mídia do Rio de Janeiro se digne a fazer qualquer questionamento ao secretário sobre os fatos. Parte significativa da imprensa do Rio de Janeiro não cumpre a sua função social de informar a verdade ao público. Isso não pode prosperar em um estado democrático de direito, nem no nosso, ainda embrionário. Imprensa que tem lado, deve ter a concessão suspensa em nome da democracia.
Juntos Somos Fortes!

RIO: POSSIBILIDADE DE GREVE GERAL NA SEGURANÇA PÚBLICA - OPINIÃO DO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA.

Prezados leitores, bom dia!
Eu confesso que ando meio sem tempo de ler todas as notícias, assim sendo, peço novamente a ajuda dos nossos leitores. Quem leu alguma entrevista do secretário de segurança pública Beltrame, a respeito da possibilidade da eclosão de uma greve geral na área de segurança pública do Rio de Janeiro, por favor, encaminhe o link.
Antecipadamente, agradeço.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

BELTRAME E O JOGO DOS BICHOS, CINCO ANOS DEPOIS.

JORNAL O DIA:
16 JAN 2012.
José Mariano Beltrame: Jogo do bicho, do romantismo à realidade
Rio - O Rio aplaude as UPPs e o combate ao tráfico, mas muitos cariocas ainda são condescendentes com o jogo do bicho. Em alguns anos na Cidade Maravilhosa, aprendi que o bicho tem uma presença muito forte no seu dia a dia e já foi tema de sambas, filmes e novelas. Mas ainda me choco quando ouço o intérprete de uma escola de samba gritando livremente “Solta o bicho!” — uma clara apologia ao jogo ilegal.
Há anos o Bicho faz ‘lavagem de imagem’ de seus crimes. Às vezes, a verdade surge. Em dezembro, a Polícia do Rio revelou que o bicho virou uma loteria de resultados manipulados. Nunca dá zebra: apostadores perdem, bicheiros ganham.
Até os anos 60, o bicheiro era um tipo romântico. Natal da Portela é exemplo. Não ostentava riqueza, andava de chinelos, não tinha cobertura na Zona Sul, vivia modestamente em Madureira. Nos anos 70, bicheiros bem-sucedidos abriram portas no high-society, frequentando colunas sociais e restaurantes badalados. Fizeram amizades com pessoas importantes. Promoveram uma glamourização de suas atividades e viraram mecenas da arte popular, bancando megadesfiles de ‘suas’ escolas de samba e apoiando times de futebol. Apesar desse glamour, continuaram a praticar assassinatos, ameaças e corrupção.
Em 1993, a juíza Denise Frossard condenou 14 bicheiros a seis anos de prisão por formação de quadrilha. Três anos depois, estavam todos soltos, por indulto ou liberdade condicional. Em 2007, a Operação Hurricane, da Polícia Federal, voltou a prender bicheiros, e de novo eles foram libertados.
Nos últimos 30 anos, o bicho ganhou novos concorrentes: loterias federais e estaduais; a abertura econômica, que barateou produtos de consumo; o advento de novos serviços básicos, como celular, TV a cabo e Internet. Em resposta, os bicheiros diversificaram seus ‘negócios’: contrabando, caça-níqueis, bingos e cassinos. Criaram um sistema eletrônico de apostas, onde os ‘banqueiros’ veem, em tempo real, os números mais apostados, retirando-os dos sorteios. Acabou a ‘honestidade’ e o romantismo dos tempos de Natal.
Chegou a hora de a sociedade definir se quer ver o bicho de forma romântica, ou vai encarar sua realidade criminosa. Em outras palavras: ou se legaliza o bicho e o jogo passa a pagar impostos, ou vamos criminalizá-lo de vez, com leis mais consistentes. O que não pode é a Polícia dedicar seus escassos recursos, essenciais no combate à criminalidade, para prender bicheiros que logo serão libertados.
José Mariano Beltrame é secretário estadual de Segurança
Comento:
Cinco anos, cinco anos, cinco anos, ...
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O SUPER SECRETÁRIO BELTRAME CONSTRUÍDO PELA IMPRENSA, INFELIZMENTE, NÃO EXISTE NO MUNDO REAL ( 2 ).

Penso que seja interessante ler o outro artigo sobre o Super Secretário Beltrame (link).
Nele tratei da péssima distribuição do efetivo da PMERJ, que privilegia o município do Rio de Janeiro, sobretudo na Zona Sul, em detrimento dos outros 91 municípios. O gestor público precisa primar por usar os recursos públicos de forma harmoniosa, objetivando beneficiar o todo e não partes que ele considera especiais. Nessa direção, o gestor deve tratar com igualdade os seus subordinados, lutando contra desigualdades e injustiças, o que não acontece no Rio de Janeiro, desde a implantação das terríveis gratificações, uma prova inconteste da péssima gestão no setor.
Quem é o gestor de toda área de segurança pública do Rio de Janeiro?
O secretário Beltrame.
Vamos conhecer um pouco mais de sua atuação, além das festejadas UPPs.
Dia atrás postei um artigo, uma ficção sobre as dificuldades enfrentadas por um Policial Militar que foi transferido várias vezes entre unidades operacionais onde recebia gratificações de diferentes valores, terminando por ficar sem nenhuma delas, inválido e endividado. Na Polícia Civil, a situação é idêntica, em face das gratificações, como a referente à Delegacia Legal. O Policial Civil ao ser transferido de uma Legal, para uma não Legal, perde a maldita gratificação e parte considerável do salário.
Em apertada síntese, a gestão dos recursos humanos é uma lástima na pasta da segurança pública.
As gratificações pagas a pequenos grupos, tanto na Polícia Militar, quanto na Polícia Civil, que são perdidas através de uma simples transferência, constituem mais uma prova que o super secretário Beltrame, infelizmente, não existe.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 15 de janeiro de 2012

CRISE NA PM: O QUE FIZERAM COM A NOSSA FORMAÇÃO.

No dia 11 de janeiro de 2012, realizamos um ato público em frente ao CFAP – 31 de Voluntários, data na qual ocorreu uma solenidade, o que fez com que diversos alunos e familiares fizessem contato com os PMs e BMs mobilizados.
Muitos comentaram as péssimas condições do Rancho, inclusive na parte da limpeza. Eu aproveitei então para perguntar se os uniformes já tinham chegado (o governo Sérgio Cabral tem o dever de dar os uniformes), recebendo como resposta que os alunos continuam usando o “bichoforme” (camisa branca, calça jeans e tênis), comprado com dinheiro próprio, durante todo o curso. Perguntei sobre as aulas e soube que existiam muitos tempos vagos, o famoso estudo obrigatório.
Indignado perguntei:
- O que vocês receberam durante o curso?
A resposta foi chocante:
- Um garfo e uma faca. Até a caneca nós compramos.
Juntos Somos Fortes!

GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL CONTINUA USANDO A “OFICINA” INVESTIGADA.

Prezados leitores, bom dia!
Cidadão, imagine a seguinte situação:
Você adquiriu o hábito de fazer a manutenção do seu veículo sempre na mesma oficina, a Oficina Mãos de Ouro. Após um ano realizando serviços na referida oficina, descobre que os serviços eram muito caros, muito acima dos valores de mercado e resolve denunciar ao Ministério Público, que começa uma investigação de imediato. No dia seguinte, surpreso, lê no letreiro “Oficina Mãos de Diamante. Logo conclui que a oficina tinha sido vendida. Diante da novidade, resolve voltar a realizar a manutenção na nova oficina, mas logo ao entrar percebe que tudo está igual. O local, os donos, os funcionários, os móveis, as ferramentas, os equipamentos e os utensílios, tudo igual. Na verdade, só mudou o nome. Aborrecido você deixar a oficina e resolve nunca mais fazer serviço na oficina, que tentou enganar mudando apenas o nome.
Penso que todos agiriam dessa forma, revoltados.
Pois é ...
O secretário de segurança Beltrame contratou a Júlio Simões Logística SA (JSL), terceirizando a compra e a manutenção de parte da frota operacional da PMERJ. A empresa foi denunciada ao Ministério Público e um Inquérito Civil Público foi instalado, diante da gravidade das denúncias.
Na hora de renovar a frota, ele contratou a CS Brasil, sendo que o grupo Júlio Simões figura como acionista majoritário da CS Brasil, com 99,4% de participação na empresa.
Só mudou a razão social, o resto é tudo igual.
Leiam e fiquem revoltados:
JORNAL EXTRA:
Casos de Polícia:
Empresa que vai renovar frota de carros da PM tem mesmos sócios da antiga fornecedora (Leiam).
Juntos Somos Fortes!

domingo, 8 de janeiro de 2012

O SUPER SECRETÁRIO BELTRAME CONSTRUÍDO PELA IMPRENSA, INFELIZMENTE, NÃO EXISTE NO MUNDO REAL.

Comentário postado:
“Perdão ao Sr. Cel, fugindo um pouco do assunto que propõe o tópico, tive um pensamento e gostaria de dividi-lo para melhor refletirmos, por que em algumas UPP's o efetivo é formado por mais ou menos 500 (quinhentos) policiais militares, em quanto por exemplo o efetivo do 15º BPM que abrange uma área bastante superior de muitas UPP's é contemplado com um efetivo inferior, ou seja, menos de 500 (quinhentos) policiais militares? Atenciosamente,
Papa Mike duro”.
A imprensa do Rio de Janeiro tem produzido uma situação bizarra quando enaltece a má gestão na área da segurança pública, como sendo a gestão mais maravilhosa que se tem notícia, criando um mundo irreal. Tal transformação da realidade produziu uma crítica espetacular, quando alguém disse que seu sonho era viver no Rio de Janeiro da propaganda oficial veiculada pela imprensa. Uma observação que considero perfeita diante do quadro que vivenciamos, sobretudo na área da segurança pública.
O comentarista colocou através de um exemplo pontual, uma questão lógica, ou seja, o absurdo que se transformou a gestão de pessoal na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro na gestão Beltrame, em razão do projeto político das UPPs. O exemplo citado é muito pertinente, tendo em vista que enquanto uma UPP é responsável pelo policiamento (quase 100% a pé) em uma comunidade, um batalhão tem sob sua responsabilidade realizar todos os tipos de policiamento em vários bairros, nos quais estão inseridas várias comunidades.
Ninguém precisa ser especialista em segurança pública para descobrir que algo está muito errado no atendimento aos moradores dos diversos bairros do município do Rio de Janeiro, destacando-se o gigantesco efetivo existente na Zona Sul da cidade.
Pior, se a Zona Sul e a Grande Tijuca estão sendo beneficiadas, por sua vez o município do Rio de Janeiro está tendo um tratamento especialíssimo em relação aos outros 91 municípios do estado, pois praticamente é o único que tem recebido os novos PMs que se formam aos montes e de qualquer forma no CFAP – 31 de Voluntários, para atender o projeto político das UPPs. A desigualdade entre os municípios é tanta que temos escrito no blog que Beltrame pode ser considerado secretário municipal de segurança, jamais secretário estadual. Em síntese, o super Beltrame da ficção, no mundo real representa o péssimo emprego dos recursos humanos da Polícia Militar, favorecendo alguns bairros em detrimento da maioria da população do estado.
Em menos de cinco anos, ele nomeou quatro Comandantes Gerais para a Polícia Militar e três Chefes para a Polícia Civil, um recorde negativo, que no mínimo demonstra que não sabe escolher seus auxiliares diretos.
O super secretário no mundo real contratou um falso Tenente Coronel do Exército para assessorá-lo; demorou cinco anos para desenvolver um combate sistemático contra o jogo dos bichos; permitiu o avanço das milícias, que a cada dia ganham mais territórios; transferiu continuamente traficantes para implantar UPPs, ao invés de prendê-los; e, não podemos esquecer, comprou centenas de viaturas para a Polícia Militar, equipadas com kit gás que nunca foram usados, em razão da corporação não possuir postos de abastecimento desse combustível para atender a demanda, jogando dinheiro público na lixeira da má gestão.
Prezados leitores, caso ainda não tenham se convencido da péssima administração no mundo real, lembre-se que após cinco anos de gestão Beltrame, os Policiais Militares (Bombeiros Militares) e os Policiais Civis continuam recebendo os piores salários pagos a essas categorias no Brasil. Ele não foi capaz de convencer o governo da necessidade de pagar salários dignos aos seus subordinados e ainda, concorda com a distribuição de gratificações para grupos de interesse do governo (UPPs, BOPE, BPCh, etc), as quais subvertem a hierarquia (Soldados ganham mais que Sargentos, por exemplo) e condenam os inativos a salários mais miseráveis.
Se não bastasse não conseguir salários justos, ele tornará a situação caótica para atender interesses políticos, considerando que pretende aumentar o efetivo da Polícia Militar para 62.000 PMs até 2015, imaginem os salários famélicos que a tropa receberá com esse inchaço gigantesco, tendo em vista que com o efetivo atual já recebe o pior salário do país.
Por derradeiro, o super Beltrame amarga o maior fracasso em termos de segurança pública que se tem notícia na história do Brasil. No dia 03 JUN 2011, quando tinha o dever de impedir a invasão, não cumpriu a missão, o que fez com que Bombeiros Militares desarmados, acompanhados de esposas e filhos, tomassem o Quartel General da Corporação, situado na Capital do estado que pretende sediar jogos da Copa d Mundo 2014 e as Olimpíadas de 2016.
O super secretário Beltrame construído pela imprensa, infelizmente, não existe no mundo real.
Ia esquecendo, dêem uma lida (link).
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"OVERDOSE" BELTRAMEANA.

Ele nega que será candidato sempre que insinuam, recentemente insinuaram que a sua esposa poderia ser, fato também não confirmado, mas uma coisa é certa: a mídia do Rio de Janeiro tem colocado o secretário de segurança pública José Mariano Beltrame nas alturas. Apenas considerando o que eu tive conhecimento, a Revista Época dessa semana publicou matéria sobre o secretário, que ontem teve uma grande entrevista publicada no jornal O Dia (comentamos em parte) e hoje o jornal O Globo publica um artigo de sua lavra. Beltrame é o centro das atenções da imprensa, o Flamengo que se cuide e, pior, ele torce para o Vasco da Gama.
A "overdose" Beltrameana tem uma característica muito importante, ela só realça as notícias boas, nunca trata das notícias ruins. Tal característica sinaliza para o interesse político no secretário. O deputado federal Garotinho se esgota em seu blog comentando fatos negativos relacionados com o secretário, mas não consegue que a grande imprensa fluminense replique nenhum deles.
Ele começa o artigo citando a pergunta de um repórter, há pouco tempo um repórter me solicitou uma pergunta que Beltrame ainda não tinha respondido sobre as UPPs. Eu respondi: Pergunte a ele onde será o confronto final, considerando que ele está redistribuindo os traficantes, ocupando comunidades, sem prendê-los. O repórter gostou, disse que faria a pergunta na coletiva, mas eu nunca li na mídia, nem a pergunta, nem a resposta.
Leiam o artigo do secretário Beltrame, pré-candidato ou não. Aliás, o Beltrame que escreve se mostrou diferente do Beltrame que fala, penso eu:
O Globo:
Segunda-feira, Dezembro 26, 2011.
Apenas o primeiro passo - JOSÉ MARIANO BELTRAME
O GLOBO - 26/12/11
“O senhor não acha que quatro presos e nenhum tiro disparado foi um resultado fraco para a retomada da Rocinha?”
A pergunta me foi feita por um repórter, poucas horas após a Operação Choque de Paz, que resultou na retomada da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu, três comunidades que durante décadas foram subjugadas pelo domínio dos fuzis dos traficantes. Na verdade, a operação compreendeu várias outras incursões em comunidades aliadas da facção que dominava a Rocinha, iniciadas no começo de novembro e que continuaram sendo realizadas depois da retomada das três comunidades.
Resultou, até agora, na prisão de 70 bandidos — incluindo o Nem e outros chefes de quadrilhas — e na apreensão de 263 armas de fogo, 122 granadas, 93 bombas artesanais e mais de 60 mil balas de diversos calibres, um verdadeiro arsenal de um pequeno exército. E representou, acima de tudo, a liberdade de ir e vir para cerca de 70 mil pessoas.
Por trás da frustração do repórter, talvez provocada pela falta de cenas “espetaculares” como as que foram transmitidas pela TV para o mundo inteiro na retomada do Complexo do Alemão, vejo uma falta de percepção, por parte da opinião pública, do verdadeiro papel das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
A função das UPPs — que estão longe de representar a solução definitiva para os problemas de segurança do Rio — me remete a outro momento não muito distante da história do Brasil, quando um grupo de professores de economia da PUC do Rio criou um mecanismo que viabilizou a passagem de um momento crítico, sem solução à vista, para um período longo de estabilidade econômica, que persiste até os dias de hoje. Essa história está muito bem contada no livro “Saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda”, da jornalista Miriam Leitão.
Naquela época, início dos anos 90, o Brasil chegou a ter 80% de inflação em um único mês — um enorme contraste com a realidade atual, de um índice inflacionário de 7% ao ano. Vários planos econômicos haviam sido tentados e todos fracassaram. A população estava cada vez mais descrente da capacidade do governo de mudar alguma coisa. Os mais velhos lembram-se bem de como era viver com reajustes dos preços que deram ao Brasil o indesejável título de “campeão mundial da inflação”. Entre julho de 1964 e julho de 1994 (ano do Plano Real) acumulamos uma inflação medida pelo IGP-DI de fantásticos 1,3 quatrilhão%. Quando contamos isso para os mais jovens, ouvimos a pergunta: “Como isso era possível?”
Em seu livro, Miriam Leitão relata a “mágica” do Plano Real: a Unidade Real de Valor (URV), que abriu o caminho para a estabilidade. “A URV tinha apenas uma das funções da moeda, era unidade de conta, mas não existia fisicamente. Não era uma nova moeda. Era uma véspera de moeda.” Foi uma solução de resultado rápido? Não, mas acabou sendo o caminho seguro para extinguir, a médio e longo prazos, a indexação de preços e salários, principal combustível da hiperinflação. Mesmo com a genialidade financeira da equipe de economistas criadores da URV, o país ainda precisou de uma geração inteira para domar o mal inflacionário.
A saga do combate ao “dragão da inflação” guarda uma importante similaridade com a luta do povo do Rio pela paz. Tal como a estabilização da economia brasileira, a pacificação é um processo que demandará anos para ser consolidado. Sempre que me perguntam se as UPPs vão livrar o Rio das drogas e da violência, respondo que não podemos brincar com esperança das pessoas ou agirmos como mercadores de ilusões. É preciso ter responsabilidade. As UPPs, por si, não são a solução definitiva. Mas abrem caminho para construirmos uma nova realidade duradoura.
Assim como a URV, as UPPs devem ser compreendidas como um mecanismo de transição do velho para o novo modelo de segurança pública e, em consequência, de uma nova realidade de desenvolvimento econômico e social da cidade do Rio de Janeiro.
No antigo modelo, o Estado não se fazia presente em áreas carentes e a polícia era violenta. Os traficantes, na luta por mais poder e lucros, introduziram as armas automáticas e criaram ilhas de violência, separadas da sociedade. Esse processo foi sintetizado pelo jornalista Zuenir Ventura em seu livro “Cidade partida”.
O novo modelo é simples: a retomada dessas áreas pelo Estado e sua reintegração à cidade. As UPPs são apenas a primeira fase desse processo, o direito de milhões de pessoas a dormir em paz. A pacificação não se resume às UPPs, mas começa com elas. Assim como na estabilização econômica a URV preparou o caminho para a chegada do Real, as UPPs são o instrumento de transição do jugo da violência para o regime de cidadania, onde o Estado está de volta com serviços essenciais como saúde, educação, água, saneamento, coleta de lixo e iluminação pública.
Com a chegada da Polícia Pacificadora, com homens e mulheres treinados não apenas para enfrentar a violência — mas também, e principalmente, para conversar e negociar com a comunidade —, o poder público agora encontra as portas dessas comunidades abertas para receber serviços que demandam há décadas.
Sonho com o dia em que meu neto, incrédulo, perguntará: “Vovô, como era possível que os morros do Rio fossem dominados por bandidos, que não deixavam a polícia entrar?” Esse dia há de chegar!
José Mariano Beltrame.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

OPERAÇÃO BELTRAME - ORGANIZAÇÕES GLOBO - BLINDAGEM (CONTINUAÇÃO).

Ontem, o jornal O Globo publicou um fato gravíssimo sobre a área da segurança pública do Rio de Janeiro, o envolvimento de bicheiros com organizações mafiosas internacionais. Nós destacamos que apesar do jogo dos bichos funcionar livremente em cada esquina, inclusive em volta da secretaria de segurança pública, o secretário Beltrame estava sendo blindado novamente, não sendo incluído em um problema da sua pasta, a qual ocupa há cinco anos (Leiam o nosso artigo).
Hoje, O Globo volta ao tema, dessa vez trazendo graves acusações contra um delegado e vários Policiais Civis do Rio de Janeiro, que teriam ajudado o filho de um bicheiro. Mais uma vez, o nome do secretário de segurança não aparece na matéria, como se a Polícia Civil não tivesse qualquer relação com ele, o secretário continua blindado:
"O GLOBO:
Sérgio Ramalho.
Policiais ajudaram filho de bicheiro, revela Polícia Federal.
Haylton Escafura contou com escolta para transferir carros de sua concessionária.
RIO - As investigações da Polícia Federal que resultaram na Operação Black Ops mostram que Haylton Carlos Escafura — filho de José Caruzzo Escafura, o Piruinha, integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio — teve a proteção de dez patrulhas da Polícia Civil para transferir carros da concessionária Euro Imported Cars, na Barra, da qual é sócio. O aparato de segurança foi colocado à disposição do contraventor por um delegado, na noite de 24 de novembro de 2010, às vésperas da ocupação do Complexo do Alemão. Interceptações telefônicas mostram que Haylton temia que a agência fosse alvo do ataque de rivais na exploração de caça-níqueis.
A estreita ligação do bicheiro com policiais civis e militares explicaria o fato de ele permanecer foragido. Haylton figura entre as 22 pessoas que tiveram a prisão decretada pela Justiça Federal em outubro, quando a PF deflagrou a Black Ops. O GLOBO teve acesso a trechos das escutas telefônicas, nos quais o filho de Piruinha conversa sobre a transferência dos veículos com Fábio Dutra Souza, seu sócio na agência, localizada na Avenida Ministro Ivan Lins (Leiam)".
A blindagem é total.
Nós continuamos apostando que se o nome Beltrame aparecer nessa matéria péssima para um gestor da segurança pública, só aparecerá como o solucionador dos problemas, como alguém que não faz parte do problema, nunca como um dos responsáveis pelo fato do jogo dos bichos funcionar livremente em todas as ruas do Rio de Janeiro.
Juntos Somos Fortes!