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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

POLÍCIA FEDERAL: CASA DE FERREIRO, ESPETO DE PAU.

A Revista Época dessa semana faz um afago na Polícia Federal, no artigo “A Polícia Federal exporta Delegado” (página 28), dando destaque ao super delegado José Mariano Beltrame. O artigo trata do fato de delegados da Polícia Federal estarem assumindo um grande número de secretarias de segurança estaduais. Atualmente, delegados da Polícia Federal são secretários de seguranças no Rio de Janeiro em 13 estados, dentre eles: Bahia, Espírito Santo, Distrito Federal, Alagoas, Paraná, Pernambuco, Rondônia, Tocantis e Amazonas.
Interessante destacar que a Polícia Federal não consegue cumprir as suas principais funções: a prevenção e a repressão ao tráfico de drogas e ao contrabando de armas. Apesar dessa verdade, os delegados da Polícia Federal são escolhidos, segundo a revista, pelo conhecimento na área:
“a principal explicação para a importação envolve o tráfico de drogas (...)”.
Esse é o Brasil, um país muito estranho.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 31 de maio de 2009

30/05/2009 - POLÍCIA FEDERAL CUMPRE SUA MISSÃO CONSTITUCIONAL NO RIO, VAMOS VER QUANDO SERÁ A PRÓXIMA.

JORNAL DO BRASIL ONLINE:
Polícia Federal faz a maior apreensão de LSD do ano
RIO - Foi realizada neste sábado a maior apreensão de LSD do ano. Policiais federais prenderam três traficantes que estavam num hotel no Flamengo, Zona Sul. A investigação já estava sendo realizada há meses e acompanhou a ação dos traficantes desde a compra da droga, em Amsterdã, a chegada em Salvador e a vinda para o Rio. A apreensão de 35 mil micropontos do entorpecente está avaliada em cerca de R$ 1 milhão. Os envolvidos foram indentificados como Alain Carnevale Ney Calmont, Christiam Amaral de Almeida e José Geraldo Lanza Santos Júnior.
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 15 de maio de 2009

POLÍCIA CIVIL - TROPA SEM COMANDO - JÚLIO CÉSAR T. ROCHA - ADVOGADO.

Milícia não é crime, a conduta penal relevante para ser tipificada tem existir norma penal previamente definida em lei. Atualmente o poder legislativo que não tem muito moral para abafar o clamor público vem tipificando condutas sem nenhuma relevância social para proteger empresas, como forma de retaliação dos dispositivos criminais, inseridos de forma tímida no código de defesa do consumidor.
Os possíveis integrantes das milícias somente podem ser indiciados em formação de quadrilha( para cometimento de crimes), e posse ilegal de armas de fogo, inclusive de uso restrito, os demais indiciamentos são mera falácia dos delegados de polícia, visando incriminações por fatos e condutas não praticadas pelos milicianos.
Chegando a forma risível de indiciar qualquer pessoa por apologia ao crime, aquele que declarar que apóia as ações dos milicianos, fato este, atípico, vez que a condição de milícia ou miliciano não é crime.
De outra banda, ao afastar os “milicianos” das comunidades carentes, o poder político do estado, que não é digno de respeito, pois também se locupleta às custas do contribuinte, deixou folgada margem para os traficantes manterem o domínio em respectivas áreas, numa vivência cíclica de tráfico, uso de entorpecentes, sem que a polícia civil possa efetivamente realizar combates aos delitos de drogas.
A Polícia Civil em tremenda panacéia de atribuições, mescla-se com as funções constitucionais da Polícia Militar, exercendo policiamento ostensivo sem qualquer adestramento da “tropa “, sem conhecimentos estratégicos de formação de defesa e de combate, pois falta a experiência dos militares, treinados para aludido desiderato. Verdadeiro “exército de brancaleone”, tropa desarticulada, num verdadeiro “salva-se quem puder”, caracterizados em trajes ridículos, como se fossem para um baile à fantasia, faltando a de palhaço, a qual deve ser indicada para o delegado, suposto comandante da equipe mais atrapalhada, denominada CORE, OU CORRE “ que os bandidos vem aí”.
Enquanto isso, nos bastidores da Chefia de Polícia, os delegados de polícia que jamais saem a frente de seus comandados, quer por receio de bala perdida, de algum marginal ou mesmo do “fogo amigo”, comemoram as grandes prisões, esquecendo-se que são os agentes de autoridades, subordinados e discriminados por essa casta do mundo jurídico ( delegados de polícia) que foram os responsáveis pelo êxito das operações.
Muitos agentes são enviados a essas operações desastrosas sob ameaças de responderem sindicâncias e punições, ignorando estes, que ordens ilegais não devem ser cumpridas, pois a missão da polícia civil é investigar e não adentrar morros, favelas, e comunidades. Aqueles delegados que obrigam o agente a ingressar em favelas ou compor as missões mais desastradas do mundo policial permanecem no conforto de seus gabinetes.
Lamentavelmente a polícia civil se transformou em duas classes uma SUPERIORA a dos delegados de polícia, que se mantém eqüidistante social e financeiramente de seus subordinados, e os INFERIORES, agentes que recebem minguados salários para por em risco á vida e integridade física, trazendo louros da vitória aos delegados, inimigos numero 2 dos agentes, pois o inimigo numero 1 são os marginais. Sempre oriento aos agentes, em caso de ordens dessa natureza, que colocam em risco a vida, devem recusar e solicitar ao delegado arbitrário que também participe da operação e não fique no gabinete, que efetivamente combata os criminosos, adentrando as comunidades, pois do contrário, caso este se recusar , lance em Boletim Administrativo os aludidos fatos, pois polícia não é lugar de medrosos, fanfarrãos que por detrás dos bastidores apenas emitem ordens sem ter condições morais de cumpri-las, por força do medo, do receio que acomete num momento de crise da criminalidade.
Desse modo, assim como a autoridade policial é encarregada pelas investigações, os demais agentes também fazem parte desse corpo profissional, pois as funções de investigação e de polícia judiciária são inerentes a todos os cargos da polícia civil. Sempre digo, porque não é a mãe, a filha, a esposa, o filho do Chefe de Polícia Civil, do Secretário de Segurança, os dos delegados que comandam essas malsinadas e espalhafatosas operações que irão enfrentar os bandidos fortemente armados, sob riscos de deixar órfãos e viúvas desamparadas pelo Governo do Estado, que está mais preocupado em licitações de bilhões para aumentar o patrimônio de seus acólitos, em sacrifício dos integrantes da polícia civil.
JULIO CESAR T. ROCHA - ADVOGADO.
Comentários: juliomercury@gmail.com


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 16 de abril de 2009

AOS MEUS SEGUIDORES E LEITORES - AGRADECIMENTO.

(camiseta usada na mobilização cívica)
JUNTOS SOMOS FORTES!

Agradeço aos amigos leitores e aos amigos que estão "seguindo" esse espaço democrático.
A força dos blogs (blogosfera da segurança pública) é a união de todas as pessoas que comungam de ideais relacionados com a construção de uma nova segurança pública no Estado do Rio de Janeiro, uma Polícia Cidadã, constituída por Policiais Cidadãos, remunerados dignamente, com adequadas condições de trabalho e com todos os seus direitos de cidadãos brasileiros respeitados.
Uma Polícia Militar, organizada militarmente (estrutura que é sucesso mundial), porém com o claro entendimento de que Militares de Polícia não são "guerrilheiros urbanos", destacados para recuperar partes do território brasileiro, dominadas pela criminalidade.
Militares de Polícia não lutam em "guerras de guerrilha"!
Tal retomada de território não é missão de Polícia Ostensiva e de Preservação da Ordem Pública, missões constitucionais das Polícias Militares.
Salvo melhor juízo, respeitando todas as opiniões em contrário, se o Estado Brasileiro perdeu o controle dos referidos territórios, perdeu o monopólio do uso da força, da justiça e da tributação (caso do Rio de Janeiro), cabe ao Governio Federal adotar as medidas cabíveis, atuando a Polícia Militar apenas para implantar o "policiamento ostensivo" no local, "preservando a ordem pública", no momento adequado.
Repito: Militar de Polícia não é "guerrilheiro urbano".
E uma Polícia Civil centrada na investigação policial, buscando identificar a autoria dos delitos e o encaminhamento dos identificados ao Poder Judiciário.
Uma Polícia Civil formada por Policiais Cidadãos, dignamente remunerados e com as adequadas condições de trabalho, exercendo a sua missão com o apoio direto do Ministério Público.
Uma Polícia Civil que invista na formação de "investigadores", pois investigar é a sua missão constitucional, considerando que nenhuma instituição de ensino superior ensina a ARTE DA INVESTIGAÇÃO. Portanto, essa deve ser a principal preocupação institucional, formar "investigadores de polícia".
Policiais Civis também não são "guerrilheiros urbanos", participando de ações de guerrilha em comunidades carentes, com uma multiplicidade de vestimentas e de uniformes, que fazem lembrar o "Exército de Brancaleone".
Lembram da "Batalha do Alemão", na qual um Policial Civil se "fardou" com uma farda de uma tropa militar estrangeira e, portando um charruto, foi parar na capa de uma revista de circulação nacional?
Isso é esculhambação, Polícia não faz graça!
É isso que a Polícia Civil almeja?
Claro que não!
A heróica e gloriosa Polícia Civil é muito mais do que isso, seus profissionais (heróis sociais) precisam ser respeitados e não empregados em missões militares para as quais não foram treinados, inclusive, quando ingressaram na carreira de polícia investigativa, certamente esperavam desempenhar a missão constitucional, não essa.
Urge que as Polícias Estaduais eliminem os seus desvios de função, centrando o seu trabalho nos mandamentos constitucionais, pois se o Estado não obedece à Constituição Federal, como pode exigir que o particular o faça?
Vivemos o descalabro do poder público fazendo as suas "próprias regras"?
O império do faça o que eu mando, não faça o que eu faço!
Todos nós precisamos entender de uma vez por todas, por exemplo, que a Polícia Técnico-Científica (Perícia Criminal) precisa ser uma instituição independente (como na maioria dos estados brasileiros), com uma carreira própria, atuando em parceria com as Polícias Estaduais e sob o controle externo do Ministério Público, órgão que também deve exercer efetivamente o controle externo das atividades das Polícias Estaduais.
Lutar contra tal realidade é alimentar a nossa insegurança pública.
E assim, ratifico o meu agradecimento aos meus "seguidores" e aos meus "leitores", na certeza de que JUNTOS poderemos construir uma nova realidade no Rio de Janeiro e como o Rio de Janeiro nunca deixou de ser a "capital" do Brasil, mudando aqui, mudamos o Brasil!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO