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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

SÃO PAULO: A RETOMADA DA CRACOLÂNDIA - REINALDO AZEVEDO.

REVISTA VEJA
09/01/2012
às 5:39
A RETOMADA DA CRACOLÂNDIA: Homens de bem têm de renovar sua confiança no estado democrático; os bandidos têm de temê-lo. Ou: O “especialista” como mau engenheiro social.
O governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo decidiram fazer uma radical intervenção numa área da região central da cidade que ganhou o nome de “cracolândia”. Muitas outras existem Brasil afora, inclusive nas imediações da Esplanada dos Ministérios, a poucos metros do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, sob as barbas do ministro da Justiça e do batom de Dilma Rousseff. É uma vergonha que várias esferas do Poder Público, Brasil afora, tenham permitido a formação dessas comunidades de zumbis, de mortos-vivos, de andrajosos que perambulam, como disse o poeta, “sem ar, sem luz, sem razão”, escravos do seu vício, promovendo e se submetendo a toda sorte de violência, condenados à miséria material e espiritual pelo casamento infeliz da incúria do Estado com os nefelibatismo de teóricos mancos da política de redução de danos — que assumiu, entre nós, a danosa face da tolerância que mata e que corrói indivíduos, famílias e áreas da cidade.
Uniram-se o Estado e a Prefeitura para asfixiar o tráfico do crack e para fazer a coisa certa: retomar uma parte do território que há anos vem sendo ocupada por traficantes e usuários, num espetáculo grotesco, cruel, de degradação humana e urbana. O objetivo é impedir a chegada da droga para forçar o usuário a procurar ajuda. Infelizmente, ainda não existe uma lei que permita a internação compulsória daquelas pessoas que já não podem mais responder por si mesmas, que já perderam o poder de escolha, que não têm mais como arbitrar sobre a própria vida.
Não tardou para que os “reacionários” resolvessem, afinal de contas…, reagir! A ação de governo e Prefeitura fere a sensibilidade dos “engenheiros sociais” de algumas ONGs, de que os viciados, afinal de contas, são uma espécie de clientes afetivos e morais. Há muitos anos, essa população que está na rua se tornou uma reserva de mercado dessas entidades e de uns dois ou três “padres de passeata”, que entendem de drogas o que entendem da Bíblia: NADA!!! Essa gente brada, pede, reivindica uma “política alternativa” ao que considera “repressão”. Ora, a “política alternativa” , que é a deles, está em curso. E qual tem sido o resultado efetivo? A multiplicação de viciados e a ampliação das áreas das cidades ocupadas pelos chamados “nóias”. Não há hoje município brasileiro, por menor que seja, livre do crack, que já chegou às comunidades indígenas. O flagelo social tem um nome: TOLERÂNCIA. A lógica elementar indica o óbvio: a única forma de conter o crime é combatendo-o. Sem isso, o traficante fica livre para buscar seu lucro, e o dependente, para buscar o seu prazer. Ainda que seja um prazer suicida e seja ele próprio o principal prejudicado, isso não implica que a sociedade deva arcar com as conseqüências nefastas de sua escolha inicial, tornada depois uma doença. Haver nas cidades regiões dedicadas ao consumo, ocupadas pelo estado paralelo do tráfico e por indivíduos destituídos de cidadania, é um escárnio.
Que governo e Prefeitura não recuem de sua disposição e respondam com convicção aos protestos estridentes do humanismo de pé quebrado e à gritaria ideológica. Não tenho pesquisas em mãos, mas estou certo de que a maioria dos paulistanos e dos paulistas apóia a retomada daquele território, que havia sido entregue ao outro mundo. Mas as dificuldades são imensas. No Estadão deste domingo, o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira escreve um artigo que traz uma impressionante soma de equívocos. Ele é diretor do Programa de Orientação, Atendimento a Dependentes (Proad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e merece, claro, a minha consideração por isso. Mas nem ao mais experimentado especialista no que quer que seja se faculta o direito de jogar no lixo a história e a lógica. Reproduzo o seu artigo em vermelho. E contesto-o em azul.
Estou muito pessimista em relação ao resultado dessa operação. Estão fazendo tudo o que não se pode fazer. A história mostrou por diversas vezes que a adoção de medidas repressivas não dá certo. Pelo contrário, provoca os piores resultados. Se uma ação como essa ocorresse na Europa, por exemplo, renderia até processo contra o governo.
Se é de história que Dartiu quer falar, posso inverter os seus termos, e os fatos estarão comigo. A história provou que abrir mão das medidas repressivas faz as cracolândias: em São Paulo, Brasília, Rio, Belo Horizonte ou Xiririca da Serra. Quanto à sua afirmação de que uma ação como essa renderia processos contra o governo, trata-se apenas, vênia máxima, de retórica oca. A “Europa” não é um país de legislação única. Seria preciso que ele apontasse as “cracolândias” européias e demonstrasse, então, que não há repressão por lá. A propósito: que legislação “européia” — ou brasileira — Estado e Prefeitura estariam infringindo? Ou Dartiu explica, ou serei obrigado a afirmar que não se trata de um argumento, mas de mera trapaça retórica.
Temos um exemplo clássico. Na década de 1960, os Estados Unidos resolveram iniciar a chamada guerra às drogas. Após 30 anos, o próprio governo americano chegou à conclusão de que jogou US$ 20 bilhões no ralo. Mas esse discurso de repressão policial vende voto e capta a simpatia da população menos familiarizada com as nuances do problema.
Há aqui vários equívocos. Dartiu se refere à suposta ineficácia da política americana de repressão ao tráfico de drogas. O que se faz na cracolândia
Em nossa realidade, é ridículo pensar que uma pessoa não vai usar drogas porque a Polícia Militar está na cracolândia. Os usuários vão para as ruas vizinhas.
E é preciso que se coíba o tráfico e o consumo de drogas também nas ruas vizinhas. Quem disse que a retomada da região hoje chamada “Cracolândia” é uma política de prevenção ao uso de drogas? Não é! É uma política de combate ao tráfico e, reitero, de combate ao estado paralelo.
O segundo equívoco é pensar que a droga é que causa a situação de miséria de quem a consome. É exatamente o contrário. O que leva as pessoas para o buraco é a ausência do Estado, que não oferece escola de qualidade, habitação digna nem chance de trabalho. A droga é consequência, não é causa. É por isso que o trabalho não deve ser reprimir, mas prevenir. E, claro, trabalhar para devolver dignidade às pessoas.
Aqui Dartiu já não fala mais como psiquiatra, mas como político, sociólogo e ideólogo. Se o psiquiatra merece respeito por sua expertise na área, o pensador é desprezível porque… bem, porque o que ele diz é o contrário da verdade factual. Terei de ser didático com ele. Não tenho a esperança de que mude de idéia. A minha aposta é que outros não sigam os seus equívocos.
1 - o salário médio do brasileiro anda na casa dos R$ 1.600. Uma imensa quantidade, no entanto, ganha muito menos. Isso que passaram a chamar de “classe média” é, na verdade, pobreza. Não quero deixar o ideólogo Dartiu chateado, mas a esmagadora maioria dos pobres NÃO CONSOME DROGAS. Durante muito tempo, diga-se, cometeu-se o equívoco de associar violência à pobreza, transformando uma mera correlação em relação de causa e efeito. O fato de toda área muito violenta ser pobre não implica que toda área pobre seja violenta. Nunca é tarde para Dartiu aprender: se as “comunidades” A, B e C são pobres, mas só a B e a C estão entregues ao crime, a pobreza não faz os criminosos. Outros fatores condicionam a ocorrência;
2 - Dartiu comete o equívoco detestável de achar que pessoas pobres são incapazes de fazer escolhas morais. Por isso, segundo o seu ponto de vista, o consumidor de drogas, eventualmente pobre, é só uma vítima da incúria do estado. E o que ele diria dos consumidores que tiveram casa, comida, escola e roupa lavada?;
3 - O Mapa da Violência demonstra que houve uma explosão de homicídios em vários estados do Nordeste, como já demonstrei aqui. Não obstante, a economia na região cresceu mais do que no resto do país;
4 - segundo o doutor, o tráfico e o consumo de drogas não podem ser reprimidos enquanto o país não der por resolvidas todas as mazelas sociais, como se esses dois crimes não alimentassem o ciclo da violência e da exclusão social. Sua tese é desmentida pelos fatos. O crime, reitero, cresceu junto com a economia no Nordeste. O observador apressado diria que crescimento econômico induz a violência. Seria uma tolice! Os dados do Mapa da Violência demonstram, para qualquer observador isento, que é a impunidade que alimenta o crime.
Mesmo que fosse planejada, essa ação repressiva não daria certo, assim como a internação compulsória não resolve. Estudos mostram que a taxa de recaída chega a 98% entre os internados à força. O máximo que essa operação pode promover é pulverizar a cracolândia e higienizar a área.
Pronto! Apareceu a palavrinha mágica com que ideólogos sociais de quinta categoria pretendem silenciar o debate: “higienizar”. Dartiu pode até ser um psiquiatra de primeira, mas, como pensador social, é um falastrão. Quais são os “estudos” que demonstram que a “recaída” dos “internados à força” chega a 98%??? Não existe essa política pública no Brasil! Quando muito, se muito, ele se refere a famílias que tomam essa decisão, recorrendo a clínicas privadas. Qual é a série histórica de que dispõe? Qual é o perfil dessas famílias? De que tipo de droga ele está falando?
Dartiu recorre a um vício típico das esquerdas quando vencidas num debate: basta chamar o adversário de “fascista”, e tudo se resolve num passe de mágica. Ora, se o adversário é “fascista” — e isso quer dizer que ele é mau —, então não é preciso expor os próprios argumentos nem contestar os do outro. A acusação de “higienismo” é o correlato do “fascismo” quando o assunto é combate às cracolândias e intervenção do poder público nas cidades.
Os zumbis que vagam pelas ruas, muitos deles crianças, perderam os vínculos com a família ou com qualquer outro grupo. Se é verdade que não tiveram escola, habitação e trabalho de qualidade (o argumento é falacioso), o que Dartiu propõe como compensação? O abandono? O homem é psiquiatra, e isso quer dizer que não é bobo. Sabe que, ao afirmar que a ação do Estado e da Prefeitura está errada, tem de propor, especialista que é, algo no lugar. E o que ele propõe? Releiam: “O trabalho não deve ser reprimir, mas prevenir.”
É uma sorte dos pacientes, talvez nem tanto dos vendedores de túmulos, que Dartiu não seja pneumologista. Ao receber um paciente com pneumonia, ele não teria dúvida: recomendar-lhe-ia muito exercício aeróbico, natação para fortalecer os pulmões e a capacidade respiratória, quem sabe o ar fresco das manhãs… Essas coisas que ajudam a prevenir a pneumonia, mas que matariam um doente.
É uma estupidez do raciocínio opor prevenção a repressão. São políticas complementares para lidar com fases distintas do problema. Ademais, ignorar que a repressão também tem caráter preventivo corresponde a fazer pouco caso dos fatos. O ideal, e por isso todos apostamos na educação, é que as pessoas não cometam delinqüência porque interiorizaram valores morais. Mas é preciso que o Estado democrático dê a certeza aos homens de bem e aos bandidos de que os delinqüentes serão punidos. Os primeiros precisam ter confiança nesse estado, para reforçá-lo. Os outros têm de ter medo. Para reforçá-lo.
O bandido também exerce um importante papel social. Atrás das grades!
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A HORA E A VEZ DA POLÍCIA - CAPITÃO DE POLÍCIA (SP) RONILSON DE SOUZA LUIZ.

FOLHA DE SÃO PAULO
A hora e a vez da polícia

Um ditado africano diz que não existe problema sem solução; que não há solução sem defeitos e que não há defeitos que não possam ser corrigidos. No dia em que os chefes do executivo federal e dos estaduais tomaram posse e discursaram, o mundo celebrava a confraternização universal.
Como policial e professor meu desejo faz coro aos milhões que torcem para que eles comecem bem.
A meu ver, o tema da segurança forma, com a educação e a saúde, o tripé decisivo para o êxito e a sustentabilidade dos governantes.
Principiar bem nas políticas públicas será olhar para as forças de segurança. O fato de as questões de segurança pública serem tratadas como assunto de Estado, e não de governo, é um avanço relevante.
Sabemos que já estão olhando. Agora é chegada a hora de escutar, de conhecer melhor, de investir mais, de acreditar e, o mais difícil de tudo - de saber que o modelo pode ser diferente. Urge que seja.
Confraternização significa estar com os fraternos. Contudo, se o arrefecimento de valores fundamentais como o respeito à lei, à disciplina e à autoridade, guiar os jovens, teremos o indesejável – mais presídios em detrimento de escolas.
O calor das discussões sobre a segurança, por conta do filme Tropa de Elite 02 e pelos acontecimentos no Rio de Janeiro em 2010, não devem sair da agenda.
Não poderemos negligenciar esse dever, como traz o artigo 144 da Constituição: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos”. São as forças de segurança que administram emergências, calamidades e insurgências de toda ordem, enfim, cabe a elas dar pronta-resposta.
Para haver excelência na segurança, ou seja, prestar o melhor atendimento com o menor custo material e humano, deve-se investir na formação de quadros.
No caso de São Paulo, nossos procedimentos e ações internas levaram a consecução de matriz organizacional que busca menos mortes, menos lesões, menos sofrimentos, menos dor; para isso nos valemos de vigorosos treinamentos e de gestão por resultados.
Maior reflexão, melhor planejamento, melhor formação e melhores resultados estão ocorrendo pelas escolhas acertadas e pela replicabilidade das boas práticas policiais, que têm realimentado todo o sistema, entrando em um círculo virtuoso de resultados favoráveis, como comprovam as recentes estatísticas sobre homicídios.
Hoje, a grande ênfase passa a ser dada ao perfil do novo policial, que deve ter excelente relacionamento interpessoal e capacidade de mediação de conflitos.
O ganho que se tem nas crises é a possibilidade de mudar de patamar. Se aprendermos a lição, poderemos lecionar; caso contrário, vamos lesionar.
Na prática, precisamos deixar claro para todos que eficiência policial e respeito aos direitos humanos são mais do que meramente compatíveis entre si: são mutuamente necessários, indissociáveis.
Sabemos que as ações de polícia, na ponta da linha, é que indicam o verdadeiro termômetro de nossa democracia.
Ronilson de Souza Luiz, doutor em educação, é capitão da Polícia Militar de São Paulo e docente no Centro de Altos Estudos de Segurança – profronilson@gmail.com.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

POLICIAL MILITAR INDENIZADO.

O ESTADÃO
Policial será indenizado após ser agredido em serviço

PRISCILA TRINDADE - Agência Estado
A Justiça de São Paulo condenou um bar a pagar R$ 10 mil ao policial militar Teddy Ralf Souza Costa por ele ter sido agredido por um segurança do estabelecimento, em 2005. Durante uma ocorrência que foi atender no bar, o policial foi desacatado, sofreu agressões verbais e físicas. O agressor chegou a morder o dedo de Costa. Na decisão, a desembargadora Tônia Yuka Kôroku, da 13ª Vara Cível do Fórum João Mendes Jr., ressaltou que "o funcionário do réu passou dos limites, desrespeitando o autor como policial e como civil".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SEIS POLICIAIS MORTOS NA BAIXADA SANTISTA.

BLOG POLICIAIS E BOMBEIROS DO BRASIL
Seis policiais foram mortos na Baixada Santista somente este ano
Seis policiais foram mortos na região somente neste ano
Em três dias, dois policiais militares foram assassinados na Baixada Santista. Ao longo do ano, foram registradas seis mortes. Na maioria dos casos, os policias estavam de folga ou portando algo de valor. Por isso, a possibilidade de relação entre os crimes está descartada.
Na manhã desta segunda-feira, parentes e policiais militares estiveram no Instituto Médico Legal (IML) de Santos para liberar o corpo do soldado que foi baleado em Cubatão neste domingo. Ele morava em São Vicente, mas trabalhava na Capital.
O capitão de São Paulo Ricardo Spina considerou a atitude do assassino covarde, já que a vítima foi morta pelas costas enquanto aguardava o ônibus para trabalhar. “Dezessete anos de serviço, trabalhou conosco e nunca apresentou problema. Estamos aqui para prestar solidariedade à família”.
Na última sexta-feira, um policial que trabalhava em São Bernardo do Campo foi morto em Praia Grande. Na hora do assassinato, ele estava de folga.
Seis mortes em 2010
O tenente-coronel Sérgio Del Bel disse que a maioria dos policiais mortos não trabalhava na região e que não existe ligação entre os crimes. “Visto que a maior parte desses homicídios contra policiais da nossa região ocorreu em horário de folga, onde eles exerciam algum bico ou carregavam algum objeto de valor”.
No caso de Praia Grande, Del Bel explicou que o policial tinha feito um saque em dinheiro. “Ele tinha recebido um cheque, trocou a quantia por dinheiro e estava portando essa quantia em cédulas. Ao passar em um ferro-velho para efetuar o pagamento, foi abordados por meliantes. A vítima esboçou uma reação com a arma que portava e por isso foi morta”.
A polícia já tem a descrição física dos marginais que teriam cometido o roubo.
No assassinato de Cubatão, o soldado aguardava um ônibus. “A gente presume que tenha sido princípio de oportunidade. O marginal passou por ele, vislumbrou a possibilidade de levar a arma do policial uma pistola .40 . Tanto que a execução foi nas costas”.
Morte em Cubatão
O policial militar Severino Ramos da Silva, de 40 anos, foi assassinado com um tiro na nuca e outro na boca, no final da tarde deste domingo, na Via Anchieta, altura do Jardim Casqueiro, em Cubatão.
Silva era soldado lotado no Comando de Policiamento de Área (CPA/M2), em São Paulo, e residia na Náutica 3, em São Vicente. Ele estava fardado e se encontrava no km 60, provavelmente à espera de condução para a capital, quando foi morto. O atirador conseguiu fugir, levando a pistola calibre.40 do soldado.
Praia Grande
O policial Antônio Caprioti Neto, de 38 anos, que estava de folga foi morto com vários tiros na última sexta-feira no Bairro Quietude, em Praia Grande. A vítima chegou a ser levada para o Pronto-Socorro do bairro, mas não resistiu aos ferimentos. Ele morava em Praia Grande e era soldado da 3ª Cia. da Polícia Militar de São Bernardo do Campo.
De folga, Caprioti foi a um ferro-velho para pagar uma conta a pedido de um familiar, quando dois homens armados chegaram em duas motos e tentaram assaltá-lo. Ao reagir, o policial foi baleado.
Denúncia
Quem tiver informações que ajudem a esclarecer os assassinatos podem entrar em contato pelos telefones 3361-5417 ou 181. Não é necessário se identificar.
Fonte: TV Tribuna
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

SÃO PAULO: CASA DE POLICIAL MILITAR É ALVO DE ATAQUE.

SITE POLICIAIS E BOMBEIROS DO BRASIL
Casa de policial militar é alvo de ataque no interior de SP
Segundo a polícia, adolescente jogou garrafa com gasolina em telhado.
Em São José do Rio Preto, sargento foi alvo de assalto
A casa de um policial militar foi alvo de vandalismo em Olímpia, a km de São Paulo, nesta segunda-feira (13). Foi o segundo caso de violência contra policiais na região em quatro dias.
Uma garrafa com gasolina atingiu o telhado da casa onde mora o PM, a mulher e a filha de 4 anos do casal. Todos dormiam na hora do atentado.
A polícia conseguiu prender duas mulheres suspeitas de auxiliar um menor de 17 anos no crime. Ele confessou ter jogado a mistura explosiva na casa do policial.
A PM classificou o atentado como um ato isolado. A motivação para o crime seriam as constantes operações de combate ao tráfico de drogas realizadas na cidade.
Rio Preto
Em São José do Rio Preto, uma sargento da Polícia Militar também viveu momentos de tensão. Ela teve a casa invadida por assaltantes e ficou refém juntamente com as duas filhas. “Me ameaçaram, colocaram faca no meu pescoço, foram me puxando, queriam arma, queriam dinheiro”, contou ela, que não quis se identificar.
Uma das adolescentes conseguiu se esconder embaixo da cama e por telefone chamou a polícia. Dois assaltantes foram presos e outros dois continuam foragidos.
Veja o vídeo - aqui
Fonte: G1
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ATENTADOS CONTRA A POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO.

O governo paulista está minimizando os atentados praticados contra a Polícia Militar de São Paulo, certamente para não alarmar o povo de São Paulo, todavia as autoridades da segurança pública não podem agir na linha do politicamente correto, investigar e esclarecer todos os aspectos que envolvem esses atentados é fundamental.
Não podemos esquecer que o sangue dos heróis paulistas ainda está nas ruas de São Paulo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 29 de maio de 2010

"PRENDEMOS MUITO MAIS DO QUE MATAMOS".

FOLHA DE SÃO PAULO.
"Prendemos muito mais do que matamos", diz novo corregedor da PM

ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO
O novo corregedor da Polícia Militar de São Paulo, o coronel Admir Gervásio Moreira, vê no aumento de notícias sobre crimes envolvendo policiais uma campanha que inclui a intenção de alguns setores de acabar com as PMs.
Aumento de mortes causadas pela PM de SP não preocupa novo corregedor
Para o policial, o crescimento de 40% da letalidade da PM paulista no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, não o preocupa. "Nós não estamos mais agressivos. Muito pelo contrário. Nosso oponente é que está muito mais ousado, mais agressivo."
Na entrevista concedida à Folha na tarde desta sexta-feira (28), Gervásio afirmou que a PM é uma das instituições menos racistas do país, pois tem em seus quadros 30% de negros ou descendentes. "O racismo está em cada pessoa."
Disse que, de folga, já foi vistoriado por policiais e foi bem tratado, ao contrário do que já passou na escola.
"É de berço que as pessoas aprendem a ser preconceituosas", afirma o coronel.
Folha - Tem havido mais crimes de policiais militares ou é a divulgação que tem sido maior?
Admir Gervásio Moreira - Não tem acontecido mais casos. Está numa sequência [de divulgação de notícias]. Estão voltando [a divulgar]. Falam um pouquinho, param, depois voltam. É o momento [político]. Não quero falar a palavra [política], você sabe o momento a que estou me referindo. Fica subentendido.
Estamos vivendo uma fase também em que existem grupos que querem falar de desmilitarização. Então vai por aí a fora: "Vamos atacar a Polícia Militar".
Folha - Não se ouvia falar de grupos de extermínio formados por PMs, como "Os Highlanders". Esses casos já existiam e a gente não sabia disso?
Moreira - São casos pontuais. É conduta individual. Não é conduta institucional. Não podemos dizer que dentro da polícia existe isso. Dá uma conotação de que está instituído.
Não concordo. [São] Pessoas, com problemas graves, que não têm nenhum compromisso institucional.
Folha - O sr. acha que os mecanismos da Polícia Militar hoje são suficientes para detectar essas pessoas?
Moreira - Vamos dar uma sugestão para o comando para criarmos um grupo de estudo. O que levou a esse tipo de conduta. E não só detectar, mas tratar também.
Folha - O número de mortes de civis em confrontos com a PM cresceu neste ano. Há uma preocupação quanto a isso?
Moreira - Os marginais estão mais ousados. A ousadia do marginal cresceu de forma violenta, inclusive com armamento. Eles têm um potencial de fogo considerável.
Folha - Essa é uma questão que não preocupa o sr.?
Moreira - Em princípio, não. Estamos equivalentes. De todos os confrontos, por exemplo, em que há quatro indivíduos, um é baleado e três são presos. Nós não estamos mais agressivos. Muito pelo contrário. Nosso oponente é que está muito mais ousado, mais agressivo. Nós estamos prendendo muito mais do que matando.
Folha - A promotora Eliana Passareli [que trabalhou no Tribunal de Justiça Militar] diz que a PM perdeu o comando da tropa. Isso aconteceu?
Moreira - Negativo. Em hipótese alguma. Posso lhe garantir. A instituição jamais perderá o comando da sua tropa.
Folha - A PM é racista?
Moreira - Não concordo piamente. Vamos tirar a figura do policial. Seria hipócrita se dissesse que não há racismo no Brasil. A instituição PM não é racista.
Se verificar o nosso efetivo quase 140 mil homens e mulheres, da ativa e da inatividade, acredito que mais de 30% sejam negros ou têm a raça negra na sua origem. A instituição não é racista. O racismo está em cada pessoa.
Folha - O sr. já foi abordado pela PM estando de folga?
Moreira - Já fui, e o tratamento não foi discriminador. Trataram-me com dignidade. Eu já sofri Já sofri discriminação em colégio, em internato, administrado pela Igreja Católica.
Folha - Ficou com trauma?
Moreira - Não, meu intelecto é muito superior a isso. A minha formação de berço não deixou que eu incurtisse isso. É do berço que as pessoas aprendem a ser preconceituosas.
Folha - Pelo cargo que ocupa, o sr. se protege de forma diferente?
Moreira - Não vejo necessidade. Se tivesse algum temor, não aceitaria o cargo. A grande maioria, 99,99% são bons policiais, honestos, dignos, legalistas, humanistas. Esses me protegerão.
Folha - Qual missão o sr. recebeu?
Moreira - Dar agilidade às investigações, principalmente aquelas que estão em andamento e aquelas que poderão chegar. Chegando, precisam ter uma resposta o mais rápido possível.
Folha - Isso não era feito?
Moreira - Isso sempre foi feito. A Corregedoria sempre trabalhou com o imediatismo. Posso me considerar como filho daquela casa. Antes de ser coronel, eu trabalhei, eu vivenciei aquilo por 17 anos.
Folha - Os policiais violentos, como os que se envolveram nos casos dos motoboys, são oriundos de onde? Da zona leste, zona sul, do interior?
Moreira - Não temos um estatística, um estudo voltado para isso. A Polícia Militar é uma instituição aberta. A seleção é feita naturalmente.
Passam por um processo de seleção, de investigação social, muitas vezes não se detecta qualquer anomalia comportamental do indivíduo que está entrando.
Mas, de repente, quando ele coloca isso daqui [a farda], ele acha que pode tudo. Aí, tem questão de valores. De ética, moral, de berço.
Por que um policial militar as vezes aceita uma propina? Não foi a instituição que ensinou. Isso está incutido no "eu" dele. São os valores que adquiriu de berço. Eu entrei como soldado e, como tal, nunca aceitei nenhum café. Por quê? Por que são valores que eu aprendi no berço, com meu pai, minha mãe.
Folha - O sr. vem com status de "remédio" para a PM. O que fazer para não acontecerem casos como os dos motoboys?
Moreira - Meu principal remédio é o exemplo. Ser exemplo positivo. Ser mais transparentes, ser mais ágeis. Dar uma resposta com mais rapidez.
A todos que carecem de uma resposta, inclusive a própria família da vítima. Por que não? Aquilo que foi apurado precisa ser levado à família da vítima, ou à vítima.
Folha - A Polícia Civil diz que a PM dificultou as investigações em um dos casos dos motoboys, não forneceu fotos...
Moreira - Não é verdade. Não é verdade. De imediato foram presos os envolvidos e tudo está nas mãos da Justiça. Isso não procede. O que pode ter acontecido naquele momento foi uma falha de comunicação. Tenho quase certeza de que foi isso.
Folha - O sr. diz que tem berço e, como policial, nunca aceitou um café. Quando ouve essas notícias, como sr. fica?
Moreira - Isso causa um mal estar. Não foi isso que a instituição ensinou. A instituição não nos preparou para isso. Providências precisam ser tomadas, e contundentes.
Folha - Pretende aumentar o número de policiais da Corregedoria?
Moreira - Tenho total apoio tanto do coronel Camilo, do secretário e do governador. Os claros [vazios] serão preenchidos.
Folha - Já fizeram a comparação do sr. e o corregedor negro [o ator Milton Gonçalves] do seriado policial ["Força Tarefa"] da TV Globo?
Moreira - Vou ser bem diferente. Lá é fantasia, aqui é realidade.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A REALIDADE NO RIO DE JANEIRO É IDÊNTICA, O EFETIVO ESTÁ DOENTE.

PORTAL TERRA:
"Número de PMs em tratamento psicológico sobe 46% em SP
SÃO PAULO - O número de policiais militares afastados do serviço para a realização de tratamento psicológico subiu 46% no estado de São Paulo em 2010. De acordo com dados da Corregedoria da Polícia Militar, 907 policiais foram encaminhados para o Programa de Acompanhamento e Apoio ao PM - aproximadamente 10 baixas por dia. No mesmo período de 2009, foram 622 - sete a cada dia. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
O programa psicológico da PM é destinado principalmente para policiais envolvidos em "ocorrências de alto risco", quando ocorrem trocas de tiros.
O crescimento da entrada dos policiais no programa psicológico coincide com o aumento do número de mortes provocadas por ações da PM. No primeiro trimestre de 2010, foram 146 mortes, contra 104 no mesmo período do ano passado - alta de 40%".
Na PMERJ, o número de Policiais Militares em tratamento também é muito grande e a tendência é continuar crescendo.
Logo, seremos um "bando de loucos"...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 16 de maio de 2010

SÃO PAULO: GRUPO DE EXTERMÍNIO.

FOLHA DE SÃO PAULO:
Grupo de extermínio com PMs é investigado
19 dias antes de o filho ser assassinado, mãe e vítima foram ameaçados por policial na porta de casa
ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL
A Polícia Civil de SP investiga cinco policiais militares suspeitos de integrar um grupo de extermínio que atua em sete bairros da zona leste de São Paulo. A suspeita é de que eles tenham matado ao menos 11 pessoas.
Segundo a investigação do DHPP (departamento de homicídios), os PMs se uniram para fazer uma "limpeza" nos bairros -o alvo do grupo seriam os usuários de drogas. A hipótese dos investigadores é que as mortes tenham sido cometidas para que o grupo assuma o comando dos pontos de venda de drogas da região.
Um dos crimes investigados é o assassinato do ex-motoboy Roberto Marcel Ramiro dos Santos. Trabalhando atualmente como camelô após sofrer um acidente de moto, Santos foi morto com mais de dez tiros às 4h35 do dia 8, quando completava 22 anos.
O atentado contra Santos foi na porta de sua casa, na Vila Invernada. Dezenove dias antes de ser assassinado, Santos e sua mãe, Janete Cristina Rodrigues, 49, foram ameaçados de morte por um policial militar do 21º Batalhão, onde atuam os cinco policiais sob investigação da Polícia Civil.
"Na véspera do feriado de 21 de abril, o Valdez [policial militar identificado pelo DHPP como Valdez Gonçalves dos Santos, 36] pegou meu filho na porta de casa e fui defendê-lo. O PM olhou nos meus olhos e disse: "vou matar seu filho e depois vou matar a senhora". O ódio dele com meu filho era porque o Cecel [Santos] fumava maconha", contou a dona de casa Janete à Folha.
Pedido de prisão
Hoje, com medo de também ser morta, dona Janete está escondida. O depoimento da mãe e de um amigo de Santos, que viu o PM Valdez dirigindo um carro da corporação minutos antes do atentado, são a base para um pedido de prisão do policial Valdez.
O veículo da Polícia Militar dirigido por Valdez era seguido por um Honda Fit prata e um Meriva preta. Numa segunda volta pela rua onde Santos foi morto, o mesmo carro da PM já não tinha mais o policial Valdez como motorista.
Na terceira volta, apareceram apenas os carros prata e preto, de onde partiram os tiros contra o ex-motoboy.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 10 de maio de 2010

SÃO PAULO: COMANDANTE EXONERADO.

SITE G1:

Secretário afasta comandantes da PM por morte de motoboy
Segundo Antonio Ferreira Pinto, eles não tinham controle sobre a tropa.
Rapaz foi assassinado no sábado, na Zona Sul de SP.
"O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, determinou nesta segunda-feira (10) o afastamento de dois comandantes da PM responsáveis pelo policiamento no bairro de Cidade Ademar, na Zona Sul de São Paulo, onde o motoboy Alexandre Menezes dos Santos, de 25 anos, foi morto no sábado (8).
Foram afastados o tenente-coronel Gerson Lima de Miranda, que comandava o 22º Batalhão da PM, e o capitão Alexander Gomes Bento, responsável pela 3ª Companhia do 22º BPM.
O secretário afirmou que os dois não tinham controle da tropa. A secretaria determinou abertura de processo administrativo para averiguar o crime de omissão.
Os quatro soldados suspeitos de asfixiar e agredir o rapaz foram presos pela Corregedoria da PM. A defesa dos policiais diz que o motoboy estava com uma moto sem placa, na contramão, e rompeu bloqueio policial. Toda a ação ocorreu em frente à casa onde Alexandre morava com a mãe, a vendedora Maria Aparecida de Oliveira Menezes, de 43 anos. Ela afirmou ao G1 que os policiais espancaram seu filho durante 30 minutos.
Mais cedo, o próprio governador de São Paulo, Alberto Goldman, criticou a ação dos policiais. "Estou absolutamente constrangido e revoltado”, disse. Goldman declarou que “não se justifica de forma alguma” a ação da PM nesse caso. Ele afirmou também que “a atitude criminosa mostra o despreparo destes policiais militares” e assumiu “o compromisso de apurar profundamente o homicídio”.
Morte
Os policiais disseram ter aplicado “gravatas” no pescoço da vítima porque ela se recusou a conversar e entrou em luta corporal.
Depois disso, afirmaram que Alexandre perdeu os sentidos e desmaiou. Como ele não recobrava a consciência, foi levado pelos policiais a um hospital, onde morreu. Lá, os suspeitos disseram ter encontrado uma arma com o motoboy. O atestado de óbito aponta traumatismo craniano e asfixia, segundo a mãe da vítima.
O caso foi registrado no 43º Distrito Policial, em Cidade Ademar, como homicídio culposo. Os policiais que participaram da ação pagaram uma fiança e foram liberados para responder ao crime em liberdade. Mas, instantes depois, os mesmos policiais foram presos pela Corregedoria da PM e indiciados sob a acusação de assassinar o motoboy. Segundo a PM, os quatro suspeitos estão no presídio Romão Gomes.
Dois processos foram abertos contra eles na corporação: um administrativo, que pode resultar em expulsão da PM, caso sejam considerados culpados; e outro criminal, que prevê pena de 1 a 4 anos de reclusão se eles forem condenados. Eles podem ter usado “excesso de força física”, diz o comunicado da PM.
Segundo caso de motoboy morto
No dia 10 de abril, o motoboy Eduardo Luiz Pinheiro dos Santos também foi morto após ter sido abordado por policiais militares, na Zona Norte de São Paulo. Ele e mais três amigos foram detidos depois de uma discussão. Os quatro foram levados para o quartel da PM. Um dos rapazes confirmou que Santos foi separado do grupo e que foi agredido com chutes. Duas horas depois, os rapazes foram liberados – menos o motoboy, que foi levado por policiais do mesmo quartel, já morto, para o hospital.
Doze policiais apontados por testemunhas como autores da tortura e do assassinato tiveram a prisão decretada pela Justiça Militar, a pedido da Corregedoria da polícia. O comandante geral da Polícia Militar, Álvaro Batista Camilo, enviou na segunda-feira (26) uma carta com pedidos de desculpas à mãe do motoboy".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

SÃO PAULO: POLICIAL MILITAR ASSASSINADO NA PORTA DE CASA.

FOLHA DE SÃO PAULO:
Policial militar é morto na porta de casa na zona norte de SP
.
MARTHA ALVES
da Agência Folha
"Um sargento da Polícia Militar foi morto a tiros em frente de sua casa na rua Rodrigo de Castro, na região do Jaçanã, zona norte da capital, por volta das 21h deste domingo. Ninguém foi preso.
Segundo informações da polícia, os assassinos bateram de propósito no carro da vítima para chamar atenção.
Ao ouvir o barulho, o policial saiu de dentro da casa para verificar o que aconteceu e foi morto com vários tiros.
O caso está no 73º Distrito Policial do Jaçanã".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 23 de abril de 2010

POLICIAIS MILITARES ACUSADOS.

AGORA:
23/04/2010
PMs são detidos por morte de motoboy

Fernanda Barbosa e Adriana Ferraz
do Agora
A Corregedoria da PM deteve policiais militares suspeitos de participar da morte do motoboy Eduardo Luis Pinheiro dos Santos, 30 anos, que ocorreu no último dia 9. O número de policiais detidos administrativamente não foi divulgado pela corporação.
A polícia abriu inquérito para investigar a participação dos PMs, que são da 1ª Companhia do 9º Batalhão. Todos estavam em serviço na noite do crime. Eles deverão ficar detidos por cinco dias.
Santos foi abordado pela polícia às 20h50, quando discutia com três homens na esquina da rua Maria Curupati com a avenida Casa Verde, na zona norte da capital. Segundo a PM, a bicicleta do filho de Santos havia sido furtada instantes antes e ele suspeitava dos outros rapazes.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O CRIME EM SÃO PAULO.

JORNAL ESTADÃO:
Números da criminalidade nas ruas de SP que a Secretaria não divulga

Veja os dados da violência registrados nas delegacias seccionais da cidade, separados por regiões
SÃO PAULO - Ao contrário de outras cidades, São Paulo não divulga dados sobre a criminalidade. Os dados do Infocrim - sistema de dados criminais da polícia - é conteúdo mantido em sigilo. A reportagem do Estado obteve os números com exclusividade. Na tabela abaixo, cada delegacia seccional representa uma região: 1ª, Região Central; 2ª, Zona Sul; 3ª, Zona Oeste; 4ª, Zona Norte; 5ª, Zona Leste; 6ª região de Santo Amaro; 7ª, Itaquera e 8ª, São Mateus. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Os números revelam que entre 2008 e 2009 as ocorrências de furto, roubo e roubo de veículos cresceram mais de 10%. Por outro lado, a taxa de homicídios recuou um pouco (2,63%) e os registros de furtos de veículos também tiveram uma queda, quase insignificante (0,08%), equivalente a 34 registros a menos em um total de mais de 40 mil.
Mesmo com a diminuição dos registros de homicídios, os dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que, em algumas regiões, houve um aumento considerável de ocorrências. A 1ª seccional (Região Central) e a 5ª seccional (Zona Leste), por exemplo, tiveram um aumento no número de homicídios de 10,20% e 17,65%, respectivamente.
Na tabela abaixo, cada delegacia seccional representa uma região: 1ª, Região Central; 2ª, Zona Sul; 3ª, Zona Oeste; 4ª, Zona Norte; 5ª, Zona Leste; 6ª região de Santo Amaro; 7ª, Itaquera e 8ª, São Mateus. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Acessem a matéria (Estadão) e vejam os seis gráficos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

PEC 300 - A MARCHA DE SÃO PAULO.


O estado de São Paulo deve uma grande mobilização para o movimento pela aprovação da PEC 300. O maior efetivo de Policiais e Bombeiros Militares no Brasil não pode continuar calado diante da luta de centenas de milhares de mobilizados. Urge que São Paulo mostre a sua cara e o seu valor. Ouço que a repressão aos mobilizados é muito grande no estado, o que devemos repudiar inteiramente. É hora de ação!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 10 de abril de 2010

O BICO, A DIGNIDADE E A SEGURANÇA.

TRIBUNA DO POVO:
O “bico”, a dignidade e a segurança
Jornal Tribuna do Povo

reportagem@tribunadopovo.com.br
A trágica morte do soldado da Polícia Militar Sérgio Delfino Paina, ocorrida na semana passada durante assalto a uma subestação de energia elétrica na zona rural de Araras, expõe a cruel realidade dos bicos realizados por pms como forma de complemetar a renda familiar, prática tão comum quanto negada publicamente pela própria corporação e pelo Estado. Um guarda municipal que fazia bico no local também foi agredido pelos bandidos.
Até por serem oficialmente negados, os bicos feitos por pms não têm estatísticas oficiais, mas a realidade mostra que bem mais de 70% prestam serviço – a maioria como segurança particular – em empresas, clubes, associações de classe, boates e outros estabelecimentos.
Dados da Corregedoria da PM sobre o número de policiais mortos em folga mostram que só no primeiro trimestre de 2009, 16 pms perderam a vida estando fora dos turnos de trabalho na corporação, número cerca de 55% maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando 11 pms morreram enquanto faziam bicos.
A baixa remuneração dos pms paulistas – em torno de R$ 2 mil mensais brutos – pode não ser a única, mas sem dúvida é a principal justificativa dada pelos próprios para aceitarem os famigerados bicos. E é também a razão pela qual os agenciadores desses bicos na área de segurança privada se vêm estimulados a continuar recrutando pms para o ‘serviço’: pms (e gms) ganham pouco e sujeitam-se a ganhar mal também nos bicos. Aceitam expor-se a situações de risco sem qualquer direito assegurado. Custam menos do que seguranças particulares registrados em carteira. E vêm com uma bagagem técnica e intelectual altamente refinada, financiada por todos nós cidadãos pagadores de impostos. São a mão-de-obra sub remunerada mais qualificada do mercado, com todo o conhecimento científico acumulado em longos treinamentos bancados com dinheiro público. A serviço de empresas privadas.
Imaginemos uma situação oposta, na qual pms e gms ganhassem bem – o que se paga para pms no Distrito Federal, por exemplo, cerca de R$ 4 mil mensais. Um servidor com essa remuneração, bem menos pressionado pelas necessidades de um pai de família, pensaria muito mais antes de sujeitar-se a fazer a segurança de um local ermo, sem qualquer equipamento de proteção, em sua hora de descanso e ainda arriscando-se a perder direitos funcionais. Se pensasse em aceitar o bico, certamente o faria por muito dinheiro, o que o tornaria simplesmente “desinteressante” para o agenciador, que teria de reduzir muito sua margem de lucro para conseguir contratos de segurança privada. Aí perderia a graça.
Mas também na segurança a sociedade cultiva a cultura individualista e não cobra do Estado, dos eleitos pelo voto direto, uma remuneração justa para os policiais, condição decisiva para uma segurança mais eficiente para todos, que teríamos pms valorizados e motivados nas ruas.
Achamos mais cômodo eletrificar cercas da casa, instalar câmeras ou morar em condomínios, e esquecemos que já pagamos elevados impostos para a nossa segurança. A mesma lógica individualista e perversa nos faz silenciar diante da baixa remuneração dos professores da escola pública, (colocamos nossos filhos em instituições particulares e pronto) diante do péssimo atendimento nos postos de saúde (fazemos um plano privado e ponto final), e assim por diante.
É a sociedade do “eu”, do “meu” problema resolvido, em detrimento do “nós”, daquilo que precisa funcionar e precisa funcionar bem, mas para todos. Assim vai ficar difícil.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 27 de março de 2010

A POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO ESTÁ SENDO DIVIDIDA COMO ESTÁ ACONTECENDO NO RIO DE JANEIRO.

Origem: Comandante Geral
Natureza: Comando Geral
Assunto: Matéria sobre Gratificação Municipal
Criação em: 05/08/2009
Com o objetivo de esclarecer os policiais militares e a população sobre o Projeto de Lei 01-0486/2009 que tramita na Câmara dos Veradores do Município de São Paulo, Projeto esse que vem ao encontro da política do Comando Geral de Valorização do Policial Militar, foi enviada nota a toda a imprensa, conforme segue abaixo.
Alvaro Batista Camilo
Cel PM Comandante Geral
POLICIAIS MILITARES DA CAPITAL PODERÃO FAZER ESCALA EXTRA EM SEUS HORÁRIOS DE FOLGA
Em razão da matéria, ”Kassab quer pagar extra de 100% a PM”, publicada em jornal de grande circulação, nesta data, a Polícia Militar esclarece que se trata de um projeto que permitirá a elaboração de convênios entre a Prefeitura e a Polícia Militar, nos moldes do que já acontece hoje com a CET, no qual os Policiais Militares que atuam nos diversos programas de policiamento na Capital, serão empregados de forma voluntária em escalas extraordinárias, nos seus horários de folga.
A gratificação não será para todos os policiais da Capital e sim para os que aderirem às escalas, que trabalharão devidamente fardados e equipados, contarão com todo o apoio da estrutura operacional da PM e receberão essa gratificação que será um percentual da referência DAS-14, constante do Quadro dos Profissionais da Administração, organizado pela Lei Municipal nº 11511, de 19 de abril de 1994.
O Projeto faz parte do Programa de Valorização do Policial Militar e tem por objetivo a propagação de uma cultura de Paz na sociedade e aguarda aprovação por parte da Câmara dos Vereadores.
São Paulo, 05 de agosto de 2009.
Seção de Comunicação Social da Polícia Militar - Sala de Imprensa
Praça Cel Fernando Prestes, 115, Luz – São Paulo – SP – CEP 01124-060
Tel: (011) 3327-7063 e 3327-7064 - Fax: (011) 3327-7065
www.policiamilitar.sp.gov.br - imprensapm@polmil.sp.gov.br

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros que aceitam essas gratificações que violam todos os valores constitucionais sobre a remuneração do trabalho, contribuem de modo decisivo para a sua deteriorização e para o seu enfraquecimento.
No Rio a hierarquia está sendo violentada através de concessões semelhantes de gratificações para alguns, enquanto isso os inativos e as pensionistas sofrem para sobreviver.
Acorde Policial e Bombeiro Militar de São Paulo, querem destruir a corporação, como estão destruindo no Rio de Janeiro, onde a PMERJ e o CBMERJ se desmancham, permanecendo de joelhos diante do autoritarismo de Sérgio Cabral.
É hora de reagir!
Venha lutar no dia 29 MAR 2010, segunda-feira, às 17:00 horas, no Largo do Machado.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 20 de março de 2010

VÍDEO DA CAMPANHA SALARIAL DOS POLICIAIS MILITARES DE SÃO PAULO.


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 19 de março de 2010

PMSP: DISCIPLINA OU SUBMISSÃO?

BLOG DO REINALDO AZEVEDO:
PREPAREM-SE, PAULISTAS: PT E CUT TENTAM ORGANIZAR GREVE TAMBÉM NA SAÚDE, NA JUSTIÇA E NA POLÍCIA CIVIL
quinta-feira, 18 de março de 2010 4:53
Pouco antes das eleições de 2006, vocês se lembram, São Paulo foi sacudido por atentados do PCC, que viraram tema de campanha eleitoral. Tentou-se caracterizar um dos estados mais seguros do país — deixo isso para outro post — como território da violência.
Em 2008, também ano eleitoral e quase na boca da urna, a CUT promoveu um greve de parte de policiais civis — que tiveram o desplante de ir a manifestações ARMADOS.
Neste exato momento, ano eleitoral outra vez, CUT e PT estão tentando organizar uma greve na Saúde, na Justiça e na Polícia Civil. Vamos ver:
- querem tirar as escolas das crianças, deixando-as entregues à ignorância;
- querem tirar os hospitais e postos de saúde dos doentes, deixando-os entregues à própria sorte;
- querem tirar a Justiça dos paulistas, deixando-os sem a proteção da lei;
- querem tirar a polícia de todos nós, deixando-nos mais expostos aos bandidos! A sorte é que o estado conta com uma Polícia Militar profissional e disciplinada.
A exemplo da turma da Apeoesp, talvez gritem: “Dila-ma/ Dilma-ma”
Preparem-se, paulistas! “Eles” vêm para tentar arrancar o couro do estado!
Afinal, como sabemos, “eles” amam São Paulo!
Por Reinaldo Azevedo
Sem fazer juízo de valor sobre a matéria, gostaria de destacar que em minha opinião os Policiais Militares de São Paulo, considerando a mobilização nacionlal sobre a PEC 300, estão "parados" demais...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 16 de março de 2010

SÃO PAULO COMEÇA A DESPERTAR ...

JORNAL O POVO DO RIO
MARCHA PELA PEC
300
RIO DE JANEIRO - 30 AGO 2009
Recebi notícias que a Baixada Santista (São Paulo) realizará um ato cívico no dia 21 MAR 2010 - data nacional de marchas em à apoio a PEC 300 marcada pela FREMIL -, com concentração na Praça Barão do Rio Branco, às 10:00 horas.
Os Bombeiros e Policiais Militares mobilizados merecem o nosso aplauso, considerando que a mobilização pela PEC 300 em São Paulo era praticamente inexistente.
Parabéns!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 11 de março de 2010

SÃO PAULO, O TEU SILÊNCIO ME ASSUSTA ...


O silêncio me assusta.
O leitor habitual do blog sabe que eu ando assustado com o silêncio dos quartéis, apesar do crescimento da relação entre as atividades políticas e as atividades criminosas, causando graves prejuízos para a pátria e para o povo brasileiro, considerando as missões constitucionais das Forças Armadas, inseridas no artigo 142 da Constituição Federal.
É assustador esse silêncio.
São Paulo é o estado mais rico do Brasil, possui uma população que trabalha arduamente para construir essa riqueza, fazendo com que o estado seja o primeiro em arrecadação no Brasil.
O estado possui o maior efetivo de militares estaduais e apesar dessa abundância de recursos, o governo paulista paga um dos piores salários do Brasil aos seus Policiais Militares e Bombeiros Militares, relegando esses heróis sociais à condição de cidadãos de segunda classe.
A PEC 300 nasceu em São Paulo.
Foi em São Paulo que um Praça teve a idéia de criar a Proposta de Emenda Constitucional que promoveria a justiça salarial para os militares estaduais de todo Brasil, uma proposta que acabou sendo encaminhada por um parlamentar de São Paulo e que se transformou na esperança, fazendo com que marchas (caminhadas) fossem realizadas por todo o país, na luta pela aprovação dessa justiça.
Milhares de Policiais e Bombeiros Militares invadiram as ruas e conscientizaram o povo sobre as nossas aspirações e mazelas.
No início desse ano, milhares se deslocaram para Brasília, saindo em caravanas de seus estados de origem, formando delegações de dezessete estados, um marco histórico para as instituições e para o Brasil.
Infelizmente, o uso político da nossa mobilização por alguns acabou gerando óbices que estão impedindo a aprovação imediata da justiça salarial, mas nós vencermos, pois “Juntos Somos Fortes!”
Nesse cenário de mobilização nacional, os Policiais e os Bombeiros Militares de São Paulo, inexplicavelmente, permanecem em silêncio no seu estado, onde a luta contra os péssimos salários deveria estar em ebulição.
É assustador esse silêncio.
O que tem impedido que as associações de classe promovam caminhadas pela Capital e pelo Interior de São Paulo?
E, caso as instituições não estejam interessadas, por que os Bombeiros e os Policiais Militares não realizam os atos sem as associações?
Tenho certeza que nenhum paulista está com medo de exercer os seus direitos constitucionais, inclusive o de se reunir ordeira e pacificamente, todavia gostaria de saber o motivo dessa imobilidade.
O que ou quem os impede de lutar por salários dignos?
Eu, Coronel de Polícia do serviço ativo, terei o maior prazer de rumar para São Paulo para participar de uma caminhada com esse objetivo.
O silêncio me assusta.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO