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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ISSO DEVE SER A TAL CORAGEM QUE OS BLOQUEIROS E OS TWITTEIROS NÃO TÊM...

FOLHA DE SÃO PAULO:
08 DE ABRIL DE 1997.
Major chefiou ação na favela do Rio.
Três dos policiais presos ganharam gratificação 'faroeste'.
Agência Folha
Do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Três dos seis policiais militares flagrados em filmagem espancando favelados de Cidade de Deus (zona oeste do Rio de Janeiro) receberam do governo estadual, em 1996, o aumento salarial conhecido no Rio como gratificação "faroeste".
Oficialmente, a gratificação "faroeste" é dada a PMs que tenham praticado atos considerados de bravura pelo comando da corporação. Na maioria das vezes, o policial premiado participou de ações que resultaram na morte de supostos criminosos (
leiam).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

DEFINITIVAMENTE, BELTRAME TEM RAZÃO, O RIO DE JANEIRO NÃO É VIOLENTO.


JORNAL O ESTADÃO:
Em 11 anos, Rio registra 10 mil mortos em 'confrontos'.
Número subiu de 1 por dia na gestão anterior para 3,3 no governo de Sérgio Cabral; média é de 2,9 morte/dia.
Agência Estado, com O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - O número oficial de mortos em alegados confrontos com policiais passou de 10 mil no Estado do Rio de Janeiro. Isso ocorreu em julho, 11 anos e 7 meses após a inclusão dos "autos de resistência" nas estatísticas divulgadas pela Secretaria de Segurança. De janeiro de 1998 a setembro deste ano, último dado disponível, policiais civis e militares mataram 10.216 pessoas no Estado. A média é de 2,4 mortos por dia.
Veja também:
Em São Paulo, letalidade da polícia é 40% menor
'Um fuzil e R$ 2 mil valiam mais do que meu filho' (para assinantes)
Criado durante a ditadura, o registro policial de "resistência com morte do opositor - auto de resistência" só começou a ser divulgado no último ano do governo Marcello Alencar (PSDB). No início de seu mandato, em 1995, Alencar criou, por decreto, uma premiação em dinheiro para policiais por atos "de bravura". A medida, conhecida como "gratificação faroeste", estimulou mortes em supostos confrontos, apontou o estudo Letalidade da Ação Policial no Rio, do Instituto de Estudos da Religião (Iser).A pesquisa, encomendada pela Assembleia Legislativa e concluída no fim de 2007, mostrou que, desde a entrada em vigor da política de premiações, o número de mortos em ações policiais dobrou na capital fluminense, passando de 16 para 32 por mês, e o índice de letalidade subiu de 1,7 para 3,5 mortos por ferido. O estudo teve grande repercussão e isso forçou o governo a divulgar regularmente estatísticas sobre mortes em alegados confrontos, a partir de 1998. Em junho daquele ano, a Assembleia Legislativa suspendeu a "gratificação faroeste". No entanto, os policiais promovidos ou premiados continuam recebendo os benefícios. O advogado Luiz Paulo Viveiros de Castro, que representou 600 policiais na Justiça, estima que cerca de 5 mil tenham sido gratificados, com aumentos de até 150% no salário.
Defesa
A série histórica disponível no Instituto de Segurança Pública (ISP) mostra que a média de mortos em alegados confrontos pulou de 1 por dia no último ano de Alencar para 3,3 por dia na gestão Sérgio Cabral (PMDB). O atual governador do Rio é o campeão de autos de resistência: em 2007, foi registrado o maior número absoluto (1.330) e a maior taxa por 100 mil habitantes (8,2). Em junho daquele ano, operação policial no Complexo do Alemão resultou na morte de 19 pessoas.
Procurada, a Secretaria de Segurança divulgou uma nota: "A solução é de médio e longo prazo, com a retomada de territórios com as UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) e o melhor controle sobre as armas que chegam ao Estado. A secretaria não abre mão de reprimir os traficantes." A secretaria sustenta que "o caso do Rio é diferente". "Os autos refletem uma antiga realidade do Estado e há pelo menos sete anos são elevados. Temos facções usando fuzis, armas de alta letalidade, que enfrentam a legalidade custe o que custar, inclusive arriscando a vida. A polícia é obrigada a agir neste contexto".
Letalidade em SP
Apesar de São Paulo ter população 2,5 vezes maior do que a do Rio, o número de pessoas mortas pela polícia em território paulista é 40% menor do que na área fluminense, mostra levantamento feito pelo Estado com base nos últimos 10 anos. Entre 1998 e setembro de 2009, 6.195 pessoas não sobreviveram em supostos confrontos com homens das corporações Civil e Militar de São Paulo, frente as mais de 10 mil vítimas dos chamados auto de resistências no Estado do Rio.Mesmo assim, a letalidade policial de São Paulo não se enquadra em padrões ideais. Segundo avaliação do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), da Universidade Candido Mendes, índices internacionais mostram que entre 3% e 4% do total de homicídios de um país pode estar concentrado nas mãos de policiais. Em São Paulo, este índice oscila entre 6% e 9%, bem menos do que os 25% registrados no Rio, mas longe do aceitável.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 8 de fevereiro de 2009

AS GRATIFICAÇÕES ESPECIAIS NA POLÍCIA MILITAR DO RIO DE JANEIRO.


O chargista Leonardo publicou no jornal Extra de hoje a charge acima, que de uma forma trágica e cômica representa a prática nefasta da distribuição de gratificações para parte do efetivo da Polícia Militar, em detrimento do total da tropa.
Parece que a devastadora "gratificação faroeste" (pecúnia) não serviu de lição, apesar das enormes diferenças salariais que provocou na estrutura hierárquica (postos e graduações). Isso sem falar na forma de concessão do benefício e os seus efeitos já demonstrados incontáveis vezes pelos estudiosos do tema: violência policial.
A pecúnia fez com que Majores ganhassem mais que Coronéis, Soldados que Sargentos!
Hoje, existem Coronéis que ganham 50% ou mais que outros Coronéis, todo mês, pelo simples fato de terem sido agraciados com a "gratificação faroeste", quando eram Capitães.
A gratificação era absurda pelo simples fato de que apenas alguns Policiais Militares podiam concorrer a ela, os lotados em Unidades Operacionais. Na época, os efetivos do nono e do terceiro batalhão, quase todos os policiais, receberam a gratificação.
As gratificações especiais continuam se espalhando pela PMERJ, o que poderá fazer com que Soldados e Cabos ganhem mais que Tenentes, por exemplo.
Isso não deve ser importante na Segurança Pública, porém no futebol era.
Certa feita o meu avô contou que durante uma partida do nosso amado Fluminense, um jogador reclamou de um companheiro, dizendo que ele estava correndo pouco, obtendo como resposta:

- Olha o seu salário e olha o meu, quem tem que correr muito é você!

Folclórica ou verdadeira, a estória faz sentido...


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA