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domingo, 3 de outubro de 2010

PERDER UMA ELEIÇÃO PARA DILMA ROUSSEFF É ...


A NECROSE DA POLÍTICA NACIONAL.

Por Augusto Nunes - Veja Online
.
Na última semana de setembro, o avanço da necrose moral que devasta o Brasil de Lula foi exposto pela imprensa com perturbadora nitidez. No último debate da campanha presidencial, os quatro candidatos fizeram de conta que disputam uma prefeitura no interior da Noruega e contornaram cuidadosamente as vastidões infeccionadas do país que pretendem governar.
Os sherloques da Polícia Federal investigam o escândalo da Receita Federal, que inclui o estupro do sigilo fiscal da filha de José Serra, com a animação de um guarda-noturno aposentado. Na Globo, o candidato do PSDB prometeu criar uma Guarda Civil Nacional. Nenhum integrante do
bando de Erenice Guerra dorme na cadeia. Dilma Rousseff, que apadrinhou a transformação da Casa Civil numa Casa da Mãe do Israel Guerra, caprichou na pose de Mãe dos Pobres e inaugurou mais um colossal ajuntamento de casas imaginárias.
Os gatunos do Amapá e do Tocantins, depois de duas noitadas na gaiola, estão de volta à campanha da aliança governista, ao palanque de Dilma Rousseff, à chefia da administração estadual e ao comando da quadrilha.
Marina Silva, que se nega a enxergar o mensalão, prometeu consertar o Brasil com a ajuda do que há de melhor em partidos que só recrutam o que há de pior. Os inimigos da liberdade de imprensa agora conspiram em parceria com blogueiros estatizados e analfabetos funcionais homiziados em sindicatos de jornalistas. Plínio de Arruda Sampaio, ainda estacionado em 1917, ensinou que os caminhos do futuro são os becos sem saída do passado.
Pela vontade unânime dos candidatos, o Brasil real não foi convidado para o debate. Por vontade de José Serra e seus marqueteiros, a oposição não compareceu ao estúdio da Globo. Como tem feito Lula há oito anos, como ela própria faz há oito meses, Dilma Rousseff pôde mentir com o atrevimento de quem sabe que não ouvirá reparos nem ressalvas.
Dispensada de perguntas constrangedoras pelo principal adversário, poupada de cobranças políticas entaladas na garganta de todos os brasileiros decentes, a Doutora em Nada voltou a recitar que a dupla desumidades que não sabe construir sequer uma frase está concluindo a construção da primeira superpotência tropical.
Sempre torturando a verdade e o português com a crueldade de um serial killer americano, a candidata que deve explicações sobre incontáveis delinquências e casos muito mal contados vestiu a fantasia de credora.
Entre um ?tem de tê? e um ?vô precisá resolvê?, perdida sem bússola na selva das palavras, a representante do governo que mantém metade da população brasileira sem tratamento de esgoto ousou, no meio do debate, cumprimentar o padrinho, e cumprimentar-se, pelos avanços no sistema de saneamento básico em adiantado estado de decomposição.
O que houve com Serra para renunciar ao confronto? Premiado com a adversária que todo candidato pede aos deuses da política, por que um currículo respeitável evitou o duelo com um prontuário escurecido por inquietantes pontos de interrogação? É um falso enigma. Na raiz da estratégia absurda está o imenso equívoco seminal: a oposição oficial acredita em tudo o que dizem o Grande Pastor e seus devotos ? que não acreditam numa palavra do que dizem.
Enquanto Lula ataca todos os adversários todo o tempo, os companheiros espalham que partir para a ofensiva só apressa a derrota. Serra acredita nisso. Fernando Henrique Cardoso será lembrado como o presidente que liquidou a inflação e tirou a economia da UTI. O sucessor espertalhão inventa a herança maldita, plateias amestradas aplaudem a fraude, os tucanos se recolhem ao silêncio. A queda de Dilma nas pesquisas só pode ter decorrido das bandalheiras em que se meteu. A aliança governista segue ensinando que brasileiro não dá importância a bandidagens. E Serra acredita.
Seja qual for o vencedor, nenhum terá chegado à Presidência por competência política e densidade eleitoral. Os brasileiros entusiasmados com Dilma Rousseff e José Serra não bastariam para garantir uma vaga na Câmara de Vereadores de Carapicuíba. Abstraídos parentes, amigos e vizinhos, todos os eleitores de Dilma votam em Lula. E multidões de eleitores escolheram Serra para que o país não seja derrotado pela eternização da Era da Mediocridade, assaltado pela tribo dos cínicos e subjugado pela seita dos liberticidas.
Mais que num candidato, milhões de brasileiros votarão na democracia.
Penso que o texto faz uma viagem pela realidade.
Concordo com o autor.
Na minha opinião perder uma eleição para Dilma Rousseff, inócua por completo, candidata de um governo que bateu todos os recordes de escândalos, sem dúvida, é o fim da picada.
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 2 de outubro de 2010

O DEBATE DA MEDIOCRIDADE - CESAR MAIA.

UM ANTI-DEBATE NA TV GLOBO! PESQUISA INDICA EMPATE..., NA MEDIOCRIDADE! NINGUÉM MERECE!
1. Marina ficou insistindo o tempo todo que estava em S. Paulo. Descobriu o uso do advérbio vazio, tão ironizado nos anos 70.
2. Serra não quis perguntar a Dilma, que lidera as pesquisas, evitando diferenciar-se. Deve ter sido orientado por quem colocou o Lula em seu segundo programa de TV.
3. Plínio nem engraçado foi desta vez. Sua pasta não tinha indicador dos temas e ficava folheando as "colinhas".
4. Dilma tocou seu realejo, gaguejou e não respondeu sobre a jornada de trabalho. Disse e ganhou risos que "no site estão registradas todas as doações que são oficiais". Saiu como entrou, provavelmente feliz com o empate no debate da mediocridade.
CESAR MAIA
Eu concordo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A REGIÃO NORDESTE CONTINUA IMPEDINDO O SEGUNDO TURNO PARA PRESIDENTE.

A última pesquisa noticiada pelo Datafolha demonstra que a região nordeste continua impedindo a realização do segundo turno para a Presidência da República (leia).
Norte + Centro Oeste = Serra + Marina (46%) e Dilma (46%).
Sudeste = Serra + Marina (46%) e Dilma (44%).
Sul = Serra + Marina (45%) e Dilma (43%).
Nordeste = Dilma (63%) e Serra + Marina (29%).
As pesquisas devem ser analisadas com uma série de ressalvas, portanto não devemos formar opinião tendo apenas estes dados como parâmetros. Todavia, para os que acreditam cegamente nas pesquisas, digo que se Marina continuar crescendo, teremos segundo turno.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 14 de setembro de 2010

MARINA SOBE.

FOLHA.COM
Marina cresce entre eleitores mais ricos, mostra Datafolha

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
Imune ao escândalo da Receita, a presidenciável Marina Silva (PV) aproveitou o tiroteio entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) para crescer no eleitorado de maior renda e escolaridade.
Dados da última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado, mostram que ela herdou os votos que a petista perdeu após ser vinculada à quebra de sigilos fiscais.
Isso impediu uma reação de Serra, que se diz alvo das violações, e empolgou aliados da senadora, que sonham com uma "onda verde" às vésperas da eleição.
CAPITAIS
Eles também comemoram a subida em capitais importantes: Marina ultrapassou o tucano em Brasília e empatou com ele em segundo lugar no Rio e em Salvador.
Na semana em que o caso da quebra de sigilo dominou o noticiário, Dilma perdeu sete pontos entre os eleitores com renda familiar acima de dez salários mínimos: passou de 39% para 32%.
Marina ganhou seis pontos, de 14% para 20%, e Serra repetiu os 37% do levantamento anterior. Isso significa que o tucano recuperou a liderança entre os mais ricos, mas não foi capaz de conquistar novos eleitores.
Entre os entrevistados com ensino superior, o movimento foi semelhante. Dilma caiu cinco pontos, de 42% para 37%. Marina subiu quatro, de 19% para 23%, e Serra oscilou de 29% para 30%.
Em Brasília, Marina ganhou oito pontos, e Serra perdeu nove (24% a 16%).
Para os verdes, a evolução mostra que Marina acertou ao apostar em um discurso cauteloso, sem embarcar na troca de ofensas entre os rivais na disputa.
"A população vê essas acusações como um teatro, e a Marina soube bater nos dois adversários sem soar agressiva ao eleitor", diz o ex-deputado Luciano Zica.
O aliado comemora o aumento da rejeição ao tucano, que chegou a 32%. "Subiu mais que umidade em dia de chuva", provoca.
O vereador carioca Alfredo Sirkis avalia que a candidata cresceu entre eleitores do "PT light", que se afastaram de Dilma após o escândalo dos sigilos.
"Já esperávamos essa onda, que está começando na classe média politizada. Mas isso é apenas a espoleta, porque a combustão virá dos segmentos maiores".
No total, Marina só oscilou de 10% para 11%. Serra passou de 28% para 27%, e Dilma continuou com 50%.
CASA CIVIL
Ontem, Marina cobrou investigação das denúncias contra a chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, que classificou como "a pessoa mais próxima do presidente".
"Sabemos que o que está posto é muito grave, porque envolve tráfico de influência dentro do Palácio", disse.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A CAMPANHA ESTÁ ABERTA, A LUTA CONTINUA.

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
O FOCO DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DEVE MUDAR NESTE MOMENTO!
1. A vantagem de Dilma é fato que não se pode e nem se deve contestar. De outra forma se dá "a tropa", uma voz de comando equivocada. Certamente a eleição não está definida. A TV, ao distribuir a informação que temos eleição, descobre as tendências espontâneas do eleitorado. Aquece as intenções de voto. Mas ainda não cristaliza as 'decisões' de voto.
2. No entanto, ao sinalizar um movimento ascendente de Dilma, cria um quadro de despolarização da eleição. A despolarização da eleição pode ser uma armadilha para ambos os lados. Para Serra, numa hipótese, se insistir na polarização, pode aumentar os riscos de vitória de Dilma no primeiro turno ao isolar Marina. De Dilma, se o salto alto virar ''perna de pau', pode ver sua curva ascendente mudar, mesmo que levemente, de tendência.
3. O que estará acontecendo serão os candidatos da 'base aliada' nos Estados quererem pegar uma carona na vantagem dela. Com isso, uma certa passividade no campo da oposição que ocorre em vários Estados, pode, por instinto de sobrevivência, transformar-se num enfrentamento com a própria candidatura presidencial, ajudando alguma reversão da tendência ascendente.
4. A surpresa até aqui, nas pesquisas conhecidas nos últimos dias, é a sustentação de Marina no patamar dos 10%. Com isso, a diferença para ocorrer um segundo turno se encontra na casa dos 5 a 10 pontos. Ou seja, mais ou menos 45% de Dilma menos 30 de Serra e 10 de Marina. Por isso, o foco muda.
5. Em vez de perseguir a favorita, a campanha de Serra deve perseguir o segundo turno. Marina passa a ser aliada. Não deveria polarizar com Dilma, mas abrir seu programa -monocrático em sua personalidade e seus feitos- a de seus apoiadores com densidade pelo Brasil afora. Com 4 programas de TV, ou quase 25% do total, não se sabe quem apoia o Serra. Dilma se sabe e não se precisa de mais.
6. Com Marina estável, não é difícil induzir o voto (de quem não quer Serra, mas não simpatiza tanto com Dilma) para Marina. Por exemplo, no RJ, onde a diferença entre Serra e Marina é bem menor que em MG, sendo que em algumas subregiões Marina colidera. Neste momento, Marina e Serra são uma mesma candidatura: a candidatura do segundo turno.
7. Pena que a equipe de Serra não foi ao Chile acompanhar a eleição de Piñera. Com Bachelet mais popular que Lula, Piñera propôs como mote, foco e slogan de campanha a MUDANÇA. Frei, ex-presidente, tinha até muito mais experiência eleitoral que Dilma e sua imagem até menos empalhada que a de Dilma. Piñera construiu um primeiro turno numa aliança siamesa entre seu partido -RN a e UDI- que nunca estiveram juntos no primeiro turno. E, depois, apostou com coragem na mudança e não no 'tudo bem, mas vamos fazer um pouco mais'.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 7 de agosto de 2010

DEBATE INSOSSO - SOCIÓLOGA MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

Debate entre candidatos à presidência da República, levado ao ar pela Band foi insosso, sem embate, pasteurizado. Colaborou para o fraco desempenho dos participantes a autocensura imposta pelas regras eleitorais e do próprio debate, os conselhos nem sempre acertados dos marqueteiros, a preocupação com o politicamente correto, a obrigatória exibição de bom-mocismo para atrair simpatias do eleitorado.
Acrescente-se que o debate teve início depois das dez da noite, horário tardio para a maioria dos brasileiros. Se muitos, excepcionalmente, foram dormir mais tarde, isso se deveu à partida de futebol transmitida no mesmo horário pela TV Globo. Como se sabe, no Brasil o futebol tem prioridade sobre qualquer outro acontecimento e se constitui como única fonte de interesse e orgulho nacionais. Por isso, a audiência no pico foi de 5,5% para os candidatos e de 36% para o Campeonato.
O candidato que ficou mais à vontade foi Plínio Arruda Sampaio, do PSOL. Sem nada a perder, porquanto suas chances de ganhar são nulas, ele fez graça, posou de representante dos movimentos sociais, fustigou os demais candidatos. Entretanto, com suas teses ultrapassadas mais parecia uma figura emergindo do século 19. Plínio só faria sucesso em Cuba ou na Coreia do Norte se nesses lugares houvesse eleições livres e permissão para expressar livremente o pensamento.
Marina, a candidata do PV, foi aconselhada por seus marqueteiros a compensar a fragilidade física com frases curtas e objetivas. Sem aceitar as provocações do candidato do PSOL, sorridente e aparentando bom-humor, ela não quis briga. Deixou de lado a ideologia e defendeu capitalistas e socialistas, pobres e ricos. Apresentou-se como pessoa boazinha que se preocupa com o futuro do planeta. Foi politicamente correta, mas não precisava chegar ao extremo de recitar para o menino Dado.
Dilma Rousseff, do PT, ungida por Lula da Silva como sua sucessora, demonstrava ter sido bastante treinada, em que pese as confusões quando dizia mil e corrigia para milhões, os tropeções na gramática, a busca nervosa de papéis nunca achados. Sua fala repetiu a idéia plebiscitária de FHC contra Lula, como se estes fossem os candidatos e não ela e José Serra. Apresentou a divisão da histórica do Brasil, tão cara ao atual presidente da República, em “antes do nosso governo” e “depois do nosso governo”. O “antes”, como é habitual na fala petista, foi descrito de modo crítico e se referia a FHC. O “depois” como tempo magnífico de redenção prodigalizado por Lula da Silva. Por conta disso a candidata Rousseff privilegiou o mundo do marketing e não o real, pontificando, então, sobre coisas inexistentes como, por exemplo, o PAC, que em grande parte não saiu da intenção do governo ou programa Minha Casa, Minha Vida que surge às vezes em alguns leilões da Caixa Econômica. Prisioneira da imagem imposta que não corresponde à sua personalidade, Rousseff não conseguiu representar uma figura simpática apesar das tentativas de sorrir de vez em quando.
José Serra, do PSDB, por conta de seu preparo político e da experiência em campanhas foi o que se saiu melhor por ser calmo, didático, fluente. Entretanto, perdeu a grande oportunidade de ser mais veemente como oposição. Os três temas levantados de início pela TV, Saúde, Educação e violência, mereceram do tucano um tratamento ameno quando questionava a candidata do presidente da República. Serra não mencionou o caos do SUS; a péssima qualidade da Educação, inclusive, as trapalhadas do Enem; não recordou o que dissera com relação à cocaína vinda da Bolívia e a causa da violência urbana ligada ao narcotráfico. Certamente, por falta de tempo, enquadramento no figurino de bom-moço apreciado de forma hipócrita pela sociedade, modo de ser tucano que responde com punhos de renda aos ataques do porrete petista, ele não mencionou a famigerada CPMF que Rousseff pretende ressuscitar; a compra de terras brasileiras por estrangeiros como está sucedendo em larga escala através da China; a censura dos meios de comunicação apresentada no programa de governo da petista; a compra dos caças da FAB, a situação perigosa e calamitosa dos nossos principais aeroportos; as usinas nucleares e seu impacto ambiental, custos e qualidade do projeto proposto pelo governo Lula da Silva; a desastrosa política externa que manchou a imagem do Brasil no exterior, mensalões, dossiês, enfim, muitos temas que poderiam ter sido levantados e não o foram.
Concluindo, o debate resultou tão insosso quanto à morna campanha em curso. Indiferente ao seu destino o povo assiste ao futebol.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 25 de junho de 2010

ALMA DE MULHER - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

ALMA DE MULHER
Maria Lucia Victor Barbosa

24/06/2010
Duas mulheres estão disputando a presidência da República: Marina da Silva, aparentemente frágil, figura feminina doentia, voz fininha. Como ex-petista Marina terá sempre alma de PT em que pese estar por circunstâncias políticas no PV. Sem chances de vencer, num eventual segundo turno ela certamente dará apoio a Dilma Rousseff, candidata que há dois anos vem sendo conduzida em campanha por seu criador político, Lula da Silva. Na convenção festiva do PT que oficializou Rousseff, obedientes petistas cantaram a plenos pulmões: “Lula tá com ela, eu também to”.
Como pesquisas detectaram que Rousseff tem pior desempenho do que o candidato do PSDB, José Serra, no eleitorado feminino, o marqueteiro João Santana investiu na exaltação da mulher e na feminilização da candidata, que na convenção leu com sua voz rascante um longo e enfadonho discurso capaz de fazer dormir militante petista.
Santana se concentrou na esfera psicológica, elemento fundamental da propaganda enganosa capaz de convencer pessoas a comprarem produtos de má qualidade que não lhes são necessários.
Retoques físicos obtidos com primorosa plástica, aplicações de botox, penteados sofisticados, sobrancelhas arqueadas adequadamente, maquiagem de artista de novela operaram milagres na senhora sessentona de modos rudes. Mas, qual o truque para mudar uma personalidade? Isso é tarefa impossível. Entretanto, assim como o truculento ex-sindicalista foi momentaneamente transformado no “Lulinha paz e amor”, por que não confeccionar uma “Dilminha ternura” sob encomenda do chefe?
Na preparação para a entrada triunfal da “grande estadista” na convenção foram exibidos vídeos da Princesa Isabel, Anita Garibaldi, Chiquinha Gonzaga, Maria da Penha. Naturalmente, a intenção era passar a idéia de uma Rousseff superior a todas elas. Faltou a Santana a idéia de compará-la á Imaculada Conceição, já que o piedoso irmão leigo, Frei Betto, chamou Lula da Silva de “luz do mundo”, privilégio que antes pertencia a Jesus Cristo.
Estrategicamente não foram mencionadas, entre outras: a ministra Zélia Cardoso de Melo que detonou o governo Collor com a expropriação da poupança; a petista Benedita da Silva, expelida do ministério por conta de algumas, digamos, extravagâncias em gastos; a petista, braço direito de Rousseff, senhora Erenice, hoje ocupando o lugar da ex-ministra e que, junto com a chefa sofreu acusações que se desmancharam no ar, relativas à habitual tática dos “aloprados” do PT de confeccionar dossiês para difamar concorrentes políticos.
Na verdade, várias mulheres em cargos públicos são incompetentes ou se comportam de maneira nada edificante, exatamente como homens incompetentes e corruptos, o que prova que não basta ser mulher ou homem, branco ou negro, pobre ou rico para assumir o poder. Para governar, sobretudo um país, é necessário ter experiência que prove competência, biografia que demonstre honestidade, liderança confirmada, ideal voltado para o bem-comum. O resto é mistificação, populismo barato, empulhação de eleitor incauto.
Isso não quer dizer que a mulher não possa se sair bem na política. Grandes governantes entraram para a história como, por exemplo, a rainha Elisabeth da Inglaterra, Indira Gandhi na Índia, Golda Meir em Israel, Margareth Tatcher na Inglaterra, Violeta Chamorro na Nicarágua. Entretanto, como disse Indira Gandhi: “Não me considero uma mulher fazendo política, mas, sim, uma pessoa exercendo um ofício”.
No discurso da convenção Rousseff prometeu que fará um governo como o de Lula, mas “com alma e coração de mulher”. O que será que a colérica Rousseff entende por alma de mulher?
Numa idealização da “alma de mulher” direi que podemos, entre outras coisas, sermos generosas, compreensivas, pacientes, atributos, aliás, inerentes ao maravilhoso dom da maternidade. No comportamento muitas de nós somos graciosas, sedutoras, sensuais, encantadoras no jeito de andar e falar. No dia-a-dia de muitas mulheres se encontram heroínas que amparam, consolam, lutam pela existência, protegem a família.
Nem todas possuem tais características, é claro. Existem mães que matam os filhos, megeras que infernizam a vida alheia, ignorantes que danificam suas vidas e a de outros, mulheres nada graciosas que andam com passadas de guarda de campo de concentração, sempre dando ordens com vozes desagradáveis feitas para o comando.
Parece, porém, que essa coisa de alma virou moda. Até Michel Temer disse que o “PMDB vai entrar em campanha com sua alma, e não apenas com seu raciocínio”. Alguns eleitores mais atilados conhecem bem a “alma e o raciocínio” de José Sarney, Renan Calheiros...
De qualquer modo, se Rousseff ganhar não teremos uma mulher na presidência da República. Como inferior e submissa ao homem ela apenas esquentará o lugar para Lula da Silva que pretende voltar em 2014. Assim os homens do PT traçaram sua manutenção no poder. E se a herança maldita pesar foi a mulher que não soube fazer como a “luz do mundo”. Afinal, só Lula da Silva tem alma.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
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JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 5 de junho de 2010

EMPATE.

SITE G1:
Dilma sobe e empata com Serra em 37%
Pesquisa Ibope encomendada pela TV Globo e pelo jornal 'O Estado de S.Paulo’ ouviu 2002 pessoas entre os dias 31/05 e 03/06. Empate segue no 2º turno, em 42% (leia).

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 17 de abril de 2010

SERRA PODE VENCER NO PRIMEIRO TURNO.

YAHOO NOTÍCIAS:
Serra tem 38% de preferência e Dilma, 28% em pesquisa Datafolha
Sáb, 17 Abr, 09h55

SÃO PAULO (Reuters) - Nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado indica o pré-candidato pelo PSDB à Presidência da República, José Serra, com 38 por cento das intenções de voto, seguido por Dilma Rousseff, do PT, com 28 por cento.
A vantagem de Serra para Dilma subiu para dez pontos percentuais, oscilação dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos. No levantamento anterior, publicado em 27 de março, Serra tinha 36 por cento e Dilma, 27 por cento, uma diferença de nove pontos.
Essa foi a primeira sondagem do instituto realizada após o lançamento do nome do tucano, no sábado passado. A candidatura Dilma havia sido lançada em fevereiro.
A pesquisa, publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, indicou ainda que Marina Silva (PV) ficou pela primeira vez à frente de Ciro Gomes (PSB), o único dos quatro que não foi confirmado como candidato por seu partido.
Marina teve 10 por cento das indicações de voto, enquanto Ciro ficou com 9 por cento. A vantagem está ainda dentro da margem de erro. Em março, Marina tinha 8 por cento e Ciro, 11 por cento.
No cenário sem Ciro, Serra vai a 42 por cento e Dilma sobe para 30 por cento, enquanto Marina alcança 12 por cento.
Em simulação de segundo turno, Serra tem 50 por cento e Dilma fica com 40 por cento.
O levantamento do Datafolha ouviu 2.600 eleitores entre os dias 15 e 16 de abril (quinta e sexta-feira) em 144 municípios do país.
Na terça-feira, foi divulgada pesquisa do Instituto Sensus encomendada pelo Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo) que apontou empate técnico entre Serra (32,7 por cento) e Dilma (32,4 por cento), com margem de erro de 2,2 por cento. O PSDB está questionando a pesquisa junto à Justiça eleitoral.
(Reportagem de Carmen Munari)
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 7 de abril de 2010

ELEIÇÕES PARA O GOVERNO DO RIO DE JANEIRO.

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
O "IMBRÓGLIO ELEITORAL" NO ESTADO DO RIO!

1. Em ano de eleição, cada vez que surge um conflito entre políticos ou entre partidos, o que está, de verdade, por trás dos fatos são os votos. No caso do Estado do Rio, há um complicador adicional: a candidatura de Marina da Silva. Em 2006, Heloisa Helena teve 6% dos votos no Brasil e 14% no Rio. Então é natural que os candidatos que apóiam Marina Silva queiram potencializá-la no Rio. Até porque, o elemento vinculante pelo número deve agregar legenda aos deputados.
2. Por isso, além do espaço que foi conquistado por razões de alternativa política local, com a candidatura a governador, querem ampliar esse espaço fazendo aparecer o número de Marina mais vezes na TV. Por isso, o interesse em lançar candidato a Senador e obter algum tempo dos partidos associados na campanha de governador. Excluindo os compreensíveis problemas político-hepáticos, é esta a questão central.
3. Em 2009, quando se configurava compulsoriamente uma campanha presidencial em dois turnos, a afirmação de uma candidatura a governador no Estado do Rio apoiada pelos partidos da base de Serra (PSDB-DEM-PPS) era um dado importante para tirar espaço da candidata presidencial do PT. Mas o quadro mudou. A eleição se tornou polarizada, eliminou a possibilidade de inclusão de Ciro Gomes e Marina, com toda a generosidade da imprensa, continuou patinando no mesmo patamar.
4. Dessa forma, criou-se um quadro que a eleição presidencial pode ser decidida no primeiro turno, bastando para tal, que um candidato supere o outro pela votação de Marina. Observando 2006, isso é possível, na medida em que se projeta, no final de agosto depois da entrada da TV, o mesmo emagrecimento que ocorreu com Heloisa Helena. E esta, estava na época, com níveis bem mais altos do que estará Marina em 2010.
5. Assim sendo, o entorno de Serra, respeitando os avanços que já se tinham feito no Estado do Rio, com seus três partidos em relação à candidatura a governador de interesse de Marina, passou a reavaliar, para dentro, esse quadro. A conclusão óbvia é que não vale a pena mais estimular a candidatura de Marina no Estado do Rio, pois Serra pode ganhar no primeiro turno. E se deixou o barco flutuar.
6. Paradoxalmente, quem resolveu esticar a corda, exigindo ruptura da coligação para ganhar mais tempo de TV no Senado, foram os que apóiam Marina. Durante 8 meses a mesma cantilena deles na imprensa, pedindo a exclusão do DEM. Os partidos da base de Serra se mantiveram silentes. Esse comportamento foi entendido, ingenuamente, pelos apoiadores de Marina, que havia campo para avançarem. E assim o fizeram declarando que excluiriam o DEM da coligação, usando os argumentos mais esdrúxulos contra um candidato que co-lidera as pesquisas ao Senado e que abre entre os eleitores de renda mais alta.
7. O resultado é que, precipitado pelos que apóiam Marina, se reabriu a possibilidade de se rever a decisão anterior e com isso se reabrir a discussão sobre a candidatura a governador, passando-se a usar o numero 45 nela. É possível que isso leve a eleição estadual para ser decidida em primeiro turno, o que seria algo razoável, pois não se teria eleição estadual no RJ no segundo turno. São essas as questões em discussão atrás das cortinas, e o que vem a público são vozes emanadas de lá e desconectadas do conjunto.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

LULA APRENDEU A COMPRAR AVIÕES VOANDO - VILLAS-BÔAS CORRÊA.

Lula aprendeu a comprar avião voando
Villas-Bôas Corrêa
RIO - A decisão do presidente Lula, sem ouvir a opinião de ninguém, de comprar aviões de caça Rafale, da empresa francesa Dassault, que coroou a visita do presidente da França, Nicolas Sarkozy, ao Brasil, marcada pela cordialidade francesa de um sedutor de nascença, provocou uma reação de espanto nos sussurros ministeriais e a crítica dos parlamentares de oposição, à cata de um tema para o enterro do escândalo da roubalheira no Senado, que sobra para a Câmara dos Deputados.
Para o distinto público, entretido com a fila dos feriados e com um olho para acompanhar, pela televisão, a Parada do Dia da Independência, o bis dos vendavais que maltrataram o Sul, ainda não refeito das inundações de novembro do ano passado, são prioridades que relegam a compra dos aviões para mais uma das manias presidenciais.
E, de fato, é por aí que se pode chegar a uma avaliação próxima da verdade. Lula está em plena campanha para garantir a eleição da ministra Dilma Rousseff nas eleições de 3 de outubro de 2010. E, se o momento não é dos mais satisfatórios, com a queda na última pesquisa do CNT/Sensus, de 69,8% para 65,4% dos índices de popularidade, atribuída a erros políticos como o discurso em que tomou posição na crise do Senado, em defesa do presidente José Sarney; a crise da Receita Federal e o fracasso da saúde pública, especialmente no surto da gripe suína.
Além da queda que não quebrou nenhum osso, mas deixou arranhões na pele sensível, a senadora Marina Silva (AC) que se desligou do PT, insatisfeita com a dúbia política ambiental do governo que oscila mais do que roupa na corda em dia de ventania, para se filiar ao Partido Verde e ser lançada como candidata à Presidência de República, aparece na pesquisa estimulada entre 4,8% e 11,2% das intenções de voto.
É apenas uma amostra, que deve despertar preocupação. O governador de São Paulo, José Serra, só perderia para o presidente, que não pode ser candidato, depois de repelir as tentadoras manobras de um terceiro mandato com uma emenda golpista a uma Constituição já tão maltratada que parece roupa de mendigo.
Mas vamos voltar à compra dos caças franceses. Lula orgulha-se de ser um instintivo, que supriu as deficiências da formação de menino pobre, alfabetizado no curso para torneiro-mecânico do Senai, que foi o maior líder sindical do país, fundou o Partido dos Trabalhadores das suas atuais decepções, foi o deputado federal mais votado para a Constituinte que aprovou a remendada Constituição de 1988, derrotado em três eleições e eleito no segundo turno para tomar posse em 1° de janeiro de 2003, e reeleito para o mandato que termina em 1° de janeiro de 2011.
A mania de grandeza, o justo orgulho pela história sem paralelo da sua biografia, denunciou os primeiros sinais na montagem do maior ministério da história deste país e que ainda ganharia banha com a criação de novas pastas que nunca deram o menor sinal de sua existência. Sem falar no Ministério do Nada do ex-ministro Mangabeira Unger que voltou à sua cátedra nos Estados Unidos antes de salvar a Amazônia.
A autossuficiência, a vaidade, o orgulho de Lula foram inflando com os elogios do cordão que cada vez aumenta mais e os êxitos administrativos de evidente sucesso. A pasta que o ministro Patrus Ananias gerencia com exemplar transparência coleciona êxitos como o Bolsa Família, o Bolsa Escola, a Merenda Escolar.
O presidente que mais viajou pelo Brasil e pelo mundo sem termo de comparação é o presidente Lula da Silva. E como curte o avião com uma das mais adoráveis alegrias da vida e é curioso e bisbilhoteiro, procura informar-se com os comandantes, pilotos, mecânicos com o auxílio dos intérpretes. O presidente que fechou o negócio com o presidente Sarkozy não é um leviano que arrisca o dinheiro público numa compra precipitada, só para agradar ao ilustre visitante. Mas é o experiente viajante que já passou por todas situações sem revelar medo.
Portanto, o ministro paisano da Defesa, Nelson Jobim, poderia ter se poupado do passo em falso da desculpa de que o negócio dos caças franceses não foi fechado.
Na véspera, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, já mandara o recado com todas as letras: a decisão de Lula fora política.
Política, mas com o respaldo de um presidente que aprendeu a comprar aviões, voando.
* Villas-Bôas Corrêa é repórter político do JB.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CIRO GOMES APARECE COMO PLANO B DO PLANALTO.

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
10 de setembro de 2009
CIRO GOMES PASSA A SER COMPETITIVO!
1. A coluna do Ancelmo, no Globo (09), divulgou como primeira nota uma pesquisa nacional do IBOPE, onde Serra teria 42%, Ciro 14%, Dilma 13% (caindo 5 pontos), Heloísa Helena 7% e Marina Silva 3%. Essa é a informação que se divulga nas esquinas da política desde fins de agosto, com base em pesquisas regionais e nacionais. Com a saída de H. Helena para candidata ao Senado, Marina tende a ocupar o seu lugar, apenas.
2. Nesta semana, o Estadão abriu rasgados elogios a Marina em editorial e, ontem, destacando uma das listas da Sensus (improvável), abriu uma matéria dizendo: "Marina larga com 9,5%", o que é um exagero. Ontem, este Ex-Blog chamava a atenção da pesquisa Sensus, onde em nenhuma lista apareciam Dilma e Ciro juntos, o que certamente mostraria Ciro na frente de Dilma.
3. A percepção crescente das fragilidades da candidatura de Dilma pode ser caricaturizada por sua plástica, onde o cirurgião puxou os cantos da boca como se quisesse soldar um sorriso. O paradoxal é que a mudança plástica de sua expressão de durona, que ajudava numa conjuntura de desgaste dos políticos, foi transferida de mão beijada para o Ciro, que a tem naturalmente.
4. Ciro começa a emergir como o candidato mais forte do campo do governo. Espertamente exalta Lula enquanto desmonta o governo, o que ajudará seu discurso em campanha, num clássico "mantenho tudo o que é bom e corrijo os erros". Ciro tem quatro características que o ajudam em campanha. A primeira é sua expressão de seriedade neste momento.
5. A segunda é estar convencido de que tudo o que diz é verdade e de que sabe o que fala, especialmente em matéria econômica. Isso ajuda muito a imagem na TV, cuja cobertura é diária. A terceira traz votos, mas é perigosa. A maneira com que trata o Congresso, confundindo políticos eventuais com sua rejeição à instituição, sinalizando uma vontade de autoritarismo. Mas é uma comunicação que agrada ao distinto público. E a quarta é já ter aberto vantagem no Nordeste em relação à Dilma.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

MARINA SILVA (PV) É CANDIDATA. E AGORA PT?

ESTADÃO.COM
Senadora Marina Silva formaliza sua adesão ao PV.
Ex-ministra preferiu não fazer maiores comentários sobre candidatura à Presidência.
- "A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva oficializou, neste domingo, em uma cerimônia em São Paulo, sua filiação ao Partido Verde (PV). Militante histórica do Partido dos Trabalhadores, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina anunciou seu desligamento do PT no último dia 19 de agosto, após três décadas de militância na agremiação. Marina, que deve concorrer à Presidência da República pelo PV nas eleições de 2010, preferiu não comentar sua possível candidatura neste domingo. A senadora, no, entanto, foi recebida pela militância do partido sob gritos de "Brasil, urgente, Marina presidente". Eleita senadora pelo Estado do Acre, Marina exerce atualmente seu segundo mandato na casa. Em 2003, tomou posse como ministra do Meio Ambiente do governo Luiz Inácio Lula da Silva, permanecendo no cargo até maio de 2008, quando pediu sua demissão ao presidente. À época, especulou-se que o pedido de demissão estaria relacionado com embates entre ela e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, provável candidata do PT à Presidência em 2010. A senadora, no entanto, preferiu não comentar qualquer discordância com a ministra e afirmou que prefere "não se colocar no papel de vítima" de Dilma Rousseff.
"Nova casa"
Filiada ao PT desde 1985, Marina fundou, junto com o líder seringueiro Chico Mendes, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre e exerceu os cargos de vereadora e deputada estadual. No discurso em que formalizou sua adesão ao Partido Verde, a senadora afirmou que não tem "ilusões de um partido perfeito" e comparou sua saída do PT a de um filho que deixa a casa dos pais. "Eu disse aos meus companheiros (do PT) que, às vezes, dentro de uma casa, é necessário que o filho saia para fazer sua própria casa. Isto não significa que estamos rompendo com as coisas boas ou os erros cometidos no passado", disse a senadora. Afirmando estar procurando "uma nova maneira de caminhar", Marina afirmou que pretende desenvolver no PV políticas que integrem questões ambientais e sociais com o desenvolvimento econômico".
Sem dúvida, uma grande sacudida no já confuso processo eleitoral de 2.010.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

NÃO REELEJA NINGUÉM.

REVISTA VEJA - O FILTRO - JULIANO MACHADO.
- O PT estremece com Sarney:
Obedecendo a ordens diretas do Palácio do Planalto, os três senadores do PT no Conselho de Ética votaram a favor de José Sarney (PMDB-AP) e ajudaram a manter arquivados todos os 11 processos contra o presidente da Casa. O resultado abriu uma crise sem precedentes na bancada petista, informa o Estadão. Flávio Arns (PT-PR) anunciou que deixará o partido. Aloizio Mercadante (PT-SP), líder do partido que ameaçou deixar o cargo há dois dias, diz que fica, mas está isolado pelo Planalto. “O PT jogou a ética no lixo e vai ter de achar outra bandeira”, disse Arns. A oposição também criticou o posicionamento do partido. “O PT arrebentou a sua história”, afirmou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O arquivamento das denúncias contra Sarney foi determinado horas antes da reunião do Conselho de Ética, na sede provisória do governo Lula, com seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho. Alguns senadores, conta a manchete da Folha (para assinantes), votaram constrangidos, fora do microfone. Em seguida, conforme combinado entre governo e oposição, PT e PMDB votaram a favor do arquivamento do processo contra o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). José Sarney e sua tropa de choque consideraram resolvida a crise do Senado.
- O PT estremece sem Marina:
Horas antes do desfecho do caso José Sarney no Senado, a senadora Marina Silva dava o primeiro sinal do que o PT vai ter de enfrentar a partir de agora ao anunciar sua saída do partido, depois de 30 anos de militância. “Não tenho mais a ilusão de partidos perfeitos”, disse ela. Em carta enviada ao presidente do PT, Ricardo Berzoini, Marina afirmou que não há mais espaço dentro do partido para suas ideias. Nascida na Amazônia (morou no interior do Acre até os 16 anos, quando foi alfabetizada), Marina filiou-se ao PT em 1985 e ajudou a fundar o partido do Acre. Em 1995 chegou ao Senado e foi reeleita em 2002, mas deixou o cargo para assumir o Ministério do Meio Ambiente, onde entrou em choque direto com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do governo Lula ao Planalto. Na época do embate, como lembra a Folha (para assinantes), Marina chegou a afirmar que “perdia o pescoço, mas não perdia o juízo”.
- Mais denúncias contra Sarney:
A manchete do Estadão mostra que, no mesmo dia em que José Sarney (PMDB-AP) foi absolvido pelo Conselho de Ética, a direção-geral da Casa validou 45 atos secretos, entre eles os que deram emprego a parentes e aliados do senador. Continuam oficialmente empregadas Maria do Carmo Macieira, sobrinha de Sarney, Nathalie Rondeau, filha do ex-ministro e afilhado político, Silas Rondeau, e Alba Lima, mulher de Chiquinho Escórcio, aliado do senador. A direção alega que os anistiados têm exercido sua função devidamente. Outros 34 servidores nomeados por atos secretos, inclusive o namorado da neta de Sarney, aguardam análise. Já a Folha (para assinantes) traz reportagem contando que a sócia de uma das netas de Sarney foi nomeada duas vezes por atos secretos. Entrevistada pela Folha, Zenicéia de Assis afirmou que pediu emprego para Fernando Sarney, filho do senador, e que assessores do gabinete do presidente da Casa ligaram diretamente para ela para avisar sobre as nomeações.
- Conta difícil:
Na primeira divulgação de resultados depois da saída da secretária Lina Vieira do comando, a Receita Federal derrapou. Em julho, o governo arrecadou de impostos, taxas e contribuições menos do que a média do ano. O resultado foi pior do que esperava o Ministério da Fazenda. Os contribuintes deixaram no cofre da União R$ 58,7 bilhões, quantia 9,4% menor que a de julho do ano passado. A Folha (para assinantes) lembra que quedas na arrecadação em momentos de economia retraída são comuns, pois trata-se basicamente de uma parte dos salários de trabalhadores e lucros e vendas de produtos de empresas. Mas ressalta que, desta vez, o declínio da arrecadação supera em muito o da produção e da renda do país. Além da queda na arrecadação, o endividamento do governo aumentou. Não por causa da receita menor, mas principalmente pelo aporte de capital no BNDES, para que o banco público elevasse financiamentos para empresas no período mais agudo da crise econômica mundial.
- TCU vê sobrepreço na Petrobras:
Chegou à CPI da Petrobras o primeiro lote de documentos com o resultado de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). Eles mostram que há indícios de superfaturamento de pelo menos R$ 121 milhões na obra da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e acusam o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, de sonegar documentos. Segundo o Estadão, a obra da refinaria foi financiada pela Petrobras em parceria com a estatal Petróleos de Venezuela S.A. O TCU investigou uma série de contratos da refinaria e pelo menos quatro deles, que somam mais de R$ 2 bilhões, estão sob suspeita de sobrepreço. Também há indícios de existência de funcionários fantasmas para justificar gastos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 16 de agosto de 2009

PESQUISA DATAFOLHA - PRESIDÊNCIA.

FOLHA DE SÃO PAULO:
16/08/2009 - 10h00
Vantagem de Serra vai de 13 pontos no Nordeste a 40 em SP.
A menor diferença entre o tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff, de acordo com a nova pesquisa
Datafolha, ocorre entre os eleitores dos Estados das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.
Kennedy Alencar: Pesquisa preocupa Serra e Dilma
Josias: "Oposição não tem discurso", diz Lula
Em compensação, no Estado de São Paulo, governado por Serra, o levantamento aponta ampla vantagem do pré-candidato do PSDB a presidente.
No Nordeste, onde Serra fez diversas incursões recentemente, ele tem 31% das intenções de voto contra 18% de Dilma --13 pontos de diferença, a mesma vantagem que tem nas regiões Norte/Centro-Oeste.
Em suas análises eleitorais, a direção petista avalia que Dilma tem potencial para encostar em Serra e até superá-lo no Nordeste, onde Lula foi bem na eleição de 2006 --teve 77% dos votos válidos no segundo turno contra o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.
Mas o próprio PT reconhece que a situação dela é preocupante em São Paulo e irá incrementar sua agenda no Estado.
Serra tem 51% das intenções contra apenas 11% da petista entre os paulistas. Ciro Gomes (PSB), que também cogita concorrer ao governo de São Paulo, está empatado tecnicamente com Dilma. Ele alcança 12%.
Os tucanos avaliam que, se Serra abrir sobre Dilma uma diferença de 4 milhões de votos no Estado, ele amplia ainda mais sua chance de se tornar o próximo presidente. O cálculo leva em conta o fato de o governador ser bem conhecido nas demais regiões, pois já foi ministro da Saúde e disputou a eleição presidencial de 2002.
Reservadamente, os petistas paulistas compartilham o raciocínio, mas afirmam que Dilma está longe de seu teto em São Paulo. Na semana passada, a ministra participou de uma grande festa da militância do PT na capital do Estado.
Até o final do ano, a ministra deverá intensificar sua agenda entre os paulistas vistoriando obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Quando o candidato tucano é o governador mineiro Aécio Neves, o melhor desempenho do PSDB ocorre na região Sudeste, onde ele chega a atingir 31%. Mas, em São Paulo, Aécio empata com Dilma em 14% no principal cenário para ele. Ciro tem 24%.
FOLHA ONLINE.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

ARTIGO DE DOMINGO - O TRAMA DO PT E DO PMDB.

O PT está tonto...
A candidatura da ex-ministra Marina Silva foi a pá de cal nas pretensões do PT de continuar no poder, com a eleição da guerrilheira Dilma Rousseff.
Lula, dizem, não ouviu ninguém quando escolheu a sua sucessora, alguém de passado criminoso e de pouca expressão no cenário nacional.
A partir dessa escolha equivocada o Planalto estava fazendo de tudo para viabilizar Dilma, investindo na máxima:
- "Brasileiro não vota, dá palpite".
Portanto, ela precisa aparecer, ser conhecida.
Diante dessa verdade, Dilma correu o país de ponta à ponta, "pariu" o PAC, fez plástica, mudou o tom, etc. Uma autêntica maquiagem política.
Apesar de tudo, Dilma não decolou.
Agora, surgindo como uma vingadora, Marina Silva destrói as pretensões de Lula.
Resta ao PT tirar da cartola um novo candidato, criando uma estória de cobertura para o afastamento de Dilma, o que não deve ser difícil.
Essa decisão pode ser um suicídio político ou um renascimento.
É risco puro.
Vamos aguardar.
No Rio de Janeiro, o PMDB vive drama semelhante.
Cabral vai muito mal das pernas.
O seu índice de reprovação é um maremoto político.
Apesar do apoio das máquinas federal, estadual e municipal, ele não decola.
Nunca o Rio de Janeiro recebeu tanto dinheiro federal, custeando obras e mais obras, além do PAC.
Mas nada faz Cabral chegar aos 30% nas intenções de voto.
A situação é mais grave ainda se considerarmos que alguns partidos (coalizões) não definiram seus candidatos.
Wagner Montes (PDT) se candidatará ou "cederá" novamente sua candidatura, como fez para prefeito em 2008?
Gabeira (PV) ou Cesar Maia (DEM), quem será o candidato da forte coalização?
Lindberg (PT) será candidato?
A única coisa certa é que Cabral (PMDB) vai muito mal, apesar de todos os esforços.
A última tentativa do PMDB, após o fracasso das UPAs, são as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), seguindo o modelo das já instaladas na Zona Sul do Rio de Janeiro.
As Organizações Globo, fortíssima aliada de Cabral, têm feito a sua parte todo dia.
O jornal O Globo publicou em dezenas de páginas, um apoio integral ao projeto das UPPs, na série "Democracia nas Favelas".
A série terminou hoje no jornal, todavia vai continuar na internet.
Cabral tem na parceria com o Complexo Globo sua principal arma, que em setembro será reforçada, com o retorno das propagandas eleitorais na mídia.
Infelizmente para Cabral, a Globo e a Record trocam acusações, declararam guerra, na luta por audiência. A Record tem crescido de forma ameaçadora e não poupará Cabral nessa luta, pois ele é um alvo muito fácil.
Assim resta ao PMDB escolher outro candidato ou continuar investindo no fracassado Cabral, que como senador faltou a mais de 170 sessões no Senado Federal.
Cabral não consegue se afastar da fama de NÃO GOSTAR DE TRABALHAR.
É de domínio público que ele só assina os documentos que são elaborados e analisados pelo Chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, seu suplente no Senado, que não assumiu e colocou Paulo Duque, O ARQUIVADOR, na cadeira.
Essa fama é destruidora para um político, sobretudo para alguém que já bateu todos os recordes de viagens internacionais. Mesmo se Cabral parasse de viajar em setembro, ainda seria o mais viajante, alguém que adora viajar e não gosta de trabalhar.
Toda a população fluminense já aprendeu que Cabral está no Palácio Guanabara à passeio, nada mais. Aliás, ele também esteve passeando no Senado Federal.
Vamos aguardar.
Quem o PMDB tirará da cartola mágica?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CRONEL BARBONO

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

CABRAL FOGE DOS SERVIDORES E MARINA SILVA VENCE DILMA ROUSSEFF.

ALEMANHA HOJE - PARIS AMANHÃ
SÉRGIO CABRAL - EDUARDO PAES - PMDB
BLOG DO GAROTINHO.
Enquanto os servidores protestavam contra as mentiras de Cabral e denunciavam o caos no estado; enquanto os delegados de polícia ameaçam cruzar os braços, no próximo dia 18; enquanto mais pessoas morriam de gripe suína e milhares aguardavam horas nas filas das UPAs para serem atendidas; o governador Sérgio Cabral não estava nem aí. Está feliz da vida, longe dos problemas e curtindo a vida em Berlim, com seu afilhado Eduardo Paes. No fim-de-semana bate o ponto em Paris junto com a esposa.
EX-BLOG DO CESAR MAIA.
"Nunca se fez tão pouco caso da honra".
Trechos do editorial da revista do Clube Militar de julho, assinado pelo Gen. Ex. Gilberto Barbosa de Figueiredo (http://www.clubemilitar.com.br/).
1. Os homens se deixam de tal forma dominar pelas necessidades do momento, que aquele que saiba enganar achará sempre quem se deixe enganar. (Maquiavel) Nunca na história deste país se fez tão pouco caso da honra, de tal maneira se desprezou a ética, tanto se usou de meios escusos para corromper, para enlamear instituições, para comprar consciências. A amarga sensação que fica é a da total perda, por parte de um grande número de homens públicos, de qualquer noção de honestidade, de dignidade, de honradez.
2. O atual governo abandonou completamente o decoro no trato da coisa pública e partiu para o uso de um verdadeiro rolo compressor, comprando tudo e todos a sua volta, desde que possam, de alguma forma, interferir em seus objetivos. Não satisfeito em aliciar parlamentares para sua base de sustentação política e populações desassistidas para aumentar suas possibilidades eleitorais, o governo trata, também, de evitar qualquer problema nas ruas, em termos de manifestações públicas de desagrado contra os muitos desvios de ética praticados por seus correligionários e aliados.
3. Com a prática da compra indiscriminada de todos que possam atrapalhar os desígnios do governo, este foi perdendo todos os escrúpulos. Conseguindo manter níveis elevados de popularidade, julga-se acima do bem e do mal, capaz de tudo, inclusive de defender crimes praticados por aliados, pouco se importando com a ética e com a moralidade pública. Pouco se importando com a evidência de que está corrompendo os brios de toda uma nação que, em um dia não tão distante, teve orgulho de se proclamar brasileira.
- Seguros de automóvel disparam no Rio em função dos roubos!
1. De janeiro a maio foram registrados pela polícia 12.154 roubos de veículos. Para o ano 2009 serão uns 30 mil. É um mercado onde as seguradoras estão integradas a sistemas de rastreamento e recuperação de veículos, de forma a reduzirem seu custo. A sofisticação nesse mercado o tornou altamente lucrativo.
2. O crescimento de roubos de veículos no Rio se dá a taxas de 3%. O valor dos carros usados caiu muito nestes últimos meses. Mas o Valor do Seguro, em média, praticamente dobrou. Ocorre principalmente nas regiões de maior incidência de roubos e com isso as seguradoras passaram a atribuir o seguro para cada automóvel em função de seu CEP.
3. Quando o CEP é o das regiões de maior incidência de roubos, o seguro pode mais do que dobrar. A taxa de lucro neste momento voltou a atrair seguradoras estrangeiras com capacidade de acompanhamento, rastreamento e recuperação, o que exige investimentos razoáveis e economia de escala. Os donos de veículos, especialmente dos CEPs de maior incidência de roubos (Grande Tijuca, Grande Méier, etc.), não conseguem entender seus veículos desvalorizando e o seguro aumentando: são os roubos.
- Cenas de um hospital municipal (RJ) no fim da semana, em pleno plantão antigripe A:
"Foram enviadas para cá 3 médicas que trabalharam no plantão com nossa equipe neste fim de semana. Foram enviadas pela Cooperativa sem qualquer cuidado. Elas contaram que ligaram para a Cooperativa dizendo que estavam interessadas em ir trabalhar na campanha antigripe A. Deram apenas o nome completo e o CRM. Uma delas, inclusive, trabalhou no sábado como pediatra e no domingo como clínica. A outra, pediatra, é filha de um político de Itaguaí. A bagunça é geral. A médica clínica que trabalhou aqui, durante o dia, não sabia nem mesmo como se usa o Tamiflu."
REVISTA VEJA - - O FILTRO - JULIANO MACHADO.
- Saiu como o combinado?
Governo e oposição negaram que fizeram um acordo para encerrar a crise política do Senado, mas o presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), arquivou ontem a representação aberta contra o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), por quebra de decoro parlamentar, informa o Estadão. Duque já havia arquivado 11 representações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Desde terça-feira, o clima está mais ameno no plenário, mas pode ser que venha mais confusão por aí. A oposição pegou os governistas de surpresa e conseguiu aprovar um convite para que Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal, vá ao Senado falar sobre o encontro que, segundo ela, aconteceu com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Dilma nega, Lula diz que é fantasia, mas Lina afirma e reafirma que a ministra pediu “agilidade” nas investigações das contas das empresas do filho de Sarney. Como se trata de um convite, Lina não é obrigada a comparecer. O convite foi aprovado por uma “bobeada” da base aliada, que não tinha quórum suficiente no plenário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) quando a matéria foi apresentada. O drible da oposição compensou o fracasso em convocar a ex-secretária na CPI da Petrobras, dominada pelo governo. A reunião com Lina está marcada para a próxima terça-feira (18). A base aliada disse que foi traição e promete revidar.
- Marina versus Dilma:

O Estadão traz uma pesquisa que, segundo o jornal, mostra o estrago que a eventual candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC) à presidência causaria para a pré-candidata do governo, Dilma Rousseff (Casa Civil). No confronto direto entre Dilma e Marina, em quatro cenários diferentes, a senadora perde em um, empata em outro e ganha em dois. A pesquisa foi feita por encomenda do PV pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas. O PV convidou Marina para se afiliar ao partido e concorrer ao Planalto em 2010. A senadora ainda não deu uma resposta, mas o PT considera como certa sua saída. A mudança balançou os planos do governo. Lula esperava ter uma eleição bipolarizada em 2010, disputada entre PT e PSDB. Com Marina no páreo, esse quadro muda, até porque o deputado Ciro Gomes (CE), do PSB, aliado do governo, enxerga na possível cambaleada de Dilma uma oportunidade para sua candidatura.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A LEI DO SILÊNCIO NAS UNIDADES DE POLÍCIA PACIFICADORA E MARINA SILVA (PV) CONTRA DILMA (PT).

REVISTA VEJA - O FILTRO - JULIANO MACHADO:
- A democracia (e o silêncio) nas favelas:
O Globo iniciou ontem uma série de reportagens, chamada Democracia nas favelas, sobre as mudanças nas comunidades cariocas ocupadas pela Polícia Militar. Segundo o jornal, aos poucos os moradores se acostumam com a possibilidade de voltar a circular sem restrições dentro das favelas, antes controladas por traficantes ou milicianos. O medo de se identificar aos jornalistas e falar abertamente sobre os pontos positivos e negativos da ocupação policial, entretanto, ainda persiste nesses locais. A lei do silêncio ganhou ainda outra determinação: o fim do funk no último volume. Uma das reportagens de hoje mostra que um dos pontos mais polêmicos da atuação da PM é a proibição aos bailes. A outra aborda o fim do exílio forçado de moradores expulsos de suas comunidades pelo tráfico.
- Ciro Gomes diz que Marina ‘implode’ candidatura de Dilma:
Em entrevista ao Valor Econômico (para assinantes), o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) afirma que as chances de derrota do governo nas eleições presidenciais de 2010 são “muito maiores” do que as de vitória. Para ele, a possível transferência de Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e senadora (PT-AC), para o PV agrava esse cenário desfavorável ao Palácio do Planalto. “Se ela aceitar a convocação do PV, ela implode a candidatura da Dilma”, diz. Ciro afirma que só definirá o que fará nas eleições em abril. Ele pode sair candidato a presidente ou concorrer ao governo de São Paulo, opção na qual afirma que não vai cumprir a “tarefa mesquinha” de atacar José Serra, que considera um “grande governador”.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 18 de maio de 2009

REVISTA VEJA - O FILTRO - JULIANO MACHADO.

- CPI da Petrobras vira ringue antes de começar:
Depois de a base aliada não conseguir impedir a criação da CPI da Petrobras, começou a guerra de declarações sobre o assunto. No sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou a oposição de “irresponsável” por forçar a assinatura do requerimento, ao que foi respondido em seguida por uma nota do PSDB: “irresponsável é quem não fiscaliza a Petrobras”. O Estadão informa que os líderes tucanos não vão aceitar o depoimento do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, como “moeda de troca” para impedir a instalação da CPI. “Não tapo meus ouvidos para ninguém, mas uma coisa não invalida a outra”, afirmou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM). De Riad, na Arábia Saudita, Lula retrucou e realimentou o que ele mesmo chamou de “briga de adolescentes”.
Qual será o próximo round dessa “saudável” disputa?
- Maioria dos sindicatos patronais é de fachada:
Está na manchete da Folha (para assinantes): assim como a maioria das entidades sindicais no Brasil, os patronais passam por uma séria crise de representatividade. Apenas 20% das 500 mil indústrias estão associadas a alguma entidade, um porcentual bem abaixo da média de 35% verificada em países desenvolvidos. Estima-se que 80% dos quase 4 mil sindicatos patronais com registro no Ministério do Trabalho têm pouca ou nenhuma representatividade. E o que lhes dá sobrevida, então? O imposto sindical, recolhido de forma obrigatória. Em 2008, diz o jornal, o setor patronal arrecadou R$ 363 milhões, dos quais 60% foram para os sindicatos.
- Ex-ministra, Marina Silva diz que MP chancela grilagem:
Um dia de vidraça, outro de pedra. Em artigo na Folha (para assinantes), a ex-ministra do Meio Ambiente e hoje senadora Marina Silva (PT-AC) diz que a Medida Provisória 458, aprovada recentemente pela Câmara, “chancela o festival de grilagem na região e abre portas para mais concentração agrária”. A MP em questão permite a regularização de posses de terras públicas com até 1,5 mil hectares na Amazônia. “Segundo dados do Incra, as mini e as pequenas propriedades, de até quatro módulos fiscais (400 hectares), representam 80% do total, mas ocupam apenas 11,5% da área a ser regularizada. As médias e as grandes, que são apenas 20% do total, ocupam 88,5% da área”, escreve Marina. Ela também critica, no texto da MP, a possibilidade de vender a terra legalizada após três anos, o que comprometeria a ideia de funação social da terra. Como a proposta segue agora para o Senado, Marina diz que a escolha do relator é fundamental para “reposicionar o rumo inaceitável que as coisas tomaram”.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO