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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

RECEITA FEDERAL - QUEBRA DE SIGILO - MINISTÉRIO PÚBLICO.

SITE G1:
Deputados pedem à Procuradoria para apurar suposta quebra de sigilo
Parlamentares entregaram nesta quinta requerimento a subprocurador.
Receita apura quebra de sigilo de integrantes do PSDB, que acusa o PT.

Débora Santos Do G1, em Brasília
Deputados de partidos de oposição querem a abertura de um inquérito civil público para investigar a suposta quebra de sigilo de integrantes do PSDB por servidores da Receita Federal.
Na tarde desta quinta (26), eles entregaram ao subprocurador do Ministério Público Federal Eugênio Aragão, em Brasília, um requerimento no qual solicitam a apuração da origem da quebra de sigilo e da eventual prática de improbidade administrativa dos envolvidos.
O requerimento é assinado por Raul Jungmann (PPS-PE), João Almeida (PSDB-BA), Cássio Taniguchi (DEM-PR) e Gustavo Fruet (PSDB-PR).
Eles reivindicam ainda que seja designado um procurador da República para acompanhar o processo administrativo interno aberto pela Receita para apurar o caso.
O subprocurador Eugênio Aragão disse que repassará o pedido para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que está em viagem. Se for aberta investigação, ela correrá no estado onde houve a violação, afirmou.
Segundo Jungmann, o interesse da oposição é cobrar e punir os responsáveis. “Este é um fato negativo para a República e para todo o país. Não tem que haver exploração política, tem que cobrar os responsáveis e punir. Porque neste clima de terror, o que nos aguarda no futuro? Nós vivemos no país dos ‘caseiros Francenildos’. Quem está do lado do governo, da candidata do governo, tem direitos. Quem não está, é exposto a ter o seu sigilo quebrado, violado. Qualquer brasileiro pode ter o seu sigilo violado”, afirmou.
O deputado fez referência ao caso do caseiro Francenildo Costa que, em 2006, teve o sigilo bancário violado depois de afirmar na CPI dos Bingos que o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, frequentava uma casa em Brasília usada por lobistas. Palocci sempre negou a versão.
O deputado também criticou o presidente do PT, José Eduardo Dutra, que anunciou nesta quinta que a legenda vai processar o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, por ter ligado o nome da candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, à quebra de sigilo de Eduardo Jorge.
“A levar ao pé da letra o argumento do Dutra, o Serra vai dar um tiro na cabeça e a oposição vai se suicidar. Talvez assim a gente esteja fazendo o que ele diz. O Dutra tem a desfaçatez de ver que tem um crime sendo cometido contra as oposições e acusa a vítima É muito cinismo do Dutra. É falta de vergonha na cara e falta de argumentação”, afirmou.
O caso
Funcionários da Receita teriam violado o sigilo fiscal do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, e de outras três pessoas ligadas ao partido.
Nesta quinta, em São Paulo, o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, acusou o PT e se disse vítima de uma “permanente guerra de baixaria”.
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, anunciou a decisão do partido de processar Serra, por conta das declarações do tucano vinculando a campanha de Dilma Rousseff à suposta violação de sigilos fiscais de pessoas ligadas ao PSDB.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 25 de abril de 2010

O MAIOR MISTÉRIO DAS MÁQUINAS CAÇA-NÍQUEIS APREENDIDAS: QUANTO FOI ARRECADADO EM ESPÉCIE DENTRO DELAS?

JORNAL EXTRA (foto)
Cidadão fluminense, 45.000 maquininhas foram apreendidas no Rio de Janeiro, no período de 2007-2010, como informa a reportagem.
Eu solicitei ao Ministério Público, meses atrás, que fosse esclarecido quanto foi arrecadado em dinheiro no interior dessas maquininhas , pois esse dado nunca é divulgado.
Será que todas as maquininhas apreendidas estavam vazias, sem um único centavo?
Penso que essa probabilidade (45.000 maquininhas) é desprezível.
Vamos aguardar esperando que Beltrame, um dia, revele esse valor.
JORNAL EXTRA: BLOG CASOS DE POLÍCIA E SEGURANÇA.
Enviado por Fernando Torres

MÁFIA DAS MAQUININHAS

Falta de laudo pericial atrasa destruição dos caça-níqueis
A coordenadora adjunta da 7ª Região Fiscal da Receita Federal, Denise Esteves Fernandez, afirmou que a falta de perícia nos caça-níqueis apreendidos causa atraso na destruição das máquinas. Nos últimos três anos, cerca de 35 mil caça-níqueis foram levados ao depósito da Receita, na Avenida Brasil, altura de Benfica. Depois das operações, os aparelhos ficam guardados, esperando a presença de alguém que declare ser seu dono. Na maioria das vezes, ninguém aparece e as máquinas ficam liberadas para destruição em 120 dias. Porém, elas vêm sendo armazenadas sem passarem pela perícia, o que atrasa a destruição e aumenta o prazo em quase 30 dias.
— As polícias preenchem o termo de apreensão e deixam os produtos nos galpões. Nossos fiscais fazem o auto de infração, gerando um processo administrativo. A destruição só pode acontecer com a conclusão desse processo — disse Denise.
O Ministério Público Federal (MPF) questionou o desmonte dos caça-níqueis e a Justiça passou a exigir perícia para autorizar a destruição das maquininhas. Para resolver a questão, Receita, Polícia Federal e Secretaria de Segurança se reuniram e fizeram um acordo para que elas sejam levadas já com o laudo pericial aos depósitos: “A PF começou a fazer isso e esperamos que as polícias Civil e Militar também sigam o procedimento”, pediu Fernandez.
Em três anos, menos 45 mil máquinas
A Secretaria Estadual de Segurança (Seseg) afirmou que, desde 2007, apreendeu cerca de 45 mil caça-níqueis, sendo 25 mil em parceria com a Receita Federal. O órgão disse que, apesar de os agentes das polícias Civil e Militar estarem mais próximas dos locais que usam as maquininhas, as apreensões são de responsabilidade federal, estadual e municipal. “No ramo do caça-níquel, há crimes em todas as esferas: federal, com o contrabando; estadual por causa da contravenção; e municipal, uma questão de posturas que prevê punições ao estabelecimento comercial”, alegou, em nota enviada pela Assessoria de Comunicação.
De acordo com a Seseg, as exigências da Justiça são burocracias que atrapalham o combate à máfia dos caça-níqueis. Na semana passada, a Secretaria conseguiu um galpão na Zona Portuária e promete aumentar a frequência de apreensões.
Receita vai contratar destruidor
Denise Fernandez destacou que a Receita Federal vai contratar uma empresa para destruir as máquinas caça-níqueis. Atualmente, o órgão depende de favores dos governos Estadual e Municipal para fazer esse trabalho. O depósito de Benfica está lotado, com mais de 20 mil caça-níqueis na fila do desmonte.
Segundo a coordenadora da 7ª Região Fiscal, as maquininhas são montadas com equipamentos contrabandeados pelos portos ou desviados de compras legalizadas. As únicas empresas que podem importar os componentes eletrônicos usados, ilegalmente, nos caça-níqueis são as fábricas de máquinas de refrigerantes.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 15 de setembro de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

NÃO REELEJA NINGUÉM.

REVISTA VEJA - O FILTRO - JULIANO MACHADO.
- O PT estremece com Sarney:
Obedecendo a ordens diretas do Palácio do Planalto, os três senadores do PT no Conselho de Ética votaram a favor de José Sarney (PMDB-AP) e ajudaram a manter arquivados todos os 11 processos contra o presidente da Casa. O resultado abriu uma crise sem precedentes na bancada petista, informa o Estadão. Flávio Arns (PT-PR) anunciou que deixará o partido. Aloizio Mercadante (PT-SP), líder do partido que ameaçou deixar o cargo há dois dias, diz que fica, mas está isolado pelo Planalto. “O PT jogou a ética no lixo e vai ter de achar outra bandeira”, disse Arns. A oposição também criticou o posicionamento do partido. “O PT arrebentou a sua história”, afirmou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O arquivamento das denúncias contra Sarney foi determinado horas antes da reunião do Conselho de Ética, na sede provisória do governo Lula, com seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho. Alguns senadores, conta a manchete da Folha (para assinantes), votaram constrangidos, fora do microfone. Em seguida, conforme combinado entre governo e oposição, PT e PMDB votaram a favor do arquivamento do processo contra o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). José Sarney e sua tropa de choque consideraram resolvida a crise do Senado.
- O PT estremece sem Marina:
Horas antes do desfecho do caso José Sarney no Senado, a senadora Marina Silva dava o primeiro sinal do que o PT vai ter de enfrentar a partir de agora ao anunciar sua saída do partido, depois de 30 anos de militância. “Não tenho mais a ilusão de partidos perfeitos”, disse ela. Em carta enviada ao presidente do PT, Ricardo Berzoini, Marina afirmou que não há mais espaço dentro do partido para suas ideias. Nascida na Amazônia (morou no interior do Acre até os 16 anos, quando foi alfabetizada), Marina filiou-se ao PT em 1985 e ajudou a fundar o partido do Acre. Em 1995 chegou ao Senado e foi reeleita em 2002, mas deixou o cargo para assumir o Ministério do Meio Ambiente, onde entrou em choque direto com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do governo Lula ao Planalto. Na época do embate, como lembra a Folha (para assinantes), Marina chegou a afirmar que “perdia o pescoço, mas não perdia o juízo”.
- Mais denúncias contra Sarney:
A manchete do Estadão mostra que, no mesmo dia em que José Sarney (PMDB-AP) foi absolvido pelo Conselho de Ética, a direção-geral da Casa validou 45 atos secretos, entre eles os que deram emprego a parentes e aliados do senador. Continuam oficialmente empregadas Maria do Carmo Macieira, sobrinha de Sarney, Nathalie Rondeau, filha do ex-ministro e afilhado político, Silas Rondeau, e Alba Lima, mulher de Chiquinho Escórcio, aliado do senador. A direção alega que os anistiados têm exercido sua função devidamente. Outros 34 servidores nomeados por atos secretos, inclusive o namorado da neta de Sarney, aguardam análise. Já a Folha (para assinantes) traz reportagem contando que a sócia de uma das netas de Sarney foi nomeada duas vezes por atos secretos. Entrevistada pela Folha, Zenicéia de Assis afirmou que pediu emprego para Fernando Sarney, filho do senador, e que assessores do gabinete do presidente da Casa ligaram diretamente para ela para avisar sobre as nomeações.
- Conta difícil:
Na primeira divulgação de resultados depois da saída da secretária Lina Vieira do comando, a Receita Federal derrapou. Em julho, o governo arrecadou de impostos, taxas e contribuições menos do que a média do ano. O resultado foi pior do que esperava o Ministério da Fazenda. Os contribuintes deixaram no cofre da União R$ 58,7 bilhões, quantia 9,4% menor que a de julho do ano passado. A Folha (para assinantes) lembra que quedas na arrecadação em momentos de economia retraída são comuns, pois trata-se basicamente de uma parte dos salários de trabalhadores e lucros e vendas de produtos de empresas. Mas ressalta que, desta vez, o declínio da arrecadação supera em muito o da produção e da renda do país. Além da queda na arrecadação, o endividamento do governo aumentou. Não por causa da receita menor, mas principalmente pelo aporte de capital no BNDES, para que o banco público elevasse financiamentos para empresas no período mais agudo da crise econômica mundial.
- TCU vê sobrepreço na Petrobras:
Chegou à CPI da Petrobras o primeiro lote de documentos com o resultado de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). Eles mostram que há indícios de superfaturamento de pelo menos R$ 121 milhões na obra da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e acusam o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, de sonegar documentos. Segundo o Estadão, a obra da refinaria foi financiada pela Petrobras em parceria com a estatal Petróleos de Venezuela S.A. O TCU investigou uma série de contratos da refinaria e pelo menos quatro deles, que somam mais de R$ 2 bilhões, estão sob suspeita de sobrepreço. Também há indícios de existência de funcionários fantasmas para justificar gastos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

UM CONTO DE DUAS SUBSERVISAS - DEMÉTRIO MAGNOLI - SOCIÓLOGO.

Dilma Rousseff e Lina Vieira são subversivas, mas em tempos diferentes. Dilma rebelou-se contra a ordem no passado, usando a mentira factual para combater a verdade de um poder ilegítimo. Lina insurge-se contra a ordem no presente, usando a verdade factual para desmascarar a mentira de um poder legítimo, mas abusado.
Ano passado, o senador Agripino Maia sugeriu que as mentiras contadas pela jovem Dilma nos porões indicariam uma propensão da ministra a mentir ao Senado sobre o dossiê elaborado na Casa Civil contra Ruth Cardoso. A resposta da ministra cortou o ar como a espada de um samurai: "Diante da tortura, quem tem dignidade fala mentira. Aguentar tortura é dificílimo. Me orgulho de ter mentido porque salvei companheiros da mesma tortura e da morte."
Agripino Maia iniciou sua carreira política na Arena, o partido situacionista na ditadura militar. A sua pergunta infeliz à ministra evidenciou a persistência de um desvio de princípio. Nas democracias, diante das autoridades policiais e judiciárias, um acusado tem o direito de calar para não se incriminar. Desse direito decorre o direito sagrado à mentira diante dos torturadores. Ele devia saber disso.
A resposta da ministra não foi submetida ao crivo da crítica, em virtude de sua carga emotiva. Mas ela estava errada ao justificar a mentira por meio da sua finalidade útil. A jovem Dilma pertenceu à VAR-Palmares, uma organização que se enxergava como vanguarda do proletariado e ferramenta de uma história em rota rumo ao porto do socialismo. A mentira nos porões servia não só para salvar companheiros, mas sobretudo para preservar a organização revolucionária. Mas essa justificativa política e moral da mentira só funciona no universo lógico do militante que pensa possuir a chave mágica de um futuro redentor.
A lógica da militante está presente na resposta da ministra. Ela podia ter dito que mentiu porque os que a interrogavam não tinham nenhum direito de fazê-lo. Mas preferiu dizer o que disse - e sua escolha tem significado. Justificar a mentira pela sua utilidade política é abrir uma senda perigosa, que desconhece a fronteira entre a ditadura e a democracia. Sob a lógica utilitária, Lula poderá um dia dizer que alegou nada saber a respeito do mensalão a fim de preservar um governo devotado a salvar o povo da "elite que manda no Brasil há 500 anos". No mesmo diapasão, Antonio Palocci pode confessar, no futuro, que determinou a quebra do sigilo bancário de uma testemunha com a finalidade de conservar a racionalidade de uma política econômica contestada no núcleo do PT. E, como cada um elege valores segundo critérios de consciência individual, José Sarney fica moralmente autorizado a esclarecer, amanhã, que mentiu sem parar sobre os atos secretos do Senado para proteger os interesses de seus filhos, primos, sobrinhos, afilhados e netos...
Lina converteu-se em perigosa subversiva ao assumir o cargo de secretária da Receita Federal. O seu gesto de insurgência consistiu em cumprir a lei - ou seja, conferir tratamento igual a todos os contribuintes. A adesão à lei representa uma corajosa ruptura com a norma, num tempo em que o princípio da impessoalidade na administração pública experimenta uma baixa sem precedentes.
No Brasil de Lula, elaboram-se teorias sobre as virtudes da distinção. As universidades, em nome da justiça social, selecionam candidatos segundo a cor da pele (na prática, muitas vezes segundo o alinhamento ideológico a ONGs do movimento negro). O governo, em nome da projeção externa de uma empresa nacional, muda a lei de telecomunicações de modo a favorecer os empresários que financiaram a fundo perdido os negócios do filho do presidente. O próprio Lula declara que o ex-presidente no comando do Senado, hoje seu aliado político, não deve ser escrutinado como uma pessoa comum. Sobre essa tela de fundo, o gesto de Lina equivale a uma conclamação revolucionária.
Conheço uma professora universitária que se esqueceu de lançar no imposto de renda uma receita simbólica, de umas centenas de reais, pela participação eventual numa banca de doutorado. Anos depois, a falha valeu-lhe uma cobrança da Receita que, acrescida de multa e juros, importava em milhares de reais. Quando Lina resolveu que grandes empresas privadas (leia-se: generosos financiadores de campanhas eleitorais) mereciam abordagem similar, chegaram à imprensa rumores de que a secretária havia se cercado de "sindicalistas", aparelhando o órgão.
No passo seguinte, Lina impugnou uma manobra contábil da Petrobras que "economiza" o pagamento de bilhões em impostos. A ousadia de mexer com a estatal intocável, um ícone da pátria no panteão do nacionalismo de araque, selou-lhe a sorte. A máquina de difamação disseminou um diagnóstico de incompetência da secretária, que seria a responsável pela inevitável queda na arrecadação no curso do ciclo recessivo. Por ordem do Planalto, a subversiva foi demitida.
A imprensa apurou que, na trajetória da insurreição, os caminhos de Dilma e de Lina se cruzaram. A ministra teria solicitado uma reunião sigilosa com a secretária, na qual pediu o célere encerramento de uma investigação fiscal da família Sarney. Lina confirmou a história, oferecendo sua palavra como garantia. Dilma negou a existência da própria reunião.
Mais uma vez, tudo gira em torno da verdade factual. A ministra podia ter dito que sim, se reuniu a sós com Lina, porém não pediu que tratasse Sarney como um homem incomum. Mas escolheu um caminho que faz da existência da reunião uma comprovação lógica de que existiu também o pedido. Agora, surgiu uma testemunha ocular do agendamento da reunião: chama-se Iraneth Weiler e (ainda) ocupa a chefia de gabinete do secretário da Receita. É uma prova de crime e caberia a Dilma refutá-la factualmente. A não ser que ela pense mesmo que o valor da verdade se mede pela sua utilidade.
DEMÉTRIO MAGNOLI é sociólogo e doutor em geografia humana pela USP.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 1 de março de 2009

ESTADÃO.COM - GASTOS COM REMOÇÃO DE SERVIDORES (POLÍCIA FEDERAL E RECEITA FEDERAL) SOMAM R$ 124 MILHÕES EM MENOS DE 6 ANOS.

REUNIÃO NA AME/RJ - 24/01/2008
OFICIAIS DA PMERJ E DO CBMERJ

Domingo, 01 de Março de 2009 Versão Impressa.
Gasto com remoção de servidores soma R$ 124 milhões em 6 anos.
Números da PF e Receita são os mais expressivos, com funcionário recebendo até R$ 160 mil por mudanças.
Marcelo Auler, RIO.

Nos seis anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Executivo gastou R$ 124 milhões com ajudas de custo e indenizações para remover servidores civis federais. A despesa aumentou cerca de 71% na administração federal direta, em valores nominais, não corrigidos pela inflação. Em termos reais, com correção pelo IPCA, a elevação foi de cerca de 31%.
Os campeões de gastos foram o Departamento de Polícia Federal e a Receita Federal.
Na PF, os gastos em seis anos totalizaram R$ 24,7 milhões, passando de R$ 2,4 milhões no primeiro ano da gestão Lula para R$ 7,3 milhões em 2008.
Já na Receita, o valor saltou de R$ 1,7 milhão, em 2003, para R$ 6,4 milhões, em 2008. Ao longo dos seis anos, o total gasto pela Receita foi de R$ 20,5 milhões.
Os pagamentos são feitos com base no Decreto 4.004, assinado pelo presidente em exercício Marco Maciel, em novembro de 2001. Ao contrário da legislação anterior, de 1995, esse decreto não estipulou prazo mínimo entre as remoções, o que permitiu, em nome do interesse do serviço público, a auditores da Receita e delegados federais serem removidos em períodos inferiores a até um ano, prazo que a legislação anterior exigia para permanência no cargo.
Pelo decreto, o servidor removido recebe um salário base. Faz jus a até mais dois salários, de acordo com o número de dependentes que levará consigo. Recebe as passagens e a despesa com a mudança. No caso da Receita, o pagamento é feito quando há a nomeação para cargos ou exoneração. Assim, houve servidores recebendo indenização superior a R$ 100 mil em período inferior a dois anos.
Foi o caso, por exemplo, do delegado federal Rogério Augusto Viana Galloro, que ocupava a Superintendência da PF em Goiás e foi nomeado, em dezembro, para o posto de diretor de Administração e Logística Policial (Delog), em Brasília. Com a nova transferência - a terceira, desde março de 2007 -, ele recebeu R$ 161.521,06 em 22 meses.
Já o delegado Carlos Rogério Ferreira Cota foi transferido duas vezes em 18 meses. Em março de 2007, foi de Alagoas para Sergipe e, em junho de 2008, foi para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, em Brasília. Pelas mudanças, foi indenizado em R$ 129.759,96, conforme levantamento que o Estado obteve via Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).
Há outros delegados que receberam indenizações superiores a R$ 100 mil em períodos de 18 a 36 meses.
José Maria Fonseca, que em 2006 saiu de Minas para Mato Grosso e, em maio passado, foi removido para Boa Vista, recebeu R$ 105.024,93.
Ângelo Fernandes Gioia foi transferido do Rio para Brasília, em dezembro de 2006. Um ano depois, foi para o Recife e, em dezembro passado, retornou ao Rio como superintendente. A título de ajuda de custo, recebeu R$ 107.133,70.
AUDITORES.
Na Receita, o auditor baiano Augusto Conte Soares Neto recebeu R$ 93.133,50, em 14 meses, de ajuda de custo. Foi removido em outubro de 2007 para Brasília e voltou para Salvador no final do ano passado, após a substituição da cúpula do órgão.
O auditor Paulo Roberto Ximenes Pedrosa, chefe da Divisão Administrativa Aduaneira do Rio, ganhou R$ 96.582,60 ao trocar o Rio por Brasília, em 2006, para ocupar um cargo de chefia, e retornar à capital fluminense, em novembro passado.
Seu colega Roberto Alvarenga Junqueira foi transferido, em janeiro de 2007, de Brasília para a Corregedoria de Salvador. Um ano e meio depois, foi para a Delegacia de Julgamento de Juiz de Fora (MG), aonde chegou em junho de 2008. Com as duas remoções, as ajudas de custo totalizaram R$ 94 mil.
JUSTIFICATIVA
Tanto o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, como o Subsecretário de Gestão Corporativa da Receita, Odilon Neves Júnior, recorrem à mesma explicação para justificar o aumento dos gastos com remoções e transferências: as mudanças ocorridas nos dois órgãos.
Corrêa assumiu a direção em agosto de 2007 e promoveu uma dança das cadeiras, indicando todos os ocupantes dos principais postos da PF. Na gestão de Paulo Lacerda, seu antecessor, ninguém era removido antes de completar dois anos no cargo.
"Implementamos uma gestão de pessoas por competência. Vamos formando quadros que vão subindo e afunilando para chegar no órgão central. Mas, quando chegarem no órgão central, eles já terão rodado e terão experiência. Hoje, quando há o deslocamento, abre um vácuo e entra outro para formar quadro. Antigamente, era um grupo só que detinha praticamente a ocupação das superintendências", explica Corrêa.
Ele alega ter sido surpreendido por "eventos externos", como a prisão determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) do seu segundo homem, o delegado Romero Meneses, afastado da Diretoria Executiva (Direx). Por isso, explica, buscou o delegado Galloro, recém-removido de Pernambuco para Goiás.
"O que me move não é quanto o servidor vai ganhar, mas o seu perfil para o cargo."
Já na Receita, segundo Neves Junior, ocorreram dois movimentos que justificaram o aumento das remoções.
"Em 2007, foi criada a Receita Federal do Brasil, com a incorporação da Receita Previdenciária. Houve uma profunda reestruturação do modelo de fiscalização federal, que demandou a mudança de domicílios que já tinha começado em 2006, preventivamente. Cinco mil servidores administrativos da Previdência que vieram para a Receita depois, em uma decisão de Estado, por questão legal, tiveram de voltar para a Previdência", alega o subsecretário.
Houve também a substituição dá cúpula da Receita com a saída do secretário Jorge Rachid e a posse de Lina Maria Vieira, em julho do ano passado, provocando o que Neves Junior classificou de "mudanças cíclicas", quando os cargos de confiança são preenchidos com pessoas da nova equipe.
Diante destes fatores, o subsecretário diz que até considera natural que "em um universo de quase 22 mil servidores se achem 30 casos de transferências no estrito interesse da administração".
FRASES.

Luiz Fernando CorrêaDiretor-geral da PF:

"Implementamos uma gestão de pessoas por competência. (...)O que me move não é quanto o servidor vai ganhar, mas o seu perfil para o cargo".

Odilon Neves Júnior - Subsecretário de Gestão Corporativa da Receita:

"Houve profunda reestruturação do modelo de fiscalização federal, que demandou a mudança".

A TÍTULO DE COMPARAÇÃO, ESCLAREÇO QUE UM CORONEL DE POLÍCIA, NO RIO DE JANEIRO, DEMORARÁ MAIS DE 15 MESES, PARA RECEBER R$ 100.000,00 DE SALÁRIO!

LASTIMAMOS QUE NO RIO DE JANEIRO NÃO SE "IMPLEMENTE UMA GESTÃO POR COMPETÊNCIA", NA SEGURANÇA PÚBLICA.

NO RIO DE JANEIRO, R$ 100.000,00 PAGAM O SALÁRIO MENSAL DE MAIS DE 80 SOLDADOS DE POLÍCIA OU SE PREFERIREM, PAGA O SALÁRIO DE UM SOLDADO DE POLÍCIA POR MAIS DE 80 MESES (SETE ANOS E MEIO).

O BRASIL CONSOME A VERBA PÚBLICA (O NOSSO DINHEIRO) DESTINADA ÀS DESPESAS COM A SEGURANÇA PÚBLICA (DEVER DO ESTADO) DE UMA FORMA EXTREMAMENTE DESIGUAL E QUE DESCONSIDERA TOTALMENTE A QUESTÃO DO "RISCO DE VIDA"!

TALVEZ OS QUE ARRISCAM A VIDA DIARIAMENTE NÃO SEJAM CONSIDERADOS COMPETENTES!

PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

CORONEL BARBONO